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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Urso Polar e o aquecimento global

Uma tradução e legendagem para português, de um vídeo da organização STOPGLOBALWARMING.ORG para a turma C do 7º Ano da Escola Básica 2,3 Terrugem - Sintra - Portugal


Setúbal: Pluripar iniciou abate de sobreiros no Vale da Rosa


A promotora imobiliária Pluripar iniciou hoje o abate de 1.331 sobreiros no Vale da Rosa, em Setúbal, apesar da providência cautelar interposta segunda-feira pela Quercus no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa.
Cerca das 9:00, uma dezena de homens munidos de auto-serras iniciaram o abate de sobreiros devidamente autorizado pela Autoridade Florestal Nacional perante o olhar atento da GNR e dos dirigentes da Quercus - Associação para a Conservação da Natureza, Domingos Patacho e Francisco Ferreira.
"Para a Quercus é uma batalha perdida porque o objectivo era que não se cortassem estes sobreiros, que têm dezenas - nalguns casos centenas - de anos", disse à Lusa o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, lembrando que o tribunal "tem 48 horas para se pronunciar sobre a providência cautelar".
"Os sobreiros que hoje estão a ser abatidos correspondem à área de um centro comercial (a ser construído no futuro) que teve imprescindível utilidade pública à custa de um despacho, feito um mês antes das eleições autárquicas de Dezembro de 2001, dos então ministros do Ambiente, José Sócrates, e da Agricultura, Capoulas Santos", frisou o vice-presidente da Quercus.
A urbanização do Vale da Rosa, com 7.500 fogos, um centro comercial e um complexo desportivo, inclui também inclui o futuro estádio municipal, que a autarquia já se comprometeu a ceder ao Vitória de Setúbal.


Fonte: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9314509


Podem ver aqui um vídeo com uma reportagem da RTP sobre o assunto.

Convém referir que o sobreiro é considerado uma espécie protegida pela lei portuguesa e que o seu abate só pode ser efectuado se o Ministério do Ambiente considerar que o projecto em causa é de imprescindível utilidade pública.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nove cidades portuguesas assinam pacto europeu para a redução do CO2 até 2020


A capital portuguesa é uma das nove cidades do país que assinaram hoje o acordo europeu para a redução das emissões de CO2 em 20 por cento até 2020. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Costa, e o vereador José Sá Fernandes estiveram em Bruxelas para a assinatura do Pacto dos Autarcas que reuniu mais de 400 cidades da União Europeia. A iniciativa da Comissão Europeia propõe a redução das emissões através de planos de acção para as energias sustentáveis e renováveis. Para além de Lisboa, as cidades de Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda, Moura, Porto e Vila Nova de Gaia aderiram ao projecto. Segundo o comunicado de imprensa da Câmara de Lisboa, a autarquia definiu uma política neste sentido através da Estratégia Energético-Ambiental com o objectivo de assumir até 2013 “a dianteira a nível europeu e nacional em matéria de eficiência energética”. O comunicado explica que durante vários anos houve uma recolha e tratamento de dados quanto aos fluxos de energia, água e materiais no Concelho de Lisboa. A câmara espera conseguir em quatro anos uma redução de 8,9 por cento do consumo de energia primária nos sectores dos edifícios residenciais, edifícios de serviços e transportes rodoviários com uma redução anual de 1,85 por cento, e uma redução de 9,4 por cento nos próprios serviços da CML com uma diminuição por ano de 1,95 por cento. (Público, 10.02.09)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364674&idCanal=59

Eis mais uma boa notícia para as cidades portuguesas! Mas será que irão cumprir esta meta?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Eric Pridz vs Pink Floyd- Proper education

Este vídeo é uma sugestão da Mara do 12º H.


"Proper Education" é um remix criado pelo DJ e produtor sueco Eric Prydz. A canção original dos PinK Floyd , "Another Brick in the Wall, Part II", foi remisturada para criar esta canção.


O vídeo para esta canção inclui adolescentes que entre algumas aventuras muito radicais, vão desenvolvendo acções ecológicas (autênticas operações relâmpago clandestinas) com vista à poupança de energia e de água, nomeadamente substituíndo lâmpadas incandescentes por lâmpadas económicas, desligando televisões, colocando tijolos em autoclismos, etc. Uma forma radical de consciencializar os jovens que é preciso mudar de atitudes e salvar o Planeta.






A canção " Another Brick in the Wall - Part II", dos Pink Floyd, foi muito importante para mim no meu tempo da adolescência, até porque nessa altura era claramente o meu grupo favorito . Nessa época ouvia esta canção até, quase, à exaustão. A canção representava a rebeldia própria dos adolescentes, que pretendiam mais liberdade, mais autonomia. Hoje, passados tantos anos, já professor, olho para esta canção com algum distanciamento, reconhecendo-lhe alguma demagogia ("We don't need no education"), embora permaneça (positivamente) um símbolo da rebeldia, própria da adolescência e a juventude.

Será que "Nós não precisamos de educação" para salvar o Planeta?


P.S.: sempre que quiserem dar alguma sugestão de vídeos (musicais, de filmes ou de outra natureza) para postar neste blogue ou de temas geográficos (ou de outra natureza), que vos interessem, ou publicar pequenos trabalhos vossos neste blogue, enviem as vossas propostas para o meu mail. Serão analisadas e se tiverem qualidade e forem pertinentes, serão publicados logo que que eu tenha disponibilidade.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

30 Seconds to Mars - Beautiful lie

O momento musical do dia é uma proposta da Andreia Macedo do 12º H e vem mesmo a propósito do "post" anterior: "Beautiful lie", dos 30 Seconds to Mars que chama a atenção para os efeitos do aquecimento global nas regiões polares.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ota, uma cidade japonesa que quer viver do sol


A cidade japonesa de Ota, situada num dos locais mais solarengos do país, é testemunha da aposta nas energias renováveis. O Governo deu painéis solares a 550 famílias, no âmbito de um projecto que tem como objectivo evitar os apagões nas cidades.
Para visualizares um vídeo sobre este projecto clica aqui.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os animais salvam o planeta

"Os Animais Salvam o Planeta! "

Trata-se de uma série de curtas metragens divertidas de animação feita pelo canal Animal Planet para consciencializar as pessoas a cuidarem melhor do planeta.


Clica no link a seguir (ou na imagem acima) e, depois, vai carregando em cada um dos animais que aparecem na parte inferior do ecrã, para visualizares os onze pequenos filmes de animação:

http://www.animalssavetheplanet.com/media/swf/design_video.swf?vidNumber=1 (site em inglês)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Rebeldes atacam sede do refúgio para gorilas na República Democrática do Congo


Parque Nacional de Virunga


Numa acção inédita, forças rebeldes tomaram ontem a sede do Parque Nacional de Virunga (República Democrática do Congo), em Rumangabo, refúgio para cerca de 200 dos únicos 700 gorilas da montanha do planeta. A agência Associated Press cita locais que dão conta da morte de várias pessoas, entre elas soldados, rebeldes e civis num ataque perpetrado de madrugada. Na manhã seguinte, as tropas governamentais foram enviadas para a região. Os rebeldes cortaram a estrada que liga a sede do Parque Nacional à capital da província de Kivu do Norte, Goma, a 45 quilómetros. “A tomada de assalto da nossa sede em Rumangabo pelos rebeldes é algo sem precedentes, mesmo em todos os anos de conflito na região”, declarou Emmanuel de Merode, director do Parque Nacional de Virunga, num comunicado divulgado ontem pelo Parque Nacional. Mais de 50 guardas florestais do parque foram obrigados a fugir para Kibumba (a 20 quilómetros de Rumangabo), através da floresta. “O conflito no terreno é caótico e perigoso. Não podemos deixar que os nossos guardas sejam transformados em alvos”, disse Merode.“Quando os rebeldes se começaram a aproximar da sede pensámos que íamos morrer. Não somos combatentes militares, somos guardas florestais que protegem a vida selvagem de Virunga”, contou Bareke Sekibibi, guarda florestal de 29 anos, por telemóvel quando estava ainda a atravessar a floresta. Os rebeldes que atacaram a sede do parque, leais ao líder dos rebeldes Laurent Nkunda, alegam que estavam apenas a responder a um ataque do Exército e a tentar proteger a minoria Tutsi. Há quase um ano que parte do Parque Nacional, perto da fronteira com o Ruanda e o Uganda, foi ocupada pelos rebeldes. Já a 8 de Outubro os rebeldes tinham tomado de assalto uma base militar a apenas três quilómetros da área protegida. Nessa altura, a porta-voz do Parque Nacional, Samantha Newport, disse à Reuters que os guardas florestais deviam abandonar a zona com as suas famílias, porque existia uma “verdadeira ameaça de que o conflito possa chegar à sede do parque”. Segundo Samantha Newport, “será impossível para os guardas fazerem o seu trabalho se a sede for tomada”.Há quase um ano que os confrontos entre os rebeldes leais ao general Nkunda e o Exército têm sido intermitentes naquela região. Em Agosto, o conflito intensificou-se, ameaçando o chamado Sector Gorila do parque nacional.Só na última década morreram 120 guardas do Parque Nacional de Virunga, em confrontos com grupos armados e caçadores ilegais. Nesta zona de conflitos, dez gorilas foram mortos no ano passado, o que chocou o país. Os gorilas da montanha são uma espécie criticamente ameaçada e o seu habitat está reduzido à Área de Conservação dos Vulcões Virunga (região onde vivem 380 animais e é dividida pela República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda) e na Floresta de Bwindi, no Uganda (onde vivem 320 animais). Com 7800 quilómetros quadrados, Virunga é o parque nacional mais antigo do continente africano, criado em 1925 com o nome de Parque Nacional Alberto, e é património da Humanidade desde 1979. (Público)

E agora fiquem com imagens do trailler de um filme de 1988 "Gorilas na Bruma", com a actriz Sigourney Weaver no papel de Dian Fossey uma cientista que estudou o comportamento do gorilas que foi assassinada por apenas defender e proteger esses animais.


domingo, 19 de outubro de 2008

Duzentas pessoas na marcha contra exploração de urânio em Nisa


Trabalhadores da Urgeiriça juntaram-se ao protesto

Cerca de 200 pessoas, com os antigos trabalhadores das minas da Urgeiriça (Viseu) à frente, estiveram hoje em Nisa numa marcha contra a exploração de urânio na região. Os participantes na marcha, que registou uma grande presença de jovens, percorreram os dois quilómetros que separam aquela vila alentejana da principal jazida de urânio existente no concelho. Foram erguidas cruzes de madeira no local, onde são visíveis os vestígios da prospecção de urânio realizados há mais de 50 anos, e desdobrados cartazes com palavras de ordem contra a exploração daquele mineral radioactivo – “Urânio – aqui jaz para sempre”, “Saúde é diferente de exploração de urânio” e “Não lixem (ainda) mais o ambiente”, entre outros. José Pedro Almeida, presidente do Movimento Urânio em Nisa Não, recordou no local a contestação promovida há quase dez anos contra a anunciada intenção de começar a extrair o urânio na região. “Éramos meia dúzia de pessoas e depois toda a população foi envolvida”, disse. “A agricultura da região quer-se afirmar pela qualidade dos seus produtos e do ambiente. Mas uma exploração destas é impeditiva de continuarmos com este modelo de desenvolvimento.”Representantes da Quercus, Adenex (associação ambientalista da Extremadura) e da organização ambientalista internacional Amigos da Terra manifestaram a sua solidariedade com esta luta, que trouxe a Nisa várias dezenas de ex-trabalhadores das minas de urânio da Urgeiriça. Numa tribuna cívica realizada durante a manhã, estes últimos deram conta dos seus problemas actuais e do grave estado ambiental em que ficou a zona depois do encerramento da Empresa Nacional de Urânio. As sucessivas intervenções apontaram para a responsabilização do Estado, acusado de crimes contra a saúde dos trabalhadores por negligência de informação quanto aos riscos decorrentes do contacto prolongado com urânio. Foi ainda exigida a aceleração da recuperação ambiental da zona, onde existem mais de seis dezenas de minas abandonadas, águas poluídas e materiais tóxicos espalhados de forma incontrolada. (Público)

Será que se justifica, mesmo, voltar a explorar o urânio em Portugal?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mosquito de Dengue na Madeira


Autoridades não conseguem erradicar o 'Aedes Aegypti '


O mosquito que transmite a febre-amarela e a dengue está instalado na Madeira. O “Aedes Aegypti” chegou ao arquipélago há cerca de três anos. Desconhece-se a origem exacta mas a espécie é oriunda de países africanos e da América do Sul. O combate dura há dois anos e meio e as estratégias a aplicar têm sofrido alterações. O objectivo é aumentar a eficácia. Ainda assim, as autoridades lamentam que não seja possível erradicar o insecto. A população está avisada no sentido de evitar os vasos com água, bidões ou outros recipientes que possam manter as águas paradas. Afinal, esta é uma espécie que gosta de água limpa até dentro de casa, se for possível. Esta espécie tropical é bastante resistente, em África e na América do Sul, com os níveis de Humidade a rondar os 100 por cento e muita chuva, este mosquito consegue sobreviver em folhas de árvores caídas no chão de uma floresta. Entretanto, a Madeira já recebeu armadilhas oriundas do Brasil e em breve chegarão mais vindas de países europeus. Também o Instituto de Medicina Tropical está a colaborar no sentido de descobrir um insecticida eficaz no combate ao “Aedes Aegypti”.

Fonte: SIC online
Esta situação é mais uma consequência do aquecimento global e trata-se de uma verdadeira ameaça para o nosso país que vai aquecendo de ano para ano, começando a atrair as chamadas doenças tropicais.

Descoberta doença nos pinhais de Setúbal


Praga de vermes pode alastrar a todo o país


Uma praga que até agora era inexistente em toda a Europa, está a matar os pinheiros de Setúbal e ameaça atingir os pinhais espalhados por todo o país. A praga, descoberta pelos técnicos da Direcção Geral de Florestas, foi detectada entre a Marateca e Pegões, pelo que os especialistas já estão no terreno para tentar circunscrever a área afectada. Descoberta há cerca de dois meses, em Setúbal, esta praga de insectos que transportam uma larva responsável pela destruição e morte dos pinheiros, apenas era conhecida no Japão e nos Estados Unidos onde já levaram ao abate de milhares de árvores contaminadas. De acordo com os especialistas da Direcção Geral de Florestas, que descobriram o problema, esta praga poderá ter vindo parar a Setúbal através do transporte de madeiras feito pelo porto de mar ou pela estrada, uma vez que a região é "privilegiada para o transporte deste tipo de material". Quem o diz é o director da DRARO, Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste, Fernando Varela, que já confirmou ao "Setúbal na Rede" a existência desta praga dos pinheiros em Setúbal e a sua perigosidade que advém da destruição que provoca nos exemplares afectados e da facilidade com que a doença se propaga. Questionado sobre as razões que levaram à não divulgação da descoberta, logo no mês de Junho, Fernando Varela disse que não o fez por não querer alarmar os sectores industriais e comerciais ligados à exploração da madeira, até porque a doença foi rapidamente identificada e circunscrita ao local onde foi descoberta. No entanto, o director da DRARO diz não poder dar garantias de que a praga não se propague pelo país, uma vez que nada impede que outros carregamentos de madeira importada possam estar contaminados. Mas para já, foram tomadas medidas de precaução, em colaboração com as indústrias do sector sediadas em Setúbal, no sentido de "precaver qualquer propagação da doença", acrescenta este responsável. Enquanto isso, uma equipa de especialistas da União Europeia prepara-se para se deslocar a Setúbal, no dia 13 de Setembro, para analisar os problemas, no local, e tomar medidas de precaução no sentido da doença não se propagar a outros países da Europa comunitária. Uma situação que pode vir a preocupar seriamente as indústrias ligadas a esta matéria prima, porque se a situação for mesmo grave, Portugal corre o risco de ver embargada a exportação de madeira de pinho. Contactado pelo "Setúbal na Rede", o presidente da associação ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, diz-se preocupado com a recente descoberta que poderá colocar em perigo todos os pinhais do país, que constituem a maior parte da mancha florestal nacional. E chega mesmo a apontar o dedo ao Governo ao garantir que a culpa é de quem "permite a cultura intensiva de apenas uma ou duas espécies", como é o caso do pinheiro e do eucalipto, "o que faz com que possa suceder uma razia" na floresta portuguesa em casos como este. Quanto à possibilidade destes insectos terem sido 'importados' conjuntamente com alguns lotes de madeira, o presidente dos ambientalistas afirma que isso "só prova que em Portugal a fiscalização não funciona". E aponta o exemplo negativo dos Estados Unidos, que "só depois de terem visto as florestas destruídas é que se lembraram de fazer um apertado controlo das matérias importadas".

Fonte: “Setúbal na Rede” - 06-09-1999

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mamíferos e anfíbios estão a atravessar “crise de extinção

Cartoon (sem título) de Sevket Yalaz (Turquia) que ganhou uma menção honrosa no Porto Cartoon de 2008


Em contraponto ao post anterior, temos esta notícia do jornal público on line de hoje que nos mostra, mais uma vez, como o Homem está a destruir este Mundo maravilhoso que aludia a canção de Louis Armstrong:


"Os mamíferos e os anfíbios do mundo estão numa “crise de extinção”, diz a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). De acordo com a edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, divulgada hoje, há 1141 mamíferos em risco de extinção – cerca de 21 por cento das 5487 espécies conhecidas. Há ainda 836 mamíferos cujo estado de conservação ainda não é bem conhecido.

O lince ibérico – que só tem sido visto na natureza em Espanha, mas não em Portugal – voltou este ano a ser apontado pela UICN como um dos exemplos da crise mundial entre os mamíferos.

Também os anfíbios atravessam uma séria crise de sobrevivência, segundo a UICN. Praticamente uma em cada três espécies que existem no mundo corre o risco de se extinguir.

Mamíferos, anfíbios e aves são os únicos grupos de seres vivos cujas espécies estão maioritariamente identificadas e estudadas. O mesmo não ocorre com répteis, peixes, invertebrados e plantas.

Para estes grupos, a UICN lançou agora um índice que funciona como uma espécie de Dow Jones – o indicador da tendência das bolsas norte-americanas – para a biodiversidade. O índice SRLI avalia a tendência de extinção dentro de um grupo a partir de uma amostra aleatória de suas espécies. "

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345046&idCanal=13

domingo, 28 de setembro de 2008

Aquecimento Global - se nós desistirmos, eles desistem

Mais uma vez o tema do aquecimento global.

Não sei se já repararam neste magnífico vídeo criado pela McCann Erickson Portugal para a Associação ambientalista portuguesa "Quercus" e que tem passado nos canais de televisão. Vale a pena mostrá-lo neste blogue para o poderem ver sempre que quiserem e recordarem que:

se nós desistirmos, eles desistem.

Países em desenvolvimento responsáveis por 53 por cento do CO2 emitido em 2007


China continua a ser o país com maiores emissões, à frente dos EUA, e a Índia está quase a roubar o terceiro lugar à Rússia



As emissões mundiais de dióxido de carbono continuaram a aumentar em 2007 nos mesmos moldes dos últimos anos: os países em desenvolvimento, como a China e a Índia, são os principais responsáveis pelo aumento e juntos emitiram 53 por cento do CO2 no ano passado. Os dados oficiais do Projecto Global de Carbono (GCP), a instituição internacional que processa a informação existente e emite relatórios para o Painel Internacional para as Alterações Climáticas (IPCC), mostram que em 2007 foram lançadas 8,5 mil milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases responsáveis pelo efeito de estufa. O que representa um aumento de 38 por cento face a 1992, onde se emitiu 6,1 mil milhões de toneladas. Os 38 países mais desenvolvidos, que há 16 anos eram responsáveis por 62 por cento das emissões, hoje só emitem 47 por cento de todo o CO2."Os Estados Unidos eram o maior emissor de CO2 em 1992, seguido pela China, Rússia, Japão e Índia. Mas as mais recentes estimativas sugerem que a Índia passou o Japão em 2002, a China tornou-se o maior emissor em 2006 e a Índia está prestes a ultrapassar a Rússia, provavelmente este ano", explica Gregg Marland, do Oak Ridge National Laboratory (ORNL), o laboratório do Departamento de Energia norte-americano que estuda as emissões de carbono.O PGC utilizou os dados deste laboratório, que só vão até 2005. Para as emissões de 2006 e 2007, utilizou as extrapolações feitas a partir da informação do consumo de combustíveis fósseis da BP.


Os piores poluidores


Segundo a AFP, no ano passado as emissões de CO2 da China foram de 1,8 mil milhões de toneladas, enquanto os Estados Unidos emitiram 1,59 mil milhões. A Rússia lançou 432 milhões de toneladas, logo seguida pela Índia com 430 milhões. O relatório sublinha que a China está a produzir mais riqueza com o mesmo carbono emitido e avisa que cerca de um terço desta emissão deriva da produção de bens consumidos noutros países. Outra conclusão é que as florestas e os mares estão a perder capacidade de absorver o gás devido ao aumento anual das emissões. Em 2007 houve um aumento de CO2 na atmosfera de 2,2 partes por milhão (ppm) por ano, superior ao aumento médio entre 2000 e 2007 de 2,0 ppm. Os dados não são animadores. Em Abril deste ano registou-se um valor recorde de 387 ppm do gás na atmosfera, quando as emissões de CO2 estão acima dos piores cenários feitos pelo IPCC. Para Pep Canadell, o director executivo do PGC, este relatório "mostra uma aceleração da emissão e da acumulação atmosférica do CO2 sem precedentes, durante uma década em que houve um esforço internacional para combater as alterações climáticas".

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/

Especialistas estimam que Verão será de seis meses daqui a 50 anos


Os amantes do bom tempo vão bater palmas, mas as consequências não são de aplaudir. A Primavera em Portugal já tem mais dez dias e o Verão prepara-se para durar cinco ou seis meses daqui por 50 anos, alertam especialistas. O período legal de época balnear, que começa a 1 de Junho e termina terça-feira, pode ser forçado a uma revisão por causa do aumento da temperatura e da diminuição da chuva, que atraem cada vez mais banhistas à costa portuguesa fora das épocas tradicionais. "Com o aumento da temperatura média, o que nós chamamos o tempo de Verão vai prolongar-se. Daqui a 50 anos, em vez de dois ou três meses de Verão, vamos ter cinco ou seis", afirma o especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos, em declarações à Lusa. Em Portugal, o calor está a chegar antes do Verão e permanece depois da estação acabar: "A temperatura de conforto para ir à praia, que é de 21 ou 22 graus, está a registar-se em mais dias do ano", diz o coordenador científico dos centros de investigação do Instituto de Meteorologia, Pedro Viterbo. As estatísticas dos últimos 20 anos indicam que o aumento de temperatura é da ordem dos 0,47 graus por década e que a temperatura máxima tem subido durante o Verão (21 de Junho a 21 de Setembro). Recuando até 1931, verifica-se que os seis anos mais quentes até 2000 ocorreram nos últimos 12 anos do século XX, sendo 1997 o que registou mais calor. A subida dos termómetros chega assim cada vez mais cedo. Começa a ser em Maio, e já não em Junho, que os veraneantes visitam a praia pela primeira vez no ano. "Como a variação entre Maio e Junho é de um grau a um grau e meio, pode dizer-se que a temperatura de conforto para ir à praia está a ser antecipada", explica o investigador do Instituto de Meteorologia. Também na chuva se registam alterações, que os investigadores estimam agravar-se nas próximas décadas, prevendo-se que se concentre mais no Inverno e deixe de ser tão distribuída ao longo do ano. É com base nas alterações de precipitação e temperatura, também características de cada estação do ano, que Pedro Viterbo revela que nem na meteorologia a tradição é o que era. "A transição do Inverno para a Primavera [a 21 Março] tem acontecido mais cedo, cerca de dez dias a meio mês", afirma o investigador de meteorologia. Portugal tem registado uma quebra nos níveis de precipitação da ordem dos 80 milímetros por ano e é sobretudo em Março que a diminuição tem sido mais notada. "Uma das diferenças entre o Inverno e a Primavera é precisamente a precipitação. O final do Inverno tem registado menos chuva, logo pode dizer-se que há uma antecipação da Primavera em uma ou duas semanas", explica Pedro Viterbo. Esta alteração das estações do ano é apenas meteorológica, pois o que as caracteriza é a duração dos dias e noites, que aumentam ou diminuem ao longo do ano consoante a inclinação do eixo da Terra face ao Sol. A mudança do clima verifica-se em todo o mundo, estando os cientistas convictos de que é uma consequência da acção poluidora do Homem, nomeadamente no sector dos transportes. As últimas previsões da comunidade científica apontam para um aumento da temperatura entre os 1,9 e 4,6 graus nas próximas décadas, uma maior frequência das ondas de calor e uma subida do nível do mar agravada pelo derretimento de gelo do Pólo Norte. Os governos começam agora a estudar estratégias de adaptação às alterações climáticas, reconhecendo que as boas novas para os veraneantes constituem um perigo para as economias e para a saúde pública.


Boas notícias ou mais uma ameaça global?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Porto perde bandeira azul na praia Homem do Leme


Até ao fim da época balnear

A bandeira azul na praia Homem do Leme, concelho do Porto, foi hoje retirada por falta de qualidade da água e já não pode ser hasteada até ao fim da época balnear, segundo a associação Bandeira Azul. Esta é a primeira praia galardoada que fica definitivamente impedida de voltar a hastear a bandeira este ano, uma vez que as regras da Bandeira Azul permitem apenas duas análises aceitáveis da qualidade da água. As praias com galardão de qualidade balnear são periodicamente sujeitas a análises à qualidade da água, que deve ser boa, e não podem ter mais do que dois resultados aceitáveis da qualidade da água. "A praia Homem do Leme teve hoje a terceira análise aceitável e a bandeira fica definitivamente arriada esta época balnear", explicou a coordenadora nacional da Bandeira Azul, Catarina Gonçalves.
É de recordar que esta praia do Porto tinha recebido a Bandeira azul pela primeira vez! Era mesmo a única praia da cidade do Porto com esta distinção!
Ainda bem que temos as praias de Gaia!

domingo, 20 de julho de 2008

O óleo que deita fora pode ser mais perigoso do que imagina


Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada. Para participar neste projecto da AMI:

- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em http://www.ami.org.pt/;

- Afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;

- Divulgue esta informação no seu site ou blog.


Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados.

A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site http://www.ami.org.pt/.

Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro.

Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil.

A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população. Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.


A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.


As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.


Fundação AMI - Rua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199E-Mail: reciclagem@ami.org.pt Internet: http://www.ami.org.pt/

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Biosfera: cidades


Neste episódio do programa Biosfera o tema central são as cidades. Fala-se do seu planeamento, da sua (des)organização, recolhendo opiniões de três especialistas na matéria. Podes ver também notícias sobre o felino mais ameaçado do mundo: o lince-ibérico.



Para poderes visionar o programa da RTP clica aqui.

Planeta perdeu 27 por cento da vida selvagem desde 1970

Índice Planeta Vivo 2008

As populações de animais selvagens do planeta registaram uma queda global de 27 por cento desde 1970, revela o Índice Planeta Vivo 2008 realizado pela Sociedade Zoológica de Londres para a organização WWF (Fundo Mundial da Natureza) e divulgado hoje. As populações das espécies terrestres diminuíram 25 por cento, as marinhas 28 por cento e as de água doce, 29 por cento, revela este Índice que monitoriza quatro mil populações de 302 espécies de mamíferos, 811 de aves, 241 de peixes, 83 de anfíbios e 40 de répteis. A WWF receia que o Baiji (Lipotes vexillifer) ou golfinho do rio Yangtzé (China), se tenha perdido. O espadarte do Atlântico (Xiphias gladius) é outra espécie que está a perder terreno, assim como o abutre indiano (Gyps bengalensis). Mas também há populações que estão em recuperação. É o caso do elefante africano na Tanzânia (Loxodonta africana) e do salmão atlântico (Salmo salar) na Noruega. Apesar disso, os números não são de todo animadores se pensarmos que a comunidade internacional tem apenas mais dois anos para cumprir o ambicioso desígnio a que se propôs em 2000: conseguir reduzir “significativamente” o ritmo de perda da biodiversidade mundial até 2010. A WWF aponta a destruição de habitats e o comércio ilegal como os grandes responsáveis por um declínio que se mantém constante desde 1976. Tudo isto leva a crer que “é muito provável que a meta de 2010 não seja cumprida”, diz o relatório de apresentação do Índice. “A menos que sejam tomadas medidas imediatas para reduzir as pressões sobre os ecossistemas naturais, a perda da biodiversidade global vai continuar inalterada”. A tarefa não será fácil porque, segundo as contas do Índice, todos os anos a humanidade consome 25 por cento mais recursos naturais do que aqueles que o planeta consegue repor. De 19 a 30 deste mês, os líderes mundiais reúnem-se em Bona, Alemanha, na nona Convenção das Partes (COP) da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica. Em cima da mesa estará, precisamente, a meta de 2010.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328986&idCanal=92 (16/05/08)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Barcelona começou a ser abastecida com água de navio-cisterna

Um primeiro navio-cisterna com água potável chegou hoje a Barcelona para abastecer a população, numa altura em que a Catalunha atravessa uma situação de seca grave, anunciaram as autoridades regionais em comunicado.
O “Sichem Defender”, com 19 mil metros cúbicos de água, é o primeiro de seis navios-cisterna que vão fornecer água aos habitantes de Barcelona durante, pelo menos, os três próximos meses. Em caso de necessidade, os contratos com estas companhias serão renovados. Os navios - dois de Marselha, dois do canal de Provença e dois de Tarragona – têm uma capacidade que varia entre os 19 mil e os 42 mil metros cúbicos de água.Dois navios-cisterna provenientes de Marselha chegarão a Barcelona na quinta-feira e na segunda-feira. Este plano de abastecimento, com um custo mensal de 22 milhões de euros, faz parte das medidas de urgência decididas pelo governo regional catalão para fazer face à grave seca que está a afectar a região. Os navios vão realizar um total de 63 viagens por mês. Assim, Barcelona vai receber, por mês, 1.660 mil metros cúbicos de água, ou seja, seis por cento do consumo dos 5,5 milhões de habitantes da cidade e dos arredores. O Governo espanhol autorizou, a 18 de Abril, a construção de uma canalização, por 180 milhões de euros, entre Tarragona e Barcelona, para encaminhar para a capital catalã a água do rio Ebro.“Se não fizermos nada e se não chover, cinco milhões de habitantes da região de Barcelona não terão água para beber em Outubro”, comentou a vice-Presidente do Governo, Maria Teresa Fernandez de la Vega.



Fonte: AFP em http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328627&idCanal=92 (13/05/08)