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sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 deverá ser um dos anos mais quentes desde 1931

Segundo o Instituto de Meteorologia, o ano de 2011 em Portugal continental deverá ser um dos três mais quentes desde 1931, em termos da média da temperatura máxima, e um dos sete mais quentes dos últimos 80 anos, tendo como referência a temperatura média anual. Para mais pormenores transcrevo de seguida a informação do IM publicada em 29 de Dezembro no seu site.

Os meses que mais contribuíram para o ano de 2011 ser um dos anos mais quentes em relação à temperatura máxima, foram abril, outubro, maio, junho e setembro, que registaram anomalias em relação a 1971-2000 de +4.90ºC, +4.73ºC, +3.91ºC, +1.58ºC e +1.22ºC respetivamente. De realçar ainda que os meses de maio e outubro foram os mais quentes desde 1931, em relação ao valor da temperatura máxima do ar e abril foi o segundo mais quente na temperatura média e máxima do ar, também desde 1931. Também as temperaturas mínimas em abril e em maio estiveram muito acima do valor normal.

É de salientar que nos últimos 18 anos a temperatura média anual foi sempre superior ao valor médio 71-2000, com exceção de 2008.

O total de precipitação anual deverá ser inferior ao valor normal 1971-2000, com uma anomalia de -132.2mm. Durante o ano destacam-se os meses de novembro, que registou um total mensal superior ao normal em +48.9mm e de dezembro com um total mensal muito inferior ao normal.

Em 2011 destacam-se como fenómenos climáticos relevantes, as inundações em Lisboa dia 29 de abril, com queda violenta de granizo em Benfica e Damaia, tendo-se originado camadas de gelo no solo com vários centímetros de altura; o vento forte com rajadas superiores a 100Km/h de onde se destacam, entre outras, os 157 km/h de rajada em Faro (24 de outubro) e 134 km/h em Coruche (16 de fevereiro); a temperatura máxima do ar em maio e outubro foi a mais alta desde 1931 e a ocorrência de 5 ondas de calor em Portugal continental, uma em abril, duas em maio e duas em outubro; a queda de neve em vários pontos do pais, que levou a condicionamentos locais, como o encerramento de escolas.

Nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, os valores médios de temperatura do ar foram superiores aos valores normais. No que diz respeito aos totais de precipitação, os Açores apresentam valores inferiores ao normal, à exceção da Horta, onde foram muito superiores. Na Madeira os valores de precipitação no Funchal foram inferiores ao normal, enquanto que no Porto Santo foram cerca de 170% superiores ao respectivo valor normal.

Fonte: IM

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Calor em Outubro bate recordes dos últimos 70 anos

Depois de um verão tão ameno e relativamente chuvoso, Portugal está a viver um outono muito quente como há muito não se verificava. Algumas zonas estão a enfrentar um calor que não se via pelo menos há 70 anos. Transcrevo de seguida a notícia de hoje do jornal Público:

Segundo dados do Instituto de Meteorologia, os dez primeiros dias do mês foram de facto excepcionais. A temperatura média no Continente foi 4,4ºC superior à média para o mesmo período. No Porto, com uma temperatura média de 21,8ºC, o desvio chegou a 6,2ºC.

Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.

Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.

Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.

Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.

A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.

“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.

O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.

Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.

O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.

O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/calor-em-outubro-bate-recordes-de-pelo-menos70-anos-1516385

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

2010 confirmado no topo dos anos mais quentes


A Organização Meteorológica Mundial confirmou hoje 2010 como o ano mais quente desde que há registos fiáveis, juntamente com 2005 e 1998.

Nominalmente, 2010 foi o mais quente de sempre, com o termómetro global a subir 0,53 graus Celsius acima da média de 1961-1990. Este valor é superior em 0,01 graus e 0,02 graus Celsius aos de 2005 e 1998, respectivamente. Mas a diferença está dentro da margem de incerteza e, por isso, a OMM considera que não há diferença estatística entre os três anos.

Já em Dezembro, a OMM anunciara que 2010 estaria entre os três mais quentes desde meados do século XIX, momento a partir do qual dados de termómetros permitem reconstituir com fiabilidade a temperatura média da Terra.

“Os dados de 2010 confirmam a significativa tendência a longo prazo de aquecimento da Terra”, afirma Michel Jarraud, secretário geral da OMM, num comunicado. “Os dez anos mais quentes de que há regista ocorreram todos a partir de 1998”, completa.

Apesar de ter sido um ano quente a nível global, houve muitas variações regionais. Houve mais calor em África, em partes da Ásia e no Árctico, que em Dezembro apresentou a sua menor superfície gelada de que há registo. Na Rússia, uma avassaladora onda de calor, no Verão, deixou um rasto de fogos e milhares de mortes.
Ainda que a temperatura média global coloque o ano de 2010 como o ano mais quente de sempre, houve regiões onde se registaram temperaturas mais baixas que a normal de 1961-1990, com particular realce para a Europa do Norte e para o Centro e Leste australiano. Para estes resultados muito terá contribuído o mês de Dezembro, onde registaram temperaturas muito abaixo dos valores normais.

Paralelamente aos dados hoje divulgados pela OMM, o Serviço Meteorológico inglês (Met Office) e a Universidade britânica de East Anglia, anunciaram os valores provisórios da temperatura global, que mostram o ano de 2010 como o segundo mais quente, depois de 1998, com uma temperatura média de 14,50ºC.

Se em termos globais foram batidos recordes em 2010 na temperatura média, já em Portugal Continental, este ano corresponde ao 21º ano com temperatura média mais alta dos últimos 80 anos (desde 1931), embora superando em 0.45ºC o valor da normal 1961-1990.

Considerando a última década (2001-2010) este valor corresponde ao 4º valor mais baixo da temperatura média, com os meses de Janeiro, Fevereiro, Março, Outubro, Novembro e Dezembro a registaram anomalias negativas da temperatura. De salientar que nos últimos 17 anos a temperatura média anual foi sempre superior ao valor médio 1961-1990, com excepção para o ano de 2008. E, nos últimos 30 anos, a temperatura média só foi inferior à normal 1961-1990 em 4 desses anos (1984, 1986, 1993 e 2008).

 
Fonte: Público on line e Instituto de Meteorologia

sábado, 11 de dezembro de 2010

Conferência do Clima de Cancún termina com um acordo modesto


Depois do fracasso da Conferência do Clima de Copenhaga, há um ano atrás, a conferência climática da ONU em Cancún, México, terminou hoje com um acordo muito modesto, mas tido como um passo importante rumo a um novo tratado contra o aquecimento global.

Vejam a notícia do público on line de hoje.

Em textos de compromisso apresentados pela presidência mexicana da conferência, o acordo não fixa metas vinculativas de redução de emissões de gases com efeito estufa, seja para os países ricos ou pobres. Mas determina um objectivo de dois graus Celsius como limite para o aumento da temperatura média global até ao fim do século e cria um Fundo Verde Climático para os países em desenvolvimento, com promessas de 100 mil milhões de dólares (76 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020.

Os textos foram aceites pelos cerca de 190 países representandos em Cancún, excepto pela Bolívia, cuja discordância protelou a discussão. Foi formalmente aprovado pelo plenário às 3h30 (9h30 em Lisboa).

Em intervenções no plenário da conferência, sucessivos ministros e diplomatas saudaram os textos como um avanço significativo, depois do fracasso da última cimeira climática, em Copenhaga, no ano passado. A ministra mexicana dos Negócios Estrangeiros, Patricia Espisona – presidente da conferência e responsável por aproximar as posições divergentes de diferentes países – foi ovacionada durante a sessão.

“Vocês restauraram a confiança da comunidade internacional”, disse o ministro indiano do Ambiente, Jairam Ramesh. Já o chefe da delegação norte-americana, Todd Stern, afirmou que o conjunto de textos, "mesmo que não seja perfeito, é incontestavelmente uma boa base para avançarmos”. A União Europeia e o grupo dos países mais pobres também mostraram-se globalmente satisfeitos com o resultado.

Ainda assim, o acordo é considerado por muitos como insuficiente. "A vontade política para uma acção vigorosa ainda não é suficientemente forte para uma resposta global adequada para fazer face à ameaça climática", avalia a organização ambientalista Quercus, num comunicado. "Mas as acções nacionais mostram que os países reconhecem a necessidade e os benefícios de uma economia verde, e as conversações no quadro das Nações Unidas requerem essa confiança", completam os ambientalistas.

Os documentos vertem para textos oficiais das Nações Unidas alguns dos aspectos contidos no Acordo de Copenhaga - um pacto não-vinculativo adoptado há um ano, à margem do processo negocial da ONU.

Alguns aspectos centrais dos textos, segundo a agência Reuters:

Protocolo de Quioto
Os países comprometem-se a concluir o trabalho sobre o prolongamento do protocolo “o mais rápido possível e de modo a garantir que não haja um hiato entre o primeiro e o segundo período de cumprimento”. O primeiro período termina em 2012. O acordo pede mais esforços dos países desenvolvidos na redução de emissões, mencionando a necessidade de 25 a 40 por cento de redução até 2020, em relação a 1990, para manter o aquecimento global a um nível aceitável.

Acção de longo prazo
Reconhece a necessidade de “cortes profundos” nas emissões globais, de modo a manter o aumento da temperatura média global abaixo dos dois graus Celsius. Admite rever a meta para 1,5 graus Celsius. Determina que se estabeleça uma meta global de redução de emissões até 2050. Os países desenvolvidos devem liderar nos esforços, dado serem historicamente responsáveis por mais emissões. Os países em desenvolvimento devem adoptar “acções nacionais”, apoiadas internacionalmente, para controlar as suas emissões até 2020. As reduções que resultarem de apoio internacional serão verificadas externamente. As acções domésticas serão alvo de verificação interna.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

2010 um dos três anos mais quentes desde 1850

O ano de 2010 será certamente um dos três anos mais quentes a nível mundial, desde que há registos (1850), de acordo com dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Para os meses de Janeiro a Outubro do corrente ano, o desvio da temperatura média da temperatura global combinada da superfície do mar e da temperatura do ar, à superfície, é estimado em + 0.55° C ± 0.11° C, acima da normal 1961–1990 (que é de 14ºC).

2010 (entre Janeiro e Outubro) apresenta assim, o valor global de temperatura média mais elevado, tendo já ultrapassado o valor registado em 1998 (+ 0.53° C), e em 2005 (+ 0.52° C).

Apesar dos dados de Novembro e Dezembro ainda não se encontrarem disponíveis, os dados preliminares de Novembro indicam que as temperaturas globais deste mês são semelhantes às observadas em Novembro de 2005, o que aponta no sentido de as temperaturas globais para 2010 apresentarem valores perto dos níveis recorde.

Em Portugal Continental, o período entre Janeiro e Novembro de 2010, é um dos sete mais quentes desde 1931, tomando em conta a temperatura média. O valor médio registado de 16.0ºC corresponde a uma anomalia de +0.53ºC, em relação ao valor da normal de referência (1961-90).

Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Setembro mais seco dos últimos 22 anos

Segundo o Instituto de Meteorologia, o mês de Setembro foi o mais seco dos últimos 22 anos, com uma anomalia de -31,5 mm, em relação ao respectivo valor normal de 1971-2000, o que classifica o mês como seco a extremamente seco em quase todo o território, com excepção do interior Norte e Centro que se classificou com normal.

No final do mês, praticamente todo o território, 91%, se encontrava em situação de seca meteorológica fraca a moderada, sendo que os restantes 8% se encontravam em situação de seca severa, afectando principalmente as regiões do litoral Norte e Centro.

Em termos de temperatura do ar, Setembro caracterizou-se por valores médios da temperatura do ar máxima e média superiores aos respectivos valores normais de 1971-2000, com anomalias de +1,2ºC e +0,7ºC, respectivamente. O valor médio da temperatura mínima do ar foi muito próximo do valor normal com uma anomalia de +0,1ºC.

Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O mês de Agosto foi o 2º mais quente desde 1931


Tivemos um verão bastante quente especialmente no mês de Agosto. Publico de seguida um comunicado do Instituto de Meteorologia (IM)que realça o facto de o mês de Agosto ter sido o 2º mais quente desde 1931:

O verão de 2010, meses de Junho, Julho e Agosto, foi predominantemente influenciado por um anticiclone estendendo-se em crista para Norte da Península Ibérica e uma depressão de origem térmica centrada na Península Ibérica que transportou na sua circulação uma corrente de Leste, situação que originou valores muitos elevados da temperatura do ar e valores baixos da humidade relativa.
Deste modo, o verão de 2010 foi o 2º mais quente desde 1931, registando uma temperatura média do ar de 23ºC, o que representa uma anomalia de + 1.7ºC, relativamente à normal de 1971-2000. Os valores da temperatura máxima (30.0ºC) e mínima (15.9ºC) do ar foram superiores aos respectivos valores médios de 1971-2000, com anomalias de +2.5ºC e de +1.0ºC, respectivamente.
Temperaturas máximas superiores a 35ºC foram observadas em todo o território continental, com especial realce em algumas regiões do Alentejo, em que se verificaram mais de 50 dias nestas condições.
Durante este período foram registadas três ondas de calor, duas em Julho e uma no início de Agosto.
Em termos de precipitação, o verão de 2010 classifica-se como seco a normal em praticamente todo o território.
Na Madeira, as temperaturas máxima, média e mínima foram superiores aos respectivos valores médios, com anomalias de +0.8ªc, +1.1ºC e *1.3ªC, respectivamente.
Nos Açores, as temperaturas máxima, média e mínima foram superiores aos respectivos valores médios, destacando-se Ponta Delgada com anomalias de +0.4ºC, +0.9ºC e +1.4ªC, respectivamente.

Fonte:http://www.meteo.pt/pt/media/noticias/newsdetail.html?f=/pt/media/noticias/textos/verao2010.html


Se quiserem saber mais consultem o Boletim Climatológico do mês de Agosto do IM aqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cuidados a ter em dias de calor extremo


A Direcção-Geral da Saúde (DGS) decidiu passar para o alerta máximo (vermelho) os distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja, devido às elevadas temperaturas que se têm feito sentir nos últimos dias e que se devem prolongar até sábado, segundo o Instituto de Meteorologia.

O alerta vermelho accionado para o dia de hoje significa que os cuidados devem ser redobrados, porque as "temperaturas muito elevadas podem trazer graves problemas para a saúde". Nos restantes distritos mantém-se o alerta amarelo e o Porto e Viana do Castelo continuam com o verde.

Se a previsão se mantiver, possivelmente esta semana será classificada tecnicamente como uma onda de calor em vários pontos do país.


Cuidados com o calor

Alimentação


Beber mais água e sumos
Evitar bebidas alcoólicas, com gás ou com açúcar
Oferecer água a idosos, crianças e doentes
Refeições leves e mais frequentes
Consultar o médico caso faça dietas com pouco sal ou com restrições de líquidos


Corpo

Em casa

Roupa leve
Evitar esforço físico
Viajar de carro em horas de menor calor
Animais e pessoas não devem permanecer no carro ao sol
Passar parte do dia em ambientes com ar condicionado
Duche de água tépida ou fria nos períodos de maior calor
Manter o ar circulante
Correr persianas ou portadas
Menos roupa de cama

Na praia

Óculos de sol
Protector solar
Evitar exposição solar entre as 11h e as 17h
Idosos e bebés pequenos não devem expor-se ao sol

Linha Saúde 24: 808 24 24 24

Fontes:Direcção-Geral de Saúde, Inst. Meteorologia, Protecção Civil e Público

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A Renault está a desenvolver novos carros eléctricos

Hoje apresento-vos, a partir de uma sugestão da Ana Rita Amaral do 12ºI, e em complemento à actividade desenvolvida na aula de hoje, um vídeo de um anúncio comercial da Renault Portugal, lançado no dia 1 de Janeiro de 2010, advertindo para problemas mundiais como o aquecimento global, dando a conhecer os novos veículos eléctricos da marca.

Ficamos, então, a aguardar, com alguma expectativa, o aparecimento dos novos carros eléctricos no mercado português.

sábado, 19 de dezembro de 2009

A Cimeira de Copenhaga termina com um acordo não vinculativo


A Conferência climática de Copenhaga terminou com um acordo mas que, infelizmente (tal como já se esperava), não é vinculativo.

Depois de uma maratona durante a noite, o plenário da cimeira conseguiu chegar a uma conclusão sobre o acordo, segundo o qual países desenvolvidos e em desenvolvimento prometem fazer mais esforços para combater as alterações climáticas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar consciente de que o Acordo de Copenhaga é “apenas um começo”, mas que “é um passo na direcção certa”.

“Temos de transformar este acordo num acordo legalmente vinculativo”, afirmou Ban Ki-moon, numa conferência de imprensa esta manhã.

Ainda assim, o secretário-geral da ONU declarou: “Finalmente, selamos o acordo”. Mas tanto o texto, quanto o procedimento para a sua aprovação, foram duramente criticados por alguns países em desenvolvimento e ainda restam dúvidas sobre a decisão e sobre o que acontece a partir de agora.

O acordo, negociado ontem por líderes de um grupo representativo entre 28 países, sobre uma proposta dos Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul, fala do limite máximo de 2ºC para o aumento da temperatura média da Terra no futuro. Convida os países desenvolvidos e em desenvolvimento a declararem os esforços que prometem fazer para reduzir as suas emissões de dióxido de carbono ou para conter o seu crescimento. E aponta um mecanismo para o reporte e verificação dos compromissos dos países em desenvolvimento.

Ambiciona ainda a criação de um fundo para os países mais pobres enfrentarem as alterações climáticas, com 30 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) nos próximos três anos e 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020.

O acordo não tem carácter vinculativo. E, apesar de reconhecido pela ONU, apenas diz respeito aos países que a ele aderirem. Qualquer país poderá juntar-se aos 28 que já subscreveram o texto. Mas ainda se discute, em Copenhaga, o exacto significado da decisão da conferência e como funcionará o mecanismo de adesão de mais países ao acordo.


Os termos do "Acordo de Copenhaga"

O texto acordado ontem entre as principais economias mundiais, e que seria ainda submetido ao plenário da conferência de Copenhaga na madrugada ou manhã de hoje, fixa algumas balizas para a cooperação internacional de longo prazo contra as alterações climáticas. Mas não tem carácter vinculativo. Os pontos essenciais:


Aumento da temperatura - O texto fixa em 2ºC o limite de aumento da temperatura média da Terra no futuro. Uma das versões que foram discutidas admitia a possibilidade de baixar, no futuro, este valor para 1,5ºC - exigido pelos países em desenvolvimento. O texto final fala apenas em considerar "o reforço desta meta de longo prazo", quando o acordo for reavaliado, em 2015.


Metas globais de redução de emissões - As primeiras versões do acordo incluíam metas globais de redução de emissões. Uma delas quantificava em 50 por cento até 2050, em relação a 1990 - incluindo as emissões dos países em desenvolvimento. Este valor já tinha sido acordado anteriormente pelo G8, o grupo dos países mais desenvolvidos. Mas na versão que ontem mereceu acordo das maiores economias, os números desapareceram.


Metas para os países desenvolvidos - Também desapareceram as metas para o longo prazo para os países desenvolvidos, que chegaram a figurar como 80 por cento até 2050 - valor também já acordado pelo G8. No médio prazo, até 2020, os países desenvolvidos terão de apresentar, até Fevereiro de 2010, quais os seus compromissos voluntários, os quais serão incluídos num anexo do acordo. Ontem, 15 países, mais a União Europeia, já figuravam neste anexo: Austrália, Bielorrússia, Canadá, Croácia, UE, Islândia, Japão, Cazaquistão, Liechtenstein, Mónaco, Noruega, Nova Zelândia, Rússia, Suíça, Ucrânia e Estados Unidos.

Acções para os países em desenvolvimento - Os países em desenvolvimento também apresentarão, até Fevereiro, numa lista das suas acções ou compromissos para controloar o aumento das suas emissões. Ontem, havia onze: Brasil, China, Costa Rica, Índia, Indonésia, Maldivas, México, Filipinas, Coreia, Singapura e África do Sul.


Verificação dos compromissos

O resultado das acções realizadas pelos países em desenvolvimento serão inscritas nas comunicações que têm de fazer à ONU, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. A frequência será bienal. Somente as acções que tenham sido financiadas pelos países desenvolvidos é que terão uma auditoria e verificação externas. As demais seriam sujeitas à "auditoria, supervisão e avaliação doméstica", mas poderão ser alvo de "análise e consulta internacional sob normas claramente definidas que garantam o respeito da soberania nacional".


Financiamento aos países pobres - O texto estabelece um montante de 30 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) entre 2010 e 2012 e de 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020 para financiar os países pobres, de modo a enfrentarem o desafio do aquecimento global. O dinheiro virá de "uma grande variedade de fontes, públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, incluindo fontes alternativas de financiamento". Não há detalhes de onde virão 100 mil milhões. Mas a maior parte dos 30 mil milhões está garantida pela UE (10,6 mil milhões), Japão (11 mil milhões) e Estados Unidos (3,6 mil milhões).


Poder vinculativo - O acordo não tem carácter vinculativo. É um compromisso político de quem o subscreve. Se for aprovado, não o deverá ser como decisão formal da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.


Mandato futuro - A menção, numa versão anterior, para que fossem adoptados "um ou mais documentos legais" até à próxima conferência do clima - no final de 2010 - desapareceu. Em contrapartida, possivelmente será prolongado o mandato dos grupos de trabalho que há dois anos vêm discutindo o futuro do Protocolo de Quioto e um novo passo internacional para o longo prazo. Ou seja, o acordo de agora não substitui as negociações no âmbito dos tratados da ONU sobre o clima.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009


A análise dos dados meteorológicos preliminares para Portugal Continental indica que o ano de 2009 deverá classificar-se nos 10 mais quentes desde 1931, em relação à temperatura máxima e média do ar, com a temperatura média a situar-se cerca de 0.9ºC acima do valor médio de 1961-90 (normais de referência da Organização Meteorológica Mundial).

Nas últimas 4 décadas verifica-se que a década 2000-2009 foi, em relação à temperatura máxima, mais quente que a década 1990-1999, que por sua vez já tinha sido mais quente que a década anterior.

A tendência para um progressivo aquecimento á superfície, desde o início da década de 70 do século passado, é reflectida num aumento médio da temperatura média de 0,33ºC à década.

Esta tendência é confirmada com o registo da ocorrência dos 8 anos mais quentes depois de 1990 (1997, 1995, 1996, 2006, 1990, 1998, 2003 e 2009).

Durante a presente década verifica-se que só em 2008 se registaram valores de temperatura máxima e média inferiores ao valor médio 71-2000, sendo nos restantes anos sempre superior, realçando-se os extremos verificados n os anos de 2006 e 2009.

Em relação à precipitação verifica-se que durante a década 2000-2009, depois de 2004 só em 2006 se registaram valores de precipitação superiores ao valor médio. Nos restantes anos foi sempre inferior, sendo de realçar os anos de 2005 e 2007, que foram mesmo os mais secos desde 1931.

Fonte: Instituto de Meteorologia

Para conhecerem na integra o relatório preliminar da Análise Climatológica da Década de 2000-2009 cliquem aqui.

55 milhões de pessoas afectadas por eventos extremos em 2009

Tornado

Os eventos extremos, em 2009, causaram cerca de 9 mil mortes, num total de 55 milhões de pessoas afectadas, de acordo com os resultados preliminares para 2009 divulgados pelo Secretariado-Geral do ISDR (international Strategy for Disaster Reduction) das Nações Unidas.

Dos 245 desastres naturais contabilizados em 2009, 224 tiveram relação directa com factores meteorológicos/climáticos. Neste capítulo inserem-se fenómenos como as inundações, secas, ciclones tropicais entre outros.

Os avanços na monitorização, previsão e elaboração atempada de avisos de fenómenos meteorológicos/climáticos extremos associados a uma melhoria de resposta dos sistemas de protecção civil, são responsáveis pela diminuição do número de mortes. Na realidade, nos últimos 50 anos, enquanto o número de desatres naturais e os prejuízos económicos com eles relacionados, aumentaram por um factor entre 10 a 50, as mortes associadas foram reduzidas dramaticamente por um factor de 10.

Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

COP 15 - será que ainda é possível alcançar um acordo abrangente na Cimeira de Copenhaga?

Ban Ki-Moon, Secretário Geral das Nações Unidas


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje que não há mais tempo para exigências unilaterais na cimeira de Copenhaga e apelou aos líderes mundiais para chegarem a um acordo, até sexta-feira, contra o aquecimento global, para ser transformado num tratado o mais cedo possível ao longo de 2010.

“Não temos mais um ano para negociar. A natureza não negoceia”, disse o secretário-geral da ONU, na abertura do segmento de alto nível da conferência climática.

Ban Ki-moon, o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen, e a presidente da cimeira, Connie Hegehaard, fizeram discursos carregados de dramatismo, revelando uma preocupação que paira em Copenhaga: a de que os líderes mundiais que estão agora a chegar não consigam resolver todos principais pontos de conflito para um novo tratado.

“O mundo está a observar, a prender literalmente a respiração. Temos até ao final desta semana”, disse Lars Rasmussen.

“Nos próximos três dias, temos uma oportunidade única. Podemos escolher entre a glória ou a vergonha”, acrescentou Connie Hedegaard.

Fonte:
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1414035



E vocês, meus caros bloguistas, que expectativas têm relativamente ao desfecho desta Cimeira? Será que vamos ainda a tempo de a Humanidade, através dos seus representantes na Cimeira, chegar a um acordo abrangente que inclua todos os países, ricos ou pobres (ainda que com responsabilidades diferentes)? Será mais uma oportunidade perdida?

Deixem ficar aqui os vossos comentários e, em complemento, participem na sondagem sobre o mesmo assunto que se encontra no canto superior direito do blogue.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dez espécies tornam-se símbolo da ameaça climática


A raposa do Árctico, o coala e o peixe-palhaço estão entre as dez espécies escolhidas para representar os impactos das alterações climáticas na biodiversidade, revelou a UICN (União Mundial para a Conservação).

A lista das espécies que mais têm a perder com o aquecimento global, apresentada esta manhã durante a conferência de Copenhaga, inclui nomes bem conhecidos de todos, como o pinguim-imperador, o coala, a baleia-branca e o peixe-palhaço. O grupo fica completo com a raposa do Árctico, o salmão, a foca-anelada, a tartaruga de couro, a árvore africana Aloe dichotoma e a espécie de coral Acropora cervicornis.

“Algumas das nossas espécies favoritas estão ameaçadas por causa das emissões de dióxido de carbono”, comentou Wendy Foden, co-autora do relatório “Species and Climate Change”.

Entre as espécies com um futuro mais negro estão aquelas que vivem nas zonas polares. A foca-anelada vê-se obrigada a deslocar-se cada vez mais para Norte, à medida que o gelo no mar, do qual depende para cuidar das suas crias, vai recuando. O pinguim-imperador, adaptado às condições rigorosas da Antárctica, vive o mesmo problema.

A tundra no Árctico, onde vive uma espécie de raposa de pelagem branca, está a regredir à medida que temperaturas mais elevadas transformam este habitat em floresta.

Mas as ameaças também se sentem no mar. A baleia-branca enfrenta maior pressão das actividades humanas porque o desaparecimento do gelo no mar abre zonas outrora inacessíveis.

Os impactos climáticos não se limitam aos Pólos. Nos trópicos, os corais Acropora cervicornis estão ameaçados pela subida da temperatura das águas. Muitos não resistem ao fenómeno conhecido como branqueamento, quando oceanos mais ácidos, em resultado da absorção de cada vez mais dióxido de carbono, enfraquecem as estruturas dos recifes de coral.

Também o peixe-palhaço, mais conhecido pelo filme “À procura de Nemo”, é uma das vítimas de um clima em mudança. As águas mais ácidas diminuem as suas capacidades para encontrar as anémonas das quais dependem para se refugiarem de predadores.

O salmão vive com níveis de oxigénio na água mais baixos e o coala australiano está ameaçado pela má nutrição, devido ao declínio da qualidade nutricional dos eucaliptos, dos quais se alimenta. As tartarugas de couro estão a perder os habitats onde põem os ovos e a árvore Aloe dichotoma, do deserto da Namíbia ao Sul do continente africano, sofre com períodos de seca acentuada.

“Várias das espécies deste relatório já constam da Lista Vermelha da UICN devido a outras ameaças, como a destruição dos habitats ou caça ilegal. Mas outras rapidamente entrarão nessa lista por causa das alterações climáticas”, salientou Jean-Christophe Vié, da UICN.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413849

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Temperatura em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930


A temperatura média em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930, segundo dados do Instituto de Meteorologia. Hoje (dia 8 de Dezembro de 2009) em Copenhaga, a Organização Mundial de Meteorologia divulgou que a década de 2000 a 2009 deverá ser “a mais quente já alguma vez registada”.

A temperatura média em Portugal subiu 1,2 graus desde 1930. Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus.

“Estamos a bater recordes sucessivos de Verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias”, disse Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).

“Tudo o que ultrapassa os dois graus [de aumento da temperatura] em relação a 1990 tem consequências com irreversibilidade nos ecossistemas e poderá gerar catástrofes, como aconteceram já no passado, mas com mais intensidade”, acrescentou.

O Instituto de Meteorologia tem um projecto em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para estudar cenários climáticos e medir os seus impactos no continente. “Temos que actuar ao nível da adaptação. É necessário estimar o que vai acontecer para que os vários sectores tenham medidas adequadas às alterações climáticas. Tudo o que estiver na mão do Homem deve ser tentado e conseguido”.

O IM dispõe também de um observatório de secas que antecipa situações de falta de água para que os serviços tomem medidas de precaução. As previsões já apontam para uma diminuição da frequência das chuvas, para um aumento das temperaturas médias e dos valores extremos.

Década 2000 a 2009 deverá ser a mais quente desde que há registo

Hoje, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) revelou na conferência de Copenhaga que a década de 2000 a 2009 será, provavelmente, “a mais quente já alguma vez registada”.

Para o ano 2009, os dados provisórios indicam que deverá ser o quinto mais quente, em termos de temperaturas médias à superfície do planeta. Michel Jarraud, secretário-geral da OMM adiantou que os resultados definitivos deverão ser anunciados em Março de 2010.

De momento, 2009 já é o terceiro ano mais quente alguma vez registado na Austrália. A China viveu a pior seca dos seus últimos 30 anos. E no final de Julho, numerosas cidades canadianas, como Vancouver e Vitcória, registaram as temperaturas mais elevadas da sua história.

“Vivemos uma tendência de aquecimento, não temos dúvidas quanto a isso. Mas não podemos fazer previsões para o próximo ano”, explicou, quando questionado pelos jornalistas.

Também o britânico Met Office Hadley Centre revelou hoje os seus dados. Segundo este instituto, as temperaturas médias globais têm vindo a aumentar desde 1850, com uma aceleração a partir de 1970. Esta conclusão baseou-se nos dados recolhidos em 1500 estações meteorológicas espalhadas por todo o mundo, utilizadas para monitorizar o clima.

Os representantes de 192 países estão reunidos na capital dinamarquesa, até 18 de Dezembro, para concluírem um acordo mundial de luta contra o aquecimento global. O objectivo maior é limitar o aumento da temperatura nos dois graus, em relação aos níveis pré-industriais.

Fonte: http://static.publico.clix.pt/copenhaga/noticia.aspx?id=1413032

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O comércio de direitos de poluição


A propósito do tema abordado e discutido hoje na aula de Geografia C do 12ºI sobre o comércio de direitos de poluição (no âmbito do Protocolo de Quioto) aqui fica uma notícia que foi publicada hoje no "Público on Line":



Comprar e vender direitos para poluir o ambiente tornou-se banal

Um parque eólico na China pode estar ligado às metas de emissões de dióxido de carbono em Portugal? Sim. O sistema internacional do comércio de carbono, impulsionado pelo Protocolo de Quioto e que é parte fundamental das contas para a Cimeira de Copenhaga, tem tanto de global como de complexo, sobretudo em termos de regulação.

O organismo das Nações Unidas responsável pela gestão dos créditos de carbono acaba de suspender, à beira do arranque da conferência, a aprovação de novos parques eólicos para a China, financiados com o dinheiro dos países ricos, que procuram compensar as suas emissões de CO2, através do mecanismo de desenvolvimento limpo, um instrumento previsto no Protocolo de Quioto para investimentos nos países em desenvolvimento.

Os chineses têm sido os grandes beneficiários deste instrumento, com investimentos que se estimam superiores a mil milhões de dólares. Quanto a Portugal, subscreveu em 2007, através do Fundo Português de Carbono, uma participação de 15 milhões de dólares no Asia Pacific Carbon Fund, do Banco Asiático de Desenvolvimento, vocacionado para este tipo de projectos.

A decisão ora tomada pelas Nações Unidas surge num oportuno momento de pressão negocial. As autoridades de Pequim são acusadas de reduzirem intencionalmente os subsídios estatais, de modo a que estes projectos sejam financiados pela comunidade internacional.

É devido a casos como este que não se calam as vozes dos que pensam que o problema climático se transformou num negócio de compra e venda de direitos de emissões. James Hansen, o cientista a quem se atribui o mérito de ter posto o mundo preocupado com as alterações climáticas, criticava há alguns dis o modelo de direitos de poluir praticado nos últimos anos. "Temos os países desenvolvidos que querem continuar a manter mais ou menos o seu negócio e os países em desenvolvimento que querem dinheiro, conseguindo-o através das compensações [vendidas nos mercados de carbono]", dizia este especialista, que gostaria de ver taxas de carbono sobre o consumo de combustível no lugar de um mercado de licenças.

Transacções duplicam

Até que ponto o mercado ajuda a reduzir as emissões ou serve apenas para gerar e fazer girar dinheiro? Ricardo Moita, presidente executivo da Ecoprogresso, a consultora portuguesa especializada em alterações climáticas e gestão de carbono, está mais próximo do actual modelo. "É uma questão de racionalidade financeira. Não há uma redução directa das emissões, mas, se a gestão do processo for bem feita, baixamos o risco e, ao baixá-lo, libertamos mais dinheiro para a economia, que pode ser convertido em investimento em tecnologias limpas."

O último relatório anual do Banco Mundial sobre o mercado de carbono indica que este transaccionou 86 mil milhões de euros em 2008, para um total de 4800 milhões de toneladas de CO2, o que equivale a cerca de 150 vezes o tecto anual de emissões previstas entre 2008 e 2012 para o conjunto das empresas portuguesas integradas no Comércio Europeu de Licenças de Emissões (CELE). Foi praticamente o dobro de um ano antes, tanto em valor como em volume.

Neste bolo cabem os mercados regionais de licenças (UE, EUA e Austrália), com domínio evidente do europeu, que pesa mais de 72 por cento do total. Também cabem os negócios feitos ao abrigo dos instrumentos de mercado de Quioto visando os países em desenvolvimento e de transição para a economia de mercado (Leste europeu) e cabe ainda uma fatia residual do mercado voluntário de empresas e particulares.

Apesar desta expansão global, o relatório sublinha a existência de problemas que já não são novos, a começar pela dependência do mercado em relação ao factor (risco) político, que se tem traduzido numa volatilidade dos preços, sobretudo nos projectos de compensação com os países em desenvolvimento. Os analistas não duvidam de que a incerteza quanto à política para o pós-2012 tem sido negativa para a evolução dos preços. Seguem-se as dificuldades regulatórias no circuito administrativo, com atrasos no registo, aprovação e verificação de projectos, o que resultou em quebras substanciais entre 30 por cento em volume a 50 por cento em valor. Ainda na fase inicial, foi a falta de dados fiáveis que levou ao colapso dos preços, em 2006, quando o mercado se deparou com licenças em excesso.

Ricardo Moita admite que o mercado "tem muitas volatilidades" típicas dos mercados de matérias-primas, como o petróleo e o gás natural e no qual o carbono se inclui, mas espera que tenda para uma maior profissionalização, responsabilização e regulação no futuro. O caminho tem sido de correcção e aperfeiçoamento nos últimos anos, defende, e a entrada gradual do sistema de leilões, em detrimento das licenças gratuitas, deverá ser um factor de eficiência, uma expectativa que é partilhada por muitos especialistas.

Lurdes Ferreira

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412898

Copenhaga: está aberta a conferência “depositária das esperanças da Humanidade”


Finalmente começou hoje a Conferência sobre as Alterações Climáticas na cidade dinamarquesa de Copenhaga (COP 15). São muitas as expectativas mas também muitas as incertezas sobre a possibilidade de se chegar a um bom acordo quanto à redução dos gases de efeito de estufa, nomeadamente de CO2.

Fiquem com a notícia de hoje do Público on line:




A conferência climática de Copenhaga será a “depositária das esperanças da Humanidade” durante as duas próximas semanas, declarou esta manhã o primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen na abertura dos trabalhos, perante 1200 delegados vindos de 192 países.

"O mundo está a depositar as suas esperanças em vocês", disse Rasmussen, cujo país vai presidir a conferência até 18 de Dezembro, dirigindo-se aos delegados presentes na sala Tycho Brahe do Bella Center. Dela deverá sair um novo acordo mundial para combater o aquecimento global.

A cerimónia de abertura da conferência, com 45 minuros de atraso, começou com a projecção de um filme sobre os povos do mundo confrontados com as alterações climáticas, especialmente os "refugiados do clima".

As alterações climáticas não conhecem fronteiras. Nada discriminam. Afectam-nos a todos. E se hoje estamos aqui é porque estamos todos determinados em agir”, salientou.

“Estou dolorosamente consciente de que vocês têm perspectivas diferentes sobre o âmbito e conteúdo deste acordo”, acrescentou, apelando a um consenso “justo, equilibrado, aceitável para todos”, mas também “eficaz e operacional”.

“Este acordo que convidamos todos os dirigentes a assinar afectará todas as nossas sociedades em todos os seus aspectos”, notou. E, segundo Rasmussen, a missão "está ao nosso alcance".

O chefe do Governo dinamarquês precisou ainda que 110 chefes de Estado e de Governo, incluindo o Presidente norte-americano Barack Obama, anunciaram já a sua presença em Copenhaga para o encerramento da conferência, a 17 e 18 de Dezembro. No encontro, estes líderes vão tentar chegar a acordo sobre as reduções das emissões de gases com efeito de estufa para os países desenvolvidos até 2020 e recolher financiamento para ajudar os mais pobres.

A presença de tantos líderes mundiais "reflecte uma mobilização sem precedentes da determinação política para combater as alterações climáticas. Representa uma enorme oportunidade. Uma oportunidade que o mundo não se pode dar ao luxo de perder", disse ainda o primeiro-ministro dinamarquês.

Mas "a responsabilidade maior continua a ser dos cidadãos do mundo que, se falharmos, serão aqueles a sentir as consequências fatais".

ONU lembra que o tempo das declarações já acabou

Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, apelou aos delegados de 192 países para se concentrarem "nas propostas práticas e sólidas, que permitam lançar uma acção rápida" contra as alterações climáticas.

"Os países em desenvolvimento esperam, desesperadamente, uma acção concreta e imediata", contra as emissões de gases com efeito de estufa e para adaptar as suas nações ao novo cenário climático, lembrou.

De Boer leu o testemunho de Nyi Lay, uma criança asiática de seis anos, vítima de um ciclone devastador que causou a morte aos seus pais e irmão.

"O tempo das declarações e de esgrimir posições já acabou: utilizem o trabalho já feito e transformem-no em actos", lançou.

À porta do edifício da conferência, activistas pediram aos delegados que iam chegando que escolhessem passar por um de dois portões: um verde onde se lia "Vote pela Terra" ou um vermelho "Aquecimento Global". Outros entregavam aos delegados panfletos sobre o aquecimento global.

O Protocolo de Quioto vincula os países industrializados a reduzir as suas emissões até 2012, a uma média de 5,2 por cento, em relação aos níveis de 1990. Mas mesmo os seus apoiantes reconhecem a insuficiência da meta para travar o aumento das temperaturas, especialmente se nos lembrarmos que os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo.

Desta vez, a ideia é envolver todos os grandes emissores, incluindo a China e a Índia, para evitar mais secas, desertificação, incêndios florestais, extinção de espécies e aumento do nível dos mares. O encontro vai testar até que ponto as nações em desenvolvimento vão insistir nas suas posições, nomeadamente a exigência de os países ricos reduzirem as emissões em, pelo menos, 40 por cento até 2020. Uma meta superior àquelas que estão em cima da mesa.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412923



E vocês o que é que esperam desta Conferência? Acreditam que vai ser um sucesso ou mais uma oportunidade perdida?



Como complemento, proponho que cliquem aqui para acederem à infografia do Público on line sobre o problema do efeito de estufa e o aquecimento global. Vale a pena.


Podem ainda visionar o filme de abertura da Conferência com o título "Please help the World" realizado por Mikkel Blaabjerg Poulsen.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cerca de 500 mil pessoas já assinaram petição da ONU a favor de um acordo em Copenhaga.


Chama-se Hopenhagen, já recolheu cerca de 500 mil assinaturas online e é um movimento que está a organizar uma petição das Nações Unidas a favor de um acordo na Cimeira de Copenhaga que vai realizar-se no próximo mês (de 7 a 18 de Dezembro) .

O objectivo do Hopenhagen "é ligar cada pessoa, cada cidade e cada nação a Copenhaga, dando a todos esperança (Hope) e uma plataforma de acção" que permita criar um movimento promotor da mudança.

"A nossa esperança é que em Copenhaga possamos começar a construir um mundo mais limpo e mais habitável do que aquele em que hoje vivemos", salientam os organizadores.

O movimento conta não só com o apoio dos cidadãos como de grandes empresas e organizações. Os parceiros do Hopenhagen são a Coca-Cola a SAP (empresa de software) e a Siemens.

E os "Amigos de Hopenhagen" incluem mais de cem empresas e organizações, como a AOL, Corbis, Google, JCDecaux, Warner Brothers, os ministérios dos Negócios Estrangeiros e do Clima e Energia da Dinamarca, jornais, revistas e canais de TV de todo o mundo.

Cliquem aqui para assinar a Petição on line.


Vejam agora alguns vídeos promocionais deste movimento (Hopenhagen) e de um outro "Raise Your Voice" alusivos à Cimeira de Copenhaga.











sábado, 14 de novembro de 2009

Grow Up, Cool Down

Na sequência do tema do post anterior, este vídeo da Greenpeace alerta-nos para o problema do aquecimento global e para o desaparecimento dos glaciares, focalizando no glaciar de Upsala na Argentina que actualmente está muito reduzido quando comparado com a sua dimensão há 100 anos atrás.

If we do not take action against climate change the world around us will change dramatically within our life time.

Vinte icebergues da Antárctida a caminho da Nova Zelândia


Mais uma notícia inquietante relacionada com o problema do aquecimento global. A notícia vem da Nova Zelândia: pelo menos 20 icebergues com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros, dirigem-se do Norte da Antárctida para a Nova Zelândia estando já próximos da ilha Macquarie. Vejam a notícia do Público do dia de hoje:

Há uma semana, os cientistas do programa polar australiano nem queriam acreditar no que viam, quando um bloco de gelo foi avistado a oito quilómetros da ilha. Tinha 50 metros de altura e 500 de comprimento.

Dean Miller, biólogo australiano do programa polar, foi o primeiro a avistar o icebergue. "Nunca tinha visto nada igual. Olhei para o horizonte e vi uma enorme ilha de gelo a fluturar", contou ao jornal "The Guardian".

Desde então, mais icebergues têm-se aproximado da ilha, flutuando ao sabor das correntes. Nas últimas 24 horas foram avistados pelo menos quatro, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros.

O glaciologista daquele programa, Neal Young, afirma que existem pelo menos 20 icebergues em redor da ilha. É raro que estes blocos de gelo subam tanto para Norte e entrem em águas menos frias, salienta. "Das imagens de satélite podemos observar um grupo de icebergues, abrangendo uma área com cerca de mil por 700 quilómetros, distanciando-se da Antárctida com a corrente oceânica", lê-se num comunicado. O especialista acredita que estes icebergues são fragmentos recentes de um enorme bloco que se separou há nove anos da plataforma de gelo Ross.

O responsável pela estação na ilha, Cyril Munro, diz que esta tem sido uma semana excitante para os cientistas. "Todos têm os olhos postos no horizonte". Os cientistas que trabalham na ponta mais a Sul da ilha "ficaram espantados por verem aqui um icebergue com dois quilómetros", acrescentou. Os blocos de gelo deverão continuar para Norte e Este, em direcção à Nova Zelândia.

Gelos na Gronelândia também trazem novidades

Icebergues a caminho da Nova Zelândia são um cenário que poderá dar novos argumentos para as negociações climáticas na cimeira de Copenhaga, em Dezembro. Mas a verdade é que a Antárctida não tem a exclusividade nestas questões.

Ontem, a revista "Science" revela que o gelo da Gronelândia está a desaparecer mais depressa do que nunca. De 2006 a 2008, Verões mais quentes do que o costume elevaram o degelo a um ritmo sem precedentes, com uma perda anual de 273 quilómetros cúbicos, concluiu a investigação, que recorreu a imagens de satélite e a um modelo atmosférico regional.

A camada de gelo da Gronelândia contém água suficiente para causar uma subida média do nível do mar de sete metros, afirma aquela universidade. Desde 2000, a camada de gelo perdeu cerca de 1500 quilómetros cúbicos, o que representa uma subida de cinco milímetros.

"A perda de massa na Gronelândia tem vindo a acelerar desde o final da década de 90 e as causas do fenómeno sugerem que esta seja uma tendência para continuar num futuro próximo", lê-se num comunicado assinado por Jonathan Bamber, um investigador da Universidade de Bristol que participou no estudo.

Segundo os investigadores (das universidades de Utrecht, Delf e Bristol; do Instituto de Investigação Marinha e Atmosférica; do Real Instituto de Meteorologia da Holanda; e o Jet Propulsion Laboratory), esta perda de massa gelada explica-se com o aumento do degelo à superfície e com o facto de os glaciares estarem a dirigir-se mais rapidamente para o oceano.

Até 2100, o nível médio do mar deverá subir entre 28 e 43 centímetros, estima o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409759