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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Situação de vento forte em Faro - informação preliminar do Instituto de Meteorologia


Legenda: PPI de velocidade Doppler correspondente à elevação de 0.1º, obtido às 3:46 UTC de 24 de Outubro, pelo radar de Loulé/Cavalos do Caldeirão.


O ramo frio do sistema frontal que afetou o território do continente durante a noite de anteontem e madrugada de ontem, dia 24 de outubro, foi caracterizado por atividade convetiva relativamente intensa. Na região sul do território do continente, em particular, esta actividade verificou-se na presença de um perfil vertical do vento horizontal caracterizado por uma ligeira rotação na sua direção (no sentido dos ponteiros do relógio), numa camada entre a superfície e os 2000 metros, bem como por uma intensificação na sua intensidade.
Os efeitos deste perfil vertical do vento, se forem coexistentes com a presença de forte instabilidade local, podem conduzir à formação de células convetivas de caraterísticas particulares. Estas células, designadas por Supercélulas (SC) têm, de facto, a capacidade de exibir movimento de rotação em níveis médios e elevados, durante algum tempo (mesociclone).
A análise das observações Doppler efetuadas pelo radar de Loulé/Cavalos do Caldeirão, permitiu identificar algumas destas SC, embebidas na estrutura frontal, embora com caraterísticas inicipientes, istoé, relativamente pouco marcadas.
Em particular, pelas 4 UTC, um destes aglomerados convectivos atingiu a região de Faro, designadamente a área do aeroporto e locais vizinhos, para Este e Nordeste do mesmo.
Os movimentos verticais descendentes organizados, que são típicos deste tipo de fenómeno, foram particularmente intensos naquela região e produziram um fenómeno designado por downburst: trata-se de um escoamento descendente e muito forte que se propaga como vento horizontal, junto ao solo. Na estação de Faro/aeroporto foi registada uma rajada com uma intensidade de aproximadamente 157 km/h, pelas 4:10 UTC.
Na circulação das SC, para além de vento horizontal muito forte, também é possível a geração de tornados. Neste episódio essa hipótese não pode ser excluída, mas a maior parte dos elementos disponíveis aponta para que o fenómeno de vento forte se tenha ficado a dever à ocorrência de um downburst.
Fonte: Instituto de Meteorologia (adaptado)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cinzas do vulcão Puyehue poderão dar a volta ao mundo

Segundo o Público on line, as cinzas do vulcão Puyehue, em erupção no Chile há onze dias, deslocam-se a uma velocidade suficiente para poderem dar a volta ao mundo, acredita um especialista do Governo chileno. As perturbações no espaço aéreo podem durar meses.

Vejam a notícia publicada ontem:


Hoje, a coluna de cinzas expelida do vulcão atingiu uma altitude de nove quilómetros, “com um aspecto muito denso, de cor cinzento escura”, informa o Sernageomin – Serviço Nacional chileno de Geologia e Minas, em comunicado. A “instabilidade da actividade eruptiva possibilita a ocorrência de eventos explosivos maiores, com a consequente geração de fluxos piroclásticos igualmente maiores aos já ocorridos”, acrescenta. O Sernageomin não afasta a possibilidade de a erupção aumentar de intensidade.

Enrique Valdivieso, director do Sernageomin, acredita que as cinzas poderão dar a volta ao mundo, uma vez que se deslocam a “velocidades bastante altas e assim vão continuar”, cita hoje o jornal espanhol “El País”. O impacto no espaço aéreo deverá fazer-se sentir durante vários meses. Centenas de voos já foram cancelados, especialmente na Argentina e Uruguai mas também no Brasil – onde os aeroportos mais afectados são os de São Paulo e Rio de Janeiro -, Austrália e Nova Zelândia. “Não há sinais de que a situação vai mudar ou estabilizar a curto prazo”, disse Valdivieso à agência Reuters. “Estas cinzas finas poderão permanecer no ar durante meses. Se a coluna de cinzas continuar a atingir os nove quilómetros de altitude, pode espalhar-se facilmente. Quanto mais elevada ela chegar, mais área vai abranger”, acrescentou o especialista. Quanto às pessoas desalojadas no Chile, Valdivieso disse que não poderão regressar a casa enquanto não baixar a actividade sísmica registada, com pelo menos seis sismos por dia na zona do Puyehue. Ainda assim, as cinzas não terão substâncias prejudiciais à saúde, segundo a Comissão Nacional de Energia Atómica da Argentina. “A cinza é composta por silício, alumínio, potássio, cálcio, ferro, titânio, magnésio, sódio e uma pequena quantidade de cloro”, afirma a comissão, em comunicado, depois de análises às poeiras. “Não foi detectada a presença de substâncias que possam afectar a saúde, como o arsénio ou o enxofre”. A zona mais afectada pela actividade vulcânica do Puyehue é o Sul da Argentina. 


Segundo noticia o “El País”, cidades como Bariloche estão há quase onze dias cobertas por um manto cinzento e a chuva de cinzas invadiu rios e lagos, prejudicando a agricultura e pecuária. O vulcão Puyehue, com 2240   metros de altura, situa-se na cordilheira dos Andes. A sua última grande erupção aconteceu em 1960, depois do sismo de Valdivia, de magnitude 9,5 na escala de Richter. Morreram 5700 pessoas no Chile.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1498792 

Vejam a fotogaleria do público on line em: http://static.publico.pt/docs/mundo/vulcoes/  

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vulcão Grímsvötn, da Islândia, entra em erupção

De acordo com uma informação do Instituto de Meteorologia, o vulcão Grímsvötn, o mais activo da Islândia, depois de se ter mantido inactivo desde Novembro de 2004, entrou novamente em erupção às 18.30, hora de Lisboa, do passado Sábado, dia 21 de Maio.

As erupções sub-glaciares atingiram rapidamente a superfície e às 22.00 a pluma vulcânica atingiu uma altitude de cerca de 20 km. Durante o dia de ontem a erupção diminuiu atingindo a pluma os 10 km e ocasionalmente os 15 km de altitude.

Pela evolução previsível das condições meteorológicas espera-se que a pluma se desloque para Leste e para Norte, não afectando o tráfego aéreo na Europa continental, pelo menos durante o dia de hoje.

O Centro Consultivo de Cinzas Vulcânicas (VAAC) de Londres está a monitorizar a situação emitindo informação para o tráfego aéreo, de acordo com as normas da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO).
Fonte: IM

sábado, 30 de abril de 2011

Violenta tempestade de granizo na região de Lisboa

Ontem, dia 29 de Maio, uma violenta trovoada e um temporal de chuva e granizo caiu pelas 15h30 na região de Lisboa, especialmente na zona de Benfica e na Damaia, provocando a interrupção do trânsito em alguns locais, nomeadamente na segunda circular. Este fenómeno está relacionado com um centro de baixas pressões com características convectivas e que tem estado localizado a Sudoeste de Portugal Continental.

Que fenómeno levou à forte queda de granizo? Segundo o meteorologista Anthímio de Azevedo, este fenómeno extremo deveu-se a uma queda muito acentuada e muito brusca da temperatura - Lisboa registou, das 15h00 às 16h00, uma descida de 22,5 graus para 14,5 - que levou à formação de uma nuvem de grande dimensão vertical, um cumulonímbo. Trata-se de uma nuvem escura e espessa, que pode ter atingido 14 quilómetros de altura e que descarregou na zona de Benfica, em Lisboa, e na Damaia, Amadora, uma quantidade de granizo inédita. Em alguns locais, atingiu meio metro de altura e foi acompanhada de chuva intensa. O Instituto de Meteorologia pôs a maior parte do País em alerta amarelo e avisa que a depressão pode provocar hoje novas quedas de granizo e trovoadas a norte e centro.

Fiquem com alguns vídeos que registaram o acontecimento e que foram publicados no Youtube.





quarta-feira, 16 de março de 2011

Vulcão Nyiragongo em erupção

Foto: Carsten Peter

O Monte Nyiragongo é um vulcão nas Montanhas Virunga, associado com o Grande Vale do Rift. Está localizado na República Democrática do Congo, a 20 km a norte da cidade de Goma e do Lago Kivu, e a 11 km a oeste da fronteira República Democrática do Congo-Ruanda. A cratera principal está localizada a 250 m de profundidade, a dois quilómetros da borda do vulcão e às vezes contém lagos de lava. O Nyiragongo e o vulcão próximo Nyamuragira são juntos responsáveis por 40% das erupções vulcânicas históricas de África. Encontra-se novamente em erupção.

sábado, 12 de março de 2011

Acidente nuclear no Japão


Um dia depois do mega sismo e consequente tsunami, ocorreu mais uma tragédia no Japão ainda relacionada com o referido sismo e respectivas réplicas: uma grande explosão num reactor da central nuclear de Fukushima I. Esta acidente nuclear foi considerado o mais grave desde Chernobil (Ucrânia. A explosão foi classificada pela Agência Segurança Nuclear e Industrial japonesa como um acidente nuclear de nível 4 – numa escala de 1 a 7. O acidente de Three Mile Island em 1979, nos Estados Unidos, teve nível 5 e a catástrofe de Chernobil, em 1986, na ex-URSS, chegou ao nível 7. O Governo japonês afirma que a acidente está controlado.

O acidente deu-se às 15h36 (6h36, hora de Lisboa), fez quatro feridos leves e lançou o pânico de que um incidente parecido com o de Chernobil se repetisse no Japão. Mas um porta-voz do Governo garantiu que as radiações estavam a baixar e que a explosão não tinha afectado o núcleo do reactor. Cerca de 45 mil pessoas foram já retiradas da região onde está a central nuclear de Fukushima .

A central fica na costa Leste do país, 250 quilómetros a nordeste de Tóquio. O sismo causou uma avaria no sistema de refrigeração na central e um corte de electricidade impediu a recuperação deste sistema, permitindo que os bastões de combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão interna no reactor.

A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co, que gere as instalações, tentou reduzir alguma desta pressão libertando vapor radioactivo. Mas não foi o suficiente para impedir a explosão que destruiu o tecto do edifício do reactor principal. A televisão japonesa NHK anunciava ontem que o nível da radioactividade fora da central era oito vezes superior ao normal.

Fonte: Público on line

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sismo no Japão seguido de Tsunami


Hoje, dia 11 de Março de 2011, pelas 05:46 UTC (às 14:46 hora local) ocorreu a 130 km  Este da principal ilha do Japão, Honshu, um sismo de magnitude 8.9 a 24 km de profundidade, que foi considerado um dos maiores da história do Japão e um dos maiores de sempre a nível mundial.

Segundo o Instituto de Meteorologia, este sismo foi gerado num regime compressivo, em zona de subducção, situação em que a placa do Pacífico mergulha sob a placa Norte Americana. Sendo o sismo superficial, com epicentro no mar e uma magnitude elevada, deu origem a um Tsunami cuja primeira vaga atingiu a costa do Japão pelas 06:35.

O sismo teve uma série de percursores, que tiveram início há dois dias com um sismo de magnitude 7.2 e pelo menos 3 sismos de magnitude superior a 6. Este tipo de ambientes tectónicos, em regime compressivo, são os que têm maior capacidade de gerar os chamados grandes sismos. 

Segundo o jornal Público, e de acordo com o mais recente balanço da polícia japonesa, ainda que provisório, cerca de nove horas depois do primeiro abalo, a destruição já fez 288 mortos, 349 desaparecidos e centenas de feridos. Entre as vítimas mortais contam-se 200 corpos que foram encontrados numa praia de Sendai, na perfeitura de Miyagi, uma das mais atingidas. A polícia acredita que se tratem de cadáveres de moradores que foram apanhados pela vaga de dez metros que arrasou a região costeira.

O Governo japonês declarou hoje estado de emergência depois de o sistema de arrefecimento ter falhado na central nuclear nº 1 de Fukushima, como consequência do sismo. As autoridades garantem que não existem fugas de radioactividade e que não existe perigo imediato, dado que a actividade da central foi suspensa.

De acordo com as autoridades locais em Fukushima, seis mil habitantes dos arredores da central nuclear foram aconselhados a abandonar o local.

Noutro local, em Onagawa (Miyagi), deflagrou um incêndio no complexo nuclear mas longe do reactor nuclear, garante a empresa responsável, Tohoku Electric Power. Já foi activado no local um procedimento de arrefecimento emergência, mas a situação poderá ainda não estar debelada. O facto que está a originar a preocupação das autoridades e, segundo o jornal Phuket Word, o país estará numa situação de emergência nuclear.

O tsunami que se seguiu ao abalo, às 14h46 (05h46, hora portuguesa), e às várias réplicas atingiu especialmente a costa nordeste da ilha principal de Honshu.

Vagas com dez metros de altura abateram-se na zona costeira da região de Sendai e outras de sete metros na prefeitura vizinha de Fukushima. Na província de Miyagi, uma vaga carregando detritos e lama arrastou, a grande velocidade, os campos agrícolas por onde passou. Em alguns locais, a água entrou até cinco quilómetros para o interior.

As estações de televisão nipónicas difundem em directo imagens de casas inundadas e automóveis submersos pelas águas, como poderão ver mais abaixo. Colunas de fumo elevam-se por cima de localidades no Nordeste da ilha principal de Honshu onde, até ao momento, foram registados 40 incêndios.

Na baixa de Tóquio, os edifícios abanaram de forma violenta e os trabalhadores invadiram as ruas a meio da sua jornada de trabalho. A AFP fala no desmoronamento de um edifício em Tóquio onde 600 estudantes participavam numa cerimónia de entrega de diplomas. Há pelo menos 20 feridos, indica a BBC.

Na região de Tóquio deflagrou um incêndio na refinaria de Iichihara e as chamas elevam-se a várias dezenas de metros de altura.

Fonte: Instituto de Meteorologia e Público on line

Os vídeos que se seguem ilustram de uma forma brutal o avanço do tsunami.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eventos meteorológicos extremos em 2010

Segundo o Relatório Anual do Clima 2010 do Instituto de Meteorologia, o ano de 2010 foi o ano mais chuvoso da última década em Portugal Continental, mas com o Verão quente e seco. Passo a transcrever o resumo elaborado pelo Instituto de Meteorologia.

O valor total anual da precipitação, em Portugal Continental foi de 1063 mm, superando em quase 20% o valor normal de 1971-2000. Destaca-se também o valor anual ocorrido em Lisboa, 1598mm, o mais elevado desde o início das observações na Estação Meteorológica do Instituto Geofísico (1870). No entanto, entre Abril e Setembro os valores de precipitação foram inferiores ao valor médio, realçando-se os meses de Julho, Agosto e Setembro, tendo mesmo Julho e Agosto sido os mais secos dos últimos 24 e 23 anos, respectivamente.

No que diz respeito à temperatura, em Portugal Continental, o ano de 2010, caracterizou-se por valores médios da temperatura máxima, mínima e média do ar superiores aos valores médios (1971-2000). Para este facto contribuíram as temperaturas observadas durante o Verão, o qual foi o 2º com as temperaturas máxima e média do ar mais elevadas desde 1931. Os valores da temperatura máxima mensal nos meses de Julho e Agosto foram respectivamente, o valor mais alto e o 2º valor mais alto observados nesses meses desde 1931.

As temperaturas elevadas e a precipitação, com valores inferiores ao valor normal, que se registaram durante o Verão, em Portugal Continental, criaram condições favoráveis para a ocorrência de fogos florestais.

Nos arquipélagos da Madeira e Açores destacam-se os valores da quantidade de precipitação anual superiores aos valores normais de 1971-2000, tendo-se verificado anomalias positivas significativas, designadamente no Funchal, + 872,6 mm, e Santa Maria, 630,8 mm, que registaram as maiores anomalias nos respectivos arquipélagos.

Deve salientar-se ainda a ocorrência de eventos extremos que tiveram impactos socio-económicos gravosos, com perda de vidas e bens, como as cheias na Madeira em Fevereiro, e no Continente, com a ocorrência de tornados, como o que atingiu a região Centro do País em Dezembro, e 4 ondas de calor, durante o Verão.

Pode explicar-se esta situação de episódios meteorológicos adversos com o comportamento da Oscilação do Atlântico Norte (North Atlantic Oscillation - NAO), que é um dos principais modos de variabilidade lenta da atmosfera que afecta a região Euro-Atlântica, e Portugal Continental em particular.

O índice NAO está relacionado com a intensidade do vento dominante nas latitudes médias, isto é os ventos de Oeste. Deste modo a NAO modula o fluxo de ar Atlântico para o Continente Europeu, bem como a trajectória dominante de sistemas depressionários nas latitudes médias, influenciado a precipitação e temperatura em várias regiões da Europa. No caso de Portugal Continental, a variabilidade inter-anual e inter-decadal da precipitação de Inverno encontra-se fortemente correlacionada com as correspondentes variações do índice NAO. As observações indicam que a valores baixos do índice NAO estão associadas quantidades de precipitação acima da média em Portugal, enquanto valores elevados deste índice correspondem a quantidades de precipitação abaixo da média.

O recente Inverno de 2009/2010 foi caracterizado por valores de recorde negativo do índice NAO à escala mensal e sazonal. Esta circulação anómala teve implicações directas no clima particularmente frio na Europa Central e Setentrional. Por outro lado o padrão essencialmente negativo da NAO induziu trajectórias de baixa latitude para muitos sistemas depressionários (entre o arquipélago dos Açores e a Península Ibérica). Estes sistemas e respectivas frentes produziram grandes quantidades de precipitação nos sectores Oeste e Sul da Península Ibérica (incluindo novos recordes absolutos de Inverno em Gibraltar e Lisboa) desde o início das medições regulares a segunda metade do século XIX.

Fonte: Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Granizo


O granizo (ou saraiva) é um fenómeno meteorológico, que consiste numa precipitação de pedras de gelo que podem medir 5 mm ou ser até do tamanho de uma laranja. Em muitas partes do mundo, é comum a tempestade com pedras de gelo do tamanho de uma bola de ténis.

O granizo forma-se quando pequenas partículas de gelo caem dentro das nuvens, recolhendo assim a humidade. Essa humidade congela-se e as partículas são levadas para cima novamente pelas correntes de ar, aumentando de tamanho. Isso acontece várias vezes, até que a partícula se transforma em granizo, que tem o peso suficiente para vencer as correntes de ar e cair em direcção à terra.

Os granizos grandes (saraiva) podem estragar as plantações, perfurar tectos, amassar carros e partir pára-brisas. O record das maiores pedras de granizo foi alcançado no Bangladesh, durante uma tempestade que matou 92 pessoas. As pedras de gelo pesavam quase 5 kg e caiam com velocidades próximas de 150 metros por segundo. Ninguém soube explicar tal evento, que ainda hoje causa muita discussão entre os especialistas.

À medida que os cristais de gelo caem através de uma nuvem contendo gotículas de água superarrefecida, estas podem congelar em cima deles por um processo de acumulação (acreção). As partículas que resultam desse processo eventualmente chegam ao solo se as temperaturas forem muito baixas (cerca de 8°C ou menos). Ao caírem, crescem de novo por acumulação até chegarem à base da nuvem e algumas voltam então a ser transportadas para o topo pelas correntes ascendentes de ar. Este ciclo pode-se repetir várias vezes e os grânulos resultantes vão crescendo camada a camada. Quanto mais fortes forem as correntes ascendentes, mais vezes este ciclo se repetirá para cada granulo e, mais ele crescerá. Quando um grânulo se torna demasiado pesado, cai da nuvem e acelera sob a acção da gravidade em direcção à superfície da Terra.

Mesmo que a temperatura do ar esteja relativamente elevada, os grânulos não chegam a derreter porque o tempo que atravessam o ar quente debaixo da trovoada não é suficiente para poderem derreter antes de chegar ao solo. Por isso, o que acaba por cair na superfície são grânulos de gelo, em estado amorfo, que se precipitam com violência no solo - o chamado chuva de granizo ou chuva de pedra.

Fonte: Wikipédia

O primeiro vídeo mostra uma tempestade de granizo (saraiva)muito violenta. O segundo vídeo mostra outra situação particularmente violenta que mostra como o granizo pode patir vidros de automóveis e tornar-se numa situação particularmente perigosa. O terceiro vídeo é um excerto de um documentário do canal História sobre o processo de formação do granizo.





As cheias na Austrália e no Brasil - por que é que o impacto das catástrofes naturais é diferente nos dois países?



As chuvas e os deslizamentos de terras que atingiram a região serrana do estado do Rio de Janeiro na passada quarta-feira já provocaram a morte de pelo menos 500 pessoas. As prefeituras dos municípios atingidos indicaram que em Nova Friburgo já foram encontrados 225 corpos, em Teresópolis 223, em Itaipava 39, em Sumidouro 19 e em São José do Vale do Rio Preto 4. O número de desalojados chega aos 13 mil.

Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas já ultrapassou as 436 registadas em 1967 na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

A chuva que se abateu sobre estas regiões na noite de terça para quarta-feira foi tão intensa na região a norte do Rio de Janeiro que se estima que, em apenas uma noite, tenha chovido o equivalente ao previsto para todo o mês de Janeiro.

Como é que ocorrem estes deslizamentos de terras?

Um grande volume de chuva caiu nos últimos dias sobre os montes da região serrana do estado do Rio de Janeiro. Por sobre estes, a capa de solo de Mata Atlântica é muito instável. Em alguns sítios não ultrapassa o metro e meio de espessura. A vegetação também não consegue reter a enxurrada porque, por debaixo da capa de solo, as raízes das plantas não se conseguem agarrar à pedra. Quando a água encharca o solo, este desprende-se da rocha e resvala - como uma avalancha -, para níveis inferiores, onde abundam as construções.

Por que é que o impacto das catástrofes naturais é diferente em países como o Brasil e a Austrália?

As realidades sociais influenciam também o impacto das catástrofes. Basta comparar a situação vivida no No Rio de Janeiro e no Nordeste da Austrália.

Até a cor da água do Brasil é diferente do lago que se formou na Austrália. As torrentes que arrastaram casas, pessoas, árvores e carros das cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, eram lamacentas. A água das cheias na Austrália, não.

As chuvadas que caíram no Brasil mataram pelo menos 500 pessoas e produziram um cenário muito mais desolador. Na Austrália terão morrido 15 pessoas.

O que se passou na região do Rio de Janeiro é fruto da ausência de ordenamento do território, nomeadamente da urbanização desenfreada e que privilegia os mais favorecidos (que habitam nas melhores zonas das cidades e as mais seguras) e expulsa para a periferia as pessoas mais pobres, que acabam por ocupar áreas de risco em zonas com grande declive, que foram previamente desflorestadas, o que faz aumentar a escorrência superficial, o risco de enxurradas e de deslizamentos de terrenos. Este risco tem aumentado de há 20 anos para cá, devido à explosão urbana cada vez mais desordenada, impermeabilizando artificialmente os solos. A água acaba por infiltra-se em zonas preferenciais onde não há casas e os terrenos impermeáveis apanham com água a dobrar.

Já a Austrália, um país desenvolvido e ordenado, existem políticas de combate contra as catástrofes naturais. As construções estão preparadas para os fenómenos excepcionais que têm potencialidade de causar tragédias.

Por outro lado, o Brasil tem uma densidade populacional muito maior com uma população pobre muito grande em situações de maior risco, tornando mais propenso este tipo de acontecimentos. Todos estes factores se conjugam para que uma situação de calamidade aconteça. A solidez das estruturas e os sistemas de resposta é muito maior na Austrália do que no Brasil. Estas situações têm mais que ver com a organização da sociedade e o serviço público do que com a riqueza per capita.

Como é que se pode resolver estas situações e diminuir os riscos de novas catástrofes como esta que ocorreu no Brasil?

É possível mudar com uma política urbana, que privilegie um maior ordenamento das urbanizações, com acções que favoreçam a drenagem, com a criação de mais espaços verdes e com a recuperação da mata, com o combate à impermeabilização artificial dos solo e a limpeza dos leitos dos cursos de água e das sarjetas. Só o ordenamento pode evitar nova tragédia.

Fonte: Público

O vídeo que se segue mostra algumas reportagens sobre esta tragédia e ainda algumas explicações sobre as causas da mesma.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tornado na região de Tomar



Foto: Mário Reis

Ao início da tarde de ontem, dia 7 de Dezembro de 2010, ocorreu um tornado na região de Tomar e de Ferreira do Zêzere.

Este fenómeno consiste num turbilhão de vento, muitas vezes violento, cuja presença se manifesta por uma coluna nebulosa ou cone nebuloso invertido em forma de funil que emerge da base de um cumulonimbo, e por um tufo constituído por poeira, areia ou detritos vários levantados do solo (também é designado por tromba terrestre).

As condições meteorológicas que estão a afectar o continente são influenciadas por uma massa de ar quente, húmido e instável, embebida num fluxo de sudoeste, propícia à ocorrência de fenómenos adversos, como precipitação e vento fortes, facto que levou o IM a emitir avisos meteorológicos para os parâmetros de precipitação, vento e agitação marítima.

De todos os vídeos que se podem encontrar no Youtube que reportam este fenómeno ocorrido ontem escolhi o da Sofia Cartaxo. Há outros vídeos talvez mais espectaculares, contudo a linguagem utilizada não é a mais apropriada para um blogue com objectivos educativos como este.

domingo, 28 de novembro de 2010

A Lisboa anterior ao terramoto de 1755 - apresentação virtual

Estes dois vídeo muito interessantes, produzidos pelo Centro de História da Arte e de Investigação Artística da Universidade de Évora, apresentam uma visão virtual da cidade de Lisboa anterior ao grande terramoto de 1 de Novembro de 1755. É uma recriação fantástica da cidade de Lisboa que vale a pena ver.




O Museu da Cidade (de Lisboa), em conjunto com uma equipa da empresa portuguesa SWD Agency, recriou virtualmente ruas, praças e edifícios emblemáticos da capital antes da destruição provocada pelo sismo de 1755. A três dimensões, estes modelos virtuais, alguns animados em vídeos, transportam-nos para as ruas de Lisboa nas vésperas do terramoto. Ver um exemplo de um vídeo aqui.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tornado de Fogo



Este vídeo da National Geographic mostra-nos um dos fenómenos atmosféricos mais raros: os tornados de fogo. Este verão aconteceram pelo menos dois no nosso país. É um fenómeno extremamente perigoso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cuidados a ter em dias de calor extremo


A Direcção-Geral da Saúde (DGS) decidiu passar para o alerta máximo (vermelho) os distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja, devido às elevadas temperaturas que se têm feito sentir nos últimos dias e que se devem prolongar até sábado, segundo o Instituto de Meteorologia.

O alerta vermelho accionado para o dia de hoje significa que os cuidados devem ser redobrados, porque as "temperaturas muito elevadas podem trazer graves problemas para a saúde". Nos restantes distritos mantém-se o alerta amarelo e o Porto e Viana do Castelo continuam com o verde.

Se a previsão se mantiver, possivelmente esta semana será classificada tecnicamente como uma onda de calor em vários pontos do país.


Cuidados com o calor

Alimentação


Beber mais água e sumos
Evitar bebidas alcoólicas, com gás ou com açúcar
Oferecer água a idosos, crianças e doentes
Refeições leves e mais frequentes
Consultar o médico caso faça dietas com pouco sal ou com restrições de líquidos


Corpo

Em casa

Roupa leve
Evitar esforço físico
Viajar de carro em horas de menor calor
Animais e pessoas não devem permanecer no carro ao sol
Passar parte do dia em ambientes com ar condicionado
Duche de água tépida ou fria nos períodos de maior calor
Manter o ar circulante
Correr persianas ou portadas
Menos roupa de cama

Na praia

Óculos de sol
Protector solar
Evitar exposição solar entre as 11h e as 17h
Idosos e bebés pequenos não devem expor-se ao sol

Linha Saúde 24: 808 24 24 24

Fontes:Direcção-Geral de Saúde, Inst. Meteorologia, Protecção Civil e Público

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tornados e relâmpagos

Mostro-lhes de seguida três vídeos da National Geographic sobre tornados. O primeiro é uma montagem de diferentes tornados e o segundo e o terceiro mostram os incríveis caçadores de tornados em acção arriscando a sua vida para sentirem as emoções fortes de estarem o mais próximo possível dos tornados. O terceiro vídeo dá um especial realce aos relâmpagos, que acompanham muito frequentemente os tornados. São imagens impressionantes que mostram como a natureza pode ser ao mesmo tempo bela e tão perigosa.





sexta-feira, 14 de maio de 2010

Como pronunciar o nome do vulcão islandês


Como já devem ter reparado, os jornalistas da televisão e das rádios nunca referem o nome concreto do vulcão Eyjafjallajökull. Dizem sempre "o vulcão islandês". De facto, é muito difícil pronunciar o nome deste vulcão que, teimosamente, continua a criar grande confusão nos transportes aéreos no continente europeu.

Podem ouvir aqui como se diz Eyjafjallajökull. Já agora, soa algo como "eia fiatla iokutl". (fonte áudio: Wikipedia)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Eyjafjallajökull - lava, cinza e relâmpagos

Mais uma vez o vulcão mais mediático do momento: o Eyjafjallajökull, da Islândia. As imagens de fotógrafos da National Geographic mostram como os vulcões podem provocar a ocorrência de relâmpagos. Não está ainda muito bem explicado como se formam estes relâmpagos, embora se julgue que possam estar relacionados com o facto de a sílica - um ingrediente do magma - carregada eletricamente, poder interagir com a atmosfera, provocando as descargas eléctrica. Imagens, mais uma vez, de uma extrema beleza.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Erupção do vulcão do Eyjafjallajökull, da Islândia

Mais um vídeo sobre a erupção do vulcão Eyjafjallajökull (Islândia), o tal que fez parar grande parte dos voos no continente europeu. Imagens fantásticas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O nome do vulcão islandês


Eyjafjallajokull

O nome correcto do vulcão islandês é Eyjafjallajokull. Eyja significa ilha, fjalla significa montanhas e jokull é glaciar em português. Logo, para quem não conseguir pronunciar Eyjafjallajokull, o melhor mesmo é dizer que é o vulcão que fica no glaciar das montanhas que ficam perto das ilhas (as Westman, neste caso concreto).

Pronuncia-se [ˈɛɪjaˌfjatlaˌjœːkʏtl]. É mesmo difícil de pronunciar. Não é por acaso que os jornalistas da televisão e da rádio evitam empre pronunciar o seu nome e aabam por iditentificá-lo sempre como "o vulcão islandês".

O vulcão está por baixo de um glaciar, como muitos outros vulcões da Islândia. Alguns desses vulcões têm um nome próprio, diferente do do glaciar, mas este não. O nome do glaciar e do vulcão são o mesmo: Eyjafjallajokull.

Os vídeos que se seguem mostram imagens impressionantes do vulcão Eyjafjallajokull em actividade .





sexta-feira, 16 de abril de 2010

Parecia um tornado mas foi uma tromba de água que assustou a zona ribeirinha de Lisboa

Tromba de água no estuário do Tejo


Anteontem em Lisboa e ontem em Tavira, no Algarve, ocorreu um fenómeno meteorológico que até há pouco tempo era muito raro no nosso país e que, nos últimos anos, tem surgido com maior frequência: trombas de água, tal como os tornados. Em Lisboa, na zona ribeirinha, uma tromba de água (que foi entendido erradamente pela população como um tornado) provocou alarme na população.

Vejam a notícia do Público:

"O céu ficou bastante escuro, vi o formato de um cogumelo, um funil. Só me fazia lembrar dos filmes americanos", recorda Nuno Grade, que almoçava num restaurante da zona de Santa Apolónia quando uma tromba de água se formou sobre o Tejo."Quando me apercebi que ia haver chuva comecei a arrumar a esplanada", contou Margarida Cruz, empregada da pizzaria Casa Nova. Um colega alertou-a para algo diferente: "Olha ali um tornado." Primeiro, formou-se um funil, depois desapareceu e voltou a formar-se no meio do Tejo em direcção a terra, mas acabou por se dissipar. Não sem antes ter sido fotografado e filmado, imagens que rapidamente apareceram em sites de partilha e de informação e redes sociais na Internet.Miguel Cardoso tinha saído do trabalho na pizzaria quando começou "a sentir um vento brutal dentro do carro". Constatou então que o vidro traseiro estava partido. "Só me apercebi do que se estava a passar quando comecei a ver caixotes do lixo, cartões e cadeiras pelo ar". Pensou: "Tenho de sair daqui o mais rápido possível."

"Foi um fenómeno que se formou e dissipou sobre a água", explicaria mais tarde Cristina Simões, do Instituto de Meteorologia (IM), em declarações ao PÚBLICO. Como o turbilhão se confinou principalmente ao Tejo, tratou-se de uma "tromba de água". Este fenómeno meteorológico, como esclarece o site do IM, manifesta-se "por uma coluna nebulosa ou cone nebuloso invertido em forma de funil que emerge da base de um[a nuvem] cumulonimbo, e por um tufo constituído por gotículas de água levantadas da superfície" aquática. Em termos populares costuma-se designar como tromba de água uma chuvada muito forte, mas, embora possa ocorrer precipitação forte associada a uma tromba de água, trata-se de fenómenos distintos.O que não quer dizer que os efeitos se ficassem por aí. Um responsável do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa adiantou que ventos fortes arrancaram os telhados de cinco prédios no Bairro Belo Horizonte, nas Olaias. Na Escola António Arroio, duas chapas das obras no estabelecimento voaram com a força do vento. Parte do edifício foi evacuado por precaução. Embora sem danos pessoais, os Sapadores registaram 18 ocorrências, incluindo inundações principalmente nas zonas de S. Sebastião da Pedreira e Marquês de Pombal.

Fonte: http://jornal.publico.pt/noticia/15-04-2010/parecia-um-tornado-mas-foi-uma-tromba-de-agua-que-assustou-a-zona-ribeirinha-de-lisboa-19197674.htm


De seguida podem visualizar um vídeo de um videoamado que registou a tromba de água que ocorreu anteontem em Lisboa.









Conceitos de Tromba de Água e de Tornado


Tromba de água, Tromba-d'água, ou tromba marinha - é um fenómeno meteorológico semelhante aos tornados que se forma sobre o mar ou sobre massas de águas interiores de grande extensão. Consiste na formação de um vórtice intenso, visível sob a forma de uma nuvem colunar, em forma de estreito funil, que gira rapidamente em volta de si mesma, ligando a superfície da água à base de uma nuvem cumuliforme. A tromba de água eleva na sua base grande quantidade de borrifos de água, que projecta em todas as direcções. O fenómeno é mais frequente nas regiões tropicais, mas pode, também, ser encontrado nas regiões de latitude média. A expressão tromba de água é por vezes incorretamente utilizada para designar uma tempestade de grande intensidade, em geral associada à passagem de um cumulonimbo (Wikipédia). Para uma explicação mais detalhada ver aqui.



Tromba de Água


Tornado - é um pequeno, porém intenso, redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 500 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho. Normalmente a sua formação ocorre no final da tarde, horário em que a atmosfera se encontra mais instável, com forte turbulência e presença de nuvens Cumulonimbus. Porém não é incomum observar o surgimento desses ciclones durante a noite. Isso porque os tornados também vem de uma categoria específica de nuvens chamadas super-células de tempestade, que "amadurecem" durante o dia e se transformam em fortes tempestades de granizo. O tamanho destas pedras de granizo é bastante considerável se tivermos como padrão as pequenas pedras conhecidas, que são de aproximadamente 0,5 cm. Estas podem variar do tamanho de uma bola de gude até ao de uma bola de golfe ou tênis. Um prenúncio de um tornado são as chamadas rotation wallclouds, que são nuvens baixas, com o formato de uma base de pirâmide.
Esses cones de ventos rotativos e arrasadores podem ocorrer em qualquer lugar do mundo. Porém há certas regiões que são mais propensas à formação de tornados, como a parte central dos Estados Unidos da América (a "Tornado Alley") ou o "corredor dos tornados da América do Sul" que inclui o Uruguai, norte da Argentina e a porção centro-sul do território brasileiro (Wikipédia). Para uma explicação mais detalhada ver aqui.



Tornado