Fonte: http://www.publico.pt/Economia/alunos-gregos-desmaiam-nas-escolas-com-fome-1525527#
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sábado, 24 de dezembro de 2011
Alunos gregos desmaiam nas escolas com fome
Fonte: http://www.publico.pt/Economia/alunos-gregos-desmaiam-nas-escolas-com-fome-1525527#
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Irlanda: A ascensão e queda do “tigre celta”
Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/irlanda-a-ascensao-e-queda-do-tigre-celta_1375158
domingo, 10 de outubro de 2010
FMI avisa que Portugal será a pior economia da União Europeia em 2015
Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-avisa-que-portugal-sera-a-pior-economia-da-ue-em-2015_1460191
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Medidas tomadas pelo governo português para combater o deficit orçamental

Com as novas medidas tomadas ontem pelo governo para combater o déficit orçamental e dívida pública, os portugueses vão perder rendimento com o aumento do IRS e poderão ter de pagar mais por bens essenciais com a subida do IVA. As empresas públicas e privadas de grandes dimensões e autarquias vão ajudar a pagar a factura da crise.
Principais medidas tomadas pelo governo:
- agravamento do IRS - criação de uma nova sobretaxa do imposto de rendimento sobre pessoas singulares é uma das principais medidas do novo pacote hoje aprovado pelo Governo. Em causa está uma nova sobretaxa de um por cento para rendimentos inferiores a cinco salários mínimos e de 1,5 por cento para os rendimentos acima desse valor. O agravamento do IRS deixa de fora apenas aqueles que ganham o salário mínimo ou menos.
- IVA aumenta nos três escalões - O IVA (imposto sobre o valor acrescentado) sofreu um agravamento de um ponto percentual nos três escalões, incluindo de cinco para seis por cento nos bens essenciais (em geral, alimentos e medicamentos). Na restauração, esta taxa era até agora de 12 por cento e sobe para 13 por cento. A taxa normal voltou a subir para 21 por cento.
- o congelamento da entrada de novos trabalhadores na Administração Pública que "durará enquanto for necessário" e vai abranger também as autarquias e as regiões autónomas.
Vejam a notícia do Público de hoje:
Pequenas medidas que somadas pesam no bolso dos portugueses
Das famílias às empresas, dos mais pobres aos mais ricos, dos desempregados aos políticos, ninguém escapa às medidas que serão implementadas pelo Governo, com o apoio do PSD, para tentar corrigir o desequilíbrio orçamental português. De tal forma que uma redução do consumo, e o respectivo impacto na economia, se torna praticamente inevitável.
O Executivo optou por colocar em prática uma série bastante variada de medidas de dimensão relativamente reduzida. Assim, não se espere que haja, em cada uma das medidas, impactos insuportáveis para cada português. O problema, mesmo é quando tudo somado, se começa a ver o rombo nos orçamentos.
Assim, para cada família, à redução mensal do rendimento importa pela taxa especial de IRS que irá ser cobrada, terá de se juntar o efeito potencial de uma subida de preços provocada pela subida do IVA.
Quem aufira o salário mínimo (apesar de ficar de fora dos aumentos do IRS) paga o aumento de IVA por via do consumo, com um impacto estimado de quatro euros, ou 48 euros ao final de um ano. O valor parecerá pequeno, mas é capaz de criar problemas a quem tem de viver com rendimentos tão baixos.
Para quem ganhe 1000 euros em termos brutos, o impacto já se sente mais no corte salarial do que na subida dos preços dos produtos. Por ano, o aumento do IVA pode vir a custar mais 60 euros, enquanto o agravamento do IRS pesará 140 euros. Já nos salários mais altos, que ascendem por exemplo a 3000 euros brutos por mês, o impacto anual pode chegar aos 786 euros. Neste caso é o IRS adicional (que já é de 1,5 por cento) que é o responsável pela maior parte do impacto. O IVA, confirmando que é um imposto que, ao subir, afecta relativamente menos as pessoas com rendimentos mais elevados, pode ter um impacto potencial neste caso de 156 euros.
Os políticos também não escapam. E para além da subida de impostos sofrem também com cortes salariais. Cavaco Silva é quem terá o maior corte salarial, proporcional ao seu salário. O Presidente da República chega ao final do mês com menos 381 euros. Os deputados também vão ter menos 190 euros para gastar. Nas autarquias, os presidentes das câmaras do Porto e de Lisboa terão as maiores descidas (o salário é calculado com base no número de eleitores).
O efeito do IVA
Os portugueses estão já habituados a subidas do IVA. Na última década, a taxa normal deste imposto foi elevada por duas vezes, passando de 17 por cento para um valor que chegou a 21 por cento.
No entanto, a modificação que agora se prepara tem uma novidade. É que também a taxa reduzida e a taxa intermédia do IVA serão alteradas. Isto faz com que, as pessoas com rendimentos mais baixos (que têm um maior peso dos produtos de grande necessidade no seu cabaz de compras) acabem ainda mais afectadas do que noutras ocasiões.
É verdade que, num único produto, as contas de somar traduzem-se em poucos cêntimos, mas bens como o pão, leite, transportes, livros escolares e medicamentos, que nenhuma família pode deixar de comprar, também são desta vez alvo de subidas de impostos.
Para além dos dois impostos, os portugueses vão sofrer ainda outros impactos, por via indirecta. A tributação de um IRC extraordinário sobre as empresas com mais lucros pode reflectir-se nos preços por estas praticadas, principalmente se operarem em mercados pouco concorrenciais.
A redução das indemnizações compensatórias às empresas de transportes podem forçar estas, para não se endividarem mais, a fazer subir os preços dos bilhetes, mais uma medida que teria impactos nas camadas mais desfavorecidas da população.
Além disso, o recuo na adopção de medidas de apoio ao emprego e o congelamento das entradas na Administração Pública são medidas que irão prolongar as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho de uma parte muito significativa da população que ainda se encontra no desemprego.
Todos estes "pequenos" efeitos nos orçamentos de cada português podem, em conjunto, produzir um efeito global de dimensão muito maior. A redução do consumo será inevitável, face aos cortes nos rendimentos e à subida dos preços, podendo ainda gerar-se um efeito multiplicador na confiança dos consumidores, que acabam por poupar ainda mais do que aquilo que seria estritamente justificável.
Foi isso que aconteceu quando, em 2002 e 2005, se colocaram em prática em Portugal planos de austeridade semelhantes. A economia entrou logo a seguir em recessão.
Julgo que o governo não tinha grande margem de manobra e que estas medidas tinham que ser tomadas por mais que custem a todos nós. A situação financeira do país é muito grave. O valor da dívida pública portuguesa é de aproximadamente 125.000.000.000 de euros (cento e vinte cinco mil milhões de euros). Por mês corresponde a cerca de mil milhões de euros!!! Isto significa qualquer coisa como 76,% do PIB. Dizemos aproximadamente, porque a cada dia que passa, aumenta cerca de 50 milhões de euros. Só lamento que, mais uma vez, sejam sempre os mesmos a pagar as crises financeiras e a má governação do país e que, apesar do adiamento de uma série de grandes obras públicas, o governo tenha avançado com a construção do troço da linha férrea de TGV entre o Caia (fronteira com Espanha) e o Poceirão. Só por uma grande teimosia que poderá ficar muito cara para todos nós.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
A polémica, em Portugal, dos projectos de grandes obras públicas

Como todos devem ter conhecimento, está a decorrer uma grande discussão nacional acerca dos projectos de grandes obras públicas que o governo português pretende lançar de imediato. A saber: a construção da ligação ferroviária Lisboa-Madrid, em TGV; a construção de um novo aeroporto para Lisboa; a construção de uma nova ponte sobre o Tejo e, ainda, uma série de auto-estradas.
Num período marcado por uma grande crise económica e financeira à escala global, em que o país tem registado um estagnação do crescimento económico (prevê-se 0,3% para este ano), um défice público de 9,3% do PIB (quando o Pacto de Estabilidade e Crescimento prevê um valor máximo de 3%), uma dívida pública de cerca de 80% do PIB e ainda uma taxa de desemprego de 9,5% da população activa (cerca de 700 mil portugueses desempregados) e em que as agências internacionais de rating têm vindo a avaliar negativamente a capacidade do nosso país poder saldar a sua dívida, as grandes questões que se colocam são as seguintes:
- Será que o país está em condições de poder lançar neste momento estes projectos de grandes obras públicas?
- Será que estas grandes obras públicas são essenciais para o relançamento do crescimento económico do país, diminuindo o desemprego e criando modernidade e riqueza para o país, factores fundamentais para o país poder saír mais rapidamente da crise económica e social, como argumenta o governo, ?
- Ou, será que estes projectos vão contribuir para o agravamento da situação económica e financeira do país, aumentando perigosamente a dívida do país ao ponto de este, num futuro próximo, não ter capacidade para saldar a sua dívida e, eventualmente, cair numa situação de insolvência (bancarrota), como argumentam alguns partidos da oposição e muitos economistas?
Em complemento, no topo do lado direito do blogue, podem votar na sondagem em que é perguntado se concordam ou não com o lançamento, neste momento, por parte do governo, destas grandes obras públicas.
Nota: já depois de ter escrito e publicado este "post" ficamos a saber que o governo pondera adiar, para mais tarde, o lançamento da maior parte das obras públicas que estavam previstas serem iniciadas brevemente, como o novo aeroporto de Lisboa e a nova travessia do Tejo. Apenas avançará para já o troço de TGV entre a fronteira do Caia e o Poceirão por, alegadamente, já existrem compromissos e financiamento.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A situação financeira do nosso país é muito preocupante

A agência de notação internacional, Standard & Poor's, fez uma revisão, para baixo, da estimativa de evolução da dívida portuguesa, que passou de estável para negativa. É mais um sinal do estado das contas públicas portuguesas.
A agência explica a revisão com os problemas orçamentais, sobretudo a derrapagem do déficit, que podem levar a um crescimento da dívida acima dos 90% do Produto Interno Bruto. A Standard & Poor's diz também que o facto do Governo ser minoritário pode tornar mais difícil o combate ao défice, e admite fazer uma nova revisão, caso o Governo de José Sócrates apresente um plano credível de redução do défice.
A Standard & Poor's, para além de baixar em dois níveis a avaliação nacional, cortou ainda no rating de cinco bancos. A bolsa de Lisboa afundou em 5% e o spread da dívida aumentou.
Primeiro foi a Fitch Ratings, agora a Standard & Poor's (S&P). Já é a segunda vez este ano que Portugal perde credibilidade financeira e, desta vez, desceu mesmo dois níveis na escala de avaliação.
A Standard & Poor's cortou, anteontem, terça-feira, no rating da dívida pública portuguesa. O país, que se encontrava avaliado em "A+", saltou directamente para a classificação "A-", a pior desde 1992. Este corte significa que o risco de Portugal não conseguir pagar aos seus credores é agora ainda maior.
Segundo a Standard & Poor's a dívida pública portuguesa pode ultrapassar os 200% do PIB em 2050.
A par disto, a S&P baixou também a notação de cinco bancos nacionais e assegura, segundo a Agência Financeira, que, de todos, o BCP é o mais fraco. A Caixa Geral de Depósitos, o Santander Totta, o BES e o BPI foram as outras instituições bancárias a serem afectadas.
Este corte da notação portuguesa veio martirizar ainda mais a bolsa nacional. O PSI 20 fechou anteontem a perder 5,09% e o BCP encerrou com baixas de 12,82%. O mesmo acontecia com os títulos do BPI, a afundarem 10%, e do BES, a descerem 10,13%. O pânico gerado pela cotação da S&P afectou praticamente todos os sectores da praça portuguesa: a Mota-Engil e Inapa, por exemplo, também foram penalizadas em mais de 10%, enquanto que a Zon fechou a perder 9,96%.
A S&P aponta que Portugal deve entrar em estagnação este ano, acrescentando que "o potencial de crescimento económico deverá continuar fraco, devido à reduzida competitividade, baixa produtividade, estagnação do investimento e queda do crédito a nível doméstico, tendo em conta o elevado nível de endividamento do sector privado".
Os títulos da dívida portuguesa já vinham, há algum tempo, a ser castigados, o que impulsiona a subida dos juros das obrigações nacionais. Tudo isto acontece numa altura em que o custo da dívida portuguesa começa a disparar, contagiado, em parte, pela situação grega, em que os mercados europeus temem que a Grécia entre em rota de incumprimento.
Os países mais endividados da Zona Euro também sofreram perdas financeiras. A Grécia foi a mais penalizada, ao ver as suas as obrigações a dois anos a caíram para o valor mais baixo desde 1998. As dívidas portuguesa, espanhola, irlandesa e italiana também registaram quedas significativas, enquanto que a dívida alemã subiu, à medida que os investidores se voltavam para os activos financeiros de menor risco.
Hoje os juros da divida pública portuguesa dispararam. Os juros das obrigações do tesouro a 10 anos rondam agora os 6 por cento, e atingiram o valor mais alto dos últimos 13 anos. Os mercados financeiros acentuaram o nervosismo.
Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2010/04/28/economia_standard_poors_baixa_cotacao_da_divida_publica_portuguesa.html
A situação é mesmo muito preocupante. Será que o país vai ficar numa situação semelhante à da Grécia? Caminhamos para a a chamada "Bancarrota", ou seja, a falência financeira do país?
Vejam a reportagem da RTP sobre este assunto.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Microcrédito

O microcrédito é um pequeno empréstimo bancário destinado a apoiar pessoas que não têm acesso ao crédito bancário, mas querem desenvolver uma actividade económica por conta própria e, para isso, reúnem condições e capacidades pessoais, que antecipam o êxito da iniciativa que pretendem tomar.
O microcrédito tem a aparência de um pequeno crédito, que o é, mas é muito mais do que isso. Não basta ser pequeno para que o crédito seja microcrédito. Para que o seja tem que, adicionalmente, respeitar os seguintes pressupostos:
Quanto aos destinatários: são pessoas, que não têm acesso ao crédito bancário normal e desejam realizar um pequeno investimento, tendente à criação de um negócio através do qual pretendem criar o seu próprio emprego;
A iniciativa de investimento a que se propõem tem virtualidades para se poder vir a transformar numa actividade sustentável, capaz de gerar um excedente de rendimento e garantir, o reembolso do capital emprestado;
Tende a ser ilimitado o crédito de confiança estabelecido entre os empreendedores e a ANDC e vice-versa; estabelece-se uma espécie de contrato de confiança entre os microempresários e a ANDC;
O processo do microcrédito não consiste apenas na atribuição do crédito; os candidatos têm a garantia de apoio na preparação do dossier de investimento e, após o financiamento, na resolução dos problemas com que se possam confrontar com o desenvolvimento do negócio.
A resposta é positiva se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes:
Não tem acesso ao crédito bancário normal;
Não possui incidentes bancários activos;
Está desempregado, em riscos de o poder vir a estar ou sem ocupação estável;
Tem uma boa ideia que justifica o desenvolvimento de um negócio com perspectivas de sucesso;
Pretende criar o seu próprio emprego, para o que possui formação e competências adequadas;
Revela uma forte vontade e capacidade de iniciativa para se envolver no negócio.
Qual o montante máximo que posso solicitar?
- Não constitui condição de exclusão a possibilidade de associar financiamentos com
origens diversas, aumentando, desse modo, a capacidade de financiamento do
microempresário e, por isso, também, a dimensão do negócio.
- No caso de o projecto ter financiamentos múltiplos, a ANDC, na apreciação da sua viabilidade,
terá em conta a globalidade do projecto, correspondente ao conjunto dos financiamentos.
- Em certas situações, o microcrédito pode, assim, servir depara complementar outros apoios
públicos. Por isso, se recebeu, ou pensa receber outros apoios financeiros para criar a sua própria empresa (ex. ACPE, ILE) e estes não são suficientes, pode estudar a hipótese de recorrer a um empréstimo bancário, através da ANDC.
Em que posso utilizá-lo?
O montante de microcrédito atribuído pode e deve ser utilizado em despesas de investimento e outras elegíveis, que sejam consideradas indispensáveis à constituição e arranque do negócio.
O microcrédito não se destina a apoiar o consumo ou a permitir superar dificuldades momentâneas: é um crédito ao investimento.
Se recorrer ao microcrédito, o candidato não permanecerá dependente, apenas, dos apoios públicos. Muitas das ideias, condições e circunstâncias que permitem a viabilidade de pequenos negócios não podem esperar para arrancar, por subsídios, meses a fio. A ocasião e a oportunidade para lançar um pequeno negócio não esperam. Resultam, com frequência, de um conjunto de factores que rapidamente pode desaparecer.
Que tipo de negócio?
Todos os tipos de negócio são admissíveis, desde que se conclua que podem ter êxito com o financiamento disponível e o exercício da respectiva actividade não contrarie os princípios pelos quais se regem o microcrédito e a ANDC.
Para saberem mais sobre o microcrédito cliquem no site da Associação Nacional de Direito ao crédito: http://www.microcredito.com.pt/
Vejam agora um vídeo sobre o Projecto Siriema de promoção de microcrédito no Estado de Minas Gerais no Brasil.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Cimeira do G20 chega a acordo sobre "plano de acção global

Mais dinheiro para o FMI e para o comércio mundial
Ajudas aos mais pobres
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372300
Site oficial do G20: http://www.g20.org/quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Crise obriga pais a cortar despesas com os filhos

A crise instalou-se na classe média e afectou a Educação, vivendo as suas instituições o desafio de a combater. "Opta-se pela não actualização de preços, por descontos a alunos mais antigos, pela redução do número de horas diárias dadas pelos docentes", ilustra Ivone Rocha, directora do centro de explicações do Porto "Letras e Algarismos". Ainda assim, revela a responsável, "há desistências e muito menos inscrições por manifesta incapacidade financeira". Na periferia, em Valongo, o "Sabe Tudo" recebeu "menos alunos depois do Natal, em comparação com o ano passado". As razões são as mesmas, ainda que se opte, igualmente, por facilitar a vida dos pais. "Não se faz actualização de preços", revelou uma das sócias.
Mais para sul, em S. João do Estoril, perto de Lisboa, o centro de explicações "Pronto-a-Estudar" tem menos alunos este ano, apesar de a inscrição ser gratuita e de quase não terem aumentado as mensalidades. "As pessoas pensam muito bem na modalidade que escolhem porque isso faz diferença nos gastos mensais", admitiu uma funcionária.
Prescinde-se do Inglês e da Música
A crise é igualmente sentida em instituições de ensino de grande dimensão, habitualmente frequentadas pela classe média. "Se os pais pedirem para pagar um bocadinho mais tarde, aceita-se; se os alunos mais antigos se inscreverem mais cedo, têm desconto. E pondera-se, cada vez mais, discutir com o banco a possibilidade de os clientes poderem contrair um empréstimo para pagarem as propinas", avançou Sofia Leitão, membro Instituto Britsh Council.
Aquela responsável defende que "os pais sabem a importância da língua inglesa no futuro dos filhos, fazendo o esforço de proporcionarem a sua aprendizagem".
A ginástica é igualmente sentida nas escolas mais pequenas, como a "Know-how", em Lisboa. A directora, Maria João Lopo de Carvalho, nota "uma grande retracção e quebra" nos cursos intensivos que habitualmente organiza para as férias e pausas lectivas e admite que os pais estão a optar por alternativas sem custos, como deixar os filhos nos avós.
Relativamente à música, uma das actividades extracurriculares mais procuradas nos últimos anos, também são sentidas algumas dificuldades, especialmente na periferia. Que o diga Rita Nunes, directora da Escola "Dó Ré Mi", em Valongo, onde "os pais vão sempre procurando aulas que não os façam gastar muito dinheiro". "Convencem os filhos a aprender guitarra porque poderão mais tarde comprar-lhe uma e tentam dissuadi-los, por exemplo, de piano". Por outro lado, "no caso de irmãos, verifica-se que um acaba por desistir ou nem sequer inscrever-se".
Rita Nunes garante que a crise está a afectar profundamente a classe média. "São pessoas que tinham uma vida estável, que contraíram despesas com base numa promessa de estabilidade e que, de repente, vêem-se a braços com bastantes dificuldades", explica.
Já na Escola de Música da Foz, no Porto, não se verificam problemas desses. "Estamos ao lado dos grandes colégios privados. A classe A não sofre com a crise", justifica o director Moz Barbosa.
Desistem por falta de dinheiro
Actividades como a dança ou o futebol também estão a perder procura. Alexandre Silva, director desportivo da "Mr Foot", uma escola de futebol para crianças em Almada, diz que este ano teve "um decréscimo de 20 a 25%".
No distrito do Porto, as escolas de dança passam pelo mesmo. Na cidade, na Academia de Dança Joana Reis "verificam-se algumas desistências por falta de dinheiro, embora as pessoas não assumam isso imediatamente", conta um dos funcionários. Na periferia, na Escola de Dança de Ermesinde, por exemplo, "as famílias começam a queixar-se e a ponderar muito", confessa a directora Edite Santos. (Jornal de Notícias, 05.02.09)
E vocês, também vão sentindo esta crise económica?
sábado, 31 de janeiro de 2009
Islândia poderá aderir à União Europeia em 2011
Será que a Islândia será de facto "um forte activo para a UE"?
Islândia deverá ter a primeira chefe de Governo lésbica do mundo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Quarenta milhões podem perder emprego este ano no mundo
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Governo islandês demite-se

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357547&idCanal=11
O governo islândes é o primeiro a cair com a crise financeira e económica mundial. A Islândia que era considerado no ano passado o país mais desenvolvido do Mundo, com o maior IDH, encontra-se em numa situação muito grave - BANCARROTA!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Número de desempregados é o mais alto desde 2004

De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados incritos totalizava 416.005 em Dezembro, mais 25.725 inscrições do que no mesmo mês de 2007 e mais 7.407 desempregados do que em Novembro.
A variação mensal foi assim de 1,8 por cento.
Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros do emprego em relação a Dezembro de 2007 contribuíram, essencialmente, a subida do desemprego entre os homens (mais 14,9 por cento), entre os jovens (mais 5,7 por cento) e adultos (mais 6,7 por cento).
A procura de um novo emprego motivou o registo de 92 por cento dos desempregados, verificando-se um aumento de 8,2 por cento face ao mês homólogo de 2007, enquanto a procura do primeiro emprego diminuiu no período considerado 8,8 por cento.
"Todos os níveis de habilitação escolar apresentavam mais desempregados do que há um ano, com excepção do nível superior", que diminuiu 4,1 por cento, acrescenta o IEFP.
Os desempregados com o 3º ciclo do ensino básico foram o grupo em que o desemprego mais cresceu em termos homólogos, com uma variação de 13,7 por cento.
"Comparativamente ao mês homólogo de 2007 assistiu-se ao aumento do desemprego de curta duração (17,9 por cento) enquanto o de longa duração se mantinha em descida (9,3 por cento", revela o instituto. (JN)
Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1075594
O desemprego é um dos problemas mais graves que o nosso país vai enfrentar em 2009, com tendência para se agravar. Reparem na frase a negro: "Os desempregados com o 3º ciclo do ensino básico (só com o 9º ano) foram o grupo em que o desemprego mais cresceu". O que é que este dado pode significar?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Para entender a crise financeira - The Last Laugh - Subprime
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Dicas para poupar em tempos de crise
Do Brasil, Suyen Miranda viajou até Portugal para ensinar as pessoas a cortar nos gastos extra e a viver só com o ordenado e sem créditos ou cartões.
"As pessoas dizem que o dinheiro foge, mas o dinheiro não tem pernas para fugir". Pode é ser mal gasto, adiantou Suyen Miranda ao "jn negócios". Sobretudo em compras de impulso, muitas vezes fruto da insatisfação com a vida que se leva. Por isso, sugere que cada pessoa gaste consigo própria dois décimos do subsídio de Natal. "As pessoas têm de ter auto-estima e sentirem que trabalharam também para si mesmas e não só para pagar contas. Assim, serão mais produtivas e poderão fazer ainda mais dinheiro", explicou.
Na base do raciocínio está o conceito de fazer dinheiro (ganhar é na lotaria) e a ligação entre produção e valor: quem produz recebe um valor em troca. Daí a importância de as pessoas se sentirem bem consigo próprias, mas sem exageros. O principal, diz, é ceder à tentação do momento e comprar alguma coisa por impulso e sem ponderar.
"Muitas pessoas fazem compras para compensar outros vazios na vida", acredita Suyen Miranda. Para elevar a auto-estima e, ao mesmo tempo, resolver problemas financeiros, a conselheira sugere algumas dicas e regras simples.
Regra 1
Ter noção de tudo quanto se gasta. "Arranje um caderninho e anote tudo, mas mesmo tudo, o que gastar", disse. É importante não deixar nada de fora, nem que seja um simples café. Ao final de uma semana, a pessoa vê como gastou o dinheiro e, por norma, apanha um susto: Suyen Miranda assegura que, por norma, metade é gasto em itens dispensáveis, sobretudo de lazer. "É assim que a pessoa percebe que está descontrolada".
Depois de tomar consciência de que tem um problema financeiro, Suyen Miranda aconselha a pessoa a pensar num sonho, desde que seja razoável e realizável num prazo curto. "É importante definir objectivos específicos para poupar dinheiro, como ir passar férias ou fazer um curso". Se a pessoa está endividada, livrar-se das prestações também é um objectivo válido. Ter um objectivo palpável e realizável, diz, dá à pessoa o incentivo necessário para controlar os gastos.
Com a noção do problema e a motivação para o solucionar, é a altura de cortar os gastos desnecessários . "O caderninho já deu à pessoa a noção de todos os gastos supérfluos", pelo que é de esperar que essas compras desapareçam, pelo menos em grande parte, dos hábitos da pessoa, espera Suyen Miranda. Por isso, é preciso olhar para as despesas com a casa. No mesmo bloco de notas, a pessoa deve apontar quanto gasta com supermercado, água, energia, etc. E tentar gastar menos 10%.
Além de gastar menos, é sempre possível ganhar mais. Suyen Miranda deu um exemplo cada vez mais comum no Brasil: rapazes e raparigas que fazem bordados, sabonetes decorados ou outras recordações para festas de casamento ou para as empresas oferecerem que querem oferecer alguma coisa a parceiros de negócio pelo Natal, por exemplo. "Há sempre alguma coisa que uma pessoa sabe fazer bem e que pode aumentar o seu rendimento", disse.
Passar a fazer as compras da semana e não do mês, como é costume em Portugal. Antes de sair de casa, pense numa lista de todas as refeições que se planeia fazer nos sete dias seguintes e dos ingredientes necessários. E depois faça uma lista e compre só esses produtos. As promoções podem ser um bom negócio, mas só para coisas que não se estraguem, como produtos de limpeza. E primeiro faça uma refeição: ir às compras de estômago vazio leva as pessoas a trazer mais coisas.
Passar a ferro
Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/Economia/interior.aspx?content_id=1063798
sábado, 29 de novembro de 2008
Doha: Nações Unidas discutem ajuda aos países em desenvolvimento

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351605&idCanal=11
sábado, 15 de novembro de 2008
G20 quer recuperar a confiança nos mercados e reformar o sistema financeiro

sábado, 25 de outubro de 2008
Grande Depressão

O dia 24 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início da Grande Depressão, mas a produção industrial americana já havia começado a cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão económica que se estendeu até 24 de outubro, quando valores de acções na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíram drasticamente, desencadeando a Quinta-Feira Negra. Assim, milhares de accionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Esta quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente, causando grande inflacção e queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fencerramento de inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as taxas de desemprego. O colapso continuou na Segunda-feira negra (o dia 28 de outubro) e Terça-feira negra (o dia 29).
Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e especialmente o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil, a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização. Praticamente não houve nenhum abalo na União Soviética, pois por se tratar de um país socialista, estava com a economia fechada para o capitalismo. Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal.» (Wikipédia)
Alguns índices europeus perderam quase 10 por cento.
Os mercado accionistas viveram ontem mais um dia negro. A situação foi de quedas generalizadas nas bolsas mundiais, mas atingiu níveis mais dramáticos nas praças asiáticas e na primeira metade da sessão na Europa. O arranque das bolsas europeias não podia ser feito da pior maneira. As bolsas asiáticas acabavam de fechar com quedas próximas dos 10 por cento (Nikkei, de Tóquio), por receio de recessão na Coreia e no Japão. A estragar a envolvente dos mercados europeus ainda a forte contracção do produto interno do Reino Unido e os maus resultados de empresas, com destaque para o sector automóvel. Mas o pior estava para vir. A notícia de suspensão técnica da negociação de futuros - negócios combinados hoje para serem realizados a prazo - do S&P 500 e do Dow Jones, porque as desvalorizações, da ordem dos seis por cento, ultrapassaram os limites fixados para quedas diárias, não foi bem recebida. A bolsa da Rússia também foi suspensa. "O receio de que não pudessem ser negociados mais derivados na sessão de ontem espalhou pânico nos mercados", explicou ao PÚBLICO um operador, lembrando que, apesar de não ser a primeira vez a acontecerem suspensões técnicas do género, desta vez teve uma leitura mais negativa. O pânico, que atirou alguns índices para quedas momentâneas de 10 e 11 por cento, só se dissipou com a abertura, sem qualquer restrições, das bolsas de Nova Iorque. As praças de Wall Street abriram fortemente negativas, atingindo rapidamente quedas da ordem dos cinco por cento, mas a normalidade da negociação gerou um movimento de correcção nos índices europeus, que conseguiram recuperar mais de metade das perdas atingidas.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
A economia das sete maiores economias mundiais vai registar no próximo ano a maior contracção desde a Grande Depressão - anos de guerra excluidos



