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sábado, 24 de dezembro de 2011

Alunos gregos desmaiam nas escolas com fome


O Jornal público noticiava há dias que os professores na Grécia estão preocupados com os vários casos que se têm registado nos últimos meses de alunos que desmaiam nas escolas por fome e desnutrição, e já alertaram as autoridades para o caso. Hoje na Grécia, esperemos que não seja amanhã em Portugal...


O primeiro ocorreu há cerca de um ano e a ele seguiram-se mais denúncias de professores, que garantem que alunos seus estão na escola até às 16h00 sem comer todo o dia.

Os meios de comunicação deram conta do caso, mas as notícias foram catalogadas de exageros jornalísticos até que, há cerca de duas semanas, um rapaz de 13 anos desmaiou num colégio da Heraklión, a capital da ilha de Creta.

Quando a directora avisou a mãe, que trabalha a tempo parcial numa empresa municipal e tem quatro filhos, ela disse que a sua família não comia nada há dois dias.

O assunto transformou-se em debate nacional e a imagem da comida a ser dividida nas escolas despertou, entre os mais velhos, o pesado inverno de 1941-42 quando, depois da ocupação nazi, mais de 300 mil pessoas morreram de fome.

Entretanto, a direcção escolar de Atenas assegurou que, desde que começou o ano lectivo, várias escolas básicas prepararam cerca de 5500 refeições por dia, e destacou que 67 dessas refeições são para alunos em condições de necessidade extrema.

Na semana passada, o semanário pró-governamental To Vima citava fontes do Ministério da Educação Nacional a afirmarem que está a ser preparado um programa de distribuição de senhas no valor de dois ou três euros para os alunos de escolas de regiões com alta percentagem de pobreza.

Fonte: http://www.publico.pt/Economia/alunos-gregos-desmaiam-nas-escolas-com-fome-1525527#

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Irlanda: A ascensão e queda do “tigre celta”


As notícias do dia de hoje, chamam a atenção para a situação financeira da Irlanda que é um dos países da UE que neste momento está a atravessar maiores dificuldades, juntamente com a Grécia e Portugal. As taxas de juro da Irlanda a dez anos estão a superar os nove por cento no mercado secundário, e continuavam a subir ao início da tarde, numa altura em que as portuguesas iam nos 7,244 por cento (às 13H15), e torna-se cada vez mais provável que aquele país precise de uma intervenção externa para auxílio financeiro, antes de Portugal poder ter de recorrer a um apoio do mesmo tipo.

É impressionante constatar como um país como a Irlanda, que ainda há uma década constituía um modelo de crescimento económico para toda a União Europeia, ao ponto de lhe terem chamado de "Tigre celta"(por analogia com os chamados tigres asiáticos, ou seja, os países asiáticos que registam elevadas taxas de crescimento económico), e agora vê-se numa situação financeira tão dramática que leva alguns analistas a temer que lhe aconteça o mesmo como à Islândia, ou seja a insolvência (não ter capacidade para respeitar os seus compromissos financeiros). O que se passou para chegar a este ponto?

Hoje o Jornal Público traz um artigo muito interessante que explica o que se passou com a Irlanda e que vale a pena ler de seguida.


Irlanda: A ascensão e queda do “tigre celta”
A Irlanda é, na Zona Euro, o país que mais está a sofrer com a crise internacional. Os números não deixam margem para dúvidas. Em 2008, a economia recuou logo três por cento e, para este ano, o Governo já está a antecipar uma contracção do PIB de oito por cento, o pior resultado entre os países do euro. A economia irlandesa está a apenas um passo do colapso, já que, na eventualidade de falência de algum dos seus maiores bancos (todos a passarem por sérias dificuldades), o próprio Estado irlandês pode deixar de cumprir os seus compromissos, tranformando a Irlanda numa nova Islândia, mas com dimensão maior.

Para trás, quase esquecido, parece ter ficado o que ficou conhecido como o “milagre irlandês”. Entre 1990 e 2007, o rendimento per capita dos irlandeses passou de um valor que era 75 por cento da média dos primeiros quinze membros da União Europeia, para um valor que, em 2007, foi o segundo mais elevado da UE (apenas atrás do Luxemburgo) e superior em um terço ao registado pelos seus parceiros.

A receita usada foi das mais estudadas nas últimas décadas. A Irlanda fez uma aposta inicial na educação e criou assim mão de-obra qualificada, e, a partir daí, fez todo o possível para atrair Investimento Directo Estrangeiro (IDE). Os impostos sobre as empresas caíram para mínimos, as subidas dos salários foram limitadas, os mercados de trabalho e produto desregulados e aproveitou-se o facto de a língua mãe ser o inglês. A estratégia resultou e as multinacionais de origem norte-americana escolheram a Irlanda como plataforma para os seus negócios para a Europa, fazendo explodir as exportações.

O problema veio com a crise internacional. As multinacionais norte-americanas, com grande problemas em casa, desinvestiram, e as exportações, com a procura internacional em queda, contraíram-se. O aperto do crédito pôs também à vista outra característica do crescimento irlandês dos últimos cinco anos: a criação de uma bolha especulativa de preços no mercado imobiliário, que desde 2008 se está a esvaziar.

Para além disso, como defendeu recentemente o economista Paul de Grauwe, as economias mais flexíveis e menos reguladas são as que, nesta fase, mais ficam expostas a uma crise de quebra da procura. Por exemplo, a flexibilidade no mercado de trabalho está a levar a uma subida do desemprego mais rápida do que noutros países, o que torna a diminuição do consumo ainda mais pronunciada.

Intervalo ou ilusão?

O actual colapso da economia, pela sua gravidade, relançou a discussão sobre a viabilidade do modelo irlandês. Será que tudo não passou de uma ilusão que se pagará agora bastante caro ou estaremos apenas a passar por uma interrupção temporária da expansão económica que rapidamente vai ser retomada?

Entre os defensores de sempre do modelo irlandês, como o deputado do PSD Miguel Frasquilho, ou as agências de notação financeira internacionais (ver entrevista em baixo), é o segundo cenário que vence. Reconhecendo “a situação muito negativa actual”, Frasquilho, que tem proposto a aplicação de um “choque fiscal” semelhante ao da Irlanda em Portugal, diz que o país não perdeu as qualidades que lhe garantiram o crescimento no passado e confia que, “quando os EUA arrancarem, a Irlanda será dos primeiros países a recuperar”. “Certamente mais rápido e mais forte do que Portugal”, afirma.

Já Carlos Santos, professor da Faculdade de Economia da Universidade Católica no Porto, tem menos confiança no sucesso do modelo irlandês. “Não sei se o modelo está ou não errado. O que se pode concluir é que, à semelhança do que está a acontecer nas economias do Leste Europeu, as pessoas não aprendem a viver numa economia de mercado de um momento para o outro e sem que se crie um enquadramento institucional adequado”, afirma.

Para já, o Governo parece, nas medidas que está a tomar, não querer abdicar totalmente das políticas da década anterior, continuando a apostar na contenção salarial e nos impostos baixos para as empresas. Os próximos anos dirão se, após o colapso, o “milagre irlandês” pode voltar a funcionar

Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/irlanda-a-ascensao-e-queda-do-tigre-celta_1375158

domingo, 10 de outubro de 2010

FMI avisa que Portugal será a pior economia da União Europeia em 2015

A notícia de ontem do Público não podia ser mais preocupante para os portugueses. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), Portugal é o país que vai crescer menos, que terá o pior défice orçamental e externo da zona euro e uma das taxas de desemprego mais elevadas. Até a Grécia estará melhor. Leiam a notícia com atenção e digam-me se não estão muito preocupados com o futuro do nosso país.

Daqui a cinco anos, Portugal será o país que vai ficar pior na fotografia da Europa tirada pelo FMI. Depois de entrar em recessão no próximo ano, a economia vai voltar a crescer em 2012, mas a um ritmo mais lento do que qualquer outro país da União Europeia (UE). Além disso, terá o maior défice orçamental e externo, a quarta pior taxa de desemprego e a quinta maior dívida pública da UE. E já nem mesmo poderá consolar-se com a situação da Grécia, que voltará a crescer acima de dois por cento já em 2013.

Nas suas previsões semestrais apresentadas na passada quarta-feira, o FMI reservou para Portugal o seu cenário mais pessimista. A própria previsão de estagnação para 2011 foi revista em baixa por um dos directores da organização, por não incluir as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo. Mas, mesmo sem contabilizar o impacto que a nova dose de contenção orçamental terá na economia, as previsões do FMI são já as mais pessimistas de toda a União Europeia.

Logo a partir de 2012 e até 2015 (que é até onde vão as projecções do FMI), Portugal será o país que vai crescer menos na UE. Daqui a cinco anos, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentará uns tímidos 1,2 por cento, menos de metade da média prevista para os 27 países da UE (2,77 por cento). A Espanha e a Irlanda, dois países que, tal como Portugal, têm sofrido o ataque dos mercados internacionais sobre a dívida pública, vão regressar ao crescimento já no próximo ano e, em 2015, estarão a crescer 2,01 e 3,49 por cento, respectivamente.

Até a Grécia, que desencadeou a turbulência nos mercados internacionais da dívida pública e teve mesmo de recorrer à ajuda da UE e do FMI, vai recuperar mais rapidamente do que Portugal. Após um plano agressivo de austeridade que manterá o país em recessão no próximo ano, a economia grega terá um crescimento duas vezes superior ao da economia portuguesa em 2015. Nos anos anteriores, a diferença entre os dois países será pouco menor.

Do mesmo modo, a Grécia conseguirá reduzir progressivamente o seu défice até 2015, à semelhança de outros países que estiveram no epicentro da crise da dívida pública como a Espanha e a Irlanda. Portugal só conseguirá atenuar o desequilíbrio das contas públicas até 2013. A partir de 2014, ano em que começam a cair as primeiras facturas das parcerias público-privadas relativas às cinco novas subconcessões da Estradas de Portugal, o défice voltará a subir. Em 2015, atingirá 5,82 por cento do PIB, o pior nível da UE e bastante acima do compromisso de três por cento firmado com a Comissão Europeia.

Uma trajectória semelhante será seguida pelo défice externo português que, já no próximo ano, deverá ultrapassar o da Grécia como o pior entre os países da UE. O cenário vai manter-se até 2015, apesar de o défice ir baixando ano após ano. Na dívida pública, Portugal vai manter-se um dos países com piores indicadores em 2015, apresentando o quinto maior nível de endividamento do Estado na UE, depois de Grécia, Itália, Bélgica e Irlanda.

Quanto ao desemprego, é e continuará a ser o calcanhar de Aquiles da economia portuguesa. O FMI prevê que a taxa de desemprego bata um novo recorde em 2012, atingindo os 11,6 por cento da população activa. Só a partir daí, o número de pessoas sem trabalho começará a diminuir, atingindo 10,8 por cento em 2015. Ainda assim, esta será a quarta pior taxa de desemprego da UE, depois da de Espanha (15,3), Grécia (13,4) e Letónia (13).

Os dados do FMI mostram ainda que Portugal é um dos quatro países da zona euro que mais viu aumentar o número de desempregados entre 2008 e 2015. No espaço de sete anos, a taxa de desemprego subiu 3,1 pontos percentuais. Nos países da moeda única, só a Grécia, a Espanha e a Irlanda tiveram aumentos superiores.

A agravar o cenário, Portugal não conseguirá recuperar os postos de trabalho perdidos na sequência da crise económica e financeira dos últimos anos, chegando a 2015 com uma taxa de desemprego bastante superior à registada em 2008 - 10,83 contra 7,74 por cento.

Partindo dos actuais números da população activa, isso significa que, daqui a cinco anos, haveria 604 mil de desempregados, ou seja, mais do que os actuais 590 mil. O próprio Banco de Portugal, quando lançou anteontem as suas últimas previsões para a economia, alertou que o desemprego iria continuar a subir "num futuro próximo". Isto irá estrangular o consumo privado e o investimento, comprometendo o crescimento da economia.

A piorar a situação, as previsões de desemprego do FMI não contabilizam o impacto das novas medidas de austeridade, anunciadas na semana passada pelo Governo. Com um corte de cinco por cento na massa salarial da função pública, com o congelamento das pensões e com um aumento do IVA para 23 por cento, entre outras medidas, dificilmente o mercado de trabalho conseguirá dar sinais de retoma nos tempos mais próximos.

Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-avisa-que-portugal-sera-a-pior-economia-da-ue-em-2015_1460191

Numa entrevista hoje ao semanário Expresso, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos,  admitiu que com taxas de juro que se aproximem dos sete por cento, Portugal “entra num terreno” em que é melhor recorrer ao fundo europeu e ao FMI. Actualmente, as taxas de juro da dívida portuguesa estão acima dos 6 por cento, depois de terem estado a um máximo histórico de 6,5 por cento.

“Com taxas de juro que se aproximem dos sete por cento entramos num terreno onde essa alternativa começa a colocar-se, comparando-se os custos de financiamento”, disse Teixeira dos Santos ao Expresso.

A taxa de juro da dívida portuguesa é o preço que os mercados pedem a Portugal pelo dinheiro que o país pede emprestado.

Será que o FMI vai, de facto, entrar no nosso país e disciplinar as contas públicas de Portugal e fazer aquilo que nós (governantes/políticos portugueses) não somos capazes ou não queremos ou não temos coragem para fazer? Vão ser exigidos ainda mais sacrifícios aos portugueses (ou seja, aos do costume)?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Medidas tomadas pelo governo português para combater o deficit orçamental


Ministro da Finanças, Teixeira dos Santos


Com as novas medidas tomadas ontem pelo governo para combater o déficit orçamental e dívida pública, os portugueses vão perder rendimento com o aumento do IRS e poderão ter de pagar mais por bens essenciais com a subida do IVA. As empresas públicas e privadas de grandes dimensões e autarquias vão ajudar a pagar a factura da crise.

Principais medidas tomadas pelo governo:

- agravamento do IRS - criação de uma nova sobretaxa do imposto de rendimento sobre pessoas singulares é uma das principais medidas do novo pacote hoje aprovado pelo Governo. Em causa está uma nova sobretaxa de um por cento para rendimentos inferiores a cinco salários mínimos e de 1,5 por cento para os rendimentos acima desse valor. O agravamento do IRS deixa de fora apenas aqueles que ganham o salário mínimo ou menos.

- IVA aumenta nos três escalões - O IVA (imposto sobre o valor acrescentado) sofreu um agravamento de um ponto percentual nos três escalões, incluindo de cinco para seis por cento nos bens essenciais (em geral, alimentos e medicamentos). Na restauração, esta taxa era até agora de 12 por cento e sobe para 13 por cento. A taxa normal voltou a subir para 21 por cento.

- o congelamento da entrada de novos trabalhadores na Administração Pública que "durará enquanto for necessário" e vai abranger também as autarquias e as regiões autónomas.



Vejam a notícia do Público de hoje:

Pequenas medidas que somadas pesam no bolso dos portugueses

Das famílias às empresas, dos mais pobres aos mais ricos, dos desempregados aos políticos, ninguém escapa às medidas que serão implementadas pelo Governo, com o apoio do PSD, para tentar corrigir o desequilíbrio orçamental português. De tal forma que uma redução do consumo, e o respectivo impacto na economia, se torna praticamente inevitável.

O Executivo optou por colocar em prática uma série bastante variada de medidas de dimensão relativamente reduzida. Assim, não se espere que haja, em cada uma das medidas, impactos insuportáveis para cada português. O problema, mesmo é quando tudo somado, se começa a ver o rombo nos orçamentos.

Assim, para cada família, à redução mensal do rendimento importa pela taxa especial de IRS que irá ser cobrada, terá de se juntar o efeito potencial de uma subida de preços provocada pela subida do IVA.

Quem aufira o salário mínimo (apesar de ficar de fora dos aumentos do IRS) paga o aumento de IVA por via do consumo, com um impacto estimado de quatro euros, ou 48 euros ao final de um ano. O valor parecerá pequeno, mas é capaz de criar problemas a quem tem de viver com rendimentos tão baixos.

Para quem ganhe 1000 euros em termos brutos, o impacto já se sente mais no corte salarial do que na subida dos preços dos produtos. Por ano, o aumento do IVA pode vir a custar mais 60 euros, enquanto o agravamento do IRS pesará 140 euros. Já nos salários mais altos, que ascendem por exemplo a 3000 euros brutos por mês, o impacto anual pode chegar aos 786 euros. Neste caso é o IRS adicional (que já é de 1,5 por cento) que é o responsável pela maior parte do impacto. O IVA, confirmando que é um imposto que, ao subir, afecta relativamente menos as pessoas com rendimentos mais elevados, pode ter um impacto potencial neste caso de 156 euros.

Os políticos também não escapam. E para além da subida de impostos sofrem também com cortes salariais. Cavaco Silva é quem terá o maior corte salarial, proporcional ao seu salário. O Presidente da República chega ao final do mês com menos 381 euros. Os deputados também vão ter menos 190 euros para gastar. Nas autarquias, os presidentes das câmaras do Porto e de Lisboa terão as maiores descidas (o salário é calculado com base no número de eleitores).

O efeito do IVA

Os portugueses estão já habituados a subidas do IVA. Na última década, a taxa normal deste imposto foi elevada por duas vezes, passando de 17 por cento para um valor que chegou a 21 por cento.

No entanto, a modificação que agora se prepara tem uma novidade. É que também a taxa reduzida e a taxa intermédia do IVA serão alteradas. Isto faz com que, as pessoas com rendimentos mais baixos (que têm um maior peso dos produtos de grande necessidade no seu cabaz de compras) acabem ainda mais afectadas do que noutras ocasiões.

É verdade que, num único produto, as contas de somar traduzem-se em poucos cêntimos, mas bens como o pão, leite, transportes, livros escolares e medicamentos, que nenhuma família pode deixar de comprar, também são desta vez alvo de subidas de impostos.

Para além dos dois impostos, os portugueses vão sofrer ainda outros impactos, por via indirecta. A tributação de um IRC extraordinário sobre as empresas com mais lucros pode reflectir-se nos preços por estas praticadas, principalmente se operarem em mercados pouco concorrenciais.

A redução das indemnizações compensatórias às empresas de transportes podem forçar estas, para não se endividarem mais, a fazer subir os preços dos bilhetes, mais uma medida que teria impactos nas camadas mais desfavorecidas da população.

Além disso, o recuo na adopção de medidas de apoio ao emprego e o congelamento das entradas na Administração Pública são medidas que irão prolongar as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho de uma parte muito significativa da população que ainda se encontra no desemprego.

Todos estes "pequenos" efeitos nos orçamentos de cada português podem, em conjunto, produzir um efeito global de dimensão muito maior. A redução do consumo será inevitável, face aos cortes nos rendimentos e à subida dos preços, podendo ainda gerar-se um efeito multiplicador na confiança dos consumidores, que acabam por poupar ainda mais do que aquilo que seria estritamente justificável.

Foi isso que aconteceu quando, em 2002 e 2005, se colocaram em prática em Portugal planos de austeridade semelhantes. A economia entrou logo a seguir em recessão.

Julgo que o governo não tinha grande margem de manobra e que estas medidas tinham que ser tomadas por mais que custem a todos nós. A situação financeira do país é muito grave. O valor da dívida pública portuguesa é de aproximadamente 125.000.000.000 de euros (cento e vinte cinco mil milhões de euros). Por mês corresponde a cerca de mil milhões de euros!!! Isto significa qualquer coisa como 76,% do PIB. Dizemos aproximadamente, porque a cada dia que passa, aumenta cerca de 50 milhões de euros. Só lamento que, mais uma vez, sejam sempre os mesmos a pagar as crises financeiras e a má governação do país e que, apesar do adiamento de uma série de grandes obras públicas, o governo tenha avançado com a construção do troço da linha férrea de TGV entre o Caia (fronteira com Espanha) e o Poceirão. Só por uma grande teimosia que poderá ficar muito cara para todos nós.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A polémica, em Portugal, dos projectos de grandes obras públicas


Como todos devem ter conhecimento, está a decorrer uma grande discussão nacional acerca dos projectos de grandes obras públicas que o governo português pretende lançar de imediato. A saber: a construção da ligação ferroviária Lisboa-Madrid, em TGV; a construção de um novo aeroporto para Lisboa; a construção de uma nova ponte sobre o Tejo e, ainda, uma série de auto-estradas.

Num período marcado por uma grande crise económica e financeira à escala global, em que o país tem registado um estagnação do crescimento económico (prevê-se 0,3% para este ano), um défice público de 9,3% do PIB (quando o Pacto de Estabilidade e Crescimento prevê um valor máximo de 3%), uma dívida pública de cerca de 80% do PIB e ainda uma taxa de desemprego de 9,5% da população activa (cerca de 700 mil portugueses desempregados) e em que as agências internacionais de rating têm vindo a avaliar negativamente a capacidade do nosso país poder saldar a sua dívida, as grandes questões que se colocam são as seguintes:

- Será que o país está em condições de poder lançar neste momento estes projectos de grandes obras públicas?

- Será que estas grandes obras públicas são essenciais para o relançamento do crescimento económico do país, diminuindo o desemprego e criando modernidade e riqueza para o país, factores fundamentais para o país poder saír mais rapidamente da crise económica e social, como argumenta o governo, ?

- Ou, será que estes projectos vão contribuir para o agravamento da situação económica e financeira do país, aumentando perigosamente a dívida do país ao ponto de este, num futuro próximo, não ter capacidade para saldar a sua dívida e, eventualmente, cair numa situação de insolvência (bancarrota), como argumentam alguns partidos da oposição e muitos economistas?

Em complemento, no topo do lado direito do blogue, podem votar na sondagem em que é perguntado se concordam ou não com o lançamento, neste momento, por parte do governo, destas grandes obras públicas.



Nota: já depois de ter escrito e publicado este "post" ficamos a saber que o governo pondera adiar, para mais tarde, o lançamento da maior parte das obras públicas que estavam previstas serem iniciadas brevemente, como o novo aeroporto de Lisboa e a nova travessia do Tejo. Apenas avançará para já o troço de TGV entre a fronteira do Caia e o Poceirão por, alegadamente, já existrem compromissos e financiamento.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A situação financeira do nosso país é muito preocupante


A situação financeira do nosso país é muito preocupante. O valor da dívida pública portuguesa é de aproximadamente 125.000.000.000 de euros (cento e vinte cinco mil milhões de euros). Isto significa qualquer coisa como 76,% do PIB). Dizemos aproximadamente, porque a cada dia que passa, aumenta cerca de 50 milhões de euros.

A agência de notação internacional, Standard & Poor's, fez uma revisão, para baixo, da estimativa de evolução da dívida portuguesa, que passou de estável para negativa. É mais um sinal do estado das contas públicas portuguesas.

A agência explica a revisão com os problemas orçamentais, sobretudo a derrapagem do déficit, que podem levar a um crescimento da dívida acima dos 90% do Produto Interno Bruto. A Standard & Poor's diz também que o facto do Governo ser minoritário pode tornar mais difícil o combate ao défice, e admite fazer uma nova revisão, caso o Governo de José Sócrates apresente um plano credível de redução do défice.

A Standard & Poor's, para além de baixar em dois níveis a avaliação nacional, cortou ainda no rating de cinco bancos. A bolsa de Lisboa afundou em 5% e o spread da dívida aumentou.

Primeiro foi a Fitch Ratings, agora a Standard & Poor's (S&P). Já é a segunda vez este ano que Portugal perde credibilidade financeira e, desta vez, desceu mesmo dois níveis na escala de avaliação.

A Standard & Poor's cortou, anteontem, terça-feira, no rating da dívida pública portuguesa. O país, que se encontrava avaliado em "A+", saltou directamente para a classificação "A-", a pior desde 1992. Este corte significa que o risco de Portugal não conseguir pagar aos seus credores é agora ainda maior.

Segundo a Standard & Poor's a dívida pública portuguesa pode ultrapassar os 200% do PIB em 2050.

A par disto, a S&P baixou também a notação de cinco bancos nacionais e assegura, segundo a Agência Financeira, que, de todos, o BCP é o mais fraco. A Caixa Geral de Depósitos, o Santander Totta, o BES e o BPI foram as outras instituições bancárias a serem afectadas.

Este corte da notação portuguesa veio martirizar ainda mais a bolsa nacional. O PSI 20 fechou anteontem a perder 5,09% e o BCP encerrou com baixas de 12,82%. O mesmo acontecia com os títulos do BPI, a afundarem 10%, e do BES, a descerem 10,13%. O pânico gerado pela cotação da S&P afectou praticamente todos os sectores da praça portuguesa: a Mota-Engil e Inapa, por exemplo, também foram penalizadas em mais de 10%, enquanto que a Zon fechou a perder 9,96%.

A S&P aponta que Portugal deve entrar em estagnação este ano, acrescentando que "o potencial de crescimento económico deverá continuar fraco, devido à reduzida competitividade, baixa produtividade, estagnação do investimento e queda do crédito a nível doméstico, tendo em conta o elevado nível de endividamento do sector privado".

Os títulos da dívida portuguesa já vinham, há algum tempo, a ser castigados, o que impulsiona a subida dos juros das obrigações nacionais. Tudo isto acontece numa altura em que o custo da dívida portuguesa começa a disparar, contagiado, em parte, pela situação grega, em que os mercados europeus temem que a Grécia entre em rota de incumprimento.

Os países mais endividados da Zona Euro também sofreram perdas financeiras. A Grécia foi a mais penalizada, ao ver as suas as obrigações a dois anos a caíram para o valor mais baixo desde 1998. As dívidas portuguesa, espanhola, irlandesa e italiana também registaram quedas significativas, enquanto que a dívida alemã subiu, à medida que os investidores se voltavam para os activos financeiros de menor risco.

Hoje os juros da divida pública portuguesa dispararam. Os juros das obrigações do tesouro a 10 anos rondam agora os 6 por cento, e atingiram o valor mais alto dos últimos 13 anos. Os mercados financeiros acentuaram o nervosismo.

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2010/04/28/economia_standard_poors_baixa_cotacao_da_divida_publica_portuguesa.html


A situação é mesmo muito preocupante. Será que o país vai ficar numa situação semelhante à da Grécia? Caminhamos para a a chamada "Bancarrota", ou seja, a falência financeira do país?

Vejam a reportagem da RTP sobre este assunto.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Microcrédito



Apresento-vos nest "post" um conjunto de perguntas e respostas sobre o Microcrédito que encontrei no site da Associação Nacional de Defesa do Crédito (ANDC). Numa época de crise global e com o aumento do desemprego no nosso país (já vai em 10,2% da população activa, mais 600 000 portugueses desempregados), o microcrédito pode ser uma alternativa para muitos portugueses com espírito empreendedor.


O que é um microcrédito?

O microcrédito é um pequeno empréstimo bancário destinado a apoiar pessoas que não têm acesso ao crédito bancário, mas querem desenvolver uma actividade económica por conta própria e, para isso, reúnem condições e capacidades pessoais, que antecipam o êxito da iniciativa que pretendem tomar.

O microcrédito tem a aparência de um pequeno crédito, que o é, mas é muito mais do que isso. Não basta ser pequeno para que o crédito seja microcrédito. Para que o seja tem que, adicionalmente, respeitar os seguintes pressupostos:

Quanto aos destinatários: são pessoas, que não têm acesso ao crédito bancário normal e desejam realizar um pequeno investimento, tendente à criação de um negócio através do qual pretendem criar o seu próprio emprego;

A iniciativa de investimento a que se propõem tem virtualidades para se poder vir a transformar numa actividade sustentável, capaz de gerar um excedente de rendimento e garantir, o reembolso do capital emprestado;

Tende a ser ilimitado o crédito de confiança estabelecido entre os empreendedores e a ANDC e vice-versa; estabelece-se uma espécie de contrato de confiança entre os microempresários e a ANDC;

O processo do microcrédito não consiste apenas na atribuição do crédito; os candidatos têm a garantia de apoio na preparação do dossier de investimento e, após o financiamento, na resolução dos problemas com que se possam confrontar com o desenvolvimento do negócio.


Posso pedir um microcrédito?


A resposta é positiva se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes:

Não tem acesso ao crédito bancário normal;

Não possui incidentes bancários activos;

Está desempregado, em riscos de o poder vir a estar ou sem ocupação estável;

Tem uma boa ideia que justifica o desenvolvimento de um negócio com perspectivas de sucesso;

Pretende criar o seu próprio emprego, para o que possui formação e competências adequadas;

Revela uma forte vontade e capacidade de iniciativa para se envolver no negócio.


Qual o montante máximo que posso solicitar?

O montante máximo que pode solicitar à ANDC é, nas condições actuais, de € 10 mil; no entanto, no caso de o negócio justificar a atribuição de um valor superior a € 7 mil, ele será atribuído em duas fatias: a primeira, até € 7 mil, no início do primeiro ano e a segunda, no montante complementar, no início do segundo ano, se as condições de evolução do negócio o justificarem.

- Não constitui condição de exclusão a possibilidade de associar financiamentos com

origens diversas, aumentando, desse modo, a capacidade de financiamento do

microempresário e, por isso, também, a dimensão do negócio.

- No caso de o projecto ter financiamentos múltiplos, a ANDC, na apreciação da sua viabilidade,

terá em conta a globalidade do projecto, correspondente ao conjunto dos financiamentos.

- Em certas situações, o microcrédito pode, assim, servir depara complementar outros apoios

públicos. Por isso, se recebeu, ou pensa receber outros apoios financeiros para criar a sua própria empresa (ex. ACPE, ILE) e estes não são suficientes, pode estudar a hipótese de recorrer a um empréstimo bancário, através da ANDC.


Em que posso utilizá-lo?

O montante de microcrédito atribuído pode e deve ser utilizado em despesas de investimento e outras elegíveis, que sejam consideradas indispensáveis à constituição e arranque do negócio.

O microcrédito não se destina a apoiar o consumo ou a permitir superar dificuldades momentâneas: é um crédito ao investimento.
Se recorrer ao microcrédito, o candidato não permanecerá dependente, apenas, dos apoios públicos. Muitas das ideias, condições e circunstâncias que permitem a viabilidade de pequenos negócios não podem esperar para arrancar, por subsídios, meses a fio. A ocasião e a oportunidade para lançar um pequeno negócio não esperam. Resultam, com frequência, de um conjunto de factores que rapidamente pode desaparecer.


Que tipo de negócio?

Todos os tipos de negócio são admissíveis, desde que se conclua que podem ter êxito com o financiamento disponível e o exercício da respectiva actividade não contrarie os princípios pelos quais se regem o microcrédito e a ANDC.


Para saberem mais sobre o microcrédito cliquem no site da Associação Nacional de Direito ao crédito: http://www.microcredito.com.pt/

Vejam agora um vídeo sobre o Projecto Siriema de promoção de microcrédito no Estado de Minas Gerais no Brasil.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Cimeira do G20 chega a acordo sobre "plano de acção global


Os líderes mundiais chegaram hoje a um “acordo de acção global” para reactivar a economia internacional, que passa pela reforma do sistema bancário (que incluirá a penalização dos paraísos fiscais), estímulos ao crescimento económico, a revisão das instituições internacionais, o apoio ao comércio global e novos fundos para o combate à pobreza. Na conferência de imprensa final da cimeira do G20, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou ainda que os líderes mundiais planeiam voltar a encontrar-se até ao final do ano. Segundo ele, o encontro servirá para "monitorizar os progressos" conseguidos: "Não vamos hesitar enquanto há pessoas a perder os seus empregos". Em declarações aos jornalistas, Gordon Brown sublinhou a importância do consenso conseguido no encontro de Londres, dizendo estar convicto que as medidas aprovadas vão permitir “encurtar a recessão”. “Esta é uma acção colectiva em que toda a gente se comprometeu a fazer o seu melhor” para dar resposta à pior crise que o globo atravessa em mais de 70 anos. Sintetizando as medidas adoptadas, Brown explicou que os países mais industrializados e as principais economias mundiais chegaram a compromissos em seis áreas distintas, que abrangem boa parte das propostas trazidas pelos vários dirigentes para o encontro de Londres.

OCDE fará lista

Entre elas conta-se uma “profunda reforma do sistema bancário” a nível internacional, que irá abarcar, entre outros aspectos, uma nova regulamentação para as agências de notação e os fundos de investimento. Mas a medida mais visível será a criação de uma lista de paraísos fiscais que não cumprem as regras de transparência – tarefa que estará a cabo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Indo ao encontro de uma das principais pretensões do Governo francês, a lista será divulgada “ainda hoje”, anunciou Gordon Brown. Ainda neste âmbito, o G20 decidiu fixar novas regras para a atribuição de prémios aos gestores financeiros, uma matéria que gerou grande polémica nos Estados Unidos e Reino Unido. “Não haverá recompensas para o fracasso”, garantiu Brown.

Mais dinheiro para o FMI e para o comércio mundial

Tal como já tinha sido adiantado por fontes diplomáticas, o G20 acordou também um pacote de um milhão de milhões de dólares para reforçar a capacidade de intervenção das instituições financeiras internacionais. Metade deste montante será gerido pelo Fundo Monetário Internacional (instituição que concede empréstimos de emergência a países em dificuldade), que vê assim triplicar o seu orçamento. O novo pacote junta-se aos valores já disponibilizados individualmente pelos países, elevando para níveis inéditos o estímulo fiscal à economia. Segundo fontes diplomáticas, a maior parte dos novos fundos (que vão triplicar o orçamento disponível do FMI) serão disponibilizados pela China, Japão e alguns países europeus.Também o comércio internacional – em queda acentuada nos últimos meses – mereceu especial atenção na cimeira, tendo os líderes mundiais acordado retomar as negociações para a liberalização das trocas (um das principais reivindicações dos países emergentes). Em paralelo, será criado um fundo de 250 mil milhões para, ao longo dos próximos dois anos, financiar e dar garantias às exportações e importações. Este valor é mais do dobro do montante inicialmente previsto por Gordon Brown.

Ajudas aos mais pobres

Numa outra medida inédita, o G20 decidiu que o FMI poderá vender parte das suas reservas de ouro para financiar a ajuda ao desenvolvimento dos países mais pobres – uma medida que o primeiro-ministro britânico diz demonstrar que os mais ricos “não vão passar ao lado” dos que mais necessitam. Brown disse ainda ter existido um consenso para aumentar a representação dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais, a começar pelo FMI.Apesar de assumir que “não há soluções rápidas”, Brown sublinhou que o mundo se comprometeu em Londres “a fazer tudo o que for necessário”. Da cimeira, acrescentou, “não resultaram concepções filosóficas abstractas mas medidas concretas e isso é muito importante”. (Público on line, 02.04.09)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372300

Site oficial do G20: http://www.g20.org/

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Crise obriga pais a cortar despesas com os filhos


Famílias prescindirem de valências como as explicações, o Inglês, ou a Música


As famílias começam a cortar nas actividades extracurriculares das crianças, afectando as explicações, o Inglês e a Música. Estas são as indicações recolhidas pelo JN junto de várias instituições das grandes cidades e suas periferias.
A crise instalou-se na classe média e afectou a Educação, vivendo as suas instituições o desafio de a combater. "Opta-se pela não actualização de preços, por descontos a alunos mais antigos, pela redução do número de horas diárias dadas pelos docentes", ilustra Ivone Rocha, directora do centro de explicações do Porto "Letras e Algarismos". Ainda assim, revela a responsável, "há desistências e muito menos inscrições por manifesta incapacidade financeira". Na periferia, em Valongo, o "Sabe Tudo" recebeu "menos alunos depois do Natal, em comparação com o ano passado". As razões são as mesmas, ainda que se opte, igualmente, por facilitar a vida dos pais. "Não se faz actualização de preços", revelou uma das sócias.
Mais para sul, em S. João do Estoril, perto de Lisboa, o centro de explicações "Pronto-a-Estudar" tem menos alunos este ano, apesar de a inscrição ser gratuita e de quase não terem aumentado as mensalidades. "As pessoas pensam muito bem na modalidade que escolhem porque isso faz diferença nos gastos mensais", admitiu uma funcionária.

Prescinde-se do Inglês e da Música

A crise é igualmente sentida em instituições de ensino de grande dimensão, habitualmente frequentadas pela classe média. "Se os pais pedirem para pagar um bocadinho mais tarde, aceita-se; se os alunos mais antigos se inscreverem mais cedo, têm desconto. E pondera-se, cada vez mais, discutir com o banco a possibilidade de os clientes poderem contrair um empréstimo para pagarem as propinas", avançou Sofia Leitão, membro Instituto Britsh Council.
Aquela responsável defende que "os pais sabem a importância da língua inglesa no futuro dos filhos, fazendo o esforço de proporcionarem a sua aprendizagem".
A ginástica é igualmente sentida nas escolas mais pequenas, como a "Know-how", em Lisboa. A directora, Maria João Lopo de Carvalho, nota "uma grande retracção e quebra" nos cursos intensivos que habitualmente organiza para as férias e pausas lectivas e admite que os pais estão a optar por alternativas sem custos, como deixar os filhos nos avós.
Relativamente à música, uma das actividades extracurriculares mais procuradas nos últimos anos, também são sentidas algumas dificuldades, especialmente na periferia. Que o diga Rita Nunes, directora da Escola "Dó Ré Mi", em Valongo, onde "os pais vão sempre procurando aulas que não os façam gastar muito dinheiro". "Convencem os filhos a aprender guitarra porque poderão mais tarde comprar-lhe uma e tentam dissuadi-los, por exemplo, de piano". Por outro lado, "no caso de irmãos, verifica-se que um acaba por desistir ou nem sequer inscrever-se".
Rita Nunes garante que a crise está a afectar profundamente a classe média. "São pessoas que tinham uma vida estável, que contraíram despesas com base numa promessa de estabilidade e que, de repente, vêem-se a braços com bastantes dificuldades", explica.
Já na Escola de Música da Foz, no Porto, não se verificam problemas desses. "Estamos ao lado dos grandes colégios privados. A classe A não sofre com a crise", justifica o director Moz Barbosa.

Desistem por falta de dinheiro

Actividades como a dança ou o futebol também estão a perder procura. Alexandre Silva, director desportivo da "Mr Foot", uma escola de futebol para crianças em Almada, diz que este ano teve "um decréscimo de 20 a 25%".
No distrito do Porto, as escolas de dança passam pelo mesmo. Na cidade, na Academia de Dança Joana Reis "verificam-se algumas desistências por falta de dinheiro, embora as pessoas não assumam isso imediatamente", conta um dos funcionários. Na periferia, na Escola de Dança de Ermesinde, por exemplo, "as famílias começam a queixar-se e a ponderar muito", confessa a directora Edite Santos. (Jornal de Notícias, 05.02.09)



E vocês, também vão sentindo esta crise económica?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Islândia poderá aderir à União Europeia em 2011

A Islândia poderá aderir à União Europeia(UE) em 2011, ao mesmo tempo que a Croácia, naquela que seria a mais rápida adesão de sempre de um Estado à União, revela a edição de hoje do diário britânico Guardian. A hipótese é avançada pelo comissário europeu para o Alargamento, Oli Rehn, num momento em que Bruxelas espera um pedido de adesão de Reiquejavique.“A UE prefere a adesão simultânea de dois países, em vez de adesões individuais. Se o pedido de adesão da Islândia for rápido e se as negociações forem céleres, então a Croácia e a Islândia poderão aderir em paralelo.”, disse Oli Rehn, citado pelo Guardian. “[A Islândia] é uma das mais antigas democracias do mundo e a sua posição estratégica e económica faria dela um forte activo para a UE”, acrescentou o comissário, que assume o seu apoio à adesão da ilha, de 320 mil habitantes. Esta posição é apoiada por outros diplomatas europeus ouvidos pelo diário britânico em Bruxelas. A República Checa, que está actualmente na presidência da UE e a Suécia, que ocupará essa posição a partir de Julho, estão disponíveis para acelerar o processo, afirma o diário. O colapso financeiro do país levou à queda do governo conservador, no poder há 18 anos, que será substituído por um novo Executivo interino formado pela Aliança Social Democrata e pelo Movimento Verde Esquerda, que deverá tomar posse amanhã. O novo governo estará em funções até às eleições de 9 de Maio e a adesão à UE será um dos temas chave da campanha eleitoral. Se a adesão se concretizar, a Islândia será o vigésimo nono membro da União Europeia, que congrega actualmente 27 países. (Público, 30.01.09)


Será que a Islândia será de facto "um forte activo para a UE"?

Islândia deverá ter a primeira chefe de Governo lésbica do mundo


Johanna Sigurdardottir


A Islândia deverá ser o primeiro país a ter um político assumidamente homossexual como primeiro-ministro: Johanna Sigurdardottir, de 66 anos, da Aliança Social Democrática, que deverá formar governo com o Movimento Verde-Esquerda. Sigurdardottir, que era ministra dos Assuntos Sociais no Governo de Geir Haarde, que se demitiu na segunda-feira, é a política mais popular do país. Num momento de grande impopularidade de políticos e financeiros, desde que a crise económica mundial levou ao afundamento das contas da Islândia em Outubro, ela conseguiu a proeza de ter a aprovação de 73 por cento dos islandeses. O seu Governo, no entanto, vigorará apenas até às eleições legislativas antecipadas, cuja data falta marcar. A mais falada é 9 de Maio. O partido que as sondagens dizem reunir mais preferências dos eleitores é o Movimento Verde-Esquerda, que formará coligação com os sociais-democratas de Sigurdardottir. Uma das primeiras acções esperadas do novo Governo deverá ser o afastamento do actual governador do banco central islandês, David Oddson. A medida foi até já preconizada pelo Presidente da República, Oláfur Ragnar Grímsson, em declarações à BBC.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quarenta milhões podem perder emprego este ano no mundo

Pior dos cenários da Organização Internacional do Trabalho

Quarenta milhões de pessoas podem engrossar este ano o número de desempregados no mundo, se a situação económica se continuar a deteriorar, prevê a Organização Internacional do Trabalho (OIT), num relatório hoje divulgado. No quadro mais grave, o número de desempregados subiria para 230 milhões, mais 40 milhões do que os 190 milhões das estimativas existentes para 2008, refere o relatório anual da organização sobre tendências do mercado de trabalho.Só nas economias mais desenvolvidas e países da União Europeia, o número de desempregados poderia, no cenário mais negro, aumentar oito milhões – dos 32 milhões estimados para 2008 para 40 milhões. O agravamento da situação económica empurraria também 200 milhões de trabalhadores, principalmente das economias em desenvolvimento, para situações de pobreza extrema.O relatório da OIT, uma organização tripartida em que têm assento governos, organizações patronais e laborais, traça três cenários. O mais optimista, baseado nas projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) de Novembro de 2008, aponta para uma taxa global de desemprego de 6,1 por cento, contra seis em 2008 e 5,7 em 2007, o que implicaria um aumento de oito milhões de desempregados. Com uma degradação maior do que o previsto em Novembro, a taxa de desemprego subiria para 6,5 por cento, correspondendo a um aumento de 20 milhões de desempregados quando comparado com as estimativas de 2008.No pior cenário, tendo em conta os dados actualmente disponíveis, o desemprego global poderia subir para 7,1 por cento, com um aumento do número de desempregados em mais de 40 milhões de pessoas. Os dados da OIT tomam como base a existência de 179 milhões de desempregados em 2007 e estimativas de 190 milhões em 2008. “A mensagem da OIT é realista, não alarmista. Estamos numa crise global de emprego. Muitos governos estão conscientes e a actuar, mas é necessária uma mais decisiva e coordenada acção internacional para impedir uma recessão social global”, disse o director-geral da OIT, Juan Somavia. A procura de respostas para a crise, na perspectiva do mundo do trabalho, estará em discussão na 8ª Reunião Regional Europeia da OIT, marcada para os dias 10 a 13 de Fevereiro em Lisboa, um encontro em que está prevista a participação de cerca de 500 especialistas indicados pelos governos e parceiros sociais dos 51 estados membros da OIT Europa. (Público, 28.01.09)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Governo islandês demite-se


O primeiro-ministro islandês Geir Haarde anunciou hoje a demissão imediata do seu governo, consequência da crise económica que abala o país há quatro meses. O Partido da Independência, formação de centro-direita do primeiro-ministro, partilhava o poder com o partido social-democrata desde Maio de 2007. A demissão do governo, hoje anunciada em conferência de imprensa, era já expectável, depois de Geir Haarde ter marcado, na passada sexta-feira, eleições antecipadas para o próximo dia 9 de Maio, em vez de manter o Executivo em funções, como seria se esperar, até 2011. Na mesma ocasião, o primeiro-ministro indicou que não se iria apresentar às eleições, revelando que sofre de um cancro no esófago. A medida foi tomada sob pressão da população islandesa, que reclama há mais de um mês a demissão do governo, após o início da crise económica mundial que lançou aquele país nórdico para a bancarrota. No sábado saíram às ruas cerca de 5000 pessoas, a fim de reclamar a demissão imediata do governo. A Islândia, ilha de 320 mil habitantes que não faz parte da União Europeia e que baseou a sua prosperidade num sector bancário hipertrofiado, viu a sua economia devastada pela crise financeira internacional que apanhou o mundo de surpresa no último Outono.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357547&idCanal=11


O governo islândes é o primeiro a cair com a crise financeira e económica mundial. A Islândia que era considerado no ano passado o país mais desenvolvido do Mundo, com o maior IDH, encontra-se em numa situação muito grave - BANCARROTA!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Número de desempregados é o mais alto desde 2004


O número de desempregados inscritos nos centros de emprego cresceu 6,6 por cento em Dezembro face ao mesmo mês de 2007, prolongando a subida iniciada em Outubro e marcando o acréscimo mais elevado desde Setembro de 2004.

De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados incritos totalizava 416.005 em Dezembro, mais 25.725 inscrições do que no mesmo mês de 2007 e mais 7.407 desempregados do que em Novembro.

A variação mensal foi assim de 1,8 por cento.

Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros do emprego em relação a Dezembro de 2007 contribuíram, essencialmente, a subida do desemprego entre os homens (mais 14,9 por cento), entre os jovens (mais 5,7 por cento) e adultos (mais 6,7 por cento).

A procura de um novo emprego motivou o registo de 92 por cento dos desempregados, verificando-se um aumento de 8,2 por cento face ao mês homólogo de 2007, enquanto a procura do primeiro emprego diminuiu no período considerado 8,8 por cento.

"Todos os níveis de habilitação escolar apresentavam mais desempregados do que há um ano, com excepção do nível superior", que diminuiu 4,1 por cento, acrescenta o IEFP.

Os desempregados com o 3º ciclo do ensino básico foram o grupo em que o desemprego mais cresceu em termos homólogos, com uma variação de 13,7 por cento.

"Comparativamente ao mês homólogo de 2007 assistiu-se ao aumento do desemprego de curta duração (17,9 por cento) enquanto o de longa duração se mantinha em descida (9,3 por cento", revela o instituto. (JN)

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1075594

O desemprego é um dos problemas mais graves que o nosso país vai enfrentar em 2009, com tendência para se agravar. Reparem na frase a negro: "Os desempregados com o 3º ciclo do ensino básico (só com o 9º ano) foram o grupo em que o desemprego mais cresceu". O que é que este dado pode significar?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Para entender a crise financeira - The Last Laugh - Subprime

Vejam este vídeo de 8 minutos que faz parte do programa "The Last Laugh" e descubram, com muito humor requintado, como os mercados financeiros realmente funcionam e o que é que deu origem à actual crise financeira mundial, especialmente nos chamados produtos de "subprime". O vídeo está legendado em português (do Brasil).


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dicas para poupar em tempos de crise

Este "post" baseia-se numa notícia do JN de 27 de Dezembro e pode ser muito útil para todos nós. Se acharem bem partilhem-no com as vossas famílias.

Esticar o salário até ao final do mês não é fácil, mas alguns truques podem ajudar a cortar nas despesas quase sem se dar conta.
Do Brasil, Suyen Miranda viajou até Portugal para ensinar as pessoas a cortar nos gastos extra e a viver só com o ordenado e sem créditos ou cartões.
"As pessoas dizem que o dinheiro foge, mas o dinheiro não tem pernas para fugir". Pode é ser mal gasto, adiantou Suyen Miranda ao "jn negócios". Sobretudo em compras de impulso, muitas vezes fruto da insatisfação com a vida que se leva. Por isso, sugere que cada pessoa gaste consigo própria dois décimos do subsídio de Natal. "As pessoas têm de ter auto-estima e sentirem que trabalharam também para si mesmas e não só para pagar contas. Assim, serão mais produtivas e poderão fazer ainda mais dinheiro", explicou.
Na base do raciocínio está o conceito de fazer dinheiro (ganhar é na lotaria) e a ligação entre produção e valor: quem produz recebe um valor em troca. Daí a importância de as pessoas se sentirem bem consigo próprias, mas sem exageros. O principal, diz, é ceder à tentação do momento e comprar alguma coisa por impulso e sem ponderar.
"Muitas pessoas fazem compras para compensar outros vazios na vida", acredita Suyen Miranda. Para elevar a auto-estima e, ao mesmo tempo, resolver problemas financeiros, a conselheira sugere algumas dicas e regras simples.


Quatro Passos

Regra 1
Ter noção de tudo quanto se gasta. "Arranje um caderninho e anote tudo, mas mesmo tudo, o que gastar", disse. É importante não deixar nada de fora, nem que seja um simples café. Ao final de uma semana, a pessoa vê como gastou o dinheiro e, por norma, apanha um susto: Suyen Miranda assegura que, por norma, metade é gasto em itens dispensáveis, sobretudo de lazer. "É assim que a pessoa percebe que está descontrolada".


Regra 2
Depois de tomar consciência de que tem um problema financeiro, Suyen Miranda aconselha a pessoa a pensar num sonho, desde que seja razoável e realizável num prazo curto. "É importante definir objectivos específicos para poupar dinheiro, como ir passar férias ou fazer um curso". Se a pessoa está endividada, livrar-se das prestações também é um objectivo válido. Ter um objectivo palpável e realizável, diz, dá à pessoa o incentivo necessário para controlar os gastos.


Regra 3
Com a noção do problema e a motivação para o solucionar, é a altura de cortar os gastos desnecessários . "O caderninho já deu à pessoa a noção de todos os gastos supérfluos", pelo que é de esperar que essas compras desapareçam, pelo menos em grande parte, dos hábitos da pessoa, espera Suyen Miranda. Por isso, é preciso olhar para as despesas com a casa. No mesmo bloco de notas, a pessoa deve apontar quanto gasta com supermercado, água, energia, etc. E tentar gastar menos 10%.


Regra 4
Além de gastar menos, é sempre possível ganhar mais. Suyen Miranda deu um exemplo cada vez mais comum no Brasil: rapazes e raparigas que fazem bordados, sabonetes decorados ou outras recordações para festas de casamento ou para as empresas oferecerem que querem oferecer alguma coisa a parceiros de negócio pelo Natal, por exemplo. "Há sempre alguma coisa que uma pessoa sabe fazer bem e que pode aumentar o seu rendimento", disse.


Compras da semana
Passar a fazer as compras da semana e não do mês, como é costume em Portugal. Antes de sair de casa, pense numa lista de todas as refeições que se planeia fazer nos sete dias seguintes e dos ingredientes necessários. E depois faça uma lista e compre só esses produtos. As promoções podem ser um bom negócio, mas só para coisas que não se estraguem, como produtos de limpeza. E primeiro faça uma refeição: ir às compras de estômago vazio leva as pessoas a trazer mais coisas.


Regatear

Não existe o hábito de regatear e comparar preços. Se tiver tempo, pode procurar preços mais baixos e comprar coisas diferentes em sítos diferentes. Dependendo do tipo de produto e do sítio onde se compra é, até, possível regatear.


Cuidado com crianças

Evite levar as crianças, elas não têm noção de preço e querem sempre alguma coisa. Se não o puder evitar, leve um brinquedo para as entreter. Aproveite para comprar uns rebuçados e ter sempre alguns consigo. Assim, se a criança lhe pedir uma gulodice na rua, tem alguma para lhe dar, em vez de ter que comprar num café, onde por norma são mais caras.


Desligar aparelhos

A luz acesa numa divisão onde não está ninguém é desnecessária. E o stand by da TV ou da aparelhagem também consome energia. O melhor é desligar os aparelhos na tomada e não no comando.


Aquecimento

Tapar frestas e evitar correntes de ar ajuda a manter a casa quente. Se necessitar de um aqueceder, desligue-os mal a casa esteja quente e feche portas e janelas.


Lâmpadas

Vá trocando as lâmpadas antigas por novas de baixo consumo: usam um quarto da energia e duram mais tempo.


Passar a ferro

Em vez de passar algumas peças de roupa todos os dias, junte-as, passe-as uma vez por mês e gastará menos electricidade. Desligue o aparelho quando ainda faltarem algumas peças: ele manterá calor suficiente para as passar.


Chama-piloto

Quando se ausentar de casa por um período longo compensa desligar a chama-piloto do esquentador e pode poupar dezenas de euros por ano.


Evite o carro

Se tiver acesso a transportes públicos, use-os. Mas se o carro for imprescindível, faça uma lista das tarefas à sua espera e pense no melhor percurso. Assim gastará menos tempo e combustível.


Telemóvel

Use o telemóvel só para dar recados rápidos e prefira o fixo para comunicações mais demoradas.


Restaurantes

Se gosta de fazer refeições fora de casa, escolha um dia por semana para ir com a família, de maneira planeada, e deixar de ir ao restaurante por impulso.


Acabe com as prestações

Compras em prestações só de coisas que dão condições à pessoa de trabalhar e fazer dinheiro, como a casa ou o carro, se precisar dele para trabalhar. Em todos os outros casos, acabe com as prestações. Cada uma pode ser pequena e comportável, mas todas juntas podem "estourar" o seu orçamento.


Negoceie com o banco

Esta pode não ser a melhor altura, mas não perde nada em tentar renegociar o "spread" do seu crédito à habitação. Se tiver vários créditos ao consumo, junte-os num só. No final do prazo terá acabado por pagar mais dinheiro, mas pelo menos o valor da prestação mensal baixa.


Cartões de Crédito: deixe-os em casa

Tire o cartão de crédito da carteira e deixe-o em casa. Se quiser comprar alguma coisa e não tiver dinheiro, será forçado a ir a casa buscá-lo. No caminho, terá tempo para analisar se realmente precisa daquela compra ou se tem condições financeiras para a fazer. Assim se anula uma boa parte das compras por impulso.


Pagar 100%

Nunca pague só uma parte do cartão de crédito, os juros são demasiado altos. O melhor é definir logo à partida que, no final do mês, paga 100% do valor do cartão e certifique-se que só gasta o que puder pagar. Resista aos apelos dos bancos, que tentam convencer as pessoas a pagar só 15% ou 20% do valor em débito, para ganhar dinheiro em juros.


Cuidado com máquinas

As máquinas da roupa e da louça só devem ser usadas quando estiverem cheias ou no programa de meia carga. Além disso, convém escolher o programa de lavagem mais adequado e usar a temperatura mais baixa possível. Se lavar a louça ou a roupa à mão, encha o lava-louça ou o tanque de água, em vez de deixar a torneira a correr.


Na casa de banho

Tome duche em vez de banho de imersão e feche a torneira enquanto se ensaboa. E, já agora, também enquanto escova os dentes ou faz a barba (gasta metade da água). Se não tiver um autoclismo de baixo consumo, ajuste-o para o volume mínimo, regulando o mecanismo de enchimento. Se não for possível, ponha um tijolo no interior: gastará menos dois litros por descarga.



Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/Economia/interior.aspx?content_id=1063798

sábado, 29 de novembro de 2008

Doha: Nações Unidas discutem ajuda aos países em desenvolvimento


Maioria dos líderes ocidentais de fora


A conferência das Nações Unidas que começa amanhã em Doha, para se discutir a redução da pobreza nos países em desenvolvimento, já ficou marcada pelas ausências dos directores do FMI, do Banco Mundial e da maioria dos líderes dos países ocidentais. As Nações Unidas têm como principal objectivo, nesta reunião na capital do Qatar, discutir políticas para reduzir a pobreza dos países através do desenvolvimento pelo comércio, ajuda e libertação das dívidas externas destes países. A crise financeira, que pôs em queda as praças europeias e dos Estados Unidos e aumentou o espectro de uma recessão a nível global, parece estar a ter um efeito negativo na disponibilidade dos países ricos para ajudarem os países em desenvolvimento.“A ausência dos chefes de estado mostra que existe uma falta de interesse nos países ricos de realmente lidarem connosco”, disse Sasja Bokkerink, cabeça da delegação do Comité de Oxford Committee for Famine Relief (Oxfam). “Tudo o que podemos fazer durante este fim-de-semana é gritar alto ao mundo e dizer “deviam estar aqui e deviam lidar com o problema de arranjar recursos para o desenvolvimento””, disse à Reuters. O encontro começa amanhã, termina dia 02 de Dezembro e não está relacionado com a conferência de Organização Mundial do Comércio. O único líder europeu que se espera na conferência é o presidente francês Nicolas Sarkozy que, sendo o presidente da União Europeia, funciona como representante da UE. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, declarou horas antes do começo da conferência que "não se trata tanto de salvar a economia, mas sim a humanidade", referindo-se à resposta global à crise. Barroso sublinhou o imperativo de as Nações Unidas (ONU) irem mais longe na realização dos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento, aprovados em 2000. Estes objectivos prevêem a redução para metade da pobreza extrema à escala planetária até ao horizonte de 2015, em relação a 1990, bem como o retrocesso das grandes epidemias, da mortalidade infantil e da iliteracia. “Claro que esperávamos que houvesse um maior número de delegações que estivessem representadas, isso teria sido muito melhor”, disse aos jornalistas Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, citado pela Lusa. Para os quatro dias da conferência são esperados dirigentes de vários países asiáticos e latino-americanos, do Médio Oriente, como o iraniano Mahmud Ahmadinejad, e de África, como o zimbabueano Robert Mugabe. A ONU informou que os países desenvolvidos estão na disponibilidade de conceder menos de 20 mil milhões de dólares (15.700 milhões de euros) dos 50 mil milhões de dólares (39.300 milhões de euros) que deveriam ser desbloqueados para o desenvolvimento até 2010, conforme promessa deixada em 2004. De acordo com o Banco Mundial, estima-se que 40 milhões de pessoas sejam arrastadas para a pobreza durante o próximo ano, devido à crise financeira mundial. (Público)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351605&idCanal=11

sábado, 15 de novembro de 2008

G20 quer recuperar a confiança nos mercados e reformar o sistema financeiro


Os líderes dos países mais industrializados do mundo e emergentes (G20), reunidos em Washington, estão empenhados em encontrar medidas de regulação dos mercados financeiros. O “plano de acção”, que será desenhado até Março, deverá ter cinco linhas condutoras: reforçar a transparência e a responsabilidade dos mercados, promover uma forma de regulação eficaz e harmonizada, garantir a integridade dos mercados, potenciar a cooperação internacional e reformar as principais instituições financeiras internacionais. Apesar de as medidas terem de ser encontradas até 31 de Março, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy sugeriu que o próximo encontro do G20 se realizasse em Londres, já que a Grã-Bretanha presidirá o grupo dos principais países industrializados e emergentes em 2009. De acordo com o comunicado emitido no final do encontro de hoje, a próxima reunião deverá acontecer a 30 de Abril, já sem o Presidente cessante Bush, visto que Obama toma as rédeas da Casa Branca a 20 de Janeiro. O G20 chegou a acordo sobre a necessidade de se relançar de forma coordenada e concertada a acção económica. O presidente em exercício da União Europeia, Sarkozy, classificou, por isso, esta cimeira como “histórica” já que “países muito diferentes” conseguiram chegar a um acordo sobre “uma nova regulação dos mercados para que uma crise como esta não se possa reproduzir mais”. Face às “condições económicas degradadas a nível mundial, pusemo-nos de acordo sobre a necessidade de uma resposta política largamente fundada sobre uma cooperação macroeconómica mais estreita para restaurar o crescimento”, indica o G20 em comunicado. É neste contexto que surge o esperado “plano de acção” com uma lista de medidas prioritárias que devem ser estipuladas até 31 de Março de 2009. Na primeira parte do documento apresentado no final da cimeira, com cinco páginas, o G20 apela à intensificação dos esforços governamentais para relançar as economias nacionais, cooperar na regulação internacional do sistema financeiro, reformar as estruturas globais de ajuda aos países em desenvolvimento e rejeitar o proteccionismo. Com o objectivo de prevenir uma crise semelhante à presente, os ministros das Finanças do G20 serão confrontados com recomendações específicas para harmonizarem os padrões internacionais de regras contabilísticas.


Instituições prioritárias


Neste ponto, está prevista a introdução de regras mais efectivas sobre a avaliação dos activos pelas empresas, uma questão que, pelo menos em parte, é considerada responsável pela crise. "É desejável assegurar que os mercados financeiros, produtos e intervenientes sejam regulados, ou fiquem sujeitos a supervisão", acentuou fonte oficial. Assim, os governos terão de cooperar entre si para se protegerem dos chamados paraísos fiscais reticentes à cooperação. Sobre a mesa estão ainda recomendações para mudar o modo como as práticas compensatórias premeiam o risco e também para rever os requisitos de gestão exigidos às instituições financeiras internacionais, identificando quais são as cruciais para a economia global. Os ministros das Finanças dos diferentes países ficam, assim, com a missão de elaborar uma lista com as instituições financeiras que podem por em perigo todo o sistema financeiro internacional em caso de falência ou crise. A segunda parte do documento - igualmente com cinco páginas - rotulada de "plano de acção", contempla medidas para melhorar a transparência e responsabilidade, a regulação e a confiança nos mercados, o fortalecimento da cooperação e a reforma das instituições internacionais. O "plano de acção" aponta no médio prazo para a regulação das agências de notação financeira. No encontro ficou também decidido que os países em desenvolvimento serão representados no seio do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. “Estamos determinador em fazer progredir a reforma das instituições de Bretton Woods de maneira a que reflictam melhor a evolução dos respectivos pesos económicos mundiais e de aumentar a sua legitimidade e a sua eficácia”, lê-se no comunicado. O Fórum de Estabilidade Financeira é outra estrutura que os países reunidos sentem que é importante abrir às economias emergentes. O grupo quer também conseguir, antes do fim do ano, um acordo com a Organização Mundial do Comércio, sobre a liberalização das trocas mundiais. Os dirigentes consideram premente e “vital rejeitar o proteccionismo”, em especial em tempos de incerteza financeira. Bush e o líder espanhol José Luis Rodríguez Zapatero tinha já hoje apelado a que a intervenção no mercado fosse feita de forma pontual para se garantir a liberdade do mesmo e afastar as tendências proteccionistas. Nas últimas semanas a China foi criticada por tomar medidas para apoiar as suas exportações, um dos principais motores da economia do país, para fazer face à desaceleração da procura mundial. (Público)





Os membros do G-20 são os Ministros de Finanças e os Presidentes de Bancos Centrais de 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. A União Europeia também é membro, representada pela presidência rotativa do Conselho e pelo Banco Central Europeu. Para garantir que fóruns e instituições de economias globais trabalhem juntos, o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Presidente do Banco Mundial e os coordenadores do Comité Monetário e Financeiro Internacional e do Comité de Desenvolvimento também participam ex-officio das reuniões do G-20.


Assim, o G-20 congrega importantes países industrializados e emergentes de todas as regiões do mundo. Juntos, os países membros representam por volta de 90% do produto interno bruto mundial, 80% do comércio internacional (incluindo o comércio interno da UE), assim como dois terços da população do mundo. O peso económico do G-20 e a grande população que representa dão-lhe elevado grau de legitimidade e influência na condução da economia e do sistema financeiro globais.


Para conheceres melhor os objectivos e as actividades desenvolvidas pelo G20 visita o site oficial do G20:

sábado, 25 de outubro de 2008

Grande Depressão


Ontem, 24 de Outubro de 2008 fez 79 anos que ocorreu a tristemente famosa "Quinta feira Negra" em Wall Street (Bolsa de Valores de Nova Iorque), que é normalmente considerado o início da Grande Depressão dos anos 30 do século XX. Para recordarmos esse facto leiam o artigo que se segue sobre a Grande Depressão da Wikipédia.




«A Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande depressão económica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de depressão econmica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de acções, e em praticamente todos os indicadores da atividade económica, em diversos países no mundo.
O dia 24 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início da Grande Depressão, mas a produção industrial americana já havia começado a cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão económica que se estendeu até 24 de outubro, quando valores de acções na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíram drasticamente, desencadeando a Quinta-Feira Negra. Assim, milhares de accionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Esta quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente, causando grande inflacção e queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fencerramento de inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as taxas de desemprego. O colapso continuou na Segunda-feira negra (o dia 28 de outubro) e Terça-feira negra (o dia 29).
Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e especialmente o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil, a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização. Praticamente não houve nenhum abalo na União Soviética, pois por se tratar de um país socialista, estava com a economia fechada para o capitalismo. Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal.» (Wikipédia)





Vejam a seguir uma notícia do dia de hoje do "Público" e que se refere ao pânico vivido ontem nas bolsas mundiais (24/10/08, 79 anos depois da famosa Quinta Feira Negra de Wall Streeet)



Suspensão de futuros criou pânico nas bolsas
25.10.2008


Alguns índices europeus perderam quase 10 por cento.


Os mercado accionistas viveram ontem mais um dia negro. A situação foi de quedas generalizadas nas bolsas mundiais, mas atingiu níveis mais dramáticos nas praças asiáticas e na primeira metade da sessão na Europa. O arranque das bolsas europeias não podia ser feito da pior maneira. As bolsas asiáticas acabavam de fechar com quedas próximas dos 10 por cento (Nikkei, de Tóquio), por receio de recessão na Coreia e no Japão. A estragar a envolvente dos mercados europeus ainda a forte contracção do produto interno do Reino Unido e os maus resultados de empresas, com destaque para o sector automóvel. Mas o pior estava para vir. A notícia de suspensão técnica da negociação de futuros - negócios combinados hoje para serem realizados a prazo - do S&P 500 e do Dow Jones, porque as desvalorizações, da ordem dos seis por cento, ultrapassaram os limites fixados para quedas diárias, não foi bem recebida. A bolsa da Rússia também foi suspensa. "O receio de que não pudessem ser negociados mais derivados na sessão de ontem espalhou pânico nos mercados", explicou ao PÚBLICO um operador, lembrando que, apesar de não ser a primeira vez a acontecerem suspensões técnicas do género, desta vez teve uma leitura mais negativa. O pânico, que atirou alguns índices para quedas momentâneas de 10 e 11 por cento, só se dissipou com a abertura, sem qualquer restrições, das bolsas de Nova Iorque. As praças de Wall Street abriram fortemente negativas, atingindo rapidamente quedas da ordem dos cinco por cento, mas a normalidade da negociação gerou um movimento de correcção nos índices europeus, que conseguiram recuperar mais de metade das perdas atingidas.


Europa no vermelho


A bolsa alemã, uma das maiores praças europeias em derivados, chegou a perder mais de 11 por cento (DAX), acabando o dia a recuar 4,96 por cento. A praça de Frankfurt está em mínimos de 2003, situação comum à maioria dos restantes índices europeus. Paris, que esteve a perder 10 por cento, encerrou a cair apenas 3,5 por cento. O AEX de Amesterdão, que também esteve perto de uma queda de 10 por cento, encerrou negativa em 4,63 por cento. Londres, onde se concentra o segundo pólo importante na negociação dos derivados e onde os dados macroeconómicos revelados ontem não são animadores, chegou a perder oito por cento, reduzindo a queda no fecho da sessão para cinco por cento. A praça de Lisboa esteve à margem das maiores quedas, estando boa parte da sessão a perder na casa dos cinco por cento, mas também não registou o movimento de correcção do final do dia. Assim, o PSI-20 terminou a perder 5,63 por cento, em linha com Madrid, apresentando as maiores quedas da Europa.Em Nova Iorque, o dia voltou a ser impróprio para cardíacos. Os índices - Nasdaq, Dow Jones e S&P 500 - revelaram elevado nervosismo, com variações de quedas a oscilarem permanentemente entre os três e os cinco por cento.




Será que a História repete-se (mesmo)?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A economia das sete maiores economias mundiais vai registar no próximo ano a maior contracção desde a Grande Depressão - anos de guerra excluidos


A economia das sete maiores economias mundiais vai registar no próximo ano a maior contracção desde a Grande Depressão - anos de guerra excluídos - na sequência da crise de crédito que atinge empresas e consumidores, antecipa o Deutsche Bank. O Produto Interno Bruto (PIB) conjunto do G7 - o grupo das sete nações mais industrializadas - vai recuar 1,1 por cento em 2009, após uma progressão de 0,8 por cento este ano, prevêem os economistas do banco central da Alemanha, Peter Hooper e Thomas Mayer, numa nota de análise hoje divulgada. A Zona Euro deverá contrair-se 1,4 por cento, a norte-americana um por cento e a do Japão 1,2 por cento, dizem os analistas. O cenário de recessão é sustentado na crise de crédito que causou a falência de bancos de primeiro plano, como o Lehman Brothers, e arrasou os mercados bolsistas, com o índice Standard & Poor's a registar a pior quebra semanal desde 1933. Os custos mais altos do crédito vão estrangular as despesas do consumo e os investimentos das empresas, enquanto o desemprego irá aumentar, sublinham os economistas do Deutsche Bank. "Esperamos agora uma recessão séria para a economia mundial no próximo ano", disse Mayer. "Um corte significativo do crédito à economia real em todo o mundo levou a uma deterioração das previsões. Não estávamos a antecipar um choque financeiro tão grande, após as nossas previsões do 3 de Outubro", acrescentou. O crescimento em todo o mundo vai abrandar para 1,2 por cento contra 3,2 por cento este ano, o ritmo mais lento desde o início dos anos de 1980, segundo as previsões do Deutsche Bank. Os economistas prevêem ainda que tal cenário levará os bancos centrais - Reserva Federal norte-americana, Banco Central Europeu (BCE) e Banco do Japão a baixar as taxas de juro para apoiar a economia. As previsões apontam também para um corte da principal taxa directora da Reserva Federal norte-americana para um por cento, já na reunião de política monetária de 29 de Outubro, contra os actuais 1,5 por cento. As estimativas sugeriam a redução das taxas a este nível num horizonte de 12 meses e uma estagnação da economia em 2009. Mayer observou nunca ter cortado previsões económicas "de tal valor num espaço de tempo tão curto", em vinte anos de trabalho no sector financeiro. Os economistas do Deutsche Bank prevêem que o BCE venha a baixar a sua principal taxa directora para um mínimo histórico de 1,5 por cento, daqui a 12 meses, contra os actuais 3,75 por cento. As previsões do Deutsche Bank apontavam antes para um corte para três por cento da taxa directora do BCE. O Banco do Japão deverá acompanhar esse movimento de corte de taxas, acrescenta o banco central da Alemanha, para 0,25 por cento no início de 2009, contra uma previsão anterior de manutenção nos actuais 0,5 por cento. Os economistas esperam uma retracção da economia nipónica de 1,2 por cento, que compara com uma previsão anterior de crescimento de 0,4 por cento. A inflação global vai abrandar para 3,1 por cento, contra os 5,6 por cento deste ano, segundo a análise do Deutsche Bank. (Público)