Aviso: ambos os vídeos contêm algumas imagens que podem chocar pessoas mais sensíveis (mas é a realidade nua e crua).
Um Mundo Global é um espaço de informação,reflexão e comentário de temas geográficos, nacionais e/ou mundiais, mas onde também há espaço para outros pontos de interesse como as temáticas sociais e ambientais, a música, os filmes, a poesia, a fotografia, os cartoons, os livros e as viagens. Todos são bem-vindos e convidados a deixar os seus comentários.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A globalização não é para todos
Aviso: ambos os vídeos contêm algumas imagens que podem chocar pessoas mais sensíveis (mas é a realidade nua e crua).
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Consumption
Numa época de crise faz todo o sentido continuar a dizer-se:
Keep on buying... so mutch i don't need! ...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Três acontecimentos globais que marcaram este último fim de semana no nosso Mundo Global
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Consumption - Globalização e Consumismo
domingo, 10 de outubro de 2010
FMI avisa que Portugal será a pior economia da União Europeia em 2015
Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-avisa-que-portugal-sera-a-pior-economia-da-ue-em-2015_1460191
domingo, 19 de setembro de 2010
A Globalização - oportunidade ou uma ameaça?

A Globalização é um processo multidimensional (económico, social, político e cultural) através do qual as pessoas, os governos e as empresas trocam ideias, realizam transacções financeiras e comerciais e difundem aspectos culturais à escala planetária.
Caracteriza-se pela difusão a todo o planeta de modelos (económicos, sociais e políticos e culturais) de forte inspiração ocidental (EUA, Europa Ocidental), baseados na economia de mercado (capitalista) e na organização social e política do tipo liberal, e traduz-se num fluxo crescente de bens, pessoas, capitais, informações e serviços à escala global.
A globalização caracteriza-se, entre outros aspectos, pela:
- difusão do modelo liberal de economia de mercado;
- intensificação das trocas comerciais de natureza diversa à escala mundial;
- concorrência acrescida/competição feroz entre empresas;
- crescente importância das ETN como actores do processo de globalização;
- domínio das trocas ditas transnacionais e intra-empresariais;
- abertura das fronteiras aos grandes fluxos planetários (de bens, pessoas, capitais, informações e serviços comerciais);
- diminuição/”desnacionalização” do papel/peso do Estado;
- deslocalização contínua das empresas, procurando reduzir os custos de produção;
- utilização crescente das novas tecnologias de informação e comunicação.
- consumo de massas de produtos standard.
A Globalização tem aspectos positivos, a saber:
- o sistema de trocas internacionais favorece a especialização e a eficiência produtiva, permitindo a cada país aperfeiçoar-se nas produções em que possui vantagens comparativas;
- o fluxo de capitais e de pessoas e a internacionalização das empresas, facilitam a difusão internacional das inovações e o progresso científico, alargando as possibilidades de produção;
- os consumidores ganham ao adquirirem bens a preços mais baixos, devido à redução dos custos de produção, e ao acederem a uma maior diversidade de bens e serviços.
No entanto, a globalização também acarreta também muitos problemas. Os três cartoons que se seguem evidenciam três dos principais problemas que estão associados à Globalização que gostava que comentassem.


Para terminar, deixo-vos um pequeno trabalho em vídeo realizado por alunos brasileiros para a disciplina de Geografia.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A erupção do vulcão Eyjafjllajokull está a lançar o caos no tráfego aéreo em grande parte da Europa

A Eurocontrol conta que se realizem 11.000 voos, quando num dia normal esse número seria de 28.000. Dos 300 voos previstos para esta manhã entre a América do Norte e a Europa, só 100 a 120 puderam ser assegurados. O espaço aéreo continua fechado na Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Estónia, no Norte da França, incluindo aeroportos de Paris, e em algumas zonas da Alemanha e da Polónia, incluindo Varsóvia. Na Holanda, foram suspensos todos os voos no aeroporto de Amesterdão. O tráfego aéreo nos aeroportos asiáticos começa também a ser afectado, e, assim, um fenómeno muito local (Inslândia) transforma-se rapidamente num problema global.
Tudo isto acontece porque as cinzas expelidas pelos vulcões são um grande risco para a aviação civil, porque podem danificar os motores dos aviões e reduzir drasticamente a visibilidade. Por isso é que foram encerrados inúmeros aeroportos por causa da erupção do vulcão islandês.
Ao longo dos últimos 20 anos, foram registados 80 casos de aviões apanhados em nuvens de partículas vulcânicas. As cinzas provocaram a perda de dois Boeing 747 e danificaram outros 20 aparelhos, com custos de reparação na ordem de centenas de milhões de euros, segundo peritos.
Na alta atmosfera, onde circulam os aviões comerciais, a cinza vulcânica pode causar uma avaria no motor, danificar as pás das turbinas ou ainda as sondas electrónicas de Pitot, podem provocar a perda de aparelhos e mortes.
Com o tráfego de passageiros a aumentar 5 por cento ao ano no mundo, o carácter imprevisível das erupções vulcânicas pode fazer deste novo risco uma ameaça significativa.
O primeiro caso amplamente documentado de um avião que atravessou uma nuvem de cinzas vulcânicas foi o de um voo da British Airways em 1982, no momento da erupção do vulcão indonésio Gulanggung.
Todos os reactores do avião perderam a potência enquanto o aparelho atravessava uma nuvem de cinzas. A aeronave caiu mais de 4 mil metros antes de chegar a um lençol de ar não poluído, o que permitiu o recomeço dos motores.
O avião conseguiu então finalmente uma aterragem de urgência em Jacarta, apesar de um dos pára-brisas ter ficado completamente opaco por causa das cinzas.
Em 1989, um avião assegurando o voo KLM 747 entre Amesterdão e Anchorage, no Alasca, deu por si no meio de uma nuvem de cinzas do vulcão Redoubt, a 177 quilómetros da cidade norte-americana, apesar dos sistemas de alerta previstos, o que levou à perda de potência dos motores. Conseguiu ainda aterrar em Anchorage, mas a substituição dos quatro motores danificados custou 80 milhões de dólares.
Durante as grandes erupções do vulcão indonésio de Pinatubo em 1991 – quando as nuvens de cinzas tiveram ainda uma influência sobre o clima – foram reportados mais de 40 incidentes com aviões.
Nos trópicos – no caso de Pinatubo – as nuvens de cinzas podem-se manter “vários meses, até mesmo um ano” a mais de 18 quilómetros de altitude, bloqueando os raios solares, com um impacto na temperatura ao sol, diz Tourre. Mas a situação deverá ser diferente no caso do vulcão islandês.
Fonte: Público
Vejam agora um vídeo da TVGlobo alusivo ao assunto.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Nem a crise económica trava corrida internacional ao armamento
Há uma corrida às armas na Ásia e na América do Sul, e, ainda que em menor escala, no Médio Oriente. Em África moram também importantes clientes de armamento convencional, uma indústria em que os compradores até podem ir variando, mas os grandes vendedores são quase sempre os mesmos.
É isso, e mais, que diz o último relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). O estudo confirma que no período 2005-2009 as vendas aumentaram 22 por cento face aos cinco anos anteriores, apesar da crise, e que a distribuição regional se manteve relativamente estável, com a região Ásia-Oceânia como principal compradora, seguida por Europa, Médio Oriente, Américas e África. Os aviões de combate representam 27 por cento do volume de transacções, refere o estudo do Sipri, que desde 1966 faz o levantamento dos movimentos de armas convencionais, caso de aviões, blindados, artilharia, sensores, mísseis, navios ou submarinos. As armas ligeiras e munições não estão incluídas.
"Estados com recursos compraram quantidades consideráveis de aviões de combate a preços elevados. Os países vizinhos reagiram a essas aquisições com as suas próprias en- comendas", observa Paul Holtom, responsável pelo programa de acompanhamento da transferência de armas do Sipri. "As encomendas e entregas dessas armas potencialmente desestabilizadoras levaram a uma corrida ao armamento em regiões onde reina a tensão: Médio Oriente, Norte de África, América do Sul, Ásia do Sul e Sudeste asiático", assinala o relatório.
O trabalho do instituto não regista os fluxos financeiros reais das operações. Para elaborar as suas tabelas, o Sipri compara períodos de cinco anos e calcula o valor dos equipamentos tendo em conta o seu "poder militar". "É uma forma de comparar a uma escala global, uma vez que algumas armas são vendidas a "preço de saldo" em alguns países e como "bens de luxo" noutros", explicou ao PÚBLICO a directora de comunicação do Sipri, Stephanie Blenckner. O instituto fez até 2007 estimativas de custos, mas abandonou essa prática, até porque informação rigorosa é coisa que muitos governos não fornecem. As tendências e variações percentuais registadas permitem, no entanto, identificar fluxos de armamento e pólos de tensão no globo.
A China e a Índia abrandaram as compras, em 20 por cento e sete por cento, respectivamente, mas continuam a ser os dois grandes compradores mundiais. Mas outros países seguiram a tendência inversa. Foi o caso de Singapura, Estados Unidos, Paquistão ou Malásia, que nos últimos anos reforçaram os investimentos em equipamento militar. O grupo dos cinco principais compradores - em que à China e Índia se juntam Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul e Grécia - foi responsável por 32 por cento do total das aquisições, uma quota ligeiramente menor do que os 38 por cento do quinquénio anterior.
Riscos de desestabilização
Os países agrupados na categoria Ásia-Oceânia importaram 41 por cento das armas convencionais, o que representa uma subida de 11 por cento face a 2000-2004. Para o Nordeste asiático foram vendidas 46 por cento do total de armas compradas na região, contra 27 por cento da Ásia do Sul e 20 por cento do Sudeste asiático.
Entre os dez principais importadores mundiais cinco são asiáticos: à China e Índia somam-se a Coreia do Sul, na terceira posição, Singapura, na sétima, e Paquistão, na décima. No Sudeste asiático as compras quase duplicaram, com alguns países a registarem crescimentos astronómicos: 722 por cento a Malásia, 146 Singapura, 84 a Indonésia. Singapura tornou-se no primeiro estado da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) a integrar a lista de maiores compradores de armas desde o fim da guerra do Vietname, nos anos 1970, destaca o Sipri.
A "vaga de aquisições pode desestabilizar a região, pondo em causa décadas de paz", afirma o especialista do instituto em Ásia, Siemon Wezeman. Analistas citados pelo Financial Times e pela BBC vêem o crescimento das compras de armamento na região como uma resposta ao poderio da China e associam-no a receios de que as disputas territoriais possam assumir um carácter bélico.
A Europa recebeu 24 por cento das armas transaccionadas, uma ligeira quebra percentual face aos 25 por cento do período anterior, mas mantém-se como segundo grande bloco importador. E nela é a Grécia o principal receptor, ainda que tenha descido da terceira para a quinta posição mundial. A transferência de 26 aviões de combate norte-americanos F-16C e de 25 Mirage-2000-9 franceses representou por si só 38 por cento das importações de Atenas, tradicional grande comprador devido à histórica tensão com a vizinha Turquia.
Os países das Américas ficaram com 11 por cento das importações globais, percentagem equivalente à dos cinco anos anteriores. Os Estados Unidos são o maior cliente do continente, oitavo na tabela global, o que não é uma surpresa. Mas foi na América do Sul que, com um crescimento de 150 por cento sobre o período anterior, se registou o salto mais significativo. O Chile, com aquisições recentes de tanques alemães e aviões de combate brasileiros, surge como o principal comprador da região, décimo terceiro na tabela global. Mas a Venezuela, o Brasil e o Peru têm também estado muito activos. "Há sinais de com- petição na compra de armas na América do Sul. Isto mostra que precisamos de mais transparência e medidas de confiança para reduzir a tensão na região", comentou Mark Bromley, investigador do Sipri e especialista em América Latina.
O Médio Oriente, destino de 17 por cento das armas transaccionadas, registou um aumento de 22 por cento nas importações. Uma análise mais fina mostra que o principal cliente na região, quarto a nível mundial, foram os Emirados Árabes Unidos, com 33 por cento, seguidos de Israel, com 20, e Egipto, com 13. O Irão surge num discreto vigésimo nono lugar, mas foi o segundo maior cliente da China, tendo-lhe comprado, segundo dados complementares divulgados pela agência AP, mais de mil mísseis terra-ar e terra-mar e meia centena de veículos de combate.
África representa uma fatia de sete por cento no negócio de armas convencionais, um por cento a mais do que nos cinco anos precedentes. A Argélia, com 43 por cento das compras do continente e presença no top ten mundial, e a África do Sul, com 28 por cento, são os grandes importadores. O terceiro cliente de armas convencionais é o Sudão, com cinco por cento do total. Os fluxos de armas para zonas instáveis mantêm-se: Chade e Quénia são, além do Sudão, destinos referenciados pelo Sipri, que faz eco de rumores de que parte do equipamento enviado para este último país teria como destino final o Governo do Sul do Sudão.
Os conflitos locais levaram a que sete dos 12 embargos a vendas de armas aprovados no ano passado pelas Nações Unidas, muitos com uma eficácia duvidosa e frequentemente violados, visassem países africanos. "Em diversos casos, volumes relativamente pequenos de armas fornecidas a países da África subsariana tiveram um forte impacto nas dinâmicas dos conflitos regionais", lembra o instituto.
João Manuel Rocha
Fonte: http://jornal.publico.pt/noticia/27-03-2010/nem-a-crise-economica--trava-corrida-internacional-ao-armamento-19075958.htm
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"

Apesar destas dificuldades, espero que os alunos tenham aprofundado um pouco mais os seus conhecimentos sobre o Consumo Responsável e o Comércio Justo e que tenham ficado mais sensibilizados para esta temáticas.
A propósito desta actividade, ficam aqui duas notícia do JPN - Jornalismo Porto Net do curso de Ciências da Educação da Universidade do Porto e que fazem referência ao Comércio Justo em Portugal e a dois dos voluntários da Associação Reviravolta: o eng. Miguel Pinto e a doutora Ana Luísa Coelho (que hoje esteve presente na nossa Escola).
Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"
Primeiro activista do comércio justo no país esteve presente, esta quarta-feira, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).
"Não é suficiente convidar as pessoas para falar. Estou aqui numa casa que não pratica o comércio justo". Foi num tom crítico que Miguel Pinto, primeiro voluntário do movimento em Portugal, deu o mote para a conferência que levou, esta quarta-feira, o tema do consumo responsável à Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).
Acompanhado por Ana Luísa Coelho, também ela activista do Comércio Justo, Miguel Pinto traçou um retrato bastante negativo sobre a situação do movimento em Portugal. "Enquanto que na Europa, o Comércio Justo tem vindo a crescer, aqui a tendência é decrescente", principalmente por causa de uma "falta de ONGs com capital para investir na iniciativa", detecta Miguel Pinto.
Para o voluntário e fundador da associação Reviravolta, o problema principal do comércio justo assenta na falta de influência: "Não temos lobby, não há leis que obrigam as instituições a utilizar o comércio justo" e "não existem em Portugal muitas ONGs" com "capital para investir" no projecto. Razões que, para Miguel Pinto, explicam a "tendência decrescente" do comércio justo que, no Porto, se reflectiu no recente encerramento de uma loja na Rua de Cedofeita.
Tanto Miguel Pinto como Ana Luísa Coelho enfatizaram o trabalho feito com escolas, a nível de sensibilização para a questão do comércio justo e sustentável. Contudo, o activista notou que "está na moda" convidar activistas para leccionar sobre o Comércio Justo, mas que "sem a parte comercial" a iniciativa está numa "situação difícil".
"Podemos explicar às crianças que vale a pena optarem pelo comércio justo, mas se depois não têm onde comprar, acaba por ser uma actividade um pouco oca", completou Ana Luísa Coelho, parceira na coordenação da Rede Nacional do Consumo Responsável. No entanto, ambos os convidados clarificaram que não vão desistir da actividade.
Miguel Pinto lamentou ainda a falta de "cultura de voluntariado" em Portugal. "É preciso uma certa revolta responsável, porque as empresas são cordeirinhos. Se o público optar pelo comércio justo, vão atrás", refere o activista.
Inserida no I Ciclo de conferências sobre consumo responsável promovido pela FLUP e pela Universidade Católica Portuguesa , a sessão desta quarta-feira incluiu ainda a de venda vários produtos de Comércio Justo. Depois da reunião, o público foi convidado a experimentar "café, chá e compotas" gratuitamente.
Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/14/comercio_justo_em_portugal_esta_em_tendencia_decrescente.html
O Comércio Justo: Uma Loja do Mundo sobrevive no Porto
No espaço recuperado no Parque da Cidade, a associação Reviravolta expõe produtos de todo o Mundo. O principal objectivo é mudar a atitude dos consumidores portuenses.
Situada no Núcleo Rural de Aldoar desde 2002, a pequena quinta que alberga a Loja do Mundo esconde-se atrás de videiras entrelaçadas e muros de pedra. Um cavalete pousado no chão, a poucos metros da entrada, sustenta o placard da Associação Reviravolta e anuncia a especificidade do espaço onde se está prestes a entrar: Comércio Justo. Sobre as pesadas portas vermelhas, os logótipos das duas associações cooperantes: Altromercato e Equação.
O Comércio Justo, trazido para Portugal há dez anos, tem tido uma adesão lenta e alguns pequeno espaço da Associação Reviravolta, no Parque da Cidade, sobrevive.
Entre o chão de madeira e o tecto inclinado da quinta, erguem-se as estantes e prateleiras coloridasprateleiras coloridas pelos produtos justos que expõem: chocolate mexicano, frutos secos da Amazónia, compota do Equador, artesanato do Nepal, chá do Sri Lanka, CDs de música do Mundo.
Envolvido no projecto há quatro anos, Diogo Vaz é voluntário e faz parte da direcção da associação. Antes da Reviravolta, já estava familiarizado com o conceito de Comércio Justo, mas foi através de uma amiga que percebeu como funcionava este movimento.
Como refererefere, o objectivo da Reviravolta, além de comercializar produtos de Comércio Justo, é promover uma atitude diferente no consumidor face aos preços dos produtos, compreendendo o seu percurso até chegarem às prateleiras das grandes superfícies.
Voluntariado
A associação sem fins lucrativos é totalmente constituída por voluntários. Uma das voluntárias, Katharina, chegou ao Porto em Agosto, através do Serviço Voluntário Europeu (SVE). Vem de uma pequena vila na Áustria, e ainda estranha o ritmo e a dimensão da cidade.
"Queria ir para outro país para ter uma experiência diferente, ver uma cultura nova, aprender uma outra língua e também para trabalhar numa área diferente", explica. Durante uma pesquisa online acabou por tropeçar no projecto da Reviravolta, que viu como uma boa causa, e aceitou o desafio de vir para Portugal durante meio ano.
Como voluntária, Katharina passa grande parte dos seus dias aqui, no espaço que cria a ligação entre o projecto da associação e o público em geral. Além do trabalho na loja, acompanha outros eventos, como os projectos de formação para jovens. São várias as acções de divulgação promovidas pela Reviravolta no Grande Porto. Na loja, foi criado um canto especificamente com este propósito - a JustotecaJustoteca: um espaço com material bibliográfico para consulta dos visitantes.
Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2010/01/05/o_comercio_justo_uma_loja_do_mundo_sobrevive_no_porto.html
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O Segundo Mundo, um livro de Parag Khanna

segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Shakira em Portugal para assistir à cimeira Ibero-Americana
A cantora Shakira e a presidente chilena, Michelle BacheletA cantora colombiana Shakira e Jeffrey Sachs, Economista do Earth Institute da Universidade de Columbia, participaram em reuniões bilaterais com alguns Chefes de Estado e de Governo da América Latina para promover a urgência de se conseguir uma cobertura universal da educação, saúde e nutrição das crianças da América Latina entre os 0 e os 6 anos.
Shakira, fundadora e activista da Fundação ALAS (Fundación América Latina en Acción Solidaria), apresentou aos Chefes de Estado a Aliança Regional pelo Desenvolvimento Infantil Precoce (DIT).
A ALAS pretende assinar um acordo com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) para promover a componente da Primeira Infância do Programa «Metas Educativas 2021: a Educação que queremos para a Geração dos Bicentenários», que tem como objectivo a cobertura universal da educação em 2021.
Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/musica/shakira-cimeira-ibero-americana/1106151-4060.html
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Chicken a la Carte
sábado, 26 de setembro de 2009
G20 transforma-se em fórum permanente da economia global

O acordo institui uma espécie de uma "nova ordem económica mundial", que deixa para segundo plano grupos como o G7 e o G8 (que não deixarão, contudo, de se reunir para debater questões geoestratégicas e de segurança) e atribui maior importância ao papel dos países emergentes.
"O antigo sistema de cooperação económica acabou, a partir de agora temos um novo sistema. O G20 tornou-se a principal organização económica para lidar com os problemas económicos mundiais", decretou o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, no encerramento da cimeira de Pittsburgh.
O objectivo declarado por todos os membros é promover e sustentar o crescimento económico, contribuindo para o emprego, a igualdade de oportunidades e a preservação do planeta. A sua preocupação mais imediata é evitar que desequilíbrios económicos e crises financeiras, como a provocada pelo rebentamento da bolha do crédito nos Estados Unidos, voltem a repetir-se.
"A nossa resposta pronta ajudou a parar o declínio acentuado e perigoso da actividade global e estabilizou os mercados financeiros", dizia o comunicado final. Mas os membros do G20 prometeram mais para o futuro, em termos de regulação financeira, de estabilização monetária e de liberalização comercial.
Este G20 "revigorado" continua a não ter poder decisório próprio nem capacidade para aplicar sanções. Mas enquanto espaço de discussão, concertação e supervisão de políticas económicas, ganha uma nova capacidade para exercer pressão política e influenciar os governos. O seu Conselho de Estabilização Financeira responsabilizará publicamente os dirigentes que não estejam a cumprir os compromissos assumidos - o G20 vai passar a reunir duas vezes por ano para dar conta dos seus progressos.
Em Pittsburgh, já foram assumidos vários compromissos. Os Estados Unidos, a braços com um défice recorde de 1,8 milhões de milhões de dólares, (13 por cento do PIB), prometeram tomar medidas no sentido da promoção da poupança. A China, cujo crescimento é sustentado nas exportações, anunciou planos para o fomento do consumo doméstico.
Os membros do G20 comprometeram-se a manter em vigor os respectivos planos de apoio e estímulo económico, lançados a título extraordinário para responder à recessão global, e evitaram para já falar em "estratégias de saída" - apesar de reconhecerem que, mais cedo ou mais tarde, os governos deixarão de apoiar a economia com programas especiais.
Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/26-09-2009/g20-transformaseem-forum-permanenteda-economia-global-titulo-a-para-texto-principal-em-pagina-de-abertura-destaques-ou-17897379.htm
O Grupo dos 20 (ou G20) é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Visa a favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países, que juntos compreendem 85% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços da população mundial.

Membros: África do Sul, Alemanha , Arábia Saudita , Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália , Japão, México, Reino Unido, Rússia , Turquia e a União Europeia
Site oficial do G20: http://www.g20.org/
quarta-feira, 8 de julho de 2009
G8 concordam reduzir emissões de carbono em 80 por cento até 2050
Obama e Medvedev cozinham o aquecimento global, numa acção da OxfamFonte: Público, 08.07.09
Uma excelente notícia para o nosso planeta ou apenas mais um conjunto de boas intenções?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Neda, o novo símbolo da luta iraniana
- O seu pai era um funcionário público e a sua mãe dona-de-casa.
- Estudou Filosofia Islâmica na Universidade de Azad em Teerão.
- Estudou para ser guia turística e teve aulas de turco na esperança que o seu emprego a levasse a viajar para outros países.
- Tocava piano e cantava. Gostava de música pop persa.
- Gostava da poesia do iraniano Rumi e do Americano Robert Frost.
- Estava noiva do fotojornalista Caspian Makan, de 37 anos, que tinha conhecido na Turquia dois meses antes de morrer.
- Ignorou os avisos dos amigos que a aconselhavam a não participar nos protestos. «Não se preocupem, basta uma bala e acaba tudo», argumentava.
- Foi atingida na zona do peito às seis e meia da tarde do dia 22 quando se encontrava numa fila de trânsito na Rua Karegar, ao dirigir-se para uma manifestação.
- Apesar de as imagens divulgadas parecerem mostrar o momento da sua morte, Neda só acabou por falecer a caminho do Hospital Shariati.
- A sua família foi proibida de fazer um funeral numa mesquita ou de colocar panos negros no exterior do seu apartamento em Teerão.
- Foi enterrada no cemitério de Behesht Zahra na zona sul de Teerão.
- Os média locais foram proibidos de relatar a sua morte e os seus amigos souberam da notícia através de parentes que vivem no estrangeiro.
- O vídeo com imagens dos seus últimos momentos filmado por transeuntes com vida tornou-se um fenómeno global através de várias redes sociais na internet, como Twitter ou o Facebook.
- Poucas depois da sua morte apareceram cartazes em manifestações populares em diversas cidades do Mundo com fotos que mostravam a agonia de Neda.
- Curiosamente em Farsi, o nome Neda significa "Voz", o que dá ainda mais força ao movimento da luta iraniana, à medida que se transforma num autêntico mártir.
Fontes:
Para saberem mais sobre o que se passa actualmente no irão, nomeadamente sobre os protestos e manifestações nas ruas de Teerão contra o modo como decorreu a contagem de votos das eleições presidenciais cliquem aqui.
Nota: optei por não mostrar nem fotos nem vídeos com os factos descritos no post para não chocar ninguém visto que este blogue é dirigido especialmente a alunos do ensino secundário. De qualquer modo se alguém estiver interessado em ver o vídeo, que circula em blogues de todo o Mundo, basta procurar no Youtube.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Condomínio da Terra
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Cimeira do G20 chega a acordo sobre "plano de acção global

Mais dinheiro para o FMI e para o comércio mundial
Ajudas aos mais pobres
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372300
Site oficial do G20: http://www.g20.org/terça-feira, 17 de março de 2009
Condomínio da Terra: Apresentada declaração de Gaia em defesa do planeta

"A mãe Gaia é a deusa da Terra. Antes de Gaia existia o Caos, era a confusão total entre o céu, a terra e a água", salientou Paulo Magalhães, principal impulsionador do Condomínio da Terra, em declarações à Lusa.
Este projecto global de preservação do planeta é apresentado terça feira numa cerimónia que terá lugar em Gaia, que também assinala o início da assinatura on-line da Declaração de Gaia, que será formalizada em Julho.
A assinatura da Declaração de Gaia pode ser feita através do site http://www.condominiodaterra.org/.
O texto desta declaração, a que a Lusa teve acesso, refere que as alterações climáticas, essencialmente provocadas por actividades humanas, são uma "realidade ameaçadora" para todos os povos do mundo.
Para inverter este quadro, os signatários consideram necessário criar um sistema económico que promova a redução do consumo dos bens ambientais e assegure a conservação e a recuperação dos ecossistemas.
Nessa perspectiva, o Condomínio da Terra pretende "compatibilizar a organização interna das sociedades humanas com o funcionamento global e interdependente da biosfera".
A declaração considera que a actual crise ambiental resulta de "uma deficiente adaptação das sociedades humanas às circunstâncias impostas pelo planeta", frisando que "a vizinhança global coloca-nos na condição irrenunciável de todos sermos condóminos da Terra".
"Todo e qualquer cidadão do planeta tem direito a uma quota equitativa de uso da atmosfera, da hidrosfera e da biodiversidade", refere um dos artigos do documento, referindo-se às partes comuns do planeta.
Estas partes comuns prestam os denominados Serviços Vitais Ecológicos de Interesse Comum, cuja gestão deve ser assumida a nível global segundo os princípios da administração de um condomínio.
"Falar de Gaia é falar da Terra, por isso vamos aproveitar o nome da nossa cidade para discutir a organização do funcionamento do planeta", frisou Paulo Magalhães, aludindo aos trabalhos da conferência internacional que decorrerá na cidade da margem esquerda do Douro.
Para essa discussão, Paulo Magalhães vai convidar a deslocar-se a Gaia o investigador inglês James Lovelock, que é o autor da Teoria de Gaia, que explica o funcionamento da Terra como um organismo vivo.
Esta teoria, apresentada em 1969, afirma que é a bioesfera que gera, mantém e regula as condições para a sua própria sobrevivência.
Nesse sentido, Gaia representa um planeta vivo, que é muito mais do que uma colecção de seres vivos e ecossistemas, assumindo-se como uma complexa rede de ligações.
O Condomínio da Terra surge, por isso, como uma proposta de evolução das instituições internacionais, que tem como base a indivisibilidade factual dos bens mais essenciais à existência humana. (Lusa, 16.03.09)
Fonte: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9440996.html
Vejam agora este vídeo que faz a promoção do projecto "Condomínio da Terra"
Interessante esta ideia de que a Terra deveria ser gerida a nível global segundo os princípios da administração de um condomínio! O que pensam deste projecto?
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Trafico de Seres Humanos

Os números são os mais diversos, uma certa é certa: o tráfico de seres humanos continua próspero em todo o mundo.
Números oficiais em Setembro de 2004 deste comércio macabro:
- 12 000 milhões de euros é o lucro anual do tráfico de seres humanos no Mundo.
O esquema repete-se em todo o lado. Quando os imigrantes ou os refugiados chegam aos países de destino, as mafias locais começam por lhes ficar com a documentação. Depois obrigam-nos a trabalhar em condições miseráveis e ficam-lhes com grande parte do que recebem. O pretexto é que devem pagar a dívida da viagem, o alojamento, o suborno das autoridades locais, etc. Em pouco tempo estes imigrantes percebem que nunca chegarão a pagar a dívida que supostamente contraíram no início do processo e que não pára de aumentar. Isolados, desconhecendo a língua do país de acolhimento, sem documentação ou em situação ilegal tornam-se presa fácil de máfias que operam a uma escala cada vez mais global.
Os casos repetem-se em todos o continentes e países.
Portugal é referenciado como um dos países onde as máfias traficam pessoas oriundas da Ex-União Soviética (Ucrânia, Moldávia, Rússia, Roménia, Lituania, Bielorrúsia), mas também do Brasil. Serve igualmente de plataforma para o tráfico para outros países, como a Grã-Bretanha.
Em Inglaterra, a imprensa tem denunciou, em Maio de 2003, a existência de milhares de emigrantes portugueses escravizados por mafias locais.
A utilização de crianças em conflitos armados, continua a ser uma prática muito frequente, sobretudo em África. Na Serra Leoa, por exemplo, são raptadas e obrigadas a combater como soldados em grupos rebeldes. Alguns grupos armados chegam inclusivé a marcá-las para que não possam fugir. Muitas são igualmente usadas para detectar e limpar minas. Raparigas com menos de 10 anos, servem de companhia a soldados.
É impressionante a extensão das redes de trafico de crianças para a prostituição. Muitas destas crianças são mortas em práticas sexuais, nomeadamente nos países ditos mais desenvolvidos.
Em Portugal, em 2003, o país acordou para um pesadelo, ao descobrir que numa instituição pública de crianças - Casa Pia - as suas crianças alimentavam uma rede de pedófilos. Esta rede actuava desde os anos 70 na mais completa impunidade.
Muitas mulheres são raptadas, outras são simplesmente iludidas por a promessa de uma vida melhor. O fim para milhões delas é conhecido: a prostituição ou a escravatura. As páginas da imprensa internacional enchem-se destes casos:
Carlos Fontes, in http://imigrantes.no.sapo.pt/page4Trafico.html




