Mostrar mensagens com a etiqueta Globalização. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Globalização. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A globalização não é para todos

Hoje partilho convosco dois vídeos que já passaram por este blogue e que foram apresentados recentemente nas minhas aulas de Geografia C de 12º ano: "Chicken a la Carte", de Ferdinand Dimadura (2005)  e "Offer", um videoclip feito a partir de uma canção de Alanis Morissette, com legendas em português (do Brasil). Ambos os vídeos dão que pensar sobre o mundo em que vivemos em que uns têm tudo e outros nada. Infelizmente, a globalização não é para todos.


Aviso: ambos os vídeos contêm algumas imagens que podem chocar pessoas mais sensíveis (mas é a realidade nua e crua).



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Consumption

Recupero o vídeoclip Consumption sobre o consumismo associado à globalização.



Numa época de crise faz todo o sentido continuar a dizer-se:

Keep on buying... so mutch i don't need! ...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Três acontecimentos globais que marcaram este último fim de semana no nosso Mundo Global

Estas três imagens servem apenas para recordar três acontecimentos muito mediáticos à escala global e que ocorreram neste último fim de semana: o casamento real em Londres (Inglaterra), na sexta;  a beatificação de João Paulo II, no Vaticano e a morte de Bin Laden, próximo de Islamabad (Paquistão) no Domingo. Três acontecimentos que foram acompanhados por muitos milhões de pessoas neste Mundo Global.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Consumption - Globalização e Consumismo



Numa época de crise faz todo o sentido dizer-se:

Keep on buying... so mutch i don't need! ...

domingo, 10 de outubro de 2010

FMI avisa que Portugal será a pior economia da União Europeia em 2015

A notícia de ontem do Público não podia ser mais preocupante para os portugueses. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), Portugal é o país que vai crescer menos, que terá o pior défice orçamental e externo da zona euro e uma das taxas de desemprego mais elevadas. Até a Grécia estará melhor. Leiam a notícia com atenção e digam-me se não estão muito preocupados com o futuro do nosso país.

Daqui a cinco anos, Portugal será o país que vai ficar pior na fotografia da Europa tirada pelo FMI. Depois de entrar em recessão no próximo ano, a economia vai voltar a crescer em 2012, mas a um ritmo mais lento do que qualquer outro país da União Europeia (UE). Além disso, terá o maior défice orçamental e externo, a quarta pior taxa de desemprego e a quinta maior dívida pública da UE. E já nem mesmo poderá consolar-se com a situação da Grécia, que voltará a crescer acima de dois por cento já em 2013.

Nas suas previsões semestrais apresentadas na passada quarta-feira, o FMI reservou para Portugal o seu cenário mais pessimista. A própria previsão de estagnação para 2011 foi revista em baixa por um dos directores da organização, por não incluir as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo. Mas, mesmo sem contabilizar o impacto que a nova dose de contenção orçamental terá na economia, as previsões do FMI são já as mais pessimistas de toda a União Europeia.

Logo a partir de 2012 e até 2015 (que é até onde vão as projecções do FMI), Portugal será o país que vai crescer menos na UE. Daqui a cinco anos, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentará uns tímidos 1,2 por cento, menos de metade da média prevista para os 27 países da UE (2,77 por cento). A Espanha e a Irlanda, dois países que, tal como Portugal, têm sofrido o ataque dos mercados internacionais sobre a dívida pública, vão regressar ao crescimento já no próximo ano e, em 2015, estarão a crescer 2,01 e 3,49 por cento, respectivamente.

Até a Grécia, que desencadeou a turbulência nos mercados internacionais da dívida pública e teve mesmo de recorrer à ajuda da UE e do FMI, vai recuperar mais rapidamente do que Portugal. Após um plano agressivo de austeridade que manterá o país em recessão no próximo ano, a economia grega terá um crescimento duas vezes superior ao da economia portuguesa em 2015. Nos anos anteriores, a diferença entre os dois países será pouco menor.

Do mesmo modo, a Grécia conseguirá reduzir progressivamente o seu défice até 2015, à semelhança de outros países que estiveram no epicentro da crise da dívida pública como a Espanha e a Irlanda. Portugal só conseguirá atenuar o desequilíbrio das contas públicas até 2013. A partir de 2014, ano em que começam a cair as primeiras facturas das parcerias público-privadas relativas às cinco novas subconcessões da Estradas de Portugal, o défice voltará a subir. Em 2015, atingirá 5,82 por cento do PIB, o pior nível da UE e bastante acima do compromisso de três por cento firmado com a Comissão Europeia.

Uma trajectória semelhante será seguida pelo défice externo português que, já no próximo ano, deverá ultrapassar o da Grécia como o pior entre os países da UE. O cenário vai manter-se até 2015, apesar de o défice ir baixando ano após ano. Na dívida pública, Portugal vai manter-se um dos países com piores indicadores em 2015, apresentando o quinto maior nível de endividamento do Estado na UE, depois de Grécia, Itália, Bélgica e Irlanda.

Quanto ao desemprego, é e continuará a ser o calcanhar de Aquiles da economia portuguesa. O FMI prevê que a taxa de desemprego bata um novo recorde em 2012, atingindo os 11,6 por cento da população activa. Só a partir daí, o número de pessoas sem trabalho começará a diminuir, atingindo 10,8 por cento em 2015. Ainda assim, esta será a quarta pior taxa de desemprego da UE, depois da de Espanha (15,3), Grécia (13,4) e Letónia (13).

Os dados do FMI mostram ainda que Portugal é um dos quatro países da zona euro que mais viu aumentar o número de desempregados entre 2008 e 2015. No espaço de sete anos, a taxa de desemprego subiu 3,1 pontos percentuais. Nos países da moeda única, só a Grécia, a Espanha e a Irlanda tiveram aumentos superiores.

A agravar o cenário, Portugal não conseguirá recuperar os postos de trabalho perdidos na sequência da crise económica e financeira dos últimos anos, chegando a 2015 com uma taxa de desemprego bastante superior à registada em 2008 - 10,83 contra 7,74 por cento.

Partindo dos actuais números da população activa, isso significa que, daqui a cinco anos, haveria 604 mil de desempregados, ou seja, mais do que os actuais 590 mil. O próprio Banco de Portugal, quando lançou anteontem as suas últimas previsões para a economia, alertou que o desemprego iria continuar a subir "num futuro próximo". Isto irá estrangular o consumo privado e o investimento, comprometendo o crescimento da economia.

A piorar a situação, as previsões de desemprego do FMI não contabilizam o impacto das novas medidas de austeridade, anunciadas na semana passada pelo Governo. Com um corte de cinco por cento na massa salarial da função pública, com o congelamento das pensões e com um aumento do IVA para 23 por cento, entre outras medidas, dificilmente o mercado de trabalho conseguirá dar sinais de retoma nos tempos mais próximos.

Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-avisa-que-portugal-sera-a-pior-economia-da-ue-em-2015_1460191

Numa entrevista hoje ao semanário Expresso, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos,  admitiu que com taxas de juro que se aproximem dos sete por cento, Portugal “entra num terreno” em que é melhor recorrer ao fundo europeu e ao FMI. Actualmente, as taxas de juro da dívida portuguesa estão acima dos 6 por cento, depois de terem estado a um máximo histórico de 6,5 por cento.

“Com taxas de juro que se aproximem dos sete por cento entramos num terreno onde essa alternativa começa a colocar-se, comparando-se os custos de financiamento”, disse Teixeira dos Santos ao Expresso.

A taxa de juro da dívida portuguesa é o preço que os mercados pedem a Portugal pelo dinheiro que o país pede emprestado.

Será que o FMI vai, de facto, entrar no nosso país e disciplinar as contas públicas de Portugal e fazer aquilo que nós (governantes/políticos portugueses) não somos capazes ou não queremos ou não temos coragem para fazer? Vão ser exigidos ainda mais sacrifícios aos portugueses (ou seja, aos do costume)?

domingo, 19 de setembro de 2010

A Globalização - oportunidade ou uma ameaça?


A Globalização é um processo multidimensional (económico, social, político e cultural) através do qual as pessoas, os governos e as empresas trocam ideias, realizam transacções financeiras e comerciais e difundem aspectos culturais à escala planetária.

Caracteriza-se pela difusão a todo o planeta de modelos (económicos, sociais e políticos e culturais) de forte inspiração ocidental (EUA, Europa Ocidental), baseados na economia de mercado (capitalista) e na organização social e política do tipo liberal, e traduz-se num fluxo crescente de bens, pessoas, capitais, informações e serviços à escala global.

A globalização caracteriza-se, entre outros aspectos, pela:

- difusão do modelo liberal de economia de mercado;

- intensificação das trocas comerciais de natureza diversa à escala mundial;

- concorrência acrescida/competição feroz entre empresas;

- crescente importância das ETN como actores do processo de globalização;

- domínio das trocas ditas transnacionais e intra-empresariais;

- abertura das fronteiras aos grandes fluxos planetários (de bens, pessoas, capitais, informações e serviços comerciais);

- diminuição/”desnacionalização” do papel/peso do Estado;

- deslocalização contínua das empresas, procurando reduzir os custos de produção;

- utilização crescente das novas tecnologias de informação e comunicação.

- consumo de massas de produtos standard.


A Globalização tem aspectos positivos, a saber:

- o sistema de trocas internacionais favorece a especialização e a eficiência produtiva, permitindo a cada país aperfeiçoar-se nas produções em que possui vantagens comparativas;

- o fluxo de capitais e de pessoas e a internacionalização das empresas, facilitam a difusão internacional das inovações e o progresso científico, alargando as possibilidades de produção;

- os consumidores ganham ao adquirirem bens a preços mais baixos, devido à redução dos custos de produção, e ao acederem a uma maior diversidade de bens e serviços.


No entanto, a globalização também acarreta também muitos problemas. Os três cartoons que se seguem evidenciam três dos principais problemas que estão associados à Globalização que gostava que comentassem.






Para terminar, deixo-vos um pequeno trabalho em vídeo realizado por alunos brasileiros para a disciplina de Geografia.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A erupção do vulcão Eyjafjllajokull está a lançar o caos no tráfego aéreo em grande parte da Europa


Mais de 50 por cento do tráfego aéreo previsto para hoje na Europa deverá ser anulado por causa da nuvem de cinzas vulcânicas que vem da Islândia, da erupção do vulcão Eyjafjllajokull de que já vimos imagens neste blogue num post anterior.

A Eurocontrol conta que se realizem 11.000 voos, quando num dia normal esse número seria de 28.000. Dos 300 voos previstos para esta manhã entre a América do Norte e a Europa, só 100 a 120 puderam ser assegurados. O espaço aéreo continua fechado na Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Estónia, no Norte da França, incluindo aeroportos de Paris, e em algumas zonas da Alemanha e da Polónia, incluindo Varsóvia. Na Holanda, foram suspensos todos os voos no aeroporto de Amesterdão. O tráfego aéreo nos aeroportos asiáticos começa também a ser afectado, e, assim, um fenómeno muito local (Inslândia) transforma-se rapidamente num problema global.

Tudo isto acontece porque as cinzas expelidas pelos vulcões são um grande risco para a aviação civil, porque podem danificar os motores dos aviões e reduzir drasticamente a visibilidade. Por isso é que foram encerrados inúmeros aeroportos por causa da erupção do vulcão islandês.

Ao longo dos últimos 20 anos, foram registados 80 casos de aviões apanhados em nuvens de partículas vulcânicas. As cinzas provocaram a perda de dois Boeing 747 e danificaram outros 20 aparelhos, com custos de reparação na ordem de centenas de milhões de euros, segundo peritos.

Na alta atmosfera, onde circulam os aviões comerciais, a cinza vulcânica pode causar uma avaria no motor, danificar as pás das turbinas ou ainda as sondas electrónicas de Pitot, podem provocar a perda de aparelhos e mortes.

Com o tráfego de passageiros a aumentar 5 por cento ao ano no mundo, o carácter imprevisível das erupções vulcânicas pode fazer deste novo risco uma ameaça significativa.

O primeiro caso amplamente documentado de um avião que atravessou uma nuvem de cinzas vulcânicas foi o de um voo da British Airways em 1982, no momento da erupção do vulcão indonésio Gulanggung.

Todos os reactores do avião perderam a potência enquanto o aparelho atravessava uma nuvem de cinzas. A aeronave caiu mais de 4 mil metros antes de chegar a um lençol de ar não poluído, o que permitiu o recomeço dos motores.

O avião conseguiu então finalmente uma aterragem de urgência em Jacarta, apesar de um dos pára-brisas ter ficado completamente opaco por causa das cinzas.

Em 1989, um avião assegurando o voo KLM 747 entre Amesterdão e Anchorage, no Alasca, deu por si no meio de uma nuvem de cinzas do vulcão Redoubt, a 177 quilómetros da cidade norte-americana, apesar dos sistemas de alerta previstos, o que levou à perda de potência dos motores. Conseguiu ainda aterrar em Anchorage, mas a substituição dos quatro motores danificados custou 80 milhões de dólares.

Durante as grandes erupções do vulcão indonésio de Pinatubo em 1991 – quando as nuvens de cinzas tiveram ainda uma influência sobre o clima – foram reportados mais de 40 incidentes com aviões.

Nos trópicos – no caso de Pinatubo – as nuvens de cinzas podem-se manter “vários meses, até mesmo um ano” a mais de 18 quilómetros de altitude, bloqueando os raios solares, com um impacto na temperatura ao sol, diz Tourre. Mas a situação deverá ser diferente no caso do vulcão islandês.

Fonte: Público

Vejam agora um vídeo da TVGlobo alusivo ao assunto.



segunda-feira, 29 de março de 2010

Nem a crise económica trava corrida internacional ao armamento


O último relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri) concluiu que nem a crise económica global trava a corrida internacional ao armamento e que a China e Índia estão mais contidas, mas mantêm liderança nas compras e que, por outro lado, os EUA, Rússia e a UE são os principais fornecedores. Vejam de seguida o artigo desenvolvido pelo jornal Público sobre este relatório.


Há uma corrida às armas na Ásia e na América do Sul, e, ainda que em menor escala, no Médio Oriente. Em África moram também importantes clientes de armamento convencional, uma indústria em que os compradores até podem ir variando, mas os grandes vendedores são quase sempre os mesmos.

É isso, e mais, que diz o último relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). O estudo confirma que no período 2005-2009 as vendas aumentaram 22 por cento face aos cinco anos anteriores, apesar da crise, e que a distribuição regional se manteve relativamente estável, com a região Ásia-Oceânia como principal compradora, seguida por Europa, Médio Oriente, Américas e África. Os aviões de combate representam 27 por cento do volume de transacções, refere o estudo do Sipri, que desde 1966 faz o levantamento dos movimentos de armas convencionais, caso de aviões, blindados, artilharia, sensores, mísseis, navios ou submarinos. As armas ligeiras e munições não estão incluídas.

"Estados com recursos compraram quantidades consideráveis de aviões de combate a preços elevados. Os países vizinhos reagiram a essas aquisições com as suas próprias en- comendas", observa Paul Holtom, responsável pelo programa de acompanhamento da transferência de armas do Sipri. "As encomendas e entregas dessas armas potencialmente desestabilizadoras levaram a uma corrida ao armamento em regiões onde reina a tensão: Médio Oriente, Norte de África, América do Sul, Ásia do Sul e Sudeste asiático", assinala o relatório.

O trabalho do instituto não regista os fluxos financeiros reais das operações. Para elaborar as suas tabelas, o Sipri compara períodos de cinco anos e calcula o valor dos equipamentos tendo em conta o seu "poder militar". "É uma forma de comparar a uma escala global, uma vez que algumas armas são vendidas a "preço de saldo" em alguns países e como "bens de luxo" noutros", explicou ao PÚBLICO a directora de comunicação do Sipri, Stephanie Blenckner. O instituto fez até 2007 estimativas de custos, mas abandonou essa prática, até porque informação rigorosa é coisa que muitos governos não fornecem. As tendências e variações percentuais registadas permitem, no entanto, identificar fluxos de armamento e pólos de tensão no globo.

A China e a Índia abrandaram as compras, em 20 por cento e sete por cento, respectivamente, mas continuam a ser os dois grandes compradores mundiais. Mas outros países seguiram a tendência inversa. Foi o caso de Singapura, Estados Unidos, Paquistão ou Malásia, que nos últimos anos reforçaram os investimentos em equipamento militar. O grupo dos cinco principais compradores - em que à China e Índia se juntam Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul e Grécia - foi responsável por 32 por cento do total das aquisições, uma quota ligeiramente menor do que os 38 por cento do quinquénio anterior.

Riscos de desestabilização

Os países agrupados na categoria Ásia-Oceânia importaram 41 por cento das armas convencionais, o que representa uma subida de 11 por cento face a 2000-2004. Para o Nordeste asiático foram vendidas 46 por cento do total de armas compradas na região, contra 27 por cento da Ásia do Sul e 20 por cento do Sudeste asiático.

Entre os dez principais importadores mundiais cinco são asiáticos: à China e Índia somam-se a Coreia do Sul, na terceira posição, Singapura, na sétima, e Paquistão, na décima. No Sudeste asiático as compras quase duplicaram, com alguns países a registarem crescimentos astronómicos: 722 por cento a Malásia, 146 Singapura, 84 a Indonésia. Singapura tornou-se no primeiro estado da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) a integrar a lista de maiores compradores de armas desde o fim da guerra do Vietname, nos anos 1970, destaca o Sipri.

A "vaga de aquisições pode desestabilizar a região, pondo em causa décadas de paz", afirma o especialista do instituto em Ásia, Siemon Wezeman. Analistas citados pelo Financial Times e pela BBC vêem o crescimento das compras de armamento na região como uma resposta ao poderio da China e associam-no a receios de que as disputas territoriais possam assumir um carácter bélico.

A Europa recebeu 24 por cento das armas transaccionadas, uma ligeira quebra percentual face aos 25 por cento do período anterior, mas mantém-se como segundo grande bloco importador. E nela é a Grécia o principal receptor, ainda que tenha descido da terceira para a quinta posição mundial. A transferência de 26 aviões de combate norte-americanos F-16C e de 25 Mirage-2000-9 franceses representou por si só 38 por cento das importações de Atenas, tradicional grande comprador devido à histórica tensão com a vizinha Turquia.

Os países das Américas ficaram com 11 por cento das importações globais, percentagem equivalente à dos cinco anos anteriores. Os Estados Unidos são o maior cliente do continente, oitavo na tabela global, o que não é uma surpresa. Mas foi na América do Sul que, com um crescimento de 150 por cento sobre o período anterior, se registou o salto mais significativo. O Chile, com aquisições recentes de tanques alemães e aviões de combate brasileiros, surge como o principal comprador da região, décimo terceiro na tabela global. Mas a Venezuela, o Brasil e o Peru têm também estado muito activos. "Há sinais de com- petição na compra de armas na América do Sul. Isto mostra que precisamos de mais transparência e medidas de confiança para reduzir a tensão na região", comentou Mark Bromley, investigador do Sipri e especialista em América Latina.

O Médio Oriente, destino de 17 por cento das armas transaccionadas, registou um aumento de 22 por cento nas importações. Uma análise mais fina mostra que o principal cliente na região, quarto a nível mundial, foram os Emirados Árabes Unidos, com 33 por cento, seguidos de Israel, com 20, e Egipto, com 13. O Irão surge num discreto vigésimo nono lugar, mas foi o segundo maior cliente da China, tendo-lhe comprado, segundo dados complementares divulgados pela agência AP, mais de mil mísseis terra-ar e terra-mar e meia centena de veículos de combate.

África representa uma fatia de sete por cento no negócio de armas convencionais, um por cento a mais do que nos cinco anos precedentes. A Argélia, com 43 por cento das compras do continente e presença no top ten mundial, e a África do Sul, com 28 por cento, são os grandes importadores. O terceiro cliente de armas convencionais é o Sudão, com cinco por cento do total. Os fluxos de armas para zonas instáveis mantêm-se: Chade e Quénia são, além do Sudão, destinos referenciados pelo Sipri, que faz eco de rumores de que parte do equipamento enviado para este último país teria como destino final o Governo do Sul do Sudão.

Os conflitos locais levaram a que sete dos 12 embargos a vendas de armas aprovados no ano passado pelas Nações Unidas, muitos com uma eficácia duvidosa e frequentemente violados, visassem países africanos. "Em diversos casos, volumes relativamente pequenos de armas fornecidas a países da África subsariana tiveram um forte impacto nas dinâmicas dos conflitos regionais", lembra o instituto.


João Manuel Rocha

Fonte: http://jornal.publico.pt/noticia/27-03-2010/nem-a-crise-economica--trava-corrida-internacional-ao-armamento-19075958.htm

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"


Loja do Comércio Justo na Rua de Cedofeita fechou em finais de Fevereiro

Hoje de manhã, na Escola Secundária de Rio Tinto, os alunos do 12º I, na disciplina de Geografia C, participaram numa actividade inserida no projecto Rede Nacional de Consumo Responsável. Infelizmente, os recursos tecnológicos não funcionaram, o que obrigou a dinamizadora, Drª Ana Luísa Coelho, a alterar significativamente a actividade.

Apesar destas dificuldades, espero que os alunos tenham aprofundado um pouco mais os seus conhecimentos sobre o Consumo Responsável e o Comércio Justo e que tenham ficado mais sensibilizados para esta temáticas.

A propósito desta actividade, ficam aqui duas notícia do JPN - Jornalismo Porto Net do curso de Ciências da Educação da Universidade do Porto e que fazem referência ao Comércio Justo em Portugal e a dois dos voluntários da Associação Reviravolta: o eng. Miguel Pinto e a doutora Ana Luísa Coelho (que hoje esteve presente na nossa Escola).




Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"

Primeiro activista do comércio justo no país esteve presente, esta quarta-feira, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

"Não é suficiente convidar as pessoas para falar. Estou aqui numa casa que não pratica o comércio justo". Foi num tom crítico que Miguel Pinto, primeiro voluntário do movimento em Portugal, deu o mote para a conferência que levou, esta quarta-feira, o tema do consumo responsável à Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

Acompanhado por Ana Luísa Coelho, também ela activista do Comércio Justo, Miguel Pinto traçou um retrato bastante negativo sobre a situação do movimento em Portugal. "Enquanto que na Europa, o Comércio Justo tem vindo a crescer, aqui a tendência é decrescente", principalmente por causa de uma "falta de ONGs com capital para investir na iniciativa", detecta Miguel Pinto.

Para o voluntário e fundador da associação Reviravolta, o problema principal do comércio justo assenta na falta de influência: "Não temos lobby, não há leis que obrigam as instituições a utilizar o comércio justo" e "não existem em Portugal muitas ONGs" com "capital para investir" no projecto. Razões que, para Miguel Pinto, explicam a "tendência decrescente" do comércio justo que, no Porto, se reflectiu no recente encerramento de uma loja na Rua de Cedofeita.

Tanto Miguel Pinto como Ana Luísa Coelho enfatizaram o trabalho feito com escolas, a nível de sensibilização para a questão do comércio justo e sustentável. Contudo, o activista notou que "está na moda" convidar activistas para leccionar sobre o Comércio Justo, mas que "sem a parte comercial" a iniciativa está numa "situação difícil".

"Podemos explicar às crianças que vale a pena optarem pelo comércio justo, mas se depois não têm onde comprar, acaba por ser uma actividade um pouco oca", completou Ana Luísa Coelho, parceira na coordenação da Rede Nacional do Consumo Responsável. No entanto, ambos os convidados clarificaram que não vão desistir da actividade.

Miguel Pinto lamentou ainda a falta de "cultura de voluntariado" em Portugal. "É preciso uma certa revolta responsável, porque as empresas são cordeirinhos. Se o público optar pelo comércio justo, vão atrás", refere o activista.

Inserida no I Ciclo de conferências sobre consumo responsável promovido pela FLUP e pela Universidade Católica Portuguesa , a sessão desta quarta-feira incluiu ainda a de venda vários produtos de Comércio Justo. Depois da reunião, o público foi convidado a experimentar "café, chá e compotas" gratuitamente.

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/14/comercio_justo_em_portugal_esta_em_tendencia_decrescente.html




O Comércio Justo: Uma Loja do Mundo sobrevive no Porto

No espaço recuperado no Parque da Cidade, a associação Reviravolta expõe produtos de todo o Mundo. O principal objectivo é mudar a atitude dos consumidores portuenses.

Situada no Núcleo Rural de Aldoar desde 2002, a pequena quinta que alberga a Loja do Mundo esconde-se atrás de videiras entrelaçadas e muros de pedra. Um cavalete pousado no chão, a poucos metros da entrada, sustenta o placard da Associação Reviravolta e anuncia a especificidade do espaço onde se está prestes a entrar: Comércio Justo. Sobre as pesadas portas vermelhas, os logótipos das duas associações cooperantes: Altromercato e Equação.

O Comércio Justo, trazido para Portugal há dez anos, tem tido uma adesão lenta e alguns pequeno espaço da Associação Reviravolta, no Parque da Cidade, sobrevive.

Entre o chão de madeira e o tecto inclinado da quinta, erguem-se as estantes e prateleiras coloridasprateleiras coloridas pelos produtos justos que expõem: chocolate mexicano, frutos secos da Amazónia, compota do Equador, artesanato do Nepal, chá do Sri Lanka, CDs de música do Mundo.

Envolvido no projecto há quatro anos, Diogo Vaz é voluntário e faz parte da direcção da associação. Antes da Reviravolta, já estava familiarizado com o conceito de Comércio Justo, mas foi através de uma amiga que percebeu como funcionava este movimento.

Como refererefere, o objectivo da Reviravolta, além de comercializar produtos de Comércio Justo, é promover uma atitude diferente no consumidor face aos preços dos produtos, compreendendo o seu percurso até chegarem às prateleiras das grandes superfícies.

Voluntariado
A associação sem fins lucrativos é totalmente constituída por voluntários. Uma das voluntárias, Katharina, chegou ao Porto em Agosto, através do Serviço Voluntário Europeu (SVE). Vem de uma pequena vila na Áustria, e ainda estranha o ritmo e a dimensão da cidade.

"Queria ir para outro país para ter uma experiência diferente, ver uma cultura nova, aprender uma outra língua e também para trabalhar numa área diferente", explica. Durante uma pesquisa online acabou por tropeçar no projecto da Reviravolta, que viu como uma boa causa, e aceitou o desafio de vir para Portugal durante meio ano.

Como voluntária, Katharina passa grande parte dos seus dias aqui, no espaço que cria a ligação entre o projecto da associação e o público em geral. Além do trabalho na loja, acompanha outros eventos, como os projectos de formação para jovens. São várias as acções de divulgação promovidas pela Reviravolta no Grande Porto. Na loja, foi criado um canto especificamente com este propósito - a JustotecaJustoteca: um espaço com material bibliográfico para consulta dos visitantes.

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2010/01/05/o_comercio_justo_uma_loja_do_mundo_sobrevive_no_porto.html

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Segundo Mundo, um livro de Parag Khanna


Acabei de ler o livro "O Segundo Mundo - Como as potências emergentes estão a redefinir a concorrência global no século XXI" de Parag Khanna, conceituado especialista em política global, que propõe uma teoria original capaz de explicar as complexas dinâmicas que estão a regular a política global neste início do século XXI. Segundo ele, o mercado geopolítico é dominado pelo que ele designa como «os três impérios», três superpotências do Primeiro Mundo, os EUA, a Europa e a China que competem agora entre si para atrair para a sua órbita os países que se enquadram no conceito de «Segundo Mundo», regiões estratégicas situadas na Europa de Leste, na Ásia Central, no Médio e Extremo Oriente e na América Latina. Para as três superpotências, controlar os recursos energéticos e naturais, assim como os governos dessas nações, será decisivo no decorrer dos próximos anos. Um livro notável publicado pela Editorial Presença que recomendo a todos, especialmente aos alunos do 12º ano de Geografia C e a todos os interessados pelas questões da globalização e da geopolítica mundial.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Shakira em Portugal para assistir à cimeira Ibero-Americana

A cantora Shakira e a presidente chilena, Michelle Bachelet


A cantora Shakira participou na XIX Cimeira Ibero-Americana, que está a decorrer entre os dias 29 de Novembro e 1 de Dezembro, no Estoril.

A cantora colombiana Shakira e Jeffrey Sachs, Economista do Earth Institute da Universidade de Columbia, participaram em reuniões bilaterais com alguns Chefes de Estado e de Governo da América Latina para promover a urgência de se conseguir uma cobertura universal da educação, saúde e nutrição das crianças da América Latina entre os 0 e os 6 anos.

Shakira, fundadora e activista da Fundação ALAS (Fundación América Latina en Acción Solidaria), apresentou aos Chefes de Estado a Aliança Regional pelo Desenvolvimento Infantil Precoce (DIT).

A ALAS pretende assinar um acordo com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) para promover a componente da Primeira Infância do Programa «Metas Educativas 2021: a Educação que queremos para a Geração dos Bicentenários», que tem como objectivo a cobertura universal da educação em 2021.


Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/musica/shakira-cimeira-ibero-americana/1106151-4060.html


Site da Fundação Alas: http://www.fundacionalas.org.ar/

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chicken a la Carte

Ainda a propósito de tema do post anterior, fiquem com "Chicken a la carte", um pequeno filme Ferdinand Dimadura, de 2005, que já esteve em exibição neste blogue no ano lectivo anterior e que aborda o tema da fome e da pobreza trazidas pela globalização.

sábado, 26 de setembro de 2009

G20 transforma-se em fórum permanente da economia global



Os líderes do G20, o grupo de países que representa 85 por cento do Produto Interno Bruto mundial, concordaram ontem, em Pittsburgh (EUA), em transformar a organização num fórum permanente de administração da economia global, com maior capacidade para coordenar as políticas domésticas dos seus membros. Para mais pormenores leiam a notícia de hoje do "Público".

O acordo institui uma espécie de uma "nova ordem económica mundial", que deixa para segundo plano grupos como o G7 e o G8 (que não deixarão, contudo, de se reunir para debater questões geoestratégicas e de segurança) e atribui maior importância ao papel dos países emergentes.

"O antigo sistema de cooperação económica acabou, a partir de agora temos um novo sistema. O G20 tornou-se a principal organização económica para lidar com os problemas económicos mundiais", decretou o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, no encerramento da cimeira de Pittsburgh.

O objectivo declarado por todos os membros é promover e sustentar o crescimento económico, contribuindo para o emprego, a igualdade de oportunidades e a preservação do planeta. A sua preocupação mais imediata é evitar que desequilíbrios económicos e crises financeiras, como a provocada pelo rebentamento da bolha do crédito nos Estados Unidos, voltem a repetir-se.

"A nossa resposta pronta ajudou a parar o declínio acentuado e perigoso da actividade global e estabilizou os mercados financeiros", dizia o comunicado final. Mas os membros do G20 prometeram mais para o futuro, em termos de regulação financeira, de estabilização monetária e de liberalização comercial.

Este G20 "revigorado" continua a não ter poder decisório próprio nem capacidade para aplicar sanções. Mas enquanto espaço de discussão, concertação e supervisão de políticas económicas, ganha uma nova capacidade para exercer pressão política e influenciar os governos. O seu Conselho de Estabilização Financeira responsabilizará publicamente os dirigentes que não estejam a cumprir os compromissos assumidos - o G20 vai passar a reunir duas vezes por ano para dar conta dos seus progressos.

Em Pittsburgh, já foram assumidos vários compromissos. Os Estados Unidos, a braços com um défice recorde de 1,8 milhões de milhões de dólares, (13 por cento do PIB), prometeram tomar medidas no sentido da promoção da poupança. A China, cujo crescimento é sustentado nas exportações, anunciou planos para o fomento do consumo doméstico.

Os membros do G20 comprometeram-se a manter em vigor os respectivos planos de apoio e estímulo económico, lançados a título extraordinário para responder à recessão global, e evitaram para já falar em "estratégias de saída" - apesar de reconhecerem que, mais cedo ou mais tarde, os governos deixarão de apoiar a economia com programas especiais.

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/26-09-2009/g20-transformaseem-forum-permanenteda-economia-global-titulo-a-para-texto-principal-em-pagina-de-abertura-destaques-ou-17897379.htm



O Grupo dos 20 (ou G20) é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Visa a favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países, que juntos compreendem 85% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços da população mundial.
Membros: África do Sul, Alemanha , Arábia Saudita , Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália , Japão, México, Reino Unido, Rússia , Turquia e a União Europeia


Site oficial do G20: http://www.g20.org/

quarta-feira, 8 de julho de 2009

G8 concordam reduzir emissões de carbono em 80 por cento até 2050

Obama e Medvedev cozinham o aquecimento global, numa acção da Oxfam

Os países do G8 concordaram hoje numa redução em 80 por cento das suas emissões de carbono até 2050 e defendem para os países emergentes uma redução de 50 por cento no mesmo período. Um conselheiro do presidente russo Dimitri Medveded tinha considerado "inaceitável" uma redução de 80 por cento, mas as primeiras informações referem que este país também deu o seu acordo. A oposição da China e da Índia impedirá, no entanto, salvo acordo de última hora, que a decisão seja amanhã ratificada pelo fórum das principais economias do mundo, que reúne o G8 e as economias emergentes também em L’Aquila, Itália. As metas aprovadas pelo G8 permitiriam conter o aquecimento global em níveis inferiores a dois graus centígrados face aos valores anteriores à industrialização. É a primeira vez que este grupo de países, que representam 13 por cento da população do planeta e 40 por cento das emissões mundiais, considerados os maiores “poluidores históricos”, segue as recomendações dos cientistas. O G8 junta-se assim a uma centena de países, entre os quais os da União Europeia, que já tinham aprovado o limite de aquecimento de dois graus. A mudança de posição deve-se, em boa medida, à alteração no modo como os Estados Unidos passaram a encarar o problema desde a entrada em cena do novo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A Reuters observa, no entanto, que a declaração do G8 abre-se a diferentes interpretações ao deixar em aberto o ano base para a redução de 80 por cento: pode ser “1990 ou com anos mais recentes”, dizem.

Fonte: Público, 08.07.09

Uma excelente notícia para o nosso planeta ou apenas mais um conjunto de boas intenções?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Neda, o novo símbolo da luta iraniana

Neda Soltan
- Nasceu no Irão, tinha 26 anos e é a segunda de três filhos.

- O seu pai era um funcionário público e a sua mãe dona-de-casa.

- Estudou Filosofia Islâmica na Universidade de Azad em Teerão.

- Estudou para ser guia turística e teve aulas de turco na esperança que o seu emprego a levasse a viajar para outros países.

- Tocava piano e cantava. Gostava de música pop persa.

- Gostava da poesia do iraniano Rumi e do Americano Robert Frost.

- Estava noiva do fotojornalista Caspian Makan, de 37 anos, que tinha conhecido na Turquia dois meses antes de morrer.

- Ignorou os avisos dos amigos que a aconselhavam a não participar nos protestos. «Não se preocupem, basta uma bala e acaba tudo», argumentava.

- Foi atingida na zona do peito às seis e meia da tarde do dia 22 quando se encontrava numa fila de trânsito na Rua Karegar, ao dirigir-se para uma manifestação.

- Apesar de as imagens divulgadas parecerem mostrar o momento da sua morte, Neda só acabou por falecer a caminho do Hospital Shariati.

- A sua família foi proibida de fazer um funeral numa mesquita ou de colocar panos negros no exterior do seu apartamento em Teerão.

- Foi enterrada no cemitério de Behesht Zahra na zona sul de Teerão.

- Os média locais foram proibidos de relatar a sua morte e os seus amigos souberam da notícia através de parentes que vivem no estrangeiro.

- O vídeo com imagens dos seus últimos momentos filmado por transeuntes com vida tornou-se um fenómeno global através de várias redes sociais na internet, como Twitter ou o Facebook.

- Poucas depois da sua morte apareceram cartazes em manifestações populares em diversas cidades do Mundo com fotos que mostravam a agonia de Neda.

- Curiosamente em Farsi, o nome Neda significa "Voz", o que dá ainda mais força ao movimento da luta iraniana, à medida que se transforma num autêntico mártir.

Fontes:


Para saberem mais sobre o que se passa actualmente no irão, nomeadamente sobre os protestos e manifestações nas ruas de Teerão contra o modo como decorreu a contagem de votos das eleições presidenciais cliquem aqui.

Nota: optei por não mostrar nem fotos nem vídeos com os factos descritos no post para não chocar ninguém visto que este blogue é dirigido especialmente a alunos do ensino secundário. De qualquer modo se alguém estiver interessado em ver o vídeo, que circula em blogues de todo o Mundo, basta procurar no Youtube.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Condomínio da Terra

No Dia Mundial da Terra (22 de Abril) fica aqui mais uma vez um vídeo promocional do projecto "Condomínio da Terra", agora em Português, com a locutora Sílvia Alberto.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Cimeira do G20 chega a acordo sobre "plano de acção global


Os líderes mundiais chegaram hoje a um “acordo de acção global” para reactivar a economia internacional, que passa pela reforma do sistema bancário (que incluirá a penalização dos paraísos fiscais), estímulos ao crescimento económico, a revisão das instituições internacionais, o apoio ao comércio global e novos fundos para o combate à pobreza. Na conferência de imprensa final da cimeira do G20, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou ainda que os líderes mundiais planeiam voltar a encontrar-se até ao final do ano. Segundo ele, o encontro servirá para "monitorizar os progressos" conseguidos: "Não vamos hesitar enquanto há pessoas a perder os seus empregos". Em declarações aos jornalistas, Gordon Brown sublinhou a importância do consenso conseguido no encontro de Londres, dizendo estar convicto que as medidas aprovadas vão permitir “encurtar a recessão”. “Esta é uma acção colectiva em que toda a gente se comprometeu a fazer o seu melhor” para dar resposta à pior crise que o globo atravessa em mais de 70 anos. Sintetizando as medidas adoptadas, Brown explicou que os países mais industrializados e as principais economias mundiais chegaram a compromissos em seis áreas distintas, que abrangem boa parte das propostas trazidas pelos vários dirigentes para o encontro de Londres.

OCDE fará lista

Entre elas conta-se uma “profunda reforma do sistema bancário” a nível internacional, que irá abarcar, entre outros aspectos, uma nova regulamentação para as agências de notação e os fundos de investimento. Mas a medida mais visível será a criação de uma lista de paraísos fiscais que não cumprem as regras de transparência – tarefa que estará a cabo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Indo ao encontro de uma das principais pretensões do Governo francês, a lista será divulgada “ainda hoje”, anunciou Gordon Brown. Ainda neste âmbito, o G20 decidiu fixar novas regras para a atribuição de prémios aos gestores financeiros, uma matéria que gerou grande polémica nos Estados Unidos e Reino Unido. “Não haverá recompensas para o fracasso”, garantiu Brown.

Mais dinheiro para o FMI e para o comércio mundial

Tal como já tinha sido adiantado por fontes diplomáticas, o G20 acordou também um pacote de um milhão de milhões de dólares para reforçar a capacidade de intervenção das instituições financeiras internacionais. Metade deste montante será gerido pelo Fundo Monetário Internacional (instituição que concede empréstimos de emergência a países em dificuldade), que vê assim triplicar o seu orçamento. O novo pacote junta-se aos valores já disponibilizados individualmente pelos países, elevando para níveis inéditos o estímulo fiscal à economia. Segundo fontes diplomáticas, a maior parte dos novos fundos (que vão triplicar o orçamento disponível do FMI) serão disponibilizados pela China, Japão e alguns países europeus.Também o comércio internacional – em queda acentuada nos últimos meses – mereceu especial atenção na cimeira, tendo os líderes mundiais acordado retomar as negociações para a liberalização das trocas (um das principais reivindicações dos países emergentes). Em paralelo, será criado um fundo de 250 mil milhões para, ao longo dos próximos dois anos, financiar e dar garantias às exportações e importações. Este valor é mais do dobro do montante inicialmente previsto por Gordon Brown.

Ajudas aos mais pobres

Numa outra medida inédita, o G20 decidiu que o FMI poderá vender parte das suas reservas de ouro para financiar a ajuda ao desenvolvimento dos países mais pobres – uma medida que o primeiro-ministro britânico diz demonstrar que os mais ricos “não vão passar ao lado” dos que mais necessitam. Brown disse ainda ter existido um consenso para aumentar a representação dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais, a começar pelo FMI.Apesar de assumir que “não há soluções rápidas”, Brown sublinhou que o mundo se comprometeu em Londres “a fazer tudo o que for necessário”. Da cimeira, acrescentou, “não resultaram concepções filosóficas abstractas mas medidas concretas e isso é muito importante”. (Público on line, 02.04.09)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372300

Site oficial do G20: http://www.g20.org/

terça-feira, 17 de março de 2009

Condomínio da Terra: Apresentada declaração de Gaia em defesa do planeta


O Condomínio da Terra será formalizado com a Declaração de Gaia, que vai ser assinada a 5 de Julho, numa conferência internacional que terá lugar na única cidade portuguesa com o nome da deusa da Terra na mitologia grega.
"A mãe Gaia é a deusa da Terra. Antes de Gaia existia o Caos, era a confusão total entre o céu, a terra e a água", salientou Paulo Magalhães, principal impulsionador do Condomínio da Terra, em declarações à Lusa.
Este projecto global de preservação do planeta é apresentado terça feira numa cerimónia que terá lugar em Gaia, que também assinala o início da assinatura on-line da Declaração de Gaia, que será formalizada em Julho.
A assinatura da Declaração de Gaia pode ser feita através do site http://www.condominiodaterra.org/.
O texto desta declaração, a que a Lusa teve acesso, refere que as alterações climáticas, essencialmente provocadas por actividades humanas, são uma "realidade ameaçadora" para todos os povos do mundo.
Para inverter este quadro, os signatários consideram necessário criar um sistema económico que promova a redução do consumo dos bens ambientais e assegure a conservação e a recuperação dos ecossistemas.
Nessa perspectiva, o Condomínio da Terra pretende "compatibilizar a organização interna das sociedades humanas com o funcionamento global e interdependente da biosfera".
A declaração considera que a actual crise ambiental resulta de "uma deficiente adaptação das sociedades humanas às circunstâncias impostas pelo planeta", frisando que "a vizinhança global coloca-nos na condição irrenunciável de todos sermos condóminos da Terra".
"Todo e qualquer cidadão do planeta tem direito a uma quota equitativa de uso da atmosfera, da hidrosfera e da biodiversidade", refere um dos artigos do documento, referindo-se às partes comuns do planeta.
Estas partes comuns prestam os denominados Serviços Vitais Ecológicos de Interesse Comum, cuja gestão deve ser assumida a nível global segundo os princípios da administração de um condomínio.
"Falar de Gaia é falar da Terra, por isso vamos aproveitar o nome da nossa cidade para discutir a organização do funcionamento do planeta", frisou Paulo Magalhães, aludindo aos trabalhos da conferência internacional que decorrerá na cidade da margem esquerda do Douro.
Para essa discussão, Paulo Magalhães vai convidar a deslocar-se a Gaia o investigador inglês James Lovelock, que é o autor da Teoria de Gaia, que explica o funcionamento da Terra como um organismo vivo.
Esta teoria, apresentada em 1969, afirma que é a bioesfera que gera, mantém e regula as condições para a sua própria sobrevivência.
Nesse sentido, Gaia representa um planeta vivo, que é muito mais do que uma colecção de seres vivos e ecossistemas, assumindo-se como uma complexa rede de ligações.
O Condomínio da Terra surge, por isso, como uma proposta de evolução das instituições internacionais, que tem como base a indivisibilidade factual dos bens mais essenciais à existência humana.
(Lusa, 16.03.09)

Fonte: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9440996.html

Vejam agora este vídeo que faz a promoção do projecto "Condomínio da Terra"



Interessante esta ideia de que a Terra deveria ser gerida a nível global segundo os princípios da administração de um condomínio! O que pensam deste projecto?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Trafico de Seres Humanos


Há escravos na maior parte do mundo, definitivamente no teu. E tu não podes pensar que isso não é uma preocupação tua: provavelmente comes, vestes ou brincas com produtos que podem estar ligados ao trabalho escravo. Estás implicado na economia da escravidão, gostes ou não.", in, Colors (Revista da Benetton, Janeiro de 2003).

Como no passado, o trabalho escravo e as redes de prostituição constituem neste momento, um dos negócios mais lucrativos em todo o mundo.


Os números são os mais diversos, uma certa é certa: o tráfico de seres humanos continua próspero em todo o mundo.

Números oficiais em Setembro de 2004 deste comércio macabro:

- 12 000 milhões de euros é o lucro anual do tráfico de seres humanos no Mundo.

- 30 000 euros é o ganho médio estimado com o comércio de cada ser humano.



Trabalho escravo

Milhões imigrantes ou refugiados acabam todos os anos nas garras de organizações mafiosas que os escravizam.

O esquema repete-se em todo o lado. Quando os imigrantes ou os refugiados chegam aos países de destino, as mafias locais começam por lhes ficar com a documentação. Depois obrigam-nos a trabalhar em condições miseráveis e ficam-lhes com grande parte do que recebem. O pretexto é que devem pagar a dívida da viagem, o alojamento, o suborno das autoridades locais, etc. Em pouco tempo estes imigrantes percebem que nunca chegarão a pagar a dívida que supostamente contraíram no início do processo e que não pára de aumentar. Isolados, desconhecendo a língua do país de acolhimento, sem documentação ou em situação ilegal tornam-se presa fácil de máfias que operam a uma escala cada vez mais global.

Os casos repetem-se em todos o continentes e países.

Portugal é referenciado como um dos países onde as máfias traficam pessoas oriundas da Ex-União Soviética (Ucrânia, Moldávia, Rússia, Roménia, Lituania, Bielorrúsia), mas também do Brasil. Serve igualmente de plataforma para o tráfico para outros países, como a Grã-Bretanha.
Em Inglaterra, a imprensa tem denunciou, em Maio de 2003, a existência de milhares de emigrantes portugueses escravizados por mafias locais.

Tráfico de Crianças

A OIT afirma que actualmente cerca de 8,4 milhões de crianças são directamente exploradas por redes que se dedicam à prostituição e escravatura (Dados de Junho de 2003).
A utilização de crianças em conflitos armados, continua a ser uma prática muito frequente, sobretudo em África. Na Serra Leoa, por exemplo, são raptadas e obrigadas a combater como soldados em grupos rebeldes. Alguns grupos armados chegam inclusivé a marcá-las para que não possam fugir. Muitas são igualmente usadas para detectar e limpar minas. Raparigas com menos de 10 anos, servem de companhia a soldados.

É impressionante a extensão das redes de trafico de crianças para a prostituição. Muitas destas crianças são mortas em práticas sexuais, nomeadamente nos países ditos mais desenvolvidos.
Em Portugal, em 2003, o país acordou para um pesadelo, ao descobrir que numa instituição pública de crianças - Casa Pia - as suas crianças alimentavam uma rede de pedófilos. Esta rede actuava desde os anos 70 na mais completa impunidade.

Em todo o mundo cerca de 246 milhões de crianças (73 milhões com menos de 10 anos) são usadas em todo o tipo de trabalhos, nomeadamente para a produção de produtos para grandes marcas internacionais (Dados de OIT, Junho de 2003).

Tráfico de Mulheres

Muitas mulheres são raptadas, outras são simplesmente iludidas por a promessa de uma vida melhor. O fim para milhões delas é conhecido: a prostituição ou a escravatura. As páginas da imprensa internacional enchem-se destes casos:

Mulheres do leste da Europa após serem violadas e drogadas são forçadas a prostituírem-se na Itália, Alemanha e outros países. A maioria das vezes estas mulheres são atraídas pela promessa de empregos bem pagos e depois são enganadas. Muitas sabem que vão para para trabalhar em bares de alterne, mas desconhecem as regras como o negócio funciona, nomeadamente a retenção de documentos e retribuições.

Em Portugal tem sido impressionante o aumento do tráfico mulheres oriundas de países do Leste europeu, nomeadamente da Ucrânia, Rússia e Moldávia, e da América do Sul.

O tráfico de seres humanos está amplamente espalhado por toda a União Europeia. Estima-se que cerca de 75 mil mulheres brasileiras sejam exploradas sexualmente na Europa (Estimativas oficiais em Setembro de 2004)

Mulheres do sudoeste asiático que trabalham como domésticas no Golfo Pérsico acabam por ser violadas pelos seus patrões.


Carlos Fontes, in http://imigrantes.no.sapo.pt/page4Trafico.html