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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Os 22 anos da queda do Muro de Berlim
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A Guerra Fria em 10 minutos
Waterboys - Red army Blues
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Good bye Lenin! - um filme de Wolfganger Becker
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Península da Coreia novamente em grande tensão
Pode ser apenas mais um incidente – ainda que dos mais graves – na longa lista de incidentes entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Ou pode ser o princípio de um conflito mais sério. Anteontem, ocorreu uma troca de tiros de artilharia njunto a uma ilha próxima da fronteira marítima entre os dois lados da península da Coreia.
É curioso como ainda no último fim de semana a Cimeira NATO - Rússia tinha proporcionado comentários de vários analistas que apontavam para o facto de os acordos alcançados nesta Cimeira representarem o último acto do fim da Guerra Fria. Agora estes incidentes (muito frequentes) entre as duas Coreias parecem desmentir essa ideia. Recordo que a Guerra da Coreia e a consequente divisão deste país em dois Estados (Coreia do Norte, comunista e a Coreia do Sul, capitalista) foi um dos principais acontecimentos do período que ficou conhecido como "Guerra Fria".
Esperemos que o bom senso prevaleça e que tudo não passe de mais uma escaramuça entre estes dois países que, infelizmente não conseguem entender-se e, finalmente, reconciliar-se.
sábado, 20 de novembro de 2010
Cimeira da NATO em Lisboa cria novo conceito estratégico da NATO
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A NATO (ou OTAN) - Organização do Tratado do Atlântico Norte
Parceria Euro-AtlânticaA estrutura dupla foi criada para ajudar a reforçar a cooperação entre os 28 membros da OTAN e os 22 "países parceiros".
Para visionar uma infografia animada da história da NATO do Expresso clique aqui. Também podem ver aqui uma outra infografia sobre a NATO do site do jornal Público.
sábado, 13 de novembro de 2010
Crise do Suez
A companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal.
Fonte: http://www.areamilitar.net/HISTbcr.aspx?N=111
O vídeo que se segue relata o conflito do Suez.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
The Waterboys - Red Army Blues
O Muro de Berlim
A crise dos mísseis de Cuba
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_dos_m%C3%ADsseis_de_cuba
O Bloqueio de Berlim
A Doutrina Truman
A Guerra Fria
segunda-feira, 12 de abril de 2010
As duas tragédias de Katyn - 1940 e 2010

Presidente da Polónia Lesh Kaczynski falecido no passado dia 10 de Abril num acidente de aviação
Uma das notícias que mais me impressionou neste fim-de-semana foi o acidente aéreo que ocorreu no Sábado, 10 de Abril, na Rússia, nas proximidades do aereoporto de Smolensk, em que morreu o Presidente da Polónia Lesh Kaczynski e mais 96 pessoas, onde se destavam 88 elementos da comitiva presidencial, entre os quais alguns dos maiores líderes militares e civis polacos como o comandante do Exército, general Franciszek Gagor, o presidente do Banco Nacional, Slawomir Skrzypek, e o vice-ministro das Relações Exteriores, o capelão do exército, o chefe do Gabinete Nacional de Segurança, o vice-presidente do Parlamento, o comissário para os direitos civis e pelo menos dois assessores presidenciais e três deputados, de acordo com informações fornecidas pelo Ministério polaco das Relações Exteriores. Morreu ainda a esposa do Presidente Maria Kaczynski.
Esta tragédia da nação polaca levanta algumas questões:
- como é que é possível que uma grande parte da elite política e militar polaca pudesse viajar num só avião, deixando o país numa situação tão complicada sem uma grande parte dos seus dirigentes?
- como reagirá o povo polaco a esta tragédia que deixa o país numa situação de governação muito complicada?
- esta tragédia terá consequências nas relações diplomáticas entre a Polónia e a Rússia, que já são por natureza muito difíceis?
É que Kaczynski e a sua comitiva dirigiam-se à localidade russa de Katyn, localidade próxima de Smolensk (onde ocorreu o acidente aéreo do passado Sábado), para prestar homenagem aos 21 mil elementos da elite polaca (médicos, professores, deputados, oficiais militares, intelectuais, oficiais de polícia e outros elementos da administração pública) executados em 1940 pelos serviços secretos soviéticos, que ficou conhecido pelo massacre de Katyn e que tem constituído um dos factores que explicam as más relações entre a Polónia e a Rússia.
Em Setembro de 1939, no início da II Guerra Mundial, Estaline tinha um acordo secreto com a Alemanha que previa a divisão da Polónia entre os dois países. Depois de invadir o país, o Exército Vermelho fez cerca de 230 mil prisioneiros polacos.
Em Outubro, a polícia secreta NKVD, precursora do KGB, interroga os prisioneiros activos politicamente: generais, professores universitários, engenheiros, diplomatas, funcionários públicos, políticos, escritores; membros da elite da Polónia que tinham participado na campanha contra o Exército Vermelho em 1920.
A conclusão dos interrogatórios foi que os prisioneiros "tentam continuar as suas acções contra-revolucionárias e anti-soviéticas", dizia uma resolução secreta do comité central do partido comunista russo de Março de 1940, citado agora pela BBC on-line. "Todos esperam a sua libertação para participar activamente numa luta contra o Governo soviético".
Baseado nesta conclusão, Estaline deu a ordem: os prisioneiros seriam assassinados. Num dia, foram mortos quatro mil polacos e, ao longo de várias semanas, morreram mais de 20 mil às mãos da polícia soviética.
Recordo, ainda, que a Polónia esteve sujeita durante cerca de 40 anos, no período da Guerra Fria, ao domínio político e militar da ex-URSS, que deixou grandes ressentimentos da parte dos polacos relativamente aos russos.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Projecção do filme: "Good Bye Lenin!"
Ficha Técnica do filme
Título Original: Good Bye, Lenin!
Género: Comédia dramática
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (Alemanha): 2003
Site Oficial: http://www.good-bye-lenin.de/
Realização: Wolfganger Becker
Argumento: Wolfganger Becker e Bernd Lichtenberg
Música: Yann Tiersen
Fotografia: Martin Kukula
Interpretação: Daniel Brühl (Alexander Kerner), Katrin Sab (Christine Kerner), Maria Simon (Ariane Kerner), Chulpan Khamatova (Lara), Florian Lukas (Denis), Alexander Beyer (Rainer), Burghart Klaubner (Robert Kerner), Michael Gwisdek (Diretor Klapprath), Christine Schorn (Frau Schäfer), Rudi Völler (Rudi Völler), Helmut Kohl (Helmut Kohl)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Muro de Berlim: Os protagonistas da História
O post de hoje, baseado num artigo do Público on line é dedicado a algumas das figuras políticas mundiais da época como Helmut Kohl, George W. H. Bush, Mikhail Gorbatchov, François Mitterrand e Margaret Thatcher. Que papel tiveram há 20 e nos acontecimentos que abriram caminho à queda do Muro?
Helmut Kohl
O bom gigante
No dia 9 Novembro de 1989, Helmut Kohl estava em Varsóvia. Queria começar da melhor maneira as relações com a nova Polónia que emergira da transição democrática. Na véspera, falando ao Parlamento de Bona, o homem que ficaria na história como o "chanceler da unificação", avisara: " Os nossos compatriotas que ocupam pacificamente as ruas de Berlim, Leipzig ou Dresden, manifestando-se pela liberdade (...), estão a escrever um novo capítulo da história da nossa pátria. (...) A causa da liberdade tem o tempo do seu lado." Poucas horas depois, um telefonema fê-lo interromper abruptamente a visita e regressar a Berlim. Para falar aos milhares de alemães, de Leste e de Oeste, que celebraram a abertura do Muro. Alguns dias depois, dizia aos jornalistas em Bona: "A essência da questão alemã é a liberdade."
Helmut Kohl não falhou o seu encontro com a História. Foi o primeiro a perceber que a História abria uma oportunidade rara de pôr fim em paz à divisão da Alemanha e à divisão da Europa. Dez meses depois, a Alemanha era de novo um só país. Dentro da NATO e da Comunidade Europeia. Em paz com todos os seus vizinhos. "Nós, alemães, não temos muitas razões para nos orgulhar da nossa História. Temos todas as razões para nos orgulhar da reunificação alemã."
George W. H. Bush
O Presidente indispensável
Fora durante oito anos o "vice" do Presidente (Ronald Reagan) que chamou à União Soviética o Império do Mal. Tomara posse em Janeiro de 1989 sem saber que iria liderar os acontecimentos que puseram fim à Guerra Fria. Começou por hesitar na melhor resposta à ofensiva lançada pelo líder soviético para "descongelar" o mundo. A sua Administração percebia a importância das transformações internas que Gorbatchov estava a fazer e queria apoiá-las. Não tinha as mesmas certezas perante a sua nova política externa. Em Junho, Bush decidiu ver com os seus próprios olhos. Visitou oficialmente a Polónia e a Hungria. Percebeu a dimensão dos acontecimentos. Deu luz verde para uma mudança radical de estratégia. Estava preparado para agir quando surgiu a oportunidade. Helmut Kohl encontrou nele o aliado que lhe permitiu reunificar a Alemanha. Presidiu ao impensável colapso pacífico da União Soviética. Garantiu a sobrevivência da NATO.
Com 85 anos, esteve agora em Berlim para exprimir a sua mais profunda convicção: "Os acontecimentos de 1989 não foram iniciados em Bona, Moscovo ou Washington. Mas nos corações e nos espíritos de gente privada há demasiado tempo dos direitos que Deus lhes tinham dado."
Mikhail Gorbatchov
O herói involuntário
"Ninguém chega ao poder na União Soviética contra o sistema", disse Alexandre Iakovlev, que foi o seu braço-direito. Gorbatchov subiu ao poder supremo em Março de 1985 como um homem do sistema. Não era um dissidente nem um revolucionário. Desmantelar a URSS era a última coisa que pensava fazer. Reformá-la sim. Acreditou que podia tornar o regime mais eficaz e mais humano politicamente. "A perestroika foi uma espécie de realização tardia da Primavera de Praga", escreve o Economist. Só que no coração do império. Desencadeando ondas de choque que mudaram o mundo. Pode ter sido contra a sua vontade que o Muro caiu. Nada disso lhe retira o mérito de ter conseguido compreender o sentido da História e de lhe ter facilitado o caminho. Libertou a Europa de Leste para que ela própria iniciasse a sua libertação. Estendeu a mão à América para desmilitarizar a Europa. "É tempo de remeter para os arquivos os postulados da Guerra Fria."
Numa noite cálida de Junho de 1989, à beira do Reno, o chanceler alemão disse-lhe: "Olhe para o rio. Simboliza a História (...). Pode erguer uma barragem, mas a água vai encontrar outra forma de chegar ao mar. É o mesmo com a unidade alemã e a unidade europeia." Ficou em silêncio. Despediram-se com um abraço.
François Mitterrand e Margaret Thatcher
Os que quase soçobraram
Se ainda havia dúvidas sobre as hesitações de Margaret Thatcher e de François Mitterrand perante a queda do Muro e a imparável unificação da Alemanha, que quiseram travar, a abertura antecipada dos arquivos do Foreign Office dissipou-as. A primeira-ministra britânica e o Presidente francês têm, no entanto, uma desculpa: a trágica História europeia da primeira metade do século XX. Dito de outra forma: a "questão alemã". Não foram os únicos. Nas suas memórias, Kohl diz que, de todos os aliados europeus, apenas um o apoiou imediatamente: Felipe González. Thatcher, que não acreditava na integração europeia, não via saída para o renascimento de uma grande Alemanha no coração da Europa. Fez tudo o que esteve ao seu alcance para convencer Bush a opor-se-lhe. Mitterrand, que acreditava na Europa, percebeu que o caminho era outro: amarrar solidamente a Alemanha à integração europeia. Kohl nunca perdoou à líder britânica, mas estabeleceu com o Presidente francês uma amizade que foi crucial para o futuro da Europa. Garantiu que a unificação europeia seria a outra face da unificação alemã.
Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/muro-de-berlim-os-protagonistas-da-historia_1409005
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
PowerPoint sobre o período da Guerra Fria

- antecedentes da Guerra Fria;
- factores que explicam a radicalização deste período;
- características do período;
- principais crises;
- período da coexistência pacífica;
- fim da Guerra Fria.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O Muro de Berlim
O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
Para saberem mais sobre o Muro de Berlim consultem a Wikipédia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim
A Europa em ruínas e o Plano Marshall
O plano de reconstrução foi desenvolvido num encontro dos Estados europeus participantes em julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stalin viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético. O plano permaneceu em operação por quatro anos fiscais a partir de julho de 1947. Durante esse período, algo em torno de 13 bilhões de dólares de assistência técnica e econômica — equivalente a cerca de 130 bilhões de dólares na actualidade, ajustado pela inflação — foram entregues para ajudar na recuperação dos países europeus que juntaram-se à Organização Europeia para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECE).
Quando o plano foi concluido, a economia de cada país participante, com a excepção da Alemanha, tinha crescido consideravelmente acima dos níveis pré-guerra. Pelas próximas duas décadas a Europa Ocidental iria gozar de prosperidade e crescimento. O Plano Marshall também é visto como um dos primeiros elementos da integração europeia, já que anulou barreiras comerciais e criou instituições para coordenar a economia em nível continental. Uma consequência intencional foi a adopção sistemática de técnicas administrativas norte-americanas.
Recentemente os historiadores vêm questionando tanto os verdadeiros motivos e os efeitos gerais do Plano Marshall. Alguns historiadores acreditam que os benefícios do plano foram na verdade o resultado de políticas de "laissez faire" que permitiram a estabilização de mercados através do crescimento economico. Além disso, alguns criticam o plano por estabelecer uma tendência dos EUA a ajudar economias estrangeiras em dificuldades, valendo-se do dinheiro dos impostos dos cidadãos norte-americanos.
Com a devastação provocada pela guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações de contestação aos governos constituídos. Os Estados Unidos analisaram a crise europeia e, concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo.
Com isso, os norte-americanos optaram por ajudar na recuperação dos países europeus. Com esse objectivo criaram o Plano Marshall. No início os recursos foram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações. Logo depois, foram adquirindo matérias-primas, produtos semi-industrializados, combustíveis, veículos e máquinas. Aproximadamente, 70% desses bens eram de procedência norte-americana.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Marshall








