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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os 22 anos da queda do Muro de Berlim

O Muro de Berlim foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: um que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e um outro que era constituído pelos países comunistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989 (faz agora 22 anos), ato inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.

O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Para saberem mais sobre o Muro de Berlim consultem a Wikipédia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Guerra Fria em 10 minutos

Este Vídeo, narrado em português, mostra um resumo do período da "Guerra Fria", desde o final da Segunda Guerra Mundial até à queda do Muro de Berlim.

Waterboys - Red army Blues

A propósito do tema da Guerra Fria, que estou a leccionar em Geografia C, vou mostrar-lhes uma canção antiga dos Waterboys "Red Army Blues" (Blues do Exército Vermelho) em que é contada a triste história de um soldado soviético que na parte final da Segunda Guerra Mundial comete o "crime" de conhecer em Berlim um soldado americano (que afinal não era muito diferente dele) e que depois é deportado para a Sibéria para um "Gulag" (campo de concentração de presos políticos do período comunista da União Soviética) só pelo facto de ter tido um contacto com um ocidental!!!!
Eram os tempos da Guerra Fria e das relações muito tensas entre o bloco soviético (comunista) e o bloco ocidental pró-americano (capitalista).



Para entenderem melhor a história da canção aqui ficam as respectivas letras:

When I left my home and my family
My mother said to me
Son, its not how many germans you kill that counts
Its how many people you set free

So I packed my bags
Brushed my cap
Walked out into the world
Seventeen years old
Never kissed a girl

Took the train to voronezh
That was as far as it would go
Changed my sacks for a uniform
Bit my lip against the snow
I prayed for mother russia
In the summer of 43
And as we drove the germans back
I really believed
That God was listening to me

We howled into berlin
Tore the smoking buildings down
Raised the red flag high
Burnt the reichstag brown
I saw my first american
And he looked a lot like me
He had the same kinda farmers face
Said hed come from some place called hazzard, tennessee

Then the war was over
My discharge papers came
Me and twenty hundred others
Went to stettiner for the train
Kiev! said the commissar
From there your own way home
But I never got to kiev
We never came by home
Train went north to the taiga
We were stripped and marched in file
Up the great siberian road
For miles and miles and miles and miles
Dressed in stripes and tatters
In a gulag left to die
All because comrade stalin was scared that
Wed become too westernized!

Used to love my country
Used to be so young
Used to believe that life was
The best song ever sung
I would have died for my country
In 1945
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
The brute will to survive!

Site de Mike Scott e dos Waterboys: http://www.mikescottwaterboys.com/

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Good bye Lenin! - um filme de Wolfganger Becker

Hoje de manhã, os alunos do 12º H (Geografia C) assistiram à projecção do filme "Good bye Lenin!", do realizador alemão Wolfganger Becker. O filme é uma comédia dramática que retratas as mudanças que ocorrem na antiga Alemanha de Leste com o fim da Guerra Fria. É um filme que tem tanto de divertido como de dramático e que acima de tudo conta uma bela história de amor de um filho pela sua mãe. Podem ver agora o trailer do filme



Ficha Técnica do filme

Título Original: Good Bye, Lenin!

Género: Comédia dramática

Tempo de Duração: 118 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 2003


Realização: Wolfganger Becker

Argumento: Wolfganger Becker e Bernd Lichtenberg

Música: Yann Tiersen

Fotografia: Martin Kukula

Interpretação: Daniel Brühl (Alexander Kerner), Katrin Sab (Christine Kerner), Maria Simon (Ariane Kerner), Chulpan Khamatova (Lara), Florian Lukas (Denis), Alexander Beyer (Rainer), Burghart Klaubner (Robert Kerner), Michael Gwisdek (Diretor Klapprath), Christine Schorn (Frau Schäfer), Rudi Völler (Rudi Völler), Helmut Kohl (Helmut Kohl)

Depois de visionarem o filme "Good bye Lenin" gostava que reflectissem sobre o mesmo. Ficam aqui alguns pontos que poderão abordar:

Gostaram do filme? Porquê?

O que é que mais vos marcou no filme?

O que ganharam e o que perderam os cidadãos da ex-RDA com o fim do comunismo e com a reunificação da Alemanha?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Península da Coreia novamente em grande tensão


Pode ser apenas mais um incidente – ainda que dos mais graves – na longa lista de incidentes entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Ou pode ser o princípio de um conflito mais sério.  Anteontem, ocorreu uma troca de tiros de artilharia njunto a uma ilha próxima da fronteira marítima entre os dois lados da península da Coreia.

Os analistas dizem que foi um dos piores ataques desde o fim da guerra da Coreia (1950-1953, que terminou sem um acordo de paz entre os dois vizinhos) e o Exército do Sul foi colocado em estado de alerta.

É curioso como ainda no último fim de semana a Cimeira NATO - Rússia tinha proporcionado comentários de vários analistas que apontavam para o facto de os acordos alcançados nesta Cimeira representarem o último acto do fim da Guerra Fria. Agora estes incidentes (muito frequentes) entre as duas Coreias parecem desmentir essa ideia. Recordo que a Guerra da Coreia e a consequente divisão deste país em dois Estados (Coreia do Norte, comunista e a Coreia do Sul, capitalista) foi um dos principais acontecimentos do período que ficou conhecido como "Guerra Fria".

Esperemos que o bom senso prevaleça e que tudo não passe de mais uma escaramuça entre estes dois países que, infelizmente não conseguem entender-se e, finalmente, reconciliar-se.


sábado, 20 de novembro de 2010

Cimeira da NATO em Lisboa cria novo conceito estratégico da NATO

A NATO aprovou ontem o seu "roteiro para os próximos dez anos". Um conceito estratégico que reafirma os princípios fundadores da Aliança Atlântica, ao mesmo tempo que "moderniza a forma como se defende", disse o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen. Foi assim cumprida a principal missão da cimeira de Lisboa, culminando mais de um ano de discussões internas, que se arrastaram quase até ao início do encontro, face às divergências entre a França e a Alemanha a propósito das capacidades de dissuasão.

"É um momento histórico", disse Rasmussen, empunhando o documento que foi a prioridade do primeiro ano do seu mandato. Um texto de 11 páginas que visa tornar a "NATO mais eficaz, envolvida e eficiente" e que, explicou, não se limita a enunciar princípios, mas contém "um plano de acção, com medidas concretas, que podem começar a ser aplicadas já amanhã.

A nova doutrina reafirma o compromisso "insubstituível" de que "um ataque a um é um ataque contra todos" mas, vinte anos depois do fim da Guerra Fria, sublinha que a agressão pode não se materializar em invasões ou bombardeamentos aéreos. Pode nascer no teclado de um computador ou no caos de um Estado falhado. "O mundo está a mudar e temos de nos assegurar de que a NATO continua a ser tão eficaz como sempre", sublinhou Rasmussen. Para enfrentar as novas ameaças, é preciso "investir em capacidades-chave", avisou, num recado claro aos aliados europeus, a maioria dos quais chega a Lisboa depois de anunciar reduções nos seus orçamentos de defesa.


O novo conceito estratégico da NATO

PrincípiosA segurança dos membros da NATO nos dois lados do Atlântico é indivisível e será defendida na base nos princípios da solidariedade, sentido comum e justa distribuição de tarefas.


Segurança
Além das ameaças convencionais que não podem ser ignoradas, novos riscos como a proliferação de mísseis balísticos, os ciberataques, o tráfico de pessoas, o extremismo e o terrorismo põem em causa a segurança dos cidadãos dos países da NATO.


Defesa
Prevê o desenvolvimento de um sistema de defesa contra ataques de mísseis balísticos, com a cooperação da Rússia e de outros parceiros euro-atlânticos.


Não-proliferação
Reafirma compromisso com promoção do desarmamento e mantém que enquanto existirem armas nucleares, a NATO será uma aliança nuclear.


Alargamento
Consagra a possibilidade do alargamento às democracias europeias que cumpram os requisitos para a entrada na NATO.


Parcerias
Reafirma que a NATO não representa nenhuma ameaça para a Rússia e consagra a importância da cooperação com Moscovo.


NATO anuncia acordo histórico com a Rússia - Moscovo aceita colaborar com o sistema de defesa anti-míssil da Aliança

Pela primeira vez na história, a NATO e a Rússia, os dois blocos inimigos da Guerra Fria, vão colaborar, no âmbito do sistema de defesa anti-míssil.

"A cimeira de Lisboa assinala o início de um período de conversações e de cooperação e de um conselho Rússia-NATO cada vez mais valioso", declarou o secretário-geral da organização de defesa atlântica.

"Estou muito satisfeito porque o Presidente Dmitri Medvedev aceitou a nossa oferta. Vamos iniciar a nossa cooperação na defesa anti-míssil", sublinhou Rasmussen.

Os 28 países aliados concordaram ontem com a instalação de um novo sistema de defesa anti-míssil em território europeu, que consiste numa rede integrada de radares e interceptores móveis capazes de deter mísseis de médio e longo alcance.

Um sistema semelhante proposto pelo anterior Presidente dos Estados Unidos George W. Bush esbarrou com a oposição frontal do seu homólogo russo Vladimir Putin. Mas uma nova fase no relacionamento entre os Estados Unidos e a Rússia, inaugurado pelos Presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev, criou margem de manobra para negociar um novo sistema.

"A Rússia tem a certeza que o escudo anti-míssil não está dirigido na sua direcção", frisou Rasmussen.

Os membros da NATO e a Rússia discutiram ainda a cooperação em matérias como o combate ao terrorismo e à pirataria e o apoio de Moscovo à missão militar em curso no Afeganistão.

Anders Fogh Rasmussen anunciou ainda que uma nova cimeira de chefes de Estado e de Governo dos países da NATO vai ser realizada nos Estados Unidos em 2012.

Fonte: Público

Para muitos analistas de política internacional, trata-se, de facto, do fim da Guerra Fria.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A NATO (ou OTAN) - Organização do Tratado do Atlântico Norte


Como todos sabem, nos próximos dias 19 e 20 de Novembro vai decorrer em Lisboa, na FIL, Parque das Nações, uma Cimeira da NATO.
O que é a NATO? Quando foi criada? Quais os objectivos da sua criação? Quais os países que fazem parte desta organização?


NATO - Organização do Atlântico Norte

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949. Os seus nomes oficiais são North Atlantic Treaty Organization (NATO), em inglês, e Organisation du Traité de l'Atlantique Nord (OTAN), em francês. Em Portugal utiliza-se mais frequentemente a palavra NATO (sigla em inglês) por, paradoxalmente, se parecer mais com uma palavra portuguesa. O seu secretário-geral é, desde 1 de Agosto de 2009, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen.

História
A organização foi criada em 1949, no contexto da Guerra Fria, com o objetivo de constituir uma frente oposta ao bloco socialista, que, aliás, poucos anos depois lhe haveria de contrapor o Pacto de Varsóvia, aliança militar do leste europeu.

Desta forma, a OTAN tinha, na sua origem, um significado e um objectivo paralelos, no domínio político-militar, aos do Plano Marshall no domínio político-económico. Os Estados signatários do tratado de 1949 estabeleceram um compromisso de cooperação estratégica em tempo de paz e contraíram uma obrigação de auxílio mútuo em caso de ataque a qualquer dos países-membros.

Os Estados que integram a OTAN são: a Albânia, Alemanha (República Federal da Alemanha antes da reunificação alemã), Bélgica, Canadá, Croácia, Dinamarca, Espanha, os Estados Unidos da América, a França, a Grécia, os Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Reino Unido, Turquia, Hungria, Polónia, República Checa, Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e a Eslovénia.

Com o desmoronamento do Bloco de Leste no final dos anos 1980, surgiu a necessidade de redefinição do papel da OTAN no contexto da nova ordem internacional, pois o motivo que deu origem ao aparecimento da organização e o objectivo que a norteou durante quatro décadas desapareceram subitamente.

A organização dedicou-se, pois, a esta nova tarefa, com o objetivo de se tornar o eixo da política de segurança de toda a Europa (isto, é considerando também os países que antes formavam o bloco adversário) e América do Norte. Assim, começou a tratar-se do alargamento a leste (considerando, nomeadamente, a adesão da Polónia, da Hungria e da República Checa) e, em 1997, criou-se o Conselho de Parceria Euro-Atlântica, um órgão consultivo e de coordenação onde têm também assento os países aliados da NATO, incluindo os países da Europa de Leste o que desagrada à Rússia ao ver afastar-se da sua esfera de influência.

Em Março de 1999, formalizou-se a adesão da Hungria, Polónia e da República Checa, três países do antigo Pacto de Varsóvia. Em março de 2004 aderiram a Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e a Eslovénia. No dia 1 de Abril de 2009 aderiram à Organização a Albânia e a Croácia.

Na actualidade a Aliança Atlântica exerce grande influência nas decisões políticas europeias.

Estados membros
Membros fundadores:
Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido (4 de abril de 1949).

Adesões durante a Guerra Fria:Grécia e Turquia (18 de Fevereiro de 1952), Alemanha Ocidental (9 de maio de 1955) e Espanha (30 de maio de 1982).

Adesões de países do antigo bloco de leste:Alemanha Oriental (reunificada com a Alemanha Ocidental, 3 de outubro de 1990), República Checa e Polónia (12 de março de 1999), Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia (29 de março de 2004), Albânia e Croácia (1 de Abril de 2009).


Cooperação com estados não-membros
Parceria Euro-Atlântica
A estrutura dupla foi criada para ajudar a reforçar a cooperação entre os 28 membros da OTAN e os 22 "países parceiros".

O programa Parceria para a Paz foi criado em 1994 e é baseado em relações bilaterais individuais entre cada país parceiro e a OTAN: cada país pode escolher a extensão da sua participação. O programa é considerado o braço operacional da Parceria Euro-Atlântica. Os membros incluem todos os atuais e antigos membros da Comunidade de Estados Independentes.

O Conselho da Parceria Euro-Atlântica foi criado em 29 de maio de 1997 e é um fórum de coordenação regular, consulta e diálogo entre todos os 49 participantes

Fonte: Wikipédia

Para visionar uma infografia animada da história da NATO do Expresso clique aqui. Também podem ver aqui uma outra infografia sobre a NATO do site do jornal Público.

sábado, 13 de novembro de 2010

Crise do Suez



A 30 de Outubro de 1956, começou mais um dos conflitos no Médio Oriente, entre o Egipto por um lado e a França e a Grã Bretanha pelo outro, juntamente com Israel.

O Canal de Suez é um canal que liga Porto Said, porto egípcio no Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.

Com a extensão de 163 quilómetros, permite que embarcações naveguem da Europa à Ásia sem terem que contornar África pelo cabo da Boa Esperança. Antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.

A companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal.


O conflito do canal do Suez ocorre na sequência da nacionalização do Canal do Suez em 26 de Julho de 1956 pelo presidente do Egipto Gamal Abdel Nasser, pouco tempo depois de ter chegado ao poder. Até àquela altura o canal era propriedade dos britânicos pelo que a acção do dirigente egípcio Gamal Nasser foi vista como uma afronta às duas principais potência da Europa Ocidental.

Desde 1955 que o Egipto tinha entretanto estabelecido relações militares com países do Pacto de Varsóvia, e tinha começado a receber equipamentos militares de origem soviética.

Por causa do aumento dos contactos com os países do Pacto de Varsóvia e do reconhecimento da República Popular da China, as relações do Egipto com os países ocidentais tinham vindo a piorar bastante e especialmente no inicio de 1956, altura em que os Estados Unidos cancelaram o apoio à construção da enorme barragem de Assuão «Aswan».

A resposta ao cancelamento do auxílio americano, foi a nacionalização por Nasser da companhia que geria o Canal de Suez.

Começaram então a ser criadas as condições para uma aliança entre a Grã Bretanha, a França e Israel, no sentido de recuperar o controlo do canal, sem a intervenção dos Estados Unidos que não estavam interessados numa intervenção militar directa.

O apoio de Israel foi negociado, e aquele país ficou responsável por uma operação de diversão que consistia num ataque contra toda a península do Sinai, parando a apenas alguns quilómetros do canal. Com a segurança do canal em risco as forças da Grã Bretanha e da França teriam uma razão objectiva para intervir, alegando incapacidade do Egipto para defender o canal.

Entre o dia 29 de Outubro e o dia 5 de Novembro, as forças de Israel avançaram por todo o Sinai. As forças egípcias entram rapidamente em total colapso, retirando em todas as frentes.

A 30 de Outubro a França e a Grã Bretanha lançam um ultimatum a Nasser, para que recue na sua decisão de nacionalizar o Suez e para que permita a presença de forças estrangeiras. Perante a recusa egípcia, britânicos e franceses começam a atacar pontos estratégicos no Egipto em preparação para o ataque, utilizando aeronaves de uma força conjunta que somava sete porta-aviões (cinco britânicos e dois franceses), a que se somavam forças em Chipre.

A força aérea do Egipto era relativamente poderosa no papel. Dispunha já de cerca de 100 caças MiG-15 que eram teoricamente superiores à maioria dos caças britânicos e franceses, mas apenas 30 deles estavam operacionais e mesmo assim o nível de treino era mau.

A acção de Israel, com caças franceses Mistere, com relativamente pouca autonomia ajudou a garantir a superioridade aérea.

A ataque também se deu na direcção de Gaza, onde navios franceses deram apoio ao avanço das forças de Israel, atacando os egípcios em áreas costeiras.

Acreditando não ter como resistir, Nasser jogou outra carta: Quando começam os bombardeamentos britânicos, mandou encerrar o canal, afundando vários navios que tinham sido previamente preparados para isso.

A partir daí, o objectivo dos franco-britânicos e o seu argumento principal, caiu por terra. A intervenção britânica já não podia garantir a segurança do canal, porque este estava encerrado.

Mas muito pior que isso é a condenação internacional que a França e a Grã Bretanha sofrem. A União Soviética, reagiu normalmente, ameaçando com a guerra atómica e o fim do mundo, mas pior que as ameaças soviéticas era a pressão dos Estados Unidos, que ameaçou agir contra a Grã Bretanha económicamente.

Durante os dias que antecedem o desembarque das forças britânicas e francesas os dois países são fortemente pressionados principalmente pelos seus aliados e quando o ataque efectivamente começa, tanto os dirigentes franceses como britânicos já estão com dúvidas sobre a sua utilidade.

O ataque

O ataque das forças franco-britânicas propriamente dito, dá-se a 5 de Novembro, por volta das 06:00 da manhã quando tropas paraquedistas britânicas (600 homens) e francesas (500 homens) foram lançadas em dois pontos na área de Port Said. Estas tropas deveriam garantir a segurança das áreas de desembarque e deveriam juntar-se ao fim do dia

Como os ataques aéreos se tinham concentrado sobre unidades militares e aeroportos, os egípcios tinham retirado parte das suas unidades mecanizadas para as áreas urbanas, para evitar o ataque da aviação. Mas aguardando um ataque directo contra Port Said, Nasser envia para a cidade um pelotão de caça tanques soviéticos do tipo SU-100. Também existiam bastantes carros de combate pesados egípcios entre os quais tanques IS-2.

As tropas francesas apesar de em menor numero, mostraram ser de melhor qualidade. Por volta das 09:00 da manhã, já tinham tomado parte da área portuária de Port Said.

A partir de aí a resistência egípcia aumentou, mas o apoio aéreo dado pelas aeronaves dos porta-aviões permitiu à força continuar a alargar o seu perímetro defensivo. Às 14 horas, já há 900 franceses e 600 britânicos no terreno, mas as duas forças ainda não conseguiram juntar-se.

Durante a tarde e perante a violência do ataque, especialmente das forças francesas, o comandante Egípcio propõe um cessar-fogo, e a rendição, mas a dificuldade de comunicação entre britânicos e franceses faz com que apenas às 22:00 se chegue a acordo.

Por volta das 04:00 da manhã do dia 6, começa o desembarque das forças navais britânicas. Os franceses começam a desembarcar às 06:00.

Os desembarques decorrem sem problemas. A resistência egípcia é mínima ou quase nula. As linhas de comunicação egípcias estão afectadas e o abastecimento das suas tropas está completamente desorganizado.

Ao fim do dia as tropas francesas já estão a caminho da cidade de Ismailia.

No entanto, não chegariam a avançar.

A pressão internacional sobre os britânicos levou a que estes calculassem que com a desvalorização da Libra que estava a ocorrer devido a um ataque concentrado à moeda britânica, o país ficasse sem capacidade para importar produtos alimentares em poucos dias.

85% das reservas de moeda britânicas tinham-se exaurido numa guerra económica que o país não podia suportar.

Durante o dia 6, e embora a operação estivesse a ocorrer sem problemas e exactamente como previsto, negoceia-se o cessar-fogo, que ocorrerá às 02:00 do dia 07 de Novembro de 1956.

Tinha acabado a mais curta invasão da História.

Fonte: http://www.areamilitar.net/HISTbcr.aspx?N=111

O vídeo que se segue relata o conflito do Suez.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

The Waterboys - Red Army Blues

A propósito do tema da Guerra Fria, que foi recentemente leccionado em Geografia C, vou mostrar-lhes uma canção antiga dos Waterboys "Red Army Blues" (Blues do Exército Vermelho) em que é contada a triste história de um soldado soviético que na parte final da Segunda Guerra Mundial comete o "crime" de conhecer em Berlim um soldado americano (que afinal não era muito diferente dele) e que depois é deportado para a Sibéria para um "Gulag" (campo de concentração de presos políticos do período comunista da União Soviética) só pelo facto de ter tido um contacto com um ocidental!!!!
Eram os tempos da Guerra Fria e das relações muito tensas entre o bloco soviético (comunista) e o bloco ocidental pró-americano (capitalista) .



Para entenderem melhor a história da canção aqui ficam as respectivas letras:

When I left my home and my family
My mother said to me
Son, its not how many germans you kill that counts
Its how many people you set free

So I packed my bags
Brushed my cap
Walked out into the world
Seventeen years old
Never kissed a girl

Took the train to voronezh
That was as far as it would go
Changed my sacks for a uniform
Bit my lip against the snow
I prayed for mother russia
In the summer of 43
And as we drove the germans back
I really believed
That God was listening to me

We howled into berlin
Tore the smoking buildings down
Raised the red flag high
Burnt the reichstag brown
I saw my first american
And he looked a lot like me
He had the same kinda farmers face
Said hed come from some place called hazzard, tennessee

Then the war was over
My discharge papers came
Me and twenty hundred others
Went to stettiner for the train
Kiev! said the commissar
From there your own way home
But I never got to kiev
We never came by home
Train went north to the taiga
We were stripped and marched in file
Up the great siberian road
For miles and miles and miles and miles
Dressed in stripes and tatters
In a gulag left to die
All because comrade stalin was scared that
Wed become too westernized!

Used to love my country
Used to be so young
Used to believe that life was
The best song ever sung
I would have died for my country
In 1945
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
The brute will to survive!

Site de Mike Scott e dos Waterboys: http://www.mikescottwaterboys.com/

O Muro de Berlim

O Muro de Berlim foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: um que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e um outro que era constituído pelos países comunistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.

O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Para saberem mais sobre o Muro de Berlim consultem a Wikipédia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim

A crise dos mísseis de Cuba

O episódio conhecido como a crise dos mísseis de Cuba, ocorrido em Outubro de 1962, foi um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria.

A crise começou quando os soviéticos, em resposta a instalação de mísseis nucleares na Turquia em 1961 e à invasão de Cuba pelos estado-unidenses no mesmo ano, instalou mísseis nucleares em Cuba. Em 14 de Outubro, os Estados Unidos divulgaram fotos de um vôo secreto realizado sobre Cuba apontando cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Houve enorme tensão entre as duas super-potências pois uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um acto de guerra contra os Estados Unidos.

Nikita Kruschev, o Primeiro-ministro da URSS na época, afirmou que os mísseis nucleares eram apenas defensivos, e que tinham sido lá instalados para dissuadir uma outra tentativa de invasão da ilha, indignando assim ainda mais os americanos. Anteriormente, em 17 de abril de 1961 (logo após o vôo de Yuri Gagarin), o governo Kennedy já tinha tentado um fracassado desembarque na Baía dos Porcos (operação planeada pela CIA, que usou os refugiados da ditadura de Fulgêncio Batista como peões na fracassada tentativa de derrubar o regime cubano). Mas agora a situação era muito mais séria.

Nenhum presidente dos Estados Unidos poderia admitir a existência de mísseis nucleares daquela dimensão a escassos 150 quilómetros do seu território nacional. O presidente Kennedy acautelou Khruschev de que os EUA não teriam dúvidas em usar armas nucleares contra esta iniciativa russa. Ou desativavam os silos e retiravam os mísseis, ou a guerra seria inevitável.

Foram treze dias de suspense mundial devido ao medo de uma possível guerra nuclear, até que em 28 de Outubro Kruschev, após conseguir secretamente uma futura retirada dos mísseis norte-americanos da Turquia, concordou em remover os mísseis de Cuba.

Enquanto os EUA e a URSS negociavam, a população norte-americana tentava defender-se como podia. Nunca antes se tinha comprado tanto cimento e tijolo na história dos EUA depois que John Kennedy ter declarado a verdadeira gravidade da situação pela televisão. Milhares de chefes de família, aterrorizados, trataram de cavar nos seus pátios e jardins pequenos abrigos que possibilitassem a sobrevivência da sua família durante a possível guerra nuclear.

Na década de 1960, havia uma clara tendência para a proliferação dos arsenais nucleares. Por esta razão, e ainda sob o impacto da crise dos mísseis de Cuba, os Estados Unidos, a União Soviética e a Grã-Bretanha assinaram, em 1963, um acordo que proibia testes nucleares na atmosfera, no alto-mar e no espaço (assim, apenas testes subterrâneos poderiam ser legalmente realizados). Em 1968, as duas super-potências e outros 58 países aprovaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O objectivo desse acordo era tentar conter a corrida armamentista dentro de um certo limite, com ele, os países que já possuíam artefatos nucleares comprometiam-se a limitar seus arsenais e os países que não os possuiam ficavam proibidos de desenvolvê-los, mas poderiam requisitar dos primeiros tecnologia nuclear para fins pacíficos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_dos_m%C3%ADsseis_de_cuba

O Bloqueio de Berlim

O Bloqueio de Berlim (de 24 de junho de 1948 a 11 de maio de 1949) tornou-se uma das maiores crises da Guerra Fria, desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário à cidade de Berlim Ocidental. A crise arrefeceu ao ficar claro que a URSS não agiria para impedir a ponte aérea de alimentos e outros géneros organizada e operada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França.

Com o término da Segunda Guerra Mundial em 8 de maio de 1945, as tropas soviéticas e ocidentais (americanas, britânicas e francesas) encontravam-se espalhadas pela Europa, aquelas a leste, estas a oeste, formando uma linha divisória arbitrária no centro do continente. Na Conferência de Potsdam, os aliados acordaram dividir a Alemanha derrotada em quatro zonas de ocupação (conforme os princípios previamente definidos na Conferência de Ialta), conceito também aplicado a Berlim, que foi então partilhada em quatro setores. Como Berlim havia ficado bem no centro da zona de ocupação soviética da Alemanha (que viria a tornar-se a Alemanha Oriental), as zonas americana, britânica e francesa em Berlim encontravam-se cercadas por território ocupado pelo Exército Vermelho. Esta situação viria a ser um ponto focal das tensões que levariam à dissolução da aliança sovieto-ocidental formada na Segunda Guerra.

A URSS encerrou o bloqueio à 00h01 de 12 de maio de 1949. Contudo, a ponte aérea continuou a funcionar até 30 de setembro, pois os quatro países ocidentais preferiram criar um stock de suprimentos em Berlim Ocidental para o caso de novo bloqueio soviético.


A Doutrina Truman

No início de 1947, estava dado o passo inicial da política da Guerra Fria, quando os Estados Unidos decidiram substituir a Inglaterra no controlo da região do Mediterrâneo Oriental, principalmente na Grécia e na Turquia, contra o avanço soviético. A justificativa desse intervencionismo consta num discurso de Harry Truman ao Congresso Norte-americano:

"(...) O governo britânico informou-nos de que, em virtude das suas próprias dificuldades, não pode proporcionar por mais tempo a ajuda financeira ou económica que vinha prestando à Turquia. Somos o único país capaz de fornecê-la...
Os povos de certo número de países do mundo tiveram recentemente de aceitar regimes totalitários impostos, à força, contra a sua vontade. O governo dos Estados Unidos tem lavrado amiudados protestos contra a coerção e a intimidação, em flagrante desrespeito ao acordo de Yalta, na Polónia, na Roménia e na Bulgária. Devo também consignar que em certo número de outros países têm ocorrido factos semelhantes.
No momento actual da história do mundo quase todas as nações se vêem na contingência de escolher entre modos alternativos de vida. E a escolha, frequentemente, não é livre.
Um dos modos de vida baseia-se na vontade da maioria e distingue-se pelas instituições livres, pelo governo representativo, pelas eleições livres, pelas garantias de liberdade individual, pela liberdade de palavra e de religião, pela libertação da opressão política.
O segundo modo de vida baseia-se na vontade da minoria, imposta pela força à maioria. Escora-se no terror e na opressão, no controle da imprensa e do rádio, em eleições fixas e na supressão das liberdades pessoais.
Acredito que precisamos ajudar os povos livres a elaborar seus destinos à sua maneira. Acredito que a nossa ajuda deve ser dada, principalmente, através da assistência económica e financeira, essencial à estabilidade económica e aos processos ordenados...
Alem dos fundos, solicito ao Congresso que autorize o envio pessoal civil e militar à Turquia e à Grécia, a pedido desses países, a fim de assistir nas tarefas de reconstrução e com o propósito de supervisionar o emprego da assistência financeira e material que vier a ser fornecido...
Se fraquejarmos na nossa liderança, podemos pôr em perigo a paz do mundo – e poremos seguramente o bem-estar da nossa nação..."

Assim, estava lançada a base da Doutrina Truman. Segundo a qual a URSS apresentava um antagonismo inconciliável com o mundo capitalista, e a sua tendência expansionista só poderia ser contida mediante a hábil e vigente aplicação de uma contra força numa série de pontos geográficos e políticos em constante mudança correspondente às mudanças e manobras das políticas soviéticas. Pela Doutrina Truman, era necessário bloquear o expansionismo soviético ponto a ponto, país por país, em todos os lugares que eles se manifestasse.

De seguida podem visionar um vídeo sobre o discurso de Truman no Congresso norte-americano e que deu origem à chamada "Doutrina Truman".

A Guerra Fria

O vídeo que se segue, falado em castelhano, faz uma síntese do período da Guerra Fria. É muito interessante sobretudo para os alunos de Geografia C do 12º ano.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

As duas tragédias de Katyn - 1940 e 2010


Presidente da Polónia Lesh Kaczynski falecido no passado dia 10 de Abril num acidente de aviação

Uma das notícias que mais me impressionou neste fim-de-semana foi o acidente aéreo que ocorreu no Sábado, 10 de Abril, na Rússia, nas proximidades do aereoporto de Smolensk, em que morreu o Presidente da Polónia Lesh Kaczynski e mais 96 pessoas, onde se destavam 88 elementos da comitiva presidencial, entre os quais alguns dos maiores líderes militares e civis polacos como o comandante do Exército, general Franciszek Gagor, o presidente do Banco Nacional, Slawomir Skrzypek, e o vice-ministro das Relações Exteriores, o capelão do exército, o chefe do Gabinete Nacional de Segurança, o vice-presidente do Parlamento, o comissário para os direitos civis e pelo menos dois assessores presidenciais e três deputados, de acordo com informações fornecidas pelo Ministério polaco das Relações Exteriores. Morreu ainda a esposa do Presidente Maria Kaczynski.

Esta tragédia da nação polaca levanta algumas questões:

- como é que é possível que uma grande parte da elite política e militar polaca pudesse viajar num só avião, deixando o país numa situação tão complicada sem uma grande parte dos seus dirigentes?


- como reagirá o povo polaco a esta tragédia que deixa o país numa situação de governação muito complicada?


- esta tragédia terá consequências nas relações diplomáticas entre a Polónia e a Rússia, que já são por natureza muito difíceis?


É que Kaczynski e a sua comitiva dirigiam-se à localidade russa de Katyn, localidade próxima de Smolensk (onde ocorreu o acidente aéreo do passado Sábado), para prestar homenagem aos 21 mil elementos da elite polaca (médicos, professores, deputados, oficiais militares, intelectuais, oficiais de polícia e outros elementos da administração pública) executados em 1940 pelos serviços secretos soviéticos, que ficou conhecido pelo massacre de Katyn e que tem constituído um dos factores que explicam as más relações entre a Polónia e a Rússia.

Em Setembro de 1939, no início da II Guerra Mundial, Estaline tinha um acordo secreto com a Alemanha que previa a divisão da Polónia entre os dois países. Depois de invadir o país, o Exército Vermelho fez cerca de 230 mil prisioneiros polacos.

Em Outubro, a polícia secreta NKVD, precursora do KGB, interroga os prisioneiros activos politicamente: generais, professores universitários, engenheiros, diplomatas, funcionários públicos, políticos, escritores; membros da elite da Polónia que tinham participado na campanha contra o Exército Vermelho em 1920.

A conclusão dos interrogatórios foi que os prisioneiros "tentam continuar as suas acções contra-revolucionárias e anti-soviéticas", dizia uma resolução secreta do comité central do partido comunista russo de Março de 1940, citado agora pela BBC on-line. "Todos esperam a sua libertação para participar activamente numa luta contra o Governo soviético".

Baseado nesta conclusão, Estaline deu a ordem: os prisioneiros seriam assassinados. Num dia, foram mortos quatro mil polacos e, ao longo de várias semanas, morreram mais de 20 mil às mãos da polícia soviética.


Recordo, ainda, que a Polónia esteve sujeita durante cerca de 40 anos, no período da Guerra Fria, ao domínio político e militar da ex-URSS, que deixou grandes ressentimentos da parte dos polacos relativamente aos russos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Projecção do filme: "Good Bye Lenin!"

Hoje, os alunos do 12º I (Geografia C) assistiram à projecção do filme "Good bye Lenin!", do realizador alemão Wolfganger Becker. O filme é uma comédia dramática que retratas as mudanças que ocorrem na antiga Alemanha de Leste com o fim da Guerra Fria. É um filme que tem tanto de divertido como de dramático e que acima de tudo conta uma bela história de amor de um filho pela sua mãe. Podem ver agora o trailer do filme.



Ficha Técnica do filme

Título Original: Good Bye, Lenin!

Género: Comédia dramática

Tempo de Duração: 118 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 2003

Site Oficial: http://www.good-bye-lenin.de/

Realização: Wolfganger Becker

Argumento: Wolfganger Becker e Bernd Lichtenberg

Música: Yann Tiersen

Fotografia: Martin Kukula

Interpretação: Daniel Brühl (Alexander Kerner), Katrin Sab (Christine Kerner), Maria Simon (Ariane Kerner), Chulpan Khamatova (Lara), Florian Lukas (Denis), Alexander Beyer (Rainer), Burghart Klaubner (Robert Kerner), Michael Gwisdek (Diretor Klapprath), Christine Schorn (Frau Schäfer), Rudi Völler (Rudi Völler), Helmut Kohl (Helmut Kohl)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muro de Berlim: Os protagonistas da História

Ronald Reagan e Mikhail Gorbatchov


Hoje comemoram-se os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi um dos grandes símbolos de um período da História conhecido por Guerra Fria e que de uma forma vergonhosa ("Muro da Vergonha") dividiu durante 18 anos uma cidade e um povo.

O post de hoje, baseado num artigo do Público on line é dedicado a algumas das figuras políticas mundiais da época como Helmut Kohl, George W. H. Bush, Mikhail Gorbatchov, François Mitterrand e Margaret Thatcher. Que papel tiveram há 20 e nos acontecimentos que abriram caminho à queda do Muro?

Helmut Kohl

O bom gigante

No dia 9 Novembro de 1989, Helmut Kohl estava em Varsóvia. Queria começar da melhor maneira as relações com a nova Polónia que emergira da transição democrática. Na véspera, falando ao Parlamento de Bona, o homem que ficaria na história como o "chanceler da unificação", avisara: " Os nossos compatriotas que ocupam pacificamente as ruas de Berlim, Leipzig ou Dresden, manifestando-se pela liberdade (...), estão a escrever um novo capítulo da história da nossa pátria. (...) A causa da liberdade tem o tempo do seu lado." Poucas horas depois, um telefonema fê-lo interromper abruptamente a visita e regressar a Berlim. Para falar aos milhares de alemães, de Leste e de Oeste, que celebraram a abertura do Muro. Alguns dias depois, dizia aos jornalistas em Bona: "A essência da questão alemã é a liberdade."

Helmut Kohl não falhou o seu encontro com a História. Foi o primeiro a perceber que a História abria uma oportunidade rara de pôr fim em paz à divisão da Alemanha e à divisão da Europa. Dez meses depois, a Alemanha era de novo um só país. Dentro da NATO e da Comunidade Europeia. Em paz com todos os seus vizinhos. "Nós, alemães, não temos muitas razões para nos orgulhar da nossa História. Temos todas as razões para nos orgulhar da reunificação alemã."



George W. H. Bush

O Presidente indispensável

Fora durante oito anos o "vice" do Presidente (Ronald Reagan) que chamou à União Soviética o Império do Mal. Tomara posse em Janeiro de 1989 sem saber que iria liderar os acontecimentos que puseram fim à Guerra Fria. Começou por hesitar na melhor resposta à ofensiva lançada pelo líder soviético para "descongelar" o mundo. A sua Administração percebia a importância das transformações internas que Gorbatchov estava a fazer e queria apoiá-las. Não tinha as mesmas certezas perante a sua nova política externa. Em Junho, Bush decidiu ver com os seus próprios olhos. Visitou oficialmente a Polónia e a Hungria. Percebeu a dimensão dos acontecimentos. Deu luz verde para uma mudança radical de estratégia. Estava preparado para agir quando surgiu a oportunidade. Helmut Kohl encontrou nele o aliado que lhe permitiu reunificar a Alemanha. Presidiu ao impensável colapso pacífico da União Soviética. Garantiu a sobrevivência da NATO.

Com 85 anos, esteve agora em Berlim para exprimir a sua mais profunda convicção: "Os acontecimentos de 1989 não foram iniciados em Bona, Moscovo ou Washington. Mas nos corações e nos espíritos de gente privada há demasiado tempo dos direitos que Deus lhes tinham dado."



Mikhail Gorbatchov

O herói involuntário

"Ninguém chega ao poder na União Soviética contra o sistema", disse Alexandre Iakovlev, que foi o seu braço-direito. Gorbatchov subiu ao poder supremo em Março de 1985 como um homem do sistema. Não era um dissidente nem um revolucionário. Desmantelar a URSS era a última coisa que pensava fazer. Reformá-la sim. Acreditou que podia tornar o regime mais eficaz e mais humano politicamente. "A perestroika foi uma espécie de realização tardia da Primavera de Praga", escreve o Economist. Só que no coração do império. Desencadeando ondas de choque que mudaram o mundo. Pode ter sido contra a sua vontade que o Muro caiu. Nada disso lhe retira o mérito de ter conseguido compreender o sentido da História e de lhe ter facilitado o caminho. Libertou a Europa de Leste para que ela própria iniciasse a sua libertação. Estendeu a mão à América para desmilitarizar a Europa. "É tempo de remeter para os arquivos os postulados da Guerra Fria."

Numa noite cálida de Junho de 1989, à beira do Reno, o chanceler alemão disse-lhe: "Olhe para o rio. Simboliza a História (...). Pode erguer uma barragem, mas a água vai encontrar outra forma de chegar ao mar. É o mesmo com a unidade alemã e a unidade europeia." Ficou em silêncio. Despediram-se com um abraço.



François Mitterrand e Margaret Thatcher

Os que quase soçobraram

Se ainda havia dúvidas sobre as hesitações de Margaret Thatcher e de François Mitterrand perante a queda do Muro e a imparável unificação da Alemanha, que quiseram travar, a abertura antecipada dos arquivos do Foreign Office dissipou-as. A primeira-ministra britânica e o Presidente francês têm, no entanto, uma desculpa: a trágica História europeia da primeira metade do século XX. Dito de outra forma: a "questão alemã". Não foram os únicos. Nas suas memórias, Kohl diz que, de todos os aliados europeus, apenas um o apoiou imediatamente: Felipe González. Thatcher, que não acreditava na integração europeia, não via saída para o renascimento de uma grande Alemanha no coração da Europa. Fez tudo o que esteve ao seu alcance para convencer Bush a opor-se-lhe. Mitterrand, que acreditava na Europa, percebeu que o caminho era outro: amarrar solidamente a Alemanha à integração europeia. Kohl nunca perdoou à líder britânica, mas estabeleceu com o Presidente francês uma amizade que foi crucial para o futuro da Europa. Garantiu que a unificação europeia seria a outra face da unificação alemã.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/muro-de-berlim-os-protagonistas-da-historia_1409005


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PowerPoint sobre o período da Guerra Fria


Ainda a propósito do tema da Guerra Fria, podem visionar aqui um PowerPoint alusivo ao tema e que foi projectado nas últimas aulas de Geografia C, abordando os segintes aspectos:
  • antecedentes da Guerra Fria;
  • factores que explicam a radicalização deste período;
  • características do período;
  • principais crises;
  • período da coexistência pacífica;
  • fim da Guerra Fria.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Muro de Berlim

O Muro de Berlim foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: um que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e um outro que era constituído pelos países comunistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.

O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Para saberem mais sobre o Muro de Berlim consultem a Wikipédia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim

A Europa em ruínas e o Plano Marshall

General George Marshall

O Plano Marshall, um aprofundamento da Doutrina Truman, conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Europeia, foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. A iniciativa recebeu o nome do Secretário do Estado dos Estados Unidos, George Marshall.

O plano de reconstrução foi desenvolvido num encontro dos Estados europeus participantes em julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stalin viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético. O plano permaneceu em operação por quatro anos fiscais a partir de julho de 1947. Durante esse período, algo em torno de 13 bilhões de dólares de assistência técnica e econômica — equivalente a cerca de 130 bilhões de dólares na actualidade, ajustado pela inflação — foram entregues para ajudar na recuperação dos países europeus que juntaram-se à Organização Europeia para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECE).

Quando o plano foi concluido, a economia de cada país participante, com a excepção da Alemanha, tinha crescido consideravelmente acima dos níveis pré-guerra. Pelas próximas duas décadas a Europa Ocidental iria gozar de prosperidade e crescimento. O Plano Marshall também é visto como um dos primeiros elementos da integração europeia, já que anulou barreiras comerciais e criou instituições para coordenar a economia em nível continental. Uma consequência intencional foi a adopção sistemática de técnicas administrativas norte-americanas.

Recentemente os historiadores vêm questionando tanto os verdadeiros motivos e os efeitos gerais do Plano Marshall. Alguns historiadores acreditam que os benefícios do plano foram na verdade o resultado de políticas de "laissez faire" que permitiram a estabilização de mercados através do crescimento economico. Além disso, alguns criticam o plano por estabelecer uma tendência dos EUA a ajudar economias estrangeiras em dificuldades, valendo-se do dinheiro dos impostos dos cidadãos norte-americanos.

Com a devastação provocada pela guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações de contestação aos governos constituídos. Os Estados Unidos analisaram a crise europeia e, concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo.

Com isso, os norte-americanos optaram por ajudar na recuperação dos países europeus. Com esse objectivo criaram o Plano Marshall. No início os recursos foram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações. Logo depois, foram adquirindo matérias-primas, produtos semi-industrializados, combustíveis, veículos e máquinas. Aproximadamente, 70% desses bens eram de procedência norte-americana.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Marshall




O vídeo que se segue retrata o Plano Marshall e relaciona-o com a situação ruinosa em que se encontrava a Europa no final da Segunda Guerra Mundial.