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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Morreu Bernardo Sassetti


Morreu Bernardo Sassetti. Aqui fica a minha homenagem a este grande músico e compositor português que morreu tão cedo com apenas 41 anos de idade. Trata-se de uma curta metragem realizada por Cláudia Varejão acerca da música de Bernardo Sassetti para o filme de Marco Martins "Alice". O concerto foi apresentado em 2007, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Paz à sua alma!

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Dia Internacional da Mulher

Kronos e Xplane criaram este vídeo para homenagear o Dia Internacional da Mulher que se celebrou ontem. O objetivo deste vídeo é mostrar algumas estatísticas e factos que retratam as profundas mudanças que tiveram impacto na qualidade de vida da mulher enquanto trabalhadora.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O discurso inspirador de Steve Jobs em Stanford


"Ninguém quer morrer. Nem mesmo as pessoas que querem ir para o Céu querem morrer para chegar lá." Esta é uma das frases mais emblemáticas de um discurso que Steve Jobs proferiu a 12 de Junho de 2005 na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos

Num discurso que se tem espalhado através das redes sociais, Jobs fala da vida, do trabalho e da morte. Sem preconceitos, num tom por vezes irónico e bem-disposto, o fundador da Apple e criador dos computadores Mackintosh, do iPod, do iPhone e do iPad,  quer passar uma mensagem de esperança aos milhares de alunos que o ouvem e que acabavam de se licenciar.

Através da sua história de vida – de ter sido dado para adopção, de ter desistido da universidade, a criação da Apple e a sua demissão ("Como é que pode ser despedido da empresa que se cria?", brincou) –, Steve Jobs mostra por que é que hoje é lembrado como "um grande homem", "um revolucionário", "um génio". A chave do segredo, para ele, é acreditar sempre. Ter fé, nunca desistir e fazer sempre o que se gosta.

"Quando olho para trás vejo que ter desistido da universidade foi a melhor coisa podia ter feito", contou Jobs, lembrando que assim pôde deixar de frequentar as aulas obrigatórias "que não serviam para nada" e passar a assistir às que mais lhe interessavam.

Da mesma forma, fala sobre o seu despedimento da Apple, garantindo que essa situação lhe permitiu começar tudo de novo: "Se não fosse assim, hoje não estaria aqui".

A última parte do discursou é dedicada à morte, "muito provavelmente a melhor invenção da vida". "Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida".

"Quase tudo – as expectativas, o orgulho, o medo de falar, qualquer coisa – tudo desaparece quando estamos perante a morte", diz, lembrando o dia em que os médicos lhe disseram para ir para casa e tratar dos seus assuntos, dando-lhe no máximo seis meses de vida, uma situação que viria a mudar quando os médicos acabaram por descobrir que a sua doença era de um tipo raro, que podia ser curado.

"O tempo é limitado, não o deperdicem."

Fonte: Público on line

Steve Jobs morreu hoje. Aqui fica a minha homenagem a um dos homens que mais contribuiu para a revolução das TIC.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy Winehouse - Rehab

Aqui fica a minha homenagem a Amy Winehouse que nos deixou ontem. Paz à sua alma, a paz que não tinha enquanto era viva. Fica para sempre a sua voz fantástica!...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Orlando Ribeiro - o geógrafo que gostava de fotografia, de música e de vulcões

Foto: DR
Na ilha do Fogo em 1951 - fotografia do álbum Finisterra, de Orlando Ribeiro

Andou pelo país e pelas antigas colónias. Inseparável da sua Leica, Orlando Ribeiro fotografava tudo e, em cadernos de campo, anotava e desenhava. O seu livro Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico é das obras mais marcantes do século XX português. Retrato do grande mestre da geografia que foi trasmitido ontem, na RTP2.
O portão da moradia de Vale de Lobos, Sintra, dá as boas-vindas aos espectadores, entre árvores e flores. Instantes depois, a geógrafa Suzanne Daveau leva-nos, escadas acima, até ao interior da casa que partilhou durante anos com Orlando Ribeiro. Na sala cheia de livros, põe um disco de vinil no gira-discos, música de Anton Bruckner, como início da banda sonora da viagem que se seguirá sobre Orlando Ribeiro, o geógrafo, o viajante, o fotógrafo, o melómano.

Fundador da geografia moderna portuguesa, Orlando Ribeiro nasceu a 16 de Fevereiro em 1911, em Lisboa, e morreu a 17 de Novembro de 1997. O documentário Orlando Ribeiro - Itinerâncias de Um Geógrafo, da autoria e realização de António João Saraiva e Manuel Carvalho Gomes, marca o centenário do seu nascimento.
Quando tinha quatro anos, a mãe morreu e ele foi criado nos arredores de Almada, em Runa, com o avô materno, major reformado que lhe despertou o gosto pelo estudo. O filho António Ribeiro, geólogo também conhecido, recorda essas raízes no documentário: "Uma das pessoas que mais o influenciou na infância e na juventude foi o avô materno, Augusto Carvela, que era uma pessoa com uma certa formação. Tinha sido oficial do Exército e tinha uma cultura geral bastante vasta."

É na companhia do avô que tem o primeiro contacto com o campo, em Runa e Viseu, de onde a família era originária e onde ia passar férias. "Tudo lugares onde o campo está perto, onde era possível estar só, passear por sítios aprazíveis, apanhar amoras e, na beira dos caminhos, cortar canas para fazer brinquedos", contou nos seus escritos, reunidos em Memórias de Um Geógrafo (Edições João Sá da Costa, 2003), e que ouvimos agora narrado pela voz do jornalista Fernando Alves. "O gosto da geografia devo-o ao amor da natureza e da vida do campo, desenvolvido em longos passeios a pé", continuava. "A partir destas recordações de infância, sinto-me profundamente enraizado na vida obscura do meu povo. Criado entre gente simples e humilde, fiquei sempre fiel às origens, ao gosto de uma vida sóbria (...)."

Aos oito anos, regressou a Lisboa, a casa do pai, o "senhor António da drogaria", como era conhecido na Rua da Escola Politécnica. Frequentou o Liceu Passos Manuel entre 1921 e 1928, onde foi admitido com 20 valores. Formou-se em História e Geografia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e aí contactou pela primeira vez com o etnógrafo Leite de Vasconcellos, já aposentado, a quem chamava "mestre". Em 1934, começou a fazer várias viagens por Portugal, como bolseiro do Instituto de Alta Cultura, e a preparar a tese de doutoramento Arrábida - Esboço Geográfico, que terminou dois anos depois. No ano seguinte, 1937, partiu como leitor de português para a Universidade Paris-Sorbonne, onde esteve até 1940, e aí também estudou geografia. Nesse período, entre 1936 e 1940, no intervalo dos anos lectivos, correu Portugal de uma ponta a outra, sobretudo a Beira Baixa, zona de contraste entre o Norte e o Sul, rica para um trabalho em que se aplicassem os métodos da geografia moderna - sempre acompanhado por um objecto precioso, uma máquina fotográfica, dando azo a uma das suas paixões.

Com o primeiro dinheiro que ganhou com as aulas de Português em Paris, fez logo uma compra. "Uma boa máquina fotográfica, que conservou ao longo da vida", conta Suzanne Daveau, que conheceu o geógrafo numa conferência em Estocolmo e veio a casar-se com ele em 1965. "Ficou tão contente com esta compra que escreveu logo ao mestre, Leite de Vasconcellos: "Comprei uma máquina Leica, que me custou chorudos um conto e oitocentos [nove euros a preços actuais] - e não 18 tostões -, mas que faz tudo o que é preciso e só tem o inconveniente de tornar as excursões mais caras. Era, porém, um traste indispensável que fica incondicionalmente ao seu dispor nas excursões que fizermos juntos.""

Uma pérola da cultura

O seu trabalho mais famoso é Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, editado pela primeira vez em 1945 (actualmente publicada pela Livraria Sá da Costa Editora). Palavras de Orlando Ribeiro ditas por Fernando Alves no documentário: "Publiquei um livro ambicioso no título e no conteúdo: Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, primeiro ensaio de síntese na destrinça de influências e relações que se entrelaçam na terra de Portugal."

Entremos de novo na sala em Vale de Lobos, para ouvir Suzanne Daveau falar deste livro e do que descobriu enquanto arrumava papeladas para entregar à Biblioteca Nacional, que ficou com a guarda do espólio de Orlando Ribeiro, incluindo os 24 cadernos de viagem, correspondência e os manuscritos das suas obras. "Encontrei nesta agenda minúscula do ano 1941 um apontamento muito curioso. No dia 31 de Maio, está esta indicação: "O editor da Coimbra Editora pediu-me um livro para a Colecção Universitas. Grande alegria minha."" E na agenda consta um título provisório, Portugal, Produtor de Homens: "Não tenho dúvida de que é o pedido que levou à realização do livro mais conhecido do Orlando, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico."

No depoimento que presta no documentário, o sociólogo António Barreto diz: "Considero este livrinho uma verdadeira pérola da cultura portuguesa. É certamente dos melhores livros de todo o século XX e um dos grandes livros de toda a literatura portuguesa, científica ou não. Neste caso, científica." E acrescenta: "É um livro maravilhosamente bem escrito, de um precisão, de um rigor, de uma modéstia académica, em que ele sugere, propõe, define. Devia ser sempre, sempre, lido nas escolas."

Também José Mattoso sublinha a importância deste livro. "Na altura, os historiadores não se aperceberam de que isso obrigava a uma nova concepção da História de Portugal, tanto mais que o regime salazarista tinha uma ideologia extremamente unitária do país e fundamentava a sua ideologia na unidade fundamental de Portugal", diz o historiador. "E o que o professor Orlando Ribeiro veio trazer foi a demonstração de que não havia unidade, há diversidade."

Ele fundou, em 1943, o Centro de Estudos Geográficos (CEG) da Universidade de Lisboa, a primeira instituição nacional de investigação na disciplina, e a que presidiu até 1973. A geografia em Portugal ganhou então uma dimensão internacional e muitos foram os discípulos que Orlando Ribeiro deixou, como Raquel Soeiro de Brito, Ilídio do Amaral ou Jorge Gaspar.

Onze mil imagens

É no CEG que está a colecção de imagens do geógrafo, cerca de 11 mil. Tem dez mil fotografias a preto e branco e as restantes imagens são diapositivos. Tirou-as não só em Portugal, mas nos vários países que calcorreou, desde o Brasil e México até Marrocos, Egipto e as ex-colónias, com excepção de Timor. E não só fotografava, como desenhava muito nos cadernos de campo, que depois usava como documentação.

Em Portugal, as deambulações faziam-se numa carrinha 4L. "Era um carro alto, que conseguia atravessar os caminhos maus, os rios", diz Suzanne Daveau. "O Orlando conhecia a fundo Portugal. Queria mostrar-me os lugares que conhecia. Mas de vez em quando chegávamos a uma aldeia e ele dizia: "Ah, nesta aldeia nunca estive!" Ficava felicíssimo por descobrir uma coisa que não conhecia."

Um dos momentos mais deliciosos do documentário é aquele em que Orlando Ribeiro surge na ilha do Faial, tendo como cenário o vulcão dos Capelinhos, que entrou em erupção a 27 de Setembro de 1957, e onde ele e Raquel Soeiro de Brito chegaram poucos dias depois. É o único momento em que ouvimos a voz de Orlando Ribeiro, a ser entrevistado para a RTP, que tinha iniciado as emissões regulares meses antes: "Infelizmente não é possível oferecer - como é que se chamam as pessoas que escutam isto?... os telespectadores, são os telespectadores - os ruídos do vulcão, de modo que para os substituir, muito tristemente, aliás, vamos dizer alguma coisa sobre a erupção."

Tal como no vulcão dos Capelinhos, documentou e fotografou profusamente a erupção na ilha do Fogo, em Cabo Verde, em 1951. No livro A Ilha do Fogo e as Suas Erupções, de 1954, não se esqueceu também das provações por que passava a população com a seca e as fomes, no capítulo As crises: miséria e redenção. Ao contrário do resto do livro, enviado à Junta de Investigações do Ultramar, esse capítulo seguiu logo para a tipografia, para evitar que fosse censurado. "O Orlando já era conhecido internacionalmente. Como na altura era vice-presidente da União Geográfica Internacional, não tiveram a coragem de suprimir o livro", conta Suzanne Daveau.

Também não fica esquecida a sua paixão pela música, a ponto de Ilídio do Amaral se lembrar de um episódio: "Resolveu que num dia da semana, salvo erro sexta-feira, o seu grupo de assistentes ouviria música clássica. Comprámos um gira-discos, eu trouxe da minha colecção, ele trouxe da dele, punha-se a tocar. E ele, Orlando Ribeiro, explicava." Paixão que transparece nas Memórias de Um Geógrafo, nomeadamente pelo Adágio da Sétima Sinfonia de Bruckner, "muito solene e muito lento", dizia. "É qualquer coisa de arrepiantemente exacto e subtil - qualquer coisa que só o poder divino é capaz de insuflar, quase para além do humano e, no entanto, terrivelmente sentido por um espírito ávido de precisão."

Teresa Firmino in Público, 12.02.2011 (adaptado)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Paul Rusesabagina: o Homem por detrás da personagem de Don Cheadle em Hotel Ruanda



Paul Rusesabagina (nascido a 15 de Junho de 1954) é um cidadão de Ruanda internacionalmente reconhecido pela sua actuação humanitária durante o Genocídio de Ruanda em 1994.

Paul era da etnia hutu enquanto sua mulher era da etnia tutsi. Durante os combates abrigou a sua família no hotel Les Mille Collines em Kigali, de propridade do grupo belga Sabena, onde era gerente. Com a saída dos hóspedes do hotel, Paul abre-o aos refugiados, salvando assim mais de 800 pessoas.

A história de Paul Rusesabagina ficou internacionalmente conhecida quando foi retratada no filme Hotel Ruanda de 2004, numa actuação de Don Cheadle nomeado ao Óscar.

Em 2005 recebeu do presidente americano George W. Bush a "Presidential Medal of Freedom" dos EUA.

Atualmente vive em Kraainem, na Bélgica com sua esposa Tatiana, seus filhos e seus sobrinhos, onde montou uma empresa de transportes.

De seguida podem ver alguns vídeos sobre a figura de Paul Rusesabagina.





sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Jonh Lennon - Imagine (70º aniversário do seu nascimento)


Hoje gostaria de recordar a figura de Jonh Lennon que faria amanhã 70 anos se, infelimente, não tivesse sido assassinado em 8 de dezembro de 1980, em Nova York, por Mark David Chapman, quando regressava a casa, vindo do estúdio de gravação, junto com a mulher (Yoco Ono).

John Winston Ono Lennon nasceu em Liverpool (Inglaterra) em 9 de Outubro de 1940, foi um músico, compositor, escritor e activista em favor da paz.

John Lennon ganhou notoriedade mundial como fundador do grupo de rock britânico The Beatles. Na época da existência dos Beatles, John Lennon formou com James Paul McCartney o que seria uma das mais famosas duplas de compositores de todos os tempos, a dupla Lennon/McCartney.

Em 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciou oficialmente o fim dos Beatles. Antes disso, John Lennon havia lançado outros dois álbuns experimentais, "Life with lions" e "Wedding album". Também lançara o compacto "Cold Turkey" e o disco ao vivo "Live peace in Toronto", creditados a banda "Plastic Ono Band", com a participação de Eric Clapton. No final do ano, sai o primeiro disco solo de Lennon, após o fim dos Beatles: John Lennon/Plastic Ono Band, que contou com a participação de Ringo Starr, Yoko Ono e Klaus Voormann.

Dentre as composições de destaque de John Lennon (creditadas a Lennon/ McCartney) estão "Help!", "Strawberry Fields Forever" e "All You Need Is Love", "Revolution", "Lucy in the Sky with Diamonds", "Come Together","Across the Universe,"Don't Let Me Down" e na carreira solo "Imagine", "Happy Xmas (War Is Over)", "Woman", "(Just Like) Starting Over" e "Watching the Wheels".

Em 2008, John foi considerado pela revista Rolling Stone, o 5º melhor cantor de todos os tempos.

Para o recordarmos mais uma vez, deixo-vos uma das minhas canções favoritas e sem dúvida uma das melhores canções de sempre: Imagine. Mais abaixo podem acompanhar a letra da canção.



Fonte: Wikipédia

Imagine

Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people
living for today...

Imagine there's no countries,
It isnt hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace...

Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of men,
imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer,
but Im not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one

John Lennon

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Maior Flor do Mundo - um conto para crianças de José Saramago

No dia em que faleceu José Saramago, o primeiro e único (até agora) escritor português galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, fica aqui a minha homenagem ao grande escritor com um pequeno vídeo de animação denominado de "A maior Flor do Mundo", baseado num conto para crianças escrito por Saramago e com uma temática profundamente ambientalista.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Recordando Steven Biko (1946 - 1977)


Ainda a propósito do Campeonato do Mundo de Futebol que se está a realizar na República da África do Sul, queria recordar a figura do sul africano Steven Biko (18 de dezembro de 1946 - 12 de setembro de 1977) que foi um conhecido activista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.

Em 6 de setembro de 1977 foi preso num bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu um grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi transportado num veículo da polícia para outra prisão. Biko morreu durante o trajecto e a polícia alegou que a morte se tinha devido a uma "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".

Em 7 de outubro de 2003, as autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policiais envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos actos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por lesão corporal seguida de morte, mas como os factos ocorreram em 1977, tal crime teria prescrito (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.

Recordo que nessa época a África do Sul tinha um sistema político e social denominado de Apartheid ("separação" em africânder) baseado na segregação racial adoptado legalmente em 1948 pelo Partido Nacional na África do Sul segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 foram realizadas eleições livres.

O apartheid foi implementado por lei. As restrições a seguir não eram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei.

Os não-brancos eram excluídos do governo nacional e não podiam votar, excepto em eleições para instituições segregadas que não tinham qualquer poder.

Aos negros eram proibidos diversos empregos, sendo-lhes também vetado empregar brancos. Não-brancos não podiam manter negócios ou práticas profissionais em quaisquer áreas designadas somente para brancos. Os centros das grandes cidades e praticamente todas as regiões comerciais estavam dentro dessas áreas. Os negros, sendo um contingente de 70% da população, foram excluídos de tudo, menos numa pequena proporção do país, a não ser que eles tivessem um passe, o que era impossível, para a maioria, conseguir. A implementação desta política resultou no confisco da propriedade e remoção forçada de milhões de negros. Um passe só era dado a quem tinha trabalho aprovado; esposas e crianças tinham que ser deixadas para trás. Esse passe era emitido por um magistério distrital confinando os (negros) que o possuíam àquela área apenas. Não ter um passe válido levava à prisão imediata, julgamento sumário e "deportação" da "pátria".

A terra conferida aos negros era tipicamente muito pobre, impossibilitada de prover recursos à população forçada a ela. As áreas de negros raramente tinham saneamento ou eletricidade.

Os hospitais eram segregados, sendo os destinados a brancos capazes de fazer frente a qualquer um do mundo ocidental e os destinados a negros, comparativamente, tinham séria falta de pessoal e fundos e eram, de longe, limitados em número. As ambulâncias eram segregadas, forçando com que a raça da pessoa fosse corretamente identificada quando essas eram chamadas. Uma ambulância "branca" não levaria um negro ao hospital. Ambulâncias para negros tipicamente continham pouco ou nenhum equipamento médico.

Nos anos 1970 a educação de cada criança negra custava ao Estado apenas um décimo de cada criança branca. O Ensino superior era praticamente impossível para a maioria dos negros: as poucas universidades de alta qualidade eram reservadas para brancos. Além disso, a educação provida aos negros era deliberadamente não designada para prepará-los para a universidade, e sim para os trabalhos braçais disponíveis para eles.

Comboios e autocarros eram segregados. Além disso, os comboios para brancos não tinham carruagens de terceira classe, enquanto os comboios para negros eram superlotados e apresentavam apenas carruagens de terceira classe. Autocarros de negros paravam apenas em paragens de negros e os de brancos, nas de brancos.

As praias eram racialmente segregadas, com a maioria (incluindo todas as melhores) reservadas para brancos.

As piscinas públicas e bibliotecas eram racialmente segregadas mas praticamente não havia piscinas ou bibliotecas para negros. Quase não havia parques, cinemas, recintos desportivos ou quaisquer infra-estruturas a não ser postos policiais nas áreas negras. Os bancos dos parques eram marcados "Apenas para europeus".

O sexo inter-racial era proibido. Os policias negros não tinham permissão para prender brancos. Os negros não tinham autorização para comprar a maioria das bebidas alcoólicas.

Os cinemas nas áreas brancas não tinham permissão para aceitar negros. Restaurantes e hotéis não tinham permissão para aceitar negros, a não ser como funcionários.

Tornar-se membro de sindicatos não era permitido aos negros até os anos 1980, e qualquer sindicato "político" era banido. As greves eram banidas e severamente reprimidas. Os negros pagavam impostos sobre um rendimento baixo do nível de 30 randes (Rand, a moeda oficial na África do Sul) ao mês, o limite de isenção dos brancos era muito mais alto.

O apartheid perverteu a cultura Sul-Africana, assim como as suas leis. Um branco que entrasse em uma loja seria atendido primeiro, à frente de negros que já estavam na fila, independente da idade ou qualquer outro factor. Até os anos 1980, dos negros sempre se esperaria que descessem da calçada para dar passagem a qualquer pedestre branco. Um menino branco seria chamado de "klein baas" (pequeno patrão) talvez com um sorriso amarelo por um negro; um negro adulto deveria ser chamado de "garoto", na sua cara, por brancos.


A morte de Steven Biko constitui um símbolo da luta contra a descriminação racial. Em 1980 o cantor inglês Peter Gabriel (ex-vocalista dos Genesis) no seu terceiro álbum a solo criou uma canção dedicada a Steven Biko denominada de "Biko", uma canção muito forte de protesto contra a descriminação racial, sem dúvida uma das canções da minha vida. Fiquem com esta belíssima canção num videoclip muito bom.

Fonte: Wikipédia


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson - Earth Song


Não podia deixar de fazer referência à morte de Michael Jackson que ocorreu ontem em Los Angeles, nos EUA.

Embora não seja um dos meus cantores favoritos, é indiscutível que Michael Jackson é um dos nomes maiores da música pop mundial, um verdadeiro ícone da cultura pop e um dos produtos mais globalizados neste Mundo Global, ainda que a sua vida tivesse sido envolta em grande polémica, nomeadamente pelas mudanças sucessivas de visual e por acusações de ter um comportamento reprovável, nomeadamente acusações de pedofilia que nunca foram provados em tribunal.

Por isso não podia deixar de o invocar e recordar algumas das canções que ficaram para a história da música pop como Thriller, Bad, Black or White ou Scream (todas elas com vídeos espectaculares, mas que de momento não é possível incorporar em blogues) e que o tornaram um ídolo para muitas pessoas em todo o Mundo, especialmente durante os anos 80 e princípios dos anos 90.

De todas as canções de Michael Jackon disponíveis no Youtube, escolhi para incorporar no blogue "Earth Song", uma canção menos conhecida e que alerta para os problemas ambientais do nosso planeta.



What about sunrise
What about rain
What about all the things
That you said we were to gain...
What about killing fields
Is there a time
What about all the things
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the blood we've shed before
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores?

What have we done to the world
Look what we've done
What about all the peace
That you pledge your only son...
What about flowering fields
Is there a time
What about all the dreams
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the children dead from war
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores

I used to dream
I used to glance beyond the stars
Now I don't know where we are
Although I know we've drifted far

Hey, what about yesterday
(What about us)
What about the seas
(What about us)
The heavens are falling down
(What about us)
I can't even breathe
(What about us)
What about apathy
(What about us)
I need you
(What about us)
What about nature's worth
(ooo, ooo)
It's our planet's womb
(What about us)
What about animals
(What about it)
We've turned kingdoms to dust
(What about us)
What about elephants
(What about us)
Have we lost their trust
(What about us)
What about crying whales
(What about us)
We're ravaging the seas
(What about us)
What about forest trails
(ooo, ooo)
Burnt despite our pleas
(What about us)
What about the holy land
(What about it)
Torn apart by creed
(What about us)
What about the common man
(What about us)
Can't we set him free
(What about us)
What about children dying
(What about us)
Can't you hear them cry
(What about us)
Where did we go wrong
(ooo, ooo)
Someone tell me why
(What about us)
What about babies
(What about it)
What about the days
(What about us)
What about all their joy
(What about us)
What about the man
(What about us)
What about the crying man
(What about us)
What about Abraham
(What was us)
What about death again
(ooo, ooo)
Do we give a damn

sábado, 16 de maio de 2009

D. Manuel Martins condecorado com a medalha de Ouro comemorativa da Declaração Universal dos Direitos do Homem


Na próxima segunda feira, às 11:50h na videoteca da Escola, vai haver uma palestra do senhor Bispo Emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, subordinada ao tema: "Liberdade, Igualdade e fraternidade?".

A propósito da palestra, fica aqui a notícia que o Senhor Bispo foi recentemente condecorado pela Assembleia da República com a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Fiquem com um excerto de uma notícia sobre essa condecoração.


A Assembleia da República (AR) acolheu a sessão evocativa dos 60 anos da assinatura, em Paris, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, naquele 10 de Dezembro de 1948. D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal, Mário Soares, Francisco Sá Carneiro e Maria Lamas (a título póstumo) receberam das mãos do Presidente da AR a medalha de ouro comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH).
Dom Manuel Martins não escondeu a sua alegria em receber este prémio, frisando que não o merecia, uma vez que faz parte do seu trabalho como Cristão, padre e Bispo, de trabalhar em prol dos Direitos do Homem. De qualquer maneira, e segundo ele faltou muito trabalho que ficou, e ainda falta, desenvolver. Ainda na sua intervenção, perante numerosos membros de governo, deputados e convidados, que enchiam por completo a sala, D. Manuel falou com emoção e humor, começando por afirmar “estarmos a reviver, neste 10 de Dezembro, um acontecimento de importância mundial. Custa-nos lembrar o caminho que teve de se percorrer para chegar àquele momento. E mesmo assim nem todos os países assinaram uma declaração que hoje nos parece de uma necessidade evidente”. D. Manuel salientou ainda algumas das missões fundamentais da Igreja, referidas por João Paulo II: proclamar a dignidade e a grandeza humanas, mostrar às pessoas a sua dignidade e a sua importância na construção da História e denunciar todas as situações de injustiça que se cometem contra o Homem.
Osvaldo de Castro, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, salientou que o trabalho de D. Manuel da Silva Martins, Bispo Emérito de Setúbal, merece ser distinguido, pela sua “abertura e frontalidade, o seu humor, a sua actividade pastoral, a proximidade dos mais carenciados numa diocese com graves problemas sociais”. D. Manuel "sempre se bateu pela defesa dos direitos sociais dos cidadãos".
Para Jaime Gama, presidente da AR, D. Manuel Martins foi “capaz de trazer uma dimensão humana, quando tal foi necessário, aos Direitos Humanos, para além da sistematização documental e da proclamação retórica, numa zona difícil para a sua missão”.
O lote de personalidades foi distinguido “pelo seu papel relevante na defesa dos direitos humanos, tanto na vigência do Estado Novo, como após a instauração da democracia em Portugal”.

sábado, 25 de abril de 2009

Os 35 anos do 25 de Abril de 1974 - Canções da revolução

No dia em que se comemoram os 35 anos da revolução do 25 de Abril de 1974, deixo-vos dois videoclips com duas canções que simbolizam esse período revolucionário: "Grandola, Vila Morena" (que foi uma das senhas utilizadas pelos militares no golpe militar), composta por Zeca Afonso e interpretada por muitos dos seus amigos (Vitorino, Sérgio Godinho, Julio Pereira, Uxia, Cantadores do Redondo, etc.) num espectáculo transmitido pela televisão galega e, ainda, "Somos livres (uma gaivota voava voava)", interpretada por Ermelinda Duarte, uma das canções mais marcantes do período revolucionário, especialmente para as crianças.


Grandola, Vila Morena





Somos Livres (Uma Gaivota Voava, Voava...)


domingo, 8 de março de 2009

Dia da Mulher - as mulheres continuam a ser discriminadas?


Elas continuam a ganhar menos do que eles e a serem agredidas dentro da própria casa, mas hoje estão mais protegidas e têm mais consciência dos seus direitos. O Estado tem integrado a igualdade de género em todas as políticas públicas e a legislação portuguesa é das mais avançadas do mundo. E vêm aí as primeiras eleições paritárias de sempre. Os sucessos dependem sempre da comparação e, aqui, nenhum Estado é perfeito. Há sempre um calcanhar de Aquiles - do apedrejamento ao afastamento dos cargos de chefia. E a realidade pode ser apresentada em invólucro optimista ou pessimista. Recentemente, noticiámos que Portugal é o quarto país da União Europeia com menor disparidade de salário entre mulheres e homens. Segundo os dados da Comissão Europeia, o fosso salarial é de 8,3 por cento, enquanto os dados nacionais o elevam para 20 por cento (tem diminuído, mas a conta-gotas). A que se deve a disparidade? Ao indicador usado: o Eurostat compara o preço por hora de trabalho, mas as estatísticas nacionais confrontam salários mensais. "Como as mulheres portuguesas trabalham menos horas do que os homens, porque trabalham mais em casa, a diferença é menor quando contabilizada à hora", explica Elza Pais, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Amanhã, quando o embaixador de Portugal na ONU usar da palavra na reunião anual da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres para descrever a evolução da situação das portuguesas vai falar da Lei da Paridade (que será testada pela primeira vez nos três actos eleitorais deste ano - europeias, legislativas e autárquicas) e do Código do Trabalho (ainda em processo de aprovação, mas que aumenta as licenças de parentalidade de mães e pais). E dirá também que os 83 milhões de euros disponíveis para promover a igualdade entre 2007 e 2013 são "cinco vezes" superiores aos fundos do anterior quadro. Hoje, as mulheres "têm consciência dos seus direitos", "já não aguentam como aguentavam", avalia Manuela Tavares, autora de uma tese sobre os feminismos em Portugal e membro da União de Mulheres Alternativa e Resposta. Mas, destaca, essa consciência não afasta a passividade e elas "ainda não estão à esquina, prontas para lutar".

Chefes tardias

Subsiste uma "discriminação invisível", que não deixa que as "grandes conquistas formais" se reflictam automaticamente na realidade, sublinha Elza Pais, vincando: "Perguntam-me sempre se me sinto discriminada hoje. Se calhar, se não fosse mulher, teria sido directora-geral mais cedo." O acesso a cargos de chefia continua a ser-lhes mais dificultado do que aos homens, embora quase todas as profissões estejam a feminizar-se. Aliás, a presença das mulheres no mercado de trabalho está a aumentar e a dos homens a diminuir, embora continue a ser superior. Elas são mais afectadas pela crise, desemprego, pobreza e exclusão social. E continuam a ter de ser supermulheres com "duplas e triplas tarefas" e "muito pouco tempo livre só para elas", diz Manuela Tavares. Elza Pais prefere não falar em sucesso no combate à violência doméstica - "ainda há muito a fazer" -, mas destaca que, segundo um estudo recente conduzido pelo professor universitário Manuel Lisboa, diminuiu dez por cento entre 1997 e 2007. Já a participação da violência tem aumentado, "em média, 11,2 por cento ao ano", mas em 2008 o salto foi de 30 por cento. "As vítimas têm mais confiança no sistema", interpreta Elza Pais, recordando que o conceito de violência alargou - hoje integra o namoro, os ex-companheiros, as relações homossexuais. Para Tavares, a "mentalidade sexista" condiciona o "comportamento dos agentes sociais", no público como no privado. E a "masculinidade hegemónica" impede os homens de partilharem as responsabilidades familiares. "Falta maior equilíbrio entre mulheres e homens na vida privada. A paridade não acontece só no espaço público." (Público, 08.03.09)


Neste dia da Mulher a pergunta que vos faço é esta: sentem no vosso dia-a-dia que, de facto, continua a haver discriminação das mulheres portuguesas? As meninas que acompanham este blogue já sentiram na pele situações de discriminação?


Dedico a todas as mulheres do Mundo e muito especialmente aquelas que acompanham este blogue uma das canções mais bonitas que conheço sobre as mulheres: "Woman" do grande e saudoso John Lennon.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Morreu João Aguardela da banda "A Naifa"


O músico e compositor João Aguardela, do grupo A Naifa, faleceu domingo aos 39 anos de idade vítima de cancro, no Hospital da Luz em Lisboa, segundo um comunicado oficial da banda.
João Aguardela integrou no passado colectivos como Sitiados, Linha da Frente ou Megafone. O músico havia editado com A Naifa o álbum "Uma Inocente Inclinação Para o Mal" no ano passado.
Os Sitiados, a primeira banda de João Aguardela, editaram em 1992 o seu álbum de estreia, sendo de 1999 a edição do seu último registo.
Posteriormente, o músico fundou os Megafone, que editaram quatro discos, o projecto Linha da Frente, que musicou textos de Ary dos Santos, Manuel Alegre e Alexandre O´Neill, entre outros.
Em 2004,fundou A Naifa com Luís Varatojo, Maria Antónia Mendes e Paulo Martins. O grupo gravou temas com letras de escritores como José Luís Peixoto, Adília Lopes ou Pedro Sena-Lino.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1073844


Sitiados - "Vida de Marinheiro" ao vivo em 1994 (som com pouca qualidade)



A Naifa - "Monotone"

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Xutos & Pontapés - A minha casinha

No ano em que os Xutos comemoram o seu 30º aniversário é a altura certa para recordarem a sua "casinha". É a minha homenagem a este grande grupo do rock português, que se tornou numa verdadeira instituição.
Parabéns Xutos e Pontapés!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os 100 anos de Manoel de Oliveira - Parabéns!


Hoje, dia 11 de Dezembro de 2008, o realizador de Cinema Manoel de Oliveira faz 100 anos. Está de parabéns e continua a ser o cineasta mais velho do Mundo ainda em actividade. Neste momento está a filmar mais uma cena do seu último filme baseado num conto de Eça de Queiróz "Singularidades De Uma Rapariga Loira". Goste-se ou não do tipo de filmes que Oliveira dirige, é um facto indiscutivel que constitui uma das personalidades mais importantes da cultura portuguesa de todos os tempos.

Para conhecerem melhor a obra de Manoel de Oliveira cliquem aqui e poderão aceder a um dossier completo sobre a obra deste Homem do cinema, organizado por Rita Azevedo Gomes.

Como uma amostra da obra de Manoel de Oliveira podem visionar a seguir um excerto de um dos seus primeiros filmes (na minha opinião um dos mais belos): "Aniki-Bobó" de 1942 , rodado na Ribeira da cidade do Porto e interpretado por crianças da mesma zona da cidade.



sábado, 15 de novembro de 2008

Homenagem à cantora sul africana Miriam Makeba, a "Mama África"



África do Sul presta última homenagem a Miriam Makeba

Milhares de pessoas prestaram neste sábado na África do Sul a última homenagem à lendária voz do continente africano e símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, Miriam Makeba, falecida na segunda-feira em Itália.
O acto público numa sala de concertos de Johannesburgo reuniu alguns dos mais famosos músicos e artistas da África dos Sul, assim como políticos, que com música e poesia saudaram a memória da cantora conhecida como "Mama África".
Miriam Makeba faleceu aos 76 anos vítima de uma paragem cardíaca depois de participar na noite de domingo no sul da Itália numa apresentação de apoio a Roberto Saviano, o escritor italiano ameaçado de morte pela Camorra pelo seu livro "Gomorra', sobre a máfia napolitana.
Obrigada a deixar o país pelo regime do apartheid após a sua participação num filme que denunciava a segregação branca na África do Sul, Makeba viveu 31 anos no exílio, principalmente nos Estados Unidos e Guiné. Conhecida como "Mama África", a artista retornou à África do Sul no início dos anos 90, depois da libertação de Nelson Mandela.
"Ao morrer, estava a fazer o que melhor sabia fazer. Nas palavras dela mesmo, amava a música acima de tudo, e ficava sempre feliz quando estava no palco a cantar", disse o ministro da Cultura, Pallo Jordan.
O ministro elogiou Makeba como "uma mulher cujo nome se tornou sinónimo da luta mundial pela liberdade na África do Sul".
Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em Johannesburgo. Começou a cantar nos anos 50 com o grupo "Manhattan Brothers" e em 1956 compôs "Pata, Pata", a canção que seria seu maior sucesso.
A cantora viu seu país mudar com a chegada ao poder, em 1947, dos nacionalistas africaners. Aos 27 anos deixou a África do Sul pela carreira e teve a entrada proibida no país pelo compromisso com a luta antiapartheid, incluindo a participação no filme "Come back, Africa".
O exílio durou 31 anos, em diversos países. A cantora fazia muito sucesso, mas o seu casamento em 1969 com o líder dos Panteras Negras Stokely Carmichael, do qual se separou em 1973, não agradou às autoridades americanas, que a forçaram a emigrar para Guiné.
Depois da morte da filha única em 1985, voltou a viver na Europa, mas em 1990 Nelson Mandela convenceu-a a retornar para a África do Sul. (AFP)

Aqui fica a minha homenagem a essa grande mulher sul africana e do Mundo. Em complemento vejam dois vídeos com duas canções da "Mama África".


Pata Pata



Under African Skies, em dueto com o cantor norte americano Paul Simon (African Concert - Graceland)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

D. Ximenes Belo na nossa Escola


D. Carlos Filipe Ximenes Belo (Uailacama, Baucau, 3 de Fevereiro de 1948) é um bispo católico timorense que, em conjunto com José Ramos-Horta, foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz de 1996, pelo seu trabalho "em prol de uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste".
D. Ximenes Belo esteve hoje presente na nossa Escola (14 de Novembro) e apresentou uma palestra com o título "O Meu Nome É Paz". Tratou-se de um momento histórico e único para a nossa Escola, que nos orgulhou a todos. Não é todos os dias que a Escola recebe um Prémio Nobel.


Biografia


Quinto filho de Domingos Vaz Filipe e de Ermelinda Baptista Filipe, Carlos Filipe Ximenes Belo nasceu na aldeia de Uailacama, concelho (hoje distrito) de Baucau, na costa norte do então Timor Português. O seu pai, professor primário, faleceu quando o jovem Carlos Filipe tinha apenas dois anos de idade. Os anos de infância foram passados nas escolas católicas de Baucau e Ossu, antes de ingressar no seminário de Daré, nos arredores de Díli, formando-se em 1968. Exceptuando um pequeno período entre 1974 e 1976 -- quando esteve em Timor e em Macau --, entre 1969 e 1981, Ximenes Belo repartiu o seu tempo entre Portugal e Roma, onde se tornou membro da congregação dos Salesianos e estudou filosofia e teologia antes de ser ordenado padre em 1980.
De regresso a Timor-Leste em Julho de 1981, Ximenes Belo esteve ligado ao Colégio Salesiano de Fatumaca, onde foi professor e director. Quando em 1983 se reformou Martinho da Costa Lopes, Carlos Filipe Ximenes Belo foi nomeado administrador apostólico da diocese de Díli, tornando-se chefe da igreja em Timor-Leste, respondendo exclusivamente perante o papa. Em 1988, em Lorium, Itália, foi consagrado como bispo.
A nomeação de Ximenes Belo foi do agrado do núncio apostólico em Jacarta e dos próprios líderes indonésios pela sua aparente submissão. No entanto, cinco meses bastaram para que, num sermão na sé catedral, Ximenes Belo tecesse veementes protestos contra as brutalidades do massacre de Craras em 1983, perpetrado pela Indonésia. Nos dias de ocupação, a igreja era a única instituição capaz de comunicar com o mundo exterior, o que levou Ximenes Belo a enviar sucessivas cartas a personalidades em todo o mundo, tentando vencer o isolamento imposto pelos indonésios e o desinteresse de grande parte da comunidade internacional e da própria Igreja Católica.
Em Fevereiro de 1989 Ximenes Belo escreveu ao presidente de Portugal, Mário Soares, ao papa João Paulo II e ao secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, reclamando por um referendo sob os auspícios da ONU sobre o futuro de Timor-Leste e pela ajuda internacional ao povo timorense que estava "a morrer como povo e como nação". No entanto, quando a carta dirigida à ONU se tornou pública em Abril, Ximenes Belo tornou-se uma figura pouco querida pelas autoridades indonésias. Esta situação veio a piorar ainda mais quando o bispo deu abrigo na sua própria casa a jovens que tinham escapado ao massacre de Santa Cruz (1991) e denunciou os números das vítimas mortais.
A sua obra corajosa em prol dos timorenses e em busca da paz e da reconciliação foi internacionalmente reconhecida quando, em conjunto com José Ramos-Horta, lhe foi entregue o Prémio Nobel da Paz em Dezembro de 1996. Na sequência deste reconhecimento, Ximenes Belo teve oportunidade de se reunir com Bill Clinton dos Estados Unidos e Nelson Mandela da África do Sul.
Após a independência de Timor-Leste, a 20 de Maio de 2002, a saúde do bispo começou a esmorecer perante a pressão dos acontecimentos que tinha vivido. O papa João Paulo II aceitou a sua demissão como administrador apostólico de Díli em 26 de Novembro de 2002. Após se ter retirado, Ximenes Belo viajou para Portugal para receber tratamento médico. No início de 2004, houve numerosos pedidos para que se candidatasse à presidência da república de Timor-Leste. No entanto, em Maio de 2004 declarou à televisão estatal portuguesa RTP que não autorizaria que o seu nome fosse considerado para nomeação. "Decidi deixar a política para os políticos" -- afirmou.
Com a saúde restabelecida, em meados de 2004 Ximenes Belo aceitou a ordem da Santa Sé para fazer trabalho de missionação na diocese de Maputo, como membro da congregação dos Salesianos em Moçambique.
D. Ximenes Belo é doutor «honoris causa» pela Universidade do Porto, por proposta da respectiva Faculdade de Letras (investido em Outubro de 2000, juntamente com Xanana Gusmão e José Ramos-Horta).

Fonte: Wikipédia
Peço aos alunos que assistiram à palestra que façam uma reflexão sobre esta actividade.

sábado, 27 de setembro de 2008

Morreu o actor Paul Newman


O actor norte-americano Paul Newman morreu ontem aos 83 anos. O também realizador, argumentista, produtor e conhecido pela sua defesa pelas causas humanitárias anunciou a sua saída do mundo do cinema no ano passado, pouco antes de confirmar publicamente que se encontrava doente com um cancro de pulmão. A morte do actor foi confirmada pela sua porta-voz, Marni Tomljanovic, citada pela CNN e BBC. Newman morreu ontem, cerca de um mês depois de o próprio ter decidido interromper os tratamentos de quimioterapia a que estava a ser sujeito num hospital de Nova Iorque e pedido à família para ir para casa. Com mais de 60 participações em filmes e dezenas de outras em séries televisivas, Newman recebeu dez nomeações para os Óscares ao longo da sua carreira, tendo finalmente sido distinguido em 1987 com o Óscar para melhor actor principal pela sua interpretação em “A Cor do Dinheiro”. Foi ainda distinguido com dezenas de outros prémios. A sua última aparição no grande ecrã foi ao lado de Tom Hanks, no filme “Caminho para a Perdição” (2002), do realizador Sam Mendes. Nascido num subúrbio de Cleveland, a 26 de Janeiro de 1925, foi aos 26 anos que começou a dar os primeiros passos na actuação. Ao longo dos 50 anos que seguiram, Newman interpretou papéis memoráveis em filmes como “Gata em Telhado de Zinco Quente” (1958), “A Vida é um Jogo” (1961), “Butch Cassidy and the Sundance Kid” (1969) ou “The Sting” (1973). Além da carreira de actor, Newman realizou ainda quatro filmes, todos com a participação da mulher Joanne Woodward, com quem estava casado desde 1958. O norte-americano deixou ainda a sua marca através da Newman's Own Foundation, com a qual financiava várias organizações de caridade e humanitárias. Newman fundou ainda a Hole in the Wall, uma organização que oferecia férias de Verão a crianças de todo mundo que sofriam de doenças graves. Newman tinha ainda uma enorme paixão pelas quatro rodas. Em 1979, na altura com 54 anos, levou um Porsche 935 da equipa Dick Barbour ao segundo lugar da mítica prova francesa as 24 horas de Le Mans, uma das maiores provas de resistência. Aos 70 anos, tornou-se o piloto mais velho a fazer parte da equipa vencedora das 24 horas de Daytona, em 1995.




Fica aqui a minha homenagem ao Homem e ao grande actor de cinema que foi Paul Newman.

Fiquem com um vídeo com imagens de alguns dos filmes em que entrou como actor.



quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sydney Pollack, o actor que saltou para trás das câmaras

"A maioria dos grandes realizadores que conheço não foram actores, por isso não posso dizer que seja essencial. Contudo, é uma ajuda enorme." A afirmação, proferida por Sydney Pollack em 2005, no Festival de Cinema de Tribeca, explica o sucesso do realizador norte-americano falecido na passada segunda-feira em Los Angeles, na Califórnia. Tinha 73 anos e lutava há dez meses contra o cancro. O norte-americano começou a trabalhar como actor ainda em 1959, mas foi na realização que, a partir da década de 60, mais se destacou. Para o grande público, o nome de Pollack ficará para sempre ligado à adaptação do romance África Minha, de Karen Blixen, para o cinema. O filme foi nomeado para 11 Óscares da Academia, em 1986, e conquistou sete das estatuetas, entre os quais as de Melhor Realizador e de Melhor Filme. Sidney Pollack nasceu a 1 de Julho de 1934, na localidade norte-americana de Lafayette, no estado de Indiana. O realizador era o mais velho dos três filhos de David Pollack, um pugilista profissional que depois se tornou farmacêutico, e Rebecca Miller, uma dona de casa que faleceu quando o seu primogénito tinha apenas 16 anos. Sydney Pollack começou a sua carreira no mundo do espectáculo nos anos 50, trabalhando como actor em Nova Iorque, ao mesmo tempo que dava aulas de representação. A passagem para trás das câmaras só ocorreu no início da década de 60, quando se mudou para a Costa Oeste dos Estados Unidos e começou a realizar episódios de diversas séries, antes de dar o salto definitivo para o grande ecrã em 1965, com o filme The Slender Thread. A sua estreia como actor, numa longa metragem, ocorreu em 1962, quando integrou o elenco de War Hunt, ao lado de Robert Redford. Este encontro marcou o início de uma parceria ímpar entre os dois artistas, que levou Sidney Pollack a dirigir Redford em 7 filmes, dos quais se destacam África Minha e Três Dias do Condor, e Havana.Os Cavalos Também Se Abatem, a primeira grande obra do realizador, chegou em 1969, quatro anos depois da sua estreia no cinema. Foi com este filme que Pollack conseguiu a primeira nomeação para o Óscar de Melhor Realizador da sua carreira. Voltaria a ser nomeado para a estatueta graças ao seu trabalho em Tootsie, de 1982. A obra, uma das mais populares da sua carreira, é recordada devido, em parte, às interpretações de Dustin Hoffman e Jessica Lange, cujo desempenho lhe valeu o Óscar de Melhor Actriz Secundária.Após o lançamento de África Minha, em 1985, Sydney Pollack virou as suas atenções para a produção de longas metragens, concentrando a sua produção e realizando cada vez menos filmes. Entre as obras que o realizador produziu destacaram-se películas como O Talentoso Mr. Ripley, Cold Mountain, O Americano Tranquilo, Michael Clayton, tendo actuado neste último. Ao longo dos próximos meses será possível lembrar o trabalho do norte-americano, uma vez que irão chegar às salas de cinema vários filmes por si produzidos, como sejam os casos de The Reader e Margaret, os seus dois últimos projectos. As obras ainda estão na fase de pós-produção mas devem estrear este ano nos Estados Unidos.



Aqui fica a homenagem a esse grande realizador de cinema que acaba de nos deixar. Espero que tenham visto alguns filmes dirigidos por ele. Gostaria de recordar e de partilhar convosco o filme que o mais popularizou: África Minha, com Robert Redford e Meryl Streep.