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sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 deverá ser um dos anos mais quentes desde 1931

Segundo o Instituto de Meteorologia, o ano de 2011 em Portugal continental deverá ser um dos três mais quentes desde 1931, em termos da média da temperatura máxima, e um dos sete mais quentes dos últimos 80 anos, tendo como referência a temperatura média anual. Para mais pormenores transcrevo de seguida a informação do IM publicada em 29 de Dezembro no seu site.

Os meses que mais contribuíram para o ano de 2011 ser um dos anos mais quentes em relação à temperatura máxima, foram abril, outubro, maio, junho e setembro, que registaram anomalias em relação a 1971-2000 de +4.90ºC, +4.73ºC, +3.91ºC, +1.58ºC e +1.22ºC respetivamente. De realçar ainda que os meses de maio e outubro foram os mais quentes desde 1931, em relação ao valor da temperatura máxima do ar e abril foi o segundo mais quente na temperatura média e máxima do ar, também desde 1931. Também as temperaturas mínimas em abril e em maio estiveram muito acima do valor normal.

É de salientar que nos últimos 18 anos a temperatura média anual foi sempre superior ao valor médio 71-2000, com exceção de 2008.

O total de precipitação anual deverá ser inferior ao valor normal 1971-2000, com uma anomalia de -132.2mm. Durante o ano destacam-se os meses de novembro, que registou um total mensal superior ao normal em +48.9mm e de dezembro com um total mensal muito inferior ao normal.

Em 2011 destacam-se como fenómenos climáticos relevantes, as inundações em Lisboa dia 29 de abril, com queda violenta de granizo em Benfica e Damaia, tendo-se originado camadas de gelo no solo com vários centímetros de altura; o vento forte com rajadas superiores a 100Km/h de onde se destacam, entre outras, os 157 km/h de rajada em Faro (24 de outubro) e 134 km/h em Coruche (16 de fevereiro); a temperatura máxima do ar em maio e outubro foi a mais alta desde 1931 e a ocorrência de 5 ondas de calor em Portugal continental, uma em abril, duas em maio e duas em outubro; a queda de neve em vários pontos do pais, que levou a condicionamentos locais, como o encerramento de escolas.

Nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, os valores médios de temperatura do ar foram superiores aos valores normais. No que diz respeito aos totais de precipitação, os Açores apresentam valores inferiores ao normal, à exceção da Horta, onde foram muito superiores. Na Madeira os valores de precipitação no Funchal foram inferiores ao normal, enquanto que no Porto Santo foram cerca de 170% superiores ao respectivo valor normal.

Fonte: IM

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Situação de vento forte em Faro - informação preliminar do Instituto de Meteorologia


Legenda: PPI de velocidade Doppler correspondente à elevação de 0.1º, obtido às 3:46 UTC de 24 de Outubro, pelo radar de Loulé/Cavalos do Caldeirão.


O ramo frio do sistema frontal que afetou o território do continente durante a noite de anteontem e madrugada de ontem, dia 24 de outubro, foi caracterizado por atividade convetiva relativamente intensa. Na região sul do território do continente, em particular, esta actividade verificou-se na presença de um perfil vertical do vento horizontal caracterizado por uma ligeira rotação na sua direção (no sentido dos ponteiros do relógio), numa camada entre a superfície e os 2000 metros, bem como por uma intensificação na sua intensidade.
Os efeitos deste perfil vertical do vento, se forem coexistentes com a presença de forte instabilidade local, podem conduzir à formação de células convetivas de caraterísticas particulares. Estas células, designadas por Supercélulas (SC) têm, de facto, a capacidade de exibir movimento de rotação em níveis médios e elevados, durante algum tempo (mesociclone).
A análise das observações Doppler efetuadas pelo radar de Loulé/Cavalos do Caldeirão, permitiu identificar algumas destas SC, embebidas na estrutura frontal, embora com caraterísticas inicipientes, istoé, relativamente pouco marcadas.
Em particular, pelas 4 UTC, um destes aglomerados convectivos atingiu a região de Faro, designadamente a área do aeroporto e locais vizinhos, para Este e Nordeste do mesmo.
Os movimentos verticais descendentes organizados, que são típicos deste tipo de fenómeno, foram particularmente intensos naquela região e produziram um fenómeno designado por downburst: trata-se de um escoamento descendente e muito forte que se propaga como vento horizontal, junto ao solo. Na estação de Faro/aeroporto foi registada uma rajada com uma intensidade de aproximadamente 157 km/h, pelas 4:10 UTC.
Na circulação das SC, para além de vento horizontal muito forte, também é possível a geração de tornados. Neste episódio essa hipótese não pode ser excluída, mas a maior parte dos elementos disponíveis aponta para que o fenómeno de vento forte se tenha ficado a dever à ocorrência de um downburst.
Fonte: Instituto de Meteorologia (adaptado)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mudança brusca do estado do tempo no continente a partir do fim de semana




Segundo o Instituto de Meteorologia o estado do tempo sofrerá alterações significativas a partir de amanhã, sábado, dia 22 devido a uma depressão que se encontra localizada a sul do Algarve e que se deslocará durante o dia de amanhã para o interior da Península Ibérica, provocando para amanhã sábado, céu muito nublado nas regiões do interior sul, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos por vezes acompanhados de trovoada, estendendo-se esta situação no final do dia ao norte do território. Prevê-se igualmente uma ligeira descida na temperatura máxima, em especial nas regiões do interior.

A partir de domingo, 23 de outubro, o tempo em Portugal Continental passará a estar influenciado por sistemas depressionários, com superfícies frontais associadas, localizados entre a Galiza e as Ilhas Britânicas, que acentuarão a mudança significativa do estado do tempo.

Assim, domingo, 23 de outubro, um sistema frontal deverá dar origem à ocorrência de precipitação no litoral, no início da tarde, que se estenderá gradualmente a todo o País e que ao final da tarde e madrugada de segunda-feira, poderá ser forte e acompanhada de trovoada e granizo. O vento irá aumentar gradualmente de intensidade ao longo do dia, sendo moderado a forte e nas terras altas forte a muito forte, com rajadas da ordem dos 100km.

Após a passagem deste sistema frontal prevê-se a ocorrência de aguaceiros que poderão ser de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela e uma acentuada descida da temperatura, em especial da máxima, na segunda-feira, com valores no norte e centro a variar entre 12ºC e os 15ºC e no sul entre os 16ºC e os 18ºC. A partir de terça-feira, dia 24, prevê-se uma acentuada descida da temperatura mínima que poderá atingir valores abaixo dos 5ºC nalguns locais do interior norte e centro.

Prevê-se que estas condições do estado do tempo, caraterizadas por precipitação por vezes forte e temperaturas consideravelmente inferiores às que se têm registado nos últimos dias, se mantenham durante a semana, esperando-se designadamente para quarta-feira e quinta-feira, dias 26,e 27, a ocorrência de mais um episódio de precipitação forte associado à passagem de novo sistema frontal no território do continente.

O IM sugere o acompanhamento da situação através da sua página de Internet www.meteo.pt 

Fonte: Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Calor em Outubro bate recordes dos últimos 70 anos

Depois de um verão tão ameno e relativamente chuvoso, Portugal está a viver um outono muito quente como há muito não se verificava. Algumas zonas estão a enfrentar um calor que não se via pelo menos há 70 anos. Transcrevo de seguida a notícia de hoje do jornal Público:

Segundo dados do Instituto de Meteorologia, os dez primeiros dias do mês foram de facto excepcionais. A temperatura média no Continente foi 4,4ºC superior à média para o mesmo período. No Porto, com uma temperatura média de 21,8ºC, o desvio chegou a 6,2ºC.

Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.

Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.

Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.

Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.

A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.

“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.

O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.

Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.

O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.

O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/calor-em-outubro-bate-recordes-de-pelo-menos70-anos-1516385

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Episódio de vento moderado a forte durante o mês de Julho

A propósito das temperatura relativamente baixas registadas durante este mês de Julho, o Instituto de Meteorologia emitiu um comunicado a explicar o fenómeno meteorológico que passo a transcrever.


Após um período de temperaturas elevadas e de vento fraco no final de Junho e início de Julho, uma alteração da situação meteorológica, a partir de dia 3 de Julho, originou no território do Continente descida das temperaturas e aumento da intensidade de vento, que passou a soprar moderado a forte em particular no litoral oeste, nomeadamente a partir de dia 17 de Julho, dia em que se registaram 74km/h em Lisboa e 56km/h em Setúbal, como valores máximos de rajada.

Uma grande diferença de pressão entre o Atlântico, com o anticiclone dos Açores intenso (valores da pressão superiores a 1035 hPa), e uma região depressionária na Europa Ocidental (uma depressão na região das Ilhas Britânicas associada à depressão térmica no interior da Península Ibérica), provocou esta situação de vento que ocorreu mais intenso no litoral do que no interior, pelo efeito de brisa marítima que intensificou o vento de noroeste, em especial durante a tarde.

O anticiclone dos Açores, que em condições normais de Verão deveria ter o seu núcleo principal a norte do arquipélago, teve-o ligeiramente a sul, posicionamento que permitiu ainda a passagem de ondulações frontais da corrente de oeste, que nesta época do ano deveriam atingir as latitudes mais a norte, e que acabaram por se dirigir para sul, influenciando o nosso país, sobretudo o norte, região onde se registou alguma precipitação.

Associada a esta situação meteorológica de vento registaram-se, até ao passado dia 20, em todo o território, à exceção da região do Algarve, nomeadamente no litoral oeste, temperaturas abaixo do normal para a época. Deve, contudo, salientar-se que desde 2000 já ocorreram 6 anos em que a média da temperatura máxima, em julho, foi inferior à normal do período de 1971-2000.

Entretanto, o vento intenso que se tem feito sentir no continente começou já a partir do último fim de semana a diminuir de intensidade, embora continuando a registar-se nortada moderada no litoral oeste durante a tarde. Prevê-se ainda maior enfraquecimento da intensidade do vento a partir da próxima quinta-feira, 28 de julho.

Esta diminuição deve-se a um ligeiro enfraquecimento do anticiclone localizado nos Açores e a uma alteração na posição, deslocamento para leste, e intensidade da depressão que se encontrava centrada nas Ilhas Britânicas.

Por seu lado, os valores da temperatura máxima começaram já a subir, prevendo-se que continue esta tendência para atingir valores superiores ao normal nos próximos dias.

Relativamente à temperatura da água da superfície do mar será de recordar que os valores médios para o mês, observados na costa ocidental entre 2002 e 2010, situam-se entre os 17 e os 18ºC, aumentando gradualmente de norte para sul. Na costa do Algarve, a temperatura média para o mesmo período tem variado entre os 21 e 23ºC, aumentando gradualmente para sotavento.

Este regime de temperaturas observou-se ao longo do início do mês de julho de 2011. No entanto, no início da segunda semana do mês de Julho, as temperaturas da superfície da água do mar observadas ao largo da costa continental, diminuíram gradualmente na ordem dos 2 a 3ºC na costa Norte. A mesma tendência verificou-se ao largo da costa Sul com uma diminuição de 4ºC, até ao dia 20.

Este facto deveu-se fundamentalmente à intensidade do vento, responsável pelo afastamento da costa das águas superficiais e forçando a ascensão de águas frias mais profundas, ricas em nutrientes, compensando o movimento das águas superficiais, para o largo.

Fonte: Instituto de Meteorologia

sábado, 15 de janeiro de 2011

Chuva sem água

Este vídeo mostra como um conjunto de pessoas consegue produzir o efeito sonoro de uma grande chuvada. Espectacular!...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Novembro frio em Portugal Continental


Segundo o Instituto de Meteorologia de Portugal Novembro foi mais frio que o normal. Ainda que o início do mês tenha apresentado valores elevados de temperatura máxima entre 20 e 27º C, na 2ª quinzena observaram-se valores muito baixos de temperatura, em particular no interior do território, onde se registaram temperaturas mínimas negativas, como por exemplo em Miranda do Douro (-7.2ºC), Bragança (-6.7ºC) e Montalegre (-6.5ºC).
Os valores médios da temperatura máxima e mínima do ar foram inferiores ao valor normal, em -1.4ºC e -0.9ºC, respectivamente.
Em relação à precipitação em Portugal Continental, o mês classifica-se como normal a seco em quase todo o território, excepto nas regiões do Litoral Norte, da região de Lisboa e de Sagres onde foi chuvoso. O valor médio mensal da quantidade de precipitação foi muito próximo do valor normal 1971-2000, com uma anomalia de -5.2mm.

Fonte: Instituto de Meteorologia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tornado na região de Tomar



Foto: Mário Reis

Ao início da tarde de ontem, dia 7 de Dezembro de 2010, ocorreu um tornado na região de Tomar e de Ferreira do Zêzere.

Este fenómeno consiste num turbilhão de vento, muitas vezes violento, cuja presença se manifesta por uma coluna nebulosa ou cone nebuloso invertido em forma de funil que emerge da base de um cumulonimbo, e por um tufo constituído por poeira, areia ou detritos vários levantados do solo (também é designado por tromba terrestre).

As condições meteorológicas que estão a afectar o continente são influenciadas por uma massa de ar quente, húmido e instável, embebida num fluxo de sudoeste, propícia à ocorrência de fenómenos adversos, como precipitação e vento fortes, facto que levou o IM a emitir avisos meteorológicos para os parâmetros de precipitação, vento e agitação marítima.

De todos os vídeos que se podem encontrar no Youtube que reportam este fenómeno ocorrido ontem escolhi o da Sofia Cartaxo. Há outros vídeos talvez mais espectaculares, contudo a linguagem utilizada não é a mais apropriada para um blogue com objectivos educativos como este.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Previsão de precipitação e vento forte em Portugal Continental

De acordo com o Centro de Previsão do Instituto de Meteorologia, I.P, o estado do tempo no território do continente será condicionado por uma depressão bastante cavada, com um sistema frontal associado, pelo que se prevê para a próxima Sexta-Feira e madrugada de Sábado a ocorrência de precipitação que deverá ser forte em especial nas regiões do Norte e Centro, situação que será acompanhada de vento forte.

Para o distrito do Porto existe alerta amarelo (o segundo mais grave), estando previstos vento de Sul forte com rajada  até 100 km/h e chuva por vezes forte.

Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O mês de Agosto foi o 2º mais quente desde 1931


Tivemos um verão bastante quente especialmente no mês de Agosto. Publico de seguida um comunicado do Instituto de Meteorologia (IM)que realça o facto de o mês de Agosto ter sido o 2º mais quente desde 1931:

O verão de 2010, meses de Junho, Julho e Agosto, foi predominantemente influenciado por um anticiclone estendendo-se em crista para Norte da Península Ibérica e uma depressão de origem térmica centrada na Península Ibérica que transportou na sua circulação uma corrente de Leste, situação que originou valores muitos elevados da temperatura do ar e valores baixos da humidade relativa.
Deste modo, o verão de 2010 foi o 2º mais quente desde 1931, registando uma temperatura média do ar de 23ºC, o que representa uma anomalia de + 1.7ºC, relativamente à normal de 1971-2000. Os valores da temperatura máxima (30.0ºC) e mínima (15.9ºC) do ar foram superiores aos respectivos valores médios de 1971-2000, com anomalias de +2.5ºC e de +1.0ºC, respectivamente.
Temperaturas máximas superiores a 35ºC foram observadas em todo o território continental, com especial realce em algumas regiões do Alentejo, em que se verificaram mais de 50 dias nestas condições.
Durante este período foram registadas três ondas de calor, duas em Julho e uma no início de Agosto.
Em termos de precipitação, o verão de 2010 classifica-se como seco a normal em praticamente todo o território.
Na Madeira, as temperaturas máxima, média e mínima foram superiores aos respectivos valores médios, com anomalias de +0.8ªc, +1.1ºC e *1.3ªC, respectivamente.
Nos Açores, as temperaturas máxima, média e mínima foram superiores aos respectivos valores médios, destacando-se Ponta Delgada com anomalias de +0.4ºC, +0.9ºC e +1.4ªC, respectivamente.

Fonte:http://www.meteo.pt/pt/media/noticias/newsdetail.html?f=/pt/media/noticias/textos/verao2010.html


Se quiserem saber mais consultem o Boletim Climatológico do mês de Agosto do IM aqui.

sábado, 10 de julho de 2010

Tsunami meteorológico na costa algarvia?


No final do dia 6 de Julho de 2010 o estado do tempo na região sul do continente foi condicionado por uma região depressionária na parte oeste da Península Ibérica que se estendia desde o norte de África e por uma depressão em altitude centrada entre a Madeira e Casablanca, com actividade convectiva no bordo nordeste, sobre o golfo de Cádiz. A partir do final tarde, desenvolveram-se nesta região células convectivas em deslocamento para norte caracterizadas por fortes correntes descendentes associadas a rajadas à superfície. Esta situação, passou a atingir a costa sul do Algarve a partir das 21 horas locais (20 horas UTC) – Anexo 1, estendendo-se para norte até à região da grande Lisboa, durante a madrugada e princípio da manhã do dia seguinte.

Durante este período registaram-se variações bruscas da pressão atmosférica nas estações costeiras do Algarve (Anexo 2). Na noite do dia 06, salienta-se em Faro a diminuição de 3.7 hPa em 1h40 (entre as 21:00 e 22:40 UTC) e em Sagres a diminuição de 3 hPa em 10 minutos (entre as 21:40 e 21:50 UTC) e de 4.8 hPa em 40 minutos (entre as 22:20 e 23:00 UTC). Igualmente é de salientar na manhã do dia 07 uma variação de 2.5 hPa em 1 hora em Faro (entre 07:20 e 08:20 UTC).

Paralelamente verificaram-se variações do nível médio do mar da ordem dos 30 cm de acordo com as séries de observações maregráficas das estações de Lagos e de Huelva (Anexo 3), coincidindo com alguns relatos efectuados pela população das regiões costeiras do Algarve e Alentejo.

Este fenómeno está a ser investigado pelo IM, I.P., colocando-se a hipótese, numa análise preliminar, de ser um tsunami meteorológico, cujas características se enquadram nas do fenómeno que se verificou.

O tsunami meteorológico, é um fenómeno gerado por perturbações atmosféricas. As ondas associadas podem ser originadas por ondas gravíticas atmosféricas, passagens de frentes, linhas de borrasca, entre outros fenómenos atmosféricos. O tsunami meteorológico é caracterizado pelas mesmas escalas espaço-temporais das ondas associadas a um tsunami de origem sísmica, e podem de forma semelhante afectar zonas costeiras, sobretudo em águas pouco profundas, tais como, baías e portos, apresentando uma forte amplificação e propriedades de ressonância.

Há relatos de que um operador que estava a embarcar turistas no cais de Silves viu o seu barco ficar em seco de repente, depois das águas do rio terem baixado cerca de meio metro.

Na Ria Formosa, há o caso do barco que fazia a ligação entre Olhão e a Praia do Farol que terá ficado momentaneamente encalhado, quando a altura das águas baixou de forma muito rápida.

Estes tsunamis meteorológicos são mais frequentes em zonas do Mediterrâneo, por exemplo, como as Ilhas Baleares.

Em Portugal, por serem muito raros, os tsunamis meteorológicos não têm nenhum nome especial. Mas são conhecidos por rissaga (Catalunha), milghuba (Malta), marrobbio (Itália) ou abiki (Japão).

Fonte: http://www.meteo.pt/pt/media/noticias/newsdetail.html?f=/pt/media/noticias/textos/meteotsunami_07072010.html

Vejam aqui o vídeo de um tsunami meteorológico em Espanha:



domingo, 10 de janeiro de 2010

Nevou novamente na região do Porto!


Foi com muita satisfação que constatei que hoje voltou a nevar na região do Porto, um ano e um dia depois da última vez. Foi pouquinho, nem acumulou no chão, mas não deixou de ser bonito.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O mês de Dezembro de 2009 foi o mais chuvoso dos deste século, no Continente


O mês de Dezembro apresentou, no Continente, uma anomalia de + 89 mm relativamente ao respectivo valor médio de 1971-2000, o que o classifica em termos meteorológicos como chuvoso a muito chuvoso. De realçar que no Arquipélago da Madeira, no Funchal o valor de precipitação observado neste mês constitui o valor mais elevado desde o início dos registos, em 1931. No Arquipélago dos Açores, os valores de precipitação observados foram igualmente bastantes superiores aos valores normais, salientando-se o valor registado na Horta, que constitui o 2º maior valor desde 1931.

Relativamente aos valores da temperatura, em Portugal Continental, este mês confirma a tendência dos últimos anos, sendo o sétimo Dezembro consecutivo a apresentar valores de temperatura inferiores ao normal, observando-se uma anomalia de -0,6ºC, -0,4ºC e de -0,5ºC para as temperaturas máxima, mínima e média, respectivamente.

Neste mês observaram-se ainda ventos fortes, associados a sistemas depressionários que afectaram todo o território do Continente, em particular na região Oeste (23 Dezembro), onde se registaram ventos excepcionalmente fortes. Na Madeira verificou-se igualmente uma situação extrema em termos de intensidade de ventos, com o registo de rajadas superiores a 100 km/h em mais de 20% dos dias do mês.

Fonte:http://www.meteo.pt/pt/media/noticias/newsdetail.html?f=/pt/media/noticias/textos/Rel_Clima_Dez_2009.html

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Chuva de Dezembro garante ano sem restrições ao uso de água


Eis uma boa notícia para a agricultura portuguesa e para a população em geral. As chuvas intensas de Dezembro acabaram com a seca meteorológica registada há dez meses em Portugal e permitiram ao Instituto da Água assegurar que este ano não vai haver quaisquer restrições ao uso da água. Vejam a notícia do Público on line:


"Está afastado o cenário de restrições ao uso de água em 2010", afirmou à Lusa o presidente do Instituto da Água (Inag), Orlando Borges, assegurando que, mesmo no Verão, não vão ser impostas restrições ao uso de água na agricultura e pecuária, na produção de electricidade e no abastecimento público.

A possibilidade de uma seca hidrológica este ano em Portugal, que obrigasse a restrições, foi totalmente afastada devido às fortes chuvas dos últimos dois meses, em especial de Dezembro, que aumentaram o nível de água armazenada nas barragens.

O último boletim do Inag, relativo a Dezembro, revela que em 24 das 56 albufeiras monitorizadas em Portugal existem já disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total e que os armazenamentos foram superiores à média das últimas duas décadas.

"Mas o facto de se dizer que não vão haver restrições ao uso de água não quer dizer que os portugueses não devam fazer um uso eficiente da água", ressalvou Orlando Borges.

As fortes chuvas de Dezembro permitiram ainda retirar Portugal da situação de seca meteorológica que, em 2009, se registava desde Março e que em Novembro passado ainda se mantinha em 60 por cento do território nacional (do qual 29 por cento em seca severa).

"A seca desapareceu em quase todo o território, mantendo-se apenas situações pontuais de seca fraca em algumas zonas do sul do país", afirmou à Lusa o presidente do Instituto de Meteorologia, Adérito Serrão.

Baseando-se ainda em dados preliminares, uma vez que o boletim climatológico de Dezembro ainda não está concluído, Adérito Serrão explicou que a seca desapareceu em quase todo o território porque "choveu anormalmente" em Dezembro, "além do normal nos últimos 30 anos".

"Em Dezembro chegámos a ter anomalias de precipitação de 70 milímetros e em alguns sítios do país a chuva foi 200 por cento mais do que a média dos últimos trinta anos", afirmou o presidente do Instituto de Meteorologia.

Para o corrente mês, e ressalvando que as previsões meteorológicas são falíveis, Aderito Serrão diz que a chuva vai continuar, assim como as baixas temperaturas e alguma "instabilidade" no clima.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/chuva-de-dezembro-garante-ano-sem-restricoes-ao-uso-de-agua_1416641

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Explicação para a Situação de Tempo Severo na Região Oeste na Madrugada do Dia 23 de Dezembro


Na madrugada do dia 23 de Dezembro de 2009, a região do Oeste de Portugal Continental foi atravessada por uma depressão muito cavada, tendo sido registado um valor mínimo da pressão ao nível médio do mar de 969.4 hPa às 04:20 horas locais na estação do Cabo Carvoeiro.

De acordo com uma análise preliminar, no presente episódio e considerando a rede de estações do IM (cuja distância média entre estações é inferior a 30 km), verificou-se que foi também na mesma estação que se registaram os valores mais elevados da intensidade do vento. Em particular, o vento médio atingiu cerca de 90 km/h às 4:40 e a rajada 140 km/h às 4:50 de dia 23.

O cavamento da depressão, ou seja, a diminuição da pressão no seu centro, foi muito acentuado, em particular no momento da passagem sobre o território. Uma análise preliminar permite estimar um cavamento de cerca de 20 hPa num período de 24 horas, o que à latitude de Portugal Continental permite classificar este evento como um episódio extremo.

As observações efectuadas pelo sistema de radar Doppler de Coruche permitiram identificar e seguir o referido núcleo depressionário, à aproximação e passagem pela referida região. Na animação do produto MAXZ (ver Enciclopédia METEO.PT/Observação Remota/Radar) o núcleo depressionário começa a ser identificado pelas 3:10 UTC ainda sobre o mar, a sudoeste do Cabo Carvoeiro; pelas 4:20 UTC, no seu deslocamento para nordeste, o núcleo da depressão encontra-se já sobre o mesmo cabo, à hora a que foi observado na referida estação o valor mínimo de pressão atmosférica. Ao prosseguir o seu movimento para nordeste, para o interior do território, o núcleo depressionário foi enchendo (aumentando a presão no seu centro) e os ventos associados diminuíndo de intensidade.

O presente episódio é semelhante a outros que ocorreram em Portugal Continental no passado, como são exemplos os temporais de 5 a 6 de Novembro de 1997 no Alentejo e de 6 a 7 de Dezembro de 2000 no litoral Norte e Centro.

É importante clarificar que este fenómeno não se enquadra na classe de ciclones tropicais, cuja natureza é distinta da do fenómeno actual. Por exemplo, é de notar, que um ciclone tropical de categoria 1 apresenta vento médio superior a cerca de 120 km/h, valor que não foi registado em nenhuma das estações da rede do IM.

Sequência de imagens, geradas pelo sistema RADAR Meteorológico do IM, I.P., da situação dia 23 Dezembro 2009 (cliquem no link)
Fonte: Instituto de Meteorologia

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Prejuízos na agricultura em consequência do temporal rondam 15 milhões de euros


Mais uma vez pudemos constatar o quanto a actividade agrícola está condicionada pelos factores naturais, nomeadamente do clima. O temporal que ocorreu na madrugada de hoje (23/12/09) deixou um rasto de destruição nas explorações agrícolas da região agrária do Ribatejo e Oeste, como poderão compreender lendo a notícia do Público on Line publicada hoje.

O ministro da Agricultura, António Serrano, anunciou esta quarta-feira, em Torres Vedras, a activação de mecanismos financeiros de ajuda aos agricultores da região numa altura em que os prejuízos causados ao sector pelo mau tempo rondam os 15 milhões de euros, noticia a Lusa.

António Serrano falava perante os agricultores da região Oeste nas instalações da Câmara Municipal de Torres Vedras, onde se deslocou juntamente com o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para expressar solidariedade e anunciar aquele apoio.

O governante referiu que o ministério da Agricultura, juntamente com as organizações dos agricultores da região, está ainda a avaliar a totalidade dos prejuízos, que deverão rondar os 15 milhões de euros, mas que serão activados de imediato os instrumentos financeiros à disposição da tutela e que vão permitir um apoio até ao montante de 50 por cento a fundo perdido.

O valor dos prejuízos apontados pelo Ministério da Agricultura «está longe da realidade» considerou José Firmino da Associação de Horticultores de Torres Vedras, prevendo que seja superior.

O ministro reconheceu que os estragos foram «avultados» e que houve «muitas estufas danificadas», tendo prometido «celeridade» na concessão da ajuda financeira e garantindo que o prazo máximo para entrega das candidaturas ao apoio e o respectivo pagamento do estado não deverá ultrapassar os 45 dias.

Com esta ajuda, António Serrano acredita que é possível minorar e ressarcir os agricultores desta zona do país, que foram prejudicados pela tempestade da madrugada de hoje.

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/agricultores-agricultura-mau-tempo-tvi24/1112166-4071.html

Subida das águas do rio Tinto desalojou 15 famílias

Em Rio Tinto verificou-se a situação mais grave devido ao mau tempo na zona do grande Porto

As águas do rio Tinto transbordaram as margens esta noite devido à chuva intensa que se fez sentir naquela freguesia do concelho de Gondomar. Quinze famílias ficaram desalojadas devido às inundações que afectaram com maior gravidade a zona do Caneiro e da rua dos Moinhos.

Marco Martins, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, indicou à Lusa que as pessoas desalojadas recorreram a famílias e amigos para abrigo temporário durante a noite, acreditando o autarca que esta noite já seja possível regressarem às suas casas.

Isabel Santos, governadora civil do Porto, adiantou, por sua vez, que a situação das 15 famílias desalojadas em Rio Tinto é a situação mais grave ocorrida esta madrugada devido ao mau tempo na zona do grande Porto. “Não há danos humanos, só materiais”, frisou.

De acordo com o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários da Areosa-Rio Tinto, a chuva torrencial que caiu durante a noite de ontem e esta madrugada deixou Rio Tinto num “pandemónio”. “Felizmente não temos feridos a lamentar, mas Rio Tinto está um pandemónio”, referiu Virgílio Pereira. Além de inúmeras inundações, a chuva também provocou aluimentos de terra e derrocadas de muros, situações que deixaram “intransitáveis a Rua das Arroteias, a Travessa do Forno e a Rua da Granja”.

Ainda segundo o comandante, a Rua Amália Rodrigues também esteve intransitável devido a um aluimento de terra que deixou um automóvel parcialmente soterrado. Virgílio Pereira deu ainda conta “do aluimento de um suporte da via-férrea do Minho”. “A terra que suportava os carris no sentido Cantomil-Rio Tinto aluiu pelo que a circulação está a ser feita apenas numa via. A Refer já esteve no local para verificar as condições de segurança da via que está a ser utilizada e determinou que a circulação no local deve ser feita a uma velocidade reduzida”, acrescentou o responsável.

Desde as 05h30, que a circulação na Linha do Minho (Campanhã-Valença) está então a ser feita apenas por uma via. O porta-voz da CP, Bruno Martins, admitiu à Lusa que o problema naquele troço da Linha do Minho está a afectar centenas de passageiros. “Os comboios estão a passar a uma velocidade muito reduzida, o que está a provocar atrasos em dezenas de comboios”, referiu, adiantando que a CP decidiu entretanto fazer hoje de manhã o transbordo rodoviário de passageiros de duas composições Alfa Pendular entre Braga e Porto-Campanhã e vice-versa.

De acordo com a governadora civil do Porto, o período mais complicado causado pelas chuvas verificou-se entre as últimas horas de segunda-feira e as 05h00 de hoje, sendo que desde as 07h00 que a “situação tende a melhorar e a normalizar”.

Isabel Santos indicou que a Protecção Civil está colocada no terreno e a responder aos vários pedidos de socorros. Além de habitações, a chuva intensa provocou inundações em estradas e túneis e danos em várias embarcações. António Oliveira, dos Sapadores Bombeiros do Porto, contou à Lusa que na Marina do Freixo, no Porto, várias embarcações ficaram afundadas, “outras com danos graves e umas em cima das outras”.

Fonte: http://www.publico.pt/Local/subida-das-aguas-do-rio-tinto-desalojou-15-familias_1414990


Fiquem agora com a reportagem da SIC que chama a atenção para o facto de estas inundações estarem relacionadas com as obras do Metro do Porto que entubaram o rio em mais um troço do seu curso.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Inverno chega hoje com chuva, frio e neve em diversas regiões montanhosas


Mapa sinóptico do dia de hoje


O Inverno chega hoje com chuva, frio e neve, de acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia (IM) para os primeiros dias da nova estação, que são também de férias para muitas famílias.

“Os primeiros dias de Inverno vão ser chuvosos”, disse Idália Mendonça, do IM, acrescentando que a previsão disponível neste momento vai até dia 27 de Dezembro (domingo).

“De segunda-feira a domingo, o tempo é chuvoso em todo o território, uns dias mais do que outros, mas sempre com chuva”, afirmou a meteorologista. Em relação à temperatura, hoje haverá uma pequena subida em relação a domingo.

Assim, o primeiro dia de Inverno promete neve a “altitudes bastante baixas” e ao longo do dia a quota de neve vai subindo para cerca de 600 metros. Terça-feira volta a nevar acima dos 600 metros ao final do dia, estando assegurada a neve na Serra da Estrela, um dos principais destinos turísticos nesta época do ano.

As temperaturas mínimas de domingo serão negativas na maior parte do território. Para Beja, Santarém e Setúbal estão previstos zero graus de mínima, para Lisboa um grau e para Faro quatro graus, o que “também é uma temperatura muito baixa”, referiu. Nas máximas, Faro chegará aos dez graus, enquanto Lisboa, Porto, Beja e Santarém não deverão ultrapassar os oito graus.

Fonte: http://www.publico.pt/Local/inverno-chega-hoje-com-chuva-frio-e-neve_1414818

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

55 milhões de pessoas afectadas por eventos extremos em 2009

Tornado

Os eventos extremos, em 2009, causaram cerca de 9 mil mortes, num total de 55 milhões de pessoas afectadas, de acordo com os resultados preliminares para 2009 divulgados pelo Secretariado-Geral do ISDR (international Strategy for Disaster Reduction) das Nações Unidas.

Dos 245 desastres naturais contabilizados em 2009, 224 tiveram relação directa com factores meteorológicos/climáticos. Neste capítulo inserem-se fenómenos como as inundações, secas, ciclones tropicais entre outros.

Os avanços na monitorização, previsão e elaboração atempada de avisos de fenómenos meteorológicos/climáticos extremos associados a uma melhoria de resposta dos sistemas de protecção civil, são responsáveis pela diminuição do número de mortes. Na realidade, nos últimos 50 anos, enquanto o número de desatres naturais e os prejuízos económicos com eles relacionados, aumentaram por um factor entre 10 a 50, as mortes associadas foram reduzidas dramaticamente por um factor de 10.

Fonte: Instituto de Meteorologia

sábado, 26 de setembro de 2009

Tempestade de areia faz Sydney amanhecer sob nevoeiro vermelho


Uma grande tempestade de areia fez Sydney, a maior cidade da Austrália, amanhecer na passada quarta-feira sob um impressionante e espectacular nevoeiro vermelho, paralisando a actividade da cidade no começo dessa manhã.
Vejam a notícia do fenómeno no site do jornal brasileiro "Dia":

A nuvem de areia vermelha, que parecia um grande incêndio florestal, fez com que alguns residentes da cidade ligassem para as rádios dizendo que o "fim do mundo" havia chegado. Em poucas horas, o tom vermelho suavizou-se e começou a ficar próximo do amarelado.

A tempestade de areia, procedente do deserto do interior do país, começou durante a noite e afectou grande parte do estado de Nova Gales do Sul, com ventos superiores a 100km/h. O transporte público ficou suspenso e as autoridades sanitárias emitiram um alerta para que os cidadãos com problemas respiratórios, asma, ou problemas de coração não saiam à rua.

Vários voos internacionais tiveram que ser atrasados ou desviados para Melbourne e Brisbane, e as partidas do porto foram canceladas pela pouca visibilidade.

O fenómeno foi atribuído à seca que assola vastas zonas do país.

A areia cobre desde Newcastle, cerca de 160 quilómetros ao norte de Sydney, até Dubbo, 500 quilómetros para o interior e Wollongong, 85 quilómetros ao sul, onde as chuvas criaram rios de lodo.



Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2009/9/tempestade_de_areia_faz_sydney_amanhecer_sob_penumbra_vermelha_36626.html