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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

China faz duras advertências aos EUA sobre Tibete e Taiwan

Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, território anexado pela China
As relações entre os EUA e a China já tiveram melhores dias. A China advertiu nesta terça-feira que um encontro entre o presidente americano Barack Obama e o Dalai Lama prejudicará as relações bilaterais e ameaçou adotar represálias após a decisão de Washington de vender armas a Taiwan, em um novo episódio da escalada da tensão entre as duas grandes potências mundiais.

O que é que será de esperar desta nova tensão entre os dois gigantes mundiais?

Vejam a notícia da AFP de hoje:


Além do Tibete, existem ainda a questão de venda de armas americanas a Taiwan e o caso da censura denunciada pelo Google. Os problemas se multiplicam e ofuscam as relações entre os dois países, numa escalada de conflitos ainda moderada, segundo os analistas.

"Nós opomo-nos com firmeza a tal encontro", declarou à imprensa Zhu Weiqun, alto funcionário do Partido Comunista, numa referência à visita de 10 dias aos Estados Unidos que o Dalai Lama iniciará em Washington a partir de 16 de fevereiro.

Em Dharamsala (norte da Índia), o governo tibetano no exílio declarou que "não há motivos" para que Obama tema uma possível reunião.

No momentos em que as relações China-EUA atravessam um período de turbulências, Zhu Weiqun declarou que um encontro Obama-Dalai Lama "prejudicaria seriamente as bases políticas das relações".

"Se o presidente americano escolher este momento para receber o Dalai Lama, isto ameaçará com certeza a confiança e a cooperação entre China e Estados Unidos", disse o director do Departamento do Trabalho da Frente Unida, responsável pelas negociações com os tibetanos.

A China protesta em todas as ocasiões em que está prevista uma reunião entre o líder religioso tibetano, a quem acusa de separatismo, e líderes estrangeiros.

Oficialmente não foi confirmada uma reunião de Obama com o Dalai Lama, mas o presidente verá o dirigente tibetano "no momento oportuno", segundo fontes do governo americano.

O governo tibetano no exílio rebateu as ameaças de Pequim a Washington.

"Do nosso ponto de vista, temos o sentimento de que o papel dos Estados Unidos é facilitar um diálogo justo e honesto entre os emissários do Dalai Lama e o governo chinês", declarou à AFP o porta-voz do governo tibetano no exílio, Thubten Samphel.

"Os Estados Unidos apoiam o ponto de vista do Dalai Lama, que considera que a questão do Tibete deve ser resolvida dentro da Constituição chinesa", acrescentou Samphel.

"Não há, portanto, razões que sustentem o argumento chinês de que tal encontro prejudicaria as relaçõnes entre China e Estados Unidos".

Em Pequim, Zhu ressaltou que o diálogo de Pequim com os representantes do Dalai Lama, na semana passada, evidenciou as profundas divergências entre as duas partes a respeito do estatuto do Tibete.

O governo chinês informou na segunda-feira ter repetido aos representantes do Dalai Lama que rejeita qualquer concessão sobre a soberania chinesa do Tibete.

"Os interesses nacionais são invioláveis e não há espaço para discussões sobre as questões de soberania nacional e territorial", afirmou o governo em um comunicado oficial.

Nesta terça-feira, Zhu Weiqun destacou que "as relações entre o governo chinês e o Dalai Lama fazem parte totalmente dos assuntos internos chineses".

"Opomo-nos a qualquer tentativa estrangeira de interferência nos assuntos internos da China sob pretexto do Dalai Lama", disse.

A advertência foi feita depois da China ter denunciado a venda de armas americanas a Taiwan, classificando a mesma de "interferência grosseira" dos Estados Unidos nos temas internos chineses.

Depois do anúncio na sexta-feira de um contrato de mais 6,4 bilhões de dólares de vendas de armamentos americanos à ilha, o governo chinês suspendeu imediatamente os intercâmbios militares com os Estados Unidos e anunciou sanções.

Em Singapura, Bruce Lekmim, vice-subsecretário da Força Aérea Americana, afirmou que a China teve uma reacção infeliz.

Lekmin descartou que os Estados Unidos recuem na decisão de vender armas a Taiwan, a ilha nacionalista considerada pela China comunista uma de suas províncias, mas que desde 1949 vive separada de facto da autoridade de Pequim.
(AFP)

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hO4DsRE2AMyMfp5r1Mucb_GjX2Og

sábado, 30 de janeiro de 2010

Alta velocidade em diferentes países do Mundo

O vídeo que se segue mostra projectos de redes de caminho-de-ferro de alta velocidade em diversos países do Mundo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Haiti: sismo de grau 7 terá causado mais de cem mil mortos


Poderão ter morrido "bem mais de cem mil pessoas" no terramoto no Haiti, afirmou à estação de televisão norte-americana CNN o primeiro-ministro do país, Jean-Max Bellerive. A afirmação segue-se às declarações do Presidente, René Préval, que falou da possibilidade de terem morrido milhares de pessoas no sismo, que causou ainda danos "inimagináveis".

Sabia-se já que três milhões de pessoas foram afectadas – ou seja, um terço da população. O tremor de terra – que com magnitude 7.0 foi o pior no país em 200 anos – fez ruir o palácio presidencial, o Parlamento, um edifício da ONU, escolas, hospitais e casas de lata à beira de ravinas. A capital do Haiti, Port-au-Prince, ficou coberta com um manto de poeira de edifícios destruídos.

O Presidente disse ainda que se ouviam gritos de pessoas sob os escombros do edifício do Parlamento, onde ainda estava soterrado o presidente do Senado.

Muitas pessoas dormiram ao relento em Port-au-Prince, temendo que as réplicas fizessem desabar as frágeis paredes ainda de pé. A cidade, onde vivem quatro milhões de pessoas, estava sem electricidade e sem comunicações. Começaram os saques aos supermercados, os detidos de uma prisão libertaram-se e temia-se o regresso à violência política.

O tremor de terra foi uma catástrofe para o Haiti e para a ONU, comentou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O líder da missão das Nações Unidas no Haiti, o tunisino Hedi Annabi, está desaparecido, tal como o seu número dois, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, disse ainda Ban.

No edifício da ONU trabalhavam normalmente entre 200 a 250 pessoas, essencialmente pessoal administrativo; ontem, estariam no local entre 100 a 150 pessoas. Até agora foram retirados do edifício "menos de dez pessoas, umas mortas, outras vivas", afirmou o subsecretário-geral das Operações de Paz, Alain Le Roy. Mas havia ainda mais de cem desaparecidos.

A missão da ONU no Haiti inclui 7000 tropas de manutenção de paz (o Brasil já anunciou morte de 11 militares, a Jordânia de três; e a China relatou casos de soldados soterrados e desaparecidos), dois mil agentes de polícia internacional, 490 funcionários civis estrangeiros e 1200 funcionários civis locais, afirmou Le Roy, citado no diário brasileiro "Folha de São Paulo".

Obama promete ajuda rápida

"Só agora estamos a começar a ver a dimensão da devastação, mas as informações e imagens que vimos de hospitais que se desmoronaram, de casas destruídas e homens e mulheres a levarem os seus vizinhos feridos pelas ruas são verdadeiramente comoventes", disse o Presidente norte-americano, Barack Obama, prometendo uma resposta rápida da sua Administração ao desastre.

Uma gigantesca operação de emergência está a ser montada, com recursos a chegarem dos Estados Unidos e de países sul-americanos. Organizações de assistência como a Cruz Vermelha já disponibilizaram centenas de milhares de dólares em ajuda e múltiplas organizações humanitárias preparam-se para partir para o país das Caraíbas – um dos mais pobres do mundo, onde 80 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza, com acesso a menos de dois dólares por dia.

Pela noite e madrugada era impossível perceber até que ponto as autoridades locais foram capazes de responder à situação – vários relatos diziam não haver ambulâncias, carros de polícia, de bombeiros ou escavadoras. Um desafio imediato para a assistência internacional era chegar ao país, já que o aeroporto estava fechado – mas reabriu entretanto.

Outro desafio é a manutenção da ordem pública e segurança. Uma força internacional de manutenção de paz, ao serviço da ONU, está no país desde o golpe que levou à expulsão do Presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004. O grosso do contingente militar, de 7000 efectivos, é assegurado pelo Brasil, país que representa o Haiti junto das instituições internacionais. O Brasil teme muitas vítimas entre o seu contingente – até agora foi confirmada a morte de 11 militares e ainda da presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns, figura importante que tinha sido, escreve a "Folha de São Paulo", indicada para o Nobel da Paz em 2006.

O Haiti é ciclicamente assolado por desastres naturais. Port-au-Prince foi parcialmente afectada por um sismo de magnitude 6.7 em 1984. Em 2004, mais de três mil pessoas morreram na sequência do furacão "Jeanne", que dizimou a cidade de Gonaives, no noroeste do país. Quatro anos mais tarde, a mesma cidade foi novamente devastada por quatro sistemas tropicais. Desde 2008, os furacões "Gustav", "Hanna" e "Ike" mataram 800 pessoas e causaram prejuízos avaliados em mil milhões de dólares.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/sismo-fez-bem-mais-de-cem-mil-mortos_1417662

sábado, 9 de janeiro de 2010

Imigrantes africanos revoltam-se na Calábria e gritam: "Não somos animais!"


Infelizmente, o racismo e a xenofobia continuam um pouco por todo o lado. As notícias que nos chegam de Itália provocam-me um sentimento de repugnância e de vergonha pois trata-se de um país europeu su+postamente "civilizado". Em épocas de crise económica e social, os imigrantes são sempre quem paga. Vejam a notícia do Público on line de hoje.



A calma regressou hoje à região da Clábria, no Sul de Itália, após os confrontos entre as populações e os milhares de imigrantes africanos que ali trabalham, que causaram dezenas de feridos.

O Governo italiano mobilizou reforços policiais para tentar conter a violência e a autoridades começaram a transferir imigrantes para as regiões vizinhas. Terminou a ocupação à câmara municipal de Rosarno e esta manhã as lojas voltaram a abrir.

Sessenta e sete feridos, entre os quais 31estrangeiros, 19 polícias e 17 habitantes locais, resultaram dos incidentes entre a população da província italiana de Reggio Calabria e os imigrantes africanos que ali vivem, a trabalhar essencialmente na apanha de fruta e de vegetais. Cerca de 300 imigrantes foram já transferidos para um centro de acolhimento de emergência em Crotone, a cerca de 170 quilómetros de Rosarno. Outros deverão partir ainda hoje.

O chefe da polícia local, António Manganelli, anunciou ontem à noite o envio de cerca de 200 polícias para conter a violência em Rosarno, que tem cerca de 15 mil habitantes. O objectivo, adiantou ao Corriere della Sera, é “reforçar o controlo do território e preparar a deslocação dos imigrantes”.

Ontem, milhares de africanos manifestaram-se frente à câmara municipal de Rosarno, naquela província meridional, depois das desordens da noite anterior, durante as quais alguns imigrantes incendiaram carros e partiram montras de estabelecimentos, num protesto contra os ferimentos infligidos a dois negros por jovens brancos.

Milhares de cidadãos estrangeiros concentraram-se quinta-feira nas ruas, tendo dezenas de africanos partido os vidros de carros com barras de aço e pedras, ao mesmo tempo que incendiavam caixotes do lixo.

"Não somos animais!", gritavam os manifestantes, que ostentavam cartazes a dizer "Os italianos daqui são racistas", depois de dois jovens brancos que iam numa viatura terem disparado espingardas de pressão de ar contra um grupo de africanos que regressava do trabalho rural, tendo ferido alguns deles.

Um clima "dantesco"

Em toda a Calábria (separada da Sicília pelo Estreito de Messina) vivem e trabalham mais de 50.000 estrangeiros, incluindo cerca de 1500 que residem em fábricas abandonadas, sem água corrente nem electricidade, afirmando os grupos de defesa dos direitos humanos que são explorados pelo crime organizado, nomeadamente pela rede mafiosa "Ndrangheta. "Os lugares onde vivem os imigrantes são verdadeiros ambientes dantescos", afirmou ontem o pároco de Rosarno, Carmelo Ascone.

A revista Ffmagazine, próxima da Fundação Farefuturo, de Gianfranco Fini, presidente da Câmara dos Deputados, reconheceu que "na Itália existe escravatura, e um Estado cívico, moderno e democrático não pode tolerar que milhares de pessoas vivam na indigência mais absoluta".

Uma centena de habitantes italianos, armados com bastões e barras de ferro, tentou forçar ontem à noite uma barricada erguida a centenas de metros de umas instalações onde estavam muitos dos estrangeiros que na noite anterior tinham queimado pneus e protagonizado as cenas de revolta.

Entre os calabreses havia até, segundo o relato feito pelo jornal La Repubblica, recipientes com gasolina, como se tencionassem pegar fogo aos locais onde se encontravam entrincheirados os africanos. O clima era o de uma cidade em pé de guerra, fazendo temer uma escalada da violência.

O ministro do Interior, Roberto Maroni, que dia 12 vai ao Senado falar sobre esta situação, parecia em sintonia com muitos dos sentimentos mais xenófobos, quando ontem dizia que "a Itália tem sido nos últimos anos demasiado tolerante com a imigração clandestina".

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/imigrantes-africanos-revoltamse-na-calabria-e-gritam-nao-somos-animais_1416989

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dubai inaugura o maior arranha-céus do mundo e o primeiro Hotel Armani


E eis que, apesar das notícias recentes de um choque financeiro no Dubai, o emirado se prepara para celebrar o seu mais recente e mirabolante ícone: hoje é inaugurado oficialmente o Burj Dubai (Torre Dubai), declarado já o mais alto edifício do mundo (e a mais alta estrutura construída por mão humana), com os seus mais de 800 metros (a altitude exacta é… secreta — rumores correm que deverá andar pelos 816/818m).

Mas, 800m bastam, já que, até agora, o campeão era o Taipei 101 de Taiwan com “apenas” 508m. O Burj Dubai é parte de um imenso complexo comercial e é composto por “mais de” 160 andares, incluindo parte residencial (mais de mil apartamentos), parte escritórios (meia centena de pisos) e comercial, e, claro, hotéis de luxo extremo. Neste capítulo, não se faz mesmo por menos: tem direito ao primeiro hotel (e residências) Armani do mundo — a unidade hoteleira, projecto orientado pelo próprio Giorgio Armani, ocupa os primeiros oitos pisos e os 38.º e 39.º andares, oferecendo 160 quartos e suites, spa, restaurantes e lojas com a chancela daquela casa de moda italiana.

Impressionante!...

Fonte: http://www.publico.clix.pt/Mundo/dubai-inaugura-o-maior-arranhaceus-do-mundo-e-primeiro-hotel-armani_1416197






Lista dos edifícios mais altos do mundo:

- 366 m - Torre Jan Mao - Xangai (China, 1998)

- 369 m - Bank of China - Hong Kong (1989)

- 374 m - Central Plaza - Hong Kong (1992)

- 381 m - Empire State Building - Nova Iorque (Estados Unidos, 1931)

- 407 m - Two International Finance Center - Hong Kong (2003)

- 410 m - Petronas Twin Towers - Kuala Lumpur (Malásia, 1998)

- 442 m - Willis (Sears) Tower - Chicago (Estados Unidos, 1974)

- 492 m - Shangai World Financial Center - Xangai (China, 2008)

- 508 m - Taipei 101 - Taipé - (Taiwan, 2004)


Torres actualmente em construção:

- 484 m - International Commerce Center Hong Kong (2010)

- 541 m - One World Trade Center (Freedom Tower New York) (Estados Unidos, 2014)

- 600 m - Abraj Al Bait - Meca (Arábia Saudita, 2010)

- 609 m - Chicago Spire - Chicago (Estados Unidos, 2010)

- 610 m - Tokyo Sky Tree (Nova Torre de Tóquio) - Tóquio (Japão 2012)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Breathingearth.net - um site com um mapa interessante


Hoje apresento-vos um site muito interessante que vale a pena dar uma vista de olhos Dá para ficar com uma boa visão global da situação do mundo.


O endereço é: http://www.breathingearth.net/


Deixem ficar o mapa aberto uns minutos e depois leiam a informação global.

Passem o rato por cima de cada país...

Mapa impressionante!... Além de indicar quantos nascem e morrem no mundo a cada instante, indica a população de cada país e as emissões de CO2, colocando o cursor em cima de cada país. É impressionante o movimento na China e na India...

Se verificarem bem, constatarão que a população da Europa não se consegue substituir. Em contrapartida, a África e a Ásia não param de aumentar.

Clicar no link abaixo:

http://www.breathingearth.net/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Comércio Justo



O Que é o Comércio Justo?

O Comércio Justo e Solidário é “uma parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito. Contribui para o desenvolvimento sustentável oferecendo melhores condições de comércio tendo em conta os direitos dos produtores e trabalhadores marginalizados, especialmente no Sul do mundo.”


Princípios do Comércio Justo

1. O respeito e a preocupação pelas pessoas e ambiente, colocando as pessoas acima do lucro (“people before profit”);
2. A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica);
3. Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos e métodos de comercialização;
4. Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afectam;
5. A protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas;
6. A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;
7. A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo;
8. A educação e a participação em campanhas de sensibilização;
9. A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.


Actores do Comércio Justo

Produtores
Importam-se produtos do Comércio Justo (alimentares, têxteis e artesanato) de mais de 800 cooperativas de 45 países do Sul do Mundo. Estas cooperativas representam grosso modo cerca de 1 milhão de trabalhadores (entre agricultores e artesãos) e estima-se que 5 milhões de pessoas beneficiem da justiça que este movimento promove (melhoria das condições de trabalho e vida através do pagamento de um preço mais justo e do pré-financiamento em 50%).

Importadores
Existem cerca de 50 organizações importadoras, normalmente Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), espalhadas pela maioria dos países da UE, bem como no Japão, Canadá, EUA e Austrália.

Lojas do Mundo
Só na Europa existem 2740 Lojas do Comércio Justo. A Alemanha surge destacada com quase 800 Lojas do Mundo, seguida de países como a Holanda, Bélgica e Itália, na ordem das 300 Lojas, terminando aqui ao lado na Espanha com cerca de 70 Lojas e Portugal com 9 Lojas do Comércio Justo.


Produtos e Mercado

Os produtos do Comércio Justo agrupam-se em três categorias:
alimentares (chá, cacau, açúcar, compotas, bolachas, caju, mel, guaraná, especiarias e finalmente o café,…), têxteis (t-shirts, camisas, calças, tapetes, lenços, mantas,…) e artesanato (bijuteria, artigos para casa ou cozinha, cestaria, jogos educativos, carteiras, espanta-espíritos, velas, papel e vidro reciclado,…).
Estes produtos chegam ao consumidor final europeu através de dois grandes canais: as 2740 Lojas do Comércio Justo e cerca de 60 000 mil supermercados (aqui graças à certificação de produtos).
As Lojas do Comércio Justo vendem, anualmente, produtos do Comércio Justo no valor de 92 milhões de Euros (50% produtos alimentares).
Por ano, as Lojas do Mundo e os supermercados vendem produtos certificados no valor de 210 milhões de Euros. No total, produtos certificados e não certificados representam um valor total de mercado na ordem dos 260 milhões de Euros.
O sector de Comércio Justo na Europa representa actualmente mais de 3000 postos de trabalho, apoiados por 100 mil voluntários.


Critérios das Lojas do Comércio Justo


1. As Lojas do Comércio Justo apoiam a definição e os princípios do Comércio Justo através da sua missão, valores, material de divulgação e actividades;
2. A função principal das Lojas do Comércio Justo é a promoção do Comércio Justo, através da venda de produtos comercializados de modo justo, da informação e da participação em campanhas de sensibilização;
3. As Lojas do Comércio Justo reinvestem os seus lucros no circuito do Comércio Justo, nomeadamente no fortalecimento das estruturas de importação e produção e na melhoria das infra-estruturas e serviços acessíveis aos produtores;
4. As Lojas do Comércio Justo informam o público sobre os seus objectivos, a origem dos produtos, os produtores e o Comércio Mundial. Elas apoiam as campanhas que promovem a melhoria da situação dos produtores, bem como as que visam influenciar as políticas nacionais e internacionais.

Fonte: http://www.reviravolta.comercio-justo.org/?p=37


Fiquem agora com alguns vídeos sobre Comércio justo.





terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fragata portuguesa enfrenta piratas na Somália

A fragata portuguesa Álvares Cabral impediu há dias (19/11) um ataque de piratas ao largo da Somália, numa operação que permitiu deter temporariamente e identificar cinco suspeitos. A operação foi desencadeada depois de um cargueiro ter pedido socorro quando se encontrava a 110 milhas náuticas a norte de Bosaso, principal cidade portuária de Puntland, região autónoma somali. A fragata portuguesa assumiu o comando da operação, realizada com apoio de um avião de patrulha espanhol, a quem coube verificar o local do ataque.
Enquanto a fragata Álvares Cabral interceptava a lancha dos piratas, um helicóptero Lynx levantou do navio português para forçar a paragem da embarcação. Quando os fuzileiros portugueses se aproximaram , os piratas lançaram ao mar armas e outros equipamentos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cerca de 500 mil pessoas já assinaram petição da ONU a favor de um acordo em Copenhaga.


Chama-se Hopenhagen, já recolheu cerca de 500 mil assinaturas online e é um movimento que está a organizar uma petição das Nações Unidas a favor de um acordo na Cimeira de Copenhaga que vai realizar-se no próximo mês (de 7 a 18 de Dezembro) .

O objectivo do Hopenhagen "é ligar cada pessoa, cada cidade e cada nação a Copenhaga, dando a todos esperança (Hope) e uma plataforma de acção" que permita criar um movimento promotor da mudança.

"A nossa esperança é que em Copenhaga possamos começar a construir um mundo mais limpo e mais habitável do que aquele em que hoje vivemos", salientam os organizadores.

O movimento conta não só com o apoio dos cidadãos como de grandes empresas e organizações. Os parceiros do Hopenhagen são a Coca-Cola a SAP (empresa de software) e a Siemens.

E os "Amigos de Hopenhagen" incluem mais de cem empresas e organizações, como a AOL, Corbis, Google, JCDecaux, Warner Brothers, os ministérios dos Negócios Estrangeiros e do Clima e Energia da Dinamarca, jornais, revistas e canais de TV de todo o mundo.

Cliquem aqui para assinar a Petição on line.


Vejam agora alguns vídeos promocionais deste movimento (Hopenhagen) e de um outro "Raise Your Voice" alusivos à Cimeira de Copenhaga.











segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O belga Herman van Rompy vai ser o Presidente do Conselho Europeu

Herman van Rompy

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia escolheram o belga Herman van Rompuy e a britânica Catherine Ashton para ocuparem os novos cargos criados pelo Tratado de Lisboa, presidente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa Europeia, respectivamente.
Catherine Ashton

Após muitas divergências, os líderes dos 27 acabaram por escolher dois desconhecidos para os dois cargos mais importantes da União Europeia. Herman van Rompuy, é actualmente o Primeiro-Ministro da Bélgica e Catherine Ashton Comissária Europeia para o Comércio.

Na minha opinião a escolha de duas figuras pouco conhecidas e com pouco peso na política internacional poderá ser explicado pela pouca vontade dos principais líderes europeus em perder o poder que dispõem de momento, facto que não ajudará a tornar a União Europeia mais forte na cena mundial.

Herman van Rompuy e Catherine Ashton serão oficialmente designados a 1 de Dezembro, data em que entrará em vigor o Tratado de Lisboa.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Muros ao redor do mundo: México-Estados Unidos, Israel-Cisjordânia e Rio de Janeiro (favelas)

Muro entre os EUA e o México, em pleno deserto


No dia 9 de Novembro comemoramos os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Infelizmente existem ainda outros muros em diversas regiões do Globo que continuam a envergonhar a humanidade. Há dias escrevi sobre o muro que a Índia está a construir ao longo da sua fronteira com o Bengladesh.

Hoje é a vez de fazer referência a outros muros: o que os EUA começaram a construir ao longo da sua fronteira com México, em 1991, e que serve para combater a imigração ilegal de mexicanos e de outros povos latino-americanos; o muro que Israel construi a partir de 2002 que separa este país da Cisjordânia (território palestiniano) e, ainda, os muros que a cidade do Rio de Janeiro (Brasil) está a contruir para isolar as populações de algumas favelas mais problemáticas das áreas mais ricas da cidade.

Fiquem com um conjunto de artigos da BBC Brasil sobre estes muros, que são complementados com vídeos com reportagens alusivas ao assunto.


Muro entre os EUA e o México

A fronteira entre o México e Estados Unidos tem 3,2 mil quilómetros. O governo americano construiu um muro de metal num terço de sua extensão. Estima-se que foram investidos mais de 2,4 milhões de dólares na barreira para dificultar a passagem de imigrantes ilegais vindos do México e América Central.

A construção do muro começou em 1991, mas foi em 1994 que os Estados Unidos decidiram intensificar a segurança sob a chamada “Operação Guardião”.

Em quinze anos, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México, mais de 5,6 mil imigrantes ilegais morreram a tentar cruzar a fronteira. A maioria, em consequência das altas temperaturas do deserto.

Centenas de famílias ficaram separadas pelo muro que actualmente praticamente impede o contacto entre os dois lados.

Em alguns pontos da fronteira, além do muro há três cercas de arame que impedem qualquer tipo de contacto entre os dois lados. Com a altura média de 4 ou 5 metros, o muro tem sido equipado recentemente com uma série de dispositivos tecnológicos como detectores infravermelhos, câmaras, radares, torres de controlo e sensores de terra para controlo mais eficiente da fronteira.





Muro entre Israel e a Cisjordânia (Palestina)


Em 2002, o governo israelita iniciou a construção da barreira de separação entre Israel e a Cisjordânia, alegando como objectivo a proteção de seus cidadãos de ataques palestinos.

O que para Israel é uma “parede de segurança” é interpretado do lado palestino como um “muro de apartheid”.

A barreira divisória é ilegal segundo a legislação internacional.

Quando terminada, aproximadamente 85% da barreira estará sobre território palestino ocupado, que inclui Cisjordânia e Jerusalem oriental.

Somente 15% da estrutura segue a chamada “linha verde”, a demarcação estabelecida no armistício de 1949 entre Israel e Cisjordânia, hoje reconhecida internacionalmente como fronteira entre ambos os territórios.

Segundo dados das Nações Unidas de Julho de 2009, 58,3% da barreira estão terminados.






Muros na cidade do Rio de Janeiro (áreas pobres/áreas ricas)

O governo do estado do Rio de Janeiro está construindo desde o começo do ano vários muros ao redor de algumas das favelas e bairros pobres que crescem nos morros da cidade.

No total, 13 favelas ficariam rodeadas pelos muros.

Segundo as autoridades, o objectivo é evitar que as construções precárias dessas comunidades destruam a vegetação da Mata Atlântica que resta ao redor das favelas.

No morro de Santa Marta já foram construídos mais de mais de 600 metros de muro, enquanto que na Rocinha o governo concordou em limitar a parede às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.

Para alguns críticos, os muros do Rio de Janeiro teriam o objectivo de separar as partes mais pobres da sociedade das mais ricas no que contaria como um "apartheid" social.





Fonte: BBC Brasil

Para visionarem a grande reportagem da RTP "Os Muros da Fé" sobre os muros de Belfast e de Nicósia cliquem aqui.

sábado, 14 de novembro de 2009

Grow Up, Cool Down

Na sequência do tema do post anterior, este vídeo da Greenpeace alerta-nos para o problema do aquecimento global e para o desaparecimento dos glaciares, focalizando no glaciar de Upsala na Argentina que actualmente está muito reduzido quando comparado com a sua dimensão há 100 anos atrás.

If we do not take action against climate change the world around us will change dramatically within our life time.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Metro de Tóquio em hora de ponta

Este vídeo mostra a grande confusão e aventura que é andar de metropolitano em hora de ponta na gigantesca cidade de Tóquio.

Tóquio é o centro da maior megacidade do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as províncias japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de um quarto de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio. A população desta região metropolitana é de 37 milhões de habitantes, e a sua área urbananizada é de aproximadamente 5 200 km².

O metro de Tóquio tem 13 linhas com um comprimento total de 286,2 km, fazendo dele o terceiro maior do mundo, a seguir a Nova Iorque e Londres.

A hora de ponta na maior megacidade do Mundo é semelhante à de qualquer outra megalópole com uma exceção: os japoneses disciplinaram-se para conviver com ela. Os passageiros do metro que querem tentar um cobiçado assento formam uma fila ao lado daqueles que preferem partir rapidamente. Assim que o comboio fecha as portas, a fila dos que esperaram para viajar sentados desloca-se para o lugar da outra. É um movimento tão sincronizado que parece ensaiado. Funciona perfeitamente. As pessoas espremem-se no metro, onde funcionários, os "Oshiyás" (empurradores) com uniforme azul-marinho e luvas brancas tratam de empurrar vigorosamente os passageiros pela carruagem dentro. Tudo para manter a eficiência no atendimento à população. Sem atrasos, sem demora.

O desconforto de viajar colado ao corpo de estranhos é compensado não só pela pontualidade, mas também pela organização e abrangência da rede. São 283 estações e 292 quilómetros de linhas.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ONU: Assembleia Geral apoia formalmente Aliança das Civilizações


No passado dia 10 de Novembro a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução em que pela primeira vez apoia formalmente a iniciativa da Aliança de Civilizações, liderada pelo ex-presidente português Jorge Sampaio, e o seu propósito de fomentar o diálogo entre as culturas.
Os 192 países que integram a ONU aprovaram por consenso a resolução co-patrocinada por quase uma centena de países, que foi discutida no âmbito de uma reunião dedicada à cultura de paz.
No documento redigido pela Espanha, a Turquia expressa um "apoio continuo à Aliança das Civilizações e anima os seus responsáveis a prosseguir o trabalho mediante diversos projectos práticos nas esferas da juventude, educação, meios de comunicação e migrações".


Para conhecerem melhor o que é esta iniciativa liderada por um português cliquem no seu site oficial: http://www.unaoc.org/

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os 20 anos da queda do Muro de Berlim - II

Este vídeo é mais um contributo para a comemoração dos 20 anos da queda do Muro de Berlim.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muro de Berlim: Os protagonistas da História

Ronald Reagan e Mikhail Gorbatchov


Hoje comemoram-se os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi um dos grandes símbolos de um período da História conhecido por Guerra Fria e que de uma forma vergonhosa ("Muro da Vergonha") dividiu durante 18 anos uma cidade e um povo.

O post de hoje, baseado num artigo do Público on line é dedicado a algumas das figuras políticas mundiais da época como Helmut Kohl, George W. H. Bush, Mikhail Gorbatchov, François Mitterrand e Margaret Thatcher. Que papel tiveram há 20 e nos acontecimentos que abriram caminho à queda do Muro?

Helmut Kohl

O bom gigante

No dia 9 Novembro de 1989, Helmut Kohl estava em Varsóvia. Queria começar da melhor maneira as relações com a nova Polónia que emergira da transição democrática. Na véspera, falando ao Parlamento de Bona, o homem que ficaria na história como o "chanceler da unificação", avisara: " Os nossos compatriotas que ocupam pacificamente as ruas de Berlim, Leipzig ou Dresden, manifestando-se pela liberdade (...), estão a escrever um novo capítulo da história da nossa pátria. (...) A causa da liberdade tem o tempo do seu lado." Poucas horas depois, um telefonema fê-lo interromper abruptamente a visita e regressar a Berlim. Para falar aos milhares de alemães, de Leste e de Oeste, que celebraram a abertura do Muro. Alguns dias depois, dizia aos jornalistas em Bona: "A essência da questão alemã é a liberdade."

Helmut Kohl não falhou o seu encontro com a História. Foi o primeiro a perceber que a História abria uma oportunidade rara de pôr fim em paz à divisão da Alemanha e à divisão da Europa. Dez meses depois, a Alemanha era de novo um só país. Dentro da NATO e da Comunidade Europeia. Em paz com todos os seus vizinhos. "Nós, alemães, não temos muitas razões para nos orgulhar da nossa História. Temos todas as razões para nos orgulhar da reunificação alemã."



George W. H. Bush

O Presidente indispensável

Fora durante oito anos o "vice" do Presidente (Ronald Reagan) que chamou à União Soviética o Império do Mal. Tomara posse em Janeiro de 1989 sem saber que iria liderar os acontecimentos que puseram fim à Guerra Fria. Começou por hesitar na melhor resposta à ofensiva lançada pelo líder soviético para "descongelar" o mundo. A sua Administração percebia a importância das transformações internas que Gorbatchov estava a fazer e queria apoiá-las. Não tinha as mesmas certezas perante a sua nova política externa. Em Junho, Bush decidiu ver com os seus próprios olhos. Visitou oficialmente a Polónia e a Hungria. Percebeu a dimensão dos acontecimentos. Deu luz verde para uma mudança radical de estratégia. Estava preparado para agir quando surgiu a oportunidade. Helmut Kohl encontrou nele o aliado que lhe permitiu reunificar a Alemanha. Presidiu ao impensável colapso pacífico da União Soviética. Garantiu a sobrevivência da NATO.

Com 85 anos, esteve agora em Berlim para exprimir a sua mais profunda convicção: "Os acontecimentos de 1989 não foram iniciados em Bona, Moscovo ou Washington. Mas nos corações e nos espíritos de gente privada há demasiado tempo dos direitos que Deus lhes tinham dado."



Mikhail Gorbatchov

O herói involuntário

"Ninguém chega ao poder na União Soviética contra o sistema", disse Alexandre Iakovlev, que foi o seu braço-direito. Gorbatchov subiu ao poder supremo em Março de 1985 como um homem do sistema. Não era um dissidente nem um revolucionário. Desmantelar a URSS era a última coisa que pensava fazer. Reformá-la sim. Acreditou que podia tornar o regime mais eficaz e mais humano politicamente. "A perestroika foi uma espécie de realização tardia da Primavera de Praga", escreve o Economist. Só que no coração do império. Desencadeando ondas de choque que mudaram o mundo. Pode ter sido contra a sua vontade que o Muro caiu. Nada disso lhe retira o mérito de ter conseguido compreender o sentido da História e de lhe ter facilitado o caminho. Libertou a Europa de Leste para que ela própria iniciasse a sua libertação. Estendeu a mão à América para desmilitarizar a Europa. "É tempo de remeter para os arquivos os postulados da Guerra Fria."

Numa noite cálida de Junho de 1989, à beira do Reno, o chanceler alemão disse-lhe: "Olhe para o rio. Simboliza a História (...). Pode erguer uma barragem, mas a água vai encontrar outra forma de chegar ao mar. É o mesmo com a unidade alemã e a unidade europeia." Ficou em silêncio. Despediram-se com um abraço.



François Mitterrand e Margaret Thatcher

Os que quase soçobraram

Se ainda havia dúvidas sobre as hesitações de Margaret Thatcher e de François Mitterrand perante a queda do Muro e a imparável unificação da Alemanha, que quiseram travar, a abertura antecipada dos arquivos do Foreign Office dissipou-as. A primeira-ministra britânica e o Presidente francês têm, no entanto, uma desculpa: a trágica História europeia da primeira metade do século XX. Dito de outra forma: a "questão alemã". Não foram os únicos. Nas suas memórias, Kohl diz que, de todos os aliados europeus, apenas um o apoiou imediatamente: Felipe González. Thatcher, que não acreditava na integração europeia, não via saída para o renascimento de uma grande Alemanha no coração da Europa. Fez tudo o que esteve ao seu alcance para convencer Bush a opor-se-lhe. Mitterrand, que acreditava na Europa, percebeu que o caminho era outro: amarrar solidamente a Alemanha à integração europeia. Kohl nunca perdoou à líder britânica, mas estabeleceu com o Presidente francês uma amizade que foi crucial para o futuro da Europa. Garantiu que a unificação europeia seria a outra face da unificação alemã.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/muro-de-berlim-os-protagonistas-da-historia_1409005


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chicken a la Carte

Ainda a propósito de tema do post anterior, fiquem com "Chicken a la carte", um pequeno filme Ferdinand Dimadura, de 2005, que já esteve em exibição neste blogue no ano lectivo anterior e que aborda o tema da fome e da pobreza trazidas pela globalização.

Europa perdeu o combate de 10 anos à pobreza

Sopa solidária no Porto

No passado sábado, dia 17 de Outubro, foi o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Apesar de ser a maior economia do planeta, a União Europeia contabiliza 79 milhões de pessoas pobres. A taxa oscila entre os 10 por cento da República Checa e os 25 da Roménia - Portugal está nos 18 %.

Vejam agora a notícia que saíu no Publico do passado dia 17:


Há dez anos, os líderes europeus tomaram uma decisão: "Provocar um impacte decisivo na erradicação da pobreza até 2010". Assinaram a Estratégia de Lisboa. O prazo está a terminar, mas dentro das fronteiras da União Europeia ainda moram 79 milhões de pobres. A taxa oscila entre os 10 por cento da República Checa e os 25 da Roménia - Portugal está nos 18. A UE prepara-se para traçar metas mais concretas para 2020.

A vice-presidente do Comité do Emprego e dos Assuntos Sociais, Elisabeth Jiménez, não usou paninhos quentes na sessão de abertura da 8.ª Mesa-Redonda sobre Pobreza e Exclusão Social, organizada pela Comissão Europeia e pela Presidência sueca Europeia, que nos últimos dois dias decorreu em Estocolmo: "Em primeiro lugar esteve sempre o crescimento económico - nunca os assuntos sociais", lembrou Elisabeth Jimenez.

Desde que a UE assumiu o compromisso de lutar contra a pobreza, em Lisboa, a situação até piorou na Alemanha, na Bélgica, na Dinamarca, na Finlândia, na Hungria, em Itália, na Lituânia, na Letónia, no Luxemburgo, na Polónia, na Suécia e na Roménia. Só em Portugal, na Irlanda, na Holanda e em Malta há registo de melhorias, segundo o Eurostat (em 2000, Portugal estava nos 21 por cento).

Uma ideia gerou consenso no encontro de dois dias: mais emprego não corresponde, necessariamente, a menos pobreza, como podem atestar os sete por cento de trabalhadores europeus pobres. Só na Alemanha, 1,3 milhões deles recorrem a prestações sociais para completar o salário. "Precisamos de novas políticas sociais", proclamou a deputada.

Mudanças nas políticas

"Nos próximos meses - talvez nas próximas semanas -, importantes decisões serão tomadas", explicou Antónia Carparelli, responsável pela unidade para as Políticas de Inclusão Social e Aspectos Sociais da Migração da Comissão Europeia. Está quase pronto o rascunho da nova estratégia - que desta vez não terá o nome de uma cidade, chamar-se-á, simplesmente, "2020".

Há um ano, a Comissão Europeia recomendou aos estados-membros assentar a luta contra a pobreza em três grandes pilares: garantia de um rendimento mínimo, políticas que favoreçam a inserção no mercado de trabalho e acesso a serviços sociais de qualidade.

Por estes, Antónia Carparelli pergunta-se: "Até que ponto essa recomendação continua válida? Até que ponto ainda é apoiada pelos estados-membros? Quando renovámos a agenda social não tínhamos ainda percebido que esta era a crise mais profunda do pós-guerra", nota Carparelli.

A economista recusa detalhes - até por não saber se se baseará no Tratado de Nice ou de Lisboa, que a República Checa ainda não assinou. Diz apenas que o presidente Durão Barroso "acredita que não se deve desperdiçar os consensos já alcançados". E defende metas "concretas, realistas, que se possam monitorizar": "A UE tem de se basear em objectivos quantitativos. Não tê-los foi uma das fraquezas da Estratégia de Lisboa".

O momento é delicado - a crise ameaça produzir seis novos milhões de desempregados até ao final de 2010. E "as decisões tomadas em tempo de crise influenciarão o futuro da UE", como salientou Trinidad Jiménez Garcia-Herrera, a ministra espanhola da Saúde e dos Assuntos Sociais, país que em Janeiro sucederá à Suécia na presidência da UE.

Há muita gente a pensar na nova estratégia. Não foi por acaso que a Rede Europeia Antipobreza (REA) pediu à comissão para declarar 2010 o ano europeu do combate à pobreza e à exclusão social, admitiu o presidente daquela estrutura, Ludo Horemans. O tema tem de marcar a agenda. O documento - cujo primeiro esboço será no final do mês aberto à discussão pública - terá de ser aprovado no próximo ano.

A par dos "perigos do mercado financeiro desregulado", a RAP vê na crise "a fraqueza de um modelo que promoveu o crescimento económico à custa da coesão social". Bate-se, por isso, por uma "EU que coloca a economia ao serviço do desenvolvimento social e sustentável".

O papel do Estado

Ludo Horemans nem quer ouvir pôr em causa os sistemas de protecção social. Por força da crise, novos grupos arriscam cair na pobreza (pela perda de empregos e habitações e pela entrada em ciclos de dívidas) e os que já lá estavam arriscam ficar mais tempo, aguentar existências mais duras. Como seria sem sistemas de protecção social?

Os sistemas de protecção "ajudaram a mitigar os piores impactes sociais da recessão", vincou, já no encerramento, o comissário europeu para o Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla. "A solidariedade é um valor fundamental da União Europeia, com todos os membros da sociedade a partilhar os benefícios em tempos de prosperidade e os fardos em tempos de dificuldade."

A longo prazo, os 27 estados-membros tem orientações para alimentar um modelo social sustentável. A curto prazo, Spidla considera "vital prevenir o círculo vicioso do desemprego de longa duração".

Maria Larsson, ministra sueca para o Cuidado dos Idosos e para a Saúde Pública, também defendeu ser fundamental evitar o desemprego de longa duração: "Quem ficar muito tempo desempregado, terá maiores dificuldades em entrar no mercado laboral quando a situação melhorar. A Suécia tem uma grande tradição de políticas de inclusão activa. E isso tem sido muito importante para manter a estabilidade económica e para prevenir a exclusão social".

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/17-10-2009/europa-perdeu-combate-de-dez-anos-contra-a-pobreza-18032861.htm

domingo, 18 de outubro de 2009

Índia vai construir um muro de mais de 3 000 quilómetros para separa este país do Bengladesh


Quando nos aproximamos da data em que a Alemanha e o Mundo, em geral, vão comemorar os 20 anos da queda do "Muro de Berlim", também conhecido pelo "Muro da Vergonha", ficamos a saber na última sexta que a Índia decidiu construir um muro com mais de 3 000 quilómetros (!!!!) para separar este país do Bengladesh, alegadamente, para impedir a imigração ilegal proveniente do país vizinho. Pelos vistos as razões também passam por questões religiosas e pelo terrorismo islâmico.

Enfim, mais um muro vergonhoso, que se soma àqueles que separam os EUA do México e Israel da Palestina (cisjordânia), entre outros.

Vejam a notícia do Público do passado dia 16 de Outubro:


Controlar uma fronteira cuja linha imaginária cruza pântanos, cursos de água e florestas praticamente impenetráveis é uma tarefa ciclópica. E tudo é ainda pior quando essa barreira política decepou comunidades e etnias, ignorou as lógicas locais e separou dois países por motivos religiosos. Hoje, a Índia, maioritariamente hindu, diz ser invadida todos os dias por imigrantes ilegais e terroristas oriundos do Bangladesh, o vizinho de maioria esmagadoramente muçulmana. Por isso, o Governo indiano decidiu construir uma vedação, em betão e arame farpado, cobrindo a maior parte (3200 quilómetros) dos mais de quatro mil quilómetros de fronteira entre os dois países.

A obra está orçamentada em 1,2 mil milhões de dólares (mais de 800 milhões de euros) e deverá ficar concluída em 2010. De acordo com observadores indianos, já está a reduzir os fluxos de imigração ilegal (os terroristas, esses, não se costumam deixam deter por barreiras físicas). Mas não é só na vertente financeira que o custo é elevado.

O puzzleda região é complexo: existem, segundo contas do jornalThe Times of India, 166 enclaves do lado errado da fronteira - 111 indianos no Bangladesh e 55 bangladeshianos na Índia. Há quem viva num país e tenha as suas terras no outro, quem compre numa aldeia e venda noutra, cruzando no processo uma fronteira que só se tornou visível quando as redes e as torres de vigilância começaram a nascer ao longo, ou mesmo no interior, da zona de 150 jardas (cerca de 137 metros) negociada pelos dois países como terra de ninguém, ou, como é conhecida, "linha zero".

Dezenas de mortos em 2009

As estatísticas falam de cerca de 800 mortos desde o ano 2000 (à volta de meia centena nos últimos seis meses, estima o diário espanholEl Mundo), os relatos dos jornalistas que visitam a região centram-se muitas vezes nos esquemas de corrupção postos em prática pelas duas forças encarregadas de vigiar a fronteira: a Border Security Force (BSF), do lado indiano, e os Bangladesh Rifles. Registaram-se várias trocas de tiros entre os militares dos dois países, com mortes à mistura, num passado recente, até porque o Bangladesh não encara com bons olhos a decisão do gigante vizinho de fortificar a fronteira.

Mas são as populações das regiões fronteiriças quem mais vezes se vê na mira das armas. Obrigados a pagar aos efectivos de ambas as polícias para fecharem os olhos às trocas comerciais e às movimentações que antigamente faziam parte do dia-a-dia das comunidades, os habitantes locais decidem por vezes não dar alimento à cobiça dos polícias, por convicção ou real incapacidade financeira. Às vezes morrem.

Muitos dos que são abatidos pelos tiros vindos do lado indiano não são imigrantes ilegais, mas sim gente que passa a fronteira com gado para vender do lado bangladeshiano - na Índia muçulmana as vacas são sagradas, o que não impede o país de ser um grande exportador de produtos bovinos... Mas não aqui, exactamente onde a tradição local sempre aceitou este tipo de transacção.

Uma nação cercada

A superpovoada Índia não tem uma boa relação com vários dos seus vizinhos e a solução de "fortificar" as fronteiras parece ter-se generalizado. A noroeste, com o Paquistão; a sudeste, com a Birmânia; praticamente a toda a volta do Bangladesh, que a Índia abraça quase completamente, o arame farpado e o betão tentam isolar a nação economicamente emergente dos seus vizinhos mais pobres.

No caso do Paquistão e do Bangladesh, há ainda o factor religioso: os imigrantes são muçulmanos. Como estas duas nações, que foram só uma até 1971 (ano em que o Bangladesh, até aí denominado Paquistão Oriental, se tornou independente), nasceram exactamente devido a critérios religiosos (foram separados da Índia em 1947, quando o Império britânico se retirou do subcontinente indiano, delimitando estes dois territórios para os muçulmanos e deixando o resto para os hindus) as tensões fronteiriças sáo históricas. Índia e Paquistão travaram três guerras entre 1947 e 1971 e a última conduziu à independência do Bangladesh, que foi apoiada por Nova Deli.

A Índia tem-se tornado mais islâmica devido à imigração (os muçulamanos seriam cerca de 13 por cento da população em 2001), enquanto no Paquistão e no Bangladesh a percentagem de hindus caiu rapidamente nas últimas décadas do século passado. Nas regiões fronteiriças da Índia com o Bangladesh o número de mu-?çulmanos aumentou de tal forma que há franjas da sociedade indiana que receiam a eclosão de conflitos étnicos - e, na Índia, um país onde os choques religiosos e os extremismos dão origem, com alguma frequência, em atentados e incidentes sangrentos, isto não é só retórica ou alarmismo.

A Índia sente-se ameaçada e, tal como outras nações já fizeram ou planeiam fazer, decidiu fechar-se atrás de muros. Mas, ao contrário do que sucede noutras paragens, esta tarefa ciclópica, que representa mais de uma vez e meia o que os Estados Unidos pretendem fazer na sua fronteira com o México ou quase oito vezes a distância coberta pela barreira entre Israel e a Palestina, tem-se mantido longe das atenções da opinião pública mundial.

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/16-10-2009/india-constroi-um-muro-de-mais-de-tres-mil-quilometros-na-fronteira-com-o-bangladesh-18027221.htm

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PowerPoint sobre o período da Guerra Fria


Ainda a propósito do tema da Guerra Fria, podem visionar aqui um PowerPoint alusivo ao tema e que foi projectado nas últimas aulas de Geografia C, abordando os segintes aspectos:
  • antecedentes da Guerra Fria;
  • factores que explicam a radicalização deste período;
  • características do período;
  • principais crises;
  • período da coexistência pacífica;
  • fim da Guerra Fria.