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sábado, 2 de janeiro de 2010

TAP e Aeroporto de Lisboa ao rubro! - TAKE 2

Tal como já tinha acontecido por altura do Natal, a TAP e a ANA (Aeroportos de Portugal) desejaram de um modo muito especial um Bom Ano 2010 aos passageiros no Aeroporto de Lisboa! Vejam o vídeo oficial.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Vila Real: Mil euros para bebés ou casais que se fixem na freguesia de Vila Cova

Aldeia de Vila Cova, distrito de Vila Real

O problema da desertificação do interior, do envelhecimento demográfico e da baixa taxa de natalidade está a preocupar cada vez mais. A Junta de Freguesia de Vila Cova, Vila Real, anunciou hoje que vai atribuir mil euros a cada bebé que nasça ou a um casal que se fixe na freguesia, uma medida que quer combater a desertificação de uma aldeia onde ninguém nasce há três anos.

Vejam a notícia publicada hoje no Público on line:



Maurício Carvalho disse à Agência Lusa que as medidas de incentivo à natalidade e à fixação de pessoas na freguesia começam a ser implementadas a partir de sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010.

“Estas medidas têm como objectivo atrair pessoas que vivam em outras aldeias ou até nas cidades para virem residir em Vila Cova”, salientou.

O autarca referiu ainda que “o último bebé que nasceu na freguesia foi já há três anos”.

Adiantou, no entanto, que o subsídio de natalidade “vai ser entregue pela primeira vez em 2010”.

Encravada na serra do Marão, a freguesia de Vila Cova, composta pelas aldeias de Vila Cova e Mascozelo, acolhe cerca de 200 habitantes espalhados por 80 fogos.

Maurício Carvalho diz que a aposta da junta é “na qualidade de vida” dos seus habitantes e, por isso, a freguesia dispõe de uma rede wireless para que todos tenham acesso gratuito à Internet.

O autarca referiu ainda que a junta vai propor à Assembleia de Compartes de Vila Cova, que gere os baldios, que comparticipe na conta de luz dos habitantes.

É que, segundo referiu, os rendimentos da Assembleia de Compartes provêem exclusivamente do parque eólico instalado nos terrenos da freguesia.

“E em breve irá ter mais um parque com 14 aerogeradores”, sublinhou.

Por isso mesmo, a ideia da junta é que “cada habitação que tenha um contador de electricidade seja financiada pela Assembleia de Compartes com uma taxa fixa anual”.

“Será mais uma forma de contribuir para que as pessoas aqui se fixem”, salientou.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/vila-real-mil-euros-para-bebes-ou-casais-que-se-fixem-na-freguesia-de-vila-cova_1415897

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

TAP e Aeroporto de Lisboa ao rubro nas vesperas do Natal

A TAP Portugal e a ANA (Aeroportos de Portugal) desejaram no dia 23 de Dezembro as Boas Festas aos passageiros no Aeroporto de Lisboa de uma forma muito original! Vejam o vídeo que se segue:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Prejuízos na agricultura em consequência do temporal rondam 15 milhões de euros


Mais uma vez pudemos constatar o quanto a actividade agrícola está condicionada pelos factores naturais, nomeadamente do clima. O temporal que ocorreu na madrugada de hoje (23/12/09) deixou um rasto de destruição nas explorações agrícolas da região agrária do Ribatejo e Oeste, como poderão compreender lendo a notícia do Público on Line publicada hoje.

O ministro da Agricultura, António Serrano, anunciou esta quarta-feira, em Torres Vedras, a activação de mecanismos financeiros de ajuda aos agricultores da região numa altura em que os prejuízos causados ao sector pelo mau tempo rondam os 15 milhões de euros, noticia a Lusa.

António Serrano falava perante os agricultores da região Oeste nas instalações da Câmara Municipal de Torres Vedras, onde se deslocou juntamente com o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para expressar solidariedade e anunciar aquele apoio.

O governante referiu que o ministério da Agricultura, juntamente com as organizações dos agricultores da região, está ainda a avaliar a totalidade dos prejuízos, que deverão rondar os 15 milhões de euros, mas que serão activados de imediato os instrumentos financeiros à disposição da tutela e que vão permitir um apoio até ao montante de 50 por cento a fundo perdido.

O valor dos prejuízos apontados pelo Ministério da Agricultura «está longe da realidade» considerou José Firmino da Associação de Horticultores de Torres Vedras, prevendo que seja superior.

O ministro reconheceu que os estragos foram «avultados» e que houve «muitas estufas danificadas», tendo prometido «celeridade» na concessão da ajuda financeira e garantindo que o prazo máximo para entrega das candidaturas ao apoio e o respectivo pagamento do estado não deverá ultrapassar os 45 dias.

Com esta ajuda, António Serrano acredita que é possível minorar e ressarcir os agricultores desta zona do país, que foram prejudicados pela tempestade da madrugada de hoje.

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/agricultores-agricultura-mau-tempo-tvi24/1112166-4071.html

Subida das águas do rio Tinto desalojou 15 famílias

Em Rio Tinto verificou-se a situação mais grave devido ao mau tempo na zona do grande Porto

As águas do rio Tinto transbordaram as margens esta noite devido à chuva intensa que se fez sentir naquela freguesia do concelho de Gondomar. Quinze famílias ficaram desalojadas devido às inundações que afectaram com maior gravidade a zona do Caneiro e da rua dos Moinhos.

Marco Martins, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, indicou à Lusa que as pessoas desalojadas recorreram a famílias e amigos para abrigo temporário durante a noite, acreditando o autarca que esta noite já seja possível regressarem às suas casas.

Isabel Santos, governadora civil do Porto, adiantou, por sua vez, que a situação das 15 famílias desalojadas em Rio Tinto é a situação mais grave ocorrida esta madrugada devido ao mau tempo na zona do grande Porto. “Não há danos humanos, só materiais”, frisou.

De acordo com o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários da Areosa-Rio Tinto, a chuva torrencial que caiu durante a noite de ontem e esta madrugada deixou Rio Tinto num “pandemónio”. “Felizmente não temos feridos a lamentar, mas Rio Tinto está um pandemónio”, referiu Virgílio Pereira. Além de inúmeras inundações, a chuva também provocou aluimentos de terra e derrocadas de muros, situações que deixaram “intransitáveis a Rua das Arroteias, a Travessa do Forno e a Rua da Granja”.

Ainda segundo o comandante, a Rua Amália Rodrigues também esteve intransitável devido a um aluimento de terra que deixou um automóvel parcialmente soterrado. Virgílio Pereira deu ainda conta “do aluimento de um suporte da via-férrea do Minho”. “A terra que suportava os carris no sentido Cantomil-Rio Tinto aluiu pelo que a circulação está a ser feita apenas numa via. A Refer já esteve no local para verificar as condições de segurança da via que está a ser utilizada e determinou que a circulação no local deve ser feita a uma velocidade reduzida”, acrescentou o responsável.

Desde as 05h30, que a circulação na Linha do Minho (Campanhã-Valença) está então a ser feita apenas por uma via. O porta-voz da CP, Bruno Martins, admitiu à Lusa que o problema naquele troço da Linha do Minho está a afectar centenas de passageiros. “Os comboios estão a passar a uma velocidade muito reduzida, o que está a provocar atrasos em dezenas de comboios”, referiu, adiantando que a CP decidiu entretanto fazer hoje de manhã o transbordo rodoviário de passageiros de duas composições Alfa Pendular entre Braga e Porto-Campanhã e vice-versa.

De acordo com a governadora civil do Porto, o período mais complicado causado pelas chuvas verificou-se entre as últimas horas de segunda-feira e as 05h00 de hoje, sendo que desde as 07h00 que a “situação tende a melhorar e a normalizar”.

Isabel Santos indicou que a Protecção Civil está colocada no terreno e a responder aos vários pedidos de socorros. Além de habitações, a chuva intensa provocou inundações em estradas e túneis e danos em várias embarcações. António Oliveira, dos Sapadores Bombeiros do Porto, contou à Lusa que na Marina do Freixo, no Porto, várias embarcações ficaram afundadas, “outras com danos graves e umas em cima das outras”.

Fonte: http://www.publico.pt/Local/subida-das-aguas-do-rio-tinto-desalojou-15-familias_1414990


Fiquem agora com a reportagem da SIC que chama a atenção para o facto de estas inundações estarem relacionadas com as obras do Metro do Porto que entubaram o rio em mais um troço do seu curso.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E se o sismo de ontem tivesse sido em terra?

Destruição provocada pelo sismo de Benavente em 1909



Se o sismo ocorrido na madrugada de ontem ao largo de Portugal continental, a cerca de 100 quilómetros a sudoeste do cabo de São Vicente, tivesse sido em terra, teria havido danos? Sim, é a resposta peremptória dos especialistas em sismologia.

E têm um exemplo na ponta da língua em que baseiam esta especulação científica: o sismo de 1909, com o epicentro em Benavente. Tanto este sismo como o que ocorreu às 1h37 de ontem tiveram a mesma magnitude de seis na escala de Richter. Ou seja, libertaram a mesma energia durante a ruptura da crosta terrestre (é isso que faz a terra tremer), sendo considerados como moderados a fortes.

"O sismo de 1909 dá uma ideia do que o sismo de hoje [ontem] podia ter sido. Provocou dezenas de mortos e muitos danos", refere Fernando Carrilho, director do Departamento de Sismologia do Instituto de Meteorologia (IM). "Se tivesse sido em terra, temos o exemplo do sismo de 1909, com a destruição completa das zonas habitadas em Benavente e Salvaterra de Magos", diz também o geofísico José Fernando Borges, do Centro de Geofísica de Évora.

Enquanto o abalo de ontem não matou ninguém nem provocou danos materiais, o de 23 de Abril de 1909, quando eram 17h05, deixou parte do Ribatejo arrasado e foi sentido em todo o país. Também Samora Correia e Santo Estêvão ficaram destruídas.

Um testemunho de quem viveu essa catástrofe, referido num trabalho do Museu Municipal de Benavente, dá bem conta da violência do fenómeno, que não deixou uma única casa sem necessidade de reparações na vila: "Tinha acabado de jantar e, conforme os meus hábitos, deitara-me um pouco a ler os jornais. Pouco depois das cinco horas senti uma violenta sacudidela, tão grande que me pareceu que a casa se partia. Vim a rolar no meio do quarto. Levantei-me de um salto. Em seguida senti outro estremeção mais forte e foi então que tive a noção exacta do que era um abalo de terra. Vejo as paredes fenderem-se de alto a baixo. Os vidros das janelas fazem-se em estilhas. Ouço um ruído enorme, seco, profundo, um estrondo subterrâneo que não se descreve."

Assim que esta testemunha do sismo mais destruidor do século XX em Portugal continental fugiu para a rua, viu a sua casa ruir. "Na minha frente outras casas se desmoronam. Nuvens colossais de poeira elevam-se nos ares. Sinto-me asfixiado. Quero fugir e não posso." Só na vila, no momento da catástrofe, morreram 30 pessoas e 38 ficaram feridas, segundo o museu.

Na madrugada de ontem, a crosta terrestre rompeu-se suficientemente longe da costa para que a tragédia passasse ao lado. Mas muitos foram aqueles que sentiram o chão a mexer-se, de norte a sul. Durante a manhã, mais de duas mil pessoas já tinham preenchido o inquérito que o IM tem na Internet sobre os efeitos sentidos.

O sismo foi sentido à volta de oito segundos, embora a duração dependa de factores como o tipo de solos, construção ou altura dos edifícios. Há relatos que vão até aos dez segundos.

Foi mais sentido no Algarve. Na escala modificada de Mercalli (que mede os estragos num determinado sítio, indo de I a XII), a intensidade atingida em Lagos e Portimão foi V. Tal significa que o sismo sentiu-se mesmo na rua, que acordou as pessoas, agitou líquidos em repouso, derrubou pequenos objectos, fez abrir e fechar portas e parou ou acelerou relógios de pêndulo. Para Lisboa, a intensidade foi IV, mas é provável que suba para V nalguns locais, refere Carrilho.

Perto da costa causa danos

A zona onde ocorreu o sismo, a uma profundidade de 30 quilómetros no interior da crosta, é uma velha conhecida dos cientistas pela sua actividade sísmica. Ali, na margem Oeste e Sul de Portugal continental fica a fronteira entre as placas tectónicas euroasiática e africana. E elas estão em colisão, à velocidade de quatro milímetros por ano, o que gera sismicidade.

Falhas tectónicas activas não faltam naquela zona - como a Ferradura, a sul do epicentro do sismo, ou a do Marquês de Pombal, a noroeste. Mas é prematuro associar uma destas falhas ao sismo, que teve uma certa profundidade. "Pode haver uma falha pré-existente em profundidade e não haver vestígios à superfície. Esta zona é de grande complexidade tectónica", diz Fernando Carrilho. Sismos como o que destruiu Lisboa em 1755 - com 8,7 e 8,8 de magnitude, um dos maiores de que há memória na Terra - foram gerados naquela região. "Os principais sismos que afectaram o nosso território tiveram praticamente todos origem nesta zona", resume Carrilho.

Com a magnitude que atingiu, o sismo de ontem é o maior desde o de 1969, com magnitude entre 7,3 e 7,8 e também no mar, na mesma região de fronteira de placas. Apesar da energia libertada então, não houve danos de relevo, à excepção de algumas casas danificadas no Algarve. Outro exemplo de um sismo em terra (ou perto) com danos é o de 1998, nos Açores. Também com magnitude seis, e epicentro a menos de dez quilómetros do Faial, matou oito pessoas e feriu 150.

Mas um sismo como o de ontem não tem de ser em terra para causar destruição. "Um sismo de magnitude seis a 20 quilómetros da costa já seria capaz de provocar danos", sublinha Carrilho. "A libertação dessa quantidade de energia numa zona mais próxima das populações teria um impacto maior. Com a distância, a energia sísmica diminui." Também José Borges não hesita em responder que a 20 quilómetros haveria danos: "Seguramente que sim."

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/e-se-o-sismo-de-ontem-tivesse-sido-em-terra_1414469

A análise dos dados meteorológicos preliminares para Portugal Continental indica que o ano de 2009 deverá classificar-se nos 10 mais quentes desde 1931, em relação à temperatura máxima e média do ar, com a temperatura média a situar-se cerca de 0.9ºC acima do valor médio de 1961-90 (normais de referência da Organização Meteorológica Mundial).

Nas últimas 4 décadas verifica-se que a década 2000-2009 foi, em relação à temperatura máxima, mais quente que a década 1990-1999, que por sua vez já tinha sido mais quente que a década anterior.

A tendência para um progressivo aquecimento á superfície, desde o início da década de 70 do século passado, é reflectida num aumento médio da temperatura média de 0,33ºC à década.

Esta tendência é confirmada com o registo da ocorrência dos 8 anos mais quentes depois de 1990 (1997, 1995, 1996, 2006, 1990, 1998, 2003 e 2009).

Durante a presente década verifica-se que só em 2008 se registaram valores de temperatura máxima e média inferiores ao valor médio 71-2000, sendo nos restantes anos sempre superior, realçando-se os extremos verificados n os anos de 2006 e 2009.

Em relação à precipitação verifica-se que durante a década 2000-2009, depois de 2004 só em 2006 se registaram valores de precipitação superiores ao valor médio. Nos restantes anos foi sempre inferior, sendo de realçar os anos de 2005 e 2007, que foram mesmo os mais secos desde 1931.

Fonte: Instituto de Meteorologia

Para conhecerem na integra o relatório preliminar da Análise Climatológica da Década de 2000-2009 cliquem aqui.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sismo de magnitude 6.0 sentido em todo o país


Como todos sabem esta madrugada, à 1h 37, um pouco por todo o país, foi sentido um sismo de magnitude 6.0, com epicentro no Oceano Atlântico, a 185 km de Faro e a Oeste de Gibraltar. O Instituto de Meteorologia diz que este foi o maior abalo registado no nosso país desde 1969.

Vejam a notícia do público on line do dia de hoje.

O site do US Geological Survey foi um dos primeiros a fazer referência ao abalo, reportando um sismo de magnitude 5.7, abaixo do valor que consta do site do Instituto de Meteorologia português: magnitude 6.0. Já o site do Instituto Geográfico Nacional de Espanha refere que o abalo teve magnitude 6.2.

O sismo teve a duração de alguns minutos, mas apenas foi sentido pelas pessoas durante cinco a oito segundos.

Até ao momento não são conhecidos quaisquer danos materiais ou pessoais resultantes do abalo.

O Instituto de Meteorologia registou 16 réplicas do sismo até ao momento.

Contactado pelo PÚBLICO, Fernando Carrilho, sismólogo do Instituto de Meteorologia, indicou que, se tivesse ocorrido em terra, um sismo desta magnitude poderia ter causado danos materiais e humanos.

“Num local densamente povoado, com habitações de má qualidade, não era de excluir que um sismo desta magnitude provocasse feridos. Felizmente o epicentro foi no mar”.

Fernando Carrilho esclareceu ainda que este sismo não deverá ser encarado como um “escape” e que não é sinónimo de “transferência de tensão para zonas vizinhas”.

Os utilizadores da rede social Twitter começaram imediatamente a publicar testemunhos logo após o abalo, que foi sentido do norte ao sul do país, com referências a localidades como Braga, Porto, Matosinhos, Covilhã, Lisboa, Almada, Beja e Loulé, entre muitas outras.

O Algarve foi, porém, a região onde o sismo foi mais sentido, apesar de não ter chegado a provocar nenhum dano material nem humano. Vila do Bispo e Lagos terão sido duas das localidades onde o sismo mais se fez sentir, de acordo com o Instituto de Meteorologia. A Protecção Civil da região recebeu dezenas de chamadas telefónicas e muitas pessoas recearam réplicas do sismo e foram para a rua.

Manuela Pico, 51 anos, foi uma delas. Residente em Budens, uma freguesia de Vila do Bispo, relatou ao PÚBLICO que estava deitada quando o abalo se fez sentir. "Estava a dormir, acordei com tudo a tremer e fui imediatamente para a rua com o meu filho". Em 1969 Manuela Pico ficou ferida durante o último grande sismo que atingiu Lisboa e a região sul do país. "Em 1969 caiu-me um parede em cima e eu tenho muito medo destas coisas. Fui logo para a rua".

Moradores de Faro contactados pela Lusa relataram igualmente que vieram muitas pessoas para as ruas a meio da noite, receando réplicas. “Foi o maior tremor de terra da minha vida. Estava a dormir e dei um salto quando senti o sismo e foi horrível, tive medo que houvesse réplica”, recordou Marta Filipa, moradora na avenida principal da capital algarvia.

O comandante da Zona Marítima do Sul, Marques Ferreira disse à Lusa que na área de jurisdição da Polícia Marítima não há relato de nenhum incidente em nenhum porto marítimo, nem com nenhuma embarcação.

O responsável pela GNR no Algarve também adiantou à Lusa que não registou pedidos de socorro. “Não houve danos nem humanos, nem materiais mesmo com um sismo desta intensidade e magnitude”, afirmou Vítor Calado, major da GNR.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/sismo-de-magnitude-60-sentido-em-todo-o-pais_1414272


A seguir podem visionar um vídeo com imagens do ninho da cegonha Renata podendo verificar como reagiu a cegonha quando sentiu o sismo.



Se quiserem acompanhar, em tempo real, a vida das cegonhas no "Condoninho da Renata" cliquem aqui.

Medidas a tomar durante a ocorrência de um sismo:

Tenha em atenção que o comportamento das pessoas em situações de grande emergência é significativamente diferente do seu comportamento em situações normais. Assim conte que, durante uma catástrofe, por cada 100 pessoas: 1 a 3 ficam totalmente descontroladas (têm comportamentos irracionais e potencialmente perigosos); 50 ficam apáticas e necessitam de ordens; 22 a 24 ficam paralisadas (não se movem e precisam ser ajudadas); 25 não entram em pânico e podem tomar decisões pelo que podem tomar iniciativas de liderança e ajudar os outros.


No interior do edifício:

- Normalmente é melhor não tentar sair de casa a fim de evitar o risco de ser atingido, na fuga, pela queda de objectos.

- Permaneça calmo e preste atenção ao estuque, tijolos, prateleiras ou outras estruturas ou objectos que possam cair.

- Afaste-se de janelas, vidros, varandas ou chaminés.

- Abrigue-se rapidamente num local seguro, por exemplo, no vão de uma porta interior firmemente alicerçada, debaixo de uma mesa pesada ou de uma secretária; se não existir mobiliário sólido, encoste-se a uma parede interior ou a um canto e proteja a cabeça e o pescoço.

- Se estiver num edifício alto, não procure sair imediatamente pois as escadas podem estar cheias de pessoas em pânico e/ou haver troços de escada que ruíram;

- N ão utilize o elevador pois a electricidade pode faltar e provocar a sua paragem;

- Se estiver num local amplo com muitas pessoas ou numa sala de espectáculos não se dirija para a saída pois muitas outras pessoas podem ter tido essa ideia.

- Abrigue-se debaixo de uma mesa, de uma secretária ou no vão de uma porta.

- Se tiver que abandonar o edifício faça-o cuidadosamente prestando atenção à possível queda de objectos. Procure com serenidade refúgio numa área aberta, longe dos edifícios, sobretudo dos velhos, altos ou isolados que possam ruir a uma distância de, pelo menos, metade da sua altura.

- Afaste-se de torres, postes, candeeiros de iluminação pública, cabos de electricidade ou de estruturas que possam desabar, como muros ou taludes; não corra nem vagueie pelas ruas.Se for a conduzir um automóvel, pare no lugar mais seguro possível, de preferência numa área aberta, afastada de edifícios, muros, taludes, torres ou postes. Não pare nem vá para pontes, viadutos ou passagens subterrâneas.

- Permaneça dentro da viatura até que o sismo termine. (Texto Adaptado)

Fonte: Instituto de Meteorologia e Geofísica

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PIB português per capita equivale a 76% da média UE


Mais uma notícia amarga para a economia portuguesa e para o poder de compra dos portugueses: o Produto Interno Bruto (PIB) português medido em unidades de poder de compra manteve-se em 2008 em 76 por cento da média europeia, indica uma nota do INE esta terça-feira colocando Portugal no terceiro grupo de países mais ricos da Europa.

De acordo com os dados publicados, o PIB por habitante em Portugal - medida pelo PPS - ascendeu a 19 047,76 euros, comparáveis com os 69.243 euros (276%) gerados por um residente no Luxemburgo (UE27=100 no referencial adoptado).

No outro extremo da comparação europeia, o PIB per capita da Albânia não excede muito os 6,3 mil euros.

A situação de Portugal nesta comparação das PPS manteve-se inalterada face a 2007 e 2006, mas evidencia um decréscimo face aos 77% de 2005.

Os dados apurados permitem analisar a situação de 37 países considerados no relatório, distribuídos em 5 grupos por ordem decrescente da relação entre o seu PIB per capita em PPS e a média da União Europeia (que assume o valor 100%).

Assim, o primeiro grupo corresponde a valores iguais ou superiores a 125%, o segundo a valores entre 100 e 125%, o terceiro - no qual Portugal se inclui, situando-se no seu limite inferior - entre 75 e 100%, o quarto a valores entre 75 e 50% e o quinto correspondente a países com o PIB per capita em PPC inferiores a 50% da média da União Europeia.

De acordo com a metodologia adoptada pelo Eurostat e a OCDE, o indicador PPS (Paridades de Poder de Compra Padrão), define um número artificial que permite estabelecer comparações sobre a riqueza "real" dos diversos países.


Fonte: Diário Digital

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Temperatura em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930


A temperatura média em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930, segundo dados do Instituto de Meteorologia. Hoje (dia 8 de Dezembro de 2009) em Copenhaga, a Organização Mundial de Meteorologia divulgou que a década de 2000 a 2009 deverá ser “a mais quente já alguma vez registada”.

A temperatura média em Portugal subiu 1,2 graus desde 1930. Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus.

“Estamos a bater recordes sucessivos de Verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias”, disse Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).

“Tudo o que ultrapassa os dois graus [de aumento da temperatura] em relação a 1990 tem consequências com irreversibilidade nos ecossistemas e poderá gerar catástrofes, como aconteceram já no passado, mas com mais intensidade”, acrescentou.

O Instituto de Meteorologia tem um projecto em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para estudar cenários climáticos e medir os seus impactos no continente. “Temos que actuar ao nível da adaptação. É necessário estimar o que vai acontecer para que os vários sectores tenham medidas adequadas às alterações climáticas. Tudo o que estiver na mão do Homem deve ser tentado e conseguido”.

O IM dispõe também de um observatório de secas que antecipa situações de falta de água para que os serviços tomem medidas de precaução. As previsões já apontam para uma diminuição da frequência das chuvas, para um aumento das temperaturas médias e dos valores extremos.

Década 2000 a 2009 deverá ser a mais quente desde que há registo

Hoje, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) revelou na conferência de Copenhaga que a década de 2000 a 2009 será, provavelmente, “a mais quente já alguma vez registada”.

Para o ano 2009, os dados provisórios indicam que deverá ser o quinto mais quente, em termos de temperaturas médias à superfície do planeta. Michel Jarraud, secretário-geral da OMM adiantou que os resultados definitivos deverão ser anunciados em Março de 2010.

De momento, 2009 já é o terceiro ano mais quente alguma vez registado na Austrália. A China viveu a pior seca dos seus últimos 30 anos. E no final de Julho, numerosas cidades canadianas, como Vancouver e Vitcória, registaram as temperaturas mais elevadas da sua história.

“Vivemos uma tendência de aquecimento, não temos dúvidas quanto a isso. Mas não podemos fazer previsões para o próximo ano”, explicou, quando questionado pelos jornalistas.

Também o britânico Met Office Hadley Centre revelou hoje os seus dados. Segundo este instituto, as temperaturas médias globais têm vindo a aumentar desde 1850, com uma aceleração a partir de 1970. Esta conclusão baseou-se nos dados recolhidos em 1500 estações meteorológicas espalhadas por todo o mundo, utilizadas para monitorizar o clima.

Os representantes de 192 países estão reunidos na capital dinamarquesa, até 18 de Dezembro, para concluírem um acordo mundial de luta contra o aquecimento global. O objectivo maior é limitar o aumento da temperatura nos dois graus, em relação aos níveis pré-industriais.

Fonte: http://static.publico.clix.pt/copenhaga/noticia.aspx?id=1413032

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tratado de Lisboa - Nasce hoje uma UE diferente com a assinatura dos 27


Finalmente, entra hoje em vigor o Tratado de Lisboa. É um momento histórico para a União Europeia e, de certa forma, para o nosso país pois a nossa capital fica eternamente associada aos destinos da UE. Todavia, um país pequeno como o nosso sai de algum modo prejudicado com algumas das alterações introduzidas pelo novo tratado, nomeadamente na questão da tomada de decisões que agora favorecem ainda mais os grandes países da UE.


Para perceberem melhor o que é que muda na UE com este Tratado, aqui fica a notícia de hoje do jornal Público:




Para trás ficaram mais de 15 anos de esforços titânicos e de confrontos entre os grandes e os pequenos países para rever o funcionamento da UE e que culminaram no reforço da posição dos primeiros.

A história do novo tratado não começou na cimeira de Lisboa, em Outubro de 2007, quando o seu texto foi aprovado pelos líderes dos Vinte e Sete sob a presidência portuguesa da UE. Nem na cimeira realizada quatro meses antes, em que a então presidência alemã impôs um acordo político sobre os seus termos exactos.

As raízes do novo tratado remontam a meados dos anos 1990 e à exigência dos países mais populosos de recuperar o peso perdido no cálculo das maiorias qualificadas nas decisões do Conselho de Ministros europeu (o principal órgão deliberativo) à medida dos sucessivos alargamentos. Os tratados de Amesterdão e Nice, em 1997 e 2000, foram concebidos largamente em função desta reivindicação, reforçada com a perspectiva de adesão de um grande número de pequenos países do Leste europeu. Nenhum dos dois textos respondeu às expectativas dos grandes países, em grande parte por oposição dos mais pequenos.

A lição dos dois fracassos foi tirada com um ambicioso projecto de Constituição para a Europa concebido em Junho de 2003 por uma convenção cujos termos foram aprovados pelos governos com algumas alterações 18 meses depois. Com o novo texto, a Europa parecia ter resolvido o velho conflito do reequilíbrio interno de poderes internos no quadro de uma vasta alteração das suas regras de funcionamento susceptível de lhe permitir funcionar de forma mais eficaz e democrática e afirmar-se no século XXI. Este quadro risonho foi demolido pela animosidade das opiniões públicas expressa nos referendo negativos da França e a Holanda, em Maio e Junho de 2005.

A insistência da França, Alemanha e Reino Unido em salvar o essencial do capítulo institucional da Constituição, de que eram os grandes beneficiários, permitiu o nascimento do Tratado de Lisboa, que retoma o essencial da Constituição, embora abandonando alguns dos aspectos mais ambiciosos ou de maior simbologia federalista.

A entrada em vigor do novo texto, deliberadamente ratificado por via parlamentar em 26 países para evitar novos percalços, voltou a estar em dúvida com o referendo negativo da Irlanda - o único país que recorreu à consulta popular por imperativos constitucionais - em Junho do ano passado, ou com o mau humor dos presidentes polaco e checo. A persistência dos outros países em não abrir mão do tratado foi no entanto mais forte, de tal forma que a Irlanda acabou por ratificá-lo, mediante garantias, num novo referendo em Outubro passado, enquanto a Polónia e a República Checa entraram nos eixos logo a seguir.

Funcionamento simplificado

A nova União pós-Lisboa deverá ser mais eficaz, graças ao recurso acrescido às decisões por maioria qualificada, tornando-se cada vez mais uma organização supranacional. Será, igualmente, mais democrática devido ao maior envolvimento do Parlamento Europeu nas decisões, à associação dos parlamentos nacionais e à possibilidade de os cidadãos reivindicarem o desenvolvimento de uma acção europeia. E terá os seus valores afirmados de forma mais clara graças à integração da Carta dos Direitos Fundamentais no corpo do tratado.

Com Lisboa, a UE terá um funcionamento simplificado graças ao desaparecimento da anterior estrutura em três "pilares" simbolizando diferentes procedimentos de decisão - comunitária para a maior parte dos domínios, intergovernamental para a política externa e de segurança comum e justiça e assuntos internos. As três áreas passarão agora a ter os mesmos instrumentos jurídicos com participação do Parlamento Europeu e do Tribunal de Justiça da UE.

Com o novo tratado, os Vinte e Sete esperam conferir maior visibilidade à sua acção interna e externa através dos dois novos postos criados de presidente do Conselho Europeu (as cimeiras de líderes) e alto-representante para a Política Externa.

Tal como a Constituição europeia, o seu sucedâneo consagra uma alteração dos equilíbrios entre as instituições da UE em favor do Conselho e em detrimento da Comissão. Apesar disso, a escolha do primeiro presidente, o belga Herman van Rompuy, "federalista" convicto, tende a dissipar receios gerados entre os países mais pequenos com a criação deste posto.

Acima de tudo, o Tratado de Lisboa reforçará de forma clara o peso dos grandes países, pelo facto de ter em conta a população de cada um nas decisões por maioria qualificada.

Esta é, no entanto, uma evolução que só vigorará, na melhor das hipóteses, a partir de 2014. E que terá de ser revista se e quando a Turquia, país muito mais populoso que qualquer dos Vinte e Sete, estiver em condições de aderir à UE.




Se quiserem conhecer o Tratado de Lisboa na íntegra (completo) cliquem aqui.

Fragata portuguesa enfrenta piratas na Somália

A fragata portuguesa Álvares Cabral impediu há dias (19/11) um ataque de piratas ao largo da Somália, numa operação que permitiu deter temporariamente e identificar cinco suspeitos. A operação foi desencadeada depois de um cargueiro ter pedido socorro quando se encontrava a 110 milhas náuticas a norte de Bosaso, principal cidade portuária de Puntland, região autónoma somali. A fragata portuguesa assumiu o comando da operação, realizada com apoio de um avião de patrulha espanhol, a quem coube verificar o local do ataque.
Enquanto a fragata Álvares Cabral interceptava a lancha dos piratas, um helicóptero Lynx levantou do navio português para forçar a paragem da embarcação. Quando os fuzileiros portugueses se aproximaram , os piratas lançaram ao mar armas e outros equipamentos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A competitividade dos trabalhadores portugueses é inferior a 30 por cento da média europeia


Um relatório da Associação Industrial portuguesa (AIP) revela mais uma vez um facto que é extremamente penalizador para a competitividade das empresas portuguesas e para a economia nacional: a produtividade em Portugal é 30 por cento inferior à da média europeia.

Para Jorge Rocha de Matos, presidente da associação, este indicador envergonha Portugal.

Este é um assunto deveras preocupante para o futuro do país. É a nossa sobrevivência enquanto povo e nação que está em causa. Não se esqueçam que o futuro começa hoje e é na própria Escola que deve começar a mudança de mentalidades. Todos nós devemos ser mais produtivos. Os alunos deveriam aproveitar melhor o seu percurso escolar, aproveitar melhor o trabalho desenvolvido pelos professores e desenvolver ao máximo as suas capacidades e competências de modo a que, num futuro muito próximo, possam ser mais úteis ao país e contribuir para a inversão desta situação. O atraso do nosso país não pode ser encarado como uma fatalidade. Todos podemos contribuir para um país melhor e mais competitivo.



Vejam agora a notícia da TSF on line publicada ontem:


O indicador de produtividade apresenta um valor de 70,8 por cento da média da União Europeia em 2008, o que significa que Portugal produz em média menos 30 por cento do que os restantes países europeus.

«Este é sem duvida o indicador mais critico e que nos envergonha, pois nenhum país consegue afirmar-se competitivamente, crescer e desenvolver-se de forma sustentada sem que a produtividade aumente significativamente», disse o presidente da AIP, frisando que alterar esta situação é um «desafio colectivo» que Portugal deve abraçar.

No que diz respeito à educação e à formação, o relatório da competitividade diz que Portugal está muito aquém da meta estabelecida para 2010 pelo plano tecnológico. Em 2008, apenas 54,3 por cento dos jovens completaram o ensino secundário.

A eficiência energética merece também nota negativa, aparecendo na cauda da Europa.

Perante estes dados, Jorge Rocha de Matos defendeu que é urgente uma convergência entre empresários e o Estado, por considerar que a resposta necessária não pode passar unicamente pelos empresários ou pela administração pública.

Na opinião do responsável da AIP, essa convergência é essencial para conseguir aproximar Portugal da União Europeia.

Apesar de as questões essenciais terem nota negativa neste relatório, há também a salientar dados positivos, como um aumento do número de licenciados em ciências e tecnologia e, pela primeira vez, um excelente destaque a fontes renovareis no consumo de electricidade.

O documento destaca ainda que pela primeira vez Portugal está na lista dos países moderadamente inovadores.

Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1417251

Vejam agora uma reportagem da RTP alusiva ao mesmo assunto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

População portuguesa é a que envelhece mais depressa na UE


Segundo um relatório apresentado hoje no Parlamento europeu em Bruxelas pelo Instituto de polítia Familiar (IFP) Portugal é o país da União Europeia em que a população está a envelhecer mais depressa. Esta é mais uma situação deveras preocupante para o nosso país e para os outros países da UE, que pode pôr em causa o nosso futuro.


Vejam agora a notícia do Público on line publicada hoje:


A organização refere que as pessoas com mais de 65 anos passaram de 11,2 por cento em 1980 para 17,4 por cento em 2008. Imediatamente atrás de Portugal segue a Espanha, segundo o mesmo documento, que adianta que uma em cada cinco pessoas tem mais de 65 anos em Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Suécia. A Irlanda é o país com a população mais jovem, com uma média de 35,1 anos. Em Portugal, a média é de 40,5.

Também a par da Espanha e da Itália, no âmbito da União Europeia a 15, Portugal é referido como o país que oferece menos assistência às famílias (1,2 por cento do Produto Interno Bruto - PIB), estando abaixo da média europeia, que é de 2,1 por cento do PIB. Os valores dos benefícios sociais para as famílias variam entre 23 e 2158 euros no espaço comunitário. Mas dentro dos 15, Portugal (151 euros anuais por pessoa, dados de 2006) e Espanha (212 euros) são apontados como os que menos dão assistência.

Portugal, tal como seis outros países, é indicado como tendo restrições nos rendimentos que impedem um grande número de famílias de receber benefícios directos para as crianças. O IPF também caracteriza como “nível crítico” a taxa de nascimento de 1,34, embora acima da Eslováquia, que tem o valor mais baixo da UE (1,25).

"Inverno demográfico"

A Europa está "imersa num nunca visto Inverno Demográfico", refere o mesmo instituto, ao lembrar o défice anual de nascimentos, o aumento dos abortos e a “explosão” de divórcios.

O relatório refere o aumento de idosos em relação aos menores de 14 anos, o decréscimo de 775 mil nascimentos anuais numa comparação com dados de há 26 anos (menos 12,5 por cento), a realização de 1,2 milhões de abortos, a descida de mais de 725 mil casamentos por ano e um milhão de divórcios. "O aborto e o cancro são as principais causas de morte", assinalou. A cada 27 segundos há um aborto nos 27 e a cada três minutos uma rapariga jovem interrompe uma gravidez, refere o relatório.

"Desde 1990 houve 28 milhões de abortos na União Europeia. Tantos como a população de Malta, Luxemburgo, Chipre, Estónia, Eslovénia, Letónia, Lituânia, Irlanda, Finlândia e Eslováquia", lê-se. Para o IPF, é necessário redireccionar as políticas da família dos países da União Europeia, de forma a encará-las como "um grupo social, económico, educativo e emocional” e não apenas “individualmente".

O relatório sublinha que tem sido a imigração a principal alavanca para o crescimento da população nos 27 e adianta que a Europa é cada vez mais um velho continente: há 85 milhões de idosos contra 78,5 milhões de jovens abaixo dos 14 anos. A média de idades fixa-se nos 40,3 anos, um aumento de três anos em 15 anos.

O IPF refere que se a pirâmide demográfica continuar a inverter-se, em 2050 a população europeia perderá 27,3 milhões de pessoas, caindo para 472 milhões, e a Alemanha será o país mais afectado. O documento também refere que uma em cada três crianças nasce fora do casamento, em especial na França e Reino Unido. O documento refere ainda haver 43 por cento de pessoas não casadas contra 45 que contraíram matrimónio.

"Há mais de um milhão de divórcios, o equivalente a um colapso de casamento a cada 30 segundos. Mais de 10,3 milhões de divórcios em 10 anos (1997-2007) na EU dos 27 afectou mais de 17 milhões de crianças", lê-se. Por outro lado, duas em três famílias não têm crianças. Em média, os agregados familiares têm 2,4 elementos. Entre os apoios, defende-se, num prazo de cinco anos, o gasto de 2,5 por cento do PIB para a Família, 125 euros mensais para crianças e durante nove meses para as grávidas.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/populacao-portuguesa-e-a-que-envelhece-mais-depressa-na-ue_1409358

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Movimento acusa Espanha de não cumprir caudais mínimos do Tejo


O movimento Protejo, constituído por meio milhar de cidadãos e 21 organizações ambientalistas e de defesa do Tejo, sustenta que Espanha não cumpriu os caudais mínimos previstos na convenção celebrada entre os dois países ibéricos e que, no último ano hidrológico, entraram no Tejo português menos 236 hectómetros cúbicos (hm3) do que o mínimo estabelecido.

O porta-voz do movimento diz que, em Outubro, o Tejo português registou "o valor mensal mais baixo da última década", com graves consequências para os ecossistemas e as povoações ribeirinhas do Médio Tejo. Paulo Constantino contraria declarações do presidente do Instituto da Água (Inag), que referiu que os 20 hm3 de água que Espanha pretende desviar para o Parque Natural de Tablas de Daimiel não terão implicações em Portugal. O transvase agora aprovado pelo Governo espanhol envolve 66,9 hm3, que deverão ser desviados da cabeceira do Tejo.

Diz o dirigente do movimento que a medida também é contestada por muitas organizações não governamentais espanholas, que defendem que o incêndio que afecta há meses a turfa do parque de Tablas de Daimiel deve ser apagado com água de poços e da barragem de Peñarroya, "não permitindo que se saqueie a cabeceira do Tejo".

O Protejo tem dados dos caudais que passaram no Tejo na zona do Fratel no ano hidrológico de 2008/2009 que demonstram que "Espanha não cumpriu" os 2700 hm3 estabelecidos como mínimo na convenção de albufeira. Paulo Constantino diz que as autoridades espanholas deixaram "passar" apenas 2464 hm3 "devido à diminuição de caudais provocada pelos transvases para outras bacias hidrográficas de água falsamente catalogada por Espanha como "excedentária"".

E sustenta que a situação não pode ser atribuída a problemas de seca ou de falta de água. "Havia água para cumprir a convenção, mas Espanha preferiu transvasá-la para o regadio e consumo habitacional da região de Múrcia", prossegue o porta-voz do movimento, afirmando que no último ano hidrológico o país vizinho transvasou 296 hm3 de água do Tejo para as bacias do Segura e do Guadiana, mais do que suficientes para cumprir a convenção.

"Tejo não pode ser um bar aberto"

Paulo Constantino considera "lamentável que, apesar do incumprimento no ano hidrológico de 2008/2009 e da alegada promessa de reposição de água feitas pelos representantes espanhóis à comissão da convenção de albufeira, Espanha continue a realizar transvases no primeiro trimestre do presente ano hidrológico".

O dirigente do movimento sublinha ainda que o Tejo "não pode ser um bar aberto" e que não se pode aceitar "que Espanha use e abuse da água do Tejo a seu belo prazer, algo que seria inaceitável em qualquer outro rio do mundo, ainda para mais num rio internacional".

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408900

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Europa perdeu o combate de 10 anos à pobreza

Sopa solidária no Porto

No passado sábado, dia 17 de Outubro, foi o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Apesar de ser a maior economia do planeta, a União Europeia contabiliza 79 milhões de pessoas pobres. A taxa oscila entre os 10 por cento da República Checa e os 25 da Roménia - Portugal está nos 18 %.

Vejam agora a notícia que saíu no Publico do passado dia 17:


Há dez anos, os líderes europeus tomaram uma decisão: "Provocar um impacte decisivo na erradicação da pobreza até 2010". Assinaram a Estratégia de Lisboa. O prazo está a terminar, mas dentro das fronteiras da União Europeia ainda moram 79 milhões de pobres. A taxa oscila entre os 10 por cento da República Checa e os 25 da Roménia - Portugal está nos 18. A UE prepara-se para traçar metas mais concretas para 2020.

A vice-presidente do Comité do Emprego e dos Assuntos Sociais, Elisabeth Jiménez, não usou paninhos quentes na sessão de abertura da 8.ª Mesa-Redonda sobre Pobreza e Exclusão Social, organizada pela Comissão Europeia e pela Presidência sueca Europeia, que nos últimos dois dias decorreu em Estocolmo: "Em primeiro lugar esteve sempre o crescimento económico - nunca os assuntos sociais", lembrou Elisabeth Jimenez.

Desde que a UE assumiu o compromisso de lutar contra a pobreza, em Lisboa, a situação até piorou na Alemanha, na Bélgica, na Dinamarca, na Finlândia, na Hungria, em Itália, na Lituânia, na Letónia, no Luxemburgo, na Polónia, na Suécia e na Roménia. Só em Portugal, na Irlanda, na Holanda e em Malta há registo de melhorias, segundo o Eurostat (em 2000, Portugal estava nos 21 por cento).

Uma ideia gerou consenso no encontro de dois dias: mais emprego não corresponde, necessariamente, a menos pobreza, como podem atestar os sete por cento de trabalhadores europeus pobres. Só na Alemanha, 1,3 milhões deles recorrem a prestações sociais para completar o salário. "Precisamos de novas políticas sociais", proclamou a deputada.

Mudanças nas políticas

"Nos próximos meses - talvez nas próximas semanas -, importantes decisões serão tomadas", explicou Antónia Carparelli, responsável pela unidade para as Políticas de Inclusão Social e Aspectos Sociais da Migração da Comissão Europeia. Está quase pronto o rascunho da nova estratégia - que desta vez não terá o nome de uma cidade, chamar-se-á, simplesmente, "2020".

Há um ano, a Comissão Europeia recomendou aos estados-membros assentar a luta contra a pobreza em três grandes pilares: garantia de um rendimento mínimo, políticas que favoreçam a inserção no mercado de trabalho e acesso a serviços sociais de qualidade.

Por estes, Antónia Carparelli pergunta-se: "Até que ponto essa recomendação continua válida? Até que ponto ainda é apoiada pelos estados-membros? Quando renovámos a agenda social não tínhamos ainda percebido que esta era a crise mais profunda do pós-guerra", nota Carparelli.

A economista recusa detalhes - até por não saber se se baseará no Tratado de Nice ou de Lisboa, que a República Checa ainda não assinou. Diz apenas que o presidente Durão Barroso "acredita que não se deve desperdiçar os consensos já alcançados". E defende metas "concretas, realistas, que se possam monitorizar": "A UE tem de se basear em objectivos quantitativos. Não tê-los foi uma das fraquezas da Estratégia de Lisboa".

O momento é delicado - a crise ameaça produzir seis novos milhões de desempregados até ao final de 2010. E "as decisões tomadas em tempo de crise influenciarão o futuro da UE", como salientou Trinidad Jiménez Garcia-Herrera, a ministra espanhola da Saúde e dos Assuntos Sociais, país que em Janeiro sucederá à Suécia na presidência da UE.

Há muita gente a pensar na nova estratégia. Não foi por acaso que a Rede Europeia Antipobreza (REA) pediu à comissão para declarar 2010 o ano europeu do combate à pobreza e à exclusão social, admitiu o presidente daquela estrutura, Ludo Horemans. O tema tem de marcar a agenda. O documento - cujo primeiro esboço será no final do mês aberto à discussão pública - terá de ser aprovado no próximo ano.

A par dos "perigos do mercado financeiro desregulado", a RAP vê na crise "a fraqueza de um modelo que promoveu o crescimento económico à custa da coesão social". Bate-se, por isso, por uma "EU que coloca a economia ao serviço do desenvolvimento social e sustentável".

O papel do Estado

Ludo Horemans nem quer ouvir pôr em causa os sistemas de protecção social. Por força da crise, novos grupos arriscam cair na pobreza (pela perda de empregos e habitações e pela entrada em ciclos de dívidas) e os que já lá estavam arriscam ficar mais tempo, aguentar existências mais duras. Como seria sem sistemas de protecção social?

Os sistemas de protecção "ajudaram a mitigar os piores impactes sociais da recessão", vincou, já no encerramento, o comissário europeu para o Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla. "A solidariedade é um valor fundamental da União Europeia, com todos os membros da sociedade a partilhar os benefícios em tempos de prosperidade e os fardos em tempos de dificuldade."

A longo prazo, os 27 estados-membros tem orientações para alimentar um modelo social sustentável. A curto prazo, Spidla considera "vital prevenir o círculo vicioso do desemprego de longa duração".

Maria Larsson, ministra sueca para o Cuidado dos Idosos e para a Saúde Pública, também defendeu ser fundamental evitar o desemprego de longa duração: "Quem ficar muito tempo desempregado, terá maiores dificuldades em entrar no mercado laboral quando a situação melhorar. A Suécia tem uma grande tradição de políticas de inclusão activa. E isso tem sido muito importante para manter a estabilidade económica e para prevenir a exclusão social".

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/17-10-2009/europa-perdeu-combate-de-dez-anos-contra-a-pobreza-18032861.htm

domingo, 18 de outubro de 2009

Homens sujeitos a trabalho escravo são maioria dos casos confirmados de tráfico humano


Mais uma notícia inquietante sobre a condição humana - a escravatura humana em pleno século XXI e, ainda por cima, em... Portugal! É de facto uma vergonha para todos nós!

Vejam a notícia do dia de hoje no Público on line:

Homens sujeitos a trabalho escravo constituem a maioria dos casos já confirmados de tráfico de seres humanos em Portugal. Isto numa altura em que Portugal sinalizou, desde 2008, um total de 231 casos de tráfico de seres humanos, dos quais 41 (18 por cento) estão já confirmados.

“Ainda que os casos sinalizados sejam [de mulheres e] maioritariamente para fins de exploração sexual, a maioria dos casos já confirmados prende-se com a exploração laboral e respeitam a pessoas do sexo masculino”, sublinharam o coordenador do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, Manuel Albano, e o presidente do mesmo observatório, Paulo Machado, numa declaração conjunta, hoje, no Porto.

Neste contexto, Paulo Machado salientou a aposta do observatório do dirige na inclusão da Autoridade para as Condições de Trabalho na sua rede de parceiros. “Aí temos pelo menos 150 inspectores que, nas suas operações de rotina e à boleia da sua actividade normal, poderão sinalizar situações menos claras” para serem investigadas posteriormente pelos órgãos de polícia criminal, afirmou.

Manuel Albano e Paulo Machado assinalaram que, “independentemente de posteriores confirmações” dos casos ainda em investigação, todas as situações sinalizadas são “relevantes”. “Sugerem sempre manifestações de descriminação, ilicitude, muitas vezes de violência de género, bem como de outros tipos de crimes”, enfatizaram os dois responsáveis na declaração que assinalou o Dia Europeu Contra o Tráfico de Seres Humanos.

Cerca de 90 por cento dos casos foram sinalizados em Portugal Continental, a partir de denúncia das próprias vítimas, que são maioritariamente mulheres da casa dos 30 anos, solteiras, de nacionalidade estrangeira e, em dois terços das situações, sem autorização de residência no país. Predominam entre as vítimas sinalizadas as mulheres que trabalham em estabelecimentos nocturnos do Norte, maioritariamente oriundas do Brasil, mas também de duas dezenas de outros países.

Uma parte, ainda que residual, do tráfico de seres humanos para fins sexuais detectado em Portugal - “menos de 10 por cento”, segundo Paulo Machado - afecta cidadãs autóctones. Um sistema de monitorização dos casos de tráfico de seres humanos vigora em Portugal desde 2008, no âmbito de um esforço articulado das autoridades para ajudar a travar este flagelo que, em todo o mundo, atinge 700 mil pessoas.

Esta medida inclui-se num pacote de acções que permitiram colocar Portugal “na vanguarda” do combate a esta prática”, segundo Manuel Albano. Uma das ambições do observatório é agora, de acordo com o responsável, harmonizar os registos internacionais destes casos cuja detecção implica, quase sempre, cooperação de autoridades de diversos países. “Admito que a medida seja implementada nos próximos meses. Para nós é muito relevante”, afirmou.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405666&idCanal=62

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Setembro foi o mês mais seco dos últimos 22 anos em Portugal


O mês de Setembro foi o mais seco dos últimos 22 anos em Portugal continental, enquanto a temperatura do ar foi superior ao normal, de acordo com o boletim climatológico do Instituto de Meteorologia (IM).

A quantidade de precipitação registada durante Setembro foi “bastante inferior ao valor médio (1971-2000)”, considerado como período de referência.

Em relação aos termómetros, a temperatura máxima do ar foi de 1.6 graus Celsius superior ao normal, tendo-se registado no mês de Setembro uma onda de calor em alguns locais pontuais do Norte e Centro, refere o IM no boletim.

A situação de seca meteorológica ficou agravada face ao mês de Agosto, com todo o território do continente em situação de seca.

Dez por cento do território continental está em “seca fraca”, 44 por cento em “seca moderada”, 43 por cento em “seca severa” e três por cento em “seca extrema”. O índice de seca meteorológica apresenta nove níveis entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

A seca meteorológica pode não corresponder às secas hidrológica ou agrícola, dado que existe sempre um desfasamento de tempo entre os valores meteorológicos e hidrológicos, porque a falta de chuva pode demorar a reflectir-se nas albufeiras.

Na Madeira, as temperaturas registadas em Setembro também foram superiores às normais, com a média máxima no Funchal a registar 0.6º acima do período de referência. Neste arquipélago, a quantidade de precipitação foi inferior aos valores normais.

Nos Açores, os valores médios da temperatura do ar foram também superiores ao valor médio (1971-2000) no Grupo Oriental e próximo do valor médio nos restantes Grupos. Aqui, a precipitação foi igualmente inferior aos normais (1971-2000) em todo o arquipélago.

O boletim climatológico de Setembro indica ainda que os valores da quantidade de precipitação acumulada no final do ano hidrológico (período entre 1 de Outubro de 2008 e 30 de Setembro 2009) são inferiores aos valores médios de 1971-2000 em quase todo o território do Continente.

Em termos de percentagem da quantidade de precipitação em relação aos valores médios, a precipitação acumulada desde 1 de Outubro de 2008 é inferior a 80 por cento em quase todo o território.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404758&idCanal=2101

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nemátodo da Madeira do Pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus)

Sintomas e Sinais

- Agulhas amareladas e murchas, começando pelas mais jovens, que ficam na árvore por longos períodos de tempo. Árvores com a copa total ou parcialmente morta.




Aspecto de pinheiro-bravo com ataque do nemátodo. Ao lado, numa fase inicial que começa pelas folhas mais jovens. Em baixo um estado final do ataque.




- Exsudação de resina diminui e os ramos secos são mais quebradiços que o habitual. Murchidão generalizada e súbita. O Nemátodo do pinheiro não é visível a olho nu, apenas podendo ser diagnosticado em laboratório.


Biologia e Comportamento

O nemátodo ataca o sistema de circulação da árvore, enfraquecendo-a e tornando-a mais susceptível ao ataque de outras pragas.

O contágio ocorre através de um insecto vector (em Portugal o longicórnio do pinheiro – Monochamus galloprovincialis, que transporta os nemátodos nas traqueias). A dispersão da doença está limitada à altura, e capacidade de voo dos insectos (entre Abril e Outubro).

Insecto vector


Ataca a generalidade das espécies de pinheiro e outras coníferas, à excepção do género Thuia. Algumas espécies de pinheiro, como o pinheiro-bravo, pinheiro-larício e pinheiro-silvestre são muito susceptíveis.

O adulto do insecto vector alimenta-se nos raminhos e rebentos de árvores adultas, arrastando consigo estados juvenis do nemátodo, que penetram por estas feridas. O nemátodo coloniza rapidamente os vasos do xilema, bloqueando o seu funcionamento, o que provoca a morte da árvore. Nas árvores mortas o nemátodo alimenta-se dos fungos que provocam o azulamento da madeira (do género Ceratocystis). As árvores debilitadas ou recentemente mortas atraem as fêmeas do insecto vector, que aí fazem a postura, podendo transmitir igualmente nemátodos. As larvas desenvolvem-se e transformam-se em adultos, os quais são colonizados por nemátodos antes destes abandonarem as árvores atacadas na, Primavera seguinte.



Prevenção e Meios de Controlo

Medidas preventivas
- Utilizar espécies mais resistentes ou não utilizar pinheiros em novas florestações na área onde o nemátodo se encontra.



Armadilhas colocadas para captura do insecto vector do nemátodo.


Meios de controlo
- Corte e eliminação das árvores atacadas, durante o período de Inverno.

Fonte: http://www.confagri.pt/PoliticaAgricola/Sectores/Floresta/Pragas/doc97.htm

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Durão Barroso foi reeleito Presidente da Comissão Europeia


O antigo primeiro ministro português José Manuel Durão Barroso foi hoje reeleito, para um segundo mandato, Presidente da Comissão Europeia, com uma maioria absoluta de 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções. Esta reeleição ocorreu no Parlamento Europeu.

Como todos devem saber a Comissão Europeia é um das instituições comunitárias mais importantes da União Europeia. Independentemente daquilo que cada um de nós pode pensar de Durão Barroso, esta reeleição deveria constituir mais um motivo de orgulho para os portugueses, pois são muito poucos os portugueses com altos cargos internacionais.

Para saberem mais sobre esta reeleição cliquem aqui.

Para saberem mais sobre o que é a Comissão Europeia cliquem aqui.