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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Metro do Porto testa nova linha de Gondomar - JN

A Linha de Gondomar (linha F), desde o Estádio do Dragão até Fânzeres, está quase concluída e hoje, quarta-feira, fizeram-se os primeiros testes em cima dos carris. O JN foi acompanhar o Metro desde a estação de Contumil até Rio Tinto. A linha, com sete quilómetros e dez novas estações, estará activa no início de 2011.
Cliquem no link para poderem visionar um pequeno vídeo publicado no site do JN:

sábado, 6 de novembro de 2010

Atenção ao Metro que vai chegar a Rio Tinto a partir de 8 de Setembro - início de testes - cuidados a ter

A Cidade de Rio Tinto e os seus cidadãos, estão a poucos dias de ver um sonho tornar-se realidade: a chegada do Metro!

Durante a próxima semana, iniciar-se-ão os primeiros testes com veículos em circulação na linha F (laranja) cujo percurso tem vários quilómetros na Cidade de Rio Tinto.

Trata-se de um novo elemento em circulação, que exige por isso redobrados cuidados, quer para peões, quer para condutores. Recomenda-se por isso todo o cuidado e sugerere-se a leitura das recomendações emitidas pela Metro do Porto.

Leia aqui as Recomendações .

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A polémica, em Portugal, dos projectos de grandes obras públicas


Como todos devem ter conhecimento, está a decorrer uma grande discussão nacional acerca dos projectos de grandes obras públicas que o governo português pretende lançar de imediato. A saber: a construção da ligação ferroviária Lisboa-Madrid, em TGV; a construção de um novo aeroporto para Lisboa; a construção de uma nova ponte sobre o Tejo e, ainda, uma série de auto-estradas.

Num período marcado por uma grande crise económica e financeira à escala global, em que o país tem registado um estagnação do crescimento económico (prevê-se 0,3% para este ano), um défice público de 9,3% do PIB (quando o Pacto de Estabilidade e Crescimento prevê um valor máximo de 3%), uma dívida pública de cerca de 80% do PIB e ainda uma taxa de desemprego de 9,5% da população activa (cerca de 700 mil portugueses desempregados) e em que as agências internacionais de rating têm vindo a avaliar negativamente a capacidade do nosso país poder saldar a sua dívida, as grandes questões que se colocam são as seguintes:

- Será que o país está em condições de poder lançar neste momento estes projectos de grandes obras públicas?

- Será que estas grandes obras públicas são essenciais para o relançamento do crescimento económico do país, diminuindo o desemprego e criando modernidade e riqueza para o país, factores fundamentais para o país poder saír mais rapidamente da crise económica e social, como argumenta o governo, ?

- Ou, será que estes projectos vão contribuir para o agravamento da situação económica e financeira do país, aumentando perigosamente a dívida do país ao ponto de este, num futuro próximo, não ter capacidade para saldar a sua dívida e, eventualmente, cair numa situação de insolvência (bancarrota), como argumentam alguns partidos da oposição e muitos economistas?

Em complemento, no topo do lado direito do blogue, podem votar na sondagem em que é perguntado se concordam ou não com o lançamento, neste momento, por parte do governo, destas grandes obras públicas.



Nota: já depois de ter escrito e publicado este "post" ficamos a saber que o governo pondera adiar, para mais tarde, o lançamento da maior parte das obras públicas que estavam previstas serem iniciadas brevemente, como o novo aeroporto de Lisboa e a nova travessia do Tejo. Apenas avançará para já o troço de TGV entre a fronteira do Caia e o Poceirão por, alegadamente, já existrem compromissos e financiamento.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aeroporto Sá Carneiro está entre os melhores do mundo


Mais uma boa notícia para a cidade do Porto e muito especialmente para o seu aeroporto. Numa lista de 150 aeroportos de todo o mundo, dos quais sete portugueses, o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, ocupa o 11º lugar no 'ranking' de satisfação dos consumidores. Recentemente, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro já tinha sido galardoado como o melhor do mundo na categoria de aeroportos até 5 milhões de passageiros.

Vejam a notícia do site do Sapo - Económico de hoje:

Segundo um estudo feito pela DECO e pelas suas congéneres europeias, os primeiros lugares são ocupados pelos aeroportos que registam maior volume de tráfego no mundo: Singapura, Tóquio e Hong Kong.

"Tal demonstra que nem sempre os grandes aeroportos são os que apresentam mais problemas", afirma a associação de defesa dos direitos dos consumidores (DECO) na edição da Proteste de Maio, que publica as conclusões daqueles inquéritos realizados em Outubro do ano passado.

O aeroporto Sá Carneiro, no Porto, posicionou-se em 11.º lugar com um "elevado" nível de satisfação, posição que a DECO justifica com o facto de os inquiridos considerarem este aeroporto o mais seguro entre os nacionais, assim como o melhor em termos de limpeza das casas de banho, os factores que mais influenciam a satisfação global.

Entre os aeroportos portugueses, o Porto é o mais valorizado, seguido do Funchal, em 69º lugar, Faro, na 76ª posição, Horta (82º), Ponta Delgada (100), Lisboa (109º) e Porto Santo (119º).

O aeroporto da Portela, em Lisboa, é criticado pelo tempo de espera no controlo de segurança, pelo preço do parque de estacionamento e tempo de espera para entrega da bagagem (os inquiridos dizem que, em média, é quase meia hora, quando, na maioria dos restantes aeroportos nacionais, dizem esperar metade do tempo).

O grau de satisfação dos passageiros permitiu às associações de defesa dos consumidores concluir que os grandes aeroportos se destacam nas infra-estruturas básicas e nos serviços extra, enquanto os mais pequenos lideram na avaliação do embarque (em parte porque o caminho a percorrer até ao avião é mais curto).

Nas 84 companhias aéreas analisadas no estudo encontram-se empresas nacionais, 'low cost' (com preços mais baixos) e 'charter' (para voos não regulares) e, tal como nos aeroportos, as companhias orientais são as reúnem maior satisfação dos consumidores.

A TAP Portugal, eleita a melhor das portuguesas, fica perto do meio da classificação global dos mais de dez mil consumidores inquiridos (dos quais 1.616 portugueses), que consideraram que o que menos os satisfaz são o espaço para as pernas, a relação entre a qualidade e o preço e a pontualidade.

Fone: http://economico.sapo.pt/noticias/aeroporto-sa-carneiro-esta-entre-os-melhores-do-mundo_87520.html

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A erupção do vulcão Eyjafjllajokull está a lançar o caos no tráfego aéreo em grande parte da Europa


Mais de 50 por cento do tráfego aéreo previsto para hoje na Europa deverá ser anulado por causa da nuvem de cinzas vulcânicas que vem da Islândia, da erupção do vulcão Eyjafjllajokull de que já vimos imagens neste blogue num post anterior.

A Eurocontrol conta que se realizem 11.000 voos, quando num dia normal esse número seria de 28.000. Dos 300 voos previstos para esta manhã entre a América do Norte e a Europa, só 100 a 120 puderam ser assegurados. O espaço aéreo continua fechado na Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Estónia, no Norte da França, incluindo aeroportos de Paris, e em algumas zonas da Alemanha e da Polónia, incluindo Varsóvia. Na Holanda, foram suspensos todos os voos no aeroporto de Amesterdão. O tráfego aéreo nos aeroportos asiáticos começa também a ser afectado, e, assim, um fenómeno muito local (Inslândia) transforma-se rapidamente num problema global.

Tudo isto acontece porque as cinzas expelidas pelos vulcões são um grande risco para a aviação civil, porque podem danificar os motores dos aviões e reduzir drasticamente a visibilidade. Por isso é que foram encerrados inúmeros aeroportos por causa da erupção do vulcão islandês.

Ao longo dos últimos 20 anos, foram registados 80 casos de aviões apanhados em nuvens de partículas vulcânicas. As cinzas provocaram a perda de dois Boeing 747 e danificaram outros 20 aparelhos, com custos de reparação na ordem de centenas de milhões de euros, segundo peritos.

Na alta atmosfera, onde circulam os aviões comerciais, a cinza vulcânica pode causar uma avaria no motor, danificar as pás das turbinas ou ainda as sondas electrónicas de Pitot, podem provocar a perda de aparelhos e mortes.

Com o tráfego de passageiros a aumentar 5 por cento ao ano no mundo, o carácter imprevisível das erupções vulcânicas pode fazer deste novo risco uma ameaça significativa.

O primeiro caso amplamente documentado de um avião que atravessou uma nuvem de cinzas vulcânicas foi o de um voo da British Airways em 1982, no momento da erupção do vulcão indonésio Gulanggung.

Todos os reactores do avião perderam a potência enquanto o aparelho atravessava uma nuvem de cinzas. A aeronave caiu mais de 4 mil metros antes de chegar a um lençol de ar não poluído, o que permitiu o recomeço dos motores.

O avião conseguiu então finalmente uma aterragem de urgência em Jacarta, apesar de um dos pára-brisas ter ficado completamente opaco por causa das cinzas.

Em 1989, um avião assegurando o voo KLM 747 entre Amesterdão e Anchorage, no Alasca, deu por si no meio de uma nuvem de cinzas do vulcão Redoubt, a 177 quilómetros da cidade norte-americana, apesar dos sistemas de alerta previstos, o que levou à perda de potência dos motores. Conseguiu ainda aterrar em Anchorage, mas a substituição dos quatro motores danificados custou 80 milhões de dólares.

Durante as grandes erupções do vulcão indonésio de Pinatubo em 1991 – quando as nuvens de cinzas tiveram ainda uma influência sobre o clima – foram reportados mais de 40 incidentes com aviões.

Nos trópicos – no caso de Pinatubo – as nuvens de cinzas podem-se manter “vários meses, até mesmo um ano” a mais de 18 quilómetros de altitude, bloqueando os raios solares, com um impacto na temperatura ao sol, diz Tourre. Mas a situação deverá ser diferente no caso do vulcão islandês.

Fonte: Público

Vejam agora um vídeo da TVGlobo alusivo ao assunto.



sábado, 30 de janeiro de 2010

Alta velocidade em diferentes países do Mundo

O vídeo que se segue mostra projectos de redes de caminho-de-ferro de alta velocidade em diversos países do Mundo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O labiríntico tarifário da CP Comboios


A notícia do Publico que se segue faz doer a alma a quem, como eu, tem uma grande paixão pelos comboios. Desde muito pequeno que sinto um grande interesse pelos comboios. Tudo começou com o fascínio pelas miniaturas; mais tarde, a paixão levou-me a viajar pela maior parte da Europa com o cartão "InterRail".

Infelizmente, a rede de caminho-de-ferro portuguesa pouco evoluiu nas últimas décadas, tendo-se verificado um grande desleixo neste sector em detrimento do transporte rodoviário, onde foram feitos elevados investimentos em auto-estradas e vias-rápidas. À excepção da electrificação de algumas linhas, a modernização dos transportes suburbanos e a introdução do comboio pendular na linha do Norte, pouco mais se fez em diversas décadas. Comboios antigos, lentos e desconfortáveis e linhas-férreas obsoletas são a realidade que se verifica na maior parte do país. Para além disso, muitas linhas foram suspensas ou mesmo abandonadas, deixando muitas regiões, principalmente do interior, fora da rede ferroviária nacional.

Para agravar a situação, a divisão da CP em quatro unidades de serviço de um modo completamente desarticulado está a tornar as viagens de comboio num grande problema, gerando situações completamente absurdas, nomeadamente nos preços dos bilhetes e nos horários.

Par compreenderem melhor o que se está a passar vejam a notícia do Público de 24 de Janeiro:


Viajar de comboio pelo país pode dar muito trabalho e a culpa é da manta de retalhos em que a transportadora ferroviária se transformou. CP Lisboa, CP Porto, CP Regional e CP Longo Curso trabalham com tarifários e horários que nem sempre são integrados. Imaginámos diferentes viagens para mostrar as dificuldades dos passageiros.

O senhor Manuel foi emigrante e quis reviver com a neta a viagem de dez horas que fez do Bombarral para Vilar Formoso, quando tentou o "salto" para a França em 1968. Pensando que hoje a coisa era mais rápida, nem consultou horários e apresentou-se na estação do Bombarral para o comboio das oito da manhã.

Aventurou-se e demorou 14 horas. A viagem que, 40 anos antes, realizara com um único transbordo teve de ser feita agora com - pasme-se! - cinco comboios.

Eis a aventura: primeiro, um comboio para as Caldas da Rainha, onde mudou para outra composição que o deixou no meio dos arrozais do Mondego num apeadeiro chamado Bifurcação de Lares. Ali apanhou um suburbano vindo da Figueira da Foz para Coimbra e depois outro comboio para a Guarda onde, pela última vez, mudou para o regional para Vilar Formoso. E, como se não bastasse o tempo de viagem e os transbordos, o bilhete vendido pela CP foi mais caro, porque resultou do somatório de todas estas viagens: 23,65 euros. Mais do que os 20 euros de uma viagem de Lisboa para Vilar Formoso em comboio directo. Ou seja: na CP viajar 220 quilómetros em vários regionais (por falta de alternativa) é mais dispendioso do que uma viagem directa de 434 quilómetros.

O senhor Silva vive em Queluz e quis visitar um colega em Torres Vedras. Há anos que não viajava de comboio em Portugal, mas pareceu-lhe esta a melhor opção, já que a tinha logo ali, bem perto de casa. A primeira surpresa foi logo na estação de Queluz. Que não podia comprar um bilhete directo para Torres, dizem-lhe na bilheteira. Que desembolsasse primeiro 1,20 euros até ao Cacém e que comprasse lá o bilhete para o outro comboio (mais 3,15 euros) para Torres Vedras.

Mas afinal isto é só uma viagem de 50 quilómetros, pensou. Era seu desejo comprar o bilhete de ida e volta, mas lá teve de adquirir novo título para o seu destino. Já no regresso perguntou se lhe podiam vender os dois bilhetes em Torres Vedras, mas o ferroviário perguntou-lhe para quê, se podia vender um único bilhete directo. O senhor Silva espantou-se: para a ida teve de comprar dois bilhetes, mas para a volta já podia fazer a viagem com um só?

Que confusão. Como se não bastasse demorar uma hora e meia para fazer 50 quilómetros a passo de caracol, ainda teve de ouvir uma explicação sobre as "unidades de negócio" da CP. Que ali em Torres, aquilo era a CP Regional, mas que em Queluz era a CP Lisboa.

E é esta a história que teria para contar, se o senhor Silva existisse. A personagem, como todas as que viajam em comboio neste texto, não é real. Ao contrário da esquizofrenia a que os passageiros da CP estão sujeitos, que é bem real e a razão destas viagens que imaginámos.

O casal Gonçalves vive em Lisboa e resolveu passar o fim-de-semana em Beja. Optou pelo comboio. De Entrecampos ao destino foram só 2h10 de viagem, num Intercidades ao preço de 11,50 euros por pessoa. Mas já o regresso foi uma verdadeira surpresa: uma automotora desconfortável a tremelicar pela planície até Casa Branca, onde o casal apanhou, aliviado, o Intercidades vindo de Évora para Lisboa. Ao todo demorou mais tempo do que na ida, viajou num comboio de categoria inferior e teve um transbordo. Por isso pagou 14,40 euros, ou seja, mais 2,90 euros do que na ida.

Tarifa não quilométrica

A Rute, que queria ir de Coimbra ao Porto, também se surpreendeu quando o revisor do comboio regional lhe pediu mais 3,50 euros para revalidar o bilhete. A Rute estava em Coimbra e o Alfa Pendular estava atrasado devido a um problema com um passageiro. Encontrou uma amiga que ia apanhar o regional para Aveiro e nem pensou duas vezes, julgando que o seu bilhete era mais do que suficiente para viajar no vagaroso regional até à Invicta. Na Suíça, um país com a dimensão de Portugal onde estivera, podia-se apanhar um comboio a qualquer hora porque as tarifas são quilométricas e não é preciso marcação de lugar. Mas não. Na CP um bilhete de 15 euros não permite viajar num comboio onde só se paga 8,10 euros.

Também o Vítor ficou espantado quando descobriu que para viajar de Guimarães para Lisboa pagaria 21,65 euros, quando em sentido contrário tinha pago 20,50 euros. Com a diferença de que agora tinha de apanhar um comboio que parava em todo o lado até Campanhã e demorava mais uma hora na vinda no que na ida. E o João, que queria ir de Estarreja para Azambuja (ambas estações da linha do Norte), teve de se aventurar em três comboios porque, apesar de viajar no principal eixo ferroviário do país, não tinha ligações directas.

Paremos então com as personagens fictícias com dificuldades que qualquer passageiro real pode sentir e passemos ao mundo que existe. Viajar de comboio pelo país pode dar muito trabalho e a culpa é da manta de retalhos em que a transportadora ferroviária de Portugal se transformou, quando foi dividida em quatro unidades de negócio - CP Lisboa, CP Porto, CP Regional e CP Longo Curso. Há bilheteiras diferentes nas estações e os gabinetes de apoio ao cliente rejeitam reclamações ou pedidos de informação que não sejam da sua unidade de negócios.

"A lógica da CP em unidades de negócios era no sentido da privatização. Essa situação originou que as unidades trabalhassem de forma autónoma e as forças integradoras não conseguiram vencer essa força autónoma", diz o presidente da CP, Cardoso dos Reis.

A verdade é que cada unidade de negócios funciona como uma "mini CP" e tem a sua própria frota de material circulante e quadro de pessoal (maquinistas e revisores). José Rafael Nascimento, professor de Marketing no Instituto Superior de Comunicação Empresarial, diz que estas situações vividas pelos passageiros da CP contrariam o paradigma da conveniência, em que as empresas procuram prestar serviços completos e integrados aos seus clientes, o que não é o caso do transporte ferroviário em Portugal, com um tarifário incompreensível e uma exploração baseada em percursos.

Incompreensível? Há razões - às quais os clientes da CP são alheios - que podem explicar esta forma de gestão. A transportadora pública, ao contrário do que acontece com as suas congéneres europeias, não tem um contrato de prestação de serviços com o Estado. Em cada ano, o governo atribui verbas residuais a título de indemnizações compensatórias para a empresa. Como o serviço regional é o que dá mais prejuízo, a CP prefere vender percursos a aplicar uma tarifação quilométrica, mais justa e mais compreensível para os passageiros. É por isso que uma viagem com diversos transbordos (e são tantos num país tão pequeno como Portugal) um cliente da CP está a pagar uma nova viagem sempre que muda de um comboio para outro. Desde Dezembro de 2009, por exemplo, a CP acabou com os comboios directos desde o Barreiro para o Algarve e obriga os passageiros a apanhar duas composições e a pagar mais caro.

Algo que, como refere Nélson Oliveira, engenheiro com pós-graduação em caminhos-de-ferro, "não acontece noutras redes estrangeiras de referência [SNCF em França, RENFE em Espanha, DB na Alemanha e Trenitália] onde os horários dos comboios mais lentos são conjugados com os dos rápidos para assegurar a função de recolectores e distribuidores".

Para este especialista, também presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro, "as unidades de negócios centram-se na procura dos melhores resultados financeiros, o que nem sempre resulta em favor de um melhor serviço, pois numa exploração conjunta os benefícios de uns compensavam os prejuízos de outros". Um exemplo: como os regionais dão prejuízo, cada vez há menos oferta, "mas se os horários destes fossem conjugados com os dos comboios rápidos, como eram dantes, os regionais traziam passageiros para os serviços de longo curso, e o prejuízo era compensado".

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/24-01-2010/o-labirintico-tarifario-da-cpcomboios-18640942.htm

A Renault está a desenvolver novos carros eléctricos

Hoje apresento-vos, a partir de uma sugestão da Ana Rita Amaral do 12ºI, e em complemento à actividade desenvolvida na aula de hoje, um vídeo de um anúncio comercial da Renault Portugal, lançado no dia 1 de Janeiro de 2010, advertindo para problemas mundiais como o aquecimento global, dando a conhecer os novos veículos eléctricos da marca.

Ficamos, então, a aguardar, com alguma expectativa, o aparecimento dos novos carros eléctricos no mercado português.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A polémica sobre a utilizaçao de scanners corporais


A utilização de scanners corporais nos passageiros nos aeroportos como medida preventiva no combate ao terrorismo está a criar uma grande polémica internacional, nomeadamente por poder pôr em causa a privacidade e até a saúde dos passageiros.

A grande questão que se coloca é a seguinte: vale a pena sujeitarmo-nos a este aparelho em nome da nossa segurança?

Leiam de seguida a notícia do dia de hoje publicada pelo JN na sua página electrónica:


Scanners corporais não são única solução de segurança nos aeroportos

A secretária de Segurança Nacional norte-americana voltou hoje, sexta-feira, a ser questionada pelos jornalistas sobre a polémica tecnologia dos scanners corporais, que está actualmente a ser alvo de estudos por parte da Comissão Europeia sobre a sua eficácia e eventual impacto em questões como saúde e privacidade dos passageiros.

Questionada pela Agência Lusa sobre se a não introdução uniforme dos scanners reduziria a eficácia sobre quaisquer medidas de segurança aérea, Janet Napolitano afirmou que há várias medidas e alternativas que podem ser tomadas e que o mais importante é trocar informações e a vontade comum de responder à ameaça global do terrorismo.

"Esta é uma questão internacional, que tem a ver com a segurança do espaço da aviação internacional e por isso queremos consenso internacional. A Europa está a trabalhar com os EUA porque precisamos, como nações responsáveis, de proteger a segurança dos passageiros", afirmou.

"Mas dentro deste consenso há varias formas e equipamento que pode ser usado. Pode haver e vai haver variedade. E em alguns aspectos essa variedade é útil", sublinhou.

Para Janet Napolitano qualquer política que assente apenas em "métodos idênticos" pode até ser prejudicial porque "os terroristas aprendem esse método".

O mais importante continua a ser, disse, "cooperar, trocar experiências e boas práticas, melhorar os padrões de segurança e trabalhar com Governos em todo o mundo para melhorar a segurança" na aviação.

A secretária norte-americana analisou na quinta-feira, com os ministros europeus do Interior, a questão do combate ao terrorismo e em particular as medidas de reforço da segurança do transporte aéreo.

Oficialmente, a questão dos scanners corporais não foi referida na reunião - apesar de várias nações europeias terem já anunciado que os vão implementar e de os Estados Unidos terem já instalado 40 (que aumentarão para 450 até ao final do ano) nos seus aeroportos domésticos.

Janet Napolitano voltou hoje a defender a tecnologia, referindo que os scanners têm evoluído muito rapidamente, desde as primeiras versões que suscitaram mais preocupação em torno de temas como a privacidade.

"Hoje, os rostos dos passageiros são cobertos (nas imagens) e o leitor nem sequer está na zona da fila", afirmou. "Mas há muitas coisas que podem ser feitas nos aeroportos além ou independentemente dos scanners", reiterou.

Janet Napolitano segue para Genebra (Suíça) onde se reúne com responsáveis da IATA (Associação de Transporte Aéreo Internacional), organismo que reúne mais de 320 empresas aéreas de todo o mundo.

"Este tem que ser um esforço internacional, para ver como se pode melhorar a segurança de pessoas e países", explicou.



Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1476197


Em complemento a este "post", o blogue "Um Mundo Global" apresenta uma sondagem (no topo da coluna da direita) em que se pergunta se concordam ou não com utilização dos scanners corporais nos aeroportos como medida preventiva no combate ao terrorismo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novos veículos «tram train» começam hoje a circular no metro do Porto


A nova frota de 30 veículos «tram train» inicia, esta sexta-feira, a operação comercial na rede do metro do Porto. Os novos veículos representam um investimento de 115 milhões de euros e vão servir a linha vermelha, entre a Trindade e a Póvoa do Varzim. O porta-voz da Metro do Porto, Jorge Morgado, avançou à TSF que os clientes deste traçado, o mais extenso da rede, vão ganhar em «conforto e comodidade».

Os 30 veículos «tram train» deviam ter sido inaugurados em Outubro, mas começam esta sexta-feira a circular no metro do Porto. Os novos veículos vão custar 115 milhões de euros e servem a linha vermelha, entre a Trindade e a Póvoa do Varzim.

O porta-voz da empresa Metro do Porto explicou à TSF que estes são veículos «altamente sofisticados, ambientalmente muito evoluídos, e tecnologicamente são do mais avançado que existe actualmente».

Jorge Morgado assegurou ainda que, «do ponto de vista que mais interessa», o do utilizador, os «tram train» vão proporcionar «níveis de conforto e comodidade únicos em termos de transportes públicos».

Numa primeira fase, os «tram train» passam a ligar o Porto à Póvoa do Varzim, mas posteriormente vão alargar-se à linha verde, que termina no concelho da Maia.

«Nestes veículos temos 100 lugares sentados, uma locação um pouco diferente, destinada a percursos mais extensos, em que as pessoas fazem grande parte da viagem sentadas», explicou Jorge Morgado.

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações inaugura esta sexta-feira os novos veículos do metro do Porto e preside à apresentação do Plano Estratégico do Porto de Viana do Castelo, onde está prevista uma concentração contra as portagens na A28.

Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1464889

sábado, 2 de janeiro de 2010

A China inaugurou a linha ferroviária mais rápida do Mundo

A China afirma-se cada vez mais como uma superpotência mundial. A última evidência do poderio deste país foi a inauguração no passado dia 26 de Dezembro da linha ferroviária de transporte de passageiros entre Wuhan, no centro do país e Cantão, no sul, que passa a ser a mais rápida do mundo, com uma média de 350 km/hora.
A linha, de 1069 quilómetros de extensão, cujos trabalhos foram iniciados em 2005, é um dos troços da que, no futuro ligará Pequim a Cantão, capital da província de Guangdong, informou a agência oficial Nova China.
O trajecto far-se-á em três horas, em vez das anteriores dez.
"O comboio pode atingir os 394,2 km/hora, é o mais rápido do mundo em actividade", disse Zhang Shuguang, director do Gabinete de Transportes do Ministério dos Caminhos de Ferro.
A velocidade média dos comboios de alta velocidade é de 243 km/hora no Japão, 232 km/hora na Alemanha e 277 km/hora em França, segundo a Nova China.

Fonte: Lusa

TAP e Aeroporto de Lisboa ao rubro! - TAKE 2

Tal como já tinha acontecido por altura do Natal, a TAP e a ANA (Aeroportos de Portugal) desejaram de um modo muito especial um Bom Ano 2010 aos passageiros no Aeroporto de Lisboa! Vejam o vídeo oficial.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

TAP e Aeroporto de Lisboa ao rubro nas vesperas do Natal

A TAP Portugal e a ANA (Aeroportos de Portugal) desejaram no dia 23 de Dezembro as Boas Festas aos passageiros no Aeroporto de Lisboa de uma forma muito original! Vejam o vídeo que se segue:

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Transportes públicos com uma pitada de humor

Vejam dois vídeos com piada. O primeiro é um anúncio publicitário em animação que promove as vantagens de viajarmos em grupo, utilizando os transportes públicos.

O segundo mostra-nos uma linha de comboio da Tailândia que passa literalmente por um mercado de rua tipicamente oriental. O comboio vai mesmo até ao mercado.

Divirtam-se!...



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Metro de Tóquio em hora de ponta

Este vídeo mostra a grande confusão e aventura que é andar de metropolitano em hora de ponta na gigantesca cidade de Tóquio.

Tóquio é o centro da maior megacidade do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as províncias japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de um quarto de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio. A população desta região metropolitana é de 37 milhões de habitantes, e a sua área urbananizada é de aproximadamente 5 200 km².

O metro de Tóquio tem 13 linhas com um comprimento total de 286,2 km, fazendo dele o terceiro maior do mundo, a seguir a Nova Iorque e Londres.

A hora de ponta na maior megacidade do Mundo é semelhante à de qualquer outra megalópole com uma exceção: os japoneses disciplinaram-se para conviver com ela. Os passageiros do metro que querem tentar um cobiçado assento formam uma fila ao lado daqueles que preferem partir rapidamente. Assim que o comboio fecha as portas, a fila dos que esperaram para viajar sentados desloca-se para o lugar da outra. É um movimento tão sincronizado que parece ensaiado. Funciona perfeitamente. As pessoas espremem-se no metro, onde funcionários, os "Oshiyás" (empurradores) com uniforme azul-marinho e luvas brancas tratam de empurrar vigorosamente os passageiros pela carruagem dentro. Tudo para manter a eficiência no atendimento à população. Sem atrasos, sem demora.

O desconforto de viajar colado ao corpo de estranhos é compensado não só pela pontualidade, mas também pela organização e abrangência da rede. São 283 estações e 292 quilómetros de linhas.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Homenagem aos 50 anos de Asterix pela Patrulha de França

Pela ocasião do 50º aniversário da personagem da banda desenhada Astérix, criado em outubro de 1959, a Patrulha de França rende homemagem ao mais célebre dos Gauleses num filme espectacular realizado por Eric Magnan.

O poder das telecomunicações!...

Uma empresa de telefones móveis inglesa (T-Mobil) promoveu uma mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.

A empresa simplesmente mandou um convite pelo telemóvel: "esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito.

Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo.

Mas, na hora, distribuiram microfones, muitos, muitos, muitos mesmo, e fizeram um karaoke gigante, de surpresa!!!

E toda a gente que estava na praça, os que estavam a passar e os que nem sabiam do convite, cantaram todos juntos.

Um exemplo do poder das telecomunicações e de como uma manobra publicitária pode unir tanta gente com uma simples canção: a mítica "Hey Jude" dos The Beatles. Muito bonito!...


Obras do metropolitano em Rio Tinto estão a gerar uma grande polémica


Este post é dedicado à grande polémica que está instalada quanto às obras do Metro em rio Tinto. O Movimento em Defesa do Rio Tinto acusa a empresa Metro do porto de estar a cometer uma ilegalidade ao pretender entubar mais 60 metros do rio Tinto, alterando significativamente o curso de um rio que dá nome à cidade. Por sua vez a Metro do Porto, considera que o referido entubamento é positivo visto que poderá prevenir inundações naquela área.
Seja como for, estamos, mais uma vez, perante uma acção humana que ao melhorar as acessibilidades a uma localidade (aspecto positivo), altera significativamente a natureza e a paisagem condicionando o escoamento superficial.

Vejam agora a notícia do Público de ontem:



Obras do metropolitano em Rio Tinto motivaram participação ao DIAP

O Movimento em Defesa do Rio Tinto remeteu na passada semana ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) um pedido de averiguação da legalidade do processo relativo ao traçado do metro do Porto na freguesia de Rio Tinto, em Gondomar, considerando que as obras em curso estão a promover o entubamento de mais algumas dezenas de metros do curso fluvial, mutilando a integridade daquele bem natural. A iniciativa, anunciada no blogue da associação ambientalista, será ainda acompanhada por uma exposição à Agência Europeia do Ambiente, ao Instituto da Água e à Administração Hidrográfica do Norte.

Ontem contactada pelo PÚBLICO, a Metro do Porto reconheceu que um troço do rio com uma extensão de 60 metros vai ser efectivamente entubado, acrescentando que tal resulta de uma medida preventiva sugerida pela Agência Portuguesa do Ambiente. "Trata-se de uma zona junto à Rua das Perlinhas, ambientalmente delicada, onde havia o risco de alagamento e inundação de casas e da via", explicou fonte oficial da empresa.

De acordo com o esclarecimento, a obra de prolongamento da linha C do metropolitano, cuja aprovação ficou precisamente condicionada pela concretização do projecto de regularização fluvial do rio Tinto, está a respeitar escrupulosamente aquilo que ficou assente na Declaração de Impacte Ambiental (DIA). "As obras obrigam a mexer com o canal e a adoptar algumas medidas transitórias, mas, no final, o canal será reposto, apenas com aquela excepção", assegurou fonte oficial da empresa.

Apesar da garantia expressa na DIA, o Movimento de Defesa do Rio Tinto alega que as obras em curso "estão a agravar claramente os atentados à integridade do rio", nomeadamente no troço entre a Rua da Lourinha e a Escola Básica n.º 2 de Rio Tinto. "Sugerimos que se averigue a legalidade do novo entubamento e a desconformidade entre a Declaração de Impacte Ambiental e a execução da obra, com a eliminação de várias dezenas de metros do leito natural do rio", lê-se no blogue da associação, que teme ainda que estejam a ser violadas áreas de reserva agrícola e da reserva ecológica nacional.

Considerando "desastrosos e irreversíveis" os danos já causados ao rio Tinto, o movimento alega ainda que as obras destruíram pelo menos um moinho centenário.

Troço Antas-Venda Nova

Os protestos e as dúvidas da associação, bem como o parecer negativo dado pelo Movimento Rio Tinto a Concelho, constam, ao que o PÚBLICO pôde constatar, do relatório de acompanhamento da obra que está a ser levado a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente, tendo a conformidade do projecto com a DIA sido já confirmada pela Comissão de Avaliação.

De acordo com a fonte da Metro do Porto, a obra em curso em Rio Tinto, correspondente ao troço Antas-Venda Nova, inclui um projecto de salvaguarda e regularização do curso do rio Tinto ainda a descoberto, o qual será executado numa fase posterior. O Instituto da Água, aliás, começou, em 2003, por levantar várias objecções à intervenção na zona, que violava algumas disposições legais. A Metro do Porto apresentou posteriormente uma proposta destinada a corrigir as falhas apontadas, tendo o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução sido aprovado em 14 de Abril de 2008. O projecto, refira-se, prevê concretamente "a criação de um leito composto (que se desenvolve a céu aberto) entre a ponte da Rua da Quinta da Campainha e a zona urbana das Perlinhas" e o aumento da capacidade de vazão do caudal.


Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/04-11-2009/obras-do-metropolitano-em-rio-tintomotivaram-participacao-ao-diap-18149201.htm



Para mais informações cliquem aqui (site do Movimento Em Defesa do Rio Tinto) e aqui (blogue do movimento)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O milagre da queda do Airbus 310 das Comores chama-se Esperança

Baya Bakari, a jovem sobrevivente do acidente aéreo de 29 de Junho internada no hospital


Este caso da única sobrevivente do acidente aéreo ocorrido no passado dia 29 de Junho nas águas do Índico impressiona-nos a todos. A Jovem natural das ilhas Comores de 14 anos chama-se Baya, que significa "Esperança" na sua língua. É impressionante que no meio de mais uma tragédia, em que perderam a vida 151 pessoas, tenha havido uma sobrevivente, que até nem sabia nadar muito bem! Como se explicam situações como esta que, pelos vistos, não é inédita?

Fiquem com a notícia impressionante do jornal Público de ontem, 1 de Julho de 2009:

Janeiro de 1985. Um rapaz de 17 anos é encontrado com vida entre os destroços da queda de avião da Galaxy Airlines, no Nevada, EUA. Agosto de 1987. Uma menina de quatro anos é a única sobrevivente da queda de um avião em Detroit. Março de 1995. Uma rapariga de 9 anos é a única sobrevivente da queda de um avião da Intercontinental que se despenha na Colômbia. Setembro de 1997. Um bebé com apenas um ano é o único sobrevivente da queda de um Tupolev da Vietnam Airlines no Cambodja. No dia 29, o milagre voltou a acontecer. Morreram 151 pessoas num voo da Yemenia Airlines a caminho das ilhas Comores. Só uma adolescente de 14 anos sobreviveu, mergulhada num mar de destroços e de forte ondulação, no negro da noite, em pleno oceano Índico.

Chama-se Baya Bakari. Baya significa esperança.Baya Bakari é natural das Comores, de uma aldeia chamada Nioumadzaha, a sudeste de Moroni, capital do arquipélago. Mas fazia parte da comunidade imigrante das ilhas que se instalou em Marselha, França, onde vivia com a mãe. Vivem ali 80 mil naturais das ilhas Comores. No dia 29 de Julho, viajaram de Marselha para Paris, onde apanharam o Airbus 310 da Yemenia Airlines, no Aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, em direcção às Comores, para visitar a família. De Paris, ainda fizeram escala em Sana, no Iémen. E depois, finalmente, dirigiam-se a Moroni. Mas não chegaram ao destino.Ainda estão por apurar ao certo as razões que levaram o Airbus a dar uma volta em U e a despenhar-se no Índico, numa fase em que já se fazia à pista do aeroporto de Moroni.

Eram 4h00 locais, madrugada, quando desapareceu dos radares das torres de controlo, com 153 pessoas a bordo. O que se passou entre a queda e o milagre só as caixas negras poderão revelar. Mas voltemos ao milagre. No meio dos destroços do Airbus, havia uma menina de 14 anos viva, “frágil, mal sabia nadar” – contou o seu pai, Karim Bakari, a partir de França, depois de ter falado ao telefone com a filha. Baya agarrou-se a um pedaço da fuselagem durante horas, talvez duas, diz a equipa de socorro, no meio da ondulação picada do Índico. Foi então que os meios aéreos de salvamento, com uma equipa das Comores, avistaram um milagre entre os destroços da tragédia. “Tentámos lançar uma bóia. Mas ela estava demasiado fraca para a conseguir agarrar”, disse, em declarações à rádio privada francesa RTL, o sargento Said Abdilai, que tirou Baya da água. “Ela tremia, tremia, tivemos de a embrulhar em quatro cobertores e demos-lhe água quente com açúcar. Depois perguntámos-lhe o nome e de onde vinha.”“Papá, caímos à água! Só ouvia pessoas a gritar à minha volta, mas não conseguia ver nada”, descreveu Baya, que foi transportada para o Hospital El Marouf, em Moroni. Quando recuperou forças, Baya chorou primeiro. Depois perguntou pela mãe. Segundo testemunhos do pai, Baya foi projectada por uma das janelas do avião, o que a salvou. “Já estava fora do avião quando ele caiu”, disse o pai. Baya sofreu algumas queimaduras, escoriações na cara e braços e partiu uma omoplata. Mas não inspira cuidados de maior. O pai, que tem mais três filhos menores, de 10, 8 e 3 anos, ainda não lhe disse que a mãe morreu: “Não tive coragem, disse-lhe que estava num quarto ao lado dela”. Só quer ir ter com a filha. “Imagino como ela se deve sentir sozinha.”Alain Joyandet, secretário de Estado da Cooperação francês, já está nas Comores. Foi certificar-se do estado de saúde da menina-milagre. E quer levá-la para França e estudar uma maneira de ajudar o pai. “Fisicamente, está bem”, afirmou Joyandet, citado pelo Guardian. Como pode alguém estar bem depois de sobreviver à queda de um avião que matou 152 pessoas? Em conferência de imprensa, o médico do Hospital de Moroni, Ada Mansour, que a assistiu, também diz que Baya está bem: “Está consciente, a falar. Mas tentámos não fazer muitas perguntas, para não a cansarmos”. Baya continuou ontem na unidade de Cuidados Intensivos do hospital.

Fonte: http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1389759&idCanal=11