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sábado, 31 de janeiro de 2009

Islândia deverá ter a primeira chefe de Governo lésbica do mundo


Johanna Sigurdardottir


A Islândia deverá ser o primeiro país a ter um político assumidamente homossexual como primeiro-ministro: Johanna Sigurdardottir, de 66 anos, da Aliança Social Democrática, que deverá formar governo com o Movimento Verde-Esquerda. Sigurdardottir, que era ministra dos Assuntos Sociais no Governo de Geir Haarde, que se demitiu na segunda-feira, é a política mais popular do país. Num momento de grande impopularidade de políticos e financeiros, desde que a crise económica mundial levou ao afundamento das contas da Islândia em Outubro, ela conseguiu a proeza de ter a aprovação de 73 por cento dos islandeses. O seu Governo, no entanto, vigorará apenas até às eleições legislativas antecipadas, cuja data falta marcar. A mais falada é 9 de Maio. O partido que as sondagens dizem reunir mais preferências dos eleitores é o Movimento Verde-Esquerda, que formará coligação com os sociais-democratas de Sigurdardottir. Uma das primeiras acções esperadas do novo Governo deverá ser o afastamento do actual governador do banco central islandês, David Oddson. A medida foi até já preconizada pelo Presidente da República, Oláfur Ragnar Grímsson, em declarações à BBC.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Jovens portugueses estão viciados no telemóvel


A dependência dos telemóveis é uma das características que marca a sociedade actual. Para perceber até que ponto os jovens andam de mãos dadas com aqueles dispositivos, o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa decidiu efectuar um estudo, denominado "E-generation: os usos dos media pelas crianças e jovens em Portugal". Através desta análise conclui-se que seis em cada dez alunos nunca desligam os telemóveis quando estão na escola e que 74 por cento apenas o faz porque o telemóvel "só lhe é útil se estiver constantemente ligado". Não ter o dispositivo consigo ou mantê-lo desligado é algo que, para 54 por cento dos inquiridos, causa muita ansiedade. A necessidade de se manter contactável leva a que 21 por cento dos jovens não desligue ou tire o som do telemóvel em situação alguma, nem quando estão em velórios, funerais, missas, consultas ou em tratamentos médicos. Num inquérito que abordou 1353 crianças e jovens até aos 18 anos, percebeu-se ainda que a maioria recebeu um telemóvel quando completou 11 anos e que raros são aqueles que ainda não possuem um. Quem já carrega consigo um telemóvel, diz que em média faz mais de três telefonemas por dia e envia 26 mensagens. Contudo, há quem chegue às 80 chamadas diárias e ao envio de 99 SMS. O estudo mostra ainda que, em média, o gasto mensal em telemóvel é de 19 euros, com os carregamentos totais de um mês a variar entre os cinco e os 200 euros, para os mais gastadores. É junto dos utilizadores com idades entre os 16 e os 18 anos que a factura sobe mais, com a média mensal a ir até aos 30 euros. Os destinatários das mensagens são quase sempre os amigos (77 por cento) e quase metade dos inquiridos assume que utiliza os SMS para namorar. Há ainda que diga que já utiliza as mensagens escritas para seduzir alguém e quem aceite encontros amorosos através do mesmo sistema. Fernando Gomes da Confederação das Associações de Pais, citado pelo Correio da Manhã, diz que, apesar de não "ficar surpreendido" com os resultados, a verdade é que o comportamento dos jovens é inaceitável e "aditivo". (Sapo, 02.06.08)



O que dizem da importância dos telemóveis para os jovens e adolescentes? Até que ponto vocês são viciados em telemóveis?

sábado, 10 de janeiro de 2009

The Mom Song (A canção da Mamã)

Este vídeo mostra a versão de "The Mom Song" de um grupo da Igreja norte-americana Northland Church. É um vídeo divertido em que uma senhora canta de uma forma super-rápida. A letra da canção tem como conteúdo tudo aquilo que uma mãe diz ao seu filho(a) num período de 24 horas. As letras são de Anita Renfroe e a música é a famosa Abertura da ópera "Guilherme Tell" de Rossini.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Alanis Morissette - Offer

Um videoclip com legendas em português (do Brasil) que dá que pensar. Por exemplo, nas prendas que temos todos os dias e nem vemos... e na felicidade que é ter amigos e família com quem compartilhar o nosso caminho. Arrepia... e dói muito ver estas imagens.

Aviso:
O vídeo contém algumas imagens que podem chocar pessoas mais sensíveis (mas é a realidade nua e crua).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Para todos os meus alunos e para todas as pessoas que visitam este blogue

são os votos do professor Eduardo Vales

Para verem um cartão de boas festas muito original cliquem aqui. Vão clicando em cada uma das renas e vejam o efeito.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pais portugueses são dos que mais vigiam acesso dos filhos à Internet


As novas tecnologias estão definitivamente entre os mais novos: 75 por cento das crianças da União Europeia entre os seis e os 17 anos têm acesso à Internet e 50 por cento com dez anos já têm telemóvel. Motivos suficientes para 60 por cento dos pais estarem preocupados com os aliciamentos de que os filhos podem ser vítimas e 54 por cento recearem abusos sexuais ou outras intimidações. Contudo, os comportamentos entre os pais são bem diferentes, revelando-se os portugueses os mais controladores, apesar de serem dos que menos sabem usar os aparelhos. É em Portugal que encontramos alguns dos dados mais díspares, de acordo com um inquérito do Eurobarómetro divulgado ontem. Somos o quinto país onde os pais menos acedem à Internet (65 por cento) e o segundo em que o fazem com menos frequência (32 por cento), ao lado de Malta, Roménia, Chipre e Grécia. Os nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Suécia, Holanda e Reino Unido) são os países onde os pais estão mais familiarizados com esta tecnologia. A Finlândia surge no topo da lista com 94 por cento das crianças a usar Internet, situando-se Portugal no final da lista, como o quarto país onde os mais novos menos usam esta tecnologia (68 por cento), apenas seguido pela Grécia e Chipre (empatados com 50 por cento) e pela Itália (45 por cento). De acordo com o Eurobarómetro é possível estabelecer uma relação entre o não uso e algumas características sócio-demográficas: pais mais velhos, com menos nível de escolarização e que trabalhem no sector primário ou que estejam em casa mantêm-se mais longe das tecnologias. Por seu lado, os que vivem em metrópoles ou zonas urbanas e que são trabalhadores activos, preferencialmente por conta própria, usam mais a Internet. O número de pessoas que nunca navegou é superior entre as mães e estes dados influenciam o acesso dos filhos. No entanto, a nível europeu cerca de 50 por cento dos pais asseguram que falam com os filhos sobre o uso destas tecnologias e 92 por cento não deixa que as crianças revelem informações pessoais ou falem com pessoas que não conhecem na realidade (83 por cento). Mas a nível dos 27 Estados-membros, apenas 59 por cento dos pais usam filtros ou software de vigilância e 64 por cento dos que não usam justifica a decisão com “confiança nos filhos”. Ainda assim, 14 por cento admite não saber como usar estas formas de protecção. Estes programas são mais comuns no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e França mas Portugal (22º lugar) acredita pouco na sua eficácia e admite não saber bem como usar. Em entrevista ao PÚBLICO, Cristina Ponte, professora da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do projecto “UE Kids Online”, mostrou-se surpreendida com os dados do Eurobarómetro e apontou algumas contradições: “Os países do sul são os mais controladores e ao mesmo tempo os que menos sabem usar as novas tecnologias. Não sei se não corresponde mais a um desejo de controlo do que a uma realidade”. Para Cristina Ponte é, também, natural que nos países nórdicos haja menos controlo pois é uma “cultura que respeita mais a intimidade da criança”. E acrescentou: “O controlo e um ambiente de desconfiança não trazem vantagens”. Falar sobre o que os filhos fazem na Internet é o comportamento mais comum na UE. Mesmo assim Reino Unido (87), Espanha (85), Alemanha (85), Irlanda (84) e Portugal (80) são os que mais tomam esta atitude preventiva. Quanto ao “estar por perto” quando os filhos navegam a atitude é mais comum na Irlanda (79), Itália, Espanha e Polónia (74), Reino Unido (70) e Portugal (68). No entanto, Portugal é líder no número de pais que se sentam com os filhos quando estes estão ligados à Internet (60 por cento), ficando o segundo lugar para Espanha (57) e o terceiro para o Reino Unido (49).


“Mãe controladora”


Portugal volta a ficar à frente no número de pais que verificam os sites visitados pelos filhos (60 por cento), seguido da Alemanha (55), Espanha (54) e Itália (50). Entrar no email dos filhos, ler as mensagens ou verificar os grupos sociais a que pertencem é também mais comum no nosso país: 50 por cento. A atitude é também frequente em Chipre, Alemanha, Irlanda e Reino Unido, Espanha e Itália. O “controlador” é em geral a mãe ou os pais mais velhos. Os alvos são os filhos mais novos, verificando-se que entre os 15 e os 17 anos quase já não há controlo, enquanto entre os seis e os dez 84 por cento estão proibidos de visitar “chats”. A Lituânia e a Estónia são os menos severos. Cristina Ponte lembrou que os inquéritos foram feitos via telefone durante o mês de Outubro, numa “num ambiente de Magalhães”, em que se falou muito dos computadores para crianças, o que “pode ter influenciado as respostas”. E acrescentou: “No estudo de 2006 os pais portugueses apareciam como dos mais afastados e acho que o cenário não mudou assim tanto”. Para a docente se a pergunta deveria ter sido mais generalizada e deveriam ter sido os próprios pais a apontar o que os preocupa da Internet. Sobre o conteúdo a que os filhos têm acesso, as imagens violentas ou sexualmente explícitas são as que preocupam muito a maioria dos pais europeus (65), seguidas pelo “grooming” (aliciamento) com 60 por cento, o “bullying” (violência física ou psicológica) com 54 por cento. Já a revelação de dados pessoais preocupa muito apenas 25 por cento dos progenitores. Portugal, França, Espanha e Chipre são os mais preocupados com o conteúdo inapropriado. No entanto, verifica-se que os pais que não usam a Internet são os que mais temem os riscos. Consoante a idade dos filhos verifica-se também um decréscimo da preocupação, sendo até aos 14 anos que há mais vigilância. A preocupação com suicídio, anorexia e autoflagelação é também maior em Portugal que nos outros países (75 por cento), verificando-se a mesma percentagem em relação ao isolamento. A Dinamarca e a Suécia são os menos preocupados, seguidos pelos britânicos e austríacos, apesar de as taxas de suicídio serem mais elevadas nestes países. Cerca de 89 por cento dos pais portugueses estão também preocupados com o aliciamento, os segundos depois de França (90). Os dados mais baixos estão, uma vez mais, na Áustria (47), Suécia (46), Dinamarca (45) e Reino Unido (41). O medo de isolamento é também comum em França, Grécia e Chipre e pouco usual na Dinamarca e Suécia.Com o objectivo de reforçar a segurança dos filhos, encontra-se também uma tendência expressiva para associar regras ao uso da Internet, como não fazer compras online, não falar com desconhecidos ou limitar o tempo. Cerca de um terço dos pais contactados assegura mesmo que não deixa os filhos fazerem downloads ou utilizarem música, filmes e jogos. Trinta e oito por cento das crianças estão também impedidas de ter conta de email. Uma vez mais, ao lado da Itália e Irlanda, Portugal é dos países que impõe mais regras, sendo a República Checa, a Estónia e a Letónia as menos restritivas. As regras são mais comuns para os filhos mais novos mas não se verificou diferenciação entre rapazes e raparigas.


Primeiros a proibir compras online


Ainda que sejamos os décimos a não colocar nenhumas restrições somos os primeiros a proibir compras online (93 por cento) e os sextos a proibir que as crianças falem com pessoas que não conhecem pessoalmente (88). A limitar o tempo de navegação somos os quintos (84) e proibir perfis em determinados sites os primeiros (77), a par com Itália. Cerca de 45 por cento dos progenitores proíbem ainda o download ou uso de músicas, filmes e jogos (segundo lugar) e 50 por cento proíbem mesmo uma endereço electrónico (terceiro lugar). Em caso de problemas as opiniões são unânimes: 90 por cento dos pais contactaria a polícia e apenas 30 associações dedicadas a conteúdos inapropriados online. Para os progenitores muitos riscos poderiam ser acautelados com mais educação sobre o tema nas escolas (88) ou em encontros providos pelos governos, ONG e autoridades locais (70). Portugal, Irlanda, Malta, Chipre e Grécia são os países que mais apoiam as aulas sobre o assunto integradas na escola, que não conseguem muita credibilidade junto da Dinamarca, República Checa, Áustria, Estónia e Eslováquia. Os portugueses encontram-se sempre nos três primeiros lugares quando se fala de mais campanhas e organismos para contactar sobre o tema.Sobre o facto de os portugueses defenderem mais acções nas escolas relacionadas com a Internet, Cristina Ponte garante que é uma atitude de “certa desresponsabilização” e garantiu que se as aulas forem organizadas “eles não vão lá”. Ainda assim defendeu que neste momento importa explorar mais a base de dados dos inquéritos portugueses para daí serem retiradas conclusões.No que diz respeito a telemóveis duas em cada três crianças tem telemóvel, verificando-se uma média de 50 por cento aos dez anos e de 94 por cento entre os 15 e os 17 anos. Cerca de 50 por cento das crianças europeias têm telemóvel sem acesso à Internet, 11 com acesso, e três têm mas os pais não sabem se tem ou não acesso. As crianças francesas, espanholas e gregas são as que menos telemóveis têm, seguidas do Reino Unido. A Estónia, Lituânia e Letónia são os países onde os aparelhos mais proliferam entre os mais novos. Portugal surge em 22º lugar. O inquérito foi feito em Outubro a 12750 pais dos 27 Estados-membros com filhos entre os seis e os 17 anos. A média de inquéritos foi de 500 por país, excepto Chipre, Luxemburgo e Malta que tiveram cerca de 250 por razões de dimensão.









Os pais têm mesmo motivos para estarem preocupados com o que os seus filhos fazem quando estão ligados à Internet? Quais são, de facto, os principais perigos da Internet para as crianças e jovens? O que devem fazer os pais para proteger os seus filhos dos perigos da Internet?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos


60 anos, no dia 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovava em Paris a Declaração Universal dos Direitos Humanos, texto fundador que rege o direito internacional desde a Segunda Guerra Mundial, embora seus ideais continuem distantes e, muitas vezes, questionados.
Várias manifestações estão previstas na data comemorativa, principalmente em França - na quarta-feira, será organizada uma cerimónia no Palácio Chaillot, em Paris, onde o texto foi ratificado. Estarão presentes representantes da ONU, da Comissão Europeia e de organizações de defesa dos direitos humanos.
Inspirada na declaração francesa dos direitos humanos e do cidadão, de 1789, e na declaração de Independência dos Estados Unidos, de 1776, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem na sua origem o trauma provocado pela Segunda Guerra Mundial e pelo genocídio nazi.
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito", proclama o primeiro artigo da Declaração, que em trinta pontos enumera os direitos humanos, civis, económicos, sociais e culturais "inalienáveis" e "indivisíveis".
O texto foi adoptado pelos então 58 Estados membros da Assembleia Geral da ONU, com excepção da União Soviética, dos países do Leste europeu, da Arábia Saudita e da África do Sul, que se abstiveram.
A URSS e seus países satélites insistiam nos "direitos reais", económicos e sociais, contra os "direitos burgueses" civis e culturais defendidos pelos ocidentais.
Os dois pactos coactivos que, junto com os direitos humanos, constituem a Carta dos Direitos Humanos da ONU, no entanto, só foram adotados em 1966.
Mesmo sem valor coactivo, a DUDH inspirou todos os tratados internacionais do pós-guerra, e é reconhecida como o fundamento do direito internacional relativo aos direitos humanos.
As convenções internacionais para banir a discriminação contra as mulheres, de 1979, além das convenções contra a tortura (1984) e pelos direitos das crianças (1990), junto com a criação Tribunal Penal Internacional (TPI) em 1998 são fruto da DUDH.
A Declaração também inspirou "o direito de ingerência" e de assistência humanitária, da qual o chanceler francês, Bernard Kouchner, é um grande defensor.
Entretanto, o documento não impediu a realização de um novo genocídio - em Ruanda, em 1994 - nem a violação quotidiana dos direitos fundamentais em diversas partes do mundo.
Por outro lado, os direitos humanos continuam sendo uma "ideologia", segundo o termo usado pelo ex-ministro francês da Justiça, Robert Badinter - ideologia esta rejeitada por alguns países, que denunciam uma visão exclusivamente ocidental e que questionam seu caráter universal.
"Há uma corrente soberanista - cada um é dono em sua casa - representada sobretudo por China, Venezuela, Cuba e Birmânia, e uma corrente islamita, que acredita que os direitos humanos são o produto de um pensamento religioso revelado", explicou Badinter numa recente entrevista em Paris.
Para este militante convicto da universalidade dos direitos humanos, o mundo está a regredir nesta área, com episódios como os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e políticas "desastrosas" como as empreendidas por Washington e pelas democracias europeias a pretexto da luta contra o terrorismo.
"Renunciamos aos que pretendíamos defender, e vamos sofrer as consequências disso por um longo tempo", alertou Badinter. (AFP)

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gPb4Wvq3Sk7uf5p1UE3E2K4m_Jpw


Para conhecerem na íntegra a Declaração Universal dos Direitos Humanos cliquem aqui.


Podem visionar, a seguir, um vídeo alusivo à Declaração Universal dos Direitos Humanos



Gostava que fizessem um comentário sobre a importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos no Mundo actual.
Até que ponto os Direitos Humanos devem ser assumidos como universais, ou seja, aplicáveis da mesma forma a todos os países do Mundo, ou, pelo contrário, devem ser ajustados às especificidades culturais, religiosas ou políticas de cada país?

«Stand by me», ou a paz através da música

O trabalho de Mark Johnson e Johnathan Walls deu frutos em 2008. Em Maio deste ano, o produtor estreou no Tribeca Film Festival (um certame que promove o cinema alternativo norte-americano) um documentário arrojado que arrebatou todos os que o viram, o "Playing For Change: Peace Through Music”. Há um mês, foi criado um canal no YouTube, que rapidamente cativou a atenção de quase um milhão de internautas. Johnson e Walls filmaram por todo o mundo (Nova Orleães, Barcelona, África do Sul, Tibete, etc.), músicos interpretando a célebre música “Stand by me”, sem que estes alguma vez se tivessem encontrado. O objectivo do projecto era demonstrar que a música era capaz de unir as pessoas por uma causa nobre, apesar das suas diferenças culturais. Pouco depois era criada uma fundação para colocar em prática o principio do documentário: construir escolas em todo o mundo, juntar estudantes e inspirar comunidades através da música.
Links:

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Grécia: 87 pessoas foram detidas e primeiro-ministro apela à unidade nacional


Os confrontos entre a polícia e os manifestantes proliferaram ontem por toda a Grécia, desde o Norte ao mar Jónico e ao Egeu

Após a morte de um adolescente, no sábado

A polícia deteve 87 pessoas em Atenas em consequência dos actos de violência e dos distúrbios ocorridos ontem no centro da cidade, à margem de uma manifestação de protesto contra a morte de um adolescente por um polícia, no sábado, indicaram fontes policiais. Face ao drama vivido nas ruas de Atenas, o primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, lançou hoje um apelo à unidade nacional. Os confrontos já motivaram vários telefonemas para embaixada de Portugal em Antenas pedindo ajuda com os regressos a Portugal, indicou o embaixador Alfredo Duarte Costa, citado pela TSF. A maioria das pessoas detidas foram-no por causa de pilhagens que arrasaram com vários armazéns do centro de Atenas durante aquelas que são já consideradas as piores violências urbanas registadas na Grécia. Pelo menos doze polícias ficaram feridos nos confrontos com jovens e pelo menos dez pessoas foram hospitalizadas por problemas respiratórios, depois de terem inalado gás lacrimogénio atirado pelas forças anti-motim. Os bombeiros foram chamados 190 vezes e tiveram que combater incêndios em 49 escritórios, 47 lojas, 20 carros e dez edifícios onde funcionavam serviços ministeriais, indicaram os bombeiros. Dois bombeiros foram igualmente hospitalizados por problemas respiratórios, precisou a mesma fonte. Em Salónica, a grande cidade do norte da Grécia, pelo menos 70 lojas, cinco carros e sete agências bancárias foram incendiados, de acordo com a Agência de Imprensa de Atenas (ANA, semi-oficial).

Raiva subiu de tom

Os confrontos entre a polícia e os manifestantes proliferaram ontem por toda a Grécia, desde o Norte ao mar Jónico e ao Egeu. A cólera desencadeada pela morte, no sábado, do jovem Alexandro Grigoropoulos - cujo funeral decorre hoje - alastrou mesmo a representações diplomáticas em Londres e Berlim. Trata-se da mais grave agitação a que a Grécia assiste nas últimas décadas. No domingo, o agente responsável pelos disparos foi acusado de assassínio, mas nem assim os revoltosos arrefeceram os ânimos.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1352490


Como é que explicam a reacção tão violenta dos jovens gregos?
Existe de facto um mal estar nas grandes cidades e que afecta sobretudo os jovens?
Ou há outras razões que podem explicar uma reacção tão excessiva face a um acontecimento como aquele que ocorreu no último sábado (a morte de um jovem por um polícia)?

sábado, 29 de novembro de 2008

Professora agredida a murro e pontapé por aluno


Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi ontem agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar, disse à Lusa fonte da GNR. A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto. A docente foi assistida no Hospital de São João, no Porto, com lesões numa perna e num olho. Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões. "Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou. "Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de me partir os óculos", acrescentou.(Público)




Continua a violência nas escolas portuguesas. Hoje-em-dia a profissão de professor parece ser, cada vez mais, uma profissão de alto risco. Até onde vamos chegar? Como resolver e prevenir estas situações?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Os Óscares para "Maridos do Ano"

Recebi há dias um mail bastante divertido que partilho agora convosco.




OS ÓSCARES PARA OS MARIDOS DO ANO




3º Lugar para: Grécia





2º Lugar para: Polónia





1º Lugar


E o vencedor, indiscutível, do ano é: Irlanda. Definitivamente, não se pode evitar de amar os irlandeses. Os irlandeses são românticos demais. Veja com quanta ternura ele pega a mão dela.




e ainda Menções honrosas para:



E.U.A



e México

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Palestra sobre "Relações Interpessoais" - Dr. Abel Magalhães


Este post é dirigido especialmente aos alunos do 11º I. Gostava que dessem um testemunho relativamente à palestra em que participaram hoje (29/10/08) sobre "Relações Interpessoais" dada pelo psicólogo Dr. Abel Magalhães.
  • Gostaram?
  • Até que ponto foi útil para a vossa formação pessoal?
  • Valerá a pena apostar neste tipo de iniciativas?
P.S.: esta actividade foi desenvolvida apenas para os alunos do 11ºI, no âmbito do Projecto Curricular de Turma, não estando relacionada directamente com a disciplina de Geografia. Recordo aos meus alunos das outras turmas que sou Director de Turma do 11º I.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Extremistas islâmicos da Somália lapidam mulher acusada de adultério


Os extremistas islâmicos da Somália executaram uma mulher de 23 anos, por lapidação. A mulher foi acusada de adultério na localidade de Kismayu, no sul do país. Esta é a primeira execução pública levada a cabo pelas milícias islâmicas da Somália desde 2006, quando o grupo dominava a capital somali Mogadíscio. Desde então os movimentos extremistas foram afastados após a aliança entre os governos somali e etíope. Centenas de pessoas assistiram à execução e segundo os presentes no local as milícias terão informado a população que a mulher se tinha oferecido para ser castigada. Mas a irmã da vítima afirmou que esta foi uma execução sem lógica nem respeito pelos princípios religiosos. Segundo as regras do islão a mulher só poderia ser executada se quatro testemunhas e o próprio homem com quem cometeu o adultério confirmassem publicamente o crime. Segundo as milícias, a mulher foi executada porque violou a lei islâmica. Para controlar a população indignada com a execução, os guardas islâmicos dispararam sobre a população e mataram acidentalmente uma criança.
Nota: A Lapidação é uma forma de execução de condenados à morte. Meio de execução muito antigo, que consiste em os assistentes lançarem pedras contra o réu, até matá-lo. Como uma pessoa pode suportar golpes fortes sem perder a consciência, a lapidação pode produzir uma morte muito lenta. Aparece na Bíblia em várias passagens, como na narração da intervenção de Jesus salvando da lapidação uma adúltera ("Quem tiver sem pecados que atire a primeira pedra!") e a morte de Santo Estêvão, por dar testemunho de Jesus.
Ainda hoje, tal forma de execução ainda é utilizada em vários países muçulmanos. Apesar do Corão não mencionar a lapidação como pena, a Lei islâmica aplicada em certos países justifica essa prática por relatos da vida de Maomé. (Wikipédia)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Praxes académicas - Rituais iniciáticos ou tradições inocentes?


O ressurgimento das tradições académicas na universidade portuguesa é um fenómeno que parece ter vindo para ficar. Depois de um período em que falar de capa e batina, praxe ou o cortejo, era sinónimo de "passadismo" e de "antigo regime", hoje, quem não é pela praxe é visto como um "careta" e não sabe entrar no "espírito universitário". A questão está longe de ser pacífica, já que, ao contrário de outras que habitualmente unem os estudantes, esta é das poucas, senão mesmo a única, a despertar claras reacções de amor-ódio.O Hugo Couto, por exemplo, tem 20 anos e não esconde um ligeiro orgulho em afirmar que este ano foi praxado "todos os dias", apesar de tal significar - como ele próprio admite - "ter feito coisas estúpidas no meio da rua". "Saí à rua todo vestido de preto, com a cara pintada e com pensos higiénicos na cabeça e no corpo, mas estava na boa...". No seu entender, esta e outras práticas revelam-se, no limite, "interessantes", quanto mais não seja porque se "perde vergonha de passar por situações embaraçosas". Mas esta não foi propriamente uma praxe "inteligente", o que, na sua opinião, consiste em ser-se submetido a brincadeiras engraçadas, "das quais todos gostemos, e não apenas as de que os "doutores" gostam", diz. "Ele foi sem dúvida o mais malhado", diz Virgínia França, de 19 anos, aluna do mesmo curso, e uma das "doutoras" que acompanhou caloiros como o Hugo na sua entrada na universidade. Mas não a todo o custo: "Deixei de praxar a partir do momento em que vi certos elementos exagerar no comportamento. A praxe deve servir para integrar o caloiro e não para o humilhar", afirma, não se inibindo de fazer uma autocrítica à hierarquia que se estabelece entre caloiros e "doutores", com a qual não concorda. Ainda por cima, acrescenta, "quando o mais "burro" é o que costuma mandar mais". Luís Fernandes, psicólogo de formação, desenvolve investigação no campo da etnologia na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (UP). Apesar de este não ser um tema que o apaixone, tenta fazer uma análise objectiva das tradições académicas e, designadamente, da praxe: "Qualquer ritual que se mantém sem ir contra a vontade dos indivíduos é porque deve fazer algum sentido. Não faço ideia é qual será...", diz Fernandes, recuando à sua própria experiência estudantil - entre 1979 e 1985 -, numa altura em que estes rituais "simplesmente não existiam", substituídos por outros de carácter eminentemente político. (Ricardo Jorge Costa)

Se quiserem ler o artigo completo de Ricardo Costa cliquem aqui.

O que é que pensam das praxes académicas? Concordam com elas ou nem por isso?


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Parlamento rejeitou casamentos homossexuais


O PS, PSD e CDS-PP chumbaram hoje no Parlamento as propostas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segue-se a transcrição da notícia do site da RTP:


«A bancada do PS justificou o seu voto contra os dois projectos, recuperando argumentos já avançados ao longo das últimas duas semanas, como o "sentido de oportunidade" da discussão dos diplomas, defendendo a necessidade de um "amplo debate" prévio na sociedade. Em declaração de voto, que acompanhou o voto contra na votação dos projectos dos Verdes e do Bloco de Esquerda, a bancada socialista declara que o partido "não é contra os casamentos das pessoas do mesmo sexo, está é contra a oportunidade", ao mesmo tempo que garantiu a intenção do partido maioritário de abolir todos os tipos de discriminação. O deputado socialista Jorge Strech assegurou "a vontade do PS" de consagrar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo mas não se comprometeu com datas, depois de desafiado a esclarecer se o fará na próxima legislatura. "O PS assume aqui hoje a vontade de eliminar toda e qualquer a discriminação em função da orientação sexual. O PS considera no entanto que não o pode fazer de forma fracturante", afirmou o deputado socialista. Os projectos do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista “Os Verdes” foram rejeitados com os votos contra do PS, PSD e CDS. PCP votou favoravelmente o projecto do partido ecologista "Os Verdes" e absteve-se no projecto do BE. O Bloco de Esquerda absteve-se no projecto dos Verdes, que fizeram o mesmo relativamente ao do BE. No PSD, Pedro Duarte, José Eduardo Martins, Pedro Pinto, Miguel Almeida, José Raul dos Santos, Sérgio Vieira, André Almeida e Luís Carloto abstiveram-se em relação ao projecto dos Verdes. Manuel Alegre, deputado do Partido Socialista quebrou a disciplina de voto e votou a favor do casamento entre homossexuais. «Acho que houve uma votação, mas eu não concordo. Acho que é um erro político», já tinha considerado Manuel Alegre após reunião do grupo parlamentar do PS a que não assistiu e que aprovou a disciplina de voto. Paulo Pereira Coelho, deputado do PSD, juntou-se aos votos favoráveis aos dois projectos de casamento entre serem do mesmo sexo.


Portugueses recusam casamentos homossexuais


Posição maioritária dos partidos que corresponde, de acordo com sondagens de opinião recentemente publicadas, à opinião dos portugueses. De acordo com essa sondagem, 53% dos inquiridos demonstraram ser contra a introdução no sistema jurídico português do casamento homossexual, enquanto 42% se revelavam a favor. De acordo com a sondagem da Universidade Católica dos inquiridos que responderam que não ou que não sabem 33% afirmam que a lei não deve reconhecer de forma alguma os casais formados por pessoas do mesmo sexo, enquanto 11% entendem que a lei deve limitar-se a reconhecer a existência de uniões de facto, como sucede hoje em dia. 51 por cento dos inquiridos entendem, no entanto, que o tema desse ser objecto de uma consulta popular, enquanto para 44% não se coloca essa hipótese. A sondagem foi realizada pela Universidade Católica para a Antena 1, RTP e Jornal de Notícias nos dias 4 e 5 deste mês. Foram obtidos 1297 inquéritos. O nível de confiança é de 95% sendo a margem de erro de 2,7 por cento. »


Eduardo Caetano, RTP, 2008-10-10




Este é assunto, de facto, muito polémico e fracturante na sociedade portuguesa. Como vimos na sondagem realizada pela Universidade Católica, a maioria dos portugueses sondados é contra o casamento de homossexuais. E, já agora, têm alguma opinião sobre este assunto? Deveria haver um referendo para que os portugueses podessem decidir este assunto?