sábado, 24 de novembro de 2007

O que fazes tu pelo ambiente?

Vais de autocarro para a Escola?

Compras alimentos biológicos?

Escreves na parte de trás das folhas já impressas ou fotocopiadas?

Fazes separação do lixo doméstico para reciclagem?


Diz, em mil caracteres, de que forma contribuis para a sustentabilidade do planeta.


Envia o teu trabalho para ecosfera@publico.pt


Os melhores trabalhos serão publicados pelo PÚBLICO durante a Cimeira de Bali (Indonésia)sobre Alterações Climáticas a realizar no próximo mês de Dezembro.


PS. Gostaria que também enviasses o teu trabalho para este blogue.

terça-feira, 20 de novembro de 2007



UE joga credibilidade no Kosovo



17.11.2007, Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas




Ninguém tem dúvidas: a União Europeia (UE) jogará a sua credibilidade na forma como gerir o cenário temido mas mais que provável de uma declaração unilateral de independência do Kosovo. Para os Vinte e Sete, esta é uma questão europeia, não só devido à localização geográfica e perspectiva de adesão à UE, mas, sobretudo, porque são os europeus que vão herdar das Nações Unidas a responsabilidade de gerir o futuro imediato. A UE tem aliás em preparação a maior operação civil de gestão de crises jamais organizada, para substituir a missão da ONU que administra a província desde os conflitos interétnicos de 1999.A grande preocupação dos europeus é tentar influenciar o calendário dos acontecimentos de modo a assegurar que o caminho para a independência do Kosovo se desenrole da forma mais suave possível, acomodando as susceptibilidades da Sérvia e evitando desestabilizar a região.Por agora, a posição oficial da UE é apoiar sem reservas as negociações entre sérvios e kosovares, mediadas pela troika (UE, Rússia, Estados Unidos). "Há um largo consenso para apoiar a troika e o representante europeu, Wolfgang Ischinger", explica a presidência portuguesa da UE. "Enquanto decorrem as negociações, há esperança", afirmou um embaixador europeu, frisando que "até 10 de Dezembro está fora de questão antecipar qualquer coisa". Mas, consciente de que a data limite das negociações está quase condenada a passar sem qualquer acordo, a UE prossegue discretamente os esforços para persuadir os kosovares a abandonarem a ideia de declarar unilateralmente a independência logo a seguir ao dia 10. Ao mesmo tempo, procuram convencer os Estados Unidos a adiar o reconhecimento da independência pelo menos até as Nações Unidas terem tempo para se pronunciar. Esta prudência destina-se a evitar hostilizar a Rússia, que, por se opor a este passo, poderá inviabilizar a aprovação de um mandato ou qualquer outra forma de apoio do Conselho de Segurança à missão civil da UE no Kosovo. Neste cenário os europeus terão grande dificuldade em avançar, quer devido à falta de legitimidade da missão, quer pelas divisões internas que um reconhecimento forçado da independência do Kosovo provocaria. Há reservas de, pelo menos, a Eslováquia, a Hungria, a Roménia, a Grécia, Chipre e, em menor grau, a Espanha, que se debatem com minorias ou movimentos separatistas. Os russos poderão ainda retaliar, reconhecendo unilateralmente a independência dos enclaves separatistas na Geórgia e na Moldávia, agravando o risco de desestabilização nas fronteiras da UE. "O Kosovo será um grande teste para a nossa política externa e de segurança comum", escreveram em Setembro os ministros dos Negócios Estrangeiros francês, Kouchner, e britânico, Milliband. Acrescentando: "Vamos ter de demonstrar que, apesar das nossas diferenças, e de eventuais dificuldades no Conselho de Segurança, estamos prontos a agir em bloco para assegurar a estabilidade do Kosovo e permitir à UE desempenhar o seu papel."

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/

Depois de teres efectuado uma pequena pesquisa sobre a situação política vivida actualmente no Kosovo, elabora um comentário sobre o o conteúdo em sublinhado da notícia do Jornal Público.

Consulta vídeo do YouTube no site:

http://br.youtube.com/watch?v=2sJ74EXc7fM

quinta-feira, 15 de novembro de 2007



Rússia pondera instalar mísseis na Bielorrússia

15.11.2007, Dulce Furtado

Putin afirmou no passado dia 26 de Outubro que a situação do escudo antimíssil norte-americano na Europa de Leste tem semelhanças com a crise dos mísseis cubanos de 1960


A Rússia aumentou ontem o tom da ameaça nuclear que o Kremlin vem a abraçar desde o início do ano, sugerindo a possibilidade de instalar mísseis de médio alcance na Bielorrússia, ex-república soviética vizinha da Polónia, caso os Estados Unidos persistam no projecto de estender para a Europa Central partes do Sistema de Defesa Antimíssil norte-americano (MDI)."Por que não? É possível, se estiverem reunidas as condições adequadas e houver acordo da Bielorrússia", avaliou o comandante das Forças Armadas e Balísticas da Rússia, Vladimir Zaritski, citado pela Interfax, a propósito das declarações feitas na véspera pelo homólogo bielorrusso, Mikhail Puzikov. Este último revelara um plano para armar a Brigada Militar de Mísseis da Bielorrússia com o sistema russo de rockets Iskander. Já em Julho passado, aliás, o primeiro-ministro adjunto russo Serguei Ivanov sinalizara a intenção do país de colocar mísseis às portas da Europa, em Kaliningrado, enclave russo entre a Polónia e a Lituânia.Um porta-voz do Ministério da Defesa bielorrusso garantiu que não estão negociações em curso, mas confirmou que Minsk pretende comprar e incorporar o Iskander, com alcance até 400 quilómetros, em pelo menos uma brigada de mísseis até 2020.A Bielorrússia, que os Estados Unidos avaliam como sendo a "última ditadura da Europa", tem uma situação geopolítica importante. Está ensanduichada entre a Rússia, parceira num tratado de cooperação militar assinado em 1999, e uma série de países membros ou com aspirações a pertencer à NATO. Há uma semana, aliás, Moscovo quebrou com esta organização o tratado das Forças Convencionais na Europa (CFE), pacto que o Kremlin considera "obsoleto" e alega estar a ser usado pelos Estados Unidos e pela Aliança do Atlântico Norte para "minar os interesses de defesa" da Federação Russa."Todas as acções provocam inevitavelmente uma reacção. É justamente esse o caso da expansão de elementos da defesa aérea dos Estados Unidos para a República Checa e para a Polónia", afirmou o chefe do arsenal de mísseis e artilharia russo. Reiterou ainda a firme oposição que Moscovo tem feito ao plano de Washington, anunciado em Janeiro passado, de estender para a Europa Central partes do sistema de defesa antimíssil.Os Estados Unidos querem instalar dez mísseis interceptores na Polónia e um radar na República Checa - sem que estes países tenham manifestado desacordo - com a argumentação de que se destinam a integrar um escudo de defesa para a Europa, em caso de ataques nucleares dos "Estados párias" Irão e Coreia do Norte. A Rússia pode vender à Bielorrússia mísseis Iskander, cujo alcance pode ir até 400 quilómetros.




Elabora um comentário ao conteúdo da notícia do jornal Público.

sábado, 3 de novembro de 2007

Histórias de terror num desenho feito por uma criança



Desenhos de crianças do Darfur servem de prova no TPI



03.11.2007, Ana Dias Cordeiro


Nas imagens vêem-se casas em chamas, aviões a bombardear aldeias, homens armados a atirar contra pessoas indefesas e em fuga.
São desenhos de crianças e praticamente os únicos registos em imagem da violência a que estiveram submetidas, nos últimos quatro anos, as populações do Darfur, no Sudão. A inocência das cores e dos traços finos contrasta com a brutalidade dos acontecimentos presenciados por crianças dos cinco aos 18 anos, antes de fugirem das suas aldeias no Darfur, e hoje a viver em campos de refugiados no Chade. Agora, além de quase únicos, estes registos são preciosos no caminho traçado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia para julgar os responsáveis pelas atrocidades cometidas na província ocidental sudanesa do Darfur, em guerra desde 2003. O tribunal internacional, que indiciou, em Fevereiro, um ministro sudanês e um líder de uma milícia pró-governamental janjawid por cumplicidade em crimes de guerra e contra a humanidade, confirmou que aceita os desenhos das crianças como elementos de prova nos julgamentos em Haia desses dois suspeitos e em julgamentos de eventuais futuros suspeitos nas investigações que prosseguem no TPI.Quando o procurador do TPI tornou pública essa acusação do ministro e do líder da milícia pró-governamental, um outro membro do Governo sudanês, o ministro da Justiça, disse que as acusações tinham por base "mentiras". Estes desenhos - também já mostrados em exposições em Londres, e com exposições previstas para Itália, em Dezembro, e Praga, em Janeiro, além de outras cidades - dificilmente mentem, disse ao PÚBLICO Louise Roland-Gosselin, directora da organização não-governamental (ONG) Waging Peace, na origem da iniciativa, que começou com uma missão da investigadora Anna Schmitt desta ONG nos campos de refugiados do Darfur e deslocados no Chade, em Junho e Julho. Prova contextual, Anna Schmitt começou por conversar com as mães, que lhe disseram que, se desejava informações, deveria ouvir as crianças. Passou três semanas nas escolas improvisadas nos campos. Quando pediu às crianças para descreverem os acontecimentos que as tinham levado a fugir das suas aldeias, estas responderam com desenhos e histórias à volta do que desenhavam: um avião com a bandeira nacional do Sudão, um helicóptero com a marca da aviação militar ou homens armados montados a cavalo e vestidos com uniformes das milícias janjawid, pró-governamentais, casas incendiadas, mulheres, homens e crianças expulsos das aldeias, à força, atirados ao fogo ou mortos à queima-roupa. Para Louise Roland-Gosselin, o reconhecimento dos desenhos como prova contextual (para descrever a situação) e não primária (porque isso obrigaria à presença das crianças no tribunal), é "extremamente importante". "Através dos desenhos, é possível mostrar os crimes que ocorrem no Darfur, que estes são contra civis, e perpetrados por milícias e também por elementos das Forças Armadas da Sudão", diz. "Além disso", acrescenta, "os desenhos dizem algo às pessoas". Imagens implicam GovernoEnquanto se mantém o conflito no Darfur, com os seus mais de 300 mil mortos e 2,5 milhões de deslocados, enquanto a guerra não se resolve no plano das negociações nem se estanca a violência com o envio de uma força de paz internacional, poderão pequenos sinais como este, dado pelo TPI, fazer a diferença? "Muito vai depender da pressão que os países ocidentais e a ONU estiverem dispostos a fazer sobre o Sudão", refere a directora da Waging Peace. "Pressão" para prender os dois suspeitos a julgar em Haia, o que ainda não aconteceu. Para Louise Roland-Gosselin, as imagens contradizem a versão governamental dos acontecimentos. E provam a implicação directa das forças sudanesas. Em resumo: vão ao encontro daquilo que são já algumas provas existentes no TPI, resultado de dois anos de investigações. Depois da acusação do ministro dos Assuntos Humanitários e do chefe das milícias, em Fevereiro, a investigação dos crimes de guerra no Darfur continua. Mandados de captura foram lançados contra estes dois suspeitos. E enquanto se aguardam desenvolvimentos, a guerra, como pretexto para assassínios e expulsões forçadas, continua.
Ainda sem tropas, missão conjunta da ONU e da União Africana já tem quartel-general
03.11.2007
A missão híbrida que a União Africana (UA) e as Nações Unidas estão a procurar constituir no Darfur (Unamid), para substituir a malograda missão exclusiva dos países africanos, já colocou em funcionamento a sua base operacional na cidade de Al-Fashir, no Norte daquele território sudanês. Se acaso a Unamid, criada pelo Conselho de Segurança da ONU em Julho, viesse a totalizar os 19.555 militares e 6432 polícias que estão previstos, seria uma das maiores missões pacificadoras jamais concretizadas pelas Nações Unidas. E ir-se-ia juntar à força de 18.800 capacetes azuis que está a fiscalizar a aplicação do acordo estabelecido em 2001 para o Sul do Sudão.
Depois de fazeres uma pequena pesquisa sobre o conflito de Darfur, no Sudão, faz um comentário relativo à situação descrita nas duas notícias.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O relacionamento UE - África na era da globalização



Reunião das "troikas" da UE e da União Africana

Europa tem o dever de mudar o relacionamento com África, diz Luís Amado

Daniel Rocha/PÚBLICO (arquivo)

31.10.2007 - 13h12 Lusa

O presidente do Conselho de Ministros da União Europeia (UE) defendeu hoje em Acra que a Europa "tem o dever de contribuir" para uma mudança, para melhor, das relações com África, numa altura em que a globalização assim o exige.
Falando na sessão de abertura da reunião das "troikas" da UE e da União Africana (UA), que decorre em Acra, capital do Gana, país que ocupa a presidência da organização africana, o também chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, adiantou que se vive actualmente no mundo um momento "especial"."Vive-se um momento muito especial, um momento de transição, em que importa mudar o relacionamento da UE com África. Com a globalização, as relações têm de ser diferentes e nós, Europa, temos o dever de contribuir para isso", afirmou Luís Amado.O ministro dos Negócios Estrangeiros português, que co-presidiu à sessão de abertura com o seu homólogo ganês, Hon Akwasi Osei-Adjei, sustentou que essas mudanças são já visíveis no relacionamento dos Vinte e Sete com outras regiões do mundo, exemplificando os já existentes com os Estados Unidos e a China."É com esse objectivo que foram feitos os dois documentos hoje aqui em discussão" (Parceria Estratégica UE/África e Plano de Acção), acrescentou Luís Amado, que saudou o "forte empenhamento" das duas partes na elaboração dos projectos.Os dois documentos deverão ser aprovados hoje em Acra na reunião que se seguiu à sessão de abertura do encontro, que decorre agora à porta fechada, e que serão, depois, remetidos para os trabalhos da II Cimeira Europa/África, a 8 e 9 de Dezembro próximo, em Lisboa.Luís Amado salientou ainda o facto de a reunião da "troika" se realizar no Gana, país que celebra este ano o cinquentenário da sua independência, o mesmo aniversário que a UE completa também ao longo de 2007.Também na sessão de abertura, o chefe da diplomacia ganesa, na qualidade de presidente do Conselho de Ministros da UA, destacou a "qualidade do trabalho" feito pela presidência portuguesa dos "27" na preparação da cimeira de Lisboa."É grande a qualidade do trabalho feito até agora na preparação da cimeira. Os dois documentos em discussão constituem um trabalho de grande qualidade. Espero que saiam daqui aprovados", sublinhou.Sobre a cimeira de Lisboa, Osei-Adjei frisou que Portugal não pode deixar de a concretizar, uma vez que se trata de um acontecimento "muito importante para as relações entre os dois continentes".Cerca das 14h00 locais (mesma hora em Lisboa), os dois co-presidentes da reunião das "troikas" darão uma conferência de imprensa conjunta, já depois da reunião.Em termos globais, disse à Lusa fonte ligada às negociações dos documentos, a nova Parceria Estratégica contempla três níveis: as relações intercontinentais (global UE/África), regionais (com organizações sub-regionais) e entre os "27" e cada um dos Estados africanos (bilateral).Segundos os termos previstos, caberá à Comissão da União Africana, composta por um presidente, um vice-presidente e oito comissários, acompanhar a aplicação do Plano de Acção.A fonte destacou também o empenho da Comissão de Redacção dos dois documentos, composto por cinco elementos de cada uma das organizações, que deram início aos trabalhos no começo da presidência alemã da UE, mas que sofreram um "forte impulso" quando Portugal, em Julho deste ano, substitui a Alemanha.Além das reuniões bilaterais, esta comissão pretendeu alargar o debate à sociedade civil, mantendo encontros com representantes de organizações não governamentais, com as quais discutiu as necessidades das populações, informação tida em conta na elaboração dos documentos. Na reunião das "troikas" participam também, do lado europeu, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, João Gomes Cravinho, e o director do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Eslovénia, Mitja Drobnic.Integram ainda a delegação europeia o director-geral para o Desenvolvimento e Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP), em representação da Comissão Europeia (CE), Stefano Manservisi, e o chefe da "task-force" para África, em representação do secretariado do Conselho da UE, Koen Varvaeke.Do lado africano, e além de Osei-Adjei, participam a ministra do Comércio do Congo, em representação do chefe da diplomacia congolesa, Adelaide Mondele Ngollo, e os comissários da UA para os Assuntos Económicos, Maxwell Mkwezalamba, e para a Paz e Segurança, Said Djinnit.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1309341


Elabora um comentário à notícia do Público, realçando o conteúdo da afirmação do Ministro de Negócios Estrangeiros português, que se encontra em negrito.