
Um Mundo Global é um espaço de informação,reflexão e comentário de temas geográficos, nacionais e/ou mundiais, mas onde também há espaço para outros pontos de interesse como as temáticas sociais e ambientais, a música, os filmes, a poesia, a fotografia, os cartoons, os livros e as viagens. Todos são bem-vindos e convidados a deixar os seus comentários.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Em qual deste tipo de pessoas confia?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Comércio Justo
- Lojas da Associação Reviravolta: http://www.youtube.com/watch?v=A43ddvFi9QI&NR=1
- Ética - Comércio Solidário: http://www.youtube.com/watch?v=FJKVGnWPbFE&feature=related
- Filme de animação sobre Comércio Justo: http://www.youtube.com/watch?v=Z814Z3J8VZ0&feature=related (também podes encontrá-lo na barra de vídeo deste blogue)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Portugal e o Índice de Desempenho Ambiental
Apresentado ontem em Davos 24.01.2008 - 13h16 PUBLICO.PT
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Crise nas bolsas mundiais

Dow Jones descia 3,2 e Nasdaq quase cinco por cento
Nova Iorque afunda-se mesmo depois da baixa dos juros nos EUA
22.01.2008 - 14h36
Por Eduardo Melo, Anabela Campos, Agências
Apesar da decisão de Ben Bernanke (Fed), os investidores continuam a fugir das acções. A bolsa de Nova Iorque abriu em forte quebra, mesmo depois do anúncio, inesperado, da redução das taxas de juro pela Reserva Federal em 0,75 pontos percentuais, para 3,5 por cento.O índice industrial Dow Jones, que concentra os títulos de empresas do sector industrial, recuava 3,2 por cento por cento nos primeiros minutos de negociação, enquanto o índice dos títulos de empresas dos sectores de tecnologia, media e telecomunicações, o Nasdaq Composite, descia 4,89 por cento.Na Ásia, os mercados fecharam em forte quebra, com os nipónicos Hang Seng a cair 8,65 por cento e o Nikkei 225 a desvalorizar 5,65 por cento. Este comportamento condicionou a abertura das bolsas europeias, que estiveram toda a manhã num permanente sobe e desce, num chamado movimento carrossel. A volatilidade é a palavra de ordem, com os investidores a entrar e a sair das acções em permanência, enquanto aguardavam o arranque dos mercados norte-americanos, que ontem estiveram encerrados para o gozo do feriado do “Dia de Martin Luther King”. Após o descalabro dos mercados nipónicos, as bolsas arrancaram a sessão em forte quebra, para de seguida recuperarem para terreno positivo, e voltarem a cair. Logo após o anúncio do corte das taxas de juro pela Fed, a maioria das bolsas inverteu a tendência de quebra e voltou a terreno positivo. Mas 15 minutos antes de Nova Iorque abrir, a maioria já estava de novo no “vermelho”. Lisboa mantinha-se do lado positivo, com o PSI20 a subir 0,87 por cento, puxado pela Galp, que valorizava 9,16 por cento. Às 14h15, havia 12 títulos do PSI20 em terreno positivo, e alguns com ganhos interessantes. Destaque para as subidas da Sonae SGPS (4,27 por cento) e do BCP (2,86 por cento)
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
A situação dos reféns das FARC na Colômbia
Uribe não afasta recurso à forçaPresidente colombiano diz que a sua prioridade é libertar os reféns e “aniquilar os terroristas”
21.01.2008 - 11h14 AFP
Uribe reuniu-se hoje com Sarkozy
domingo, 20 de janeiro de 2008

20.01.2008 - 09h06 Nuno Ribeiro, Madrid
Alguns dos 15 cidadãos de origem paquistanesa que foram detidos na madrugada e manhã de ontem em Barcelona, acusados de prepararem atentados na capital da Catalunha, mantiveram contactos em Portugal com compatriotas seus recém-chegados ao nosso país. Estes movimentos do que os investigadores denominam como “grupos itinerantes”, foram “acompanhados” em estreita colaboração pelos serviços de informação espanhóis e portugueses.As autoridades portuguesas estão neste momento envolvidas em operações de localização e captura destes contactados.Os contactos em Portugal destes membros, cuja identidade ainda não foi divulgada, decorreram, por diversas vezes, em várias regiões do nosso país, entre as quais a de Lisboa. Segundo o PÚBLICO apurou, os contactados não estão relacionados com as históricas comunidades de paquistaneses que residem em Portugal, nomeadamente os oriundos das antigas colónias. Eram recém-chegados ao nosso país e os seus passos foram seguidos devido às investigações de vários serviços de informação europeus - nomeadamente do Centro Nacional de Inteligência (CNI), a “secreta” espanhola, que para tanto contactou os serviços homólogos portugueses. Aliás, as detenções de ontem, em Barcelona, feitas por agentes dos serviços antiterrorismo da Guarda Civil, têm na origem as investigações do CNI. Estes serviços também transmitiram a Portugal, nos últimos dias, o alerta de perigo para atentados terroristas que, para além dos dois países ibéricos, abrangeu a França e o Reino Unido. Contudo, segundo as primeiras investigações, o nosso país não era alvo iminente de qualquer atentado. Uma hipótese avançada seria a intenção de atacar durante a visita do Presidente paquistanês, Pervez Musharraf, à Europa, que arranca hoje em Bruxelas.“Eles estavam um passo à frente do radicalismo ideológico e quando alguém com estas características tem material explosivo em casa é claro o que pretende fazer, acções violentas”, comentou, ontem, em conferência de imprensa, o ministro do Interior espanhol. Alfredo Pérez Rubalcaba revelou que nas buscas efectuadas no bairro de Raval de Barcelona - a seguir a Londres a segunda maior concentração de cidadãos paquistaneses na Europa ocidental - foi encontrado material para o fabrico de explosivos e componentes para bombas, entre os quais quatro temporizadores.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Concurso: "O Meu Mapa"

Se és aluno do 3º ciclo do Ensino Básico ou do Ensino Secundário e se gostas de Geografia este concurso é para ti. Tudo o que tens a fazer é, individualmente ou com outro colega, construir um mapa. Os temas, as escalas, os diferentes espaços geográficos, os materiais podem ser os mais variados e à tua escolha e de acordo com o teu interesse.Acompanha o mapa que construíste de um pequeno texto que servirá para o descrever, analisar e interpretar. O teu trabalho será exposto na página http://omeumapa.blogspot.com/. Para isso terás que o digitalizar e, juntamente com o texto que escreveste, enviá-lo para o seguinte endereço de correio electrónico: omeumapa@gmail.com.Habilita-te a ganhar um GPS ou um iPOD Shuffle. Se quiseres mais informações consulta o regulamento do concurso.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Médio OrienteIsraelitas e palestinianos voltam a sentar-se à mesa das negociações
- a fixação das fronteiras do futuro Estado palestiniano na Cisjordânia e na Faixa de Gaza;
- a definição da soberania política de Jerusalém;
- o futuro dos colonatos judeus na Cisjordânia e em terras de Jerusalém;
- o destino de mais de quatro milhões de refugiados de guerra palestinianos.
sábado, 5 de janeiro de 2008
A democracia e o continente africano

O Presidente queniano, Mwai Kibaki, cuja reeleição, nas recentes eleições de dia 27 de Dezembro, originou uma onda de violências no país, que já causaram mais de 300 mortos, apelou hoje à calma e ofereceu-se para dialogar com os seus rivais políticos, após mais um dia de batalhas entre a polícia e os manifestantes."Estou preparado para dialogar com as partes interessadas quando a nação estiver calma e as temperaturas políticas tiverem baixado o suficiente para um compromisso construtivo e produtivo", afirmou Kibaki aos jornalistas.As violências já custaram a vida a mais de 300 pessoas e ameaçam estilhaçar a reputação de uma das mais promissoras democracias africanas e uma das mais sustentadas economias do continente. O Banco Mundial já alertou que a onda de violências poderá afectar toda a estrutura económica dos países vizinhos do Quénia.A oposição queniana, liderada por Raila Odinga, cumpriu hoje a sua ameaça e milhares de apoiantes da sua candidatura - que saiu derrotada nas eleições do passado dia 27 de Dezembro - saíram hoje às ruas de Nairobi. O Presidente Kibaki acusou ontem o seu rival político de "genocídio" e "limpeza étnica" pela onda de violências políticas.De acordo com a Reuters, os manifestantes marcharam por uma das principais estradas de Nairobi, bloqueando praças e ruas, ao passo que alguns agentes perseguiram seguidores de Odinga que transportavam paus.De acordo com a AFP, dois deputados da oposição foram detidos pela polícia em Kisumu (oeste do país), por terem incitado os partidários de Odinga a manifestarem-se, indicou fonte policial.O procurador-geral do Quénia, Amos Wako, estimou igualmente hoje ser "necessário" levar a cabo um inquérito "independente" sobre as eleições gerais do passado dia 27 de Dezembro. A situação vivida actualmente é uma luta de poder entre o maior grupo, os kikuyu, ao qual pertence o Presidente e que tradicionalmente detém o poder, e os luo, terceiro maior grupo, ao qual pertence o líder da oposição, Raila Odinga.
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1315536 (neste site podes visualizar um pequeno vídeo complementar à notícia)
Comenta a situação que se está a viver no Quénia, reflectindo sobre a problemática da implantação da democracia nos Estados africanos. Será que é possível implantar uma verdadeira democracia nos Estados africanos? Estarão os povos africanos preparados para viver em democracia?
domingo, 30 de dezembro de 2007
O atentado a Benazir Bhutto
28.12.2007, Jorge Almeida Fernandes
O que está em jogo não é apenas o processo de democratização, mas um desastre para a política americana no Afeganistão e todo o Médio Oriente
O assassínio de Benazir Bhutto ilustra o lugar-comum mais usado desde há muitos anos para definir o Paquistão: "uma bomba-relógio". Os primeiros comentários não assinalavam apenas a liquidação do sonho duma relativa estabilização democrática, interrogavam-se também sobre as consequências do crime na região, e para lá dela. Sintomaticamente, a lista dos suspeitos era muito vasta. Se à primeira vista os radicais ligados à Al-Qaeda, que ameaçaram directamente Bhutto, eram os favoritos, alguns ramos dos poderosos serviços secretos militares - Inter-Services Intelligence (ISI) - não escapavam à suspeita. Não está em jogo apenas a sorte do Paquistão. "É um profundo desaire para a "guerra ao terror" dos EUA, que tinha como parte da sua estratégia na região a restauração da democracia no Paquistão, para oferecer um caminho alternativo ao extremismo", observou o analista Paul Reynolds, da BBC. A campanha pela democratização do Paquistão partiu do interior das elites, de que a rebelião dos juízes foi o ponto mais saliente. No entanto, foi persistentemente impulsionada pelos Estados Unidos: estando o regime do general Musharraf completamente desacreditado e deslegitimado, era necessário encontrar uma alternativa. Nestes termos, o objectivo primacial de Washington não era a democracia mas a segurança. Daniel Mackay, antigo responsável no Departamento de Estado, expôs na Foreign Affairs um modelo que assentava na necessidade de democratização "sem pôr em causa os interesses fulcrais dos militares" que, desde os anos 1960, exercem um papel tutelar sobre as instituições políticas. "O problema real (...) é que uma genuína democracia civil no Paquistão é uma aspiração irrealista a curto prazo."Nesta linha, o que Musharraf desejou negociar com Bhutto era uma solução de compromisso, em que ela poderia "governar", deixando nas mãos do Exército as decisões fulcrais sobre segurança e política externa. Benazir soube interpretar a vontade popular de mudança. Moveu não só as elites que pretendem afastar os militares da cena política e impor o corte radical com o extremismo islâmico que ela prometeu, mas também multidões, que aspiram a mudar a cúpula política e uma prática que desvia para a Defesa a maioria dos recursos do país, um dos principais factores de bloqueio económico.Independentemente de ainda pouco ou nada se saber sobre a conspiração, a simples realização de eleições, com a previsível vitória de Bhutto, ter-se-á tornado numa ameaça intolerável.
Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/ (artigo de opinião)
Elabora um comentário à morte de Benazir Bhutto, reflectindo sobre as suas possíveis consequências para o futuro do Paquistão, bem como para os países vizinhos, nomeadamente o Afeganistão, a Índia e o Irão.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Natal 2007

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O Tratado Reformador ou Tratado de Lisboa

Novos cargos e mudanças nos modelos de decisão estão entre os aspectos mais relevantes
O novo tratado facilita a tomada de decisões e reforça a capacidade da acção externa da União Europeia.
domingo, 9 de dezembro de 2007
A cimeira UE - África e as práticas de governação em África

08.12.2007, José Manuel Fernandes
Reza o que julgo ser um velha lenda angolana que Deus, depois de distribuir pela Terra as diferentes riquezas, ficou com uma mão-cheia delas que já não sabia onde colocar. Deixou-as então cair sobre Angola, generosamente.Contudo, apesar dos diamantes, do petróleo, do urânio, do ouro, dos fosfatos, do cobre e do ferro, Angola é um país cujo povo, apesar do rápido desenvolvimento económico dos últimos anos, continua a viver numa imensa pobreza. De acordo com o mais recente relatório do PNUD, fica em 162.º lugar entre 177 países classificados. Atrás do Ruanda. E da Eritreia. Ou de Timor-Leste. O rendimento per capita até é relativamente elevado (as riquezas são muitas, mas também estão muito mal divididas...), mas a esperança de vida é das mais baixas do mundo, assim como o nível de literacia. Porquê? Porque o regime de Luanda, apesar da formalidade do Parlamento, não é uma democracia, antes uma cleptocracia. Só isso explica, por exemplo, que, apesar da riqueza nacional per capita ser quase o dobro da de Moçambique, a esperança de vida seja inferior e a frequência escolar também inferior. É por isso, e por tudo o que fez ao longo das quase três décadas que leva como Presidente da Angola, que José Eduardo dos Santos, apesar de não dar tanto nas vistas como Robert Mugabe, pertence à mesma categoria de líderes africanos que são muito mais responsáveis pelas desgraças das nações que dirigem do que o pior dos antigos líderes coloniais. Ian Smith, o racista branco que proclamou a independência da Rodésia, hoje Zimbabwe, fez menos mal aos seus habitantes negros do que o racista negro que hoje se apega ao poder em Harare. Custa admiti-lo, porque Ian Smith representa o que de mais detestável existe em termos políticos, mas não há forma de fugir à verdade. O delírio de Mugabe nos últimos anos precipitou um dos raros países de sucesso da África subsariana num precipício antes inimaginável.Ora, estes dois líderes - José Eduardo dos Santos e Robert Mugabe - não são apenas amigos e aliados: são ao mesmo tempo uma amostra de como más lideranças, maus sistemas políticos e uma sede de poder cega pode destruir nações que tinham tudo para ser ricas e prósperas. E há muitos mais como eles em África, desde o tunisino Ben Ali, "reeleito" em 2004 com 94,5 por cento dos votos, ao sudanês Omar Hassan Ahmad al-Bashir, o campeão da ignomínia, que sobrevive no poder desde 1989 em boa parte graças às guerras que promoveu no Sul do país, contra a minoria cristã, e no Darfur. Passando pelo rei da Suazilândia, Mswati III, soberano de um país onde um terço da população depende da ajuda externa, mas que gasta milhões com as suas 13 mulheres, de quem tem 27 filhos, ou pelo "exótico" e meio senil Muammar Kadhafi, o "socialista" que se desloca de limousine de tenda em tenda e ora se apresenta como amigo do Ocidente, ora faz chantagem, como sucedeu recentemente com a condenação de um grupo de enfermeiras búlgaras. Podíamos multiplicar os exemplos, citando países como a República Democrática do Congo ou a Nigéria, a Guiné-Bissau ou a Serra Leoa, mas a verdade é que a esmagadora maioria dos líderes africanos que por estes dias estão em Lisboa não só tem as mãos sujas de sangue como dirige de forma autocrática os seus países. De acordo com a Freedom House, dos 53 países africanos apenas 11 podem ser considerados livres, enquanto 20 são considerados não-livres e os restantes apenas parcialmente livres, sendo que a maior parte deles vive uma situação instável.É ao olhar para esta situação, e para como as derivas autoritárias se têm traduzido, por regra, num quebra do nível de vida e dos índices de desencolvimento humano, que só uma cegueira teimosa pode continuar a considerar que todos os males do continente são culpa dos colonizadores, como ontem fez Kadhafi (esquecendo-se de que falava numa cidade que já foi uma colónia árabe...) e como tem vindo a fazer o PCP. É também por isso que, apesar da obsessão oficial de querer fazer do "caso Mugabe" um fait-divers sem interesse que não deve estragar a cimeira, é necessário repetir que nunca África se libertará da sua condição sem melhorar a qualidade e a transparência dos seus muitos governos. Até porque não vale a pena ser hipócritas e dizer, piedosamente, que quando há corruptos há corruptores. Essa verdade lapalassiana ignora aquilo que praticamente todos os empresários portugueses que trabalham em Angola, por exemplo, sabem: ou há dinheiro por fora, ou não há negócio.Era bom que isso fosse dito em voz alta na cimeira que hoje começa em Lisboa.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
O fundamentalismo islâmico no Sudão
A iniciativa foi considerada “insultuosa para o profeta”
Professora britânica presa no Sudão por chamar Mohammed a um ursinho de peluche
26.11.2007 - 15h58 Reuters
Gillian Gibbons, uma professora inglesa de 54 anos radicada no Sudão, foi presa pelas autoridades sudanesas, sob acusação de ter deixado a sua turma do 2º ano baptizar um urso de peluche com o nome de Mohammed. Este exercício foi considerado “um insulto” ao profeta muçulmano e poderá valer a Gillian até três meses de prisão.Os colegas de Gillian Gibbons na Unity School dizem estar preocupados com a sua integridade física, tendo em conta que depois da sua detenção alguns activistas islâmicos se reuniram à porta da esquadra da polícia de Cartum, capital do Sudão. Estes professores dizem ainda que o erro de Gillian foi inocente, e que a votação do nome foi feita pelas crianças como parte de um projecto educativo.Robert Boulos, director da escola, explica que a professora seguia apenas um programa do currículo oficial britânico, relacionado com as diferentes espécies animais e os seus "habitats". Como o animal deste ano lectivo é o urso, a educadora pediu a uma das meninas do segundo ano que trouxesse o seu urso de peluche. Depois encorajou as crianças a darem-lhe um nome, para que posteriormente se escrevesse um diário sobre a interacção dos meninos com o brinquedo. O nome de Mohammed foi escolhido de entre oito possívies e votado por maioria (20 crianças em 23 votaram nessa opção). Boulos e respectivo corpo docente considera, por isso, que Gillian é inocente da acusação de blasfémia que agora enfrenta. A queixa foi fomentada por queixas formais vindas de pais muçulmanos.Uma das professoras, muçulmana e cuja filha frequentava a turma de Gibbons, referiu “não ter qualquer problema” com o nome, acrescentando que estava “apenas impressionada por Gillian ter conseguido que eles votassem”. Disse ainda que ela “nunca faria isso como um insulto” ao islamismo, opinião partilhada pelo director da escola.Gillian Gibbons enfrenta agora uma pena de até três meses de prisão, ao abrigo do artigo 125 da Constituição sudanesa, referente a blasfémias e insultos à fé e religião.Entretanto, a Unity School ficará fechada até Janeiro como medida preventiva. “Este é um assunto muito delicado, e estamos preocupados com a integridade física de Gillian”, foi a justificação dada por Boulos para esta medida.Os ministérios da Educação e da Justiça sudaneses revelaram-se indisponíveis para dar esclarecimentos sobre o caso.
Comenta o conteúdo da notícia, reflectindo sobre o fundamentalismo islâmico e a influência da religião islâmica nas leis do Sudão.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Portugal desce um lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
Está em 29º lugar no índice de desenvolvimento humano
Portugal desceu uma posição no índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas, situando-se no 29º lugar, atrás de países como a Eslovénia, Grécia ou Singapura.
No relatório de Desenvolvimento Humano de 2007 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Portugal consegue 0,89 pontos num ranking que analisa dados relativos a 2005 em 177 países e regiões especiais.
A Islândia lidera com 0,96 pontos, num índice que visa avaliar o estado do desenvolvimento através da esperança média de vida, da alfabetização dos adultos e da escolarização, bem como indicadores de rendimento.
Entre os Estados-membros da União Europeia, Portugal ocupa a 17ª posição. Irlanda, Grécia, Eslovénia e Chipre estão à frente, para além dos países nórdicos e das potências europeias Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido.
Atrás de Portugal surgem a Polónia, a Húngria ou a Bulgária e países do resto do mundo como os Emirados Arabes Unidos, México, Rússia ou Brasil.
A taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, secundário e superior atinge os 89,8 por cento em Portugal, que viu aumentar de 92 por cento em 2004 para 93,8 por cento em 2005 a taxa de alfabetização de adultos.
A esperança de vida em Portugal situava-se em 2005 nos 77,7 anos e o valor do Produto Interno Bruto era de 20,4 dólares PPC (paridade poder de compra) per capita.
A Islândia, com 0,96 pontos, ultrapassou a Noruega, que foi número um no ranking nos últimos seis anos.
Fonte: http://jn.sapo.pt/2007/11/27/ultimas/Portugal_desce_uma_posi_o.html
Comenta o conteúdo da notícia, realçando os aspectos mais relevantes.
Distúrbios na periferia de Paris

PHILIPPE DE POULPIQUET/epa
Distúrbios voltam aos subúrbios de Paris, dois anos depois. Pela segunda noite consecutiva registaram-se confrontos entre jovens e as forças de segurança, em Villiers-le-Bell, nos subúrbios de Paris, onde na véspera dois adolescentes morreram na sequência de um acidente envolvendo a sua moto e um carro policial. A Procuradoria francesa jé incumbiu a Inspecção-Geral da Polícia (IGPN) de realizar um inquérito por "homicídio involuntário e não assistência a pessoas em perigo". Os incidentes de ontem à noite ocorreram a cerca de 200 metros do local da colisão mortal e obrigaram a Polícia a usar balas de borracha e gás lacrimogénio para conter cerca de uma centana de jovens. Várias viaturas foram queimadas, incluindo um camião de recolha de lixo e um carro policial.Os acontecimentos das duas últimas noites trazem à memória a onda de violência de há dois anos, nos subúrbios da capital francesa. Na altura, centenas de pessoas ficaram feridas e mais de 10 mil veículos e 30 edifícios foram incendiados. A morte de dois jovens, no domingo à noite, esteve na origem dos distúrbios e logo nesse dia vários edifícios foram incendiados e polícias ficaram feridos. Durante seis horas de violência, grupos de jovens assaltaram ou incendiaram lojas, oficinas e postos policiais. No total, mais de 40 polícias e um bombeiro ficaram feridos durante os distúrbios e, pelo menos, 30 viaturas, duas garagens, dois postos policiais e várias lojas foram incendiadas. Os dois jovens, de 15 e 16 anos, que seguiam numa motorizada, morreram na sequência de uma colisão com um veículo da polícia, em circunstâncias ainda desconhecidas. Os polícias argumentam que o acidente foi motivado pela falta de cedência de prioridade pelos dois jovens num cruzamento, enquanto o veículo policial circulava "à velocidade regulamentar". Testemunhas afirmaram que os dois jovens, que acabariam por morrer, não usavam capacete de protecção. O irmão de uma das vítimas expressou, entretanto, a sua vontade de "que todos os polícias responsáveis (pelo acidente) sejam condenados". "Foi um acto de não assistência a pessoa em perigo", sublinhou, uma vez que, segundo ele, os polícias em causa "não permaneceram no local" após a colisão.
"Sei que um país, do qual eu pessoalmente aprecio, é também um dos que contribui mais para o problema do Aquecimento Global. Esse país tem o nome de Estados Unidos da América. No entanto posso, por conhecimento próprio, afirmar que é também um dos países que mais rapidamente conseguiria solucionar grande parte deste problema em pouco tempo. Infelizmente as grandes multinacionais desse país (que possuem uma grande influência sobre o mesmo) impedem a concretização da solução para este grande problema."
sábado, 24 de novembro de 2007
O que fazes tu pelo ambiente?
Vais de autocarro para a Escola?terça-feira, 20 de novembro de 2007

UE joga credibilidade no Kosovo
17.11.2007, Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas
Ninguém tem dúvidas: a União Europeia (UE) jogará a sua credibilidade na forma como gerir o cenário temido mas mais que provável de uma declaração unilateral de independência do Kosovo. Para os Vinte e Sete, esta é uma questão europeia, não só devido à localização geográfica e perspectiva de adesão à UE, mas, sobretudo, porque são os europeus que vão herdar das Nações Unidas a responsabilidade de gerir o futuro imediato. A UE tem aliás em preparação a maior operação civil de gestão de crises jamais organizada, para substituir a missão da ONU que administra a província desde os conflitos interétnicos de 1999.A grande preocupação dos europeus é tentar influenciar o calendário dos acontecimentos de modo a assegurar que o caminho para a independência do Kosovo se desenrole da forma mais suave possível, acomodando as susceptibilidades da Sérvia e evitando desestabilizar a região.Por agora, a posição oficial da UE é apoiar sem reservas as negociações entre sérvios e kosovares, mediadas pela troika (UE, Rússia, Estados Unidos). "Há um largo consenso para apoiar a troika e o representante europeu, Wolfgang Ischinger", explica a presidência portuguesa da UE. "Enquanto decorrem as negociações, há esperança", afirmou um embaixador europeu, frisando que "até 10 de Dezembro está fora de questão antecipar qualquer coisa". Mas, consciente de que a data limite das negociações está quase condenada a passar sem qualquer acordo, a UE prossegue discretamente os esforços para persuadir os kosovares a abandonarem a ideia de declarar unilateralmente a independência logo a seguir ao dia 10. Ao mesmo tempo, procuram convencer os Estados Unidos a adiar o reconhecimento da independência pelo menos até as Nações Unidas terem tempo para se pronunciar. Esta prudência destina-se a evitar hostilizar a Rússia, que, por se opor a este passo, poderá inviabilizar a aprovação de um mandato ou qualquer outra forma de apoio do Conselho de Segurança à missão civil da UE no Kosovo. Neste cenário os europeus terão grande dificuldade em avançar, quer devido à falta de legitimidade da missão, quer pelas divisões internas que um reconhecimento forçado da independência do Kosovo provocaria. Há reservas de, pelo menos, a Eslováquia, a Hungria, a Roménia, a Grécia, Chipre e, em menor grau, a Espanha, que se debatem com minorias ou movimentos separatistas. Os russos poderão ainda retaliar, reconhecendo unilateralmente a independência dos enclaves separatistas na Geórgia e na Moldávia, agravando o risco de desestabilização nas fronteiras da UE. "O Kosovo será um grande teste para a nossa política externa e de segurança comum", escreveram em Setembro os ministros dos Negócios Estrangeiros francês, Kouchner, e britânico, Milliband. Acrescentando: "Vamos ter de demonstrar que, apesar das nossas diferenças, e de eventuais dificuldades no Conselho de Segurança, estamos prontos a agir em bloco para assegurar a estabilidade do Kosovo e permitir à UE desempenhar o seu papel."
Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/
Depois de teres efectuado uma pequena pesquisa sobre a situação política vivida actualmente no Kosovo, elabora um comentário sobre o o conteúdo em sublinhado da notícia do Jornal Público.
Consulta vídeo do YouTube no site:
quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Rússia pondera instalar mísseis na Bielorrússia
15.11.2007, Dulce Furtado
A Rússia aumentou ontem o tom da ameaça nuclear que o Kremlin vem a abraçar desde o início do ano, sugerindo a possibilidade de instalar mísseis de médio alcance na Bielorrússia, ex-república soviética vizinha da Polónia, caso os Estados Unidos persistam no projecto de estender para a Europa Central partes do Sistema de Defesa Antimíssil norte-americano (MDI)."Por que não? É possível, se estiverem reunidas as condições adequadas e houver acordo da Bielorrússia", avaliou o comandante das Forças Armadas e Balísticas da Rússia, Vladimir Zaritski, citado pela Interfax, a propósito das declarações feitas na véspera pelo homólogo bielorrusso, Mikhail Puzikov. Este último revelara um plano para armar a Brigada Militar de Mísseis da Bielorrússia com o sistema russo de rockets Iskander. Já em Julho passado, aliás, o primeiro-ministro adjunto russo Serguei Ivanov sinalizara a intenção do país de colocar mísseis às portas da Europa, em Kaliningrado, enclave russo entre a Polónia e a Lituânia.Um porta-voz do Ministério da Defesa bielorrusso garantiu que não estão negociações em curso, mas confirmou que Minsk pretende comprar e incorporar o Iskander, com alcance até 400 quilómetros, em pelo menos uma brigada de mísseis até 2020.A Bielorrússia, que os Estados Unidos avaliam como sendo a "última ditadura da Europa", tem uma situação geopolítica importante. Está ensanduichada entre a Rússia, parceira num tratado de cooperação militar assinado em 1999, e uma série de países membros ou com aspirações a pertencer à NATO. Há uma semana, aliás, Moscovo quebrou com esta organização o tratado das Forças Convencionais na Europa (CFE), pacto que o Kremlin considera "obsoleto" e alega estar a ser usado pelos Estados Unidos e pela Aliança do Atlântico Norte para "minar os interesses de defesa" da Federação Russa."Todas as acções provocam inevitavelmente uma reacção. É justamente esse o caso da expansão de elementos da defesa aérea dos Estados Unidos para a República Checa e para a Polónia", afirmou o chefe do arsenal de mísseis e artilharia russo. Reiterou ainda a firme oposição que Moscovo tem feito ao plano de Washington, anunciado em Janeiro passado, de estender para a Europa Central partes do sistema de defesa antimíssil.Os Estados Unidos querem instalar dez mísseis interceptores na Polónia e um radar na República Checa - sem que estes países tenham manifestado desacordo - com a argumentação de que se destinam a integrar um escudo de defesa para a Europa, em caso de ataques nucleares dos "Estados párias" Irão e Coreia do Norte. A Rússia pode vender à Bielorrússia mísseis Iskander, cujo alcance pode ir até 400 quilómetros.
sábado, 3 de novembro de 2007
Histórias de terror num desenho feito por uma criança

Desenhos de crianças do Darfur servem de prova no TPI
03.11.2007, Ana Dias Cordeiro
Nas imagens vêem-se casas em chamas, aviões a bombardear aldeias, homens armados a atirar contra pessoas indefesas e em fuga.
São desenhos de crianças e praticamente os únicos registos em imagem da violência a que estiveram submetidas, nos últimos quatro anos, as populações do Darfur, no Sudão. A inocência das cores e dos traços finos contrasta com a brutalidade dos acontecimentos presenciados por crianças dos cinco aos 18 anos, antes de fugirem das suas aldeias no Darfur, e hoje a viver em campos de refugiados no Chade. Agora, além de quase únicos, estes registos são preciosos no caminho traçado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia para julgar os responsáveis pelas atrocidades cometidas na província ocidental sudanesa do Darfur, em guerra desde 2003. O tribunal internacional, que indiciou, em Fevereiro, um ministro sudanês e um líder de uma milícia pró-governamental janjawid por cumplicidade em crimes de guerra e contra a humanidade, confirmou que aceita os desenhos das crianças como elementos de prova nos julgamentos em Haia desses dois suspeitos e em julgamentos de eventuais futuros suspeitos nas investigações que prosseguem no TPI.Quando o procurador do TPI tornou pública essa acusação do ministro e do líder da milícia pró-governamental, um outro membro do Governo sudanês, o ministro da Justiça, disse que as acusações tinham por base "mentiras". Estes desenhos - também já mostrados em exposições em Londres, e com exposições previstas para Itália, em Dezembro, e Praga, em Janeiro, além de outras cidades - dificilmente mentem, disse ao PÚBLICO Louise Roland-Gosselin, directora da organização não-governamental (ONG) Waging Peace, na origem da iniciativa, que começou com uma missão da investigadora Anna Schmitt desta ONG nos campos de refugiados do Darfur e deslocados no Chade, em Junho e Julho. Prova contextual, Anna Schmitt começou por conversar com as mães, que lhe disseram que, se desejava informações, deveria ouvir as crianças. Passou três semanas nas escolas improvisadas nos campos. Quando pediu às crianças para descreverem os acontecimentos que as tinham levado a fugir das suas aldeias, estas responderam com desenhos e histórias à volta do que desenhavam: um avião com a bandeira nacional do Sudão, um helicóptero com a marca da aviação militar ou homens armados montados a cavalo e vestidos com uniformes das milícias janjawid, pró-governamentais, casas incendiadas, mulheres, homens e crianças expulsos das aldeias, à força, atirados ao fogo ou mortos à queima-roupa. Para Louise Roland-Gosselin, o reconhecimento dos desenhos como prova contextual (para descrever a situação) e não primária (porque isso obrigaria à presença das crianças no tribunal), é "extremamente importante". "Através dos desenhos, é possível mostrar os crimes que ocorrem no Darfur, que estes são contra civis, e perpetrados por milícias e também por elementos das Forças Armadas da Sudão", diz. "Além disso", acrescenta, "os desenhos dizem algo às pessoas". Imagens implicam GovernoEnquanto se mantém o conflito no Darfur, com os seus mais de 300 mil mortos e 2,5 milhões de deslocados, enquanto a guerra não se resolve no plano das negociações nem se estanca a violência com o envio de uma força de paz internacional, poderão pequenos sinais como este, dado pelo TPI, fazer a diferença? "Muito vai depender da pressão que os países ocidentais e a ONU estiverem dispostos a fazer sobre o Sudão", refere a directora da Waging Peace. "Pressão" para prender os dois suspeitos a julgar em Haia, o que ainda não aconteceu. Para Louise Roland-Gosselin, as imagens contradizem a versão governamental dos acontecimentos. E provam a implicação directa das forças sudanesas. Em resumo: vão ao encontro daquilo que são já algumas provas existentes no TPI, resultado de dois anos de investigações. Depois da acusação do ministro dos Assuntos Humanitários e do chefe das milícias, em Fevereiro, a investigação dos crimes de guerra no Darfur continua. Mandados de captura foram lançados contra estes dois suspeitos. E enquanto se aguardam desenvolvimentos, a guerra, como pretexto para assassínios e expulsões forçadas, continua.
03.11.2007
A missão híbrida que a União Africana (UA) e as Nações Unidas estão a procurar constituir no Darfur (Unamid), para substituir a malograda missão exclusiva dos países africanos, já colocou em funcionamento a sua base operacional na cidade de Al-Fashir, no Norte daquele território sudanês. Se acaso a Unamid, criada pelo Conselho de Segurança da ONU em Julho, viesse a totalizar os 19.555 militares e 6432 polícias que estão previstos, seria uma das maiores missões pacificadoras jamais concretizadas pelas Nações Unidas. E ir-se-ia juntar à força de 18.800 capacetes azuis que está a fiscalizar a aplicação do acordo estabelecido em 2001 para o Sul do Sudão.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
O relacionamento UE - África na era da globalização

Reunião das "troikas" da UE e da União Africana
31.10.2007 - 13h12 Lusa
O presidente do Conselho de Ministros da União Europeia (UE) defendeu hoje em Acra que a Europa "tem o dever de contribuir" para uma mudança, para melhor, das relações com África, numa altura em que a globalização assim o exige.
Falando na sessão de abertura da reunião das "troikas" da UE e da União Africana (UA), que decorre em Acra, capital do Gana, país que ocupa a presidência da organização africana, o também chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, adiantou que se vive actualmente no mundo um momento "especial"."Vive-se um momento muito especial, um momento de transição, em que importa mudar o relacionamento da UE com África. Com a globalização, as relações têm de ser diferentes e nós, Europa, temos o dever de contribuir para isso", afirmou Luís Amado.O ministro dos Negócios Estrangeiros português, que co-presidiu à sessão de abertura com o seu homólogo ganês, Hon Akwasi Osei-Adjei, sustentou que essas mudanças são já visíveis no relacionamento dos Vinte e Sete com outras regiões do mundo, exemplificando os já existentes com os Estados Unidos e a China."É com esse objectivo que foram feitos os dois documentos hoje aqui em discussão" (Parceria Estratégica UE/África e Plano de Acção), acrescentou Luís Amado, que saudou o "forte empenhamento" das duas partes na elaboração dos projectos.Os dois documentos deverão ser aprovados hoje em Acra na reunião que se seguiu à sessão de abertura do encontro, que decorre agora à porta fechada, e que serão, depois, remetidos para os trabalhos da II Cimeira Europa/África, a 8 e 9 de Dezembro próximo, em Lisboa.Luís Amado salientou ainda o facto de a reunião da "troika" se realizar no Gana, país que celebra este ano o cinquentenário da sua independência, o mesmo aniversário que a UE completa também ao longo de 2007.Também na sessão de abertura, o chefe da diplomacia ganesa, na qualidade de presidente do Conselho de Ministros da UA, destacou a "qualidade do trabalho" feito pela presidência portuguesa dos "27" na preparação da cimeira de Lisboa."É grande a qualidade do trabalho feito até agora na preparação da cimeira. Os dois documentos em discussão constituem um trabalho de grande qualidade. Espero que saiam daqui aprovados", sublinhou.Sobre a cimeira de Lisboa, Osei-Adjei frisou que Portugal não pode deixar de a concretizar, uma vez que se trata de um acontecimento "muito importante para as relações entre os dois continentes".Cerca das 14h00 locais (mesma hora em Lisboa), os dois co-presidentes da reunião das "troikas" darão uma conferência de imprensa conjunta, já depois da reunião.Em termos globais, disse à Lusa fonte ligada às negociações dos documentos, a nova Parceria Estratégica contempla três níveis: as relações intercontinentais (global UE/África), regionais (com organizações sub-regionais) e entre os "27" e cada um dos Estados africanos (bilateral).Segundos os termos previstos, caberá à Comissão da União Africana, composta por um presidente, um vice-presidente e oito comissários, acompanhar a aplicação do Plano de Acção.A fonte destacou também o empenho da Comissão de Redacção dos dois documentos, composto por cinco elementos de cada uma das organizações, que deram início aos trabalhos no começo da presidência alemã da UE, mas que sofreram um "forte impulso" quando Portugal, em Julho deste ano, substitui a Alemanha.Além das reuniões bilaterais, esta comissão pretendeu alargar o debate à sociedade civil, mantendo encontros com representantes de organizações não governamentais, com as quais discutiu as necessidades das populações, informação tida em conta na elaboração dos documentos. Na reunião das "troikas" participam também, do lado europeu, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, João Gomes Cravinho, e o director do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Eslovénia, Mitja Drobnic.Integram ainda a delegação europeia o director-geral para o Desenvolvimento e Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP), em representação da Comissão Europeia (CE), Stefano Manservisi, e o chefe da "task-force" para África, em representação do secretariado do Conselho da UE, Koen Varvaeke.Do lado africano, e além de Osei-Adjei, participam a ministra do Comércio do Congo, em representação do chefe da diplomacia congolesa, Adelaide Mondele Ngollo, e os comissários da UA para os Assuntos Económicos, Maxwell Mkwezalamba, e para a Paz e Segurança, Said Djinnit.
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1309341
Elabora um comentário à notícia do Público, realçando o conteúdo da afirmação do Ministro de Negócios Estrangeiros português, que se encontra em negrito.

