Um Mundo Global é um espaço de informação,reflexão e comentário de temas geográficos, nacionais e/ou mundiais, mas onde também há espaço para outros pontos de interesse como as temáticas sociais e ambientais, a música, os filmes, a poesia, a fotografia, os cartoons, os livros e as viagens. Todos são bem-vindos e convidados a deixar os seus comentários.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Atentados em Timor-Leste
Gastão Salsinha comandou ataque a coluna de XananaNovo líder rebelde de Timor-Leste diz que não se renderá sem luta
15.02.2008 - 15h42 Lusa
O ex-tenente das forças armadas de Timor-Leste, Gastão Salsinha, autoproclamado novo líder dos rebeldes timorenses, afirmou que está fortemente armado numa casa em Díli e que não se renderá sem luta. Em declarações ao canal de televisão australiano Channel Nine, divulgadas hoje, Salsinha diz também que o major rebelde Alfredo Reinado foi morto cerca de 25 minutos antes de o Presidente timorense, José Ramos Horta, ter sido baleado no ataque à sua residência, na segunda-feira.“O meu comandante Alfredo Reinado foi a Metiaut [onde se situa a casa de Ramos-Horta]. Foi primeiro morto pelas F-FDTL [Falintil-Forças de Defesa do Timor Leste] e cerca de 25 minutos depois o presidente foi baleado”, afirmou. O tenente Salsinha afirma ter assumido o comando dos rebeldes após a morte de Alfredo Reinado. “Ele era o meu comandante e eu era seu adjunto. Como foi morto, claro que o substituirei”, declarou, frisando que seu objectivo é “lutar por justiça”. Mas também disse, citado pela agência de notícias australiana AAP, que se os seus adeptos quiserem se entrega ao Governo. Também afirmou que não é “inimigo da Austrália” e que apoia a presença de forças estrangeiras no país, afirmando que estão ali “para ajudar o povo do Timor”. Sobre os ataques de segunda-feira, Salsinha, que liderou o ataque à coluna do primeiro-ministro Xanana Gusmão, disse que eram parte de um plano “muito complicado”, mas recusou dar detalhes e dizer se pretendiam matar os dois dirigentes.“Não vos direi qual era o plano desse ataque, só o farei quando for a tribunal”, afirmou, acrescentando, no entanto, que se quisessem matar a Ramos Horta, teriam feito “directamente”. Gastão Salsinha é um dos nomes que constam na lista de cinco novos mandados de captura assinados na noite de quinta-feira pelo juiz do processo, disse à Lusa uma fonte ligada à investigação. Os outros quatro mandados emitidos pelo juiz são referentes a membros das Falintil-Forças de Defesa do Timor Leste e da Polícia Nacional.Gastão Salsinha fazia parte dos cerca de 600 rebeldes das forças armadas que se amotinaram e foram despedidos pelo Governo em 2006, o que desencadeou uma onda de violência no país, provocando a morte de pelo menos 37 pessoas e deixando mais de 150 mil desalojados. O levantamento derrubou o Governo liderado por Mari Alkatiri.
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1319760&idCanal=11
Em complemento, visiona um Vídeo RTP sobre a situação actual em Timor:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=326161&tema=31
Comenta os atentados verificados em Timor-Leste, reflectindo sobre a instabilidade política que se verifica neste jovem país que parece nunca mais ter paz. Quem será que ganha com esta situação?
Adeus, Lenine!
Ficha Técnica- Gostaram do filme? Porquê?
- O que é que mais vos marcou no filme?
- O que ganharam e o que perderam os cidadãos da ex-RDA com o fim do comunismo e com a reunificação da Alemanha?
Eis o trailer do filme, em http://br.youtube.com/watch?v=i7EB47ENNV0
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Putin ameaça dirigir mísseis contra a Ucrânia em caso de adesão à NATO Aviso foi feito após encontro com Presidente ucraniano
12.02.2008 - 16h54 PÚBLICO
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Eleições nos EUA

Obama teve mais estados, Hillary mais votos. McCain, no lado republicano, ganhou nas duas costas e convenceu
Barack Obama e Hillary Clinton preparavam-se ontem para prosseguir as suas campanhas depois da votação da inédita Super-Duper-Tsunami Tuesday ter confirmado como os eleitores democratas se sentem divididos sobre os seus candidatos à nomeação para a corrida à Casa Branca. Obama com maior número de estados declarados, e Hillary com votações mais expressivas, acabaram por dividir quase a meio o número de delegados em jogo no dia de primárias mais "super" da história americana, disparando para a estratosfera as expectativas para os concursos que se seguem. Não era esse o objectivo: a ideia de concentrar a votação de 24 estados na mesma data destinava-se a encontrar o mais cedo possível as figuras que liderarão os respectivos partidos na igualmente histórica eleição presidencial de Novembro. Mas os democratas correm o risco de ver a campanha esticar-se até Abril - decididamente, esta eleição só acaba no fim. No lado republicano, os resultados confirmaram indiscutivelmente o favoritismo do veterano senador do Arizona John McCain na luta pela nomeação do seu partido. Ao final da noite, McCain tinha vencido em mais estados e conseguido muito mais delegados do que os seus opositores Mitt Romney e Mike Huckabee (o libertário Ron Paul, que também segue em contenda, nunca teve aspirações a entrar no combate pela liderança) - ficou claro para todos que, apesar de uma reviravolta ainda ser matematicamente possível, o famoso "rebelde" dos conservadores está à beira da consagração." Nunca me importei com o facto de ser o "underdog" [expressão usada para descrever o último da corrida], mas, meus amigos, temos de nos habituar à ideia de que agora somos os favoritos", regozijou-se o candidato, que leva agora uma vantagem de mais de 300 delegados para os seus adversários. Mike Huckabee também se congratulou com os resultados, que o catapultaram para o segundo lugar. "Esta é de facto uma corrida a dois, e nós estamos presentes", declarou. Já Mitt Romney pareceu verdadeiramente desolado - o candidato garantiu que ia manter-se na corrida, mas ontem estava reunido com os seus conselheiros e assessores para avaliar as perspectivas da sua candidatura (tendo decidido pela desistência da corrida eleitoral).
- quem serão de facto os dois candidatos finais à presidência dos EUA? Pelo Partido Republicano: Jonh McCaine ou Mike Huckabee? Pelo Partido Democrata: Barack Obama ou Hillary Clinton?
- será que, pela primeira vez, os EUA terão um presidente negro, ou melhor mestiço (Barack Obama), ou uma mulher (Hillary Clinton)? Será que o país estará preparado para qualquer uma destas possíveis situações?
sábado, 2 de fevereiro de 2008
As democracias ocidentais e os regimes autocráticos

31.01.2008 - 15h01 Susana Almeida Ribeiro
As democracias ocidentais estão a “fechar os olhos” aos abusos praticados em países que passam por regimes democráticos mas que, na verdade, são autocracias encapotadas. Bruxelas, Washington e organizações como a OSCE estão a aceitar vitórias fraudulentas e abusos em diversos países, por conveniência política e diplomática, e, através dessa atitude, a perpetuar as violações dos direitos humanos em nações como o Quénia, Paquistão, China e Somália, indica o relatório da organização Human Rights Watch (HRW), hoje divulgado.O Relatório Mundial 2008 da organização de defesa dos direitos humanos sublinha que não basta que haja eleições para que um país seja considerado democrático. É preciso que, entre outras coisas, haja liberdade de expressão, liberdade de associação e uma sociedade civil esclarecida.“Hoje em dia é muito fácil os autocratas conseguirem ‘safar-se’ com falsas democracias”, indicou Kenneth Roth, director executivo da HRW, salientando que países como o Quénia, Paquistão, Bahrein, Jordânia, Nigéria, Rússia e Tailândia se comportaram como democracias, mas que nos bastidores actuaram como autocracias, ora censurando os media, ora falseando resultados eleitorais. Para que isto não aconteça, é preciso que as democracias estabelecidas fiquem vigilantes e actuem, e isso nem sempre acontece. “Parece que Washington e os governos europeus aceitam as mais dúbias eleições, desde que o país em questão seja um aliado estratégico ou comercial”, acusa Roth.
A HRW aponta o dedo aos Estados Unidos quando, por exemplo, aceitaram os resultados eleitorais de Fevereiro de 2007 na Nigéria – país rico em petróleo –, apesar das acusações de fraude eleitoral. Atitudes como esta poderão ser encaradas pelos líderes africanos como um “tapar de olhos” de Washington, que acaba por tolerar as ilegalidades democráticas. O Quénia, por exemplo, está envolvido numa violenta crise política desde finais de Dezembro de 2007, que já causou a morte a perto de um milhar de pessoas, e os EUA limitaram-se a expressar a sua preocupação pela situação.Por outro lado, organizações como a OSCE (Organização Europeia para a Cooperação e Segurança), “que deviam promover a democracia, os direitos humanos e a segurança, aceitaram a entrada como membro, em 2010, do Cazaquistão, que tem grandes reservas de petróleo e gás, desejadas quer pela UE quer pela Rússia”, indica o relatório. “A decisão da OSCE foi tomada depois do partido do poder no Cazaquistão ter ‘vencido’ de forma esmagadora as eleições parlamentares de Agosto, durante as quais, de acordo com os próprios monitores da OSCE, houve censura aos media, impedimento à formação de partidos da oposição e irregularidades na contagem dos votos”.
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318271&idCanal=11
Para mais informações relativas ao Relatório e às actividades da organização, visita o Site da Human Rights Watch , em Português: http://www.hrw.org/portuguese/
Comenta o conteúdo da notícia, reflectindo sobre a atitude das democracias ocidentais (nomeadamente da UE e dos EUA) relativamente às situações de abusos dos direitos humanos que se verificam em diferentes regimes autocráticos.
Quiz sobre o Tratado de Lisboa

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Em qual deste tipo de pessoas confia?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Comércio Justo
- Lojas da Associação Reviravolta: http://www.youtube.com/watch?v=A43ddvFi9QI&NR=1
- Ética - Comércio Solidário: http://www.youtube.com/watch?v=FJKVGnWPbFE&feature=related
- Filme de animação sobre Comércio Justo: http://www.youtube.com/watch?v=Z814Z3J8VZ0&feature=related (também podes encontrá-lo na barra de vídeo deste blogue)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Portugal e o Índice de Desempenho Ambiental
Apresentado ontem em Davos 24.01.2008 - 13h16 PUBLICO.PT
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Crise nas bolsas mundiais

Dow Jones descia 3,2 e Nasdaq quase cinco por cento
Nova Iorque afunda-se mesmo depois da baixa dos juros nos EUA
22.01.2008 - 14h36
Por Eduardo Melo, Anabela Campos, Agências
Apesar da decisão de Ben Bernanke (Fed), os investidores continuam a fugir das acções. A bolsa de Nova Iorque abriu em forte quebra, mesmo depois do anúncio, inesperado, da redução das taxas de juro pela Reserva Federal em 0,75 pontos percentuais, para 3,5 por cento.O índice industrial Dow Jones, que concentra os títulos de empresas do sector industrial, recuava 3,2 por cento por cento nos primeiros minutos de negociação, enquanto o índice dos títulos de empresas dos sectores de tecnologia, media e telecomunicações, o Nasdaq Composite, descia 4,89 por cento.Na Ásia, os mercados fecharam em forte quebra, com os nipónicos Hang Seng a cair 8,65 por cento e o Nikkei 225 a desvalorizar 5,65 por cento. Este comportamento condicionou a abertura das bolsas europeias, que estiveram toda a manhã num permanente sobe e desce, num chamado movimento carrossel. A volatilidade é a palavra de ordem, com os investidores a entrar e a sair das acções em permanência, enquanto aguardavam o arranque dos mercados norte-americanos, que ontem estiveram encerrados para o gozo do feriado do “Dia de Martin Luther King”. Após o descalabro dos mercados nipónicos, as bolsas arrancaram a sessão em forte quebra, para de seguida recuperarem para terreno positivo, e voltarem a cair. Logo após o anúncio do corte das taxas de juro pela Fed, a maioria das bolsas inverteu a tendência de quebra e voltou a terreno positivo. Mas 15 minutos antes de Nova Iorque abrir, a maioria já estava de novo no “vermelho”. Lisboa mantinha-se do lado positivo, com o PSI20 a subir 0,87 por cento, puxado pela Galp, que valorizava 9,16 por cento. Às 14h15, havia 12 títulos do PSI20 em terreno positivo, e alguns com ganhos interessantes. Destaque para as subidas da Sonae SGPS (4,27 por cento) e do BCP (2,86 por cento)
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
A situação dos reféns das FARC na Colômbia
Uribe não afasta recurso à forçaPresidente colombiano diz que a sua prioridade é libertar os reféns e “aniquilar os terroristas”
21.01.2008 - 11h14 AFP
Uribe reuniu-se hoje com Sarkozy
domingo, 20 de janeiro de 2008

20.01.2008 - 09h06 Nuno Ribeiro, Madrid
Alguns dos 15 cidadãos de origem paquistanesa que foram detidos na madrugada e manhã de ontem em Barcelona, acusados de prepararem atentados na capital da Catalunha, mantiveram contactos em Portugal com compatriotas seus recém-chegados ao nosso país. Estes movimentos do que os investigadores denominam como “grupos itinerantes”, foram “acompanhados” em estreita colaboração pelos serviços de informação espanhóis e portugueses.As autoridades portuguesas estão neste momento envolvidas em operações de localização e captura destes contactados.Os contactos em Portugal destes membros, cuja identidade ainda não foi divulgada, decorreram, por diversas vezes, em várias regiões do nosso país, entre as quais a de Lisboa. Segundo o PÚBLICO apurou, os contactados não estão relacionados com as históricas comunidades de paquistaneses que residem em Portugal, nomeadamente os oriundos das antigas colónias. Eram recém-chegados ao nosso país e os seus passos foram seguidos devido às investigações de vários serviços de informação europeus - nomeadamente do Centro Nacional de Inteligência (CNI), a “secreta” espanhola, que para tanto contactou os serviços homólogos portugueses. Aliás, as detenções de ontem, em Barcelona, feitas por agentes dos serviços antiterrorismo da Guarda Civil, têm na origem as investigações do CNI. Estes serviços também transmitiram a Portugal, nos últimos dias, o alerta de perigo para atentados terroristas que, para além dos dois países ibéricos, abrangeu a França e o Reino Unido. Contudo, segundo as primeiras investigações, o nosso país não era alvo iminente de qualquer atentado. Uma hipótese avançada seria a intenção de atacar durante a visita do Presidente paquistanês, Pervez Musharraf, à Europa, que arranca hoje em Bruxelas.“Eles estavam um passo à frente do radicalismo ideológico e quando alguém com estas características tem material explosivo em casa é claro o que pretende fazer, acções violentas”, comentou, ontem, em conferência de imprensa, o ministro do Interior espanhol. Alfredo Pérez Rubalcaba revelou que nas buscas efectuadas no bairro de Raval de Barcelona - a seguir a Londres a segunda maior concentração de cidadãos paquistaneses na Europa ocidental - foi encontrado material para o fabrico de explosivos e componentes para bombas, entre os quais quatro temporizadores.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Concurso: "O Meu Mapa"

Se és aluno do 3º ciclo do Ensino Básico ou do Ensino Secundário e se gostas de Geografia este concurso é para ti. Tudo o que tens a fazer é, individualmente ou com outro colega, construir um mapa. Os temas, as escalas, os diferentes espaços geográficos, os materiais podem ser os mais variados e à tua escolha e de acordo com o teu interesse.Acompanha o mapa que construíste de um pequeno texto que servirá para o descrever, analisar e interpretar. O teu trabalho será exposto na página http://omeumapa.blogspot.com/. Para isso terás que o digitalizar e, juntamente com o texto que escreveste, enviá-lo para o seguinte endereço de correio electrónico: omeumapa@gmail.com.Habilita-te a ganhar um GPS ou um iPOD Shuffle. Se quiseres mais informações consulta o regulamento do concurso.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Médio OrienteIsraelitas e palestinianos voltam a sentar-se à mesa das negociações
- a fixação das fronteiras do futuro Estado palestiniano na Cisjordânia e na Faixa de Gaza;
- a definição da soberania política de Jerusalém;
- o futuro dos colonatos judeus na Cisjordânia e em terras de Jerusalém;
- o destino de mais de quatro milhões de refugiados de guerra palestinianos.
sábado, 5 de janeiro de 2008
A democracia e o continente africano

O Presidente queniano, Mwai Kibaki, cuja reeleição, nas recentes eleições de dia 27 de Dezembro, originou uma onda de violências no país, que já causaram mais de 300 mortos, apelou hoje à calma e ofereceu-se para dialogar com os seus rivais políticos, após mais um dia de batalhas entre a polícia e os manifestantes."Estou preparado para dialogar com as partes interessadas quando a nação estiver calma e as temperaturas políticas tiverem baixado o suficiente para um compromisso construtivo e produtivo", afirmou Kibaki aos jornalistas.As violências já custaram a vida a mais de 300 pessoas e ameaçam estilhaçar a reputação de uma das mais promissoras democracias africanas e uma das mais sustentadas economias do continente. O Banco Mundial já alertou que a onda de violências poderá afectar toda a estrutura económica dos países vizinhos do Quénia.A oposição queniana, liderada por Raila Odinga, cumpriu hoje a sua ameaça e milhares de apoiantes da sua candidatura - que saiu derrotada nas eleições do passado dia 27 de Dezembro - saíram hoje às ruas de Nairobi. O Presidente Kibaki acusou ontem o seu rival político de "genocídio" e "limpeza étnica" pela onda de violências políticas.De acordo com a Reuters, os manifestantes marcharam por uma das principais estradas de Nairobi, bloqueando praças e ruas, ao passo que alguns agentes perseguiram seguidores de Odinga que transportavam paus.De acordo com a AFP, dois deputados da oposição foram detidos pela polícia em Kisumu (oeste do país), por terem incitado os partidários de Odinga a manifestarem-se, indicou fonte policial.O procurador-geral do Quénia, Amos Wako, estimou igualmente hoje ser "necessário" levar a cabo um inquérito "independente" sobre as eleições gerais do passado dia 27 de Dezembro. A situação vivida actualmente é uma luta de poder entre o maior grupo, os kikuyu, ao qual pertence o Presidente e que tradicionalmente detém o poder, e os luo, terceiro maior grupo, ao qual pertence o líder da oposição, Raila Odinga.
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1315536 (neste site podes visualizar um pequeno vídeo complementar à notícia)
Comenta a situação que se está a viver no Quénia, reflectindo sobre a problemática da implantação da democracia nos Estados africanos. Será que é possível implantar uma verdadeira democracia nos Estados africanos? Estarão os povos africanos preparados para viver em democracia?
domingo, 30 de dezembro de 2007
O atentado a Benazir Bhutto
28.12.2007, Jorge Almeida Fernandes
O que está em jogo não é apenas o processo de democratização, mas um desastre para a política americana no Afeganistão e todo o Médio Oriente
O assassínio de Benazir Bhutto ilustra o lugar-comum mais usado desde há muitos anos para definir o Paquistão: "uma bomba-relógio". Os primeiros comentários não assinalavam apenas a liquidação do sonho duma relativa estabilização democrática, interrogavam-se também sobre as consequências do crime na região, e para lá dela. Sintomaticamente, a lista dos suspeitos era muito vasta. Se à primeira vista os radicais ligados à Al-Qaeda, que ameaçaram directamente Bhutto, eram os favoritos, alguns ramos dos poderosos serviços secretos militares - Inter-Services Intelligence (ISI) - não escapavam à suspeita. Não está em jogo apenas a sorte do Paquistão. "É um profundo desaire para a "guerra ao terror" dos EUA, que tinha como parte da sua estratégia na região a restauração da democracia no Paquistão, para oferecer um caminho alternativo ao extremismo", observou o analista Paul Reynolds, da BBC. A campanha pela democratização do Paquistão partiu do interior das elites, de que a rebelião dos juízes foi o ponto mais saliente. No entanto, foi persistentemente impulsionada pelos Estados Unidos: estando o regime do general Musharraf completamente desacreditado e deslegitimado, era necessário encontrar uma alternativa. Nestes termos, o objectivo primacial de Washington não era a democracia mas a segurança. Daniel Mackay, antigo responsável no Departamento de Estado, expôs na Foreign Affairs um modelo que assentava na necessidade de democratização "sem pôr em causa os interesses fulcrais dos militares" que, desde os anos 1960, exercem um papel tutelar sobre as instituições políticas. "O problema real (...) é que uma genuína democracia civil no Paquistão é uma aspiração irrealista a curto prazo."Nesta linha, o que Musharraf desejou negociar com Bhutto era uma solução de compromisso, em que ela poderia "governar", deixando nas mãos do Exército as decisões fulcrais sobre segurança e política externa. Benazir soube interpretar a vontade popular de mudança. Moveu não só as elites que pretendem afastar os militares da cena política e impor o corte radical com o extremismo islâmico que ela prometeu, mas também multidões, que aspiram a mudar a cúpula política e uma prática que desvia para a Defesa a maioria dos recursos do país, um dos principais factores de bloqueio económico.Independentemente de ainda pouco ou nada se saber sobre a conspiração, a simples realização de eleições, com a previsível vitória de Bhutto, ter-se-á tornado numa ameaça intolerável.
Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/ (artigo de opinião)
Elabora um comentário à morte de Benazir Bhutto, reflectindo sobre as suas possíveis consequências para o futuro do Paquistão, bem como para os países vizinhos, nomeadamente o Afeganistão, a Índia e o Irão.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Natal 2007

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O Tratado Reformador ou Tratado de Lisboa

Novos cargos e mudanças nos modelos de decisão estão entre os aspectos mais relevantes
O novo tratado facilita a tomada de decisões e reforça a capacidade da acção externa da União Europeia.
domingo, 9 de dezembro de 2007
A cimeira UE - África e as práticas de governação em África

08.12.2007, José Manuel Fernandes
Reza o que julgo ser um velha lenda angolana que Deus, depois de distribuir pela Terra as diferentes riquezas, ficou com uma mão-cheia delas que já não sabia onde colocar. Deixou-as então cair sobre Angola, generosamente.Contudo, apesar dos diamantes, do petróleo, do urânio, do ouro, dos fosfatos, do cobre e do ferro, Angola é um país cujo povo, apesar do rápido desenvolvimento económico dos últimos anos, continua a viver numa imensa pobreza. De acordo com o mais recente relatório do PNUD, fica em 162.º lugar entre 177 países classificados. Atrás do Ruanda. E da Eritreia. Ou de Timor-Leste. O rendimento per capita até é relativamente elevado (as riquezas são muitas, mas também estão muito mal divididas...), mas a esperança de vida é das mais baixas do mundo, assim como o nível de literacia. Porquê? Porque o regime de Luanda, apesar da formalidade do Parlamento, não é uma democracia, antes uma cleptocracia. Só isso explica, por exemplo, que, apesar da riqueza nacional per capita ser quase o dobro da de Moçambique, a esperança de vida seja inferior e a frequência escolar também inferior. É por isso, e por tudo o que fez ao longo das quase três décadas que leva como Presidente da Angola, que José Eduardo dos Santos, apesar de não dar tanto nas vistas como Robert Mugabe, pertence à mesma categoria de líderes africanos que são muito mais responsáveis pelas desgraças das nações que dirigem do que o pior dos antigos líderes coloniais. Ian Smith, o racista branco que proclamou a independência da Rodésia, hoje Zimbabwe, fez menos mal aos seus habitantes negros do que o racista negro que hoje se apega ao poder em Harare. Custa admiti-lo, porque Ian Smith representa o que de mais detestável existe em termos políticos, mas não há forma de fugir à verdade. O delírio de Mugabe nos últimos anos precipitou um dos raros países de sucesso da África subsariana num precipício antes inimaginável.Ora, estes dois líderes - José Eduardo dos Santos e Robert Mugabe - não são apenas amigos e aliados: são ao mesmo tempo uma amostra de como más lideranças, maus sistemas políticos e uma sede de poder cega pode destruir nações que tinham tudo para ser ricas e prósperas. E há muitos mais como eles em África, desde o tunisino Ben Ali, "reeleito" em 2004 com 94,5 por cento dos votos, ao sudanês Omar Hassan Ahmad al-Bashir, o campeão da ignomínia, que sobrevive no poder desde 1989 em boa parte graças às guerras que promoveu no Sul do país, contra a minoria cristã, e no Darfur. Passando pelo rei da Suazilândia, Mswati III, soberano de um país onde um terço da população depende da ajuda externa, mas que gasta milhões com as suas 13 mulheres, de quem tem 27 filhos, ou pelo "exótico" e meio senil Muammar Kadhafi, o "socialista" que se desloca de limousine de tenda em tenda e ora se apresenta como amigo do Ocidente, ora faz chantagem, como sucedeu recentemente com a condenação de um grupo de enfermeiras búlgaras. Podíamos multiplicar os exemplos, citando países como a República Democrática do Congo ou a Nigéria, a Guiné-Bissau ou a Serra Leoa, mas a verdade é que a esmagadora maioria dos líderes africanos que por estes dias estão em Lisboa não só tem as mãos sujas de sangue como dirige de forma autocrática os seus países. De acordo com a Freedom House, dos 53 países africanos apenas 11 podem ser considerados livres, enquanto 20 são considerados não-livres e os restantes apenas parcialmente livres, sendo que a maior parte deles vive uma situação instável.É ao olhar para esta situação, e para como as derivas autoritárias se têm traduzido, por regra, num quebra do nível de vida e dos índices de desencolvimento humano, que só uma cegueira teimosa pode continuar a considerar que todos os males do continente são culpa dos colonizadores, como ontem fez Kadhafi (esquecendo-se de que falava numa cidade que já foi uma colónia árabe...) e como tem vindo a fazer o PCP. É também por isso que, apesar da obsessão oficial de querer fazer do "caso Mugabe" um fait-divers sem interesse que não deve estragar a cimeira, é necessário repetir que nunca África se libertará da sua condição sem melhorar a qualidade e a transparência dos seus muitos governos. Até porque não vale a pena ser hipócritas e dizer, piedosamente, que quando há corruptos há corruptores. Essa verdade lapalassiana ignora aquilo que praticamente todos os empresários portugueses que trabalham em Angola, por exemplo, sabem: ou há dinheiro por fora, ou não há negócio.Era bom que isso fosse dito em voz alta na cimeira que hoje começa em Lisboa.

