terça-feira, 8 de abril de 2008

Psychedelic Furs - "Ghost In You" - Lost in Translation


LOST IN TRANSLATION (2003)


Realização: Sofia Coppola

Com: Bill Murray e Scarlett Johansson

Perdidos e achados
Todos temos os nossos momentos na vida. Nalguns deles, como nos parece dizer Sofia Coppola A realizadora), andamos completamente perdidos. Seja nas relações ou na cidade por onde passeamos. Até mesmo no reconhecimento difícil do rosto que vemos ao espelho... É um filme humanamente enriquecedor e tão tumultuoso quanto apaziguador. Musicalmente opulento. Minimalista nos diálogos. Extremamente complexo e sereno nas ideias que lança a quem o vê.


“Lost in Translation” é sobre dificuldades de comunicação, sobre a simples falta de entendimento emocional e afectivo das pessoas e sobre cumplicidade - afinal, o elo mais forte a unir Charlotte (Scarlett Johansson) e Harris (Bill Murray), dois ‘aliens’ num mundo onde pululam néons, jogos de vídeo, as importações das mega-stars do show business mundial e a aceitação de um mundo novo. Um mundo que, tal como afirma Charlotte, só se vive verdadeira e originalmente da primeira vez.



Ricardo Jorge Tomé, RTP










"Lost in Translation" é sem dúvida um dos filmes que mais gostei nos últimos cinco anos. É preciso vê-lo com uma certa disponibilidade mental e com um sorriso melancólico, já que tem tanto de cómico como de triste.


Se tiverem oportunidade vejam o filme.





Vejam a seguir imagens do filme, que têm uma música de fundo dos Psychedelic Furs - "Ghost In You". É bonito!






domingo, 6 de abril de 2008


Milhares desfilam em Paris exigindo a libertação de Ingrid Betancourt

Lusa

Ingrid Betancour, feita refém há 6 anos, está em risco de vida com vários problemas de saúde
Gritando frases de ordem como “libertem todos os reféns”, uma multidão de 25.000 pessoas participou na “Marcha Branca” na capital francesa para reclamar a libertação de Ingrid Betancourt, Luso-colombiana que se encontra refém das FARC há já seis anos e com a vida em risco devido a problemas de saúde.


Na capital francesa foram muitos os políticos que se integraram na marcha. A jovem esposa do presidente francês, Carla Bruni-Sarkozy, a Presidente da Republica argentina, Cristina Kirchner, o ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Bernard Kouchner, foram alguns dos muitos políticos que se quiseram associar a esta manifestação pela libertação dos reféns das FARC.

A França através da palavra do chefe da sua diplomacia, Bernard Kouchner, garantiu aos manifestantes e ao mundo que nunca iria desistir dos seus esforços de libertar a refém.

“Hoje as pessoas questionam-nos sobre essa missão humanitária tentando saber se vamos desistir” afirmou Kouchner.

Nós não iremos nunca parar os nossos esforços, nunca pararemos os nossos esforços” garantiu o ministro dos Negócios estrangeiros francês á multidão vestida de branco em honra da paz na Colômbia.

Cristina Kirchner, presidente da Argentina dirigiu-se aos manifestantes para fazer um apelo a que se “levantem todos os obstáculos que impedem” a libertação de todos os reféns na Colômbia, sublinhando que “aqueles que devem empregar os maiores esforços são as autoridades democráticas” numa clara alusão ao presidente colombiano, Álvaro Uribe.

"Liberdade! Liberdade para todos os reféns!", gritou o filho de Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, de 19 anos, que foi aclamado pela multidão. "Que estes gritos de liberdade atravessem o Atlântico e cheguem aos ouvidos do presidente colombiano e das FARC”, rematou o jovem.

Nas manifestações um pouco por toda a França participaram cidadãos, eleitos locais e regionais e outros políticos vestidos de branco. Uma ideia comum a todos foi a da exigência da libertação dos reféns na Colômbia e o início de um verdadeiro processo de paz naquele país sul-americano.

Missão humanitária continua à espera de autorização para socorrer Ingrid Betancourt

A França enviou na passada quarta-feira uma missão humanitária conjunta com a Suiça e a Espanha. Para tentar entrar em contacto com as as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e conseguir socorrer a antiga candidata à presidência colombiana.

A missão encontra-se num impasse tendo a guerrilha colombiana, ontem, revelado a intenção de não libertar a refém aprisionada há mais de seis anos nas matas colombianas.

Um líder das FARC afirmou ontem em entrevista publicada num jornal "inadmissível" a exigência de libertação de mais reféns sem que antes o governo colombiano liberte alguns dos 500 guerrilheiros detidos.

"Não é admissível que nos peçam mais gestos de paz quando, depois de tantas mostras de boa-fé e da nossa vontade política de encontrar saídas para o conflito, nos respondem com infâmias e maledicência", afirmou Rodrigo Granda.

"Todos nos lembramos de que foi um telefonema do governo francês a permitir localizar e bombardear o acampamento de Reyes", afirmou Granda.

O que foi noticiado na altura foi que terá sido uma chamada telefónica do presidente da Venezuela Hugo Chavez para o líder da guerrilha colombiana que terá sido interceptada e permitiu a localização do terrorista e a posterior operação que levou ao seu abate.

O telefonema terá ocorrido no dia 27 de Fevereiro, dia em que foram libertados pelas FARC quatro deputados colombianos (Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem), após quase sete anos de sequestro.

Hugo Chávez, emocionado pela libertação dos sequestrados, terá telefonado a Reyes (aliás Luis Edgar Devia) a informá-lo de que tudo tinha corrido bem, conforme assinalou a Radio Cadena Nacional citando "altas fontes militares" colombianas.

Os serviços de informações localizaram a chamada e detectaram que Reyes estava em território colombiano perto da fronteira com o Equador, atravessou-a "e logo veio o bombardeamento", na sexta-feira à noite e na madrugada de sábado, quando foram mortos o chefe rebelde e cerca de 20 outros guerrilheiros.

A guerrilha marxista propõe trocar Ingrid Betancourt e outros 38 reféns a que chama “políticos” dos quais três têm a nacionalidade americana, por quinhentos guerrilheiros que se encontram presos na Colômbia no quadro de um acordo global.

O movimento guerrilheiro tem neste momento sob sua custódia nas matas da Colômbia em local por si controlado, cerca de 2.800 pessoas em conjunto com o Exército de Libertação Nacional (ELN) de inspiração guevarista.

Eduardo Caetano,RTP

2008-04-06 18:28:52

Podem visionar um vídeo da RTP sobre a situação de Ingrid Betancourt em:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=337812&tema=31

sábado, 5 de abril de 2008

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Albânia e Croácia oficialmente convidadas a fazer parte da NATO


Cimeira da Aliança Atlântica, em Bucareste
03.04.2008 - 12h14 Agências

A Albânia e a Croácia foram hoje oficialmente convidadas a juntarem-se à NATO pelos dirigentes da Aliança Atlântica reunidos em Bucareste, indicou o secretário-geral da organização, Jaap de Hoop Scheffer. Por outro lado, ficou entendido que a Macedónia também se poderá juntar ao grupo quando resolver o conflito que mantém com a Grécia por causa do seu nome oficial. No que toca à Ucrânia e à Geórgia, a Aliança comprometeu-se a admitir as suas candidaturas, mas recusou aos dois países, para já, o estatuto de "candidatos oficiais". O primeiro-ministro da Albânia apressou-se a comentar a adesão do país à NATO, afirmando que esse feito irá garantir a liberdade para a nação, mas lamentou a decisão em relação à vizinha Macedónia, indicando que isso poderá encorajar os radicais e provocar a instabilidade nos Balcãs.O Presidente norte-americano, George W. Bush, manteve o seu silêncio sobre a Geórgia e a Ucrânia, mas saudou o convite à Albânia e à Croácia, lamentando que a Macedónia não tenha recebido o mesmo convite. A Grécia mantém um velho diferendo com Skopje sobre o nome da antiga república jugoslava, por considerar que esse nome - Macedónia - pertence ao seu património histórico nacional."Estou contente pelo facto de a Aliança ter convidado a Albânia e a Croácia a tornarem-se membros da NATO", indicou Bush.
Ucrânia e Geórgia ficam, para já, de fora
"A NATO saúda as aspirações euro-atlânticas da Ucrânica e da Geórgia e os dirigentes da NATO estão empenhados em que estes dois países se tornem membros da Aliança", declarou Jaap de Hoop Scheffer, lendo um comunicado à imprensa. Este ponto originou discussões acaloradas até ao último minuto entre os chefes de Estado e de Governo dos 26 países membros, indicaram alguns diplomatas.Por agora - precisou Scheffer - "a NATO vai continuar a manter com Kiev e Tbilissi um diálogo intensivo para a continuação das reformas" e "a situação será revista em Dezembro pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO".A Geórgia apressou-se a qualificar de "histórica" a promessa de se tornar um dia membro da Aliança Atlântica. "A decisão que foi tomada foi a de aceitar que nós avancemos em direcção a uma adesão à NATO e nós consideramo-la como um sucesso histórico", declarou à AFP o ministro georgiano para a integração europeia, Giorgi Baramidze.


Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324673&idCanal=11
Até onde se expandirá a NATO?

Coldplay - "Don't Panic"



Será que não é razão para estarmos preocupados?

Os coldplay um dos meus grupos favoritos. Recordo que, entre outros aspectos, os Coldplay têm participado em campanhas a favor do "Comércio Justo".

Abbé Pierre e os Companheiros de Emaús


Quem é e o que nos deixou Abbé Pierre ?


O Abbé Pierre não é só o fundador de Emaús ele é também o seu "fundamento". Quer isto dizer que o espírito do movimento se reporta naturalmente aos sonhos e ideias de Abbé Pierre, a sua maneira de ser e estar, sentir e agir. Não sendo um organizador, (disse-o várias vezes), foi um aglutinador de boas vontades. Força extraordinária de libertação do AMOR, nele próprio e nos que ele toca, de uma maneira ou de outra. No coração da vida de Abbé Pierre está a pessoa humana e, por isso mesmo, a sua indignação sempre que é espezinhada. A sua vida é um grito. Um grito de AMOR contra a indiferença geral. Uma sucessão de indignações que teve a coragem de tomar em mãos. E os outros? Na história de Emaús e de Abbé Pierre é este o grito sempre retomado. Grandes coisas têm, muitas vezes, humildes começos. Sem que se lhe desse importância de início, aos poucos se foram acordando consciências, inflamando corações, juntando as boas vontades. Aí estão espalhados pelo mundo, algumas centenas de grupos e comunidades que "tragam à luz a aflição dos explorados, dos excluídos, dos esquecidos, para a tornar insuportável aos poderes, o da opinião pública e a dos governos, de tal modo insuportável que se vejam forçados a querer destruir-lhes as causas".


Délia- Responsável da Associação Emaús Caminho e Vida



Biografia de Abbé Pierre


A primeira vocação de Henri Antoine Groués (este é o nome de baptismo do Abbé Pierre) foi franciscana: ingressou na ordem dos capuchinhos, mas saiu poucos anos depois, por motivos de saúde, sendo admitido no clero de uma diocese francesa. A sua alma ficou sempre fortemente marcada pelo amor à pobreza e aos mais desprotegidos. Viveu os primeiros anos de sacerdócio no período da Segunda Guerra Mundial, dedicando-se ao salvamento de pessoas da polícia secreta nazi: falsificava passaportes, e ajudava judeus e cidadãos da Polónia a passar a fronteira. Organizou um grupo de resistência armada até ser preso, mas conseguiu fugir escondido num saco do correio, num avião para a Argélia.
Em 1949, já enquanto deputado Abbé Pierre vivia numa casa que ele próprio restaurou e onde começou a caminhada de Emmaús, acolhendo pessoas com dificuldade, desde jovens a indivíduos sem-abrigo. Foi no decorrer deste ano que fundou o que viria a ser Emmaús Internacional, iniciativa que parte de um momento crucial na sua vida, o encontro com George Legaey no momento em que este estava quase a suicidar-se. Emaüs nasce como uma iniciativa que pretende “ agir para que cada pessoa, sociedade ou nação possa viver e afirmar-se num mundo de partilha e de dignidade igualitária.”




Frases de Abbé Pierre:



  • "Se querem fazer uma patifaria a um amigo, desejem-lhe que se torne uma vedeta."


  • "Satre dizia que o inferno são os outros; eu digo que o inferno é cada um viver afastado dos outros."


  • "... tudo é planetário. Não podemos nunca dizer, diante de qualquer tragédia, que não sabiamos. Não é verdade, agora sabemos tudo."

Princípios orientadores os Companheiros de Emaús:


Trabalho: "Não aceitaremos, até que nos faltem as forças, que a nossa subsistência dependa de algo que não seja o nosso trabalho."


Comunidade: "O trabalho é um serviço de todos. Nenhum de nós poderá ser considerado a partir de outra coisa que não seja a dignidade humana, seja qual for o seu passado, a sua origem e as suas opiniões."


Serviço: "A finalidade do nosso trabalho é socorrer todo e cada um daqueles que estiverem em perigo, especialmente os sem abrigo, e servir a verdadeira paz."

Recordo a todos que na aula do dia 8 de Abril vamos ter, durante a aula de Geografia C, uma palestra/debate sobre o movimento Emáus, Caminho e Vida, com a presença de responsáveis e utentes deste movimento. Esta sessão decorrerá na Videoteca da Escola. Lembro, ainda, que está a decorrer no Centro de Recursos da Escola uma exposição sobre Abbé Pierre.

Vídeos sobre Abbé Pierre:





terça-feira, 1 de abril de 2008

Abundâncias e sobrevivências


Recebi há dias um mail com um conteúdo (em inglês) que gostaria de partilhar convosco e que comentassem. Para acederem a esse conteúdo, cliquem aqui.

A cidade e o futebol


Futebol: FC Porto é uma marca forte embora com menos impacto do que a Casa da Música ou Serralves

08 de Fevereiro de 2008, 12:50

O FC Porto é uma marca forte, a exemplo do Vinho do Porto, embora com menos impacto do que o Museu de Serralves ou a Casa da Música, foi hoje defendido durante um debate sobre "A Cidade e o Futebol" realizado em Serralves.
O FC Porto e a sua relação com a cidade e a câmara dominaram boa parte das intervenções, que começaram na noite de quinta-feira e terminaram na madrugada de hoje, com o advogado António Lobo Xavier a sustentar que "o futebol não é só turismo".
Considerou tratar-se "do desporto que tem mais potencialidade de progressão, no sentido de ganhar adeptos e espectadores".
Lobo Xavier referiu que "há quem pergunte" na Fundação de Serralves por que é o FC Porto não faz parte da instituição e revelou que Serralves quis que a Gestifute fosse um dos seus fundadores.
O advogado, um dos três vice-presidentes da Fundação de Serralves, falava durante uma conferência sobre "O Futebol e a Cidade", a primeira do ciclo "Olhares Cruzados sobre o Porto" que a Universidade Católica do Porto e o diário PÚBLICO programaram para este mês.
Jurista, gestor, comentador político e membro do Conselho Consultivo do FC Porto, Lobo Xavier interveio na conferência como "comentador", juntamente com o geógrafo urbano Álvaro Domingues.
Os jornalistas Bruno Prata, do PÚBLICO, e Carlos Daniel, da RTP, encarregaram-se da apresentação e moderação, respectivamente.
Ao dar o exemplo da Gestifute, empresa detida pelo empresário Jorge Mendes, Lobo Xavier realçou tratar-se de uma empresa do universo do futebol que é "considerada pelos observadores uma mais avançadas no mundo na gestão de carreiras e imagem" de futebolistas.
Do portfolio da Gestifute fazem parte jogadores como Cristiano Ronaldo, Deco e Ricardo Quaresma.
"Serralves quis que a Gestifute fosse uma das suas fundadoras", revelou Lobo Xavier.
O advogado revelou também que ainda hoje se discute em Serralves por que é o FC Porto não integra aquela instituição ligada ao universo das artes.
"O problema é que se discute o futebol como um negócio negro, com má fama, muito embora a mais recente campanha oficial de promoção turística de Portugal utilize figuras como José Mourinho e Cristiano Ronaldo, ambos famosos, vencedores e bem sucedidos", frisou Lobo Xavier.
O geógrafo urbano Álvaro Domingues notou que há "uma tensão por revolver" entre a Câmara Municipal do Porto e o principal clube da cidade, que começou com a eleição do social-democrata Rui Rio para presidente da autarquia em 2001.
Rui Rio rompeu com o FC Porto, quebrando assim as relações estreitas que a autarquia e o FC Porto mantiveram nos anos 90, quando o PS e Fernando Gomes/Nuno Cardoso governaram a cidade.
O que Rio inaugurou, disse Álvaro Domingues, foi "um discurso político construído contra o futebol".
Para Lobo Xavier, que nunca mencionou o nome do autarca do PSD, trata-se de "uma marca política de uma estratégia que funcionou" e que "não foi tal mal sucedida quanto isso do ponto de vista eleitoral".
Álvaro Domingues entende, no entanto, que essa estratégia teve "necessidade de construir uma ruptura com o passado", tendo como princípio uma "mentalidade calvinista virtuosa".
"Mas o que é certo é que esse registo pega", concluiu.
Domingues defendeu que "os clubes deviam ter maior visibilidade social", como acontece nomeadamente na Argentina.
Lobo Xavier entende, no entanto, que "o FC Porto não precisa da câmara municipal para nada, mas que pode reclamar, em nome da cidade uma não hostilidade".
O advogado sublinhou que lhe "custa a ideia de que o sucesso do FC Porto seja indiferente para a cidade".
Lobo Xavier disse mesmo "não perceber que a cidade do Porto possa ser vendida como produto turístico sem o FC Porto ao lado".
No entanto, o advogado também defendeu que o FC Porto deve manter-se "desligado de combates regionalistas" e "procurar o maior êxito possível, o que significa fazer adeptos".
"O clube não ganha nada em ser utilizado como instrumento, não devendo participar em coisas que provocam conflitos e tensões", frisou.
AYM.
Lusa



Em complemento, podem visionar o vídeo do debate em http://artes.ucp.pt/ocp/. Se tiverem tempo vejam pelo menos a parte inicial que corresponde à apresentação do tema por parte do jornalista Bruno Prata.


Numa altura em que o FC Porto é falado pelas piores razões, importa analisar qual a importância de um clube de futebol, como este, para a projecção internacional e o desenvolvimento de uma cidade, como a do Porto.

terça-feira, 25 de março de 2008

Indisciplina nas escolas públicas portuguesas

Penso que todos já devem ter visto, até à exaustão, estas imagens que se referem a uma situação de grave indisciplina que ocorreu no último dia de aulas do 2º período no 9º C da Escola Secundária Carolina Michaelis, do Porto.



Esta situação tem constituído um dos grandes temas da última semana nos media portugueses. Já ouvimos muitos comentários sobre esta situação, de políticos até aos representantes dos encarregados de educação.
Mas agora, gostava de saber a opinião dos alunos, dos meus alunos.
O que é que pensam de tudo isto? Como é que reagiram quando viram estas imagens pela primeira vez? Como é possível chegar a esta situação nas escolas públicas portuguesas? O que é que deve ser feito para evitar que situações como esta, ou até piores, voltem a acontecer nas escolas públicas?

domingo, 23 de março de 2008


Tibete: Recusa de diálogo justifica "medidas de boicote" aos Jogos Olímpicos, diz Presidente do Parlamento Europeu
Entrevista do Presidente do Parlamento Europeu a jornal alemão

O presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert Pöttering, defendeu hoje "medidas de boicote" aos Jogos Olímpicos de Pequim caso a China continue a recusar dialogar com o líder espiritual tibetano Dalai Lama."Pequim tem de se decidir. É preciso entrar em conversações imediatamente com o Dalai Lama, mas se não houver nenhum sinal de comunicação, eu considero que as medidas de boicote [dos Jogos Olímpicos] serão justificadas", referiu Pöttering numa entrevista a um jornal alemão. De acordo com a agência France Press (AFP), que cita o jornal "Bild am Sonntag", o presidente do Parlamento Europeu salientou que também ele quer que os jogos aconteçam entre 8 e 24 de Agosto, conforme programado, "mas nunca ao preço do genocídio cultural dos tibetanos". Pöttering apela assim aos países da União Europeia a falar "a uma só voz" em matéria de defesa dos Direitos Humanos no Tibete. "A China é um parceiro importante da Europa, por exemplo na protecção do clima. O diálogo e a cooperação devem assim ser recíprocos. No entanto, o povo tibetano não deve ser sacrificado. Perderíamos o nosso amor-próprio", considerou.
Deve haver boicote aos Jogos Olímpicos de Berlim por parte dos países ocidentais, caso a China não dialogue com o líder espiritual tibetano Dalai Lama?
P.S. : Em complemento a este "post", sugiro que participem no inquérito sobre esta mesma situação que consta na barra do lado direito deste blogue.

sexta-feira, 21 de março de 2008


Uma boa Páscoa para todos os alunos do 12º H e respectivas famílias.




São os votos do professor Eduardo Vales

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cinco anos depois do início da ofensiva militar

"Êxito que está a ser vivido no Iraque é inegável", diz Bush

O Presidente norte-americano prepara-se para dizer hoje, num discurso por ocasião do quinto aniversário do início da guerra no Iraque, que "expulsar Saddam do poder foi uma boa decisão " e que a guerra foi "uma grande vitória estratégica", apesar de ter sido combatida com "altos custos". De acordo com alguns excertos do discurso agendado para hoje à tarde no Pentágono, e que chegaram aos meios de comunicação social, o Presidente norte-americano dirá que "o êxito" que está a ser vivido no Iraque é "inegável"."Expulsar Saddam Hussein do poder foi uma boa decisão e este é um combate que a América pode e deve ganhar", indicará Bush no discurso avançado pela Casa Branca. De acordo com a estratégia mantida desde o início da guerra, Bush vai vincular a invasão do Iraque à "guerra contra o terrorismo" que os Estados Unidos lançaram após os atentados de 11 de Setembro. A intervenção prevista para hoje foi antecedida de declarações do vice-Presidente norte-americano Dick Chenney, que assegurou na segunda-feira, durante uma visita-surpresa à capital iraquiana, que os esforços destes cinco anos "valeram a pena". O Exército americano mantém actualmente cerca de 160 mil soldados no Iraque. No início da invasão a cifra atingia os 225 mil. O número foi sendo reduzido nos meses seguintes mas de novo aumentado para os 175 mil quando foi lançado o plano de segurança em Bagdad. Cinco anos depois do início da ofensiva militar, a guerra causou - de acordo com as estimativas mais baixas - a morte a cerca de 82 mil civis iraquianos, apesar de outros estudos indicarem que o número total de mortos ascende aos 600 mil. Por oposição, o número de soldados norte-americanos mortos ronda os 4000 e o de soldados britânicos os 170. Nos dias que antecederam a guerra, a Administração Bush fixou o custo da guerra entre os 50 e os 60 mil milhões de dólares. Actualmente, a cifra rondará um milhão de milhões de dólares.
Nota: o PIB de Portugal em 2007 era de, aproximadamente, 210 mil milhões de dólares.


A guerra no Iraque foi uma boa decisão?
Valeu mesmo a pena? Foi um êxito?
Os EUA tornaram-se mais fortes perante a comunidade internacional?
O Mundo está agora mais seguro?

domingo, 16 de março de 2008


Crise financeira coloca economia mundial em território desconhecido



15.03.2008, Sérgio Aníbal

Petróleo a 110 dólares, divisa norte-americana em queda e acesso ao crédito mais difícil. A economia mundial enfrenta um cenário nunca antes visto


Dólar com novos mínimos face ao euro, libra e iene. Petróleo, ouro e bens alimentares com máximos históricos. Clima de desconfiança e medo entre as instituições financeiras. E queda a pique dos preços e vendas de casas nos EUA, Reino Unido e Espanha. A combinação de notícias negativas que tem surgido, dia após dia, nos mercados internacionais está a colocar a economia mundial em território desconhecido, tornando cada vez mais difícil a tarefa das autoridades políticas e monetárias de limitarem os danos e controlarem a situação.Ontem, mantendo a tendência da última semana, repetiram-se os recordes, a instabilidade e as ameaças de falência nos mercados mundiais, fazendo parecer que tudo o que pode correr mal acaba, na actual conjuntura, mesmo por acontecer. Um dos primeiros problemas é a queda do dólar. Não é uma surpresa, tendo em conta excessos de endividamento cometidos ao longo da última década nos EUA, mas a verdade é que está a superar todas as expectativas. Aos preços de ontem, era possível trocar um euro por 1,54 dólares e com uma unidade da divisa norte-americana já não se conseguiam comprar nem 100 ienes. E se há sempre quem, a curto prazo, possa beneficiar com um dólar fraco - os exportadores norte-americanos e os turistas europeus, por exemplo - começa-se a chegar a um ponto em que, de uma forma ou de outra, todos acabam prejudicados. A queda do dólar, para além de colocar a Europa e Ásia em dificuldades para escoar as suas exportações, está também a contribuir de forma decisiva para a escalada de preços das matérias-primas. Os produtores colocam os seus bens nos mercados em dólares e pretendem, com uma subida de preços, compensar a perda de poder de compra que têm devido à quebra desta divisa. Desta forma se explica uma parte significativa da subida do preço do petróleo - que ontem já valia 111 dólares por barril - e dos preços de bens alimentares como o trigo e o milho. E aqui há outro problema. A subida poucas vezes vista dos preços nas matérias-primas, especialmente do petróleo, leva a que a inflação se mantenha persistentemente alta em quase todos os pontos do globo. Ontem, o Eurostat anunciou que, em Fevereiro, a inflação na Zona Euro subiu para um máximo de 3,3 por cento. Mais inflação significa não só uma perda de poder de compra dos consumidores, mas também menos espaço para que os bancos centrais, especialmente o europeu, possam cortar as suas taxas de juro e, assim, ajudar a contrariar o aperto de crédito a que se assiste nos mercados financeiros e a dar um estímulo para que as empresas e as famílias invistam e consumam mais.

Situação única

Os resultados desta combinação de factores já estão à vista, especialmente nos EUA. Ontem, Martin Feldstein, ex-presidente do NBER - a entidade que define nos EUA se a economia está ou não em recessão - já reconheceu que "a situação é muito má, está a ficar pior e os riscos apontam para que venha ainda a deteriorar-se mais". Esta declaração é apenas a última amostra da incapacidade que começam a revelar os economistas em antecipar quais podem ser as consequências desta combinação, muito poucas vezes vista, de factores negativos. "É uma situação relativamente única", afirma Luís Campos e Cunha. "Não é fácil encontrar paralelo histórico", reconhece João Ferreira do Amaral. O ex-ministro das Finanças diz estar "muito preocupado", especialmente depois da sequência de notícias do último mês, assinalando que "esta é uma crise que atinge o coração da economia, que é o sistema financeiro". Ferreira do Amaral, professor do ISEG, defende mais estímulos orçamentais e diz que "o BCE está a cometer um grave erro ao não descer taxas, aumentando as probabilidades de que a crise monetária e financeira se torne numa crise económica real". "Está aqui a ser jogado muito do futuro do estatuto do BCE", afirma. Campos e Cunha, pelo contrário, avisa que "as receitas tradicionais podem, neste caso, não funcionar" e afirma que a preocupação deve estar centrada em garantir que se "pode socorrer as entidades financeiras que entrem em dificuldades".






sexta-feira, 14 de março de 2008

Monges tibetanos lideram nova contestação

Centenas de pessoas manifestam-se na capital tibetana contra o domínio chinês

Centenas de pessoas juntaram-se hoje na capital tibetana em novas manifestações lideradas por monges budistas contra a administração chinesa no Tibete, queimando carros da polícia, com a tensão a aumentar na região, informou a Radio Free Ásia. De acordo com a agência Nova China, há notícia de feridos em resultado destas manifestações. De acordo com declarações de uma testemunha à mesma rádio, os manifestantes são já às centenas, incluindo monges e civis, e foram incendiados carros da polícia e do exército no centro de Lhasa. Estas são as mais recentes manifestações no Tibete, as maiores desde 1989, contra a administração chinesa da região, numa espiral de tensão que vem aumentando desde segunda-feira e que já levou dois monges a tentar o suicídio e as autoridades chinesas a cercar e encerrar mosteiros. O Departamento da Região Autónoma do Tibete em Pequim disse hoje à Lusa que os pedidos de autorização para entrada no Tibete estão suspensos."Não é possível pedir licenças de entrada", disse um funcionário do departamento, que não se identificou nem soube dizer quando será possível voltar a pedir autorizações de viagem para o Tibete, onde o governo chinês só permite a entrada de estrangeiros com um vistos de viagem especiais, que são quase sempre recusados aos jornalistas. A Radio Free Asia informou ainda que os monges budistas do mosteiro de Sera iniciaram ontem uma greve de fome dentro do próprio mosteiro e recusam comer ou dormir até que as autoridades libertem os monges alegadamente presos ao longo das manifestações desta semana. "Há uma atmosfera crescente de medo e tensão em Lhasa no momento", disse à imprensa estrangeira Kate Saunders, porta-voz da organização Campanha Internacional pelo Tibete (CIT), sedeada em Londres. "Muitos outros monges estão também a ferir-se a si próprios em desespero,"disse uma fonte anónima à Rádio Free Asia. De acordo com a CIT, as manifestações estenderam-se já aos mosteiros de Reting e de Ganden, para além de Sera, os mais importantes mosteiros da região, chamados "três pilares do Tibete". Milhares de militares e de elementos da polícia paramilitar cercaram os três mosteiros, segundo a CIT. Uma agência de viagens de Pequim confirmou hoje à Lusa ter informações que "os três mosteiros estão fechados a visitas de grupos turísticos". As manifestações voltam a pôr em causa a forma como a China administra o Tibete, poucos meses antes dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, que decorrem entre 8 e 24 de Agosto. Os protestos começaram na segunda-feira, o aniversário da entrada das tropas chinesas no Tibete em 1959, para esmagar uma revolta falhada contra a presença da China na região e na sequência a qual o Dalai Lama, líder religioso tibetano, partiu para o exílio na Índia. A China insiste que o Dalai Lama não é um líder religioso mas sim um líder político separatista que busca a independência do Tibete. O Dalai Lama, Prémio Nobel da Paz em 1989 pela sua dedicação não-violenta pela causa tibetana, diz ter abandonado as exigências iniciais de independência para o Tibete, defendendo uma "autonomia real e significativa" que preserve a cultura, a língua e o meio ambiente tibetanos.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322589&idCanal=11 (14/03/08)

terça-feira, 11 de março de 2008

Migrações no século XXI causadas pelo aquecimento global

Relatório sobre as consequências das alterações climáticas discutido quinta-feira em Bruxelas




As alterações climáticas vão pôr as populações mundiais em movimento durante as próximas décadas. Esta é uma das conclusões do relatório feito por Javier Solana, alto-comissário de política externa e da segurança comum da União Europeia (UE), e Benita Ferrero-Waldner, comissária europeia das Relações Externas. O documento, que vai ser apresentado na próxima quinta-feira em Bruxelas, no Conselho Europeu, adverte para um futuro com falta de recursos, problemas sociais e conflitos políticos. No relatório de sete páginas a que o diário britânico "Guardian" teve acesso, fica claro que as consequências do aquecimento global vão para além das crises humanitárias, pondo também em risco as relações políticas entre os países. As alterações climáticas provocam problemas que podem trazer ainda mais ameaças porque “agravam os stresses e as tensões que existem dentro e entre os países”, sublinha Javier Solana, num artigo de opinião publicado na edição on-line do "Guardian". Segundo o documento, estas tensões já estão a ser sentidas. No último ano, os apelos humanitárias feitos às Nações Unidas foram maioritariamente relacionados com as alterações climáticas. Alguns países já exigiram à comunidade internacional que este fenómeno seja reconhecido como uma razão válida para a emigração. No futuro, prevê-se que este tipo de movimentos migratórios irá afectar milhões de pessoas. O recuo das zonas costeiras vai diminuir o território de vários países e pôr em risco a vida de um quinto da população mundial. A falta de água e a desertificação, a redução de terreno arável e das reservas piscícolas e a competição pelos recursos energéticos cujas reservas encontram-se em zonas vulneráveis a estes fenómenos, vão ter repercussões a nível mundial.Do ponto de vista social, todas estas pressões podem instigar conflitos étnicos e religiosos e radicalizar as tendências políticas dos países. O relatório adverte que as regiões futuramente mais afectadas englobam os países de terceiro mundo, com menor capacidade de resposta. Estes países “não são os maiores responsáveis pelas alterações climáticas”, diz Solana, “o que pode incentivar políticas de ressentimento.”


Árctico: Conflito no Horizonte


A Europa já antevê o seu problema caseiro. À medida que as calotes de gelo do Árctico vão deixando de existir, novas vias marítimas tornam-se apetecíveis para as nações que rodeiam o Pólo Norte. Ao mesmo tempo, enormes reservas de hidrocarbonetos ficam disponíveis para quem lhes quiser deitar a mão. No ano passado, a bandeira russa hasteada no leito marinho do Árctico foi mal vista pela comunidade internacional, que interpretou o gesto como um sinal e aviso do interesse da Rússia naquela área. Javier Solana refere a importância de se discutir este problema, “com a subida das águas e o derretimento dos gelos, aumenta a necessidade do debate sobre a pertença territorial, as zonas económicas exclusivas e o acesso a novas rotas comercias.” Para o comissário a discussão científica acerca das alterações climática já acabou. É altura para consciencializar o mundo e ajudar os países que mais vão sofrer com este fenómeno, para que possam desenvolver formas de o combater. À Europa, como provável destino de futuras migrações, esperam-lhe novos desafios. Quinta-feira, os líderes da UE poderão começar a desenhar uma resposta internacional para esta problemática.

domingo, 9 de março de 2008

A viagem da minha vida

Depois de termos abordado na aula a matéria dos fluxos turísticos, seria interessante que partilhassem uns com os outros descrevendo a viagem da vossa vida. Pode ser a viagem que mais vos marcou, até ao momento, ou aquela que gostariam muito, um dia, de a concretizar: a viagem dos vossos sonhos.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Amorim suplanta Belmiro na lista dos mais ricos da revista Forbes
07.03.2008, José Manuel Rocha

No topo do ranking, também há novidades. Bill Gates perde liderança que mantinha há 13 anos para Warren Buffet e desce ao terceiro lugar da lista
Warren Buffet

É uma autêntica revolução na lista dos mais ricos do planeta. A conhecida revista Forbes revelou ontem quem é quem no reino dos multimilionários. Com fortes novidades à mistura: Américo Amorim destrona Belmiro de Azevedo em Portugal; e Warren Buffet conquista o primeiro lugar mundial ao fundador da Microsoft, Bill Gates.
Entre paredes, o "rei da cortiça" é, de facto, a grande novidade. Para além de ter entrado para a lista da conhecida revista norte-americana, fê-lo logo para primeiro lugar do ranking de portugueses (quatro este ano). Com um património de 4,6 mil milhões de euros, Américo Amorim suplanta, assim, o líder do grupo Sonae, a quem é atribuída uma fortuna de 1,33 mil milhões de euros. O facto de deter cerca de um terço das acções da Galp Energia, empresa que tem registado uma forte valorização bolsista, ajuda a explicar o salto dado por Américo Amorim. A classificação da Forbes é feita com base na capitalização bolsista dos activos dos indivíduos analisados. Mas, no que a Portugal diz respeito, as novidades não se ficam por aqui. Joe Berardo e Horácio Roque entraram também para a lista dos multimilionários (que têm mais de um milhão de dólares, segundo a revista). O investidor madeirense, que é accionista de referência do BCP, é "avaliado" em 1,18 mil milhões de euros. Ao dono do Banif é creditada uma fortuna de cerca de 920 milhões de euros. Desde a morte de António Champalimaud que a representação portuguesa na lista da Forbes se resumia à presença do patrão da Sonae (a que pertence a Sonaecom, proprietária do PÚBLICO). Quanto à verdadeira nata do ranking ontem divulgado, a surpresa chama-se Warren Buffet, que surge no primeiro lugar da lista, assim destronando o fundador da Microsoft, Bill Gates, que reinou durante 13 anos. A fortuna de Buffet foi avaliada pela Forbes em 40 mil milhões de euros (cerca de um quarto do produto interno bruto português). O conhecido investidor norte-americano terá visto a sua fortuna aumentar mais de 6,6 mil milhões de euros, essencialmente devido à valorização das acções da holding que controla, a Berkshire Hathaway. Gates, no entanto, não foi apenas ultrapassado por Buffet. Também viu passar-lhe à frente o mexicano Carlos Slim (que chegou a deter uma participação qualificada na Portugal Telecom, por alturas da OPA da Sonae-com). O património de Slim é avaliado em 39,5 mil milhões de euros. A lista da Forbes encerra algumas outras confirmações e novidades. Do lado das confirmações, o facto de haver uma longa comitiva de norte--americanos nos principais postos. Do lado das novidades, o fortíssimo assalto de indianos aos lugares mais apetecidos (o top 10). A exponencial valorização da bolsa indiana em 2007 (quase 55 por cento) poderá explicar este facto. A exemplo de outros anos, também a Rússia tem uma forte presença no pelotão dos ricos, feita à custa dos jovens investidores a quem Boris Ieltsin vendeu quase ao desbarato as principais empresas públicas - energia, metalurgia pesada, metalomecânica, banca e seguros.

Em complemento, consulta a lista de países por PIB nominal do Banco Mundial e compara com as maiores fortunas do planeta.

quinta-feira, 6 de março de 2008

À semelhança do que fez o Kosovo

Ossétia do Sul pede à UE, ONU e Rússia que reconheçam a sua independência
05.03.2008 - 11h20 AFP

A Ossétia do Sul, região separatista pró-russa da Geórgia, pediu hoje à Rússia, à ONU e à União Europeia que reconheçam a sua independência, à semelhança do que aconteceu recentemente no Kosovo, avançaram as agências russas. O apelo foi validado por um voto, hoje, no "Parlamento" da Ossétia do Sul, cuja independência unilateral declarada em 1990 não é reconhecida por nenhum país, nomeadamente pela Rússia, precisam as agências russas."O Parlamento da Ossétia do Sul pede ao secretário-geral da ONU, ao Presidente russo e à direcção dos países da União Europeia que reconheçam a independência da república da Ossétia do Sul", indica um comunicado publicado no site do "ministério da informação" da região independentista. A Ossétia do Sul e a Abkhazia, as duas regiões independentistas da Geórgia, advertiram desde o dia 17 de Fevereiro, dia da proclamação da independência do Kosovo, que iriam pedir à Rússia, ao Conselho de Segurança da ONU e à UE que também passassem a reconhecer as suas independências. Depois de terem alertado contra o risco de um "efeito dominó" com o Kosovo, as autoridades russas excluiram o reconhecimento da Ossétia do Sul e da Abkhazia, após a declaração de independência kosovar. O "presidente" da Abkhazia, Serguei Bagapch, anunciou por seu lado à agência russa Interfax que o seu "Parlamento" tomará a mesma atitude - pedir o reconhecimento da independência - até ao final desta semana.Quer a Ossétia do Sul quer a Abkhazia proclamaram as suas independências logo após o final da URSS (em 1990 e 1992, respectivamente), o que tem causado, ao longo dos anos, o confronto com as forças da Geórgia.


Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321652&idCanal=11 (06/03/08)



Geórgia
Abkhazia pede reconhecimento internacional da sua independência
07.03.2008 - 14h26 AFP


A região separatista pró-russa da Abkhazia, na Geórgia, pediu hoje à comunidade internacional que reconheça a sua independência, declarada unilateralmente após a queda da URSS, avançam as agências noticiosas russas."Após o reconhecimento da independência do Kosovo por um grande número de Estados Ocidentais, a situação geopolítica mudou de maneira significativa e as condições são favoráveis ao reconhecimento da independência da Abkhazia", estimou o "Parlamento" abkhaze numa declaração citada pela Itar-Tass e pela Interfax. O "Parlamento" abkhaze dirige-se, no documento, às duas câmaras do Parlamento russo, à ONU e à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), precisam as agências. O "Parlamento" da Ossétia do Sul, outro território separatista pró-russo na Geórgia, adoptou terça-feira uma declaração similar. A Duma, câmara baixa do Parlamento russo, vai examinar a questão na próxima quinta-feira, no quadro de uma sessão dedicada aos problemas da Comunidade dos Estados Independentes, avançou a Itar Tass."Um dos temas centrar-se-á nos pedidos de reconhecimento de independência da Abkhazia e da Ossétia do Sul recebidos pela Rússia", declarou o primeiro adjunto do chefe da comissão dos Negócios Estrangeiros da Duma, Leonid Sloutski, citado pela Itar-Tass."A Rússia não põe em causa a integridade territorial da Geórgia", precisou, porém, Leonid Sloutski, deixando entender que Moscovo não reconhece os dois territórios. A Abkhazia e a Ossétia do Sul, duas regiões limitrofes da Rússia, proclamaram unilateralmente a sua independência após a queda da União Soviética e desde essa altura que têm lutado pela autodeterminação contra as forças georgianas.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321916&idCanal=11 (07/03/08)

Novos "Kosovos" em perspectiva? Será que se vai confirmar o "efeito de Dominó" de que tanto se falava a propósito da declaração de independência do Kosovo?

quarta-feira, 5 de março de 2008



Crianças forçados em guerras de adultos



Em mais de vinte países as crianças participam directamente em guerras. É-lhes negada a infância a que têm direito e são presenteadas com o horror e a morte. Estima-se que entre 200 a 300 mil crianças tenham servido como soldados em conflitos actualmente em curso, quer fazendo parte de grupos rebeldes quer de forças governamentais. Estas crianças participam em todos os aspectos que fazem parte das guerras contemporâneas. Disparam armas na frente de combate, servem de detectores humanos de minas, participam em missões suicidas, carregam mantimentos e actuam como espiões, mensageiros ou vigias.
Psicologicamente vulneráveis e facilmente intimidáveis, as crianças tornam-se soldados obedientes. Muitas são sequestradas ou recrutadas à força, e geralmente intimadas a cumprir ordens sob ameaça de morte. Outras, juntam-se a grupos armados por desespero. À medida que o conflito vai destruindo a sociedade, deixando as crianças sem escola, obrigando-as a sair das suas casas ou a separar-se das famílias, muitas percebem que o ingresso nos grupos armados é a sua única hipótese de sobrevivência. Outras ainda, ao ingressar em grupos militares procuram apenas escapar à pobreza ou vingar membros da família que tenham sido mortos por facções opostas. O Observatório dos Direitos Humanos (Human Rights Watch) tem denunciado vários países pela utilização de crianças-soldado: Angola, Birmânia, Burundi, Colômbia, República Democrática do Congo, Líbano, Libéria, Serra Leoa, Sri Lanka, Sudão, Uganda. A UNICEF tem realizado programas de desmobilização de crianças-soldado, em países como a Serra Leoa e o Afeganistão. A ideia é dar novas oportunidades a estas crianças, nomeadamente através da escolarização. A falta de fundos ou quebra nos apoios internacionais compromete muitas vezes estes programas. A fragilidade dos acordos de paz assinados pelas partes envolvidas nos conflitos e tantas vezes violados também contribui para o fracasso da tentativa de desmobilização das crianças-soldado. Acresce que muitas das crianças ex-soldado quando regressam a casa não têm já uma estrutura familiar à sua espera. Os programas apontam ainda a necessidade de ajudar as crianças a adaptar-se à nova realidade existente nas suas comunidades. A mensagem da UNICEF é a aposta na educação. Recentemente, em Fevereiro de 2007, durante a Conferência Internacional de Paris sobre as Crianças-soldado, os 58 países presentes comprometeram-se a lutar pela libertação incondicional destas crianças. Entre os compromissos assumidos num documento que resultou da conferência, pede-se aos Estados que as crianças-soldado sejam vistas como vítimas antes de serem acusadas de crimes aos olhos do direito internacional. Pede-se também que um menor que fuja ao recrutamento seja beneficiado pelo direito de asilo. Uma última chamada de atenção vai para o facto de as meninas estarem excluídas dos programas e das iniciativas diplomáticas sobre as crianças-soldado. Uma situação que os países participantes se comprometeram a "reverter e a corrigir". Nas várias abordagens internacionais relativas ao problema, entende-se por criança-soldado qualquer pessoa que tenha menos de 18 anos e faça parte de qualquer tipo de força armada organizada ou não organizada. A definição nunca se refere apenas a crianças que usem ou tenham usado armas. Vai mais longe. Aplica-se a crianças que possam ter desempenhado no grupo armado funções tão diversas como transportar equipamentos, cozinhar ou servir de mensageiros. E a raparigas que tenham sido recrutadas para fins sexuais ou para «casamentos» forçados.


Notas recolhidas nos relatórios do Observatório dos Direitos Humanos (Human Rights Watch) sobre crianças-soldado




Nepal (Janeiro de 2007)


Milhares de crianças foram recrutadas pelo Partido Comunista do Nepal (Maoísta) durante 10 anos de guerra civil. Crianças estiveram na linha da frente do conflito, receberam treino em armas e realizaram acções de suporte militar e logístico cruciais aos Maoístas. Apesar do governo ter assinado um acordo de paz, em Novembro de 2006, os Maoístas continuaram a recrutar crianças tendo recusado libertar algumas que já integravam as suas forças.




Sri Lanka (Janeiro de 2007)


O grupo Karuna tem sequestrado centenas de crianças no Sri Lanka Oriental para combater. Este grupo é liderado pelo antigo comandante de um outro grupo, os Tigres de Libertação da Pátria Tamil, e seu actual opositor. As forças de segurança governamental longe de parar os sequestros facilitam o trabalho aos sequestradores, permitindo o transporte das crianças por postos de segurança a caminho dos campos de treino. A denúncia consta do último relatório do Observatório dos Direitos Humanos.




Burundi (Junho 2006)


Longe de casa Durante os treze anos da guerra civil no Burundi, crianças têm sido recrutadas e usadas como combatentes pelos dois lados envolvidos no conflito. Mais de três mil crianças foram desmobilizadas, mas o grupo rebelde denominado Forças de Libertação Nacional (FLN) continua a usar crianças como combatentes e como auxiliares em várias tarefas logísticas. Por outro lado, dezenas de crianças que serviram ou são acusadas de ter servido como soldados nas FLN estão agora sob custódia governamental, no entanto, sem qualquer tipo de assistência.




África Ocidental (Março 2005)


Juventude, pobreza e sangue: A herança letal dos guerreiros regionais Desde 1989, jovens soldados têm lutado em conflitos armados na Libéria, Serra Leoa, Guiné, Costa do Marfim, sempre cruzando fronteiras entre países vizinhos para lutar pelo seu sustento económico como mercenários.




Libéria (Fevereiro 2004)


Mais de 15 mil crianças-soldado lutaram nos dois lados da guerra civil na Libéria e muitas unidades eram formadas essencialmente por crianças. O relatório do Observatório dos Direitos Humanos sobre este país, assinala não apenas os abusos cometidos sobre as crianças-soldado, como as violações que estas foram forçadas a exercer sobre os civis. O relatório alerta que a paz na África Ocidental vai depender do sucesso da reintegração das crianças-soldado na sociedade.




Colômbia (Setembro 2003)


Mais de 11 mil crianças combatem no conflito armado na Colômbia tanto do lado da guerrilha como das forças paramilitares. Ambas as forças confiam às crianças-soldado a execução de verdadeiras atrocidades, tais como executar outras crianças no deserto. A guerrilha chama "abelhinhas" (little bees) às crianças-soldado por serem capazes de "picar" antes que o seu alvo se aperceba que está sob um ataque. Os paramilitares chamam-lhes "pequenas campainhas" (little bells), referindo-se à sua utilização como sistema de alarme. Desde 1998 que o recrutamento de crianças-soldado tem aumentado, de acordo com vários relatórios de organizações não governamentais.




Angola (Abril de 2003)


Abril de 2003 marca um ano sobre a data do acordo de paz em Angola. Tanto o maior grupo armado da oposição, União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), como o governo, usaram crianças como soldados nos seus exércitos durante a guerra. Os grupos de defesa dos direitos das crianças estimam que mais de 11 mil crianças estiveram envolvidas nos últimos anos da guerra. No entanto, estas crianças-soldado foram excluídas dos programas de desmobilização.




Uganda (Março de 2003)


O Exército de Resistência do Senhor (LRA) no norte do Uganda atingiu números recorde de sequestro de crianças tendo-as submetido a um tratamento brutal, como soldados, trabalhadores e escravos sexuais. Em 2002, estimava-se que cinco mil crianças tivessem sido sequestradas, um número que um ano antes era de menos de 100 crianças. Os rebeldes raptavam crianças de oito anos nas escolas e nas suas casas, as meninas eram usadas como "esposas" dos combatentes rebeldes.




Serra Leoa (Julho de 2003)


Uma denúncia da UNICEF alerta para o perigo que acarreta a falta de fundos internacionais para a reintegração de mais de sete mil crianças outrora combatentes nas guerras civis naquele território. O acordo de paz estabelecido na Serra Leoa, em 2000, prometia educação para as crianças ex-soldado como forma de lhes possibilitar estruturar-se para a sua sobrevivência. Muitas destas crianças tinham-se juntado aos grupos armados por falta de alternativas. "Só através de programas de formação se lhes abrirão as portas do futuro", alerta a UNICEF num comunicado.




Birmânia (Outubro de 2002)


Acredita-se que a Birmânia tenha o maior número de crianças-soldado do mundo. A larga maioria combate no exército de libertação da Birmânia, o Tatmadaw Kyi que consecutivamente recruta crianças de 11 anos. Estas são submetidas a treinos brutais e forçadas a participar nos combates e nos abusos cometidos contra os civis. As crianças estão também presentes em grupos opositores, ainda que em número bastante inferior.

Autor do Artigo: Andreia Lobo
Jornalista, A Página da Educação
Como é possível existirem situações como estas que vos são apresentadas?
Como vão ser estas crianças quando forem adultas (se sobreviverem)?

segunda-feira, 3 de março de 2008

Tensão agrava-se na América Latina após incursão militar colombiana no Equador

03.03.2008 - 17h49 AFP, PÚBLICO

A tensão na América Latina não pára de aumentar na sequência da entrada de tropas colombianas no Equador para eliminar o “número dois” das FARC, sábado passado, naquela que é já considerada a mais grave crise da década na região. Tanto o Equador como a Venezuela enviaram milhares de soldados para a fronteira com a Colômbia, ao mesmo tempo que romperam, “de facto”, as relações diplomáticas com Bogotá, expulsando os embaixadores do país e chamando os seus diplomatas acreditados no país vizinho. Esta manhã, o Ministério da Defesa do Equador colocou em “estado de alerta máximo” as forças armadas do país, ordenando a realização de “patrulhas na fronteira” com a Colômbia, adianta a AFP. Bogotá critica a reacção dos países vizinhos a uma operação que considera legítima e garante que não tomará parte em qualquer escalada militar. “Temos capacidade para mobilizar as nossas tropas, mas não vemos qualquer necessidade de o fazer”, afirmou o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos.O “número dois” das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi morto anteontem, no Norte do Equador, por um comando militar colombiano que atravessou a fronteira para atacar uma base recuada da guerrilha, matando outros 17 rebeldes. A operação, que não terá sido comunicada às autoridades locais, ocorreu dias depois das FARC terem libertado quatro ex-congressistas colombianos, num processo mediado pelo Presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Uribe acusa países vizinhos de usarem reféns como mercadoria
O Presidente equatoriano, Rafael Correa, apelidou de “mentiroso” o seu homólogo colombiano, Álvaro Uribe, depois de este ter dito que os militares colombianos se limitaram a reagir a um ataque da guerrilha. Na resposta, Bogotá acusou Correa de ter cedido à guerrilha, a fim de lhe ser reconhecido o papel de mediador nas negociações para a libertação de mais reféns. Uribe chegou mesmo a afirmar que “certos governos” usam a questão dos reféns como “mercadoria” para “ganhar dividendos políticos”. O Governo colombiano promete entregar à ONU e à Organização de Estados Americanos (OEA) “revelações sobre os acordos entre o grupo terrorista das FARC e os Governos do Equador e da Venezuela. Há vários anos que as FARC instalaram nos países vizinhos bases recuadas, para onde se retiram para fugir à perseguição dos militares colombianos. Mas a incursão de sábado veio dar uma componente militar a uma questão que era até agora tratada no domínio diplomático. “A situação é explosiva, os Exércitos estão nas fronteiras e a questão das FARC transforma-se num problema regional, até mesmo internacional”, sublinhou um diplomata europeu, que falou à AFP sob condição de anonimato.A questão poderá complicar-se ainda mais depois da Administração norte-americana – que há anos apoia militarmente a Colômbia sob o pretexto de combate ao narcotráfico – ter garantido total solidariedade com Uribe. “Apoiaremos o Governo colombiano no seu combate contra as organizações terroristas que ameaçam a democracia e a estabilidade”, garantiu um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, pedindo também “contenção” aos países vizinhos.
Mais uma vez a Colômbia, as FARC, a Venezuela e Hugo Chavéz e agora, também, o Equador!
Será que vai haver mais uma guerra, à escala regional, na América Latina?