quarta-feira, 28 de maio de 2008

Rede Nacional de Consumo Responsável


Em que pensamos quando compramos um produto de que necessitamos? E quantas vezes pensamos na sua origem? Aquela T-shirt preferida ou os sapatos que têm aquele formato ou aquela cor. Até mesmo o café, sumo, chá que costumamos comprar.


A sociedade de consumo actual promove grandes desequilíbrios sociais e ambientais, traduzidos nas imagens que diariamente nos entram em casa pelos meios de comunicação social. Todos os nossos gestos e opções diárias afectam não só a nossa vida mas a vida de outras pessoas e põem em causa a sustentabilidade do planeta.

Mas é também verdade que o consumo é inevitável e até necessário para a circulação e manutenção dos sistemas económicos.

Como resolver, então, este paradoxo? Como garantir a protecção dos direitos humanos, a preservação do ambiente e a sustentabilidade económica e cultural?

É fundamental educar e mobilizar a sociedade civil - e em especial as gerações mais jovens – para a mudança dos hábitos de consumo, tornando-nos mais críticos, exigentes e responsáveis, como exercício da nossa cidadania.




Ao longo do 2º e 3º período tiveram, nas aulas de Geografia C, algumas sessões promovidas pela Rede Nacional de Consumo Responsável, orientadas pela Drª Ana Luísa Coelho. Foram desenvolvidas actividades no âmbito da dimensão ética do consumo dinamizadas pelo Clube de Direitos Humanos.


Qual é o balanço que fazem das actividades desenvolvidas nas aulas?


Para conhecerem melhor o projecto visitem o site da rede em: http://www.consumoresponsavel.com/




Portugal: Maus tratos policiais e violência doméstica denunciados no relatório da Amnistia Internacional



Relatório 2008 foi publicado hoje


O relatório da Amnistia Internacional (AI) 2008 indica que, em Portugal, persistem os episódios de violência contra as mulheres, bem como os casos de violência policial e consequente impunidade. O documento – que tem como objectivo traçar a evolução anual do cumprimento dos direitos humanos em todo o mundo – nomeia ainda a passagem dos voos da CIA transportando alegados terroristas por solo português. Durante a apresentação do relatório, a AI apelou aos governos de todo o mundo que peçam desculpa por seis décadas de falhanços nos direitos humanos e que se voltem a comprometer com metas mais concretas. Sob o título “Alegações de maus tratos pela polícia e subsequente impunidade”, o relatório dá conta do caso Albino Libânio, um recluso do Estabelecimento Prisional de Lisboa que teria sido alegadamente espancado por sete guardas prisionais em 2003. Os guardas foram, porém, absolvidos em tribunal, em Maio de 2007 - quatro anos depois dos factos - por ausência de prova em julgamento. No que toca à violência contra mulheres, o relatório reproduz os números apresentados pelo Governo, em Julho do ano passado, que indicavam que, durante 2006, 39 mulheres foram mortas pelos maridos. O relatório indica ainda o arranque do terceiro Plano Nacional contra a Violência Doméstica, em Junho, que previu o acesso gratuito a tratamentos médicos por parte das vítimas. Sobre a migração, o relatório refere a nova lei da imigração, que entrou em vigor no dia 4 de Julho e que, de acordo com o relatório, “deu certos direitos legais aos imigrantes que esperam a decisão de expulsão ou admissão em território português, com especial ênfase para os menores desacompanhados”. Simultaneamente, o relatório sublinha que a nova lei especificou igualmente que o auxílio à imigração ilegal de maneira a que ponha em risco a vida dos imigrantes constitui um tratamento desumano e degradante que poderá ser punido com uma pena de prisão que pode variar entre os dois e os oito anos. “Vítimas de tráfico deixaram de ser classificadas de imigrantes ilegais”, refere ainda o documento.

Voos da CIA
Sob o título “Guerra ao Terror”, o documento refere que no dia 25 de Janeiro o ministro português dos Negócios Estrangeiros declarou que as investigações do governo às alegadas escalas de voos da CIA em Portugal durante operações ilegais de transferência de prisioneiros entre países tinham ficado concluídas, não se tendo apurado nenhuma prova que permitisse a continuação do inquérito. Porém, no dia 5 de Fevereiro, o Ministério Público fez saber que iria abrir um inquérito-crime, a cargo do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP),tendo por base uma participação da eurodeputada Ana Gomes à PGR e outra do jornalista Rui Costa Pinto. O caso dos "voos da CIA" teve início em Novembro de 2005, quando o jornal norte-americano "Washington Post" revelou a existência de prisões secretas da CIA em vários pontos do Mundo, tendo rapidamente o assunto passado a ser, sobretudo, o transporte ilegal de prisioneiros suspeitos de terrorismo e os chamados "voos da CIA" que, segundo o Parlamento Europeu, foram uma prática corrente na Europa desde os atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos.

Situação continua má, 60 anos depois da adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos

“[O que se passa no] Darfur, Zimbabwe, Gaza, Iraque e Birmânia pedem acção imediata”, disse Irene Khan, secretária-geral da Amnistia Internacional no lançamento do relatório AI Report 2008: State of the World's Human Rights. “Injustiça, desigualdade e impunidade são os marcos do mundo de hoje. Os Governos têm que agir agora para fechar o hiato entre as promessas e as acções”, disse Irene Khan.O relatório da Amnistia põe em evidência que, 60 anos depois da adopção pelas Nações Unidas da Declaração Universal dos Direitos Humanos, há pessoas que ainda são torturadas ou maltratadas em pelo menos 81 países, enfrentam julgamentos injustos em pelo menos 54 nações e não têm liberdade de expressão em 77 países. “2007 caracterizou-se pela impotência dos governos ocidentais e pela ambivalência ou relutância dos poderes emergentes em enfrentar algumas das piores crises de direitos humanos, de conflitos entrincheirados até crescentes desigualdades que estão a deixar milhões de pessoas para trás”, afirmou Khan. A AI indicou ainda que a maior ameaça ao futuro dos direitos humanos é a ausência de uma visão partilhada e de uma liderança colectiva. “2008 apresenta uma oportunidade sem precedentes para que novos líderes que entrem no poder e para que novos países a emergir no palco do mundo apontem novas direcções e rejeitem políticas míopes e práticas que nos últimos anos fizeram do mundo um local mais perigoso e dividido”, indicou Khan. A Amnistia Internacional desafiou os governos a desempenharem um novo conjunto de paradigmas de liderança colectiva baseada nos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos. "Os mais poderosos têm que dar o exemplo", disse Irene Khan. A China tem que se levantar à altura das promessas que fez para os Jogos Olímpicos e permitir a liberdade de expressão e de imprensa e acabar com a "reeducação através do trabalho". Os Estados Unidos têm que fechar o campo de detenção de Guantánamo e outros centros de detenção secretos, levar os suspeitos a julgamentos justos ou libertá-los, e têm que rejeitar inequivocamente o uso de tortura e maus tratos. A Rússia tem de ter maior tolerância para com a dissidência política, e nenhuma tolerância para com os abusos dos direitos humanos na Tchetchénia. A União Europeia tem que investigar a cumplicidade dos seus Estados-membros em operações de "rendição" de suspeitos de terrorismo e estabelecer para os seus membros o mesmo cumprimento dos direitos humanos que estabelece para os outros países. Irene Khan alertou ainda: "Os líderes mundiais estão em estado de negação, mas o seu falhanço tem um preço demasiado elevado. Como demonstram o Iraque e o Afeganistão, os problemas dos direitos humanos não são tragédias isoladas; são antes como vírus que podem infectar e disseminar-se depressa, pondo-nos todos em risco". "Os governos de hoje têm que ter visão, coragem e o mesmo nível de compromisso que levou as Nações Unidas a adoptarem a Declaração Universal dos Direitos do Homem, há 60 anos (...) As pessoas pedem cada vez mais justiça, liberdade e igualdade".

Links:
http://thereport.amnesty.org/prt/report-08-at-a-glance (Relatório 2008 da Amnistia Internacional))
http://www.amnesty.org/ (Amnistia Internacional)
http://www.amnistia-internacional.pt/ (Amnistia Internacional - secção portuguesa)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

1º Prémio de Fotojornalismo Visão / BES - Augusto Brázio


Augusto Brázio, 41 anos, fotógrafo freelance, foi o grande vencedor da oitava edição do prémio de fotojornalismo Visão/BES. A fotografia vencedora mostra uma jovem de 19 anos, assistida pelo INEM e deitada numa ambulância a caminho do hospital, depois de ter tido, em casa, o terceiro filho. A imagem premiada faz parte de um livro encomendado pelo INEM a Augusto Brázio, trabalho que fez com que o fotógrafo acompanhasse durante um ano este serviço médico.
Podem ver a Galeria de Premiados aqui.

sábado, 24 de maio de 2008

Coldplay - Violet Hill (Dancing Politicians)

Os Coldplay estão de regresso. Encontrei este video no youtube com a novíssima canção Violet Hill.
Não se trata de um videoclip oficial do grupo mas de um vídeo alternativo com muito humor , constituído por uma montagem (manipulada) de imagens com alguns dos políticos mais poderosos do Mundo em situações por vezes hilariantes.
Algumas partes poderão ser consideradas excessivas, pela falta de respeito por alguns líderes mundiais, como Geoge W. Bush. O vídeo tem por título Violet Hill (Dancing Politicians).


sexta-feira, 23 de maio de 2008

"Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull" - Trailer


Já estreou o novo Indiana Jones "Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, de Steven Spielberg, com Harrison Ford.


Os fimes da série Indiana Jones são um exemplo da globalização na sétima arte. Conto vê-lo logo que possa. Espero que seja tão bom como os anteriores.



Fiquem com o trailer do filme.


A Pobreza em Portugal entre 1995 e 2000


Hoje foi divulgado o estudo Um Olhar Sobre a Pobreza em Portugal, coordenado por Alfredo Bruto da Costa no Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS), que será publicado em Junho (ed. Gradiva). Este estudo analisou o período de 1995 a 2000.

Eis algumas conclusões do estudo:


  • mais de metade dos agregados familiares (52,4%), em Portugal, viveram numa situação vulnerável à pobreza pelo menos durante o ano;

  • 61% dos pobres não têm condições para manter a casa quente (entre os não-pobres, há 36% que dizem o mesmo);

  • 12% não tem banheira ou chuveiro;

  • 10% não têm sequer retrete;

  • cerca de 40% da pop. portuguesa experimentava, em 2004, alguma forma de privação (18,3% entre a pop. não-pobre confronta-se com a falta de dinheiro para chegar ao fim do mês);

  • 9 em cada 10 portugueses que caíram na pobreza tinham no máximo o 3º ciclo do ensino básico e apenas 2% o ensino superior;

  • 23,8% dos menores de 17 anos estavam em situação de pobreza;

  • mais de metade dos reformados do país são pobres.

Fonte: Público, 23/05/08

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Portugal é o país da UE com mais desigualdades na distribuição de rendimentos


União Europeia é mais uniforme que os Estados Unidos

Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade. O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui, no entanto, que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos, à excepção de Portugal. O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus. Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca."Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos. Contudo, se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

Jorge Sampaio - A crise alimentar é um factor de agravamento da luta contra a tuberculose / A tuberculose no Porto e em Portugal


A crise alimentar é um factor de agravamento da luta contra a tuberculose. O alerta é do enviado especial das Nações Unidas para a luta contra a doença, Dr. Jorge Sampaio.

O ex-Presidente da República foi há dias à comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros dizer que são precisos novos medicamentos. O último antibiótico foi criado há mais de cinquenta anos. Em Portugal, há 26 tuberculosos por 100 mil habitantes, um dos valores mais altos da União Europeia. A nível mundial, a bactéria já contaminou um terço da população, estatística que continua a crescer. O aumento do número de seropositivos que contraem tuberculose é alarmante. A ligação entre a tuberculose e o HIV vai ser debatida nas Nações Unidas, a 9 de Junho, véspera da Assembleia-Geral sobre a SIDA. A iniciativa partiu de Jorge Sampaio.


Vejam um vídeo com uma reportagem da SIC sobre a iniciativa do Dr. Jorge Sampaio aqui.

Fonte: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/20080506+Jorge+Sampaio+lanca+alerta.htm (06/05/08)


Taxa de tuberculose no Porto idêntica à do terceiro mundo

A zona oriental do Porto apresenta uma taxa de incidência de tuberculose quase três vezes superior à média nacional, valores equivalentes aos de países do terceiro mundo. Também no resto do País o índice da doença é três vezes superior ao resto da Europa Ocidental - só em 2004 ocorreram 3500 novos casos. A média nacional, segundo dados de 2004, é de 34 por cem mil habitantes, enquanto no Porto é significativamente maior: 100 em cada 100 mil. "Valores que são uma desgraça, valores de África", explicou ao DN Agostinho Marques, director do serviço de Pneumologia do Hospital de São João e presidente do XIII Congresso de Pneumologia do Norte, que decorre até amanhã na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto. O distrito é o pior do País e, no âmbito da cidade, são as zonas de Paranhos, Campanhã e Bonfim que apresentam os valores mais preocupantes - áreas mais degradadas, onde habitam estratos sociais mais desfavorecidos com poucas condições de salubridade. "O Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose tem dez anos e está completamente moribundo", afirma Agostinho Marques, razão pela qual o Ministério da Saúde está actualmente a desenhar um novo programa.Este médico defende que as novas medidas não podem ser heterogéneas, sendo necessário "identificar a especificidade de cada lugar"."Fundamentalmente, é preciso assegurar um diagnóstico e garantir que cada doente seja tratado e acompanhado até ao final do mesmo" (a duração é de cerca de seis meses), acrescenta Agostinho Marques. A tuberculose, uma doença infecciosa que se transmite por via inalatória, atinge anualmente dez milhões de pessoas em todo o mundo e mata de dois a três milhões.

Vanessa da Mata e Ben Harper - Boa Sorte / Good Luck

Human Rights Watch denuncia detenção de mais de 500 menores no Iraque, pelas forças norte-americanas


A organização dos direitos humanos Human Rights Watch pediu hoje para que as centenas de crianças detidas pelas forças norte-americanas no Iraque tenham acesso imediato a um advogado e que os casos que justificam a detenção sejam apreciados por entidades judiciais independentes. Segundo a organização, foram detidos 513 menores de 18 anos identificados como ameaças à segurança, desde Março de 2003. Ao todo foram detidas 2400, algumas com 10 anos, que foram sendo libertadas. Por vezes são interrogadas durante dias ou semanas antes de serem enviados para centros de detenção. “A maior parte das crianças fica durante meses sob custódia das Forças Armadas norte-americanas “, disse Clarisa Bencomo, da Human Rights Watch. “Os EUA deviam dar a estas crianças acesso imediato a advogados”, acrescentou. As queixas da organização surgem um dia antes do Comité das Nações Unidas para os Direitos da Criança se encontrar em Genebra, na Suíça para rever as condições de adesão dos Estados Unidos a um tratado sobre as crianças em conflitos armados. O tratado obriga as nações que detêm os menores a responsabilizar-se pela sua recuperação e reintegração. Em declarações, as Forças Armadas norte-americanas apenas confirmaram que têm “menos de 500 crianças” sob a sua custódia no Iraque. E acrescentaram: “Não há nada neste protocolo que iniba a detenção de indivíduos menores de 18 anos, por isso estamos a cumprir com o nosso compromisso”.


Quénia: Multidão enfurecida queima vivas 11 pessoas acusadas de bruxaria

Mulheres da tribo masai, no Quénia. Uma multidão descontrolada queimou vivas onze mulheres acusadas de bruxaria em um povoado do Quénia

Uma multidão enfurecida queimou vivas 11 pessoas, no Quénia, acusadas de bruxaria. As casas de oito mulheres e três homens, incendiadas enquanto estes permaneciam lá dentro, ocorreu no lado ocidental do país, onde as crenças em costumes tradicionais são mais profundas.A notícia, adiantada pela polícia, foi confirmada por residentes que disseram que a multidão correu casa a casa com uma lista de quem era acusado de praticar bruxaria. As autoridades reforçaram a segurança no local, para evitar actos de vingança, numa região recentemente fustigada pelos ataques entre tribos durante a crise pós-eleitoral. As crenças tradicionais, o cristianismo e o islamismo coexistem pacificamente no Quénia mas o medo da bruxaria está muito espalhado pelo país onde a tradição dos médicos tribais e dos curandeiros está muito enraizada. Quase todas as vítimas tinham entre 70 e 90 anos, apenas uma rondava a casa dos 40. Um caso idêntico levou também à morte oito pessoas, em 1993 que foram acusadas de bruxaria e queimadas.


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Arestides Sousa Mendes


Sacrificou tudo quanto amava e presava - uma família, uma carreira - por estranhos de quem se apiedou associando ao seu honroso desempenho a espiritualidade e dignidade humana então raras, mas que, afinal, caracterizam o povo português. Numa altura em que pairava a rebeldia pelo mundo, Sousa Mendes não só era um digno diplomata como também se desenhava como o modelo do português crítico, o representante ideal da nação que todos gostaríamos que Portugal sempre fosse.
As suas atitudes tinham o cheiro do perfume cuja marca a lei portuguesa só viria a reconhecer tardiamente. Ainda assim, aos olhos dos poucos que um dia ouviram falar de Sousa Mendes, a mais viva recordação que resta deste "salvador de vidas" português é a punição desumana que lhe foi atribuida: Salazar e seus discípulos condenaram-no à "pena de um ano de inactividade" com direito apenas a "metade do vencimento da categoria", tendo sido colocado "na disponibilidade aguardando aposentação", situação da qual só viria a se livrar com a morte, mais de 13 anos depois.

Quando os Nazis invadiram a França em 1940, Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus, contrariando as ordens de Salazar, assinou vistas para fugitivos. Assim conseguiu salvar milhares de vidas, antes de ser afastado do cargo pelo ditador.
Em 1940, dado o avanço das tropas alemãs de Norte para Sul e de Leste para Oeste, só Portugal era porta de saída segura para um algures a salvo dos desígnios de Hitler. Eis porque, solicitando um visto, acorriam ao consulado português de Bordéus inúmeros refugiados, sobretudo judeus. Mas a 13 de Novembro de 1939 já Salazar proibira, por circular, todo o corpo diplomático português de conceder vistos a várias categorias de pessoas, inclusive a "judeus expulsos dos seus países de origem ou daqueles donde provêm".
Aristides começou por ignorar a circular para, depois de instado a fazê-lo, a desrespeitar totalmente. Passava vistos a quantos lho solicitassem. Quando a 8 de Julho de 1940, já sem mais hipóteses de transgressão, regressou a Portugal. Tinha salvo milhares de vidas, assinando vistos de dia e de noite, até à exaustão física.

Nada na biografia de Aristides, até então, fazia prever este acto. Com 55 anos à data dos acontecimentos, casado e pai de 14 filhos, servia o "salazarismo (fascismo) tal como antes servira a I República. Era de tradiçao monárquica e católico. Foi simplesmente comovido pela aflição de "toda aquela gente" que não "podia deixar de me impressionar vivamente", como ele disse no seu processo de defesa em Agosto de 1940, que agiu.

Regressando a Portugal, Aristides foi dado como culpado no inquérito disciplinar e despromovido. Salazar reformá-lo-ia compulsivamente com uma pensão mínima. Os recursos de Aristides para os tribunais seriam em vão. Sem dinheiro, Aristides era socorrido pelo irmão e pela comunidade judia portuguesa.

Salazar e seus discípulos condenaram-no à "pena de um ano de inactividade" com direito apenas a "metade do vencimento da categoria", tendo sido colocado "na disponibilidade aguardando aposentação", situação da qual só viria a se livrar com a morte, mais de 13 anos depois.

Do recheado solar da família, em Cabanas de Viriato (Viseu), tudo ia sendo vendido. Os filhos de Aristides iam-se dispersando, a mulher Angelina, morreu em 1948 , e ele casou novamente mais tarde.

No dia 3 de Abril de 1954, Aristides morre de uma trombose cerebral e de uma pneumonia no Hospital da Ordem Terceira em Lisboa. Embora o epitáfio na sua lápide reconheça os méritos de Aristides com as palavras "Quem salva uma vida, salva o mundo", a sua morte não veria qualquer comentário ou informação na imprensa portuguesa.

Seria assim ignorado pelo país.

Ter-se-ia de esperar 34 anos para que Aristides fosse justamente reintegrado e louvado oficialmente em Portugal: Em 1988 na Assembleia da República, o Dr. Jaime Gama, pediu a reabilitação e reintegração póstuma de Aristides no corpo diplomático, o que foi concedido por unanimidade pelos partidos com assento na altura.

Mas desde 1967, Aristides é o único português que faz parte dos "Righteous Among the Nations" (Justo entre as Naçoes), no Yad Vashem Memorial em Israel.

Ele bem o merece, porque "quem salva uma vida, salva o mundo".


Fonte: http://www.sousamendes.com/zindex.htm (adaptado)


A catástrofe de Myanmar e a comunidade internacional


As infra-estruturas sanitárias decadentes, herança de uma ditadura militar de quase meio século, são agora a maior ameaça para os sobreviventes do ciclone Nargis, no Myanmar. Milhão e meio de pessoas têm de enfrentar as doenças associadas à falta de alimento e de água potável. Desidratação, diarreia, e a ameaça de cólera ou dengue, são as principais preocupações das organizações humanitárias. A demora das autorizações por parte da junta para que a ajuda do exterior chegue ao país está a frustrar a comunidade internacional e os médicos no terreno. O desastre natural veio piorar muito as estatísticas que põem o Myanmar no topo da lista dos países mais afectados pela Malária. As autoridades militares, que há muito desconfiam da interferência estrangeira, detiveram uma coluna de camiões da Nações Unidas proveniente da Tailândia com ajuda, rumo a Rangum, a maior cidade do país.A junta confiscou ainda pelo menos dois carregamentos de ajuda que seguiam a bordo de aviões da ONU.



O que é que acham que a comunidade internacional deve fazer relativamente à situação que se vive em Myanmar?
  • Nada e deixar que a situação melhor com o tempo?
  • Deveria haver uma intervençao da Comunidade internacional? De que forma?

terça-feira, 20 de maio de 2008

Milhares fogem de motins xenófobos em Joanesburgo


A violência começou há uma semana, alastrou a vários bairros e fez 22 mortes, a maioria pessoas que fugiram à crise no Zimbabwe


Casas incendiadas, pessoas mortas à pancada, uma pelo menos queimada viva; multidões em fúria, de pedras e paus na mão; mulheres, homens e crianças a procurar refúgio em centros sociais, esquadras da polícia e igrejas; milhares de estrangeiros a fugir dentro da África do Sul depois de aqui terem procurado refúgio, fugidos do Zimbabwe. Serão seis mil pessoas em fuga, segundo a BBC on-line. A violência começou há uma semana no bairro de Alexandra, perto do centro de Joanesburgo, onde morreram duas pesssoas, mas estendeu-se no fim-de-semana a outros townships nos arredores da cidade. Apesar do forte dispositivo de segurança, os motins recomeçaram ontem às primeiras horas da manhã. O balanço avançado pela polícia era ontem de 22 mortes e 217 detenções. Os principais alvos da violência xenófoba dos gangs vivem nesses townships, subúrbios de Joanesburgo, e são os mais três milhões de zimbabweanos que emigraram para a África do Sul, muitos deles nos últimos anos para fugir à crise económica e política no seu país. Imigrantes de Moçambique e do Malawi também têm sido al-vos. Entre as vítimas, haverá pelo me-nos dois moçambicanos. As forças policiais e de segurança dispõem de "recursos suficientes" e por isso "não se espera que a situação saia fora de controlo", disse ao PÚBLICO o analista e director do Instituto para os Estudos de Segurança, em Pretória, Jakkie Cilliers. Mas a África do Sul, país escolhido para acolher o Campeonato Mundial de Futebol de 2010, atravessa uma crise "grave" que "está a alastrar", reconhece. Repórteres escreveram, no fim-de-semana, que o centro de Joanesburgo estava temporariamente transformado em "zona de guerra" e os Médicos sem Fronteiras falaram de "uma situação típica de refugiados". A situação foi condenada pelo Presidente Thabo Mbeki e pelo seu rival que assumiu a liderança do Congresso Nacional Africano (ANC) em Dezembro, Jacob Zuma, que foi vice-presidente de Mbeki. Mas ambos são acusados de nada terem feito para prevenir a situação. O Presidente sul-africano anunciou a constituição de um grupo de trabalho para analisar a violência, mas não escapou às fortes críticas dos principais jornais por ter optado pelo diálogo com o re-gime do Presidente Robert Mugabe, quando isso em nada ajudou a impedir a grave crise económica e política no Zimbabwe. O país entrou em colapso e muitos zimbabweanos emigraram, a maioria dos quais para a África do Sul. "Se o Presidente Mbeki e o seu vice Jacob Zuma tivessem agido, há nove meses, não estaríamos onde estamos hoje", escrevia ontem o Times da África do Sul, no seu editorial. E fazendo eco da condenação geral da violência, o Cape Argus evocou também em editorial o "coro de repúdio, o consenso de que [esta violência] envergonha o país". O Governo também é apontado por não ter levado a sério o problema da xenofobia no país e por não ter resolvido os problemas mais prementes das populações mais pobres. A pobreza extrema e o medo de ficar de fora num país onde o desemprego chega aos 40 por cento estarão na origem desta ira, que toma a forma de "ódio" - a palavra correu ontem as primeiras páginas dos jornais sul-africanos. Mas este é um fenómeno com história. "Historicamente, o apartheid não só separou a comunidade branca da comunidade negra, mas também isolou a África do Sul do resto do continente, o que criou entre os sul-africanos um sentimento xenófobo", diz Jakkie Cilliers. Para este investigador sul-africano, os motins "reflectem o falhanço das políticas do Governo sul--africano em matéria de política externa, com "um apoio a Robert Mugabe no Zimbabwe" e quanto às políticas internas, económicas e sociais. O Zimbabwe é pois outro elemento-chave: os zimbabweanos, que recentemente afluíram em massa para a África do Sul, estão mais bem preparados para competir no mercado. O país teve, pelo menos até agora, um bom sistema de ensino, melhor que o sul-africano, explica Cilliers. "Os zimbabweanos constituem uma ameaça na medida em que podem competir com os sul-africanos." Os moçambicanos, enquanto imigrantes ilegais, também são vistos como uma ameaça, embora diferente. "Como todos os imigrantes ilegais em qualquer país, estão dispostos a aceitar qualquer emprego e qualquer salário." São "os mais pobres dos pobres" que protagonizam esta violência, diz. O que começou por ser "algo de inesperado", alastrou. E isso aconteceu pelos altos níveis de frustração, ira e medo de uma grande parte da população. "As pessoas pobres vêem que há muito dinheiro mas não vêem mudanças nas suas vidas."


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Porto Vivo, SRU - Sociedade de Reabilitação urbana da Baixa Portuense S.A.

Amanhã, na aula de Geografia C, temos o prazer de receber o Sr. engenheiro Rui Quelhas, que virá falar à turma sobre a reabilitação urbana da "Baixa" do Porto. O Sr. engenheiro Rui Quelhas é administrador da Porto Vivo, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense SA.
Para conhecerem um pouco o trabalho realizado por esta empresa, ficam aqui algumas informações retiradas do site da empresa.
Apresentação:
A Porto Vivo, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense S.A., é uma empresa de capitais públicos, do Estado (I.N.H.) e da Câmara Municipal do Porto, que tem como missão conduzir o processo de reabilitação urbana da Baixa Portuense, à luz do Decreto-Lei 104/2004 , de 7 de Maio.
Constituída a 27 de Novembro de 2004, à Porto Vivo, SRU cabe o papel de orientar o processo, elaborar a estratégia de intervenção e actuar como mediador entre proprietários e investidores, entre proprietários e arrendatários e, em caso de necessidade, tomar a seu cargo a operação de reabilitação, com os meios legais que lhe foram conferidos.
Objectivos:
Depois da realização de diversos estudos sobre a caracterização do edificado, da população e do tecido económico da Baixa Portuense e do seu Centro Histórico, foi possível definir 5 grandes objectivos:
•A re-habitação da Baixa do Porto;
•O desenvolvimento e promoção do negócio na Baixa do Porto;
•A revitalização do comércio;
•A dinamização do turismo, cultura e lazer;
•A qualificação do domínio público;
Para além destas metas foi ainda possível delimitar uma Zona de Intervenção Prioritária (ZIP) bem como elaborar estratégias e definir pólos e fileiras de desenvolvimento sustentável e identificar actores e alternativas.
Área de intervenção:
A Porto Vivo, SRU tem, estatutariamente, como área de intervenção, a Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística (ACRRU), com cerca de 1000 hectares, ou seja, cerca de um quarto do concelho do Porto. Por razões operacionais, foi delimitada uma área menor, denominada Zona de Intervenção Prioritária (Z.I.P.), onde será concentrado o esforço de reabilitação urbana.
A Zona de Intervenção Prioritária, identificada na figura, compreende uma área com cerca de 500 hectares, cujos limites extremos são, grosso modo , a sul, o rio Douro, a norte, a Praça do Marquês/Constituição, a oeste, a Rua da Restauração/Carvalhosa e, a leste, o Bonfim.
A Z.I.P. engloba o Centro Histórico do Porto (classificado como Património da Humanidade), a Baixa tradicional e áreas substanciais das freguesias do Bonfim, Santo Ildefonso, Massarelos e Cedofeita, correspondentes ao crescimento da cidade nos séculos XVIII e XIX.
Fonte: http://www.portovivosru.pt/index.php (consultem o site para saberem um pouco mais sobre a Porto Vivo)

domingo, 18 de maio de 2008

Catalunha garante que "Espanha ainda não assumiu independência de Portugal"

Josep-Lluís Carod Rovira admite um certo "imperalismo doméstico"

Dirigente fala em complexo histórico e paternalismo


O vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, disse hoje em Barcelona que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente. Carod Rovira considera que Madrid pretende manter uma "tutela paternalista" e uma atitude de "imperialismo doméstico" sobre o Estado Português, onde, acrescentou, "historicamente, sempre houve um certo complexo por parte de alguns sectores dirigentes em relação a Espanha". O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirma que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014. "O que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária", afirmou, sublinhando que "uma Catalunha independente na fachada mediterrânea poderia ser o contrapeso lógico ao centralismo espanhol". Segundo Carod Rovira, Portugal deve perceber que a independência da Catalunha nada tem que ver com a regionalização. "A Catalunha é como Portugal mas sem os Restauradores". O vice-presidente do Governo da Catalunha recorre à História, designadamente aos acontecimentos de 1640, para afirmar que "se as coisas tivessem sido ao contrário, hoje Portugal seria uma região espanhola e a Catalunha um estado independente". No século XVII, durante o reinado de Filipe III, Madrid foi confrontada com revoltas em Portugal e na Catalunha mas o Império, apoiado pela França, reprimiu as sublevações catalãs e da Biscaia.Josep-Lluis Carod Rovira, que fala e entende perfeitamente o português, garantiu ter "muitos aliados internacionais" para o que designa "projecto de independência para a Catalunha" mas recusou-se a aprofundar o assunto para não dar "pistas desnecessárias". Para Carod Rovira a situação da Catalunha é específica e não é comparável a nenhuma autonomia ou a qualquer processo de independência. "A Catalunha não é o Kosovo, nem é o País Basco, nem a Madeira", disse, considerando que "os processos de independência passam por três fases: ridicularização, hostilidade e aceitação. Neste momento, estamos entre a primeira e a segunda". Relativamente à participação activa dos imigrantes na construção de uma futura "República da Catalunha", Carod Rovira afirma que "todos podem vir a colaborar numa nação que é permeável à contribuição exterior". Trata-se de um "projecto integrador", sublinha. "Quero ser independente e quero que Catalunha seja mais um Estado da União Europeia", salientou.



O que pensam das ideias do Senhor Josep-Lluís Rovira, quer no que se refere à questão da independência da Catalunha, como, também, na questão das relações políticas entre Espanha e Portugal?

Já agora, fiquem com "Barcelona" (capital da Catalunha) e com a grande Montserrat Caballé e o já falecido Freddie Mercury.


sexta-feira, 16 de maio de 2008

Biosfera: cidades


Neste episódio do programa Biosfera o tema central são as cidades. Fala-se do seu planeamento, da sua (des)organização, recolhendo opiniões de três especialistas na matéria. Podes ver também notícias sobre o felino mais ameaçado do mundo: o lince-ibérico.



Para poderes visionar o programa da RTP clica aqui.

Ranking do IDH 2007/2008


1 Islândia 0.968
2 Noruega 0.968
3 Australia 0.962
4 Canada 0.961
5 Irlanda 0.959
6 Suécia 0.956
7 Suiça 0.955
8 Japão 0.953
9 Holanda 0.953
10 França 0.952
11 Finlândia 0.952
12 EUA 0.951
13 Espanha 0.949
14 Dinamarca 0.949
15 Austria 0.948
16 Reino Unido 0.946
17 Bélgica 0.946
18 Luxemburgo 0.944
19 Nova Zelândia 0.943
20 Itália 0.941
21 Hong Kong, China (SAR) 0.937
22 Alemanha 0.935
23 Israel 0.932
24 Grécia 0.926
25 Singapura 0.922
26 Coreia do Sul 0.921
27 Eslovénia 0.917
28 Chipre 0.903
29 Portugal 0.897 (27º em 2005)
...
76 Ucrânia 0.788
...
162 Angola 0.446
...
170 Chade 0.388
171 República Centro-Africana 0.384
172 Moçambique 0.384
173 Mali 0.380
174 Niger 0.374
175 Guiné-Bissau 0.374
176 Burkina Faso 0.370
177 Serra Leoa 0.336

Para conhecerem na íntegra o Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento de 2007/2008 cliquem aqui (versão inglesa).

Planeta perdeu 27 por cento da vida selvagem desde 1970

Índice Planeta Vivo 2008

As populações de animais selvagens do planeta registaram uma queda global de 27 por cento desde 1970, revela o Índice Planeta Vivo 2008 realizado pela Sociedade Zoológica de Londres para a organização WWF (Fundo Mundial da Natureza) e divulgado hoje. As populações das espécies terrestres diminuíram 25 por cento, as marinhas 28 por cento e as de água doce, 29 por cento, revela este Índice que monitoriza quatro mil populações de 302 espécies de mamíferos, 811 de aves, 241 de peixes, 83 de anfíbios e 40 de répteis. A WWF receia que o Baiji (Lipotes vexillifer) ou golfinho do rio Yangtzé (China), se tenha perdido. O espadarte do Atlântico (Xiphias gladius) é outra espécie que está a perder terreno, assim como o abutre indiano (Gyps bengalensis). Mas também há populações que estão em recuperação. É o caso do elefante africano na Tanzânia (Loxodonta africana) e do salmão atlântico (Salmo salar) na Noruega. Apesar disso, os números não são de todo animadores se pensarmos que a comunidade internacional tem apenas mais dois anos para cumprir o ambicioso desígnio a que se propôs em 2000: conseguir reduzir “significativamente” o ritmo de perda da biodiversidade mundial até 2010. A WWF aponta a destruição de habitats e o comércio ilegal como os grandes responsáveis por um declínio que se mantém constante desde 1976. Tudo isto leva a crer que “é muito provável que a meta de 2010 não seja cumprida”, diz o relatório de apresentação do Índice. “A menos que sejam tomadas medidas imediatas para reduzir as pressões sobre os ecossistemas naturais, a perda da biodiversidade global vai continuar inalterada”. A tarefa não será fácil porque, segundo as contas do Índice, todos os anos a humanidade consome 25 por cento mais recursos naturais do que aqueles que o planeta consegue repor. De 19 a 30 deste mês, os líderes mundiais reúnem-se em Bona, Alemanha, na nona Convenção das Partes (COP) da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica. Em cima da mesa estará, precisamente, a meta de 2010.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328986&idCanal=92 (16/05/08)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Crash - Paul Haggis

Hoje gostaria de partilhar convosco um filme que vi muito recentemente em DVD num daqueles pequenos intervalos em que é possível descansar um pouco e apreciar cinema com qualidade. Fálo-vos de Crash (Colisão), um filme de 2004, realizado por Paul Haggis, um cineasta canadiano que tem uma carreira ainda curta. Dele vi, no cinema, outro belo filme de que já vos falei nas aulas: O Vale de Elah, que aborda os traumas dos soldados americanos que estiveram na Guerra do Iraque.
Crash, que ganhou o óscar para o melhor filme em 2005, aborda o problema do racismo de um forma simultaneamente amarga e comovente. Se tiverem a oportunidade não deixem de ver o filme. É sem dúvida um belo fime!
De seguida, podem ler uma crítica ao filme de Falco Fernandes e visionar o trailler do filme.