quinta-feira, 11 de setembro de 2008

11 de Setembro: Sete anos depois, terrorismo já não é principal ameaça mas está nas prioridades


Sete anos depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, o terrorismo ainda é central nas preocupações de americanos e europeus, mas começa a ser ultrapassado por outras duas ameaças - a dependência energética e a possibilidade de uma profunda crise económica - revelam os resultados do Transatlantic Trends 2008. Este inquérito às opiniões públicas americana e europeia, que funciona como um barómetro anual do estado das relações transatlânticas, mostra, em ano de eleições nos Estados Unidos, que a maioria dos europeus aposta claramente numa vitória do candidato democrata, Barack Obama, e acredita que esta contribuirá para uma melhoria das relações entre os dois lados do Atlântico. São 69 por cento os europeus que têm uma opinião favorável de Obama contra apenas 26 por cento que preferem o candidato republicano, John McCain. Se Obama vencer, quase metade dos europeus (47 por cento) acredita que as relações Europa-EUA vão melhorar. Se a vitória for de McCain, apenas 11 por cento dos europeus acredita numa melhoria, enquanto 49 por cento acha que ficarão na mesma. Nesta Europa claramente pró-Barack Obama, são os portugueses que revelam uma mais alta taxa de preferência (35 por cento) por McCain.

Divididos pelo clima

Questionados sobre quais serão as maiores ameaças que os poderão afectar pessoalmente nos próximos dez anos, europeus e americanos concordam - dependência energética (87 por cento de americanos/82 de europeus); crise económica profunda (87 por cento/78 por cento); terrorismo internacional (69 por cento/62 por cento); a aquisição de armas nucleares pelo Irão (69 por cento/52 por cento), o fundamentalismo islâmico (53 por cento/47 por cento) e, por fim, o aquecimento global (o único caso em que a preocupação dos europeus ultrapassa a dos americanos, com 82 por cento contra 67 por cento). Mas quando a pergunta passa das ameaças para as prioridades do próximo Presidente americano e dos líderes europeus, o terrorismo internacional aparece em primeiro lugar (43 por cento dos europeus, 42 dos americanos). A grande diferença tem, mais uma vez, a ver com as mudanças climáticas - 41 por cento dos europeus consideram-nas uma prioridade, opinião que é partilhada apenas por 18 por cento dos americanos.

Relações mais estreitas

Os últimos anos foram difíceis. A evolução dos Transatlantic Trends mostra que a grande mudança nas relações transatlânticas deu-se a partir de 2002. Nesse ano, 64 por cento dos europeus consideravam desejável a liderança americana em questões internacionais, no ano seguinte essa percentagem tinha caído para 45 por cento, e em 2004 já estava nos 36 por cento, valor que mantém em 2008. Apesar disso, os europeus sempre distinguiram entre a liderança da América e a aprovação da presidência de George W. Bush (esta com valores sempre bastante inferiores). Pode, portanto, ser a proximidade das eleições americanas e a perspectiva de uma mudança que explique o aumento (embora modesto) da percentagem de europeus que gostariam que as relações entre os dois lados do Atlântico fossem mais estreitas. Aumentou também o número de europeus que consideram a NATO essencial para a sua segurança (57 por cento, mais quatro por cento do que em 2007). Estes resultados significam que, pela primeira vez desde 2002, parou a tendência para uma diminuição do apoio à NATO, sobretudo na Alemanha e na Polónia. Europeus e americanos partilham várias preocupações, e uma das que têm vindo a acentuar-se é com a Rússia. Mas os primeiros mostram-se mais preocupados com o papel da Rússia como fornecedor de energia, enquanto os segundos receiam-na sobretudo pelo seu papel como fornecedor de armas ao Médio Oriente. A sondagem revela também uma diferença de perspectiva entre os dois lados do Atlântico no que diz respeito à dependência energética. Os americanos (48 por cento) acham que se deve diminuir a dependência mesmo que isso signifique um forte aumento de preços (há 35 por cento de europeus a dizer o mesmo). Mas são mais os europeus (35 por cento contra 23 por cento de americanos) que defendem que é preciso aumentar a cooperação com os países fornecedores de energia, mesmo que estes não sejam democráticos. Quase metade dos portugueses (45 por cento) pensa que é "muito provável" vir a ser pessoalmente afectado pela dependência energética (a média europeia é de 49 por cento) e 41 por cento (eram 35 por cento em 2007) defende que se aumente a cooperação com países produtores de energia, mesmo que os governos não sejam democráticos.

Nota: O Transatlantic Trends 2008 é um projecto do German Marshall Fund (EUA) e da Compagnia di San Paolo (Itália), com o apoio da Fundação Luso-Americana (Portugal), Fundación BBVA (Espanha) e Tipping Point Foundation (Bulgária) que avalia a opinião pública nos EUA e 12 países europeus.



Qual é o vosso comentário relativamente às conclusões deste estudo? E, já agora, quais são os principais problemas mundiais que vos preocupam? Quais são as principais ameaças que vos poderão afectar nos próximos 10 anos?

Brandi Carlile - My Story (Grey's Anatomy)



Uma bela canção de Brandi Carlile e uma interessante série televisiva. Para verem o vídeo oficial da cantora ( não é possível colocá-lo no blogue) cliquem aqui.

Galp anuncia novas reservas de petróleo ao largo do Rio de Janeiro


Mais três a quatro mil milhões de barris de petróleo e de gás natural


Um novo reservatório de petróleo e gás natural, com três mil a quatro mil milhões de barris, foi confirmado na Bacia de Santos pelo consócio formado pela Petrobrás, BG Group e Galp Energia, anunciou ontem a petrolífera portuguesa. A 7 de Agosto havia sido anunciada a descoberta de petróleo na exploração do bloco BM-S-11 em águas ultraprofundas na Bacia de Santos, a 230 quilómetros ao largo da cidade do Rio de Janeiro, numa área de 300 quilómetros quadrados. Na altura, os trabalhos de perfuração do poço ainda “prosseguiam na busca de objectivos mais profundos, agora já atingidos”, e excedendo as expectativas iniciais. O bloco compõe-se de duas áreas exploratórias, tendo sido perfurado numa delas o primeiro poço denominado Tupi, que resultou numa primeira descoberta anunciada em Julho de 2006, com uma estimativa de cinco mil a oito mil milhões de barris de petróleo e gás natural. A Galp Energia tem uma participação de dez por cento no consórcio que explora o BM-S-11, cabendo 65 por cento à Petrobrás e 25 por cento à BG Group. Na mesma bacia, “de grande potencial exploratório”, a Galp detém ainda participações em mais três blocos: BM-S-8 (14 por cento), BM-S-21 (20 por cento) e BM-S-24 (24 por cento).


terça-feira, 9 de setembro de 2008

sábado, 6 de setembro de 2008

chumbawamba - thubtumping

Será que o professore passou-se? Ou é a euforia depois das férias? O punk anarquista dos Chumbawamba !?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Gustav mais fraco poupa uma Nova Orleães assustada


Preços do crude e gás natural, que tinham disparado, caíram à medida que o furacão passava e os receios de catástrofe iam diminuindo

Traumatizada pelo Katrina, Nova Orleães preparou-se para o pior: quase dois milhões de pessoas foram transportadas para abrigos longe da cidade, foi decretado o recolher obrigatório e o mayor da cidade avisou que quem ficasse (só ficaram cerca de 10 mil pessoas) estaria por sua conta e risco. Mas o pior não aconteceu. O furacão Gustav enfraqueceu ao chegar ontem à costa do estado da Luisiana, um pouco antes das 10h00 locais (16h00 em Lisboa). Com ventos que não chegavam aos 180 quilómetros por hora, a tempestade não ultrapassava então uma classificação de nível dois, numa escala de intensidade que vai até ao nível cinco. Algumas horas depois, tinha descido para o nível mais baixo. Os receios das autoridades explicam-se facilmente: o Gustav atingia ainda há poucos dias um preocupante nível quatro - um patamar acima do furacão Katrina, que há três anos devastou a região - e havia mesmo previsões que apontavam a possibilidade de atingir a intensidade máxima. Os poucos que optaram por ficar numa Nova Orleães praticamente deserta contaram aos jornalistas e escreveram nos seus blogues pessoais que a tempestade está muito longe do furacão de 2005. Além disso, o Gustav deverá seguir para o interior do país, sem que o centro passe sequer pela cidade.

Barreiras aguentam

Ainda antes da evacuação de emergência levada a cabo no domingo, já algumas pessoas tinham decidido abandonar a zona costeira do estado. Muitos ficaram alojados em abrigos em escolas ou em instalações da Cruz Vermelha.Entre os que não fugiram, houve quem selasse as janelas e se abastecesse de alimentos. Mas alguns optaram por ficar reunidos em bares. Há até quem diga estar a divertir-se e a beber cerveja com os amigos. As barreiras que sustêm a água no grande canal que atravessa parte da cidade e que está ligado ao rio Mississípi, bem como as que protegem a orla costeira, aguentavam ontem, sem problemas, a pressão das ondas. Em alguns pontos, a água atingiu um nível suficientemente elevado para passar por cima das barreiras, mas a situação não é preocupante, asseguraram já as autoridades. Em 2005, foram estas as estruturas que cederam à passagem do Katrina, resultando na inundação da cidade, em 1500 mortos e 55 mil milhões de euros de prejuízos. Desde então, as autoridades reconstruíram e reforçaram os diques. Mas os trabalhos ainda não estão concluídos, o que levou a preocupações quanto à capacidade de aguentar o furacão - e fez subir os receios de repetição da tragédia.Face a uma tempestade muito mais branda do que o esperado, o sentimento entre os que não abandonaram a região é de optimismo. Contudo, o mayor da cidade, Ray Nagin, já sublinhou ser necessário manter as precauções. "Ainda não estamos fora de perigo", alertou, citado pela agência Reuters. Antes, Nagin tinha classificado o Gustav como "a mãe de todas as tempestades".

Preço do petróleo desce

Uma das primeiras localidades a serem atingidas quando o Gustav chegou à costa foi Cocodrie, uma pequena cidade a cerca de 130 quilómetros de Nova Orleães, ao largo da qual estão instaladas plataformas de exploração de petróleo e gás natural. A região do golfo do México é responsável pelo fornecimento de um quarto do petróleo e 15 por cento do gás natural consumidos nos EUA. Entre produção e importação, passa por aqui 56 por cento do petróleo que entra no país.A aproximação da tempestade fez com que as empresas a operar na área suspendessem ou reduzissem a produção, o que teve como consequência a subida do preço das reservas de petróleo e gás natural. Há três anos, mais de 100 plataformas de exploração na região foram destruídas pelo Katrina e temia-se que o mesmo acontecesse agora. Com a notícia do abrandamento do furacão, os preços das reservas de petróleo e gás natural desceram. Os danos nas infra-estruturas ainda não foram avaliados, mas as previsões são opimistas e os prejuízos não estarão sequer próximos dos de 2005. Apesar das boas notícias, ainda não está posta de parte a hipótese de uma nova subida de preços. Tudo dependerá da rota do furacão, que não é completamente previsível, e dos danos que este causar.




segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Guerra na Geórgia


Os líderes da União Europeia (UE) realizam hoje uma reunião extraordinária em Bruxelas para analisar as consequências da guerra na Geórgia e, muito especialmente, o seu impacto sobre as suas relações com a Rússia.
A reunião, que começará às 15h, foi convocada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, artífice do princípio de acordo que permitiu em meados de agosto parar os combates entre Rússia e Geórgia.
Após duas semanas de campanha relâmpago contra a Geórgia, a Rússia assegurou pela força o controlo das regiões separatistas da Ossétia do Sul e a Abkházia.
Embora os europeus tenham condenado desde o primeiro momento o recurso às armas por ambas as partes, o alarde de força realizado por Moscovo dentro das fronteiras de um país soberano considerado aliado do Ocidente encheu de indignação e inquietação as capitais da UE.
Nas vésperas da reunião de Bruxelas, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defendeu abertamente uma revisão profunda das relações entre Europa e Rússia.
Mas, ao contrário da NATO, que cancelou até uma nova ordem as suas reuniões políticas regulares com Moscovo e a cooperação militar, a UE não quer suspender o diálogo com a Rússia, seu principal fornecedor de gás e grande fornecedor de petróleo.
No começo de julho, a UE e a Rússia começaram a negociação de um ambicioso acordo bilateral com o qual a Europa pretendia envolver a Rússia numa relação "estratégica" a longo prazo.
Os Governos da UE estão agora profundamente divididos sobre a continuidade dessas negociações, cuja próxima ronda está prevista para os dias 15 e 16 de setembro.
A Polónia e as repúblicas bálticas, que vêem nos factos da Geórgia a prova do ressurgir da Grande Rússia, lideram o grupo dos que exigem uma resposta firme e sanções.
Pelo contrário, a Alemanha apela ao realismo e a exercer toda a persuasão para dirigir de novo à Rússia os canais pacíficos de resolução de conflitos.
A reunião de Bruxelas deveria permitir pelo menos aos europeus fazer uma exibição de unidade perante o poderoso vizinho russo.
O Conselho Europeu pedirá à Rússia para respeitar todos os compromissos contraídos no acordo de cessar-fogo do dia 12 de agosto.

EFE




Que comentário fazem a toda esta situação que se vive neste momento. Será que voltamos, de facto, ao tempo da Guerra Fria? E qual o papel da UE neste conflito?

Viagem à região da Ribeira Sacra (Galiza)

Nestas férias passei alguns dias (cinco) em Ourense e na região da Ribeira Sacra (os tempos que correm não dão para mais!). A Ribeira Sacra é uma região que fica entre Ourense e Lugo, no interior da Galiza, estendendo-se ao longo dos vales dos rios Miño (Minho em português) e Sil, sendo este um afluente do primeiro. A designação de "Ribeira Sacra" (Ribeira Sagrada), que já vem do tempo da nossa Dona Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), deve-se ao facto de esta região possuir uma elevadíssima concentração de mosteiros (18), em locais isolados e com um enquadramento paisagístico fantástico, a maior parte de origem medieval. Visitei apenas três: Santo Estevão de Ribas de Sil, Santa Cristina de Parada do Sil e, ainda, S. Pedro das Rocas (sendo este, para mim, o mais impressivo). "Ribeira Sacra" é, também, a Denominação de uma região demarcada de vinhos. Nesta região destaca-se, também o Canhão do Sil, um vale muito encaixado, muito belo, em estado bastante selvagem e que é possível visitar de barco.

Aqui ficam algumas imagens (com música folk galega de fundo) desta região que vale a pena conhecer e que fica muito próxima do nosso país.


Canhão do rio Sil (Ribeira Sacra)


Cidade de Ourense

E as vossas férias correram bem?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Happy People Dancing on Planet Earth

O blogue está de regresso depois de um mês de férias!

Recebi há dias este vídeo que é simplesmente fantástico, e diz muito quanto à importância da felicidade e da dança na vida dos seres humanos, qualquer que seja o seu país, raça ou religião. Afinal de contas somos mais parecidos uns com os outros do que pensavamos.

Matt Harding viajou por diversas nações do planeta, começou a dançar nos diferentes lugares onde esteve e filmou o resultado.









A felicidade é contagiosa?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Rita Redshoes - The Beginning Song

Finalmente estou de férias. Até parece mentira. Depois de um ano de muito trabalho e de um mês de Julho tremendo, finalmente ... as férias!
Espero que estejam todos bem e já relaxados. Agora chegou o tempo de descansar e recuperar algumas forças para o próximo ano lectivo. O blogue também vai de férias até ao fim do mês de Agosto. Regressa em Setembro.
Para todos desejo a continuação de umas boas férias. Fiquem com a portuguesa Rita Redshoes e com a canção The Beginning Song.

Porto perde bandeira azul na praia Homem do Leme


Até ao fim da época balnear

A bandeira azul na praia Homem do Leme, concelho do Porto, foi hoje retirada por falta de qualidade da água e já não pode ser hasteada até ao fim da época balnear, segundo a associação Bandeira Azul. Esta é a primeira praia galardoada que fica definitivamente impedida de voltar a hastear a bandeira este ano, uma vez que as regras da Bandeira Azul permitem apenas duas análises aceitáveis da qualidade da água. As praias com galardão de qualidade balnear são periodicamente sujeitas a análises à qualidade da água, que deve ser boa, e não podem ter mais do que dois resultados aceitáveis da qualidade da água. "A praia Homem do Leme teve hoje a terceira análise aceitável e a bandeira fica definitivamente arriada esta época balnear", explicou a coordenadora nacional da Bandeira Azul, Catarina Gonçalves.
É de recordar que esta praia do Porto tinha recebido a Bandeira azul pela primeira vez! Era mesmo a única praia da cidade do Porto com esta distinção!
Ainda bem que temos as praias de Gaia!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Cimeira da CPLP aprova Declaração de Lisboa com plano da promoção da Língua Portuguesa em destaque


Chefes de Estado e de Governo reunidos em Lisboa


Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovaram hoje a Declaração de Lisboa. Ao longo de 19 páginas são dadas mais de uma centena de orientações, com destaque para a aprovação do projecto de promoção e valorização da Língua Portuguesa. Segundo a Declaração, a que a Lusa teve acesso, o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, foi eleito por unanimidade como presidente da CPLP, substituindo o seu homólogo da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira. Do documento destaca-se também a atribuição ao Senegal do estatuto de observador associado, juntando-se às ilhas Maurícias e à Guiné Equatorial, país que viu adiada a discussão de uma eventual integração como membro de pleno direito da CPLP, tal como pretendia Teodoro Obiang Nguema, presidente equato-guineense. Os chefes de Estado e de Governo dos "oito" aprovaram também resoluções que visam o endosso de candidaturas de Estados membros a órgãos de organizações internacionais, o empenhamento da CPLP no combate ao VIH/SIDA e o funcionamento provisório dos Centros Regionais de Excelência. A concessão do Estatuto de Observador Consultivo da CPLP ficou igualmente definida numa resolução, que prevê as condições para a respectiva atribuição, o reforço da participação da sociedade civil na comunidade, o poder local, a circulação de bens culturais, a segurança alimentar, o Conselho Empresarial da organização lusófona foram alvo também de resoluções aprovadas por unanimidade. Os líderes da comunidade aprovaram também a declaração "A Língua Portuguesa: Um Património Comum, Um Futuro Global", realçando a importância da concertação, a nível da CPLP, na prossecução de políticas linguísticas que projectem e afirmem a Língua Portuguesa internacionalmente e sejam adequadas à situação de cada Estado-membro.Os "oito" reiteraram o compromisso para com a democracia, o Estado de Direito, o respeito pelos Direitos Humanos e pela justiça social, "pressupostos para a paz e segurança necessários ao desenvolvimento dos Estados membros da CPLP". No âmbito da concertação político-diplomática, realçaram a necessidade de a CPLP continuar a desenvolver uma acção estratégica de projecção internacional. O reforço das relações que mantém com a ONU, o estabelecimento de parcerias com organizações regionais e sub-regionais são outras das recomendações emanadas da cimeira de Lisboa, lembrando o documento estão em fase de conclusão memorandos de entendimento com a União Africana, Organização Internacional da Francofonia, o Conselho da Europa, a Comunidade das Democracias e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. Aprovado foi também o Acordo de Protecção Consular na CPLP, que "trará benefícios para os seus cidadãos decorrentes quer da generalização e harmonização das disposições constantes dos acordos já em vigor nesta área, quer da aplicabilidade das mesmas a todos os Estados-membros". O Direito Internacional Humanitário, a Política de Oceanos e a elaboração do futuro Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da CPLP (PECS/CPLP), que visa fortalecer a cooperação em matéria de saúde, são outros dos projectos aprovados. Neste sentido, encorajaram os Estados-membros a contribuírem financeiramente, através do Fundo Especial da CPLP, tanto para o processo de elaboração do PECS/CPLP, como para a implementação do plano, depois de aprovado. Subscreveram também as conclusões contidas no documento "Apelo à Acção", apresentado por Jorge Sampaio, comprometendo-se a realizar um Fórum da Sociedade Civil para as questões da Saúde dos Países de Língua Portuguesa à margem das Conferências de Chefe de Estado e de Governo. Os "oito" instaram ainda à realização do Fórum sobre Energias Renováveis e Protecção do Meio Ambiente, a ter lugar em Outubro de 2008.


terça-feira, 22 de julho de 2008

Balcãs - Capturado Radovan Karadzic, antigo líder sérvio da Bósnia


Radovan Karadzic, o líder dos sérvios bósnios durante a guerra da ex-Jugoslávia, entre 1992 e 1995, foi capturado na Sérvia. Karadzic já foi ouvido, hoje de manhã, por um juiz de instrução sérvio, primeiro passo para a sua extradição para Haia, a fim de ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional.Karadzic é acusado de vários crimes de guerra e genocídio, incluindo a morte de cerca de 8000 homens e rapazes muçulmanos no massacre de Srebrenica. Andava a monte desde 1996, tal como o seu comandante militar, Ratko Mladic, que continua em fuga. Ambos eram procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para os Crimes de Guerra da Ex-Jugoslávia."O interrogatório terminou", declarou o juiz de instrução Milan Dilparic, citado pela agência Beta news. Dilparic recusou, porém, revelar mais detalhes sobre o interrogatório, qualificando-o de "confidencial". O procurador do TPI, Serge Brammertz, é esperado hoje na capital sérvia. O procurador tinha já confirmado ontem a detenção do antigo responsável político sérvio bósnio, acusado de genocídio e em fuga há cerca de 13 anos."O procurador Serge Brammertz saúda a detenção hoje de Radovan Karadzic (...) Ele está em fuga há cerca de 13 anos ", indicava um comunicado do TPI.A notícia foi primeiramente avançada pela presidência sérvia, que indicou que o antigo líder dos sérvios bósnios foi detido pelos serviços de segurança sérvios. Em Belgrado, os festejos pela detenção de Karadzic - um dos principais entraves nas negociações da entrada da Sérvia na União Europeia - estenderam-se pela madrugada. Svetozar Vujacic, o advogado do ex-líder sérvio da Bósnia, assegurou que o seu cliente foi detido na passada sexta-feira, mas que as autoridades sérvias só deram conta da detenção ontem à noite.De acordo com Vujacic aos meios de comunicação sérvios, Karadzic foi detido às 21h30 (19h30 em Lisboa) da passada sexta-feira num autocarro que percorria a estrada entre Nova Belgrado e Batajnica, uma localidade a poucos quilómetros a norte da capital sérvia. O advogado, que disse não saber quem deteve Karadzic, assegurou que a detenção foi ilegal, já que o arguido deveria ter sido levado de imediato a um juiz de instrução e isso não aconteceu. O causídico indicou ainda que o ex-líder sérvio goza de boa saúde, mas que perdeu bastante peso e nega-se a ingerir alimentos.O advogado de Karadzic indicou ainda que o seu cliente qualificou a situação que levou à sua detenção de "farsa" e que terá utilizado o seu "direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório". Depois de ter sido acusado formalmente pelo TPI por crimes de guerra, Karadzic entrou na clandestinidade, dispondo de uma rede de apoiantes que o ajudavam na fuga. Diversas tentativas de detenção levadas a cabo pela NATO na Bósnia acabaram por falhar. O departamento de Estado tinha prometido uma recompensa de cinco milhões de dólares por informações que conduzissem à sua detenção. Por seu lado, o diplomata americano Richard Holbrooke, artesão dos acordos de paz de Dayton, que meteram um ponto final à guerra da Bósnia, designou Karadzic – numa entrevista à BBC – como o “Osama bin Laden da Europa”. Acrescentou ainda que “um grande malfeitor foi retirado da cena pública”. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, indicou por seu lado, em comunicado, que a detenção foi “um momento histórico para as vítimas”.Em Sarajevo, Bósnia, onde se cometeram algumas das mais terríveis atrocidades, as “Mães de Srebrenica” – cujos maridos e filhos foram mortos durante a guerra – também saudaram a detenção de Karadzic. “Foi finalmente feita justiça”, indicou à AFP um responsável dessa associação, Kada Hotic.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336153 (podem visionar um pequeno vídeo sobre Radovan Karadzic neste endereço)

domingo, 20 de julho de 2008

O óleo que deita fora pode ser mais perigoso do que imagina


Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada. Para participar neste projecto da AMI:

- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em http://www.ami.org.pt/;

- Afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;

- Divulgue esta informação no seu site ou blog.


Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados.

A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site http://www.ami.org.pt/.

Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro.

Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil.

A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população. Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.


A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.


As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.


Fundação AMI - Rua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199E-Mail: reciclagem@ami.org.pt Internet: http://www.ami.org.pt/

sábado, 19 de julho de 2008

Bobby Mcferrin - Don't Worry, Be Happy

Dedico esta canção a todos aqueles que, por qualquer motivo, se sentem preocupados ou tristes.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Coldplay - Viva La Vida (Live)

Não havendo muitos assuntos com interesse para comentar, continuamos com algumas músicas, umas mais recentes, outras mais antigas.

Seguimos com (mais uma vez) os Coldplay com o seu novíssimo Viva La Vida (ao vivo). Já devem ter reparado que gosto mesmo muito deste grupo

sábado, 12 de julho de 2008

Amy Winehouse - Rehab

E agora a polémica Amy Winehouse, com "Rehab".


Férias 2008


Depois de um ano muito intenso de trabalho, gostava que falassem sobre as vossas férias. Quais são as vossas expectativas em relação às vossas férias? O que pretendem fazer? Ficam por casa ou contam sair? Para onde contam ir?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Prémio ISEG - Santander/Totta 2008


É com muito orgulho que vos informo que os alunos Beatriz Fougo, do 10º I (da minha Direcção de Turma) e o Diogo do 12º G ganharam ontem o primeiro prémio do concurso ISEG - Santander/Totta 2008, nas categorias do 10º ano e 12º ano, respectivamente.


Estes alunos concorreram a este prémio, foram seleccionados numa segunda fase e ontem fizeram a apresentação pública dos seus trabalhos no ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, que integra a Universidade Técnica de Lisboa.


Os trabalhos destes dois alunos (na área da Economia) foram defendidos com grande classe e competência perante um júri muito exigente constituido por professores da Universidade, do ensino secundário, uma representante do Banco, participantes no concurso, colegas de turma e professores dos alunos concorrentes (também estive lá).


O prémio para cada aluno vencedor foi 1 500€ e, no caso de pretenderem frequentar um curso desta faculdade, a isenção de propinas no 1º ano da licenciatura e a isenção de propinas nos restantes anos da licenciatura se tiverem uma média igual ou superior a 14 valores.


Ficamos todos muito felizes e muito orgulhosos dos nossos alunos e mais uma vez a nossa Escola deu uma excelente imagem a nível nacional.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Resultados das provas publicados hoje


Exames: chumbos a matemática descem mas média de português abaixo dos 10 valores


A taxa de reprovação no exame de Matemática A do 12º deste ano baixou para 7 por cento, contra os 18 por cento do ano passado, numa prova em que a média de notas foi de 12,5 valores. Mas a média de notas no exame de Português do 12º deste ano ficou abaixo dos 10 valores pela primeira vez em três anos, situando-se nos 9,7 valores face aos 10,8 de 2007. A taxa de reprovação de 7 por cento dos 36.674 alunos que fizeram este ano a prova de Matemática A é menos de metade da verificada no ano passado (18 por cento) e cerca de um quarto da de 2006 (29 por cento), indicam os dados oficiais distribuídos hoje à tarde pelo Ministério da Educação (ME). Em relação aos alunos internos (ou seja, os que frequentaram a disciplina durante todo o ano), a média obtida foi de 14 valores, 3,4 valores acima do que se verificou em 2007, ano em que pela primeira vez a média obtida por estes alunos foi superior a dez valores. No total dos alunos, ou seja incluindo os que já estavam chumbados e se auto-propuseram a exame, a média é de 12,5 valores (mais 2,1 valores do que os 9,4 de 2007). Na Matemática B (prova realizada por 6731 alunos), a média de resultados foi de 11,4, uma subida em relação aos 7,5 valores verificada em 2007. A taxa de "chumbos" neste exame foi igualmente de sete por cento contra os 24 por cento de 2007 e os 30 por cento em 2006. Na Matemática Aplicada às Ciências Sociais o cenário é inverso: a média de 9,6 valores obtida este ano pelos 8533 alunos é inferior aos 11,5 valores do ano passado. Também a taxa de reprovações aumentou de sete por cento em 2007 para 13 por cento este ano. Após a realização das provas, em finais de Junho, a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considerou que o exame nacional de 12º ano de Matemática A foi "mais fácil" do que o de 2007, alegando que a prova continha "um grande número" de questões de resposta "imediata e elementar". "A prova comporta um grande número de questões de resposta imediata e elementar, não aferindo conhecimentos matemáticos importantes, o que perfaz um total de cinco valores. Confirma-se a tendência já patente no exame nacional do 9º ano [...]", afirmava a SPM, num parecer sobre a prova. Num comunicado divugado hoje, o Ministério da Educação enaltece a "melhoria" nos resultados da Matemática, "que se verifica pelo terceiro ano consecutivo". Por outro lado, o ME diz que os resultados deste ano resultam do "efeito combinado de três factores": "mais tempo de trabalho e estudo por parte dos alunos acompanhado pelos professores [...] no âmbito do Plano de Acção para a Matemática", "provas de exame correctamente elaboradas, sem erros e com mais tempo de realização" e um "maior alinhamento entre o exame, o programa e o trabalho desenvolvido pelos professores".


Cenário negro a português


Dos 60.281 alunos que este ano fizeram a prova de Português oito por cento "chumbaram" (um acréscimo face aos cinco por cento verificados em 2007 e 2006). A média de notas tem vindo a decrescer: dos 11,6 valores de 2006 passou-se para 10,8 valores no ano passado e para os 9,7 valores deste ano. A taxa de reprovação a Português foi mesmo superior à das provas de Matemática A e B, tradicionalmente as que mais complicam a vida aos alunos. De acordo com o Ministério da Educação, que hoje divulgou os dados, o exame de Português "é o que abrange o maior número de alunos, sendo realizado pela quase totalidade dos que terminam o ensino secundário em cursos científico-humanísticos". Dado o "descréscimo nos resultados", indica a tutela, "importa equacionar medidas de reforço do trabalho dos alunos nesta disciplina, designadamente estendendo ao Ensino Secundário as dinâmicas do Plano Nacional de Leitura". Após a realização das provas, em finais de Junho, a Associação de Professores de Português (APP) apontou críticas à prova, considerando que o primeiro grupo da prova suscitou "algumas dúvidas", já que foi usada a terminologia linguística em revisão. Por outro lado, o texto final do exame poderá ter levado os estudantes a falar de Padre António Vieira no tema de desenvolvimento, quando o autor não integra o programa do 12º ano. Em comunicado, a associação considerou que "a prova está globalmente de acordo com o programa em vigor", mas apontou algumas notas, nomeadamente que o Grupo I "apresenta um grau de dificuldade elevado, não só devido à formulação não muito clara da pergunta 2, mas também devido ao excerto escolhido", de "Os Lusíadas". "Em relação ao II Grupo, existem algumas afirmações que poderão confundir o examinando sendo de referir a utilização de termos da TLEBS, que se encontra em reformulação, como por exemplo 'frase subordinada relativa' ou 'verbo auxiliar modal'", salientava a nota dos professores de português.


Melhoria a Física e Química


Quanto aos exames na área de Ciências, registou-se uma melhoria nos resultados da Física e Química A, que ainda assim registou uma taxa de "chumbos" de 22 por cento (a mais alta percentagem de reprovações em todos os exames). Estes resultados representam uma melhoria face a 200 (31 por cento de reprovações), mas são piores do que os de 2006 (21 por cento de chumbos). Os 31.760 alunos que fizeram esta prova obtiveram uma média de 9,3 valores (contra os 7,2 valores de 2007 e os 7,4 de 2006). Quanto a Biologia e Geologia, dos 39.890 alunos que fizeram a prova chumbaram oito por cento (uma melhoria face aos 12 por cento de 2007 e aos 9 por cento de 2006). A média de Biologia e Geologia passou de 9,1 valores em 2007 para 10,5 valores este ano. "Estas duas disciplinas - escreve o ME - são as que apresentam as mais elevadas correlações entre as classificações internas e externas (respectivamente 0,75 e 0,76)".


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