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sábado, 18 de outubro de 2008
Plataforma continental portuguesa pode ser alargada

A plataforma continental de Portugal poderá vir a ser alargada. O alargamento dá-se com o reconhecimento jurídico internacional, no âmbito de estudos geológicos que têm vindo a ser realizados nos fundos marinhos. O estudo foi apresentado hoje em Coimbra na Conferência Internacional “As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas". As informações actualmente existentes permitem “desde já confirmar que as perspectivas de extensão são boas”."As áreas estendidas revestem-se de enorme importância a vários níveis, designadamente económico, ambiental e mesmo estratégico, face à natureza dos recursos que poderão vir a ser explorados", referem os autores do estudo. Os estudos têm vindo a ser dinamizados pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), criada por Resolução do Conselho de Ministros de 2005, e a funcionar sob a dependência do Ministro da Defesa Nacional.A sua missão é preparar, à luz da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), uma proposta de extensão da Plataforma Continental de Portugal, para além das 200 milhas náuticas, a ser apresentada à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), órgão constituído no âmbito daquela Convenção. A proposta de extensão terá de ser apresentada nas Nações Unidas até 13 de Maio de 2009 (dez anos após a publicação, pela CLPC, das Scientific and Technical Guidelines). Segundo os autores do estudo apresentado em Coimbra, para que um Estado costeiro possa estender a sua plataforma continental para lá das 200 milhas náuticas é necessário que se verifique nos fundos marinhos adjacentes um conjunto de condições definidas no artigo 76.º da CNUDM, que "tem a ver, essencialmente, com a forma do fundo marinho e da respectiva natureza geológica"."Com base nos dados adquiridos é elaborado um modelo de fundo a partir do qual é determinado o pé do talude, elemento fundamental de referência para a determinação dos parâmetros", explicam. Os trabalhos da EMEPC na zona da Península Abissal Ibérica estão a ser desenvolvidos em parceria com empresas petrolíferas, para avaliação do potencial de exploração desse combustível fóssil. No âmbito da cooperação internacional foi também atribuída à EMEPC a tarefa de preparar o processo de extensão da plataforma continental de Cabo Verde, e existem contactos para se estender a outros países de língua portuguesa, referem os investigadores. (Público)
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Nobel da Economia atribuído a Paul Krugman

O Nobel da Economia foi atribuído ao norte-americano Paul Krugman, 55 anos, pelo seu trabalho sobre os padrões do comércio e a localização das actividades económicas, anunciou hoje o Comité Nobel. Crítico da Administração Bush e professor da Universidade de Princeton, Paul Krugman elaborou uma nova teoria que integra pesquisas díspares sobre o comércio internacional e a geografia económica, indicou hoje a academia. No ano passado, o prémio foi atribuído igualmente a três norte-americanos. Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson desenvolveram trabalhos sobre os mecanismos de trocas destinados a melhorar o funcionamento dos mercados. Os efeitos do comércio livre, a globalização e o que está por detrás das urbanizações em todo o mundo têm sido a base do trabalho de Paul Krugman. A teoria de Krugman é baseada na premissa de que muitos bens e serviços podem ser produzidos a preços mais baratos em grandes quantidades, um conceito conhecido por economias de escala. Mas é preciso ter em conta que os consumidores exigem uma grande variedade de produtos. A partir daqui se deduz que as pequenas produções, destinadas a um mercado local, têm tendência para serem substituídas por grandes produções para o mercado global, onde a competição é forte. A nova teoria de Krugman clarifica porque é que o comércio internacional é dominado por países não apenas com as mesmas condições, mas que também exportam produtos idênticos. As economias de escala combinadas com a redução dos custos de transportes ajudam igualmente a explicar a concentração da população mundial nas cidades e por que é que actividades económicas parecidas se encontram nos mesmos locais. Os baixos custos dos transportes podem incentivar as concentrações metropolitanas e dão corpo a produções cada vez maiores, a salários mais elevados e a uma maior diversificação de produtos ao dispor dos consumidores. Por sua vez, este fenómeno atrai mais migração para as cidades. Kurgman provou que no culminar deste processo as regiões passam a ter áreas urbanizadas centrais com alta tecnologia e outras áreas menos desenvolvidas na periferia.
Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345827 (13/10/08)
Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345827 (13/10/08)
18 por cento dos portugueses abaixo do limiar da pobreza

Vivem com salários mensais entre os 360 e os 366 euros. Número de famílias a procurar ajuda está a aumentar
O Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza assinala-se esta sexta-feira, sendo que em Portugal 18 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza, ou seja, com salários mensais entre os 360 e os 366 euros, segundo a Associação Cais.
Este é um dos alertas que a Associação Cais vai fazer esta sexta-feira, durante uma jornada dedicada à erradicação da pobreza, que conta com uma conferência de Carlos Vasconcelos Cruz subordinada ao tema Portugal Desigual.
Segundo dados divulgados pela Comissão Europeia, 16 por cento dos cidadãos da União Europeia viviam em 2006 abaixo do limiar de pobreza, definido como 60 por cento do rendimento médio do seu país.
A propósito do Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, a Assitência Médica Internacional (AMI) alerta para o empobrecimento das famílias portuguesas, referindo que o número de pessoas que procuram os seus serviços de apoio não pára de aumentar.
Segundo a AMI, só nos primeiros seis meses deste ano recorreram aos seus serviços de apoio social um total de 4.695 pessoas, o equivalente a 64 por cento do valor total de pessoas que recorreram à AMI durante os doze meses de 2007.
Iniciativas marcadas
Além da iniciativa da Cais prevista, os Médicos do Mundo participam na entrega das deliberações da Rede Europeia Anti-Pobreza sobre pobreza e exclusão social ao presidente da Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias.
No Porto, decorrerá uma jornada de reflexão promovida pela Fundação Filos, com a presença de Silva Peneda, Guilherme d'Oliveira Martins e Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade.
Um pouco por todo o país decorre o «Levanta-te e Actua», uma iniciativa global que apela a que nos dias 17 e 19 de Outubro as pessoas se levantem, exigindo aos seus governos que cumpram as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015.
(IOL Diário)
Este é um dos alertas que a Associação Cais vai fazer esta sexta-feira, durante uma jornada dedicada à erradicação da pobreza, que conta com uma conferência de Carlos Vasconcelos Cruz subordinada ao tema Portugal Desigual.
Segundo dados divulgados pela Comissão Europeia, 16 por cento dos cidadãos da União Europeia viviam em 2006 abaixo do limiar de pobreza, definido como 60 por cento do rendimento médio do seu país.
A propósito do Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, a Assitência Médica Internacional (AMI) alerta para o empobrecimento das famílias portuguesas, referindo que o número de pessoas que procuram os seus serviços de apoio não pára de aumentar.
Segundo a AMI, só nos primeiros seis meses deste ano recorreram aos seus serviços de apoio social um total de 4.695 pessoas, o equivalente a 64 por cento do valor total de pessoas que recorreram à AMI durante os doze meses de 2007.
Iniciativas marcadas
Além da iniciativa da Cais prevista, os Médicos do Mundo participam na entrega das deliberações da Rede Europeia Anti-Pobreza sobre pobreza e exclusão social ao presidente da Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias.
No Porto, decorrerá uma jornada de reflexão promovida pela Fundação Filos, com a presença de Silva Peneda, Guilherme d'Oliveira Martins e Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade.
Um pouco por todo o país decorre o «Levanta-te e Actua», uma iniciativa global que apela a que nos dias 17 e 19 de Outubro as pessoas se levantem, exigindo aos seus governos que cumpram as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015.
(IOL Diário)
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
No Dia Mundial da Alimentação, FAO defende a agricultura alimentar

Diante da progressão da fome no mundo, as organizações especializadas insistem na necessidade de se investir maciçamente na agricultura alimentar, por ocasião da comemoração, nesta quinta-feira, do Dia Mundial da Alimentação, que este ano acontece em plena crise financeira mundial.
Em meados de setembro, o director-geral da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, anunciou diversos dados alarmantes sobre a fome no mundo, que afecta de 923 a 925 milhões de pessoas contra 850 milhões antes da escalada dos preços e das revoltas que a seguiram.
Diouf acusou os dirigentes mundiais de terem ignorado as advertências lançadas pela sua agência sobre a crise alimentar, considerando que o que havia faltado para conter a crise tinha sido vontade política.
Segundo a FAO, os investimentos em agricultura entre 1980 e 2006 caíram de 17% para 3%, enquanto a população mundial aumentou durante esse tempo mais 78,9 milhões pessoas por ano. Paralelamente, os biocombustíveis privaram o mundo de 100 milhões de toneladas de cereais como o milho ou o trigo, que poderiam servir para alimentar seres humanos, ressaltou.
"O facto de a fome atingir quase um bilhão de pessoas no mundo obriga todos os proprietários de terras a reverem sua orientação e a voltarem-se novamente para a agricultura alimentar que tem sido um pouco negligenciada nos últimos anos, em benefício dos sectores de saúde e educação", ressaltou Stéphane Delpierre do Serviço de Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO).
"Relançar a actividade dos pequenos agricultores e lutar com programas coordenados contra a desnutrição, que ameaça de morte 19 milhões de crianças, são as duas prioridades actualmente para fazer frente à crise alimentar", afirmou Erika Wagner da Fundação Clinton.
"Durante anos, nós insistimos na falta de apoio ao desenvolvimento da agricultura do sul que tornou a crise actual amplamente previsível", ressaltou Catherine Gaudard, directora do Comité Católico contra a Fome e pelo Desenvolvimento -Terra Solidária (CCFD).
Para Caroline Wilkinson, da Acção contra a Fome, "mesmo que os programas que visam ao aumento da produção agrícola sejam extremamente importantes, a urgência hoje é tratar as 55 milhões de crianças que sofrem de desnutrição".
Em Agosto, o Programa Alimentar Mundial anunciou a realização de um programa de ajuda para lutar contra a crise alimentar de 142 milhões de euros em 16 países assolados pela fome, como o Afeganistão, Haiti, Libéria, Moçambique, Etiópia e Somália. Mas segundo a agência da ONU, a ajuda alimentar internacional caiu em 2008 a seu nível mais baixo em 40 anos. (AFP)
Em meados de setembro, o director-geral da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, anunciou diversos dados alarmantes sobre a fome no mundo, que afecta de 923 a 925 milhões de pessoas contra 850 milhões antes da escalada dos preços e das revoltas que a seguiram.
Diouf acusou os dirigentes mundiais de terem ignorado as advertências lançadas pela sua agência sobre a crise alimentar, considerando que o que havia faltado para conter a crise tinha sido vontade política.
Segundo a FAO, os investimentos em agricultura entre 1980 e 2006 caíram de 17% para 3%, enquanto a população mundial aumentou durante esse tempo mais 78,9 milhões pessoas por ano. Paralelamente, os biocombustíveis privaram o mundo de 100 milhões de toneladas de cereais como o milho ou o trigo, que poderiam servir para alimentar seres humanos, ressaltou.
"O facto de a fome atingir quase um bilhão de pessoas no mundo obriga todos os proprietários de terras a reverem sua orientação e a voltarem-se novamente para a agricultura alimentar que tem sido um pouco negligenciada nos últimos anos, em benefício dos sectores de saúde e educação", ressaltou Stéphane Delpierre do Serviço de Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO).
"Relançar a actividade dos pequenos agricultores e lutar com programas coordenados contra a desnutrição, que ameaça de morte 19 milhões de crianças, são as duas prioridades actualmente para fazer frente à crise alimentar", afirmou Erika Wagner da Fundação Clinton.
"Durante anos, nós insistimos na falta de apoio ao desenvolvimento da agricultura do sul que tornou a crise actual amplamente previsível", ressaltou Catherine Gaudard, directora do Comité Católico contra a Fome e pelo Desenvolvimento -Terra Solidária (CCFD).
Para Caroline Wilkinson, da Acção contra a Fome, "mesmo que os programas que visam ao aumento da produção agrícola sejam extremamente importantes, a urgência hoje é tratar as 55 milhões de crianças que sofrem de desnutrição".
Em Agosto, o Programa Alimentar Mundial anunciou a realização de um programa de ajuda para lutar contra a crise alimentar de 142 milhões de euros em 16 países assolados pela fome, como o Afeganistão, Haiti, Libéria, Moçambique, Etiópia e Somália. Mas segundo a agência da ONU, a ajuda alimentar internacional caiu em 2008 a seu nível mais baixo em 40 anos. (AFP)
Simpsons - Homer nas eleições 2008
E agora vejam um pequeno vídeo de animação com Homer Simpson a tentar votar nas próximas eleições norte-americanas. As legendas são em Português do Brasil.
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sábado, 11 de outubro de 2008
Nobel da Paz para o finlandês Martti Ahtisaari

O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído ao antigo Presidente finlandês Martti Ahtisaari "pelos seus importantes esforços, em vários continentes e durante mais de três décadas, para resolver conflitos internacionais", comunicou hoje o presidente do Comité Nobel, Ole Danbolt Mjoes, a partir de Oslo, na Noruega.“Esses esforços contribuíram para um mundo mais pacífico e para uma fraternidade entre as nações, dentro do espírito de Alfred Nobel”, indica ainda o Comité.“Durante toda a sua vida adulta (...) Ahtisaari [que foi Presidente da Finlândia entre 1994 e 2000] trabalhou em prol da paz e da reconciliação. Durante os últimos 20 anos, tornou-se uma figura proeminente nos esforços para resolver vários conflitos sérios e duradouros. Em 1989-90 jogou um papel muito significante no estabelecimento da independência da Namíbia; em 2005, ele e a sua organização, a Iniciativa para a Gestão de Crises [CMI, na sigla em Inglês] foram centrais na solução dos complicados problemas da província de Aceh, na Indonésia”, sublinhou ainda o Comité. Martti Ahtisaari, há muito considerado como um sério pretendente ao Nobel da Paz, fundou a sua organização não-governamental CMI em 2000, e foi através dela que conseguiu o acordo de paz entre o governo indonésio e os ex-rebeldes maoístas independentistas do Movimento Aceh Livre, pondo fim a um conflito que fez cerca de 15 mil mortos desde 1976. Nos termos do acordo mediado por Ahtisaari, os rebeldes pousaram as armas e o poder central retirou uma grande parte das suas forças armadas da província rebelde. "Em 1999 e, depois, em 2005-07 [na qualidade de enviado especial da ONU], tentou, em circunstâncias especialmente difíceis, encontrar uma solução para o conflito no Kosovo. Em 2008, através do CMI e em cooperação com outras instituições, Ahtisaari tentou encontrar uma solução pacífica para os problemas do Iraque. Fez igualmente contribuições construtivas para a resolução dos conflitos na Irlanda do Norte, Ásia Central e no Corno de África", especifica o comunicado de imprensa difundido hoje pelo comité, a partir de Oslo. O Trabalho no Kosovo tinha já valido a Ahtisaari uma nomeação para o Nobel da Paz em 2000. Até Março do ano passado Ahtisaari foi o mediador das conversações sobre o Kosovo enquanto enviado da União Europeia. O finlandês traçou um plano que defendia uma independência da província sérvia, sob supervisão europeia, com uma autonomia alargada para a minoria sérvia que habita o Kosovo. Mas este plano foi rejeitado pela Sérvia e pela Rússia, o que acabou por original a independência unilateral do Kosovo a 17 de Fevereiro deste ano. Foi igualmente Ahtisaari que investigou o ataque à bomba contra o quartel-general da ONU no Iraque, em 2003, que matou 22 pessoas, incluindo o chefe da missão, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Através do seu inquérito, que concluiu que a segurança em Bagdad era “disfuncional” e “desleixada”, levou a que o então secretário-geral da ONU Kofi Annan propusesse um reforço de 97 milhões de dólares para o sector da segurança do corpo de funcionários das Nações Unidas. A htisaari, de 71 anos, casado e com um filho, demonstrou igualmente as suas credenciais de liderança quando conduziu o seu país à União Europeia, em 1995, e a sua entrada no grupo da moeda única, em 1999. “Ahtisaari é hoje um excelente mediador internacional. Através dos seus incansáveis esforços e bons resultados, mostrou qual o papel que a mediação pode desempenhar na resolução de conflitos. O Comité Nobel Norueguês expressa a sua esperança em como outras pessoas possam inspirar-se nos seus esforços e nos seus resultados”. Este ano, 197 personalidades e organizações estavam “em linha” para a atribuição deste prémio. O Prémio Nobel, que consiste numa medalha, num diploma e num cheque de 10 milhões de coroas suecas (cerca de um milhão de euros), será atribuído numa cerimónia a decorrer em Oslo no dia 10 de Dezembro, data do aniversário da morte do seu fundador, o industrial e filantropo sueco, Alfred Nobel, igualmente conhecido por ter inventado a dinamite.
(10.10.2008)
Eis um bom exemplo para todos os políticos do Mundo.
Bush e países do G7 querem "resposta mundial séria" à crise financeira
Ministros das finanças do G7 posam numa foto de grupo depois de terem reunido ontem no Departamento do tesouro dos EUAEncontro em Washington
O Presidente norte-americano George W. Bush, acompanhado dos líderes financeiros do G7, afirmou hoje em Washington que todo o mundo está de acordo sobre a necessidade de se dar “uma resposta séria, à escala mundial”, para combater a crise histórica que ameaça o sistema financeiro internacional.“Cada um de nós reconhece que se trata de uma grave crise mundial e, consequentemente, ela requer uma resposta séria à escala mundial”, declarou Bush, a partir da Casa Branca, após uma reunião de cerca de 40 minutos com os ministros das Finanças do G7, o presidente do Banco Mundial e o director-geral do FMI."Tenho confiança que as maiores economias do mundo vão conseguir enfrentar os desafios que enfrentamos", disse o Presidente norte-americano.Ontem à noite, os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G7 adoptaram um plano de acção em cinco pontos, com o intuito de desbloquearem os mercados financeiros, permitirem aos bancos aumentarem os capitais junto dos sectores público e privado e desbloquearem o mercado do crédito imobiliário. Apesar disso, os analistas consideraram, logo após a reunião, que não saiu do encontro nada suficientemente forte que acalme os mercados. A Bolsa saudita, a primeira a funcionar depois do encontro do G7, abriu hoje em baixa (sete por cento), abaixo dos 6000 pontos. Washington deverá acolher igualmente, esta tarde, uma reunião do G20 reunindo os ministros e banqueiros centrais dos países mais ricos e emergentes. Paralelamente, os líderes dos 15 países da zona euro anunciaram que vão reunir-se de emergência amanhã, em Paris, para "definir um plano de acção conjunto da zona euro e do Banco Central Europeu (BCE) face à crise financeira".As grandes bolsas mundiais terminaram esta semana com resultados dignos da definição de “crash” – baixas de mais de 20 por cento durante alguns dias –, justificando assim as comparações com as crises de 1929 e de 1987. Nem as baixas nas taxas de juros, nem as operações maciças de apoio aos bancos com fundos públicos, nem as garantias dos depósitos decididas pelos governos e nem os apelos à calma dos grandes banqueiros internacionais têm conseguido travar o pânico.
Como já devem ter reparado, quer o G7, quer a UE, face à crise global no sistema financeiro, falam numa"resposta séria à escala mundial" (G7) e num "plano de acção conjunto" (UE). É a globalização meus amigos!...
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Coldplay - Fix you
De regresso aos Coldplay, agora com Fix You, que é, sem dúvida, uma canção fantástica e um dos grandes "hinos" deste grupo inglês.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Mosquito de Dengue na Madeira

Autoridades não conseguem erradicar o 'Aedes Aegypti '
O mosquito que transmite a febre-amarela e a dengue está instalado na Madeira. O “Aedes Aegypti” chegou ao arquipélago há cerca de três anos. Desconhece-se a origem exacta mas a espécie é oriunda de países africanos e da América do Sul. O combate dura há dois anos e meio e as estratégias a aplicar têm sofrido alterações. O objectivo é aumentar a eficácia. Ainda assim, as autoridades lamentam que não seja possível erradicar o insecto. A população está avisada no sentido de evitar os vasos com água, bidões ou outros recipientes que possam manter as águas paradas. Afinal, esta é uma espécie que gosta de água limpa até dentro de casa, se for possível. Esta espécie tropical é bastante resistente, em África e na América do Sul, com os níveis de Humidade a rondar os 100 por cento e muita chuva, este mosquito consegue sobreviver em folhas de árvores caídas no chão de uma floresta. Entretanto, a Madeira já recebeu armadilhas oriundas do Brasil e em breve chegarão mais vindas de países europeus. Também o Instituto de Medicina Tropical está a colaborar no sentido de descobrir um insecticida eficaz no combate ao “Aedes Aegypti”.
Fonte: SIC online
Esta situação é mais uma consequência do aquecimento global e trata-se de uma verdadeira ameaça para o nosso país que vai aquecendo de ano para ano, começando a atrair as chamadas doenças tropicais.
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Descoberta doença nos pinhais de Setúbal

Praga de vermes pode alastrar a todo o país
Uma praga que até agora era inexistente em toda a Europa, está a matar os pinheiros de Setúbal e ameaça atingir os pinhais espalhados por todo o país. A praga, descoberta pelos técnicos da Direcção Geral de Florestas, foi detectada entre a Marateca e Pegões, pelo que os especialistas já estão no terreno para tentar circunscrever a área afectada. Descoberta há cerca de dois meses, em Setúbal, esta praga de insectos que transportam uma larva responsável pela destruição e morte dos pinheiros, apenas era conhecida no Japão e nos Estados Unidos onde já levaram ao abate de milhares de árvores contaminadas. De acordo com os especialistas da Direcção Geral de Florestas, que descobriram o problema, esta praga poderá ter vindo parar a Setúbal através do transporte de madeiras feito pelo porto de mar ou pela estrada, uma vez que a região é "privilegiada para o transporte deste tipo de material". Quem o diz é o director da DRARO, Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste, Fernando Varela, que já confirmou ao "Setúbal na Rede" a existência desta praga dos pinheiros em Setúbal e a sua perigosidade que advém da destruição que provoca nos exemplares afectados e da facilidade com que a doença se propaga. Questionado sobre as razões que levaram à não divulgação da descoberta, logo no mês de Junho, Fernando Varela disse que não o fez por não querer alarmar os sectores industriais e comerciais ligados à exploração da madeira, até porque a doença foi rapidamente identificada e circunscrita ao local onde foi descoberta. No entanto, o director da DRARO diz não poder dar garantias de que a praga não se propague pelo país, uma vez que nada impede que outros carregamentos de madeira importada possam estar contaminados. Mas para já, foram tomadas medidas de precaução, em colaboração com as indústrias do sector sediadas em Setúbal, no sentido de "precaver qualquer propagação da doença", acrescenta este responsável. Enquanto isso, uma equipa de especialistas da União Europeia prepara-se para se deslocar a Setúbal, no dia 13 de Setembro, para analisar os problemas, no local, e tomar medidas de precaução no sentido da doença não se propagar a outros países da Europa comunitária. Uma situação que pode vir a preocupar seriamente as indústrias ligadas a esta matéria prima, porque se a situação for mesmo grave, Portugal corre o risco de ver embargada a exportação de madeira de pinho. Contactado pelo "Setúbal na Rede", o presidente da associação ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, diz-se preocupado com a recente descoberta que poderá colocar em perigo todos os pinhais do país, que constituem a maior parte da mancha florestal nacional. E chega mesmo a apontar o dedo ao Governo ao garantir que a culpa é de quem "permite a cultura intensiva de apenas uma ou duas espécies", como é o caso do pinheiro e do eucalipto, "o que faz com que possa suceder uma razia" na floresta portuguesa em casos como este. Quanto à possibilidade destes insectos terem sido 'importados' conjuntamente com alguns lotes de madeira, o presidente dos ambientalistas afirma que isso "só prova que em Portugal a fiscalização não funciona". E aponta o exemplo negativo dos Estados Unidos, que "só depois de terem visto as florestas destruídas é que se lembraram de fazer um apertado controlo das matérias importadas".
Fonte: “Setúbal na Rede” - 06-09-1999
Fonte: “Setúbal na Rede” - 06-09-1999
Parlamento rejeitou casamentos homossexuais

O PS, PSD e CDS-PP chumbaram hoje no Parlamento as propostas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segue-se a transcrição da notícia do site da RTP:
«A bancada do PS justificou o seu voto contra os dois projectos, recuperando argumentos já avançados ao longo das últimas duas semanas, como o "sentido de oportunidade" da discussão dos diplomas, defendendo a necessidade de um "amplo debate" prévio na sociedade. Em declaração de voto, que acompanhou o voto contra na votação dos projectos dos Verdes e do Bloco de Esquerda, a bancada socialista declara que o partido "não é contra os casamentos das pessoas do mesmo sexo, está é contra a oportunidade", ao mesmo tempo que garantiu a intenção do partido maioritário de abolir todos os tipos de discriminação. O deputado socialista Jorge Strech assegurou "a vontade do PS" de consagrar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo mas não se comprometeu com datas, depois de desafiado a esclarecer se o fará na próxima legislatura. "O PS assume aqui hoje a vontade de eliminar toda e qualquer a discriminação em função da orientação sexual. O PS considera no entanto que não o pode fazer de forma fracturante", afirmou o deputado socialista. Os projectos do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista “Os Verdes” foram rejeitados com os votos contra do PS, PSD e CDS. PCP votou favoravelmente o projecto do partido ecologista "Os Verdes" e absteve-se no projecto do BE. O Bloco de Esquerda absteve-se no projecto dos Verdes, que fizeram o mesmo relativamente ao do BE. No PSD, Pedro Duarte, José Eduardo Martins, Pedro Pinto, Miguel Almeida, José Raul dos Santos, Sérgio Vieira, André Almeida e Luís Carloto abstiveram-se em relação ao projecto dos Verdes. Manuel Alegre, deputado do Partido Socialista quebrou a disciplina de voto e votou a favor do casamento entre homossexuais. «Acho que houve uma votação, mas eu não concordo. Acho que é um erro político», já tinha considerado Manuel Alegre após reunião do grupo parlamentar do PS a que não assistiu e que aprovou a disciplina de voto. Paulo Pereira Coelho, deputado do PSD, juntou-se aos votos favoráveis aos dois projectos de casamento entre serem do mesmo sexo.
Portugueses recusam casamentos homossexuais
Posição maioritária dos partidos que corresponde, de acordo com sondagens de opinião recentemente publicadas, à opinião dos portugueses. De acordo com essa sondagem, 53% dos inquiridos demonstraram ser contra a introdução no sistema jurídico português do casamento homossexual, enquanto 42% se revelavam a favor. De acordo com a sondagem da Universidade Católica dos inquiridos que responderam que não ou que não sabem 33% afirmam que a lei não deve reconhecer de forma alguma os casais formados por pessoas do mesmo sexo, enquanto 11% entendem que a lei deve limitar-se a reconhecer a existência de uniões de facto, como sucede hoje em dia. 51 por cento dos inquiridos entendem, no entanto, que o tema desse ser objecto de uma consulta popular, enquanto para 44% não se coloca essa hipótese. A sondagem foi realizada pela Universidade Católica para a Antena 1, RTP e Jornal de Notícias nos dias 4 e 5 deste mês. Foram obtidos 1297 inquéritos. O nível de confiança é de 95% sendo a margem de erro de 2,7 por cento. »
Eduardo Caetano, RTP, 2008-10-10
Este é assunto, de facto, muito polémico e fracturante na sociedade portuguesa. Como vimos na sondagem realizada pela Universidade Católica, a maioria dos portugueses sondados é contra o casamento de homossexuais. E, já agora, têm alguma opinião sobre este assunto? Deveria haver um referendo para que os portugueses podessem decidir este assunto?
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Segunda-feira negra para as bolsas mundiais por temor de contágio da crise

As bolsas mundiais viveram uma segunda-feira negra e registraram quedas alarmantes, aterrorizadas pelo contágio da crise financeira e os riscos de uma cascata de falências bancárias.
"O pânico é geral", afirmou Adrian van Tiggelen, analista do banco holandês ING.
"Toda a gente esperava que, depois da aprovação do pacote dos Estados Unidos e os resgates bancários na Europa, as coisas acalmar-se-iam, mas, na realidade, ainda são fortes os temores que as dominaram", acrescentou.
Antes da abertura dos mercados na Europa, a bolsas asiáticas já haviam dado sinal da falta de confiança dos investidores.
O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio encerrou a sessão em forte retrocesso de 4,25%, uma perda de 465,05 pontos, 10.473,09 unidades, o seu menor nível desde 12 de fevereiro de 2004. Xangai fechou em queda de 5,23%, Hong Kong perdeu 5,0%, Seul retrocedeu 4,3%, Taipé perdeu 4,12%, Filipinas 2,6%, Sydney 3,3% e a Nova Zelândia 3,27%.
Seguindo a tendência asiática, as principais bolsas europeias tiveram uma quebra elevadíssima e, na Rússia, as transações chegaram a ser interrompidas e, por fim, registraram um retrocesso de quase 20%.
Paris fechou com uma queda assustadora de 9,04%, a maior de seu índice CAC 40 desde a sua criação, em 1988. Londres perdeu 7,85% e Frankfurt, o principal mercado da Eurozona, retrocedeu 7,07%. Madrid caiu 6,06% o índice Latibex, que reúne os principais títulos latino-americanos, perdeu 20,65%.
Bruxelas fechou em baixa de 6,87%, e Copenhaga seguiu com 11,06% negativos. Milão afundou 8,24%, Lisboa caiu 9,86%, Dublin 9,59% e Amsterdão 9,14%.
A queda da Bolsa de Nova York acelerava-se nesta segunda-feira, com o índice Dow Jones cedendo mais de 500 pontos. Na abertura, o Dow Jones perdia 5,23% e o Nasdaq 6,83%.
As bolsas da América Latina também sofreram com o movimento de pânico na sua abertura.
São Paulo, o maior mercado da América Latina, suspendeu automaticamente suas operações quando o índice Ibovespa perdeu mais de 15%.
A bolsa de Buenos Aires recuou 11% e a mexicana 6,07%.
"Há uma crise de confiança por trás dos movimentos de venda", explicou Patrick O'Hare, do site financeiro Briefing.com.
"É muito simples: os investidores estão reticentes em acreditar que o plano de resgate americano terá um efeito rápido no sistema financeiro e na economia mundial".
A adoção do Plano Paulson (com modificações em seu original) na sexta-feira passada pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos não bastou para tranquilizar os investidores, nervosos com a chegada da crise financeira à Europa.
E o agravamento da crise na Europa aumentou o nível de ansiedade do mercado americano, acrescentou O'Hare.
Segundo os analistas, o temor desencadeado pela grande operação de resgate do banco hipotecário alemão Hypo provocou o desabamento das bolsas de todo o mundo e acabou com a ilusão de que as grandes intervenções estatais podem conter rapidamente a crise financeira mundial.
Nem o resgate do banco alemão Hypo Real Estate por 50 bilhões de euros (68 bilhões de dólares), nem a compra do banco belga-holandês Fortis pelo francês BNP Paribas ou a aprovação do histórico resgate financeiro americano de 700 bilhões de dólares não conseguiram aliviar o crescente sentimento de pânico que parece ter tomado de vez os mercados. (AFP)
"O pânico é geral", afirmou Adrian van Tiggelen, analista do banco holandês ING.
"Toda a gente esperava que, depois da aprovação do pacote dos Estados Unidos e os resgates bancários na Europa, as coisas acalmar-se-iam, mas, na realidade, ainda são fortes os temores que as dominaram", acrescentou.
Antes da abertura dos mercados na Europa, a bolsas asiáticas já haviam dado sinal da falta de confiança dos investidores.
O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio encerrou a sessão em forte retrocesso de 4,25%, uma perda de 465,05 pontos, 10.473,09 unidades, o seu menor nível desde 12 de fevereiro de 2004. Xangai fechou em queda de 5,23%, Hong Kong perdeu 5,0%, Seul retrocedeu 4,3%, Taipé perdeu 4,12%, Filipinas 2,6%, Sydney 3,3% e a Nova Zelândia 3,27%.
Seguindo a tendência asiática, as principais bolsas europeias tiveram uma quebra elevadíssima e, na Rússia, as transações chegaram a ser interrompidas e, por fim, registraram um retrocesso de quase 20%.
Paris fechou com uma queda assustadora de 9,04%, a maior de seu índice CAC 40 desde a sua criação, em 1988. Londres perdeu 7,85% e Frankfurt, o principal mercado da Eurozona, retrocedeu 7,07%. Madrid caiu 6,06% o índice Latibex, que reúne os principais títulos latino-americanos, perdeu 20,65%.
Bruxelas fechou em baixa de 6,87%, e Copenhaga seguiu com 11,06% negativos. Milão afundou 8,24%, Lisboa caiu 9,86%, Dublin 9,59% e Amsterdão 9,14%.
A queda da Bolsa de Nova York acelerava-se nesta segunda-feira, com o índice Dow Jones cedendo mais de 500 pontos. Na abertura, o Dow Jones perdia 5,23% e o Nasdaq 6,83%.
As bolsas da América Latina também sofreram com o movimento de pânico na sua abertura.
São Paulo, o maior mercado da América Latina, suspendeu automaticamente suas operações quando o índice Ibovespa perdeu mais de 15%.
A bolsa de Buenos Aires recuou 11% e a mexicana 6,07%.
"Há uma crise de confiança por trás dos movimentos de venda", explicou Patrick O'Hare, do site financeiro Briefing.com.
"É muito simples: os investidores estão reticentes em acreditar que o plano de resgate americano terá um efeito rápido no sistema financeiro e na economia mundial".
A adoção do Plano Paulson (com modificações em seu original) na sexta-feira passada pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos não bastou para tranquilizar os investidores, nervosos com a chegada da crise financeira à Europa.
E o agravamento da crise na Europa aumentou o nível de ansiedade do mercado americano, acrescentou O'Hare.
Segundo os analistas, o temor desencadeado pela grande operação de resgate do banco hipotecário alemão Hypo provocou o desabamento das bolsas de todo o mundo e acabou com a ilusão de que as grandes intervenções estatais podem conter rapidamente a crise financeira mundial.
Nem o resgate do banco alemão Hypo Real Estate por 50 bilhões de euros (68 bilhões de dólares), nem a compra do banco belga-holandês Fortis pelo francês BNP Paribas ou a aprovação do histórico resgate financeiro americano de 700 bilhões de dólares não conseguiram aliviar o crescente sentimento de pânico que parece ter tomado de vez os mercados. (AFP)
Aqui está um exemplo (neste caso muito negativo) da chamada "Globalização". O que é que irá acontecer a seguir? Será que o Mundo vai definitivamente entrar numa grande crise de recessão económica?
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Mamíferos e anfíbios estão a atravessar “crise de extinção
Cartoon (sem título) de Sevket Yalaz (Turquia) que ganhou uma menção honrosa no Porto Cartoon de 2008 Em contraponto ao post anterior, temos esta notícia do jornal público on line de hoje que nos mostra, mais uma vez, como o Homem está a destruir este Mundo maravilhoso que aludia a canção de Louis Armstrong:
"Os mamíferos e os anfíbios do mundo estão numa “crise de extinção”, diz a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). De acordo com a edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, divulgada hoje, há 1141 mamíferos em risco de extinção – cerca de 21 por cento das 5487 espécies conhecidas. Há ainda 836 mamíferos cujo estado de conservação ainda não é bem conhecido.
O lince ibérico – que só tem sido visto na natureza em Espanha, mas não em Portugal – voltou este ano a ser apontado pela UICN como um dos exemplos da crise mundial entre os mamíferos.
Também os anfíbios atravessam uma séria crise de sobrevivência, segundo a UICN. Praticamente uma em cada três espécies que existem no mundo corre o risco de se extinguir.
Mamíferos, anfíbios e aves são os únicos grupos de seres vivos cujas espécies estão maioritariamente identificadas e estudadas. O mesmo não ocorre com répteis, peixes, invertebrados e plantas.
Para estes grupos, a UICN lançou agora um índice que funciona como uma espécie de Dow Jones – o indicador da tendência das bolsas norte-americanas – para a biodiversidade. O índice SRLI avalia a tendência de extinção dentro de um grupo a partir de uma amostra aleatória de suas espécies. "
O lince ibérico – que só tem sido visto na natureza em Espanha, mas não em Portugal – voltou este ano a ser apontado pela UICN como um dos exemplos da crise mundial entre os mamíferos.
Também os anfíbios atravessam uma séria crise de sobrevivência, segundo a UICN. Praticamente uma em cada três espécies que existem no mundo corre o risco de se extinguir.
Mamíferos, anfíbios e aves são os únicos grupos de seres vivos cujas espécies estão maioritariamente identificadas e estudadas. O mesmo não ocorre com répteis, peixes, invertebrados e plantas.
Para estes grupos, a UICN lançou agora um índice que funciona como uma espécie de Dow Jones – o indicador da tendência das bolsas norte-americanas – para a biodiversidade. O índice SRLI avalia a tendência de extinção dentro de um grupo a partir de uma amostra aleatória de suas espécies. "
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345046&idCanal=13
Louis Armstrong - What a wonderful world
What a wonderful world, de Louis Armstrong é, sem dúvida, umas das canções mais bonitas, relaxantes e positivas de sempre. Comigo teve sempre o efeito de me acalmar e de me fazer acreditar que o Mundo é maravilhoso e que, quando tudo corre mal, há ainda a esperança que as coisas melhorem. Neste vídeo, criado pela brasileira MaLuiza Lobo, podem visualizar belíssimas fotografias que vão ilustrando de algum modo as letras da canção. Espero que gostem.
domingo, 5 de outubro de 2008
elvis costello- she (Notting Hill)
Agora fiquem com a canção "She", na versão de Elvis Costello e que faz parte da banda sonora do divertido filme "Notting Hill", que todos já vimos não sei quantas vezes na televisão e que foi realizado por Roger Michell e com as interpretações de Julia Roberts e Hugh Grant.
Cristãos enfrentam os piores ataques desde a independência da Índia

Pelo menos 34 pessoas morreram desde o início da violência. Milhares estão impedidos de regressar a casa se não se reconverterem ao hinduísmo
O pai do padre Manoj Kumar Nayak é cristão há 30 anos. Na semana passada encostaram-lhe um machado ao pescoço e avisaram-no de que, se quiser viver na sua aldeia, tem de regressar ao hinduísmo. Como milhares de cristãos indianos, fugira de casa para escapar à violência que há várias semanas tem sido dirigida contra os fiéis em várias regiões do país. Agora voltou, com o credo na boca, mas terá de rezar em silêncio se quiser manter a vida. É o próprio padre quem o conta ao PÚBLICO, por telefone a partir de Tiangia, uma aldeia do estado de Orissa, no Leste da Índia. Manoj Kumar Nayak, de 33 anos (e padre há cinco), ressalva que tem ouvido histórias bem piores contadas na primeira pessoa. Como a de um homem de 20 anos, que tentou fugir dos atacantes hindus para a floresta, levando mulher e filhos. "Foi apanhado e assassinado em frente à família. Cortaram-no pedaço a pedaço: primeiro os dedos, depois os braços, depois o pescoço. A mulher viu tudo."A comunidade cristã está a viver os seus piores momentos desde a independência indiana, há 61 anos. Pelo menos 34 pessoas morreram em pouco mais de um mês. Cerca de 50 mil tiveram de deixar as suas terras, muitas fugiram para a selva ou procuraram campos de refugiados. Casas e igrejas têm sido incendiadas; uma freira violada e várias agredidas; padres espancados. E se os números podem parecer curtos tendo em conta o quadro geral da violência inter-religiosa na Índia, que normalmente envolve hindus e muçulmanos, muitos vêem na actual crise apenas um início. Não parece haver muitas dúvidas quanto ao detonador desta onda: o assassínio em Orissa de Swami Laxmanananda Saraswati, um carismático líder religioso hindu, a 23 de Agosto. Não importa se as autoridades o atribuíram aos maoístas naxalitas, e se os próprios o reivindicaram. Para os fundamentalistas hindus, o crime foi obra dos cristãos. "O Swami só ajudava os pobres. Não foi nada morto pelos maoístas. Isso é propaganda dos cristãos. Foram eles que mataram o Swami a sangue-frio durante a noite", disse ao PÚBLICO Swami Vigyananand, secretário-geral adjunto do Vishwa Hindu Parishad (VHP, o Conselho Mundial Hindu), em Nova Deli. "Se não tivessem morto o Swami Laxmanananda Saraswati nada disto teria acontecido. Os cristãos têm uma forma de trabalhar silenciosa." Desde então tem havido incidentes em vários locais do país, alegadamente cometidos pelo Bajrang Dal, uma facção juvenil do VHP. Outubro começou com a violência instalada em cinco estados: para além de Orissa, Madhya Pradesh, Karnataka, Kerala e Uttar Pradesh. Centro, Sul e Norte.
50 mil cristãos tiveram de fugir das suas terras por causa da violência dos hindus. Muitos fugiram para a selva ou para campos de refugiados. Há quem veja nesta violência o início de algo mais grave.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Escolas do Porto estão "um barril de pólvora", acusa representante das associações de pais

Pais esbofetearam uma professora numa escola do Cerco; na EB1 do Bonfim, um aluno feriu funcionária
As escolas do Porto começaram o novo ano lectivo com cerca de 100 auxiliares de acção educativa a menos e, para o presidente da Federação das Associações de Pais do Porto, Manuel Monteiro, esse problema está na base das agressões dos últimos dias: no dia 21 de Setembro, uma professora da Escola do 1.º Ciclo do Cerco foi esbofeteada pelos pais de um aluno; anteontem, um aluno agrediu uma funcionária na EB1 do Bonfim com um pedaço de madeira. "As escolas estão, infelizmente, transformadas em barris de pólvora. A todo o momento há agressões porque não há funcionários que ajudem a controlar a situação", referiu Manuel Monteiro, dizendo que, anteontem, a Federação das Associações de Pais do Porto (FAPP) foi chamada a duas escolas "que os pais queriam fechar porque não têm funcionários que assegurem o bom funcionamento das escolas". Na Escola Secundária de António Nobre, com 850 alunos inscritos, há apenas 13 auxiliares de acção educativa, quando, "segundo os rácios da ministra [da Educação], devia ter menos 23", exemplificou o presidente da FAPP. "Ainda por cima, daqueles 13 funcionários, 11 estão na casa dos 60 anos", apontou, acrescentando que, nalgumas das escolas com funcionários a menos, não há porteiros. Assim, "os miúdos entram e saem da escola sem ninguém que os controle". O pior é quando a ausência de vigilância degenera em indisciplina. Anteontem, na Escola EB1 do Bonfim, um dos alunos terá pegado numa ripa de madeira e partiu o queixo a uma funcionária. Esta teve que receber assistência hospitalar. Na Escola do 1.º Ciclo do Cerco, foram os pais de um aluno que, no dia 21, esbofetearam uma professora, supostamente por discordarem do castigo imposto ao filho. "A professora mandou o aluno fazer qualquer coisa, ele negou-se a cumprir a determinação, pelo que ficou de castigo na cantina, enquanto os colegas foram para o recreio", descreveu à agência noticiosa Lusa o presidente da associação de pais, José Santos. Alguém terá telefonado aos pais do aluno a relatar o sucedido e estes, depois de vários insultos e ameaças a professores e funcionários, "fizeram cumprir a sua vontade, agredindo a professora". A docente meteu baixa médica e a Direcção-Regional de Educação do Norte anunciou que a escola vai avançar com uma queixa-crime contra os alegados agressores. Entretanto, todos os pais deixaram de poder entrar na escola. Quem for buscar o filho passa a ter que esperá-lo à porta. "É uma medida que se compreende, porque agressões deste tipo exigem medidas e punições exemplares", reagiu Manuel Monteiro. Umas semanas antes, um segurança e uma professora da Escola EB 2,3 do Cerco - outra escola do mesmo agrupamento, que congrega alunos do problemático Bairro do Cerco - foram agredidos por dois alunos que tinham sido suspensos. O caso seguiu para o Ministério Público.
O que pensam desta situação vividas nas escolas do Porto? O que é que deve ser feito para acabar com a violência e a indisciplina nas escolas?
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