domingo, 6 de julho de 2008

Homenagem a Aniki Bóbó

A Casa da Música assinala hoje os 100 anos de Manoel de Oliveira com uma revisitação à sua primeira longa-metragem, "Aniki Bobó", através de um projecto de alcance comunitário. De regresso aos cenários naturais do filme - as zonas ribeirinhas do Porto e Gaia - pretendeu-se recriar a história intemporal de Carlitos e seus companheiros numa perspectiva contemporânea. De carácter multidisciplinar, o projecto incorporou música, vídeo, dança e teatro, num trabalho de equipa que englobou artistas profissionais e pessoas que residem nos locais onde o filme foi rodado, sobretudo crianças e jovens. Integrado no plano de compromisso da Casa da Música com as diferentes comunidades, tendo em vista a sua integração social e uma participação activa na vida cultural, este projecto permitiu desenvolver um trabalho contínuo, ao longo de vários meses, num tecido urbano tradicionalmente associado a situações de exclusão. A história, o local e as imagens do primeiro filme de ficção de Manoel de Oliveira são elementos que integram uma peça original, conduzida por profissionais que vêm cooperando de forma regular com a Casa da Música. É o caso do violoncelista Ernst Reijseger. Um dos mais eclécticos músicos da actualidade, com vasta experiência de ensino e de orientação de diferentes grupos escolares, Reijseger encontra assim "Aniki Bobó" pela primeira vez, o que o dota das condições ideais para desenvolver uma criação dignificadora da obra do realizador portuense, mas desempoeirada e livre de interpretações antigas. Nasce, desta forma, um novo olhar sobre um filme que já conta 66 anos. Sob a coordenação de Reijseger, são envolvidos na concepção desta obra musical alunos de várias escolas vocacionais, músicos profissionais e outros artistas, bem como elementos sem qualquer formação especializada, gente nascida nas zonas ribeirinhas. E esta será talvez uma das maiores homenagens que se pode fazer a Manoel de Oliveira e a "Aniki Bobó": levar para o primeiro plano protagonistas da vida real. O projecto conta ainda com a participação do coreógrafo, bailarino e percussionista António Tavares, profissional com vasta experiência de trabalho em comunidades, particularmente junto de crianças e jovens. À mega-equipa associa-se também um jovem realizador de vídeo ou cinema, ainda a designar e que estabelecerá paralelismos, através do registo de imagem, entre o filme de 1942 e a peça de 2008, bem como músicos, actores e bailarinos de várias proveniências e idades, com particular presença, naturalmente, de crianças e jovens. O projecto desenvolveu-se de Fevereiro a Julho, mas a intenção é deixar nos seus diversos intervenientes - sobretudo as escolas envolvidas e comunidades locais - uma base para trabalhos futuros que conduzam a novos projectos de intercâmbio social e cultural.
Anikibebé
Anikibobó
Passarinho
Totó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és polícia
Tu és ladrão!
Rodado em 1942, decorria a II Guerra Mundial, "Aniki Bobó" é bem mais do que uma singela história interpretada por crianças. Através de Carlitos e seus companheiros de brincadeira de rua, o espectador é confrontado com questões intemporais e dilemas existenciais que acompanham o ser humano em todas as etapas da vida. Baseado no conto "Meninos Milionários", de Rodrigues de Freitas, "Aniki Bobó" (nome que Manoel de Oliveira "roubou" de uma melopeia então comum em brincadeiras de criança) aborda de forma peculiar a (difícil) escolha entre o Bem e o Mal, numa história protagonizada por crianças pobres. Carlitos, um menino sonhador alvo dos ataques de Eduardo, líder do grupo de rapazes, apaixona-se perdidamente por Teresinha, ao ponto de roubar uma boneca da "Loja das Tentações" para lhe oferecer. Desenvolve-se assim um enredo simples, do princípio ao fim, que vive mais da imagem do que do diálogo, onde pululam subtilezas sobre condição e relação humanas. Referência da cultura portuguesa e aclamado a nível internacional, o realizador Manoel de Oliveira é um dos nomes mais acarinhados da sétima arte europeia. Fonte de criação permanente, o cineasta completa este ano um centenário. Hoje, como sempre, leva a vida a um ritmo imparável e surpreendente.


Eis o vídeo de homenagem ao fime Aniki Bóbó, de Manuel de Oliveira, que faz uma mistura interessante das imagens do filme original, rodado em 1942 na Ribeira do Porto e interpretado por crianças dessa zona da cidade, com imagens recentes rodadas em bairros sociais da cidade e com jovens desses mesmos bairros - o passado e o presente!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Colômbia: Ingrid Betancourt e três réféns americanos resgatados pelo Exército


Ingrid Betancourt e três reféns norte-americanos há vários anos em poder da guerrilha das FARC foram resgatados pelo Exército colombiano, anunciou o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. O responsável revelou que outros 11 militares foram também libertados nesta operação.Segundo o responsável, a operação helitransportada foi realizada na província de Guaviare, no Sudeste da Colômbia, um dos principais bastiões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Manuel Santos adiantou que o estado de saúde dos 15 resgatados é considerado "razoável" tendo em conta os anos passados em cativeiro, em situações muito adversas na selva tropical. Betancourt, que detém dupla nacionalidade francesa e colombiana, foi sequestrada em Fevereiro de 2002, quando fazia campanha para as presidenciais que viriam a ser ganhas pelo actual Presidente, o conservador Álvaro Uribe. Desde então foram feitas várias tentativas para conseguir a sua libertação, a última das quais promovida, no início deste ano, pelo Presidente venezuelano, Hugo Chávez. Mas os contactos com as FARC tornaram-se mais difíceis depois de Raul Reys, o “número dois” da guerrilha, ter sido abatido numa operação do Exército colombiano no vizinho Equador, em Março passado.Por essa altura, as notícias davam conta que a antiga senadora se encontrava gravemente doente e que teria mesmo sido levada pelos guerrilheiros a postos médicos em zonas isoladas – notícias que a guerrilha nunca confirmou. No último vídeo divulgado pelas FARC, no final de 2007, Ingrid surgia muito magra e apática, reforçando os receios pela sua saúde. Os três americanos em poder da guerrilha – Thomas Howes, Keith Stansell e o lusodescendente Marc Gonçalves – foram capturados em 2003, depois de o avião em que seguiam se ter despenhado na selva, durante uma operação de combate ao narcotráfico promovida pelo Departamento de Defesa dos EUA, em colaboração com as autoridades colombianas. O ministro da Defesa revelou ainda que os 11 militares resgatados são, na sua maioria, oficiais e como tal integravam o grupo de 40 reféns que as FARC admitiam libertar em troca de 500 guerrilheiros detidos nas prisões de Bogotá.


Operação "audaciosa"


Há vários anos que os militares colombianos tentavam resgatar Betancourt e os quatro americanos, os mais conhecidos das centenas de reféns em poder da guerrilha, apesar dos apelos de familiares e dirigentes estrangeiros que alertavam para os riscos de uma operação deste género. Esta tarde, numa conferência de imprensa convocada pouco antes, Juan Manuel Santos surpreendeu todos ao anunciar a libertação dos reféns "numa operação militar durante a qual foi possível infiltrar o primeiro círculo das FARC, aquele que durante os últimos anos vigiou um importante grupo de reféns". O ministro explicou que os reféns estão divididos em três grupos, pelo que o Exército, graças a agentes infiltrados, fez passar uma mensagem de que Alfonso Cano, o novo líder das FARC, ordenara que os reféns fossem levados à sua presença e que para isso deveriam ser reunidos num determinado ponto de Guaviare.Um helicóptero militar camuflado, com agentes dos serviços secretos militares a bordo, deslocou-se depois para o local de reunião, com o pretexto de recolher os reféns. Os guerrilheiros que acompanhavam os detidos "foram imediatamente neutralizados", incluindo um operacional conhecido como "César", alegadamente o chefe dos carcereiros. O responsável garantiu que não foi efectuado qualquer disparo e que, em nenhum momento da operação, a segurança dos reféns foi posta em causa. Não poupando elogios aos seus efectivos, o ministro da Defesa afirmou que esta foi uma operação "sem precedentes" que "ficará na história "pela sua audácia e eficácia".


sábado, 28 de junho de 2008

Dia do Diploma


Se ainda não foram informados, ficam a saber que, por determinação do Ministério da Educação, as escolas secundárias (já a partir do próximo ano lectivo) vão promover o "Dia do Diploma", devendo envolver a respectiva comunidade educativa, numa acção formal de entrega dos certificados e diplomas aos alunos (do ensino diurno e nocturno) que no anterior ano lectivo tenham terminado o ensino secundário.

O "Dia do Diploma" deverá ocorrer no dia 12 de Setembro de 2008.

De momento não tenho mais informações sobre este evento.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Chama Olímpica


O português Augusto Cid obteve o primeiro prémio no “10º Porto Cartoon” com o trabalho intitulado “A Chama Olímpica”.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cinema sobre Consumo Responsável


A Reviravolta convida, a todos os interessados, no dia 28 de Junho, Sábado, a assistirem a uma sessão de Cinema sobre Consumo Responsável no Porto, na Casa do Infante, na Rua da Alfândega, às 14 horas.

Após o visionamento, podem participar num pequeno debate sobre o consumo responsável.

Um momento único e uma excelente oportunidade de sensibilizar a sociedade para uma nova forma de encarar o consumo e o que isso pode significar em termos locais, globais e ambientais.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Exames do 12º ano - 2008


Queria desejar a todos vós, muita sorte nos exames. Acima de tudo, confiem nos vossos conhecimentos e nas vossas capacidades. Acredito que vão conseguir, com naturalidade, bons resultados. Vocês merecem, depois de tanto trabalho.


P.S.: se tiverem tempo, comentem aqui como estão a decorrer os vossos exames.

sábado, 14 de junho de 2008

Radiohead - Creep

Irlanda - Vitória do "não" ao Tratado de Lisboa


Tratado de Lisboa

Líderes da UE prometem seguir em frente apesar do "não" irlandês

14.06.2008 Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas


Os responsáveis da União Europeia (UE) deixaram ontem claro que não contam abandonar o Tratado de Lisboa, apesar de a sua ratificação ter sido rejeitada, em referendo, pela Irlanda. Esta determinação não impediu a generalidade dos Vinte e Sete de reagir com consternação, decepção e frustração ao veredicto dos irlandeses, os únicos cidadãos de toda a UE chamados a pronunciar-se sobre o Tratado por referendo, o que fizeram na quinta-feira. A rejeição "é uma enorme decepção" e um "revés potencial" para a UE, reconheceu Brian Cowen, primeiro-ministro irlandês, ao fim da tarde de ontem, depois do anúncio dos resultados oficiais. O veredicto de 53,4 por cento de votos contra e 46,6 por cento a favor do Tratado (e uma taxa de participação de 53,13 por cento) constitui um novo balde de água fria nas tentativas de reforma das instituições comunitárias, depois de a França e a Holanda já terem rejeitado uma primeira versão, a Constituição Europeia, em 2005. Juridicamente, a recusa do Tratado num dos países membros da UE impede a sua entrada em vigor em todos os outros, o que deveria significar a sua morte, como foi aliás anunciado pelos seus detractores em toda a Europa. Vários países frisaram no entanto com firmeza que não estão dispostos a abdicar das reformas das instituições comunitárias que demoraram mais de oito anos a negociar, e que incluem a criação de um presidente permanente da UE, um alto representante para a política externa com poderes reforçados e um novo sistema de votações com maior valorização da população de cada país. Neste contexto, todas as capitais que reagiram ao resultado do referendo irlandês - e foram quase todas - sublinharam que o processo de ratificação terá de continuar nos oito países que ainda não completaram o processo. A Irlanda ficou com a responsabilidade de encontrar uma saída para o impasse que ela própria criou.

Seguir em frente

"O Tratado ainda está vivo e devemos agora tentar encontrar uma solução", afirmou Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, aos jornalistas, defendendo que a ratificação deve prosseguir. "Estamos convencidos de que as reformas contidas no Tratado de Lisboa são necessárias para tornar a Europa mais democrática e mais eficaz e que lhe permitirão responder aos desafios com que os nossos cidadãos estão confrontados", afirmaram, na mesma linha, os líderes da França e da Alemanha numa declaração de reacção conjunta. Para o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, "mantemos o nosso objectivo de aplicar" o Tratado e por isso "o processo de ratificação tem de continuar". Até mesmo Jan-Peter Balkenende, que já era primeiro-ministro quando a Holanda rejeitou a Constituição Europeia, garantiu que o seu país continuará a ratificação. Do mesmo modo, o Reino Unido de Gordon Brown, o único país cuja determinação de concluir o processo de ratificação chegou a suscitar dúvidas entre os seus pares, já tinha garantido na véspera que o processo seguirá o seu curso como previsto. Esta postura contrasta com a que foi assumida em 2005 pelo então primeiro-ministro, Tony Blair, que anunciou unilateralmente a suspensão da ratificação no seu país obrigando o processo a parar em toda a UE.A nova determinação dos responsáveis europeus resulta sobretudo do facto de o Tratado já ter sido ratificado por dezoito Estados e estar relativamente bem avançado nos restantes. Implícita, nesta posição, está a recusa de aceitar que menos de um por cento dos 490 milhões de cidadãos da UE imponham a sua vontade a todos os outros. Segundo Durão Barroso, foi o próprio Cowen quem lhe garantiu que "o Tratado não morreu" com o resultado de ontem. Os Vinte e Sete estão agora à espera que o chefe do Governo irlandês explique as razões deste desaire durante a cimeira de líderes da próxima semana mas, sobretudo, que assuma a responsabilidade de avançar com pistas para resolver o impasse. "Quando um governo assina um Tratado, isso coloca-o também numa posição de responsabilidade perante os outros", defendeu Barroso. Para o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, aliás, não há que ter dúvidas: "Seguramente que a Irlanda encontrará uma forma de ratificar este Tratado. "Cowen frisou no entanto ontem que "não há soluções simples". O problema "não será resolvido facilmente", continuou, defendendo que não pode haver "precipitação" nesse processo. Mas, ao mesmo tempo, deixou claro que não quer "travar o progresso" da UE. Ainda que determinados em continuar, os líderes europeus estão conscientes de que mesmo com prodígios de imaginação dificilmente encontrarão uma solução a tempo de permitir a entrada em vigor do Tratado, como previsto, no início do próximo ano. Esta eventualidade não será de molde a provocar grandes dores de cabeça aos Vinte e Sete, podendo mesmo ter a vantagem de simplificar as nomeações para os novos cargos previstos em Lisboa. O que, curiosamente, tenderá a facilitar a confirmação de Durão Barroso para um segundo mandato na presidência da Comissão Europeia.

Fonte:


O único povo europeu a quem foi dado o direito de se pronunciar em referendo sobre o Tratado de Lisboa votou "não".

Porque será que é cada vez mais difícil "vender" a "Europa" aos europeus?

Será que o Tratado de Lisboa está mesmo morto, como dizem alguns?

O que deve fazer a Europa a seguir?

E a Irlanda? Como é que fica a situação da Irlanda se a União Europeia resolver seguir em frente com o Tratado.

domingo, 8 de junho de 2008

Governo brasileiro revela imagens de tribo indígena isolada

Espantados com a passagem do avião, os índios apontaram setas

As imagens reveladas pelo Governo brasileiro mostram uma tribo indígena que vive isolada perto do Rio Envira, na fronteira com o Peru. Esta remota tribo índia foi filmada por uma avião.

As imagens mostram os membros da tribo praticamente nus e armados com arcos e flechas que apontam ao avião que os sobrevoa. São duas pequenas aldeias, com cerca de 500 pessoas, que vivem em abrigos de palha organizados em linha. O Governo brasileiro afirma que fez estas imagens para provar que tribos como estas existem e não devem ser perturbadas. “Fizemos o voo para mostrar as suas casas, para mostrar que estão lá, para mostrar que existem”, disse à BBC um responsável governamental para os assuntos dos índios. “Isto é muito importante porque há quem duvide da sua existência”.

Provando essa existência, as autoridades brasileiras podem pôr em prática iniciativas para os proteger do “mundo civilizado”. Isto porque o simples contacto destas tribos indígenas com outras populações pode ser o suficiente para desaparecerem de vez. Para isso basta serem infectados com doenças que, para a maioria, são de simples solução, como a gripe ou varíola, mas que para estes índios pode ser fatal.

De acordo com a Fundação Nacional do índio (FUNAI) há registo 68 tribos que ainda vivem isoladas no Brasil. A maioria está no Acre e no Sul do Amazonas. Em todo o Mundo, pensa-se que há cerca de 100 tribos que nunca tiveram contacto com o mundo, quase todas no Brasil e no Peru.


Podem visionar um vídeo com uma reportagem de uma televisão brasileira sobre este acontecimento.


Milhões de zimbabweanos em risco devido à suspensão das actividades humanitárias


Morgan Tsvangirai voltou ontem a ser levado até uma esquadra e impedido pela polícia de fazer campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais, a decorrer no dia 27


As actividades humanitárias das organizações não governamentais ontem suspensas na sua totalidade são essenciais para mais de quatro milhões de zimbabweanos que delas beneficiam, alertou, em Genebra, uma porta-voz do Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Elisabeth Byrs.Os entraves agora colocados pelas autoridades de Harare afectam o trabalho da ONU, que visa ajudar mais de um terço da população, disse Byrs, depois de conhecida a ordem para que as ONG em serviço no país solicitassem nova acreditação e garantissem não se imiscuir na política. A utilização da comida como uma arma, para que as populações fiquem inteiramente dependentes do regime e não de instituições estrangeiras, verificou-se num dia em que o líder do Movimento Democrático para a Mudança (MDC), Morgan Tsvangirai, voltou a ser detido e impedido pela polícia de fazer campanha para a segunda volta das presidenciais, a decorrer no dia 27 de Junho."O Governo do Presidente Mugabe tem uma longa história de utilizar os alimentos para controlar os resultados eleitorais", disse Tiseke Kasambala, perito da Human Rights Watch, citado pela revista norte-americana Time, que recorda o facto de 80 por cento da população não ter emprego e de o índice de inflação ser bem superior a 100 mil por cento.

São os generais quem mais ajuda Mugabe a resistir

As Forças Armadas do Zimbabwe, cujo potencial mobilizável está avaliado em três milhões de homens e mulheres dos 16 aos 49 anos, montaram um autêntico golpe e reduziram o Presidente Robert Mugabe a uma mera figura decorativa, declarou ontem um diplomata ocidental citado pelo editor diplomático do matutino britânico Daily Telegraph, David Blair. De acordo com essa teoria, o apertado círculo de "securocratas", constituído por oficiais generais como Constantine Chiwenga, Augustine Chihuri, Perence Shiri e Paul Zimondi, que formam uma espécie de junta militar, estarão agora a dirigir o quotidiano do país, pelo que Mugabe se pode dar ao luxo de viajar quando bem entende. E é por isso mesmo que nos últimos dias ele esteve em Roma, a participar na cimeira da FAO. Os generais estão a arquitectar uma campanha de terror para suprimir o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de Morgan Tsvangirai, primeiro classificado na primeira volta das presidenciais, em 29 de Março, e garantir que a ZANU-Frente Patriótica poderá continuar no poder depois da segunda volta, no dia 27 de Junho, disse aquele diplomata, para quem o Comando Conjunto de Operações é que é agora o verdadeiro poder. Ao longo de 28 anos de independência, os antigos companheiros de Mugabe na luta contra a Frente Rodesiana, de Ian Smith, acumularam uma fortuna consideráve, designadamente quando ficaram com fazendas confiscadas a agricultores de origem europeia.


Hillary Clinton anuncia fim da campanha e apoio a Obama


A democrata Hillary Clinton pediu hoje o “apoio total” dos seus eleitores à candidatura do seu rival de partido e candidato à Casa Branca, Barack Obama, no momento em que anunciou formalmente o fim da sua histórica campanha para a presidência dos Estados Unidos. A informação foi avançada pela cadeia de televisão CNN. Depois de 17 meses de altos e baixos nas primárias do Partido Democrata e de o seu adversário ter feito história na terça-feira ao conseguir, nas últimas primárias, os 2118 delegados necessários para garantir a sua candidatura, Clinton despediu-se hoje, oficialmente, da sua campanha, apesar de já ontem ter anunciado, em comunicado, que sábado daria o seu apoio ao senador de Illinois. "Hoje suspendo minha campanha e felicito Obama pela vitória conquistada e pela extraordinária campanha que realizou. Dou-lhe todo o meu apoio", afirmou a senadora, que agradeceu "os esforços dos eleitores, as doações" e também o trabalho dos colaboradores e dos jovens. "Agradeço a todas as mulheres de 80, 90 anos e fizeram questão de votar", acrescentou. A candidata que já foi primeira-dama dos Estados Unidos da América espera que o seu apoio a Barack Obama possa unir o partido que se encontra fracturado e dividido pela luta da nomeação à corrida presidencial. Ontem os dois candidatos encontraram-se na casa da senadora californiana Dianne Feinstein, que organizou o encontro. Com este apoio explícito, há cada vez mais pressões para que Clinton fique como vice-presidente dos Estados Unidos. Vista há um ano como a vencedora indiscutível da corrida à nomeação presidencial ao fim de alguns meses de campanha Hillary Clinton viu as suas esperanças de se tornar a primeira mulher Presidente dos Estados Unidos ruir com a escolha maioritária dos eleitores a recair sobre um senador negro. Ainda assim, Hillary parece continuar interessada em desempenhar um cargo de relevo no partido em lutar pela sua união e, caso seja escolhida para vice-presidente, será uma peça fundamental para Obama conseguir o eleitorado feminino e hispânico.


Baile de Finalista 2008


Era só para vos agradecer o facto de me terem convidado para ser um dos Padrinhos da turma no Baile de Finalistas. Foi uma honra para mim e para o professor Meireles.

Já agora, gostaria de vos dizer que gostei muito de ter lá estado, embora não seja muito apreciador de dança e de bailes (nas discotecas, onde muito raramente vou, sinto-me sempre como um peixe fora da água).

Foi o vosso momento especial (o final simbólico de uma etapa da vossa vida). Estavam todos fantásticos. Espero que também tenham gostado do Baile.
Sinceramente, tive muito orgulho em todos vós. Foi mesmo um privilégio ter sido vosso professor e Padrinho.

Só espero que os exames vos corram pelo melhor e que vos permitam entrar nos cursos que mais desejam e ambicionam, para que esta etapa da vossa vida seja concluída com sucesso e que se inicie uma nova.

Blogue "Um Mundo Global" - Balanço II (a opinião do professor)


Caros alunos do 12º H


Respondendo aos diferentes desafios que me foram apresentados pelos alunos nos comentários ao "post" anterior, começaria por fazer o meu balanço da actividade do blogue neste ano lectivo. Devo realçar que este blogue representa umas das experiências mais entusiasmantes e gratificantes da minha vida profissional. Ao longo destes mais de 20 anos de carreira profissional desenvolvi, para além das actividades lectivas e de diversos cargos de coordenação e de supervisão pedagógica, diversas actividades que me entusiasmaram muito e de que tenho muito orgulho. Poderia destacar, entre outros, a coordenação do Clube de Ar Livre da ESRT e a coordenação do Clube de Vídeo e Cinema, também da nossa escola. Foram momentos muitos marcantes e que corresponderam a espaços de convívio, interacção e de cooperação com os meus alunos e não só.


Como referi no "post" anterior, o blogue "Um Mundo Global" (tal como o outro blogue "Superfície Frontal", este dedicado aos alunos do 10º ano) é um projecto pedagógico que nasceu no contexto de uma Oficina de Formação que frequentei, em horário pós-laboral, de Outubro a Dezembro do ano passado. O blogue tinha como grande objectivo constituir um espaço de reflexão e de partilha entre o professor e os alunos sobre os grandes e pequenos problemas deste mundo global em que vivemos e desenvolver nos alunos não só o conhecimento e o interesse por esses assuntos, mas, também, promover nos alunos o sentido crítico e a capacidade de expressão escrita, nomeadamente ao nível da argumentação.


Construir um blogue constituiu para mim um grande desafio, sobretudo porque não sou propriamente um especialista em informática e, também, porque o seu sucesso dependeria muito do interesse e da participação dos alunos. Diversos professores da nossa Escola já tinham tentado criar blogues, mas a participação dos alunos ficou muito aquém das expectativas, o que constituiu para os autores uma grande frustração. Não se esqueçam que criar um blogue e mantê-lo (alimentá-lo com regularidade) dá muito trabalho e ocupa muito tempo. Ora tempo é o que os professores têm menos nos tempos que correm (mas isso são outras "guerras" que não são para aqui chamadas).


O balanço que posso fazer da actividade do blogue neste ano lectivo é muito positivo e deveras gratificante. Devo dizer que em alguns momentos senti tanto entusiamo (sobretudo pela participação activa dos alunos) que trabalhar no blogue constituia uma certa "viciação". Mas que belo vício, não é verdade?! Já ultrapassamos as 10 mil visitas (contadas a partir de Janeiro) e é com muito orgulho que posso afirmar que grande parte dos comentários são de excelente qualidade, o que atesta a excelência dos alunos que mais participaram no blogue. O sucesso deste blogue deve-se fundamentalmente aos alunos que nele participaram e que o enriqueceram. Só tenho pena que uma boa parte da turma não tenha participado no blogue (ou tenha participado muito raramente), embora cada um tenha as suas razões, que eu respeito. Os seus comentários poderiam ter sido uma mais-valia para o blogue. É na diversidade de ideias e de opiniões que um grupo se torna mais rico, mais completo e mais forte. Já agora, gostaria de vos dizer que o blogue tem alguma visibilidade na Escola, tendo sido visitado por diversos professores e que todos eles têm elogiado a excelente qualidade dos vossos comentários. Alguns professores responsáveis por publicações especializadas da Escola têm-me pedido autorização para publicar nas suas revistas alguns dos melhores comentários do blogue.


Quanto ao futuro, tal como já vos disse, para já, irei manter o blogue em actividade. Sei que se aproximam os exames e as férias e que a vossa disponibilidade para fazer comentários não será muita. O futuro do blogue vai depender da minha disponibilidade de tempo e, fundamentalmente, do vosso interesse e participação. O blogue pode, eventualmente, constituir um elo de ligação entre todos nós.


Para terminar, gostaria de agradecer a vossa participação no blogue e dizer-vos que o seu sucesso deveu-se fundamentalmente ao vosso empenho, dedicação e à qualidade dos vossos comentários. Muito obrigado a todos.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Blogue "Um Mundo Global" - balanço de um ano (lectivo) de actividade


Agora que se aproxima, muito rapidamente, o fim das aulas, é a altura de se fazer o balanço de um ano (lectivo) de actividade deste blogue "Um Mundo Global".


Recordo que este blogue, que neste momento se aproxima das 10 mil visitas, foi criado no âmbito de uma Oficina de Formação que frequentei durante o 1º período deste ano lectivo, tendo sido concebido como um meio de interacção do professor de Geografia C com os seus alunos do 12º H e uma forma de promover o desenvolvimento e a prática de textos argumentativos e despertar o interesse dos alunos pelos diversos temas e assuntos internacionais (e por vezes nacionais) que estão directa ou indirectamente relacionados com os conteúdos programáticos da disciplina.
Será que o consegui?

Gostava que, neste balanço que vos proponho agora, se pronunciassem sobre o blogue, os seus conteúdos, o interesse que sentiram por ele, a vossa participação e sobre tudo aquilo que vos apetecer dizer.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Capital da Índia sob cerco


Nos subúrbios de Nova Deli e nas ruas de Jaipur, a capital do Rajastão indiano, reivindicava-se ontem a despromoção social. Os elementos de uma tribo que vive do pastoreio e da agricultura de subsistência, os gujjares querem ser colocados na base da escala social. Deste modo, ganharão acesso às quotas na administração pública e no ensino criadas pelo Estado para as castas deserdadas, especialmente os dalits ou adivasis. Os protestos iniciaram-se na passada semana em Jaipur e, desde então, têm-se estendido a outros pontos do Rajastão. Ontem, chegaram às portas da capital indiana, cidade que quase conseguiram paralisar, ao controlarem várias das suas entradas, junto das quais incendiaram pneus. Os manifestantes tentaram ainda avançar para o centro da cidade e incendiaram pneus nas principais vias e bloquear a entrada e saída de comboios. A polícia manteve um perfil discreto durante as manifestações e, segundo a imprensa indiana, apenas quando os gujjares quiseram avançar para o centro, é que acabou por intervir. As manifestações já provocaram 39 mortos no estado do Rajastão, onde também têm prosseguido as manifestações e os confrontos. O líder dos protestos, Kirori Singh Bainsala, garantia ontem ao jornal Hindustan Times que só a atribuição do estatuto de casta deserdada aos gujjares fará parar os protestos. Na véspera, o chefe do Governo local enviara uma proposta ao primeiro-ministro Manmohan Singh, sugerindo a criação de um novo subgrupo, "a casta dos grupos tribais sem recurso", o que foi considerado "ambíguo" por Bainsala. "A carta é uma farsa, pois a nossa reivindicação é a de obter o estatuto de deserdados. E sobre isto não pode haver qualquer ambiguidade", afirmou aquele líder. Um outro dirigente do movimento, Avinash Bandana, afirmara a uma televisão local que "a comunidade tem direito a um estatuto adequado. Não podemos ficar muito acima na escala". Os gujjares estão classificados como casta "atrasada", o que os deixa alguns pontos acima dos deserdados. O Governo indiano prossegue há décadas um programa de afirmação social, com reserva de quotas no ensino e no funcionalismo público para elementos das castas na base da pirâmide social. Estes programas têm produzido distorções, queixando-se os gujjares de serem preteridos por outros grupos de idêntico estatuto. A política de acção afirmativa é também utilizada como instrumento de controlo do eleitorado, com a troca de votos por quotas.Alguns jornais indianos escreviam ontem que programas de discriminação positiva estão a originar uma "corrida para baixo" na sociedade da Índia, com cada vez maior número de grupos a prosseguirem uma estratégia de despromoção social que acabará por minar a hierarquia social hindu.


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Israel - 60 anos


Artigo de opinião de Esther Mucznik ( Vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa), publicado em 8 de Maio no jornal Público e que já foi lido, em parte, numa aula de Geografia C:
"Esta era a nossa hora histórica"

Hoje, dia 8 de Maio, comemora-se no calendário judaico o 60º aniversário da independência do Estado de Israel. Sessenta anos é a idade da maturidade e uma boa altura para reflectir no caminho percorrido, nos sucessos e fracassos do projecto sionista. São conhecidas as duas raízes do sionismo: a primeira é milenária e confunde-se com a memória histórica, simultaneamente religiosa e nacional do povo judeu. Foi ela que permitiu aos judeus sobreviverem à dispersão como povo, ligados entre si por uma religião de essência nacional, através da memória sempre viva da Terra Prometida. Arthur Koestler sublinhou esta realidade, dizendo que "não há nenhum exemplo na história de um povo que tenha sido tão perseguido em todo o lado, que tenha sobrevivido dois mil anos à morte como nação e que, entre os autos-de-fé e as câmaras de gás, tenha continuado a brindar "Para o ano que vem em Jerusalém", com a mesma incansável confiança no sobrenatural". A segunda raiz, muito mais recente, nasce na Europa no século XIX. É a Europa moderna, burguesa e liberal que fornece os instrumentos capazes de tornar o sonho messiânico em realidade: a emancipação judaica, ou seja, o pleno acesso à igualdade de direitos cívicos e políticos, o nacionalismo e o anti-semitismo moderno. O sionismo, como projecto político, nasce precisamente do despertar brutal da doce ilusão emancipadora. O incremento do anti-semitismo na Europa Central e Ocidental, a explosão dos pogroms sangrentos no Leste, complementados com uma série de leis de excepção, acusações de assassínios rituais e de deportações, tais são as circunstâncias que levam à emergência do projecto político sionista, cuja essência é a necessidade de um lar, de uma pátria própria, como condição da sobrevivência e "normalização" do povo judeu. Por uma cruel ironia da história, foi o genocídio nazi um dos principais instrumentos da criação do Estado de Israel, conferindo ao ideal sionista um carácter obrigatório, urgente, inevitável: o extermínio colectivo de um povo perante o silêncio das nações, a descoberta no final da guerra da extensão do desastre, a errância desesperada de mais de cem mil sobreviventes desenraizados cuja única esperança era fugir da Europa e das suas sombras, tudo isto confere às teses sionistas a simplicidade da evidência. Para que "aquilo" não torne a acontecer, os judeus precisam da sua própria terra. Assim o entendem as Nações Unidas, decidindo a 29 de Novembro de 1947 a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e outro judaico. Menos de seis meses depois e contra todas as pressões internas e externas, David Ben-Gurion declarava a criação do Estado judaico: "Esta era a nossa hora histórica", escreveu mais tarde. O estado chamar-se-ia Israel. E, tal como Jacob, nunca deixaria de lutar com o anjo. No âmago do projecto político sionista está a tentativa do povo judeu de normalizar a sua existência colectiva. Tratava-se acima de tudo de viver "normalmente", em liberdade, num estado soberano, integrado no mundo das nações. "Ser um povo livre na nossa terra", segundo as palavras do hino nacional. Foi esse processo coroado de sucesso?À primeira vista, sem dúvida. O Estado de Israel tem todos os atributos de um estado "normal": um território, uma língua, uma moeda, uma cultura religiosa dominante, instituições sólidas. Mais: em sessenta anos e rodeado de uma hostilidade permanente, Israel construiu um país moderno, cuja economia está entre as mais desenvolvidas no mundo, uma democracia vibrante percorrida em permanência por intensos debates políticos, uma imprensa que é das mais livres do mundo. Construiu um Estado de direito exemplar, no qual o sistema jurídico e, em particular, o Supremo Tribunal, tem um papel de primeiro plano. Os israelitas costumam brincar com o facto de que Moisés e o seu povo deambularam 40 anos pelo deserto para chegar, afinal, à única terra da região sem petróleo nem gás. Mas talvez seja esta uma das chaves do sucesso porque, numa terra desértica ao sul e pantanosa ao norte, o principal capital sempre foi o humano: depois das dezenas de milhares de sobreviventes do Holocausto, Israel acolheu e integrou grande parte dos cerca de 800 mil refugiados judeus dos países árabes, perto de um milhão do ex-império soviético, homens e mulheres de todo o mundo falando 110 línguas, conseguindo a proeza de forjar uma identidade própria e forte. Neste sentido, a história de Israel é uma verdadeira história de sucesso. Mas noutro dos principais aspectos da "normalização" judaica e da razão de ser do sionismo - o estabelecimento de relações saudáveis com as outras nações, uma integração natural na "comunidade internacional", esse aspecto ainda hoje é problemático. Como qualquer outro país soberano, Israel integra organizações internacionais, a começar pelas Nações Unidas, é reconhecido pela grande maioria dos países, tem relações comerciais, culturais e diplomáticas diversificadas, tem um exército apto a defender a integridade do seu território e a segurança dos seus cidadãos. Mas, apesar disto, é alvo de tratamento diferente, não só de uma atenção desmedida, como de um constante julgamento moral e político absolutamente excepcional e desproporcionado, como se a cada passo tivesse de justificar a sua existência. É o lote comum a todos os estados verem criticada a sua política, até pela violência. Mas só Israel tem assistido à contestação dos fundamentos morais da sua própria razão de ser - veja-se a resolução das Nações Unidas de 1975, assimilando o sionismo a uma forma de racismo, vejam-se as constantes condenações internacionais - 635 entre Janeiro 2003 e Março 2008, enquanto a "democrática" Birmânia apenas 183, ou a Coreia do Norte, 60... Vejam-se os boicotes sucessivos a homens e mulheres das artes e das letras - grande parte deles acérrimos defensores da paz. Vejam-se ainda os apelos do pequeno führer persa ao extermínio de Israel e, acima, de tudo a identificação com o nazismo, paradigma do mal absoluto e fonte suprema de deslegitimação."Por razões misteriosas", escreve Bret Stephens no Wall Street Journal, "Israel tornou-se impopular entre o segmento da opinião pública que se considera progressista. Este é o mesmo segmento que acredita nos direitos das mulheres, dos homossexuais, numa justiça livre, na liberdade de expressão e consciência, na independência do Parlamento. Estes são direitos que existem em Israel e em mais lado nenhum no Médio Oriente. Então por que razão o país que mais defende esses valores progressistas é aquele que menos simpatia progressista recebe?" Este é, entre outros, um bom tema de meditação nestes dias de celebração.

Por: Esther Mucznik

Parque Nacional dos Picos de Europa

Hoje "convido-vos" a conhecer uma das mais belas regiões naturais da Península Ibérica: O Parque Nacional dos Picos de Europa.
Os Picos de Europa é um conjunto de montanhas localizada no Norte da Península Ibérica e que faz parte da cordilheira dos Cantábricos, estendendo-se pelas regiões autónomas das Astúrias, Cantábria e Castela e Leão. Alguns picos ultrapassam os 2 500m de altitude. É uma região muito bela, muito verde, muito rica em avifauna, destacando-se, entre outros, o urso pardo.
É, de facto, umas das minhas regiões favoritas, onde já tive a oportunidade de ter estado diversas vezes. Não fica muito longe de Portugal, estando acessível aos portugueses. Se gostam de paisagens naturais e de montanhas, se gostam de fazer longas caminhadas, não deixem de visitar um dia esta região.
Fiquem com um vídeo promocional da região.


China suspende temporariamente política de filho único


A China vai suspender temporariamente a política do «filho único». A suspensão destina-se especialmente às famílias cujos filhos foram vítimas do terramoto em Sichuan, no passado dia 12 de Maio. A última informação indica que 68 mil pessoas morreram e 364 mil ficaram feridas.
A política chinesa do filho único, apoiada pela organização mundial anti-vida "International Planned Parenthood Federation" (IPPF) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), foi alvo de numerosas críticas de organismos internacionais por constituir uma violação sistemática dos direitos humanos, ao ponto de o Congresso americano ter retido contribuições à UNFPA.
O Comité de População e Planeamento Familiar de Chengdu, capital de Sichuan, a região mais devastada pelo sismo, anunciou que as famílias que desejem ter outro filho, podem "solicitar um certificado".
Actualmente o governo obriga aos casais chineses que têm mais de um filho a pagar uma forte multa pela lei do "filho único". Segundo a nova política temporária, aqueles que perderam um filho "ilegal" já não terão que pagar multa pelo mesmo.
Se a família perdeu um filho "legal" e além disso tinha um "ilegal" menor de 18 anos, poderá registá-lo agora como "legal", e o menor adquire direitos como a educação gratuita.
O governo assinalou ainda que as famílias que desejem podem adoptar órfãos do terremoto poderão fazê-lo, sem limite estabelecido. Segundo indicações oficiais, o terramoto e suas réplicas deixou cerca de 4 mil crianças órfãs.



Podem visionar neste vídeo imagens das consequências do sismo.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Cem países reunidos na Irlanda acordam na proibição de armas de fragmentação, sem a presença dos EUA

Bomba de fragmentação britânica no Iraque


Uma conferência internacional acordou hoje na redacção daquele que será o futuro tratado de proibição de armas de fragmentação.O encontro, que contou com mais de 100 nações reunidas na Irlanda, não contou com a presença dos Estados Unidos, tinha como objectivo banir todas as ramas de fragmentação usadas até hoje. Para Christian Ruge, da delegação norueguesa, a aprovação do documento é apenas uma formalidade, uma vez que as nações chegaram a acordo. As bombas de fragmentação, que libertam, ainda no ar várias pequenas munições, têm como principal problema o facto dessas pequenas munições muitas vezes não explodirem, criando áreas que se transforma em autênticos campos minados que ferem e matam pessoas mais tarde, muitas vezes crianças curiosas. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, um dos apoiantes da iniciativa, tem vindo a lutar contra a relutância dos chefes militares britânicos em relação a esta proibição. Os EUA, que entendem que este tipo de armamento tem “alguma utilidade”, foi acusado de pressionar os seus aliados, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha e Austrália, a enfraquecerem este acordo.


Sydney Pollack, o actor que saltou para trás das câmaras

"A maioria dos grandes realizadores que conheço não foram actores, por isso não posso dizer que seja essencial. Contudo, é uma ajuda enorme." A afirmação, proferida por Sydney Pollack em 2005, no Festival de Cinema de Tribeca, explica o sucesso do realizador norte-americano falecido na passada segunda-feira em Los Angeles, na Califórnia. Tinha 73 anos e lutava há dez meses contra o cancro. O norte-americano começou a trabalhar como actor ainda em 1959, mas foi na realização que, a partir da década de 60, mais se destacou. Para o grande público, o nome de Pollack ficará para sempre ligado à adaptação do romance África Minha, de Karen Blixen, para o cinema. O filme foi nomeado para 11 Óscares da Academia, em 1986, e conquistou sete das estatuetas, entre os quais as de Melhor Realizador e de Melhor Filme. Sidney Pollack nasceu a 1 de Julho de 1934, na localidade norte-americana de Lafayette, no estado de Indiana. O realizador era o mais velho dos três filhos de David Pollack, um pugilista profissional que depois se tornou farmacêutico, e Rebecca Miller, uma dona de casa que faleceu quando o seu primogénito tinha apenas 16 anos. Sydney Pollack começou a sua carreira no mundo do espectáculo nos anos 50, trabalhando como actor em Nova Iorque, ao mesmo tempo que dava aulas de representação. A passagem para trás das câmaras só ocorreu no início da década de 60, quando se mudou para a Costa Oeste dos Estados Unidos e começou a realizar episódios de diversas séries, antes de dar o salto definitivo para o grande ecrã em 1965, com o filme The Slender Thread. A sua estreia como actor, numa longa metragem, ocorreu em 1962, quando integrou o elenco de War Hunt, ao lado de Robert Redford. Este encontro marcou o início de uma parceria ímpar entre os dois artistas, que levou Sidney Pollack a dirigir Redford em 7 filmes, dos quais se destacam África Minha e Três Dias do Condor, e Havana.Os Cavalos Também Se Abatem, a primeira grande obra do realizador, chegou em 1969, quatro anos depois da sua estreia no cinema. Foi com este filme que Pollack conseguiu a primeira nomeação para o Óscar de Melhor Realizador da sua carreira. Voltaria a ser nomeado para a estatueta graças ao seu trabalho em Tootsie, de 1982. A obra, uma das mais populares da sua carreira, é recordada devido, em parte, às interpretações de Dustin Hoffman e Jessica Lange, cujo desempenho lhe valeu o Óscar de Melhor Actriz Secundária.Após o lançamento de África Minha, em 1985, Sydney Pollack virou as suas atenções para a produção de longas metragens, concentrando a sua produção e realizando cada vez menos filmes. Entre as obras que o realizador produziu destacaram-se películas como O Talentoso Mr. Ripley, Cold Mountain, O Americano Tranquilo, Michael Clayton, tendo actuado neste último. Ao longo dos próximos meses será possível lembrar o trabalho do norte-americano, uma vez que irão chegar às salas de cinema vários filmes por si produzidos, como sejam os casos de The Reader e Margaret, os seus dois últimos projectos. As obras ainda estão na fase de pós-produção mas devem estrear este ano nos Estados Unidos.



Aqui fica a homenagem a esse grande realizador de cinema que acaba de nos deixar. Espero que tenham visto alguns filmes dirigidos por ele. Gostaria de recordar e de partilhar convosco o filme que o mais popularizou: África Minha, com Robert Redford e Meryl Streep.



Rede Nacional de Consumo Responsável


Em que pensamos quando compramos um produto de que necessitamos? E quantas vezes pensamos na sua origem? Aquela T-shirt preferida ou os sapatos que têm aquele formato ou aquela cor. Até mesmo o café, sumo, chá que costumamos comprar.


A sociedade de consumo actual promove grandes desequilíbrios sociais e ambientais, traduzidos nas imagens que diariamente nos entram em casa pelos meios de comunicação social. Todos os nossos gestos e opções diárias afectam não só a nossa vida mas a vida de outras pessoas e põem em causa a sustentabilidade do planeta.

Mas é também verdade que o consumo é inevitável e até necessário para a circulação e manutenção dos sistemas económicos.

Como resolver, então, este paradoxo? Como garantir a protecção dos direitos humanos, a preservação do ambiente e a sustentabilidade económica e cultural?

É fundamental educar e mobilizar a sociedade civil - e em especial as gerações mais jovens – para a mudança dos hábitos de consumo, tornando-nos mais críticos, exigentes e responsáveis, como exercício da nossa cidadania.




Ao longo do 2º e 3º período tiveram, nas aulas de Geografia C, algumas sessões promovidas pela Rede Nacional de Consumo Responsável, orientadas pela Drª Ana Luísa Coelho. Foram desenvolvidas actividades no âmbito da dimensão ética do consumo dinamizadas pelo Clube de Direitos Humanos.


Qual é o balanço que fazem das actividades desenvolvidas nas aulas?


Para conhecerem melhor o projecto visitem o site da rede em: http://www.consumoresponsavel.com/




Portugal: Maus tratos policiais e violência doméstica denunciados no relatório da Amnistia Internacional



Relatório 2008 foi publicado hoje


O relatório da Amnistia Internacional (AI) 2008 indica que, em Portugal, persistem os episódios de violência contra as mulheres, bem como os casos de violência policial e consequente impunidade. O documento – que tem como objectivo traçar a evolução anual do cumprimento dos direitos humanos em todo o mundo – nomeia ainda a passagem dos voos da CIA transportando alegados terroristas por solo português. Durante a apresentação do relatório, a AI apelou aos governos de todo o mundo que peçam desculpa por seis décadas de falhanços nos direitos humanos e que se voltem a comprometer com metas mais concretas. Sob o título “Alegações de maus tratos pela polícia e subsequente impunidade”, o relatório dá conta do caso Albino Libânio, um recluso do Estabelecimento Prisional de Lisboa que teria sido alegadamente espancado por sete guardas prisionais em 2003. Os guardas foram, porém, absolvidos em tribunal, em Maio de 2007 - quatro anos depois dos factos - por ausência de prova em julgamento. No que toca à violência contra mulheres, o relatório reproduz os números apresentados pelo Governo, em Julho do ano passado, que indicavam que, durante 2006, 39 mulheres foram mortas pelos maridos. O relatório indica ainda o arranque do terceiro Plano Nacional contra a Violência Doméstica, em Junho, que previu o acesso gratuito a tratamentos médicos por parte das vítimas. Sobre a migração, o relatório refere a nova lei da imigração, que entrou em vigor no dia 4 de Julho e que, de acordo com o relatório, “deu certos direitos legais aos imigrantes que esperam a decisão de expulsão ou admissão em território português, com especial ênfase para os menores desacompanhados”. Simultaneamente, o relatório sublinha que a nova lei especificou igualmente que o auxílio à imigração ilegal de maneira a que ponha em risco a vida dos imigrantes constitui um tratamento desumano e degradante que poderá ser punido com uma pena de prisão que pode variar entre os dois e os oito anos. “Vítimas de tráfico deixaram de ser classificadas de imigrantes ilegais”, refere ainda o documento.

Voos da CIA
Sob o título “Guerra ao Terror”, o documento refere que no dia 25 de Janeiro o ministro português dos Negócios Estrangeiros declarou que as investigações do governo às alegadas escalas de voos da CIA em Portugal durante operações ilegais de transferência de prisioneiros entre países tinham ficado concluídas, não se tendo apurado nenhuma prova que permitisse a continuação do inquérito. Porém, no dia 5 de Fevereiro, o Ministério Público fez saber que iria abrir um inquérito-crime, a cargo do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP),tendo por base uma participação da eurodeputada Ana Gomes à PGR e outra do jornalista Rui Costa Pinto. O caso dos "voos da CIA" teve início em Novembro de 2005, quando o jornal norte-americano "Washington Post" revelou a existência de prisões secretas da CIA em vários pontos do Mundo, tendo rapidamente o assunto passado a ser, sobretudo, o transporte ilegal de prisioneiros suspeitos de terrorismo e os chamados "voos da CIA" que, segundo o Parlamento Europeu, foram uma prática corrente na Europa desde os atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos.

Situação continua má, 60 anos depois da adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos

“[O que se passa no] Darfur, Zimbabwe, Gaza, Iraque e Birmânia pedem acção imediata”, disse Irene Khan, secretária-geral da Amnistia Internacional no lançamento do relatório AI Report 2008: State of the World's Human Rights. “Injustiça, desigualdade e impunidade são os marcos do mundo de hoje. Os Governos têm que agir agora para fechar o hiato entre as promessas e as acções”, disse Irene Khan.O relatório da Amnistia põe em evidência que, 60 anos depois da adopção pelas Nações Unidas da Declaração Universal dos Direitos Humanos, há pessoas que ainda são torturadas ou maltratadas em pelo menos 81 países, enfrentam julgamentos injustos em pelo menos 54 nações e não têm liberdade de expressão em 77 países. “2007 caracterizou-se pela impotência dos governos ocidentais e pela ambivalência ou relutância dos poderes emergentes em enfrentar algumas das piores crises de direitos humanos, de conflitos entrincheirados até crescentes desigualdades que estão a deixar milhões de pessoas para trás”, afirmou Khan. A AI indicou ainda que a maior ameaça ao futuro dos direitos humanos é a ausência de uma visão partilhada e de uma liderança colectiva. “2008 apresenta uma oportunidade sem precedentes para que novos líderes que entrem no poder e para que novos países a emergir no palco do mundo apontem novas direcções e rejeitem políticas míopes e práticas que nos últimos anos fizeram do mundo um local mais perigoso e dividido”, indicou Khan. A Amnistia Internacional desafiou os governos a desempenharem um novo conjunto de paradigmas de liderança colectiva baseada nos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos. "Os mais poderosos têm que dar o exemplo", disse Irene Khan. A China tem que se levantar à altura das promessas que fez para os Jogos Olímpicos e permitir a liberdade de expressão e de imprensa e acabar com a "reeducação através do trabalho". Os Estados Unidos têm que fechar o campo de detenção de Guantánamo e outros centros de detenção secretos, levar os suspeitos a julgamentos justos ou libertá-los, e têm que rejeitar inequivocamente o uso de tortura e maus tratos. A Rússia tem de ter maior tolerância para com a dissidência política, e nenhuma tolerância para com os abusos dos direitos humanos na Tchetchénia. A União Europeia tem que investigar a cumplicidade dos seus Estados-membros em operações de "rendição" de suspeitos de terrorismo e estabelecer para os seus membros o mesmo cumprimento dos direitos humanos que estabelece para os outros países. Irene Khan alertou ainda: "Os líderes mundiais estão em estado de negação, mas o seu falhanço tem um preço demasiado elevado. Como demonstram o Iraque e o Afeganistão, os problemas dos direitos humanos não são tragédias isoladas; são antes como vírus que podem infectar e disseminar-se depressa, pondo-nos todos em risco". "Os governos de hoje têm que ter visão, coragem e o mesmo nível de compromisso que levou as Nações Unidas a adoptarem a Declaração Universal dos Direitos do Homem, há 60 anos (...) As pessoas pedem cada vez mais justiça, liberdade e igualdade".

Links:
http://thereport.amnesty.org/prt/report-08-at-a-glance (Relatório 2008 da Amnistia Internacional))
http://www.amnesty.org/ (Amnistia Internacional)
http://www.amnistia-internacional.pt/ (Amnistia Internacional - secção portuguesa)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

1º Prémio de Fotojornalismo Visão / BES - Augusto Brázio


Augusto Brázio, 41 anos, fotógrafo freelance, foi o grande vencedor da oitava edição do prémio de fotojornalismo Visão/BES. A fotografia vencedora mostra uma jovem de 19 anos, assistida pelo INEM e deitada numa ambulância a caminho do hospital, depois de ter tido, em casa, o terceiro filho. A imagem premiada faz parte de um livro encomendado pelo INEM a Augusto Brázio, trabalho que fez com que o fotógrafo acompanhasse durante um ano este serviço médico.
Podem ver a Galeria de Premiados aqui.

sábado, 24 de maio de 2008

Coldplay - Violet Hill (Dancing Politicians)

Os Coldplay estão de regresso. Encontrei este video no youtube com a novíssima canção Violet Hill.
Não se trata de um videoclip oficial do grupo mas de um vídeo alternativo com muito humor , constituído por uma montagem (manipulada) de imagens com alguns dos políticos mais poderosos do Mundo em situações por vezes hilariantes.
Algumas partes poderão ser consideradas excessivas, pela falta de respeito por alguns líderes mundiais, como Geoge W. Bush. O vídeo tem por título Violet Hill (Dancing Politicians).


sexta-feira, 23 de maio de 2008

"Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull" - Trailer


Já estreou o novo Indiana Jones "Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, de Steven Spielberg, com Harrison Ford.


Os fimes da série Indiana Jones são um exemplo da globalização na sétima arte. Conto vê-lo logo que possa. Espero que seja tão bom como os anteriores.



Fiquem com o trailer do filme.


A Pobreza em Portugal entre 1995 e 2000


Hoje foi divulgado o estudo Um Olhar Sobre a Pobreza em Portugal, coordenado por Alfredo Bruto da Costa no Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS), que será publicado em Junho (ed. Gradiva). Este estudo analisou o período de 1995 a 2000.

Eis algumas conclusões do estudo:


  • mais de metade dos agregados familiares (52,4%), em Portugal, viveram numa situação vulnerável à pobreza pelo menos durante o ano;

  • 61% dos pobres não têm condições para manter a casa quente (entre os não-pobres, há 36% que dizem o mesmo);

  • 12% não tem banheira ou chuveiro;

  • 10% não têm sequer retrete;

  • cerca de 40% da pop. portuguesa experimentava, em 2004, alguma forma de privação (18,3% entre a pop. não-pobre confronta-se com a falta de dinheiro para chegar ao fim do mês);

  • 9 em cada 10 portugueses que caíram na pobreza tinham no máximo o 3º ciclo do ensino básico e apenas 2% o ensino superior;

  • 23,8% dos menores de 17 anos estavam em situação de pobreza;

  • mais de metade dos reformados do país são pobres.

Fonte: Público, 23/05/08

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Portugal é o país da UE com mais desigualdades na distribuição de rendimentos


União Europeia é mais uniforme que os Estados Unidos

Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade. O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui, no entanto, que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos, à excepção de Portugal. O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus. Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca."Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos. Contudo, se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

Jorge Sampaio - A crise alimentar é um factor de agravamento da luta contra a tuberculose / A tuberculose no Porto e em Portugal


A crise alimentar é um factor de agravamento da luta contra a tuberculose. O alerta é do enviado especial das Nações Unidas para a luta contra a doença, Dr. Jorge Sampaio.

O ex-Presidente da República foi há dias à comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros dizer que são precisos novos medicamentos. O último antibiótico foi criado há mais de cinquenta anos. Em Portugal, há 26 tuberculosos por 100 mil habitantes, um dos valores mais altos da União Europeia. A nível mundial, a bactéria já contaminou um terço da população, estatística que continua a crescer. O aumento do número de seropositivos que contraem tuberculose é alarmante. A ligação entre a tuberculose e o HIV vai ser debatida nas Nações Unidas, a 9 de Junho, véspera da Assembleia-Geral sobre a SIDA. A iniciativa partiu de Jorge Sampaio.


Vejam um vídeo com uma reportagem da SIC sobre a iniciativa do Dr. Jorge Sampaio aqui.

Fonte: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/20080506+Jorge+Sampaio+lanca+alerta.htm (06/05/08)


Taxa de tuberculose no Porto idêntica à do terceiro mundo

A zona oriental do Porto apresenta uma taxa de incidência de tuberculose quase três vezes superior à média nacional, valores equivalentes aos de países do terceiro mundo. Também no resto do País o índice da doença é três vezes superior ao resto da Europa Ocidental - só em 2004 ocorreram 3500 novos casos. A média nacional, segundo dados de 2004, é de 34 por cem mil habitantes, enquanto no Porto é significativamente maior: 100 em cada 100 mil. "Valores que são uma desgraça, valores de África", explicou ao DN Agostinho Marques, director do serviço de Pneumologia do Hospital de São João e presidente do XIII Congresso de Pneumologia do Norte, que decorre até amanhã na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto. O distrito é o pior do País e, no âmbito da cidade, são as zonas de Paranhos, Campanhã e Bonfim que apresentam os valores mais preocupantes - áreas mais degradadas, onde habitam estratos sociais mais desfavorecidos com poucas condições de salubridade. "O Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose tem dez anos e está completamente moribundo", afirma Agostinho Marques, razão pela qual o Ministério da Saúde está actualmente a desenhar um novo programa.Este médico defende que as novas medidas não podem ser heterogéneas, sendo necessário "identificar a especificidade de cada lugar"."Fundamentalmente, é preciso assegurar um diagnóstico e garantir que cada doente seja tratado e acompanhado até ao final do mesmo" (a duração é de cerca de seis meses), acrescenta Agostinho Marques. A tuberculose, uma doença infecciosa que se transmite por via inalatória, atinge anualmente dez milhões de pessoas em todo o mundo e mata de dois a três milhões.

Vanessa da Mata e Ben Harper - Boa Sorte / Good Luck

Human Rights Watch denuncia detenção de mais de 500 menores no Iraque, pelas forças norte-americanas


A organização dos direitos humanos Human Rights Watch pediu hoje para que as centenas de crianças detidas pelas forças norte-americanas no Iraque tenham acesso imediato a um advogado e que os casos que justificam a detenção sejam apreciados por entidades judiciais independentes. Segundo a organização, foram detidos 513 menores de 18 anos identificados como ameaças à segurança, desde Março de 2003. Ao todo foram detidas 2400, algumas com 10 anos, que foram sendo libertadas. Por vezes são interrogadas durante dias ou semanas antes de serem enviados para centros de detenção. “A maior parte das crianças fica durante meses sob custódia das Forças Armadas norte-americanas “, disse Clarisa Bencomo, da Human Rights Watch. “Os EUA deviam dar a estas crianças acesso imediato a advogados”, acrescentou. As queixas da organização surgem um dia antes do Comité das Nações Unidas para os Direitos da Criança se encontrar em Genebra, na Suíça para rever as condições de adesão dos Estados Unidos a um tratado sobre as crianças em conflitos armados. O tratado obriga as nações que detêm os menores a responsabilizar-se pela sua recuperação e reintegração. Em declarações, as Forças Armadas norte-americanas apenas confirmaram que têm “menos de 500 crianças” sob a sua custódia no Iraque. E acrescentaram: “Não há nada neste protocolo que iniba a detenção de indivíduos menores de 18 anos, por isso estamos a cumprir com o nosso compromisso”.


Quénia: Multidão enfurecida queima vivas 11 pessoas acusadas de bruxaria

Mulheres da tribo masai, no Quénia. Uma multidão descontrolada queimou vivas onze mulheres acusadas de bruxaria em um povoado do Quénia

Uma multidão enfurecida queimou vivas 11 pessoas, no Quénia, acusadas de bruxaria. As casas de oito mulheres e três homens, incendiadas enquanto estes permaneciam lá dentro, ocorreu no lado ocidental do país, onde as crenças em costumes tradicionais são mais profundas.A notícia, adiantada pela polícia, foi confirmada por residentes que disseram que a multidão correu casa a casa com uma lista de quem era acusado de praticar bruxaria. As autoridades reforçaram a segurança no local, para evitar actos de vingança, numa região recentemente fustigada pelos ataques entre tribos durante a crise pós-eleitoral. As crenças tradicionais, o cristianismo e o islamismo coexistem pacificamente no Quénia mas o medo da bruxaria está muito espalhado pelo país onde a tradição dos médicos tribais e dos curandeiros está muito enraizada. Quase todas as vítimas tinham entre 70 e 90 anos, apenas uma rondava a casa dos 40. Um caso idêntico levou também à morte oito pessoas, em 1993 que foram acusadas de bruxaria e queimadas.


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Arestides Sousa Mendes


Sacrificou tudo quanto amava e presava - uma família, uma carreira - por estranhos de quem se apiedou associando ao seu honroso desempenho a espiritualidade e dignidade humana então raras, mas que, afinal, caracterizam o povo português. Numa altura em que pairava a rebeldia pelo mundo, Sousa Mendes não só era um digno diplomata como também se desenhava como o modelo do português crítico, o representante ideal da nação que todos gostaríamos que Portugal sempre fosse.
As suas atitudes tinham o cheiro do perfume cuja marca a lei portuguesa só viria a reconhecer tardiamente. Ainda assim, aos olhos dos poucos que um dia ouviram falar de Sousa Mendes, a mais viva recordação que resta deste "salvador de vidas" português é a punição desumana que lhe foi atribuida: Salazar e seus discípulos condenaram-no à "pena de um ano de inactividade" com direito apenas a "metade do vencimento da categoria", tendo sido colocado "na disponibilidade aguardando aposentação", situação da qual só viria a se livrar com a morte, mais de 13 anos depois.

Quando os Nazis invadiram a França em 1940, Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus, contrariando as ordens de Salazar, assinou vistas para fugitivos. Assim conseguiu salvar milhares de vidas, antes de ser afastado do cargo pelo ditador.
Em 1940, dado o avanço das tropas alemãs de Norte para Sul e de Leste para Oeste, só Portugal era porta de saída segura para um algures a salvo dos desígnios de Hitler. Eis porque, solicitando um visto, acorriam ao consulado português de Bordéus inúmeros refugiados, sobretudo judeus. Mas a 13 de Novembro de 1939 já Salazar proibira, por circular, todo o corpo diplomático português de conceder vistos a várias categorias de pessoas, inclusive a "judeus expulsos dos seus países de origem ou daqueles donde provêm".
Aristides começou por ignorar a circular para, depois de instado a fazê-lo, a desrespeitar totalmente. Passava vistos a quantos lho solicitassem. Quando a 8 de Julho de 1940, já sem mais hipóteses de transgressão, regressou a Portugal. Tinha salvo milhares de vidas, assinando vistos de dia e de noite, até à exaustão física.

Nada na biografia de Aristides, até então, fazia prever este acto. Com 55 anos à data dos acontecimentos, casado e pai de 14 filhos, servia o "salazarismo (fascismo) tal como antes servira a I República. Era de tradiçao monárquica e católico. Foi simplesmente comovido pela aflição de "toda aquela gente" que não "podia deixar de me impressionar vivamente", como ele disse no seu processo de defesa em Agosto de 1940, que agiu.

Regressando a Portugal, Aristides foi dado como culpado no inquérito disciplinar e despromovido. Salazar reformá-lo-ia compulsivamente com uma pensão mínima. Os recursos de Aristides para os tribunais seriam em vão. Sem dinheiro, Aristides era socorrido pelo irmão e pela comunidade judia portuguesa.

Salazar e seus discípulos condenaram-no à "pena de um ano de inactividade" com direito apenas a "metade do vencimento da categoria", tendo sido colocado "na disponibilidade aguardando aposentação", situação da qual só viria a se livrar com a morte, mais de 13 anos depois.

Do recheado solar da família, em Cabanas de Viriato (Viseu), tudo ia sendo vendido. Os filhos de Aristides iam-se dispersando, a mulher Angelina, morreu em 1948 , e ele casou novamente mais tarde.

No dia 3 de Abril de 1954, Aristides morre de uma trombose cerebral e de uma pneumonia no Hospital da Ordem Terceira em Lisboa. Embora o epitáfio na sua lápide reconheça os méritos de Aristides com as palavras "Quem salva uma vida, salva o mundo", a sua morte não veria qualquer comentário ou informação na imprensa portuguesa.

Seria assim ignorado pelo país.

Ter-se-ia de esperar 34 anos para que Aristides fosse justamente reintegrado e louvado oficialmente em Portugal: Em 1988 na Assembleia da República, o Dr. Jaime Gama, pediu a reabilitação e reintegração póstuma de Aristides no corpo diplomático, o que foi concedido por unanimidade pelos partidos com assento na altura.

Mas desde 1967, Aristides é o único português que faz parte dos "Righteous Among the Nations" (Justo entre as Naçoes), no Yad Vashem Memorial em Israel.

Ele bem o merece, porque "quem salva uma vida, salva o mundo".


Fonte: http://www.sousamendes.com/zindex.htm (adaptado)


A catástrofe de Myanmar e a comunidade internacional


As infra-estruturas sanitárias decadentes, herança de uma ditadura militar de quase meio século, são agora a maior ameaça para os sobreviventes do ciclone Nargis, no Myanmar. Milhão e meio de pessoas têm de enfrentar as doenças associadas à falta de alimento e de água potável. Desidratação, diarreia, e a ameaça de cólera ou dengue, são as principais preocupações das organizações humanitárias. A demora das autorizações por parte da junta para que a ajuda do exterior chegue ao país está a frustrar a comunidade internacional e os médicos no terreno. O desastre natural veio piorar muito as estatísticas que põem o Myanmar no topo da lista dos países mais afectados pela Malária. As autoridades militares, que há muito desconfiam da interferência estrangeira, detiveram uma coluna de camiões da Nações Unidas proveniente da Tailândia com ajuda, rumo a Rangum, a maior cidade do país.A junta confiscou ainda pelo menos dois carregamentos de ajuda que seguiam a bordo de aviões da ONU.



O que é que acham que a comunidade internacional deve fazer relativamente à situação que se vive em Myanmar?
  • Nada e deixar que a situação melhor com o tempo?
  • Deveria haver uma intervençao da Comunidade internacional? De que forma?

terça-feira, 20 de maio de 2008

Milhares fogem de motins xenófobos em Joanesburgo


A violência começou há uma semana, alastrou a vários bairros e fez 22 mortes, a maioria pessoas que fugiram à crise no Zimbabwe


Casas incendiadas, pessoas mortas à pancada, uma pelo menos queimada viva; multidões em fúria, de pedras e paus na mão; mulheres, homens e crianças a procurar refúgio em centros sociais, esquadras da polícia e igrejas; milhares de estrangeiros a fugir dentro da África do Sul depois de aqui terem procurado refúgio, fugidos do Zimbabwe. Serão seis mil pessoas em fuga, segundo a BBC on-line. A violência começou há uma semana no bairro de Alexandra, perto do centro de Joanesburgo, onde morreram duas pesssoas, mas estendeu-se no fim-de-semana a outros townships nos arredores da cidade. Apesar do forte dispositivo de segurança, os motins recomeçaram ontem às primeiras horas da manhã. O balanço avançado pela polícia era ontem de 22 mortes e 217 detenções. Os principais alvos da violência xenófoba dos gangs vivem nesses townships, subúrbios de Joanesburgo, e são os mais três milhões de zimbabweanos que emigraram para a África do Sul, muitos deles nos últimos anos para fugir à crise económica e política no seu país. Imigrantes de Moçambique e do Malawi também têm sido al-vos. Entre as vítimas, haverá pelo me-nos dois moçambicanos. As forças policiais e de segurança dispõem de "recursos suficientes" e por isso "não se espera que a situação saia fora de controlo", disse ao PÚBLICO o analista e director do Instituto para os Estudos de Segurança, em Pretória, Jakkie Cilliers. Mas a África do Sul, país escolhido para acolher o Campeonato Mundial de Futebol de 2010, atravessa uma crise "grave" que "está a alastrar", reconhece. Repórteres escreveram, no fim-de-semana, que o centro de Joanesburgo estava temporariamente transformado em "zona de guerra" e os Médicos sem Fronteiras falaram de "uma situação típica de refugiados". A situação foi condenada pelo Presidente Thabo Mbeki e pelo seu rival que assumiu a liderança do Congresso Nacional Africano (ANC) em Dezembro, Jacob Zuma, que foi vice-presidente de Mbeki. Mas ambos são acusados de nada terem feito para prevenir a situação. O Presidente sul-africano anunciou a constituição de um grupo de trabalho para analisar a violência, mas não escapou às fortes críticas dos principais jornais por ter optado pelo diálogo com o re-gime do Presidente Robert Mugabe, quando isso em nada ajudou a impedir a grave crise económica e política no Zimbabwe. O país entrou em colapso e muitos zimbabweanos emigraram, a maioria dos quais para a África do Sul. "Se o Presidente Mbeki e o seu vice Jacob Zuma tivessem agido, há nove meses, não estaríamos onde estamos hoje", escrevia ontem o Times da África do Sul, no seu editorial. E fazendo eco da condenação geral da violência, o Cape Argus evocou também em editorial o "coro de repúdio, o consenso de que [esta violência] envergonha o país". O Governo também é apontado por não ter levado a sério o problema da xenofobia no país e por não ter resolvido os problemas mais prementes das populações mais pobres. A pobreza extrema e o medo de ficar de fora num país onde o desemprego chega aos 40 por cento estarão na origem desta ira, que toma a forma de "ódio" - a palavra correu ontem as primeiras páginas dos jornais sul-africanos. Mas este é um fenómeno com história. "Historicamente, o apartheid não só separou a comunidade branca da comunidade negra, mas também isolou a África do Sul do resto do continente, o que criou entre os sul-africanos um sentimento xenófobo", diz Jakkie Cilliers. Para este investigador sul-africano, os motins "reflectem o falhanço das políticas do Governo sul--africano em matéria de política externa, com "um apoio a Robert Mugabe no Zimbabwe" e quanto às políticas internas, económicas e sociais. O Zimbabwe é pois outro elemento-chave: os zimbabweanos, que recentemente afluíram em massa para a África do Sul, estão mais bem preparados para competir no mercado. O país teve, pelo menos até agora, um bom sistema de ensino, melhor que o sul-africano, explica Cilliers. "Os zimbabweanos constituem uma ameaça na medida em que podem competir com os sul-africanos." Os moçambicanos, enquanto imigrantes ilegais, também são vistos como uma ameaça, embora diferente. "Como todos os imigrantes ilegais em qualquer país, estão dispostos a aceitar qualquer emprego e qualquer salário." São "os mais pobres dos pobres" que protagonizam esta violência, diz. O que começou por ser "algo de inesperado", alastrou. E isso aconteceu pelos altos níveis de frustração, ira e medo de uma grande parte da população. "As pessoas pobres vêem que há muito dinheiro mas não vêem mudanças nas suas vidas."


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Porto Vivo, SRU - Sociedade de Reabilitação urbana da Baixa Portuense S.A.

Amanhã, na aula de Geografia C, temos o prazer de receber o Sr. engenheiro Rui Quelhas, que virá falar à turma sobre a reabilitação urbana da "Baixa" do Porto. O Sr. engenheiro Rui Quelhas é administrador da Porto Vivo, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense SA.
Para conhecerem um pouco o trabalho realizado por esta empresa, ficam aqui algumas informações retiradas do site da empresa.
Apresentação:
A Porto Vivo, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense S.A., é uma empresa de capitais públicos, do Estado (I.N.H.) e da Câmara Municipal do Porto, que tem como missão conduzir o processo de reabilitação urbana da Baixa Portuense, à luz do Decreto-Lei 104/2004 , de 7 de Maio.
Constituída a 27 de Novembro de 2004, à Porto Vivo, SRU cabe o papel de orientar o processo, elaborar a estratégia de intervenção e actuar como mediador entre proprietários e investidores, entre proprietários e arrendatários e, em caso de necessidade, tomar a seu cargo a operação de reabilitação, com os meios legais que lhe foram conferidos.
Objectivos:
Depois da realização de diversos estudos sobre a caracterização do edificado, da população e do tecido económico da Baixa Portuense e do seu Centro Histórico, foi possível definir 5 grandes objectivos:
•A re-habitação da Baixa do Porto;
•O desenvolvimento e promoção do negócio na Baixa do Porto;
•A revitalização do comércio;
•A dinamização do turismo, cultura e lazer;
•A qualificação do domínio público;
Para além destas metas foi ainda possível delimitar uma Zona de Intervenção Prioritária (ZIP) bem como elaborar estratégias e definir pólos e fileiras de desenvolvimento sustentável e identificar actores e alternativas.
Área de intervenção:
A Porto Vivo, SRU tem, estatutariamente, como área de intervenção, a Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística (ACRRU), com cerca de 1000 hectares, ou seja, cerca de um quarto do concelho do Porto. Por razões operacionais, foi delimitada uma área menor, denominada Zona de Intervenção Prioritária (Z.I.P.), onde será concentrado o esforço de reabilitação urbana.
A Zona de Intervenção Prioritária, identificada na figura, compreende uma área com cerca de 500 hectares, cujos limites extremos são, grosso modo , a sul, o rio Douro, a norte, a Praça do Marquês/Constituição, a oeste, a Rua da Restauração/Carvalhosa e, a leste, o Bonfim.
A Z.I.P. engloba o Centro Histórico do Porto (classificado como Património da Humanidade), a Baixa tradicional e áreas substanciais das freguesias do Bonfim, Santo Ildefonso, Massarelos e Cedofeita, correspondentes ao crescimento da cidade nos séculos XVIII e XIX.
Fonte: http://www.portovivosru.pt/index.php (consultem o site para saberem um pouco mais sobre a Porto Vivo)