terça-feira, 2 de setembro de 2008

Gustav mais fraco poupa uma Nova Orleães assustada


Preços do crude e gás natural, que tinham disparado, caíram à medida que o furacão passava e os receios de catástrofe iam diminuindo

Traumatizada pelo Katrina, Nova Orleães preparou-se para o pior: quase dois milhões de pessoas foram transportadas para abrigos longe da cidade, foi decretado o recolher obrigatório e o mayor da cidade avisou que quem ficasse (só ficaram cerca de 10 mil pessoas) estaria por sua conta e risco. Mas o pior não aconteceu. O furacão Gustav enfraqueceu ao chegar ontem à costa do estado da Luisiana, um pouco antes das 10h00 locais (16h00 em Lisboa). Com ventos que não chegavam aos 180 quilómetros por hora, a tempestade não ultrapassava então uma classificação de nível dois, numa escala de intensidade que vai até ao nível cinco. Algumas horas depois, tinha descido para o nível mais baixo. Os receios das autoridades explicam-se facilmente: o Gustav atingia ainda há poucos dias um preocupante nível quatro - um patamar acima do furacão Katrina, que há três anos devastou a região - e havia mesmo previsões que apontavam a possibilidade de atingir a intensidade máxima. Os poucos que optaram por ficar numa Nova Orleães praticamente deserta contaram aos jornalistas e escreveram nos seus blogues pessoais que a tempestade está muito longe do furacão de 2005. Além disso, o Gustav deverá seguir para o interior do país, sem que o centro passe sequer pela cidade.

Barreiras aguentam

Ainda antes da evacuação de emergência levada a cabo no domingo, já algumas pessoas tinham decidido abandonar a zona costeira do estado. Muitos ficaram alojados em abrigos em escolas ou em instalações da Cruz Vermelha.Entre os que não fugiram, houve quem selasse as janelas e se abastecesse de alimentos. Mas alguns optaram por ficar reunidos em bares. Há até quem diga estar a divertir-se e a beber cerveja com os amigos. As barreiras que sustêm a água no grande canal que atravessa parte da cidade e que está ligado ao rio Mississípi, bem como as que protegem a orla costeira, aguentavam ontem, sem problemas, a pressão das ondas. Em alguns pontos, a água atingiu um nível suficientemente elevado para passar por cima das barreiras, mas a situação não é preocupante, asseguraram já as autoridades. Em 2005, foram estas as estruturas que cederam à passagem do Katrina, resultando na inundação da cidade, em 1500 mortos e 55 mil milhões de euros de prejuízos. Desde então, as autoridades reconstruíram e reforçaram os diques. Mas os trabalhos ainda não estão concluídos, o que levou a preocupações quanto à capacidade de aguentar o furacão - e fez subir os receios de repetição da tragédia.Face a uma tempestade muito mais branda do que o esperado, o sentimento entre os que não abandonaram a região é de optimismo. Contudo, o mayor da cidade, Ray Nagin, já sublinhou ser necessário manter as precauções. "Ainda não estamos fora de perigo", alertou, citado pela agência Reuters. Antes, Nagin tinha classificado o Gustav como "a mãe de todas as tempestades".

Preço do petróleo desce

Uma das primeiras localidades a serem atingidas quando o Gustav chegou à costa foi Cocodrie, uma pequena cidade a cerca de 130 quilómetros de Nova Orleães, ao largo da qual estão instaladas plataformas de exploração de petróleo e gás natural. A região do golfo do México é responsável pelo fornecimento de um quarto do petróleo e 15 por cento do gás natural consumidos nos EUA. Entre produção e importação, passa por aqui 56 por cento do petróleo que entra no país.A aproximação da tempestade fez com que as empresas a operar na área suspendessem ou reduzissem a produção, o que teve como consequência a subida do preço das reservas de petróleo e gás natural. Há três anos, mais de 100 plataformas de exploração na região foram destruídas pelo Katrina e temia-se que o mesmo acontecesse agora. Com a notícia do abrandamento do furacão, os preços das reservas de petróleo e gás natural desceram. Os danos nas infra-estruturas ainda não foram avaliados, mas as previsões são opimistas e os prejuízos não estarão sequer próximos dos de 2005. Apesar das boas notícias, ainda não está posta de parte a hipótese de uma nova subida de preços. Tudo dependerá da rota do furacão, que não é completamente previsível, e dos danos que este causar.




segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Guerra na Geórgia


Os líderes da União Europeia (UE) realizam hoje uma reunião extraordinária em Bruxelas para analisar as consequências da guerra na Geórgia e, muito especialmente, o seu impacto sobre as suas relações com a Rússia.
A reunião, que começará às 15h, foi convocada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, artífice do princípio de acordo que permitiu em meados de agosto parar os combates entre Rússia e Geórgia.
Após duas semanas de campanha relâmpago contra a Geórgia, a Rússia assegurou pela força o controlo das regiões separatistas da Ossétia do Sul e a Abkházia.
Embora os europeus tenham condenado desde o primeiro momento o recurso às armas por ambas as partes, o alarde de força realizado por Moscovo dentro das fronteiras de um país soberano considerado aliado do Ocidente encheu de indignação e inquietação as capitais da UE.
Nas vésperas da reunião de Bruxelas, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defendeu abertamente uma revisão profunda das relações entre Europa e Rússia.
Mas, ao contrário da NATO, que cancelou até uma nova ordem as suas reuniões políticas regulares com Moscovo e a cooperação militar, a UE não quer suspender o diálogo com a Rússia, seu principal fornecedor de gás e grande fornecedor de petróleo.
No começo de julho, a UE e a Rússia começaram a negociação de um ambicioso acordo bilateral com o qual a Europa pretendia envolver a Rússia numa relação "estratégica" a longo prazo.
Os Governos da UE estão agora profundamente divididos sobre a continuidade dessas negociações, cuja próxima ronda está prevista para os dias 15 e 16 de setembro.
A Polónia e as repúblicas bálticas, que vêem nos factos da Geórgia a prova do ressurgir da Grande Rússia, lideram o grupo dos que exigem uma resposta firme e sanções.
Pelo contrário, a Alemanha apela ao realismo e a exercer toda a persuasão para dirigir de novo à Rússia os canais pacíficos de resolução de conflitos.
A reunião de Bruxelas deveria permitir pelo menos aos europeus fazer uma exibição de unidade perante o poderoso vizinho russo.
O Conselho Europeu pedirá à Rússia para respeitar todos os compromissos contraídos no acordo de cessar-fogo do dia 12 de agosto.

EFE




Que comentário fazem a toda esta situação que se vive neste momento. Será que voltamos, de facto, ao tempo da Guerra Fria? E qual o papel da UE neste conflito?

Viagem à região da Ribeira Sacra (Galiza)

Nestas férias passei alguns dias (cinco) em Ourense e na região da Ribeira Sacra (os tempos que correm não dão para mais!). A Ribeira Sacra é uma região que fica entre Ourense e Lugo, no interior da Galiza, estendendo-se ao longo dos vales dos rios Miño (Minho em português) e Sil, sendo este um afluente do primeiro. A designação de "Ribeira Sacra" (Ribeira Sagrada), que já vem do tempo da nossa Dona Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), deve-se ao facto de esta região possuir uma elevadíssima concentração de mosteiros (18), em locais isolados e com um enquadramento paisagístico fantástico, a maior parte de origem medieval. Visitei apenas três: Santo Estevão de Ribas de Sil, Santa Cristina de Parada do Sil e, ainda, S. Pedro das Rocas (sendo este, para mim, o mais impressivo). "Ribeira Sacra" é, também, a Denominação de uma região demarcada de vinhos. Nesta região destaca-se, também o Canhão do Sil, um vale muito encaixado, muito belo, em estado bastante selvagem e que é possível visitar de barco.

Aqui ficam algumas imagens (com música folk galega de fundo) desta região que vale a pena conhecer e que fica muito próxima do nosso país.


Canhão do rio Sil (Ribeira Sacra)


Cidade de Ourense

E as vossas férias correram bem?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Happy People Dancing on Planet Earth

O blogue está de regresso depois de um mês de férias!

Recebi há dias este vídeo que é simplesmente fantástico, e diz muito quanto à importância da felicidade e da dança na vida dos seres humanos, qualquer que seja o seu país, raça ou religião. Afinal de contas somos mais parecidos uns com os outros do que pensavamos.

Matt Harding viajou por diversas nações do planeta, começou a dançar nos diferentes lugares onde esteve e filmou o resultado.









A felicidade é contagiosa?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Rita Redshoes - The Beginning Song

Finalmente estou de férias. Até parece mentira. Depois de um ano de muito trabalho e de um mês de Julho tremendo, finalmente ... as férias!
Espero que estejam todos bem e já relaxados. Agora chegou o tempo de descansar e recuperar algumas forças para o próximo ano lectivo. O blogue também vai de férias até ao fim do mês de Agosto. Regressa em Setembro.
Para todos desejo a continuação de umas boas férias. Fiquem com a portuguesa Rita Redshoes e com a canção The Beginning Song.

Porto perde bandeira azul na praia Homem do Leme


Até ao fim da época balnear

A bandeira azul na praia Homem do Leme, concelho do Porto, foi hoje retirada por falta de qualidade da água e já não pode ser hasteada até ao fim da época balnear, segundo a associação Bandeira Azul. Esta é a primeira praia galardoada que fica definitivamente impedida de voltar a hastear a bandeira este ano, uma vez que as regras da Bandeira Azul permitem apenas duas análises aceitáveis da qualidade da água. As praias com galardão de qualidade balnear são periodicamente sujeitas a análises à qualidade da água, que deve ser boa, e não podem ter mais do que dois resultados aceitáveis da qualidade da água. "A praia Homem do Leme teve hoje a terceira análise aceitável e a bandeira fica definitivamente arriada esta época balnear", explicou a coordenadora nacional da Bandeira Azul, Catarina Gonçalves.
É de recordar que esta praia do Porto tinha recebido a Bandeira azul pela primeira vez! Era mesmo a única praia da cidade do Porto com esta distinção!
Ainda bem que temos as praias de Gaia!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Cimeira da CPLP aprova Declaração de Lisboa com plano da promoção da Língua Portuguesa em destaque


Chefes de Estado e de Governo reunidos em Lisboa


Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovaram hoje a Declaração de Lisboa. Ao longo de 19 páginas são dadas mais de uma centena de orientações, com destaque para a aprovação do projecto de promoção e valorização da Língua Portuguesa. Segundo a Declaração, a que a Lusa teve acesso, o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, foi eleito por unanimidade como presidente da CPLP, substituindo o seu homólogo da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira. Do documento destaca-se também a atribuição ao Senegal do estatuto de observador associado, juntando-se às ilhas Maurícias e à Guiné Equatorial, país que viu adiada a discussão de uma eventual integração como membro de pleno direito da CPLP, tal como pretendia Teodoro Obiang Nguema, presidente equato-guineense. Os chefes de Estado e de Governo dos "oito" aprovaram também resoluções que visam o endosso de candidaturas de Estados membros a órgãos de organizações internacionais, o empenhamento da CPLP no combate ao VIH/SIDA e o funcionamento provisório dos Centros Regionais de Excelência. A concessão do Estatuto de Observador Consultivo da CPLP ficou igualmente definida numa resolução, que prevê as condições para a respectiva atribuição, o reforço da participação da sociedade civil na comunidade, o poder local, a circulação de bens culturais, a segurança alimentar, o Conselho Empresarial da organização lusófona foram alvo também de resoluções aprovadas por unanimidade. Os líderes da comunidade aprovaram também a declaração "A Língua Portuguesa: Um Património Comum, Um Futuro Global", realçando a importância da concertação, a nível da CPLP, na prossecução de políticas linguísticas que projectem e afirmem a Língua Portuguesa internacionalmente e sejam adequadas à situação de cada Estado-membro.Os "oito" reiteraram o compromisso para com a democracia, o Estado de Direito, o respeito pelos Direitos Humanos e pela justiça social, "pressupostos para a paz e segurança necessários ao desenvolvimento dos Estados membros da CPLP". No âmbito da concertação político-diplomática, realçaram a necessidade de a CPLP continuar a desenvolver uma acção estratégica de projecção internacional. O reforço das relações que mantém com a ONU, o estabelecimento de parcerias com organizações regionais e sub-regionais são outras das recomendações emanadas da cimeira de Lisboa, lembrando o documento estão em fase de conclusão memorandos de entendimento com a União Africana, Organização Internacional da Francofonia, o Conselho da Europa, a Comunidade das Democracias e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. Aprovado foi também o Acordo de Protecção Consular na CPLP, que "trará benefícios para os seus cidadãos decorrentes quer da generalização e harmonização das disposições constantes dos acordos já em vigor nesta área, quer da aplicabilidade das mesmas a todos os Estados-membros". O Direito Internacional Humanitário, a Política de Oceanos e a elaboração do futuro Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da CPLP (PECS/CPLP), que visa fortalecer a cooperação em matéria de saúde, são outros dos projectos aprovados. Neste sentido, encorajaram os Estados-membros a contribuírem financeiramente, através do Fundo Especial da CPLP, tanto para o processo de elaboração do PECS/CPLP, como para a implementação do plano, depois de aprovado. Subscreveram também as conclusões contidas no documento "Apelo à Acção", apresentado por Jorge Sampaio, comprometendo-se a realizar um Fórum da Sociedade Civil para as questões da Saúde dos Países de Língua Portuguesa à margem das Conferências de Chefe de Estado e de Governo. Os "oito" instaram ainda à realização do Fórum sobre Energias Renováveis e Protecção do Meio Ambiente, a ter lugar em Outubro de 2008.


terça-feira, 22 de julho de 2008

Balcãs - Capturado Radovan Karadzic, antigo líder sérvio da Bósnia


Radovan Karadzic, o líder dos sérvios bósnios durante a guerra da ex-Jugoslávia, entre 1992 e 1995, foi capturado na Sérvia. Karadzic já foi ouvido, hoje de manhã, por um juiz de instrução sérvio, primeiro passo para a sua extradição para Haia, a fim de ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional.Karadzic é acusado de vários crimes de guerra e genocídio, incluindo a morte de cerca de 8000 homens e rapazes muçulmanos no massacre de Srebrenica. Andava a monte desde 1996, tal como o seu comandante militar, Ratko Mladic, que continua em fuga. Ambos eram procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para os Crimes de Guerra da Ex-Jugoslávia."O interrogatório terminou", declarou o juiz de instrução Milan Dilparic, citado pela agência Beta news. Dilparic recusou, porém, revelar mais detalhes sobre o interrogatório, qualificando-o de "confidencial". O procurador do TPI, Serge Brammertz, é esperado hoje na capital sérvia. O procurador tinha já confirmado ontem a detenção do antigo responsável político sérvio bósnio, acusado de genocídio e em fuga há cerca de 13 anos."O procurador Serge Brammertz saúda a detenção hoje de Radovan Karadzic (...) Ele está em fuga há cerca de 13 anos ", indicava um comunicado do TPI.A notícia foi primeiramente avançada pela presidência sérvia, que indicou que o antigo líder dos sérvios bósnios foi detido pelos serviços de segurança sérvios. Em Belgrado, os festejos pela detenção de Karadzic - um dos principais entraves nas negociações da entrada da Sérvia na União Europeia - estenderam-se pela madrugada. Svetozar Vujacic, o advogado do ex-líder sérvio da Bósnia, assegurou que o seu cliente foi detido na passada sexta-feira, mas que as autoridades sérvias só deram conta da detenção ontem à noite.De acordo com Vujacic aos meios de comunicação sérvios, Karadzic foi detido às 21h30 (19h30 em Lisboa) da passada sexta-feira num autocarro que percorria a estrada entre Nova Belgrado e Batajnica, uma localidade a poucos quilómetros a norte da capital sérvia. O advogado, que disse não saber quem deteve Karadzic, assegurou que a detenção foi ilegal, já que o arguido deveria ter sido levado de imediato a um juiz de instrução e isso não aconteceu. O causídico indicou ainda que o ex-líder sérvio goza de boa saúde, mas que perdeu bastante peso e nega-se a ingerir alimentos.O advogado de Karadzic indicou ainda que o seu cliente qualificou a situação que levou à sua detenção de "farsa" e que terá utilizado o seu "direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório". Depois de ter sido acusado formalmente pelo TPI por crimes de guerra, Karadzic entrou na clandestinidade, dispondo de uma rede de apoiantes que o ajudavam na fuga. Diversas tentativas de detenção levadas a cabo pela NATO na Bósnia acabaram por falhar. O departamento de Estado tinha prometido uma recompensa de cinco milhões de dólares por informações que conduzissem à sua detenção. Por seu lado, o diplomata americano Richard Holbrooke, artesão dos acordos de paz de Dayton, que meteram um ponto final à guerra da Bósnia, designou Karadzic – numa entrevista à BBC – como o “Osama bin Laden da Europa”. Acrescentou ainda que “um grande malfeitor foi retirado da cena pública”. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, indicou por seu lado, em comunicado, que a detenção foi “um momento histórico para as vítimas”.Em Sarajevo, Bósnia, onde se cometeram algumas das mais terríveis atrocidades, as “Mães de Srebrenica” – cujos maridos e filhos foram mortos durante a guerra – também saudaram a detenção de Karadzic. “Foi finalmente feita justiça”, indicou à AFP um responsável dessa associação, Kada Hotic.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336153 (podem visionar um pequeno vídeo sobre Radovan Karadzic neste endereço)

domingo, 20 de julho de 2008

O óleo que deita fora pode ser mais perigoso do que imagina


Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada. Para participar neste projecto da AMI:

- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em http://www.ami.org.pt/;

- Afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;

- Divulgue esta informação no seu site ou blog.


Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados.

A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site http://www.ami.org.pt/.

Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro.

Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil.

A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população. Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.


A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.


As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.


Fundação AMI - Rua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199E-Mail: reciclagem@ami.org.pt Internet: http://www.ami.org.pt/

sábado, 19 de julho de 2008

Bobby Mcferrin - Don't Worry, Be Happy

Dedico esta canção a todos aqueles que, por qualquer motivo, se sentem preocupados ou tristes.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Coldplay - Viva La Vida (Live)

Não havendo muitos assuntos com interesse para comentar, continuamos com algumas músicas, umas mais recentes, outras mais antigas.

Seguimos com (mais uma vez) os Coldplay com o seu novíssimo Viva La Vida (ao vivo). Já devem ter reparado que gosto mesmo muito deste grupo

sábado, 12 de julho de 2008

Amy Winehouse - Rehab

E agora a polémica Amy Winehouse, com "Rehab".


Férias 2008


Depois de um ano muito intenso de trabalho, gostava que falassem sobre as vossas férias. Quais são as vossas expectativas em relação às vossas férias? O que pretendem fazer? Ficam por casa ou contam sair? Para onde contam ir?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Prémio ISEG - Santander/Totta 2008


É com muito orgulho que vos informo que os alunos Beatriz Fougo, do 10º I (da minha Direcção de Turma) e o Diogo do 12º G ganharam ontem o primeiro prémio do concurso ISEG - Santander/Totta 2008, nas categorias do 10º ano e 12º ano, respectivamente.


Estes alunos concorreram a este prémio, foram seleccionados numa segunda fase e ontem fizeram a apresentação pública dos seus trabalhos no ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, que integra a Universidade Técnica de Lisboa.


Os trabalhos destes dois alunos (na área da Economia) foram defendidos com grande classe e competência perante um júri muito exigente constituido por professores da Universidade, do ensino secundário, uma representante do Banco, participantes no concurso, colegas de turma e professores dos alunos concorrentes (também estive lá).


O prémio para cada aluno vencedor foi 1 500€ e, no caso de pretenderem frequentar um curso desta faculdade, a isenção de propinas no 1º ano da licenciatura e a isenção de propinas nos restantes anos da licenciatura se tiverem uma média igual ou superior a 14 valores.


Ficamos todos muito felizes e muito orgulhosos dos nossos alunos e mais uma vez a nossa Escola deu uma excelente imagem a nível nacional.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Resultados das provas publicados hoje


Exames: chumbos a matemática descem mas média de português abaixo dos 10 valores


A taxa de reprovação no exame de Matemática A do 12º deste ano baixou para 7 por cento, contra os 18 por cento do ano passado, numa prova em que a média de notas foi de 12,5 valores. Mas a média de notas no exame de Português do 12º deste ano ficou abaixo dos 10 valores pela primeira vez em três anos, situando-se nos 9,7 valores face aos 10,8 de 2007. A taxa de reprovação de 7 por cento dos 36.674 alunos que fizeram este ano a prova de Matemática A é menos de metade da verificada no ano passado (18 por cento) e cerca de um quarto da de 2006 (29 por cento), indicam os dados oficiais distribuídos hoje à tarde pelo Ministério da Educação (ME). Em relação aos alunos internos (ou seja, os que frequentaram a disciplina durante todo o ano), a média obtida foi de 14 valores, 3,4 valores acima do que se verificou em 2007, ano em que pela primeira vez a média obtida por estes alunos foi superior a dez valores. No total dos alunos, ou seja incluindo os que já estavam chumbados e se auto-propuseram a exame, a média é de 12,5 valores (mais 2,1 valores do que os 9,4 de 2007). Na Matemática B (prova realizada por 6731 alunos), a média de resultados foi de 11,4, uma subida em relação aos 7,5 valores verificada em 2007. A taxa de "chumbos" neste exame foi igualmente de sete por cento contra os 24 por cento de 2007 e os 30 por cento em 2006. Na Matemática Aplicada às Ciências Sociais o cenário é inverso: a média de 9,6 valores obtida este ano pelos 8533 alunos é inferior aos 11,5 valores do ano passado. Também a taxa de reprovações aumentou de sete por cento em 2007 para 13 por cento este ano. Após a realização das provas, em finais de Junho, a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considerou que o exame nacional de 12º ano de Matemática A foi "mais fácil" do que o de 2007, alegando que a prova continha "um grande número" de questões de resposta "imediata e elementar". "A prova comporta um grande número de questões de resposta imediata e elementar, não aferindo conhecimentos matemáticos importantes, o que perfaz um total de cinco valores. Confirma-se a tendência já patente no exame nacional do 9º ano [...]", afirmava a SPM, num parecer sobre a prova. Num comunicado divugado hoje, o Ministério da Educação enaltece a "melhoria" nos resultados da Matemática, "que se verifica pelo terceiro ano consecutivo". Por outro lado, o ME diz que os resultados deste ano resultam do "efeito combinado de três factores": "mais tempo de trabalho e estudo por parte dos alunos acompanhado pelos professores [...] no âmbito do Plano de Acção para a Matemática", "provas de exame correctamente elaboradas, sem erros e com mais tempo de realização" e um "maior alinhamento entre o exame, o programa e o trabalho desenvolvido pelos professores".


Cenário negro a português


Dos 60.281 alunos que este ano fizeram a prova de Português oito por cento "chumbaram" (um acréscimo face aos cinco por cento verificados em 2007 e 2006). A média de notas tem vindo a decrescer: dos 11,6 valores de 2006 passou-se para 10,8 valores no ano passado e para os 9,7 valores deste ano. A taxa de reprovação a Português foi mesmo superior à das provas de Matemática A e B, tradicionalmente as que mais complicam a vida aos alunos. De acordo com o Ministério da Educação, que hoje divulgou os dados, o exame de Português "é o que abrange o maior número de alunos, sendo realizado pela quase totalidade dos que terminam o ensino secundário em cursos científico-humanísticos". Dado o "descréscimo nos resultados", indica a tutela, "importa equacionar medidas de reforço do trabalho dos alunos nesta disciplina, designadamente estendendo ao Ensino Secundário as dinâmicas do Plano Nacional de Leitura". Após a realização das provas, em finais de Junho, a Associação de Professores de Português (APP) apontou críticas à prova, considerando que o primeiro grupo da prova suscitou "algumas dúvidas", já que foi usada a terminologia linguística em revisão. Por outro lado, o texto final do exame poderá ter levado os estudantes a falar de Padre António Vieira no tema de desenvolvimento, quando o autor não integra o programa do 12º ano. Em comunicado, a associação considerou que "a prova está globalmente de acordo com o programa em vigor", mas apontou algumas notas, nomeadamente que o Grupo I "apresenta um grau de dificuldade elevado, não só devido à formulação não muito clara da pergunta 2, mas também devido ao excerto escolhido", de "Os Lusíadas". "Em relação ao II Grupo, existem algumas afirmações que poderão confundir o examinando sendo de referir a utilização de termos da TLEBS, que se encontra em reformulação, como por exemplo 'frase subordinada relativa' ou 'verbo auxiliar modal'", salientava a nota dos professores de português.


Melhoria a Física e Química


Quanto aos exames na área de Ciências, registou-se uma melhoria nos resultados da Física e Química A, que ainda assim registou uma taxa de "chumbos" de 22 por cento (a mais alta percentagem de reprovações em todos os exames). Estes resultados representam uma melhoria face a 200 (31 por cento de reprovações), mas são piores do que os de 2006 (21 por cento de chumbos). Os 31.760 alunos que fizeram esta prova obtiveram uma média de 9,3 valores (contra os 7,2 valores de 2007 e os 7,4 de 2006). Quanto a Biologia e Geologia, dos 39.890 alunos que fizeram a prova chumbaram oito por cento (uma melhoria face aos 12 por cento de 2007 e aos 9 por cento de 2006). A média de Biologia e Geologia passou de 9,1 valores em 2007 para 10,5 valores este ano. "Estas duas disciplinas - escreve o ME - são as que apresentam as mais elevadas correlações entre as classificações internas e externas (respectivamente 0,75 e 0,76)".


Que comentários fazem aos vossos resultados nos exames e aos resultados a nível nacional?

domingo, 6 de julho de 2008

Homenagem a Aniki Bóbó

A Casa da Música assinala hoje os 100 anos de Manoel de Oliveira com uma revisitação à sua primeira longa-metragem, "Aniki Bobó", através de um projecto de alcance comunitário. De regresso aos cenários naturais do filme - as zonas ribeirinhas do Porto e Gaia - pretendeu-se recriar a história intemporal de Carlitos e seus companheiros numa perspectiva contemporânea. De carácter multidisciplinar, o projecto incorporou música, vídeo, dança e teatro, num trabalho de equipa que englobou artistas profissionais e pessoas que residem nos locais onde o filme foi rodado, sobretudo crianças e jovens. Integrado no plano de compromisso da Casa da Música com as diferentes comunidades, tendo em vista a sua integração social e uma participação activa na vida cultural, este projecto permitiu desenvolver um trabalho contínuo, ao longo de vários meses, num tecido urbano tradicionalmente associado a situações de exclusão. A história, o local e as imagens do primeiro filme de ficção de Manoel de Oliveira são elementos que integram uma peça original, conduzida por profissionais que vêm cooperando de forma regular com a Casa da Música. É o caso do violoncelista Ernst Reijseger. Um dos mais eclécticos músicos da actualidade, com vasta experiência de ensino e de orientação de diferentes grupos escolares, Reijseger encontra assim "Aniki Bobó" pela primeira vez, o que o dota das condições ideais para desenvolver uma criação dignificadora da obra do realizador portuense, mas desempoeirada e livre de interpretações antigas. Nasce, desta forma, um novo olhar sobre um filme que já conta 66 anos. Sob a coordenação de Reijseger, são envolvidos na concepção desta obra musical alunos de várias escolas vocacionais, músicos profissionais e outros artistas, bem como elementos sem qualquer formação especializada, gente nascida nas zonas ribeirinhas. E esta será talvez uma das maiores homenagens que se pode fazer a Manoel de Oliveira e a "Aniki Bobó": levar para o primeiro plano protagonistas da vida real. O projecto conta ainda com a participação do coreógrafo, bailarino e percussionista António Tavares, profissional com vasta experiência de trabalho em comunidades, particularmente junto de crianças e jovens. À mega-equipa associa-se também um jovem realizador de vídeo ou cinema, ainda a designar e que estabelecerá paralelismos, através do registo de imagem, entre o filme de 1942 e a peça de 2008, bem como músicos, actores e bailarinos de várias proveniências e idades, com particular presença, naturalmente, de crianças e jovens. O projecto desenvolveu-se de Fevereiro a Julho, mas a intenção é deixar nos seus diversos intervenientes - sobretudo as escolas envolvidas e comunidades locais - uma base para trabalhos futuros que conduzam a novos projectos de intercâmbio social e cultural.
Anikibebé
Anikibobó
Passarinho
Totó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és polícia
Tu és ladrão!
Rodado em 1942, decorria a II Guerra Mundial, "Aniki Bobó" é bem mais do que uma singela história interpretada por crianças. Através de Carlitos e seus companheiros de brincadeira de rua, o espectador é confrontado com questões intemporais e dilemas existenciais que acompanham o ser humano em todas as etapas da vida. Baseado no conto "Meninos Milionários", de Rodrigues de Freitas, "Aniki Bobó" (nome que Manoel de Oliveira "roubou" de uma melopeia então comum em brincadeiras de criança) aborda de forma peculiar a (difícil) escolha entre o Bem e o Mal, numa história protagonizada por crianças pobres. Carlitos, um menino sonhador alvo dos ataques de Eduardo, líder do grupo de rapazes, apaixona-se perdidamente por Teresinha, ao ponto de roubar uma boneca da "Loja das Tentações" para lhe oferecer. Desenvolve-se assim um enredo simples, do princípio ao fim, que vive mais da imagem do que do diálogo, onde pululam subtilezas sobre condição e relação humanas. Referência da cultura portuguesa e aclamado a nível internacional, o realizador Manoel de Oliveira é um dos nomes mais acarinhados da sétima arte europeia. Fonte de criação permanente, o cineasta completa este ano um centenário. Hoje, como sempre, leva a vida a um ritmo imparável e surpreendente.


Eis o vídeo de homenagem ao fime Aniki Bóbó, de Manuel de Oliveira, que faz uma mistura interessante das imagens do filme original, rodado em 1942 na Ribeira do Porto e interpretado por crianças dessa zona da cidade, com imagens recentes rodadas em bairros sociais da cidade e com jovens desses mesmos bairros - o passado e o presente!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Colômbia: Ingrid Betancourt e três réféns americanos resgatados pelo Exército


Ingrid Betancourt e três reféns norte-americanos há vários anos em poder da guerrilha das FARC foram resgatados pelo Exército colombiano, anunciou o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. O responsável revelou que outros 11 militares foram também libertados nesta operação.Segundo o responsável, a operação helitransportada foi realizada na província de Guaviare, no Sudeste da Colômbia, um dos principais bastiões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Manuel Santos adiantou que o estado de saúde dos 15 resgatados é considerado "razoável" tendo em conta os anos passados em cativeiro, em situações muito adversas na selva tropical. Betancourt, que detém dupla nacionalidade francesa e colombiana, foi sequestrada em Fevereiro de 2002, quando fazia campanha para as presidenciais que viriam a ser ganhas pelo actual Presidente, o conservador Álvaro Uribe. Desde então foram feitas várias tentativas para conseguir a sua libertação, a última das quais promovida, no início deste ano, pelo Presidente venezuelano, Hugo Chávez. Mas os contactos com as FARC tornaram-se mais difíceis depois de Raul Reys, o “número dois” da guerrilha, ter sido abatido numa operação do Exército colombiano no vizinho Equador, em Março passado.Por essa altura, as notícias davam conta que a antiga senadora se encontrava gravemente doente e que teria mesmo sido levada pelos guerrilheiros a postos médicos em zonas isoladas – notícias que a guerrilha nunca confirmou. No último vídeo divulgado pelas FARC, no final de 2007, Ingrid surgia muito magra e apática, reforçando os receios pela sua saúde. Os três americanos em poder da guerrilha – Thomas Howes, Keith Stansell e o lusodescendente Marc Gonçalves – foram capturados em 2003, depois de o avião em que seguiam se ter despenhado na selva, durante uma operação de combate ao narcotráfico promovida pelo Departamento de Defesa dos EUA, em colaboração com as autoridades colombianas. O ministro da Defesa revelou ainda que os 11 militares resgatados são, na sua maioria, oficiais e como tal integravam o grupo de 40 reféns que as FARC admitiam libertar em troca de 500 guerrilheiros detidos nas prisões de Bogotá.


Operação "audaciosa"


Há vários anos que os militares colombianos tentavam resgatar Betancourt e os quatro americanos, os mais conhecidos das centenas de reféns em poder da guerrilha, apesar dos apelos de familiares e dirigentes estrangeiros que alertavam para os riscos de uma operação deste género. Esta tarde, numa conferência de imprensa convocada pouco antes, Juan Manuel Santos surpreendeu todos ao anunciar a libertação dos reféns "numa operação militar durante a qual foi possível infiltrar o primeiro círculo das FARC, aquele que durante os últimos anos vigiou um importante grupo de reféns". O ministro explicou que os reféns estão divididos em três grupos, pelo que o Exército, graças a agentes infiltrados, fez passar uma mensagem de que Alfonso Cano, o novo líder das FARC, ordenara que os reféns fossem levados à sua presença e que para isso deveriam ser reunidos num determinado ponto de Guaviare.Um helicóptero militar camuflado, com agentes dos serviços secretos militares a bordo, deslocou-se depois para o local de reunião, com o pretexto de recolher os reféns. Os guerrilheiros que acompanhavam os detidos "foram imediatamente neutralizados", incluindo um operacional conhecido como "César", alegadamente o chefe dos carcereiros. O responsável garantiu que não foi efectuado qualquer disparo e que, em nenhum momento da operação, a segurança dos reféns foi posta em causa. Não poupando elogios aos seus efectivos, o ministro da Defesa afirmou que esta foi uma operação "sem precedentes" que "ficará na história "pela sua audácia e eficácia".


sábado, 28 de junho de 2008

Dia do Diploma


Se ainda não foram informados, ficam a saber que, por determinação do Ministério da Educação, as escolas secundárias (já a partir do próximo ano lectivo) vão promover o "Dia do Diploma", devendo envolver a respectiva comunidade educativa, numa acção formal de entrega dos certificados e diplomas aos alunos (do ensino diurno e nocturno) que no anterior ano lectivo tenham terminado o ensino secundário.

O "Dia do Diploma" deverá ocorrer no dia 12 de Setembro de 2008.

De momento não tenho mais informações sobre este evento.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Chama Olímpica


O português Augusto Cid obteve o primeiro prémio no “10º Porto Cartoon” com o trabalho intitulado “A Chama Olímpica”.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cinema sobre Consumo Responsável


A Reviravolta convida, a todos os interessados, no dia 28 de Junho, Sábado, a assistirem a uma sessão de Cinema sobre Consumo Responsável no Porto, na Casa do Infante, na Rua da Alfândega, às 14 horas.

Após o visionamento, podem participar num pequeno debate sobre o consumo responsável.

Um momento único e uma excelente oportunidade de sensibilizar a sociedade para uma nova forma de encarar o consumo e o que isso pode significar em termos locais, globais e ambientais.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Exames do 12º ano - 2008


Queria desejar a todos vós, muita sorte nos exames. Acima de tudo, confiem nos vossos conhecimentos e nas vossas capacidades. Acredito que vão conseguir, com naturalidade, bons resultados. Vocês merecem, depois de tanto trabalho.


P.S.: se tiverem tempo, comentem aqui como estão a decorrer os vossos exames.

sábado, 14 de junho de 2008

Radiohead - Creep

Irlanda - Vitória do "não" ao Tratado de Lisboa


Tratado de Lisboa

Líderes da UE prometem seguir em frente apesar do "não" irlandês

14.06.2008 Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas


Os responsáveis da União Europeia (UE) deixaram ontem claro que não contam abandonar o Tratado de Lisboa, apesar de a sua ratificação ter sido rejeitada, em referendo, pela Irlanda. Esta determinação não impediu a generalidade dos Vinte e Sete de reagir com consternação, decepção e frustração ao veredicto dos irlandeses, os únicos cidadãos de toda a UE chamados a pronunciar-se sobre o Tratado por referendo, o que fizeram na quinta-feira. A rejeição "é uma enorme decepção" e um "revés potencial" para a UE, reconheceu Brian Cowen, primeiro-ministro irlandês, ao fim da tarde de ontem, depois do anúncio dos resultados oficiais. O veredicto de 53,4 por cento de votos contra e 46,6 por cento a favor do Tratado (e uma taxa de participação de 53,13 por cento) constitui um novo balde de água fria nas tentativas de reforma das instituições comunitárias, depois de a França e a Holanda já terem rejeitado uma primeira versão, a Constituição Europeia, em 2005. Juridicamente, a recusa do Tratado num dos países membros da UE impede a sua entrada em vigor em todos os outros, o que deveria significar a sua morte, como foi aliás anunciado pelos seus detractores em toda a Europa. Vários países frisaram no entanto com firmeza que não estão dispostos a abdicar das reformas das instituições comunitárias que demoraram mais de oito anos a negociar, e que incluem a criação de um presidente permanente da UE, um alto representante para a política externa com poderes reforçados e um novo sistema de votações com maior valorização da população de cada país. Neste contexto, todas as capitais que reagiram ao resultado do referendo irlandês - e foram quase todas - sublinharam que o processo de ratificação terá de continuar nos oito países que ainda não completaram o processo. A Irlanda ficou com a responsabilidade de encontrar uma saída para o impasse que ela própria criou.

Seguir em frente

"O Tratado ainda está vivo e devemos agora tentar encontrar uma solução", afirmou Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, aos jornalistas, defendendo que a ratificação deve prosseguir. "Estamos convencidos de que as reformas contidas no Tratado de Lisboa são necessárias para tornar a Europa mais democrática e mais eficaz e que lhe permitirão responder aos desafios com que os nossos cidadãos estão confrontados", afirmaram, na mesma linha, os líderes da França e da Alemanha numa declaração de reacção conjunta. Para o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, "mantemos o nosso objectivo de aplicar" o Tratado e por isso "o processo de ratificação tem de continuar". Até mesmo Jan-Peter Balkenende, que já era primeiro-ministro quando a Holanda rejeitou a Constituição Europeia, garantiu que o seu país continuará a ratificação. Do mesmo modo, o Reino Unido de Gordon Brown, o único país cuja determinação de concluir o processo de ratificação chegou a suscitar dúvidas entre os seus pares, já tinha garantido na véspera que o processo seguirá o seu curso como previsto. Esta postura contrasta com a que foi assumida em 2005 pelo então primeiro-ministro, Tony Blair, que anunciou unilateralmente a suspensão da ratificação no seu país obrigando o processo a parar em toda a UE.A nova determinação dos responsáveis europeus resulta sobretudo do facto de o Tratado já ter sido ratificado por dezoito Estados e estar relativamente bem avançado nos restantes. Implícita, nesta posição, está a recusa de aceitar que menos de um por cento dos 490 milhões de cidadãos da UE imponham a sua vontade a todos os outros. Segundo Durão Barroso, foi o próprio Cowen quem lhe garantiu que "o Tratado não morreu" com o resultado de ontem. Os Vinte e Sete estão agora à espera que o chefe do Governo irlandês explique as razões deste desaire durante a cimeira de líderes da próxima semana mas, sobretudo, que assuma a responsabilidade de avançar com pistas para resolver o impasse. "Quando um governo assina um Tratado, isso coloca-o também numa posição de responsabilidade perante os outros", defendeu Barroso. Para o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, aliás, não há que ter dúvidas: "Seguramente que a Irlanda encontrará uma forma de ratificar este Tratado. "Cowen frisou no entanto ontem que "não há soluções simples". O problema "não será resolvido facilmente", continuou, defendendo que não pode haver "precipitação" nesse processo. Mas, ao mesmo tempo, deixou claro que não quer "travar o progresso" da UE. Ainda que determinados em continuar, os líderes europeus estão conscientes de que mesmo com prodígios de imaginação dificilmente encontrarão uma solução a tempo de permitir a entrada em vigor do Tratado, como previsto, no início do próximo ano. Esta eventualidade não será de molde a provocar grandes dores de cabeça aos Vinte e Sete, podendo mesmo ter a vantagem de simplificar as nomeações para os novos cargos previstos em Lisboa. O que, curiosamente, tenderá a facilitar a confirmação de Durão Barroso para um segundo mandato na presidência da Comissão Europeia.

Fonte:


O único povo europeu a quem foi dado o direito de se pronunciar em referendo sobre o Tratado de Lisboa votou "não".

Porque será que é cada vez mais difícil "vender" a "Europa" aos europeus?

Será que o Tratado de Lisboa está mesmo morto, como dizem alguns?

O que deve fazer a Europa a seguir?

E a Irlanda? Como é que fica a situação da Irlanda se a União Europeia resolver seguir em frente com o Tratado.

domingo, 8 de junho de 2008

Governo brasileiro revela imagens de tribo indígena isolada

Espantados com a passagem do avião, os índios apontaram setas

As imagens reveladas pelo Governo brasileiro mostram uma tribo indígena que vive isolada perto do Rio Envira, na fronteira com o Peru. Esta remota tribo índia foi filmada por uma avião.

As imagens mostram os membros da tribo praticamente nus e armados com arcos e flechas que apontam ao avião que os sobrevoa. São duas pequenas aldeias, com cerca de 500 pessoas, que vivem em abrigos de palha organizados em linha. O Governo brasileiro afirma que fez estas imagens para provar que tribos como estas existem e não devem ser perturbadas. “Fizemos o voo para mostrar as suas casas, para mostrar que estão lá, para mostrar que existem”, disse à BBC um responsável governamental para os assuntos dos índios. “Isto é muito importante porque há quem duvide da sua existência”.

Provando essa existência, as autoridades brasileiras podem pôr em prática iniciativas para os proteger do “mundo civilizado”. Isto porque o simples contacto destas tribos indígenas com outras populações pode ser o suficiente para desaparecerem de vez. Para isso basta serem infectados com doenças que, para a maioria, são de simples solução, como a gripe ou varíola, mas que para estes índios pode ser fatal.

De acordo com a Fundação Nacional do índio (FUNAI) há registo 68 tribos que ainda vivem isoladas no Brasil. A maioria está no Acre e no Sul do Amazonas. Em todo o Mundo, pensa-se que há cerca de 100 tribos que nunca tiveram contacto com o mundo, quase todas no Brasil e no Peru.


Podem visionar um vídeo com uma reportagem de uma televisão brasileira sobre este acontecimento.


Milhões de zimbabweanos em risco devido à suspensão das actividades humanitárias


Morgan Tsvangirai voltou ontem a ser levado até uma esquadra e impedido pela polícia de fazer campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais, a decorrer no dia 27


As actividades humanitárias das organizações não governamentais ontem suspensas na sua totalidade são essenciais para mais de quatro milhões de zimbabweanos que delas beneficiam, alertou, em Genebra, uma porta-voz do Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Elisabeth Byrs.Os entraves agora colocados pelas autoridades de Harare afectam o trabalho da ONU, que visa ajudar mais de um terço da população, disse Byrs, depois de conhecida a ordem para que as ONG em serviço no país solicitassem nova acreditação e garantissem não se imiscuir na política. A utilização da comida como uma arma, para que as populações fiquem inteiramente dependentes do regime e não de instituições estrangeiras, verificou-se num dia em que o líder do Movimento Democrático para a Mudança (MDC), Morgan Tsvangirai, voltou a ser detido e impedido pela polícia de fazer campanha para a segunda volta das presidenciais, a decorrer no dia 27 de Junho."O Governo do Presidente Mugabe tem uma longa história de utilizar os alimentos para controlar os resultados eleitorais", disse Tiseke Kasambala, perito da Human Rights Watch, citado pela revista norte-americana Time, que recorda o facto de 80 por cento da população não ter emprego e de o índice de inflação ser bem superior a 100 mil por cento.

São os generais quem mais ajuda Mugabe a resistir

As Forças Armadas do Zimbabwe, cujo potencial mobilizável está avaliado em três milhões de homens e mulheres dos 16 aos 49 anos, montaram um autêntico golpe e reduziram o Presidente Robert Mugabe a uma mera figura decorativa, declarou ontem um diplomata ocidental citado pelo editor diplomático do matutino britânico Daily Telegraph, David Blair. De acordo com essa teoria, o apertado círculo de "securocratas", constituído por oficiais generais como Constantine Chiwenga, Augustine Chihuri, Perence Shiri e Paul Zimondi, que formam uma espécie de junta militar, estarão agora a dirigir o quotidiano do país, pelo que Mugabe se pode dar ao luxo de viajar quando bem entende. E é por isso mesmo que nos últimos dias ele esteve em Roma, a participar na cimeira da FAO. Os generais estão a arquitectar uma campanha de terror para suprimir o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de Morgan Tsvangirai, primeiro classificado na primeira volta das presidenciais, em 29 de Março, e garantir que a ZANU-Frente Patriótica poderá continuar no poder depois da segunda volta, no dia 27 de Junho, disse aquele diplomata, para quem o Comando Conjunto de Operações é que é agora o verdadeiro poder. Ao longo de 28 anos de independência, os antigos companheiros de Mugabe na luta contra a Frente Rodesiana, de Ian Smith, acumularam uma fortuna consideráve, designadamente quando ficaram com fazendas confiscadas a agricultores de origem europeia.


Hillary Clinton anuncia fim da campanha e apoio a Obama


A democrata Hillary Clinton pediu hoje o “apoio total” dos seus eleitores à candidatura do seu rival de partido e candidato à Casa Branca, Barack Obama, no momento em que anunciou formalmente o fim da sua histórica campanha para a presidência dos Estados Unidos. A informação foi avançada pela cadeia de televisão CNN. Depois de 17 meses de altos e baixos nas primárias do Partido Democrata e de o seu adversário ter feito história na terça-feira ao conseguir, nas últimas primárias, os 2118 delegados necessários para garantir a sua candidatura, Clinton despediu-se hoje, oficialmente, da sua campanha, apesar de já ontem ter anunciado, em comunicado, que sábado daria o seu apoio ao senador de Illinois. "Hoje suspendo minha campanha e felicito Obama pela vitória conquistada e pela extraordinária campanha que realizou. Dou-lhe todo o meu apoio", afirmou a senadora, que agradeceu "os esforços dos eleitores, as doações" e também o trabalho dos colaboradores e dos jovens. "Agradeço a todas as mulheres de 80, 90 anos e fizeram questão de votar", acrescentou. A candidata que já foi primeira-dama dos Estados Unidos da América espera que o seu apoio a Barack Obama possa unir o partido que se encontra fracturado e dividido pela luta da nomeação à corrida presidencial. Ontem os dois candidatos encontraram-se na casa da senadora californiana Dianne Feinstein, que organizou o encontro. Com este apoio explícito, há cada vez mais pressões para que Clinton fique como vice-presidente dos Estados Unidos. Vista há um ano como a vencedora indiscutível da corrida à nomeação presidencial ao fim de alguns meses de campanha Hillary Clinton viu as suas esperanças de se tornar a primeira mulher Presidente dos Estados Unidos ruir com a escolha maioritária dos eleitores a recair sobre um senador negro. Ainda assim, Hillary parece continuar interessada em desempenhar um cargo de relevo no partido em lutar pela sua união e, caso seja escolhida para vice-presidente, será uma peça fundamental para Obama conseguir o eleitorado feminino e hispânico.


Baile de Finalista 2008


Era só para vos agradecer o facto de me terem convidado para ser um dos Padrinhos da turma no Baile de Finalistas. Foi uma honra para mim e para o professor Meireles.

Já agora, gostaria de vos dizer que gostei muito de ter lá estado, embora não seja muito apreciador de dança e de bailes (nas discotecas, onde muito raramente vou, sinto-me sempre como um peixe fora da água).

Foi o vosso momento especial (o final simbólico de uma etapa da vossa vida). Estavam todos fantásticos. Espero que também tenham gostado do Baile.
Sinceramente, tive muito orgulho em todos vós. Foi mesmo um privilégio ter sido vosso professor e Padrinho.

Só espero que os exames vos corram pelo melhor e que vos permitam entrar nos cursos que mais desejam e ambicionam, para que esta etapa da vossa vida seja concluída com sucesso e que se inicie uma nova.

Blogue "Um Mundo Global" - Balanço II (a opinião do professor)


Caros alunos do 12º H


Respondendo aos diferentes desafios que me foram apresentados pelos alunos nos comentários ao "post" anterior, começaria por fazer o meu balanço da actividade do blogue neste ano lectivo. Devo realçar que este blogue representa umas das experiências mais entusiasmantes e gratificantes da minha vida profissional. Ao longo destes mais de 20 anos de carreira profissional desenvolvi, para além das actividades lectivas e de diversos cargos de coordenação e de supervisão pedagógica, diversas actividades que me entusiasmaram muito e de que tenho muito orgulho. Poderia destacar, entre outros, a coordenação do Clube de Ar Livre da ESRT e a coordenação do Clube de Vídeo e Cinema, também da nossa escola. Foram momentos muitos marcantes e que corresponderam a espaços de convívio, interacção e de cooperação com os meus alunos e não só.


Como referi no "post" anterior, o blogue "Um Mundo Global" (tal como o outro blogue "Superfície Frontal", este dedicado aos alunos do 10º ano) é um projecto pedagógico que nasceu no contexto de uma Oficina de Formação que frequentei, em horário pós-laboral, de Outubro a Dezembro do ano passado. O blogue tinha como grande objectivo constituir um espaço de reflexão e de partilha entre o professor e os alunos sobre os grandes e pequenos problemas deste mundo global em que vivemos e desenvolver nos alunos não só o conhecimento e o interesse por esses assuntos, mas, também, promover nos alunos o sentido crítico e a capacidade de expressão escrita, nomeadamente ao nível da argumentação.


Construir um blogue constituiu para mim um grande desafio, sobretudo porque não sou propriamente um especialista em informática e, também, porque o seu sucesso dependeria muito do interesse e da participação dos alunos. Diversos professores da nossa Escola já tinham tentado criar blogues, mas a participação dos alunos ficou muito aquém das expectativas, o que constituiu para os autores uma grande frustração. Não se esqueçam que criar um blogue e mantê-lo (alimentá-lo com regularidade) dá muito trabalho e ocupa muito tempo. Ora tempo é o que os professores têm menos nos tempos que correm (mas isso são outras "guerras" que não são para aqui chamadas).


O balanço que posso fazer da actividade do blogue neste ano lectivo é muito positivo e deveras gratificante. Devo dizer que em alguns momentos senti tanto entusiamo (sobretudo pela participação activa dos alunos) que trabalhar no blogue constituia uma certa "viciação". Mas que belo vício, não é verdade?! Já ultrapassamos as 10 mil visitas (contadas a partir de Janeiro) e é com muito orgulho que posso afirmar que grande parte dos comentários são de excelente qualidade, o que atesta a excelência dos alunos que mais participaram no blogue. O sucesso deste blogue deve-se fundamentalmente aos alunos que nele participaram e que o enriqueceram. Só tenho pena que uma boa parte da turma não tenha participado no blogue (ou tenha participado muito raramente), embora cada um tenha as suas razões, que eu respeito. Os seus comentários poderiam ter sido uma mais-valia para o blogue. É na diversidade de ideias e de opiniões que um grupo se torna mais rico, mais completo e mais forte. Já agora, gostaria de vos dizer que o blogue tem alguma visibilidade na Escola, tendo sido visitado por diversos professores e que todos eles têm elogiado a excelente qualidade dos vossos comentários. Alguns professores responsáveis por publicações especializadas da Escola têm-me pedido autorização para publicar nas suas revistas alguns dos melhores comentários do blogue.


Quanto ao futuro, tal como já vos disse, para já, irei manter o blogue em actividade. Sei que se aproximam os exames e as férias e que a vossa disponibilidade para fazer comentários não será muita. O futuro do blogue vai depender da minha disponibilidade de tempo e, fundamentalmente, do vosso interesse e participação. O blogue pode, eventualmente, constituir um elo de ligação entre todos nós.


Para terminar, gostaria de agradecer a vossa participação no blogue e dizer-vos que o seu sucesso deveu-se fundamentalmente ao vosso empenho, dedicação e à qualidade dos vossos comentários. Muito obrigado a todos.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Blogue "Um Mundo Global" - balanço de um ano (lectivo) de actividade


Agora que se aproxima, muito rapidamente, o fim das aulas, é a altura de se fazer o balanço de um ano (lectivo) de actividade deste blogue "Um Mundo Global".


Recordo que este blogue, que neste momento se aproxima das 10 mil visitas, foi criado no âmbito de uma Oficina de Formação que frequentei durante o 1º período deste ano lectivo, tendo sido concebido como um meio de interacção do professor de Geografia C com os seus alunos do 12º H e uma forma de promover o desenvolvimento e a prática de textos argumentativos e despertar o interesse dos alunos pelos diversos temas e assuntos internacionais (e por vezes nacionais) que estão directa ou indirectamente relacionados com os conteúdos programáticos da disciplina.
Será que o consegui?

Gostava que, neste balanço que vos proponho agora, se pronunciassem sobre o blogue, os seus conteúdos, o interesse que sentiram por ele, a vossa participação e sobre tudo aquilo que vos apetecer dizer.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Capital da Índia sob cerco


Nos subúrbios de Nova Deli e nas ruas de Jaipur, a capital do Rajastão indiano, reivindicava-se ontem a despromoção social. Os elementos de uma tribo que vive do pastoreio e da agricultura de subsistência, os gujjares querem ser colocados na base da escala social. Deste modo, ganharão acesso às quotas na administração pública e no ensino criadas pelo Estado para as castas deserdadas, especialmente os dalits ou adivasis. Os protestos iniciaram-se na passada semana em Jaipur e, desde então, têm-se estendido a outros pontos do Rajastão. Ontem, chegaram às portas da capital indiana, cidade que quase conseguiram paralisar, ao controlarem várias das suas entradas, junto das quais incendiaram pneus. Os manifestantes tentaram ainda avançar para o centro da cidade e incendiaram pneus nas principais vias e bloquear a entrada e saída de comboios. A polícia manteve um perfil discreto durante as manifestações e, segundo a imprensa indiana, apenas quando os gujjares quiseram avançar para o centro, é que acabou por intervir. As manifestações já provocaram 39 mortos no estado do Rajastão, onde também têm prosseguido as manifestações e os confrontos. O líder dos protestos, Kirori Singh Bainsala, garantia ontem ao jornal Hindustan Times que só a atribuição do estatuto de casta deserdada aos gujjares fará parar os protestos. Na véspera, o chefe do Governo local enviara uma proposta ao primeiro-ministro Manmohan Singh, sugerindo a criação de um novo subgrupo, "a casta dos grupos tribais sem recurso", o que foi considerado "ambíguo" por Bainsala. "A carta é uma farsa, pois a nossa reivindicação é a de obter o estatuto de deserdados. E sobre isto não pode haver qualquer ambiguidade", afirmou aquele líder. Um outro dirigente do movimento, Avinash Bandana, afirmara a uma televisão local que "a comunidade tem direito a um estatuto adequado. Não podemos ficar muito acima na escala". Os gujjares estão classificados como casta "atrasada", o que os deixa alguns pontos acima dos deserdados. O Governo indiano prossegue há décadas um programa de afirmação social, com reserva de quotas no ensino e no funcionalismo público para elementos das castas na base da pirâmide social. Estes programas têm produzido distorções, queixando-se os gujjares de serem preteridos por outros grupos de idêntico estatuto. A política de acção afirmativa é também utilizada como instrumento de controlo do eleitorado, com a troca de votos por quotas.Alguns jornais indianos escreviam ontem que programas de discriminação positiva estão a originar uma "corrida para baixo" na sociedade da Índia, com cada vez maior número de grupos a prosseguirem uma estratégia de despromoção social que acabará por minar a hierarquia social hindu.


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Israel - 60 anos


Artigo de opinião de Esther Mucznik ( Vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa), publicado em 8 de Maio no jornal Público e que já foi lido, em parte, numa aula de Geografia C:
"Esta era a nossa hora histórica"

Hoje, dia 8 de Maio, comemora-se no calendário judaico o 60º aniversário da independência do Estado de Israel. Sessenta anos é a idade da maturidade e uma boa altura para reflectir no caminho percorrido, nos sucessos e fracassos do projecto sionista. São conhecidas as duas raízes do sionismo: a primeira é milenária e confunde-se com a memória histórica, simultaneamente religiosa e nacional do povo judeu. Foi ela que permitiu aos judeus sobreviverem à dispersão como povo, ligados entre si por uma religião de essência nacional, através da memória sempre viva da Terra Prometida. Arthur Koestler sublinhou esta realidade, dizendo que "não há nenhum exemplo na história de um povo que tenha sido tão perseguido em todo o lado, que tenha sobrevivido dois mil anos à morte como nação e que, entre os autos-de-fé e as câmaras de gás, tenha continuado a brindar "Para o ano que vem em Jerusalém", com a mesma incansável confiança no sobrenatural". A segunda raiz, muito mais recente, nasce na Europa no século XIX. É a Europa moderna, burguesa e liberal que fornece os instrumentos capazes de tornar o sonho messiânico em realidade: a emancipação judaica, ou seja, o pleno acesso à igualdade de direitos cívicos e políticos, o nacionalismo e o anti-semitismo moderno. O sionismo, como projecto político, nasce precisamente do despertar brutal da doce ilusão emancipadora. O incremento do anti-semitismo na Europa Central e Ocidental, a explosão dos pogroms sangrentos no Leste, complementados com uma série de leis de excepção, acusações de assassínios rituais e de deportações, tais são as circunstâncias que levam à emergência do projecto político sionista, cuja essência é a necessidade de um lar, de uma pátria própria, como condição da sobrevivência e "normalização" do povo judeu. Por uma cruel ironia da história, foi o genocídio nazi um dos principais instrumentos da criação do Estado de Israel, conferindo ao ideal sionista um carácter obrigatório, urgente, inevitável: o extermínio colectivo de um povo perante o silêncio das nações, a descoberta no final da guerra da extensão do desastre, a errância desesperada de mais de cem mil sobreviventes desenraizados cuja única esperança era fugir da Europa e das suas sombras, tudo isto confere às teses sionistas a simplicidade da evidência. Para que "aquilo" não torne a acontecer, os judeus precisam da sua própria terra. Assim o entendem as Nações Unidas, decidindo a 29 de Novembro de 1947 a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e outro judaico. Menos de seis meses depois e contra todas as pressões internas e externas, David Ben-Gurion declarava a criação do Estado judaico: "Esta era a nossa hora histórica", escreveu mais tarde. O estado chamar-se-ia Israel. E, tal como Jacob, nunca deixaria de lutar com o anjo. No âmago do projecto político sionista está a tentativa do povo judeu de normalizar a sua existência colectiva. Tratava-se acima de tudo de viver "normalmente", em liberdade, num estado soberano, integrado no mundo das nações. "Ser um povo livre na nossa terra", segundo as palavras do hino nacional. Foi esse processo coroado de sucesso?À primeira vista, sem dúvida. O Estado de Israel tem todos os atributos de um estado "normal": um território, uma língua, uma moeda, uma cultura religiosa dominante, instituições sólidas. Mais: em sessenta anos e rodeado de uma hostilidade permanente, Israel construiu um país moderno, cuja economia está entre as mais desenvolvidas no mundo, uma democracia vibrante percorrida em permanência por intensos debates políticos, uma imprensa que é das mais livres do mundo. Construiu um Estado de direito exemplar, no qual o sistema jurídico e, em particular, o Supremo Tribunal, tem um papel de primeiro plano. Os israelitas costumam brincar com o facto de que Moisés e o seu povo deambularam 40 anos pelo deserto para chegar, afinal, à única terra da região sem petróleo nem gás. Mas talvez seja esta uma das chaves do sucesso porque, numa terra desértica ao sul e pantanosa ao norte, o principal capital sempre foi o humano: depois das dezenas de milhares de sobreviventes do Holocausto, Israel acolheu e integrou grande parte dos cerca de 800 mil refugiados judeus dos países árabes, perto de um milhão do ex-império soviético, homens e mulheres de todo o mundo falando 110 línguas, conseguindo a proeza de forjar uma identidade própria e forte. Neste sentido, a história de Israel é uma verdadeira história de sucesso. Mas noutro dos principais aspectos da "normalização" judaica e da razão de ser do sionismo - o estabelecimento de relações saudáveis com as outras nações, uma integração natural na "comunidade internacional", esse aspecto ainda hoje é problemático. Como qualquer outro país soberano, Israel integra organizações internacionais, a começar pelas Nações Unidas, é reconhecido pela grande maioria dos países, tem relações comerciais, culturais e diplomáticas diversificadas, tem um exército apto a defender a integridade do seu território e a segurança dos seus cidadãos. Mas, apesar disto, é alvo de tratamento diferente, não só de uma atenção desmedida, como de um constante julgamento moral e político absolutamente excepcional e desproporcionado, como se a cada passo tivesse de justificar a sua existência. É o lote comum a todos os estados verem criticada a sua política, até pela violência. Mas só Israel tem assistido à contestação dos fundamentos morais da sua própria razão de ser - veja-se a resolução das Nações Unidas de 1975, assimilando o sionismo a uma forma de racismo, vejam-se as constantes condenações internacionais - 635 entre Janeiro 2003 e Março 2008, enquanto a "democrática" Birmânia apenas 183, ou a Coreia do Norte, 60... Vejam-se os boicotes sucessivos a homens e mulheres das artes e das letras - grande parte deles acérrimos defensores da paz. Vejam-se ainda os apelos do pequeno führer persa ao extermínio de Israel e, acima, de tudo a identificação com o nazismo, paradigma do mal absoluto e fonte suprema de deslegitimação."Por razões misteriosas", escreve Bret Stephens no Wall Street Journal, "Israel tornou-se impopular entre o segmento da opinião pública que se considera progressista. Este é o mesmo segmento que acredita nos direitos das mulheres, dos homossexuais, numa justiça livre, na liberdade de expressão e consciência, na independência do Parlamento. Estes são direitos que existem em Israel e em mais lado nenhum no Médio Oriente. Então por que razão o país que mais defende esses valores progressistas é aquele que menos simpatia progressista recebe?" Este é, entre outros, um bom tema de meditação nestes dias de celebração.

Por: Esther Mucznik

Parque Nacional dos Picos de Europa

Hoje "convido-vos" a conhecer uma das mais belas regiões naturais da Península Ibérica: O Parque Nacional dos Picos de Europa.
Os Picos de Europa é um conjunto de montanhas localizada no Norte da Península Ibérica e que faz parte da cordilheira dos Cantábricos, estendendo-se pelas regiões autónomas das Astúrias, Cantábria e Castela e Leão. Alguns picos ultrapassam os 2 500m de altitude. É uma região muito bela, muito verde, muito rica em avifauna, destacando-se, entre outros, o urso pardo.
É, de facto, umas das minhas regiões favoritas, onde já tive a oportunidade de ter estado diversas vezes. Não fica muito longe de Portugal, estando acessível aos portugueses. Se gostam de paisagens naturais e de montanhas, se gostam de fazer longas caminhadas, não deixem de visitar um dia esta região.
Fiquem com um vídeo promocional da região.


China suspende temporariamente política de filho único


A China vai suspender temporariamente a política do «filho único». A suspensão destina-se especialmente às famílias cujos filhos foram vítimas do terramoto em Sichuan, no passado dia 12 de Maio. A última informação indica que 68 mil pessoas morreram e 364 mil ficaram feridas.
A política chinesa do filho único, apoiada pela organização mundial anti-vida "International Planned Parenthood Federation" (IPPF) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), foi alvo de numerosas críticas de organismos internacionais por constituir uma violação sistemática dos direitos humanos, ao ponto de o Congresso americano ter retido contribuições à UNFPA.
O Comité de População e Planeamento Familiar de Chengdu, capital de Sichuan, a região mais devastada pelo sismo, anunciou que as famílias que desejem ter outro filho, podem "solicitar um certificado".
Actualmente o governo obriga aos casais chineses que têm mais de um filho a pagar uma forte multa pela lei do "filho único". Segundo a nova política temporária, aqueles que perderam um filho "ilegal" já não terão que pagar multa pelo mesmo.
Se a família perdeu um filho "legal" e além disso tinha um "ilegal" menor de 18 anos, poderá registá-lo agora como "legal", e o menor adquire direitos como a educação gratuita.
O governo assinalou ainda que as famílias que desejem podem adoptar órfãos do terremoto poderão fazê-lo, sem limite estabelecido. Segundo indicações oficiais, o terramoto e suas réplicas deixou cerca de 4 mil crianças órfãs.



Podem visionar neste vídeo imagens das consequências do sismo.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Cem países reunidos na Irlanda acordam na proibição de armas de fragmentação, sem a presença dos EUA

Bomba de fragmentação britânica no Iraque


Uma conferência internacional acordou hoje na redacção daquele que será o futuro tratado de proibição de armas de fragmentação.O encontro, que contou com mais de 100 nações reunidas na Irlanda, não contou com a presença dos Estados Unidos, tinha como objectivo banir todas as ramas de fragmentação usadas até hoje. Para Christian Ruge, da delegação norueguesa, a aprovação do documento é apenas uma formalidade, uma vez que as nações chegaram a acordo. As bombas de fragmentação, que libertam, ainda no ar várias pequenas munições, têm como principal problema o facto dessas pequenas munições muitas vezes não explodirem, criando áreas que se transforma em autênticos campos minados que ferem e matam pessoas mais tarde, muitas vezes crianças curiosas. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, um dos apoiantes da iniciativa, tem vindo a lutar contra a relutância dos chefes militares britânicos em relação a esta proibição. Os EUA, que entendem que este tipo de armamento tem “alguma utilidade”, foi acusado de pressionar os seus aliados, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha e Austrália, a enfraquecerem este acordo.


Sydney Pollack, o actor que saltou para trás das câmaras

"A maioria dos grandes realizadores que conheço não foram actores, por isso não posso dizer que seja essencial. Contudo, é uma ajuda enorme." A afirmação, proferida por Sydney Pollack em 2005, no Festival de Cinema de Tribeca, explica o sucesso do realizador norte-americano falecido na passada segunda-feira em Los Angeles, na Califórnia. Tinha 73 anos e lutava há dez meses contra o cancro. O norte-americano começou a trabalhar como actor ainda em 1959, mas foi na realização que, a partir da década de 60, mais se destacou. Para o grande público, o nome de Pollack ficará para sempre ligado à adaptação do romance África Minha, de Karen Blixen, para o cinema. O filme foi nomeado para 11 Óscares da Academia, em 1986, e conquistou sete das estatuetas, entre os quais as de Melhor Realizador e de Melhor Filme. Sidney Pollack nasceu a 1 de Julho de 1934, na localidade norte-americana de Lafayette, no estado de Indiana. O realizador era o mais velho dos três filhos de David Pollack, um pugilista profissional que depois se tornou farmacêutico, e Rebecca Miller, uma dona de casa que faleceu quando o seu primogénito tinha apenas 16 anos. Sydney Pollack começou a sua carreira no mundo do espectáculo nos anos 50, trabalhando como actor em Nova Iorque, ao mesmo tempo que dava aulas de representação. A passagem para trás das câmaras só ocorreu no início da década de 60, quando se mudou para a Costa Oeste dos Estados Unidos e começou a realizar episódios de diversas séries, antes de dar o salto definitivo para o grande ecrã em 1965, com o filme The Slender Thread. A sua estreia como actor, numa longa metragem, ocorreu em 1962, quando integrou o elenco de War Hunt, ao lado de Robert Redford. Este encontro marcou o início de uma parceria ímpar entre os dois artistas, que levou Sidney Pollack a dirigir Redford em 7 filmes, dos quais se destacam África Minha e Três Dias do Condor, e Havana.Os Cavalos Também Se Abatem, a primeira grande obra do realizador, chegou em 1969, quatro anos depois da sua estreia no cinema. Foi com este filme que Pollack conseguiu a primeira nomeação para o Óscar de Melhor Realizador da sua carreira. Voltaria a ser nomeado para a estatueta graças ao seu trabalho em Tootsie, de 1982. A obra, uma das mais populares da sua carreira, é recordada devido, em parte, às interpretações de Dustin Hoffman e Jessica Lange, cujo desempenho lhe valeu o Óscar de Melhor Actriz Secundária.Após o lançamento de África Minha, em 1985, Sydney Pollack virou as suas atenções para a produção de longas metragens, concentrando a sua produção e realizando cada vez menos filmes. Entre as obras que o realizador produziu destacaram-se películas como O Talentoso Mr. Ripley, Cold Mountain, O Americano Tranquilo, Michael Clayton, tendo actuado neste último. Ao longo dos próximos meses será possível lembrar o trabalho do norte-americano, uma vez que irão chegar às salas de cinema vários filmes por si produzidos, como sejam os casos de The Reader e Margaret, os seus dois últimos projectos. As obras ainda estão na fase de pós-produção mas devem estrear este ano nos Estados Unidos.



Aqui fica a homenagem a esse grande realizador de cinema que acaba de nos deixar. Espero que tenham visto alguns filmes dirigidos por ele. Gostaria de recordar e de partilhar convosco o filme que o mais popularizou: África Minha, com Robert Redford e Meryl Streep.



Rede Nacional de Consumo Responsável


Em que pensamos quando compramos um produto de que necessitamos? E quantas vezes pensamos na sua origem? Aquela T-shirt preferida ou os sapatos que têm aquele formato ou aquela cor. Até mesmo o café, sumo, chá que costumamos comprar.


A sociedade de consumo actual promove grandes desequilíbrios sociais e ambientais, traduzidos nas imagens que diariamente nos entram em casa pelos meios de comunicação social. Todos os nossos gestos e opções diárias afectam não só a nossa vida mas a vida de outras pessoas e põem em causa a sustentabilidade do planeta.

Mas é também verdade que o consumo é inevitável e até necessário para a circulação e manutenção dos sistemas económicos.

Como resolver, então, este paradoxo? Como garantir a protecção dos direitos humanos, a preservação do ambiente e a sustentabilidade económica e cultural?

É fundamental educar e mobilizar a sociedade civil - e em especial as gerações mais jovens – para a mudança dos hábitos de consumo, tornando-nos mais críticos, exigentes e responsáveis, como exercício da nossa cidadania.




Ao longo do 2º e 3º período tiveram, nas aulas de Geografia C, algumas sessões promovidas pela Rede Nacional de Consumo Responsável, orientadas pela Drª Ana Luísa Coelho. Foram desenvolvidas actividades no âmbito da dimensão ética do consumo dinamizadas pelo Clube de Direitos Humanos.


Qual é o balanço que fazem das actividades desenvolvidas nas aulas?


Para conhecerem melhor o projecto visitem o site da rede em: http://www.consumoresponsavel.com/