sábado, 15 de novembro de 2008

G20 quer recuperar a confiança nos mercados e reformar o sistema financeiro


Os líderes dos países mais industrializados do mundo e emergentes (G20), reunidos em Washington, estão empenhados em encontrar medidas de regulação dos mercados financeiros. O “plano de acção”, que será desenhado até Março, deverá ter cinco linhas condutoras: reforçar a transparência e a responsabilidade dos mercados, promover uma forma de regulação eficaz e harmonizada, garantir a integridade dos mercados, potenciar a cooperação internacional e reformar as principais instituições financeiras internacionais. Apesar de as medidas terem de ser encontradas até 31 de Março, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy sugeriu que o próximo encontro do G20 se realizasse em Londres, já que a Grã-Bretanha presidirá o grupo dos principais países industrializados e emergentes em 2009. De acordo com o comunicado emitido no final do encontro de hoje, a próxima reunião deverá acontecer a 30 de Abril, já sem o Presidente cessante Bush, visto que Obama toma as rédeas da Casa Branca a 20 de Janeiro. O G20 chegou a acordo sobre a necessidade de se relançar de forma coordenada e concertada a acção económica. O presidente em exercício da União Europeia, Sarkozy, classificou, por isso, esta cimeira como “histórica” já que “países muito diferentes” conseguiram chegar a um acordo sobre “uma nova regulação dos mercados para que uma crise como esta não se possa reproduzir mais”. Face às “condições económicas degradadas a nível mundial, pusemo-nos de acordo sobre a necessidade de uma resposta política largamente fundada sobre uma cooperação macroeconómica mais estreita para restaurar o crescimento”, indica o G20 em comunicado. É neste contexto que surge o esperado “plano de acção” com uma lista de medidas prioritárias que devem ser estipuladas até 31 de Março de 2009. Na primeira parte do documento apresentado no final da cimeira, com cinco páginas, o G20 apela à intensificação dos esforços governamentais para relançar as economias nacionais, cooperar na regulação internacional do sistema financeiro, reformar as estruturas globais de ajuda aos países em desenvolvimento e rejeitar o proteccionismo. Com o objectivo de prevenir uma crise semelhante à presente, os ministros das Finanças do G20 serão confrontados com recomendações específicas para harmonizarem os padrões internacionais de regras contabilísticas.


Instituições prioritárias


Neste ponto, está prevista a introdução de regras mais efectivas sobre a avaliação dos activos pelas empresas, uma questão que, pelo menos em parte, é considerada responsável pela crise. "É desejável assegurar que os mercados financeiros, produtos e intervenientes sejam regulados, ou fiquem sujeitos a supervisão", acentuou fonte oficial. Assim, os governos terão de cooperar entre si para se protegerem dos chamados paraísos fiscais reticentes à cooperação. Sobre a mesa estão ainda recomendações para mudar o modo como as práticas compensatórias premeiam o risco e também para rever os requisitos de gestão exigidos às instituições financeiras internacionais, identificando quais são as cruciais para a economia global. Os ministros das Finanças dos diferentes países ficam, assim, com a missão de elaborar uma lista com as instituições financeiras que podem por em perigo todo o sistema financeiro internacional em caso de falência ou crise. A segunda parte do documento - igualmente com cinco páginas - rotulada de "plano de acção", contempla medidas para melhorar a transparência e responsabilidade, a regulação e a confiança nos mercados, o fortalecimento da cooperação e a reforma das instituições internacionais. O "plano de acção" aponta no médio prazo para a regulação das agências de notação financeira. No encontro ficou também decidido que os países em desenvolvimento serão representados no seio do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. “Estamos determinador em fazer progredir a reforma das instituições de Bretton Woods de maneira a que reflictam melhor a evolução dos respectivos pesos económicos mundiais e de aumentar a sua legitimidade e a sua eficácia”, lê-se no comunicado. O Fórum de Estabilidade Financeira é outra estrutura que os países reunidos sentem que é importante abrir às economias emergentes. O grupo quer também conseguir, antes do fim do ano, um acordo com a Organização Mundial do Comércio, sobre a liberalização das trocas mundiais. Os dirigentes consideram premente e “vital rejeitar o proteccionismo”, em especial em tempos de incerteza financeira. Bush e o líder espanhol José Luis Rodríguez Zapatero tinha já hoje apelado a que a intervenção no mercado fosse feita de forma pontual para se garantir a liberdade do mesmo e afastar as tendências proteccionistas. Nas últimas semanas a China foi criticada por tomar medidas para apoiar as suas exportações, um dos principais motores da economia do país, para fazer face à desaceleração da procura mundial. (Público)





Os membros do G-20 são os Ministros de Finanças e os Presidentes de Bancos Centrais de 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. A União Europeia também é membro, representada pela presidência rotativa do Conselho e pelo Banco Central Europeu. Para garantir que fóruns e instituições de economias globais trabalhem juntos, o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Presidente do Banco Mundial e os coordenadores do Comité Monetário e Financeiro Internacional e do Comité de Desenvolvimento também participam ex-officio das reuniões do G-20.


Assim, o G-20 congrega importantes países industrializados e emergentes de todas as regiões do mundo. Juntos, os países membros representam por volta de 90% do produto interno bruto mundial, 80% do comércio internacional (incluindo o comércio interno da UE), assim como dois terços da população do mundo. O peso económico do G-20 e a grande população que representa dão-lhe elevado grau de legitimidade e influência na condução da economia e do sistema financeiro globais.


Para conheceres melhor os objectivos e as actividades desenvolvidas pelo G20 visita o site oficial do G20:

Homenagem à cantora sul africana Miriam Makeba, a "Mama África"



África do Sul presta última homenagem a Miriam Makeba

Milhares de pessoas prestaram neste sábado na África do Sul a última homenagem à lendária voz do continente africano e símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, Miriam Makeba, falecida na segunda-feira em Itália.
O acto público numa sala de concertos de Johannesburgo reuniu alguns dos mais famosos músicos e artistas da África dos Sul, assim como políticos, que com música e poesia saudaram a memória da cantora conhecida como "Mama África".
Miriam Makeba faleceu aos 76 anos vítima de uma paragem cardíaca depois de participar na noite de domingo no sul da Itália numa apresentação de apoio a Roberto Saviano, o escritor italiano ameaçado de morte pela Camorra pelo seu livro "Gomorra', sobre a máfia napolitana.
Obrigada a deixar o país pelo regime do apartheid após a sua participação num filme que denunciava a segregação branca na África do Sul, Makeba viveu 31 anos no exílio, principalmente nos Estados Unidos e Guiné. Conhecida como "Mama África", a artista retornou à África do Sul no início dos anos 90, depois da libertação de Nelson Mandela.
"Ao morrer, estava a fazer o que melhor sabia fazer. Nas palavras dela mesmo, amava a música acima de tudo, e ficava sempre feliz quando estava no palco a cantar", disse o ministro da Cultura, Pallo Jordan.
O ministro elogiou Makeba como "uma mulher cujo nome se tornou sinónimo da luta mundial pela liberdade na África do Sul".
Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em Johannesburgo. Começou a cantar nos anos 50 com o grupo "Manhattan Brothers" e em 1956 compôs "Pata, Pata", a canção que seria seu maior sucesso.
A cantora viu seu país mudar com a chegada ao poder, em 1947, dos nacionalistas africaners. Aos 27 anos deixou a África do Sul pela carreira e teve a entrada proibida no país pelo compromisso com a luta antiapartheid, incluindo a participação no filme "Come back, Africa".
O exílio durou 31 anos, em diversos países. A cantora fazia muito sucesso, mas o seu casamento em 1969 com o líder dos Panteras Negras Stokely Carmichael, do qual se separou em 1973, não agradou às autoridades americanas, que a forçaram a emigrar para Guiné.
Depois da morte da filha única em 1985, voltou a viver na Europa, mas em 1990 Nelson Mandela convenceu-a a retornar para a África do Sul. (AFP)

Aqui fica a minha homenagem a essa grande mulher sul africana e do Mundo. Em complemento vejam dois vídeos com duas canções da "Mama África".


Pata Pata



Under African Skies, em dueto com o cantor norte americano Paul Simon (African Concert - Graceland)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O azeite produzido há várias gerações num lagar tradicional da quinta do Romeu, em Mirandela, foi considerado um dos melhores do Mundo

O azeite produzido há várias gerações num lagar tradicional da quinta do Romeu, em Mirandela, foi considerado um melhores do mundo em duas conceituadas publicações da especialidade.

"Não é de agora que é bom", garante João Pedro Meneres, o gerente da sociedade familiar Clemente Meneres, que leva já quatro gerações a produzir o azeite que agora é reconhecido mundialmente. O "Romeu" foi eleito para os 15 melhores do mundo pelo guia anual italiano "Extra Virgem", da Cucina & Vini Editrice.
Segundo explicou à Lusa, João Pedro Meneres, um painel de provadores prova cerca de três mil azeites de 14/15 países, selecciona e publica os trezentos melhores e destes elege os 15 melhores do mundo por categoria. O azeite transmontano "Romeu" destaca-se na categoria sistema de lagar tradicional.
Também a conceituada revista goumert alemã "Der Feinschmecker" colocou o "Romeu" no seu Top Ten mundial, ou seja nos dez melhores azeites do mundo.
Há quatro gerações que este azeite é produzido a partir dos extensos olivais da família Meneres, em Trás-os-Montes, e no lagar tradicional da quinta. "É tudo biológico", garante João Pedro Meneres.
Durante décadas, o azeite do Romeu foi receitado pelos médicos aos seus pacientes por ser um produto saudável, sobretudo pelo baixo grau de acidez.
A complexidade de aromas e sabores foram, na opinião do gerente da sociedade familiar, os factores que conquistaram o mundo e a prova é que chega a países tão longínquos como a Nova Zelândia. Exportam vinte mil litros por ano exclusivamente para lojas gourmet da Europa ao Brasil, Canadá, Japão ou Hong Kong.
Em Portugal é vendido no mesmo tipo de lojas.
João Pedro começou por levar o "Romeu" a feiras em Londres, Nova Iorque, Paris, Espanha, até que chamou a atenção dos especialistas.
"Puro como Deus o deu", lê-se no rótulo das elegantes garrafas que transportam este azeite, um dos atractivos de um dos restaurantes típicos transmontanos, o "Maria Rita", propriedade da família Meneres.
Os pratos típicos de bacalhau são regados com o "Romeu", presença obrigatória nas entradas para molhar o pão, acompanhado das azeitonas ao natural ou em pasta.
O azeite "Romeu" só ainda não tem a "Julieta" que o vinho, marca também da família, já conquistou e que já chega às meses de vários países nas versões tinto (Romeu) e branco (Julieta). (Agência Lusa)

Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=371919&visual=26&tema=4

Para mais informações sobre o azeite Romeu clica aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

D. Ximenes Belo na nossa Escola


D. Carlos Filipe Ximenes Belo (Uailacama, Baucau, 3 de Fevereiro de 1948) é um bispo católico timorense que, em conjunto com José Ramos-Horta, foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz de 1996, pelo seu trabalho "em prol de uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste".
D. Ximenes Belo esteve hoje presente na nossa Escola (14 de Novembro) e apresentou uma palestra com o título "O Meu Nome É Paz". Tratou-se de um momento histórico e único para a nossa Escola, que nos orgulhou a todos. Não é todos os dias que a Escola recebe um Prémio Nobel.


Biografia


Quinto filho de Domingos Vaz Filipe e de Ermelinda Baptista Filipe, Carlos Filipe Ximenes Belo nasceu na aldeia de Uailacama, concelho (hoje distrito) de Baucau, na costa norte do então Timor Português. O seu pai, professor primário, faleceu quando o jovem Carlos Filipe tinha apenas dois anos de idade. Os anos de infância foram passados nas escolas católicas de Baucau e Ossu, antes de ingressar no seminário de Daré, nos arredores de Díli, formando-se em 1968. Exceptuando um pequeno período entre 1974 e 1976 -- quando esteve em Timor e em Macau --, entre 1969 e 1981, Ximenes Belo repartiu o seu tempo entre Portugal e Roma, onde se tornou membro da congregação dos Salesianos e estudou filosofia e teologia antes de ser ordenado padre em 1980.
De regresso a Timor-Leste em Julho de 1981, Ximenes Belo esteve ligado ao Colégio Salesiano de Fatumaca, onde foi professor e director. Quando em 1983 se reformou Martinho da Costa Lopes, Carlos Filipe Ximenes Belo foi nomeado administrador apostólico da diocese de Díli, tornando-se chefe da igreja em Timor-Leste, respondendo exclusivamente perante o papa. Em 1988, em Lorium, Itália, foi consagrado como bispo.
A nomeação de Ximenes Belo foi do agrado do núncio apostólico em Jacarta e dos próprios líderes indonésios pela sua aparente submissão. No entanto, cinco meses bastaram para que, num sermão na sé catedral, Ximenes Belo tecesse veementes protestos contra as brutalidades do massacre de Craras em 1983, perpetrado pela Indonésia. Nos dias de ocupação, a igreja era a única instituição capaz de comunicar com o mundo exterior, o que levou Ximenes Belo a enviar sucessivas cartas a personalidades em todo o mundo, tentando vencer o isolamento imposto pelos indonésios e o desinteresse de grande parte da comunidade internacional e da própria Igreja Católica.
Em Fevereiro de 1989 Ximenes Belo escreveu ao presidente de Portugal, Mário Soares, ao papa João Paulo II e ao secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, reclamando por um referendo sob os auspícios da ONU sobre o futuro de Timor-Leste e pela ajuda internacional ao povo timorense que estava "a morrer como povo e como nação". No entanto, quando a carta dirigida à ONU se tornou pública em Abril, Ximenes Belo tornou-se uma figura pouco querida pelas autoridades indonésias. Esta situação veio a piorar ainda mais quando o bispo deu abrigo na sua própria casa a jovens que tinham escapado ao massacre de Santa Cruz (1991) e denunciou os números das vítimas mortais.
A sua obra corajosa em prol dos timorenses e em busca da paz e da reconciliação foi internacionalmente reconhecida quando, em conjunto com José Ramos-Horta, lhe foi entregue o Prémio Nobel da Paz em Dezembro de 1996. Na sequência deste reconhecimento, Ximenes Belo teve oportunidade de se reunir com Bill Clinton dos Estados Unidos e Nelson Mandela da África do Sul.
Após a independência de Timor-Leste, a 20 de Maio de 2002, a saúde do bispo começou a esmorecer perante a pressão dos acontecimentos que tinha vivido. O papa João Paulo II aceitou a sua demissão como administrador apostólico de Díli em 26 de Novembro de 2002. Após se ter retirado, Ximenes Belo viajou para Portugal para receber tratamento médico. No início de 2004, houve numerosos pedidos para que se candidatasse à presidência da república de Timor-Leste. No entanto, em Maio de 2004 declarou à televisão estatal portuguesa RTP que não autorizaria que o seu nome fosse considerado para nomeação. "Decidi deixar a política para os políticos" -- afirmou.
Com a saúde restabelecida, em meados de 2004 Ximenes Belo aceitou a ordem da Santa Sé para fazer trabalho de missionação na diocese de Maputo, como membro da congregação dos Salesianos em Moçambique.
D. Ximenes Belo é doutor «honoris causa» pela Universidade do Porto, por proposta da respectiva Faculdade de Letras (investido em Outubro de 2000, juntamente com Xanana Gusmão e José Ramos-Horta).

Fonte: Wikipédia
Peço aos alunos que assistiram à palestra que façam uma reflexão sobre esta actividade.

Espanha ponderou invadir Portugal em 1975


A guerra foi uma hipótese em cima da mesa motivada pelo receio de que Lisboa representasse uma nova ameaça comunista.


O último presidente do governo de Franco, Carlos Arias Navarro, chegou mesmo a questionar os EUA se apoiariam Madrid caso houvesse uma guerra na Península Ibérica. A notícia é avançada pelo El Pais que teve acesso a várias transcrições de conversas diplomáticas entre políticos espanhóis e americanos.
Navarro queria que Washington apoiasse a entrada de Espanha na NATO e o governo de Madrid estava preocupado com os acontecimento s em Portugal e com a influência que Moscovo poderia ter no governo de Lisboa.
Portugal poderia representar uma ameaça para Espanha. De acordo com o periódico espanhol, numa reunião em Março de 1975, em Jerusalém, Navarro expôs as suas preocupações ao vice-secretário de Estado norte-americano, Robert Ingersoll, face ao evoluir da situação política em Portugal.
O diplomata americano informou o Secretário de Estado, Henry Kissinger, através de um ofício onde resumiu a posição de Navarro. "Espanha está disposta a liderar a luta anti-comunista se for necessário. É um país forte e próspero. Não quer pedir ajuda, mas confia que terá a compreensão e cooperação dos países amigos que pensam igual", escreveu Ingersoll . (TVnet)


Bomba nuclear dos Estados Unidos perdida na Gronelândia


Avião despenhou-se há 40 anos com quatro armas e uma nunca foi recuperada


Os Estados Unidos perderam uma bomba nuclear numa zona de gelo no norte da Gronelândia na sequência do despenhamento de um dos seus bombardeiros. O incidente deu-se há 40 anos mas só agora foi revelado pela BBC. De acordo com documentos encontrados pela cadeia de televisão, obtidos graças ao “Freedom Information Act”, uma lei americana que permite que os agentes federais possam disponibilizar os seus documentos, a bomba nunca foi localizada, apesar das investigações levadas a cabo nas imediações da base aérea de Thulé, onde se despenhou em 1968 um bombardeiro estratégico B-52 com quatro bombas nucleares a bordo, segundo John Haug e Joe D'Amario, pilotos na altura. A base de Thulé é a mais setentrional e tinha uma grande importância estratégica para o país. Construída em plena Guerra Fria, no início dos anos 50, tinha como objectivo detectar qualquer lançamento de mísseis por parte da Rússia através dos radares Norad, um sistema de vigilância do espaço aéreo norte-americano. O acidente em questão aconteceu a 21 de Janeiro de 1968, mas três das quatro bombas perdidas foram recuperadas. Em Abril do mesmo ano foram feitas algumas procuras submarinas mas mesmo assim não se conseguiu localizar a quarta bomba nuclear e a procura acabou por ser abandonada com a aproximação do Inverno que congelou as águas, impedindo as buscas.Ainda de acordo com a BBC, os norte-americanos garantem que a bomba – que teria urânio e plutónio – já não representa qualquer perigo pois a radioactividade ter-se-á dissolvido na água. A presença de armas nucleares na Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, foi sempre mantida em segredo e, mesmo depois de estas informações terem vindo a público, o departamento de Estado norte-americano recusou-se a comentar a informação. Anteriormente o Pentágono tinha indicado que as quatro bombas tinham sido destruídas, em resposta às preocupações sobre a segurança na zona e o impacto ambiental da perda. (Público)

Presidente sudanês anuncia cessar-fogo imediato no Darfur

Região está em guerra desde 2003

O Presidente sudanês Omar Hassan al-Bashir anunciou hoje um cessar-fogo imediato e incondicional no Daurfur e apelou ao desarmamento das milícias nesta região ocidental do país, em guerra desde 2003.“Anuncio solenemente um cessar-fogo incondicional entre as forças armadas e as facções rebeldes, para que possa ser implementado e acompanhado por todas as partes implicadas um mecanismo de controlo eficaz”, disse o Presidente."Vamos fazer uma campanha para desarmar as milícias e restringir o uso das armas entre as forças armadas", acrescentou Omar Hassan al-Bashir, em risco de ser condenado pelo Tribunal Criminal Internacional por alegados crimes de guerra no Darfur. O cessar-fogo foi uma recomendação do Fórum sudanês do Povo, uma plataforma que reúne responsáveis do Governo e da oposição. Os rebeldes de Darfur boicotaram este fórum.No entanto, o Presidente não prometeu libertar os prisioneiros políticos da região, outra das recomendações do fórum. Em 2003, grupos de rebeldes africanos revoltaram-se contra o Governo de Cartum, acusando-o de esquecer a região. Mais de cinco anos de guerra mataram 200 mil pessoas e forçaram mais de 2,5 milhões a fugir das suas casas, afirmam especialistas internacionais. Cartum acusa os media de exagerarem o conflito e avança com outros números para as vítimas mortais: dez mil. (Público)

Somália: rebeldes tomam controlo do porto de Merka


Os rebeldes islamistas da Somália tomaram hoje o porto de Merka, cem quilómetros a Sul de Mogadíscio, um dos principais centros de passagem da ajuda humanitária para a população daquele país africano. Segundo os habitantes ouvidos pela AFP em Mogadíscio, os combatentes que tinham cercado a cidade durante a noite entraram em Merka depois das milícias pró-governamentais que controlavam o porto terem fugido sem oferecer resistência. “O nosso comandante ordenou-nos para deixarmos a cidade para evitar os combates”, explicou um membro daquelas milícias, Hussein Yusuf Maalim. “Eles [“shebab”] estão cada vez mais fortes e não temos capacidade para defender a cidade”.Um dos habitantes, Ibrahim Abdalla Ali, contou que “centenas deles [“shebab”] entraram na cidade e tomaram o controlo de esquadras da polícia e outras posições. Estão armados com metralhadoras pesadas” e lançadores de “rockets”. Com a tomada de Merka, as milícias “shebab” reforçam as suas posições no Sul da Somália, onde já controlavam desde Agosto a cidade portuária de Kismayo, 500 quilómetros a Sul de Mogadíscio. O porto de Merka é regularmente utilizado pelo Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) para encaminhar a ajuda alimentar destinada à população. Segundo as estimativas da ONU, cerca de 3,2 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária na Somália, país mergulhado no caos desde o início de uma guerra civil em 1991.“A situação em Merka parece calma (...). Merka é um ponto estratégico para o PAM (...) e prevemos continuar a utilizá-lo”, declarou Peter Smerdon, porta-voz da agência em Nairobi. Os “shebab” (“juventude” em árabe), que recusam qualquer acordo político com o Governo de transição da Somália, estão a liderar a insurreição armada no país, combatendo as tropas etíopes, as forças de segurança da Somália, as tropas da União Africana e os responsáveis governamentais.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fischer Z - So Long

Hoje o momento musical é dedicado a uma banda dos meus tempos de estudante e que hoje se encontra praticamente esquecida: os Fischer Z.

Os Fischer Z foram uma banda de rock inglesa que tiveram o seu auge de carreira entre 1979 e 1981. Fizeram parte da chamada New Wave dos finais dos anos 70 e do início dos anos 80.

A formação original era composta por John Watts (vocalista, guitarra), David Graham (baixo), Steve Skolnik (teclados) e Steve Liddle (bateria).

Em 1980 lançam o seu segundo álbum "Going Deaf For A Living". Faixas como "Room Service", "Crazy Girl", "Haters" e este "So long" fazem deste albúm um verdadeiro clássico.

Comissão Europeia propõe diminuição até 40 por cento da pesca ao carapau


A Comissão Europeia propôs hoje em Bruxelas novos cortes nas possibilidades e esforço de pesca para o próximo ano no Atlântico Nordeste, incluindo o mar do Norte, que poderão atingir entre 25 e 40 por cento nos casos de algumas espécies pescadas em águas portuguesas, como por exemplo o carapau.Nas áreas de pesca da costa portuguesa, Oeste de Portugal e Açores, os maiores cortes propostos são de 38,7 por cento para o carapau na costa portuguesa e Oeste de Portugal - contra 15 por cento nos Açores -, 25 por cento para o tamboril na costa portuguesa e Açores, e 25 por cento para o badejo e 24 por cento para a arinca nas três áreas. Entre outras espécies pescadas em águas portuguesas cujos totais admissíveis de capturas Bruxelas quer baixar contam-se anchova, badejo, solha, escamudo e linguado (sugerindo a Comissão cortes de 15 por cento nas três áreas, em todos os casos), juliana (14,9 por cento nas três áreas) e pescada branca (10 por cento nas três áreas). A proposta inclui ainda medidas para combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada na zona da Comissão Geral das Pescas do Mediterrâneo. Estas propostas - que se seguem a outras relativas por exemplo ao Mar Negro, Báltico e espécies de águas profundas - baseiam-se nos pareceres científicos mais recentes do Conselho Internacional de Exploração do Mar (CIEM) e do Comité Científico, Técnico e Económico da Pesca (CCTEP) da Comissão e nas informações comunicadas pelos Estados-membros. "A sobreexploração da maior parte das unidades populacionais de peixes continuou em 2008. Para desenvolver um sector próspero no futuro, torna-se necessário pescar menos a curto prazo", defende a Comissão, em comunicado."A sobrepesca foi de tal ordem e durante tantos anos que perturbou gravemente o equilíbrio dos ecossistemas marinhos de que as nossas pescarias dependem", comentou hoje o comissário europeu das Pescas Joe Borg. "Estou ciente de que será um processo difícil para as frotas em causa. Porém, se quisermos restabelecer a base ecológica de um sector das pescas europeu verdadeiramente sustentável, não teremos outra escolha". Para conseguir reconstituir os "stocks" de peixes, a Comissão aposta em planos a longo prazo para as principais espécies e para as restantes uma abordagem gradual, que consiste em alterar as quotas de 15 por cento ou menos cada ano. A proposta da Comissão será debatida no Conselho dos Ministros das Pescas, que terá lugar de 17 a 19 de Dezembro, por forma a poder ser aplicada a partir de 1 de Janeiro de 2009. (Público, 10.11.08)


domingo, 9 de novembro de 2008

ONU denuncia "crimes de guerra" na República Democrática do Congo


Líder dos rebeldes avisa que as forças de paz devem "limitar-se às operações humanitárias, se não quiserem ser consideradas forças inimigas"


Há casas cheias de corpos. Doze, cinco... famílias inteiras mortas, a jazer no chão. Na rua, o mesmo cenário. Alguns jornalistas já descreviam cenários de terror na República Democrática do Congo (RDC) e relatavam assassínios sumários. Ontem, pela primeira vez, as Nações Unidas declararam que foram cometidos "crimes de guerra" nos combates que opõem as milícias pró-Governo aos rebeldes tutsis.Não são difíceis de encontrar os testemunhos a dar conta de assassínios sistemáticos, sobretudo de homens adultos. Mesmo no caso de Jumy Kasereka, um professor, demasiado doente com malária para conseguir fugir da aproximação dos rebeldes. A sua mãe, Felista Maska, contou ao jornal Guardian as certezas que recebeu do filho: não seria um alvo porque eles veriam que era inofensivo. Felista Maska decidiu ficar também, em vez de seguir com as dezenas de milhares que os homens do Congresso de Defesa do Povo, de Laurent Nkunda, expulsaram de Kiwanga, na província do Kivu Norte, após tomarem a cidade às milícias hutus. Ficou para ver os soldados irromper pela sua casa. "Não fizeram perguntas. Mataram-no simplesmente."A denúncia de "crimes de guerra" já tinha sido feita - ainda na sexta-feira a Human Rights Watch usou o termo. Ontem, foi a vez de um porta-voz da ONU na RDC, Alan Doss. "Condenamos, deploramos e relembramos aos diferentes grupos que o direito internacional é muito claro nesta matéria: são crimes de guerra que não podemos tolerar", cita a agência AFP. "Queria repudiar as violações muito graves aos direitos humanos... na região de Rutshuru [no Leste] nos últimos dias. Infelizmente, encontrámos matanças na localidade [de Kiwanja] e ao lado, incluindo civis visados por grupos armados", disse numa conferência de imprensa em Goma, a capital da província. A Cruz Vermelha refere também que várias centenas de civis - professores, funcionários da missão da ONU (MONUC), agricultores idosos -, que estavam demasiado doentes para fugir, foram vítimas.


Situação catastrófica


"A situação é catastrófica, não existe outra palavra", desabafou um dos seus responsáveis à Economist. Da cidade de Kianga saíram 35 mil pessoas, desde que foi tomada pelas forças de Nkunda, a seguir a terem ficado com o controlo da vizinha Rutshuru, na semana passada. Concentravam-se ali hutus e outros que fugiram a anos de confrontos no Norte e Oeste.Um membro das forças de Nkunda admitiu à revista britânica que os seus guerrilheiros "neutralizaram" homens vestidos à civil que, segundo ele, pertenciam claramente às milícias Mai Mai, que juntamente com o Exército congolês têm combatido os rebeldes tutsis - separados, segundo um repórter da AFP, por uma zona tampão de apenas 500 metros. As forças da MONUC, que contam com 17 mil capacetes azuis (a maior missão da ONU em todo o mundo), admitem não conseguir proteger um país que tem o tamanho da Europa Ocidental, onde se assiste ao pior nível de violência no mundo. Na sexta-feira, a cimeira destinada a aplacar o conflito acabou com o pedido de abertura de um corredor humanitário para que seja possível chegar a milhares de pessoas que estão em campos de refugiados e também de um cessar-fogo."Estão a falar num cessar-fogo e num corredor humanitário. Nós já pedimos isso", comentou Nkunda por telefone à Reuters. E avisou que as forças de paz regionais a ser enviadas devem "limitar-se às operações humanitárias, se não quiserem ser consideradas forças inimigas". "Se vierem para apoiar o corredor, não tenho problemas com isso. Se vierem por motivos políticos, não é pela paz. Estarão do lado do Governo."


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Coldplay - The Scientist

De regresso aos Coldplay, agora com "The Scientist".



Já agora fica a informação que Chris Martin (vocalista do grupo) e os Coldplay são uns dos grandes apoiantes da causa do Comercio Justo. Para conhecerem melhor o grupo visitem o seu site.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Presidente russo ameaça instalar mísseis próximo da Polónia


As questões geo-estratégicas relacionadas com a política de Defesa estiveram no centro de um longo discurso do Presidente russo Dmitri Medvedev, que, apenas algumas horas após a victória de Barack Obama nas Presidenciais, lançou fortes ataques ao actual posicionamento dos Estados Unidos no Mundo. Medvedev aproveitou a ocasião para responder ao anunciado sistema anti-míssil dos EUA na Europa com um projecto visando a intalação de mísseis russos na região de Kalininegrado.

Na mensagem do seu primeiro discurso do estado da nação, Medvedev anunciou um projecto de Moscovo visando a instalação de um sistema de mísseis Iskander próximo da Polónia.

"A Rússia não se deixará envolver na corrida ao armamento, mas a segurança dos seus cidadãos será bem garantida. Caso seja necessário para neutralizar o sistema de defesa anti-míssil, iremos instalar na região de Kalininegrado o sistema de mísseis Iskander", sublinhou Dmitri Medvedev no Kremlin, perante um milhar de pessoas que receberam a mensagem com um forte aplauso.

De acordo com os primeiros dados avançados esta manhã pelo Presidente Medvedev, os Iskander, mísseis de médio alcance, deverão ser instalados na região russa de Kalininegrado, situada entre a Polónia e a ex-república soviética da Lituânia, no Mar Báltico. Trata-se da resposta russa aos planos americanos para instalarem um escudo anti-míssil na Polónia e República Checa, países membros da NATO que outrora foram satélites soviéticos.

Dmitri Medvedev falou de uma Rússia ameaçada pelo crescimento do poderio militar do Ocidente para afirmar que, "nos últimos anos, a criação de um sistema de defesa anti-míssil e o contínuo alargamento da NATO dão a impressão de que estão a testar a nossa força". (RTP on line)

Concurso de cartazes para divulgação da 4ª edição da "Semana Portugal Bio"


No âmbito da 3ª Edição da “Semana Bio Portugal”, a Interbio – Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica propõe às escolas portuguesas um Concurso de Cartazes. Os cartazes deverão subordinar-se ao tema da Agricultura Biológica e deverão ter por objectivo divulgar a 4ª Edição da “Semana Portugal Bio”, a realizar-se em 2009.


Objectivo do Concurso:

O concurso tem como objectivo envolver os alunos das escolas portuguesas na realização dum cartaz destinado a divulgar a 4ª Edição da Semana Portugal Bio e os produtos de Agricultura Biológica.


Participantes:

O concurso está aberto a todos os alunos regularmente matriculados nas escolas portuguesas. Todos estão convidados a participar no concurso e nenhum pode ser discriminado com base na idade, sexo, crenças religiosas, limitações intelectuais ou motoras, competências específicas ou área de ensino.


Para mais detalhes sobre o regulamento do concurso clica aqui.
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CHAVES: Exploração de pecuária sequestrada devido a foco de língua azul


Uma exploração de 141 ovinos do concelho de Chaves está sequestrada devido à detecção de um foco do serótipo 1 da doença da Língua Azul, revelou hoje a Direcção-Geral de Veterinária (DGV). A DGV refere que a exploração de Chaves se encontra sob sequestro sanitário e sujeita a medidas de desinsectização. Segundo o comunicado da DGV, foi determinado o alargamento da área geográfica sujeita a restrições por serótipo 1 à totalidade do território continental. Uma situação que se deve ao facto de a exploração se encontrar em zona livre, face à avaliação epidemiológica e tendo ainda em conta a existência de circulação deste serótipo no território espanhol contíguo com a fronteira norte de Portugal. Na área geográfica sujeita a restrições, para além da limitação de movimentos e a adopção de medidas de prevenção, foi determinada a obrigatoriedade de vacinação com vacina inactivada contra o serótipo 1 da Língua Azul dos animais da espécie ovina, bem como dos bovinos objecto de movimentação. A doença da Língua Azul tem sido detectada em Portugal desde os finais de 2004, mas sempre devido a vírus do serótipo 4, tendo o serótipo 1 sido detectado pela primeira vez no país a 21 de Setembro de 2007, no concelho de Barrancos, no interior alentejano e junto à fronteira com Espanha. Desde a detecção daquele primeiro foco, foram implementadas novas medidas sanitárias, como a criação de uma nova zona de restrição e controlo, que engloba os concelhos das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e sete na região Centro. Segundo a DGV, no início de Outubro foi efectuado um alargamento da área geográfica sujeita a restrições aos concelhos de Porto de Mós, Batalha, Marinha Grande, Leiria e Pombal devido à ocorrência de três resultados positivos a serótipo 1 do vírus da Língua Azul numa exploração de ovinos do concelho de Porto de Mós com 40 animais, na sequência de uma suspeita por sintomatologia clínica. A Língua Azul é uma doença de origem vírica que infecta todos os ruminantes, mas que apenas se manifesta de forma grave na espécie ovina e não afecta os seres humanos, nem apresenta qualquer impacto para a saúde pública e segurança alimentar. (Repórter do Marão)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eleições EUA 2008 - Barack Obama é o novo presidente dos EUA


Barack Obama: "Esta é a vossa vitória"


O novo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, fez hoje um discurso de aceitação intenso e inspirado perante uma multidão de vários milhares de pessoas reunidas em Grant Park, Chicago. "Esta é a vossa vitória", declarou o senador, recordando as mudanças ocorridas no país durante as últimas décadas sob o ponto de vista de uma eleitora que, aos 106 anos, votou hoje em Obama, Ann Nixon Cooper. "Yes, we can", repetiu Obama várias vezes, num discurso que pareceu coreografado até à perfeição. Obama começou o seu discurso por recordar que a sua vitória nas eleições desta madrugada - que venceu por uma esmagadora maioria de 338 votos - põe em evidência que tudo é possível através do poder da democracia."Se ainda há alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta"."Há muito que se anuncia, mas hoje, por causa do que fizemos esta noite, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança está a chegar à América".Obama recordou que estes são resultados nunca antes vistos, conseguidos com pessoas que esperaram três horas nas filas de voto. Estas foram as vozes que fizeram a diferença. Ricos e pobres, negros, brancos e hispânicos, "gays", heterossexuais, pessoas saudáveis e pessoas com deficiências. Foram estas pessoas que enviaram uma mensagem ao mundo, disse Obama."Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América", acrescentou o novo Presidente.Barack Obama felicitou ainda o seu rival republicano John McCain pela luta que travou pelo seu país e acrescentou que espera vir a trabalhar em conjunto com o senador do Arizona e com a sua candidata a vice, Sarah Palin, gerando algum bruá na plateia. O Presidente eleito agradeceu ainda ao seu vice-Presidente, Joe Biden, à sua mulher e nova "primeira dama" dos EUA, Michelle Obama, e às suas filhas que, numa tirada bem-humorada, parece que vão ter finalmente direito a um "cachorro" como animal de estimação quando se mudarem para a Casa Branca.Obama consagrou igualmente umas palavras de homenagem e agradecimento à sua avó materna, que faleceu ontem, vítima de um cancro, sem ter chegado a ver o neto subir à Presidência do país. O senador afro-americano agradeceu ainda aos seus irmãos e irmãs, ao director da sua campanha e a todos os voluntários que nela participaram. "A vitória pertence-vos a vocês", disse Obama, dirigindo-se à multidão.Barack recordou o início "tremido" e com poucos meios da sua candidatura, fora do centro de acção de Washinton, e construído a pulso, com a ajuda dos cidadãos anónimos e das pessoas comuns. "Esta é a vossa vitória", repetiu. Barack Obama lembrou ainda que estes não vão ser tempos fáceis para a sua Administração. O senador recordou as dificuldades que sentem todos aqueles que não conseguem pagar as suas prestações, que estão a combater no Iraque e no Afeganistão e os enormes desafios que o país enfrenta em termos energéticos. "O caminho que se nos apresenta vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano e talvez nem mesmo num mandato, mas América - nunca estive tão esperançoso como estou nesta noite que chegaremos lá. Prometo-vos - nós, enquanto povo, chegaremos lá". O novo Presidente eleito apelou ao espírito de sacrifício do povo, à sua solidariedade e ao seu trabalho, oferecendo em troca a sua atenção e disponibilizando-se para ouvir a população."Como disse Abraham Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, 'nós não somos inimigos, mas amigos", disse, apelando ao apoio de todos os americanos, mesmo dos que não votaram nele."Democracia, liberdade, oportunidade e esperança. É este o génio da América", disse.


A história de Ann Nixon Cooper


"Esta eleição contou com muitas histórias que se irão contar durante várias gerações. Mas aquela que eu hoje trago comigo é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões que aguardaram vez para que a sua voz fosse ouvida nesta eleição, à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos", contou Obama."Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura; numa altura em que não havia carros nas estradas, nem aviões no céu; em que alguém como ela não podia votar por duas razões - porque ela era mulher e por causa da cor da sua pele"."E hoje, penso em tudo aquilo que ela viu ao longo do seu século de idade na América - as dores de cabeça e a esperança; a luta e o progresso; os tempos em que nos foi dito que não podíamos, e as pessoas que empurraram o credo adiante: 'yes we can'", reforçou Obama, lançando o repto para uma espécie de salmo, repetido pela audiência: "yes we can"."Quando havia desespero [...] e depressão em todo o país, ela viu uma nação conquistada pelo medo, com um New Deal, novos trabalhos, uma nova sensação de objectivo comum. 'Yes we can'"."Quando as bombas caíam no porto [Pearl Harbour] e a tirania ameaçou o mundo, ela era testemunha de uma geração que emergia à grandeza e de uma democracia era salva. 'Yes we can'"."Ela esteve lá para os autocarros em Montgomery, para as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma, e para um pregador de Atlanta que disse às pessoas que elas conseguiriam triunfar. 'Yes we can'"."Um homem tocou na lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação, 'Yes we can'"."E este ano, nesta eleição, ela tocou com o dedo no ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos de América, ao longo das melhores horas e das horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar. 'Yes we can'"."América, fizémos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há tanta coisa a fazer. Por isso, esta noite, vamos perguntar a nós próprios - se as nossas crianças viveram para ver o próximo século; se as minhas filhas tiverem a sorte de viverem tanto como a Ann Nixon Cooper, que mudança é que vão ver? Que progresso teremos nós feito?". "Esta é a nossa oportunidade de responder a essa pergunta. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo", concluiu o novo Presidente dos Estados Unidos da América, o primeiro afro-americano a ocupar esse lugar. (Público)

Se pretenderes ler o discurso de vitória completo de Barack Obama clica aqui.
Aproveito esta oportunidade para recuperar um vídeo musical de apoio a Obama que já foi exibido neste blog no ano lectivo anterior.


Esta era uma vitória esperada e desejada por muitos, quer na América, quer no resto do Mundo . É um dia histórico para os EUA - o primeiro presidente americano que não é branco. Que comentário fazem à eleição de Obama ? Com Obama é de esperar uma mudança quer na política interna dos EUA, quer na relação deste país com o Mundo? Terá ele capacidade e poder para pôr em prática as ideias que defendeu durante a campanha eleitoral?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Palestra: "A Ética e a Intersubjectividade no Mundo Contemporâneo"


Este post é dirigido, novamente, aos alunos do 11º I.


Gostava que dessem um testemunho relativamente à palestra em que participaram hoje (4/11/08) sobre "A Ética e a Intersubjectividade no Mundo Contemporâneo" dada pelo pelo Dr. Acácio de Castro professor da Universidade Católica. Como não tive a possibilidade de assistir à palestra tenho alguma curiosidade em saber como decorreu.


  • Gostaram?

  • O que é que aprenderam de novo?

  • Até que ponto foi útil para a vossa formação pessoal?

P.S.: esta actividade foi desenvolvida apenas para os alunos do 11ºI, no âmbito do Projecto Curricular de Turma, não estando relacionada directamente com a disciplina de Geografia. Recordo aos meus alunos das outras turmas que sou Director de Turma do 11º I.

Os meus agradecimentos especiais à Professora Manuela Vieira por ter feito os contactos e por ter organizado estas duas palestras dirigidas à turma do 11º I, por proposta do Director de Turma.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ranking das escolas portuguesas



Num estudo do jornal Público sobre os resultados dos alunos internos nos exames nacionais do ensino secundário da 1ª fase do ano lectivo de 2007/2008, a nossa Escola ficou colocada em 318º lugar no ranking de todas as escolas nacionais, incluindo públicas e privadas (num total de 604 escolas) e em 235º lugar no ranking que incide apenas sobre as escolas públicas portuguesas (num total de 487), com uma média geral de 10,8 valores.


Foi a melhor escola pública do concelho de Gondomar, que inclui ainda as escolas secundárias de Gondomar (320º lugar), S. Pedro da Cova (566º lugar) e Valbom (555º lugar).


Alguns resultados por disciplinas:


Na disciplina de Português, ficou em 243º lugar, com uma média de 10,4; em Matemática A ficou em 332º lugar e com uma média de 13,3; em Biologia e Geologia ficou em 254º lugar com uma média de 10,7; em Física e Química A ficou em 391º lugar com uma média de 8,3; em Geografia A ficou em 310º lugar e com uma média de 10,8; em História A ficou em 153º lugar com uma média de 11,4; em Economia A ficou 162º lugar com uma média de 12,1.




Para saberes mais dados deste estudo do jornal Público clica aqui.



Pontos para reflexão:
  • Que comentário fazem aos resultados obtidos pelos alunos da nossa Escola nos exames nacionais do ensino secundário do ano lectivo anterior?
  • Que devemos todos nós (alunos, professores e pais) fazer para que os resultados dos alunos da nossa Escola melhorem no futuro e para que a Escola fique melhor colocada no ranking das escolas nacionais?

Xutos & Pontapés - Não Sou o Único

Não, não sou o único, não sou o único a olhar o céu...

Um dos grandes hinos dos Xutos!



Os animais salvam o planeta

"Os Animais Salvam o Planeta! "

Trata-se de uma série de curtas metragens divertidas de animação feita pelo canal Animal Planet para consciencializar as pessoas a cuidarem melhor do planeta.


Clica no link a seguir (ou na imagem acima) e, depois, vai carregando em cada um dos animais que aparecem na parte inferior do ecrã, para visualizares os onze pequenos filmes de animação:

http://www.animalssavetheplanet.com/media/swf/design_video.swf?vidNumber=1 (site em inglês)