domingo, 23 de novembro de 2008

RD Congo: Conselho de Segurança aprova envio de mais três mil "capacetes azuis"


O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje, por unanimidade, o envio de mais três mil “capacetes azuis” para a República Democrática do Congo, para que a missão de paz consiga melhorar a resposta à crise militar e humanitária vivida no Leste do país, onde nas últimas semanas se intensificaram os combates entre Governo e rebeldes. Com este “aumento temporário” (com mandato inicial, ainda que renovável, até 31 de Dezembro), a MONUC passará a integrar perto de 20 mil polícias e militares, reforçando o estatuto de maior missão de paz da ONU. A resolução hoje aprovada especifica que o reforço do contingente “visa permitir à MONUC o reforço da sua capacidade de defesa dos civis” e garantir uma melhor organização das forças no terreno, para que a missão de paz “cumpra plenamente o seu mandato”. O documento sublinha ainda que a missão tem “regras sólidas” sobre as situações em que está autorizada a usar a força. A MONUC opera ao abrigo do capítulo VII da Carta das Nações Unidas, o que lhe permite recorrer a todos os meios necessários para proteger as populações. As organizações humanitárias têm criticado a actuação dos “capacetes azuis” por não conseguirem impedir a crise humanitária registada no Leste do Congo. Segundo dados da própria ONU, 250 mil de pessoas abandonaram as suas casas para fugir aos combates entre o Exército e os rebeldes tutsis leais ao general Laurent Nkunda, que se aproximaram já de algumas cidades estratégicas. Após a aprovação da resolução, o embaixador francês na ONU, Jean-Maurice Ripert, congratulou-se por ter sido possível superar as resistências de alguns países, que questionavam a necessidade de enviar mais tropas para o país, sublinhando que “a situação no terreno é suficientemente grave” para justificar esta iniciativa. “As violações do cessar-fogo continuam, como continuam infelizmente as atrocidades e a situação humanitária para os deslocados ainda é má”. O diplomata acrescenta que a comunidade internacional deve continuar a “acompanhar o processo político no Congo”, país que começava a erguer-se depois de uma década de guerra civil, e a apoiar “o reforço das estruturas militares”.


Hegemonia mundial dos EUA será disputada pela Rússia, China e Índia


Relatório do NIC, organismo consultivo do governo norte-americano


A hegemonia mundial dos Estados Unidos nos planos económico, político e militar tem os dias contados. A afirmação até pode não ser surpreendente. Mas o facto de ter sido vaticinada por um organismo consultivo do próprio governo norte-americano, o National Inteligence Council (NIC), dá-lhe outro peso. Rússia, Índia e China, diz o documento, serão os novos líderes mundiais.Segundo o relatório, cujo conteúdo é revelado hoje pela BBC Online, o domínio norte-americano tem um prazo: duas décadas. E gradualmente outras potências vão destacar-se, nomeadamente Rússia, China e Índia. Aponta ainda o Brasil como um potencial candidato a grande potência, alertando para a possibilidade de se estar à beira de um sistema mundial multi-polar e, por isso, mais instável, com possível aumento do recurso às armas nucleares.Mas o documento não fica por aqui. Diz ainda que o dólar deixará de ser a moeda de referência mundial e que os conflitos mundiais vão girar, no futuro, em torno da água e da comida.Mas estas alterações, que não são encaradas como inevitáveis, estão nas mãos dos líderes mundiais, diz o documento. Os relatórios sobre tendências globais do NIC são feitos de quatro em quatro anos, sendo que este é o último feito na presidência de George W. Bush. Em 2004 o NIC dizia que o domínio mundial norte-americano era para continuar.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Radiohead - Fake Plastic Trees

Radiohead é uma banda inglesa de rock alternativo, formada no ano de 1988 em Oxford por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão).
O Radiohead lançou seu primeiro single, "Creep", no ano de 1992 e seu primeiro álbum de estúdio, Pablo Honey, em 1993. Ainda que o single de "Creep" não tenha feito sucesso quando foi lançado, o seu relançamento, no ano seguinte, fez da canção um hit internacional. A popularidade desta banda no Reino Unido aumentou com o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, The Bends, em 1995, de que faz parte a canção "Fake Plastic Trees" que podem visualizar a seguir. A textura atmosférica das guitarras e o falsete de Thom Yorke foram bastante aclamados por críticos e fãs. Com o lançamento de OK Computer em 1997, o Radiohead ganhou fama mundial. Contando com um som bastante expansivo e temas sobre a alienação moderna, OK Computer é aclamado até hoje como um marco dos anos 90.
O lançamento de Kid A, em 2000, e de Amnesiac, em 2001, marcou o pico da popularidade do Radiohead, ainda que estes dois álbuns tenham tido opiniões controversas entre críticos e fãs. Este período marcou uma considerável mudança no som do Radiohead, com a banda incorporando elementos experimentais de música eletrónica e jazz nas suas composições. Hail to the Thief (2003), sexto álbum de estúdio da banda, mesclou todos os estilos que a banda já empregou em sua carreira, como as guitarras distorcidas, música eletrónica e letras contemporâneas. Dando sequência ao lançamento de Hail to the Thief, o Radiohead entrou em hiato, saiu de sua gravadora EMI e lançou seu sétimo álbum, In Rainbows, em 2007, por meio de download digital, pelo qual os compradores escolhiam o quanto queriam pagar.
Site do grupo Radiohead: http://www.radiohead.com/deadairspace/

E se Obama fosse africano? - Por Mia Couto


Recebi um mail com um artigo muito interessante do escritor moçambicano Mia Couto sobre a vitória de Barack Obama e que faço questão de o partilhar convosco. Vale a pena ler.



E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto


Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África. Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos. A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa. Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público. No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Fonte:
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/e-se-obama- fosse-africano.html /

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A PAC e a pobreza em África


No nosso país, poucos saberão que, em resposta ao movimento Make Poverty History, liderado pelo cantor Bob Geldof – o mesmo que há duas décadas organizou o famosíssimo concerto Live Aid e rentemente o Live Eight -, Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, criou a Comissão para a África, um conjunto de 15 especialistas e altos dignatários encarregados de identificar as medidas necessárias à erradicação da pobreza no continente negro. O relatório da Comissão, publicado em Março de 2005, é porventura o mais exaustivo trabalho de síntese sobre a situação política, económica e social de África e sobre as medidas que é necessário pôr em prática para evitar um desastre de proporções globais. Our Common Interest (O Nosso Interesse Comum), assim se intitula o relatório, descreve uma soma de indicadores perturbadores, senão mesmo alarmantes:


• Na União Europeia cada bovino dá direito a um subsídio diário de cerca de 1,50 €, o equivalente a duas vezes a média do rendimento de cada um dos 900 milhões de africanos;


• 40 milhões de crianças africanas estão privadas de educação escolar básica;


• Todos os anos morrem 2 milhões de africanos com SIDA;


• Os subsídios à produção agrícola existentes nos países ricos totalizam já 1.000 milhões dólares norte-americanos por dia, isto é, uma soma igual ao rendimento diário disponível de todos os africanos.






Isto dá que pensar, não é?

Piratas que capturaram superpetroleiro saudita pedem 25 milhões de dólares


Os piratas somalis que capturaram o superpetroleiro saudita “Sirius Star”, disseram hoje à AFP que querem um resgate de 25 milhões de dólares (20 milhões de euros) para libertar o navio e a sua tripulação.Ontem, um homem identificado como Farah Abd Jameh disse à cadeia de televisão árabe Al-Jazira (do Qatar): “Há negociadores a bordo do navio e em terra. Assim que derem o seu acordo ao resgate, este será encaminhado até ao petroleiro”, disse um homem identificado como Farah Abd Jameh.Os proprietários do “Sirius Star”, o gigante petrolífero saudita Aramco, recusaram na altura comentar o pedido de resgate. O superpetroleiro está ancorado num porto da área de Haradhere, 300 quilómetros a norte de Mogadíscio. Harardere é um dos portos utilizados pelos piratas somalis para guardar os barcos que capturaram, enquanto aguardam os resgates que exigiram para os libertar. Desde o início do ano, 92 navios foram atacados por piratas somalis no Golfo de Áden (na rota para o canal do Suez) e no Oceano Índico. (Público)



É inacreditável o que se está a passar na Somália. Neste momento a Somalia é um Estado completamente falhado: vive uma guerra civil interminável e ignorada pela comunidade internacional; há milhares de refugiados; tem um governo sem força e autoridade e que não controla o país; não há um Estado de Direito, não há ordem nem qualquer tipo de segurança; o país e os seus mares estão entregues a múltiplos grupos armados, a bandidos e a piratas que atacam embarcações estrangeiras que passam pelas suas águas e isto em pleno século XXI!!!!! Não se esqueçam que os mares da Somália fazem pare de uma importante rota marítima por onde circulam nomeadamente os petroleiros que trazem o petróleo proveniente dos países do Médio Oriente, seguindo depois para o canal do suez.


Pergunto: deve ou não a Comunidade Internaconal intervir neste país e tentar repôr a ordem?

Ministros dos 27 chegam a acordo sobre revisão intercalar da Política Agrícola Comum


Os 27 membros da união Europeia chegaram hoje a acordo sobre a revisão intercalar da Política Agrícola Comum (PAC), prevendo um aumento progressivo das quotas leiteiras e uma diminuição dos apoios directos à produção.O acordo foi alcançado ao princípio da manhã de hoje, no final de uma reunião dos ministros da Agricultura dos 27 que se prolongou por cerca de 14 horas. A revisão intercalar visa amplificar a grande reforma da PAC de 2003, fazendo a partir de agora depender os preços e rendimentos do mundo agrícola à lei da oferta e procura.O ministro da Agricultura, Jaime Silva, disse hoje em Bruxelas que as principais preocupações com que Portugal partiu para as negociações da revisão intercalar da PAC foram atendidas, destacando a "flexibilidade" na utilização dos apoios. Jaime Silva apontou que Portugal viu acauteladas as "duas preocupações" que levava para a reunião, designadamente manter os apoios aos pequenos agricultores - 30 mil portugueses com apoios anuais abaixo de 250 euros corriam o risco de os perder - e ter "margem de manobra" para recorrer a um pacote financeiro, que será de cerca de 50 milhões de euros por ano, para apoiar o sector leiteiro para a liberalização de 2015 e outros. O ministro congratulou-se também com as cláusulas de revisão acordadas, para 2010 e 2012, para fazer o ponto da situação do processo de liberalização do sector do leite. Jaime Silva falava após os 27 terem alcançado hoje o acordo sobre a revisão intercalar da PAC, depois de uma longa maratona negocial. A última ronda negocial sobre a reforma intercalar da mais antiga política comunitária - que começou a ser discutida há mais de um ano, durante a presidência portuguesa da UE no segundo semestre de 2007 - teve início ontem à tarde, prosseguindo ao longo da madrugada até ter sido alcançado um compromisso entre os 27 e a Comissão Europeia já durante a manhã de hoje.


Mais uma pequena revisão da PAC! Espero que esta revisão intercalar da PAC seja, de facto, favorável a Portugal.
Em complemento vejam um pequeno vídeo da UE sobre a importância da Política Agrícola Comum.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os 50 anos de União Europeia

Este vídeo, falado em inglês, faz uma revisão dos 50 anos de sucesso da história da União Europeia: esta organização que começou por ser a CEE, em 25 Março de 1957, cresceu até constituir uma união de 27 Estados-membros que, depois de muitos anos de guerras, agora une o continente em paz e assegura um nível de prosperidade e estabilidade nunca antes conseguido.




Para conheceres melhor a União Europeia, a sua história, os seus países, as suas instituições, as suas políticas comuns, e até fazer alguns jogos, visita o portal da União Europeia em: http://europa.eu/index_pt.htm

Vinho Quinta do Crasto eleito o terceiro melhor do Mundo


O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005, da Região Demarcada do Douro, foi considerado o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator, que, pela primeira vez, classificou um vinho português nos 10 melhores do seu "ranking" anual. Considerada internacionalmente “a Bíblia” dos vinhos, a Wine Spectator analisou mais de 19.500 vinhos na elaboração do Top 100 de 2008, tendo eleito o chileno Clos Apalta Colchagua Valley 2005, Casa Lapostolle, como o melhor do mundo. Vê aqui a ficha completa do Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005.


Site da Quinta do Crasto: http://www.quintadocrasto.pt/
Depois de na semana passada o azeite Romeu ter sido considerado um dos melhores do Mundo por uma revista italiana da especialidade, mais uma boa notícia para Portugal, o que mais uma vez demonstra a excelente qualidade de muitos dos produtos portugueses, nomeadamente dos vinhos

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Despacho da Ministra de Educação relativo ao Estatuto do Aluno

Para que todos fiquem informados, transcrevo o conteúdo do Despacho da Ministra da Educação que introduz alterações ao Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário:




Despacho



Considerando que a adaptação dos regulamentos internos das escolas ao disposto no Estatuto do Aluno nem sempre respeitou o espírito da Lei, permitindo dúvidas nos alunos e nos pais acerca das consequências das faltas justificadas designadamente por doença ou outros motivos similares
Considerando que o regime de faltas estabelecido no Estatuto visa sobretudo criar condições para que os alunos recuperem eventuais défices de aprendizagem decorrentes das ausências à escola nos casos justificados
Tendo em vista clarificar os termos de aplicação do disposto no Estatuto do Aluno, determino o seguinte:
1 – Das faltas justificadas, designadamente por doença, não pode decorrer a aplicação de qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória.
2 – A prova de recuperação a aplicar na sequência de faltas justificadas tem como objectivo exclusivamente diagnosticar as necessidades de apoio tendo em vista a recuperação de eventual défice das aprendizagens.
3 – Assim sendo, a prova de recuperação não pode ter a natureza de um exame, devendo ter um formato e um procedimento simplificado, podendo ter a forma escrita ou oral, prática ou de entrevista.
4 – A prova referida é da exclusiva responsabilidade do professor titular de turma, no primeiro ciclo, ou do professor que lecciona a disciplina em causa, nos restantes ciclos e níveis de ensino.
5 – Da prova de recuperação realizada na sequência das três semanas de faltas justificadas não pode decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra penalização para o aluno, apenas medidas de apoio ao estudo e à recuperação das aprendizagens, sem prejuízo da restante avaliação.
6 – As escolas devem adaptar de imediato os seus regulamentos internos ao disposto no presente despacho, competindo às Direcções Regionais de Educação a verificação deste procedimento.
7 – O presente despacho produz efeitos a partir do dia seguinte à data da sua assinatura.


Lisboa, 16 de Novembro de 2008

A Ministra da Educação

Maria de Lurdes Rodrigues



Se quiserem conhecer o conteúdo integral do Estatuto do Aluno cliquem aqui. Aconselho a leitura atenta dos artigos 21º e 22º (páginas 580 e 581).

The Waterboys - Fisherman's Blues

FISHERMAN'S BLUES - 1986

The Waterboys - Red Army Blues

Na sequência do post anterior, decidi mostrar-vos uma canção antiga dos Waterboys "Red Army Blues" (Blues do Exército Vermelho) em que é contada a triste história de um soldado soviético que na parte final da Segunda Guerra Mundial comete o "crime" de conhecer em Berlim um soldado americano (que afinal não era muito diferente dele) e que depois é deportado para a Sibéria para um "Gulag" (campo de concentração de presos políticos do período comunista da União Soviética) só pelo facto de ter tido um contacto com um ocidental!!!!
Eram os tempos da Guerra Fria e das relações muito tensas entre o bloco soviético (comunista) e o bloco ocidental pró-americano (capitalista) .

Infelizmente, não existe na internet nenhum vídeo oficial desta canção. Asssim, tive que recorrer a um vídeo que é composto por imagens da época da Guerra Fria e do comunismo soviético e que tem como fundo musical a canção dos Waterboys, grupo criado em 1983 por Mike Scott, que ainda existe, embora da formação inicial só continua o vocalista (M. Scott).



Para entenderem melhor a história da canção aqui ficam as respectivas letras:

When I left my home and my family
My mother said to me
Son, its not how many germans you kill that counts
Its how many people you set free

So I packed my bags
Brushed my cap
Walked out into the world
Seventeen years old
Never kissed a girl

Took the train to voronezh
That was as far as it would go
Changed my sacks for a uniform
Bit my lip against the snow
I prayed for mother russia
In the summer of 43
And as we drove the germans back
I really believed
That God was listening to me

We howled into berlin
Tore the smoking buildings down
Raised the red flag high
Burnt the reichstag brown
I saw my first american
And he looked a lot like me
He had the same kinda farmers face
Said hed come from some place called hazzard, tennessee

Then the war was over
My discharge papers came
Me and twenty hundred others
Went to stettiner for the train
Kiev! said the commissar
From there your own way home
But I never got to kiev
We never came by home
Train went north to the taiga
We were stripped and marched in file
Up the great siberian road
For miles and miles and miles and miles
Dressed in stripes and tatters
In a gulag left to die
All because comrade stalin was scared that
Wed become too westernized!

Used to love my country
Used to be so young
Used to believe that life was
The best song ever sung
I would have died for my country
In 1945
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
The brute will to survive!


Site de Mike Scott e dos Waterboys: http://www.mikescottwaterboys.com/

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Guerra Fria

O vídeo que se segue, falado em castelhano, faz uma síntese do período da Guerra Fria. É muito interessante sobretudo para os alunos de Geografia C do 12º ano.


Nick Cave & The Bad Seeds - Into My Arms

Nick Cave, variante de Nicholas Edward Cave (nasceu em Warracknabeal na Austrália, no dia 22 de Setembro de 1957) é músico, compositor, autor, argumentista e, ocasionalmente, actor. É mais conhecido pelo seu trabalho no rock, com os Nick Cave and the Bad Seeds, onde explora temáticas como religião, morte, amor, América e violência.

Into my arms é uma canção do album de 1997 - The Boatman's Call

Sitio oficial de Nick Cave & The Bad Seeds

Ota, uma cidade japonesa que quer viver do sol


A cidade japonesa de Ota, situada num dos locais mais solarengos do país, é testemunha da aposta nas energias renováveis. O Governo deu painéis solares a 550 famílias, no âmbito de um projecto que tem como objectivo evitar os apagões nas cidades.
Para visualizares um vídeo sobre este projecto clica aqui.

domingo, 16 de novembro de 2008

Humanos - Muda de Vida

Produção de Zinco das minas de Aljustrel e Neves-Corvo suspensa devido à queda dos preços dos metais


A Lundin Mining Corporation revelou hoje que, tendo em conta os baixos preços do Zinco, a Mina de Neves-Corvo irá ver a sua produção deste minério suspensa, ao mesmo tempo que a Mina de Aljustrel deverá entrar em manutenção de instalações, com suspensão de actividade.


Em comunicado hoje emitido, a Lundin Mining diz que, em Neves-Corvo, "devido à depreciação actual do preço do Zinco, a extracção e o tratamento de minérios deste metal serão suspensos, até que os valores do concentrado no mercado sejam economicamente aceitáveis para o Grupo."O documento precisa que, em lugar do minério de zinco, em Neves-Corvo será extraído minério de cobre de baixo teor mas rentável, a tratar na Lavaria do Zinco, de modo a produzir concentrado de cobre com um teor de 24% de cobre contido. Já em Aljustrel, a Lundin Mining diz ter decidido colocar a mina em manutenção das instalações com eefitos imediatos. "O mercado mundial do zinco teve uma súbita e significativa descida dos preços desde a inauguração oficial de Mina de Aljustrel, em Maio passado, preços que caíram mais de 50%. A situação de Aljustrel será revista periodicamente, desde que haja recuperação sustentada do preço do metal", lê-se no texto do documento.
A mesma fonte nota que "Aljustrel planeou produzir 80 000 toneladas de metal contido no concentrado de zinco por ano", sendo que o custo da construção do projecto foi de 150 milhões de euros.
Os prejuízos estimados na fase de pré-produção são cerca de 45 milhões de euros. Os custos relativos à manutenção das instalações estão estimados na ordem dos 4 milhões de euros por ano.
Segundo Phil Wright, Presidente e CEO do Grupo Lundin Mining, "em Neves-Corvo, não faz sentido produzir zinco a estes preços. Felizmente temos a opção de utilizar a Lavaria do Zinco para tratar minérios complexos, por isso a mina pode aumentar a produção de cobre no curto prazo. Com recursos de zinco de classe mundial, o grupo Lundin Mining espera expandir a sua produção de zinco, logo que haja um crescimento da economia."
"Ao mesmo tempo, estamos desapontados por vermos forçados a colocar a Mina de Aljustrel em manutenção das instalações, mas não tivémos outra opção, tendo em conta não só os preços actuais dos metais, como também os baixos teores do minério", nota este responsável. A Lundin Mining diz no entanto ter uma "perspectiva optimista de médio prazo em relação ao preço do zinco", prevendo que haverá um défice na oferta deste metal assim que "o crescimento económico se reestabeleça." (Diário Económico)



Mais uma má notícia para a economia portuguesa e especialmente para o já muito débil sector mineiro.

Polícias europeias desmantelam rede de tráfico de mulheres


Uma vasta operação policial a decorrer em seis países europeus, entre eles Portugal, já permitiu deter 32 pessoas e identificar mais 70. Trata-se de uma rede organizada de tráfico de pessoas para fins sexuais e que, de acordo com a polícia, será responsável pela introdução ilegal na União Europeia (UE) de pelo menos 3500 mulheres ucranianas. Em Portugal a Polícia Judiciária (PJ) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), na sequência desta operação, actuaram em conjunto na madrugada de quinta-feira, num estabelecimento nocturno nas imediações de Mação. Foram detidas cinco pessoas, com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos, sobre quem recaem suspeitas de terem praticado crimes de auxílio à imigração ilegal, lenocínio e tráfico de pessoas para fins sexuais. Este grupo de detidos é suspeito de integrar um lote bem mais alargado e que actua em todo a UE. Em Espanha, segundo noticiou ontem o El País, terão sido presas 14 pessoas e em Itália uma outra. A rede estende-se, no entanto, também pela Polónia, Hungria e Eslováquia. A forma de actuação desta rede, conforme dizem os responsáveis espanhóis dos serviços de imigração, consiste em fazer o recrutamento das mulheres através da colocação de anúncios em toda a imprensa escrita ucraniana. A troco de quantias que oscilam entre os 2500 e os 3000 euros, as mulheres são convencidas que lhes serão facultadas autorizações de trabalho e residência quando, de facto, o que lhes é entregue são apenas vistos de curta duração (entre cinco a dez dias) para permanência no Espaço Schengen. Viajando em carrinhas e pequenos autocarros, mas também dissimuladas entre mercadorias transportadas em camiões, as mulheres são orientadas para dizerem, caso sejam interpeladas, que são turistas. As mulheres acabam por ser espalhadas por diversos países da Europa Ocidental onde são colocadas em estabelecimentos nocturnos. A única hipótese que lhes é dada para amealharem dinheiro para poderem regressar ao seu país é a de se prostituirem. Essa é, no entanto, uma tarefa árdua, uma vez que a maior parte do dinheiro que ganham acaba por lhes ser descontada, alegadamente para pagamento da alimentação e hospedagem. Segundo um inspector da PJ contactado pelo PÚBLICO há também casos em que as mulheres se prostituem com receio de serem concretizadas as ameaças de morte dirigidas aos seus familiares que permanecem na Ucrânia. Os vistos, segundo referem as autoridades espanholas, estariam a ser expedidos através de delegações diplomáticas da Polónia, Hungria, Eslováquia e República Checa.Os condutores das viaturas que procedem ao transporte das mulheres são, regra geral, ucranianos que possuem autorização de residência em Portugal, Espanha, Itália e França. (Público)


sábado, 15 de novembro de 2008

G20 quer recuperar a confiança nos mercados e reformar o sistema financeiro


Os líderes dos países mais industrializados do mundo e emergentes (G20), reunidos em Washington, estão empenhados em encontrar medidas de regulação dos mercados financeiros. O “plano de acção”, que será desenhado até Março, deverá ter cinco linhas condutoras: reforçar a transparência e a responsabilidade dos mercados, promover uma forma de regulação eficaz e harmonizada, garantir a integridade dos mercados, potenciar a cooperação internacional e reformar as principais instituições financeiras internacionais. Apesar de as medidas terem de ser encontradas até 31 de Março, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy sugeriu que o próximo encontro do G20 se realizasse em Londres, já que a Grã-Bretanha presidirá o grupo dos principais países industrializados e emergentes em 2009. De acordo com o comunicado emitido no final do encontro de hoje, a próxima reunião deverá acontecer a 30 de Abril, já sem o Presidente cessante Bush, visto que Obama toma as rédeas da Casa Branca a 20 de Janeiro. O G20 chegou a acordo sobre a necessidade de se relançar de forma coordenada e concertada a acção económica. O presidente em exercício da União Europeia, Sarkozy, classificou, por isso, esta cimeira como “histórica” já que “países muito diferentes” conseguiram chegar a um acordo sobre “uma nova regulação dos mercados para que uma crise como esta não se possa reproduzir mais”. Face às “condições económicas degradadas a nível mundial, pusemo-nos de acordo sobre a necessidade de uma resposta política largamente fundada sobre uma cooperação macroeconómica mais estreita para restaurar o crescimento”, indica o G20 em comunicado. É neste contexto que surge o esperado “plano de acção” com uma lista de medidas prioritárias que devem ser estipuladas até 31 de Março de 2009. Na primeira parte do documento apresentado no final da cimeira, com cinco páginas, o G20 apela à intensificação dos esforços governamentais para relançar as economias nacionais, cooperar na regulação internacional do sistema financeiro, reformar as estruturas globais de ajuda aos países em desenvolvimento e rejeitar o proteccionismo. Com o objectivo de prevenir uma crise semelhante à presente, os ministros das Finanças do G20 serão confrontados com recomendações específicas para harmonizarem os padrões internacionais de regras contabilísticas.


Instituições prioritárias


Neste ponto, está prevista a introdução de regras mais efectivas sobre a avaliação dos activos pelas empresas, uma questão que, pelo menos em parte, é considerada responsável pela crise. "É desejável assegurar que os mercados financeiros, produtos e intervenientes sejam regulados, ou fiquem sujeitos a supervisão", acentuou fonte oficial. Assim, os governos terão de cooperar entre si para se protegerem dos chamados paraísos fiscais reticentes à cooperação. Sobre a mesa estão ainda recomendações para mudar o modo como as práticas compensatórias premeiam o risco e também para rever os requisitos de gestão exigidos às instituições financeiras internacionais, identificando quais são as cruciais para a economia global. Os ministros das Finanças dos diferentes países ficam, assim, com a missão de elaborar uma lista com as instituições financeiras que podem por em perigo todo o sistema financeiro internacional em caso de falência ou crise. A segunda parte do documento - igualmente com cinco páginas - rotulada de "plano de acção", contempla medidas para melhorar a transparência e responsabilidade, a regulação e a confiança nos mercados, o fortalecimento da cooperação e a reforma das instituições internacionais. O "plano de acção" aponta no médio prazo para a regulação das agências de notação financeira. No encontro ficou também decidido que os países em desenvolvimento serão representados no seio do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. “Estamos determinador em fazer progredir a reforma das instituições de Bretton Woods de maneira a que reflictam melhor a evolução dos respectivos pesos económicos mundiais e de aumentar a sua legitimidade e a sua eficácia”, lê-se no comunicado. O Fórum de Estabilidade Financeira é outra estrutura que os países reunidos sentem que é importante abrir às economias emergentes. O grupo quer também conseguir, antes do fim do ano, um acordo com a Organização Mundial do Comércio, sobre a liberalização das trocas mundiais. Os dirigentes consideram premente e “vital rejeitar o proteccionismo”, em especial em tempos de incerteza financeira. Bush e o líder espanhol José Luis Rodríguez Zapatero tinha já hoje apelado a que a intervenção no mercado fosse feita de forma pontual para se garantir a liberdade do mesmo e afastar as tendências proteccionistas. Nas últimas semanas a China foi criticada por tomar medidas para apoiar as suas exportações, um dos principais motores da economia do país, para fazer face à desaceleração da procura mundial. (Público)





Os membros do G-20 são os Ministros de Finanças e os Presidentes de Bancos Centrais de 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. A União Europeia também é membro, representada pela presidência rotativa do Conselho e pelo Banco Central Europeu. Para garantir que fóruns e instituições de economias globais trabalhem juntos, o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Presidente do Banco Mundial e os coordenadores do Comité Monetário e Financeiro Internacional e do Comité de Desenvolvimento também participam ex-officio das reuniões do G-20.


Assim, o G-20 congrega importantes países industrializados e emergentes de todas as regiões do mundo. Juntos, os países membros representam por volta de 90% do produto interno bruto mundial, 80% do comércio internacional (incluindo o comércio interno da UE), assim como dois terços da população do mundo. O peso económico do G-20 e a grande população que representa dão-lhe elevado grau de legitimidade e influência na condução da economia e do sistema financeiro globais.


Para conheceres melhor os objectivos e as actividades desenvolvidas pelo G20 visita o site oficial do G20:

Homenagem à cantora sul africana Miriam Makeba, a "Mama África"



África do Sul presta última homenagem a Miriam Makeba

Milhares de pessoas prestaram neste sábado na África do Sul a última homenagem à lendária voz do continente africano e símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, Miriam Makeba, falecida na segunda-feira em Itália.
O acto público numa sala de concertos de Johannesburgo reuniu alguns dos mais famosos músicos e artistas da África dos Sul, assim como políticos, que com música e poesia saudaram a memória da cantora conhecida como "Mama África".
Miriam Makeba faleceu aos 76 anos vítima de uma paragem cardíaca depois de participar na noite de domingo no sul da Itália numa apresentação de apoio a Roberto Saviano, o escritor italiano ameaçado de morte pela Camorra pelo seu livro "Gomorra', sobre a máfia napolitana.
Obrigada a deixar o país pelo regime do apartheid após a sua participação num filme que denunciava a segregação branca na África do Sul, Makeba viveu 31 anos no exílio, principalmente nos Estados Unidos e Guiné. Conhecida como "Mama África", a artista retornou à África do Sul no início dos anos 90, depois da libertação de Nelson Mandela.
"Ao morrer, estava a fazer o que melhor sabia fazer. Nas palavras dela mesmo, amava a música acima de tudo, e ficava sempre feliz quando estava no palco a cantar", disse o ministro da Cultura, Pallo Jordan.
O ministro elogiou Makeba como "uma mulher cujo nome se tornou sinónimo da luta mundial pela liberdade na África do Sul".
Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em Johannesburgo. Começou a cantar nos anos 50 com o grupo "Manhattan Brothers" e em 1956 compôs "Pata, Pata", a canção que seria seu maior sucesso.
A cantora viu seu país mudar com a chegada ao poder, em 1947, dos nacionalistas africaners. Aos 27 anos deixou a África do Sul pela carreira e teve a entrada proibida no país pelo compromisso com a luta antiapartheid, incluindo a participação no filme "Come back, Africa".
O exílio durou 31 anos, em diversos países. A cantora fazia muito sucesso, mas o seu casamento em 1969 com o líder dos Panteras Negras Stokely Carmichael, do qual se separou em 1973, não agradou às autoridades americanas, que a forçaram a emigrar para Guiné.
Depois da morte da filha única em 1985, voltou a viver na Europa, mas em 1990 Nelson Mandela convenceu-a a retornar para a África do Sul. (AFP)

Aqui fica a minha homenagem a essa grande mulher sul africana e do Mundo. Em complemento vejam dois vídeos com duas canções da "Mama África".


Pata Pata



Under African Skies, em dueto com o cantor norte americano Paul Simon (African Concert - Graceland)