sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E se Obama fosse africano? - Por Mia Couto


Recebi um mail com um artigo muito interessante do escritor moçambicano Mia Couto sobre a vitória de Barack Obama e que faço questão de o partilhar convosco. Vale a pena ler.



E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto


Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África. Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos. A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa. Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público. No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Fonte:
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/e-se-obama- fosse-africano.html /

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A PAC e a pobreza em África


No nosso país, poucos saberão que, em resposta ao movimento Make Poverty History, liderado pelo cantor Bob Geldof – o mesmo que há duas décadas organizou o famosíssimo concerto Live Aid e rentemente o Live Eight -, Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, criou a Comissão para a África, um conjunto de 15 especialistas e altos dignatários encarregados de identificar as medidas necessárias à erradicação da pobreza no continente negro. O relatório da Comissão, publicado em Março de 2005, é porventura o mais exaustivo trabalho de síntese sobre a situação política, económica e social de África e sobre as medidas que é necessário pôr em prática para evitar um desastre de proporções globais. Our Common Interest (O Nosso Interesse Comum), assim se intitula o relatório, descreve uma soma de indicadores perturbadores, senão mesmo alarmantes:


• Na União Europeia cada bovino dá direito a um subsídio diário de cerca de 1,50 €, o equivalente a duas vezes a média do rendimento de cada um dos 900 milhões de africanos;


• 40 milhões de crianças africanas estão privadas de educação escolar básica;


• Todos os anos morrem 2 milhões de africanos com SIDA;


• Os subsídios à produção agrícola existentes nos países ricos totalizam já 1.000 milhões dólares norte-americanos por dia, isto é, uma soma igual ao rendimento diário disponível de todos os africanos.






Isto dá que pensar, não é?

Piratas que capturaram superpetroleiro saudita pedem 25 milhões de dólares


Os piratas somalis que capturaram o superpetroleiro saudita “Sirius Star”, disseram hoje à AFP que querem um resgate de 25 milhões de dólares (20 milhões de euros) para libertar o navio e a sua tripulação.Ontem, um homem identificado como Farah Abd Jameh disse à cadeia de televisão árabe Al-Jazira (do Qatar): “Há negociadores a bordo do navio e em terra. Assim que derem o seu acordo ao resgate, este será encaminhado até ao petroleiro”, disse um homem identificado como Farah Abd Jameh.Os proprietários do “Sirius Star”, o gigante petrolífero saudita Aramco, recusaram na altura comentar o pedido de resgate. O superpetroleiro está ancorado num porto da área de Haradhere, 300 quilómetros a norte de Mogadíscio. Harardere é um dos portos utilizados pelos piratas somalis para guardar os barcos que capturaram, enquanto aguardam os resgates que exigiram para os libertar. Desde o início do ano, 92 navios foram atacados por piratas somalis no Golfo de Áden (na rota para o canal do Suez) e no Oceano Índico. (Público)



É inacreditável o que se está a passar na Somália. Neste momento a Somalia é um Estado completamente falhado: vive uma guerra civil interminável e ignorada pela comunidade internacional; há milhares de refugiados; tem um governo sem força e autoridade e que não controla o país; não há um Estado de Direito, não há ordem nem qualquer tipo de segurança; o país e os seus mares estão entregues a múltiplos grupos armados, a bandidos e a piratas que atacam embarcações estrangeiras que passam pelas suas águas e isto em pleno século XXI!!!!! Não se esqueçam que os mares da Somália fazem pare de uma importante rota marítima por onde circulam nomeadamente os petroleiros que trazem o petróleo proveniente dos países do Médio Oriente, seguindo depois para o canal do suez.


Pergunto: deve ou não a Comunidade Internaconal intervir neste país e tentar repôr a ordem?

Ministros dos 27 chegam a acordo sobre revisão intercalar da Política Agrícola Comum


Os 27 membros da união Europeia chegaram hoje a acordo sobre a revisão intercalar da Política Agrícola Comum (PAC), prevendo um aumento progressivo das quotas leiteiras e uma diminuição dos apoios directos à produção.O acordo foi alcançado ao princípio da manhã de hoje, no final de uma reunião dos ministros da Agricultura dos 27 que se prolongou por cerca de 14 horas. A revisão intercalar visa amplificar a grande reforma da PAC de 2003, fazendo a partir de agora depender os preços e rendimentos do mundo agrícola à lei da oferta e procura.O ministro da Agricultura, Jaime Silva, disse hoje em Bruxelas que as principais preocupações com que Portugal partiu para as negociações da revisão intercalar da PAC foram atendidas, destacando a "flexibilidade" na utilização dos apoios. Jaime Silva apontou que Portugal viu acauteladas as "duas preocupações" que levava para a reunião, designadamente manter os apoios aos pequenos agricultores - 30 mil portugueses com apoios anuais abaixo de 250 euros corriam o risco de os perder - e ter "margem de manobra" para recorrer a um pacote financeiro, que será de cerca de 50 milhões de euros por ano, para apoiar o sector leiteiro para a liberalização de 2015 e outros. O ministro congratulou-se também com as cláusulas de revisão acordadas, para 2010 e 2012, para fazer o ponto da situação do processo de liberalização do sector do leite. Jaime Silva falava após os 27 terem alcançado hoje o acordo sobre a revisão intercalar da PAC, depois de uma longa maratona negocial. A última ronda negocial sobre a reforma intercalar da mais antiga política comunitária - que começou a ser discutida há mais de um ano, durante a presidência portuguesa da UE no segundo semestre de 2007 - teve início ontem à tarde, prosseguindo ao longo da madrugada até ter sido alcançado um compromisso entre os 27 e a Comissão Europeia já durante a manhã de hoje.


Mais uma pequena revisão da PAC! Espero que esta revisão intercalar da PAC seja, de facto, favorável a Portugal.
Em complemento vejam um pequeno vídeo da UE sobre a importância da Política Agrícola Comum.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os 50 anos de União Europeia

Este vídeo, falado em inglês, faz uma revisão dos 50 anos de sucesso da história da União Europeia: esta organização que começou por ser a CEE, em 25 Março de 1957, cresceu até constituir uma união de 27 Estados-membros que, depois de muitos anos de guerras, agora une o continente em paz e assegura um nível de prosperidade e estabilidade nunca antes conseguido.




Para conheceres melhor a União Europeia, a sua história, os seus países, as suas instituições, as suas políticas comuns, e até fazer alguns jogos, visita o portal da União Europeia em: http://europa.eu/index_pt.htm

Vinho Quinta do Crasto eleito o terceiro melhor do Mundo


O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005, da Região Demarcada do Douro, foi considerado o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator, que, pela primeira vez, classificou um vinho português nos 10 melhores do seu "ranking" anual. Considerada internacionalmente “a Bíblia” dos vinhos, a Wine Spectator analisou mais de 19.500 vinhos na elaboração do Top 100 de 2008, tendo eleito o chileno Clos Apalta Colchagua Valley 2005, Casa Lapostolle, como o melhor do mundo. Vê aqui a ficha completa do Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005.


Site da Quinta do Crasto: http://www.quintadocrasto.pt/
Depois de na semana passada o azeite Romeu ter sido considerado um dos melhores do Mundo por uma revista italiana da especialidade, mais uma boa notícia para Portugal, o que mais uma vez demonstra a excelente qualidade de muitos dos produtos portugueses, nomeadamente dos vinhos

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Despacho da Ministra de Educação relativo ao Estatuto do Aluno

Para que todos fiquem informados, transcrevo o conteúdo do Despacho da Ministra da Educação que introduz alterações ao Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário:




Despacho



Considerando que a adaptação dos regulamentos internos das escolas ao disposto no Estatuto do Aluno nem sempre respeitou o espírito da Lei, permitindo dúvidas nos alunos e nos pais acerca das consequências das faltas justificadas designadamente por doença ou outros motivos similares
Considerando que o regime de faltas estabelecido no Estatuto visa sobretudo criar condições para que os alunos recuperem eventuais défices de aprendizagem decorrentes das ausências à escola nos casos justificados
Tendo em vista clarificar os termos de aplicação do disposto no Estatuto do Aluno, determino o seguinte:
1 – Das faltas justificadas, designadamente por doença, não pode decorrer a aplicação de qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória.
2 – A prova de recuperação a aplicar na sequência de faltas justificadas tem como objectivo exclusivamente diagnosticar as necessidades de apoio tendo em vista a recuperação de eventual défice das aprendizagens.
3 – Assim sendo, a prova de recuperação não pode ter a natureza de um exame, devendo ter um formato e um procedimento simplificado, podendo ter a forma escrita ou oral, prática ou de entrevista.
4 – A prova referida é da exclusiva responsabilidade do professor titular de turma, no primeiro ciclo, ou do professor que lecciona a disciplina em causa, nos restantes ciclos e níveis de ensino.
5 – Da prova de recuperação realizada na sequência das três semanas de faltas justificadas não pode decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra penalização para o aluno, apenas medidas de apoio ao estudo e à recuperação das aprendizagens, sem prejuízo da restante avaliação.
6 – As escolas devem adaptar de imediato os seus regulamentos internos ao disposto no presente despacho, competindo às Direcções Regionais de Educação a verificação deste procedimento.
7 – O presente despacho produz efeitos a partir do dia seguinte à data da sua assinatura.


Lisboa, 16 de Novembro de 2008

A Ministra da Educação

Maria de Lurdes Rodrigues



Se quiserem conhecer o conteúdo integral do Estatuto do Aluno cliquem aqui. Aconselho a leitura atenta dos artigos 21º e 22º (páginas 580 e 581).

The Waterboys - Fisherman's Blues

FISHERMAN'S BLUES - 1986

The Waterboys - Red Army Blues

Na sequência do post anterior, decidi mostrar-vos uma canção antiga dos Waterboys "Red Army Blues" (Blues do Exército Vermelho) em que é contada a triste história de um soldado soviético que na parte final da Segunda Guerra Mundial comete o "crime" de conhecer em Berlim um soldado americano (que afinal não era muito diferente dele) e que depois é deportado para a Sibéria para um "Gulag" (campo de concentração de presos políticos do período comunista da União Soviética) só pelo facto de ter tido um contacto com um ocidental!!!!
Eram os tempos da Guerra Fria e das relações muito tensas entre o bloco soviético (comunista) e o bloco ocidental pró-americano (capitalista) .

Infelizmente, não existe na internet nenhum vídeo oficial desta canção. Asssim, tive que recorrer a um vídeo que é composto por imagens da época da Guerra Fria e do comunismo soviético e que tem como fundo musical a canção dos Waterboys, grupo criado em 1983 por Mike Scott, que ainda existe, embora da formação inicial só continua o vocalista (M. Scott).



Para entenderem melhor a história da canção aqui ficam as respectivas letras:

When I left my home and my family
My mother said to me
Son, its not how many germans you kill that counts
Its how many people you set free

So I packed my bags
Brushed my cap
Walked out into the world
Seventeen years old
Never kissed a girl

Took the train to voronezh
That was as far as it would go
Changed my sacks for a uniform
Bit my lip against the snow
I prayed for mother russia
In the summer of 43
And as we drove the germans back
I really believed
That God was listening to me

We howled into berlin
Tore the smoking buildings down
Raised the red flag high
Burnt the reichstag brown
I saw my first american
And he looked a lot like me
He had the same kinda farmers face
Said hed come from some place called hazzard, tennessee

Then the war was over
My discharge papers came
Me and twenty hundred others
Went to stettiner for the train
Kiev! said the commissar
From there your own way home
But I never got to kiev
We never came by home
Train went north to the taiga
We were stripped and marched in file
Up the great siberian road
For miles and miles and miles and miles
Dressed in stripes and tatters
In a gulag left to die
All because comrade stalin was scared that
Wed become too westernized!

Used to love my country
Used to be so young
Used to believe that life was
The best song ever sung
I would have died for my country
In 1945
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
The brute will to survive!


Site de Mike Scott e dos Waterboys: http://www.mikescottwaterboys.com/

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Guerra Fria

O vídeo que se segue, falado em castelhano, faz uma síntese do período da Guerra Fria. É muito interessante sobretudo para os alunos de Geografia C do 12º ano.


Nick Cave & The Bad Seeds - Into My Arms

Nick Cave, variante de Nicholas Edward Cave (nasceu em Warracknabeal na Austrália, no dia 22 de Setembro de 1957) é músico, compositor, autor, argumentista e, ocasionalmente, actor. É mais conhecido pelo seu trabalho no rock, com os Nick Cave and the Bad Seeds, onde explora temáticas como religião, morte, amor, América e violência.

Into my arms é uma canção do album de 1997 - The Boatman's Call

Sitio oficial de Nick Cave & The Bad Seeds

Ota, uma cidade japonesa que quer viver do sol


A cidade japonesa de Ota, situada num dos locais mais solarengos do país, é testemunha da aposta nas energias renováveis. O Governo deu painéis solares a 550 famílias, no âmbito de um projecto que tem como objectivo evitar os apagões nas cidades.
Para visualizares um vídeo sobre este projecto clica aqui.

domingo, 16 de novembro de 2008

Humanos - Muda de Vida

Produção de Zinco das minas de Aljustrel e Neves-Corvo suspensa devido à queda dos preços dos metais


A Lundin Mining Corporation revelou hoje que, tendo em conta os baixos preços do Zinco, a Mina de Neves-Corvo irá ver a sua produção deste minério suspensa, ao mesmo tempo que a Mina de Aljustrel deverá entrar em manutenção de instalações, com suspensão de actividade.


Em comunicado hoje emitido, a Lundin Mining diz que, em Neves-Corvo, "devido à depreciação actual do preço do Zinco, a extracção e o tratamento de minérios deste metal serão suspensos, até que os valores do concentrado no mercado sejam economicamente aceitáveis para o Grupo."O documento precisa que, em lugar do minério de zinco, em Neves-Corvo será extraído minério de cobre de baixo teor mas rentável, a tratar na Lavaria do Zinco, de modo a produzir concentrado de cobre com um teor de 24% de cobre contido. Já em Aljustrel, a Lundin Mining diz ter decidido colocar a mina em manutenção das instalações com eefitos imediatos. "O mercado mundial do zinco teve uma súbita e significativa descida dos preços desde a inauguração oficial de Mina de Aljustrel, em Maio passado, preços que caíram mais de 50%. A situação de Aljustrel será revista periodicamente, desde que haja recuperação sustentada do preço do metal", lê-se no texto do documento.
A mesma fonte nota que "Aljustrel planeou produzir 80 000 toneladas de metal contido no concentrado de zinco por ano", sendo que o custo da construção do projecto foi de 150 milhões de euros.
Os prejuízos estimados na fase de pré-produção são cerca de 45 milhões de euros. Os custos relativos à manutenção das instalações estão estimados na ordem dos 4 milhões de euros por ano.
Segundo Phil Wright, Presidente e CEO do Grupo Lundin Mining, "em Neves-Corvo, não faz sentido produzir zinco a estes preços. Felizmente temos a opção de utilizar a Lavaria do Zinco para tratar minérios complexos, por isso a mina pode aumentar a produção de cobre no curto prazo. Com recursos de zinco de classe mundial, o grupo Lundin Mining espera expandir a sua produção de zinco, logo que haja um crescimento da economia."
"Ao mesmo tempo, estamos desapontados por vermos forçados a colocar a Mina de Aljustrel em manutenção das instalações, mas não tivémos outra opção, tendo em conta não só os preços actuais dos metais, como também os baixos teores do minério", nota este responsável. A Lundin Mining diz no entanto ter uma "perspectiva optimista de médio prazo em relação ao preço do zinco", prevendo que haverá um défice na oferta deste metal assim que "o crescimento económico se reestabeleça." (Diário Económico)



Mais uma má notícia para a economia portuguesa e especialmente para o já muito débil sector mineiro.

Polícias europeias desmantelam rede de tráfico de mulheres


Uma vasta operação policial a decorrer em seis países europeus, entre eles Portugal, já permitiu deter 32 pessoas e identificar mais 70. Trata-se de uma rede organizada de tráfico de pessoas para fins sexuais e que, de acordo com a polícia, será responsável pela introdução ilegal na União Europeia (UE) de pelo menos 3500 mulheres ucranianas. Em Portugal a Polícia Judiciária (PJ) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), na sequência desta operação, actuaram em conjunto na madrugada de quinta-feira, num estabelecimento nocturno nas imediações de Mação. Foram detidas cinco pessoas, com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos, sobre quem recaem suspeitas de terem praticado crimes de auxílio à imigração ilegal, lenocínio e tráfico de pessoas para fins sexuais. Este grupo de detidos é suspeito de integrar um lote bem mais alargado e que actua em todo a UE. Em Espanha, segundo noticiou ontem o El País, terão sido presas 14 pessoas e em Itália uma outra. A rede estende-se, no entanto, também pela Polónia, Hungria e Eslováquia. A forma de actuação desta rede, conforme dizem os responsáveis espanhóis dos serviços de imigração, consiste em fazer o recrutamento das mulheres através da colocação de anúncios em toda a imprensa escrita ucraniana. A troco de quantias que oscilam entre os 2500 e os 3000 euros, as mulheres são convencidas que lhes serão facultadas autorizações de trabalho e residência quando, de facto, o que lhes é entregue são apenas vistos de curta duração (entre cinco a dez dias) para permanência no Espaço Schengen. Viajando em carrinhas e pequenos autocarros, mas também dissimuladas entre mercadorias transportadas em camiões, as mulheres são orientadas para dizerem, caso sejam interpeladas, que são turistas. As mulheres acabam por ser espalhadas por diversos países da Europa Ocidental onde são colocadas em estabelecimentos nocturnos. A única hipótese que lhes é dada para amealharem dinheiro para poderem regressar ao seu país é a de se prostituirem. Essa é, no entanto, uma tarefa árdua, uma vez que a maior parte do dinheiro que ganham acaba por lhes ser descontada, alegadamente para pagamento da alimentação e hospedagem. Segundo um inspector da PJ contactado pelo PÚBLICO há também casos em que as mulheres se prostituem com receio de serem concretizadas as ameaças de morte dirigidas aos seus familiares que permanecem na Ucrânia. Os vistos, segundo referem as autoridades espanholas, estariam a ser expedidos através de delegações diplomáticas da Polónia, Hungria, Eslováquia e República Checa.Os condutores das viaturas que procedem ao transporte das mulheres são, regra geral, ucranianos que possuem autorização de residência em Portugal, Espanha, Itália e França. (Público)


sábado, 15 de novembro de 2008

G20 quer recuperar a confiança nos mercados e reformar o sistema financeiro


Os líderes dos países mais industrializados do mundo e emergentes (G20), reunidos em Washington, estão empenhados em encontrar medidas de regulação dos mercados financeiros. O “plano de acção”, que será desenhado até Março, deverá ter cinco linhas condutoras: reforçar a transparência e a responsabilidade dos mercados, promover uma forma de regulação eficaz e harmonizada, garantir a integridade dos mercados, potenciar a cooperação internacional e reformar as principais instituições financeiras internacionais. Apesar de as medidas terem de ser encontradas até 31 de Março, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy sugeriu que o próximo encontro do G20 se realizasse em Londres, já que a Grã-Bretanha presidirá o grupo dos principais países industrializados e emergentes em 2009. De acordo com o comunicado emitido no final do encontro de hoje, a próxima reunião deverá acontecer a 30 de Abril, já sem o Presidente cessante Bush, visto que Obama toma as rédeas da Casa Branca a 20 de Janeiro. O G20 chegou a acordo sobre a necessidade de se relançar de forma coordenada e concertada a acção económica. O presidente em exercício da União Europeia, Sarkozy, classificou, por isso, esta cimeira como “histórica” já que “países muito diferentes” conseguiram chegar a um acordo sobre “uma nova regulação dos mercados para que uma crise como esta não se possa reproduzir mais”. Face às “condições económicas degradadas a nível mundial, pusemo-nos de acordo sobre a necessidade de uma resposta política largamente fundada sobre uma cooperação macroeconómica mais estreita para restaurar o crescimento”, indica o G20 em comunicado. É neste contexto que surge o esperado “plano de acção” com uma lista de medidas prioritárias que devem ser estipuladas até 31 de Março de 2009. Na primeira parte do documento apresentado no final da cimeira, com cinco páginas, o G20 apela à intensificação dos esforços governamentais para relançar as economias nacionais, cooperar na regulação internacional do sistema financeiro, reformar as estruturas globais de ajuda aos países em desenvolvimento e rejeitar o proteccionismo. Com o objectivo de prevenir uma crise semelhante à presente, os ministros das Finanças do G20 serão confrontados com recomendações específicas para harmonizarem os padrões internacionais de regras contabilísticas.


Instituições prioritárias


Neste ponto, está prevista a introdução de regras mais efectivas sobre a avaliação dos activos pelas empresas, uma questão que, pelo menos em parte, é considerada responsável pela crise. "É desejável assegurar que os mercados financeiros, produtos e intervenientes sejam regulados, ou fiquem sujeitos a supervisão", acentuou fonte oficial. Assim, os governos terão de cooperar entre si para se protegerem dos chamados paraísos fiscais reticentes à cooperação. Sobre a mesa estão ainda recomendações para mudar o modo como as práticas compensatórias premeiam o risco e também para rever os requisitos de gestão exigidos às instituições financeiras internacionais, identificando quais são as cruciais para a economia global. Os ministros das Finanças dos diferentes países ficam, assim, com a missão de elaborar uma lista com as instituições financeiras que podem por em perigo todo o sistema financeiro internacional em caso de falência ou crise. A segunda parte do documento - igualmente com cinco páginas - rotulada de "plano de acção", contempla medidas para melhorar a transparência e responsabilidade, a regulação e a confiança nos mercados, o fortalecimento da cooperação e a reforma das instituições internacionais. O "plano de acção" aponta no médio prazo para a regulação das agências de notação financeira. No encontro ficou também decidido que os países em desenvolvimento serão representados no seio do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. “Estamos determinador em fazer progredir a reforma das instituições de Bretton Woods de maneira a que reflictam melhor a evolução dos respectivos pesos económicos mundiais e de aumentar a sua legitimidade e a sua eficácia”, lê-se no comunicado. O Fórum de Estabilidade Financeira é outra estrutura que os países reunidos sentem que é importante abrir às economias emergentes. O grupo quer também conseguir, antes do fim do ano, um acordo com a Organização Mundial do Comércio, sobre a liberalização das trocas mundiais. Os dirigentes consideram premente e “vital rejeitar o proteccionismo”, em especial em tempos de incerteza financeira. Bush e o líder espanhol José Luis Rodríguez Zapatero tinha já hoje apelado a que a intervenção no mercado fosse feita de forma pontual para se garantir a liberdade do mesmo e afastar as tendências proteccionistas. Nas últimas semanas a China foi criticada por tomar medidas para apoiar as suas exportações, um dos principais motores da economia do país, para fazer face à desaceleração da procura mundial. (Público)





Os membros do G-20 são os Ministros de Finanças e os Presidentes de Bancos Centrais de 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. A União Europeia também é membro, representada pela presidência rotativa do Conselho e pelo Banco Central Europeu. Para garantir que fóruns e instituições de economias globais trabalhem juntos, o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Presidente do Banco Mundial e os coordenadores do Comité Monetário e Financeiro Internacional e do Comité de Desenvolvimento também participam ex-officio das reuniões do G-20.


Assim, o G-20 congrega importantes países industrializados e emergentes de todas as regiões do mundo. Juntos, os países membros representam por volta de 90% do produto interno bruto mundial, 80% do comércio internacional (incluindo o comércio interno da UE), assim como dois terços da população do mundo. O peso económico do G-20 e a grande população que representa dão-lhe elevado grau de legitimidade e influência na condução da economia e do sistema financeiro globais.


Para conheceres melhor os objectivos e as actividades desenvolvidas pelo G20 visita o site oficial do G20:

Homenagem à cantora sul africana Miriam Makeba, a "Mama África"



África do Sul presta última homenagem a Miriam Makeba

Milhares de pessoas prestaram neste sábado na África do Sul a última homenagem à lendária voz do continente africano e símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, Miriam Makeba, falecida na segunda-feira em Itália.
O acto público numa sala de concertos de Johannesburgo reuniu alguns dos mais famosos músicos e artistas da África dos Sul, assim como políticos, que com música e poesia saudaram a memória da cantora conhecida como "Mama África".
Miriam Makeba faleceu aos 76 anos vítima de uma paragem cardíaca depois de participar na noite de domingo no sul da Itália numa apresentação de apoio a Roberto Saviano, o escritor italiano ameaçado de morte pela Camorra pelo seu livro "Gomorra', sobre a máfia napolitana.
Obrigada a deixar o país pelo regime do apartheid após a sua participação num filme que denunciava a segregação branca na África do Sul, Makeba viveu 31 anos no exílio, principalmente nos Estados Unidos e Guiné. Conhecida como "Mama África", a artista retornou à África do Sul no início dos anos 90, depois da libertação de Nelson Mandela.
"Ao morrer, estava a fazer o que melhor sabia fazer. Nas palavras dela mesmo, amava a música acima de tudo, e ficava sempre feliz quando estava no palco a cantar", disse o ministro da Cultura, Pallo Jordan.
O ministro elogiou Makeba como "uma mulher cujo nome se tornou sinónimo da luta mundial pela liberdade na África do Sul".
Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em Johannesburgo. Começou a cantar nos anos 50 com o grupo "Manhattan Brothers" e em 1956 compôs "Pata, Pata", a canção que seria seu maior sucesso.
A cantora viu seu país mudar com a chegada ao poder, em 1947, dos nacionalistas africaners. Aos 27 anos deixou a África do Sul pela carreira e teve a entrada proibida no país pelo compromisso com a luta antiapartheid, incluindo a participação no filme "Come back, Africa".
O exílio durou 31 anos, em diversos países. A cantora fazia muito sucesso, mas o seu casamento em 1969 com o líder dos Panteras Negras Stokely Carmichael, do qual se separou em 1973, não agradou às autoridades americanas, que a forçaram a emigrar para Guiné.
Depois da morte da filha única em 1985, voltou a viver na Europa, mas em 1990 Nelson Mandela convenceu-a a retornar para a África do Sul. (AFP)

Aqui fica a minha homenagem a essa grande mulher sul africana e do Mundo. Em complemento vejam dois vídeos com duas canções da "Mama África".


Pata Pata



Under African Skies, em dueto com o cantor norte americano Paul Simon (African Concert - Graceland)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O azeite produzido há várias gerações num lagar tradicional da quinta do Romeu, em Mirandela, foi considerado um dos melhores do Mundo

O azeite produzido há várias gerações num lagar tradicional da quinta do Romeu, em Mirandela, foi considerado um melhores do mundo em duas conceituadas publicações da especialidade.

"Não é de agora que é bom", garante João Pedro Meneres, o gerente da sociedade familiar Clemente Meneres, que leva já quatro gerações a produzir o azeite que agora é reconhecido mundialmente. O "Romeu" foi eleito para os 15 melhores do mundo pelo guia anual italiano "Extra Virgem", da Cucina & Vini Editrice.
Segundo explicou à Lusa, João Pedro Meneres, um painel de provadores prova cerca de três mil azeites de 14/15 países, selecciona e publica os trezentos melhores e destes elege os 15 melhores do mundo por categoria. O azeite transmontano "Romeu" destaca-se na categoria sistema de lagar tradicional.
Também a conceituada revista goumert alemã "Der Feinschmecker" colocou o "Romeu" no seu Top Ten mundial, ou seja nos dez melhores azeites do mundo.
Há quatro gerações que este azeite é produzido a partir dos extensos olivais da família Meneres, em Trás-os-Montes, e no lagar tradicional da quinta. "É tudo biológico", garante João Pedro Meneres.
Durante décadas, o azeite do Romeu foi receitado pelos médicos aos seus pacientes por ser um produto saudável, sobretudo pelo baixo grau de acidez.
A complexidade de aromas e sabores foram, na opinião do gerente da sociedade familiar, os factores que conquistaram o mundo e a prova é que chega a países tão longínquos como a Nova Zelândia. Exportam vinte mil litros por ano exclusivamente para lojas gourmet da Europa ao Brasil, Canadá, Japão ou Hong Kong.
Em Portugal é vendido no mesmo tipo de lojas.
João Pedro começou por levar o "Romeu" a feiras em Londres, Nova Iorque, Paris, Espanha, até que chamou a atenção dos especialistas.
"Puro como Deus o deu", lê-se no rótulo das elegantes garrafas que transportam este azeite, um dos atractivos de um dos restaurantes típicos transmontanos, o "Maria Rita", propriedade da família Meneres.
Os pratos típicos de bacalhau são regados com o "Romeu", presença obrigatória nas entradas para molhar o pão, acompanhado das azeitonas ao natural ou em pasta.
O azeite "Romeu" só ainda não tem a "Julieta" que o vinho, marca também da família, já conquistou e que já chega às meses de vários países nas versões tinto (Romeu) e branco (Julieta). (Agência Lusa)

Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=371919&visual=26&tema=4

Para mais informações sobre o azeite Romeu clica aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

D. Ximenes Belo na nossa Escola


D. Carlos Filipe Ximenes Belo (Uailacama, Baucau, 3 de Fevereiro de 1948) é um bispo católico timorense que, em conjunto com José Ramos-Horta, foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz de 1996, pelo seu trabalho "em prol de uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste".
D. Ximenes Belo esteve hoje presente na nossa Escola (14 de Novembro) e apresentou uma palestra com o título "O Meu Nome É Paz". Tratou-se de um momento histórico e único para a nossa Escola, que nos orgulhou a todos. Não é todos os dias que a Escola recebe um Prémio Nobel.


Biografia


Quinto filho de Domingos Vaz Filipe e de Ermelinda Baptista Filipe, Carlos Filipe Ximenes Belo nasceu na aldeia de Uailacama, concelho (hoje distrito) de Baucau, na costa norte do então Timor Português. O seu pai, professor primário, faleceu quando o jovem Carlos Filipe tinha apenas dois anos de idade. Os anos de infância foram passados nas escolas católicas de Baucau e Ossu, antes de ingressar no seminário de Daré, nos arredores de Díli, formando-se em 1968. Exceptuando um pequeno período entre 1974 e 1976 -- quando esteve em Timor e em Macau --, entre 1969 e 1981, Ximenes Belo repartiu o seu tempo entre Portugal e Roma, onde se tornou membro da congregação dos Salesianos e estudou filosofia e teologia antes de ser ordenado padre em 1980.
De regresso a Timor-Leste em Julho de 1981, Ximenes Belo esteve ligado ao Colégio Salesiano de Fatumaca, onde foi professor e director. Quando em 1983 se reformou Martinho da Costa Lopes, Carlos Filipe Ximenes Belo foi nomeado administrador apostólico da diocese de Díli, tornando-se chefe da igreja em Timor-Leste, respondendo exclusivamente perante o papa. Em 1988, em Lorium, Itália, foi consagrado como bispo.
A nomeação de Ximenes Belo foi do agrado do núncio apostólico em Jacarta e dos próprios líderes indonésios pela sua aparente submissão. No entanto, cinco meses bastaram para que, num sermão na sé catedral, Ximenes Belo tecesse veementes protestos contra as brutalidades do massacre de Craras em 1983, perpetrado pela Indonésia. Nos dias de ocupação, a igreja era a única instituição capaz de comunicar com o mundo exterior, o que levou Ximenes Belo a enviar sucessivas cartas a personalidades em todo o mundo, tentando vencer o isolamento imposto pelos indonésios e o desinteresse de grande parte da comunidade internacional e da própria Igreja Católica.
Em Fevereiro de 1989 Ximenes Belo escreveu ao presidente de Portugal, Mário Soares, ao papa João Paulo II e ao secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, reclamando por um referendo sob os auspícios da ONU sobre o futuro de Timor-Leste e pela ajuda internacional ao povo timorense que estava "a morrer como povo e como nação". No entanto, quando a carta dirigida à ONU se tornou pública em Abril, Ximenes Belo tornou-se uma figura pouco querida pelas autoridades indonésias. Esta situação veio a piorar ainda mais quando o bispo deu abrigo na sua própria casa a jovens que tinham escapado ao massacre de Santa Cruz (1991) e denunciou os números das vítimas mortais.
A sua obra corajosa em prol dos timorenses e em busca da paz e da reconciliação foi internacionalmente reconhecida quando, em conjunto com José Ramos-Horta, lhe foi entregue o Prémio Nobel da Paz em Dezembro de 1996. Na sequência deste reconhecimento, Ximenes Belo teve oportunidade de se reunir com Bill Clinton dos Estados Unidos e Nelson Mandela da África do Sul.
Após a independência de Timor-Leste, a 20 de Maio de 2002, a saúde do bispo começou a esmorecer perante a pressão dos acontecimentos que tinha vivido. O papa João Paulo II aceitou a sua demissão como administrador apostólico de Díli em 26 de Novembro de 2002. Após se ter retirado, Ximenes Belo viajou para Portugal para receber tratamento médico. No início de 2004, houve numerosos pedidos para que se candidatasse à presidência da república de Timor-Leste. No entanto, em Maio de 2004 declarou à televisão estatal portuguesa RTP que não autorizaria que o seu nome fosse considerado para nomeação. "Decidi deixar a política para os políticos" -- afirmou.
Com a saúde restabelecida, em meados de 2004 Ximenes Belo aceitou a ordem da Santa Sé para fazer trabalho de missionação na diocese de Maputo, como membro da congregação dos Salesianos em Moçambique.
D. Ximenes Belo é doutor «honoris causa» pela Universidade do Porto, por proposta da respectiva Faculdade de Letras (investido em Outubro de 2000, juntamente com Xanana Gusmão e José Ramos-Horta).

Fonte: Wikipédia
Peço aos alunos que assistiram à palestra que façam uma reflexão sobre esta actividade.

Espanha ponderou invadir Portugal em 1975


A guerra foi uma hipótese em cima da mesa motivada pelo receio de que Lisboa representasse uma nova ameaça comunista.


O último presidente do governo de Franco, Carlos Arias Navarro, chegou mesmo a questionar os EUA se apoiariam Madrid caso houvesse uma guerra na Península Ibérica. A notícia é avançada pelo El Pais que teve acesso a várias transcrições de conversas diplomáticas entre políticos espanhóis e americanos.
Navarro queria que Washington apoiasse a entrada de Espanha na NATO e o governo de Madrid estava preocupado com os acontecimento s em Portugal e com a influência que Moscovo poderia ter no governo de Lisboa.
Portugal poderia representar uma ameaça para Espanha. De acordo com o periódico espanhol, numa reunião em Março de 1975, em Jerusalém, Navarro expôs as suas preocupações ao vice-secretário de Estado norte-americano, Robert Ingersoll, face ao evoluir da situação política em Portugal.
O diplomata americano informou o Secretário de Estado, Henry Kissinger, através de um ofício onde resumiu a posição de Navarro. "Espanha está disposta a liderar a luta anti-comunista se for necessário. É um país forte e próspero. Não quer pedir ajuda, mas confia que terá a compreensão e cooperação dos países amigos que pensam igual", escreveu Ingersoll . (TVnet)


Bomba nuclear dos Estados Unidos perdida na Gronelândia


Avião despenhou-se há 40 anos com quatro armas e uma nunca foi recuperada


Os Estados Unidos perderam uma bomba nuclear numa zona de gelo no norte da Gronelândia na sequência do despenhamento de um dos seus bombardeiros. O incidente deu-se há 40 anos mas só agora foi revelado pela BBC. De acordo com documentos encontrados pela cadeia de televisão, obtidos graças ao “Freedom Information Act”, uma lei americana que permite que os agentes federais possam disponibilizar os seus documentos, a bomba nunca foi localizada, apesar das investigações levadas a cabo nas imediações da base aérea de Thulé, onde se despenhou em 1968 um bombardeiro estratégico B-52 com quatro bombas nucleares a bordo, segundo John Haug e Joe D'Amario, pilotos na altura. A base de Thulé é a mais setentrional e tinha uma grande importância estratégica para o país. Construída em plena Guerra Fria, no início dos anos 50, tinha como objectivo detectar qualquer lançamento de mísseis por parte da Rússia através dos radares Norad, um sistema de vigilância do espaço aéreo norte-americano. O acidente em questão aconteceu a 21 de Janeiro de 1968, mas três das quatro bombas perdidas foram recuperadas. Em Abril do mesmo ano foram feitas algumas procuras submarinas mas mesmo assim não se conseguiu localizar a quarta bomba nuclear e a procura acabou por ser abandonada com a aproximação do Inverno que congelou as águas, impedindo as buscas.Ainda de acordo com a BBC, os norte-americanos garantem que a bomba – que teria urânio e plutónio – já não representa qualquer perigo pois a radioactividade ter-se-á dissolvido na água. A presença de armas nucleares na Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, foi sempre mantida em segredo e, mesmo depois de estas informações terem vindo a público, o departamento de Estado norte-americano recusou-se a comentar a informação. Anteriormente o Pentágono tinha indicado que as quatro bombas tinham sido destruídas, em resposta às preocupações sobre a segurança na zona e o impacto ambiental da perda. (Público)

Presidente sudanês anuncia cessar-fogo imediato no Darfur

Região está em guerra desde 2003

O Presidente sudanês Omar Hassan al-Bashir anunciou hoje um cessar-fogo imediato e incondicional no Daurfur e apelou ao desarmamento das milícias nesta região ocidental do país, em guerra desde 2003.“Anuncio solenemente um cessar-fogo incondicional entre as forças armadas e as facções rebeldes, para que possa ser implementado e acompanhado por todas as partes implicadas um mecanismo de controlo eficaz”, disse o Presidente."Vamos fazer uma campanha para desarmar as milícias e restringir o uso das armas entre as forças armadas", acrescentou Omar Hassan al-Bashir, em risco de ser condenado pelo Tribunal Criminal Internacional por alegados crimes de guerra no Darfur. O cessar-fogo foi uma recomendação do Fórum sudanês do Povo, uma plataforma que reúne responsáveis do Governo e da oposição. Os rebeldes de Darfur boicotaram este fórum.No entanto, o Presidente não prometeu libertar os prisioneiros políticos da região, outra das recomendações do fórum. Em 2003, grupos de rebeldes africanos revoltaram-se contra o Governo de Cartum, acusando-o de esquecer a região. Mais de cinco anos de guerra mataram 200 mil pessoas e forçaram mais de 2,5 milhões a fugir das suas casas, afirmam especialistas internacionais. Cartum acusa os media de exagerarem o conflito e avança com outros números para as vítimas mortais: dez mil. (Público)

Somália: rebeldes tomam controlo do porto de Merka


Os rebeldes islamistas da Somália tomaram hoje o porto de Merka, cem quilómetros a Sul de Mogadíscio, um dos principais centros de passagem da ajuda humanitária para a população daquele país africano. Segundo os habitantes ouvidos pela AFP em Mogadíscio, os combatentes que tinham cercado a cidade durante a noite entraram em Merka depois das milícias pró-governamentais que controlavam o porto terem fugido sem oferecer resistência. “O nosso comandante ordenou-nos para deixarmos a cidade para evitar os combates”, explicou um membro daquelas milícias, Hussein Yusuf Maalim. “Eles [“shebab”] estão cada vez mais fortes e não temos capacidade para defender a cidade”.Um dos habitantes, Ibrahim Abdalla Ali, contou que “centenas deles [“shebab”] entraram na cidade e tomaram o controlo de esquadras da polícia e outras posições. Estão armados com metralhadoras pesadas” e lançadores de “rockets”. Com a tomada de Merka, as milícias “shebab” reforçam as suas posições no Sul da Somália, onde já controlavam desde Agosto a cidade portuária de Kismayo, 500 quilómetros a Sul de Mogadíscio. O porto de Merka é regularmente utilizado pelo Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) para encaminhar a ajuda alimentar destinada à população. Segundo as estimativas da ONU, cerca de 3,2 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária na Somália, país mergulhado no caos desde o início de uma guerra civil em 1991.“A situação em Merka parece calma (...). Merka é um ponto estratégico para o PAM (...) e prevemos continuar a utilizá-lo”, declarou Peter Smerdon, porta-voz da agência em Nairobi. Os “shebab” (“juventude” em árabe), que recusam qualquer acordo político com o Governo de transição da Somália, estão a liderar a insurreição armada no país, combatendo as tropas etíopes, as forças de segurança da Somália, as tropas da União Africana e os responsáveis governamentais.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fischer Z - So Long

Hoje o momento musical é dedicado a uma banda dos meus tempos de estudante e que hoje se encontra praticamente esquecida: os Fischer Z.

Os Fischer Z foram uma banda de rock inglesa que tiveram o seu auge de carreira entre 1979 e 1981. Fizeram parte da chamada New Wave dos finais dos anos 70 e do início dos anos 80.

A formação original era composta por John Watts (vocalista, guitarra), David Graham (baixo), Steve Skolnik (teclados) e Steve Liddle (bateria).

Em 1980 lançam o seu segundo álbum "Going Deaf For A Living". Faixas como "Room Service", "Crazy Girl", "Haters" e este "So long" fazem deste albúm um verdadeiro clássico.

Comissão Europeia propõe diminuição até 40 por cento da pesca ao carapau


A Comissão Europeia propôs hoje em Bruxelas novos cortes nas possibilidades e esforço de pesca para o próximo ano no Atlântico Nordeste, incluindo o mar do Norte, que poderão atingir entre 25 e 40 por cento nos casos de algumas espécies pescadas em águas portuguesas, como por exemplo o carapau.Nas áreas de pesca da costa portuguesa, Oeste de Portugal e Açores, os maiores cortes propostos são de 38,7 por cento para o carapau na costa portuguesa e Oeste de Portugal - contra 15 por cento nos Açores -, 25 por cento para o tamboril na costa portuguesa e Açores, e 25 por cento para o badejo e 24 por cento para a arinca nas três áreas. Entre outras espécies pescadas em águas portuguesas cujos totais admissíveis de capturas Bruxelas quer baixar contam-se anchova, badejo, solha, escamudo e linguado (sugerindo a Comissão cortes de 15 por cento nas três áreas, em todos os casos), juliana (14,9 por cento nas três áreas) e pescada branca (10 por cento nas três áreas). A proposta inclui ainda medidas para combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada na zona da Comissão Geral das Pescas do Mediterrâneo. Estas propostas - que se seguem a outras relativas por exemplo ao Mar Negro, Báltico e espécies de águas profundas - baseiam-se nos pareceres científicos mais recentes do Conselho Internacional de Exploração do Mar (CIEM) e do Comité Científico, Técnico e Económico da Pesca (CCTEP) da Comissão e nas informações comunicadas pelos Estados-membros. "A sobreexploração da maior parte das unidades populacionais de peixes continuou em 2008. Para desenvolver um sector próspero no futuro, torna-se necessário pescar menos a curto prazo", defende a Comissão, em comunicado."A sobrepesca foi de tal ordem e durante tantos anos que perturbou gravemente o equilíbrio dos ecossistemas marinhos de que as nossas pescarias dependem", comentou hoje o comissário europeu das Pescas Joe Borg. "Estou ciente de que será um processo difícil para as frotas em causa. Porém, se quisermos restabelecer a base ecológica de um sector das pescas europeu verdadeiramente sustentável, não teremos outra escolha". Para conseguir reconstituir os "stocks" de peixes, a Comissão aposta em planos a longo prazo para as principais espécies e para as restantes uma abordagem gradual, que consiste em alterar as quotas de 15 por cento ou menos cada ano. A proposta da Comissão será debatida no Conselho dos Ministros das Pescas, que terá lugar de 17 a 19 de Dezembro, por forma a poder ser aplicada a partir de 1 de Janeiro de 2009. (Público, 10.11.08)


domingo, 9 de novembro de 2008

ONU denuncia "crimes de guerra" na República Democrática do Congo


Líder dos rebeldes avisa que as forças de paz devem "limitar-se às operações humanitárias, se não quiserem ser consideradas forças inimigas"


Há casas cheias de corpos. Doze, cinco... famílias inteiras mortas, a jazer no chão. Na rua, o mesmo cenário. Alguns jornalistas já descreviam cenários de terror na República Democrática do Congo (RDC) e relatavam assassínios sumários. Ontem, pela primeira vez, as Nações Unidas declararam que foram cometidos "crimes de guerra" nos combates que opõem as milícias pró-Governo aos rebeldes tutsis.Não são difíceis de encontrar os testemunhos a dar conta de assassínios sistemáticos, sobretudo de homens adultos. Mesmo no caso de Jumy Kasereka, um professor, demasiado doente com malária para conseguir fugir da aproximação dos rebeldes. A sua mãe, Felista Maska, contou ao jornal Guardian as certezas que recebeu do filho: não seria um alvo porque eles veriam que era inofensivo. Felista Maska decidiu ficar também, em vez de seguir com as dezenas de milhares que os homens do Congresso de Defesa do Povo, de Laurent Nkunda, expulsaram de Kiwanga, na província do Kivu Norte, após tomarem a cidade às milícias hutus. Ficou para ver os soldados irromper pela sua casa. "Não fizeram perguntas. Mataram-no simplesmente."A denúncia de "crimes de guerra" já tinha sido feita - ainda na sexta-feira a Human Rights Watch usou o termo. Ontem, foi a vez de um porta-voz da ONU na RDC, Alan Doss. "Condenamos, deploramos e relembramos aos diferentes grupos que o direito internacional é muito claro nesta matéria: são crimes de guerra que não podemos tolerar", cita a agência AFP. "Queria repudiar as violações muito graves aos direitos humanos... na região de Rutshuru [no Leste] nos últimos dias. Infelizmente, encontrámos matanças na localidade [de Kiwanja] e ao lado, incluindo civis visados por grupos armados", disse numa conferência de imprensa em Goma, a capital da província. A Cruz Vermelha refere também que várias centenas de civis - professores, funcionários da missão da ONU (MONUC), agricultores idosos -, que estavam demasiado doentes para fugir, foram vítimas.


Situação catastrófica


"A situação é catastrófica, não existe outra palavra", desabafou um dos seus responsáveis à Economist. Da cidade de Kianga saíram 35 mil pessoas, desde que foi tomada pelas forças de Nkunda, a seguir a terem ficado com o controlo da vizinha Rutshuru, na semana passada. Concentravam-se ali hutus e outros que fugiram a anos de confrontos no Norte e Oeste.Um membro das forças de Nkunda admitiu à revista britânica que os seus guerrilheiros "neutralizaram" homens vestidos à civil que, segundo ele, pertenciam claramente às milícias Mai Mai, que juntamente com o Exército congolês têm combatido os rebeldes tutsis - separados, segundo um repórter da AFP, por uma zona tampão de apenas 500 metros. As forças da MONUC, que contam com 17 mil capacetes azuis (a maior missão da ONU em todo o mundo), admitem não conseguir proteger um país que tem o tamanho da Europa Ocidental, onde se assiste ao pior nível de violência no mundo. Na sexta-feira, a cimeira destinada a aplacar o conflito acabou com o pedido de abertura de um corredor humanitário para que seja possível chegar a milhares de pessoas que estão em campos de refugiados e também de um cessar-fogo."Estão a falar num cessar-fogo e num corredor humanitário. Nós já pedimos isso", comentou Nkunda por telefone à Reuters. E avisou que as forças de paz regionais a ser enviadas devem "limitar-se às operações humanitárias, se não quiserem ser consideradas forças inimigas". "Se vierem para apoiar o corredor, não tenho problemas com isso. Se vierem por motivos políticos, não é pela paz. Estarão do lado do Governo."


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Coldplay - The Scientist

De regresso aos Coldplay, agora com "The Scientist".



Já agora fica a informação que Chris Martin (vocalista do grupo) e os Coldplay são uns dos grandes apoiantes da causa do Comercio Justo. Para conhecerem melhor o grupo visitem o seu site.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Presidente russo ameaça instalar mísseis próximo da Polónia


As questões geo-estratégicas relacionadas com a política de Defesa estiveram no centro de um longo discurso do Presidente russo Dmitri Medvedev, que, apenas algumas horas após a victória de Barack Obama nas Presidenciais, lançou fortes ataques ao actual posicionamento dos Estados Unidos no Mundo. Medvedev aproveitou a ocasião para responder ao anunciado sistema anti-míssil dos EUA na Europa com um projecto visando a intalação de mísseis russos na região de Kalininegrado.

Na mensagem do seu primeiro discurso do estado da nação, Medvedev anunciou um projecto de Moscovo visando a instalação de um sistema de mísseis Iskander próximo da Polónia.

"A Rússia não se deixará envolver na corrida ao armamento, mas a segurança dos seus cidadãos será bem garantida. Caso seja necessário para neutralizar o sistema de defesa anti-míssil, iremos instalar na região de Kalininegrado o sistema de mísseis Iskander", sublinhou Dmitri Medvedev no Kremlin, perante um milhar de pessoas que receberam a mensagem com um forte aplauso.

De acordo com os primeiros dados avançados esta manhã pelo Presidente Medvedev, os Iskander, mísseis de médio alcance, deverão ser instalados na região russa de Kalininegrado, situada entre a Polónia e a ex-república soviética da Lituânia, no Mar Báltico. Trata-se da resposta russa aos planos americanos para instalarem um escudo anti-míssil na Polónia e República Checa, países membros da NATO que outrora foram satélites soviéticos.

Dmitri Medvedev falou de uma Rússia ameaçada pelo crescimento do poderio militar do Ocidente para afirmar que, "nos últimos anos, a criação de um sistema de defesa anti-míssil e o contínuo alargamento da NATO dão a impressão de que estão a testar a nossa força". (RTP on line)

Concurso de cartazes para divulgação da 4ª edição da "Semana Portugal Bio"


No âmbito da 3ª Edição da “Semana Bio Portugal”, a Interbio – Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica propõe às escolas portuguesas um Concurso de Cartazes. Os cartazes deverão subordinar-se ao tema da Agricultura Biológica e deverão ter por objectivo divulgar a 4ª Edição da “Semana Portugal Bio”, a realizar-se em 2009.


Objectivo do Concurso:

O concurso tem como objectivo envolver os alunos das escolas portuguesas na realização dum cartaz destinado a divulgar a 4ª Edição da Semana Portugal Bio e os produtos de Agricultura Biológica.


Participantes:

O concurso está aberto a todos os alunos regularmente matriculados nas escolas portuguesas. Todos estão convidados a participar no concurso e nenhum pode ser discriminado com base na idade, sexo, crenças religiosas, limitações intelectuais ou motoras, competências específicas ou área de ensino.


Para mais detalhes sobre o regulamento do concurso clica aqui.
Participa

CHAVES: Exploração de pecuária sequestrada devido a foco de língua azul


Uma exploração de 141 ovinos do concelho de Chaves está sequestrada devido à detecção de um foco do serótipo 1 da doença da Língua Azul, revelou hoje a Direcção-Geral de Veterinária (DGV). A DGV refere que a exploração de Chaves se encontra sob sequestro sanitário e sujeita a medidas de desinsectização. Segundo o comunicado da DGV, foi determinado o alargamento da área geográfica sujeita a restrições por serótipo 1 à totalidade do território continental. Uma situação que se deve ao facto de a exploração se encontrar em zona livre, face à avaliação epidemiológica e tendo ainda em conta a existência de circulação deste serótipo no território espanhol contíguo com a fronteira norte de Portugal. Na área geográfica sujeita a restrições, para além da limitação de movimentos e a adopção de medidas de prevenção, foi determinada a obrigatoriedade de vacinação com vacina inactivada contra o serótipo 1 da Língua Azul dos animais da espécie ovina, bem como dos bovinos objecto de movimentação. A doença da Língua Azul tem sido detectada em Portugal desde os finais de 2004, mas sempre devido a vírus do serótipo 4, tendo o serótipo 1 sido detectado pela primeira vez no país a 21 de Setembro de 2007, no concelho de Barrancos, no interior alentejano e junto à fronteira com Espanha. Desde a detecção daquele primeiro foco, foram implementadas novas medidas sanitárias, como a criação de uma nova zona de restrição e controlo, que engloba os concelhos das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e sete na região Centro. Segundo a DGV, no início de Outubro foi efectuado um alargamento da área geográfica sujeita a restrições aos concelhos de Porto de Mós, Batalha, Marinha Grande, Leiria e Pombal devido à ocorrência de três resultados positivos a serótipo 1 do vírus da Língua Azul numa exploração de ovinos do concelho de Porto de Mós com 40 animais, na sequência de uma suspeita por sintomatologia clínica. A Língua Azul é uma doença de origem vírica que infecta todos os ruminantes, mas que apenas se manifesta de forma grave na espécie ovina e não afecta os seres humanos, nem apresenta qualquer impacto para a saúde pública e segurança alimentar. (Repórter do Marão)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eleições EUA 2008 - Barack Obama é o novo presidente dos EUA


Barack Obama: "Esta é a vossa vitória"


O novo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, fez hoje um discurso de aceitação intenso e inspirado perante uma multidão de vários milhares de pessoas reunidas em Grant Park, Chicago. "Esta é a vossa vitória", declarou o senador, recordando as mudanças ocorridas no país durante as últimas décadas sob o ponto de vista de uma eleitora que, aos 106 anos, votou hoje em Obama, Ann Nixon Cooper. "Yes, we can", repetiu Obama várias vezes, num discurso que pareceu coreografado até à perfeição. Obama começou o seu discurso por recordar que a sua vitória nas eleições desta madrugada - que venceu por uma esmagadora maioria de 338 votos - põe em evidência que tudo é possível através do poder da democracia."Se ainda há alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta"."Há muito que se anuncia, mas hoje, por causa do que fizemos esta noite, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança está a chegar à América".Obama recordou que estes são resultados nunca antes vistos, conseguidos com pessoas que esperaram três horas nas filas de voto. Estas foram as vozes que fizeram a diferença. Ricos e pobres, negros, brancos e hispânicos, "gays", heterossexuais, pessoas saudáveis e pessoas com deficiências. Foram estas pessoas que enviaram uma mensagem ao mundo, disse Obama."Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América", acrescentou o novo Presidente.Barack Obama felicitou ainda o seu rival republicano John McCain pela luta que travou pelo seu país e acrescentou que espera vir a trabalhar em conjunto com o senador do Arizona e com a sua candidata a vice, Sarah Palin, gerando algum bruá na plateia. O Presidente eleito agradeceu ainda ao seu vice-Presidente, Joe Biden, à sua mulher e nova "primeira dama" dos EUA, Michelle Obama, e às suas filhas que, numa tirada bem-humorada, parece que vão ter finalmente direito a um "cachorro" como animal de estimação quando se mudarem para a Casa Branca.Obama consagrou igualmente umas palavras de homenagem e agradecimento à sua avó materna, que faleceu ontem, vítima de um cancro, sem ter chegado a ver o neto subir à Presidência do país. O senador afro-americano agradeceu ainda aos seus irmãos e irmãs, ao director da sua campanha e a todos os voluntários que nela participaram. "A vitória pertence-vos a vocês", disse Obama, dirigindo-se à multidão.Barack recordou o início "tremido" e com poucos meios da sua candidatura, fora do centro de acção de Washinton, e construído a pulso, com a ajuda dos cidadãos anónimos e das pessoas comuns. "Esta é a vossa vitória", repetiu. Barack Obama lembrou ainda que estes não vão ser tempos fáceis para a sua Administração. O senador recordou as dificuldades que sentem todos aqueles que não conseguem pagar as suas prestações, que estão a combater no Iraque e no Afeganistão e os enormes desafios que o país enfrenta em termos energéticos. "O caminho que se nos apresenta vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano e talvez nem mesmo num mandato, mas América - nunca estive tão esperançoso como estou nesta noite que chegaremos lá. Prometo-vos - nós, enquanto povo, chegaremos lá". O novo Presidente eleito apelou ao espírito de sacrifício do povo, à sua solidariedade e ao seu trabalho, oferecendo em troca a sua atenção e disponibilizando-se para ouvir a população."Como disse Abraham Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, 'nós não somos inimigos, mas amigos", disse, apelando ao apoio de todos os americanos, mesmo dos que não votaram nele."Democracia, liberdade, oportunidade e esperança. É este o génio da América", disse.


A história de Ann Nixon Cooper


"Esta eleição contou com muitas histórias que se irão contar durante várias gerações. Mas aquela que eu hoje trago comigo é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões que aguardaram vez para que a sua voz fosse ouvida nesta eleição, à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos", contou Obama."Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura; numa altura em que não havia carros nas estradas, nem aviões no céu; em que alguém como ela não podia votar por duas razões - porque ela era mulher e por causa da cor da sua pele"."E hoje, penso em tudo aquilo que ela viu ao longo do seu século de idade na América - as dores de cabeça e a esperança; a luta e o progresso; os tempos em que nos foi dito que não podíamos, e as pessoas que empurraram o credo adiante: 'yes we can'", reforçou Obama, lançando o repto para uma espécie de salmo, repetido pela audiência: "yes we can"."Quando havia desespero [...] e depressão em todo o país, ela viu uma nação conquistada pelo medo, com um New Deal, novos trabalhos, uma nova sensação de objectivo comum. 'Yes we can'"."Quando as bombas caíam no porto [Pearl Harbour] e a tirania ameaçou o mundo, ela era testemunha de uma geração que emergia à grandeza e de uma democracia era salva. 'Yes we can'"."Ela esteve lá para os autocarros em Montgomery, para as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma, e para um pregador de Atlanta que disse às pessoas que elas conseguiriam triunfar. 'Yes we can'"."Um homem tocou na lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação, 'Yes we can'"."E este ano, nesta eleição, ela tocou com o dedo no ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos de América, ao longo das melhores horas e das horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar. 'Yes we can'"."América, fizémos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há tanta coisa a fazer. Por isso, esta noite, vamos perguntar a nós próprios - se as nossas crianças viveram para ver o próximo século; se as minhas filhas tiverem a sorte de viverem tanto como a Ann Nixon Cooper, que mudança é que vão ver? Que progresso teremos nós feito?". "Esta é a nossa oportunidade de responder a essa pergunta. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo", concluiu o novo Presidente dos Estados Unidos da América, o primeiro afro-americano a ocupar esse lugar. (Público)

Se pretenderes ler o discurso de vitória completo de Barack Obama clica aqui.
Aproveito esta oportunidade para recuperar um vídeo musical de apoio a Obama que já foi exibido neste blog no ano lectivo anterior.


Esta era uma vitória esperada e desejada por muitos, quer na América, quer no resto do Mundo . É um dia histórico para os EUA - o primeiro presidente americano que não é branco. Que comentário fazem à eleição de Obama ? Com Obama é de esperar uma mudança quer na política interna dos EUA, quer na relação deste país com o Mundo? Terá ele capacidade e poder para pôr em prática as ideias que defendeu durante a campanha eleitoral?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Palestra: "A Ética e a Intersubjectividade no Mundo Contemporâneo"


Este post é dirigido, novamente, aos alunos do 11º I.


Gostava que dessem um testemunho relativamente à palestra em que participaram hoje (4/11/08) sobre "A Ética e a Intersubjectividade no Mundo Contemporâneo" dada pelo pelo Dr. Acácio de Castro professor da Universidade Católica. Como não tive a possibilidade de assistir à palestra tenho alguma curiosidade em saber como decorreu.


  • Gostaram?

  • O que é que aprenderam de novo?

  • Até que ponto foi útil para a vossa formação pessoal?

P.S.: esta actividade foi desenvolvida apenas para os alunos do 11ºI, no âmbito do Projecto Curricular de Turma, não estando relacionada directamente com a disciplina de Geografia. Recordo aos meus alunos das outras turmas que sou Director de Turma do 11º I.

Os meus agradecimentos especiais à Professora Manuela Vieira por ter feito os contactos e por ter organizado estas duas palestras dirigidas à turma do 11º I, por proposta do Director de Turma.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ranking das escolas portuguesas



Num estudo do jornal Público sobre os resultados dos alunos internos nos exames nacionais do ensino secundário da 1ª fase do ano lectivo de 2007/2008, a nossa Escola ficou colocada em 318º lugar no ranking de todas as escolas nacionais, incluindo públicas e privadas (num total de 604 escolas) e em 235º lugar no ranking que incide apenas sobre as escolas públicas portuguesas (num total de 487), com uma média geral de 10,8 valores.


Foi a melhor escola pública do concelho de Gondomar, que inclui ainda as escolas secundárias de Gondomar (320º lugar), S. Pedro da Cova (566º lugar) e Valbom (555º lugar).


Alguns resultados por disciplinas:


Na disciplina de Português, ficou em 243º lugar, com uma média de 10,4; em Matemática A ficou em 332º lugar e com uma média de 13,3; em Biologia e Geologia ficou em 254º lugar com uma média de 10,7; em Física e Química A ficou em 391º lugar com uma média de 8,3; em Geografia A ficou em 310º lugar e com uma média de 10,8; em História A ficou em 153º lugar com uma média de 11,4; em Economia A ficou 162º lugar com uma média de 12,1.




Para saberes mais dados deste estudo do jornal Público clica aqui.



Pontos para reflexão:
  • Que comentário fazem aos resultados obtidos pelos alunos da nossa Escola nos exames nacionais do ensino secundário do ano lectivo anterior?
  • Que devemos todos nós (alunos, professores e pais) fazer para que os resultados dos alunos da nossa Escola melhorem no futuro e para que a Escola fique melhor colocada no ranking das escolas nacionais?

Xutos & Pontapés - Não Sou o Único

Não, não sou o único, não sou o único a olhar o céu...

Um dos grandes hinos dos Xutos!



Os animais salvam o planeta

"Os Animais Salvam o Planeta! "

Trata-se de uma série de curtas metragens divertidas de animação feita pelo canal Animal Planet para consciencializar as pessoas a cuidarem melhor do planeta.


Clica no link a seguir (ou na imagem acima) e, depois, vai carregando em cada um dos animais que aparecem na parte inferior do ecrã, para visualizares os onze pequenos filmes de animação:

http://www.animalssavetheplanet.com/media/swf/design_video.swf?vidNumber=1 (site em inglês)

sábado, 1 de novembro de 2008

República Democrática do Congo: Guerra desencadeia catástrofe humanitária


Ataques a campos de refugiados



A guerra em curso na República Democrática do Congo (RDC) levou nos últimos dias mais de 250 mil pessoas a fugir de casa. A situação, considerada já pela Cruz Vermelha uma catástrofe humanitária, foi agravada ontem depois de circularem notícias de que os campos albergando cerca de 50 mil refugiados em Rutshuru, província de Kivu Norte, foram destruídos.
A ONU, Cruz Vermelha e outros grupos humanitários tentam localizar as pessoas em fuga, muitas das quais poderão ter procurado abrigo em zonas de floresta. Na capital de Kivu, Goma, um cessar-fogo está em vigor, mas a situação é volátil. O general Laurent Nkunda, líder das forças rebeldes do Congresso Nacional Tutsi para a Defesa do Povo (CNDP), estacionadas a cerca de 15 km da cidade, ameaça tomar Goma a menos que as tropas da ONU assegurem o cumprimento do cessar-fogo e a segurança.
Na capital provincial, a escassez de comida e de água colocou milhares de pessoas em fuga, adensando o número de deslocados. Segundo fontes da ONU, é desconhecido o paradeiro dos milhares de refugiados que se abrigavam nos campos incendiados de Rutshutu, 90 km a norte de Goma.
Refira-se que as origens do conflito remontam ao genocídio de 1994 no vizinho Ruanda. O general Nkunda afirma estar a lutar para proteger a comunidade tutsi do ataque de rebeldes hutu do país vizinho. O governo tem prometido expulsar as milícias hutu, mas não cumpriu, e o Exército congolês é acusado de colaborar com as milícias hutu.
A União Africana, EUA e UE têm em curso uma campanha diplomática para pôr termo ao conflito, que ameaça alastrar. Para os próximos dias estão agendadas reuniões de enviados da ONU e UE com o presidente ruandês, Paul Kagame, e o homólogo do Congo, Joseph Kabila.

EUROPEUS TENTAM TRAVAR CONFLITO

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da França e do Reino Unido, Bernard Kouchner e David Miliband, respectivamente, partiram ontem para o Congo para tentar mediar o fim das hostilidades entre forças governamentais e os rebeldes tutsi. Os dois enviados visitarão a capital nacional, Kinshasa, e Goma, capital da região de Kivu Norte.


SAIBA MAIS


GUERRA SEM FRONTEIRAS

O governo do Congo acusa o Ruanda de apoiar as tropas rebeldes do líder tutsi Laurent Nkunda. Este, por seu lado, acusa as tropas congolesas de colaborarem com milícias hutu chegadas do país vizinho.
17 000
capacetes azuis da ONU estão na República Democrática do Congo. Esta é a maior força actualmente em serviço num país em conflito.
1994
é o ano em que milícias hutu apoiadas pelo governo levam a cabo massacres no Ruanda que custam a vida a mais de 800 mil tutsis e hutus moderados.

PASSIVIDADE DA ONU

Os congoleses acusam as tropas da ONU de não fazerem nada para deter o conflito, repetindo a acusação feita pelos ruandeses em 1994.

F. J. Gonçalves com agências (Correio da Manhã)



quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Os Óscares para "Maridos do Ano"

Recebi há dias um mail bastante divertido que partilho agora convosco.




OS ÓSCARES PARA OS MARIDOS DO ANO




3º Lugar para: Grécia





2º Lugar para: Polónia





1º Lugar


E o vencedor, indiscutível, do ano é: Irlanda. Definitivamente, não se pode evitar de amar os irlandeses. Os irlandeses são românticos demais. Veja com quanta ternura ele pega a mão dela.




e ainda Menções honrosas para:



E.U.A



e México