segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

2008 Latest Edition - Did You Know 3.0 - From Meeting in Rome this Year

Recebi há dias um mail contendo este vídeo que é, de facto, bastante interessante (sobretudo na questão da globalização) e que agora partilho convosco.


sábado, 6 de dezembro de 2008

Aldeias históricas

As doze Aldeias Históricas de Portugal (Marialva, Castelo Rodrigo, Trancoso, Almeida, Linhares da Beira, Sortelha, Castelo Mendo, Belmonte, Piódão, Castelo Novo, Monsanto e Idanha-a-Velha)definem, no seu todo, uma área que envolve a Serra da Estrela, a mais alta cadeia montanhosa do País. Área esta que abrange os territórios da Beira Interior e faz fronteira com Espanha. São representativas de um património histórico-cultural riquíssimo que é apenas uma das faces visíveis comuns a todas elas, como a sua envolvente geográfica, as populações residentes, o clima severo, a terra áspera e os paraísos naturais contrastantes.

Se toda esta região tem sofrido uma gradual desertificação humana e declínio de actividade económica, não se poderá no entanto contestar o elevado potencial turístico que pela mesma razão apresenta, exibindo intactos testemunhos do património construído, cultural e natural do passado mais remoto.

Os ancestrais hábitos comunitários podem ser, ainda hoje, presenciados em algumas das aldeias, nomeadamente na actividade agrícola. O mosaico rural visível nesta região é resultado da pastorícia e da agricultura de subsistência, com produção de castanha, o vinho, o azeite e o queijo como produtos regionais.

Outros aspectos marcantes nesta área geográfica e na sua população são as linhas defensivas criadas através da edificação de numerosos castelos que se podem visitar e a religião como elemento central da vida das populações, facto notório nos numerosos cultos e romarias existentes.

Um denominador comum surge à vista do visitante, a pedra, na paisagem e nos edifícios, maioritariamente granito e algum xisto. Este elemento dá origem a cenários únicos conferindo às aldeias um carácter típico e histórico ao que não é alheio a sua óptima preservação, comparticipada pelo recente Programa de Recuperação das Aldeias Históricas de Portugal.


Eis um exemplo de uma aldeia histórica: Idanha-a-Velha, no distrito de Castelo Branco

Turismo em Espaço Rural em Portugal


No Turismo em Espaço rural (T.E.R.) inserem-se as seguintes modalidades:

Turismo de Habitação - O serviço de hospedagem de natureza familiar, prestado a turistas em casas antigas particulares que, pelo seu valor arquitectónico, histórico ou artístico, sejam representativas de uma determinada época, nomeadamente, os solares e casa apalaçadas.
Ex.: "Casa do Fontanário " (Óbidos)




Turismo Rural - O serviço de hospedagem prestado a turistas em casas rústicas particulares, utilizadas simultaneamente como habitação do proprietário, possuidor ou legítimo detentor e que, pela sua traça, materiais construtivos e demais características, se integram na arquitectura típica regional.
Ex: "Casa da Cerejinha" - Aldeias do Xisto - Góis





Agro-turismo - O serviço de hospedagem prestado a turistas em casa particulares integradas em explorações agrícolas, que permitam aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da actividade agrícola ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pelo responsável das casas e empreendimentos.

Ex.: "Quinta da Espada " (Évora)





Turismo de aldeia - O serviço de hospedagem prestado num empreendimento composto por um conjunto de, no mínimo, cinco casas particulares situadas numa aldeia e exploradas de forma integrada, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus proprietários, legítimos possuidores ou detentores. Estas casas devem, pela sua traça, materiais de construção e demais características, integrar-se na arquitectura típica local. Deve ser explorado por uma única entidade, em aldeias históricas, em centros rurais ou em aldeias que mantenham, no seu conjunto, o ambiente urbano, estético, e paisagístico tradicional da região.

Ex: Póvoa Dão (Viseu)





Casas de campo - As casas particulares e as casas de abrigo situadas em zonas rurais que prestem um serviço de hospedagem, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria. Estas casas devem, pela sua traça, materiais de construção e demais características, integrar-se na arquitectura e ambiente rústico próprio da zona e local onde se situam.


Consideram-se ainda no âmbito do T.E.R.:
· os empreendimentos turísticos no espaço rural "Hotéis rurais" e "Parques de Campismo Rurais";
· as actividades de animação ou diversão que se destinem à ocupação dos tempos livres dos turistas e contribuam para a divulgação da região.
O que pensam do Turismo em espaço Rural? É de facto uma mais-valia para as áreas rurais? Já tiveram alojados em alguma casa de T.E.R.? Como foi a experiência?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Peter Murphy - "The Scarlet Thing In You" e "Cuts You Up"

Peter John Murphy (nasceu em 11 de Julho de 1957, perto de Northampton (Inglaterra), criado em Wellingborough Inglaterra) foi vocalista da banda de rock gótico Bauhaus, e também tem um grande percurso a solo com vários êxitos. Mais conhecido como mítico líder dos Bauhaus, banda post punk de enorme sucesso no início dos anos 80, Murphy ao fim de cinco anos dos Bauhaus abandona a banda e esta fica inactiva. Em 1984 Peter Murphy entra num projecto surrealista chamado, Dali's Car, com Mick Karn, ex-membro dos Japan, que não obteve grande sucesso. É então aí que Peter Murphy decide lançar a sua carreira a solo. Murphy afastou-se muito do estilo musical dos Bauhaus, entrando num estilo mais Rock. A carreira a solo de Peter Murphy teve o seu apogeu em 1990 com os singles "Strange Kind of Love", "Cuts You Up" extraído album "Deep". Em 1995 Murphy teve outro álbum de grande sucesso, Cascade com singles como "Scarlet Thing In You" e "I´ll Fall Wiht Your Knife". (Wikipédia)

Site oficial de Peter Murphy: http://www.petermurphy.info/intro.html


Fiquem com dois dos seus maiores êxitos: "The Scarlet Thing In You" e "Cuts You Up"


"The Scarlet Thing In You"


"Cuts You Up"

Três mortos e cinco desaparecidos em naufrágio de arrastão português ao largo da Galiza


Tripulante resgatado do barco de pesca «Rosamar»
Entre a tripulação estão portugueses e indonésios

O arrastão português "Rosamar", propriedade de uma empresa espanhola, naufragou hoje ao largo da Galiza. A tripulação do navio tinha 13 elementos, de origem portuguesa e indonésia. Estão confirmadas três mortes e cinco desaparecidos; os outros cinco tripulantes foram resgatados com vida por helicópteros e conduzidos para o hospital da Corunha, com hipotermia. A maior parte dos tripulantes portugueses era residente em Matosinhos. O gabinete do secretário de Estado das Comunidades confirmou à Lusa que "iam a bordo oito portugueses e cinco indonésios" e que três morreram e cinco estão por localizar. Segundo a mesma fonte, não se sabe se existem portugueses entre as vítimas mortais. Segundo um porta-voz dos serviços espanhóis de salvamento marítimo, citado pela edição online do “El Pais”, o naufrágio ocorreu esta manhã, cerca de 39 quilómetros a norte de Burela, na zona de Lugo, norte de Espanha. As equipas de socorro mobilizaram para o local um helicóptero, um avião, um rebocador e duas embarcações de intervenção rápida para tentar localizar os cinco desaparecidos. O barco de pesca "Rosamar" está registado numa capitania portuguesa, mas é propriedade de armadores de Burela.


Já depois de ter sido publicada esta notícia foi confirmado que os três mortos do naufrágio do arrastão “Rosamar” são todos portugueses. Dos 13 elementos da tripulação, cinco foram resgatados com vida e os restantes continuam desaparecidos. Mais uma vez se confirma que a pesca é uma actividade de alto risco.

Somália está à beira da "fome total", diz Cruz Vermelha


Num país sem poder central desde 1991, a violência é exacerbada pela seca e ajuda não chega a quem precisa


A Somália arrisca-se a mergulhar na "fome total", um cenário idêntico ao da última grande fome de 1992, quando centenas de milhares morreram. O alerta foi feito ontem por Alexandre Liebeskind, do Comité Internacional da Cruz Vermelha, lembrando que há mais problemas na Somália do que a pirataria crescente nas suas águas, questão que monopoliza desde há dois meses as atenções mundiais. Já se sabia que pelo menos 40 por cento da população somali (3,2 milhões de pessoas) depende de ajuda externa para sobreviver. E que a violência tornou quase impossível às agências operarem no país. O responsável da Cruz Vermelha contou agora à emissora britânica BBC que as famílias já começaram a comer as suas posses mais valiosas: os camelos e as cabras em idade reprodutiva, o que considera um sinal do desespero crescente. Quarta-feira, a ONU já lançara um apelo para reunir 918 milhões de dólares (724 milhões de euros) que quer gastar no financiamento de 200 projectos de agências suas e outros 71 de organizações não governamentais. Ontem reforçou a urgência do pedido e da situação: 2009 será o ano "do tudo ao nada" para o país, disse Mark Bowden, coordenador humanitário da ONU para a Somália. "Esta é uma crise prolongada, uma crise que dura há 17 anos", afirmou aos jornalistas em Nova Iorque. Está actualmente numa fase particularmente difícil, exacerbada por três anos de seca. E pela violência, que opõe senhores da guerra e forças etíopes a milícias islamistas e que obrigou um milhão de pessoas a deixar as suas casas - há milhares de novos deslocados todas as semanas. A Somália não é só pirataria, mas os ataques dos piratas põem em risco a distribuição da ajuda. No mesmo dia em que as Nações Unidas pediram mais dinheiro para os somalis, o Conselho de Segurança apelou a todos os países e organizações regionais capazes de mobilizar navios de guerra e aviões militares para combater a pirataria na região. Na zona já estão navios norte-americanos, russos, indianos ou da NATO. Nos próximos dias inicia-se a missão da União Europeia para patrulhar as águas do golfo de Áden e tentar travar os piratas que já atacaram mais de 100 navios este ano.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Conferência de Berlim

A partilha de Africa, 1914


O Congresso de Berlim realizado entre 15 de Novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885 teve como objectivo organizar, na forma de regras, a ocupação de África pelas potências coloniais e resultou numa divisão que não respeitou, nem a história, nem as relações étnicas e mesmo familiares dos povos do Continente.

No congresso, que foi proposto por Portugal e organizado pelo Chanceler Otto von Bismarck da Alemanha — país anfitrião, que não possuía mais colónias em África, mas tinha esse desejo e viu-o satisfeito, passando a administrar o “Sudoeste Africano” (actual Namíbia) e o Tanganica — participaram ainda a Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos da América, Suécia, Áustria-Hungria e o Império Otomano.

Os Estados Unidos possuíram uma colónia em África: a Libéria, só que muito tarde, mas eram uma potência em ascensão e tinham passado recentemente por uma guerra civil (1861-1865) relacionada com a abolição da escravatura naquele país; a Grã-Bretanha tinha-a abolido no seu império em 1834. A Turquia também não possuía colónias em África, mas era o centro do Império Otomano, com interesses no norte de África. Os restantes países europeus que não foram “contemplados” na partilha de África, também eram potências comerciais ou industriais, com interesses indirectos naquele continente.

Num momento desta conferência, Portugal apresentou um projecto, o famoso Mapa cor-de-rosa, que consistia em ligar Angola e Moçambique para haver uma comunicação entre as duas colónias, facilitando o comércio e o transporte de mercadorias. Apesar de todos concordarem com o projecto, Inglaterra, supostamente um antigo aliado dos portugueses, surpreendeu com a negação face ao projecto e fez um ultimato, conhecido como Ultimato britânico de 1890, ameaçando guerra se Portugal não acabasse com o projecto. Portugal, com medo de uma crise, acabou por abandonar o projecto.

Como resultado desta conferência, a Grã-Bretanha passou a administrar toda a África Austral, com excepção das colónias portuguesas de Angola e Moçambique e o Sudoeste Africano, toda a África Oriental, com excepção do Tanganica e partilhou a costa ocidental e o norte com a França, a Espanha e Portugal (Guiné-Bissau e Cabo Verde); o Congo – que estava no centro da disputa, o próprio nome da Conferência em alemão é “Conferência do Congo” – continuou como “propriedade” da Companhia Internacional do Congo, cujo principal accionista era o rei Leopoldo II da Bélgica; este país passou ainda a administrar os pequenos reinos das montanhas a leste, o Ruanda e o Burundi. (Wikipédia)

A maioria dos conflitos, muitos deles sangrentos, que são actualmente travados em África são, ainda, uma consequência desta Conferência de Berlim que retalhou o continente africano a régua e esquadro sem ter em linha de conta a distribuição geográfica das diferentes etnias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Epidemia de cólera já matou 473 pessoas no Zimbabwe desde Agosto


A epidemia de cólera já fez 473 mortos no Zimbabwe desde o seu aparecimento em Agosto, segundo um último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), revelado hoje.“Uma grande epidemia de cólera afecta a maior parte das regiões do país, com mais de 11.700 casos e 473 mortos registados de Agosto a 30 de Novembro”, revela a representante da OMS no Zimbabwe, Custodia Mandlhate.O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, afirmou ontem que a epidemia fez 500 mortos e atingiu um “nível catastrófico”. O sistema de abastecimento de água falhou na capital, Harare, e em outras cidades, forçando os residentes a beber água de poços e rios contaminados. Ontem o Ministério da Saúde informou que a cólera afecta nove das dez províncias do país. Na Clínica Beatrice Road Infectious Diseases, em Mbare, um funcionário contou que recebem, por dia, oito mortos. Os doentes numa outra clínica, em Budiriro, queixam-se de que não recebem os medicamentos devidos nem os tratamentos adequados.O Governo de Robert Mugabe, 84 anos, diz que o sistema de saúde e a economia entraram em colapso devido às sanções impostas pelas potências ocidentais. Mas os seus opositores sublinham que foi Mugabe, no poder desde a independência britânica em 1980, quem arruinou uma das economias mais promissoras de África.


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1 de Dezembro - Dia Mundial Contra a SIDA


Hoje, 1 de Dezembro de 2008, para além de se comemorar em Portugal o Dia da Restauração, é também o Dia Mundial contra a SIDA. Ficam aqui alguns dados estatísticos e um texto sobre a situação actual da SIDA em Portugal e no Mundo.


Eis algumas estatísticas relacionadas com o HIV SIDA retiradas do Relatório da ONU-SIDA de 2006:



Números do HIV-SIDA de 2006



  • 2 é o número de vírus VIH existentes: VIH-1 e VIH-2

  • 10 é o número de subtipos do vírus VIH-1 do grupo M

  • 50 por cento das infecções adquiridas em 2005 ocorreram em pessoas entre 15 e 24 anos

  • 95 por cento dos novos casos de infecção em 2005 ocorreram em países em desenvolvimento, sobretudo África

  • 1984 foi o ano em que o VIH foi identificado

  • 14 000 foram infectadas diariamente com o VIH (em 2005)

  • 3,1 milhões é o número de seropositivos que morreram em 2005

  • 4,9 milhões é o número de novas infecções em 2005

  • Cerca de 23 milhões de pessoas morreram vítimas de SIDA em todo o Mundo desde o início da epidemia

  • 28 milhões de crianças africanas terão, em 2010, perdido pelo menos um dos pais, em consequência da SIDA. No total dos países em desenvolvimento, estima-se que esse número seja de 44 milhões (relatório agência americana para desenvolvimento internacional, 2000)

  • 40,3 milhões de pessoas estão infectadas em todo o mundo, no final de 2005

Novo relatório da UNAIDS (2008)



Transcrevo, ainda um trabalho sobre a SIDA publicado na "Página da Educação" (on line):


SIDA: uma epidemia do tamanho do mundo


No mapa geográfico da SIDA, o continente africano é o mais atingido e onde a epidemia assume proporções de calamidade. É na África subsariana que ocorre perto de 90 por cento das novas infecções pelo VIH. Estima-se que em 2003 houvesse cerca de 25 milhões de africanos portadores do vírus (as estimativas mais altas apontavam para 27,9 milhões) e que mais de 17 milhões tivessem morrido até esse ano. Este número representava, na altura, o triplo do total de mortes em relação ao resto do mundo. Actualmente, calcula-se que em muitos países da África meridional, em média, um em cada cinco adultos seja portador do VIH. De acordo com a ONU-SIDA (organismo das Nações Unidas criado para coordenar os esforços de erradicação da doença a nível mundial) o Uganda é o único país da África subsariana que tem conseguido inverter a progressão da doença. Entre o início da década de 90 e a actualidade, a taxa de prevalência entre a população adulta decresceu cerca de 6%, mantendo-se hoje nos 8%. Em outros países da África Oriental, como o Djibouti, a Etiópia ou o Quénia, a taxa de prevalência mantém-se nos dois dígitos. Estas taxas são particularmente elevadas em países como a Namíbia e a Zâmbia (20%), o Lesoto (24%), a Swazilândia e o Zimbabwe (25%) ou o Botswana, onde mais de um terço da população é seropositiva (36%). A África do Sul é o país com maior número de seropositivos no mundo, com 5,1 milhões de indivíduos. Em alguns destes países, a SIDA fez com que a expectativa média de vida decaísse dos 55 para os 35 anos de idade entre 2001 e 2005. Aqui, onde vivem cerca de 85% dos seropositivos menores de 15 anos de todo o mundo, completar dezoito anos significa praticamente chegar à meia-idade. No norte de África e no Médio Oriente a epidemia de SIDA está longe de ter a mesma expressão, mas continua a progredir. Em 2000, calculava-se que nesta região vivessem cerca de 400 mil pessoas com o VIH. A epidemia alastra também a outras zonas do globo, sobretudo à Ásia, onde cerca de 6,5 milhões de pessoas são portadoras do vírus. A China parece ser actualmente o país mais vulnerável, fruto do aumento da taxa de infecções sexualmente transmissíveis e da imigração em larga escala do interior para o litoral.Em termos absolutos, a Índia é o segundo país do mundo, a seguir à África do Sul, com maior número de casos de SIDA no mundo (3,7 milhões). No entanto, devido ao elevado número de habitantes (acima dos mil milhões) a percentagem de prevalência é relativamente baixa (0,7%). Na América Latina e Caraíbas vivem cerca de 1,8 milhões de pessoas com SIDA. O Haiti é o país com a mais alta taxa de prevalência da região (5%), apenas suplantada pela África a sul do sahara. Em outros quatro países das Caraíbas (República Dominicana, Jamaica, Porto Rico e Bahamas) a taxa oscila em redor dos 2% da população adulta. No Brasil, país da América do Sul mais afectado e onde a taxa de incidência crescia a um ritmo galopante até ao final dos anos noventa, o início do fabrico de medicamentos anti-retrovirais – ao desafiou das leis de monopólio das grandes empresas farmacêuticas mundiais – tem estabilizado a progressão da epidemia. As taxas de infecção crescem também na Europa Oriental e Ásia Central, onde factores como o consumo de drogas injectáveis e as infecções transmitidas sexualmente estão a fazer aumentar o número de pessoas que vivem com o VIH. Em algumas partes desta região, produziram-se mais infecções pelo vírus ao longo de 2000 do que no conjunto dos anos anteriores. Nos países industrializados existem cerca de 1,5 milhões de pessoas infectadas, mas a maioria consegue levar uma vida normal graças à terapia anti-retrovírica de uso generalizado. Apesar disto, os esforços de prevenção parecem não estar a surtir o efeito desejado. Em algumas cidades americanas, por exemplo, os índices de SIDA entre os consumidores de drogas injectáveis voltaram a subir e atingem níveis tão altos como 18% em Chicago ou 30% em algumas zonas de Nova Iorque.


A desigualdade norte-sul no acesso ao tratamento
Sabe-se hoje que a prevenção é a melhor forma de combater a SIDA. Na Ásia, por exemplo, as iniciativas de prevenção levadas a cabo na Tailândia, ao longo dos anos 90, evitaram cerca de cinco milhões de mortes. Porém, passadas mais de duas décadas desde o aparecimento da epidemia, os estudos realizados a nível mundial demonstram que uma percentagem significativa dos jovens ainda não faz ideia de como se transmite ou de que forma se podem proteger do vírus. Em todo o mundo, a cada 15 segundos um jovem entre os 15 e os 24 anos é infectado pelo VIH. Em 2004, esse número ascendeu a mais de 2 milhões de indivíduos.De facto, a SIDA está longe de ser um problema que atinja exclusivamente os adultos. De acordo com números da Organização Mundial de Saúde, cerca de 500 mil crianças menores de 15 anos morrem anualmente vítimas de SIDA, o que equivale a um óbito a cada minuto. Dos mais de três milhões de mortos causados pela doença em 2004, um em cada seis era uma criança. Cerca de 640 mil são infectadas anualmente. Sem acesso a tratamento adequado, metade delas não sobrevive até aos dois anos de idade. A Organização das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), estima que em 2010 existirão mais de 18 milhões de crianças órfãs de um dos progenitores na África subsariana e que menos de 10% delas receba actualmente algum tipo de apoio público. Mais do que os governos, os doadores ou as organizações não governamentais internacionais em conjunto, são sobretudo as comunidades locais que têm prestado o apoio directo a estas crianças. Por outro lado, apesar de o preço dos medicamentos anti-retrovíricos ter baixado nos países mais pobres e de o seu acesso ser hoje maior, eles estão ainda longe de chegar a todos quanto deles precisam. A maioria dos cerca de meio milhão de menores de 15 anos que morre todos os anos vítimas de doenças relacionadas com a SIDA é contaminado através da transmissão do vírus de mãe para filho. Porém, menos de 10 por cento das mulheres grávidas têm acesso a tratamento que possa prevenir a transmissão. Na década de 90, alguns programas levados a cabo em onze países africanos mostraram que através de uma terapêutica simples, com base em medicamentos anti-retrovirais cuja aplicação tem um custo estimado de três cêntimos por dia, consegue-se uma redução de aproximadamente 50% das infecções. Apesar do baixo custo desta terapia, calcula-se que apenas 1% das crianças tenha acesso a este tratamento e que menos de 5% de outras crianças seropositivas que necessitam de outros tipos de medicamentos anti-retrovirais estejam a recebê-los. No total, a Organização Mundial de Saúde estima que, no final de 2003, apenas cerca de 400 mil pessoas no mundo teriam acesso a medicamentação, o que significa que apenas uma em cada nove pessoas que necessita de tratamento urgente estava a recebê-lo.


Situação da SIDA em Portugal
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis (CVEDT) do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, em Junho deste ano encontravam-se notificados cerca de 27 mil casos de VIH e SIDA nos diferentes estádios de infecção em Portugal. Deste total, o maior número de casos correspondia a pessoas que consomem drogas por via endovenosa (46,8%). O número de casos associados à infecção por transmissão sexual heterossexual representava o segundo grupo (35,4%) e o terceiro era ocupado pela transmissão homossexual masculina (11,7%). As restantes formas de transmissão correspondiam a 6,1% do total.Um aspecto relevante é o facto de os casos cuja causa provável de infecção é a transmissão sexual heterossexual apresentarem uma “tendência evolutiva crescente” e de se registar uma diminuição dos casos associados à toxicodependência. Desde 1995, e ainda de acordo com o CVEDT, têm sido notificados com maior frequência casos de SIDA no grupo etário entre os 45 e os 54 anos.Desde Fevereiro deste ano, a Sida é considerada uma doença de declaração obrigatória, estando catalogada como patologia de notificação obrigatória (Portaria nº 103/2005, DR nº 17, Série I-B revogada pela Portaria nº 258/2005, de 16 de Março, DR nº 53, Série I-B), devendo ser notificada ao CVEDT.A ideia de que esta é uma doença restrita a alguns grupos de risco (homossexuais, prostitutas, toxicodependentes) está completamente ultrapassada. Entre 1992 e 1998, por exemplo, os casos de infecção VIH diagnosticados em homossexuais e bissexuais diminuíram para menos de metade, ao passo que aqueles que foram observados em heterossexuais aumentaram para mais do dobro. Em Portugal os medicamentos necessários ao tratamento do VIH/SIDA são comparticipados na quase totalidade e entregues apenas nos hospitais. No entanto, de acordo com Francisco Porto Ribeiro, da Associação Abraço, esta medida não impede que a “ignorância social” sobre o assunto continue a fazer vítimas e que o poder politico tenha responsabilidades por esta situação.


Fonte: http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=4282 (Novembro de 2008)

Para concluir este post fiquem com uma canção de Annie Lenox dedicada à causa da luta contra o HIV-SIDA: "Sing"


sábado, 29 de novembro de 2008

Duffy - Warwick Avenue

Duffy - Warwick Avenue


Se quiserem recordar "Mercy" (que já passou por este blogue na altura em que foi lançado)cliquem aqui.

Quais as razões para a crise na Tailândia?

Protestantes anti-governo no aeroporto de Banguecoque

Protestantes anti-governo ocuparam os principais aeroportos de Banguecoque na quinta-feira, obrigando ao cancelamento de vários voos. Este foi o último desenvolvimento de uma campanha de rua contra o Governo tailandês que já dura há seis meses. A encabeçar os protestos está a Aliança do Povo para a Democracia (People's Alliance for Democracy, PAD). Eis algumas Perguntas e Respostas do jornal Público.
Por que deixou a polícia que o PAD ocupasse os aeroportos?

A polícia está desesperada por evitar uma repetição de 7 de Outubro, quando duas pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas em confrontos em frente ao Parlamento. O PAD está armado e já dispararam sobre a polícia no mês passado, o que sugere que qualquer tentativa de os afastar pela força, pode resultar em várias baixas, aumentando as hipóteses de intervenção militar. Outras possíveis razões para a polícia não actuar vão desde a incompetência até ordens que são canceladas por instâncias superiores.

Como é que a ocupação do aeroporto ajuda o PAD?


O caos provocado está a retirar apoio popular ao PAD, principalmente porque o turismo, que emprega 1,8 milhões de pessoas, será muito afectado. Mas o objectivo principal é tornar Banguecoque ingovernável e desencadear um golpe de estado contra um governo, que dizem ser um peão do antigo líder no exílio, Thaksin Shinawatra. No caso de ser instalado um governo militar interino, o PAD teria mais hipóteses de avançar com as suas “novas políticas”, assegurando que o Parlamento ficaria repleto de seus nomeados. Alguns dos planos do PAD têm como nomes de código “Hiroshima” e “Nagasáqui”, e os seus ideólogos já foram citados a dizer que são necessários assassinatos políticos.

Quem apoia o PAD?


A real aliança de empresários, académicos e activistas dizem que o PAD recebe um milhão de baths (22 mil euros) por dia do público. Analistas suspeitam que também são financiados por grupos de interesse financeiros anti-Thaksin, facções do exército e figuras do próprio palácio presidencial, incluindo a rainha Sirikit, que foi ao funeral de um apoiante do PAD, morto em confrontos com a polícia.

O que tem o rei da Tailândia a ver com a crise?


Oficialmente, nada. Mas não se pode ignorar um homem que é visto como semi-divino por quase 65 milhões de pessoas. Como ficou demonstrado nas revoltas de 1992, o rei Bhumibol tem suficiente força moral para afastar um primeiro-ministro e, segundo próprio admitiu, politicamente está “no centro e a trabalhar em todos os campos”. Há cada vez mais preocupações quanto à sua saúde, depois de ter passado três semanas no hospital com um coágulo no cérebro, há um ano.

Há o risco de um novo golpe militar?


A hipótese nunca deve ser posta de lado num país que sofreu 18 golpes de estado em 76 anos, dos quais nem todos vividos em democracia. Isto mesmo que as mais altas patentes digam que nem sequer sonham com isso.

Eleições antecipadas poderiam resolver alguma coisa?


A curto prazo, sim. A longo prazo, não. Se a violência nas ruas aumentar (um apoiante do PAD foi arrastado do seu carro e assassinado na quarta-feira) o primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, poderá tentar acalmar as coisas, convocando eleições antecipadas. Contudo, com o apoio que ainda há ao ex-líder Thaksin, seria quase certa a eleição de um governo pró-Thaksin, fazendo com que tudo volte à estaca zero.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351532&idCanal=11

Doha: Nações Unidas discutem ajuda aos países em desenvolvimento


Maioria dos líderes ocidentais de fora


A conferência das Nações Unidas que começa amanhã em Doha, para se discutir a redução da pobreza nos países em desenvolvimento, já ficou marcada pelas ausências dos directores do FMI, do Banco Mundial e da maioria dos líderes dos países ocidentais. As Nações Unidas têm como principal objectivo, nesta reunião na capital do Qatar, discutir políticas para reduzir a pobreza dos países através do desenvolvimento pelo comércio, ajuda e libertação das dívidas externas destes países. A crise financeira, que pôs em queda as praças europeias e dos Estados Unidos e aumentou o espectro de uma recessão a nível global, parece estar a ter um efeito negativo na disponibilidade dos países ricos para ajudarem os países em desenvolvimento.“A ausência dos chefes de estado mostra que existe uma falta de interesse nos países ricos de realmente lidarem connosco”, disse Sasja Bokkerink, cabeça da delegação do Comité de Oxford Committee for Famine Relief (Oxfam). “Tudo o que podemos fazer durante este fim-de-semana é gritar alto ao mundo e dizer “deviam estar aqui e deviam lidar com o problema de arranjar recursos para o desenvolvimento””, disse à Reuters. O encontro começa amanhã, termina dia 02 de Dezembro e não está relacionado com a conferência de Organização Mundial do Comércio. O único líder europeu que se espera na conferência é o presidente francês Nicolas Sarkozy que, sendo o presidente da União Europeia, funciona como representante da UE. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, declarou horas antes do começo da conferência que "não se trata tanto de salvar a economia, mas sim a humanidade", referindo-se à resposta global à crise. Barroso sublinhou o imperativo de as Nações Unidas (ONU) irem mais longe na realização dos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento, aprovados em 2000. Estes objectivos prevêem a redução para metade da pobreza extrema à escala planetária até ao horizonte de 2015, em relação a 1990, bem como o retrocesso das grandes epidemias, da mortalidade infantil e da iliteracia. “Claro que esperávamos que houvesse um maior número de delegações que estivessem representadas, isso teria sido muito melhor”, disse aos jornalistas Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, citado pela Lusa. Para os quatro dias da conferência são esperados dirigentes de vários países asiáticos e latino-americanos, do Médio Oriente, como o iraniano Mahmud Ahmadinejad, e de África, como o zimbabueano Robert Mugabe. A ONU informou que os países desenvolvidos estão na disponibilidade de conceder menos de 20 mil milhões de dólares (15.700 milhões de euros) dos 50 mil milhões de dólares (39.300 milhões de euros) que deveriam ser desbloqueados para o desenvolvimento até 2010, conforme promessa deixada em 2004. De acordo com o Banco Mundial, estima-se que 40 milhões de pessoas sejam arrastadas para a pobreza durante o próximo ano, devido à crise financeira mundial. (Público)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351605&idCanal=11

Professora agredida a murro e pontapé por aluno


Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi ontem agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar, disse à Lusa fonte da GNR. A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto. A docente foi assistida no Hospital de São João, no Porto, com lesões numa perna e num olho. Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões. "Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou. "Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de me partir os óculos", acrescentou.(Público)




Continua a violência nas escolas portuguesas. Hoje-em-dia a profissão de professor parece ser, cada vez mais, uma profissão de alto risco. Até onde vamos chegar? Como resolver e prevenir estas situações?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Turismo em Portugal

O sector do turismo é um dos mais importantes da economia portuguesa, representando entre 7% e 8% do PIB e absorvendo perto de 10% do emprego. O aumento do número de turistas e a importância estratégica deste sector, traduzida nas receitas que proporciona, na mão-de-obra que ocupa e nos efeitos multiplicadores que induz em várias áreas, tem levado os agentes económicos, perante a concorrência internacional, a adoptar um conjunto de medidas dinamizadoras, especialmente no âmbito da oferta.
Podem considerar-se factores-chave da atracção de Portugal como destino turístico, o agradável clima português e a beleza da sua costa marítima de 1.792 km. Acresce que a paisagem do litoral e do interior, a cultura, os monumentos e locais históricos, o ambiente hospitaleiro, as infra-estruturas para a prática de desportos náuticos e radicais, e sobretudo do golfe, para a realização de grandes eventos, bem como o nível da hotelaria são aspectos importantes na qualidade do turismo em Portugal.
Portugal tem conseguido manter a sua participação a nível mundial, ao contrário do que se verifica com muitos dos seus concorrentes europeus, apesar da emergência de novos destinos que têm afastado os turistas dos mercados tradicionais. O país posicionou-se, em 2004 em 19º lugar no "ranking" dos principais destinos turísticos, com 11,6 milhões de turistas, e na 21ª posição no “ranking” das receitas, com 6,3 mil milhões de euros. Quanto ao número de dormidas de estrangeiros na hotelaria, a evolução no período 2001-2005 não mostra uma tendência crescente, pois houve uma queda entre 2001 e 2002. No entanto, a partir de 2002 a tendência tem sido crescente, chegando a 2005 com 21,7 milhões de dormidas de estrangeiros. Embora se tenha registado um importante evento em 2004 – o campeonato europeu de futebol –, não houve reflexos significativos no número de dormidas na hotelaria, pois o aumento de dormidas incidiu noutro tipo de alojamentos. Não obstante ter havido recentemente uma expansão significativa da capacidade de oferta turística no que respeita aos alojamentos hoteleiros, verificou-se, por outro lado, um movimento no sentido de uma maior diversificação da oferta. É neste contexto que se enquadra o desenvolvimento importante das modalidades de alojamento que compõem o turismo no espaço rural (turismo de habitação, turismo rural e agro-turismo).

A maior parte dos turistas que visitam Portugal são oriundos da Europa Ocidental, particularmente dos países da UE. Os EUA são a mais importante fonte de turistas fora da Europa. Esta situação pode constatar-se através da repartição das dormidas de estrangeiros em 2005, pelos principais países de origem: Reino Unido (30,7%), Alemanha (16,5%), Espanha (11,5%), Países Baixos (6,8%), França (4,7%), Irlanda (3,6%), Itália (3,1%) e EUA (2,6%).

As receitas de turismo têm registado acréscimos nos últimos anos, tendo chegado a 2005 com 6,4 mil milhões de euros, um incremento de 1,1% em relação ao ano anterior. No período 2001-2005 apenas em 2002 e 2003 se registaram ligeiros declínios, relacionados com a situação global que se viveu no turismo nesses anos. Nesse quinquénio, a taxa média de crescimento anual foi de apenas 1,1%, mas no quinquénio 2000-2004 tinha sido de 5,0%.
Os vídeos que se seguem promovem Portugal como um excelente destino turístico. Vale a pena ver algumas das preciosidades naturais e culturais deste nosso país, tão pequeno e tão diverso em paisagens e em património arquitectónico.



Portugal - Turismo de Portugal


Portugal - Romance Eterno



Portugal National Geographic


Que comentário fazem a estas imagens? Será que o Turismo é o futuro de Portugal? Saberão Portugal e os portugueses aproveitar este potencial turístico?

Podem ainda saber um pouco mais sobre o turismo em Portugal visitando os seguintes sites:


http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%c3%aas/Pages/Homepage.aspx


http://pt.wikipedia.org/wiki/Turismo_em_Portugal


http://www.visitportugal.com/Cultures/pt-PT/default.html

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Queijo Serra da Estrela - "Quinta da Lagoa"

Vejam um vídeo promocional da Quinta da Lagoa, que mostra o processo de fabrico do queijo de leite de ovelha com o nome da quinta e que tem certificação DOP "Queijo Serra da Estrela".

Norah Jones - Dont Know Why (live)

Gronelândia disse sim a mais autonomia e reavivou o sonho de ser independente


A maior ilha do mundo escolheu ser mais autónoma e a decisão foi saudada pela Dinamarca. Na Gronelândia pergunta-se se há condições para um Estado em pleno


A Gronelândia tem 57 mil habitantes, pouco mais do que Guarda ou Bragança, mas muito, muito mais frio. Abrangido em mais de 80 por cento da sua superfície pela calota polar, o território – que alberga 10 por cento das reservas de água doce do Planeta – é igualmente um dos mais ameaçados pelo aquecimento global. A Gronelândia referendou na terça-feira uma autonomia alargada em relação à Dinamarca, o que foi interpretado como um primeiro passo para a independência. E cerca de 75 por cento dos gronelandeses disseram sim. Hans Enoksen, o chefe de governo local, sonha festejar os 65 anos numa Gronelândia independente, mas ainda lhe faltam 12 anos. O seu antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Aleqa Hamond, acredita que isso acontecerá daqui a oito anos, e o sindicalista Jess Berthelsen disse à AFP que a Gronelândia poderá ser independente daqui a quatro anos. Previsões à parte, o referendo desta semana dá aos gronelandeses o direito a explorar os próprios recursos - petróleo, gás, ouro, diamantes, urânio ou zinco. Desde 1979 que a ilha, a maior do mundo, tinha um estatuto de autonomia. Todos os anos a Dinamarca envia para a ilha 400 milhões de euros, o que representa cerca de metade do orçamento do território. "A proposta de autonomia alargada recebeu um apoio político maciço tanto na Gronelândia como na Dinamarca. Vejo com satisfação que a proposta também recebeu um largo apoio do povo gronelandês", disse em comunicado o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. A taxa de participação foi de 72 por cento, e 75,5 por cento dos eleitores votaram "sim". Só 23,6 escolherem o "não". Entre os que rejeitam a ideia de independência estão alguns dirigentes da oposição ao governo local, como Jens Frederiksen, para quem "é uma ilusão acreditar que a Gronelândia poderá voar com as próprias asas num futuro próximo". E adianta: "Não temos, para já, os meios para financiar os novos domínios em que a Dinamarca irá retroceder no quadro de um regime de autonomia alargada, como é o caso da polícia, da justiça ou da administração penitenciária."

"Simplesmente poucos"

Também o político e escritor gronelandês Finn Lynge considera "impossível" que um território que não chega a ter 60 mil habitantes se torne um Estado independente. "Somos simplesmente muito poucos para fornecer os recursos humanos necessários a um Estado viável", disse à AFP. Por paradoxal que pareça, se houver viabilidade para a Gronelândia ela virá do degelo dos glaciares do Árctico, que é lamentado por ser uma consequência do aquecimento global mas que dará à Gronelândia a hipótese de explorar novas reservas de hidrocarbonetos. Prevê-se que o novo estatuto de autonomia entre em vigor a 21 de Junho de 2009, como anunciou o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen. Nessa altura terão passado 300 anos sobre o início da colonização dinamarquesa e 30 sobre o primeiro estatuto de autonomia da Gronelândia.(Público)

Será que a Gronelândia é um país viável?

Pelo menos 100 mortos nos ataques de Bombaim


Pelo menos 100 pessoas morreram e outras tantas terão ficado feridas em Bombaim, nas diversas explosões e disparos quase simultâneos que atingiram ontem à noite hotéis de luxo, restaurantes e hospitais. Várias pessoas foram feitas reféns em pelo menos dois hotéis de cinco estrelas da cidade, o Taj Mahal e o Oberoi, mas de acordo com os últimos relatos, a polícia já terá retomado o controlo da situação no Taj Mahal, não tendo ainda conseguido restabelecer a normalidade no Oberoi. O chefe de polícia de Maharashtra, A.N. Roy, anunciou hoje, citado pela Reuters, que a situação com reféns que ainda ocorria no hotel Taj Mahal já terminou, embora ainda se mantenham sequestradas várias pessoas no hotel Trident/Oberoi.“Todas as pessoas que lá estavam retidas [no Taj Mahal], já foram socorridas”, confirmou A.N. Roy à cadeia noticiosa NDTV, acrescentando que a operação de resgate de pessoas do interior do edifício ainda está a decorrer, pelo que não podia avançar mais dados. Os alvos dos ataques de ontem foram alguns dos mais movimentados e conhecidos locais da cidade e os atentados causaram dezenas de mortos e centenas de feridos. Os disparos começaram ao início da noite em Bombaim. Os ataques, levados a cabo por diferentes equipas, aparentemente bem armadas, ocorreram quase em simultâneo, mas várias horas depois do primeiro ataque ainda eram ouvidos disparos e explosões na cidade, apesar do forte dispositivo policial enviado para as ruas. De acordo com o "Times of India", o primeiro tiroteio começou cerca das 22h33 (17h03 em Lisboa) no antigo Terminal Victoria, a principal central ferroviária da cidade, hoje conhecida por Terminal Chhatrapathi Shivaji. Testemunhas contam que dois homens armados com metralhadoras AK-47 e granadas mataram pelo menos dez pessoas e feriram dezenas de outras antes de serem abatidos pelos agentes que acorreram ao local. Contudo, o balanço final desta acção poderá ser muito superior, admitem as autoridades.Os disparos ocorreram em pelo menos oito locais, entre eles o Terminal Chhatrapathi Shivaji, os hotéis Taj Mahal e Oberoi, em dois hospitais e num popular restaurante da cidade, o Cafe Leopold. Uma das vítimas foi Hemant Karkare, o chefe da polícia de Bombaim responsável pelas operações de combate ao terrorismo. O ataque foi reivindicado por uma organização que tanto a Reuters como o “Times of India” descreveram como pouco conhecida - apresenta-se como Mujahedin de Deccan e enviou uma mensagem à comunicação social a reivindicar os ataques. Contudo, vários meios de comunicação social acreditam que a acção foi conduzida pelo Lashkar-e-Taiba, grupo extremista sediado no Paquistão e que nos últimos anos foi responsável por vários atentados na Índia. A sua principal motivação é o fim da presença indiana em Caxemira, região dos Himalaias disputada pelos dois países vizinhos. Os ataques de ontem foram os piores em Bombaim desde Julho de 2006, quando 190 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas em vários atentados naquela que é considerada a capital financeira da Índia.


Mais uma vez o terror global!
Para saberem um pouco mais sobre este ataque terrorista e visualizarem um pequeno vídeo sobre este acontecimento cliquem aqui.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Produtos biológicos

A Agricultura Biológica é um modo de produção agrícola que respeita o meio ambiente e a biodiversidade, recorrendo a técnicas de produção menos agressivas e mais preventivas do que as utilizadas na agricultura convencional. Este tipo de agricultura utiliza somente químicos naturais, contribuindo assim para alimentos mais saudáveis que podemos encontrar em inúmeros pontos de venda: frutos, legumes, hortícolas, vinhos, cereais, pão, azeite...
Apresento-vos, de seguida um vídeo sobre produtos biológicos que fez parte da série de programas da RTP1 "O Planeta agradece -Episodio 12 ".


Peritos alertam que erradicação do nemátodo do pinheiro "já é impossível"

Aspecto de pinheiro-bravo atacado pelo nemátodo

Existem mais de cem mil hectares infectados na Região Centro

A erradicação do nemátodo do pinheiro em Portugal "já não será possível" e na região Centro estão afectados mais de cem mil hectares, foram ideias hoje defendidas no âmbito de um seminário, em Coimbra. Na opinião do presidente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, Vasco Campos, a situação "é muito preocupante e não tem merecido a devida atenção". "Na região Centro (onde foram detectados dois novos focos), são centenas de milhares de árvores, seguramente mais de cem mil hectares", declarou Vasco Campos aos jornalistas, após intervir no seminário sobre "Nemátodo da Madeira do Pinheiro -- Que futuro para a floresta de pinho em Portugal". O nemátodo da madeira do pinheiro é uma doença causada por um verme microscópico transportado por um insecto que contamina as árvores por onde passa, afectando sobretudo a copa e os ramos. Em Portugal, existe um plano de combate da doença mas, diz Vasco Campos, "precisa de ajustes" e as medidas que estão a ser tomadas "não chegam" para combater a situação. "Temos de agir de uma forma muito mais rápida, concertada e clara, o que se está a passar na região Centro é demasiado grave para que não se tome uma acção a sério de corte de árvores infectadas", disse. Vasco Campos defende que a acção do Estado deve ter em conta as particularidades da floresta do pinheiro na região Centro, caracterizada por "proprietários ausentes, propriedades abandonadas, micro-parcelas e organizações de propriedades florestais ainda pouco fortes". A situação chegou a um ponto em que "já não se conseguirá erradicar" o nemátodo de Portugal, defendeu, por sua vez, Edmundo Sousa, engenheiro florestal do Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, que abordou a questão na perspectiva da investigação. "Podemos erradicar focos muito pontuais, manter uma situação de controlo da doença para limites ínfimos, mas erradicar de todo o país já não será possível", afirmou, à margem do encontro. Para o investigador, "a grande acção" que deve ser tomada é "cortar as árvores afectadas enquanto o insecto ainda se encontra dentro delas, ou seja, durante o período do Inverno". "Mas não basta cortar as árvores, é preciso destruir também os sobrantes, o que fica no local, que é onde existe o insecto", alertou. Edmundo Sousa considera que, na região Centro, "o grande problema é operacional", sendo necessário reforçar os apoios aos proprietários. "Temos de ir muito mais para o campo, apoiar mais os proprietários, têm de ser os gabinetes das próprias câmaras municipais ou as associações florestais a desenvolver mecanismos para destruir os sobrantes", disse. Também Luís Dias, dirigente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que abordou "a visão dos proprietários", reclamou mais apoios para os produtores, nomeadamente financeiros. "Tem havido sempre uma discriminação negativa dos proprietários florestais, em muitos casos vistos como parte do problema, mas são os mais prejudicados", afirmou. Os produtores "têm de ter uma gestão activa na erradicação das árvores afectadas e poder actuar ao nível da reflorestação", sustentou. "Há instrumentos no âmbito da União Europeia (para apoios financeiros) que, ao nível do Estado português não estão acessíveis", referiu. O novo PRODER - Programa de Desenvolvimento Rural "não pode ser um emaranhado burocrático em que não se consegue de nenhuma forma ter acesso", criticou. De acordo com Telma Ferreira, da Autoridade Florestal Nacional, no âmbito do combate da doença do pinheiro, este ano foram "realizadas 2608 análises", das quais "70 deram resultados positivos", situando-se "a maior parte (60) na região Centro". (Público)



Fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351312&idCanal=57



Para saberes mais sobre o nemátodo do pinheiro clica aqui.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Keane - The Lovers Are Losing (live at Later...)

Hoje, no habitual momento musical, temos a banda inglesa Keane e o tema "'The Lovers Are Losing', retirada do album de 2008 "Perfect Symmetry", no programa da BBC2' "Later... with Jools Holland".

domingo, 23 de novembro de 2008

O olhar da Life está on line


Algumas centenas de fotografias da colecção da revista norte-americana "Life"estão acessíveis ao público, através de uma parecia com a Google. Da Guerra Civil nos EUA até à viagem da Apollo 8, o arquivo confirma que a História deve muito à fotografia. Estas fotos históricas fazem a História recente da Humanidade. Poderão ser muito uteis para trabalhos de pesquisa, nomeadamente na disciplina de História e de Geografia C.


Hillary Clinton aceita convite de Obama para chefiar diplomacia


Hillary Clinton decidiu aceitar o convite de Barack Obama para o cargo de secretária de Estado, noticiou a edição online do “The New York Times”, que cita dois colaboradores da actual senadora de Nova Iorque.“Ela está pronta” a aceitar a chefia da diplomacia americana, adiantou uma das fontes, acrescentando que Hillary decidiu depois de uma segunda conversa com o Presidente eleito, já que considerou o encontro da semana passada em Chicago “demasiado generalista”. O NY Times acrescenta que a antiga primeira-dama quis conhecer em pormenor qual será margem de acção que terá no cargo e quais os planos de Obama em matéria de política externa. A informação foi confirmada por uma segunda fonte próxima da senadora, mas a equipa de transição continua a não confirmar qualquer dos nomes anunciados pela imprensa, adiantando que as nomeações serão conhecidas depois do feriado de Acção de Graças, na próxima quinta-feira.Rival de Obama na corrida à nomeação democrata, uma das mais renhidas da história americana, Hillary tornou-se o nome mais falado para o cargo de secretária de Estado, depois da visita ao quartel-general do Presidente eleito. Caso se confirme esta nomeação, a ainda senadora de Nova Iorque assumir-se-á como o rosto no estrangeiro de Obama, a quem teceu duras críticas durante a campanha das primárias, e terá como primeira missão negociar a retirada das tropas americanas do Iraque, que o Presidente eleito quer concretizar no prazo de ano e meio. Entretanto, a cadeia de televisão NBC noticiou outros dois nomes prováveis da futura Administração: o actual presidente da Reserva Federal do estado de Nova Iorque, Timothy Geithner, foi convidado para secretário do Tesouro, enquanto o actual governador do Novo México será o eleito para chefiar o Departamento do Comércio. Contactada pela NBC, a equipa do Presidente escusou-se a fazer comentário, mas a estação garante que as nomeações vão ser tornadas públicas na próxima segunda-feira.


Hillary Clinton no governo de Barack Obama com o cargo de Secretária de Estado (equivalente ao cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros em Portugal). Hillary uma mais valia ou mais uma dor de cabeça para Obama?

RD Congo: Conselho de Segurança aprova envio de mais três mil "capacetes azuis"


O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje, por unanimidade, o envio de mais três mil “capacetes azuis” para a República Democrática do Congo, para que a missão de paz consiga melhorar a resposta à crise militar e humanitária vivida no Leste do país, onde nas últimas semanas se intensificaram os combates entre Governo e rebeldes. Com este “aumento temporário” (com mandato inicial, ainda que renovável, até 31 de Dezembro), a MONUC passará a integrar perto de 20 mil polícias e militares, reforçando o estatuto de maior missão de paz da ONU. A resolução hoje aprovada especifica que o reforço do contingente “visa permitir à MONUC o reforço da sua capacidade de defesa dos civis” e garantir uma melhor organização das forças no terreno, para que a missão de paz “cumpra plenamente o seu mandato”. O documento sublinha ainda que a missão tem “regras sólidas” sobre as situações em que está autorizada a usar a força. A MONUC opera ao abrigo do capítulo VII da Carta das Nações Unidas, o que lhe permite recorrer a todos os meios necessários para proteger as populações. As organizações humanitárias têm criticado a actuação dos “capacetes azuis” por não conseguirem impedir a crise humanitária registada no Leste do Congo. Segundo dados da própria ONU, 250 mil de pessoas abandonaram as suas casas para fugir aos combates entre o Exército e os rebeldes tutsis leais ao general Laurent Nkunda, que se aproximaram já de algumas cidades estratégicas. Após a aprovação da resolução, o embaixador francês na ONU, Jean-Maurice Ripert, congratulou-se por ter sido possível superar as resistências de alguns países, que questionavam a necessidade de enviar mais tropas para o país, sublinhando que “a situação no terreno é suficientemente grave” para justificar esta iniciativa. “As violações do cessar-fogo continuam, como continuam infelizmente as atrocidades e a situação humanitária para os deslocados ainda é má”. O diplomata acrescenta que a comunidade internacional deve continuar a “acompanhar o processo político no Congo”, país que começava a erguer-se depois de uma década de guerra civil, e a apoiar “o reforço das estruturas militares”.


Hegemonia mundial dos EUA será disputada pela Rússia, China e Índia


Relatório do NIC, organismo consultivo do governo norte-americano


A hegemonia mundial dos Estados Unidos nos planos económico, político e militar tem os dias contados. A afirmação até pode não ser surpreendente. Mas o facto de ter sido vaticinada por um organismo consultivo do próprio governo norte-americano, o National Inteligence Council (NIC), dá-lhe outro peso. Rússia, Índia e China, diz o documento, serão os novos líderes mundiais.Segundo o relatório, cujo conteúdo é revelado hoje pela BBC Online, o domínio norte-americano tem um prazo: duas décadas. E gradualmente outras potências vão destacar-se, nomeadamente Rússia, China e Índia. Aponta ainda o Brasil como um potencial candidato a grande potência, alertando para a possibilidade de se estar à beira de um sistema mundial multi-polar e, por isso, mais instável, com possível aumento do recurso às armas nucleares.Mas o documento não fica por aqui. Diz ainda que o dólar deixará de ser a moeda de referência mundial e que os conflitos mundiais vão girar, no futuro, em torno da água e da comida.Mas estas alterações, que não são encaradas como inevitáveis, estão nas mãos dos líderes mundiais, diz o documento. Os relatórios sobre tendências globais do NIC são feitos de quatro em quatro anos, sendo que este é o último feito na presidência de George W. Bush. Em 2004 o NIC dizia que o domínio mundial norte-americano era para continuar.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Radiohead - Fake Plastic Trees

Radiohead é uma banda inglesa de rock alternativo, formada no ano de 1988 em Oxford por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão).
O Radiohead lançou seu primeiro single, "Creep", no ano de 1992 e seu primeiro álbum de estúdio, Pablo Honey, em 1993. Ainda que o single de "Creep" não tenha feito sucesso quando foi lançado, o seu relançamento, no ano seguinte, fez da canção um hit internacional. A popularidade desta banda no Reino Unido aumentou com o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, The Bends, em 1995, de que faz parte a canção "Fake Plastic Trees" que podem visualizar a seguir. A textura atmosférica das guitarras e o falsete de Thom Yorke foram bastante aclamados por críticos e fãs. Com o lançamento de OK Computer em 1997, o Radiohead ganhou fama mundial. Contando com um som bastante expansivo e temas sobre a alienação moderna, OK Computer é aclamado até hoje como um marco dos anos 90.
O lançamento de Kid A, em 2000, e de Amnesiac, em 2001, marcou o pico da popularidade do Radiohead, ainda que estes dois álbuns tenham tido opiniões controversas entre críticos e fãs. Este período marcou uma considerável mudança no som do Radiohead, com a banda incorporando elementos experimentais de música eletrónica e jazz nas suas composições. Hail to the Thief (2003), sexto álbum de estúdio da banda, mesclou todos os estilos que a banda já empregou em sua carreira, como as guitarras distorcidas, música eletrónica e letras contemporâneas. Dando sequência ao lançamento de Hail to the Thief, o Radiohead entrou em hiato, saiu de sua gravadora EMI e lançou seu sétimo álbum, In Rainbows, em 2007, por meio de download digital, pelo qual os compradores escolhiam o quanto queriam pagar.
Site do grupo Radiohead: http://www.radiohead.com/deadairspace/

E se Obama fosse africano? - Por Mia Couto


Recebi um mail com um artigo muito interessante do escritor moçambicano Mia Couto sobre a vitória de Barack Obama e que faço questão de o partilhar convosco. Vale a pena ler.



E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto


Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África. Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos. A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa. Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público. No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Fonte:
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/e-se-obama- fosse-africano.html /

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A PAC e a pobreza em África


No nosso país, poucos saberão que, em resposta ao movimento Make Poverty History, liderado pelo cantor Bob Geldof – o mesmo que há duas décadas organizou o famosíssimo concerto Live Aid e rentemente o Live Eight -, Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, criou a Comissão para a África, um conjunto de 15 especialistas e altos dignatários encarregados de identificar as medidas necessárias à erradicação da pobreza no continente negro. O relatório da Comissão, publicado em Março de 2005, é porventura o mais exaustivo trabalho de síntese sobre a situação política, económica e social de África e sobre as medidas que é necessário pôr em prática para evitar um desastre de proporções globais. Our Common Interest (O Nosso Interesse Comum), assim se intitula o relatório, descreve uma soma de indicadores perturbadores, senão mesmo alarmantes:


• Na União Europeia cada bovino dá direito a um subsídio diário de cerca de 1,50 €, o equivalente a duas vezes a média do rendimento de cada um dos 900 milhões de africanos;


• 40 milhões de crianças africanas estão privadas de educação escolar básica;


• Todos os anos morrem 2 milhões de africanos com SIDA;


• Os subsídios à produção agrícola existentes nos países ricos totalizam já 1.000 milhões dólares norte-americanos por dia, isto é, uma soma igual ao rendimento diário disponível de todos os africanos.






Isto dá que pensar, não é?

Piratas que capturaram superpetroleiro saudita pedem 25 milhões de dólares


Os piratas somalis que capturaram o superpetroleiro saudita “Sirius Star”, disseram hoje à AFP que querem um resgate de 25 milhões de dólares (20 milhões de euros) para libertar o navio e a sua tripulação.Ontem, um homem identificado como Farah Abd Jameh disse à cadeia de televisão árabe Al-Jazira (do Qatar): “Há negociadores a bordo do navio e em terra. Assim que derem o seu acordo ao resgate, este será encaminhado até ao petroleiro”, disse um homem identificado como Farah Abd Jameh.Os proprietários do “Sirius Star”, o gigante petrolífero saudita Aramco, recusaram na altura comentar o pedido de resgate. O superpetroleiro está ancorado num porto da área de Haradhere, 300 quilómetros a norte de Mogadíscio. Harardere é um dos portos utilizados pelos piratas somalis para guardar os barcos que capturaram, enquanto aguardam os resgates que exigiram para os libertar. Desde o início do ano, 92 navios foram atacados por piratas somalis no Golfo de Áden (na rota para o canal do Suez) e no Oceano Índico. (Público)



É inacreditável o que se está a passar na Somália. Neste momento a Somalia é um Estado completamente falhado: vive uma guerra civil interminável e ignorada pela comunidade internacional; há milhares de refugiados; tem um governo sem força e autoridade e que não controla o país; não há um Estado de Direito, não há ordem nem qualquer tipo de segurança; o país e os seus mares estão entregues a múltiplos grupos armados, a bandidos e a piratas que atacam embarcações estrangeiras que passam pelas suas águas e isto em pleno século XXI!!!!! Não se esqueçam que os mares da Somália fazem pare de uma importante rota marítima por onde circulam nomeadamente os petroleiros que trazem o petróleo proveniente dos países do Médio Oriente, seguindo depois para o canal do suez.


Pergunto: deve ou não a Comunidade Internaconal intervir neste país e tentar repôr a ordem?

Ministros dos 27 chegam a acordo sobre revisão intercalar da Política Agrícola Comum


Os 27 membros da união Europeia chegaram hoje a acordo sobre a revisão intercalar da Política Agrícola Comum (PAC), prevendo um aumento progressivo das quotas leiteiras e uma diminuição dos apoios directos à produção.O acordo foi alcançado ao princípio da manhã de hoje, no final de uma reunião dos ministros da Agricultura dos 27 que se prolongou por cerca de 14 horas. A revisão intercalar visa amplificar a grande reforma da PAC de 2003, fazendo a partir de agora depender os preços e rendimentos do mundo agrícola à lei da oferta e procura.O ministro da Agricultura, Jaime Silva, disse hoje em Bruxelas que as principais preocupações com que Portugal partiu para as negociações da revisão intercalar da PAC foram atendidas, destacando a "flexibilidade" na utilização dos apoios. Jaime Silva apontou que Portugal viu acauteladas as "duas preocupações" que levava para a reunião, designadamente manter os apoios aos pequenos agricultores - 30 mil portugueses com apoios anuais abaixo de 250 euros corriam o risco de os perder - e ter "margem de manobra" para recorrer a um pacote financeiro, que será de cerca de 50 milhões de euros por ano, para apoiar o sector leiteiro para a liberalização de 2015 e outros. O ministro congratulou-se também com as cláusulas de revisão acordadas, para 2010 e 2012, para fazer o ponto da situação do processo de liberalização do sector do leite. Jaime Silva falava após os 27 terem alcançado hoje o acordo sobre a revisão intercalar da PAC, depois de uma longa maratona negocial. A última ronda negocial sobre a reforma intercalar da mais antiga política comunitária - que começou a ser discutida há mais de um ano, durante a presidência portuguesa da UE no segundo semestre de 2007 - teve início ontem à tarde, prosseguindo ao longo da madrugada até ter sido alcançado um compromisso entre os 27 e a Comissão Europeia já durante a manhã de hoje.


Mais uma pequena revisão da PAC! Espero que esta revisão intercalar da PAC seja, de facto, favorável a Portugal.
Em complemento vejam um pequeno vídeo da UE sobre a importância da Política Agrícola Comum.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os 50 anos de União Europeia

Este vídeo, falado em inglês, faz uma revisão dos 50 anos de sucesso da história da União Europeia: esta organização que começou por ser a CEE, em 25 Março de 1957, cresceu até constituir uma união de 27 Estados-membros que, depois de muitos anos de guerras, agora une o continente em paz e assegura um nível de prosperidade e estabilidade nunca antes conseguido.




Para conheceres melhor a União Europeia, a sua história, os seus países, as suas instituições, as suas políticas comuns, e até fazer alguns jogos, visita o portal da União Europeia em: http://europa.eu/index_pt.htm