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A região da capital é a única do País onde a produção supera a média europeia em termos de PIB ‘per capita’
A região de Lisboa é a única onde cada habitante produziu mais do que a média dos países da União Europeia em 2007. Ainda assim, essa produção foi umpouco menor do que no ano anterior, de acordocomdados do Instituto Nacional de Estatística (INE).“Em2006 e 2007, apenas a região de Lisboa superou a média europeia do Produto Interno Bruto (PIB) per capita avaliado em paridades de poder de compra”, revela o INE. Esta instituição acrescenta que em 2007 oPIB per capita na região de Lisboa era igual a 106% do registado pela média das economias da UE. E em 2006, o PIB por habitante desta região atingiu os 107%. Em termos de todo o país, porém, o PIB per capita português representa apenas 76,4% do registado ao nível médio europeu, em 2007 (100%). Em sentido oposto à região de Lisboa estão o Norte, Centro e os Açores, que apresentam um PIB per capita de 61% , 65% e 73%, respectivamente. Estas três regiões estão, portanto, muito abaixo das percentagens verificadas a nível nacional (os referidos 76,4%) e, assim, mais longe da UE. Apesar de Lisboa se encontrar numa situação mais favorável, as taxas de crescimento reais por regiões,em 2007, revelam que Lisboa está a perder algum terreno face à média nacional. Isto porque,“em 2007, registou-se um aumento real inferior à média nacional (1,9%) em Lisboa (1,5%) e no Alentejo (1,5%) e na Madeira (1,6%)”, afirma o INE. Com crescimentos da produção superiores à média nacional estiveram os Açores (2%), Centro (2,2%), Norte (2,4%) e Algarve (2,5%). Açores e Madeira destacaram-se com as maiores taxas de investimento. (Global Notícias)
As novas tecnologias estão definitivamente entre os mais novos: 75 por cento das crianças da União Europeia entre os seis e os 17 anos têm acesso à Internet e 50 por cento com dez anos já têm telemóvel. Motivos suficientes para 60 por cento dos pais estarem preocupados com os aliciamentos de que os filhos podem ser vítimas e 54 por cento recearem abusos sexuais ou outras intimidações. Contudo, os comportamentos entre os pais são bem diferentes, revelando-se os portugueses os mais controladores, apesar de serem dos que menos sabem usar os aparelhos. É em Portugal que encontramos alguns dos dados mais díspares, de acordo com um inquérito do Eurobarómetro divulgado ontem. Somos o quinto país onde os pais menos acedem à Internet (65 por cento) e o segundo em que o fazem com menos frequência (32 por cento), ao lado de Malta, Roménia, Chipre e Grécia. Os nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Suécia, Holanda e Reino Unido) são os países onde os pais estão mais familiarizados com esta tecnologia. A Finlândia surge no topo da lista com 94 por cento das crianças a usar Internet, situando-se Portugal no final da lista, como o quarto país onde os mais novos menos usam esta tecnologia (68 por cento), apenas seguido pela Grécia e Chipre (empatados com 50 por cento) e pela Itália (45 por cento). De acordo com o Eurobarómetro é possível estabelecer uma relação entre o não uso e algumas características sócio-demográficas: pais mais velhos, com menos nível de escolarização e que trabalhem no sector primário ou que estejam em casa mantêm-se mais longe das tecnologias. Por seu lado, os que vivem em metrópoles ou zonas urbanas e que são trabalhadores activos, preferencialmente por conta própria, usam mais a Internet. O número de pessoas que nunca navegou é superior entre as mães e estes dados influenciam o acesso dos filhos. No entanto, a nível europeu cerca de 50 por cento dos pais asseguram que falam com os filhos sobre o uso destas tecnologias e 92 por cento não deixa que as crianças revelem informações pessoais ou falem com pessoas que não conhecem na realidade (83 por cento). Mas a nível dos 27 Estados-membros, apenas 59 por cento dos pais usam filtros ou software de vigilância e 64 por cento dos que não usam justifica a decisão com “confiança nos filhos”. Ainda assim, 14 por cento admite não saber como usar estas formas de protecção. Estes programas são mais comuns no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e França mas Portugal (22º lugar) acredita pouco na sua eficácia e admite não saber bem como usar. Em entrevista ao PÚBLICO, Cristina Ponte, professora da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do projecto “UE Kids Online”, mostrou-se surpreendida com os dados do Eurobarómetro e apontou algumas contradições: “Os países do sul são os mais controladores e ao mesmo tempo os que menos sabem usar as novas tecnologias. Não sei se não corresponde mais a um desejo de controlo do que a uma realidade”. Para Cristina Ponte é, também, natural que nos países nórdicos haja menos controlo pois é uma “cultura que respeita mais a intimidade da criança”. E acrescentou: “O controlo e um ambiente de desconfiança não trazem vantagens”. Falar sobre o que os filhos fazem na Internet é o comportamento mais comum na UE. Mesmo assim Reino Unido (87), Espanha (85), Alemanha (85), Irlanda (84) e Portugal (80) são os que mais tomam esta atitude preventiva. Quanto ao “estar por perto” quando os filhos navegam a atitude é mais comum na Irlanda (79), Itália, Espanha e Polónia (74), Reino Unido (70) e Portugal (68). No entanto, Portugal é líder no número de pais que se sentam com os filhos quando estes estão ligados à Internet (60 por cento), ficando o segundo lugar para Espanha (57) e o terceiro para o Reino Unido (49).
“Mãe controladora”
Portugal volta a ficar à frente no número de pais que verificam os sites visitados pelos filhos (60 por cento), seguido da Alemanha (55), Espanha (54) e Itália (50). Entrar no email dos filhos, ler as mensagens ou verificar os grupos sociais a que pertencem é também mais comum no nosso país: 50 por cento. A atitude é também frequente em Chipre, Alemanha, Irlanda e Reino Unido, Espanha e Itália. O “controlador” é em geral a mãe ou os pais mais velhos. Os alvos são os filhos mais novos, verificando-se que entre os 15 e os 17 anos quase já não há controlo, enquanto entre os seis e os dez 84 por cento estão proibidos de visitar “chats”. A Lituânia e a Estónia são os menos severos. Cristina Ponte lembrou que os inquéritos foram feitos via telefone durante o mês de Outubro, numa “num ambiente de Magalhães”, em que se falou muito dos computadores para crianças, o que “pode ter influenciado as respostas”. E acrescentou: “No estudo de 2006 os pais portugueses apareciam como dos mais afastados e acho que o cenário não mudou assim tanto”. Para a docente se a pergunta deveria ter sido mais generalizada e deveriam ter sido os próprios pais a apontar o que os preocupa da Internet. Sobre o conteúdo a que os filhos têm acesso, as imagens violentas ou sexualmente explícitas são as que preocupam muito a maioria dos pais europeus (65), seguidas pelo “grooming” (aliciamento) com 60 por cento, o “bullying” (violência física ou psicológica) com 54 por cento. Já a revelação de dados pessoais preocupa muito apenas 25 por cento dos progenitores. Portugal, França, Espanha e Chipre são os mais preocupados com o conteúdo inapropriado. No entanto, verifica-se que os pais que não usam a Internet são os que mais temem os riscos. Consoante a idade dos filhos verifica-se também um decréscimo da preocupação, sendo até aos 14 anos que há mais vigilância. A preocupação com suicídio, anorexia e autoflagelação é também maior em Portugal que nos outros países (75 por cento), verificando-se a mesma percentagem em relação ao isolamento. A Dinamarca e a Suécia são os menos preocupados, seguidos pelos britânicos e austríacos, apesar de as taxas de suicídio serem mais elevadas nestes países. Cerca de 89 por cento dos pais portugueses estão também preocupados com o aliciamento, os segundos depois de França (90). Os dados mais baixos estão, uma vez mais, na Áustria (47), Suécia (46), Dinamarca (45) e Reino Unido (41). O medo de isolamento é também comum em França, Grécia e Chipre e pouco usual na Dinamarca e Suécia.Com o objectivo de reforçar a segurança dos filhos, encontra-se também uma tendência expressiva para associar regras ao uso da Internet, como não fazer compras online, não falar com desconhecidos ou limitar o tempo. Cerca de um terço dos pais contactados assegura mesmo que não deixa os filhos fazerem downloads ou utilizarem música, filmes e jogos. Trinta e oito por cento das crianças estão também impedidas de ter conta de email. Uma vez mais, ao lado da Itália e Irlanda, Portugal é dos países que impõe mais regras, sendo a República Checa, a Estónia e a Letónia as menos restritivas. As regras são mais comuns para os filhos mais novos mas não se verificou diferenciação entre rapazes e raparigas.
Primeiros a proibir compras online
Ainda que sejamos os décimos a não colocar nenhumas restrições somos os primeiros a proibir compras online (93 por cento) e os sextos a proibir que as crianças falem com pessoas que não conhecem pessoalmente (88). A limitar o tempo de navegação somos os quintos (84) e proibir perfis em determinados sites os primeiros (77), a par com Itália. Cerca de 45 por cento dos progenitores proíbem ainda o download ou uso de músicas, filmes e jogos (segundo lugar) e 50 por cento proíbem mesmo uma endereço electrónico (terceiro lugar). Em caso de problemas as opiniões são unânimes: 90 por cento dos pais contactaria a polícia e apenas 30 associações dedicadas a conteúdos inapropriados online. Para os progenitores muitos riscos poderiam ser acautelados com mais educação sobre o tema nas escolas (88) ou em encontros providos pelos governos, ONG e autoridades locais (70). Portugal, Irlanda, Malta, Chipre e Grécia são os países que mais apoiam as aulas sobre o assunto integradas na escola, que não conseguem muita credibilidade junto da Dinamarca, República Checa, Áustria, Estónia e Eslováquia. Os portugueses encontram-se sempre nos três primeiros lugares quando se fala de mais campanhas e organismos para contactar sobre o tema.Sobre o facto de os portugueses defenderem mais acções nas escolas relacionadas com a Internet, Cristina Ponte garante que é uma atitude de “certa desresponsabilização” e garantiu que se as aulas forem organizadas “eles não vão lá”. Ainda assim defendeu que neste momento importa explorar mais a base de dados dos inquéritos portugueses para daí serem retiradas conclusões.No que diz respeito a telemóveis duas em cada três crianças tem telemóvel, verificando-se uma média de 50 por cento aos dez anos e de 94 por cento entre os 15 e os 17 anos. Cerca de 50 por cento das crianças europeias têm telemóvel sem acesso à Internet, 11 com acesso, e três têm mas os pais não sabem se tem ou não acesso. As crianças francesas, espanholas e gregas são as que menos telemóveis têm, seguidas do Reino Unido. A Estónia, Lituânia e Letónia são os países onde os aparelhos mais proliferam entre os mais novos. Portugal surge em 22º lugar. O inquérito foi feito em Outubro a 12750 pais dos 27 Estados-membros com filhos entre os seis e os 17 anos. A média de inquéritos foi de 500 por país, excepto Chipre, Luxemburgo e Malta que tiveram cerca de 250 por razões de dimensão.
Os pais têm mesmo motivos para estarem preocupados com o que os seus filhos fazem quando estão ligados à Internet? Quais são, de facto, os principais perigos da Internet para as crianças e jovens? O que devem fazer os pais para proteger os seus filhos dos perigos da Internet?
Foi no dia 6 de Abril de 1994, que a humanidade assistiu a um dos maiores horrores de que há memória. No Ruanda, tensões étnicas entre os hutu e os tutsi deram origem à violência e ao vasto derramamento de sangue, em sequência do agravamento de um conflito de décadas.No início da década de 90, o conflito entre as duas tribos (hutu e tutsi) aumentava a cada minuto. Até que a 6 de Abril de 1994, a morte dos Presidentes Juvenal Habyarimana, do Ruanda, e Cyprien Ntaryamira, do Burundi, num inexplicável acidente de avião, quando este se aproximava de Kigali (capital do Ruanda), significou o acender do rastilho de uma guerra civil muito sangrenta. Os extremistas hutu usaram o acidente como pretexto para chegarem ao poder e tentaram aniquilar a população tutsi e os hutu moderados. Resultado: entre Abril e Julho de 1994, morreram mais de 800 mil pessoas, no maior genocídio que alguma vez aconteceu em África. O genocídio levou ao êxodo massivo da população tutsi que não tinha outra alternativa senão fugir do país. Calcula-se que mais de dois milhões de ruandeses abandonaram o território, procurando refúgio em países vizinhos e que dentro do país, o deslocados foram mais de 1,5 milhões de pessoas. A guerra civil afectou directamente mais de metade da população ruandesa que tinha cerca de sete milhões de habitantes. O jornalista da TSF, Emídio Fernando, esteve no Ruanda em Fevereiro de 1996, e contou ao JornalismoPortoNet aquilo que encontrou: “no Ruanda pude presenciar a um êxodo bíblico de pessoas a entrar e sair no país assim que os tutsi chegaram ao poder". Segundo o jornalista, “nessa altura os tutsi tentaram vingar-se do que os hutu lhes fizeram durante o genocídio". Sem condições sanitárias suficientes, milhões de refugiados ruandeses morreram vítimas de doenças como a cólera e a sida.
Dez anos depois…
Dez anos passaram e a memória do genocídio ainda está bem presente nas mentes de todos os ruandeses, sejam eles hutus ou tutsis. O repórter revela mesmo que as feridas do massacre estão bem presentes: “não conheci uma única pessoa no Ruanda que não tivesse tido um familiar morto à catanada". O Ruanda é um país traumatizado pela guerra civil, destruído na maior parte das suas infra-estruturas sociais, económicas e políticas que tenta agora recuperar. No entanto, a reconciliação étnica é algo em que Emídio Fernando não acredita. “Os hutus e os tutsi não se misturam e assim é difícil que se consiga estabelecer uma democracia". Outro problema que afecta a população ruandesa é a Sida. A doença tem-se propagado por todo o continente africano, no entanto, tem tido maior incidência na região dos Grandes Lagos, onde também se encontra a República do Ruanda. “A Sida é um problema muito grave, pois até as classes dirigentes, pessoas que realmente fazem funcionar um país, foram atingidas pela doença. Assim, o futuro de países como o Ruanda encontra-se muito indefinido", disse Emídio Fernando.
Podem visionar a seguir um vídeo com o trailer do filme "Hotel Ruanda", de 2004, dirigido por Terry George e interpretado por Don Cheadle, Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Desmond Dube e Sophie Okonedo. O filme é uma co-produção de Itália, Reino Unido e África do Sul, e relata a história real de Paul Rusesabagina, que foi capaz de salvar a vida de 1268 pessoas durante o genocídio de Ruanda em 1994. Logo depois das primeiras exibições, sua história foi imediatamente comparada com a de Oskar Schindler.
O filme será apresentado ao 12ºH, no dia 15 de Dezembro, no auditório da Escola, durante as aulas de Geografia C e História A.
O momento musical do dia é uma proposta da Andreia Macedo do 12º H e vem mesmo a propósito do "post" anterior: "Beautiful lie", dos30 Seconds to Mars que chama a atenção para os efeitos do aquecimento global nas regiões polares.
Objectivo é reduzir emissões em 20 por cento até 2020
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia chegaram hoje a acordo sobre o plano para reduzir as emissões de dióxido de carbono em 20 por cento até 2020, na sequência de uma proposta de compromisso apresentada pela presidência francesa.“Há um acordo para as alterações climáticas”, adiantaram às agências diplomatas envolvidos nas discussões em curso no Conselho Europeu. O texto final da reunião deverá ser conhecido em breve.O acordo detalha a forma como o plano proposto pela Comissão Europeia para a redução das emissões de CO2, face aos níveis de 1990, será aplicado e os esforços a realizar, por país e sector de actividade. Igualmente abrangido pelo acordo está a proposta de, até 2020, garantir que 20 por cento da energia na UE produzida a partir de fontes renováveis. Um dos principais pilares da proposta de Bruxelas passava pela imposição feita à indústria de, a partir de 2013, adquirir em leilão licenças para a emissão de CO2, actualmente concedidas gratuitamente. A ideia era contestada pela Alemanha, Polónia e Itália e o compromisso apresentado por Paris prevê que as indústrias fortemente expostas à concorrência externa podem continuar a adquirir estas licenças de forma gratuita se virem os seus custos de produção aumentar mais de cinco por cento. Prevê-se que esta isenção abranja alguns dos sectores mais poluentes como o aço, cimento ou papel, sendo que os restantes terão apenas de comprar 70 por cento do total de licenças. Uma outra alteração refere-se ao mecanismo de solidariedade, que previa que os países mais ricos deveriam ceder dez por cento das licenças de emissão aos mais pobres, industrialmente menos desenvolvidos. Em alternativa, a Alemanha propôs que seja o orçamento comunitário a comparticipar, entre 2014 e 2020, a aposta nas energias alternativas dos países de Leste, num montante estimado em 40 mil milhões de euros. Falando no final do encontro, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, classificou este acordo, que terá ainda de ser aprovado pelo Parlamento Europeu, de “histórico”. “Não há um continente no mundo que se tenha dotado de regras assim tão restritas como as que nós adoptámos hoje por unanimidade”. Contudo, ainda antes de ser conhecido o acordo final, várias organizações ambientais denunciaram o “fracasso” da UE em estabelecer metas audazes, sublinhando que só com uma redução entre 25 e 40 por cento das emissões até 2020 (por comparação aos níveis de 1990) será possível combater as alterações climáticas. (Público)
Será que este objectivo da UE de reduzir as emissões de dióxido de carbono em todo o espaço comunitário em 20 por cento até 2020 é concretizável, especialmente numa época de crise económica e financeira que atravessamos?
Hoje, dia 11 de Dezembro de 2008, o realizador de Cinema Manoel de Oliveirafaz 100 anos. Está de parabéns e continua a ser o cineasta mais velho do Mundo ainda em actividade. Neste momento está a filmar mais uma cena do seu último filme baseado num conto de Eça de Queiróz "Singularidades De Uma Rapariga Loira". Goste-se ou não do tipo de filmes que Oliveira dirige, é um facto indiscutivel que constitui uma das personalidades mais importantes da cultura portuguesa de todos os tempos.
Para conhecerem melhor a obra de Manoel de Oliveira cliquem aqui e poderão aceder a um dossier completo sobre a obra deste Homem do cinema, organizado por Rita Azevedo Gomes.
Como uma amostra da obra de Manoel de Oliveira podem visionar a seguir um excerto de um dos seus primeiros filmes (na minha opinião um dos mais belos): "Aniki-Bobó" de 1942 , rodado na Ribeira da cidade do Porto e interpretado por crianças da mesma zona da cidade.
Há 60 anos, no dia 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovava em Paris a Declaração Universal dos Direitos Humanos, texto fundador que rege o direito internacional desde a Segunda Guerra Mundial, embora seus ideais continuem distantes e, muitas vezes, questionados. Várias manifestações estão previstas na data comemorativa, principalmente em França - na quarta-feira, será organizada uma cerimónia no Palácio Chaillot, em Paris, onde o texto foi ratificado. Estarão presentes representantes da ONU, da Comissão Europeia e de organizações de defesa dos direitos humanos. Inspirada na declaração francesa dos direitos humanos e do cidadão, de 1789, e na declaração de Independência dos Estados Unidos, de 1776, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem na sua origem o trauma provocado pela Segunda Guerra Mundial e pelo genocídio nazi. "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito", proclama o primeiro artigo da Declaração, que em trinta pontos enumera os direitos humanos, civis, económicos, sociais e culturais "inalienáveis" e "indivisíveis". O texto foi adoptado pelos então 58 Estados membros da Assembleia Geral da ONU, com excepção da União Soviética, dos países do Leste europeu, da Arábia Saudita e da África do Sul, que se abstiveram. A URSS e seus países satélites insistiam nos "direitos reais", económicos e sociais, contra os "direitos burgueses" civis e culturais defendidos pelos ocidentais. Os dois pactos coactivos que, junto com os direitos humanos, constituem a Carta dos Direitos Humanos da ONU, no entanto, só foram adotados em 1966. Mesmo sem valor coactivo, a DUDH inspirou todos os tratados internacionais do pós-guerra, e é reconhecida como o fundamento do direito internacional relativo aos direitos humanos. As convenções internacionais para banir a discriminação contra as mulheres, de 1979, além das convenções contra a tortura (1984) e pelos direitos das crianças (1990), junto com a criação Tribunal Penal Internacional (TPI) em 1998 são fruto da DUDH. A Declaração também inspirou "o direito de ingerência" e de assistência humanitária, da qual o chanceler francês, Bernard Kouchner, é um grande defensor. Entretanto, o documento não impediu a realização de um novo genocídio - em Ruanda, em 1994 - nem a violação quotidiana dos direitos fundamentais em diversas partes do mundo. Por outro lado, os direitos humanos continuam sendo uma "ideologia", segundo o termo usado pelo ex-ministro francês da Justiça, Robert Badinter - ideologia esta rejeitada por alguns países, que denunciam uma visão exclusivamente ocidental e que questionam seu caráter universal. "Há uma corrente soberanista - cada um é dono em sua casa - representada sobretudo por China, Venezuela, Cuba e Birmânia, e uma corrente islamita, que acredita que os direitos humanos são o produto de um pensamento religioso revelado", explicou Badinter numa recente entrevista em Paris. Para este militante convicto da universalidade dos direitos humanos, o mundo está a regredir nesta área, com episódios como os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e políticas "desastrosas" como as empreendidas por Washington e pelas democracias europeias a pretexto da luta contra o terrorismo. "Renunciamos aos que pretendíamos defender, e vamos sofrer as consequências disso por um longo tempo", alertou Badinter. (AFP)
Para conhecerem na íntegra a Declaração Universal dos Direitos Humanos cliquem aqui.
Podem visionar, a seguir, um vídeo alusivo à Declaração Universal dos Direitos Humanos
Gostava que fizessem um comentário sobre a importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos no Mundo actual.
Até que ponto os Direitos Humanos devem ser assumidos como universais, ou seja, aplicáveis da mesma forma a todos os países do Mundo, ou, pelo contrário, devem ser ajustados às especificidades culturais, religiosas ou políticas de cada país?
O trabalho de Mark Johnson e Johnathan Walls deu frutos em 2008. Em Maio deste ano, o produtor estreou no Tribeca Film Festival (um certame que promove o cinema alternativo norte-americano) um documentário arrojado que arrebatou todos os que o viram, o "Playing For Change: Peace Through Music”. Há um mês, foi criado um canal no YouTube, que rapidamente cativou a atenção de quase um milhão de internautas. Johnson e Walls filmaram por todo o mundo (Nova Orleães, Barcelona, África do Sul, Tibete, etc.), músicos interpretando a célebre música “Stand by me”, sem que estes alguma vez se tivessem encontrado. O objectivo do projecto era demonstrar que a música era capaz de unir as pessoas por uma causa nobre, apesar das suas diferenças culturais. Pouco depois era criada uma fundação para colocar em prática o principio do documentário: construir escolas em todo o mundo, juntar estudantes e inspirar comunidades através da música.
Depois da violência de Atenas e de outras cidades gregas, fiquem agora com mais um grupo do chamado rock alternativo: os The Walkmen e a canção "We've Been Had"
Os confrontos entre a polícia e os manifestantes proliferaram ontem por toda a Grécia, desde o Norte ao mar Jónico e ao Egeu
Após a morte de um adolescente, no sábado
A polícia deteve 87 pessoas em Atenas em consequência dos actos de violência e dos distúrbios ocorridos ontem no centro da cidade, à margem de uma manifestação de protesto contra a morte de um adolescente por um polícia, no sábado, indicaram fontes policiais. Face ao drama vivido nas ruas de Atenas, o primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, lançou hoje um apelo à unidade nacional. Os confrontos já motivaram vários telefonemas para embaixada de Portugal em Antenas pedindo ajuda com os regressos a Portugal, indicou o embaixador Alfredo Duarte Costa, citado pela TSF. A maioria das pessoas detidas foram-no por causa de pilhagens que arrasaram com vários armazéns do centro de Atenas durante aquelas que são já consideradas as piores violências urbanas registadas na Grécia. Pelo menos doze polícias ficaram feridos nos confrontos com jovens e pelo menos dez pessoas foram hospitalizadas por problemas respiratórios, depois de terem inalado gás lacrimogénio atirado pelas forças anti-motim. Os bombeiros foram chamados 190 vezes e tiveram que combater incêndios em 49 escritórios, 47 lojas, 20 carros e dez edifícios onde funcionavam serviços ministeriais, indicaram os bombeiros. Dois bombeiros foram igualmente hospitalizados por problemas respiratórios, precisou a mesma fonte. Em Salónica, a grande cidade do norte da Grécia, pelo menos 70 lojas, cinco carros e sete agências bancárias foram incendiados, de acordo com a Agência de Imprensa de Atenas (ANA, semi-oficial).
Raiva subiu de tom
Os confrontos entre a polícia e os manifestantes proliferaram ontem por toda a Grécia, desde o Norte ao mar Jónico e ao Egeu. A cólera desencadeada pela morte, no sábado, do jovem Alexandro Grigoropoulos - cujo funeral decorre hoje - alastrou mesmo a representações diplomáticas em Londres e Berlim. Trata-se da mais grave agitação a que a Grécia assiste nas últimas décadas. No domingo, o agente responsável pelos disparos foi acusado de assassínio, mas nem assim os revoltosos arrefeceram os ânimos.
Como é que explicam a reacção tão violenta dos jovens gregos?
Existe de facto um mal estar nas grandes cidades e que afecta sobretudo os jovens?
Ou há outras razões que podem explicar uma reacção tão excessiva face a um acontecimento como aquele que ocorreu no último sábado (a morte de um jovem por um polícia)?
Depois dos porcos também as vacas estão contaminadas com dioxinas
Bovinos irlandeses que foram alimentados com as mesmas rações que os porcos contaminados com dioxinas, também estão contaminados, disse o ministro da Agricultura irlandês que frisou no entanto que os riscos para a saúde pública são mínimos. Das 11 explorações com animais analisados, foram detectados animais em três delas que acusaram PCB’s (policloretos bifenilos) superiores ao recomendado, disse Brendan Smith, em conferência de imprensa. “Mas não há risco para a saúde pública e não devem ser esperados quaisquer sintomas derivados do consumo desta carne entre a população”, disse o ministro irlandês. Segundo a Comissão Europeia há já uma fábrica de rações animais identificada como tendo contribuído para a contaminação dos animais para consumo. Segundo Nina Papadoulaki, porta-voz da Comissão Europeia para a saúde, essa fábrica alimentou suínos em 10 explorações, gado ovino em 38 explorações na República da Irlanda e ainda mais nove explorações de suínos na Irlanda do Norte. Portugal está entre os 12 países da UE que importou carne de porco da Irlanda.Das 30 toneladas de carne de porco que foram importadas, a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica, ASAE, já conseguiu localizar 26 e apreendeu 19, foi hoje anunciado em comunicado. Estas apreensões surgem após o alerta dado no fim-de-semana, primeiro pela Irlanda e depois pela própria Comissão Europeia, de que a carne de porco e os derivados desta com origem em animais da Irlanda deveriam ser retirados do mercado após a detecção de dioxinas em carne de algumas explorações irlandesas. Foram detectadas dioxinas em número 100 vezes superior ao autorizado.
Portugal importou 30 toneladas de carne de porco irlandesa, desde 30 de Setembro, cabendo agora às autoridades a sua retirada de circulação, tendo o Ministério da Agricultura assegurado hoje que quem já consumiu o produto não corre riscos.Fonte do gabinete do Ministério da Agricultura disse à Lusa que os consumidores portugueses que, entretanto, tenham consumido carne de porco com origem na Irlanda e importada desde Setembro não correm riscos de saúde. A segurança é dada com base num esclarecimento da Autoridade Irlandesa de Saúde Alimentar que hoje salientou que a retirada do mercado da carne devido à possível contaminação com dioxinas tóxicas é apenas uma medida de precaução e garantiu que o risco para a população é mínimo. Fonte do Ministério da Agricultura adiantou que a carne que ainda se encontra a circular no mercado português deverá ser retirada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Hoje mesmo a Comissão Europeia indicou que Portugal se encontra entre os 12 Estados-membros da União Europeia que importaram carne de porco da Irlanda. Os países da UE eventualmente afectados, e que por isso deverão também adoptar medidas, são a Alemanha, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Estónia, França, Holanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia. Entretanto, a polícia irlandesa anunciou que vai participar no inquérito das autoridades sanitárias sobre a origem das dioxinas que terão contaminado a carne de porco.
Recebi há dias um mail contendo este vídeo que é, de facto, bastante interessante (sobretudo na questão da globalização) e que agora partilho convosco.
As doze Aldeias Históricas de Portugal (Marialva, Castelo Rodrigo, Trancoso, Almeida, Linhares da Beira, Sortelha, Castelo Mendo, Belmonte, Piódão, Castelo Novo, Monsanto e Idanha-a-Velha)definem, no seu todo, uma área que envolve a Serra da Estrela, a mais alta cadeia montanhosa do País. Área esta que abrange os territórios da Beira Interior e faz fronteira com Espanha. São representativas de um património histórico-cultural riquíssimo que é apenas uma das faces visíveis comuns a todas elas, como a sua envolvente geográfica, as populações residentes, o clima severo, a terra áspera e os paraísos naturais contrastantes.
Se toda esta região tem sofrido uma gradual desertificação humana e declínio de actividade económica, não se poderá no entanto contestar o elevado potencial turístico que pela mesma razão apresenta, exibindo intactos testemunhos do património construído, cultural e natural do passado mais remoto.
Os ancestrais hábitos comunitários podem ser, ainda hoje, presenciados em algumas das aldeias, nomeadamente na actividade agrícola. O mosaico rural visível nesta região é resultado da pastorícia e da agricultura de subsistência, com produção de castanha, o vinho, o azeite e o queijo como produtos regionais.
Outros aspectos marcantes nesta área geográfica e na sua população são as linhas defensivas criadas através da edificação de numerosos castelos que se podem visitar e a religião como elemento central da vida das populações, facto notório nos numerosos cultos e romarias existentes.
Um denominador comum surge à vista do visitante, a pedra, na paisagem e nos edifícios, maioritariamente granito e algum xisto. Este elemento dá origem a cenários únicos conferindo às aldeias um carácter típico e histórico ao que não é alheio a sua óptima preservação, comparticipada pelo recente Programa de Recuperação das Aldeias Históricas de Portugal.
No Turismo em Espaço rural (T.E.R.) inserem-se as seguintes modalidades:
Turismo de Habitação - O serviço de hospedagem de natureza familiar, prestado a turistas em casas antigas particulares que, pelo seu valor arquitectónico, histórico ou artístico, sejam representativas de uma determinada época, nomeadamente, os solares e casa apalaçadas.
Ex.: "Casa do Fontanário " (Óbidos)
Turismo Rural - O serviço de hospedagem prestado a turistas em casas rústicas particulares, utilizadas simultaneamente como habitação do proprietário, possuidor ou legítimo detentor e que, pela sua traça, materiais construtivos e demais características, se integram na arquitectura típica regional.
Ex: "Casa da Cerejinha" - Aldeias do Xisto - Góis
Agro-turismo - O serviço de hospedagem prestado a turistas em casa particulares integradas em explorações agrícolas, que permitam aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da actividade agrícola ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pelo responsável das casas e empreendimentos.
Ex.: "Quinta da Espada " (Évora)
Turismo de aldeia - O serviço de hospedagem prestado num empreendimento composto por um conjunto de, no mínimo, cinco casas particulares situadas numa aldeia e exploradas de forma integrada, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus proprietários, legítimos possuidores ou detentores. Estas casas devem, pela sua traça, materiais de construção e demais características, integrar-se na arquitectura típica local. Deve ser explorado por uma única entidade, em aldeias históricas, em centros rurais ou em aldeias que mantenham, no seu conjunto, o ambiente urbano, estético, e paisagístico tradicional da região.
Ex: Póvoa Dão (Viseu)
Casas de campo - As casas particulares e as casas de abrigo situadas em zonas rurais que prestem um serviço de hospedagem, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria. Estas casas devem, pela sua traça, materiais de construção e demais características, integrar-se na arquitectura e ambiente rústico próprio da zona e local onde se situam.
Consideram-se ainda no âmbito do T.E.R.: · os empreendimentos turísticos no espaço rural "Hotéis rurais" e "Parques de Campismo Rurais"; · as actividades de animação ou diversão que se destinem à ocupação dos tempos livres dos turistas e contribuam para a divulgação da região.
O que pensam do Turismo em espaço Rural? É de facto uma mais-valia para as áreas rurais? Já tiveram alojados em alguma casa de T.E.R.? Como foi a experiência?
Peter John Murphy (nasceu em 11 de Julho de 1957, perto de Northampton (Inglaterra), criado em Wellingborough Inglaterra) foi vocalista da banda de rock gótico Bauhaus, e também tem um grande percurso a solo com vários êxitos. Mais conhecido como mítico líder dos Bauhaus, banda post punk de enorme sucesso no início dos anos 80, Murphy ao fim de cinco anos dos Bauhaus abandona a banda e esta fica inactiva. Em 1984 Peter Murphy entra num projecto surrealista chamado, Dali's Car, com Mick Karn, ex-membro dos Japan, que não obteve grande sucesso. É então aí que Peter Murphy decide lançar a sua carreira a solo. Murphy afastou-se muito do estilo musical dos Bauhaus, entrando num estilo mais Rock. A carreira a solo de Peter Murphy teve o seu apogeu em 1990 com os singles "Strange Kind of Love", "Cuts You Up" extraído album "Deep". Em 1995 Murphy teve outro álbum de grande sucesso, Cascade com singles como "Scarlet Thing In You" e "I´ll Fall Wiht Your Knife". (Wikipédia)
O arrastão português "Rosamar", propriedade de uma empresa espanhola, naufragou hoje ao largo da Galiza. A tripulação do navio tinha 13 elementos, de origem portuguesa e indonésia. Estão confirmadas três mortes e cinco desaparecidos; os outros cinco tripulantes foram resgatados com vida por helicópteros e conduzidos para o hospital da Corunha, com hipotermia. A maior parte dos tripulantes portugueses era residente em Matosinhos. O gabinete do secretário de Estado das Comunidades confirmou à Lusa que "iam a bordo oito portugueses e cinco indonésios" e que três morreram e cinco estão por localizar. Segundo a mesma fonte, não se sabe se existem portugueses entre as vítimas mortais. Segundo um porta-voz dos serviços espanhóis de salvamento marítimo, citado pela edição online do “El Pais”, o naufrágio ocorreu esta manhã, cerca de 39 quilómetros a norte de Burela, na zona de Lugo, norte de Espanha. As equipas de socorro mobilizaram para o local um helicóptero, um avião, um rebocador e duas embarcações de intervenção rápida para tentar localizar os cinco desaparecidos. O barco de pesca "Rosamar" está registado numa capitania portuguesa, mas é propriedade de armadores de Burela.
Já depois de ter sido publicada esta notícia foi confirmado que os três mortos do naufrágio do arrastão “Rosamar” são todos portugueses. Dos 13 elementos da tripulação, cinco foram resgatados com vida e os restantes continuam desaparecidos. Mais uma vez se confirma que a pesca é uma actividade de alto risco.
Num país sem poder central desde 1991, a violência é exacerbada pela seca e ajuda não chega a quem precisa
A Somália arrisca-se a mergulhar na "fome total", um cenário idêntico ao da última grande fome de 1992, quando centenas de milhares morreram. O alerta foi feito ontem por Alexandre Liebeskind, do Comité Internacional da Cruz Vermelha, lembrando que há mais problemas na Somália do que a pirataria crescente nas suas águas, questão que monopoliza desde há dois meses as atenções mundiais. Já se sabia que pelo menos 40 por cento da população somali (3,2 milhões de pessoas) depende de ajuda externa para sobreviver. E que a violência tornou quase impossível às agências operarem no país. O responsável da Cruz Vermelha contou agora à emissora britânica BBC que as famílias já começaram a comer as suas posses mais valiosas: os camelos e as cabras em idade reprodutiva, o que considera um sinal do desespero crescente. Quarta-feira, a ONU já lançara um apelo para reunir 918 milhões de dólares (724 milhões de euros) que quer gastar no financiamento de 200 projectos de agências suas e outros 71 de organizações não governamentais. Ontem reforçou a urgência do pedido e da situação: 2009 será o ano "do tudo ao nada" para o país, disse Mark Bowden, coordenador humanitário da ONU para a Somália. "Esta é uma crise prolongada, uma crise que dura há 17 anos", afirmou aos jornalistas em Nova Iorque. Está actualmente numa fase particularmente difícil, exacerbada por três anos de seca. E pela violência, que opõe senhores da guerra e forças etíopes a milícias islamistas e que obrigou um milhão de pessoas a deixar as suas casas - há milhares de novos deslocados todas as semanas. A Somália não é só pirataria, mas os ataques dos piratas põem em risco a distribuição da ajuda. No mesmo dia em que as Nações Unidas pediram mais dinheiro para os somalis, o Conselho de Segurança apelou a todos os países e organizações regionais capazes de mobilizar navios de guerra e aviões militares para combater a pirataria na região. Na zona já estão navios norte-americanos, russos, indianos ou da NATO. Nos próximos dias inicia-se a missão da União Europeia para patrulhar as águas do golfo de Áden e tentar travar os piratas que já atacaram mais de 100 navios este ano.
O Congresso de Berlim realizado entre 15 de Novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885 teve como objectivo organizar, na forma de regras, a ocupação de África pelas potências coloniais e resultou numa divisão que não respeitou, nem a história, nem as relações étnicas e mesmo familiares dos povos do Continente.
No congresso, que foi proposto por Portugal e organizado pelo Chanceler Otto von Bismarck da Alemanha — país anfitrião, que não possuía mais colónias em África, mas tinha esse desejo e viu-o satisfeito, passando a administrar o “Sudoeste Africano” (actual Namíbia) e o Tanganica — participaram ainda a Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos da América, Suécia, Áustria-Hungria e o Império Otomano.
Os Estados Unidos possuíram uma colónia em África: a Libéria, só que muito tarde, mas eram uma potência em ascensão e tinham passado recentemente por uma guerra civil (1861-1865) relacionada com a abolição da escravatura naquele país; a Grã-Bretanha tinha-a abolido no seu império em 1834. A Turquia também não possuía colónias em África, mas era o centro do Império Otomano, com interesses no norte de África. Os restantes países europeus que não foram “contemplados” na partilha de África, também eram potências comerciais ou industriais, com interesses indirectos naquele continente.
Num momento desta conferência, Portugal apresentou um projecto, o famoso Mapa cor-de-rosa, que consistia em ligar Angola e Moçambique para haver uma comunicação entre as duas colónias, facilitando o comércio e o transporte de mercadorias. Apesar de todos concordarem com o projecto, Inglaterra, supostamente um antigo aliado dos portugueses, surpreendeu com a negação face ao projecto e fez um ultimato, conhecido como Ultimato britânico de 1890, ameaçando guerra se Portugal não acabasse com o projecto. Portugal, com medo de uma crise, acabou por abandonar o projecto.
Como resultado desta conferência, a Grã-Bretanha passou a administrar toda a África Austral, com excepção das colónias portuguesas de Angola e Moçambique e o Sudoeste Africano, toda a África Oriental, com excepção do Tanganica e partilhou a costa ocidental e o norte com a França, a Espanha e Portugal (Guiné-Bissau e Cabo Verde); o Congo – que estava no centro da disputa, o próprio nome da Conferência em alemão é “Conferência do Congo” – continuou como “propriedade” da Companhia Internacional do Congo, cujo principal accionista era o rei Leopoldo II da Bélgica; este país passou ainda a administrar os pequenos reinos das montanhas a leste, o Ruanda e o Burundi. (Wikipédia)
A maioria dos conflitos, muitos deles sangrentos, que são actualmente travados em África são, ainda, uma consequência desta Conferência de Berlim que retalhou o continente africano a régua e esquadro sem ter em linha de conta a distribuição geográfica das diferentes etnias.
A epidemia de cólera já fez 473 mortos no Zimbabwe desde o seu aparecimento em Agosto, segundo um último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), revelado hoje.“Uma grande epidemia de cólera afecta a maior parte das regiões do país, com mais de 11.700 casos e 473 mortos registados de Agosto a 30 de Novembro”, revela a representante da OMS no Zimbabwe, Custodia Mandlhate.O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, afirmou ontem que a epidemia fez 500 mortos e atingiu um “nível catastrófico”. O sistema de abastecimento de água falhou na capital, Harare, e em outras cidades, forçando os residentes a beber água de poços e rios contaminados. Ontem o Ministério da Saúde informou que a cólera afecta nove das dez províncias do país. Na Clínica Beatrice Road Infectious Diseases, em Mbare, um funcionário contou que recebem, por dia, oito mortos. Os doentes numa outra clínica, em Budiriro, queixam-se de que não recebem os medicamentos devidos nem os tratamentos adequados.O Governo de Robert Mugabe, 84 anos, diz que o sistema de saúde e a economia entraram em colapso devido às sanções impostas pelas potências ocidentais. Mas os seus opositores sublinham que foi Mugabe, no poder desde a independência britânica em 1980, quem arruinou uma das economias mais promissoras de África.
Hoje, 1 de Dezembro de 2008, para além de se comemorar em Portugal o Dia da Restauração, é também o Dia Mundial contra a SIDA. Ficam aqui alguns dados estatísticos e um texto sobre a situação actual da SIDA em Portugal e no Mundo.
Eis algumas estatísticas relacionadas com o HIV SIDA retiradas do Relatório da ONU-SIDA de 2006:
Números do HIV-SIDA de 2006
2 é o número de vírus VIH existentes: VIH-1 e VIH-2
10 é o número de subtipos do vírus VIH-1 do grupo M
50 por cento das infecções adquiridas em 2005 ocorreram em pessoas entre 15 e 24 anos
95 por cento dos novos casos de infecção em 2005 ocorreram em países em desenvolvimento, sobretudo África
1984 foi o ano em que o VIH foi identificado
14 000 foram infectadas diariamente com o VIH (em 2005)
3,1 milhões é o número de seropositivos que morreram em 2005
4,9 milhões é o número de novas infecções em 2005
Cerca de 23 milhões de pessoas morreram vítimas de SIDA em todo o Mundo desde o início da epidemia
28 milhões de crianças africanas terão, em 2010, perdido pelo menos um dos pais, em consequência da SIDA. No total dos países em desenvolvimento, estima-se que esse número seja de 44 milhões (relatório agência americana para desenvolvimento internacional, 2000)
40,3 milhões de pessoas estão infectadas em todo o mundo, no final de 2005
Transcrevo, ainda um trabalho sobre a SIDA publicado na "Página da Educação" (on line):
SIDA: uma epidemia do tamanho do mundo
No mapa geográfico da SIDA, o continente africano é o mais atingido e onde a epidemia assume proporções de calamidade. É na África subsariana que ocorre perto de 90 por cento das novas infecções pelo VIH. Estima-se que em 2003 houvesse cerca de 25 milhões de africanos portadores do vírus (as estimativas mais altas apontavam para 27,9 milhões) e que mais de 17 milhões tivessem morrido até esse ano. Este número representava, na altura, o triplo do total de mortes em relação ao resto do mundo. Actualmente, calcula-se que em muitos países da África meridional, em média, um em cada cinco adultos seja portador do VIH. De acordo com a ONU-SIDA (organismo das Nações Unidas criado para coordenar os esforços de erradicação da doença a nível mundial) o Uganda é o único país da África subsariana que tem conseguido inverter a progressão da doença. Entre o início da década de 90 e a actualidade, a taxa de prevalência entre a população adulta decresceu cerca de 6%, mantendo-se hoje nos 8%. Em outros países da África Oriental, como o Djibouti, a Etiópia ou o Quénia, a taxa de prevalência mantém-se nos dois dígitos. Estas taxas são particularmente elevadas em países como a Namíbia e a Zâmbia (20%), o Lesoto (24%), a Swazilândia e o Zimbabwe (25%) ou o Botswana, onde mais de um terço da população é seropositiva (36%). A África do Sul é o país com maior número de seropositivos no mundo, com 5,1 milhões de indivíduos. Em alguns destes países, a SIDA fez com que a expectativa média de vida decaísse dos 55 para os 35 anos de idade entre 2001 e 2005. Aqui, onde vivem cerca de 85% dos seropositivos menores de 15 anos de todo o mundo, completar dezoito anos significa praticamente chegar à meia-idade. No norte de África e no Médio Oriente a epidemia de SIDA está longe de ter a mesma expressão, mas continua a progredir. Em 2000, calculava-se que nesta região vivessem cerca de 400 mil pessoas com o VIH. A epidemia alastra também a outras zonas do globo, sobretudo à Ásia, onde cerca de 6,5 milhões de pessoas são portadoras do vírus. A China parece ser actualmente o país mais vulnerável, fruto do aumento da taxa de infecções sexualmente transmissíveis e da imigração em larga escala do interior para o litoral.Em termos absolutos, a Índia é o segundo país do mundo, a seguir à África do Sul, com maior número de casos de SIDA no mundo (3,7 milhões). No entanto, devido ao elevado número de habitantes (acima dos mil milhões) a percentagem de prevalência é relativamente baixa (0,7%). Na América Latina e Caraíbas vivem cerca de 1,8 milhões de pessoas com SIDA. O Haiti é o país com a mais alta taxa de prevalência da região (5%), apenas suplantada pela África a sul do sahara. Em outros quatro países das Caraíbas (República Dominicana, Jamaica, Porto Rico e Bahamas) a taxa oscila em redor dos 2% da população adulta. No Brasil, país da América do Sul mais afectado e onde a taxa de incidência crescia a um ritmo galopante até ao final dos anos noventa, o início do fabrico de medicamentos anti-retrovirais – ao desafiou das leis de monopólio das grandes empresas farmacêuticas mundiais – tem estabilizado a progressão da epidemia. As taxas de infecção crescem também na Europa Oriental e Ásia Central, onde factores como o consumo de drogas injectáveis e as infecções transmitidas sexualmente estão a fazer aumentar o número de pessoas que vivem com o VIH. Em algumas partes desta região, produziram-se mais infecções pelo vírus ao longo de 2000 do que no conjunto dos anos anteriores. Nos países industrializados existem cerca de 1,5 milhões de pessoas infectadas, mas a maioria consegue levar uma vida normal graças à terapia anti-retrovírica de uso generalizado. Apesar disto, os esforços de prevenção parecem não estar a surtir o efeito desejado. Em algumas cidades americanas, por exemplo, os índices de SIDA entre os consumidores de drogas injectáveis voltaram a subir e atingem níveis tão altos como 18% em Chicago ou 30% em algumas zonas de Nova Iorque.
A desigualdade norte-sul no acesso ao tratamento Sabe-se hoje que a prevenção é a melhor forma de combater a SIDA. Na Ásia, por exemplo, as iniciativas de prevenção levadas a cabo na Tailândia, ao longo dos anos 90, evitaram cerca de cinco milhões de mortes. Porém, passadas mais de duas décadas desde o aparecimento da epidemia, os estudos realizados a nível mundial demonstram que uma percentagem significativa dos jovens ainda não faz ideia de como se transmite ou de que forma se podem proteger do vírus. Em todo o mundo, a cada 15 segundos um jovem entre os 15 e os 24 anos é infectado pelo VIH. Em 2004, esse número ascendeu a mais de 2 milhões de indivíduos.De facto, a SIDA está longe de ser um problema que atinja exclusivamente os adultos. De acordo com números da Organização Mundial de Saúde, cerca de 500 mil crianças menores de 15 anos morrem anualmente vítimas de SIDA, o que equivale a um óbito a cada minuto. Dos mais de três milhões de mortos causados pela doença em 2004, um em cada seis era uma criança. Cerca de 640 mil são infectadas anualmente. Sem acesso a tratamento adequado, metade delas não sobrevive até aos dois anos de idade. A Organização das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), estima que em 2010 existirão mais de 18 milhões de crianças órfãs de um dos progenitores na África subsariana e que menos de 10% delas receba actualmente algum tipo de apoio público. Mais do que os governos, os doadores ou as organizações não governamentais internacionais em conjunto, são sobretudo as comunidades locais que têm prestado o apoio directo a estas crianças. Por outro lado, apesar de o preço dos medicamentos anti-retrovíricos ter baixado nos países mais pobres e de o seu acesso ser hoje maior, eles estão ainda longe de chegar a todos quanto deles precisam. A maioria dos cerca de meio milhão de menores de 15 anos que morre todos os anos vítimas de doenças relacionadas com a SIDA é contaminado através da transmissão do vírus de mãe para filho. Porém, menos de 10 por cento das mulheres grávidas têm acesso a tratamento que possa prevenir a transmissão. Na década de 90, alguns programas levados a cabo em onze países africanos mostraram que através de uma terapêutica simples, com base em medicamentos anti-retrovirais cuja aplicação tem um custo estimado de três cêntimos por dia, consegue-se uma redução de aproximadamente 50% das infecções. Apesar do baixo custo desta terapia, calcula-se que apenas 1% das crianças tenha acesso a este tratamento e que menos de 5% de outras crianças seropositivas que necessitam de outros tipos de medicamentos anti-retrovirais estejam a recebê-los. No total, a Organização Mundial de Saúde estima que, no final de 2003, apenas cerca de 400 mil pessoas no mundo teriam acesso a medicamentação, o que significa que apenas uma em cada nove pessoas que necessita de tratamento urgente estava a recebê-lo.
Situação da SIDA em Portugal De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis (CVEDT) do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, em Junho deste ano encontravam-se notificados cerca de 27 mil casos de VIH e SIDA nos diferentes estádios de infecção em Portugal. Deste total, o maior número de casos correspondia a pessoas que consomem drogas por via endovenosa (46,8%). O número de casos associados à infecção por transmissão sexual heterossexual representava o segundo grupo (35,4%) e o terceiro era ocupado pela transmissão homossexual masculina (11,7%). As restantes formas de transmissão correspondiam a 6,1% do total.Um aspecto relevante é o facto de os casos cuja causa provável de infecção é a transmissão sexual heterossexual apresentarem uma “tendência evolutiva crescente” e de se registar uma diminuição dos casos associados à toxicodependência. Desde 1995, e ainda de acordo com o CVEDT, têm sido notificados com maior frequência casos de SIDA no grupo etário entre os 45 e os 54 anos.Desde Fevereiro deste ano, a Sida é considerada uma doença de declaração obrigatória, estando catalogada como patologia de notificação obrigatória (Portaria nº 103/2005, DR nº 17, Série I-B revogada pela Portaria nº 258/2005, de 16 de Março, DR nº 53, Série I-B), devendo ser notificada ao CVEDT.A ideia de que esta é uma doença restrita a alguns grupos de risco (homossexuais, prostitutas, toxicodependentes) está completamente ultrapassada. Entre 1992 e 1998, por exemplo, os casos de infecção VIH diagnosticados em homossexuais e bissexuais diminuíram para menos de metade, ao passo que aqueles que foram observados em heterossexuais aumentaram para mais do dobro. Em Portugal os medicamentos necessários ao tratamento do VIH/SIDA são comparticipados na quase totalidade e entregues apenas nos hospitais. No entanto, de acordo com Francisco Porto Ribeiro, da Associação Abraço, esta medida não impede que a “ignorância social” sobre o assunto continue a fazer vítimas e que o poder politico tenha responsabilidades por esta situação.
Protestantes anti-governo no aeroporto de Banguecoque
Protestantes anti-governo ocuparam os principais aeroportos de Banguecoque na quinta-feira, obrigando ao cancelamento de vários voos. Este foi o último desenvolvimento de uma campanha de rua contra o Governo tailandês que já dura há seis meses. A encabeçar os protestos está a Aliança do Povo para a Democracia (People's Alliance for Democracy, PAD). Eis algumas Perguntas e Respostas do jornal Público.
Por que deixou a polícia que o PAD ocupasse os aeroportos?
A polícia está desesperada por evitar uma repetição de 7 de Outubro, quando duas pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas em confrontos em frente ao Parlamento. O PAD está armado e já dispararam sobre a polícia no mês passado, o que sugere que qualquer tentativa de os afastar pela força, pode resultar em várias baixas, aumentando as hipóteses de intervenção militar. Outras possíveis razões para a polícia não actuar vão desde a incompetência até ordens que são canceladas por instâncias superiores.
Como é que a ocupação do aeroporto ajuda o PAD?
O caos provocado está a retirar apoio popular ao PAD, principalmente porque o turismo, que emprega 1,8 milhões de pessoas, será muito afectado. Mas o objectivo principal é tornar Banguecoque ingovernável e desencadear um golpe de estado contra um governo, que dizem ser um peão do antigo líder no exílio, Thaksin Shinawatra. No caso de ser instalado um governo militar interino, o PAD teria mais hipóteses de avançar com as suas “novas políticas”, assegurando que o Parlamento ficaria repleto de seus nomeados. Alguns dos planos do PAD têm como nomes de código “Hiroshima” e “Nagasáqui”, e os seus ideólogos já foram citados a dizer que são necessários assassinatos políticos.
Quem apoia o PAD?
A real aliança de empresários, académicos e activistas dizem que o PAD recebe um milhão de baths (22 mil euros) por dia do público. Analistas suspeitam que também são financiados por grupos de interesse financeiros anti-Thaksin, facções do exército e figuras do próprio palácio presidencial, incluindo a rainha Sirikit, que foi ao funeral de um apoiante do PAD, morto em confrontos com a polícia.
O que tem o rei da Tailândia a ver com a crise?
Oficialmente, nada. Mas não se pode ignorar um homem que é visto como semi-divino por quase 65 milhões de pessoas. Como ficou demonstrado nas revoltas de 1992, o rei Bhumibol tem suficiente força moral para afastar um primeiro-ministro e, segundo próprio admitiu, politicamente está “no centro e a trabalhar em todos os campos”. Há cada vez mais preocupações quanto à sua saúde, depois de ter passado três semanas no hospital com um coágulo no cérebro, há um ano.
Há o risco de um novo golpe militar?
A hipótese nunca deve ser posta de lado num país que sofreu 18 golpes de estado em 76 anos, dos quais nem todos vividos em democracia. Isto mesmo que as mais altas patentes digam que nem sequer sonham com isso.
A curto prazo, sim. A longo prazo, não. Se a violência nas ruas aumentar (um apoiante do PAD foi arrastado do seu carro e assassinado na quarta-feira) o primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, poderá tentar acalmar as coisas, convocando eleições antecipadas. Contudo, com o apoio que ainda há ao ex-líder Thaksin, seria quase certa a eleição de um governo pró-Thaksin, fazendo com que tudo volte à estaca zero.
A conferência das Nações Unidas que começa amanhã em Doha, para se discutir a redução da pobreza nos países em desenvolvimento, já ficou marcada pelas ausências dos directores do FMI, do Banco Mundial e da maioria dos líderes dos países ocidentais. As Nações Unidas têm como principal objectivo, nesta reunião na capital do Qatar, discutir políticas para reduzir a pobreza dos países através do desenvolvimento pelo comércio, ajuda e libertação das dívidas externas destes países. A crise financeira, que pôs em queda as praças europeias e dos Estados Unidos e aumentou o espectro de uma recessão a nível global, parece estar a ter um efeito negativo na disponibilidade dos países ricos para ajudarem os países em desenvolvimento.“A ausência dos chefes de estado mostra que existe uma falta de interesse nos países ricos de realmente lidarem connosco”, disse Sasja Bokkerink, cabeça da delegação do Comité de Oxford Committee for Famine Relief (Oxfam). “Tudo o que podemos fazer durante este fim-de-semana é gritar alto ao mundo e dizer “deviam estar aqui e deviam lidar com o problema de arranjar recursos para o desenvolvimento””, disse à Reuters. O encontro começa amanhã, termina dia 02 de Dezembro e não está relacionado com a conferência de Organização Mundial do Comércio. O único líder europeu que se espera na conferência é o presidente francês Nicolas Sarkozy que, sendo o presidente da União Europeia, funciona como representante da UE. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, declarou horas antes do começo da conferência que "não se trata tanto de salvar a economia, mas sim a humanidade", referindo-se à resposta global à crise. Barroso sublinhou o imperativo de as Nações Unidas (ONU) irem mais longe na realização dos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento, aprovados em 2000. Estes objectivos prevêem a redução para metade da pobreza extrema à escala planetária até ao horizonte de 2015, em relação a 1990, bem como o retrocesso das grandes epidemias, da mortalidade infantil e da iliteracia. “Claro que esperávamos que houvesse um maior número de delegações que estivessem representadas, isso teria sido muito melhor”, disse aos jornalistas Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, citado pela Lusa. Para os quatro dias da conferência são esperados dirigentes de vários países asiáticos e latino-americanos, do Médio Oriente, como o iraniano Mahmud Ahmadinejad, e de África, como o zimbabueano Robert Mugabe. A ONU informou que os países desenvolvidos estão na disponibilidade de conceder menos de 20 mil milhões de dólares (15.700 milhões de euros) dos 50 mil milhões de dólares (39.300 milhões de euros) que deveriam ser desbloqueados para o desenvolvimento até 2010, conforme promessa deixada em 2004. De acordo com o Banco Mundial, estima-se que 40 milhões de pessoas sejam arrastadas para a pobreza durante o próximo ano, devido à crise financeira mundial. (Público)
Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi ontem agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar, disse à Lusa fonte da GNR. A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto. A docente foi assistida no Hospital de São João, no Porto, com lesões numa perna e num olho. Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões. "Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou. "Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de me partir os óculos", acrescentou.(Público)
Continua a violência nas escolas portuguesas. Hoje-em-dia a profissão de professor parece ser, cada vez mais, uma profissão de alto risco. Até onde vamos chegar? Como resolver e prevenir estas situações?
O sector do turismo é um dos mais importantes da economia portuguesa, representando entre 7% e 8% do PIB e absorvendo perto de 10% do emprego. O aumento do número de turistas e a importância estratégica deste sector, traduzida nas receitas que proporciona, na mão-de-obra que ocupa e nos efeitos multiplicadores que induz em várias áreas, tem levado os agentes económicos, perante a concorrência internacional, a adoptar um conjunto de medidas dinamizadoras, especialmente no âmbito da oferta.
Podem considerar-se factores-chave da atracção de Portugal como destino turístico, o agradável clima português e a beleza da sua costa marítima de 1.792 km. Acresce que a paisagem do litoral e do interior, a cultura, os monumentos e locais históricos, o ambiente hospitaleiro, as infra-estruturas para a prática de desportos náuticos e radicais, e sobretudo do golfe, para a realização de grandes eventos, bem como o nível da hotelaria são aspectos importantes na qualidade do turismo em Portugal.
Portugal tem conseguido manter a sua participação a nível mundial, ao contrário do que se verifica com muitos dos seus concorrentes europeus, apesar da emergência de novos destinos que têm afastado os turistas dos mercados tradicionais. O país posicionou-se, em 2004 em 19º lugar no "ranking" dos principais destinos turísticos, com 11,6 milhões de turistas, e na 21ª posição no “ranking” das receitas, com 6,3 mil milhões de euros. Quanto ao número de dormidas de estrangeiros na hotelaria, a evolução no período 2001-2005 não mostra uma tendência crescente, pois houve uma queda entre 2001 e 2002. No entanto, a partir de 2002 a tendência tem sido crescente, chegando a 2005 com 21,7 milhões de dormidas de estrangeiros. Embora se tenha registado um importante evento em 2004 – o campeonato europeu de futebol –, não houve reflexos significativos no número de dormidas na hotelaria, pois o aumento de dormidas incidiu noutro tipo de alojamentos. Não obstante ter havido recentemente uma expansão significativa da capacidade de oferta turística no que respeita aos alojamentos hoteleiros, verificou-se, por outro lado, um movimento no sentido de uma maior diversificação da oferta. É neste contexto que se enquadra o desenvolvimento importante das modalidades de alojamento que compõem o turismo no espaço rural (turismo de habitação, turismo rural e agro-turismo).
A maior parte dos turistas que visitam Portugal são oriundos da Europa Ocidental, particularmente dos países da UE. Os EUA são a mais importante fonte de turistas fora da Europa. Esta situação pode constatar-se através da repartição das dormidas de estrangeiros em 2005, pelos principais países de origem: Reino Unido (30,7%), Alemanha (16,5%), Espanha (11,5%), Países Baixos (6,8%), França (4,7%), Irlanda (3,6%), Itália (3,1%) e EUA (2,6%).
As receitas de turismo têm registado acréscimos nos últimos anos, tendo chegado a 2005 com 6,4 mil milhões de euros, um incremento de 1,1% em relação ao ano anterior. No período 2001-2005 apenas em 2002 e 2003 se registaram ligeiros declínios, relacionados com a situação global que se viveu no turismo nesses anos. Nesse quinquénio, a taxa média de crescimento anual foi de apenas 1,1%, mas no quinquénio 2000-2004 tinha sido de 5,0%.
Os vídeos que se seguem promovem Portugal como um excelente destino turístico. Vale a pena ver algumas das preciosidades naturais e culturais deste nosso país, tão pequeno e tão diverso em paisagens e em património arquitectónico.
Portugal - Turismo de Portugal
Portugal - Romance Eterno
Portugal National Geographic
Que comentário fazem a estas imagens? Será que o Turismo é o futuro de Portugal? Saberão Portugal e os portugueses aproveitar este potencial turístico?
Podem ainda saber um pouco mais sobre o turismo em Portugal visitando os seguintes sites:
Vejam um vídeo promocional da Quinta da Lagoa, que mostra o processo de fabrico do queijo de leite de ovelha com o nome da quinta e que tem certificação DOP "Queijo Serra da Estrela".
A maior ilha do mundo escolheu ser mais autónoma e a decisão foi saudada pela Dinamarca. Na Gronelândia pergunta-se se há condições para um Estado em pleno
A Gronelândia tem 57 mil habitantes, pouco mais do que Guarda ou Bragança, mas muito, muito mais frio. Abrangido em mais de 80 por cento da sua superfície pela calota polar, o território – que alberga 10 por cento das reservas de água doce do Planeta – é igualmente um dos mais ameaçados pelo aquecimento global. A Gronelândia referendou na terça-feira uma autonomia alargada em relação à Dinamarca, o que foi interpretado como um primeiro passo para a independência. E cerca de 75 por cento dos gronelandeses disseram sim. Hans Enoksen, o chefe de governo local, sonha festejar os 65 anos numa Gronelândia independente, mas ainda lhe faltam 12 anos. O seu antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Aleqa Hamond, acredita que isso acontecerá daqui a oito anos, e o sindicalista Jess Berthelsen disse à AFP que a Gronelândia poderá ser independente daqui a quatro anos. Previsões à parte, o referendo desta semana dá aos gronelandeses o direito a explorar os próprios recursos - petróleo, gás, ouro, diamantes, urânio ou zinco. Desde 1979 que a ilha, a maior do mundo, tinha um estatuto de autonomia. Todos os anos a Dinamarca envia para a ilha 400 milhões de euros, o que representa cerca de metade do orçamento do território. "A proposta de autonomia alargada recebeu um apoio político maciço tanto na Gronelândia como na Dinamarca. Vejo com satisfação que a proposta também recebeu um largo apoio do povo gronelandês", disse em comunicado o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. A taxa de participação foi de 72 por cento, e 75,5 por cento dos eleitores votaram "sim". Só 23,6 escolherem o "não". Entre os que rejeitam a ideia de independência estão alguns dirigentes da oposição ao governo local, como Jens Frederiksen, para quem "é uma ilusão acreditar que a Gronelândia poderá voar com as próprias asas num futuro próximo". E adianta: "Não temos, para já, os meios para financiar os novos domínios em que a Dinamarca irá retroceder no quadro de um regime de autonomia alargada, como é o caso da polícia, da justiça ou da administração penitenciária."
"Simplesmente poucos"
Também o político e escritor gronelandês Finn Lynge considera "impossível" que um território que não chega a ter 60 mil habitantes se torne um Estado independente. "Somos simplesmente muito poucos para fornecer os recursos humanos necessários a um Estado viável", disse à AFP. Por paradoxal que pareça, se houver viabilidade para a Gronelândia ela virá do degelo dos glaciares do Árctico, que é lamentado por ser uma consequência do aquecimento global mas que dará à Gronelândia a hipótese de explorar novas reservas de hidrocarbonetos. Prevê-se que o novo estatuto de autonomia entre em vigor a 21 de Junho de 2009, como anunciou o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen. Nessa altura terão passado 300 anos sobre o início da colonização dinamarquesa e 30 sobre o primeiro estatuto de autonomia da Gronelândia.(Público)