quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Colisão no espaço: satélites norte-americano e russo em primeiro acidente do género

Ilustração sobre os detritos que orbitam o planeta


Um satélite de comunicações norte-americano e um satélite “morto” russo colidiram no espaço – o primeiro acidente do género –, a quase 800 quilómetros de distância da Terra, algures sobre a Sibéria, revelou hoje a NASA. O acidente, que ocorreu na terça-feira, não inspira receios de ameaça à Estação Espacial Internacional (ISS). Os dois engenhos, o norte-americano propriedade da empresa privada Iridium Satellite LLC e o russo, também de comunicações, já fora de operacionalidade há mais de dez anos, embateram a uma velocidade de 670 quilómetros por minuto. O Pentágono e a NASA crêem que serão necessárias “várias semanas” para determinar a total magnitude da colisão e dos seus efeitos.“Cremos que esta foi a primeira vez que dois satélites colidiram em órbita”, sublinhou em conferência de imprensa o coronel Les Kodlick, porta-voz do Comando Estratégico dos Estados Unidos. A mesma fonte notou que a nuvem de detritos resultante do choque pode criar problemas potenciais para as operações no espaço, mas que não ameaça a integridade da ISS.


Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364895

Para saberem um pouco mais sobre lixo espacial cliquem aqui.

O Urso Polar e o aquecimento global

Uma tradução e legendagem para português, de um vídeo da organização STOPGLOBALWARMING.ORG para a turma C do 7º Ano da Escola Básica 2,3 Terrugem - Sintra - Portugal


Setúbal: Pluripar iniciou abate de sobreiros no Vale da Rosa


A promotora imobiliária Pluripar iniciou hoje o abate de 1.331 sobreiros no Vale da Rosa, em Setúbal, apesar da providência cautelar interposta segunda-feira pela Quercus no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa.
Cerca das 9:00, uma dezena de homens munidos de auto-serras iniciaram o abate de sobreiros devidamente autorizado pela Autoridade Florestal Nacional perante o olhar atento da GNR e dos dirigentes da Quercus - Associação para a Conservação da Natureza, Domingos Patacho e Francisco Ferreira.
"Para a Quercus é uma batalha perdida porque o objectivo era que não se cortassem estes sobreiros, que têm dezenas - nalguns casos centenas - de anos", disse à Lusa o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, lembrando que o tribunal "tem 48 horas para se pronunciar sobre a providência cautelar".
"Os sobreiros que hoje estão a ser abatidos correspondem à área de um centro comercial (a ser construído no futuro) que teve imprescindível utilidade pública à custa de um despacho, feito um mês antes das eleições autárquicas de Dezembro de 2001, dos então ministros do Ambiente, José Sócrates, e da Agricultura, Capoulas Santos", frisou o vice-presidente da Quercus.
A urbanização do Vale da Rosa, com 7.500 fogos, um centro comercial e um complexo desportivo, inclui também inclui o futuro estádio municipal, que a autarquia já se comprometeu a ceder ao Vitória de Setúbal.


Fonte: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9314509


Podem ver aqui um vídeo com uma reportagem da RTP sobre o assunto.

Convém referir que o sobreiro é considerado uma espécie protegida pela lei portuguesa e que o seu abate só pode ser efectuado se o Ministério do Ambiente considerar que o projecto em causa é de imprescindível utilidade pública.

Pecuária: Dezenas de vacas aparecem mortas em explorações agrícolas do norte alentejano


Dezenas de vacas estão a aparecer mortas em explorações agrícolas na zona de Nisa (Portalegre), deixando os agricultores "desesperados" e sem encontrar explicações junto dos veterinários. "As vacas estão bem, estão a comer e de um momento para o outro deitam-se e já não se levantam", explicou hoje à agência Lusa João Ribeirinho, agricultor há vários anos em Nisa. "Não sei o que se passa, o que sei é que já chamei dois veterinários e não sabem dizer absolutamente nada sobre este caso", salientou. João Ribeirinho disse que já viu morrer, num curto espaço de tempo, "sete vacas" na sua exploração, adiantando que, no concelho de Nisa, nos últimos tempos, já terão morrido "mais de 500 vacas". (RTP.pt, 10.02.09)


Podem ler a notícia na íntegra em: http://www.newstin.com.pt/related.a?edition=pt&group_id=pt-010-000811014&similarFilter=ALL

Mais um problema para a nossa pecuária!

Biosfera - Reabilitação urbana em Portugal


Vejam agora um vídeo que é especialmente direccionado para os alunos do 11º ano. Trata-se de um programa da RTP "Biosfera" e que aborda os problemas de reabilitação urbana em Portugal. Vale a pena ver o vídeo, especialmente a primeira parte que é dedicada a este tema..


Para visionarem o vídeo cliquem aqui.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nove cidades portuguesas assinam pacto europeu para a redução do CO2 até 2020


A capital portuguesa é uma das nove cidades do país que assinaram hoje o acordo europeu para a redução das emissões de CO2 em 20 por cento até 2020. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Costa, e o vereador José Sá Fernandes estiveram em Bruxelas para a assinatura do Pacto dos Autarcas que reuniu mais de 400 cidades da União Europeia. A iniciativa da Comissão Europeia propõe a redução das emissões através de planos de acção para as energias sustentáveis e renováveis. Para além de Lisboa, as cidades de Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda, Moura, Porto e Vila Nova de Gaia aderiram ao projecto. Segundo o comunicado de imprensa da Câmara de Lisboa, a autarquia definiu uma política neste sentido através da Estratégia Energético-Ambiental com o objectivo de assumir até 2013 “a dianteira a nível europeu e nacional em matéria de eficiência energética”. O comunicado explica que durante vários anos houve uma recolha e tratamento de dados quanto aos fluxos de energia, água e materiais no Concelho de Lisboa. A câmara espera conseguir em quatro anos uma redução de 8,9 por cento do consumo de energia primária nos sectores dos edifícios residenciais, edifícios de serviços e transportes rodoviários com uma redução anual de 1,85 por cento, e uma redução de 9,4 por cento nos próprios serviços da CML com uma diminuição por ano de 1,95 por cento. (Público, 10.02.09)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364674&idCanal=59

Eis mais uma boa notícia para as cidades portuguesas! Mas será que irão cumprir esta meta?

Censos de 2011 vão equiparar uniões de casais homossexuais a núcleos familiares


As uniões de casais homossexuais vão ser equiparadas a núcleos familiares para efeitos de estatística nos próximos Censos de 2011, disse à Lusa fonte do Instituto Nacional de Estatística.Os próximos Censos (recenseamento geral da população), em 2011, vão incluir na observação das estruturas familiares a equiparação das uniões de casais homossexuais a núcleos familiares. Esta é uma das novidades dos próximos Censos em Portugal que, segundo o Instituto Nacional de Estatística, pretendem ir ao encontro das recomendações internacionais. De acordo com o INE, o conteúdo previsto para os Censos 2011 comporta um conjunto de alterações face aos Censos 2001, que visa sobretudo garantir a pertinência e a qualidade da informação recolhida e responder às novas exigências do regulamento comunitário. Algumas destas alterações decorrem da tentativa de adaptação às transformações da sociedade. Nos próximos censos, as variáveis “estado civil legal” e “união de facto” serão observadas de forma independente, sendo o conceito de união de facto alargado às uniões consensuais de casais do mesmo sexo. Desta forma, explica o INE, é melhorado o retrato das relações conjugais e familiares da sociedade portuguesa. Em termos de conteúdo, adianta o instituto, há um conjunto de novas variáveis, como por exemplo as relativas à caracterização dos movimentos migratórios (residência anterior no estrangeiro, ano de chegada a Portugal, país de proveniência), ou à caracterização dos alojamentos (ar condicionado, principal fonte de energia para aquecimento, área útil, lugar de estacionamento). Outra das alterações em termos de conteúdo é a autonomização da população sem-abrigo, que, embora já recenseada em Censos anteriores, a sua individualização não era possível, pois estava inserida numa categoria residual juntamente com outras situações. Para os Censos 2011, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, há ainda uma forte aposta na reformulação dos processos de recolha de dados, nomeadamente a possibilidade da resposta aos censos através da Internet. O projecto de Programa de Acção dos Censos 2011 tem vindo a ser apreciado pela Secção Eventual para Acompanhamento dos Censos 2011 (SEAC 2011), órgão do Conselho Superior de Estatística que detém a competência para emitir parecer sobre o referido Programa, designadamente sobre as temáticas a observar nos próximos Censos. (Público, 11.02.09)


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Grammy: «Viva la Vida«, dos Coldplay, eleita canção do ano

A canção "Viva la Vida" dos Coldplay, arrebatou o prémio da canção do ano na 51.ª cerimónia anual de entrega dos Grammy, que decorreu na noite de domingo em Nova Iorque. Adele foi considerada a revelação vocal do ano.

Eis alguns dos principais prémios atribuídos:
Álbum do ano: "Raising Sand", Robert Plant e Alison Krauss.
Cantor Pop: "Say", John Mayer.
Gravação do ano: "Please Read The Letter", Robert Plant e Alison Krauss.
Nova Artista: Adele
Álbum Rock: "Viva La Vida Or Death And All His Friends", Coldplay.
Canção do ano: "Viva La Vida", Coldplay.
Cantora Pop: "Chasing Pavements", Adele.

Aqui ficam dois videoclips de cantores premiados:

Pela quarta vez, desde que foi criado este blogue, Viva la vida (canção do ano), dos Coldplay, na versão que gosto mais (e legendada em inglês). Viva os Coldplay!



E Robert Plant e Alison Krauss (álbum do ano) "Gone gone gone".

Robert Plant & Alison Krauss


Foram justos os prémios?

Incêndios na Austrália: balanço de vítimas mortais sobe para 131


Milhares de bombeiros e membros de equipas de socorro, já no limite das forças, prosseguiam os trabalhos de salvamento das vítimas e combate à vaga de fogos que assola o sul da Austrália desde sábado e que causou já pelo menos 131 mortos, continuando a registar-se ainda dezenas de pessoas desaparecidas.“Foram-se todos. Todos. As casas deles desapareceram. Estão todos mortos, ali, dentro das casas. Estão todos mortos”, lamentava à Reuters hoje de manhã um dos sobreviventes de Kinglake, localidade dos arredores de Melbourne.A brutal língua de fogo que varreu várias cidades da região na noite de sábado destruiu tudo no seu caminho, deixou mais de 750 casas destruídas e vastas áreas de terras de cultivo encontram-se agora carbonizadas, assim como centenas de milhares de hectares de floresta. “Isto vai parecer-se com Hiroshima. Vai parecer que caiu aqui uma bomba nuclear”, desabafava aquele mesmo sobrevivente, citado pela Reuters. Muitas pessoas, descrevia hoje esta agência noticiosa britânica, morreram queimadas dentro dos carros, enquanto tentavam fugir ao inferno das chamas, empurrado pelas fortes rajadas de vento, outras enquanto procuravam protecção dentro das suas casas. Há registos de sobreviventes que encontraram refúgio em piscinas ou em reservatórios de água, alguns dentro dos celeiros. O número de feridos nos hospitais ascende a quase uma centena. Muitos apresentam queimaduras em mais de 30 por cento do corpo, alguns dos ferimentos de maior gravidade do que os que resultaram dos ataques bombistas a Bali em 2002 – descreveu um médico dos serviços de urgência de um hospital de Melbourne à agência francesa AFP. Foi nesta região de cidades rurais, em volta da segunda maior cidade australiana, que se contou a maior parte dos mortos da vociferante vaga de fogos – chegaram a verificar-se quase 30 focos de incêndio activos em simultâneo, muitos com uma altura de chamas superior a um prédio de quatro andares, e a polícia revelou admitir a hipótese de alguns deles terem sido deliberadamente ateados. “Não há outra maneira de o descrever senão como um homicídio em massa”, avaliou o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, a um canal de televisão local, prevendo, de resto, que o número de vítimas mortais “ainda vá aumentar”. Estes incêndios florestais constituem o prior desastre natural que a Austrália sofreu em mais de um século, tendo levado a um acentuar da pressão sobre o Governo para que ponha em marcha novas e mais efectivas políticas ambientais. “É muito claro que tanto em termos globais como na Austrália se verifica uma tendência de aquecimento desde 1950”, apontava à Reuters o investigador de topo australiano em clima Kevin Hennessy. Ao mesmo tempo que os cientistas sustentam que a Austrália deve preparar-se para situações climáticas ainda mais extremas, devido ao aquecimento global, os ambientalistas e os Verdes australianos argumentaram já que os incêndios e cheias constituem a prova de que o executivo de Rudd tem de endurecer as limitações às emissões de gases causadores do efeito de estufa. Querem que a Austrália – que contribui com 1,5 por cento das emissões globais – as reduza em pelo menos 25 por cento até 2020; enquanto o Governo de Rudd fixou esse objectivo em apenas cinco por cento, não avançando mais sequer, e só até um máximo de 15 por cento, se não houver um acordo internacional generalizado no sentido de endurecer as acções contra o efeito de estufa.


Que grande drama que está ser vivido na Austrália! Mais uma consequência do aquecimento global, embora também, pelos vistos, com a colaboração humana.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Eagles - Hotel California (Live)

Vejam agora os velhinhos "Eagles" e a sua canção mais famosa "Hotel Califórnia" (de 1976), em concerto (relativamente recente). Hotel Califórnia é uma belíssima canção, um grande clássico do rock americano dos anos 70 e, sem dúvida, uma das canções da minha vida.
Será que os jovens dos anos 2000 ainda gostam deste tipo de canções?

Igespar aprova plano para o centro histórico


O Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto, apresentado no passado dia 5 de Dezembro, foi aprovado pelo Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico). De acordo com o site da Câmara do Porto, a aprovação data de 12 de Janeiro e sugere apenas "pequenas alterações de pormenor", relacionadas com nomenclaturas utilizadas no documento original, a fim de se permitir "uma melhor compreensão por parte dos serviços da UNESCO". A apresentação de um plano desta ordem é uma exigência da UNESCO para todas as áreas classificadas por este organismo internacional. No caso do Porto, apesar da classificação como Património da Humanidade já ter 12 anos, só agora foi possível concluir o plano de gestão. A responsabilidade foi assumida pela Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana e coordenado pelo arquitecto Rui Loza, membro do conselho de administração daquela entidade. O plano inclui um levantamento exaustivo de todo o edificado do centro histórico - o que levou à identificação de cerca de sete mil habitantes, distribuídos por 1796 edifícios, 578 dos quais em mau estado. A SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana) estima que serão necessários 235 milhões de euros para recuperar o centro histórico, o que deverá ser feito recorrendo a nove operações de reabilitação (a décima, na zona da Ribeira/Barredo já está concluída). O trabalho vai ser guiado por dois eixos de intervenção transversais (a preservação e valorização do edificado, por um lado, e o envolvimento da população, por outro) e três temáticos (turismo, indústrias criativas e o rio Douro). A gerir e monitorizar tudo isto estará, numa primeira instância, a própria SRU, mas o objectivo é que a gestão do centro histórico venha a ficar nas mãos da Unidade de Gestão da Área Urbana (UGAU). Esta nova entidade de gestão deverá começar a funcionar no Morro da Sé, como experiência-piloto, e está já um pouco atrasada, uma vez que o arranque tinha sido anunciado para finais de Janeiro. O objectivo é que a UGAU cresça paulatinamente, abarcando, em alguns anos, todo o centro histórico. (Público, 06.02.09)



Ainda bem que, finalmente, foi aprovado o Plano de Gestão do centro Histórico do Porto! Há 578 edifícios em mau estado que têm de ser urgentemente reabilitados.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Exames nacionais de Geografia A


Já saíu o calendário dos exames nacionais 2008/2009. Os exames de Geografia A (código 719)são nos seguintes dias:


1ª fase: 19 de Junho, às 14h;


2ª fase: 14 de Julho, às 19h.


Para conhecerem a matriz do exame de Geografia A (conteúdos, tipo de perguntas, cotações, critérios de classificação) cliquem aqui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

24 (7ª temporada) - Trailer oficial


Já estreou há uma semana a 7ª temporada da série norte-americana "24". A série da Fox (que já vai no 2º episódio) é transmitida pela RTP 2, às quartas feiras, às 22:40h. É uma série de acção (por vezes violenta) relacionada com o combate ao terrorismo e em que em cada um dos 24 episódios corresponde a uma hora de um dia (24 horas/24 episódios). É uma série muito interessante (relacionada com a matéria de Geografia C), plena de acção e suspense, protagonizada pelo actor Kiefer Sutherland que também é o produtor.

Fiquem com o trailer oficial da série.




Site oficial da série: http://www.fox.com/24/

Suzanne Vega - Luka

Mais uma vez os anos 80 e agora com Suzanne Vega e o seu inesquecível Luka, de 1987.



Site oficial: http://www.suzannevega.com/

Crise obriga pais a cortar despesas com os filhos


Famílias prescindirem de valências como as explicações, o Inglês, ou a Música


As famílias começam a cortar nas actividades extracurriculares das crianças, afectando as explicações, o Inglês e a Música. Estas são as indicações recolhidas pelo JN junto de várias instituições das grandes cidades e suas periferias.
A crise instalou-se na classe média e afectou a Educação, vivendo as suas instituições o desafio de a combater. "Opta-se pela não actualização de preços, por descontos a alunos mais antigos, pela redução do número de horas diárias dadas pelos docentes", ilustra Ivone Rocha, directora do centro de explicações do Porto "Letras e Algarismos". Ainda assim, revela a responsável, "há desistências e muito menos inscrições por manifesta incapacidade financeira". Na periferia, em Valongo, o "Sabe Tudo" recebeu "menos alunos depois do Natal, em comparação com o ano passado". As razões são as mesmas, ainda que se opte, igualmente, por facilitar a vida dos pais. "Não se faz actualização de preços", revelou uma das sócias.
Mais para sul, em S. João do Estoril, perto de Lisboa, o centro de explicações "Pronto-a-Estudar" tem menos alunos este ano, apesar de a inscrição ser gratuita e de quase não terem aumentado as mensalidades. "As pessoas pensam muito bem na modalidade que escolhem porque isso faz diferença nos gastos mensais", admitiu uma funcionária.

Prescinde-se do Inglês e da Música

A crise é igualmente sentida em instituições de ensino de grande dimensão, habitualmente frequentadas pela classe média. "Se os pais pedirem para pagar um bocadinho mais tarde, aceita-se; se os alunos mais antigos se inscreverem mais cedo, têm desconto. E pondera-se, cada vez mais, discutir com o banco a possibilidade de os clientes poderem contrair um empréstimo para pagarem as propinas", avançou Sofia Leitão, membro Instituto Britsh Council.
Aquela responsável defende que "os pais sabem a importância da língua inglesa no futuro dos filhos, fazendo o esforço de proporcionarem a sua aprendizagem".
A ginástica é igualmente sentida nas escolas mais pequenas, como a "Know-how", em Lisboa. A directora, Maria João Lopo de Carvalho, nota "uma grande retracção e quebra" nos cursos intensivos que habitualmente organiza para as férias e pausas lectivas e admite que os pais estão a optar por alternativas sem custos, como deixar os filhos nos avós.
Relativamente à música, uma das actividades extracurriculares mais procuradas nos últimos anos, também são sentidas algumas dificuldades, especialmente na periferia. Que o diga Rita Nunes, directora da Escola "Dó Ré Mi", em Valongo, onde "os pais vão sempre procurando aulas que não os façam gastar muito dinheiro". "Convencem os filhos a aprender guitarra porque poderão mais tarde comprar-lhe uma e tentam dissuadi-los, por exemplo, de piano". Por outro lado, "no caso de irmãos, verifica-se que um acaba por desistir ou nem sequer inscrever-se".
Rita Nunes garante que a crise está a afectar profundamente a classe média. "São pessoas que tinham uma vida estável, que contraíram despesas com base numa promessa de estabilidade e que, de repente, vêem-se a braços com bastantes dificuldades", explica.
Já na Escola de Música da Foz, no Porto, não se verificam problemas desses. "Estamos ao lado dos grandes colégios privados. A classe A não sofre com a crise", justifica o director Moz Barbosa.

Desistem por falta de dinheiro

Actividades como a dança ou o futebol também estão a perder procura. Alexandre Silva, director desportivo da "Mr Foot", uma escola de futebol para crianças em Almada, diz que este ano teve "um decréscimo de 20 a 25%".
No distrito do Porto, as escolas de dança passam pelo mesmo. Na cidade, na Academia de Dança Joana Reis "verificam-se algumas desistências por falta de dinheiro, embora as pessoas não assumam isso imediatamente", conta um dos funcionários. Na periferia, na Escola de Dança de Ermesinde, por exemplo, "as famílias começam a queixar-se e a ponderar muito", confessa a directora Edite Santos. (Jornal de Notícias, 05.02.09)



E vocês, também vão sentindo esta crise económica?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Com o novo Google Earth navegar pelo fundo do mar e viajar no tempo já é possível


A partir de hoje os internautas podem "mergulhar" nos oceanos, fazer viagens no tempo e ver o planeta Marte em alta resolução, tudo graças às novas funcionalidades do Google Earth. O Google Earth 5.0 permitirá ainda a partilha de imagens, vídeo ou foto feitas pelos próprios utilizadores. O Google Ocean vai permitir ver todo o planeta com bastante detalhe e informação (nova funcionalidade "Ocean"). A nova ferramenta passará a mostrar os restantes 70 por cento do planeta constituídos por água, cinco por cento dos quais já estão explorados e cartografados e exibidos com maior detalhe. O utilizador vai poder navegar literalmente pelos oceanos, tanto à superfície como debaixo de água, podendo ainda acompanhar o trajecto feito por um tubarão branco monitorizado. O "Ocean" permite-nos ainda, entre outras utilidades, saber a temperatura da água e os melhores locais para o surf, kitesurf e mergulho, três modalidades com alguma importância na costa portuguesa. Ao mesmo tempo o Google Earth passa também a disponibilizar imagens históricas, o que permite ver, por exemplo, não só ver a construção do novo Estádio da Luz como o antigo estádio, em Lisboa. O internauta poderá acompanhar as mudanças feitas pelo homem ao longo dos tempos, enquanto que a ferramenta "acompanhamento GPS" permite inserir percursos a partir de aparelhos de localização dos utilizadores. Esta versão está disponível em 40 idiomas, entre eles o Português. (Público, 02.02.09)

Para aceder ao Ocean no Googgle Earth basta fazer o download a última versão no endereço: http://earth.google.com.br/

Podem visionar de seguida um vídeo promocional da nova versão do Google Earth.





Reino Unido: sindicatos dizem que interpretação de directivas comunitárias prejudica trabalhadores britânicos


Os sindicatos britânicos pediram ao Governo para rever a forma como as directivas europeias sobre circulação de trabalhadores está a ser interpretada, para garantir que os trabalhadores britânicos não são discriminados no acesso aos postos de trabalho criados no país.

Pelo quinto dia consecutivo, trabalhadores de empresas que prestam serviços na refinaria da Total, em Lindsey, voltaram a concentrar-se no exterior da unidade, prometendo manter o protesto até conhecerem os resultados das negociações entre a petrolífera francesa, os sindicatos e uma equipa de mediadores nomeada pelo Governo.

Na origem do protesto, está a atribuição de uma obra na refinaria, orçada em mais de 200 milhões de libras, a uma empresa italiana que planeava usar os seus próprios trabalhadores – italianos e portugueses – para realizar os trabalhos. Foi a chegada dos primeiros operários a Lindsey que levou os trabalhadores de outras empresas contratadas a suspender o trabalho, à revelia dos sindicatos, acusando a petrolífera de discriminação. “Trabalhos britânicos para os trabalhadores britânicos”, uma frase dita em 2007 pelo primeiro-ministro britânico tornou-se o “slogan” do protesto, que nos dias seguintes alastrou a outras centrais e refinarias do país e que se estendeu ontem a duas centrais nucleares.

Os trabalhadores querem garantias de igualdade no acesso aos empregos criados no país – numa altura em que o desemprego atinge quase dois milhões de pessoas –, mas o Governo de Gordon Brown rejeitou quaisquer medidas proteccionistas para enfrentar a crise.

Uma nova interpretação

Os sindicatos, que estão solidários com os trabalhadores embora não possam apoiar os protestos convocados ilegalmente, dizem que os britânicos estão a perder empregos por causa da forma como as directivas europeias de Livre Circulação e de Trabalhadores Deslocados estão a ser aplicadas no país. “Pela interpretação actual da lei, as companhias estrangeiras podem recusar empregar cidadãos nacionais em projectos no Reino Unido”, lê-se num comunicado emitido pela GMB, que representa cerca de 700 mil trabalhadores.

A confederação sindical diz ainda que “o Governo britânico deve adoptar o conselho do Parlamento Europeu e pressionar a Comissão Europeia a corrigir esta interpretação”.

A contratação de mão-de-obra estrangeira, mais barata, para empreitadas nos países europeus tem sido uma polémica recorrente. Em 2004, a empresa letã Laval contratada para um projecto na Suécia, foi forçada a parar as obras pelos sindicatos locais, que contestavam o facto de a companhia ter trazido os seus próprios trabalhadores, mediante salários inferiores aos praticados no sector. Três anos depois, o Tribunal Europeu de Justiça concluiu que os sindicatos estavam a restringir o direito da Laval a fornecer serviços no espaço europeu e recordava que a empresa não estava obrigada a pagar salários superiores aos mínimos definidos pela directiva de trabalhadores deslocados
. (Público, 03.02.09)




Estes trabalhadores britânicos estão apenas a lutar pelos seus direitos (contra directivas comunitárias) ou também há neste caso uma situação (encapotada) de xenofobia?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

David Fonseca e Rita Redshoes - "Hold Still"

MP3 pode levar dez milhões de jovens europeus à surdez

Uma conferência em Bruxelas voltou a alertar para os perigos dos leitores Mp3 para a audição e a "catástrofe" que daí advirá se nada for feito. Entre as medidas equacionadas está uma maior limitação do volume máximo permitido.
Ontem, numa conferência promovida pela União Europeia, foi elevado o estado de alerta em relação aos leitores portatéis de música, com vários responsáveis e investigadores a traçarem um cenário negro para o futuro da juventude europeia.
"Sejamos francos: estamos perante uma catástrofe se nada for feito rapidamente", afirmou ontem Stephen Russell da associação europeia de segurança para o consumidor ANEC, à Reuters. Antes, um painel da União Europeia especializado em riscos para a saúde estimou que até dez milhões de jovens europeus correm o risco de danificar a sua audição por utilizarem os seus leitores Mp3 com o volume demasiadamente alto.
Os especialistas fizeram ainda questão de referir que
não existe qualquer cura conhecida para a perda de audição ou para a tinite - uma doença caracterizada pela sensação de um tinir contínuo nos ouvidos.
Na conferência de ontem, que reuniu peritos, cientistas, representantes da indústria, organizações de consumidores, fabricantes, deputados europeus e outras autoridades, foram discutidas as precauções que os utilizadores podem tomar, as soluções técnicas que a indústria pode aplicar para minimizar a perda de audição, a necessidade de mais regulação e a revisão das exigências mínimas de segurança para melhor proteger os consumidores.
A abrir a sessão, a comissária europeia para o consumidor, Meglena Kuneva, recordou que nos últimos quatro anos foram vendidos mais de 250 milhões de aparelhos áudio portáteis na União Europeia e que cerca de 100 milhões de pessoas os utilizam numa base diária. Depois de ouvidas as opiniões dos vários especialistas presentes, a Comissão Europeia irá agora analisar as conclusões do encontro e decidir quais as medidas que poderá tomar para minorar este problema de saúde.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia, João Marta Pimentel, confirmou à Lusa que "há cada vez mais casos de problemas de audição em jovens, o que está a causar preocupação na classe médica", lamentando a inexistência de dados sobre a situação.
De acordo com o especialista, os jovens "não estão informados sobre os riscos" de ouvir música num nível sonoro muito elevado e durante um tempo prolongado. Por este motivo sugeriu que os leitores portáteis sejam vendidos com uma bula, como as dos medicamentos, advertindo para os riscos de perda de audição.
O médico condenou ainda a utilização do tipo de auscultadores que encaixam no ouvido, fazendo "oclusão do canal auditivo", permitindo apenas a audição proveniente do aparelho. (JN, 28.01.09)



Depois dos telemóveis, agora também os leitores de MP3 são mais uma ameaça para a saúde dos nossos jovens. E vocês o que pensam deste novo problema? Também ouvem muito alto as vossas músicas? Não estão preocupados com uma possível surdez precoce?

Três jovens italianos queimaram imigrante indiano “por diversão”


Ataque perto de Roma


Um imigrante indiano está hospitalizado em Roma depois de ter ficado gravemente queimado na madrugada de domingo, quando três jovens, incluindo um menor, o atacaram enquanto dormia na estação de comboio de Nettuno, no litoral a Sul da capital de Itália. “Regámo-lo com gasolina só para nos divertirmos. Queríamos saber quanto durava e era-nos indiferente se ele era negro ou romeno”, afirmou um dos jovens detidos.Os três explicaram à polícia que queriam “experimentar algo novo” e foi “por diversão” e sem planearem que queimaram o jovem sem-abrigo de 35 anos, cita o site do diário espanhol El Mundo. O responsável dos carabineiros da região, Vittorio Tomasone, afirmou à agência Ansa que os agressores “não parecem ter agido por xenofobia”. “Eles tinham passado a noite a beber e a drogar-se e terão querido acabar a noite com um gesto forte, estridente. É assustador”, disse Tomasone. Num país em que tem sido aprovada legislação polémica sobre as comunidades ciganas e os imigrantes e vários casos têm feito temer uma vaga de racismo, o líder da oposição de centro-esquerda, Walter Veltroni, afirmou que o que aconteceu em Nettuno é fruto de “preconceitos xenófobos” e de um clima de medo e ódio criado por alguns sectores políticos. E também o presidente do Senado, Renato Schifani, da maioria de direita, condenou a agressão e exortou a sociedade italiana a “isolar, condenar e reprimir” episódios destes. (Público, 02.02.09)


Inacreditável, ou talvez não?