domingo, 19 de abril de 2009

Mata-te e limpa a nossa honra - os crimes de honra na Turquia

Na Turquia, está a aumentar o número de mulheres que se suicidam para "lavar a vergonha" das famílias. Fecham-nas num quarto e dão-lhes veneno para ratos, uma pistola ou uma corda. São três de muitas opções. Os crimes de "honra" continuam a um ritmo de "mais de 5000 por ano". São cometidos em comunidades religiosas e não religiosas. E entre as vítimas também há homens.


Em Batman, já cognominada "cidade dos suicídios", no Sudeste da Anatólia (Turquia), Derya, de 17 anos, percebeu que tinha de pôr termo à vida quando recebeu no telemóvel a seguinte mensagem, enviada por um tio: "Mata-te e limpa a nossa honra ou seremos nós a fazê-lo." O seu crime? Ter-se apaixonado por um rapaz que conhecera na escola.Sob intensa pressão, convencida de que havia "cometido o maior pecado do mundo", Derya procurou "respeitar os desejos" da família, mas falharam as suas três tentativas: primeiro afogar-se no rio Tigre, depois enforcar-se e, finalmente, cortar os pulsos. Está agora num refúgio para mulheres, e foi aqui que contou a sua história ao jornal The New York Times. Derya não é a única rapariga em Batman (pronuncia-se bot-mon), e noutras localidades da Turquia intimada por parentes, próximos e/ou afastados, a suicidar-se. Desde que, em 1 de Junho de 2005, entrou em vigor um código penal que prevê prisão perpétua para os que cometerem crimes de "honra", muitas famílias optam por esta "solução". Evitam assim perder dois filhos - a rapariga que é morta e o rapaz que é preso, porque a matou."É impossível quantificar os suicídios forçados, mas temos a sensação que são mais desde que as novas leis começaram a ser aplicadas", disse ao P2, numa entrevista por telefone, Meltem Agduk, que há seis anos é coordenadora na Turquia do programa de igualdade de género do Fundo das Nações Unidas para a População (UNPF, sigla em inglês) e há 20 milita pelos direitos das mulheres e contra a violência de que são vítimas.No seu trabalho de campo e com diversas instituições, Meltem Agduk confirma a existência de casos em que raparigas são encerradas num quarto com veneno de ratos, uma pistola e uma corda. Têm de escolher um deles para se suicidarem. Geralmente, esta clausura é deliberada em conselho familiar. Se a "condenada" não conseguir fazer o que lhe ordenaram - e algumas chegam a estar fechadas durante dias -, caberá ao irmão ou a um primo mais novo a "tarefa" de a eliminar. Ter menos de 18 anos pode ser atenuante na hora de o juiz ler a sentença.Meltem Agduk admite que o número de suicídios é maior no Leste e Sudeste da Turquia, mas alerta que os crimes de "honra" são um fenómeno generalizado em todo o país e não se circunscrevem à minoria curda.O que acontece na Turquia está, todavia, a repetir-se no Curdistão iraquiano, onde o governo autónomo também modificou o código penal. Há cada vez mais raparigas a tentarem o suicídio, a maioria imolando-se pelo fogo. Um dos casos registados pela ONG Kurdish Women's Right Watch foi o de Rojan, de 13 anos, que sobreviveu com 99 por cento do corpo queimado. A mãe alegou que a filha foi vítima de "uma explosão acidental de gás", mas o irmão, Wishyar, revelou à polícia que Rojan foi aconselhada a matar-se por ter recusado a ordem de um tio para se casar com um desconhecido de 28 anos. "Há bases razoáveis para depreender que alguns dos suicídios registados são, na realidade, assassínios disfarçados", concluiu Yakin Ertürk, relatora especial da ONU, num relatório apresentado em 2007, depois de uma missão a pedido do secretário-geral, para avaliar a violência contra as mulheres. "Noutros casos, os membros da família terão instigado os suicídios", um acto criminalizado pelo artigo 84 do novo código penal.

A religião não é a questão

O que é a "honra" que leva famílias a matar ou a exigir o suicídio das suas meninas e mulheres? Para a activista Meltem Agduk, "é uma questão cultural, mais do que religiosa". O problema, afirma, "é que os homens querem ter poder, porque prevalece uma relação de desigualdade numa sociedade patriarcal. Se as mulheres ignoram as regras estabelecidas pelos homens, estes consideram que é um ataque à sua honra e merece castigo."Na Turquia, adianta Agduk, "há dois tipos de líderes religiosos, um que está directamente subordinado ao governo e que considera 'um pecado' matar as mulheres para defender a 'honra'; e outro que está ligado a seitas islâmicas, mais moderadas ou mais fundamentalistas, que considera legítimo os assassínios e suicídios para lavar a 'honra' da família". A antropóloga norueguesa Unni Wikan, autora da aclamada obra In Honour of Fadime: Murder and Shame (ver segundo texto) explica ao P2, por e-mail, que "'honra' significa coisas diferentes em tempos e lugares diferentes" Para casos como o de Derya, em Batman, "a 'honra' depende do controlo social/sexual das mulheres da família. A honra é colectiva, partilhada por uma família ou clã, e pode ser perdida se uma rapariga ou uma mulher na família se comporta indecentemente. Neste sentido, a 'honra' é uma questão de reputação mais do que de comportamento. A 'honra', aqui, é uma questão de cultura ou tradição, não de religião, embora a religião possa ser usada ou abusada para apoiar noções específicas de honra." Há provas documentais, sublinha Wikan, de que os crimes de "honra" são cometidos entre cristãos, muçulmanos, hindus, sikhs, confucionistas, "assim como entre não-religiosos; a religião não é a questão".Na Índia, por exemplo, os crimes de "honra" representam mais de 10 por cento de todos os homicídios nos estados de Haryana e Punjab, no Norte, segundo a All India Democratic Women's Association (AIDWA). São mulheres e homens, mortos "em nome da família, da comunidade ou da casta". Um destes casos foi o de Geeta Rani, de Hoshiarpur (Punjab), cujo marido, Jasveer, foi morto por um grupo de homens da aldeia dela por pertencer a uma casta "inferior". Amputaram-lhe as mãos e as pernas antes de o assassinarem, segundo registos da AIDWA.

Os homens também morrem

A Amnistia Internacional e as Nações Unidas calculam em mais de 5000 os crimes de "honra" cometidos em todo o mundo. "Em algumas sociedades, como o Paquistão, onde o número é de cerca de mil por ano, um terço das vítimas são homens", revela Wikan. "Os homens vítimas de crimes de 'honra' são habitualmente mortos pela família das mulheres, não pela sua."Do que já foi feito na Turquia, onde "a namus [honra] é um valor importante na sociedade", Meltem Agduk chama a atenção para o trabalho dos últimos 20 a 25 anos desenvolvido por ONG que lançaram campanhas contra os abusos, criaram refúgios para as vítimas e persuadiram o governo a envolver-se mais profundamente. "Se o código penal mudou, foi em grande medida graças à pressão destas organizações", frisou. Em 2005, por exemplo, foi criada uma comissão de inquérito parlamentar à violência sobre mulheres e aos crimes de "honra", em particular. "A comissão apresentou um relatório e logo a seguir o primeiro-ministro emitiu directrizes. Agora, polícias, juízes, conselheiros, assistentes sociais e outros recebem formação profissional para combater actos de violência sobre as mulheres."Agduk está particularmente orgulhosa, porque "cada vez mais mulheres se sentem encorajadas a ir à polícia - as queixas nas esquadras aumentaram -, por saberem que vão encontrar apoio do governo". "[Recentemente], acabámos um curso de treino de polícias, que envolveu uns 40 mil agentes", exultou.Apesar do caminho já percorrido, a coordenadora da ONU avisa que "este é um problema que só pode ser resolvido com uma mudança de comportamento - e isso vai demorar tempo a acontecer. Levará anos, senão mesmo séculos. Estamos a tentar educar os homens a insurgir-se contra a violência e os crimes de 'honra', mas só poderemos acabar com isto se houver uma mudança de atitudes. Estes crimes estão muito ligados à estrutura cultural da comunidade."Uma das acções que Agduk acredita virão a ser benéficas a longo prazo é o trabalho que, há cinco anos, vem fazendo junto das forças armadas. "O serviço militar é obrigatório na Turquia, onde todos os homens, entre os 18 e os 25 anos, têm de cumprir pelo menos um ano. O exército, pilar da sociedade, tem agora um curso obrigatório sobre violência contra as mulheres."Sobre os crimes de "honra" cada vez mais frequentes em países europeus, como o Reino Unido, a Holanda ou a Suécia, Agduk constata que "há uma tendência para os imigrantes serem mais conservadores do que se vivessem no seu próprio país". O imigrante "sente que tem de proteger a sua família dos 'perigos' da sociedade que o acolheu - é muito difícil de explicar!", acentua. Unni Wikan também reconhece que as tradições "são muito fortes em algumas comunidades imigrantes, e até se reforçaram na Europa". As razões "são complexas", prossegue a professora de Antropologia Social na Universidade de Oslo. "Há um fracasso da integração em muitas sociedades europeias, e há pressão dos familiares e dos membros dos clãs 'lá na terra' para se conservarem as tradições. Manter o controlo das suas mulheres pode ser mais importante na Europa, onde o casamento abre portas ao green card - seguramente o caminho mais fácil para entrar na Escandinávia."Por que é que tantos crimes permanecem desconhecidos? "Há um código de silêncio nas comunidades imigrantes com um forte código de honra", explica Wikan. "As pessoas não falam nem testemunham em tribunal. Muitos crimes são ocultados como acidentes ou suicídios; o sistema judiciário também falha no reconhecimento da natureza do crime, por não compreender nem conhecer o código de honra."Unni Wikan começou a interessar-se pelo fenómeno dos crimes de "honra" na Europa em 1996 quando Sara, de 16 anos, foi morta por um irmão e um primo, de 16 e 17 anos, respectivamente. As provas indicaram que os dois rapazes foram "contratados" para o assassínio por cinco adultos da família, incluindo os seus pais. A família provinha do Curdistão iraquiano.

Uma questão de reputação

Entre os crimes de "honra" que mais chocaram Wikan está o de Fadime Sahindal em Uppsala, na Suécia, que deu origem ao seu livro. Outro, que muito a afectou e escandalizou, foi o assassínio de Ghazala Khan, de 18 anos, pelo seu irmão, em 2005, na Dinamarca. O marido de Ghazala ficou mortalmente ferido, mas sobreviveu. Nove pessoas foram condenadas neste processo, incluindo o pai - que mandou o filho cometer o crime, tios e tias. "O pai, que era um homem digno, vivia na Dinamarca há 30 anos e falava fluentemente dinamarquês."Quanto a Meltem Agduk, disse que ficou perturbada com o caso de S. (pediu para não dar o nome da vítima porque a investigação nunca foi concluída), executada em Fevereiro de 1996, por volta das 16h locais, na praça central da aldeia de Sanh Urfa. Um primo cortou-lhe a garganta com uma faca, enquanto os seus dois irmãos lhe agarravam os braços. A vítima tinha 16 anos e o atacante 14.S. foi acusada de se "afastar de casa e com isso ter colocado o nome na rua". Embora o homicídio tivesse sido cometido numa área muito movimentada e à luz do dia, ninguém se apresentou como testemunha. Exames forenses concluíram que era virgem. Nestas famílias, observou Unni Wikan, "a reputação significa mais do que a verdade". (Público, 18.04.09)

É por esta e por outras razões que a Turquia ainda não foi aceite na UE. Apesar das leis da Turquia terem abolido a pena de morte e de proibirem os crimes de honra, a realidade que se vive nas zonas rurais do sul e sudeste é bem diferente. É impensável que situações como estas possam ocorrer no interior de um Estado-membro da União Europeia. Seria contra todos os princípios e valores ocidentais e comunitários.

Seis falsos mitos sobre o Trabalho Infantil

A propósito da Palestra subordinada ao tema "Pobreza Puxa Trabalho Infantil", que foi apresentada por elementos do CNASTI (Confederação Nacional de Acção Sobre Trabalho Infanil) no dia 20 de Abril na aula de Geografia C do 12º H, fica aqui uma reflexão desta organização que podem encontrar no seu site:


Seis falsos mitos sobre o Trabalho Infantil

1º - As crianças têm que trabalhar porque são pobres….
Este é o maior mito sobre o trabalho de crianças. Em todo mundo, de acordo com dados recolhidos pela “Marcha Global Contra o Trabalho Infantil”, a maioria das pessoas pensa que só o fim da pobreza poderá trazer, também, o fim do trabalho de crianças. Enquanto que as crianças continuarem analfabetas, sem conhecer os seus direitos e deveres e sem terem a noção de que podem ter uma vida diferente e melhor que a dos pais, o ciclo da pobreza não terminará. Segundo números da UNICEF, o exemplo de que a pobreza não justifica o trabalho infantil está na comparação entre dois países: o Quénia e a Zâmbia. São países com níveis muito similares de pobreza mas com números bem diferentes o que diz respeito ao trabalho de menores. No Quénia, 39% das crianças trabalham e na Zâmbia apenas 15 %. Se este mito fosse verdadeiro, o Quénia deveria ter um rendimento “per capita” muito superior ao da Zâmbia. E não tem.

2º - O contributo das crianças é fundamental para o rendimento das famílias…
Sim, é verdade que muitas famílias vivem na pobreza e todo o dinheiro que conseguirem alcançar é fundamental. Mas, o Banco Mundial não tem dúvidas em assegurar que milhões de adultos não trabalham porque as tarefas são desempenhadas por crianças a um custo infinitamente mais baixo do que se realizadas por um adulto. O exemplo vem da Índia. Num questionário feito aos donos das empresas e oficinas que tinham um elevado número de crianças a trabalhar, 80 % dos “empregadores” referiu que apenas emprega crianças porque é mais barato. Assim, no mundo, há cerca de 180 milhões de adultos desempregados e mais de 240 milhões de crianças a trabalhar. Como as famílias não estão mais ricas, apesar do trabalho das crianças, a conclusão que podemos tirar é que as tarefas que as crianças desempenham deveriam ser realizadas por adultos, com um trabalho digno e salários justos.

3º - Em algumas áreas, as crianças trabalham melhor que os adultos…
Sobretudo em áreas como os sectores têxtil e fiação criou-se o mito que como as crianças têm as mãos mais pequenas, conseguem trabalhar melhor que os adultos. É preciso acabar urgentemente com este argumento de que as crianças têm “atributos especiais” para o trabalho. Os adultos têm capacidade física para trabalhar mais e melhor que as crianças.

4º - O trabalho das crianças é necessário para que os países pobres se desenvolvam…
Não há qualquer estudo económico do Banco Mundial que confirme esta teoria. Historicamente, o motor de desenvolvimento dos países é a educação e não o trabalho de meninas e meninos que têm idade para estar na escola. São as leis que implicam uma escolaridade obrigatória e a construção de mais escolas que fazem crescer, a longo prazo, a economia dos países.

5º - O trabalho infantil faz parte da educação das crianças…
Milhões de vítimas do trabalho infantil passaram os dias e as noites da sua infância em actividades físicas e mentalmente esgotantes. A Escola ensina mais do que a ler e a escrever. A Escola ensina a viver em sociedade e a conhecer o mundo. A educação “transforma” uma criança num adulto responsável. Um estudo recente, mostra que os adultos que trabalharam enquanto crianças, produzem menos que os colegas que começaram a trabalhar na idade adequada. A UNICEF recomenda: “Os adultos têm que perceber que o trabalho infantil não faz parte nem da educação nem do crescimento de uma criança”.

6º As crianças têm o direito de trabalhar se o quiserem fazer…
Nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, algumas instituições têm vindo a defender esta causa. Todas as convenções internacionais defendem o direito à infância. Defendem e lutam pelo direito à educação e não pelo direito ao trabalho. Os direitos das crianças não são negociáveis nem dependentes de etnia, sexo ou religião. E todas as crianças têm direito à infância.

por: CNASTI (30/05/2008 15:06:47)

Fonte: http://www.cnasti.pt/cnasti/?pg=noticia&id=10


Os alunos do 12ºH gostaram da palestra?

The Voca People

The Voca People é um grupo international vocal de performance teatral combinando sons vocais e canções acapella (música vocal sem acompanhamento instrumental).

É bastante divertido!

Tráfego aéreo mundial visto do espaço

Afinal é bastante seguro andar de avião!!

O tempo deste clip é de 1m 12s e representa as 24 horas de um dia inteiro das viagens de avião que se fazem. Feitas as contas, cada segundo de filme, representa 20 minutos reais.

Cada pontinho amarelo representa um voo com pelo menos 250 passageiros. Notem que os voos dos EUA para a Europa partem principalmente à noite, sendo a sua volta diurna. Pela imagem que o sol imprime no globo, pode-se dizer que é verão no hemisfério norte. Isto porque ele quase não se põe no pólo norte e no pólo sul quase não aparece.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Xutos & Pontapés - Maria

A propósito da matéria dos transportes e comunicações, que está a ser leccionada nas turmas do 11º ano (Geografia A), fiquem com os Xutos e Pontapés (que continuam a festejar os seus 30 anos de carreira) e a canção "Maria" e as famosas 9 horas que eram necessárias para fazer de Bragança a Lisboa, antes da "revolução rodoviária" dos últimos 20 anos.


Visita de Estudo à região do Alto Douro - 21 de Abril 2009


Como "aperitivo" para a visita de estudo que vai ser realizada à região do Alto Douro na próxima terça feira, 21 de abril de 2009, em que participarão os alunos das turmas 11ºF, 11ºJ e 12ºF, podem visionar algumas fotos dos lugares que serão visitados:

Solar de Mateus (Vila Real)













Peso da Régua






Quinta do Panascal (Valença do Douro, Tabuaço)







quarta-feira, 15 de abril de 2009

Jason Mraz - I'm Yours

O Relógio do Mundo


O site http://www.poodwaddle.com/worldclock.swf é muito interessante para a disciplina de Geografia, principalmente para Geografia C. Informa-nos em tempo real de um conjunto vastíssimo de dados sobre a evolução das estatísticas do Mundo, em diferentes assuntos: população, doenças, crimes, alimentação, meio ambiente, energia, etc. Estes dados (estimativas) são apresentados por segundo, dia, semana, mês ou ano. Vale a pena clicar aqui para perceber como o nosso planeta evolui tão rapidamente: quantas pessoas estão a nascer ou a morrer neste momento, em todo o Mundo, ou em determinados países, como a China, Índia ou os EUA? Qual a quantidade de de gases poluentes que estão a ser emitidos neste momento? Quantos animais estão a ser abatidos neste momento, por dia, semana, mês ou ano?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Trabalho Infantil

Este trabalho notável foi realizado pelos alunos do 10ºD da Escola Secundária Augusto Cabrita no âmbito da disciplina de Filosofia: Daniela Teixeira, Diogo Martim Ferreira, Flávio Silva, Jessica Guerreiro.

Vale mesmo a pena visioná-lo. Parabéns a estes alunos.



Podem ver mais vídeos sobre trabalho infantil no site:

Radiohead - All I Need - video para a campanha da MTV "Exit Campaign"

Este vídeo dos Radiohead "All I Need" foi realizado especificamente para a campanha da MTV "Exit Campaign" e que visava alertar a opinião pública para a exploração do trabalho infantil e o tráfico de crianças.

Para saberem algo mais sobre esta campanha cliquem em: http://www.mtvexit.org/

É de recordar que os alunos do 12º H vão assistir na próxima segunda feira, dia 20 de Abril às 11: 50h na Videoteca (aula de Geografia C), a uma palestra subordinada ao tema "Pobreza Puxa Trabalho Infantil"apresentada pelo CNASTI - Confederação Nacional de Acção Sobre Trabalho Infantil.

Site do CNASTI: http://www.cnasti.pt/cnasti/

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ovos moles de Aveiro protegidos por lei


A Comissão Europeia incluiu, esta terça-feira, os ovos moles de Aveiro na lista de produtos agrícolas e alimentares com a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), passando assim esta especialidade portuguesa a estar protegida pela legislação comunitária.

Os ovos moles de Aveiro são o primeiro produto português de padaria/confeitaria ao qual é atribuído uma protecção no âmbito da legislação da União Europeia relativa à protecção das indicações geográficas e das denominações de origem dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios.

A lista de Indicações Geográficas Protegidas já incluía cerca de 60 produtos portugueses de carne ou à base de carne, queijos, frutas e produtos. (IOL)





Finalmente! Pelos vistos foram necessários 10 anos para que os "Ovos Moles de Aveiro" conseguissem a tão ambicionada certificação da UE. Temos assim mais um produto genuinamente português reconhecido e protegido pela legislação comunitária.

Conferência: "Direitos Adquiridos? - Os Direitos Humanos em Portugal"

O meu ex-aluno Vasco Silva, do 12º H do ano lectivo anterior, enviou-me um mail dando-me conta da realização de uma conferência no próximo dia 21 de Abril na Facudade de Direito da Universidade do Porto e que está a ser organizada pela Comissão Instaladora da ELSA (European Law Student's Association) e pela Amnistia Internacional. O Vasco Silva faz parte da Comissão Instaladora da ELSA.

Transcrevo de seguida parte do conteúdo do mail:


Terá lugar no próximo dia 21 de Abril, Terça-feira, com início pelas 9.30h, no Salão Nobre da FDUP, uma conferência com o título “Direitos Adquiridos? – Os Direitos Humanos em Portugal”, organizada pela Comissão Instaladora da ELSA FDUP (European Law Students' Association) e pela Amnistia Internacional. O objectivo será promover a discussão acerca do estado da protecção dos Direitos Humanos no nosso país, apresentando uma perspectiva jurídica sobre o tema, de contextualização, e de seguida uma conversa com representantes de várias organizações de protecção e promoção destes direitos fundamentais, que falarão um pouco sobre a sua “experiência de campo” e a respectiva organização. É, no fundo, um ponto de situação mas também um apelo à participação dos jovens. Para isso, teremos na parte da manhã, a presença de Professores relacionados com a área, em que se abordarão assuntos como o estado actual de protecção e respeito pelos DH em Portugal, a evolução legislativa, jurisprudencial e social neste domínio, ou os caminhos a trilhar no futuro. De tarde estarão presentes representantes de organizações como a SOS Racismo, a Comissão Nacional para a Legalização de Imigrantes, a ILGA Portugal, a AMI, a APAV, os Leigos para o Desenvolvimento e a Amnistia Internacional. Esta será de facto, a primeira manifestação de actividade visível da Comissão Instaladora da ELSA FDUP, que tem no entanto vindo a trabalhar para a formação de um grupo local já desde Abril de 2008.

Estão confirmados os seguintes oradores:

Durante a manhã:
- Prof. Pedro Bacelar Vasconcelos (UM)
- Prof. Andreia Oliveira (UM)
- Prof. Benedita MacCrorie (moderadora na sessão da manhã) (UM)
- Prof. Carla Marcelino Gomes (Direito UC)
- Prof. João Rosas (Letras UC)
- Prof. Daniela Nascimento (Economia UC)
- Prof. Rute Pedro (moderadora da sessão da tarde) (FDUP)

Durante a tarde:
- Dr. Daniel Oliveira – Amnistia Internacional Portugal
- Dr. Manuel Solla – Comissão Nacional para a Legalização de Imigrantes (CNLI)
- Dr. Rui Oliveira – AMI
- Dr. Telmo Fernandes – ILGA Portugal
- Dr. Nuno Silva – SOS Racismo
- Dra. Ilda Afonso – União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR)

A Comissão Instaladora da ELSA FDUP,
Maria João Cocco da Fonseca
Daniela Silva Ramalho
Flávio Carneiro da Silva
Inês Vouga Vaz Ferreira
Luísa Pinheiro Torres
Ricardo Pinto Mesquita
Vasco Pereira da Silva

sábado, 11 de abril de 2009

Jamie Cullum - Gran Torino

Hoje fui ver, finalmente, o filme de Clint Eastwood "Gran Torino", já referenciado neste blogue. É um filme magnífico, um dos melhores filmes deste realizador norte-americano e que aborda questões como a imigração, a intolerância, o racismo e a xenofobia.
Fiquem com o vídeo da canção principal da banda sonora do filme: "Gran Torino", cantada por Jamie Cullum.



Site oficial do filme: http://www.thegrantorino.com/

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Bob Marley and The wailers - No Woman No Cry

O mítico cantor da Jamaica de reggae Bob Marley canta uma das canções que o imortalizou "No Woman No Cry" (1974).

Cidades à Noite (vistas do espaço)

Este vídeo faz parte do programa televisivo norte-americano "Saturday Morning Science" de Don Pettit e contém imagens nocturnas de diversas cidades do Mundo tiradas a partir do espaço extra-terrestre. É impressionante o efeito das luzes das cidades.


BBC Planet Earth - Montanhas

Este vídeo, retirado da série da BBC "O Planeta Terra", mostra imagens impressionantes de montanhas espectaculares com picos de cortar a respiração.


sábado, 4 de abril de 2009

Ra Ra Riot - "Ghost Under Rocks"

Mais uma proposta musical da Mara do 12º H: os Ra Ra Riot e o tema " Ghost Under Rocks".

Albânia e Croácia recebem confirmação de adesão


A Albânia e a Croácia dois antigos países do pacto de Varsóvia já são membros de pleno direito da Aliança Atlântica que passa a ter 28 Estados-membros: Albânia, a Alemanha, a Bélgica, o Canadá, a Croácia, a Dinamarca, a Espanha, os Estados Unidos da América, a França, a Grécia, a Holanda, a Islândia, a Itália, o Luxemburgo, a Noruega, Portugal, o Reino Unido, a Turquia, a Hungria, a Polónia, a República Checa, Bulgária, a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Roménia, a Eslováquiae a Eslovénia.
Oficializado no dia 1 de Abril ,em Washington, trata-se do quinto alargamento da Organização do Tratado do Atlântico do Norte depois da adesão de nove antigos Estados do bloco soviético.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

The Buggles - Video Killed the Radio Star

Eis uma preciosidade da chamada New Wave dos finais dos anos 70 e do início dos anos 80: Vídeo Killed The Radio Star, uma canção de 1979 dos The Buggles. Uma canção que hoje parece um pouco ingénua mas que foi importante na sua época.

Cimeira do G20 chega a acordo sobre "plano de acção global


Os líderes mundiais chegaram hoje a um “acordo de acção global” para reactivar a economia internacional, que passa pela reforma do sistema bancário (que incluirá a penalização dos paraísos fiscais), estímulos ao crescimento económico, a revisão das instituições internacionais, o apoio ao comércio global e novos fundos para o combate à pobreza. Na conferência de imprensa final da cimeira do G20, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou ainda que os líderes mundiais planeiam voltar a encontrar-se até ao final do ano. Segundo ele, o encontro servirá para "monitorizar os progressos" conseguidos: "Não vamos hesitar enquanto há pessoas a perder os seus empregos". Em declarações aos jornalistas, Gordon Brown sublinhou a importância do consenso conseguido no encontro de Londres, dizendo estar convicto que as medidas aprovadas vão permitir “encurtar a recessão”. “Esta é uma acção colectiva em que toda a gente se comprometeu a fazer o seu melhor” para dar resposta à pior crise que o globo atravessa em mais de 70 anos. Sintetizando as medidas adoptadas, Brown explicou que os países mais industrializados e as principais economias mundiais chegaram a compromissos em seis áreas distintas, que abrangem boa parte das propostas trazidas pelos vários dirigentes para o encontro de Londres.

OCDE fará lista

Entre elas conta-se uma “profunda reforma do sistema bancário” a nível internacional, que irá abarcar, entre outros aspectos, uma nova regulamentação para as agências de notação e os fundos de investimento. Mas a medida mais visível será a criação de uma lista de paraísos fiscais que não cumprem as regras de transparência – tarefa que estará a cabo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Indo ao encontro de uma das principais pretensões do Governo francês, a lista será divulgada “ainda hoje”, anunciou Gordon Brown. Ainda neste âmbito, o G20 decidiu fixar novas regras para a atribuição de prémios aos gestores financeiros, uma matéria que gerou grande polémica nos Estados Unidos e Reino Unido. “Não haverá recompensas para o fracasso”, garantiu Brown.

Mais dinheiro para o FMI e para o comércio mundial

Tal como já tinha sido adiantado por fontes diplomáticas, o G20 acordou também um pacote de um milhão de milhões de dólares para reforçar a capacidade de intervenção das instituições financeiras internacionais. Metade deste montante será gerido pelo Fundo Monetário Internacional (instituição que concede empréstimos de emergência a países em dificuldade), que vê assim triplicar o seu orçamento. O novo pacote junta-se aos valores já disponibilizados individualmente pelos países, elevando para níveis inéditos o estímulo fiscal à economia. Segundo fontes diplomáticas, a maior parte dos novos fundos (que vão triplicar o orçamento disponível do FMI) serão disponibilizados pela China, Japão e alguns países europeus.Também o comércio internacional – em queda acentuada nos últimos meses – mereceu especial atenção na cimeira, tendo os líderes mundiais acordado retomar as negociações para a liberalização das trocas (um das principais reivindicações dos países emergentes). Em paralelo, será criado um fundo de 250 mil milhões para, ao longo dos próximos dois anos, financiar e dar garantias às exportações e importações. Este valor é mais do dobro do montante inicialmente previsto por Gordon Brown.

Ajudas aos mais pobres

Numa outra medida inédita, o G20 decidiu que o FMI poderá vender parte das suas reservas de ouro para financiar a ajuda ao desenvolvimento dos países mais pobres – uma medida que o primeiro-ministro britânico diz demonstrar que os mais ricos “não vão passar ao lado” dos que mais necessitam. Brown disse ainda ter existido um consenso para aumentar a representação dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais, a começar pelo FMI.Apesar de assumir que “não há soluções rápidas”, Brown sublinhou que o mundo se comprometeu em Londres “a fazer tudo o que for necessário”. Da cimeira, acrescentou, “não resultaram concepções filosóficas abstractas mas medidas concretas e isso é muito importante”. (Público on line, 02.04.09)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372300

Site oficial do G20: http://www.g20.org/