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sábado, 16 de maio de 2009
Jogos e passatempos sobre a UE

10 etapas históricas da evolução da União Europeia
Em 9 de Maio de 1950, o Ministro dos Negócios Estrangeiros francês RobertSchuman apresentou pela primeira vez publicamente as ideias que conduziramà União Europeia. Por essa razão, o dia 9 de Maio é celebrado como oaniversário da UE. 1957: O Tratado de Roma institui um mercado comum.
1973: A Comunidade passa a ter nove Estados-Membros e desenvolve as suas políticas comuns.
1979: Primeiras eleições directas para o Parlamento Europeu.
1981: Primeiro alargamento mediterrânico.
1993: Realização do mercado interno.
1993: O Tratado de Maastricht institui a União Europeia.
1995: A União passa a contar com quinze membros.
2002: Introdução das notas e moedas de euros.
2004: Mais dez países aderem à União.
2. Esses seis Estados decidiram depois, em 25 de Março de 1957, com o Tratado de Roma, construir uma Comunidade Económica Europeia (CEE) com base num mercado comum mais alargado e que abrangia toda uma série de bens e serviços. Os direitos aduaneiros entre os seis países foram totalmente abolidos em 1 de Julho de 1968 e, ao longo da mesma década, foram definidas políticas comuns, nomeadamente nos domínios do comércio e da agricultura.
3. O sucesso obtido pelos Seis levou a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido a decidirem aderir à Comunidade. Este primeiro alargamento, de seis para nove membros, teve lugar em 1973 e foi acompanhado pelo estabelecimento de novas políticas sociais e ambientais, bem como pela criação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 1975.
4. Em Junho de 1979, a Comunidade Europeia deu um importante passo em frente, com as primeiras eleições para o Parlamento Europeu por sufrágio universal directo. Estas eleições realizam se de cinco em cinco anos.
5. Em 1981, a Grécia aderiu à Comunidade, no que foi seguida, em 1986, por Espanha e Portugal Foram adesões que vieram reforçar a presença da Comunidade no Sul da Europa e tornar mais urgente a expansão dos seus programas de auxílio regional.
6. A recessão económica mundial do início da década de 80 trouxe consigo uma onda de "europessimismo". No entanto, a esperança renasceu em 1985, quando a Comissão Europeia, sob a presidência de Jacques Delors, publicou um Livro Branco que estabelecia um calendário para concluir a realização do mercado interno europeu até 1 de Janeiro de 1993. Este ambicioso objectivo ficou consagrado no Acto Único Europeu, que foi assinado em Fevereiro de 1986 e entrou em vigor em 1 de Julho de 1987.
7. A morfologia política da Europa foi profundamente alterada pela queda do Muro de Berlim, em 1989, que conduziu à reunificação da Alemanha, em Outubro de 1990, e à democratização dos países da Europa Central e Oriental, libertados da tutela soviética. A própria União Soviética deixou de existir em Dezembro de 1991.
Entretanto, os Estados-Membros negociavam o novo Tratado da União Europeia, que veio a ser adoptado pelo Conselho Europeu, constituído pelos Chefes de Estado e/ou de Governo, em Maastricht , em Dezembro de 1991 e entrou em vigor em 1 de Novembro de 1993. Acrescentando domínios de cooperação intergovernamental às estruturas comunitárias existentes, este tratado criou a União Europeia (UE).
8. A nova dinâmica europeia assim gerada e a evolução da situação geopolítica do continente levaram três novos países - a Áustria, a Finlândia e a Suécia - a aderirem à UE, em 1 de Janeiro de 1995.
Em 1989, deu se a queda do Muro de Berlim e as velhas divisões do continenteeuropeu foram desaparecendo gradualmente.
9. É então que a União se prepara para a sua mais espectacular realização de sempre, a criação de uma moeda única . Em 1999, o euro começou a ser usado para transacções financeiras (não efectuadas em numerário) e só três anos mais tarde as notas e as moedas de euros entraram em circulação nos 12 países da "área do euro". O euro assume agora o estatuto de grande moeda mundial para pagamentos e reservas, ao lado do dólar.
Os europeus enfrentam actualmente os desafios da globalização. A aceleração dos progressos tecnológicos e a utilização cada vez maior da Internet estão a transformar as economias, embora comportem também problemas sociais e culturais.
Em Março de 2000, a UE adoptou a "estratégia de Lisboa" com o objectivo de modernizar a economia europeia e torná la apta a concorrer no mercado mundial com outros grandes protagonistas, como os Estados Unidos e os novos países industrializados. A estratégia de Lisboa inclui o incentivo à inovação e ao investimento nas empresas, assim como a modernização dos sistemas educativos europeus para os adequar às necessidades da sociedade da informação.
Ao mesmo tempo, o desemprego e o custo crescente dos regimes de pensões exercem pressão sobre as economias nacionais, o que torna a necessidade de reformas ainda mais premente. Os eleitores exigem cada vez mais aos seus governos que encontrem soluções concretas para estes problemas.
10. Mal se concluíra o alargamento da União Europeia para 15 membros, logo se iniciaram os preparativos para novo alargamento de uma envergadura sem precedentes . Em meados da década de 90, começaram a bater à porta da UE os antigos países do bloco soviético (Bulgária, República Checa, Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia), os três Estados bálticos que haviam feito parte da União Soviética (Estónia, Letónia e Lituânia), uma das repúblicas da antiga Jugoslávia (Eslovénia) e dois países mediterrânicos (Chipre e Malta).
A UE congratulou se com essa oportunidade de ajudar a estabilizar o continente europeu e de alargar os benefícios da integração europeia a estas jovens democracias. As negociações para a adesão dos países candidatos foram iniciadas em Dezembro de 1997 e a Europa dos 25 tornou se realidade em 1 de Maio de 2004, quando a adesão de 10 dos 12 candidatos se concretizou. Seguiram se a Bulgária e a Roménia, em 1 de Janeiro de 2007.
Fonte: http://europa.eu/abc/12lessons/lesson_2/index_pt.htm
Fiquem agora com um pequeno vídeo com os 50 anos de União Europeia.
Para mais informação sobre a UE devem consultar os seguintes sites:
- Eurostat (Estatísticas europeias).
Podem conhecer ainda:
- os símbolos da UE.
- os 27 países da UE com o mapa interactivo da Europa.
As dificuldades na construção de uma Europa política.

E vocês, o que pensam sobre este assunto? Será que algum dia, a UE evoluirá para uma união política? Teremos, no futuro, uma espécie de Estados Unidos da Europa?
D. Manuel Martins condecorado com a medalha de Ouro comemorativa da Declaração Universal dos Direitos do Homem

A propósito da palestra, fica aqui a notícia que o Senhor Bispo foi recentemente condecorado pela Assembleia da República com a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Fiquem com um excerto de uma notícia sobre essa condecoração.
A Assembleia da República (AR) acolheu a sessão evocativa dos 60 anos da assinatura, em Paris, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, naquele 10 de Dezembro de 1948. D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal, Mário Soares, Francisco Sá Carneiro e Maria Lamas (a título póstumo) receberam das mãos do Presidente da AR a medalha de ouro comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH).
Dom Manuel Martins não escondeu a sua alegria em receber este prémio, frisando que não o merecia, uma vez que faz parte do seu trabalho como Cristão, padre e Bispo, de trabalhar em prol dos Direitos do Homem. De qualquer maneira, e segundo ele faltou muito trabalho que ficou, e ainda falta, desenvolver. Ainda na sua intervenção, perante numerosos membros de governo, deputados e convidados, que enchiam por completo a sala, D. Manuel falou com emoção e humor, começando por afirmar “estarmos a reviver, neste 10 de Dezembro, um acontecimento de importância mundial. Custa-nos lembrar o caminho que teve de se percorrer para chegar àquele momento. E mesmo assim nem todos os países assinaram uma declaração que hoje nos parece de uma necessidade evidente”. D. Manuel salientou ainda algumas das missões fundamentais da Igreja, referidas por João Paulo II: proclamar a dignidade e a grandeza humanas, mostrar às pessoas a sua dignidade e a sua importância na construção da História e denunciar todas as situações de injustiça que se cometem contra o Homem.
Osvaldo de Castro, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, salientou que o trabalho de D. Manuel da Silva Martins, Bispo Emérito de Setúbal, merece ser distinguido, pela sua “abertura e frontalidade, o seu humor, a sua actividade pastoral, a proximidade dos mais carenciados numa diocese com graves problemas sociais”. D. Manuel "sempre se bateu pela defesa dos direitos sociais dos cidadãos".
Para Jaime Gama, presidente da AR, D. Manuel Martins foi “capaz de trazer uma dimensão humana, quando tal foi necessário, aos Direitos Humanos, para além da sistematização documental e da proclamação retórica, numa zona difícil para a sua missão”.
O lote de personalidades foi distinguido “pelo seu papel relevante na defesa dos direitos humanos, tanto na vigência do Estado Novo, como após a instauração da democracia em Portugal”.
Approbo vai pôr fim ao plágio de trabalhos académicos
Especialmente criado a pensar na comunidade docente, Approbo é um novo software que permite detectar plágio em trabalhos académicos, seja ele de um só parágrafo ou um texto inteiro, localizando imediatamente o documento original, segundo informação do jornal «El Mundo. Se um aluno entregar um trabalho ao professor já não consegue esconder, se for o caso, o facto de ter feito um copy-paste de outro trabalho publicado na Internet. Isto deve-se ao recente software desenvolvido pela Symmetric, em Barcelona, chamado Approbo. Completamente gratuito, basta descarregar a aplicação da Internet e fica imediatamente acessível. Em seguida, quem quiser comprovar se está perante um documento plagiado, só tem que abrir o documento que se pretende investigar e com um simlpes click fica-se a saber se o conteúdo está online. O desempenho do Approbo não depende de nenhum formato em especial, podendo trabalhar com o formato Microsoft Office, Adobe Reader ou Open Office. A ferramenta utiliza motores de busca para detectar coincidências com outros textos publicados na Internet, disponibilizando no ecrã o original e a cópia, para que quem esteja analisar se aperceba das dimensões do plágio. O tempo de espera que sejam detectados os pontos coincidentes depende das dimensões do documento em análise, no entanto, os criadores do Approbo garantem que nunca mais de dois minutos. «Tentámos desenvolver uma ferramenta simples, intuitiva e que possa ser usada por qualquer pessoa», apontou o director-geral da empresa que desenvolveu o software. Financiado pelo Citilab, um portal de educação online que por sua vez recebe financiamento de várias administrações públicas, o Approbo pode ser descarregado gratuitamente. Segundo o responsável da Symmetric, Josep Lluís Manso, o software foi desenvolvido «sobretudo para o contexto educativo» acrescentando que «com a Internet, lidamos diariamente com fenómenos de copy-paste e, para isso, precisamos de ferramentas». As citações são permitidas, mas é sempre necessário que as fontes sejam identificadas convenientemente. (Diário IOL, 15.05.09)Fonte: http://diario.iol.pt/tecnologia/approbo-plagio-texto-software-internet-tvi24/1064087-4069.html
É incrível como se chegou a este ponto de se criarem programas informáticos para detectar trabalhos copiados pelos alunos da internet?
Depeche Mode - Wrong (ao vivo nos Echo Awards, Berlim)
Pais querem uniforme nas escolas públicas

A questão surge na sequência da notícia publicada ontem pelo CM: a EB 2,3 José Maria dos Santos, no Pinhal Novo (Palmela), aconselha a não utilização de decotes exagerados e saias muito curtas. "A utilização de um emblema para cada escola ou agrupamento permitiria aos alunos criar uma identificação com a escola", explica António Amaral. Quanto à possibilidade de as escolas adoptarem o uniforme à escala nacional, António Amaral refere que "na generalidade dos casos seria difícil, pois existe muita resistência por parte de alguns pais e, principalmente, dos alunos". No entanto, o vice-presidente da Confap assegura que há muitas escolas com condições para isso acontecer. "A escola pública pretende-se igual para todos, mas há situações de alunos que aparecem com roupa de marca e outras crianças que nem a higiene básica fazem. A existência de um uniforme iria esbater as desigualdades sociais."
E vocês, o que é que acham desta polémica?
As escolas públicas devem adoptar um uniforme para todos os alunos, tal como defende a Confederação Nacional das Associações de Pais?
Devem as escolas regulamentar o tipo de roupas que os alunos devem trazer para as escolas, proibindo roupas "inapropriadas"?
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Amália Hoje - A Gaivota
Podem comparar agora com a versão original, cantada por Amália Rodrigues.
As 7 Maravilhas de Origem Portuguesa

As vinte e sete maravilhas de origem portuguesa seleccionadas para a votação são as seguintes:
- Centro histórico de Malaca (Malásia);
- Catedral de Goa (Índia);
- Convento de Santo António e Ordem Terceira (Recife - Brasil);
- Fortaleza de Mazagão (Marrocos);
- Ilha de Moçambique (Moçambique);
- Convento do Carmo (Luanda - Angola);
- Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde);
- Mosteiro de S. Bento (Rio de Janeiro - Brasil);
- Fortaleza de Quiloa (Tanzânia);
- Forte do Príncipe da Beira de Rondónia (Brasil);
- Gorgora Nova (Etiópia);
- Mosteiro de S. Bento (Olinda - Brasil);
- Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência (Ouro Preto - Brasil);
- Santuário do Bom Jesus (Congonhas do Campo - Brasil);
- Fortaleza de Safi (Marrocos);
- Colónia de Sacramento (Uruguai);
- Fortaleza Qal' At Al-Bahrain (Bahrain);
- Igreja do Bom Jesus (Goa - Índia);
- Fortaleza de Ormuz (Irão);
- Fortificação de Mascate (Omã);
- Fortaleza de S. Jorge da Mina (Gana);
- Fortaleza de Jesus (Mombaça - Quénia);
- Igreja de S. Paulo (Macau - China);
- Cidade de Baçaim (Índia);
- Fortaleza de Damão Grande (Índia);
- Fortaleza de Diui (Índia);
- Convento de S. francisco e Ordem Terceira (Baía - Brasil) .
A votação decorre on line até o dia 7 de Junho.
Podem participar nesta votação clicando em http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/Votar. Neste site podem ter mais informações e imagens de cada lugar seleccionado.
A lista dos 7 vencedores será conhecida em 10 de Junho numa cerimónia pública.
Se quiserem, podem partilhar connosco o vosso voto deixando um comentário neste blogue.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Presidente da República na Turquia: Cavaco Silva aconselha turcos a "seduzir" União Europeia

“A palavra-chave para a Turquia é sedução, tem de seduzir a Europa”, sublinhou o chefe de Estado português, em conversa informal com os jornalistas, ainda a bordo do avião que o transportou de Lisboa para Ancara.
“Foi isso que nós andámos a fazer durante sete anos”, recordou, considerando que “é preciso convencer” Alemanha, Áustria e França, os países com mais resistências a este alargamento.
O Presidente, que irá proferir quinta-feira em Istambul uma conferência sobre a experiência portuguesa de adesão, aconselhou “paciência” às autoridades da Turquia, que se tornou oficialmente candidata a integrar o espaço europeu em 2005.
No entanto, até agora, Ancara só abriu 10 capítulos dos 35 que compõem as suas negociações de adesão.
Para Cavaco Silva, o exercício de “sedução” da Turquia passará por realçar os seus atractivos perante a Europa: “funciona como uma zona tampão para a paz, segurança e estabilidade”.
Contudo, o chefe de Estado admite que o maior entrave à integração turca no espaço dos 27 será a relação com a República do Chipre, membro da UE não reconhecido por Ancara.
Aliás, a UE fixou para o final de 2009 a data limite para o pedido por Ancara de união aduaneira ao Chipre, que, a não acontecer, poderá ter pesadas consequências no processo de adesão.
Apesar de o Presidente português se mostrar optimista quanto a este processo, e já ter manifestado o “apoio total” de Portugal à adesão da Turquia, escusa-se a fixar uma data previsível para esta adesão e recorda uma história passada nos seus tempos de estudante em Oxford. (Mundo Português, 11.05.09)
O processo de candidatura de integração da Turquia na União Europeia é, de facto, muito complicado e conta com muitos opositores em diversos países da UE, seja porque se trata de um país predominantemente asiático, seja porque é um país muçulmano, seja porque algumas tradições e valores turcas não encaixam nos ideais da UE.
Concordam com a integração da Turquia na UE, tendo em conta os critérios de adesão definidos na Conferência de Copenhaga?
Em complemento proponho que participem na sondagem/inquérito sobre o assunto que se encontra na coluna do lado direito (parte do fundo)
Guimarães confirmada como Capital da Cultura de 2012

domingo, 10 de maio de 2009
Queen - 'We are the champions'
F.C. do Porto é tetra-campeão. Parabéns!
Mais de dez detidos esta madrugada no bairro da Bela Vista

Após mais uma noite de violência na Bela Vista, em Setúbal, a "calma" regressou hoje de manhã ao bairro, disse à Lusa uma fonte dos bombeiros de Setúbal.
Os Bombeiros Sapadores de Setúbal compareceram no local com várias viaturas para apagar os incêndios, enquanto dezenas de polícias entravam no Bairro Azul, tido como um dos mais problemáticos da área e localizado perto da avenida onde foram incendiados dois automóveis. Um terceiro carro foi incendiado na Rua do Monte. Os incidentes na Bela Vista começaram na quinta-feira à tarde, quando um grupo de jovens se concentrou junto à esquadra da PSP da Bela Vista, alegadamente para homenagear um amigo morto na semana passada durante uma perseguição policial, após um assalto a uma caixa multibanco no Hospital Particular do Algarve. Desde então, têm-se vivido momentos de tensão na Bela Vista, uma zona de bairros sociais, com incidentes e disparos contra a esquadra da polícia, tiros para o ar e rebentamento de petardos. (Sic on line, 10.05.09)
Já vimos imagens como estas em outras cidades europeias como Paris ou Atenas. É a violência urbana que também nos atinge. Mais uma consequência de políticas municipais de habitação social erradas. Alguns bairros sociais das grandes cidades são cada vez mais um barril de pólvora prestes a explodir. Esperemos que esta situação seja resolvida o mais rapidamente possível e que o fenómeno não se generalize a outros bairros sociais das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. A crise que estamos a atravessar também não ajuda nada.
Bandeira azul para mais 33 praias

Passam, assim a existir em todo o país, incluindo Açores e Madeira, 226 praias (nove fluviais e 217 costeiras) e 15 marinas com bandeira azul, garante da qualidade da zona balnear, traduzida no cumprimento de 29 critérios. Este ano a lista das 226 praias costeiras e fluviais está diferente por causa das 20 novas praias que nunca se tinham candidatado antes e que terão agora o galardão mas também devido às 25 praias que reentraram - depois de em 2008 não terem hasteado a Bandeira Azul - e às 15 praias que saíram. Entre as praias que perderam este ano o galardão estão a de Vila Praia de Âncora, no Norte, a do Magoito na zona do Vale do Tejo e a de S. Rafael, no Algarve. A falta de nadadores-salvadores é um dos motivos que levou à perda do galardão por falta de garantia de segurança. O Algarve é a região que continua a contar com maior número de bandeiras, contando com 54 praias galardoadas, mais seis do que no ano passado. Este ano, as novas praias que entraram para a contagem pela primeira vez são a Faro Ria, a Praia do Camilo (Lagos) e a Fuzeta Ria (Olhão). Segue-se a região Norte, com 43 bandeiras, mais seis do que em 2008, destacando-se a entrada no programa de Freixo-de-Espada-à-Cinta, com a zona balnear fluvial de Congida. As outras novas praias do Norte são o Funtão, Agudela e Srª da Boa Nova (as três em Matosinhos) e a Foz (Porto). A sexta zona balnear foi uma que reentrou este ano.Na zona do Vale do Tejo, estreiam-se a Aldeia do Mato (Abrantes), Valhelhas (Guarda), Avencas e Abano (Cascais), Tarquinio/Paraíso e Praia do CDS (Almada).Nos Açores as novas praias são todas em Ponta Delgada: Poças Sul dos Mosteiros e Poços de São Vicente Ferreira. Pela Madeira, surgem este ano São Roque (Machico), Ribeiro Salgado (Porto Santo) e Roca Mar e Garajau (Santa Cruz).As regiões Centro e Alentejo não registaram praias novas. José Archer, presidente da Associação Bandeira Azul, destacou o aumento de quatro praias fluviais com bandeira azul (perfazendo um total de nove praias), resultado de um “investimento na construção de infraestruturas” que melhoram as condições das zonas balneares no interior do país. O galardão Bandeira Azul só pode ser hasteado de Junho a Setembro, para cumprir normas internacionais, explicou Catarina Gonçalves, da Associação Bandeira Azul. A fase de vistorias, para confirmar as intenções expressas nas candidaturas e entregar o galardão, vai começar agora, explicou. Só então as praias poderão hastear as bandeiras. (Ecosfera, 08.05.09)
Site da Associação Bandeira Azul da Europa: http://www.abae.pt/home/inicio.php
Esperemos que a bandeira azul atribuída este ano à Praia da Foz do Porto não seja retirada ao fim de um mês como aconteceu no ano passado com a praia do Homem do Leme, também da Foz.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Lista de organizações classificadas como terroristas

Lista de organizações terroristas
Religiosas
Terrorismo religioso é uma forma de violência religiosa. Tal como outras formas de terrorismo, não há consenso quanto à sua definição. Certos grupos são classificados como praticantes de terrorismo religioso por uma das seguintes razões:
O grupo define-se pela sua religiosidade, mais que por qualquer outra característica (como ideologia ou etnia).
A religião é preponderante nos objectivos e na maneira de actuar do grupo.
A definição pode ser difícil porque:
Religião e etnia frequentemente coincidem. Conflitos étnicos podem parecer religiosos e vice-versa.
Grupos religiosos, tal como outros grupos, muitas vezes perseguem metas políticas. Em tais casos, não é claro o objectivo principal, se a motivação político ou a motivação religiosa.
Segue-se a lista dos grupos motivados religiosamente para os seus actos terroristas e tidos como terroristas por entidades supranacionais.
Islâmicas
Al-Qaeda (1988-presente; Afeganistão, Paquistão e mundial)
Fatah al Islam - Líbano
Hamas - Cisjordânia, Faixa de Gaza
Hezbollah - Líbano
Talibãs - Afeganistão
Hamas - Israel/Palestina (1987-)
Frente Popular para a Libertação da Palestina (1967-)
Frente Popular para a Libertação da Palestina - Comando Geral (FPLP-CG) Israel/Palestina
Frente pela Libertação da Palestina Israel/Palestina
Organização para a Libertação da Palestina (OLP) Israel/Palestina (1964-presente)
Tigres Tamil - Sri Lanka (1972-presente)
Partido dos Trabalhadores do Curdistão - Turquia (1979-presente)
Shindo Renmei (Liga do Caminho dos Súditos) - Brasil 1942 - 1947
Partido Comunista do Nepal (maoísta) - Nepal (1994-presente)
Exército Vermelho Japonês - Japão (1972-presente)
Khmer Vermelho - Camboja (princípios dos anos de 1970 até 1979)
New People's Army - Filipinas
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) Colômbia
Sendero Luminoso - Peru (activa desde finais dos anos de 1960)
Umkhonto we Sizwe - África do Sul (1961-1990)
Legião Vermelha - Portugal
Forças Populares 25 de Abril - Portugal (1980-1987)
Crianças: acidentes são principal causa de morte
Os dados mais recentes, relativos a 2006, indicam que nesse ano morreram 216 crianças e jovens até aos 19 anos, vítimas de acidente.
Os acidentes de viação representam a principal causa de morte neste grupo etário (66,7 por cento), seguido dos afogamentos (12,7 por cento), quedas e sufocação/asfixia (4,5 por cento), queimaduras (1,4 por cento), electrocussão (0,7 por cento) e as restantes por factores não especificados, refere a Lusa.
Os rapazes estão e maior número, devido à maior exposição ao perigo.
Em 23.079 acidentes domésticos e de lazer registados em 2006, 49 por cento ocorreram em crianças até aos 14 anos, sendo a queda a causa de lesão mais frequente.
Os casos de intoxicação com menores foram, em 2007, de 10.673, segundo dados do Centro de Informação Antivenenos, sendo que mais de 65 por cento das crianças tinham entre 1 e 4 anos de idade.
Mais de metade dos envenenamentos ocorreram em casa, com medicamentos. (IOL diário, 06.05.09).
Plano procura tirar Portugal da lista negra dos acidentes com crianças
Apesar de o nosso país estar a melhorar no que respeita à segurança infantil, a verdade é que continuamos na cauda da Europa. Todos os anos morrem 10 mil crianças na UE.
Todos os dias 25 crianças perdem a vida na UE vítimas de acidentes rodoviários, quedas ou afogamentos, num total de 10 mil mortes anuais. Os dados, da Aliança Europeia de Segurança Infantil, colocam Portugal no penúltimo lugar do ranking europeu, só à frente da Grécia.
Apesar de a classificação ser má, o nosso país registou uma evolução positiva desde o último relatório de 2007, particularmente no que diz respeito à taxa de mortalidade e à adopção e implementação de medidas.
Para a alta comissária da Saúde, é importante salientar o percurso positivo, mas não há que esquecer que ainda há muito a fazer neste campo. Em declarações à Renascença, Maria do Céu Machado referiu que entre «as áreas identificadas como precisando ainda de acções para diminuir a morbilidade e a mortalidade» estão «os acidentes rodoviários e em parques infantis, os afogamentos, as queimaduras, as intoxicações e as quedas».
Apesar de estarmos a um mês do início da época balnear e de o afogamento ou acidente por submersão ser a segunda causa de morte acidental infantil no País, a verdade é que a legislação para as piscinas ainda não está terminada e não será aplicada este Verão. No entanto, a ministra da Saúde garante que a legislação já entrou na fase final de elaboração. (Destak, 07.05.09)
Fonte: http://www.destak.pt/artigos.php?art=28715
Estas duas notícias chocam-nos e envergonham-nos! As estatísicas de acidentes com crianças em Portugal são impressionantes! É urgente implementar acções no sentido de desenvolver nas pessoas, especialmente nos pais e naquelas pessoas que se preparam para ser pais, uma cultura de segurança e protecção das nossas crianças.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
U2 - Bloody Sunday
Das treze vitimas mortais, seis eram menores de idade, e uma um ferido que faleceu meses depois do incidente. Todas as vitimas estavam desarmadas e cinco delas foram alvejadas pelas costas.
Os manifestantes protestavam contra a política do governo irlandês de prender sumariamente pessoas suspeitas de actos terroristas. Essa política era dirigida contra o Exército Republicano Irlandês, o IRA, uma organização clandestina que luta pela separação da Irlanda do Norte da Grã-bretanha e posterior união com a República da Irlanda.
Após o "Domingo Sangrento", o IRA ganhou um número enorme de jovens voluntários, dando força ainda maior a esse grupo guerrilheiro. Em memória daquele dia, foi feita a canção "Sunday Bloody Sunday" em 1983, pela banda irlandesa U2.
Para saberem mais sobre a Irlanda do Norte cliquem aqui.
86 comas alcoólicos em dois dias de Queima

Além dos estudantes alcoolizados, são tratados casos de entorses, ferimentos provocados por agressões, cortes e indisposições, por exemplo. Só durante a tarde de domingo, os HUC receberam 74 universitários.
Ainda assim, os números não surpreendem os técnicos hospitalares nem a organização da festa. "O número de estudantes hospitalizados é mais ou menos o mesmo de anos anteriores", refere fonte dos HUC ligada às Urgências.
O primeiro dia da maior festa de estudantes do País é conhecido pela Serenata e pelos jantares de curso. E é devido a estes últimos que muitos estudantes acabam por cometer excessos, logo no arranque da festa. Daí que tenham sido encaminhados 25 estudantes para o hospital, 17 dos quais devido a coma alcoólico.
No dia do Cortejo, com o desfile de carros alegóricos dos diversos cursos, as bebidas são oferecidas durante a tarde aos estudantes e aos milhares de espectadores que acorrem à cidade. No entanto, Nuno Matos não acredita que este seja o motivo para o aumento de casos de excesso de álcool.
"O problema é o controlo das pessoas. Tem a ver com o comportamento individual e não com a oferta de bebida", defende o também estudante da Universidade de Coimbra.
A COQF reforça que "não é nossa intenção que os estudantes tenham de ser hospitalizados". E acrescenta: "Tentamos sensibilizar os estudantes para terem cuidado e para mudarem a imagem de excessos dos estudantes". Para combater o consumo de álcool, a própria Direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) apresenta alternativas. "Outros prazeres" é um posto de venda de batidos e cocktails de frutas sem álcool situado no recinto dos concertos. Os preços não ultrapassam os 50 cêntimos.
A maioria dos estudantes que recebem apoio hospitalar são encaminhados para os HUC. No entanto, quando já estão no recinto passam a ser dirigidos para o Hospital dos Covões, do Centro Hospitalar de Coimbra, por se encontrarem do outro lado da cidade. O DN tentou, sem êxito, obter os números de universitários atendidos neste hospital.
No próprio local dos concertos existe uma tenda da Cruz Vermelha, onde 20 pessoas garantem os primeiros cuidados. Também aqui a maioria apresentou consumo de álcool em excesso.
A Queima das Fitas termina no próximo dia 8. A iniciativa comemora 110 anos. (Diário de Notícias, 06.05.09)
O Conflito entre a Índia e o Paquistão pela posse da região de Caxemira
Territórios disputados: verde: Caxemira Livre e Territórios do Norte, sob controle do Paquistão; marrom-escuro: Jammu e Caxemira, sob controle da Índia; Aksai Chin, sob ocupação da China.A Caxemira é uma região do norte do subcontinente indiano, hoje dividida entre a Índia e o Paquistão. Uma parte foi anexada pela China.
O termo "Caxemira" descrevia historicamente o vale ao sul da parte mais ocidental do Himalaia. Politicamente, no entanto, o termo "Caxemira" descreve uma área muito maior, que inclui as regiões de Jammu, Caxemira e Ladakh.
Disputas pelo território
Actualmente localizada no norte do subcontinente indiano, a Caxemira é disputada por Índia e Paquistão desde o fim da colonização britânica. As tensões na região têm início com a guerra de independência, em 1947, que resulta no nascimento dos dois Estados - a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, muçulmano. Segundo uma resolução da ONU datada de 1947, a população local deveria decidir a situação política da Caxemira por meio de um plebiscito acerca da independência do território. Tal plebiscito, porém, nunca aconteceu, e a Caxemira foi incorporada à Índia, o que contrariou as pretensões do Paquistão e da população local - de maioria muçulmana - e levou à guerra de 1947 a 1948. O conflito termina com a divisão da Caxemira: cerca de um terço fica com o Paquistão (Caxemira Livre e Territórios do Norte) e o restante com a Índia (Jammu e Caxemira).
Em 1962, a China conquista um trecho de Jammu e Caxemira (Aksai Chin); no ano seguinte, o Paquistão cede aos chineses uma faixa dos Territórios do Norte. Um novo conflito, em 1965, não traz modificações territoriais.
Nos anos 1980, guerrilheiros separatistas passam a actuar na Caxemira indiana. Mais de 25 mil pessoas morrem desde então. A Índia acusa o governo paquistanês de apoiar os guerrilheiros - favoráveis à unificação com o Paquistão - e intensifica a repressão.
A situação da área continua tensa - além do conflito com o Paquistão, existe actualmente um forte movimento pró-independência em Caxemira.
Explosões nucleares
O conflito serve como justificaticação para a militarização da fronteira e para a corrida armamentista. Índia e Paquistão realizam testes nucleares em 1998 e, em abril de 1999, experimentam mísseis balísticos capazes de levar ogivas atómicas, rompendo o acordo assinado meses antes. Os dois países chegam à beira da guerra total. O primeiro-ministro ultranacionalista da Índia, Atal Vajpayee, ordena um pesado contra-ataque, que expulsa os separatistas em julho. A derrota paquistanesa leva a um golpe militar, liderado pelo general Pervez Musharraf, que depõe o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif. Índia e Paquistão travam em Caxemira, em 1999, um confronto com um saldo de 1200 mortos.
Terrorismo
Uma onda de explosões mata dezenas de civis nas maiores cidades paquistanesas, entre o final de 1999 e o primeiro semestre de 2000. Fracassam negociações de paz entre o governo da Índia e separatistas muçulmanos da Caxemira em julho de 2000. Os combates recomeçam, assim como as acções terroristas nos territórios do Paquistão e da Índia. Em agosto de 2000, o Hizbul Mujahidine, principal grupo separatista muçulmano na Caxemira, anuncia uma trégua unilateral. A Índia suspende operações militares em Caxemira, pela primeira vez em 11 anos. As negociações fracassam diante da recusa da Índia em admitir o Paquistão na negociação de paz.
Demografia
O censo de 1901 da Índia Britânica revelou que os muçulmanos constituíam 74,16% da população total do Estado principado de Caxemira e Jammu, frente a 23,72% de hindus e 1,21% de budistas. Os hindus encontravam-se principalmente em Jammu, onde formavam pouco menos de 80% da população. No vale de Caxemira, os muçulmanos contavam 93,6% da população e os hindus, 5,24%. Estas percentagens mantiveram-se relativamente inalterados nos últimos 100 anos. Quarenta anos depois, o censo de 1941 da Índia Britânica indicou que os muçulmanos formavam 93,6% da população do vale de Caxemira e os hindus, 4%. Em 2003, a percentagem de muçulmanos no vale de Caxemira era de 95% e o de hindus, de 4%; no mesmo ano, em Jammu, a percentagem de hindus totalizava 66% e a de muçulmanos, 30%.
Segundo o censo de 1901, a população total do Estado principado de Caxemira e Jammu era de 2 905 578 habitantes, dos quais 2 154 695 eram muçulmanos (74,16%); 689 073, hindus (23,72%); 25 828, siques e 35 047, budistas. No vale de Caxemira, a população contava 1 157 394 habitantes, dos quais 1 083 766 muçulmanos (93,6%) e 60 641 hindus.
Conforme o censo de 2001 da Índia, a população total do estado indiano de Jammu e Caxemira era de 10 143 700 habitantes, dos quais 6 793 240 eram muçulmanos (66,97%); 3 005 349, hindus (29,63%); 207 154, siques; e 113 787, budistas.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Conflito israelo-palestiniano
Plano da ONU para a partilha da Palestina de 1947Em 1947 a ONU propõe a divisão das terras Palestinianas entre judeus e árabes baseando-se nas populações até então estabelecidas na região. Assim, os judeus receberam 55% da área, sendo que, deste percentual, 60% era constituída pelo deserto do Neguev. A população nativa árabe, por não aceitar a criação de um Estado não árabe na região, rejeitou a partilha.
Em 1948, os britânicos saem da região e os judeus proclamam o Estado de Israel. A partir daí, o conflito amplia-se. Egipto, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque atacam o território do Estado de Israel para conquistar algum espaço. O Egipto consegue a região da Faixa de Gaza e a Jordânia consegue as regiões da Cisjordânia e Jerusalém oriental. Os árabes palestinianos acabam sem território.
Em 1964 os Palestinianos criam a OLP.
Em 1967 O Egipto bloqueia o canal de Suez aos navios israelitas e inicia manobras militares na península do Sinai, ao mesmo tempo que a Jordânia e Síria mobilizavam seus exércitos, na fronteira com Israel. Prevendo um ataque iminente, Israel inicia a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel conquista as regiões da Faixa de Gaza, o Monte Sinai, os Montes Golã, a Cisjordânia e Jerusalém oriental.
Em 1973 começa a Guerra do Yom Kippur. Entre 1977 e 1979, Israel e Egipto fazem um acordo de paz e a região do Sinai é devolvida ao Egipto.
Em 1982, Israel invade o Líbano, numa tentativa de neutralizar os ataques da OLP a partir daquele país. Em 1987, explode a Intifada. Em 1988 o Conselho Palestino renuncia à Intifada e aceita o Plano de Partilha da Palestina.
Em 1993, com o Acordo de Paz de Oslo, é criada a Autoridade Palestina, sob o comando de Yasser Arafat, mas os termos do acordo jamais foram cumpridos por ambas as partes.
A partir de 2000 iniciou-se a Segunda Intifada. Em 2001, Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro do Estado de Israel. Ocupa territórios Palestinianosos e dá início à construção do Muro da Cisjordânia, para dificultar os atentados terroristas de homens-bombas palestinos. Em 2004, Yasser Arafat morre. A Autoridade Palestinianaa passa ao eleito Mahmud Abbas. Israel destrói os assentamentos de colonos judeus na Faixa de Gaza e Cisjordânia.
Em 2006 o Hamas, grupo fundamentalista que não reconhece a existência de Israel, é eleito democraticamente através de voto popular e obtem a maioria das cadeiras no Parlamento Palestino.
No entanto, os países árabes não aceitavam a existência de Israel, pretendendo invadir logo após a saída das tropas britânicas.
Além disso, no início do conflito em 1948, aproximadamente 711.000 palestinianos deslocaram -se da região seja fugindo do iminente conflito (68% destes estimulados pelos próprios governos dos países árabes para que os seus exércitos pudessem arrasar mais facilmente ao novo Estado que surgia) ou expulsos por lutarem contra o novo Estado, criando uma grande onda de refugiados que se abrigaram nos países vizinhos, Faixa de Gaza e Cisjordânia. Com o passar do tempo o seu número cresceu, e a dúvida é se estes refugiados palestinianos algum dia poderão retornar a seus antigos lares, complicando as conversações entre as partes envolvidas.
Com a não absorção dos árabes palestinianos pelos países árabes e a não criação do Estado Palestiniano, os árabes palestinianos passaram a exigir o seu retorno às suas antigas casas, apesar de a grande maioria já não ter nascido nas regiões reivindicadas.
Outro grande entrave para as negociações de paz é a reivindicação de soberania em relação à cidade de Jerusalém. Devido ao seu valor histórico e religioso, Israel reivindica toda a cidade para si, o que não é reconhecido pela comunidade internacional. A parte Oriental de Jerusalém, território palestinianoo ocupado por Israel desde 1967, é reivindicada pelos palestinianos para ali estabelecer a sua capital.
Houve inúmeros períodos de acirramento do conflito, com hostilidades militares de ambos os lados, e vários acordos de paz que acabaram fracassando.
Havia grandes chances do estado Palestino surgir de facto, pois as bases políticas e institucionais da Autoridade Nacional Palestina (ANP) são reconhecidas pela comunidade internacional, inclusive estando presente nas Nações Unidas como membro observador. Entretanto, com a eleição de Ariel Sharon, o Estado israelita passou a negar qualquer negociação com os palestinos sem antes a cessação dos frequentes ataques terroristas aos civis israelitas. Mais tarde a eleição do Hamas para o governo da palestina em 2006, um grupo terrorista que não aceita que Israel exista, inviabiliza qualquer possibilidade de paz entre os dois povos.
Em agosto de 2005, o exército israelita e os colonos judaicos retiraram-se da Faixa de Gaza para aumentar o controle sobre a Cisjordânia. Por conta disto, a ANP treinou um efectivo de 5.000 policias para a manutenção da ordem da região após a retirada israelita. Entretanto, apesar de ter conquistado a soberania sobre Gaza (mas não sobre a Cisjordânia), os palestinianos entraram num conflito interno que ocasionou a tomada de poder pelo Hamas da Faixa de Gaza e o recrudescimento dos ataques com mísseis caseiros contra Israel a partir desta região, paralisando novamente as conversações de paz.
No dia 25 de agosto de 2008 foram libertos 199 palestinianos presos em Israel. Mas esse acto não foi visto com bons olhos pelos israelitas: "A libertação dos prisioneiros é um acto de fraqueza, que vai incentivar ainda mais o terrorismo." Mas há quem veja pontos positivos nessa historia: "a libertação dos prisioneiros demonstra a disposição por parte de Israel de fazer concessões dolorosas a fim de promover as negociações de paz." concluiu Olmert.
Em dezembro de 2008, após contantes actos terroristas sofridos nos seus territórios, Israel responde através de bombardeamentos a Gaza.
Como complemento, podem visionar um Documentário (em duas partes) sobre o conflito israelo-árabe, desde as suas milenares origens à actualidade, realizados por três alunas da Escola S. Jerónimo Emiliano de Andrade na ilha Terceira, Leonor Nunes, Silvia Barcelos e Catarina Mateus. Foi produzido no âmbito da disciplina de Área de Projecto do 12ºano ano, orientada pelo professor Vítor Duarte.
Regresso à Terra Prometida - Parte I
Regresso à Terra Prometida - Parte II
