sábado, 19 de setembro de 2009

O segredo do 19,9 de Daniel Freitas


O Jornal Público traz na edição de hoje um artigo interessante sobre o aluno Daniel Freitas que teve, neste ano lectivo, a melhor média nacional dos alunos do 12º ano: 19,9!!!!

Vale a pena ler a notícia (apesar de longa) e perceber melhor como é que alguém consegue alcançar uma média tão elevada levando uma vida perfeitamente normal.



Se Daniel quisesse podia ser médico quando crescesse. Não quis. Chega de uma vila de Lamego à Faculdade de Engenharia do Porto com média de 19,9 e olhos postos num futuro nos EUA. "Na Microsoft, Google ou NASA." Qual é o segredo para se conseguir o que se quer?

Ainda não chegámos perto de Daniel e vemos que está a ser abordado por um estudante de capa e batina, à porta da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Quer saber se ele é caloiro. Sim, mas agora não pode ser praxado. Tem uma entrevista marcada. Daniel Freitas não é um caloiro qualquer, conseguiu uma média de 19,9 e, por isso, hoje tem mais o que fazer.
Nada de óculos, pele branca e corpo enfezado. Em vez disso, uns olhos escuros expressivos, um sorriso fácil e uma barba de três dias por fazer. Talvez uma ponta de vaidade no canto do sorriso. Mas mesmo que seja isso que está lá, Daniel tem razão para ser vaidoso, para estar orgulhoso. Conseguiu o que queria. Longe da imagem ou discurso de um típico marrão, Daniel Freitas tem uns normais 18 anos sem qualquer sinal que denuncie um excesso de esforço ou sacrifício para conseguir a melhor média da Universidade do Porto.
Falámos durante mais de uma hora e, usando propositadamente um termo da actualidade, esmiuçámos um pouco a sua vida. Vem de uma pequena vila em Lamego, chega ao Porto com uma notável nota de pauta e quer chegar até aos EUA. Dentro de dez anos, espera estar a trabalhar na Microsoft, Google ou NASA. Joga computador, sai com os amigos, gosta de ver séries na televisão (Lost é a preferida, mas há muitas, muitas mais na lista) e uma das pessoas que mais admira é Ricardo Araújo Pereira. Candidatou-se a vários cursos de Medicina mas já sabia que entrava na primeira opção de Engenharia Informática e Computação. "Candidatei-me para constatar que estava dentro dos melhores e por brincadeira com os meus colegas." Com uma nota final de 19,9, Daniel Freitas pode escolher o que queria.
A mãe é médica, o pai é advogado e tem dois irmãos: o Nuno com 14 anos e o Luís que "tem 11 anos e não dez como saiu noutra notícia". Está mais habituado a elogios, mas diz que o seu pior defeito é a teimosia quando não tem razão. "Também sou um bocadinho resmungão, vá." Não tem namorada, mas acha possível e provável que esse cenário mude nos próximos tempos. "Não ando propriamente à procura, mas o Porto tem muito mais gente." Para possíveis candidatas fica desde já o aviso: "Valorizo sobretudo as qualidades humanas", diz educadamente, acrescentando que a futura companhia tem um requisito obrigatório: "Perceber uma piada inteligente. Ter sentido de humor."
Na mesinha de cabeceira prefere os policiais de, e ele diz assim, "Sir Arthur Conan Doyle", por exemplo. Há também lugar para John Steinbeck, Kafka ou "um pouco mais comercial" José Rodrigues dos Santos e Dan Brown.
A pior nota que teve foi um 17 a Educação Física. Dos colégios de freiras e padres até à "grande cidade" do Porto, mantém o hábito de ir à missa aos domingos. E entre os jogos de computador que gosta de usar, lembra-se do terrível vício do Travin. "Tive de desligar", diz, recordando uma noite em que se levantou a altas horas só para ir à sua "aldeia" por causa da abertura de um novo servidor. Coisas que só podem ser entendidas por quem vive nestes territórios virtuais.
Mas vamos regressar aos bancos de escola. Aos bancos da escola primária e à altura em que a professora das aulas de Informática extracurriculares chamava atenção para os dotes do menino. Afinal, conta Daniel, ele era o único que não gastava as duas horas da aula em jogos de computador. Metade do tempo era para jogar, mas a outra era para explorar outros campos da máquina, escrever textos, colocar fotos nos documentos, etc. Ainda na escola primária, recebeu o seu primeiro computador, e neste Verão de 2009 teve direito ao seu mais recente equipamento, oferecido pelos pais por ter cumprido os seus objectivos. Talvez o próximo seja já um patrocínio de uma marca qualquer. "Isso é que era muita qualidade."
Portanto, Daniel cresceu. Ou Freitas, como lhe chamam por Lamego. E chamam-no muitas vezes, conta. "Sou uma pessoa popular no seio da comunidade onde estou. Pode escrever isso." Sim, que não pensem que ele é um daqueles que se fecham em casa e só pensam em estudar. "As pessoas associam os bons alunos a pessoas alheadas, marginalizadas, e eu não sou assim." O popular Freitas já fez loucuras, apanhou algumas bebedeiras e "outras coisas normais". A última coisa normal que experimentou foi a viagem de fim de curso a Loret del Mar. "Nunca tinha ido a Espanha. Gostava de viajar mais", diz, quando reparamos nas pulseiras de tecido coloridas a apertar o pulso.
É chamado para arranjar computadores muitas vezes. "E de graça." De resto, a dinheiro, nunca fez muita coisa. Um trabalho numa associação local pago pelo Instituto Português da Juventude para ajudar miúdos na biblioteca e outras coisas do género. Mais do que isso, só os trabalhos de inserção de dados de doentes que faz regularmente para a sua mãe, numa tarefa que é devidamente recompensada.

Qual é o segredo?
Qual é o segredo para se conseguir o que se quer? Daniel Freitas dá algumas pistas. "Ter atenção nas aulas", fazer os trabalhos de casa, ler a matéria dada após um dia de aulas, são algumas das tarefas que, diz, podem ocupar diariamente cerca de duas horas. Mas há mais. Daniel faz questão de distribuir os louros do seu sucesso à mãe. "Foi a minha segunda professora. A professora da casa, Acho que é essencial esse acompanhamento. Uma professora na escola tem 30 alunos, se tivermos um apoio dedicado em casa temos outro estímulo. Fazia imensas fichas com ela." Prova do sucesso da mãe de Daniel será o facto de os outros dois filhos serem também alunos com médias de nota máxima.
A partir do sétimo ano, Daniel terá começado a "libertar-se" do apoio extra e ficou por sua conta e risco. Saiu-se bem. Mesmo com umas partidas de futsal e um jogos de vólei passados no banco para lhe roubar algum tempo, Daniel manteve os bons resultados nas pautas. "Quem trabalha consegue", promete, agradecendo aos professores também. E acrescenta em jeito de conselho: "Vale a pena abdicar e sacrificar algumas coisas para ter algum sossego, algum futuro. Abdiquei de algumas saídas à noite e de alguma interacção social. Mas nada que não recuperasse depois."
Mesmo atribuindo ao suor uma grande parte do mérito - "não é tudo trabalho, mas é muito trabalho" -, Daniel diz que a sorte também tem um papel importante no curso da vida académica. "As pessoas devem seguir o que querem. Para Medicina, por exemplo, acho que é preciso ter vocação. E sei que há muita gente que tem vocação mas não tem notas suficientemente altas." São preguiçosos? "Não. Muitas vezes é falta de sorte, os exames são duros, dolorosos. Por vezes é preciso ter a estrelinha da sorte."

O que falta aprender
Daniel cresceu tanto que a partir de segunda-feira vai viver sozinho com os seus quase vinte valores na bagagem e a responsabilidade de continuar a responder às expectativas. Avisado pela mãe - "diz-me para me orientar, para não me deixar perder" -, conta manter o alto nível. Depois virá o trabalho. "Temos de ser bons e para os bons há emprego. Hoje não podemos ser medianos. Gostava de ser pioneiro em algo. Acho que terá de ser fora de Portugal porque ainda não temos muitos apoios, mas gostava de ajudar o meu país." Enquanto não ocupa um cargo numa grande empresa como a Microsoft, vai ter de se desenrascar sozinho. Na cozinha também. "Até ao Verão não sabia fazer nada, agora já sei fazer um bife, arroz seco, ovos estrelados, fritar salsichas e fazer sandes." A coisa promete, mas Daniel admite que vai passar muito tempo nas cantinas do campus universitário.
Por mais que se saiba, temos sempre muito mais para aprender. Daniel foi chamado a um gabinete de um professor, mas volta atrás e dirige-se a nós com uma dúvida sussurrada: "Como é que se trata um professor universitário?"

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/19-09-2009/o-segredo-do-199--do-popular-freitas-17843731.htm



Morrem todos os anos 45 mil americanos por não terem seguro de saúde


«As seguradoras hospitalares... e o lobby da indústria farmacêutica agradecem-te... por tornar tudo isto... tão... lucrativo»
(Fonte: Blogue "O tempo das cerejas")

Se estiveram atentos às notícias que ultimamente têm chegado dos EUA, devem saber que muitos americanos têm contestado o projecto do Presidente Obama de criar um sistema público de saúde, num país em que a maioria da população tem seguros de saúde. No entanto, há 46 milhões de pessoas nos EUA que não têm seguro de saúde - e isso quer dizer que não têm acesso a cuidados de saúde básicos, pois não beneficiam de uma rede pública, como o Serviço Nacional de Saúde português. Como consequência, todos os anos, cerca de 45 mil pessoas morrem nos Estados Unidos por não terem seguro de saúde, diz um estudo publicado na revista científica on-line American Journal of Public Health, editada pelo programa Médicos para um Programa Nacional de Saúde, uma organização que defende um sistema de saúde nacional nos EUA.

Para saberem um pouco mais da polémica leiam a notícia do Público de ontem:

Os números apresentados pelo novo estudo, liderado por Andrew Wilper, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, são duas vezes e meia superiores aos de uma estimativa feita em 2002 pelo Instituto de Medicina dos EUA.
Há 46 milhões de pessoas nos EUA que não têm seguro de saúde - e isso quer dizer que não têm acesso a cuidados de saúde básicos, pois não beneficiam de uma rede pública, como o Serviço Nacional de Saúde português. O principal objectivo do Presidente Barack Obama na sua agenda nacional é revolucionar a indústria de saúde, que nos EUA vale 2,5 milhões de milhões de dólares.

O Presidente passou o mês de Agosto em debates e comícios para promover as suas ideias, e continua a fazê-lo: vai estar em cinco talk-shows da manhã de domingo e na segunda-feira à noite será o convidado especial do programa de David Letterman.
Há propostas legislativas a correr no Senado, depois de já ter sido aprovada outra na câmara baixa do Congresso, antes das férias de Verão, e ambas terão de se fundir. Mas há muita oposição aos planos de Obama, sobretudo à ideia de criar um sistema público de saúde - medicina "socializada", sendo que socializada é um termo equiparado a socialista pelos republicanos.
O novo estudo é promovido por uma organização pró-reformas da saúde, para abranger os que não têm forma de ter cuidados médicos. O que os investigadores, a maioria com base na Universidade de Harvard, concluem com recurso a dados do Centro para o Controlo e Prevenção das Doenças é que são os jovens adultos os mais desprotegidos: entre os 17 e os 24 anos, 28,5 por cento não terão seguro de saúde, e entre os 25 e os 34, 19,7 por cento estão na mesma situação.
O que isto permite concluir, explica um comunicado de imprensa, é que os norte-americanos destas idades, que formam a base do mercado de trabalho, têm um risco de morte 40 por cento superior se não tiverem um seguro de saúde.

É incrível como a maioria da população de um país tão rico e poderoso como os EUA, só porque provavelmente terá que pagar um pouco mais de impostos pela implementação de um serviço nacional de saúde, não mostre qualquer tipo de solidariedade por aqueles que são mais indefesos! É uma vergonha que na maior potência económica e militar do Mundo morram todos os anos 45 milhões de pessoas por não terem possibilidade de pagar os cuidados médicos!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

John Lennon - Give Peace a Chance (Live em Toronto, 1969)

A propósito desta última notícia, é caso para se dizer "Give Peace a Chance" . Fiquem com Jonh Lennon e com um dos seus grandes hinos à paz, numa actuação ao vivo na cidade canadiana de Toronto, em 1969.

Defesa antimíssil: Estados Unidos estão prontos para deixar cair polémico escudo na Europa

Imagem de um ensaio de um sistema antimíssil na California, em 2002


Os Estados Unidos irão abandonar os planos de expandir o escudo de defesa antimíssil (MDI) para a Europa Central, enfiando de novo na gaveta os planos da anterior Administração, de George W. Bush, que enfureceu a Rússia ao ponto de emergirem do Kremlin ameaças de apontar mísseis à Europa.

O recuo da Casa Branca nesta matéria – e que foi revelado hoje na edição online do diário norte-americano “Wall Street Journal” – é o passo recomendado pela equipa nomeada pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para averiguar da necessidade e eficiência técnica daquele projecto. Os peritos, cuja análise deverá ser entregue a Obama já na próxima semana, concluíram que “o programa de mísseis de longo alcance do Irão não progrediu tão rapidamente como fora anteriormente previsto” – explicava o jornal – esvaziando desta forma as justificações apresentadas pelos Estados Unidos para colocar um radar de detecção na República Checa e dez mísseis interceptores na Polónia.

A muito usada “ameaça” iraniana – a que Bush lançou mão para fazer avançar a aceitação dos planos de expansão do MDI junto dos aliados da NATO e também dos países membros da União Europeia – deixa, assim, de ser relevante tanto para os Estados Unidos como para as mais importantes capitais europeias, sublinhará o relatório, de acordo com responsáveis desta e da anterior Administração ouvidos pelo "WSJ".

O Pentágono escusou-se para já a qualquer confirmação oficial; não foi igualmente negada nem a iminência da divulgação do relatório, tão pouco as conclusões e recomendações que o jornal norte-americano sustenta estarem nele contidas. É esperada hoje à tarde uma conferência de imprensa do secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates – homem que passou da Casa Branca de Bush para a de Obama –, e do chefe de Estado-maior adjunto, James Cartwright, mas não é conhecido ainda o assunto que será ali abordado.

De Moscovo as primeiras reacções foram de cautela – à espera de “confirmações” – mas já sinalizando o grande regozijo com que o Kremlin acolhe a possibilidade de os Estados Unidos recuarem na expansão do MDI para junto das suas fronteiras. A Rússia vem insistindo, desde o primeiro momento, que considera a colocação de partes do escudo de defesa antimíssil norte-americano na Europa Central uma “ameaça concreta” à sua segurança nacional. Em resposta, foi ameaçado apontar mísseis à Europa e até mobilizar uma das mais avançadas esquadras de mísseis russos de curto alcance Iskander para Kaliningrado, o enclave russo fronteiriço à Polónia e Lituânia.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401074

Aparentemente são boas notícias para a paz e para a estabilidade do continente europeu e do Mundo. Depois de um período em que parecia que estavamos novamente na Guerra Fria, com o aumento da tensão entre os EUA e a Rússia, agora com Barack Obama há melhores condições para um maior diálogo entre os dois países que, como todos sabem, são duas grandes potências nucleares. Uff!...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Durão Barroso foi reeleito Presidente da Comissão Europeia


O antigo primeiro ministro português José Manuel Durão Barroso foi hoje reeleito, para um segundo mandato, Presidente da Comissão Europeia, com uma maioria absoluta de 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções. Esta reeleição ocorreu no Parlamento Europeu.

Como todos devem saber a Comissão Europeia é um das instituições comunitárias mais importantes da União Europeia. Independentemente daquilo que cada um de nós pode pensar de Durão Barroso, esta reeleição deveria constituir mais um motivo de orgulho para os portugueses, pois são muito poucos os portugueses com altos cargos internacionais.

Para saberem mais sobre esta reeleição cliquem aqui.

Para saberem mais sobre o que é a Comissão Europeia cliquem aqui.

domingo, 13 de setembro de 2009

Já saíram os resultados das candidaturas ao ensino superior - 1º Fase


Finalmente saíram os resultados das candidaturas ao ensino superior. Um momento decisivo na vida da maioria dos alunos que concluiram o ensino secundário. Pelos vistos aumentou o número de vagas. 86% sos candidatos foram admitidos nesta 1ª fase e 54% foi colocado no curso de primeira escolha. Cerca de um quinto foi admitido na segunda opção e 12 por cento conseguiu colocação no curso de terceira escolha. Ainda assim 7262 candidatos ficaram de fora e podem candidatar-se na 2.ª fase, para a qual ainda estão disponíveis 6102 vagas.

A área da saúde continua a dominar o topo da tabela das ofertas dos cursos, com Medicina da Universidade do Porto à cabeça, com 183,7 (numa escala de 0 a 200) de nota de entrada do último candidato colocado

Para saberem mais sobre os resultados desta primeira fase de candidatura, leiam a notícia do "Público" de 12 de setembro de 2009.


Vagas crescem abrindo o Superior a 86 por cento dos candidatos

O número de candidatos admitidos na 1.ª fase de colocações do ensino superior voltou a crescer comparativamente ao ano anterior. Universidades e politécnicos do ensino superior público disponibilizaram 51.352 lugares, mais 941 que o ano passado, e, para já, foram colocados 45.277 candidatos, mais de metade na primeira opção. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior divulga a partir de hoje os resultados das colocações.

Se para 54 por cento, as notas dos exames nacionais e do secundário foi suficiente para entrar na primeira escolha, cerca de um quinto foi admitido na segunda opção e 12 por cento conseguiu colocação no curso de terceira escolha. Ainda assim 7262 candidatos ficaram de fora e podem candidatar-se na 2.ª fase, para a qual ainda estão disponíveis 6102 vagas.

A área da saúde continua a dominar o topo da tabela das ofertas dos cursos, com Medicina da Universidade do Porto à cabeça, com 183,7 (numa escala de 0 a 200) de nota de entrada do último candidato colocado (ver gráfico).

Segue-se Arquitectura, na mesma universidade. Aliás, a Universidade do Porto é a que mais alunos acolhe no país e, no que diz respeito às vagas todas as 4050 ficaram preenchidas. Na verdade, foi necessário criar mais duas adicionais, uma a Medicina e outra a Medicina Dentária, para candidatos que estavam empatados na nota de candidatura.

A Medicina, este ano, a nota do último candidato admitido baixou ligeiramente, em todos os sete cursos de licenciatura. Se o ano passado 179,2 foi a classificação mais baixa, na Universidade da Beira Interior; este ano, na mesma instituição a nota foi de 178,5. O número de lugares disponíveis continuam a ser os mesmos 1490, incluindo as 76 vagas dos cursos preparatórios, os chamados Ciclos Básicos de Medicina, leccionados nas universidades dos Açores e da Madeira. Durante dois anos, 38 alunos, em cada uma das instituições, fazem a sua formação e concluem o curso de Medicina nas universidades de Coimbra e de Lisboa, respectivamente. Nestes cursos, as notas dos últimos classificados foram: 178,3 na Madeira e 178,2 nos Açores.

Na tabela dos cursos com as notas mais altas de entrada encontra-se em 25.ª posição Línguas e Relações Internacionais, da Universidade do Porto (172,6 valores) e em 32.º lugar surge Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa (168). Também a Arquitectura continua a fazer parte do grupo de cursos com notas de admissão mais altas.

Menos de 20 alunos

O ano passado 84 por cento dos estudantes ficaram colocados e este ano mais dois por cento foram admitidos nas universidades e politécnicos públicos. Dois em cada três cursos ficaram com todos os lugares preenchidos e apenas nove cursos não registaram qualquer colocação.

São 290 em 1099 os cursos que têm 20 ou menos alunos. Destes, a maioria ainda tem lugares por preencher na 2.ª fase. Se não o fizer, a situação pode por em causa o financiamento por parte do Estado.Por outro lado, 729 (66 por cento) já não disponibilizam vagas para a próxima fase.

O curso de Direito da Universidade de Lisboa continua a manter a liderança no que diz respeito ao número de alunos admitidos: 450, menos 60 que no ano passado. Segue-se Direito de Coimbra (330) e Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (320). No fundo da tabela estão nove cursos que não conquistaram nenhum aluno, sete são em horário pós-laboral ou nocturno.

Depois do Porto, são as universidades Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa, Minho e Coimbra que conseguem ter percentagens de colocação mais altas. Do lado dos politécnicos, estão os de Lisboa e do Porto bem destacados com 98 por cento dos lugares preenchidos. Mais uma vez, é na área da saúde, que as escolas superiores de Enfermagem de Coimbra, Porto e Lisboa, preencheram todos os lugares.


Para verem todas as notas de acesso ao Ensino Superior (Excel) cliquem em:
http://static.publico.clix.pt/docs/educacao/colocacoes2009.xls

Site da Direcção Geral do ensino Superior:
http://www.dges.mctes.pt/coloc/2009/


Parabéns a todos os alunos que conseguiram entrar no Ensino Superior. Não tenho a certeza, mas julgo que aqueles que não entraram no curso da 1ª opção, podem tentar a transferência de curso no final do ano lectivo ou então fazer novamente os exames nacionais para tentar a melhoria da média de candidatura. Obrigado a todos os alunos que já me informaram por mail ou através do post anterior do resultado da sua candidatura.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Rita Red shoes - Choose Love

As férias infelizmente acabaram! É tempo de recomeçar o trabalho e tal como o prometido o blogue regressa neste início de Setembro, ainda que a "meio gás", já que as aulas ainda não começaram.

Já agora, espero que tenham tido uma boas férias e que estejam preparados para uma novo ano escolar, seja na escola secundária ou na faculdade, qualquer que ela seja.

Para iniciarmos o terceiro ano de funcionamento deste blogue vamos ficar com um momento musical, com a portuguesa Rita Red Shoes e o seu "Choose Love".

segunda-feira, 27 de julho de 2009


Finalmente chegaram as minhas férias!!!

Já não era sem tempo, depois de um ano tão cansativo! As últimas semanas foram extenuantes, com a preparação e lançamento do próximo ano lectivo: planificações, testes diagnósticos, critérios de avaliação, plano estratégico, constituição das turmas, ...

O blogue vai também para férias e só regressará no início de Setembro.

Para todos desejo umas boas férias, descansem e divirtam-se o mais que puderem.

Até Setembro.


Fiquem com David Fonseca e "Superstars"



Nota: Para os alunos do 12º ano boa sorte nas candidaturas para o ensino superior. Sempre que puderem, passem por aqui e deixem os vossos comentários aos posts do blogue e as vossas impressões da integração na faculdade.

Acabei de ler o livro "O Velho Expresso da Patagónia", de Paul Theroux. É um clássico da literatura de viagens, publicado pela primeira vez há quase 30 anos, e que retrata a viagem que Paul Teraux fez de Medford, um subúrbio da cidade norte-americana de Boston, até Esquel na Patagónia Argentina. Paul Theroux foi mudando sucessivamente de comboios (e algumas camionetas), atravessando todo o continente americano, passando por países como os EUA, México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Perú, Bolívia até chegar à Patagónia, no extremo sul do continente americano. Ao contrário do que é habitual na literatura de viagens, que nos fala dos lugares visitados, o objecto do livro de Theroux é a viagem em si. Não o lugar, mas o modo como se chegou lá.

É um livro fascinante com 525 páginas da editora Quetzal que recomendo a todos que gostam de Geografia e de viajar por esse mundo fora. Uma excelente leitura para este verão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Os Pilares da Criação espiados em ângulo aberto pelos telescópios do ESO


A nova imagem mostra os Pilares da Criação e uma grande área envolvente

A imagem captada pelo Hubble tornou-se quase um símbolo do que é capaz este telescópio espacial. Mas agora as lentes do Observatório Europeu do Sul (ESO), em La Silla, no Chile, obtiveram uma nova perspectiva da Nébula da Águia, que é um berçário de estrelas. Os famosos Pilares da Criação, como foi baptizada a imagem do Hubble, aparecem aqui mais disfarçados na parte inferior esquerda da imagem.

A imagem divulgada pelo ESO cobre uma área do céu tão extensa como a Lua Cheia – e é 200 vezes mais extensa do que a coberta pela câmara do Hubble em 1995. Agora é possível ver com considerável detalhe toda a área em torno dos pilares da nebulosa.

Este berço de estrelas fica a 7000 anos-luz de distância da Terra, na constelação da Serpente. É uma região de gás de poeiras onde novas estrelas estão a nascer – um aglomerado de estrelas muito quentes e maciças, designado NGC 6611, formou-se ali há muito pouco tempo. Dentro das estruturas designadas como pilares, o gás é tão denso que colapsa sob o seu próprio peso, iniciando o processo de fusão nuclear que alimenta a formação de estrelas.

Nesta imagem, os Pilares da Criação surgem no centro-esquerda, na parte de baixo, e o aglomerado NGC 6611 vê-se logo acima, do lado direito. Do cimo daquela zona iluminada descem dedos de escuridão pintalgados de estrelas, que lembram estalactites numa gruta. Dentro de alguns milhões de anos os pilares terão desaparecido, pois estão a ser ao mesmo tempo esculpidos, iluminados e destruídos pela intensa luz ultravioleta proveniente do aglomerado de estrelas em formação, diz um comunicado do ESO.

Fonte: Público

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Supergrass - Alright

Eis uma musiquinha muito jovial, levezinha e divertida, muito apropriada para estes dias de verão em que muitos já estão de férias. Os Superglass com "Alright" (1995). Fiquem bem!



Para ficarem a conhecer melhor esta banda inglesa de Oxford cliquem aqui.

Site oficial do Grupo: http://supergrass.com/

Podem ainda ver os Supergrass no Myspace.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Exame de Geografia A - 2ª Fase


Hoje foi feito o exame nacional de Geografia A (2ª fase). Na minha opinião foi muito mais fácil que o da 1ª fase. Os grupos de escolha múltipla foram de um modo geral fáceis, ainda que uma ou outra fosse um tanto ou quanto difícil, com alguma subjectividade. As perguntas abertas foram claramente mais fáceis e algumas até incrivelmente fáceis, como aquelas do grupo dedicado à demografia.

Infelizmente foram muito poucos os alunos que fizeram o exame nesta fase. A esmagadora maioria dos alunos da Escola Secundária de Rio Tinto fez o exame da 1ª fase, tendo sido prejudicados por um exame bastante mais difícil, como já foi referido em postagens anteriores. Não foi justo para estes alunos.

De seguida podem ver aqui a prova (versão 1) e aqui os critérios de classificação.

Para todos os alunos que agora iniciam as suas férias, desejo que estas sejam muito boas, que se divirtam e que descansem o suficiente para enfrentar com força e determinação o próximo ano lectivo, seja na Escola Secundária ou na Faculdade.

Para os alunos que concluiram o secundário, especialmente para os do 12ºH da ESRT, os meus parabéns e o desejo que entrem na Faculdade e que sejam felizes nessa nova fase do vosso percurso escolar. E, já agora, não se esqueçam do professor de Geografia C e do blogue. Passem por cá, sempre que puderem, e deixem os vossos comentários. Ficarei muito feliz!

Da minha parte, vou continuar a trabalhar na Escola até ao fim do mês. Até lá continuarei a "alimentar" o blogue ainda que com menor frequência pois o trabalho é mais do que muito nesta altura do ano: planificar o próximo ano lectivo e organizar as turmas do 10º ano, como é habitual.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

REM - Everybody Hurts

A propósito, fiquem com Everybody Hurts dos R.E.M..

Lar doce lar


"Lar Doce Lar" (Home) é um filme de ficção realizado em 2008 por Ursula Meier, com as interpretações de Isabelle Huppert, Olivier Gourmet e Adélaïde Leroux. O filme estreou-se na semana passada nas salas de cinema portuguesas.

Básicamente a história é a seguinte: uma auto-estrada por acabar, abandonada há dez anos, degrada-se lentamente até ao dia em que, inesperadamente, se retomam os trabalhos de construção. À beira do asfalto, a poucos metros da barreira de segurança existe uma casa onde vive, pacatamente instalada, uma família que resolveu viver afastada da civilização. Assim começa o pesadelo daquelas quatro pessoas, habituadas ao silêncio e privacidade. Um filme sobre a solidariedade familiar num momento de mudança e sobre todas as consequências nefastas da poluição, quer físicas, quer psicológicas, na vida de cada ser humano.

Fiquem com o trailer do filme.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Home - O Mundo é a Nossa Casa

HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. É um filme muito interessante e com imagens belíssimas que farão as delícias dos apaixonados pela natureza.

De seguida podem ver o trailer do filme, que está à venda nas casas da especialidade.



Podem ainda ver o fime, dobrado em português, na íntegra (completo) no Youtube clicando aqui.

G8 concordam reduzir emissões de carbono em 80 por cento até 2050

Obama e Medvedev cozinham o aquecimento global, numa acção da Oxfam

Os países do G8 concordaram hoje numa redução em 80 por cento das suas emissões de carbono até 2050 e defendem para os países emergentes uma redução de 50 por cento no mesmo período. Um conselheiro do presidente russo Dimitri Medveded tinha considerado "inaceitável" uma redução de 80 por cento, mas as primeiras informações referem que este país também deu o seu acordo. A oposição da China e da Índia impedirá, no entanto, salvo acordo de última hora, que a decisão seja amanhã ratificada pelo fórum das principais economias do mundo, que reúne o G8 e as economias emergentes também em L’Aquila, Itália. As metas aprovadas pelo G8 permitiriam conter o aquecimento global em níveis inferiores a dois graus centígrados face aos valores anteriores à industrialização. É a primeira vez que este grupo de países, que representam 13 por cento da população do planeta e 40 por cento das emissões mundiais, considerados os maiores “poluidores históricos”, segue as recomendações dos cientistas. O G8 junta-se assim a uma centena de países, entre os quais os da União Europeia, que já tinham aprovado o limite de aquecimento de dois graus. A mudança de posição deve-se, em boa medida, à alteração no modo como os Estados Unidos passaram a encarar o problema desde a entrada em cena do novo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A Reuters observa, no entanto, que a declaração do G8 abre-se a diferentes interpretações ao deixar em aberto o ano base para a redução de 80 por cento: pode ser “1990 ou com anos mais recentes”, dizem.

Fonte: Público, 08.07.09

Uma excelente notícia para o nosso planeta ou apenas mais um conjunto de boas intenções?

terça-feira, 7 de julho de 2009

As cidades mais caras do Mundo em 2009

Tóquio, a cidade mais cara do Mundo em 2009


Tóquio ocupa, agora, o primeiro lugar do ranking das cidades mais caras do mundo no estudo Cost of Living 2009, elaborado pela consultora Mercer. Lisboa cai sete lugares e fica-se este ano pela 64ª posição na lista, quando, em 2008, ocupava a 57ª. A consultora explica que esta descida “não se deve apenas à diminuição real do custo de vida, mas também às fortes flutuações cambiais”, nomeadamente, da revalorização do dólar face ao euro.Tóquio destronou Moscovo como a cidade mais cara do planeta, sendo que a capital russa passou a ocupar o terceiro lugar. O segundo lugar pertence a Osaka, também no Japão. Este ano, o estudo da Mercer revela alterações drásticas, como a subida de 74 lugares de Caracas (agora na 15ª posição) ou, por outro lado, a descida de 75 postos de Varsóvia (agora na 113ª posição). Nova Iorque entrou para o top ten este ano, subindo da 22ª para a oitava posição. O Cost of Living 2009 cobre 143 cidades, em cinco continentes, e mede o custo comparativo de mais de mais de 200 produtos representativos dos padrões de consumo, como a habitação e os transportes.


Ranking 2009:

1º Tóquio (Japão)

2º Osaka (Japão)

3º Moscovo (Rússia)

4º Genebra (Suíça)

5º Hong Kong (Hong Kong)

6º Zurique (Suíça)

7º Copenhaga (Dinamarca)

8º Nova Iorque (EUA)

9º Pequim (China)

10º Singapura (Singapura)

Resultados dos exames nacionais de Geografia A de 2009 - 1ª Fase


Como já devem saber, já estão afixados na Escola os resultados dos exames nacionais do ensino secundário (1ª Fase).

No que se refere ao exame de Geografia A, e numa primeira impressão, dá para concluir que os resultados dos alunos, não tendo sido propriamente famosos, também não foram, no cômputo geral, um desastre. Para ser sincero, tive algum receio que tivessem sido piores, dado o grau de dificuldade da prova, principalmente de algumas questões de escolha múltipla e de uma ou outra questão aberta com critérios de classificação, no mínimo, "manhosos".

Alguns alunos conseguiram aguentar-se muito bem, mantendo a média da classificação interna. A maioria teve quebras ligeiras previsíveis. Outros, infelizmente, tiveram quebras significativas, que os penalizaram na média final da disciplina.

Com a realização do exame de geografia A, num total de 45 alunos internos da ESRT, 15 mantiveram a classificação interna, 27 desceram um valor e 3 desceram 2 valores. Cinco alunos reprovaram à disciplina. Todos eles tinham uma classificação interna de 10 valores.

A média dos resultados dos alunos internos da ESRT no exame de Geografia A foi de 10,2, o que é um pouco decepcionante, até porque a média nacional terá sido de 11,3.

Para tomarem conhecimento dos resultados médios (a todas as disciplinas) a nível nacional dos exames da 1ª fase cliquem aqui. Podem ainda ler aqui a análise do jornal Público dos resultados dos exames.


Se tiverem vontade, comentem os vossos resultados nos exames nacionais. Podem fazer referência aos resultados obtidos nos exames das outras disciplinas do 11º e 12º ano.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Neda, o novo símbolo da luta iraniana

Neda Soltan
- Nasceu no Irão, tinha 26 anos e é a segunda de três filhos.

- O seu pai era um funcionário público e a sua mãe dona-de-casa.

- Estudou Filosofia Islâmica na Universidade de Azad em Teerão.

- Estudou para ser guia turística e teve aulas de turco na esperança que o seu emprego a levasse a viajar para outros países.

- Tocava piano e cantava. Gostava de música pop persa.

- Gostava da poesia do iraniano Rumi e do Americano Robert Frost.

- Estava noiva do fotojornalista Caspian Makan, de 37 anos, que tinha conhecido na Turquia dois meses antes de morrer.

- Ignorou os avisos dos amigos que a aconselhavam a não participar nos protestos. «Não se preocupem, basta uma bala e acaba tudo», argumentava.

- Foi atingida na zona do peito às seis e meia da tarde do dia 22 quando se encontrava numa fila de trânsito na Rua Karegar, ao dirigir-se para uma manifestação.

- Apesar de as imagens divulgadas parecerem mostrar o momento da sua morte, Neda só acabou por falecer a caminho do Hospital Shariati.

- A sua família foi proibida de fazer um funeral numa mesquita ou de colocar panos negros no exterior do seu apartamento em Teerão.

- Foi enterrada no cemitério de Behesht Zahra na zona sul de Teerão.

- Os média locais foram proibidos de relatar a sua morte e os seus amigos souberam da notícia através de parentes que vivem no estrangeiro.

- O vídeo com imagens dos seus últimos momentos filmado por transeuntes com vida tornou-se um fenómeno global através de várias redes sociais na internet, como Twitter ou o Facebook.

- Poucas depois da sua morte apareceram cartazes em manifestações populares em diversas cidades do Mundo com fotos que mostravam a agonia de Neda.

- Curiosamente em Farsi, o nome Neda significa "Voz", o que dá ainda mais força ao movimento da luta iraniana, à medida que se transforma num autêntico mártir.

Fontes:


Para saberem mais sobre o que se passa actualmente no irão, nomeadamente sobre os protestos e manifestações nas ruas de Teerão contra o modo como decorreu a contagem de votos das eleições presidenciais cliquem aqui.

Nota: optei por não mostrar nem fotos nem vídeos com os factos descritos no post para não chocar ninguém visto que este blogue é dirigido especialmente a alunos do ensino secundário. De qualquer modo se alguém estiver interessado em ver o vídeo, que circula em blogues de todo o Mundo, basta procurar no Youtube.

O milagre da queda do Airbus 310 das Comores chama-se Esperança

Baya Bakari, a jovem sobrevivente do acidente aéreo de 29 de Junho internada no hospital


Este caso da única sobrevivente do acidente aéreo ocorrido no passado dia 29 de Junho nas águas do Índico impressiona-nos a todos. A Jovem natural das ilhas Comores de 14 anos chama-se Baya, que significa "Esperança" na sua língua. É impressionante que no meio de mais uma tragédia, em que perderam a vida 151 pessoas, tenha havido uma sobrevivente, que até nem sabia nadar muito bem! Como se explicam situações como esta que, pelos vistos, não é inédita?

Fiquem com a notícia impressionante do jornal Público de ontem, 1 de Julho de 2009:

Janeiro de 1985. Um rapaz de 17 anos é encontrado com vida entre os destroços da queda de avião da Galaxy Airlines, no Nevada, EUA. Agosto de 1987. Uma menina de quatro anos é a única sobrevivente da queda de um avião em Detroit. Março de 1995. Uma rapariga de 9 anos é a única sobrevivente da queda de um avião da Intercontinental que se despenha na Colômbia. Setembro de 1997. Um bebé com apenas um ano é o único sobrevivente da queda de um Tupolev da Vietnam Airlines no Cambodja. No dia 29, o milagre voltou a acontecer. Morreram 151 pessoas num voo da Yemenia Airlines a caminho das ilhas Comores. Só uma adolescente de 14 anos sobreviveu, mergulhada num mar de destroços e de forte ondulação, no negro da noite, em pleno oceano Índico.

Chama-se Baya Bakari. Baya significa esperança.Baya Bakari é natural das Comores, de uma aldeia chamada Nioumadzaha, a sudeste de Moroni, capital do arquipélago. Mas fazia parte da comunidade imigrante das ilhas que se instalou em Marselha, França, onde vivia com a mãe. Vivem ali 80 mil naturais das ilhas Comores. No dia 29 de Julho, viajaram de Marselha para Paris, onde apanharam o Airbus 310 da Yemenia Airlines, no Aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, em direcção às Comores, para visitar a família. De Paris, ainda fizeram escala em Sana, no Iémen. E depois, finalmente, dirigiam-se a Moroni. Mas não chegaram ao destino.Ainda estão por apurar ao certo as razões que levaram o Airbus a dar uma volta em U e a despenhar-se no Índico, numa fase em que já se fazia à pista do aeroporto de Moroni.

Eram 4h00 locais, madrugada, quando desapareceu dos radares das torres de controlo, com 153 pessoas a bordo. O que se passou entre a queda e o milagre só as caixas negras poderão revelar. Mas voltemos ao milagre. No meio dos destroços do Airbus, havia uma menina de 14 anos viva, “frágil, mal sabia nadar” – contou o seu pai, Karim Bakari, a partir de França, depois de ter falado ao telefone com a filha. Baya agarrou-se a um pedaço da fuselagem durante horas, talvez duas, diz a equipa de socorro, no meio da ondulação picada do Índico. Foi então que os meios aéreos de salvamento, com uma equipa das Comores, avistaram um milagre entre os destroços da tragédia. “Tentámos lançar uma bóia. Mas ela estava demasiado fraca para a conseguir agarrar”, disse, em declarações à rádio privada francesa RTL, o sargento Said Abdilai, que tirou Baya da água. “Ela tremia, tremia, tivemos de a embrulhar em quatro cobertores e demos-lhe água quente com açúcar. Depois perguntámos-lhe o nome e de onde vinha.”“Papá, caímos à água! Só ouvia pessoas a gritar à minha volta, mas não conseguia ver nada”, descreveu Baya, que foi transportada para o Hospital El Marouf, em Moroni. Quando recuperou forças, Baya chorou primeiro. Depois perguntou pela mãe. Segundo testemunhos do pai, Baya foi projectada por uma das janelas do avião, o que a salvou. “Já estava fora do avião quando ele caiu”, disse o pai. Baya sofreu algumas queimaduras, escoriações na cara e braços e partiu uma omoplata. Mas não inspira cuidados de maior. O pai, que tem mais três filhos menores, de 10, 8 e 3 anos, ainda não lhe disse que a mãe morreu: “Não tive coragem, disse-lhe que estava num quarto ao lado dela”. Só quer ir ter com a filha. “Imagino como ela se deve sentir sozinha.”Alain Joyandet, secretário de Estado da Cooperação francês, já está nas Comores. Foi certificar-se do estado de saúde da menina-milagre. E quer levá-la para França e estudar uma maneira de ajudar o pai. “Fisicamente, está bem”, afirmou Joyandet, citado pelo Guardian. Como pode alguém estar bem depois de sobreviver à queda de um avião que matou 152 pessoas? Em conferência de imprensa, o médico do Hospital de Moroni, Ada Mansour, que a assistiu, também diz que Baya está bem: “Está consciente, a falar. Mas tentámos não fazer muitas perguntas, para não a cansarmos”. Baya continuou ontem na unidade de Cuidados Intensivos do hospital.

Fonte: http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1389759&idCanal=11