Um Mundo Global é um espaço de informação,reflexão e comentário de temas geográficos, nacionais e/ou mundiais, mas onde também há espaço para outros pontos de interesse como as temáticas sociais e ambientais, a música, os filmes, a poesia, a fotografia, os cartoons, os livros e as viagens. Todos são bem-vindos e convidados a deixar os seus comentários.
Como já disse há dias sou um grande apaixonado pela música com sonoridades celtas. Mais uma vez, mostro-vos um pouco mais das músicas do gaiteiro galego Carlos Nuñes e dos irlandeses Chieftains. E mais uma vez os sons tradicionais da Galiza cruzam-se com os da Irlanda numa harmonia belíssima.
Carlos Nuñes e The Chieftains - Irish Dance Set (reparem no trabalho notável de percussão e dos dançarinos irlandeses)
A NASA descobriu grandes quantidades de água na Lua. O anúncio foi feito pela agência espacial norte-americana, depois de revelados os dados da sonda LCROSS que há um mês cumpria uma missão no satélite terrestre.
Os cientistas esperam que o líquido, congelado há milhões de anos, revele segredos sobre a formação do sistema solar.
“Encontrámos água e não encontrámos só um bocadinho, foi uma quantidade significativa. Se recordarem que há um mês falávamos em colheres de chá, agora posso dizer-vos que na cratera que a LCROSS fez, a 20 ou 30 metros, encontrámos talvez uma dezena destes baldes de dois galões de água”, disse Anthony Colaprete, investigador principal da sonda.
A NASA também acredita que a descoberta de água no subsolo lunar permitirá reforçar as condições para a construção uma base a partir da qual serão lançadas missões de exploração espacial, nomeadamente de voos habitados rumo a Marte.
Perto de meio século depois da primeira missão Apollo à Lua, a descoberta desta sexta-feira ultrapassa todas as expectativas dos cientistas e poderá dar novo fôlego o programa espacial norte-americano.
Este vídeo mostra a grande confusão e aventura que é andar de metropolitano em hora de ponta na gigantesca cidade de Tóquio.
Tóquio é o centro da maior megacidade do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as províncias japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de um quarto de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio. A população desta região metropolitana é de 37 milhões de habitantes, e a sua área urbananizada é de aproximadamente 5 200 km².
O metro de Tóquio tem 13 linhas com um comprimento total de 286,2 km, fazendo dele o terceiro maior do mundo, a seguir a Nova Iorque e Londres.
A hora de ponta na maior megacidade do Mundo é semelhante à de qualquer outra megalópole com uma exceção: os japoneses disciplinaram-se para conviver com ela. Os passageiros do metro que querem tentar um cobiçado assento formam uma fila ao lado daqueles que preferem partir rapidamente. Assim que o comboio fecha as portas, a fila dos que esperaram para viajar sentados desloca-se para o lugar da outra. É um movimento tão sincronizado que parece ensaiado. Funciona perfeitamente. As pessoas espremem-se no metro, onde funcionários, os "Oshiyás" (empurradores) com uniforme azul-marinho e luvas brancas tratam de empurrar vigorosamente os passageiros pela carruagem dentro. Tudo para manter a eficiência no atendimento à população. Sem atrasos, sem demora.
O desconforto de viajar colado ao corpo de estranhos é compensado não só pela pontualidade, mas também pela organização e abrangência da rede. São 283 estações e 292 quilómetros de linhas.
Pensando especificamente nos alunos do 11º ano de Geografia A que vão ter exame nacional no final do ano lectivo, têm aqui dois links ao site do GAVE que poderão ser muito úteis para a se prepararem para o referido exame.
Um relatório da Associação Industrial portuguesa (AIP) revela mais uma vez um facto que é extremamente penalizador para a competitividade das empresas portuguesas e para a economia nacional: a produtividade em Portugal é 30 por cento inferior à da média europeia.
Para Jorge Rocha de Matos, presidente da associação, este indicador envergonha Portugal.
Este é um assunto deveras preocupante para o futuro do país. É a nossa sobrevivência enquanto povo e nação que está em causa. Não se esqueçam que o futuro começa hoje e é na própria Escola que deve começar a mudança de mentalidades. Todos nós devemos ser mais produtivos. Os alunos deveriam aproveitar melhor o seu percurso escolar, aproveitar melhor o trabalho desenvolvido pelos professores e desenvolver ao máximo as suas capacidades e competências de modo a que, num futuro muito próximo, possam ser mais úteis ao país e contribuir para a inversão desta situação. O atraso do nosso país não pode ser encarado como uma fatalidade. Todos podemos contribuir para um país melhor e mais competitivo.
Vejam agora a notícia da TSF on line publicada ontem:
O indicador de produtividade apresenta um valor de 70,8 por cento da média da União Europeia em 2008, o que significa que Portugal produz em média menos 30 por cento do que os restantes países europeus.
«Este é sem duvida o indicador mais critico e que nos envergonha, pois nenhum país consegue afirmar-se competitivamente, crescer e desenvolver-se de forma sustentada sem que a produtividade aumente significativamente», disse o presidente da AIP, frisando que alterar esta situação é um «desafio colectivo» que Portugal deve abraçar.
No que diz respeito à educação e à formação, o relatório da competitividade diz que Portugal está muito aquém da meta estabelecida para 2010 pelo plano tecnológico. Em 2008, apenas 54,3 por cento dos jovens completaram o ensino secundário.
A eficiência energética merece também nota negativa, aparecendo na cauda da Europa.
Perante estes dados, Jorge Rocha de Matos defendeu que é urgente uma convergência entre empresários e o Estado, por considerar que a resposta necessária não pode passar unicamente pelos empresários ou pela administração pública.
Na opinião do responsável da AIP, essa convergência é essencial para conseguir aproximar Portugal da União Europeia.
Apesar de as questões essenciais terem nota negativa neste relatório, há também a salientar dados positivos, como um aumento do número de licenciados em ciências e tecnologia e, pela primeira vez, um excelente destaque a fontes renovareis no consumo de electricidade.
O documento destaca ainda que pela primeira vez Portugal está na lista dos países moderadamente inovadores.
No passado dia 10 de Novembro a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução em que pela primeira vez apoia formalmente a iniciativa da Aliança de Civilizações, liderada pelo ex-presidente português Jorge Sampaio, e o seu propósito de fomentar o diálogo entre as culturas. Os 192 países que integram a ONU aprovaram por consenso a resolução co-patrocinada por quase uma centena de países, que foi discutida no âmbito de uma reunião dedicada à cultura de paz. No documento redigido pela Espanha, a Turquia expressa um "apoio continuo à Aliança das Civilizações e anima os seus responsáveis a prosseguir o trabalho mediante diversos projectos práticos nas esferas da juventude, educação, meios de comunicação e migrações".
Para conhecerem melhor o que é esta iniciativa liderada por um português cliquem no seu site oficial: http://www.unaoc.org/
E agora uma boa notícia que vem do JN on line e que nos mostra que apesar dos erros do Homem, a natureza parece que vai conseguindo, de algum modo, dar a volta à situação corrigindo alguns problemas ambientais, o que poderá levar os cientistas a rever as previsões sobre o ritmo do agravamento do aquecimento global.
Água resultante do degelo de glaciares favorece absorção de CO2 pelo fitoplâncton, o que ajuda a combater o aquecimento global.
O gelo que derrete dos glaciares próximos da Península Antárctica devido ao aquecimento climático acelera o próprio processo de "descongelação" mas também permite ao oceano reter o dióxido de carbono absorvido pelo fitoplâncton, concluíram investigadores.
Segundo os cientistas do centro de investigação British Antarctic Survey, a maior parte dos efeitos do aquecimento climático tem um retorno ou efeito de retroacção positivo: sem gelo, o calor da radiação solar é menos reflectido na atmosfera e mais absorvido pela água, o que acelera o mecanismo de degelo.
No entanto, a absorção de CO2 pelo fitoplâncton oceânico retarda o aquecimento, destacaram os investigadores britânicos, que publicaram hoje os seus trabalhos na revista digital "Global Change Biology".
Durante os últimos 50 anos, cerca de 24 mil quilómetros quadrados de gelo derreteram em redor da Península Antárctica, o que provocou eclosões de fitoplâncton, que absorve o carbono por fotossíntese.
A parte do fitoplâncton que não é consumida pelos animais marinhos deposita-se no fundo do mar.
O investigador Lloyd Peck e os seus colegas consideram - com base em fotografias de algas verdes captadas na zona - que 3,5 milhões de toneladas de carbono (o equivalente a 12,8 milhões de toneladas de CO2) ficavam no fundo do oceano perto da Península Antárctica.
Esta quantidade equivale à capacidade de armazenamento de dióxido de carbono que têm 6.000 a 17 mil hectares de floresta tropical, segundo os autores da investigação.
Trata-se de uma gota de água, se comparada com as quantidades de CO2 resultantes da utilização dos combustíveis fósseis e da desflorestação, que ascenderam a 8,7 mil milhões de toneladas em 2007.
"É, ainda assim, uma descoberta importante", na opinião de Lloyd Peck, para quem o fenómeno é um sinal da "capacidade da natureza para contrariar as adversidades" e deve ser tido em conta nas futuras previsões relativas às alterações climáticas.
Segundo um relatório apresentado hoje no Parlamento europeu em Bruxelas pelo Instituto de polítia Familiar (IFP) Portugal é o país da União Europeia em que a população está a envelhecer mais depressa. Esta é mais uma situação deveras preocupante para o nosso país e para os outros países da UE, que pode pôr em causa o nosso futuro.
Vejam agora a notícia do Público on line publicada hoje:
A organização refere que as pessoas com mais de 65 anos passaram de 11,2 por cento em 1980 para 17,4 por cento em 2008. Imediatamente atrás de Portugal segue a Espanha, segundo o mesmo documento, que adianta que uma em cada cinco pessoas tem mais de 65 anos em Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Suécia. A Irlanda é o país com a população mais jovem, com uma média de 35,1 anos. Em Portugal, a média é de 40,5.
Também a par da Espanha e da Itália, no âmbito da União Europeia a 15, Portugal é referido como o país que oferece menos assistência às famílias (1,2 por cento do Produto Interno Bruto - PIB), estando abaixo da média europeia, que é de 2,1 por cento do PIB. Os valores dos benefícios sociais para as famílias variam entre 23 e 2158 euros no espaço comunitário. Mas dentro dos 15, Portugal (151 euros anuais por pessoa, dados de 2006) e Espanha (212 euros) são apontados como os que menos dão assistência.
Portugal, tal como seis outros países, é indicado como tendo restrições nos rendimentos que impedem um grande número de famílias de receber benefícios directos para as crianças. O IPF também caracteriza como “nível crítico” a taxa de nascimento de 1,34, embora acima da Eslováquia, que tem o valor mais baixo da UE (1,25).
"Inverno demográfico"
A Europa está "imersa num nunca visto Inverno Demográfico", refere o mesmo instituto, ao lembrar o défice anual de nascimentos, o aumento dos abortos e a “explosão” de divórcios.
O relatório refere o aumento de idosos em relação aos menores de 14 anos, o decréscimo de 775 mil nascimentos anuais numa comparação com dados de há 26 anos (menos 12,5 por cento), a realização de 1,2 milhões de abortos, a descida de mais de 725 mil casamentos por ano e um milhão de divórcios. "O aborto e o cancro são as principais causas de morte", assinalou. A cada 27 segundos há um aborto nos 27 e a cada três minutos uma rapariga jovem interrompe uma gravidez, refere o relatório.
"Desde 1990 houve 28 milhões de abortos na União Europeia. Tantos como a população de Malta, Luxemburgo, Chipre, Estónia, Eslovénia, Letónia, Lituânia, Irlanda, Finlândia e Eslováquia", lê-se. Para o IPF, é necessário redireccionar as políticas da família dos países da União Europeia, de forma a encará-las como "um grupo social, económico, educativo e emocional” e não apenas “individualmente".
O relatório sublinha que tem sido a imigração a principal alavanca para o crescimento da população nos 27 e adianta que a Europa é cada vez mais um velho continente: há 85 milhões de idosos contra 78,5 milhões de jovens abaixo dos 14 anos. A média de idades fixa-se nos 40,3 anos, um aumento de três anos em 15 anos.
O IPF refere que se a pirâmide demográfica continuar a inverter-se, em 2050 a população europeia perderá 27,3 milhões de pessoas, caindo para 472 milhões, e a Alemanha será o país mais afectado. O documento também refere que uma em cada três crianças nasce fora do casamento, em especial na França e Reino Unido. O documento refere ainda haver 43 por cento de pessoas não casadas contra 45 que contraíram matrimónio.
"Há mais de um milhão de divórcios, o equivalente a um colapso de casamento a cada 30 segundos. Mais de 10,3 milhões de divórcios em 10 anos (1997-2007) na EU dos 27 afectou mais de 17 milhões de crianças", lê-se. Por outro lado, duas em três famílias não têm crianças. Em média, os agregados familiares têm 2,4 elementos. Entre os apoios, defende-se, num prazo de cinco anos, o gasto de 2,5 por cento do PIB para a Família, 125 euros mensais para crianças e durante nove meses para as grávidas.
O movimento Protejo, constituído por meio milhar de cidadãos e 21 organizações ambientalistas e de defesa do Tejo, sustenta que Espanha não cumpriu os caudais mínimos previstos na convenção celebrada entre os dois países ibéricos e que, no último ano hidrológico, entraram no Tejo português menos 236 hectómetros cúbicos (hm3) do que o mínimo estabelecido.
O porta-voz do movimento diz que, em Outubro, o Tejo português registou "o valor mensal mais baixo da última década", com graves consequências para os ecossistemas e as povoações ribeirinhas do Médio Tejo. Paulo Constantino contraria declarações do presidente do Instituto da Água (Inag), que referiu que os 20 hm3 de água que Espanha pretende desviar para o Parque Natural de Tablas de Daimiel não terão implicações em Portugal. O transvase agora aprovado pelo Governo espanhol envolve 66,9 hm3, que deverão ser desviados da cabeceira do Tejo.
Diz o dirigente do movimento que a medida também é contestada por muitas organizações não governamentais espanholas, que defendem que o incêndio que afecta há meses a turfa do parque de Tablas de Daimiel deve ser apagado com água de poços e da barragem de Peñarroya, "não permitindo que se saqueie a cabeceira do Tejo".
O Protejo tem dados dos caudais que passaram no Tejo na zona do Fratel no ano hidrológico de 2008/2009 que demonstram que "Espanha não cumpriu" os 2700 hm3 estabelecidos como mínimo na convenção de albufeira. Paulo Constantino diz que as autoridades espanholas deixaram "passar" apenas 2464 hm3 "devido à diminuição de caudais provocada pelos transvases para outras bacias hidrográficas de água falsamente catalogada por Espanha como "excedentária"".
E sustenta que a situação não pode ser atribuída a problemas de seca ou de falta de água. "Havia água para cumprir a convenção, mas Espanha preferiu transvasá-la para o regadio e consumo habitacional da região de Múrcia", prossegue o porta-voz do movimento, afirmando que no último ano hidrológico o país vizinho transvasou 296 hm3 de água do Tejo para as bacias do Segura e do Guadiana, mais do que suficientes para cumprir a convenção.
"Tejo não pode ser um bar aberto"
Paulo Constantino considera "lamentável que, apesar do incumprimento no ano hidrológico de 2008/2009 e da alegada promessa de reposição de água feitas pelos representantes espanhóis à comissão da convenção de albufeira, Espanha continue a realizar transvases no primeiro trimestre do presente ano hidrológico".
O dirigente do movimento sublinha ainda que o Tejo "não pode ser um bar aberto" e que não se pode aceitar "que Espanha use e abuse da água do Tejo a seu belo prazer, algo que seria inaceitável em qualquer outro rio do mundo, ainda para mais num rio internacional".
A propósito da aula de hoje de Geografia C com o 12ºI em que falavamos, entre outros assuntos, nas consequências da massificação cultural e no modo como as diferentes comunidades locais e nacionais resistem à globalização cultural, aqui fica um belíssimo exemplo: a música folk da Galiza (Espanha) e da Irlanda.
Neste vídeo podem assistir à um excerto da actuação ao vivo da banda do gaiteiro galego Carlos Nuñes e dos velhinhos irlandeses The Chiftains. É um espectáculo belíssimo cheio de energia, felicidade e loucura (no bom sentido da palavra), em que se cruzam os músicos, intrumentos musicais tradicionais e dançarinos da Galiza e da Irlanda que têm em comum o seu passado celta. Se calhar só as pessoas que amam verdadeiramente e intensamente este tipo de música e sonoridades poderão apreciar na plenitude este vídeo. De qualquer modo não perco nada em dár-vos a conhecer outro tipo de músicas e partilhar convosco algo de que gosto muito e que já tive a oportunidade de assistir ao vivo actuações destes músicos no Festival Intercéltico do Porto.
Fiquem com a Muiñeira de Chantada, uma dança tradicional galega e que constitui um dos seus grandes símbolos da identidade cultural desta região, tão próxima de nós.
Hoje comemoram-se os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi um dos grandes símbolos de um período da História conhecido por Guerra Fria e que de uma forma vergonhosa ("Muro da Vergonha") dividiu durante 18 anos uma cidade e um povo.
O post de hoje, baseado num artigo do Público on line é dedicado a algumas das figuras políticas mundiais da época como Helmut Kohl, George W. H. Bush, Mikhail Gorbatchov, François Mitterrand e Margaret Thatcher. Que papel tiveram há 20 e nos acontecimentos que abriram caminho à queda do Muro?
Helmut Kohl
O bom gigante
No dia 9 Novembro de 1989, Helmut Kohl estava em Varsóvia. Queria começar da melhor maneira as relações com a nova Polónia que emergira da transição democrática. Na véspera, falando ao Parlamento de Bona, o homem que ficaria na história como o "chanceler da unificação", avisara: " Os nossos compatriotas que ocupam pacificamente as ruas de Berlim, Leipzig ou Dresden, manifestando-se pela liberdade (...), estão a escrever um novo capítulo da história da nossa pátria. (...) A causa da liberdade tem o tempo do seu lado." Poucas horas depois, um telefonema fê-lo interromper abruptamente a visita e regressar a Berlim. Para falar aos milhares de alemães, de Leste e de Oeste, que celebraram a abertura do Muro. Alguns dias depois, dizia aos jornalistas em Bona: "A essência da questão alemã é a liberdade."
Helmut Kohl não falhou o seu encontro com a História. Foi o primeiro a perceber que a História abria uma oportunidade rara de pôr fim em paz à divisão da Alemanha e à divisão da Europa. Dez meses depois, a Alemanha era de novo um só país. Dentro da NATO e da Comunidade Europeia. Em paz com todos os seus vizinhos. "Nós, alemães, não temos muitas razões para nos orgulhar da nossa História. Temos todas as razões para nos orgulhar da reunificação alemã."
George W. H. Bush
O Presidente indispensável
Fora durante oito anos o "vice" do Presidente (Ronald Reagan) que chamou à União Soviética o Império do Mal. Tomara posse em Janeiro de 1989 sem saber que iria liderar os acontecimentos que puseram fim à Guerra Fria. Começou por hesitar na melhor resposta à ofensiva lançada pelo líder soviético para "descongelar" o mundo. A sua Administração percebia a importância das transformações internas que Gorbatchov estava a fazer e queria apoiá-las. Não tinha as mesmas certezas perante a sua nova política externa. Em Junho, Bush decidiu ver com os seus próprios olhos. Visitou oficialmente a Polónia e a Hungria. Percebeu a dimensão dos acontecimentos. Deu luz verde para uma mudança radical de estratégia. Estava preparado para agir quando surgiu a oportunidade. Helmut Kohl encontrou nele o aliado que lhe permitiu reunificar a Alemanha. Presidiu ao impensável colapso pacífico da União Soviética. Garantiu a sobrevivência da NATO.
Com 85 anos, esteve agora em Berlim para exprimir a sua mais profunda convicção: "Os acontecimentos de 1989 não foram iniciados em Bona, Moscovo ou Washington. Mas nos corações e nos espíritos de gente privada há demasiado tempo dos direitos que Deus lhes tinham dado."
Mikhail Gorbatchov
O herói involuntário
"Ninguém chega ao poder na União Soviética contra o sistema", disse Alexandre Iakovlev, que foi o seu braço-direito. Gorbatchov subiu ao poder supremo em Março de 1985 como um homem do sistema. Não era um dissidente nem um revolucionário. Desmantelar a URSS era a última coisa que pensava fazer. Reformá-la sim. Acreditou que podia tornar o regime mais eficaz e mais humano politicamente. "A perestroika foi uma espécie de realização tardia da Primavera de Praga", escreve o Economist. Só que no coração do império. Desencadeando ondas de choque que mudaram o mundo. Pode ter sido contra a sua vontade que o Muro caiu. Nada disso lhe retira o mérito de ter conseguido compreender o sentido da História e de lhe ter facilitado o caminho. Libertou a Europa de Leste para que ela própria iniciasse a sua libertação. Estendeu a mão à América para desmilitarizar a Europa. "É tempo de remeter para os arquivos os postulados da Guerra Fria."
Numa noite cálida de Junho de 1989, à beira do Reno, o chanceler alemão disse-lhe: "Olhe para o rio. Simboliza a História (...). Pode erguer uma barragem, mas a água vai encontrar outra forma de chegar ao mar. É o mesmo com a unidade alemã e a unidade europeia." Ficou em silêncio. Despediram-se com um abraço.
François Mitterrand e Margaret Thatcher
Os que quase soçobraram
Se ainda havia dúvidas sobre as hesitações de Margaret Thatcher e de François Mitterrand perante a queda do Muro e a imparável unificação da Alemanha, que quiseram travar, a abertura antecipada dos arquivos do Foreign Office dissipou-as. A primeira-ministra britânica e o Presidente francês têm, no entanto, uma desculpa: a trágica História europeia da primeira metade do século XX. Dito de outra forma: a "questão alemã". Não foram os únicos. Nas suas memórias, Kohl diz que, de todos os aliados europeus, apenas um o apoiou imediatamente: Felipe González. Thatcher, que não acreditava na integração europeia, não via saída para o renascimento de uma grande Alemanha no coração da Europa. Fez tudo o que esteve ao seu alcance para convencer Bush a opor-se-lhe. Mitterrand, que acreditava na Europa, percebeu que o caminho era outro: amarrar solidamente a Alemanha à integração europeia. Kohl nunca perdoou à líder britânica, mas estabeleceu com o Presidente francês uma amizade que foi crucial para o futuro da Europa. Garantiu que a unificação europeia seria a outra face da unificação alemã.
A cantora norte-americana Beyoncé foi a grande vencedora da 16ª edição dos Prémios Europeus de Música da MTV, em Berlim, numa noite de glória partilhada com os U2.
Beyoncé foi eleita a melhor artista feminina e venceu os prémios de melhor canção ("Halo") e melhor vídeo ("Single Ladies").
Os Kings os Leon, nomeados em cinco categorias, não venceram nada e Lady Gaga, com outras tantas nomeações, quedou-se pelo prémio de artista revelação.
Os U2, que momentos antes tinham actuado junto às portas de Brandemburgo, foram os primeiros distinguidos da noite ao receberem o prémio de melhor banda ao vivo.
Com mais de trinta anos de carreira, a banda irlandesa levou a melhor numa categoria na qual estavam também nomeados Beyoncé, Kings of Leon, Lady Gaga e Green Day.
O guitarrista The Edge recordou que foi em Berlim que os U2 gravaram há vinte anos o álbum "Achtung Baby", um dos maiores êxitos, e Bono sublinhou que é ao vivo que a banda faz sentido.
Os norte-americanos Green Day, que abriram a cerimónia entre lança-chamas, foram eleitos o melhor grupo rock.
Com Nova Iorque em fundo, o rapper Jay-z levou para casa o prémio de melhor artista "Urban".
O rapper norte-americano Eminem continua a ser o artista mais premiado em todas as 16 edições dos Prémios Europeus de Música da MTV, com oito galardões, aos quais se juntou este noite o de "melhor artista maculino".
Os Placebo receberam o prémio de melhor banda alternativa.
Quem não passou despercebido foi a banda alemã Tokio Hotel, eleita pelo público o melhor grupo desta edição, com a audiência dividida entre apupos e gritos histéricos.
A apresentação da 16/a edição dos Prémios Europeus de Música da MTV ficou por conta, pelo segundo ano consecutivo, da cantora norte-americana Katy Perry, numa cerimónia que decorreu num ambiente de cabaret e casino - no "Katy Kat Club" -, com roleta russa e piano de cauda.
O público que encheu o O2 World (semelhante ao Pavilhão Atlântico) esteve mais concentrado em assistir às actuações, por exemplo dos Foo Fighters e dos Green Day, do que corresponder aos pedidos de aplausos e gritos solicitados pela organização da cerimónia.
É que todo o espectáculo foi produzido em função da transmissão televisiva, em directo em todos os canais da cadeia televisiva MTV, com praticamente tudo controlado ao segundo.
O que não se vê na transmissão é a flutuação de público entre os espaços de actuações, as mudanças rápidas de instrumentos em palco, o corropio de vedetas e respectivos seguranças, a entrada e saída do recinto das centenas de convidados da cerimónia.
O momento de homenagem da noite ficou reservado para Michael Jackson, com a MTV a passar o microfone aos berlinenses para que cantassem (e dançassem) nas ruas de Berlim algumas canções do rei da pop, falecido a 25 de Junho.
Vejam um vídeo com um pequeno excerto da actuação dos U2 em frente das Portas de Brandemburgo na noite do dia 5 de Novembro.
Pela ocasião do 50º aniversário da personagem da banda desenhada Astérix, criado em outubro de 1959, a Patrulha de França rende homemagem ao mais célebre dos Gauleses num filme espectacular realizado por Eric Magnan.
Uma empresa de telefones móveis inglesa (T-Mobil) promoveu uma mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.
A empresa simplesmente mandou um convite pelo telemóvel: "esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito.
Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo.
Mas, na hora, distribuiram microfones, muitos, muitos, muitos mesmo, e fizeram um karaoke gigante, de surpresa!!!
E toda a gente que estava na praça, os que estavam a passar e os que nem sabiam do convite, cantaram todos juntos.
Um exemplo do poder das telecomunicações e de como uma manobra publicitária pode unir tanta gente com uma simples canção: a mítica "Hey Jude" dos The Beatles. Muito bonito!...
Ontem comemoraram-se os 20 anos da série de animação "Walace and Gromit".
Wallace and Gromit são personagens de Nick Park. Foram criados nos estúdios da Aardman Animations, a gigante empresa de animação de plasticina, e também a mesma que produziu o filme "A Fuga das Galinhas".
Fiquem com um trailer do filme de grande metragem "A Matter of Loaf and Death" produzido este ano.
Este post é dedicado à grande polémica que está instalada quanto às obras do Metro em rio Tinto. O Movimento em Defesa do Rio Tinto acusa a empresa Metro do porto de estar a cometer uma ilegalidade ao pretender entubar mais 60 metros do rio Tinto, alterando significativamente o curso de um rio que dá nome à cidade. Por sua vez a Metro do Porto, considera que o referido entubamento é positivo visto que poderá prevenir inundações naquela área.
Seja como for, estamos, mais uma vez, perante uma acção humana que ao melhorar as acessibilidades a uma localidade (aspecto positivo), altera significativamente a natureza e a paisagem condicionando o escoamento superficial.
Vejam agora a notícia do Público de ontem:
Obras do metropolitano em Rio Tinto motivaram participação ao DIAP
O Movimento em Defesa do Rio Tinto remeteu na passada semana ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) um pedido de averiguação da legalidade do processo relativo ao traçado do metro do Porto na freguesia de Rio Tinto, em Gondomar, considerando que as obras em curso estão a promover o entubamento de mais algumas dezenas de metros do curso fluvial, mutilando a integridade daquele bem natural. A iniciativa, anunciada no blogue da associação ambientalista, será ainda acompanhada por uma exposição à Agência Europeia do Ambiente, ao Instituto da Água e à Administração Hidrográfica do Norte.
Ontem contactada pelo PÚBLICO, a Metro do Porto reconheceu que um troço do rio com uma extensão de 60 metros vai ser efectivamente entubado, acrescentando que tal resulta de uma medida preventiva sugerida pela Agência Portuguesa do Ambiente. "Trata-se de uma zona junto à Rua das Perlinhas, ambientalmente delicada, onde havia o risco de alagamento e inundação de casas e da via", explicou fonte oficial da empresa.
De acordo com o esclarecimento, a obra de prolongamento da linha C do metropolitano, cuja aprovação ficou precisamente condicionada pela concretização do projecto de regularização fluvial do rio Tinto, está a respeitar escrupulosamente aquilo que ficou assente na Declaração de Impacte Ambiental (DIA). "As obras obrigam a mexer com o canal e a adoptar algumas medidas transitórias, mas, no final, o canal será reposto, apenas com aquela excepção", assegurou fonte oficial da empresa.
Apesar da garantia expressa na DIA, o Movimento de Defesa do Rio Tinto alega que as obras em curso "estão a agravar claramente os atentados à integridade do rio", nomeadamente no troço entre a Rua da Lourinha e a Escola Básica n.º 2 de Rio Tinto. "Sugerimos que se averigue a legalidade do novo entubamento e a desconformidade entre a Declaração de Impacte Ambiental e a execução da obra, com a eliminação de várias dezenas de metros do leito natural do rio", lê-se no blogue da associação, que teme ainda que estejam a ser violadas áreas de reserva agrícola e da reserva ecológica nacional.
Considerando "desastrosos e irreversíveis" os danos já causados ao rio Tinto, o movimento alega ainda que as obras destruíram pelo menos um moinho centenário.
Troço Antas-Venda Nova
Os protestos e as dúvidas da associação, bem como o parecer negativo dado pelo Movimento Rio Tinto a Concelho, constam, ao que o PÚBLICO pôde constatar, do relatório de acompanhamento da obra que está a ser levado a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente, tendo a conformidade do projecto com a DIA sido já confirmada pela Comissão de Avaliação.
De acordo com a fonte da Metro do Porto, a obra em curso em Rio Tinto, correspondente ao troço Antas-Venda Nova, inclui um projecto de salvaguarda e regularização do curso do rio Tinto ainda a descoberto, o qual será executado numa fase posterior. O Instituto da Água, aliás, começou, em 2003, por levantar várias objecções à intervenção na zona, que violava algumas disposições legais. A Metro do Porto apresentou posteriormente uma proposta destinada a corrigir as falhas apontadas, tendo o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução sido aprovado em 14 de Abril de 2008. O projecto, refira-se, prevê concretamente "a criação de um leito composto (que se desenvolve a céu aberto) entre a ponte da Rua da Quinta da Campainha e a zona urbana das Perlinhas" e o aumento da capacidade de vazão do caudal.
Finalmente, o presidente da Republica Checa Vaclav Klaus, assinou ao início da tarde a lei de ratificação do Tratado de Lisboa, eliminando assim o último obstáculo à sua entrada em vigor já em Dezembro ou Janeiro.
Vejam a notícia do Publico on line de hoje:
O anúncio da assinatura foi feito pelo próprio Klaus, pouco antes de embarcar para os Estados Unidos. “Assinei o Tratado de Lisboa hoje às 15 horas (14h00 em Lisboa)”, afirmou em conferência de imprensa.
A sua assinatura tornou-se inevitável depois de o Tribunal Constitucional checo ter dado hoje de manhã luz verde à ratificação ao decretar a compatibilidade do texto com a Constituição nacional.
“Esperava esta decisão do Tribunal Constitucional e respeito-a, apesar de a desaprovar fundamentalmente”, prosseguiu Klaus, convicto de que “com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, a República Checa deixará de ser um Estado soberano”.
O Presidente checo, que durante meses fez tudo ao seu alcance para evitar a ratificação, comprometeu-se a assinar o texto depois de ter obtido na semana passada uma concessão dos líderes da União Europeia sob a forma de uma derrogação à Carta dos Direitos Fundamentais, parte integrante de Lisboa. Esta derrogação foi exigida por Klaus alegadamente para evitar o risco de a Carta ser utilizada para apoiar eventuais exigências de restituição de prioridades confiscadas aos alemães dos Sudetas expulsos depois da Segunda Guerra Mundial.
“O caminho [para a ratificação] foi uma maratona de obstáculos, mas o último obstáculo foi agora removido”, congratulou-se Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.
De acordo com as regras comunitárias, o Tratado pode entrar em vigor no primeiro dia do mês seguinte à deposição do último instrumento de ratificação em Roma. Ou seja, 1 de Dezembro, embora os líderes da União Europeia possam sempre optar por outra data.
A clarificação da situação na República Checa, o último país que ainda não tinha concluído o processo de ratificação, deverá juntar os líderes da UE brevemente em Bruxelas para uma cimeira extraordinária destinada a permitir-lhes proceder à nomeação dos dois novos cargos criados pelo Tratado de Lisboa: Presidente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa da UE.
Fredrik Reinfeldt, primeiro-ministro sueco que preside actualmente à UE, anunciou logo a seguir à assinatura de Vaclav Klaus que iniciou "as consultas" aos seus pares sobre as duas nomeações, e que fixará "logo que possível" a data da cimeira extraordinária para a formalização das decisões. Segundo Reinfeldt, o Tratado poderá entrar em vigor em Dezembro.
Sobretudo a nomeação para o Alto Representante para a Política Externa é essencial para Durão Barroso poder iniciar o processo de constituição da sua nova equipa de comissários – já que o Alto Representante será igualmente vice-presidente da Comissão.
Os nomes mais falados para este cargo são o ministro britânico dos negócios estrangeiros, David Miliband, e o italiano Massimo d’Alema, ex-primeiro ministro e ministro dos negócios estrangeiros.
Ao invés, depois de Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, ter sido dado, na cimeira de líderes dos Vinte e Sete da semana passada como definitivamente afastado para a presidência do ConselhoEuropeu, as apostas convergem agora para o chefe do Governo belga, Herman Van Rompuy.
O "bullying" é um dos assuntos que mais me preocupa e mais me revolta nas escolas portuguesas. Para muitos, o "bullying" é uma espécie de guerra silenciosa que atinge muitos lares portugueses e "arruína a vida" de cerca de 40 mil crianças. É uma situação vergonhosa e que é o reflexo do facto de alguns alunos por se acharem mais fortes perseguem covardemente aqueles que consideram mais frágeis. Metade dos alunos das escolas são autores ou vítimas de agressões escolares. Mas os peritos alertam para a falta de preparação das escolas para lidar com o fenómeno. Estas questões estão a ser debatidas no Congresso sobre Violência Escolar e Bullying, no Centro Cultural de Moscavide, em Lisboa.
Vejam a notícia sobre este assunto que foi publicada hoje no Diário de Notícias on line:
(...) Uma das oradoras do congresso é Sónia Seixas, professora universitária, que realizou um estudo sobre violência escolar em cinco estabelecimentos públicos do 3º ciclo, na Grande Lisboa, tendo concluído que 42,2% dos alunos são agressores ou vítimas de bullying. "Os professores não estão preparados para lidar com o problema. Resolvem as situações pelo bom senso, mas sentem falta de formação", avisa Sónia Seixas, explicando que percebeu a ausência de preparação nas visitas que faz aos vários estabelecimentos de ensino para falar de fenómeno. "O bullying é um comportamento agressivo, intencional e repetido, que acontece na escola para causar dano" explica a professora, acrescentando que no seu estudo verificou que 17,9% são agressores, 17,2% vítimas e 7,1% alternam entre os dois papéis. E, diz, a maioria dos episódio acontece nos locais privilegiados do aluno: no recreio, nos corredores, nos balneário ou nas casas de banho .
Já Mário Cordeiro, pediatra, considera que as escolas não apenas não sabem como lidar com os conflitos, como ignoram a dimensão do problema. "As escolas são tolerantes demais com o bullying", diz o médico, defendendo: "Tem de haver tolerância zero". As situações de violência escolar tendem a ser resolvidas com a mudança de escola da vítima de bullying ou com a suspensão do agressor. Mas, a opinião generalizada entre os especialistas, é que estas opções não são solução.
"A escola falha quando uma criança é obrigada a mudar" defende Fernanda Asseiceira, acrescentando que os alunos têm de ser acompanhados para que não fiquem traumatizados.
O trauma revela-se em sintomas psicosomáticos (dores de cabeça, insónias, vómitos), psicológicos (tristeza, desamparo ou até pensamentos suicidas) e nos resultados escolares (desmotivação, insegurança e notas baixas).
Se a solução usada na maioria das vezes com as vitimas de bullying está errada, o mesmo se pode dizer com as sanções aplicadas aos agressores. "Não se pode optar pela suspensão, porque é um reforço do estatuto social do agressor", explica Sónia Seixas.
Para os especialistas, não há receitas mágicas, mas é preciso apostar na prevenção. E, apesar do bullying ter o seu pico quando os alunos entram na adolescência, aos 13 anos, as práticas agressivas começam cada vez mais cedo, logo no jardim-de-infância. É preciso ensinar as crianças a resolver os problemas através da mediação. Para além disso, é preciso trabalhar a auto-estima, para aprenderem a ser assertivos. "Temos de ensinar as crianças que, em vez de chorarem, devem reclamar que o colega tirou o brinquedo" explica Graça Tavares.
E o que pensam vocês deste assunto. Preocupa-vos? Já foram vítimas ou foram testemunhas de situações de bullying? Como reagiram? Denuciaram a situação? Tiveram apoio por parte dos pofessores e funcionários? E os vossos pais como lidaram com a situação?