terça-feira, 22 de setembro de 2009

Manifesto de Barack Obama para os alunos americanos


O Presidente norte-americano Barack Obama falou recentemente aos alunos do seu país, em termos que nos devem levar a reflectir. Pais, alunos, professores, enfim, toda a comunidade educativa precisa de ler a mensagem. O jornal i publicou-a no dia 9 de Setembro. Transcrevo-a de seguida. Eu sei que é muito longa mas é obrigatório a sua leitura.



Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

Fonte: http://www.ionline.pt/interior/index.php?p=news-print&idNota=22105


Deixo à vossa reflexão os seguintes pontos:

O que é que acham do manifesto de Obama para os alunos americanos?

Quais são os objectivos que traçaram para os vossos estudos?

O que é que pensam fazer, no futuro, por vocês e pelo vosso país?

sábado, 19 de setembro de 2009

Oasis - Stop Crying Your Heart Out

O segredo do 19,9 de Daniel Freitas


O Jornal Público traz na edição de hoje um artigo interessante sobre o aluno Daniel Freitas que teve, neste ano lectivo, a melhor média nacional dos alunos do 12º ano: 19,9!!!!

Vale a pena ler a notícia (apesar de longa) e perceber melhor como é que alguém consegue alcançar uma média tão elevada levando uma vida perfeitamente normal.



Se Daniel quisesse podia ser médico quando crescesse. Não quis. Chega de uma vila de Lamego à Faculdade de Engenharia do Porto com média de 19,9 e olhos postos num futuro nos EUA. "Na Microsoft, Google ou NASA." Qual é o segredo para se conseguir o que se quer?

Ainda não chegámos perto de Daniel e vemos que está a ser abordado por um estudante de capa e batina, à porta da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Quer saber se ele é caloiro. Sim, mas agora não pode ser praxado. Tem uma entrevista marcada. Daniel Freitas não é um caloiro qualquer, conseguiu uma média de 19,9 e, por isso, hoje tem mais o que fazer.
Nada de óculos, pele branca e corpo enfezado. Em vez disso, uns olhos escuros expressivos, um sorriso fácil e uma barba de três dias por fazer. Talvez uma ponta de vaidade no canto do sorriso. Mas mesmo que seja isso que está lá, Daniel tem razão para ser vaidoso, para estar orgulhoso. Conseguiu o que queria. Longe da imagem ou discurso de um típico marrão, Daniel Freitas tem uns normais 18 anos sem qualquer sinal que denuncie um excesso de esforço ou sacrifício para conseguir a melhor média da Universidade do Porto.
Falámos durante mais de uma hora e, usando propositadamente um termo da actualidade, esmiuçámos um pouco a sua vida. Vem de uma pequena vila em Lamego, chega ao Porto com uma notável nota de pauta e quer chegar até aos EUA. Dentro de dez anos, espera estar a trabalhar na Microsoft, Google ou NASA. Joga computador, sai com os amigos, gosta de ver séries na televisão (Lost é a preferida, mas há muitas, muitas mais na lista) e uma das pessoas que mais admira é Ricardo Araújo Pereira. Candidatou-se a vários cursos de Medicina mas já sabia que entrava na primeira opção de Engenharia Informática e Computação. "Candidatei-me para constatar que estava dentro dos melhores e por brincadeira com os meus colegas." Com uma nota final de 19,9, Daniel Freitas pode escolher o que queria.
A mãe é médica, o pai é advogado e tem dois irmãos: o Nuno com 14 anos e o Luís que "tem 11 anos e não dez como saiu noutra notícia". Está mais habituado a elogios, mas diz que o seu pior defeito é a teimosia quando não tem razão. "Também sou um bocadinho resmungão, vá." Não tem namorada, mas acha possível e provável que esse cenário mude nos próximos tempos. "Não ando propriamente à procura, mas o Porto tem muito mais gente." Para possíveis candidatas fica desde já o aviso: "Valorizo sobretudo as qualidades humanas", diz educadamente, acrescentando que a futura companhia tem um requisito obrigatório: "Perceber uma piada inteligente. Ter sentido de humor."
Na mesinha de cabeceira prefere os policiais de, e ele diz assim, "Sir Arthur Conan Doyle", por exemplo. Há também lugar para John Steinbeck, Kafka ou "um pouco mais comercial" José Rodrigues dos Santos e Dan Brown.
A pior nota que teve foi um 17 a Educação Física. Dos colégios de freiras e padres até à "grande cidade" do Porto, mantém o hábito de ir à missa aos domingos. E entre os jogos de computador que gosta de usar, lembra-se do terrível vício do Travin. "Tive de desligar", diz, recordando uma noite em que se levantou a altas horas só para ir à sua "aldeia" por causa da abertura de um novo servidor. Coisas que só podem ser entendidas por quem vive nestes territórios virtuais.
Mas vamos regressar aos bancos de escola. Aos bancos da escola primária e à altura em que a professora das aulas de Informática extracurriculares chamava atenção para os dotes do menino. Afinal, conta Daniel, ele era o único que não gastava as duas horas da aula em jogos de computador. Metade do tempo era para jogar, mas a outra era para explorar outros campos da máquina, escrever textos, colocar fotos nos documentos, etc. Ainda na escola primária, recebeu o seu primeiro computador, e neste Verão de 2009 teve direito ao seu mais recente equipamento, oferecido pelos pais por ter cumprido os seus objectivos. Talvez o próximo seja já um patrocínio de uma marca qualquer. "Isso é que era muita qualidade."
Portanto, Daniel cresceu. Ou Freitas, como lhe chamam por Lamego. E chamam-no muitas vezes, conta. "Sou uma pessoa popular no seio da comunidade onde estou. Pode escrever isso." Sim, que não pensem que ele é um daqueles que se fecham em casa e só pensam em estudar. "As pessoas associam os bons alunos a pessoas alheadas, marginalizadas, e eu não sou assim." O popular Freitas já fez loucuras, apanhou algumas bebedeiras e "outras coisas normais". A última coisa normal que experimentou foi a viagem de fim de curso a Loret del Mar. "Nunca tinha ido a Espanha. Gostava de viajar mais", diz, quando reparamos nas pulseiras de tecido coloridas a apertar o pulso.
É chamado para arranjar computadores muitas vezes. "E de graça." De resto, a dinheiro, nunca fez muita coisa. Um trabalho numa associação local pago pelo Instituto Português da Juventude para ajudar miúdos na biblioteca e outras coisas do género. Mais do que isso, só os trabalhos de inserção de dados de doentes que faz regularmente para a sua mãe, numa tarefa que é devidamente recompensada.

Qual é o segredo?
Qual é o segredo para se conseguir o que se quer? Daniel Freitas dá algumas pistas. "Ter atenção nas aulas", fazer os trabalhos de casa, ler a matéria dada após um dia de aulas, são algumas das tarefas que, diz, podem ocupar diariamente cerca de duas horas. Mas há mais. Daniel faz questão de distribuir os louros do seu sucesso à mãe. "Foi a minha segunda professora. A professora da casa, Acho que é essencial esse acompanhamento. Uma professora na escola tem 30 alunos, se tivermos um apoio dedicado em casa temos outro estímulo. Fazia imensas fichas com ela." Prova do sucesso da mãe de Daniel será o facto de os outros dois filhos serem também alunos com médias de nota máxima.
A partir do sétimo ano, Daniel terá começado a "libertar-se" do apoio extra e ficou por sua conta e risco. Saiu-se bem. Mesmo com umas partidas de futsal e um jogos de vólei passados no banco para lhe roubar algum tempo, Daniel manteve os bons resultados nas pautas. "Quem trabalha consegue", promete, agradecendo aos professores também. E acrescenta em jeito de conselho: "Vale a pena abdicar e sacrificar algumas coisas para ter algum sossego, algum futuro. Abdiquei de algumas saídas à noite e de alguma interacção social. Mas nada que não recuperasse depois."
Mesmo atribuindo ao suor uma grande parte do mérito - "não é tudo trabalho, mas é muito trabalho" -, Daniel diz que a sorte também tem um papel importante no curso da vida académica. "As pessoas devem seguir o que querem. Para Medicina, por exemplo, acho que é preciso ter vocação. E sei que há muita gente que tem vocação mas não tem notas suficientemente altas." São preguiçosos? "Não. Muitas vezes é falta de sorte, os exames são duros, dolorosos. Por vezes é preciso ter a estrelinha da sorte."

O que falta aprender
Daniel cresceu tanto que a partir de segunda-feira vai viver sozinho com os seus quase vinte valores na bagagem e a responsabilidade de continuar a responder às expectativas. Avisado pela mãe - "diz-me para me orientar, para não me deixar perder" -, conta manter o alto nível. Depois virá o trabalho. "Temos de ser bons e para os bons há emprego. Hoje não podemos ser medianos. Gostava de ser pioneiro em algo. Acho que terá de ser fora de Portugal porque ainda não temos muitos apoios, mas gostava de ajudar o meu país." Enquanto não ocupa um cargo numa grande empresa como a Microsoft, vai ter de se desenrascar sozinho. Na cozinha também. "Até ao Verão não sabia fazer nada, agora já sei fazer um bife, arroz seco, ovos estrelados, fritar salsichas e fazer sandes." A coisa promete, mas Daniel admite que vai passar muito tempo nas cantinas do campus universitário.
Por mais que se saiba, temos sempre muito mais para aprender. Daniel foi chamado a um gabinete de um professor, mas volta atrás e dirige-se a nós com uma dúvida sussurrada: "Como é que se trata um professor universitário?"

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/19-09-2009/o-segredo-do-199--do-popular-freitas-17843731.htm



Morrem todos os anos 45 mil americanos por não terem seguro de saúde


«As seguradoras hospitalares... e o lobby da indústria farmacêutica agradecem-te... por tornar tudo isto... tão... lucrativo»
(Fonte: Blogue "O tempo das cerejas")

Se estiveram atentos às notícias que ultimamente têm chegado dos EUA, devem saber que muitos americanos têm contestado o projecto do Presidente Obama de criar um sistema público de saúde, num país em que a maioria da população tem seguros de saúde. No entanto, há 46 milhões de pessoas nos EUA que não têm seguro de saúde - e isso quer dizer que não têm acesso a cuidados de saúde básicos, pois não beneficiam de uma rede pública, como o Serviço Nacional de Saúde português. Como consequência, todos os anos, cerca de 45 mil pessoas morrem nos Estados Unidos por não terem seguro de saúde, diz um estudo publicado na revista científica on-line American Journal of Public Health, editada pelo programa Médicos para um Programa Nacional de Saúde, uma organização que defende um sistema de saúde nacional nos EUA.

Para saberem um pouco mais da polémica leiam a notícia do Público de ontem:

Os números apresentados pelo novo estudo, liderado por Andrew Wilper, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, são duas vezes e meia superiores aos de uma estimativa feita em 2002 pelo Instituto de Medicina dos EUA.
Há 46 milhões de pessoas nos EUA que não têm seguro de saúde - e isso quer dizer que não têm acesso a cuidados de saúde básicos, pois não beneficiam de uma rede pública, como o Serviço Nacional de Saúde português. O principal objectivo do Presidente Barack Obama na sua agenda nacional é revolucionar a indústria de saúde, que nos EUA vale 2,5 milhões de milhões de dólares.

O Presidente passou o mês de Agosto em debates e comícios para promover as suas ideias, e continua a fazê-lo: vai estar em cinco talk-shows da manhã de domingo e na segunda-feira à noite será o convidado especial do programa de David Letterman.
Há propostas legislativas a correr no Senado, depois de já ter sido aprovada outra na câmara baixa do Congresso, antes das férias de Verão, e ambas terão de se fundir. Mas há muita oposição aos planos de Obama, sobretudo à ideia de criar um sistema público de saúde - medicina "socializada", sendo que socializada é um termo equiparado a socialista pelos republicanos.
O novo estudo é promovido por uma organização pró-reformas da saúde, para abranger os que não têm forma de ter cuidados médicos. O que os investigadores, a maioria com base na Universidade de Harvard, concluem com recurso a dados do Centro para o Controlo e Prevenção das Doenças é que são os jovens adultos os mais desprotegidos: entre os 17 e os 24 anos, 28,5 por cento não terão seguro de saúde, e entre os 25 e os 34, 19,7 por cento estão na mesma situação.
O que isto permite concluir, explica um comunicado de imprensa, é que os norte-americanos destas idades, que formam a base do mercado de trabalho, têm um risco de morte 40 por cento superior se não tiverem um seguro de saúde.

É incrível como a maioria da população de um país tão rico e poderoso como os EUA, só porque provavelmente terá que pagar um pouco mais de impostos pela implementação de um serviço nacional de saúde, não mostre qualquer tipo de solidariedade por aqueles que são mais indefesos! É uma vergonha que na maior potência económica e militar do Mundo morram todos os anos 45 milhões de pessoas por não terem possibilidade de pagar os cuidados médicos!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

John Lennon - Give Peace a Chance (Live em Toronto, 1969)

A propósito desta última notícia, é caso para se dizer "Give Peace a Chance" . Fiquem com Jonh Lennon e com um dos seus grandes hinos à paz, numa actuação ao vivo na cidade canadiana de Toronto, em 1969.

Defesa antimíssil: Estados Unidos estão prontos para deixar cair polémico escudo na Europa

Imagem de um ensaio de um sistema antimíssil na California, em 2002


Os Estados Unidos irão abandonar os planos de expandir o escudo de defesa antimíssil (MDI) para a Europa Central, enfiando de novo na gaveta os planos da anterior Administração, de George W. Bush, que enfureceu a Rússia ao ponto de emergirem do Kremlin ameaças de apontar mísseis à Europa.

O recuo da Casa Branca nesta matéria – e que foi revelado hoje na edição online do diário norte-americano “Wall Street Journal” – é o passo recomendado pela equipa nomeada pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para averiguar da necessidade e eficiência técnica daquele projecto. Os peritos, cuja análise deverá ser entregue a Obama já na próxima semana, concluíram que “o programa de mísseis de longo alcance do Irão não progrediu tão rapidamente como fora anteriormente previsto” – explicava o jornal – esvaziando desta forma as justificações apresentadas pelos Estados Unidos para colocar um radar de detecção na República Checa e dez mísseis interceptores na Polónia.

A muito usada “ameaça” iraniana – a que Bush lançou mão para fazer avançar a aceitação dos planos de expansão do MDI junto dos aliados da NATO e também dos países membros da União Europeia – deixa, assim, de ser relevante tanto para os Estados Unidos como para as mais importantes capitais europeias, sublinhará o relatório, de acordo com responsáveis desta e da anterior Administração ouvidos pelo "WSJ".

O Pentágono escusou-se para já a qualquer confirmação oficial; não foi igualmente negada nem a iminência da divulgação do relatório, tão pouco as conclusões e recomendações que o jornal norte-americano sustenta estarem nele contidas. É esperada hoje à tarde uma conferência de imprensa do secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates – homem que passou da Casa Branca de Bush para a de Obama –, e do chefe de Estado-maior adjunto, James Cartwright, mas não é conhecido ainda o assunto que será ali abordado.

De Moscovo as primeiras reacções foram de cautela – à espera de “confirmações” – mas já sinalizando o grande regozijo com que o Kremlin acolhe a possibilidade de os Estados Unidos recuarem na expansão do MDI para junto das suas fronteiras. A Rússia vem insistindo, desde o primeiro momento, que considera a colocação de partes do escudo de defesa antimíssil norte-americano na Europa Central uma “ameaça concreta” à sua segurança nacional. Em resposta, foi ameaçado apontar mísseis à Europa e até mobilizar uma das mais avançadas esquadras de mísseis russos de curto alcance Iskander para Kaliningrado, o enclave russo fronteiriço à Polónia e Lituânia.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401074

Aparentemente são boas notícias para a paz e para a estabilidade do continente europeu e do Mundo. Depois de um período em que parecia que estavamos novamente na Guerra Fria, com o aumento da tensão entre os EUA e a Rússia, agora com Barack Obama há melhores condições para um maior diálogo entre os dois países que, como todos sabem, são duas grandes potências nucleares. Uff!...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Durão Barroso foi reeleito Presidente da Comissão Europeia


O antigo primeiro ministro português José Manuel Durão Barroso foi hoje reeleito, para um segundo mandato, Presidente da Comissão Europeia, com uma maioria absoluta de 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções. Esta reeleição ocorreu no Parlamento Europeu.

Como todos devem saber a Comissão Europeia é um das instituições comunitárias mais importantes da União Europeia. Independentemente daquilo que cada um de nós pode pensar de Durão Barroso, esta reeleição deveria constituir mais um motivo de orgulho para os portugueses, pois são muito poucos os portugueses com altos cargos internacionais.

Para saberem mais sobre esta reeleição cliquem aqui.

Para saberem mais sobre o que é a Comissão Europeia cliquem aqui.

domingo, 13 de setembro de 2009

Já saíram os resultados das candidaturas ao ensino superior - 1º Fase


Finalmente saíram os resultados das candidaturas ao ensino superior. Um momento decisivo na vida da maioria dos alunos que concluiram o ensino secundário. Pelos vistos aumentou o número de vagas. 86% sos candidatos foram admitidos nesta 1ª fase e 54% foi colocado no curso de primeira escolha. Cerca de um quinto foi admitido na segunda opção e 12 por cento conseguiu colocação no curso de terceira escolha. Ainda assim 7262 candidatos ficaram de fora e podem candidatar-se na 2.ª fase, para a qual ainda estão disponíveis 6102 vagas.

A área da saúde continua a dominar o topo da tabela das ofertas dos cursos, com Medicina da Universidade do Porto à cabeça, com 183,7 (numa escala de 0 a 200) de nota de entrada do último candidato colocado

Para saberem mais sobre os resultados desta primeira fase de candidatura, leiam a notícia do "Público" de 12 de setembro de 2009.


Vagas crescem abrindo o Superior a 86 por cento dos candidatos

O número de candidatos admitidos na 1.ª fase de colocações do ensino superior voltou a crescer comparativamente ao ano anterior. Universidades e politécnicos do ensino superior público disponibilizaram 51.352 lugares, mais 941 que o ano passado, e, para já, foram colocados 45.277 candidatos, mais de metade na primeira opção. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior divulga a partir de hoje os resultados das colocações.

Se para 54 por cento, as notas dos exames nacionais e do secundário foi suficiente para entrar na primeira escolha, cerca de um quinto foi admitido na segunda opção e 12 por cento conseguiu colocação no curso de terceira escolha. Ainda assim 7262 candidatos ficaram de fora e podem candidatar-se na 2.ª fase, para a qual ainda estão disponíveis 6102 vagas.

A área da saúde continua a dominar o topo da tabela das ofertas dos cursos, com Medicina da Universidade do Porto à cabeça, com 183,7 (numa escala de 0 a 200) de nota de entrada do último candidato colocado (ver gráfico).

Segue-se Arquitectura, na mesma universidade. Aliás, a Universidade do Porto é a que mais alunos acolhe no país e, no que diz respeito às vagas todas as 4050 ficaram preenchidas. Na verdade, foi necessário criar mais duas adicionais, uma a Medicina e outra a Medicina Dentária, para candidatos que estavam empatados na nota de candidatura.

A Medicina, este ano, a nota do último candidato admitido baixou ligeiramente, em todos os sete cursos de licenciatura. Se o ano passado 179,2 foi a classificação mais baixa, na Universidade da Beira Interior; este ano, na mesma instituição a nota foi de 178,5. O número de lugares disponíveis continuam a ser os mesmos 1490, incluindo as 76 vagas dos cursos preparatórios, os chamados Ciclos Básicos de Medicina, leccionados nas universidades dos Açores e da Madeira. Durante dois anos, 38 alunos, em cada uma das instituições, fazem a sua formação e concluem o curso de Medicina nas universidades de Coimbra e de Lisboa, respectivamente. Nestes cursos, as notas dos últimos classificados foram: 178,3 na Madeira e 178,2 nos Açores.

Na tabela dos cursos com as notas mais altas de entrada encontra-se em 25.ª posição Línguas e Relações Internacionais, da Universidade do Porto (172,6 valores) e em 32.º lugar surge Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa (168). Também a Arquitectura continua a fazer parte do grupo de cursos com notas de admissão mais altas.

Menos de 20 alunos

O ano passado 84 por cento dos estudantes ficaram colocados e este ano mais dois por cento foram admitidos nas universidades e politécnicos públicos. Dois em cada três cursos ficaram com todos os lugares preenchidos e apenas nove cursos não registaram qualquer colocação.

São 290 em 1099 os cursos que têm 20 ou menos alunos. Destes, a maioria ainda tem lugares por preencher na 2.ª fase. Se não o fizer, a situação pode por em causa o financiamento por parte do Estado.Por outro lado, 729 (66 por cento) já não disponibilizam vagas para a próxima fase.

O curso de Direito da Universidade de Lisboa continua a manter a liderança no que diz respeito ao número de alunos admitidos: 450, menos 60 que no ano passado. Segue-se Direito de Coimbra (330) e Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (320). No fundo da tabela estão nove cursos que não conquistaram nenhum aluno, sete são em horário pós-laboral ou nocturno.

Depois do Porto, são as universidades Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa, Minho e Coimbra que conseguem ter percentagens de colocação mais altas. Do lado dos politécnicos, estão os de Lisboa e do Porto bem destacados com 98 por cento dos lugares preenchidos. Mais uma vez, é na área da saúde, que as escolas superiores de Enfermagem de Coimbra, Porto e Lisboa, preencheram todos os lugares.


Para verem todas as notas de acesso ao Ensino Superior (Excel) cliquem em:
http://static.publico.clix.pt/docs/educacao/colocacoes2009.xls

Site da Direcção Geral do ensino Superior:
http://www.dges.mctes.pt/coloc/2009/


Parabéns a todos os alunos que conseguiram entrar no Ensino Superior. Não tenho a certeza, mas julgo que aqueles que não entraram no curso da 1ª opção, podem tentar a transferência de curso no final do ano lectivo ou então fazer novamente os exames nacionais para tentar a melhoria da média de candidatura. Obrigado a todos os alunos que já me informaram por mail ou através do post anterior do resultado da sua candidatura.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Rita Red shoes - Choose Love

As férias infelizmente acabaram! É tempo de recomeçar o trabalho e tal como o prometido o blogue regressa neste início de Setembro, ainda que a "meio gás", já que as aulas ainda não começaram.

Já agora, espero que tenham tido uma boas férias e que estejam preparados para uma novo ano escolar, seja na escola secundária ou na faculdade, qualquer que ela seja.

Para iniciarmos o terceiro ano de funcionamento deste blogue vamos ficar com um momento musical, com a portuguesa Rita Red Shoes e o seu "Choose Love".

segunda-feira, 27 de julho de 2009


Finalmente chegaram as minhas férias!!!

Já não era sem tempo, depois de um ano tão cansativo! As últimas semanas foram extenuantes, com a preparação e lançamento do próximo ano lectivo: planificações, testes diagnósticos, critérios de avaliação, plano estratégico, constituição das turmas, ...

O blogue vai também para férias e só regressará no início de Setembro.

Para todos desejo umas boas férias, descansem e divirtam-se o mais que puderem.

Até Setembro.


Fiquem com David Fonseca e "Superstars"



Nota: Para os alunos do 12º ano boa sorte nas candidaturas para o ensino superior. Sempre que puderem, passem por aqui e deixem os vossos comentários aos posts do blogue e as vossas impressões da integração na faculdade.

Acabei de ler o livro "O Velho Expresso da Patagónia", de Paul Theroux. É um clássico da literatura de viagens, publicado pela primeira vez há quase 30 anos, e que retrata a viagem que Paul Teraux fez de Medford, um subúrbio da cidade norte-americana de Boston, até Esquel na Patagónia Argentina. Paul Theroux foi mudando sucessivamente de comboios (e algumas camionetas), atravessando todo o continente americano, passando por países como os EUA, México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Perú, Bolívia até chegar à Patagónia, no extremo sul do continente americano. Ao contrário do que é habitual na literatura de viagens, que nos fala dos lugares visitados, o objecto do livro de Theroux é a viagem em si. Não o lugar, mas o modo como se chegou lá.

É um livro fascinante com 525 páginas da editora Quetzal que recomendo a todos que gostam de Geografia e de viajar por esse mundo fora. Uma excelente leitura para este verão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Os Pilares da Criação espiados em ângulo aberto pelos telescópios do ESO


A nova imagem mostra os Pilares da Criação e uma grande área envolvente

A imagem captada pelo Hubble tornou-se quase um símbolo do que é capaz este telescópio espacial. Mas agora as lentes do Observatório Europeu do Sul (ESO), em La Silla, no Chile, obtiveram uma nova perspectiva da Nébula da Águia, que é um berçário de estrelas. Os famosos Pilares da Criação, como foi baptizada a imagem do Hubble, aparecem aqui mais disfarçados na parte inferior esquerda da imagem.

A imagem divulgada pelo ESO cobre uma área do céu tão extensa como a Lua Cheia – e é 200 vezes mais extensa do que a coberta pela câmara do Hubble em 1995. Agora é possível ver com considerável detalhe toda a área em torno dos pilares da nebulosa.

Este berço de estrelas fica a 7000 anos-luz de distância da Terra, na constelação da Serpente. É uma região de gás de poeiras onde novas estrelas estão a nascer – um aglomerado de estrelas muito quentes e maciças, designado NGC 6611, formou-se ali há muito pouco tempo. Dentro das estruturas designadas como pilares, o gás é tão denso que colapsa sob o seu próprio peso, iniciando o processo de fusão nuclear que alimenta a formação de estrelas.

Nesta imagem, os Pilares da Criação surgem no centro-esquerda, na parte de baixo, e o aglomerado NGC 6611 vê-se logo acima, do lado direito. Do cimo daquela zona iluminada descem dedos de escuridão pintalgados de estrelas, que lembram estalactites numa gruta. Dentro de alguns milhões de anos os pilares terão desaparecido, pois estão a ser ao mesmo tempo esculpidos, iluminados e destruídos pela intensa luz ultravioleta proveniente do aglomerado de estrelas em formação, diz um comunicado do ESO.

Fonte: Público

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Supergrass - Alright

Eis uma musiquinha muito jovial, levezinha e divertida, muito apropriada para estes dias de verão em que muitos já estão de férias. Os Superglass com "Alright" (1995). Fiquem bem!



Para ficarem a conhecer melhor esta banda inglesa de Oxford cliquem aqui.

Site oficial do Grupo: http://supergrass.com/

Podem ainda ver os Supergrass no Myspace.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Exame de Geografia A - 2ª Fase


Hoje foi feito o exame nacional de Geografia A (2ª fase). Na minha opinião foi muito mais fácil que o da 1ª fase. Os grupos de escolha múltipla foram de um modo geral fáceis, ainda que uma ou outra fosse um tanto ou quanto difícil, com alguma subjectividade. As perguntas abertas foram claramente mais fáceis e algumas até incrivelmente fáceis, como aquelas do grupo dedicado à demografia.

Infelizmente foram muito poucos os alunos que fizeram o exame nesta fase. A esmagadora maioria dos alunos da Escola Secundária de Rio Tinto fez o exame da 1ª fase, tendo sido prejudicados por um exame bastante mais difícil, como já foi referido em postagens anteriores. Não foi justo para estes alunos.

De seguida podem ver aqui a prova (versão 1) e aqui os critérios de classificação.

Para todos os alunos que agora iniciam as suas férias, desejo que estas sejam muito boas, que se divirtam e que descansem o suficiente para enfrentar com força e determinação o próximo ano lectivo, seja na Escola Secundária ou na Faculdade.

Para os alunos que concluiram o secundário, especialmente para os do 12ºH da ESRT, os meus parabéns e o desejo que entrem na Faculdade e que sejam felizes nessa nova fase do vosso percurso escolar. E, já agora, não se esqueçam do professor de Geografia C e do blogue. Passem por cá, sempre que puderem, e deixem os vossos comentários. Ficarei muito feliz!

Da minha parte, vou continuar a trabalhar na Escola até ao fim do mês. Até lá continuarei a "alimentar" o blogue ainda que com menor frequência pois o trabalho é mais do que muito nesta altura do ano: planificar o próximo ano lectivo e organizar as turmas do 10º ano, como é habitual.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

REM - Everybody Hurts

A propósito, fiquem com Everybody Hurts dos R.E.M..

Lar doce lar


"Lar Doce Lar" (Home) é um filme de ficção realizado em 2008 por Ursula Meier, com as interpretações de Isabelle Huppert, Olivier Gourmet e Adélaïde Leroux. O filme estreou-se na semana passada nas salas de cinema portuguesas.

Básicamente a história é a seguinte: uma auto-estrada por acabar, abandonada há dez anos, degrada-se lentamente até ao dia em que, inesperadamente, se retomam os trabalhos de construção. À beira do asfalto, a poucos metros da barreira de segurança existe uma casa onde vive, pacatamente instalada, uma família que resolveu viver afastada da civilização. Assim começa o pesadelo daquelas quatro pessoas, habituadas ao silêncio e privacidade. Um filme sobre a solidariedade familiar num momento de mudança e sobre todas as consequências nefastas da poluição, quer físicas, quer psicológicas, na vida de cada ser humano.

Fiquem com o trailer do filme.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Home - O Mundo é a Nossa Casa

HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. É um filme muito interessante e com imagens belíssimas que farão as delícias dos apaixonados pela natureza.

De seguida podem ver o trailer do filme, que está à venda nas casas da especialidade.



Podem ainda ver o fime, dobrado em português, na íntegra (completo) no Youtube clicando aqui.

G8 concordam reduzir emissões de carbono em 80 por cento até 2050

Obama e Medvedev cozinham o aquecimento global, numa acção da Oxfam

Os países do G8 concordaram hoje numa redução em 80 por cento das suas emissões de carbono até 2050 e defendem para os países emergentes uma redução de 50 por cento no mesmo período. Um conselheiro do presidente russo Dimitri Medveded tinha considerado "inaceitável" uma redução de 80 por cento, mas as primeiras informações referem que este país também deu o seu acordo. A oposição da China e da Índia impedirá, no entanto, salvo acordo de última hora, que a decisão seja amanhã ratificada pelo fórum das principais economias do mundo, que reúne o G8 e as economias emergentes também em L’Aquila, Itália. As metas aprovadas pelo G8 permitiriam conter o aquecimento global em níveis inferiores a dois graus centígrados face aos valores anteriores à industrialização. É a primeira vez que este grupo de países, que representam 13 por cento da população do planeta e 40 por cento das emissões mundiais, considerados os maiores “poluidores históricos”, segue as recomendações dos cientistas. O G8 junta-se assim a uma centena de países, entre os quais os da União Europeia, que já tinham aprovado o limite de aquecimento de dois graus. A mudança de posição deve-se, em boa medida, à alteração no modo como os Estados Unidos passaram a encarar o problema desde a entrada em cena do novo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A Reuters observa, no entanto, que a declaração do G8 abre-se a diferentes interpretações ao deixar em aberto o ano base para a redução de 80 por cento: pode ser “1990 ou com anos mais recentes”, dizem.

Fonte: Público, 08.07.09

Uma excelente notícia para o nosso planeta ou apenas mais um conjunto de boas intenções?

terça-feira, 7 de julho de 2009

As cidades mais caras do Mundo em 2009

Tóquio, a cidade mais cara do Mundo em 2009


Tóquio ocupa, agora, o primeiro lugar do ranking das cidades mais caras do mundo no estudo Cost of Living 2009, elaborado pela consultora Mercer. Lisboa cai sete lugares e fica-se este ano pela 64ª posição na lista, quando, em 2008, ocupava a 57ª. A consultora explica que esta descida “não se deve apenas à diminuição real do custo de vida, mas também às fortes flutuações cambiais”, nomeadamente, da revalorização do dólar face ao euro.Tóquio destronou Moscovo como a cidade mais cara do planeta, sendo que a capital russa passou a ocupar o terceiro lugar. O segundo lugar pertence a Osaka, também no Japão. Este ano, o estudo da Mercer revela alterações drásticas, como a subida de 74 lugares de Caracas (agora na 15ª posição) ou, por outro lado, a descida de 75 postos de Varsóvia (agora na 113ª posição). Nova Iorque entrou para o top ten este ano, subindo da 22ª para a oitava posição. O Cost of Living 2009 cobre 143 cidades, em cinco continentes, e mede o custo comparativo de mais de mais de 200 produtos representativos dos padrões de consumo, como a habitação e os transportes.


Ranking 2009:

1º Tóquio (Japão)

2º Osaka (Japão)

3º Moscovo (Rússia)

4º Genebra (Suíça)

5º Hong Kong (Hong Kong)

6º Zurique (Suíça)

7º Copenhaga (Dinamarca)

8º Nova Iorque (EUA)

9º Pequim (China)

10º Singapura (Singapura)

Resultados dos exames nacionais de Geografia A de 2009 - 1ª Fase


Como já devem saber, já estão afixados na Escola os resultados dos exames nacionais do ensino secundário (1ª Fase).

No que se refere ao exame de Geografia A, e numa primeira impressão, dá para concluir que os resultados dos alunos, não tendo sido propriamente famosos, também não foram, no cômputo geral, um desastre. Para ser sincero, tive algum receio que tivessem sido piores, dado o grau de dificuldade da prova, principalmente de algumas questões de escolha múltipla e de uma ou outra questão aberta com critérios de classificação, no mínimo, "manhosos".

Alguns alunos conseguiram aguentar-se muito bem, mantendo a média da classificação interna. A maioria teve quebras ligeiras previsíveis. Outros, infelizmente, tiveram quebras significativas, que os penalizaram na média final da disciplina.

Com a realização do exame de geografia A, num total de 45 alunos internos da ESRT, 15 mantiveram a classificação interna, 27 desceram um valor e 3 desceram 2 valores. Cinco alunos reprovaram à disciplina. Todos eles tinham uma classificação interna de 10 valores.

A média dos resultados dos alunos internos da ESRT no exame de Geografia A foi de 10,2, o que é um pouco decepcionante, até porque a média nacional terá sido de 11,3.

Para tomarem conhecimento dos resultados médios (a todas as disciplinas) a nível nacional dos exames da 1ª fase cliquem aqui. Podem ainda ler aqui a análise do jornal Público dos resultados dos exames.


Se tiverem vontade, comentem os vossos resultados nos exames nacionais. Podem fazer referência aos resultados obtidos nos exames das outras disciplinas do 11º e 12º ano.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Neda, o novo símbolo da luta iraniana

Neda Soltan
- Nasceu no Irão, tinha 26 anos e é a segunda de três filhos.

- O seu pai era um funcionário público e a sua mãe dona-de-casa.

- Estudou Filosofia Islâmica na Universidade de Azad em Teerão.

- Estudou para ser guia turística e teve aulas de turco na esperança que o seu emprego a levasse a viajar para outros países.

- Tocava piano e cantava. Gostava de música pop persa.

- Gostava da poesia do iraniano Rumi e do Americano Robert Frost.

- Estava noiva do fotojornalista Caspian Makan, de 37 anos, que tinha conhecido na Turquia dois meses antes de morrer.

- Ignorou os avisos dos amigos que a aconselhavam a não participar nos protestos. «Não se preocupem, basta uma bala e acaba tudo», argumentava.

- Foi atingida na zona do peito às seis e meia da tarde do dia 22 quando se encontrava numa fila de trânsito na Rua Karegar, ao dirigir-se para uma manifestação.

- Apesar de as imagens divulgadas parecerem mostrar o momento da sua morte, Neda só acabou por falecer a caminho do Hospital Shariati.

- A sua família foi proibida de fazer um funeral numa mesquita ou de colocar panos negros no exterior do seu apartamento em Teerão.

- Foi enterrada no cemitério de Behesht Zahra na zona sul de Teerão.

- Os média locais foram proibidos de relatar a sua morte e os seus amigos souberam da notícia através de parentes que vivem no estrangeiro.

- O vídeo com imagens dos seus últimos momentos filmado por transeuntes com vida tornou-se um fenómeno global através de várias redes sociais na internet, como Twitter ou o Facebook.

- Poucas depois da sua morte apareceram cartazes em manifestações populares em diversas cidades do Mundo com fotos que mostravam a agonia de Neda.

- Curiosamente em Farsi, o nome Neda significa "Voz", o que dá ainda mais força ao movimento da luta iraniana, à medida que se transforma num autêntico mártir.

Fontes:


Para saberem mais sobre o que se passa actualmente no irão, nomeadamente sobre os protestos e manifestações nas ruas de Teerão contra o modo como decorreu a contagem de votos das eleições presidenciais cliquem aqui.

Nota: optei por não mostrar nem fotos nem vídeos com os factos descritos no post para não chocar ninguém visto que este blogue é dirigido especialmente a alunos do ensino secundário. De qualquer modo se alguém estiver interessado em ver o vídeo, que circula em blogues de todo o Mundo, basta procurar no Youtube.

O milagre da queda do Airbus 310 das Comores chama-se Esperança

Baya Bakari, a jovem sobrevivente do acidente aéreo de 29 de Junho internada no hospital


Este caso da única sobrevivente do acidente aéreo ocorrido no passado dia 29 de Junho nas águas do Índico impressiona-nos a todos. A Jovem natural das ilhas Comores de 14 anos chama-se Baya, que significa "Esperança" na sua língua. É impressionante que no meio de mais uma tragédia, em que perderam a vida 151 pessoas, tenha havido uma sobrevivente, que até nem sabia nadar muito bem! Como se explicam situações como esta que, pelos vistos, não é inédita?

Fiquem com a notícia impressionante do jornal Público de ontem, 1 de Julho de 2009:

Janeiro de 1985. Um rapaz de 17 anos é encontrado com vida entre os destroços da queda de avião da Galaxy Airlines, no Nevada, EUA. Agosto de 1987. Uma menina de quatro anos é a única sobrevivente da queda de um avião em Detroit. Março de 1995. Uma rapariga de 9 anos é a única sobrevivente da queda de um avião da Intercontinental que se despenha na Colômbia. Setembro de 1997. Um bebé com apenas um ano é o único sobrevivente da queda de um Tupolev da Vietnam Airlines no Cambodja. No dia 29, o milagre voltou a acontecer. Morreram 151 pessoas num voo da Yemenia Airlines a caminho das ilhas Comores. Só uma adolescente de 14 anos sobreviveu, mergulhada num mar de destroços e de forte ondulação, no negro da noite, em pleno oceano Índico.

Chama-se Baya Bakari. Baya significa esperança.Baya Bakari é natural das Comores, de uma aldeia chamada Nioumadzaha, a sudeste de Moroni, capital do arquipélago. Mas fazia parte da comunidade imigrante das ilhas que se instalou em Marselha, França, onde vivia com a mãe. Vivem ali 80 mil naturais das ilhas Comores. No dia 29 de Julho, viajaram de Marselha para Paris, onde apanharam o Airbus 310 da Yemenia Airlines, no Aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, em direcção às Comores, para visitar a família. De Paris, ainda fizeram escala em Sana, no Iémen. E depois, finalmente, dirigiam-se a Moroni. Mas não chegaram ao destino.Ainda estão por apurar ao certo as razões que levaram o Airbus a dar uma volta em U e a despenhar-se no Índico, numa fase em que já se fazia à pista do aeroporto de Moroni.

Eram 4h00 locais, madrugada, quando desapareceu dos radares das torres de controlo, com 153 pessoas a bordo. O que se passou entre a queda e o milagre só as caixas negras poderão revelar. Mas voltemos ao milagre. No meio dos destroços do Airbus, havia uma menina de 14 anos viva, “frágil, mal sabia nadar” – contou o seu pai, Karim Bakari, a partir de França, depois de ter falado ao telefone com a filha. Baya agarrou-se a um pedaço da fuselagem durante horas, talvez duas, diz a equipa de socorro, no meio da ondulação picada do Índico. Foi então que os meios aéreos de salvamento, com uma equipa das Comores, avistaram um milagre entre os destroços da tragédia. “Tentámos lançar uma bóia. Mas ela estava demasiado fraca para a conseguir agarrar”, disse, em declarações à rádio privada francesa RTL, o sargento Said Abdilai, que tirou Baya da água. “Ela tremia, tremia, tivemos de a embrulhar em quatro cobertores e demos-lhe água quente com açúcar. Depois perguntámos-lhe o nome e de onde vinha.”“Papá, caímos à água! Só ouvia pessoas a gritar à minha volta, mas não conseguia ver nada”, descreveu Baya, que foi transportada para o Hospital El Marouf, em Moroni. Quando recuperou forças, Baya chorou primeiro. Depois perguntou pela mãe. Segundo testemunhos do pai, Baya foi projectada por uma das janelas do avião, o que a salvou. “Já estava fora do avião quando ele caiu”, disse o pai. Baya sofreu algumas queimaduras, escoriações na cara e braços e partiu uma omoplata. Mas não inspira cuidados de maior. O pai, que tem mais três filhos menores, de 10, 8 e 3 anos, ainda não lhe disse que a mãe morreu: “Não tive coragem, disse-lhe que estava num quarto ao lado dela”. Só quer ir ter com a filha. “Imagino como ela se deve sentir sozinha.”Alain Joyandet, secretário de Estado da Cooperação francês, já está nas Comores. Foi certificar-se do estado de saúde da menina-milagre. E quer levá-la para França e estudar uma maneira de ajudar o pai. “Fisicamente, está bem”, afirmou Joyandet, citado pelo Guardian. Como pode alguém estar bem depois de sobreviver à queda de um avião que matou 152 pessoas? Em conferência de imprensa, o médico do Hospital de Moroni, Ada Mansour, que a assistiu, também diz que Baya está bem: “Está consciente, a falar. Mas tentámos não fazer muitas perguntas, para não a cansarmos”. Baya continuou ontem na unidade de Cuidados Intensivos do hospital.

Fonte: http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1389759&idCanal=11

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Keane - Nothing In My Way

Calendário escolar para o ano lectivo 2009/2010

O calendário escolar para o próximo ano lectivo determina que as aulas para os estabelecimentos de ensino básico e secundário tenham início entre os dias 10 e 15 de Setembro de 2009, enquanto para a educação pré-escolar o começo das actividades está previsto entre 9 e 15 de Setembro de 2009.

Para os alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos as aulas terminam a partir de 8 de Junho de 2010, enquanto para os restantes anos de escolaridade o ano lectivo acaba a partir de 18 de Junho de 2010.

No período em que decorrem os exames nacionais, as escolas devem adoptar as medidas necessárias para que os alunos dos anos de escolaridade não sujeitos a exame tenham o máximo de dias efectivos de actividades escolares, de modo a garantir o cumprimento integral dos programas das diferentes disciplinas e áreas curriculares.

Para as interrupções lectivas estão previstas as seguintes datas:
- de 19 de Dezembro de 2009 a 3 de Janeiro de 2010,
- de 15 a 17 de Fevereiro de 2010,
- e de 27 de Março a 11 de Abril de 2010.

Para mais informações, consultar: Despacho que aguarda publicação no Diário da República.

Dia do diploma - 11 de Setembro


No dia 11 de Setembro, a Escola vai promover a entrega formal dos certificados e dos diplomas aos alunos que, no ano lectivo anterior, tenham terminado o ensino secundário.

Haverá uma cerimónia oficial em que serão entregues os verdadeiros diplomas a todos os alunos que concluíram, neste ano lectivo, o ensino secundário. Só receberão o diploma os alunos que conseguiram aprovação em todas as disciplinas do ensino secundário.

O "Diploma" que vocês receberam no Baile de Finalistas era apenas simbólico, até porque os alunos ainda tinham pela frente os exames nacionais, que têm um grande peso na classificação final das disciplinas sujeitas a exame.

No ano passado a cerimónia decorreu no auditório da Escola e os diplomas foram entregues pelo vereador da cultura da Câmara Municipal de Gondomar (Dr. Fernando Paulo) e pela Drª Luísa Pereira (Directora da Escola).

Esta actividade é obrigatória em todas as escolas secundárias desde o ano passado.

Se puder, lá estarei para assistir à entrega dos diplomas aos meus alunos do 12ºH.

sábado, 27 de junho de 2009

Parecer sobre a prova de Geografia A da 1ª Fase pela Associação de Professores de Geografia


Como o prometido é devido, aqui fica o parecer da Associação de Professores de Geografia (APROFGEO) relativo à prova de exame de Geografia A da 1ª Fase de 2009. Como poderão constatar, o Parecer é muito crítico em relação a determinados aspectos da prova, nomeadamente a utilização de conceitos que não fazem parte do programa (diagrama triângular, albedo, ...), o maior ênfase nos conteúdos do 10º ano (mais facilmente esquecidos pelos alunos) em detrimento dos conteúdos do 11º ano (mais frescos na memória dos alunos) e, ainda, alguns critérios de classificação pouco correctos, tendo em conta o conteúdo das respectivas perguntas, nomeadamente na já tristemente famosa questão V 1.



PARECER SOBRE A PROVA DE EXAME DA 1ª FASE
GEOGRAFIA A PONTO 719 2008/2009


Aspectos positivos:

Como no ano passado, a prova está de acordo com as instruções de exame (1) quanto à estrutura e quanto às competências testadas. As instruções são suficientemente apelativas e estão bem organizadas. (2) Em relação aos documentos introdutórios, as fotografias, os mapas e os gráficos são bem legíveis. Os dois itens mais cotados, especialmente o do grupo V, favorecem a articulação de saberes. Os critérios gerais de classificação são claros e suficientes e, nos critérios específicos de classificação que dispõem da ressalva «ou outras consideradas relevantes» facilita o trabalho dos correctores.
A prova apresenta diversidade quanto ao grau de dificuldade exigido e o tempo atribuído é suficiente para a sua resolução.
Embora com distinto grau de dificuldade, as duas grandes áreas metropolitanas do País são abordadas (grupos IV e VI), ou seja, há um grupo dedicado «ao Norte» e outros dedicado «ao Sul».


Aspectos negativos:

Grupo I

Não se entende a inclusão de um diagrama triangular – grafismo com que poucos alunos estarão familiarizados – logo na introdução do 1º grupo, uma vez que todos os itens desse grupo podem ser respondidos sem o referido gráfico; mas se fosse esse o caso – a interpretação do gráfico ser imprescindível para responder a qualquer dos itens – seria extremamente penalizante para a larga maioria dos alunos uma vez que se trata de um tipo de gráfico de difícil leitura e que não é explicitamente referido no Programa (nas competências essenciais do Ensino Básico que deverão estar adquiridas é referido «ler gráficos lineares, de barras e sectogramas; (…) construir gráficos lineares e de barras; » posteriormente, nenhum tipo de gráfico é descriminado).


Grupo V

Novamente incluída a radiação solar, continua a não ser considerada a abordagem sugerida no Programa de Geografia A para este tema/conteúdo, em se afirma que «A radiação solar – deve privilegiar uma abordagem que evidencie as condições específicas do território nacional relativamente à possibilidade de valorizar economicamente o clima, através da rentabilização da insolação na procura de energias alternativas e na potencialização do turismo.» Com a agravante de que, em todo o grupo – 4 itens – só há um (item 4) relativo a Portugal Continental e esse tem mais a ver com os recursos marítimos do que com a radiação solar. No item 1, a formulação do item parece só fazer sentido após a leitura dos critérios específicos de classificação pois a «redução da radiação ultravioleta» é uma resposta remota atendendo à figura da nebulosidade; ou seja, haveria que incluir outro tipo de gráfico/foto ou, em alternativa, não incluir a da nebulosidade. No item 3, é considerada resposta correcta a explicitação do conceito de albedo que não faz parte dos conceitos incluídos no programa, embora se dê como alternativa a explicação de como a cor condiciona o grau de absorção/reflexão. No item 4., duvida-se que a referência à «dilatação térmica do oceano» como uma das consequências do aquecimento global seja do conhecimento dos alunos, uma vez que este assunto nem faz parte explícita do Programa, pese embora a sua enorme actualidade e difusão nos Meios de Comunicação Social; por outro lado, dificilmente os alunos irão descrever os novos acidentes geográficos decorrentes da submersão da costa, limitando-se a dizer que a nova linha de costa ficará mais no interior do que actualmente, pois nada na formulação do item (sem ter em conta os critérios específicos de classificação) aponta para a descrição de novos acidentes geográficos.

Grupo VI

No item 2, para os alunos não familiarizados com Lisboa, a avenida da Liberdade, face às características que apresenta na figura, fica no CBD e não «na expansão do CBD» como é referido no respectivo critério específico de classificação; de igual modo, desconhecerão se é ou não uma área «de grande prestígio», uma vez que a existência de muitas das marcas patentes na referida avenida ocorrem também em grandes centros comerciais de outras cidades ou noutras áreas dessa cidade; no item 3 as possíveis respostas exemplificadas são todas características físicas da habitação o que não é explicitado na formulação do item; apenas o articulado «ou outras consideradas relevantes» permite tornear essa limitação.

Quanto ao item 4, existe uma grande diferença no que é exigível e exigido (em temos dos critérios específicos de classificação) quanto ao primeiro aspecto do item «a fixação das indústrias na periferia da cidade» e quanto ao segundo - «a permanência de indústrias no interior da cidade». Nos respectivos critérios de classificação enquanto para o primeiro aspecto eles são detalhados, para o seguinte tornam-se demasiado vagos «características dos seus produtos» (que características?) e não são referidos quaisquer factores de localização para as indústrias de consumo diário «oficinas de reparação». No entanto, se um/a aluno/a responder completamente a um dos aspectos e incompletamente ao outro a cotação a atribuir é idêntica, independentemente do aspecto que é mais significativo. E nestes itens a que são atribuídos 20 pontos não há a ressalva «ou outras consideradas relevantes». Ou seja, a elaboração da resposta relativa a um destes itens - em que se pretende avaliar também a competência na expressão escrita - poderá ser seriamente penalizada pela abordagem «deficiente» de um dos dois aspectos
considerados, pelo que deveria existir um grande cuidado para que fossem completamente equivalentes em grau de dificuldade/ pertinência. Tal não se verifica no item 4. De igual modo, nada na formulação do item indica ao aluno quantos aspectos/características terá de referir. Só quando se tem acesso aos critérios específicos de classificação é que se constata que era preciso referir, neste caso, cinco aspectos diferentes, independentemente de a explicação ficar dada com a abordagem de dois, três ou quatro. É, assim, de prever que classificações globais da prova com nível elevado dificilmente ocorrerão.
Como no ano passado, continua a não haver qualquer menção às Regiões Autónomas.



Remate:

Trata-se, novamente, de uma prova acessível, com excepção do grupo relativo à radiação solar que privilegia conhecimentos/conceitos de Física em detrimento dos de Geografia de Portugal. Assim, os alunos que melhor compreenderam o que lhes foi proposto pelo Programa de Geografia A são penalizados pela inclusão de conteúdos menos significativos para a compreensão
da disciplina, pela existência de itens de escolha múltipla em que as respostas são óbvias ou pelas poucas oportunidades de avaliação de competências que impliquem a operacionalização ao nível da transferência. Ao contrário da prova desta fase, no ano passado, não há uma componente de ordenamento do território significativa, o que se lamenta.

Notas:

(1) Discordamos, no entanto, da valorização dos conteúdos do 10º ano decorrente da obrigatoriedade da inclusão do tema sobre a população que é leccionado no 10º ano: com este, a prova passa a ter três grupos do 10º ano e apenas dois do 11º.

(2) Mas ao serem informados de que, «se escrever mais do que uma resposta a um mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar.», os alunos são encorajados a «acertar» num item de escolha múltipla, quando não são capazes de escolher apenas uma única resposta. Lamenta-se, por isso, o abandono da instrução «É atribuída a cotação de zero pontos aos itens em que apresente: - mais do que uma opção (ainda que elas esteja incluída a opção correcta) …» que vinha vigorando nos anos anteriores à alteração do formato das instruções.

22 de Junho de 2009

Associação de Professores de Geografia (APROFGEO)


Fonte: http://www.aprofgeo.pt/moodle/file.php/1/docs/ParecerGeografia_1fase.pdf

Há dúvidas nos critérios de correcção do exame de Geografia A - 1ª Fase


Tal como já tinha referido no dia 19 deste mês, a questão 1 do grupo V não me parece bem formulada. E depois de ter tido conhecimento dos critérios de classificação as minhas dúvidas ainda aumentaram mais.

Hoje, 27 de Junho, saiu no jornal público uma notícia que vem dar-me razão. Os critérios de classificação referentes a essa pergunta não estão totalmente correctos. Passo a trancrever a notícia:



Uma das respostas certificadas em Geografia não estará correcta

O Gave recusa-se a comentar parecer que o PÚBLICO pediu a um climatologista e diz que não há erro. Professores falam em resposta "inadequada"Uma das respostas contidas nos critérios de correcção do exame de Geografia, realizado dia 19 por 18.264 alunos dos 11.º e 12.º anos, "não está correcta", confirmou ao PÚBLICO o climatologista e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Carlos da Câmara. A Associação de Professores de Geografia já tinha feito saber, no seu parecer ao exame, que a resposta apresentada para o item 1 do Grupo V, a propósito do balanço energético do sistema Terra-Atmosfera, é "remota" face a uma das duas ilustrações para que remete a pergunta. O Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) discorda. Numa nota enviada ao PÚBLICO, afirma-se que não existe erro. Acrescenta-se também que no parecer emitido pela Associação de Professores de Geografia "não se encontra qualquer referência a erro científico ou outro", mas não é feita qualquer menção ao problema levantado pela associação, que se poderá resumir assim: poderá a "redução da radiação ultravioleta" ser apresentada como um dos efeitos da nebulosidade? É uma resposta "inadequada", confirmou ontem ao PÚBLICO a presidente da associação, Emília Lemos. Dos quatro erros, lapsos ou gafes - a designação tem variado segundo o interlocutor - detectados nas provas da primeira fase dos exames nacionais do secundário, o de Geografia, a confirmar-se, será o mais gravoso, pois tem resultados na correcção da prova, o que não acontece com os registados nas provas de Biologia e Geologia, História e Física e Química. Carlos Câmara, que foi também presidente do Instituto de Meteorologia, não tem dúvidas: "No que respeita ao item 1 do grupo V, a questão parece querer abordar o papel geral das nuvens no balanço radiativo do sistema Terra-Atmosfera, ainda que a figura 5B se reporte a um caso particular de nuvens. Assim, nos critérios de correcção não está correcta a expressão 'redução da radiação ultravioleta'". Para apoiar esta sua conclusão, o climatologista cita um artigo publicado na revista da American Geophysical Union, onde se faz "um balanço 'sério' do estado da arte no que respeita ao papel das nuvens no balanço da radiação ultravioleta" e se conclui que as nuvens tanto podem ter um efeito redutor como ampliador da radiação ultravioleta. Há vários outros estudos no mesmo sentido, acrescenta Câmara, que frisa: "Nos critérios de correcção deveria, pois, ler-se 'redução/aumento da radiação ultravioleta (consoante o tipo de nuvem)'." "Parece-me que, pela sua relevância, se deveria explicitamente mencionar um outro processo: 'contribuição positiva ou negativa (consoante o tipo de nuvem) para o efeito de estufa'", acrescenta. O investigador considera também que neste grupo V existe uma "mistura de conceitos" de energia e radiação.

Questionado pelo PÚBLICO, o Gave respondeu o seguinte: "Quanto ao parecer de um 'especialista', 'professor universitário', verifica-se que a abordagem que este segue introduz considerações que se encontram muito para além do programa da disciplina e, consequentemente, do que se pode exigir a um aluno do ensino secundário. Por essa razão, o referido parecer - no que diz respeito à sua substância - não nos merece qualquer comentário."Num outro texto enviado ao PÚBLICO, o presidente do Gave, Pinto Ferreira, destacou a "exigência" e "complexidade" da tarefa de elaboração das provas, que classifica como "árdua". "As provas são elaboradas por equipas de professores [...] lideradas por um coordenador - que também é um professor [...]. Uma equipa de auditores científicos - professores universitários - analisa as provas em diversas ocasiões. As provas passam ainda pelas auditorias linguística, gráfica e de avaliação", descreve Pinto Ferreira. "Em sede de auditoria linguística pode ser sugerida uma forma de formular um item que parece menos prolixa do que a proposta" e "uma auditoria científica subsequente pode demonstrar que, embora a formulação seja mais simples, o item ficou prejudicado do ponto de vista de conteúdo", exemplifica, para explicar por que é que "as provas passam várias vezes pelo mesmo crivo de análise" e, "não raras vezes, uma questão proposta inicialmente é definitivamente abandonada".



É, no mínimo, lamentável que situações como esta continuem a acontecer no nosso país e que prejudicam tanto o trabalho e sucesso dos aunos como também o dos professores.

Quando saírem os resultados dos exames de Geografia A devem ter em conta estes argumentos no caso de terem sido prejudicados nesta questão e pretenderem pedir a reapreciação da vossa prova.

No post seguinte será apresentado o parecer a Associação de Professores de Geografia reltivo a toda a prova da 1ª Fase de geografia A.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson - Earth Song


Não podia deixar de fazer referência à morte de Michael Jackson que ocorreu ontem em Los Angeles, nos EUA.

Embora não seja um dos meus cantores favoritos, é indiscutível que Michael Jackson é um dos nomes maiores da música pop mundial, um verdadeiro ícone da cultura pop e um dos produtos mais globalizados neste Mundo Global, ainda que a sua vida tivesse sido envolta em grande polémica, nomeadamente pelas mudanças sucessivas de visual e por acusações de ter um comportamento reprovável, nomeadamente acusações de pedofilia que nunca foram provados em tribunal.

Por isso não podia deixar de o invocar e recordar algumas das canções que ficaram para a história da música pop como Thriller, Bad, Black or White ou Scream (todas elas com vídeos espectaculares, mas que de momento não é possível incorporar em blogues) e que o tornaram um ídolo para muitas pessoas em todo o Mundo, especialmente durante os anos 80 e princípios dos anos 90.

De todas as canções de Michael Jackon disponíveis no Youtube, escolhi para incorporar no blogue "Earth Song", uma canção menos conhecida e que alerta para os problemas ambientais do nosso planeta.



What about sunrise
What about rain
What about all the things
That you said we were to gain...
What about killing fields
Is there a time
What about all the things
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the blood we've shed before
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores?

What have we done to the world
Look what we've done
What about all the peace
That you pledge your only son...
What about flowering fields
Is there a time
What about all the dreams
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the children dead from war
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores

I used to dream
I used to glance beyond the stars
Now I don't know where we are
Although I know we've drifted far

Hey, what about yesterday
(What about us)
What about the seas
(What about us)
The heavens are falling down
(What about us)
I can't even breathe
(What about us)
What about apathy
(What about us)
I need you
(What about us)
What about nature's worth
(ooo, ooo)
It's our planet's womb
(What about us)
What about animals
(What about it)
We've turned kingdoms to dust
(What about us)
What about elephants
(What about us)
Have we lost their trust
(What about us)
What about crying whales
(What about us)
We're ravaging the seas
(What about us)
What about forest trails
(ooo, ooo)
Burnt despite our pleas
(What about us)
What about the holy land
(What about it)
Torn apart by creed
(What about us)
What about the common man
(What about us)
Can't we set him free
(What about us)
What about children dying
(What about us)
Can't you hear them cry
(What about us)
Where did we go wrong
(ooo, ooo)
Someone tell me why
(What about us)
What about babies
(What about it)
What about the days
(What about us)
What about all their joy
(What about us)
What about the man
(What about us)
What about the crying man
(What about us)
What about Abraham
(What was us)
What about death again
(ooo, ooo)
Do we give a damn

terça-feira, 23 de junho de 2009

S. João 2009


Um bom S. João para todos vós.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Blur - The universal (live)

Os Blur ao vivo no programa da BBC de Jools Holland com a canção "The Universal"(1995).

Chegou o Verão: Solstício de Verão 2009

Iluminação da Terra pelo Sol durante o solstício do hemisfério norte.


Este ano o Solstício de Verão ocorreu ontem, dia 21 de Junho, às 06h e 46m. O solstício de verão representa o início do Verão no Hemisfério Norte, a estação mais quente do ano. Esta estação prolonga-se por 93,65 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 22 de Setembro de 2009 às 22h e 19m.

No Hemisfério sul, o Solstício de Junho representa o início do Inverno, a estação mais fria do ano.


Solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em Dezembro e em Junho. O dia e hora exactos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.

No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenómeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exactos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia.

Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio).

Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério norte, os raios solares incidem perpendicularmente à Terra na linha do Trópico de Câncer. No solstício de inverno do hemisfério norte, ocorre a mesma coisa no Trópico de Capricórnio.
Iluminação da Terra pelo Sol durante o solstício do hemisfério sul.

Na linha do equador a duração dos dias é fixa ao longo das estações do ano com 12 horas de luz e 12 horas de noite. Desse modo os solstícios nessa linha não podem ser obtidos através de dias ou noites mais longas e somente podem ser observadas pela máxima inclinação da luz solar para o norte ou para o sul. Na linha do equador não há como dizer se um solstício é de verão ou de inverno uma vez que demarcam a separação dos hemisférios norte e sul da Terra.

Nas linhas dos trópicos de Câncer e Capricórnio, os solstícios de verão respectivos a cada hemisfério da Terra, coincidem com o único dia do ano em que os raios solares incidem verticalmente.

Nas linhas dos círculos polares Ártico e Antártico, os solstícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 24 horas ininterruptas considerando a estação do ano: verão ou inverno, respectivamente.


Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de verão era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes. O solstício de verão, o maior dia do ano, simbolizava o tempo de abundância, da fertilidade. É quando as noites são curtas e os dias longos, e a natureza está no ápice de sua produtividade. Hoje em dia, os ancestrais costumes pagãos evoluiram para festas de cariz religioso como, por exemplo,a do S. João que, no caso da cidade do Porto, constitui a sua festa principal e que ainda preserva uma forte simbologia pagã, como saltar sobre as fogueiras e festejar toda a noite até ao nascer do sol, por exemplo.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Exame de Geografia A 2009 - 1ª Fase

Hoje decorreu o exame de Geografia A da 1ª Fase. O exame não era propriamente fácil, pois algumas das perguntas de escolha múltipla eram bastante complicadas, tendo sido questionados alguns temas que já não saíam há muito tempo, nomeadamente o dos recursos do subsolo. A pergunta 1 do Grupo V parece-me mal formulada, deixando alguma dúvida quanto ao conteúdo da resposta.

Deixo-vos os links ao site do GAVE relativos à prova e aos critérios de classificação:

Prova
(versão 1)