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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A análise dos dados meteorológicos preliminares para Portugal Continental indica que o ano de 2009 deverá classificar-se nos 10 mais quentes desde 1931, em relação à temperatura máxima e média do ar, com a temperatura média a situar-se cerca de 0.9ºC acima do valor médio de 1961-90 (normais de referência da Organização Meteorológica Mundial).
Nas últimas 4 décadas verifica-se que a década 2000-2009 foi, em relação à temperatura máxima, mais quente que a década 1990-1999, que por sua vez já tinha sido mais quente que a década anterior.
A tendência para um progressivo aquecimento á superfície, desde o início da década de 70 do século passado, é reflectida num aumento médio da temperatura média de 0,33ºC à década.
Esta tendência é confirmada com o registo da ocorrência dos 8 anos mais quentes depois de 1990 (1997, 1995, 1996, 2006, 1990, 1998, 2003 e 2009).
Durante a presente década verifica-se que só em 2008 se registaram valores de temperatura máxima e média inferiores ao valor médio 71-2000, sendo nos restantes anos sempre superior, realçando-se os extremos verificados n os anos de 2006 e 2009.
Em relação à precipitação verifica-se que durante a década 2000-2009, depois de 2004 só em 2006 se registaram valores de precipitação superiores ao valor médio. Nos restantes anos foi sempre inferior, sendo de realçar os anos de 2005 e 2007, que foram mesmo os mais secos desde 1931.
Fonte: Instituto de Meteorologia
Para conhecerem na integra o relatório preliminar da Análise Climatológica da Década de 2000-2009 cliquem aqui.
Os eventos extremos, em 2009, causaram cerca de 9 mil mortes, num total de 55 milhões de pessoas afectadas, de acordo com os resultados preliminares para 2009 divulgados pelo Secretariado-Geral do ISDR (international Strategy for Disaster Reduction) das Nações Unidas.
Dos 245 desastres naturais contabilizados em 2009, 224 tiveram relação directa com factores meteorológicos/climáticos. Neste capítulo inserem-se fenómenos como as inundações, secas, ciclones tropicais entre outros.
Os avanços na monitorização, previsão e elaboração atempada de avisos de fenómenos meteorológicos/climáticos extremos associados a uma melhoria de resposta dos sistemas de protecção civil, são responsáveis pela diminuição do número de mortes. Na realidade, nos últimos 50 anos, enquanto o número de desatres naturais e os prejuízos económicos com eles relacionados, aumentaram por um factor entre 10 a 50, as mortes associadas foram reduzidas dramaticamente por um factor de 10.
Num mês musicalmente dominado pela música irlandesa, aqui fica mais um exemplo da música da ilha de cor esmeralda: The Coors e o tema tradicional Toss The Feathers. Reparem na sonoridade do instrumento tradicional irlandês de percussão conhecido por bodrhan.
O vulcão Mayon, nas Filipinas, espalha cinzas enquanto cascatas de lava caem sobre as suas encostas, durante uma explosão em Legazpi, 500 quilómetros a sul de Manila.
Na verdade, quem faz 20 anos hoje é a série de televisão, porque as personagens foram criadas dois anos antes. Segundo a lenda, os Simpsons, começaram por ser rabiscos num guardanapo que Matt Groening fez em 1987, enquanto esperava para ter uma reunião com os executivos da Fox. Do guardanapo passaram para pequenos sketches animados no Tracy Ullman Show e, dois anos depois, foram promovidos para uma série de 20 minutos com nome próprio e em horário nobre nas noites de domingo, de onde os Simpsons nunca mais sairiam.
Os Simpsons aborreciam todos, e, entre a crítica ao americano médio e aos valores familiares que a América reclama como seus, tudo servia como alvo: política, religião, finança, até a própria televisão. George Bush pai, o Presidente em exercício (Barack Obama é o quarto Presidente da era Simpsons), quando os Simpsons apareceram, dizia que a família amarela estava a dar cabo da família americana, e era apoiado nas críticas por Barbara Bush, a primeira-dama, que dizia que os Simpsons eram "a coisa mais estúpida" que já tinha visto. Mas o público norte-americano aderiu e as audiências apareceram, mais o merchandising e o sucesso internacional - ao todo, calcula-se que os Simpsons tenham gerado receitas superiores a três mil milhões de dólares (mais de dois mil milhões de euros).
"O interesse da série está nas pessoas identificarem as personagens. Conseguimos ver as outras pessoas nelas: o nosso chefe é o Mr. Burns; o meu irmão é como o Bart. Mas as pessoas não se revêem nelas", explica Patric Verrone, antigo argumentista da série num artigo do diário britânico TheIndependent. E a verdade é que os Simpsons não se resumem ao patriarca Homer, à mulher de cabelo azul Marge, ao rebelde Bart, à intelectual Lisa e à bebé que nunca fala, Maggie. À volta deles surgiram personagens que encaixam num tipo: o vizinho ultra-religioso (Ned Flanders), o patriarca abandonado (Abe Simpson), o milionário tirano (Monty Burns), o polícia estúpido (Wiggum), o miúdo que bate em toda a gente na escola (Nelson), o indiano dono da loja de conveniência (Apu), o palhaço alcoólico (Krusty). A lista é quase interminável.
Podem ver agora um pequeno vídeo com o título "Homer Evolution". Tem piada ver como se processou a evolução da vida humana personificada em Homer Simpson.
Agora que as férias estão a começar, divirtam-se com um episódio da Pantera Cor-de-Rosa "The Pink Phink". Ainda hoje divirto-me muito com a Pink Panther, uma série fantástica de animação que tanto me deliciava na minha infância e adolescência.
A Pantera Cor-de-Rosa é uma personagem que apareceu originalmente em 1963, na abertura do filme The Pink Panther de Black Edwards. O sucesso foi enorme e fez com que fosse produzida uma série de desenhos animados. Os mais de 120 episódios tiveram em média seis minutos de duração. As aventuras da personagem eram acompanhadas pela famosa música de Henry Mancini e Waltel Branco, The Pink Panther Theme. Os desenhos animados foram produzidos pelo estúdio de animação americano DePatie-Freleng Enterprises, de 1964 a 1980.
Como todos sabem esta madrugada, à 1h 37, um pouco por todo o país, foi sentido um sismo de magnitude 6.0, com epicentro no Oceano Atlântico, a 185 km de Faro e a Oeste de Gibraltar. O Instituto de Meteorologia diz que este foi o maior abalo registado no nosso país desde 1969.
Vejam a notícia do público on line do dia de hoje.
O site do US Geological Survey foi um dos primeiros a fazer referência ao abalo, reportando um sismo de magnitude 5.7, abaixo do valor que consta do site do Instituto de Meteorologia português: magnitude 6.0. Já o site do Instituto Geográfico Nacional de Espanha refere que o abalo teve magnitude 6.2.
O sismo teve a duração de alguns minutos, mas apenas foi sentido pelas pessoas durante cinco a oito segundos.
Até ao momento não são conhecidos quaisquer danos materiais ou pessoais resultantes do abalo.
O Instituto de Meteorologia registou 16 réplicas do sismo até ao momento.
Contactado pelo PÚBLICO, Fernando Carrilho, sismólogo do Instituto de Meteorologia, indicou que, se tivesse ocorrido em terra, um sismo desta magnitude poderia ter causado danos materiais e humanos.
“Num local densamente povoado, com habitações de má qualidade, não era de excluir que um sismo desta magnitude provocasse feridos. Felizmente o epicentro foi no mar”.
Fernando Carrilho esclareceu ainda que este sismo não deverá ser encarado como um “escape” e que não é sinónimo de “transferência de tensão para zonas vizinhas”.
Os utilizadores da rede social Twitter começaram imediatamente a publicar testemunhos logo após o abalo, que foi sentido do norte ao sul do país, com referências a localidades como Braga, Porto, Matosinhos, Covilhã, Lisboa, Almada, Beja e Loulé, entre muitas outras.
O Algarve foi, porém, a região onde o sismo foi mais sentido, apesar de não ter chegado a provocar nenhum dano material nem humano. Vila do Bispo e Lagos terão sido duas das localidades onde o sismo mais se fez sentir, de acordo com o Instituto de Meteorologia. A Protecção Civil da região recebeu dezenas de chamadas telefónicas e muitas pessoas recearam réplicas do sismo e foram para a rua.
Manuela Pico, 51 anos, foi uma delas. Residente em Budens, uma freguesia de Vila do Bispo, relatou ao PÚBLICO que estava deitada quando o abalo se fez sentir. "Estava a dormir, acordei com tudo a tremer e fui imediatamente para a rua com o meu filho". Em 1969 Manuela Pico ficou ferida durante o último grande sismo que atingiu Lisboa e a região sul do país. "Em 1969 caiu-me um parede em cima e eu tenho muito medo destas coisas. Fui logo para a rua".
Moradores de Faro contactados pela Lusa relataram igualmente que vieram muitas pessoas para as ruas a meio da noite, receando réplicas. “Foi o maior tremor de terra da minha vida. Estava a dormir e dei um salto quando senti o sismo e foi horrível, tive medo que houvesse réplica”, recordou Marta Filipa, moradora na avenida principal da capital algarvia.
O comandante da Zona Marítima do Sul, Marques Ferreira disse à Lusa que na área de jurisdição da Polícia Marítima não há relato de nenhum incidente em nenhum porto marítimo, nem com nenhuma embarcação.
O responsável pela GNR no Algarve também adiantou à Lusa que não registou pedidos de socorro. “Não houve danos nem humanos, nem materiais mesmo com um sismo desta intensidade e magnitude”, afirmou Vítor Calado, major da GNR.
A seguir podem visionar um vídeo com imagens do ninho da cegonha Renata podendo verificar como reagiu a cegonha quando sentiu o sismo.
Se quiserem acompanhar, em tempo real, a vida das cegonhas no "Condoninho da Renata" cliquem aqui.
Medidas a tomar durante a ocorrência de um sismo:
Tenha em atenção que o comportamento das pessoas em situações de grande emergência é significativamente diferente do seu comportamento em situações normais. Assim conte que, durante uma catástrofe, por cada 100 pessoas: 1 a 3 ficam totalmente descontroladas (têm comportamentos irracionais e potencialmente perigosos); 50 ficam apáticas e necessitam de ordens; 22 a 24 ficam paralisadas (não se movem e precisam ser ajudadas); 25 não entram em pânico e podem tomar decisões pelo que podem tomar iniciativas de liderança e ajudar os outros.
No interior do edifício:
- Normalmente é melhor não tentar sair de casa a fim de evitar o risco de ser atingido, na fuga, pela queda de objectos.
- Permaneça calmo e preste atenção ao estuque, tijolos, prateleiras ou outras estruturas ou objectos que possam cair.
- Afaste-se de janelas, vidros, varandas ou chaminés.
- Abrigue-se rapidamente num local seguro, por exemplo, no vão de uma porta interior firmemente alicerçada, debaixo de uma mesa pesada ou de uma secretária; se não existir mobiliário sólido, encoste-se a uma parede interior ou a um canto e proteja a cabeça e o pescoço.
- Se estiver num edifício alto, não procure sair imediatamente pois as escadas podem estar cheias de pessoas em pânico e/ou haver troços de escada que ruíram;
- N ão utilize o elevador pois a electricidade pode faltar e provocar a sua paragem;
- Se estiver num local amplo com muitas pessoas ou numa sala de espectáculos não se dirija para a saída pois muitas outras pessoas podem ter tido essa ideia.
- Abrigue-se debaixo de uma mesa, de uma secretária ou no vão de uma porta.
- Se tiver que abandonar o edifício faça-o cuidadosamente prestando atenção à possível queda de objectos. Procure com serenidade refúgio numa área aberta, longe dos edifícios, sobretudo dos velhos, altos ou isolados que possam ruir a uma distância de, pelo menos, metade da sua altura.
- Afaste-se de torres, postes, candeeiros de iluminação pública, cabos de electricidade ou de estruturas que possam desabar, como muros ou taludes; não corra nem vagueie pelas ruas.Se for a conduzir um automóvel, pare no lugar mais seguro possível, de preferência numa área aberta, afastada de edifícios, muros, taludes, torres ou postes. Não pare nem vá para pontes, viadutos ou passagens subterrâneas.
- Permaneça dentro da viatura até que o sismo termine. (Texto Adaptado)
Ainda a propósito da Cimeira sobre as Alterações Climáticas, faz todo o sentido mostrar-vos um vídeo com imagens da cidade que acolhe este importante evento. Copenhaga, capital da Dinamarca, é uma cidade encantadora que tive o privilégio de a conhecer há muitos anos atrás. Tenho uma recordação muito positiva da cidade e principalmente do seu povo que, sendo nórdico, tem uma forma de estar na vida muito latina, para além de serem muitos simpáticos.
Mais uma notícia amarga para a economia portuguesa e para o poder de compra dos portugueses: o Produto Interno Bruto (PIB) português medido em unidades de poder de compra manteve-se em 2008 em 76 por cento da média europeia, indica uma nota do INE esta terça-feira colocando Portugal no terceiro grupo de países mais ricos da Europa.
De acordo com os dados publicados, o PIB por habitante em Portugal - medida pelo PPS - ascendeu a 19 047,76 euros, comparáveis com os 69.243 euros (276%) gerados por um residente no Luxemburgo (UE27=100 no referencial adoptado).
No outro extremo da comparação europeia, o PIB per capita da Albânia não excede muito os 6,3 mil euros.
A situação de Portugal nesta comparação das PPS manteve-se inalterada face a 2007 e 2006, mas evidencia um decréscimo face aos 77% de 2005.
Os dados apurados permitem analisar a situação de 37 países considerados no relatório, distribuídos em 5 grupos por ordem decrescente da relação entre o seu PIB per capita em PPS e a média da União Europeia (que assume o valor 100%).
Assim, o primeiro grupo corresponde a valores iguais ou superiores a 125%, o segundo a valores entre 100 e 125%, o terceiro - no qual Portugal se inclui, situando-se no seu limite inferior - entre 75 e 100%, o quarto a valores entre 75 e 50% e o quinto correspondente a países com o PIB per capita em PPC inferiores a 50% da média da União Europeia.
De acordo com a metodologia adoptada pelo Eurostat e a OCDE, o indicador PPS (Paridades de Poder de Compra Padrão), define um número artificial que permite estabelecer comparações sobre a riqueza "real" dos diversos países.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje que não há mais tempo para exigências unilaterais na cimeira de Copenhaga e apelou aos líderes mundiais para chegarem a um acordo, até sexta-feira, contra o aquecimento global, para ser transformado num tratado o mais cedo possível ao longo de 2010.
“Não temos mais um ano para negociar. A natureza não negoceia”, disse o secretário-geral da ONU, na abertura do segmento de alto nível da conferência climática.
Ban Ki-moon, o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen, e a presidente da cimeira, Connie Hegehaard, fizeram discursos carregados de dramatismo, revelando uma preocupação que paira em Copenhaga: a de que os líderes mundiais que estão agora a chegar não consigam resolver todos principais pontos de conflito para um novo tratado.
“O mundo está a observar, a prender literalmente a respiração. Temos até ao final desta semana”, disse Lars Rasmussen.
“Nos próximos três dias, temos uma oportunidade única. Podemos escolher entre a glória ou a vergonha”, acrescentou Connie Hedegaard.
E vocês, meus caros bloguistas, que expectativas têm relativamente ao desfecho desta Cimeira? Será que vamos ainda a tempo de a Humanidade, através dos seus representantes na Cimeira, chegar a um acordo abrangente que inclua todos os países, ricos ou pobres (ainda que com responsabilidades diferentes)? Será mais uma oportunidade perdida?
Deixem ficar aqui os vossos comentários e, em complemento, participem na sondagem sobre o mesmo assunto que se encontra no canto superior direito do blogue.
Vejam dois vídeos com piada. O primeiro é um anúncio publicitário em animação que promove as vantagens de viajarmos em grupo, utilizando os transportes públicos.
O segundo mostra-nos uma linha de comboio da Tailândia que passa literalmente por um mercado de rua tipicamente oriental. O comboio vai mesmo até ao mercado.
Ainda a música irlandesa, tão rica e tão diversificada. Hoje fiquem com os The Cranberries , uma banda de rock alternativo irlandesa que ganhou notoriedade durante a década de 1990, e o tema "Just My Imagination". O videoclip é bonito e bastante imaginativo, tal como o título. As questões do ambiente estão presentes.
A raposa do Árctico, o coala e o peixe-palhaço estão entre as dez espécies escolhidas para representar os impactos das alterações climáticas na biodiversidade, revelou a UICN (União Mundial para a Conservação).
A lista das espécies que mais têm a perder com o aquecimento global, apresentada esta manhã durante a conferência de Copenhaga, inclui nomes bem conhecidos de todos, como o pinguim-imperador, o coala, a baleia-branca e o peixe-palhaço. O grupo fica completo com a raposa do Árctico, o salmão, a foca-anelada, a tartaruga de couro, a árvore africana Aloe dichotoma e a espécie de coral Acropora cervicornis.
“Algumas das nossas espécies favoritas estão ameaçadas por causa das emissões de dióxido de carbono”, comentou Wendy Foden, co-autora do relatório “Species and Climate Change”.
Entre as espécies com um futuro mais negro estão aquelas que vivem nas zonas polares. A foca-anelada vê-se obrigada a deslocar-se cada vez mais para Norte, à medida que o gelo no mar, do qual depende para cuidar das suas crias, vai recuando. O pinguim-imperador, adaptado às condições rigorosas da Antárctica, vive o mesmo problema.
A tundra no Árctico, onde vive uma espécie de raposa de pelagem branca, está a regredir à medida que temperaturas mais elevadas transformam este habitat em floresta.
Mas as ameaças também se sentem no mar. A baleia-branca enfrenta maior pressão das actividades humanas porque o desaparecimento do gelo no mar abre zonas outrora inacessíveis.
Os impactos climáticos não se limitam aos Pólos. Nos trópicos, os corais Acropora cervicornis estão ameaçados pela subida da temperatura das águas. Muitos não resistem ao fenómeno conhecido como branqueamento, quando oceanos mais ácidos, em resultado da absorção de cada vez mais dióxido de carbono, enfraquecem as estruturas dos recifes de coral.
Também o peixe-palhaço, mais conhecido pelo filme “À procura de Nemo”, é uma das vítimas de um clima em mudança. As águas mais ácidas diminuem as suas capacidades para encontrar as anémonas das quais dependem para se refugiarem de predadores.
O salmão vive com níveis de oxigénio na água mais baixos e o coala australiano está ameaçado pela má nutrição, devido ao declínio da qualidade nutricional dos eucaliptos, dos quais se alimenta. As tartarugas de couro estão a perder os habitats onde põem os ovos e a árvore Aloe dichotoma, do deserto da Namíbia ao Sul do continente africano, sofre com períodos de seca acentuada.
“Várias das espécies deste relatório já constam da Lista Vermelha da UICN devido a outras ameaças, como a destruição dos habitats ou caça ilegal. Mas outras rapidamente entrarão nessa lista por causa das alterações climáticas”, salientou Jean-Christophe Vié, da UICN.
Deixem ficar o mapa aberto uns minutos e depois leiam a informação global.
Passem o rato por cima de cada país...
Mapa impressionante!... Além de indicar quantos nascem e morrem no mundo a cada instante, indica a população de cada país e as emissões de CO2, colocando o cursor em cima de cada país. É impressionante o movimento na China e na India...
Se verificarem bem, constatarão que a população da Europa não se consegue substituir. Em contrapartida, a África e a Ásia não param de aumentar.
De volta à musica e, ainda na Irlanda, agora num género muito diferente do anterior mas igualmente muito bom. De novo os U2, um dos grupos mais assíduos neste blogue. Hoje fiquem com Bad, uma canção de 1984 do album "The Unforgettable Fire", numa actuação ao vivo em Boston (EUA) em 2001.
Numa altura em que se comemorama o dia Internacional dos Direitos do Homem (10 de Dezembro), comunidade internacional tem, nos últimos dias, estado atenta à situação dramática de uma cidadã do Saara Ocidental (Aminetu Haidar) que foi expulsa do seu território pelas autoridades marroquinas, encontrando-sa há 25 dias em greve de fome na ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha).
Aminatou Haidar, nascida em 24 de Julho de 1966 no Saara Ocidental, também conhecida por Aminatu ou Aminetu, é uma defensora dos Direitos Humanos do povo sarauí e líder activista pela independência do Saara Ocidental, em grande parte ocupado pelo vizinho Marrocos. É por muitos conhecida pela "Saharawi Gandhi" pelos seus protestos feitos de uma forma pacífica, incluindo greves.
O Saara Ocidental (Sara Ocidental ou Sahara Ocidental) é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, por onde faz fronteira com a região autónoma espanhola das Canárias. Capital: El Aaiún. O Sahara Ocidental está na Lista das Nações Unidas de territórios não-autónomos desde a década de 1960. O controlo do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário. Em 27 de Fevereiro de 1976, este movimento proclamou a República Árabe Saarauí Democrática (RASD) um governo no exílio. A RASD é reconhecida internacionalmente por 45 Estados e mantém embaixadas em 13 deles, sendo membro da União Africana desde 1984, carecendo no entanto de representação na ONU. O primeiro Estado que reconheceu a RASD foi Madagáscar em 28 de Fevereiro de 1976.
Vejam agora a notícia do jornal de Notícias publicada hoje na sua página electrónica:
Haidar quer voltar ao Sara "viva ou morta"
"Só quero regressar ao Sara Ocidental, com passaporte ou sem ele, viva ou morta". Aminetu Haidar, activista sarauí em greve de fome em Lanzarote, afirmou, ontem, quinta-feira, acreditar que Marrocos cederá à sua vontade.
Ontem, Aminetu apareceu visivelmente enfraquecida perante os jornalistas que a aguardavam, no aeroporto de Lanzarote, nas ilhas Canárias, para uma conferência de Imprensa. Com 25 dias de greve de fome completos, depois de ter sido expulsa pelo Governo marroquino, que a tem impedido de regressar ao país, a activista mal conseguia olhar para as objectivas dos fotojornalistas.
Haidar respondia a uma jornalista que lhe perguntou se aceitaria regressar ao Sara Ocidental se Marrocos fizesse chegar um passaporte marroquino a Lanzarote, através das autoridades espanholas.
A activista, que falou à Imprensa numa cadeira de rodas, visivelmente enfraquecida e com a voz fraca, afirmou que o seu moral está "mais elevado que nunca", uma vez que o "alimenta diariamente" e "suaviza o sofrimento", sobretudo quando fala com os dois filhos.
A uma jornalista que lhe perguntou se acredita que Marrocos pode "ceder à pressão internacional", Haidar respondeu: "Acredito que sim". E renovou o apelo ao Governo espanhol para que se empenhe no seu regresso, considerando que "o que fez até agora não é suficiente".
Ontem, o ministro da Justiça marroquino, Abdelwahed Radi, voltou a defender que a solução para a situação da activista sarauí Aminatu Haidar "está nas suas mãos". "O Governo espanhol fez tudo o que era possível. Propôs a nacionalidade, propôs alojamento, propôs trabalho (...). Ela recusou tudo", referiu o ministro, acrescentando que existem pessoas que estão a "empurrar" a activista para "morrer como uma heroína".
Haidar confirmou que há alguns dias redigiu, perante um notário, o seu testamento vital e disse que, quando chegar o momento, "toda a gente" saberá o que ele contém.
O júri chamou-lhe "loving cloud" e disse que era a junção perfeita da geologia do vulcão Licancabur, na fronteira entre o Chile a Bolívia, com a meteorologia das nuvens sobre a montanha que preenchiam o equilíbrio delicado da fotografia captada pelo geólogo e fotógrafo amador português Hugo Machado. Ele é o vencedor da categoria "Lugares" do prémio internacional da "National Geographic".
A temperatura média em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930, segundo dados do Instituto de Meteorologia. Hoje (dia 8 de Dezembro de 2009) em Copenhaga, a Organização Mundial de Meteorologia divulgou que a década de 2000 a 2009 deverá ser “a mais quente já alguma vez registada”.
A temperatura média em Portugal subiu 1,2 graus desde 1930. Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus.
“Estamos a bater recordes sucessivos de Verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias”, disse Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).
“Tudo o que ultrapassa os dois graus [de aumento da temperatura] em relação a 1990 tem consequências com irreversibilidade nos ecossistemas e poderá gerar catástrofes, como aconteceram já no passado, mas com mais intensidade”, acrescentou.
O Instituto de Meteorologia tem um projecto em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para estudar cenários climáticos e medir os seus impactos no continente. “Temos que actuar ao nível da adaptação. É necessário estimar o que vai acontecer para que os vários sectores tenham medidas adequadas às alterações climáticas. Tudo o que estiver na mão do Homem deve ser tentado e conseguido”.
O IM dispõe também de um observatório de secas que antecipa situações de falta de água para que os serviços tomem medidas de precaução. As previsões já apontam para uma diminuição da frequência das chuvas, para um aumento das temperaturas médias e dos valores extremos.
Década 2000 a 2009 deverá ser a mais quente desde que há registo
Hoje, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) revelou na conferência de Copenhaga que a década de 2000 a 2009 será, provavelmente, “a mais quente já alguma vez registada”.
Para o ano 2009, os dados provisórios indicam que deverá ser o quinto mais quente, em termos de temperaturas médias à superfície do planeta. Michel Jarraud, secretário-geral da OMM adiantou que os resultados definitivos deverão ser anunciados em Março de 2010.
De momento, 2009 já é o terceiro ano mais quente alguma vez registado na Austrália. A China viveu a pior seca dos seus últimos 30 anos. E no final de Julho, numerosas cidades canadianas, como Vancouver e Vitcória, registaram as temperaturas mais elevadas da sua história.
“Vivemos uma tendência de aquecimento, não temos dúvidas quanto a isso. Mas não podemos fazer previsões para o próximo ano”, explicou, quando questionado pelos jornalistas.
Também o britânico Met Office Hadley Centre revelou hoje os seus dados. Segundo este instituto, as temperaturas médias globais têm vindo a aumentar desde 1850, com uma aceleração a partir de 1970. Esta conclusão baseou-se nos dados recolhidos em 1500 estações meteorológicas espalhadas por todo o mundo, utilizadas para monitorizar o clima.
Os representantes de 192 países estão reunidos na capital dinamarquesa, até 18 de Dezembro, para concluírem um acordo mundial de luta contra o aquecimento global. O objectivo maior é limitar o aumento da temperatura nos dois graus, em relação aos níveis pré-industriais.
De volta à Irlanda e à sua música. E aproveitando uma proposta da Diana Lemos do 12º I, ficamos com Celtic Woman e a belíssima canção tradicional irlandesa "Isle of Inisfree".