sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Muros ao redor do mundo: México-Estados Unidos, Israel-Cisjordânia e Rio de Janeiro (favelas)

Muro entre os EUA e o México, em pleno deserto


No dia 9 de Novembro comemoramos os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Infelizmente existem ainda outros muros em diversas regiões do Globo que continuam a envergonhar a humanidade. Há dias escrevi sobre o muro que a Índia está a construir ao longo da sua fronteira com o Bengladesh.

Hoje é a vez de fazer referência a outros muros: o que os EUA começaram a construir ao longo da sua fronteira com México, em 1991, e que serve para combater a imigração ilegal de mexicanos e de outros povos latino-americanos; o muro que Israel construi a partir de 2002 que separa este país da Cisjordânia (território palestiniano) e, ainda, os muros que a cidade do Rio de Janeiro (Brasil) está a contruir para isolar as populações de algumas favelas mais problemáticas das áreas mais ricas da cidade.

Fiquem com um conjunto de artigos da BBC Brasil sobre estes muros, que são complementados com vídeos com reportagens alusivas ao assunto.


Muro entre os EUA e o México

A fronteira entre o México e Estados Unidos tem 3,2 mil quilómetros. O governo americano construiu um muro de metal num terço de sua extensão. Estima-se que foram investidos mais de 2,4 milhões de dólares na barreira para dificultar a passagem de imigrantes ilegais vindos do México e América Central.

A construção do muro começou em 1991, mas foi em 1994 que os Estados Unidos decidiram intensificar a segurança sob a chamada “Operação Guardião”.

Em quinze anos, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México, mais de 5,6 mil imigrantes ilegais morreram a tentar cruzar a fronteira. A maioria, em consequência das altas temperaturas do deserto.

Centenas de famílias ficaram separadas pelo muro que actualmente praticamente impede o contacto entre os dois lados.

Em alguns pontos da fronteira, além do muro há três cercas de arame que impedem qualquer tipo de contacto entre os dois lados. Com a altura média de 4 ou 5 metros, o muro tem sido equipado recentemente com uma série de dispositivos tecnológicos como detectores infravermelhos, câmaras, radares, torres de controlo e sensores de terra para controlo mais eficiente da fronteira.





Muro entre Israel e a Cisjordânia (Palestina)


Em 2002, o governo israelita iniciou a construção da barreira de separação entre Israel e a Cisjordânia, alegando como objectivo a proteção de seus cidadãos de ataques palestinos.

O que para Israel é uma “parede de segurança” é interpretado do lado palestino como um “muro de apartheid”.

A barreira divisória é ilegal segundo a legislação internacional.

Quando terminada, aproximadamente 85% da barreira estará sobre território palestino ocupado, que inclui Cisjordânia e Jerusalem oriental.

Somente 15% da estrutura segue a chamada “linha verde”, a demarcação estabelecida no armistício de 1949 entre Israel e Cisjordânia, hoje reconhecida internacionalmente como fronteira entre ambos os territórios.

Segundo dados das Nações Unidas de Julho de 2009, 58,3% da barreira estão terminados.






Muros na cidade do Rio de Janeiro (áreas pobres/áreas ricas)

O governo do estado do Rio de Janeiro está construindo desde o começo do ano vários muros ao redor de algumas das favelas e bairros pobres que crescem nos morros da cidade.

No total, 13 favelas ficariam rodeadas pelos muros.

Segundo as autoridades, o objectivo é evitar que as construções precárias dessas comunidades destruam a vegetação da Mata Atlântica que resta ao redor das favelas.

No morro de Santa Marta já foram construídos mais de mais de 600 metros de muro, enquanto que na Rocinha o governo concordou em limitar a parede às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.

Para alguns críticos, os muros do Rio de Janeiro teriam o objectivo de separar as partes mais pobres da sociedade das mais ricas no que contaria como um "apartheid" social.





Fonte: BBC Brasil

Para visionarem a grande reportagem da RTP "Os Muros da Fé" sobre os muros de Belfast e de Nicósia cliquem aqui.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O que faz você pelo Ambiente?


O jornal Público continua a promover uma actividade designada por "O que faz você pelo ambiente?" que está ao alcance de cada um de vocês. O jornal depois publica os trabalhos no seu site em http://blogs.publico.pt/queFazPeloAmbiente/


Passo a transcrever a proposta do Jornal:


Vai de autocarro para o trabalho?

Compra alimentos biológicos uma vez por mês?

Escreve na parte de trás das folhas?

Diga-nos, num máximo de mil caracteres, de que forma está a contribuir para a sustentabilidade do planeta.

Envie-nos os seus textos para
ecosfera@publico.pt´



O desafio que vos faço é não só enviar os vossos trabalhos para o jornal mas também para este blogue partilhando com todos os seus leitores e participantes.

sábado, 14 de novembro de 2009

Grow Up, Cool Down

Na sequência do tema do post anterior, este vídeo da Greenpeace alerta-nos para o problema do aquecimento global e para o desaparecimento dos glaciares, focalizando no glaciar de Upsala na Argentina que actualmente está muito reduzido quando comparado com a sua dimensão há 100 anos atrás.

If we do not take action against climate change the world around us will change dramatically within our life time.

Vinte icebergues da Antárctida a caminho da Nova Zelândia


Mais uma notícia inquietante relacionada com o problema do aquecimento global. A notícia vem da Nova Zelândia: pelo menos 20 icebergues com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros, dirigem-se do Norte da Antárctida para a Nova Zelândia estando já próximos da ilha Macquarie. Vejam a notícia do Público do dia de hoje:

Há uma semana, os cientistas do programa polar australiano nem queriam acreditar no que viam, quando um bloco de gelo foi avistado a oito quilómetros da ilha. Tinha 50 metros de altura e 500 de comprimento.

Dean Miller, biólogo australiano do programa polar, foi o primeiro a avistar o icebergue. "Nunca tinha visto nada igual. Olhei para o horizonte e vi uma enorme ilha de gelo a fluturar", contou ao jornal "The Guardian".

Desde então, mais icebergues têm-se aproximado da ilha, flutuando ao sabor das correntes. Nas últimas 24 horas foram avistados pelo menos quatro, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros.

O glaciologista daquele programa, Neal Young, afirma que existem pelo menos 20 icebergues em redor da ilha. É raro que estes blocos de gelo subam tanto para Norte e entrem em águas menos frias, salienta. "Das imagens de satélite podemos observar um grupo de icebergues, abrangendo uma área com cerca de mil por 700 quilómetros, distanciando-se da Antárctida com a corrente oceânica", lê-se num comunicado. O especialista acredita que estes icebergues são fragmentos recentes de um enorme bloco que se separou há nove anos da plataforma de gelo Ross.

O responsável pela estação na ilha, Cyril Munro, diz que esta tem sido uma semana excitante para os cientistas. "Todos têm os olhos postos no horizonte". Os cientistas que trabalham na ponta mais a Sul da ilha "ficaram espantados por verem aqui um icebergue com dois quilómetros", acrescentou. Os blocos de gelo deverão continuar para Norte e Este, em direcção à Nova Zelândia.

Gelos na Gronelândia também trazem novidades

Icebergues a caminho da Nova Zelândia são um cenário que poderá dar novos argumentos para as negociações climáticas na cimeira de Copenhaga, em Dezembro. Mas a verdade é que a Antárctida não tem a exclusividade nestas questões.

Ontem, a revista "Science" revela que o gelo da Gronelândia está a desaparecer mais depressa do que nunca. De 2006 a 2008, Verões mais quentes do que o costume elevaram o degelo a um ritmo sem precedentes, com uma perda anual de 273 quilómetros cúbicos, concluiu a investigação, que recorreu a imagens de satélite e a um modelo atmosférico regional.

A camada de gelo da Gronelândia contém água suficiente para causar uma subida média do nível do mar de sete metros, afirma aquela universidade. Desde 2000, a camada de gelo perdeu cerca de 1500 quilómetros cúbicos, o que representa uma subida de cinco milímetros.

"A perda de massa na Gronelândia tem vindo a acelerar desde o final da década de 90 e as causas do fenómeno sugerem que esta seja uma tendência para continuar num futuro próximo", lê-se num comunicado assinado por Jonathan Bamber, um investigador da Universidade de Bristol que participou no estudo.

Segundo os investigadores (das universidades de Utrecht, Delf e Bristol; do Instituto de Investigação Marinha e Atmosférica; do Real Instituto de Meteorologia da Holanda; e o Jet Propulsion Laboratory), esta perda de massa gelada explica-se com o aumento do degelo à superfície e com o facto de os glaciares estarem a dirigir-se mais rapidamente para o oceano.

Até 2100, o nível médio do mar deverá subir entre 28 e 43 centímetros, estima o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409759

Galiza e Irlanda

Em complemento ao post anterior, deixo-vos dois vídeos promocionais do turismo da Galiza (Noroeste de Espanha) e da República da Irlanda (Eire). Vejam as paisagens belíssimas destes destinos turísticos que já tive o privilégio de conhecer. Aliás a Galiza é um pouco como a minha segunda pátria, onde gosto muito de estar e onde me sinto muito bem. Não se esquçam que estamos a pouco mais de 100 Km e a uma hora de distância. É já aqui!




Carlos Nuñes e Chieftains - mais um bocadinho de sonoridades celtas da Galiza e da Irlanda

Como já disse há dias sou um grande apaixonado pela música com sonoridades celtas. Mais uma vez, mostro-vos um pouco mais das músicas do gaiteiro galego Carlos Nuñes e dos irlandeses Chieftains. E mais uma vez os sons tradicionais da Galiza cruzam-se com os da Irlanda numa harmonia belíssima.

Carlos Nuñes e The Chieftains - Irish Dance Set (reparem no trabalho notável de percussão e dos dançarinos irlandeses)



Carlos Nuñes - Amanecer




Carlos Nuñes - Pasacorredoiras


Há água na Lua

A NASA descobriu grandes quantidades de água na Lua. O anúncio foi feito pela agência espacial norte-americana, depois de revelados os dados da sonda LCROSS que há um mês cumpria uma missão no satélite terrestre.

Os cientistas esperam que o líquido, congelado há milhões de anos, revele segredos sobre a formação do sistema solar.

“Encontrámos água e não encontrámos só um bocadinho, foi uma quantidade significativa. Se recordarem que há um mês falávamos em colheres de chá, agora posso dizer-vos que na cratera que a LCROSS fez, a 20 ou 30 metros, encontrámos talvez uma dezena destes baldes de dois galões de água”, disse Anthony Colaprete, investigador principal da sonda.

A NASA também acredita que a descoberta de água no subsolo lunar permitirá reforçar as condições para a construção uma base a partir da qual serão lançadas missões de exploração espacial, nomeadamente de voos habitados rumo a Marte.

Perto de meio século depois da primeira missão Apollo à Lua, a descoberta desta sexta-feira ultrapassa todas as expectativas dos cientistas e poderá dar novo fôlego o programa espacial norte-americano.

Fonte: http://pt.euronews.net/2009/11/14/nasa-confirma-agua-na-lua/


Vejam se seguida um vídeo com uma reportagem de uma televisão brasileira sobre esta grande descoberta da NASA.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Metro de Tóquio em hora de ponta

Este vídeo mostra a grande confusão e aventura que é andar de metropolitano em hora de ponta na gigantesca cidade de Tóquio.

Tóquio é o centro da maior megacidade do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as províncias japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de um quarto de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio. A população desta região metropolitana é de 37 milhões de habitantes, e a sua área urbananizada é de aproximadamente 5 200 km².

O metro de Tóquio tem 13 linhas com um comprimento total de 286,2 km, fazendo dele o terceiro maior do mundo, a seguir a Nova Iorque e Londres.

A hora de ponta na maior megacidade do Mundo é semelhante à de qualquer outra megalópole com uma exceção: os japoneses disciplinaram-se para conviver com ela. Os passageiros do metro que querem tentar um cobiçado assento formam uma fila ao lado daqueles que preferem partir rapidamente. Assim que o comboio fecha as portas, a fila dos que esperaram para viajar sentados desloca-se para o lugar da outra. É um movimento tão sincronizado que parece ensaiado. Funciona perfeitamente. As pessoas espremem-se no metro, onde funcionários, os "Oshiyás" (empurradores) com uniforme azul-marinho e luvas brancas tratam de empurrar vigorosamente os passageiros pela carruagem dentro. Tudo para manter a eficiência no atendimento à população. Sem atrasos, sem demora.

O desconforto de viajar colado ao corpo de estranhos é compensado não só pela pontualidade, mas também pela organização e abrangência da rede. São 283 estações e 292 quilómetros de linhas.


Preparação para os exames nacionais de Geografia A


Pensando especificamente nos alunos do 11º ano de Geografia A que vão ter exame nacional no final do ano lectivo, têm aqui dois links ao site do GAVE que poderão ser muito úteis para a se prepararem para o referido exame.


Os links são os seguintes:

http://www.gave.min-edu.pt/np3/103.html (enunciados e os critérios de classificação dos exames nacionais dos anos anteriores).


Assim, já podem ir treinando as questões de exame que poderão encontrar nos dois endereços.

A competitividade dos trabalhadores portugueses é inferior a 30 por cento da média europeia


Um relatório da Associação Industrial portuguesa (AIP) revela mais uma vez um facto que é extremamente penalizador para a competitividade das empresas portuguesas e para a economia nacional: a produtividade em Portugal é 30 por cento inferior à da média europeia.

Para Jorge Rocha de Matos, presidente da associação, este indicador envergonha Portugal.

Este é um assunto deveras preocupante para o futuro do país. É a nossa sobrevivência enquanto povo e nação que está em causa. Não se esqueçam que o futuro começa hoje e é na própria Escola que deve começar a mudança de mentalidades. Todos nós devemos ser mais produtivos. Os alunos deveriam aproveitar melhor o seu percurso escolar, aproveitar melhor o trabalho desenvolvido pelos professores e desenvolver ao máximo as suas capacidades e competências de modo a que, num futuro muito próximo, possam ser mais úteis ao país e contribuir para a inversão desta situação. O atraso do nosso país não pode ser encarado como uma fatalidade. Todos podemos contribuir para um país melhor e mais competitivo.



Vejam agora a notícia da TSF on line publicada ontem:


O indicador de produtividade apresenta um valor de 70,8 por cento da média da União Europeia em 2008, o que significa que Portugal produz em média menos 30 por cento do que os restantes países europeus.

«Este é sem duvida o indicador mais critico e que nos envergonha, pois nenhum país consegue afirmar-se competitivamente, crescer e desenvolver-se de forma sustentada sem que a produtividade aumente significativamente», disse o presidente da AIP, frisando que alterar esta situação é um «desafio colectivo» que Portugal deve abraçar.

No que diz respeito à educação e à formação, o relatório da competitividade diz que Portugal está muito aquém da meta estabelecida para 2010 pelo plano tecnológico. Em 2008, apenas 54,3 por cento dos jovens completaram o ensino secundário.

A eficiência energética merece também nota negativa, aparecendo na cauda da Europa.

Perante estes dados, Jorge Rocha de Matos defendeu que é urgente uma convergência entre empresários e o Estado, por considerar que a resposta necessária não pode passar unicamente pelos empresários ou pela administração pública.

Na opinião do responsável da AIP, essa convergência é essencial para conseguir aproximar Portugal da União Europeia.

Apesar de as questões essenciais terem nota negativa neste relatório, há também a salientar dados positivos, como um aumento do número de licenciados em ciências e tecnologia e, pela primeira vez, um excelente destaque a fontes renovareis no consumo de electricidade.

O documento destaca ainda que pela primeira vez Portugal está na lista dos países moderadamente inovadores.

Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1417251

Vejam agora uma reportagem da RTP alusiva ao mesmo assunto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ONU: Assembleia Geral apoia formalmente Aliança das Civilizações


No passado dia 10 de Novembro a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução em que pela primeira vez apoia formalmente a iniciativa da Aliança de Civilizações, liderada pelo ex-presidente português Jorge Sampaio, e o seu propósito de fomentar o diálogo entre as culturas.
Os 192 países que integram a ONU aprovaram por consenso a resolução co-patrocinada por quase uma centena de países, que foi discutida no âmbito de uma reunião dedicada à cultura de paz.
No documento redigido pela Espanha, a Turquia expressa um "apoio continuo à Aliança das Civilizações e anima os seus responsáveis a prosseguir o trabalho mediante diversos projectos práticos nas esferas da juventude, educação, meios de comunicação e migrações".


Para conhecerem melhor o que é esta iniciativa liderada por um português cliquem no seu site oficial: http://www.unaoc.org/

Natureza emenda erros do homem e ajuda a salvar Planeta

E agora uma boa notícia que vem do JN on line e que nos mostra que apesar dos erros do Homem, a natureza parece que vai conseguindo, de algum modo, dar a volta à situação corrigindo alguns problemas ambientais, o que poderá levar os cientistas a rever as previsões sobre o ritmo do agravamento do aquecimento global.




Água resultante do degelo de glaciares favorece absorção de CO2 pelo fitoplâncton, o que ajuda a combater o aquecimento global.


O gelo que derrete dos glaciares próximos da Península Antárctica devido ao aquecimento climático acelera o próprio processo de "descongelação" mas também permite ao oceano reter o dióxido de carbono absorvido pelo fitoplâncton, concluíram investigadores.

Segundo os cientistas do centro de investigação British Antarctic Survey, a maior parte dos efeitos do aquecimento climático tem um retorno ou efeito de retroacção positivo: sem gelo, o calor da radiação solar é menos reflectido na atmosfera e mais absorvido pela água, o que acelera o mecanismo de degelo.

No entanto, a absorção de CO2 pelo fitoplâncton oceânico retarda o aquecimento, destacaram os investigadores britânicos, que publicaram hoje os seus trabalhos na revista digital "Global Change Biology".

Durante os últimos 50 anos, cerca de 24 mil quilómetros quadrados de gelo derreteram em redor da Península Antárctica, o que provocou eclosões de fitoplâncton, que absorve o carbono por fotossíntese.

A parte do fitoplâncton que não é consumida pelos animais marinhos deposita-se no fundo do mar.

O investigador Lloyd Peck e os seus colegas consideram - com base em fotografias de algas verdes captadas na zona - que 3,5 milhões de toneladas de carbono (o equivalente a 12,8 milhões de toneladas de CO2) ficavam no fundo do oceano perto da Península Antárctica.

Esta quantidade equivale à capacidade de armazenamento de dióxido de carbono que têm 6.000 a 17 mil hectares de floresta tropical, segundo os autores da investigação.

Trata-se de uma gota de água, se comparada com as quantidades de CO2 resultantes da utilização dos combustíveis fósseis e da desflorestação, que ascenderam a 8,7 mil milhões de toneladas em 2007.

"É, ainda assim, uma descoberta importante", na opinião de Lloyd Peck, para quem o fenómeno é um sinal da "capacidade da natureza para contrariar as adversidades" e deve ser tido em conta nas futuras previsões relativas às alterações climáticas.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1417106

População portuguesa é a que envelhece mais depressa na UE


Segundo um relatório apresentado hoje no Parlamento europeu em Bruxelas pelo Instituto de polítia Familiar (IFP) Portugal é o país da União Europeia em que a população está a envelhecer mais depressa. Esta é mais uma situação deveras preocupante para o nosso país e para os outros países da UE, que pode pôr em causa o nosso futuro.


Vejam agora a notícia do Público on line publicada hoje:


A organização refere que as pessoas com mais de 65 anos passaram de 11,2 por cento em 1980 para 17,4 por cento em 2008. Imediatamente atrás de Portugal segue a Espanha, segundo o mesmo documento, que adianta que uma em cada cinco pessoas tem mais de 65 anos em Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Suécia. A Irlanda é o país com a população mais jovem, com uma média de 35,1 anos. Em Portugal, a média é de 40,5.

Também a par da Espanha e da Itália, no âmbito da União Europeia a 15, Portugal é referido como o país que oferece menos assistência às famílias (1,2 por cento do Produto Interno Bruto - PIB), estando abaixo da média europeia, que é de 2,1 por cento do PIB. Os valores dos benefícios sociais para as famílias variam entre 23 e 2158 euros no espaço comunitário. Mas dentro dos 15, Portugal (151 euros anuais por pessoa, dados de 2006) e Espanha (212 euros) são apontados como os que menos dão assistência.

Portugal, tal como seis outros países, é indicado como tendo restrições nos rendimentos que impedem um grande número de famílias de receber benefícios directos para as crianças. O IPF também caracteriza como “nível crítico” a taxa de nascimento de 1,34, embora acima da Eslováquia, que tem o valor mais baixo da UE (1,25).

"Inverno demográfico"

A Europa está "imersa num nunca visto Inverno Demográfico", refere o mesmo instituto, ao lembrar o défice anual de nascimentos, o aumento dos abortos e a “explosão” de divórcios.

O relatório refere o aumento de idosos em relação aos menores de 14 anos, o decréscimo de 775 mil nascimentos anuais numa comparação com dados de há 26 anos (menos 12,5 por cento), a realização de 1,2 milhões de abortos, a descida de mais de 725 mil casamentos por ano e um milhão de divórcios. "O aborto e o cancro são as principais causas de morte", assinalou. A cada 27 segundos há um aborto nos 27 e a cada três minutos uma rapariga jovem interrompe uma gravidez, refere o relatório.

"Desde 1990 houve 28 milhões de abortos na União Europeia. Tantos como a população de Malta, Luxemburgo, Chipre, Estónia, Eslovénia, Letónia, Lituânia, Irlanda, Finlândia e Eslováquia", lê-se. Para o IPF, é necessário redireccionar as políticas da família dos países da União Europeia, de forma a encará-las como "um grupo social, económico, educativo e emocional” e não apenas “individualmente".

O relatório sublinha que tem sido a imigração a principal alavanca para o crescimento da população nos 27 e adianta que a Europa é cada vez mais um velho continente: há 85 milhões de idosos contra 78,5 milhões de jovens abaixo dos 14 anos. A média de idades fixa-se nos 40,3 anos, um aumento de três anos em 15 anos.

O IPF refere que se a pirâmide demográfica continuar a inverter-se, em 2050 a população europeia perderá 27,3 milhões de pessoas, caindo para 472 milhões, e a Alemanha será o país mais afectado. O documento também refere que uma em cada três crianças nasce fora do casamento, em especial na França e Reino Unido. O documento refere ainda haver 43 por cento de pessoas não casadas contra 45 que contraíram matrimónio.

"Há mais de um milhão de divórcios, o equivalente a um colapso de casamento a cada 30 segundos. Mais de 10,3 milhões de divórcios em 10 anos (1997-2007) na EU dos 27 afectou mais de 17 milhões de crianças", lê-se. Por outro lado, duas em três famílias não têm crianças. Em média, os agregados familiares têm 2,4 elementos. Entre os apoios, defende-se, num prazo de cinco anos, o gasto de 2,5 por cento do PIB para a Família, 125 euros mensais para crianças e durante nove meses para as grávidas.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/populacao-portuguesa-e-a-que-envelhece-mais-depressa-na-ue_1409358

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os 20 anos da queda do Muro de Berlim - II

Este vídeo é mais um contributo para a comemoração dos 20 anos da queda do Muro de Berlim.

Movimento acusa Espanha de não cumprir caudais mínimos do Tejo


O movimento Protejo, constituído por meio milhar de cidadãos e 21 organizações ambientalistas e de defesa do Tejo, sustenta que Espanha não cumpriu os caudais mínimos previstos na convenção celebrada entre os dois países ibéricos e que, no último ano hidrológico, entraram no Tejo português menos 236 hectómetros cúbicos (hm3) do que o mínimo estabelecido.

O porta-voz do movimento diz que, em Outubro, o Tejo português registou "o valor mensal mais baixo da última década", com graves consequências para os ecossistemas e as povoações ribeirinhas do Médio Tejo. Paulo Constantino contraria declarações do presidente do Instituto da Água (Inag), que referiu que os 20 hm3 de água que Espanha pretende desviar para o Parque Natural de Tablas de Daimiel não terão implicações em Portugal. O transvase agora aprovado pelo Governo espanhol envolve 66,9 hm3, que deverão ser desviados da cabeceira do Tejo.

Diz o dirigente do movimento que a medida também é contestada por muitas organizações não governamentais espanholas, que defendem que o incêndio que afecta há meses a turfa do parque de Tablas de Daimiel deve ser apagado com água de poços e da barragem de Peñarroya, "não permitindo que se saqueie a cabeceira do Tejo".

O Protejo tem dados dos caudais que passaram no Tejo na zona do Fratel no ano hidrológico de 2008/2009 que demonstram que "Espanha não cumpriu" os 2700 hm3 estabelecidos como mínimo na convenção de albufeira. Paulo Constantino diz que as autoridades espanholas deixaram "passar" apenas 2464 hm3 "devido à diminuição de caudais provocada pelos transvases para outras bacias hidrográficas de água falsamente catalogada por Espanha como "excedentária"".

E sustenta que a situação não pode ser atribuída a problemas de seca ou de falta de água. "Havia água para cumprir a convenção, mas Espanha preferiu transvasá-la para o regadio e consumo habitacional da região de Múrcia", prossegue o porta-voz do movimento, afirmando que no último ano hidrológico o país vizinho transvasou 296 hm3 de água do Tejo para as bacias do Segura e do Guadiana, mais do que suficientes para cumprir a convenção.

"Tejo não pode ser um bar aberto"

Paulo Constantino considera "lamentável que, apesar do incumprimento no ano hidrológico de 2008/2009 e da alegada promessa de reposição de água feitas pelos representantes espanhóis à comissão da convenção de albufeira, Espanha continue a realizar transvases no primeiro trimestre do presente ano hidrológico".

O dirigente do movimento sublinha ainda que o Tejo "não pode ser um bar aberto" e que não se pode aceitar "que Espanha use e abuse da água do Tejo a seu belo prazer, algo que seria inaceitável em qualquer outro rio do mundo, ainda para mais num rio internacional".

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408900

Carlos Nuñes e The Chieftains - Muiñeira de Chantada

A propósito da aula de hoje de Geografia C com o 12ºI em que falavamos, entre outros assuntos, nas consequências da massificação cultural e no modo como as diferentes comunidades locais e nacionais resistem à globalização cultural, aqui fica um belíssimo exemplo: a música folk da Galiza (Espanha) e da Irlanda.

Neste vídeo podem assistir à um excerto da actuação ao vivo da banda do gaiteiro galego Carlos Nuñes e dos velhinhos irlandeses The Chiftains. É um espectáculo belíssimo cheio de energia, felicidade e loucura (no bom sentido da palavra), em que se cruzam os músicos, intrumentos musicais tradicionais e dançarinos da Galiza e da Irlanda que têm em comum o seu passado celta. Se calhar só as pessoas que amam verdadeiramente e intensamente este tipo de música e sonoridades poderão apreciar na plenitude este vídeo. De qualquer modo não perco nada em dár-vos a conhecer outro tipo de músicas e partilhar convosco algo de que gosto muito e que já tive a oportunidade de assistir ao vivo actuações destes músicos no Festival Intercéltico do Porto.

Fiquem com a Muiñeira de Chantada, uma dança tradicional galega e que constitui um dos seus grandes símbolos da identidade cultural desta região, tão próxima de nós.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muro de Berlim: Os protagonistas da História

Ronald Reagan e Mikhail Gorbatchov


Hoje comemoram-se os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi um dos grandes símbolos de um período da História conhecido por Guerra Fria e que de uma forma vergonhosa ("Muro da Vergonha") dividiu durante 18 anos uma cidade e um povo.

O post de hoje, baseado num artigo do Público on line é dedicado a algumas das figuras políticas mundiais da época como Helmut Kohl, George W. H. Bush, Mikhail Gorbatchov, François Mitterrand e Margaret Thatcher. Que papel tiveram há 20 e nos acontecimentos que abriram caminho à queda do Muro?

Helmut Kohl

O bom gigante

No dia 9 Novembro de 1989, Helmut Kohl estava em Varsóvia. Queria começar da melhor maneira as relações com a nova Polónia que emergira da transição democrática. Na véspera, falando ao Parlamento de Bona, o homem que ficaria na história como o "chanceler da unificação", avisara: " Os nossos compatriotas que ocupam pacificamente as ruas de Berlim, Leipzig ou Dresden, manifestando-se pela liberdade (...), estão a escrever um novo capítulo da história da nossa pátria. (...) A causa da liberdade tem o tempo do seu lado." Poucas horas depois, um telefonema fê-lo interromper abruptamente a visita e regressar a Berlim. Para falar aos milhares de alemães, de Leste e de Oeste, que celebraram a abertura do Muro. Alguns dias depois, dizia aos jornalistas em Bona: "A essência da questão alemã é a liberdade."

Helmut Kohl não falhou o seu encontro com a História. Foi o primeiro a perceber que a História abria uma oportunidade rara de pôr fim em paz à divisão da Alemanha e à divisão da Europa. Dez meses depois, a Alemanha era de novo um só país. Dentro da NATO e da Comunidade Europeia. Em paz com todos os seus vizinhos. "Nós, alemães, não temos muitas razões para nos orgulhar da nossa História. Temos todas as razões para nos orgulhar da reunificação alemã."



George W. H. Bush

O Presidente indispensável

Fora durante oito anos o "vice" do Presidente (Ronald Reagan) que chamou à União Soviética o Império do Mal. Tomara posse em Janeiro de 1989 sem saber que iria liderar os acontecimentos que puseram fim à Guerra Fria. Começou por hesitar na melhor resposta à ofensiva lançada pelo líder soviético para "descongelar" o mundo. A sua Administração percebia a importância das transformações internas que Gorbatchov estava a fazer e queria apoiá-las. Não tinha as mesmas certezas perante a sua nova política externa. Em Junho, Bush decidiu ver com os seus próprios olhos. Visitou oficialmente a Polónia e a Hungria. Percebeu a dimensão dos acontecimentos. Deu luz verde para uma mudança radical de estratégia. Estava preparado para agir quando surgiu a oportunidade. Helmut Kohl encontrou nele o aliado que lhe permitiu reunificar a Alemanha. Presidiu ao impensável colapso pacífico da União Soviética. Garantiu a sobrevivência da NATO.

Com 85 anos, esteve agora em Berlim para exprimir a sua mais profunda convicção: "Os acontecimentos de 1989 não foram iniciados em Bona, Moscovo ou Washington. Mas nos corações e nos espíritos de gente privada há demasiado tempo dos direitos que Deus lhes tinham dado."



Mikhail Gorbatchov

O herói involuntário

"Ninguém chega ao poder na União Soviética contra o sistema", disse Alexandre Iakovlev, que foi o seu braço-direito. Gorbatchov subiu ao poder supremo em Março de 1985 como um homem do sistema. Não era um dissidente nem um revolucionário. Desmantelar a URSS era a última coisa que pensava fazer. Reformá-la sim. Acreditou que podia tornar o regime mais eficaz e mais humano politicamente. "A perestroika foi uma espécie de realização tardia da Primavera de Praga", escreve o Economist. Só que no coração do império. Desencadeando ondas de choque que mudaram o mundo. Pode ter sido contra a sua vontade que o Muro caiu. Nada disso lhe retira o mérito de ter conseguido compreender o sentido da História e de lhe ter facilitado o caminho. Libertou a Europa de Leste para que ela própria iniciasse a sua libertação. Estendeu a mão à América para desmilitarizar a Europa. "É tempo de remeter para os arquivos os postulados da Guerra Fria."

Numa noite cálida de Junho de 1989, à beira do Reno, o chanceler alemão disse-lhe: "Olhe para o rio. Simboliza a História (...). Pode erguer uma barragem, mas a água vai encontrar outra forma de chegar ao mar. É o mesmo com a unidade alemã e a unidade europeia." Ficou em silêncio. Despediram-se com um abraço.



François Mitterrand e Margaret Thatcher

Os que quase soçobraram

Se ainda havia dúvidas sobre as hesitações de Margaret Thatcher e de François Mitterrand perante a queda do Muro e a imparável unificação da Alemanha, que quiseram travar, a abertura antecipada dos arquivos do Foreign Office dissipou-as. A primeira-ministra britânica e o Presidente francês têm, no entanto, uma desculpa: a trágica História europeia da primeira metade do século XX. Dito de outra forma: a "questão alemã". Não foram os únicos. Nas suas memórias, Kohl diz que, de todos os aliados europeus, apenas um o apoiou imediatamente: Felipe González. Thatcher, que não acreditava na integração europeia, não via saída para o renascimento de uma grande Alemanha no coração da Europa. Fez tudo o que esteve ao seu alcance para convencer Bush a opor-se-lhe. Mitterrand, que acreditava na Europa, percebeu que o caminho era outro: amarrar solidamente a Alemanha à integração europeia. Kohl nunca perdoou à líder britânica, mas estabeleceu com o Presidente francês uma amizade que foi crucial para o futuro da Europa. Garantiu que a unificação europeia seria a outra face da unificação alemã.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/muro-de-berlim-os-protagonistas-da-historia_1409005


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A noite de Beyoncé em Berlim

A cantora norte-americana Beyoncé foi a grande vencedora da 16ª edição dos Prémios Europeus de Música da MTV, em Berlim, numa noite de glória partilhada com os U2.

Beyoncé foi eleita a melhor artista feminina e venceu os prémios de melhor canção ("Halo") e melhor vídeo ("Single Ladies").

Os Kings os Leon, nomeados em cinco categorias, não venceram nada e Lady Gaga, com outras tantas nomeações, quedou-se pelo prémio de artista revelação.

Os U2, que momentos antes tinham actuado junto às portas de Brandemburgo, foram os primeiros distinguidos da noite ao receberem o prémio de melhor banda ao vivo.

Com mais de trinta anos de carreira, a banda irlandesa levou a melhor numa categoria na qual estavam também nomeados Beyoncé, Kings of Leon, Lady Gaga e Green Day.

O guitarrista The Edge recordou que foi em Berlim que os U2 gravaram há vinte anos o álbum "Achtung Baby", um dos maiores êxitos, e Bono sublinhou que é ao vivo que a banda faz sentido.

Os norte-americanos Green Day, que abriram a cerimónia entre lança-chamas, foram eleitos o melhor grupo rock.

Com Nova Iorque em fundo, o rapper Jay-z levou para casa o prémio de melhor artista "Urban".

O rapper norte-americano Eminem continua a ser o artista mais premiado em todas as 16 edições dos Prémios Europeus de Música da MTV, com oito galardões, aos quais se juntou este noite o de "melhor artista maculino".

Os Placebo receberam o prémio de melhor banda alternativa.

Quem não passou despercebido foi a banda alemã Tokio Hotel, eleita pelo público o melhor grupo desta edição, com a audiência dividida entre apupos e gritos histéricos.

A apresentação da 16/a edição dos Prémios Europeus de Música da MTV ficou por conta, pelo segundo ano consecutivo, da cantora norte-americana Katy Perry, numa cerimónia que decorreu num ambiente de cabaret e casino - no "Katy Kat Club" -, com roleta russa e piano de cauda.

O público que encheu o O2 World (semelhante ao Pavilhão Atlântico) esteve mais concentrado em assistir às actuações, por exemplo dos Foo Fighters e dos Green Day, do que corresponder aos pedidos de aplausos e gritos solicitados pela organização da cerimónia.

É que todo o espectáculo foi produzido em função da transmissão televisiva, em directo em todos os canais da cadeia televisiva MTV, com praticamente tudo controlado ao segundo.

O que não se vê na transmissão é a flutuação de público entre os espaços de actuações, as mudanças rápidas de instrumentos em palco, o corropio de vedetas e respectivos seguranças, a entrada e saída do recinto das centenas de convidados da cerimónia.

O momento de homenagem da noite ficou reservado para Michael Jackson, com a MTV a passar o microfone aos berlinenses para que cantassem (e dançassem) nas ruas de Berlim algumas canções do rei da pop, falecido a 25 de Junho.


Vejam um vídeo com um pequeno excerto da actuação dos U2 em frente das Portas de Brandemburgo na noite do dia 5 de Novembro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Homenagem aos 50 anos de Asterix pela Patrulha de França

Pela ocasião do 50º aniversário da personagem da banda desenhada Astérix, criado em outubro de 1959, a Patrulha de França rende homemagem ao mais célebre dos Gauleses num filme espectacular realizado por Eric Magnan.

O poder das telecomunicações!...

Uma empresa de telefones móveis inglesa (T-Mobil) promoveu uma mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.

A empresa simplesmente mandou um convite pelo telemóvel: "esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito.

Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo.

Mas, na hora, distribuiram microfones, muitos, muitos, muitos mesmo, e fizeram um karaoke gigante, de surpresa!!!

E toda a gente que estava na praça, os que estavam a passar e os que nem sabiam do convite, cantaram todos juntos.

Um exemplo do poder das telecomunicações e de como uma manobra publicitária pode unir tanta gente com uma simples canção: a mítica "Hey Jude" dos The Beatles. Muito bonito!...


Wallace and Gromit

Ontem comemoraram-se os 20 anos da série de animação "Walace and Gromit".

Wallace and Gromit são personagens de Nick Park. Foram criados nos estúdios da Aardman Animations, a gigante empresa de animação de plasticina, e também a mesma que produziu o filme "A Fuga das Galinhas".

Fiquem com um trailer do filme de grande metragem "A Matter of Loaf and Death" produzido este ano.

Obras do metropolitano em Rio Tinto estão a gerar uma grande polémica


Este post é dedicado à grande polémica que está instalada quanto às obras do Metro em rio Tinto. O Movimento em Defesa do Rio Tinto acusa a empresa Metro do porto de estar a cometer uma ilegalidade ao pretender entubar mais 60 metros do rio Tinto, alterando significativamente o curso de um rio que dá nome à cidade. Por sua vez a Metro do Porto, considera que o referido entubamento é positivo visto que poderá prevenir inundações naquela área.
Seja como for, estamos, mais uma vez, perante uma acção humana que ao melhorar as acessibilidades a uma localidade (aspecto positivo), altera significativamente a natureza e a paisagem condicionando o escoamento superficial.

Vejam agora a notícia do Público de ontem:



Obras do metropolitano em Rio Tinto motivaram participação ao DIAP

O Movimento em Defesa do Rio Tinto remeteu na passada semana ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) um pedido de averiguação da legalidade do processo relativo ao traçado do metro do Porto na freguesia de Rio Tinto, em Gondomar, considerando que as obras em curso estão a promover o entubamento de mais algumas dezenas de metros do curso fluvial, mutilando a integridade daquele bem natural. A iniciativa, anunciada no blogue da associação ambientalista, será ainda acompanhada por uma exposição à Agência Europeia do Ambiente, ao Instituto da Água e à Administração Hidrográfica do Norte.

Ontem contactada pelo PÚBLICO, a Metro do Porto reconheceu que um troço do rio com uma extensão de 60 metros vai ser efectivamente entubado, acrescentando que tal resulta de uma medida preventiva sugerida pela Agência Portuguesa do Ambiente. "Trata-se de uma zona junto à Rua das Perlinhas, ambientalmente delicada, onde havia o risco de alagamento e inundação de casas e da via", explicou fonte oficial da empresa.

De acordo com o esclarecimento, a obra de prolongamento da linha C do metropolitano, cuja aprovação ficou precisamente condicionada pela concretização do projecto de regularização fluvial do rio Tinto, está a respeitar escrupulosamente aquilo que ficou assente na Declaração de Impacte Ambiental (DIA). "As obras obrigam a mexer com o canal e a adoptar algumas medidas transitórias, mas, no final, o canal será reposto, apenas com aquela excepção", assegurou fonte oficial da empresa.

Apesar da garantia expressa na DIA, o Movimento de Defesa do Rio Tinto alega que as obras em curso "estão a agravar claramente os atentados à integridade do rio", nomeadamente no troço entre a Rua da Lourinha e a Escola Básica n.º 2 de Rio Tinto. "Sugerimos que se averigue a legalidade do novo entubamento e a desconformidade entre a Declaração de Impacte Ambiental e a execução da obra, com a eliminação de várias dezenas de metros do leito natural do rio", lê-se no blogue da associação, que teme ainda que estejam a ser violadas áreas de reserva agrícola e da reserva ecológica nacional.

Considerando "desastrosos e irreversíveis" os danos já causados ao rio Tinto, o movimento alega ainda que as obras destruíram pelo menos um moinho centenário.

Troço Antas-Venda Nova

Os protestos e as dúvidas da associação, bem como o parecer negativo dado pelo Movimento Rio Tinto a Concelho, constam, ao que o PÚBLICO pôde constatar, do relatório de acompanhamento da obra que está a ser levado a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente, tendo a conformidade do projecto com a DIA sido já confirmada pela Comissão de Avaliação.

De acordo com a fonte da Metro do Porto, a obra em curso em Rio Tinto, correspondente ao troço Antas-Venda Nova, inclui um projecto de salvaguarda e regularização do curso do rio Tinto ainda a descoberto, o qual será executado numa fase posterior. O Instituto da Água, aliás, começou, em 2003, por levantar várias objecções à intervenção na zona, que violava algumas disposições legais. A Metro do Porto apresentou posteriormente uma proposta destinada a corrigir as falhas apontadas, tendo o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução sido aprovado em 14 de Abril de 2008. O projecto, refira-se, prevê concretamente "a criação de um leito composto (que se desenvolve a céu aberto) entre a ponte da Rua da Quinta da Campainha e a zona urbana das Perlinhas" e o aumento da capacidade de vazão do caudal.


Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/04-11-2009/obras-do-metropolitano-em-rio-tintomotivaram-participacao-ao-diap-18149201.htm



Para mais informações cliquem aqui (site do Movimento Em Defesa do Rio Tinto) e aqui (blogue do movimento)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Amy Macdonald - Mr Rock and Roll

República Checa ratificou o Tratado de Lisboa com assinatura do Presidente


Finalmente, o presidente da Republica Checa Vaclav Klaus, assinou ao início da tarde a lei de ratificação do Tratado de Lisboa, eliminando assim o último obstáculo à sua entrada em vigor já em Dezembro ou Janeiro.

Vejam a notícia do Publico on line de hoje:

O anúncio da assinatura foi feito pelo próprio Klaus, pouco antes de embarcar para os Estados Unidos. “Assinei o Tratado de Lisboa hoje às 15 horas (14h00 em Lisboa)”, afirmou em conferência de imprensa.

A sua assinatura tornou-se inevitável depois de o Tribunal Constitucional checo ter dado hoje de manhã luz verde à ratificação ao decretar a compatibilidade do texto com a Constituição nacional.

“Esperava esta decisão do Tribunal Constitucional e respeito-a, apesar de a desaprovar fundamentalmente”, prosseguiu Klaus, convicto de que “com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, a República Checa deixará de ser um Estado soberano”.

O Presidente checo, que durante meses fez tudo ao seu alcance para evitar a ratificação, comprometeu-se a assinar o texto depois de ter obtido na semana passada uma concessão dos líderes da União Europeia sob a forma de uma derrogação à Carta dos Direitos Fundamentais, parte integrante de Lisboa. Esta derrogação foi exigida por Klaus alegadamente para evitar o risco de a Carta ser utilizada para apoiar eventuais exigências de restituição de prioridades confiscadas aos alemães dos Sudetas expulsos depois da Segunda Guerra Mundial.

“O caminho [para a ratificação] foi uma maratona de obstáculos, mas o último obstáculo foi agora removido”, congratulou-se Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.

De acordo com as regras comunitárias, o Tratado pode entrar em vigor no primeiro dia do mês seguinte à deposição do último instrumento de ratificação em Roma. Ou seja, 1 de Dezembro, embora os líderes da União Europeia possam sempre optar por outra data.

A clarificação da situação na República Checa, o último país que ainda não tinha concluído o processo de ratificação, deverá juntar os líderes da UE brevemente em Bruxelas para uma cimeira extraordinária destinada a permitir-lhes proceder à nomeação dos dois novos cargos criados pelo Tratado de Lisboa: Presidente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa da UE.

Fredrik Reinfeldt, primeiro-ministro sueco que preside actualmente à UE, anunciou logo a seguir à assinatura de Vaclav Klaus que iniciou "as consultas" aos seus pares sobre as duas nomeações, e que fixará "logo que possível" a data da cimeira extraordinária para a formalização das decisões. Segundo Reinfeldt, o Tratado poderá entrar em vigor em Dezembro.

Sobretudo a nomeação para o Alto Representante para a Política Externa é essencial para Durão Barroso poder iniciar o processo de constituição da sua nova equipa de comissários – já que o Alto Representante será igualmente vice-presidente da Comissão.

Os nomes mais falados para este cargo são o ministro britânico dos negócios estrangeiros, David Miliband, e o italiano Massimo d’Alema, ex-primeiro ministro e ministro dos negócios estrangeiros.

Ao invés, depois de Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, ter sido dado, na cimeira de líderes dos Vinte e Sete da semana passada como definitivamente afastado para a presidência do Conselho
Europeu, as apostas convergem agora para o chefe do Governo belga, Herman Van Rompuy.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/republica-checa-ratificou-o-tratado-de-lisboa-com-assinatura-do-presidente_1408130

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O bullying nas escolas portuguesas


O "bullying" é um dos assuntos que mais me preocupa e mais me revolta nas escolas portuguesas. Para muitos, o "bullying" é uma espécie de guerra silenciosa que atinge muitos lares portugueses e "arruína a vida" de cerca de 40 mil crianças. É uma situação vergonhosa e que é o reflexo do facto de alguns alunos por se acharem mais fortes perseguem covardemente aqueles que consideram mais frágeis. Metade dos alunos das escolas são autores ou vítimas de agressões escolares. Mas os peritos alertam para a falta de preparação das escolas para lidar com o fenómeno. Estas questões estão a ser debatidas no Congresso sobre Violência Escolar e Bullying, no Centro Cultural de Moscavide, em Lisboa.

Vejam a notícia sobre este assunto que foi publicada hoje no Diário de Notícias on line:


(...) Uma das oradoras do congresso é Sónia Seixas, professora universitária, que realizou um estudo sobre violência escolar em cinco estabelecimentos públicos do 3º ciclo, na Grande Lisboa, tendo concluído que 42,2% dos alunos são agressores ou vítimas de bullying. "Os professores não estão preparados para lidar com o problema. Resolvem as situações pelo bom senso, mas sentem falta de formação", avisa Sónia Seixas, explicando que percebeu a ausência de preparação nas visitas que faz aos vários estabelecimentos de ensino para falar de fenómeno. "O bullying é um comportamento agressivo, intencional e repetido, que acontece na escola para causar dano" explica a professora, acrescentando que no seu estudo verificou que 17,9% são agressores, 17,2% vítimas e 7,1% alternam entre os dois papéis. E, diz, a maioria dos episódio acontece nos locais privilegiados do aluno: no recreio, nos corredores, nos balneário ou nas casas de banho .

Já Mário Cordeiro, pediatra, considera que as escolas não apenas não sabem como lidar com os conflitos, como ignoram a dimensão do problema. "As escolas são tolerantes demais com o bullying", diz o médico, defendendo: "Tem de haver tolerância zero". As situações de violência escolar tendem a ser resolvidas com a mudança de escola da vítima de bullying ou com a suspensão do agressor. Mas, a opinião generalizada entre os especialistas, é que estas opções não são solução.

"A escola falha quando uma criança é obrigada a mudar" defende Fernanda Asseiceira, acrescentando que os alunos têm de ser acompanhados para que não fiquem traumatizados.

O trauma revela-se em sintomas psicosomáticos (dores de cabeça, insónias, vómitos), psicológicos (tristeza, desamparo ou até pensamentos suicidas) e nos resultados escolares (desmotivação, insegurança e notas baixas).

Se a solução usada na maioria das vezes com as vitimas de bullying está errada, o mesmo se pode dizer com as sanções aplicadas aos agressores. "Não se pode optar pela suspensão, porque é um reforço do estatuto social do agressor", explica Sónia Seixas.

Para os especialistas, não há receitas mágicas, mas é preciso apostar na prevenção. E, apesar do bullying ter o seu pico quando os alunos entram na adolescência, aos 13 anos, as práticas agressivas começam cada vez mais cedo, logo no jardim-de-infância. É preciso ensinar as crianças a resolver os problemas através da mediação. Para além disso, é preciso trabalhar a auto-estima, para aprenderem a ser assertivos. "Temos de ensinar as crianças que, em vez de chorarem, devem reclamar que o colega tirou o brinquedo" explica Graça Tavares.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1393357



E o que pensam vocês deste assunto. Preocupa-vos? Já foram vítimas ou foram testemunhas de situações de bullying? Como reagiram? Denuciaram a situação? Tiveram apoio por parte dos pofessores e funcionários? E os vossos pais como lidaram com a situação?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chicken a la Carte

Ainda a propósito de tema do post anterior, fiquem com "Chicken a la carte", um pequeno filme Ferdinand Dimadura, de 2005, que já esteve em exibição neste blogue no ano lectivo anterior e que aborda o tema da fome e da pobreza trazidas pela globalização.

Europa perdeu o combate de 10 anos à pobreza

Sopa solidária no Porto

No passado sábado, dia 17 de Outubro, foi o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Apesar de ser a maior economia do planeta, a União Europeia contabiliza 79 milhões de pessoas pobres. A taxa oscila entre os 10 por cento da República Checa e os 25 da Roménia - Portugal está nos 18 %.

Vejam agora a notícia que saíu no Publico do passado dia 17:


Há dez anos, os líderes europeus tomaram uma decisão: "Provocar um impacte decisivo na erradicação da pobreza até 2010". Assinaram a Estratégia de Lisboa. O prazo está a terminar, mas dentro das fronteiras da União Europeia ainda moram 79 milhões de pobres. A taxa oscila entre os 10 por cento da República Checa e os 25 da Roménia - Portugal está nos 18. A UE prepara-se para traçar metas mais concretas para 2020.

A vice-presidente do Comité do Emprego e dos Assuntos Sociais, Elisabeth Jiménez, não usou paninhos quentes na sessão de abertura da 8.ª Mesa-Redonda sobre Pobreza e Exclusão Social, organizada pela Comissão Europeia e pela Presidência sueca Europeia, que nos últimos dois dias decorreu em Estocolmo: "Em primeiro lugar esteve sempre o crescimento económico - nunca os assuntos sociais", lembrou Elisabeth Jimenez.

Desde que a UE assumiu o compromisso de lutar contra a pobreza, em Lisboa, a situação até piorou na Alemanha, na Bélgica, na Dinamarca, na Finlândia, na Hungria, em Itália, na Lituânia, na Letónia, no Luxemburgo, na Polónia, na Suécia e na Roménia. Só em Portugal, na Irlanda, na Holanda e em Malta há registo de melhorias, segundo o Eurostat (em 2000, Portugal estava nos 21 por cento).

Uma ideia gerou consenso no encontro de dois dias: mais emprego não corresponde, necessariamente, a menos pobreza, como podem atestar os sete por cento de trabalhadores europeus pobres. Só na Alemanha, 1,3 milhões deles recorrem a prestações sociais para completar o salário. "Precisamos de novas políticas sociais", proclamou a deputada.

Mudanças nas políticas

"Nos próximos meses - talvez nas próximas semanas -, importantes decisões serão tomadas", explicou Antónia Carparelli, responsável pela unidade para as Políticas de Inclusão Social e Aspectos Sociais da Migração da Comissão Europeia. Está quase pronto o rascunho da nova estratégia - que desta vez não terá o nome de uma cidade, chamar-se-á, simplesmente, "2020".

Há um ano, a Comissão Europeia recomendou aos estados-membros assentar a luta contra a pobreza em três grandes pilares: garantia de um rendimento mínimo, políticas que favoreçam a inserção no mercado de trabalho e acesso a serviços sociais de qualidade.

Por estes, Antónia Carparelli pergunta-se: "Até que ponto essa recomendação continua válida? Até que ponto ainda é apoiada pelos estados-membros? Quando renovámos a agenda social não tínhamos ainda percebido que esta era a crise mais profunda do pós-guerra", nota Carparelli.

A economista recusa detalhes - até por não saber se se baseará no Tratado de Nice ou de Lisboa, que a República Checa ainda não assinou. Diz apenas que o presidente Durão Barroso "acredita que não se deve desperdiçar os consensos já alcançados". E defende metas "concretas, realistas, que se possam monitorizar": "A UE tem de se basear em objectivos quantitativos. Não tê-los foi uma das fraquezas da Estratégia de Lisboa".

O momento é delicado - a crise ameaça produzir seis novos milhões de desempregados até ao final de 2010. E "as decisões tomadas em tempo de crise influenciarão o futuro da UE", como salientou Trinidad Jiménez Garcia-Herrera, a ministra espanhola da Saúde e dos Assuntos Sociais, país que em Janeiro sucederá à Suécia na presidência da UE.

Há muita gente a pensar na nova estratégia. Não foi por acaso que a Rede Europeia Antipobreza (REA) pediu à comissão para declarar 2010 o ano europeu do combate à pobreza e à exclusão social, admitiu o presidente daquela estrutura, Ludo Horemans. O tema tem de marcar a agenda. O documento - cujo primeiro esboço será no final do mês aberto à discussão pública - terá de ser aprovado no próximo ano.

A par dos "perigos do mercado financeiro desregulado", a RAP vê na crise "a fraqueza de um modelo que promoveu o crescimento económico à custa da coesão social". Bate-se, por isso, por uma "EU que coloca a economia ao serviço do desenvolvimento social e sustentável".

O papel do Estado

Ludo Horemans nem quer ouvir pôr em causa os sistemas de protecção social. Por força da crise, novos grupos arriscam cair na pobreza (pela perda de empregos e habitações e pela entrada em ciclos de dívidas) e os que já lá estavam arriscam ficar mais tempo, aguentar existências mais duras. Como seria sem sistemas de protecção social?

Os sistemas de protecção "ajudaram a mitigar os piores impactes sociais da recessão", vincou, já no encerramento, o comissário europeu para o Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla. "A solidariedade é um valor fundamental da União Europeia, com todos os membros da sociedade a partilhar os benefícios em tempos de prosperidade e os fardos em tempos de dificuldade."

A longo prazo, os 27 estados-membros tem orientações para alimentar um modelo social sustentável. A curto prazo, Spidla considera "vital prevenir o círculo vicioso do desemprego de longa duração".

Maria Larsson, ministra sueca para o Cuidado dos Idosos e para a Saúde Pública, também defendeu ser fundamental evitar o desemprego de longa duração: "Quem ficar muito tempo desempregado, terá maiores dificuldades em entrar no mercado laboral quando a situação melhorar. A Suécia tem uma grande tradição de políticas de inclusão activa. E isso tem sido muito importante para manter a estabilidade económica e para prevenir a exclusão social".

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/17-10-2009/europa-perdeu-combate-de-dez-anos-contra-a-pobreza-18032861.htm

domingo, 18 de outubro de 2009

Índia vai construir um muro de mais de 3 000 quilómetros para separa este país do Bengladesh


Quando nos aproximamos da data em que a Alemanha e o Mundo, em geral, vão comemorar os 20 anos da queda do "Muro de Berlim", também conhecido pelo "Muro da Vergonha", ficamos a saber na última sexta que a Índia decidiu construir um muro com mais de 3 000 quilómetros (!!!!) para separar este país do Bengladesh, alegadamente, para impedir a imigração ilegal proveniente do país vizinho. Pelos vistos as razões também passam por questões religiosas e pelo terrorismo islâmico.

Enfim, mais um muro vergonhoso, que se soma àqueles que separam os EUA do México e Israel da Palestina (cisjordânia), entre outros.

Vejam a notícia do Público do passado dia 16 de Outubro:


Controlar uma fronteira cuja linha imaginária cruza pântanos, cursos de água e florestas praticamente impenetráveis é uma tarefa ciclópica. E tudo é ainda pior quando essa barreira política decepou comunidades e etnias, ignorou as lógicas locais e separou dois países por motivos religiosos. Hoje, a Índia, maioritariamente hindu, diz ser invadida todos os dias por imigrantes ilegais e terroristas oriundos do Bangladesh, o vizinho de maioria esmagadoramente muçulmana. Por isso, o Governo indiano decidiu construir uma vedação, em betão e arame farpado, cobrindo a maior parte (3200 quilómetros) dos mais de quatro mil quilómetros de fronteira entre os dois países.

A obra está orçamentada em 1,2 mil milhões de dólares (mais de 800 milhões de euros) e deverá ficar concluída em 2010. De acordo com observadores indianos, já está a reduzir os fluxos de imigração ilegal (os terroristas, esses, não se costumam deixam deter por barreiras físicas). Mas não é só na vertente financeira que o custo é elevado.

O puzzleda região é complexo: existem, segundo contas do jornalThe Times of India, 166 enclaves do lado errado da fronteira - 111 indianos no Bangladesh e 55 bangladeshianos na Índia. Há quem viva num país e tenha as suas terras no outro, quem compre numa aldeia e venda noutra, cruzando no processo uma fronteira que só se tornou visível quando as redes e as torres de vigilância começaram a nascer ao longo, ou mesmo no interior, da zona de 150 jardas (cerca de 137 metros) negociada pelos dois países como terra de ninguém, ou, como é conhecida, "linha zero".

Dezenas de mortos em 2009

As estatísticas falam de cerca de 800 mortos desde o ano 2000 (à volta de meia centena nos últimos seis meses, estima o diário espanholEl Mundo), os relatos dos jornalistas que visitam a região centram-se muitas vezes nos esquemas de corrupção postos em prática pelas duas forças encarregadas de vigiar a fronteira: a Border Security Force (BSF), do lado indiano, e os Bangladesh Rifles. Registaram-se várias trocas de tiros entre os militares dos dois países, com mortes à mistura, num passado recente, até porque o Bangladesh não encara com bons olhos a decisão do gigante vizinho de fortificar a fronteira.

Mas são as populações das regiões fronteiriças quem mais vezes se vê na mira das armas. Obrigados a pagar aos efectivos de ambas as polícias para fecharem os olhos às trocas comerciais e às movimentações que antigamente faziam parte do dia-a-dia das comunidades, os habitantes locais decidem por vezes não dar alimento à cobiça dos polícias, por convicção ou real incapacidade financeira. Às vezes morrem.

Muitos dos que são abatidos pelos tiros vindos do lado indiano não são imigrantes ilegais, mas sim gente que passa a fronteira com gado para vender do lado bangladeshiano - na Índia muçulmana as vacas são sagradas, o que não impede o país de ser um grande exportador de produtos bovinos... Mas não aqui, exactamente onde a tradição local sempre aceitou este tipo de transacção.

Uma nação cercada

A superpovoada Índia não tem uma boa relação com vários dos seus vizinhos e a solução de "fortificar" as fronteiras parece ter-se generalizado. A noroeste, com o Paquistão; a sudeste, com a Birmânia; praticamente a toda a volta do Bangladesh, que a Índia abraça quase completamente, o arame farpado e o betão tentam isolar a nação economicamente emergente dos seus vizinhos mais pobres.

No caso do Paquistão e do Bangladesh, há ainda o factor religioso: os imigrantes são muçulmanos. Como estas duas nações, que foram só uma até 1971 (ano em que o Bangladesh, até aí denominado Paquistão Oriental, se tornou independente), nasceram exactamente devido a critérios religiosos (foram separados da Índia em 1947, quando o Império britânico se retirou do subcontinente indiano, delimitando estes dois territórios para os muçulmanos e deixando o resto para os hindus) as tensões fronteiriças sáo históricas. Índia e Paquistão travaram três guerras entre 1947 e 1971 e a última conduziu à independência do Bangladesh, que foi apoiada por Nova Deli.

A Índia tem-se tornado mais islâmica devido à imigração (os muçulamanos seriam cerca de 13 por cento da população em 2001), enquanto no Paquistão e no Bangladesh a percentagem de hindus caiu rapidamente nas últimas décadas do século passado. Nas regiões fronteiriças da Índia com o Bangladesh o número de mu-?çulmanos aumentou de tal forma que há franjas da sociedade indiana que receiam a eclosão de conflitos étnicos - e, na Índia, um país onde os choques religiosos e os extremismos dão origem, com alguma frequência, em atentados e incidentes sangrentos, isto não é só retórica ou alarmismo.

A Índia sente-se ameaçada e, tal como outras nações já fizeram ou planeiam fazer, decidiu fechar-se atrás de muros. Mas, ao contrário do que sucede noutras paragens, esta tarefa ciclópica, que representa mais de uma vez e meia o que os Estados Unidos pretendem fazer na sua fronteira com o México ou quase oito vezes a distância coberta pela barreira entre Israel e a Palestina, tem-se mantido longe das atenções da opinião pública mundial.

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/16-10-2009/india-constroi-um-muro-de-mais-de-tres-mil-quilometros-na-fronteira-com-o-bangladesh-18027221.htm

Homens sujeitos a trabalho escravo são maioria dos casos confirmados de tráfico humano


Mais uma notícia inquietante sobre a condição humana - a escravatura humana em pleno século XXI e, ainda por cima, em... Portugal! É de facto uma vergonha para todos nós!

Vejam a notícia do dia de hoje no Público on line:

Homens sujeitos a trabalho escravo constituem a maioria dos casos já confirmados de tráfico de seres humanos em Portugal. Isto numa altura em que Portugal sinalizou, desde 2008, um total de 231 casos de tráfico de seres humanos, dos quais 41 (18 por cento) estão já confirmados.

“Ainda que os casos sinalizados sejam [de mulheres e] maioritariamente para fins de exploração sexual, a maioria dos casos já confirmados prende-se com a exploração laboral e respeitam a pessoas do sexo masculino”, sublinharam o coordenador do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, Manuel Albano, e o presidente do mesmo observatório, Paulo Machado, numa declaração conjunta, hoje, no Porto.

Neste contexto, Paulo Machado salientou a aposta do observatório do dirige na inclusão da Autoridade para as Condições de Trabalho na sua rede de parceiros. “Aí temos pelo menos 150 inspectores que, nas suas operações de rotina e à boleia da sua actividade normal, poderão sinalizar situações menos claras” para serem investigadas posteriormente pelos órgãos de polícia criminal, afirmou.

Manuel Albano e Paulo Machado assinalaram que, “independentemente de posteriores confirmações” dos casos ainda em investigação, todas as situações sinalizadas são “relevantes”. “Sugerem sempre manifestações de descriminação, ilicitude, muitas vezes de violência de género, bem como de outros tipos de crimes”, enfatizaram os dois responsáveis na declaração que assinalou o Dia Europeu Contra o Tráfico de Seres Humanos.

Cerca de 90 por cento dos casos foram sinalizados em Portugal Continental, a partir de denúncia das próprias vítimas, que são maioritariamente mulheres da casa dos 30 anos, solteiras, de nacionalidade estrangeira e, em dois terços das situações, sem autorização de residência no país. Predominam entre as vítimas sinalizadas as mulheres que trabalham em estabelecimentos nocturnos do Norte, maioritariamente oriundas do Brasil, mas também de duas dezenas de outros países.

Uma parte, ainda que residual, do tráfico de seres humanos para fins sexuais detectado em Portugal - “menos de 10 por cento”, segundo Paulo Machado - afecta cidadãs autóctones. Um sistema de monitorização dos casos de tráfico de seres humanos vigora em Portugal desde 2008, no âmbito de um esforço articulado das autoridades para ajudar a travar este flagelo que, em todo o mundo, atinge 700 mil pessoas.

Esta medida inclui-se num pacote de acções que permitiram colocar Portugal “na vanguarda” do combate a esta prática”, segundo Manuel Albano. Uma das ambições do observatório é agora, de acordo com o responsável, harmonizar os registos internacionais destes casos cuja detecção implica, quase sempre, cooperação de autoridades de diversos países. “Admito que a medida seja implementada nos próximos meses. Para nós é muito relevante”, afirmou.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405666&idCanal=62

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PowerPoint sobre o período da Guerra Fria


Ainda a propósito do tema da Guerra Fria, podem visionar aqui um PowerPoint alusivo ao tema e que foi projectado nas últimas aulas de Geografia C, abordando os segintes aspectos:
  • antecedentes da Guerra Fria;
  • factores que explicam a radicalização deste período;
  • características do período;
  • principais crises;
  • período da coexistência pacífica;
  • fim da Guerra Fria.

Jô Soares, a propósito da profissão dos Professores


Este é um texto que o humorista brasileiro, Jô Soares, escreveu sobre a grande dificuldade em ser-se professor hoje-em-dia no Brasil. Lá e cá os problemas são basicamente os mesmos.


PARA PENSAR.....


O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.


Jô Soares

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Muro de Berlim

O Muro de Berlim foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: um que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e um outro que era constituído pelos países comunistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.

O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Para saberem mais sobre o Muro de Berlim consultem a Wikipédia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim

A Europa em ruínas e o Plano Marshall

General George Marshall

O Plano Marshall, um aprofundamento da Doutrina Truman, conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Europeia, foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. A iniciativa recebeu o nome do Secretário do Estado dos Estados Unidos, George Marshall.

O plano de reconstrução foi desenvolvido num encontro dos Estados europeus participantes em julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stalin viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético. O plano permaneceu em operação por quatro anos fiscais a partir de julho de 1947. Durante esse período, algo em torno de 13 bilhões de dólares de assistência técnica e econômica — equivalente a cerca de 130 bilhões de dólares na actualidade, ajustado pela inflação — foram entregues para ajudar na recuperação dos países europeus que juntaram-se à Organização Europeia para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECE).

Quando o plano foi concluido, a economia de cada país participante, com a excepção da Alemanha, tinha crescido consideravelmente acima dos níveis pré-guerra. Pelas próximas duas décadas a Europa Ocidental iria gozar de prosperidade e crescimento. O Plano Marshall também é visto como um dos primeiros elementos da integração europeia, já que anulou barreiras comerciais e criou instituições para coordenar a economia em nível continental. Uma consequência intencional foi a adopção sistemática de técnicas administrativas norte-americanas.

Recentemente os historiadores vêm questionando tanto os verdadeiros motivos e os efeitos gerais do Plano Marshall. Alguns historiadores acreditam que os benefícios do plano foram na verdade o resultado de políticas de "laissez faire" que permitiram a estabilização de mercados através do crescimento economico. Além disso, alguns criticam o plano por estabelecer uma tendência dos EUA a ajudar economias estrangeiras em dificuldades, valendo-se do dinheiro dos impostos dos cidadãos norte-americanos.

Com a devastação provocada pela guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações de contestação aos governos constituídos. Os Estados Unidos analisaram a crise europeia e, concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo.

Com isso, os norte-americanos optaram por ajudar na recuperação dos países europeus. Com esse objectivo criaram o Plano Marshall. No início os recursos foram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações. Logo depois, foram adquirindo matérias-primas, produtos semi-industrializados, combustíveis, veículos e máquinas. Aproximadamente, 70% desses bens eram de procedência norte-americana.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Marshall




O vídeo que se segue retrata o Plano Marshall e relaciona-o com a situação ruinosa em que se encontrava a Europa no final da Segunda Guerra Mundial.



A crise do Suez


A Guerra do Suez, também conhecida como Segunda Guerra Israelo-Árabe ou Crise de Suez, teve início em outubro de 1956, quando Israel, com o apoio da França e Reino Unido, que utilizavam o canal para ter acesso ao comércio oriental, declarou guerra ao Egipto. O Egipto, numa atitude unilateral de combate ao colonialismo anglo-francês, tinha nacionalizado o canal de Suez e fechado o porto de Eilat, o que ameaçava os projectos de Israel de irrigação do deserto do Negev e cortava o seu único contacto com o mar Vermelho no golfo de Aqba. Em contrapartida, Israel conquistou a península do Sinai e controlou o Golfo de Aqba, reabrindo o porto de Eilat.

No desenrolar do conflito, os egípcios foram derrotados, mas os Estados Unidos da América e a União Soviética interferiram, e em 1959 obrigaram os três países a retirarem-se dos territórios ocupados sob a supervisão das tropas das Nações Unidas.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Suez



A crise dos mísseis de Cuba


O episódio conhecido como a crise dos mísseis de Cuba, ocorrido em Outubro de 1962, foi um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria.

A crise começou quando os soviéticos, em resposta a instalação de mísseis nucleares na Turquia em 1961 e à invasão de Cuba pelos estado-unidenses no mesmo ano, instalou mísseis nucleares em Cuba. Em 14 de Outubro, os Estados Unidos divulgaram fotos de um vôo secreto realizado sobre Cuba apontando cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Houve enorme tensão entre as duas super-potências pois uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um acto de guerra contra os Estados Unidos.

Nikita Kruschev, o Primeiro-ministro da URSS na época, afirmou que os mísseis nucleares eram apenas defensivos, e que tinham sido lá instalados para dissuadir uma outra tentativa de invasão da ilha, indignando assim ainda mais os americanos. Anteriormente, em 17 de abril de 1961 (logo após o vôo de Yuri Gagarin), o governo Kennedy já tinha tentado um fracassado desembarque na Baía dos Porcos (operação planeada pela CIA, que usou os refugiados da ditadura de Fulgêncio Batista como peões na fracassada tentativa de derrubar o regime cubano). Mas agora a situação era muito mais séria.

Nenhum presidente dos Estados Unidos poderia admitir a existência de mísseis nucleares daquela dimensão a escassos 150 quilómetros do seu território nacional. O presidente Kennedy acautelou Khruschev de que os EUA não teriam dúvidas em usar armas nucleares contra esta iniciativa russa. Ou desativavam os silos e retiravam os mísseis, ou a guerra seria inevitável.

Foram treze dias de suspense mundial devido ao medo de uma possível guerra nuclear, até que em 28 de Outubro Kruschev, após conseguir secretamente uma futura retirada dos mísseis norte-americanos da Turquia, concordou em remover os mísseis de Cuba.

Enquanto os EUA e a URSS negociavam, a população norte-americana tentava defender-se como podia. Nunca antes se tinha comprado tanto cimento e tijolo na história dos EUA depois que John Kennedy ter declarado a verdadeira gravidade da situação pela televisão. Milhares de chefes de família, aterrorizados, trataram de cavar nos seus pátios e jardins pequenos abrigos que possibilitassem a sobrevivência da sua família durante a possível guerra nuclear.

Na década de 1960, havia uma clara tendência para a proliferação dos arsenais nucleares. Por esta razão, e ainda sob o impacto da crise dos mísseis de Cuba, os Estados Unidos, a União Soviética e a Grã-Bretanha assinaram, em 1963, um acordo que proibia testes nucleares na atmosfera, no alto-mar e no espaço (assim, apenas testes subterrâneos poderiam ser legalmente realizados). Em 1968, as duas super-potências e outros 58 países aprovaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O objectivo desse acordo era tentar conter a corrida armamentista dentro de um certo limite, com ele, os países que já possuíam artefatos nucleares comprometiam-se a limitar seus arsenais e os países que não os possuiam ficavam proibidos de desenvolvê-los, mas poderiam requisitar dos primeiros tecnologia nuclear para fins pacíficos.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_dos_m%C3%ADsseis_de_cuba