quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Temperatura em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930


A temperatura média em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930, segundo dados do Instituto de Meteorologia. Hoje (dia 8 de Dezembro de 2009) em Copenhaga, a Organização Mundial de Meteorologia divulgou que a década de 2000 a 2009 deverá ser “a mais quente já alguma vez registada”.

A temperatura média em Portugal subiu 1,2 graus desde 1930. Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus.

“Estamos a bater recordes sucessivos de Verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias”, disse Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).

“Tudo o que ultrapassa os dois graus [de aumento da temperatura] em relação a 1990 tem consequências com irreversibilidade nos ecossistemas e poderá gerar catástrofes, como aconteceram já no passado, mas com mais intensidade”, acrescentou.

O Instituto de Meteorologia tem um projecto em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para estudar cenários climáticos e medir os seus impactos no continente. “Temos que actuar ao nível da adaptação. É necessário estimar o que vai acontecer para que os vários sectores tenham medidas adequadas às alterações climáticas. Tudo o que estiver na mão do Homem deve ser tentado e conseguido”.

O IM dispõe também de um observatório de secas que antecipa situações de falta de água para que os serviços tomem medidas de precaução. As previsões já apontam para uma diminuição da frequência das chuvas, para um aumento das temperaturas médias e dos valores extremos.

Década 2000 a 2009 deverá ser a mais quente desde que há registo

Hoje, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) revelou na conferência de Copenhaga que a década de 2000 a 2009 será, provavelmente, “a mais quente já alguma vez registada”.

Para o ano 2009, os dados provisórios indicam que deverá ser o quinto mais quente, em termos de temperaturas médias à superfície do planeta. Michel Jarraud, secretário-geral da OMM adiantou que os resultados definitivos deverão ser anunciados em Março de 2010.

De momento, 2009 já é o terceiro ano mais quente alguma vez registado na Austrália. A China viveu a pior seca dos seus últimos 30 anos. E no final de Julho, numerosas cidades canadianas, como Vancouver e Vitcória, registaram as temperaturas mais elevadas da sua história.

“Vivemos uma tendência de aquecimento, não temos dúvidas quanto a isso. Mas não podemos fazer previsões para o próximo ano”, explicou, quando questionado pelos jornalistas.

Também o britânico Met Office Hadley Centre revelou hoje os seus dados. Segundo este instituto, as temperaturas médias globais têm vindo a aumentar desde 1850, com uma aceleração a partir de 1970. Esta conclusão baseou-se nos dados recolhidos em 1500 estações meteorológicas espalhadas por todo o mundo, utilizadas para monitorizar o clima.

Os representantes de 192 países estão reunidos na capital dinamarquesa, até 18 de Dezembro, para concluírem um acordo mundial de luta contra o aquecimento global. O objectivo maior é limitar o aumento da temperatura nos dois graus, em relação aos níveis pré-industriais.

Fonte: http://static.publico.clix.pt/copenhaga/noticia.aspx?id=1413032

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Celtic Woman - Isle of Inisfree

De volta à Irlanda e à sua música. E aproveitando uma proposta da Diana Lemos do 12º I, ficamos com Celtic Woman e a belíssima canção tradicional irlandesa "Isle of Inisfree".

O comércio de direitos de poluição


A propósito do tema abordado e discutido hoje na aula de Geografia C do 12ºI sobre o comércio de direitos de poluição (no âmbito do Protocolo de Quioto) aqui fica uma notícia que foi publicada hoje no "Público on Line":



Comprar e vender direitos para poluir o ambiente tornou-se banal

Um parque eólico na China pode estar ligado às metas de emissões de dióxido de carbono em Portugal? Sim. O sistema internacional do comércio de carbono, impulsionado pelo Protocolo de Quioto e que é parte fundamental das contas para a Cimeira de Copenhaga, tem tanto de global como de complexo, sobretudo em termos de regulação.

O organismo das Nações Unidas responsável pela gestão dos créditos de carbono acaba de suspender, à beira do arranque da conferência, a aprovação de novos parques eólicos para a China, financiados com o dinheiro dos países ricos, que procuram compensar as suas emissões de CO2, através do mecanismo de desenvolvimento limpo, um instrumento previsto no Protocolo de Quioto para investimentos nos países em desenvolvimento.

Os chineses têm sido os grandes beneficiários deste instrumento, com investimentos que se estimam superiores a mil milhões de dólares. Quanto a Portugal, subscreveu em 2007, através do Fundo Português de Carbono, uma participação de 15 milhões de dólares no Asia Pacific Carbon Fund, do Banco Asiático de Desenvolvimento, vocacionado para este tipo de projectos.

A decisão ora tomada pelas Nações Unidas surge num oportuno momento de pressão negocial. As autoridades de Pequim são acusadas de reduzirem intencionalmente os subsídios estatais, de modo a que estes projectos sejam financiados pela comunidade internacional.

É devido a casos como este que não se calam as vozes dos que pensam que o problema climático se transformou num negócio de compra e venda de direitos de emissões. James Hansen, o cientista a quem se atribui o mérito de ter posto o mundo preocupado com as alterações climáticas, criticava há alguns dis o modelo de direitos de poluir praticado nos últimos anos. "Temos os países desenvolvidos que querem continuar a manter mais ou menos o seu negócio e os países em desenvolvimento que querem dinheiro, conseguindo-o através das compensações [vendidas nos mercados de carbono]", dizia este especialista, que gostaria de ver taxas de carbono sobre o consumo de combustível no lugar de um mercado de licenças.

Transacções duplicam

Até que ponto o mercado ajuda a reduzir as emissões ou serve apenas para gerar e fazer girar dinheiro? Ricardo Moita, presidente executivo da Ecoprogresso, a consultora portuguesa especializada em alterações climáticas e gestão de carbono, está mais próximo do actual modelo. "É uma questão de racionalidade financeira. Não há uma redução directa das emissões, mas, se a gestão do processo for bem feita, baixamos o risco e, ao baixá-lo, libertamos mais dinheiro para a economia, que pode ser convertido em investimento em tecnologias limpas."

O último relatório anual do Banco Mundial sobre o mercado de carbono indica que este transaccionou 86 mil milhões de euros em 2008, para um total de 4800 milhões de toneladas de CO2, o que equivale a cerca de 150 vezes o tecto anual de emissões previstas entre 2008 e 2012 para o conjunto das empresas portuguesas integradas no Comércio Europeu de Licenças de Emissões (CELE). Foi praticamente o dobro de um ano antes, tanto em valor como em volume.

Neste bolo cabem os mercados regionais de licenças (UE, EUA e Austrália), com domínio evidente do europeu, que pesa mais de 72 por cento do total. Também cabem os negócios feitos ao abrigo dos instrumentos de mercado de Quioto visando os países em desenvolvimento e de transição para a economia de mercado (Leste europeu) e cabe ainda uma fatia residual do mercado voluntário de empresas e particulares.

Apesar desta expansão global, o relatório sublinha a existência de problemas que já não são novos, a começar pela dependência do mercado em relação ao factor (risco) político, que se tem traduzido numa volatilidade dos preços, sobretudo nos projectos de compensação com os países em desenvolvimento. Os analistas não duvidam de que a incerteza quanto à política para o pós-2012 tem sido negativa para a evolução dos preços. Seguem-se as dificuldades regulatórias no circuito administrativo, com atrasos no registo, aprovação e verificação de projectos, o que resultou em quebras substanciais entre 30 por cento em volume a 50 por cento em valor. Ainda na fase inicial, foi a falta de dados fiáveis que levou ao colapso dos preços, em 2006, quando o mercado se deparou com licenças em excesso.

Ricardo Moita admite que o mercado "tem muitas volatilidades" típicas dos mercados de matérias-primas, como o petróleo e o gás natural e no qual o carbono se inclui, mas espera que tenda para uma maior profissionalização, responsabilização e regulação no futuro. O caminho tem sido de correcção e aperfeiçoamento nos últimos anos, defende, e a entrada gradual do sistema de leilões, em detrimento das licenças gratuitas, deverá ser um factor de eficiência, uma expectativa que é partilhada por muitos especialistas.

Lurdes Ferreira

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412898

Copenhaga: está aberta a conferência “depositária das esperanças da Humanidade”


Finalmente começou hoje a Conferência sobre as Alterações Climáticas na cidade dinamarquesa de Copenhaga (COP 15). São muitas as expectativas mas também muitas as incertezas sobre a possibilidade de se chegar a um bom acordo quanto à redução dos gases de efeito de estufa, nomeadamente de CO2.

Fiquem com a notícia de hoje do Público on line:




A conferência climática de Copenhaga será a “depositária das esperanças da Humanidade” durante as duas próximas semanas, declarou esta manhã o primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen na abertura dos trabalhos, perante 1200 delegados vindos de 192 países.

"O mundo está a depositar as suas esperanças em vocês", disse Rasmussen, cujo país vai presidir a conferência até 18 de Dezembro, dirigindo-se aos delegados presentes na sala Tycho Brahe do Bella Center. Dela deverá sair um novo acordo mundial para combater o aquecimento global.

A cerimónia de abertura da conferência, com 45 minuros de atraso, começou com a projecção de um filme sobre os povos do mundo confrontados com as alterações climáticas, especialmente os "refugiados do clima".

As alterações climáticas não conhecem fronteiras. Nada discriminam. Afectam-nos a todos. E se hoje estamos aqui é porque estamos todos determinados em agir”, salientou.

“Estou dolorosamente consciente de que vocês têm perspectivas diferentes sobre o âmbito e conteúdo deste acordo”, acrescentou, apelando a um consenso “justo, equilibrado, aceitável para todos”, mas também “eficaz e operacional”.

“Este acordo que convidamos todos os dirigentes a assinar afectará todas as nossas sociedades em todos os seus aspectos”, notou. E, segundo Rasmussen, a missão "está ao nosso alcance".

O chefe do Governo dinamarquês precisou ainda que 110 chefes de Estado e de Governo, incluindo o Presidente norte-americano Barack Obama, anunciaram já a sua presença em Copenhaga para o encerramento da conferência, a 17 e 18 de Dezembro. No encontro, estes líderes vão tentar chegar a acordo sobre as reduções das emissões de gases com efeito de estufa para os países desenvolvidos até 2020 e recolher financiamento para ajudar os mais pobres.

A presença de tantos líderes mundiais "reflecte uma mobilização sem precedentes da determinação política para combater as alterações climáticas. Representa uma enorme oportunidade. Uma oportunidade que o mundo não se pode dar ao luxo de perder", disse ainda o primeiro-ministro dinamarquês.

Mas "a responsabilidade maior continua a ser dos cidadãos do mundo que, se falharmos, serão aqueles a sentir as consequências fatais".

ONU lembra que o tempo das declarações já acabou

Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, apelou aos delegados de 192 países para se concentrarem "nas propostas práticas e sólidas, que permitam lançar uma acção rápida" contra as alterações climáticas.

"Os países em desenvolvimento esperam, desesperadamente, uma acção concreta e imediata", contra as emissões de gases com efeito de estufa e para adaptar as suas nações ao novo cenário climático, lembrou.

De Boer leu o testemunho de Nyi Lay, uma criança asiática de seis anos, vítima de um ciclone devastador que causou a morte aos seus pais e irmão.

"O tempo das declarações e de esgrimir posições já acabou: utilizem o trabalho já feito e transformem-no em actos", lançou.

À porta do edifício da conferência, activistas pediram aos delegados que iam chegando que escolhessem passar por um de dois portões: um verde onde se lia "Vote pela Terra" ou um vermelho "Aquecimento Global". Outros entregavam aos delegados panfletos sobre o aquecimento global.

O Protocolo de Quioto vincula os países industrializados a reduzir as suas emissões até 2012, a uma média de 5,2 por cento, em relação aos níveis de 1990. Mas mesmo os seus apoiantes reconhecem a insuficiência da meta para travar o aumento das temperaturas, especialmente se nos lembrarmos que os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo.

Desta vez, a ideia é envolver todos os grandes emissores, incluindo a China e a Índia, para evitar mais secas, desertificação, incêndios florestais, extinção de espécies e aumento do nível dos mares. O encontro vai testar até que ponto as nações em desenvolvimento vão insistir nas suas posições, nomeadamente a exigência de os países ricos reduzirem as emissões em, pelo menos, 40 por cento até 2020. Uma meta superior àquelas que estão em cima da mesa.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1412923



E vocês o que é que esperam desta Conferência? Acreditam que vai ser um sucesso ou mais uma oportunidade perdida?



Como complemento, proponho que cliquem aqui para acederem à infografia do Público on line sobre o problema do efeito de estufa e o aquecimento global. Vale a pena.


Podem ainda visionar o filme de abertura da Conferência com o título "Please help the World" realizado por Mikkel Blaabjerg Poulsen.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Rua da Saudade - Canção de Madrugar - Susana Félix

RUA DA SAUDADE - Canções de Ary dos Santos

No ano em que assinala os 25 anos da morte de um dos mais talentosos poetas portugueses, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti reúnem-se para homenagear José Carlos Ary dos Santos.
Numa selecção de 11 temas do vasto legado de Ary dos Santos, Rua da Saudade apresenta nova roupagem de canções singulares como Estrela da Tarde, Retalhos, Cavalo a Solta, entre outras.
Um projecto único para se ouvir da primeira à última música, com interpretações que tocam diferentes sonoridades do pop, ao fado, passando pelo jazz e até o ritmo da bossa nova.


Fonte: Farol de Musica

Fiquem com uma das canções do projecto: "Canção de Madrugar" cantada por Susana Felix.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Microcrédito



Apresento-vos nest "post" um conjunto de perguntas e respostas sobre o Microcrédito que encontrei no site da Associação Nacional de Defesa do Crédito (ANDC). Numa época de crise global e com o aumento do desemprego no nosso país (já vai em 10,2% da população activa, mais 600 000 portugueses desempregados), o microcrédito pode ser uma alternativa para muitos portugueses com espírito empreendedor.


O que é um microcrédito?

O microcrédito é um pequeno empréstimo bancário destinado a apoiar pessoas que não têm acesso ao crédito bancário, mas querem desenvolver uma actividade económica por conta própria e, para isso, reúnem condições e capacidades pessoais, que antecipam o êxito da iniciativa que pretendem tomar.

O microcrédito tem a aparência de um pequeno crédito, que o é, mas é muito mais do que isso. Não basta ser pequeno para que o crédito seja microcrédito. Para que o seja tem que, adicionalmente, respeitar os seguintes pressupostos:

Quanto aos destinatários: são pessoas, que não têm acesso ao crédito bancário normal e desejam realizar um pequeno investimento, tendente à criação de um negócio através do qual pretendem criar o seu próprio emprego;

A iniciativa de investimento a que se propõem tem virtualidades para se poder vir a transformar numa actividade sustentável, capaz de gerar um excedente de rendimento e garantir, o reembolso do capital emprestado;

Tende a ser ilimitado o crédito de confiança estabelecido entre os empreendedores e a ANDC e vice-versa; estabelece-se uma espécie de contrato de confiança entre os microempresários e a ANDC;

O processo do microcrédito não consiste apenas na atribuição do crédito; os candidatos têm a garantia de apoio na preparação do dossier de investimento e, após o financiamento, na resolução dos problemas com que se possam confrontar com o desenvolvimento do negócio.


Posso pedir um microcrédito?


A resposta é positiva se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes:

Não tem acesso ao crédito bancário normal;

Não possui incidentes bancários activos;

Está desempregado, em riscos de o poder vir a estar ou sem ocupação estável;

Tem uma boa ideia que justifica o desenvolvimento de um negócio com perspectivas de sucesso;

Pretende criar o seu próprio emprego, para o que possui formação e competências adequadas;

Revela uma forte vontade e capacidade de iniciativa para se envolver no negócio.


Qual o montante máximo que posso solicitar?

O montante máximo que pode solicitar à ANDC é, nas condições actuais, de € 10 mil; no entanto, no caso de o negócio justificar a atribuição de um valor superior a € 7 mil, ele será atribuído em duas fatias: a primeira, até € 7 mil, no início do primeiro ano e a segunda, no montante complementar, no início do segundo ano, se as condições de evolução do negócio o justificarem.

- Não constitui condição de exclusão a possibilidade de associar financiamentos com

origens diversas, aumentando, desse modo, a capacidade de financiamento do

microempresário e, por isso, também, a dimensão do negócio.

- No caso de o projecto ter financiamentos múltiplos, a ANDC, na apreciação da sua viabilidade,

terá em conta a globalidade do projecto, correspondente ao conjunto dos financiamentos.

- Em certas situações, o microcrédito pode, assim, servir depara complementar outros apoios

públicos. Por isso, se recebeu, ou pensa receber outros apoios financeiros para criar a sua própria empresa (ex. ACPE, ILE) e estes não são suficientes, pode estudar a hipótese de recorrer a um empréstimo bancário, através da ANDC.


Em que posso utilizá-lo?

O montante de microcrédito atribuído pode e deve ser utilizado em despesas de investimento e outras elegíveis, que sejam consideradas indispensáveis à constituição e arranque do negócio.

O microcrédito não se destina a apoiar o consumo ou a permitir superar dificuldades momentâneas: é um crédito ao investimento.
Se recorrer ao microcrédito, o candidato não permanecerá dependente, apenas, dos apoios públicos. Muitas das ideias, condições e circunstâncias que permitem a viabilidade de pequenos negócios não podem esperar para arrancar, por subsídios, meses a fio. A ocasião e a oportunidade para lançar um pequeno negócio não esperam. Resultam, com frequência, de um conjunto de factores que rapidamente pode desaparecer.


Que tipo de negócio?

Todos os tipos de negócio são admissíveis, desde que se conclua que podem ter êxito com o financiamento disponível e o exercício da respectiva actividade não contrarie os princípios pelos quais se regem o microcrédito e a ANDC.


Para saberem mais sobre o microcrédito cliquem no site da Associação Nacional de Direito ao crédito: http://www.microcredito.com.pt/

Vejam agora um vídeo sobre o Projecto Siriema de promoção de microcrédito no Estado de Minas Gerais no Brasil.

Comércio Justo



O Que é o Comércio Justo?

O Comércio Justo e Solidário é “uma parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito. Contribui para o desenvolvimento sustentável oferecendo melhores condições de comércio tendo em conta os direitos dos produtores e trabalhadores marginalizados, especialmente no Sul do mundo.”


Princípios do Comércio Justo

1. O respeito e a preocupação pelas pessoas e ambiente, colocando as pessoas acima do lucro (“people before profit”);
2. A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica);
3. Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos e métodos de comercialização;
4. Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afectam;
5. A protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas;
6. A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;
7. A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo;
8. A educação e a participação em campanhas de sensibilização;
9. A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.


Actores do Comércio Justo

Produtores
Importam-se produtos do Comércio Justo (alimentares, têxteis e artesanato) de mais de 800 cooperativas de 45 países do Sul do Mundo. Estas cooperativas representam grosso modo cerca de 1 milhão de trabalhadores (entre agricultores e artesãos) e estima-se que 5 milhões de pessoas beneficiem da justiça que este movimento promove (melhoria das condições de trabalho e vida através do pagamento de um preço mais justo e do pré-financiamento em 50%).

Importadores
Existem cerca de 50 organizações importadoras, normalmente Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), espalhadas pela maioria dos países da UE, bem como no Japão, Canadá, EUA e Austrália.

Lojas do Mundo
Só na Europa existem 2740 Lojas do Comércio Justo. A Alemanha surge destacada com quase 800 Lojas do Mundo, seguida de países como a Holanda, Bélgica e Itália, na ordem das 300 Lojas, terminando aqui ao lado na Espanha com cerca de 70 Lojas e Portugal com 9 Lojas do Comércio Justo.


Produtos e Mercado

Os produtos do Comércio Justo agrupam-se em três categorias:
alimentares (chá, cacau, açúcar, compotas, bolachas, caju, mel, guaraná, especiarias e finalmente o café,…), têxteis (t-shirts, camisas, calças, tapetes, lenços, mantas,…) e artesanato (bijuteria, artigos para casa ou cozinha, cestaria, jogos educativos, carteiras, espanta-espíritos, velas, papel e vidro reciclado,…).
Estes produtos chegam ao consumidor final europeu através de dois grandes canais: as 2740 Lojas do Comércio Justo e cerca de 60 000 mil supermercados (aqui graças à certificação de produtos).
As Lojas do Comércio Justo vendem, anualmente, produtos do Comércio Justo no valor de 92 milhões de Euros (50% produtos alimentares).
Por ano, as Lojas do Mundo e os supermercados vendem produtos certificados no valor de 210 milhões de Euros. No total, produtos certificados e não certificados representam um valor total de mercado na ordem dos 260 milhões de Euros.
O sector de Comércio Justo na Europa representa actualmente mais de 3000 postos de trabalho, apoiados por 100 mil voluntários.


Critérios das Lojas do Comércio Justo


1. As Lojas do Comércio Justo apoiam a definição e os princípios do Comércio Justo através da sua missão, valores, material de divulgação e actividades;
2. A função principal das Lojas do Comércio Justo é a promoção do Comércio Justo, através da venda de produtos comercializados de modo justo, da informação e da participação em campanhas de sensibilização;
3. As Lojas do Comércio Justo reinvestem os seus lucros no circuito do Comércio Justo, nomeadamente no fortalecimento das estruturas de importação e produção e na melhoria das infra-estruturas e serviços acessíveis aos produtores;
4. As Lojas do Comércio Justo informam o público sobre os seus objectivos, a origem dos produtos, os produtores e o Comércio Mundial. Elas apoiam as campanhas que promovem a melhoria da situação dos produtores, bem como as que visam influenciar as políticas nacionais e internacionais.

Fonte: http://www.reviravolta.comercio-justo.org/?p=37


Fiquem agora com alguns vídeos sobre Comércio justo.





terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tratado de Lisboa - Nasce hoje uma UE diferente com a assinatura dos 27


Finalmente, entra hoje em vigor o Tratado de Lisboa. É um momento histórico para a União Europeia e, de certa forma, para o nosso país pois a nossa capital fica eternamente associada aos destinos da UE. Todavia, um país pequeno como o nosso sai de algum modo prejudicado com algumas das alterações introduzidas pelo novo tratado, nomeadamente na questão da tomada de decisões que agora favorecem ainda mais os grandes países da UE.


Para perceberem melhor o que é que muda na UE com este Tratado, aqui fica a notícia de hoje do jornal Público:




Para trás ficaram mais de 15 anos de esforços titânicos e de confrontos entre os grandes e os pequenos países para rever o funcionamento da UE e que culminaram no reforço da posição dos primeiros.

A história do novo tratado não começou na cimeira de Lisboa, em Outubro de 2007, quando o seu texto foi aprovado pelos líderes dos Vinte e Sete sob a presidência portuguesa da UE. Nem na cimeira realizada quatro meses antes, em que a então presidência alemã impôs um acordo político sobre os seus termos exactos.

As raízes do novo tratado remontam a meados dos anos 1990 e à exigência dos países mais populosos de recuperar o peso perdido no cálculo das maiorias qualificadas nas decisões do Conselho de Ministros europeu (o principal órgão deliberativo) à medida dos sucessivos alargamentos. Os tratados de Amesterdão e Nice, em 1997 e 2000, foram concebidos largamente em função desta reivindicação, reforçada com a perspectiva de adesão de um grande número de pequenos países do Leste europeu. Nenhum dos dois textos respondeu às expectativas dos grandes países, em grande parte por oposição dos mais pequenos.

A lição dos dois fracassos foi tirada com um ambicioso projecto de Constituição para a Europa concebido em Junho de 2003 por uma convenção cujos termos foram aprovados pelos governos com algumas alterações 18 meses depois. Com o novo texto, a Europa parecia ter resolvido o velho conflito do reequilíbrio interno de poderes internos no quadro de uma vasta alteração das suas regras de funcionamento susceptível de lhe permitir funcionar de forma mais eficaz e democrática e afirmar-se no século XXI. Este quadro risonho foi demolido pela animosidade das opiniões públicas expressa nos referendo negativos da França e a Holanda, em Maio e Junho de 2005.

A insistência da França, Alemanha e Reino Unido em salvar o essencial do capítulo institucional da Constituição, de que eram os grandes beneficiários, permitiu o nascimento do Tratado de Lisboa, que retoma o essencial da Constituição, embora abandonando alguns dos aspectos mais ambiciosos ou de maior simbologia federalista.

A entrada em vigor do novo texto, deliberadamente ratificado por via parlamentar em 26 países para evitar novos percalços, voltou a estar em dúvida com o referendo negativo da Irlanda - o único país que recorreu à consulta popular por imperativos constitucionais - em Junho do ano passado, ou com o mau humor dos presidentes polaco e checo. A persistência dos outros países em não abrir mão do tratado foi no entanto mais forte, de tal forma que a Irlanda acabou por ratificá-lo, mediante garantias, num novo referendo em Outubro passado, enquanto a Polónia e a República Checa entraram nos eixos logo a seguir.

Funcionamento simplificado

A nova União pós-Lisboa deverá ser mais eficaz, graças ao recurso acrescido às decisões por maioria qualificada, tornando-se cada vez mais uma organização supranacional. Será, igualmente, mais democrática devido ao maior envolvimento do Parlamento Europeu nas decisões, à associação dos parlamentos nacionais e à possibilidade de os cidadãos reivindicarem o desenvolvimento de uma acção europeia. E terá os seus valores afirmados de forma mais clara graças à integração da Carta dos Direitos Fundamentais no corpo do tratado.

Com Lisboa, a UE terá um funcionamento simplificado graças ao desaparecimento da anterior estrutura em três "pilares" simbolizando diferentes procedimentos de decisão - comunitária para a maior parte dos domínios, intergovernamental para a política externa e de segurança comum e justiça e assuntos internos. As três áreas passarão agora a ter os mesmos instrumentos jurídicos com participação do Parlamento Europeu e do Tribunal de Justiça da UE.

Com o novo tratado, os Vinte e Sete esperam conferir maior visibilidade à sua acção interna e externa através dos dois novos postos criados de presidente do Conselho Europeu (as cimeiras de líderes) e alto-representante para a Política Externa.

Tal como a Constituição europeia, o seu sucedâneo consagra uma alteração dos equilíbrios entre as instituições da UE em favor do Conselho e em detrimento da Comissão. Apesar disso, a escolha do primeiro presidente, o belga Herman van Rompuy, "federalista" convicto, tende a dissipar receios gerados entre os países mais pequenos com a criação deste posto.

Acima de tudo, o Tratado de Lisboa reforçará de forma clara o peso dos grandes países, pelo facto de ter em conta a população de cada um nas decisões por maioria qualificada.

Esta é, no entanto, uma evolução que só vigorará, na melhor das hipóteses, a partir de 2014. E que terá de ser revista se e quando a Turquia, país muito mais populoso que qualquer dos Vinte e Sete, estiver em condições de aderir à UE.




Se quiserem conhecer o Tratado de Lisboa na íntegra (completo) cliquem aqui.

Fragata portuguesa enfrenta piratas na Somália

A fragata portuguesa Álvares Cabral impediu há dias (19/11) um ataque de piratas ao largo da Somália, numa operação que permitiu deter temporariamente e identificar cinco suspeitos. A operação foi desencadeada depois de um cargueiro ter pedido socorro quando se encontrava a 110 milhas náuticas a norte de Bosaso, principal cidade portuária de Puntland, região autónoma somali. A fragata portuguesa assumiu o comando da operação, realizada com apoio de um avião de patrulha espanhol, a quem coube verificar o local do ataque.
Enquanto a fragata Álvares Cabral interceptava a lancha dos piratas, um helicóptero Lynx levantou do navio português para forçar a paragem da embarcação. Quando os fuzileiros portugueses se aproximaram , os piratas lançaram ao mar armas e outros equipamentos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Shakira em Portugal para assistir à cimeira Ibero-Americana

A cantora Shakira e a presidente chilena, Michelle Bachelet


A cantora Shakira participou na XIX Cimeira Ibero-Americana, que está a decorrer entre os dias 29 de Novembro e 1 de Dezembro, no Estoril.

A cantora colombiana Shakira e Jeffrey Sachs, Economista do Earth Institute da Universidade de Columbia, participaram em reuniões bilaterais com alguns Chefes de Estado e de Governo da América Latina para promover a urgência de se conseguir uma cobertura universal da educação, saúde e nutrição das crianças da América Latina entre os 0 e os 6 anos.

Shakira, fundadora e activista da Fundação ALAS (Fundación América Latina en Acción Solidaria), apresentou aos Chefes de Estado a Aliança Regional pelo Desenvolvimento Infantil Precoce (DIT).

A ALAS pretende assinar um acordo com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) para promover a componente da Primeira Infância do Programa «Metas Educativas 2021: a Educação que queremos para a Geração dos Bicentenários», que tem como objectivo a cobertura universal da educação em 2021.


Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/musica/shakira-cimeira-ibero-americana/1106151-4060.html


Site da Fundação Alas: http://www.fundacionalas.org.ar/

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Os Marretas, Freddie Mercury, Queen - Bohemian Rhapsody

No passado dia 24 de Novembro, fez 18 anos que morreu Fredie Mercury, o leader e vocalista do grupo Queen . Mercury tinha apenas 45 anos e morreu com SIDA. O vídeo que se segue é um sketch dos Marretas em que estes parodiam o tema "Bohemian Rhapsody", um dos grandes êxitos dos Queen.



Podem visualizar de seguida um videoclip com a interpretação original dos Queen deste mesmo tema. Independentemente de eu não gostar muito do estilo do visual de Freddie Mercury, esta canção de 1975 é, na minha modesta opinião, uma das melhores canções de sempre da música Pop/Rock. Os Queen foram um dos grandes grupos musicais de sempre.

Cerca de 500 mil pessoas já assinaram petição da ONU a favor de um acordo em Copenhaga.


Chama-se Hopenhagen, já recolheu cerca de 500 mil assinaturas online e é um movimento que está a organizar uma petição das Nações Unidas a favor de um acordo na Cimeira de Copenhaga que vai realizar-se no próximo mês (de 7 a 18 de Dezembro) .

O objectivo do Hopenhagen "é ligar cada pessoa, cada cidade e cada nação a Copenhaga, dando a todos esperança (Hope) e uma plataforma de acção" que permita criar um movimento promotor da mudança.

"A nossa esperança é que em Copenhaga possamos começar a construir um mundo mais limpo e mais habitável do que aquele em que hoje vivemos", salientam os organizadores.

O movimento conta não só com o apoio dos cidadãos como de grandes empresas e organizações. Os parceiros do Hopenhagen são a Coca-Cola a SAP (empresa de software) e a Siemens.

E os "Amigos de Hopenhagen" incluem mais de cem empresas e organizações, como a AOL, Corbis, Google, JCDecaux, Warner Brothers, os ministérios dos Negócios Estrangeiros e do Clima e Energia da Dinamarca, jornais, revistas e canais de TV de todo o mundo.

Cliquem aqui para assinar a Petição on line.


Vejam agora alguns vídeos promocionais deste movimento (Hopenhagen) e de um outro "Raise Your Voice" alusivos à Cimeira de Copenhaga.











quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O filme "Hotel Ruanda" e o genocídio do Ruanda

Campo de refugiados ruandeses

Hoje foi exibido no Auditório da Escola o filme "Hotel Ruanda" O filme foi apresentado e discutido durante as aulas de Geografia C e História A do 12ºI. De seguida podem ver um artigo de Bruno Amorim sobre o conflito do Ruanda que ocorreu em 1994.


Foi no dia 6 de Abril de 1994, que a humanidade assistiu a um dos maiores horrores de que há memória. No Ruanda, tensões étnicas entre os hutu e os tutsi deram origem à violência e ao vasto derramamento de sangue, em sequência do agravamento de um conflito de décadas.No início da década de 90, o conflito entre as duas tribos (hutu e tutsi) aumentava a cada minuto. Até que a 6 de Abril de 1994, a morte dos Presidentes Juvenal Habyarimana, do Ruanda, e Cyprien Ntaryamira, do Burundi, num inexplicável acidente de avião, quando este se aproximava de Kigali (capital do Ruanda), significou o acender do rastilho de uma guerra civil muito sangrenta.
Os extremistas hutu usaram o acidente como pretexto para chegarem ao poder e tentaram aniquilar a população tutsi e os hutu moderados. Resultado: entre Abril e Julho de 1994, morreram mais de 800 mil pessoas, no maior genocídio que alguma vez aconteceu em África.
O genocídio levou ao êxodo massivo da população tutsi que não tinha outra alternativa senão fugir do país. Calcula-se que mais de dois milhões de ruandeses abandonaram o território, procurando refúgio em países vizinhos e que dentro do país, o deslocados foram mais de 1,5 milhões de pessoas. A guerra civil afectou directamente mais de metade da população ruandesa que tinha cerca de sete milhões de habitantes.
O jornalista da TSF, Emídio Fernando, esteve no Ruanda em Fevereiro de 1996, e contou ao JornalismoPortoNet aquilo que encontrou: “no Ruanda pude presenciar a um êxodo bíblico de pessoas a entrar e sair no país assim que os tutsi chegaram ao poder". Segundo o jornalista, “nessa altura os tutsi tentaram vingar-se do que os hutu lhes fizeram durante o genocídio".
Sem condições sanitárias suficientes, milhões de refugiados ruandeses morreram vítimas de doenças como a cólera e a sida.

Dez anos depois…

Dez anos passaram e a memória do genocídio ainda está bem presente nas mentes de todos os ruandeses, sejam eles hutus ou tutsis. O repórter revela mesmo que as feridas do massacre estão bem presentes: “não conheci uma única pessoa no Ruanda que não tivesse tido um familiar morto à catanada".
O Ruanda é um país traumatizado pela guerra civil, destruído na maior parte das suas infra-estruturas sociais, económicas e políticas que tenta agora recuperar. No entanto, a reconciliação étnica é algo em que Emídio Fernando não acredita. “Os hutus e os tutsi não se misturam e assim é difícil que se consiga estabelecer uma democracia".
Outro problema que afecta a população ruandesa é a Sida. A doença tem-se propagado por todo o continente africano, no entanto, tem tido maior incidência na região dos Grandes Lagos, onde também se encontra a República do Ruanda. “A Sida é um problema muito grave, pois até as classes dirigentes, pessoas que realmente fazem funcionar um país, foram atingidas pela doença. Assim, o futuro de países como o Ruanda encontra-se muito indefinido", disse Emídio Fernando.

Bruno Amorim, 06.04.2004

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2004/04/06/genocidio_no_ruanda_foi_ha_10_anos.html



Podem visionar a seguir um vídeo com o trailer do filme "Hotel Ruanda", de 2004, dirigido por Terry George e interpretado por Don Cheadle, Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Desmond Dube e Sophie Okonedo. O filme é uma co-produção de Itália, Reino Unido e África do Sul, e relata a história real de Paul Rusesabagina, que foi capaz de salvar a vida de 1268 pessoas durante o genocídio de Ruanda em 1994. Logo depois das primeiras exibições, sua história foi imediatamente comparada com a de Oskar Schindler.

Palestra sobre Cidadania apresentada pelo Dr Lobo Xavier


Hoje os alunos do 12º I (Geografia C) assistiram a uma palestra sobre a importância da Cidadania Democrática apresentada pelo Dr. António Lobo Xavier . Gostava que os alunos que assistiram à palestra deixassem o seu testemunho relativo ao modo como decorreu a referida actividade, realçando a importância que esta teve para a sua formação enquanto cidadãos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O belga Herman van Rompy vai ser o Presidente do Conselho Europeu

Herman van Rompy

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia escolheram o belga Herman van Rompuy e a britânica Catherine Ashton para ocuparem os novos cargos criados pelo Tratado de Lisboa, presidente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa Europeia, respectivamente.
Catherine Ashton

Após muitas divergências, os líderes dos 27 acabaram por escolher dois desconhecidos para os dois cargos mais importantes da União Europeia. Herman van Rompuy, é actualmente o Primeiro-Ministro da Bélgica e Catherine Ashton Comissária Europeia para o Comércio.

Na minha opinião a escolha de duas figuras pouco conhecidas e com pouco peso na política internacional poderá ser explicado pela pouca vontade dos principais líderes europeus em perder o poder que dispõem de momento, facto que não ajudará a tornar a União Europeia mais forte na cena mundial.

Herman van Rompuy e Catherine Ashton serão oficialmente designados a 1 de Dezembro, data em que entrará em vigor o Tratado de Lisboa.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Radiohead - All I Need

Ainda a propósito da comemoração dos 20 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, apresento de seguida, pela terceira vez neste blogue, um videoclip dos Radiohead com a canção Radiohead All I Need, produzido pela MTV e que faz parte de uma campanha mundial de denuncia do trabalho infantil, que é uma realidade em grande parte dos países, principalmente nos do Terceiro Mundo. Este vídeo mostra também as profundas desigualdades entre as condições em que vivem as crianças nos países ricos e nos países pobres. Por mais difícil que seja a nossa vida há sempre quem viva pior e tenha menos oportunidades do que nós!...

Convenção dos Direitos da Criança faz 20 anos e é o tratado mais ratificado da História


Hoje comemoram-se os 20 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança. Infelizmente o documento é não é cumprido em muitos países, como é comprovado pela notícia do jornal Público de hoje, bem como pelo vídeo que é apresentado mais à frente.



Se a legislação mudasse a realidade, as crianças de todo o mundo estariam perto da situação ideal. A Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptada há exactamente 20 anos, a 20 de Novembro de 1989, é o tratado mais ratificado da História

Só os EUA e a Somália ainda não o subscreveram, apesar de terem manifestado essa intenção e de o Presidente norte-americano, Barack Obama, já ter confessado "embaraço" por estar na companhia de "um país sem lei".

Herdeira de um processo de consolidação dos direitos da criança iniciado nos anos 1920, a Convenção foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas 30 anos após a adopção, em 1959, da Declaração dos Direitos da Criança. Entrou em vigor em Setembro de 1990. Nas últimas duas décadas, cerca de 70 países integraram na sua legislação códigos de protecção da infância.

O trabalho de governos e organizações de apoio à criança tem dado frutos, como referem os indicadores da Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância. Só que o texto da lei esbarra muitas vezes tanto em problemas como a pobreza e a guerra como em tradições e atitudes culturais. É o caso, lembrado numa edição comemorativa dos 20 anos da Convenção, da mutilação genital feminina.

Como escreve nesse relatório Ann Veneman, directora executiva da Unicef, a agenda dos direitos da criança "está longe de ser totalmente cumprida" e milhões continuam sem protecção e sem serviços essenciais. A crise veio também "expor muitas crianças ao agravamento da fome, da subnutrição, da falta de oportunidades e do sofrimento", porque quase 45 por cento da população mundial tem menos de 25 anos.

"Antes que fosse plenamente aceite, na década de 1990, era difícil e extremamente raro qualquer debate público sobre os direitos da criança" e a mera incorporação em legislações nacionais de princípios do texto "traz esperança para crianças e jovens de que um dia os seus direitos sejam realizados", destaca Ishmael Beah.

E Ishmael sabe do que fala. Foram organizações de apoio à infância que o resgataram da condição de combatente na Serra Leoa, onde nasceu em 1980. O antigo menino soldado estudou Ciência Política e hoje colabora com a Unicef e outras organizações, preside a uma fundação e escreveu o best-selller "Uma Longa Caminhada - Memórias de um menino soldado" (Casa das Letras).


Protocolos facultativos

Composta por 54 artigos, a Convenção assenta em "quatro pilares fundamentais" - não discriminação, interesse da criança, direito à vida e ao desenvolvimento, respeito pela opinião da criança - e define padrões para protecção de menores de 18 anos. Em 2000, a ONU adoptou dois protocolos facultativos: um sobre venda de crianças, prostituição e pornografia infantil, outro sobre envolvimento em conflitos armados.

O atraso dos EUA tem sido justificado pela necessidade de verificar a compatibilidade do texto da Convenção com a legislação federal e de cada um dos estados.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/convencao-dos-direitos-da-crianca-faz-20-anos-e-e-o-tratado-mais-ratificado-da-historia_1410615


Para conhecerem na íntegra a Convenção dos Direitos da Criança cliquem aqui.

Cliquem aqui para visionarem um vídeo com uma reportagem realizada pela Journeyman Pictures sobre uma realidade insuportável para qualquer pessoa minimamente civilizada: as crianças soldado da região do Darfur, no Sudão. Esta reportagem prova, mais uma vez, que há uma grande diferença entre as boas intenções das convenções internacionais e a realidade vivida em alguns países, especialmente do Terceiro Mundo.

Muros ao redor do mundo: México-Estados Unidos, Israel-Cisjordânia e Rio de Janeiro (favelas)

Muro entre os EUA e o México, em pleno deserto


No dia 9 de Novembro comemoramos os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Infelizmente existem ainda outros muros em diversas regiões do Globo que continuam a envergonhar a humanidade. Há dias escrevi sobre o muro que a Índia está a construir ao longo da sua fronteira com o Bengladesh.

Hoje é a vez de fazer referência a outros muros: o que os EUA começaram a construir ao longo da sua fronteira com México, em 1991, e que serve para combater a imigração ilegal de mexicanos e de outros povos latino-americanos; o muro que Israel construi a partir de 2002 que separa este país da Cisjordânia (território palestiniano) e, ainda, os muros que a cidade do Rio de Janeiro (Brasil) está a contruir para isolar as populações de algumas favelas mais problemáticas das áreas mais ricas da cidade.

Fiquem com um conjunto de artigos da BBC Brasil sobre estes muros, que são complementados com vídeos com reportagens alusivas ao assunto.


Muro entre os EUA e o México

A fronteira entre o México e Estados Unidos tem 3,2 mil quilómetros. O governo americano construiu um muro de metal num terço de sua extensão. Estima-se que foram investidos mais de 2,4 milhões de dólares na barreira para dificultar a passagem de imigrantes ilegais vindos do México e América Central.

A construção do muro começou em 1991, mas foi em 1994 que os Estados Unidos decidiram intensificar a segurança sob a chamada “Operação Guardião”.

Em quinze anos, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México, mais de 5,6 mil imigrantes ilegais morreram a tentar cruzar a fronteira. A maioria, em consequência das altas temperaturas do deserto.

Centenas de famílias ficaram separadas pelo muro que actualmente praticamente impede o contacto entre os dois lados.

Em alguns pontos da fronteira, além do muro há três cercas de arame que impedem qualquer tipo de contacto entre os dois lados. Com a altura média de 4 ou 5 metros, o muro tem sido equipado recentemente com uma série de dispositivos tecnológicos como detectores infravermelhos, câmaras, radares, torres de controlo e sensores de terra para controlo mais eficiente da fronteira.





Muro entre Israel e a Cisjordânia (Palestina)


Em 2002, o governo israelita iniciou a construção da barreira de separação entre Israel e a Cisjordânia, alegando como objectivo a proteção de seus cidadãos de ataques palestinos.

O que para Israel é uma “parede de segurança” é interpretado do lado palestino como um “muro de apartheid”.

A barreira divisória é ilegal segundo a legislação internacional.

Quando terminada, aproximadamente 85% da barreira estará sobre território palestino ocupado, que inclui Cisjordânia e Jerusalem oriental.

Somente 15% da estrutura segue a chamada “linha verde”, a demarcação estabelecida no armistício de 1949 entre Israel e Cisjordânia, hoje reconhecida internacionalmente como fronteira entre ambos os territórios.

Segundo dados das Nações Unidas de Julho de 2009, 58,3% da barreira estão terminados.






Muros na cidade do Rio de Janeiro (áreas pobres/áreas ricas)

O governo do estado do Rio de Janeiro está construindo desde o começo do ano vários muros ao redor de algumas das favelas e bairros pobres que crescem nos morros da cidade.

No total, 13 favelas ficariam rodeadas pelos muros.

Segundo as autoridades, o objectivo é evitar que as construções precárias dessas comunidades destruam a vegetação da Mata Atlântica que resta ao redor das favelas.

No morro de Santa Marta já foram construídos mais de mais de 600 metros de muro, enquanto que na Rocinha o governo concordou em limitar a parede às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.

Para alguns críticos, os muros do Rio de Janeiro teriam o objectivo de separar as partes mais pobres da sociedade das mais ricas no que contaria como um "apartheid" social.





Fonte: BBC Brasil

Para visionarem a grande reportagem da RTP "Os Muros da Fé" sobre os muros de Belfast e de Nicósia cliquem aqui.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O que faz você pelo Ambiente?


O jornal Público continua a promover uma actividade designada por "O que faz você pelo ambiente?" que está ao alcance de cada um de vocês. O jornal depois publica os trabalhos no seu site em http://blogs.publico.pt/queFazPeloAmbiente/


Passo a transcrever a proposta do Jornal:


Vai de autocarro para o trabalho?

Compra alimentos biológicos uma vez por mês?

Escreve na parte de trás das folhas?

Diga-nos, num máximo de mil caracteres, de que forma está a contribuir para a sustentabilidade do planeta.

Envie-nos os seus textos para
ecosfera@publico.pt´



O desafio que vos faço é não só enviar os vossos trabalhos para o jornal mas também para este blogue partilhando com todos os seus leitores e participantes.

sábado, 14 de novembro de 2009

Grow Up, Cool Down

Na sequência do tema do post anterior, este vídeo da Greenpeace alerta-nos para o problema do aquecimento global e para o desaparecimento dos glaciares, focalizando no glaciar de Upsala na Argentina que actualmente está muito reduzido quando comparado com a sua dimensão há 100 anos atrás.

If we do not take action against climate change the world around us will change dramatically within our life time.

Vinte icebergues da Antárctida a caminho da Nova Zelândia


Mais uma notícia inquietante relacionada com o problema do aquecimento global. A notícia vem da Nova Zelândia: pelo menos 20 icebergues com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros, dirigem-se do Norte da Antárctida para a Nova Zelândia estando já próximos da ilha Macquarie. Vejam a notícia do Público do dia de hoje:

Há uma semana, os cientistas do programa polar australiano nem queriam acreditar no que viam, quando um bloco de gelo foi avistado a oito quilómetros da ilha. Tinha 50 metros de altura e 500 de comprimento.

Dean Miller, biólogo australiano do programa polar, foi o primeiro a avistar o icebergue. "Nunca tinha visto nada igual. Olhei para o horizonte e vi uma enorme ilha de gelo a fluturar", contou ao jornal "The Guardian".

Desde então, mais icebergues têm-se aproximado da ilha, flutuando ao sabor das correntes. Nas últimas 24 horas foram avistados pelo menos quatro, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros.

O glaciologista daquele programa, Neal Young, afirma que existem pelo menos 20 icebergues em redor da ilha. É raro que estes blocos de gelo subam tanto para Norte e entrem em águas menos frias, salienta. "Das imagens de satélite podemos observar um grupo de icebergues, abrangendo uma área com cerca de mil por 700 quilómetros, distanciando-se da Antárctida com a corrente oceânica", lê-se num comunicado. O especialista acredita que estes icebergues são fragmentos recentes de um enorme bloco que se separou há nove anos da plataforma de gelo Ross.

O responsável pela estação na ilha, Cyril Munro, diz que esta tem sido uma semana excitante para os cientistas. "Todos têm os olhos postos no horizonte". Os cientistas que trabalham na ponta mais a Sul da ilha "ficaram espantados por verem aqui um icebergue com dois quilómetros", acrescentou. Os blocos de gelo deverão continuar para Norte e Este, em direcção à Nova Zelândia.

Gelos na Gronelândia também trazem novidades

Icebergues a caminho da Nova Zelândia são um cenário que poderá dar novos argumentos para as negociações climáticas na cimeira de Copenhaga, em Dezembro. Mas a verdade é que a Antárctida não tem a exclusividade nestas questões.

Ontem, a revista "Science" revela que o gelo da Gronelândia está a desaparecer mais depressa do que nunca. De 2006 a 2008, Verões mais quentes do que o costume elevaram o degelo a um ritmo sem precedentes, com uma perda anual de 273 quilómetros cúbicos, concluiu a investigação, que recorreu a imagens de satélite e a um modelo atmosférico regional.

A camada de gelo da Gronelândia contém água suficiente para causar uma subida média do nível do mar de sete metros, afirma aquela universidade. Desde 2000, a camada de gelo perdeu cerca de 1500 quilómetros cúbicos, o que representa uma subida de cinco milímetros.

"A perda de massa na Gronelândia tem vindo a acelerar desde o final da década de 90 e as causas do fenómeno sugerem que esta seja uma tendência para continuar num futuro próximo", lê-se num comunicado assinado por Jonathan Bamber, um investigador da Universidade de Bristol que participou no estudo.

Segundo os investigadores (das universidades de Utrecht, Delf e Bristol; do Instituto de Investigação Marinha e Atmosférica; do Real Instituto de Meteorologia da Holanda; e o Jet Propulsion Laboratory), esta perda de massa gelada explica-se com o aumento do degelo à superfície e com o facto de os glaciares estarem a dirigir-se mais rapidamente para o oceano.

Até 2100, o nível médio do mar deverá subir entre 28 e 43 centímetros, estima o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409759

Galiza e Irlanda

Em complemento ao post anterior, deixo-vos dois vídeos promocionais do turismo da Galiza (Noroeste de Espanha) e da República da Irlanda (Eire). Vejam as paisagens belíssimas destes destinos turísticos que já tive o privilégio de conhecer. Aliás a Galiza é um pouco como a minha segunda pátria, onde gosto muito de estar e onde me sinto muito bem. Não se esquçam que estamos a pouco mais de 100 Km e a uma hora de distância. É já aqui!




Carlos Nuñes e Chieftains - mais um bocadinho de sonoridades celtas da Galiza e da Irlanda

Como já disse há dias sou um grande apaixonado pela música com sonoridades celtas. Mais uma vez, mostro-vos um pouco mais das músicas do gaiteiro galego Carlos Nuñes e dos irlandeses Chieftains. E mais uma vez os sons tradicionais da Galiza cruzam-se com os da Irlanda numa harmonia belíssima.

Carlos Nuñes e The Chieftains - Irish Dance Set (reparem no trabalho notável de percussão e dos dançarinos irlandeses)



Carlos Nuñes - Amanecer




Carlos Nuñes - Pasacorredoiras


Há água na Lua

A NASA descobriu grandes quantidades de água na Lua. O anúncio foi feito pela agência espacial norte-americana, depois de revelados os dados da sonda LCROSS que há um mês cumpria uma missão no satélite terrestre.

Os cientistas esperam que o líquido, congelado há milhões de anos, revele segredos sobre a formação do sistema solar.

“Encontrámos água e não encontrámos só um bocadinho, foi uma quantidade significativa. Se recordarem que há um mês falávamos em colheres de chá, agora posso dizer-vos que na cratera que a LCROSS fez, a 20 ou 30 metros, encontrámos talvez uma dezena destes baldes de dois galões de água”, disse Anthony Colaprete, investigador principal da sonda.

A NASA também acredita que a descoberta de água no subsolo lunar permitirá reforçar as condições para a construção uma base a partir da qual serão lançadas missões de exploração espacial, nomeadamente de voos habitados rumo a Marte.

Perto de meio século depois da primeira missão Apollo à Lua, a descoberta desta sexta-feira ultrapassa todas as expectativas dos cientistas e poderá dar novo fôlego o programa espacial norte-americano.

Fonte: http://pt.euronews.net/2009/11/14/nasa-confirma-agua-na-lua/


Vejam se seguida um vídeo com uma reportagem de uma televisão brasileira sobre esta grande descoberta da NASA.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Metro de Tóquio em hora de ponta

Este vídeo mostra a grande confusão e aventura que é andar de metropolitano em hora de ponta na gigantesca cidade de Tóquio.

Tóquio é o centro da maior megacidade do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as províncias japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de um quarto de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio. A população desta região metropolitana é de 37 milhões de habitantes, e a sua área urbananizada é de aproximadamente 5 200 km².

O metro de Tóquio tem 13 linhas com um comprimento total de 286,2 km, fazendo dele o terceiro maior do mundo, a seguir a Nova Iorque e Londres.

A hora de ponta na maior megacidade do Mundo é semelhante à de qualquer outra megalópole com uma exceção: os japoneses disciplinaram-se para conviver com ela. Os passageiros do metro que querem tentar um cobiçado assento formam uma fila ao lado daqueles que preferem partir rapidamente. Assim que o comboio fecha as portas, a fila dos que esperaram para viajar sentados desloca-se para o lugar da outra. É um movimento tão sincronizado que parece ensaiado. Funciona perfeitamente. As pessoas espremem-se no metro, onde funcionários, os "Oshiyás" (empurradores) com uniforme azul-marinho e luvas brancas tratam de empurrar vigorosamente os passageiros pela carruagem dentro. Tudo para manter a eficiência no atendimento à população. Sem atrasos, sem demora.

O desconforto de viajar colado ao corpo de estranhos é compensado não só pela pontualidade, mas também pela organização e abrangência da rede. São 283 estações e 292 quilómetros de linhas.


Preparação para os exames nacionais de Geografia A


Pensando especificamente nos alunos do 11º ano de Geografia A que vão ter exame nacional no final do ano lectivo, têm aqui dois links ao site do GAVE que poderão ser muito úteis para a se prepararem para o referido exame.


Os links são os seguintes:

http://www.gave.min-edu.pt/np3/103.html (enunciados e os critérios de classificação dos exames nacionais dos anos anteriores).


Assim, já podem ir treinando as questões de exame que poderão encontrar nos dois endereços.

A competitividade dos trabalhadores portugueses é inferior a 30 por cento da média europeia


Um relatório da Associação Industrial portuguesa (AIP) revela mais uma vez um facto que é extremamente penalizador para a competitividade das empresas portuguesas e para a economia nacional: a produtividade em Portugal é 30 por cento inferior à da média europeia.

Para Jorge Rocha de Matos, presidente da associação, este indicador envergonha Portugal.

Este é um assunto deveras preocupante para o futuro do país. É a nossa sobrevivência enquanto povo e nação que está em causa. Não se esqueçam que o futuro começa hoje e é na própria Escola que deve começar a mudança de mentalidades. Todos nós devemos ser mais produtivos. Os alunos deveriam aproveitar melhor o seu percurso escolar, aproveitar melhor o trabalho desenvolvido pelos professores e desenvolver ao máximo as suas capacidades e competências de modo a que, num futuro muito próximo, possam ser mais úteis ao país e contribuir para a inversão desta situação. O atraso do nosso país não pode ser encarado como uma fatalidade. Todos podemos contribuir para um país melhor e mais competitivo.



Vejam agora a notícia da TSF on line publicada ontem:


O indicador de produtividade apresenta um valor de 70,8 por cento da média da União Europeia em 2008, o que significa que Portugal produz em média menos 30 por cento do que os restantes países europeus.

«Este é sem duvida o indicador mais critico e que nos envergonha, pois nenhum país consegue afirmar-se competitivamente, crescer e desenvolver-se de forma sustentada sem que a produtividade aumente significativamente», disse o presidente da AIP, frisando que alterar esta situação é um «desafio colectivo» que Portugal deve abraçar.

No que diz respeito à educação e à formação, o relatório da competitividade diz que Portugal está muito aquém da meta estabelecida para 2010 pelo plano tecnológico. Em 2008, apenas 54,3 por cento dos jovens completaram o ensino secundário.

A eficiência energética merece também nota negativa, aparecendo na cauda da Europa.

Perante estes dados, Jorge Rocha de Matos defendeu que é urgente uma convergência entre empresários e o Estado, por considerar que a resposta necessária não pode passar unicamente pelos empresários ou pela administração pública.

Na opinião do responsável da AIP, essa convergência é essencial para conseguir aproximar Portugal da União Europeia.

Apesar de as questões essenciais terem nota negativa neste relatório, há também a salientar dados positivos, como um aumento do número de licenciados em ciências e tecnologia e, pela primeira vez, um excelente destaque a fontes renovareis no consumo de electricidade.

O documento destaca ainda que pela primeira vez Portugal está na lista dos países moderadamente inovadores.

Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1417251

Vejam agora uma reportagem da RTP alusiva ao mesmo assunto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ONU: Assembleia Geral apoia formalmente Aliança das Civilizações


No passado dia 10 de Novembro a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução em que pela primeira vez apoia formalmente a iniciativa da Aliança de Civilizações, liderada pelo ex-presidente português Jorge Sampaio, e o seu propósito de fomentar o diálogo entre as culturas.
Os 192 países que integram a ONU aprovaram por consenso a resolução co-patrocinada por quase uma centena de países, que foi discutida no âmbito de uma reunião dedicada à cultura de paz.
No documento redigido pela Espanha, a Turquia expressa um "apoio continuo à Aliança das Civilizações e anima os seus responsáveis a prosseguir o trabalho mediante diversos projectos práticos nas esferas da juventude, educação, meios de comunicação e migrações".


Para conhecerem melhor o que é esta iniciativa liderada por um português cliquem no seu site oficial: http://www.unaoc.org/

Natureza emenda erros do homem e ajuda a salvar Planeta

E agora uma boa notícia que vem do JN on line e que nos mostra que apesar dos erros do Homem, a natureza parece que vai conseguindo, de algum modo, dar a volta à situação corrigindo alguns problemas ambientais, o que poderá levar os cientistas a rever as previsões sobre o ritmo do agravamento do aquecimento global.




Água resultante do degelo de glaciares favorece absorção de CO2 pelo fitoplâncton, o que ajuda a combater o aquecimento global.


O gelo que derrete dos glaciares próximos da Península Antárctica devido ao aquecimento climático acelera o próprio processo de "descongelação" mas também permite ao oceano reter o dióxido de carbono absorvido pelo fitoplâncton, concluíram investigadores.

Segundo os cientistas do centro de investigação British Antarctic Survey, a maior parte dos efeitos do aquecimento climático tem um retorno ou efeito de retroacção positivo: sem gelo, o calor da radiação solar é menos reflectido na atmosfera e mais absorvido pela água, o que acelera o mecanismo de degelo.

No entanto, a absorção de CO2 pelo fitoplâncton oceânico retarda o aquecimento, destacaram os investigadores britânicos, que publicaram hoje os seus trabalhos na revista digital "Global Change Biology".

Durante os últimos 50 anos, cerca de 24 mil quilómetros quadrados de gelo derreteram em redor da Península Antárctica, o que provocou eclosões de fitoplâncton, que absorve o carbono por fotossíntese.

A parte do fitoplâncton que não é consumida pelos animais marinhos deposita-se no fundo do mar.

O investigador Lloyd Peck e os seus colegas consideram - com base em fotografias de algas verdes captadas na zona - que 3,5 milhões de toneladas de carbono (o equivalente a 12,8 milhões de toneladas de CO2) ficavam no fundo do oceano perto da Península Antárctica.

Esta quantidade equivale à capacidade de armazenamento de dióxido de carbono que têm 6.000 a 17 mil hectares de floresta tropical, segundo os autores da investigação.

Trata-se de uma gota de água, se comparada com as quantidades de CO2 resultantes da utilização dos combustíveis fósseis e da desflorestação, que ascenderam a 8,7 mil milhões de toneladas em 2007.

"É, ainda assim, uma descoberta importante", na opinião de Lloyd Peck, para quem o fenómeno é um sinal da "capacidade da natureza para contrariar as adversidades" e deve ser tido em conta nas futuras previsões relativas às alterações climáticas.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1417106

População portuguesa é a que envelhece mais depressa na UE


Segundo um relatório apresentado hoje no Parlamento europeu em Bruxelas pelo Instituto de polítia Familiar (IFP) Portugal é o país da União Europeia em que a população está a envelhecer mais depressa. Esta é mais uma situação deveras preocupante para o nosso país e para os outros países da UE, que pode pôr em causa o nosso futuro.


Vejam agora a notícia do Público on line publicada hoje:


A organização refere que as pessoas com mais de 65 anos passaram de 11,2 por cento em 1980 para 17,4 por cento em 2008. Imediatamente atrás de Portugal segue a Espanha, segundo o mesmo documento, que adianta que uma em cada cinco pessoas tem mais de 65 anos em Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Suécia. A Irlanda é o país com a população mais jovem, com uma média de 35,1 anos. Em Portugal, a média é de 40,5.

Também a par da Espanha e da Itália, no âmbito da União Europeia a 15, Portugal é referido como o país que oferece menos assistência às famílias (1,2 por cento do Produto Interno Bruto - PIB), estando abaixo da média europeia, que é de 2,1 por cento do PIB. Os valores dos benefícios sociais para as famílias variam entre 23 e 2158 euros no espaço comunitário. Mas dentro dos 15, Portugal (151 euros anuais por pessoa, dados de 2006) e Espanha (212 euros) são apontados como os que menos dão assistência.

Portugal, tal como seis outros países, é indicado como tendo restrições nos rendimentos que impedem um grande número de famílias de receber benefícios directos para as crianças. O IPF também caracteriza como “nível crítico” a taxa de nascimento de 1,34, embora acima da Eslováquia, que tem o valor mais baixo da UE (1,25).

"Inverno demográfico"

A Europa está "imersa num nunca visto Inverno Demográfico", refere o mesmo instituto, ao lembrar o défice anual de nascimentos, o aumento dos abortos e a “explosão” de divórcios.

O relatório refere o aumento de idosos em relação aos menores de 14 anos, o decréscimo de 775 mil nascimentos anuais numa comparação com dados de há 26 anos (menos 12,5 por cento), a realização de 1,2 milhões de abortos, a descida de mais de 725 mil casamentos por ano e um milhão de divórcios. "O aborto e o cancro são as principais causas de morte", assinalou. A cada 27 segundos há um aborto nos 27 e a cada três minutos uma rapariga jovem interrompe uma gravidez, refere o relatório.

"Desde 1990 houve 28 milhões de abortos na União Europeia. Tantos como a população de Malta, Luxemburgo, Chipre, Estónia, Eslovénia, Letónia, Lituânia, Irlanda, Finlândia e Eslováquia", lê-se. Para o IPF, é necessário redireccionar as políticas da família dos países da União Europeia, de forma a encará-las como "um grupo social, económico, educativo e emocional” e não apenas “individualmente".

O relatório sublinha que tem sido a imigração a principal alavanca para o crescimento da população nos 27 e adianta que a Europa é cada vez mais um velho continente: há 85 milhões de idosos contra 78,5 milhões de jovens abaixo dos 14 anos. A média de idades fixa-se nos 40,3 anos, um aumento de três anos em 15 anos.

O IPF refere que se a pirâmide demográfica continuar a inverter-se, em 2050 a população europeia perderá 27,3 milhões de pessoas, caindo para 472 milhões, e a Alemanha será o país mais afectado. O documento também refere que uma em cada três crianças nasce fora do casamento, em especial na França e Reino Unido. O documento refere ainda haver 43 por cento de pessoas não casadas contra 45 que contraíram matrimónio.

"Há mais de um milhão de divórcios, o equivalente a um colapso de casamento a cada 30 segundos. Mais de 10,3 milhões de divórcios em 10 anos (1997-2007) na EU dos 27 afectou mais de 17 milhões de crianças", lê-se. Por outro lado, duas em três famílias não têm crianças. Em média, os agregados familiares têm 2,4 elementos. Entre os apoios, defende-se, num prazo de cinco anos, o gasto de 2,5 por cento do PIB para a Família, 125 euros mensais para crianças e durante nove meses para as grávidas.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/populacao-portuguesa-e-a-que-envelhece-mais-depressa-na-ue_1409358

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os 20 anos da queda do Muro de Berlim - II

Este vídeo é mais um contributo para a comemoração dos 20 anos da queda do Muro de Berlim.