Campanha “Bankrupt Companies” do WWF Brasil.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
O que nos deixam as empresas que fecham
Campanha “Bankrupt Companies” do WWF Brasil.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Causas para a tragédia que ontem se abateu na ilha da Madeira

Chuva de ontem foi excepcional e a falta de um radar meteorológico não permitiu que fosse prevista
Foi uma chuva excepcional. A quantidade de precipitação que caiu sobre o Funchal entre as 6h00 e as 11h00 (111 milímetros) foi quase o dobro do limite que leva a declarar o alerta vermelho (60 milímetros em seis horas). No Pico do Arieiro, foi quase o triplo (165 milímetros). A hora mais problemática foi entre as 9h00 e as 10h00, quando caíram 52 milímetros. A partir das 11h, os próprios serviços de meteorologia da Madeira foram afectados e deixaram de comunicar com Lisboa.
O Instituto de Meteorologia (IM) não tinha como antecipar aquela situação. "São valores mais do que excepcionais", diz a meteorologista Maria João Frada, do IM. Os modelos de previsão não podem antever extremos como aqueles. E a Madeira não dispõe de um radar meteorológico, que teria permitido avaliar o potencial de precipitação das nuvens que se aproximavam. Só há dois no país, um no Algarve e outro em Coruche.
"Na Madeira, seria importante haver um", avalia o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. A confluência de massas de ar frias, do Norte, e quentes, do Sul, torna com frequência o ar muito instável na região.
Rui Rodrigues, responsável pela monitorização dos recursos hídricos no Instituto da Água, também considera excepcionais as chuvadas na Madeira. Com base em curvas que integram a intensidade, a duração e a frequência dos episódios de precipitação na região, uma situação como a de ontem aconteceria uma vez em cada cem anos ou mais. O número é apenas uma aproximação - dadas as limitações do modelo de base a partir do qual foi calculado - , mas ainda assim "dá a indicação de que se tratou de um fenómeno muito extremo", diz Rui Rodrigues.
O excesso de água combinou-se com dois factores para o trágico resultado de ontem. Um deles é a própria geografia da Madeira, com declives acentuados do interior para o litoral. Um forte temporal, concentrado em poucas horas, forma enxurradas que varrem o que está à sua frente. Já tinha acontecido em 1993. "Havia blocos de pedra a saltar para a água como bolas de pingue-pongue", recorda Rui Rodrigues.
O segundo factor é humano: a ocupação crescente das zonas mais baixas, para onde a água escorre, especialmente no Funchal. "A cidade cresceu muito nos últimos 20 a 30 anos", afirma Hélder Spínola, dirigente da associação ambientalista Quercus e que vive na Madeira.
Além disso, diz Spínola, a procura por mais espaço edificável resultou no estrangulamento das ribeiras e no seu encanamento, aumentando o risco de cheias. As imagens de umas oficinas da PSP atravessadas por uma torrente de água mostravam este efeito: era o caudal de uma ribeira estrangulada, que extravasara para a rua. "Este é um exemplo como muitos outros", afirmou Hélder Spínola.
Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, procurou afastar as críticas de má ocupação do território, dizendo que foram feitas intervenções importantes para minorar o risco de cheias. "Se não tivéssemos feito as obras de canalização das ribeiras que fizemos, hoje não existia a Baixa do Funchal", disse.
Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/chuva-de-ontem-foi-excepcional-e-a-falta-de-um-radar-meteorologico-nao-permitiu-que-fosse-prevista_1423695
A seguir transcrevo o comunicado do Instituto de Meteorologia em que é explicado o fenómeno meteorológico que provocou a tragédia de ontem na Madeira:
Temporal no Arquipélago da Madeira
O Arquipélago da Madeira foi afectado no dia 20 de Fevereiro por um sistema frontal de forte actividade associado a uma depressão que às 00UTC estava centrada na região dos Açores e em deslocamento para nordeste. A massa de ar quente associada a este sistema frontal caracterizou-se por elevada instabilidade e transportando um grande conteúdo de vapor de água. Na sua trajectória pela ilha, a orografia constituiu um factor adicional de agravamento do fenómeno.
Esta situação determinou a emissão de avisos de precipitação pelo Instituto de Meteorologia, I.P., a partir do dia 19, às 19h25, elevando-se o nível de severidade ao longo da evolução do fenómeno, tendo sido emitido aviso vermelho ? o nível mais severo na escala de avisos utilizada pelo IM - às 10 h do dia 20.
Os valores mais elevados de precipitação acumulada numa hora registados nas estações Funchal-Observatório e Pico do Areeiro foram respectivamente 52 mm (entre as 9 e as 10 h) e 58 mm (entre as 10 e as 11 h). Entre as 6 e as 11h registaram-se 108 mm e 165 mm nas estações mencionadas. O valor acumulado em 6 horas na estação Funchal-Observatório foi superior ao valor normal de 30 anos (1961-1990).
Fonte: http://www.meteo.pt/pt/otempo/comunicados/index.jsp
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Bob Dylon - Like a Rolling Stone
Golpe de Estado no Níger

Mais um golpe de Estado num país africano. Agora é a vez do Níger, um dos países mais pobres do Mundo. O Níger é um país africano, limitado a norte pela Argélia e pela Líbia, a leste pelo Chade, a sul pela Nigéria e pelo Benim e a oeste pelo Burkina Faso e pelo Mali. Capital, Niamey. Em 2007, o Níger foi avaliado pelas Nações Unidas como o país com o mais baixo IDH de um conjunto de 182 países (0,340).
Vejam a notícia publicada hoje no Público on line:
União Africana e França condenam golpe no Níger
O presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, e a França condenaram a “tomada do poder pela força” e pediram diálogo e um “regresso rápido à ordem constitucional” no Níger, onde ontem militares prenderam o Presidente, Mamadou Tandja, e prometem restaurar a democracia.
Na capital do país, Niamey, os militares mantêm hoje veículos blindados na zona da cidade, praticamente vazia, onde estão o palácio presidencial, ministérios, residências oficiais e o estado maior do Exército. Nos bairros populares a situação é próxima do habitual, com muita gente na rua.
Ontem à noite, após um golpe que provocou pelo menos três mortos e cerca de uma dezena de feridos, um porta-voz do “Conselho Supremo para a Restauração da Democracia” (CSRD) anunciou a suspensão da Constituição que Tandja, após dez anos de presidência relativamente calma, fizera aprovar no ano passado para se manter no poder. Após essa iniciativa, a União Europeia suspendeu a ajuda ao desenvolvimento e os Estados Unidos adoptaram sanções diplomáticas e económicas.
O golpe foi liderado pelo coronel (e não major, como inicialmente referido) Abdoulaye Adamou Harouna, mas a junta militar que detém o poder é, segundo a Reuters, chefiada pelo major Salou Djibo. A figura mais conhecida da junta é o coronel Dijibrilla Hima Hamidou, conhecido como “Pelé”, comandante da mais importante região militar do Níger, que em 1999 participou na acção militar que abriu caminho às eleições que levaram Mamadou Tandja à presidência.
Segundo a AFP o Presidente está detido numa guarnição militar a cerca de duas dezenas de quilómetros da capital.
Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/uniao-africana-e-franca-condenam-golpe-no-niger_1423481
Anunciada a lista dos 25 primatas mais ameaçados de extinção

Existem mais de 630 espécies de primatas e, destas, mais de 300 estão ameaçadas de extinção. Mas, entre estas, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) escolheu as 25 mesmo à beira do desaparecimento: cinco vivem em Madagáscar, seis em África, 11 na Ásia e três na América Central e do Sul.
Na lista encontra-se o langur-de-cabeça-dourada, que apenas vive na ilha de Cat Ba (Vietname) e que se resume a uns 60 a 70 indivíduos. Também o lémure-desportivo-do-norte, de Madagáscar, se limita hoje a menos de 100 exemplares. A este mesmo número se resume ainda o sifaca-sedoso, igualmente de Madagáscar. Com poucos mais elementos (à volta de 110) conta o gibão-de-crista-negra, no Vietname.
Também um dos nossos primos mais próximos - o orangotango de Samatra, que deverá ter cerca de 7000 indivíduos - faz parte deste relatório, intitulado Primatas em Perigo: Os 25 Primatas mais Ameaçados do Mundo, 2008-2010. Em África, o galago-anão-do-rondo, da Tanzânia, com umas orelhas e olhos imensas, é outra das espécies em sério risco. O macaco-diana-de-roloway (Costa do Marfim e Gana), o gorila-do-rio-cruz (Camarões e Nigéria) ou o cólobo-vermelho-do-rio-tana (Quénia) foram outros escolhidos.
O tamarim-cabeça-de-algodão, existente só na Colômbia, também não está em boas condições. Os seus tufos de pêlo branco dão-lhe uma aparência que o torna muito procurado como animal de estimação, conduzindo ao seu declínio rápido.
Fonte: http://www.publico.pt/Ciências/anunciada-a-lista-dos-25-primatas-mais-ameacados-de-extincao_1423450
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
We Are The World 25 For Haiti
We Are The World 25 For Haiti
There comes a time
When we head a certain call
When the world must come together as one
There are people dying
And it’s time to lend a hand to life
The greatest gift of all
We can’t go on
Pretending day by day
that someone, somehow will soon make a change
We are all a part of
God’s great big family
And the truth, you know love is all we need
[Coro]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me
Send them your heart
So they’ll know that someone cares
so there cries for help
will not be in vein
We can’t let them suffer
no we cannot turn away
Right now they need a helping hand
We are the Children
We are the ones who make a brighter day
so lets start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me
When you’re down and out
There seems no hope at all
Well, well, well, well, let us realize
That a change can only come
When we stand together as one
[Coro]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
Got to start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me
We are the world
We are the children
Its for the children
We are the ones who make a brighter day
So lets start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me
[Coro]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we make a better day
Just you and me
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
Choice were making
saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me
We all need somebody that we can lean on
when you wake up look around and see that your dreams gone
when the earth quakes we’ll help you make it through the storm
when the floor breaks a magic carpet to stand on
we are the World united by love so strong
when the radio isn’t on you can hear the songs
a guided light on the dark road your walking on
a sign post to find the dreams you thought was gone
someone to help you move the obstacles you stumbled on
someone to help you rebuild after the rubble’s gone
we are the World connected by a common bond
Love the whole planet sing it along
[Coro]
Everyday citizens
everybody pitching in
You and I
Uh, 12 days no water
wishing will to live
we amplified the love we watching multiple
Feeling like the Worlds end
we can make the World win
Like Katrina, Africa, Indonesia
and now Haiti needs us, the need us, they need us
[Coro]
Haiti, Haiti, Ha, Ha, ha, ha, ha
Haiti, Haiti, Ha, Ha, ha, ha, ha
Haiti, Haiti, Ha, Ha, ha, ha, ha
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Os 50 anos da descolonização africana - África tem futuro?
Descolonização africana
Este ano faz 50 anos que começou a grande vaga da descolonização africana. Passados 50 anos a "desilusão" é dos termos mais usados quando é analisado o percurso dos países africanos que em 1960 se tornaram independentes. Meio século depois, acredita-se que o continente tem perspectivas, mas "ainda vai levar tempo". Vejam o artigo do jornal Público de hoje sobre o assunto, focando os problemas de subdesenvolvimento e reflectindo sobre o futuro deste continente.
O ano em que começou um futuro ainda por cumprir
Num dos primeiros dias de Julho de 1960, Mason Sears, durante anos representante dos Estados Unidos na Comissão de Curadorias das Nações Unidas, organismo vocacionado para a descolonização, limpou a secretária e apresentou a demissão. "Em África", disse, "o nosso trabalho está feito. Acabou." O tempo e os factos mostraram que não era assim, mas o episódio ilustra o ambiente de entusiasmo geral sobre o futuro dos países que se tornavam independentes. Meio século depois, a maior parte tem por cumprir os sonhos que nortearam a luta contra o colonialismo.
A consciência de missão cumprida de Sears explica-se pela vaga descolonizadora no que ficaria conhecido como o "Ano de África": em 1960 o mundo via nascer 17 novos países, 14 deles antigas colónias francesas. "Desilusão" e "frustração" são hoje os termos mais comuns nas descrições sobre o caminho percorrido.
"É preciso ser franco. [O balanço] está longe de ser agradável. Não falo sequer de democracia, mas de bom governo. A China não é democrática, mas avança. Outros países, como a Coreia do Sul ou a Malásia, desenvolveram-se sem democracia no início. A diferença? Dirigentes esclarecidos... Podemos considerar que as grandes potências, que nos impuseram muitos diktats, não ajudaram. Que o Ocidente tem a sua quota de responsabilidade. Mas os principais responsáveis somos nós", disse numa recente entrevista à revista Jeune Afrique o gabonês Jean Ping, presidente da Comissão da União Africana.
No final da II Guerra Mundial, em África, apenas Etiópia, Libéria e Egipto eram independentes e quando os anos 1950 chegaram ao fim ainda só se lhes tinham juntado Líbia, Marrocos, Sudão, Tunísia, Gana e Guiné-Conacri. Mas a vaga de independências de 1960, principalmente de colónias francesas, mostrou que a tendência era irreversível.
Logo a 1 de Janeiro tornaram-se soberanos os Camarões franceses, que no ano seguinte se unificariam com os britânicos. Em Abril foi a vez do Togo. E em Junho aconteceu o mesmo com a Federação do Mali e depois com Madagáscar. Em três semanas de Agosto surgiram nove países francófonos, incluindo o Senegal, que só convivera dois meses com o Mali após o corte com a metrópole, que ainda vivia a ressaca da derrota na Indochina e estava a braços com a insurreição argelina. Já em Novembro a Mauritânia separava-se do colonizador, pondo fim ao sonho alimentado por De Gaulle, referendado em 1958, de uma "comunidade": os estados autónomos tornavam-se soberanos, ainda que em muitos casos a influência de Paris se prolongasse por décadas.
Também em 1960 o Reino Unido abriu mão da Nigéria e do território que, com uma colónia italiana, deu origem à Somália. A Bélgica viu-se forçada a deixar o Congo. Num ápice, o mapa de África mudava.
A fragilidade das metrópoles evidenciada pela II Guerra, a descolonização asiática e as pulsões nacionalistas deram aos movimentos independentistas uma dinâmica que quase só o regime autoritário português contrariava. "Não percam tempo a convencer-me do princípio da independência. Há acordo sobre isso", dizia, em Abril de 1960, citado pela revista Time, o ministro de assuntos coloniais britânico, Iain MacLeod, a delegados da Serra Leoa, que seria independente no ano seguinte.
Bons e maus começos
Alegria e salvas de tiros saudaram as independências e há boas histórias, como a do Senegal, onde a democracia fez caminho ainda que sob ameaça constante de guerra em Casamansa. Ou o Benim, com um passado de golpes mas hoje uma democracia tida como estável, embora sofrendo de subdesenvolvimento e tensões. O Gabão é também sinónimo de estabilidade, mas de uma estabilidade associada ao autoritarismo. A Costa do Marfim, com um começo próspero e sem convulsões, caiu na violência e na guerra civil após a morte do primeiro Presidente, Houphouët-Boigny, em 1993. Mesmo países com importantes recursos, como a Nigéria, têm vivido em instabilidade.
Nalguns lugares o nascimento dos países foi acompanhado com preocupação. Aconteceu nos Camarões, que viveram o primeiro dia de independência com metade do território sob estado de emergência. Na República Democrática do Congo, o ex-Congo belga, a ruidosa violência de 1960 era apenas o prenúncio de uma história de guerras, golpes, corrupção e pobreza, que se reproduziu, em escalas diversas, noutras paragens. Em vários casos, à libertação sucederam-se décadas de ditadura. O caso extremo de fracasso será a Somália, onde o caos substituiu o Estado desde 1991.
"O panorama actual dos países chegados à independência em 1960 é bastante frustrante", diz Alexander Keese, professor do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. "Não há desentusiasmo. Há sim uma fortíssima frustração", afirma Eduardo Costa Dias, do Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). "Há desilusões profundas, mas outra coisa é dizer que o futuro será sempre assim", refere Adelino Torres, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
A falta de desenvolvimento, as guerras e o défice de democracia são, para o professor do ISEG, os grandes problemas dos países que há 50 anos - e nos anos anteriores e seguintes - ascenderam à independência. E, no entanto, em 1960, o futuro parecia risonho. "O início foi caracterizado por um optimismo total, nos próprios países e nos Governos da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, e, em muitos casos, [vendo de modo] retrospectivo, um pouco absurdo. Esperava-se um progresso económico nítido, com fundamento nas teorias de modernização, que preconizavam um ritmo próprio de evolução económica e um rápido sucesso baseado na agricultura de exportação", afirma Alexander Keese. As "tendências para a monocultura e um dirigismo económico inflexível", bem como uma "tradição burocrática pesada" e uma herança "administrativa repressiva" do período colonial são outros problemas identificados por este investigador.
Do ponto de vista económico, afirma Adelino Torres, os países africanos seguiram uma estratégia que se revelou errada e que, na maioria dos casos, se ficou pela "industrialização" para "substituição de importações". A queda dos preços das matérias-primas - " se a Costa do Marfim tivesse [hoje] de repente o cacau ao preço de 1980 pagava a dívida externa" - é outra condicionante apontada pelo professor de Economia, para quem, apesar de todas as dificuldades, "África deu um salto à velocidade da luz entre a economia primitiva e a economia de mercado".
Novas dependências
Alexander Keese considera que "no âmbito social e político, na grande maioria dos países, estabeleceram-se sistemas clientelistas e muitos grupos e regiões ficaram excluídos". "Quase tudo foi permitido, não havia nenhuma pressão [externa] para os novos Governos manterem estruturas democráticas", acrescenta. Com outras palavras, Costa Dias vai no mesmo sentido ao referir "a manutenção do mesmo tipo de aparelho de Estado" do período colonial, servido por pessoal político que privilegia tanto a "apropriação como a distribuição por interesses pessoais".
O continente africano sofreu por ter sido um palco "onde os dois blocos [ocidental e soviético] se digladiaram", lembra o investigador do ISCTE. Hoje, refere, vive uma situação de "neocolonialismo, que não tem a ver só com as antigas potências, mas também com as potências emergentes - por razões de negócio mas também de procura de apoio para alterar o seu estatuto internacional - e com as instituições internacionais, que impõem medidas económicas e sociais".
O professor da Universidade do Porto destaca o "grande interesse" das populações pelos processos eleitorais. Mas entende que a esperança de "melhores estruturas de governo diminui com o aparecimento de novos parceiros" pouco interessados em "políticas democráticas de qualidade e no respeito pelos direitos humanos". O caso que aponta é o da China, que promete "investimentos, sem incómodos com perguntas sobre direitos humanos". "Estes investimentos permitirão a elites habituadas a estruturas autoritárias manterem e reforçarem o seu controlo - e as oposições a estas tendências exprimem-se na organização de rebeliões armadas e na fragmentação de Estados", alerta.
Mais optimista, Adelino Torres considera "completamente errada" a concepção de que a democracia é impossível no continente. O professor do ISEG cita o Prémio Nobel Amartya Sen para dizer que o diálogo tem ali uma tradição milenar e defende que, "embora o factor étnico exista, ele não é a origem principal [dos problemas], a origem é política e usa os factores étnicos para promover ambições". "Sou optimista, mas a longo prazo. Porque neste momento há muitas dificuldades - crise global, dívida externa, dificuldades em exportar, dificuldades de desenvolvimento. Só vemos guerras e sida. Mas África é um continente extremamente criativo. E com grande futuro, mas ainda vai levar tempo", afirma.
Uma população que, no fim do ano passado, chegou aos mil milhões de pessoas e o aumento do número de jovens com capacidades técnicas e científicas são factores que, segundo Adelino Torres, permitem encarar com esperança o futuro. A abertura de mercados na Europa e Estados Unidos seria uma ajuda importante, mas essa é uma "questão delicada" para os Governos ocidentais, por motivos internos, reconhece o académico. A integração regional é, do seu ponto de vista, uma via para o desenvolvimento, por poder dar capacidade de sobrevivência aos mercados internos e uma voz mais forte ao continente no âmbito global.
"Somos severos, e temos razão para o ser, em relação à orientação política desde as independências, mas também não temos que ser tão severos. A Europa para chegar à democracia demorou séculos", considera Adelino Torres. Também para Costa Dias - que vê como positivo o "desenvolvimento de uma opinião pública", o crescimento populacional e "o orgulho de ser africano" - "50 anos é nada".
De que precisa, afinal, África, hoje? "De unidade. De outro modo, ficaremos condenados a ver o mundo mudar sem nós", respondia Jean Ping, em vésperas da cimeira da União Africana, no fim de Janeiro.
Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/13-02-2010/o-ano-em--que-comecou-um-futuro--ainda-por-cumprir-18783889.htm
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
John Lee Hooker - Boom Boom
Os problemas das nossas cidades

Se quiserem participar podem enviar uma pergunta concreta sobre um problema da vossa rua, bairro ou cidade que o jornal procurará a resposta junto das autoridades responsáveis, presidente da câmara, vereador, departamento estatal, etc.
Escrevam para: queixascidades@publico.pt
O PÚBLICO fará uma selecção das perguntas recebidas para garantir variedade geográfica e temática. Devem incluir identificação, morada e um número de telefone ou endereço electrónico para o caso de ser necessário algum contacto adicional.
Já agora podem também enviar para este blogue as perguntas que gostariam de fazer aos responsáveis da vossa cidade.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
24 - oitava temporada (estreia)

"24" é, sem dúvida, uma das minhas séries televisivas de culto (tal como era "ER - Serviço de Urgência", que terminou em Portugal na última sexta) e, dada a estrutura da série, não se deve perder nenhum episódio para podermos acompanhar passo a passo a evolução da acção, que é plena de suspense.
Todavia, é importante avisar a todos que a série é um pouco violenta, não sendo aconselhável a crianças e a pessoas mais sensíveis.
Fiquem com o trailer desta nova temporada.
Muddy Waters - Manish boy
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Honestidade
Internet: alunos plagiam cada vez mais para trabalhos escolares

Muitos limitam-se a fazer o "Copy and Paste" de documentos disponíveis na internet, de uma forma acrítica, sem trabalhar o seu conteúdo, sem confirmar a veracidade das informações e sem fazer referência ao site consultado ou ao autor do trabalho.
Uma situação caricata e muito frequente nos trabalhos escolares é a entrega de trabalhos que resultam de impressões directas dos sites, muitos deles escritos em português do Brasil, contendo palavras e expressões muito próprias utilizadas naquele país e que não fazem sentido num trabalho feito em Portugal.
Plagiar é desonesto e pode ser considerado um crime.
Mas afinal, o que é um plágio ou plagiar?
"Plagiar é o acto de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No acto de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.
A origem etimológica da palavra demonstra a conotação de má intenção no acto de plagiar; o termo tem origem do latim plagiu que significa oblíquo, indirecto, astucioso. O plágio é considerado antiético (ou mesmo imoral) em várias culturas, e é qualificado como crime de violação de direito autoral em vários países".
(Fonte: Wikipédia)
Quando fizerem um trabalho de pesquisa procurem sempre ser triplamente honestos: com o autor das ideias que foram utilizadas no trabalho, com o professor e convosco próprios. Não vale tudo para se conseguir uma boa classificação num trabalho, até porque não é muito difícil ao professor detectar o plágio.
Para evitar acusação de plágio quando se utilizar parte de uma obra intelectual na criação de uma nova obra, recomenda-se colocar sempre créditos completos para o autor, através da identificação completa do autor e da sua obra (referência bibliográfica).
De seguida vejam a notícia do Público de hoje:
“As crianças vão à Internet fazer pesquisa para o trabalho escolar e muitas vezes essa pesquisa é um plágio”, disse a investigadora Cristina Ponte, coordenadora do EU Kids Online Portugal, a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala amanhã.
Segundo Cristina Ponte, muitos estudantes pensam que fazer uma pesquisa é “escrever o tema no google, ver o que aparece”, fazer a impressão e entregar na escola, desconhecendo muitas vezes que estão a fazer um plágio. “Muitas crianças pensam que fazer pesquisa é ir à Internet, está aqui, corta, cola, imprime e já está”, disse, chamando a atenção para os “efeitos negativos na qualidade do conhecimento que se adquire”.
A investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa considerou que os pais devem intervir, perguntando aos filhos como estão a fazer o trabalho.
Cristina Ponte disse também que os professores na escola “devem contrariar este método”. A coordenadora do EU Kids Online Portugal, projeto que desde 2006 faz pesquisas a nível europeu sobre os usos da Internet, telemóvel e outras tecnologias em linha por parte das crianças, sublinhou que os pais portugueses “não têm ideia de tudo o que as crianças fazem na Internet”.
“Os pais portugueses vêem com muito entusiasmo o acesso dos filhos à Internet, porque consideram a Internet como meio de aprendizagem. Mas não têm ideia, até porque são pouco utilizadores, de tudo o que as crianças fazem na Internet”, acrescentou.
Segundo Cristina Ponte, “os pais dizem que os filhos utilizam a Internet para a preparação dos trabalhos da escola e para a comunicação com os colegas, mas quando se pergunta a uma criança o que faz com a Internet, vê-se que tem muito mais actividades” do que as enumeradas pelos pais.
Segundo o último Eurobarómetro, divulgado em Dezembro de 2008, um terço dos pais portugueses, com filhos entre os seis e os 16 anos, afirma que “não utiliza nada” a Internet, recordou.
A EU Kids Online está a actualmente a desenvolver uma investigação em 25 países europeus, entre os quais Portugal, sobre o uso de tecnologias digitais, experiências e preocupações sobre risco e segurança online dos filhos por parte dos pais.
A investigação, que deverá estar concluída no Verão, consiste num inquérito a mil crianças de cada país com idades entre os nove e os 16 anos e aos pais.
Fonte: http://www.publico.pt/Tecnologia/internet-alunos-plagiam-cada-vez-mais-para-trabalhos-escolares_1421717
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Hoje é transmitido o último episódio da última temporada (15ª) da série "ER - Serviço de Urgência"

A televisão vai ficar mais pobre sem ER. Enfim, vou ter que me habituar a viver sem esta série que, para mim, será sempre inesquecível. A minha vontade imediata é desatar a comprar os DVD's de todas as temporadas para que esta separação não seja tão difícil...
O vídeo que se segue mostra os últimos minutos deste último episódio.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Movimento emigratório actual comparado ao da década de 60

Vejam a notícia do Público on line de hoje:
"É plausível", admite João Peixoto, da Universidade Técnica de Lisboa. Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos, acha que não.
Ninguém sabe ao certo quantas pessoas estão a virar as costas. Portugal, como quase todos os membros da UE, não faz inquérito de saída. A única hipótese é coligir a estatística dos países de destino, tarefa que o recém-criado Observatório de Emigração já iniciou. Mesmo assim, João Peixoto faz três ressalvas: as estatísticas tendem a não ser comparáveis; a recolha não distingue movimentos temporários de permanentes; e a oferta de emprego não é a que era antes da crise. Muito por força da livre circulação, a nova vaga está concentrada na UE, ou em territórios muito próximos, como a Suíça ou Andorra, nota a coordenadora do observatório, Filipa Pinho. Embora se desbrave caminho na Ásia e em África - com Angola à cabeça.
Manuel Beja dá o exemplo da Suíça. O contingente de cidadãos de nacionalidade portuguesa passou de 173.278 em 2004 para 196.186 em 2008. E, "no ano passado, entravam em média mil por mês". Paradigmático, para Filipa Pinho, é o caso de Espanha: o número de pessoas nascidas em Portugal a residir no país vizinho passou de 71 mil para 136 mil entre 2004 e 2008. Manter-se-á? A taxa de desemprego entre trabalhadores portugueses a residir em Espanha subiu de 4,7 por cento no final de 2007 para 21,89 por cento no final de 2009, revelou o INE espanhol. O exemplo do Reino Unido mostra outro aspecto: o número de nascidos em Portugal passou de 68 mil para 83 mil entre 2004 e 2008. A comunidade ultrapassa os 300 mil nas estimativas consulares de residentes de nacionalidade portuguesa. O que incluirá, atalha Jorge Malheiros, portugueses lusos, descendentes de emigrantes, ex-imigrantes e descendentes de ex-imigrantes.
A culpa não é só do desemprego, que já ultrapassa os 10 por cento, sublinha João Peixoto, que é também membro do Conselho Científico do Observatório da Emigração. Nos anos 90, Portugal vivia um período de crescimento e nem por isso deixou de ter emigração. A culpa é também do diferencial de rendimento entre os portugueses e os outros europeus. E de uma cultura de emigração.
Na década de 60 e na primeira metade de 70, chegavam a sair mais de 100 mil por ano. Por maior que seja a dimensão actual, para Malheiros, não faz sentido comparar. Não só por a geo- grafia da mobilidade ser outra. Também pela forma. As emigrações já não são longas ou definitivas, mas temporárias - por vezes mesmo pendulares: "Nos anos 60, na teoria, a emigração era muito regulada. Agora, as pessoas têm direito a procurar trabalho noutros países da UE. Muitas vezes, saem para prestar serviços específicos e de duração limitada - na construção civil, no turismo, na agricultura. O mercado é muito flexível."
Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/movimento-emigratorio-actual-comparado-ao-da-decada-de-60_1421033
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Dia Aberto da FDUP
A Faculdade de Direito da Universidade do Porto, instituição ao serviço do ensino, da investigação, da cultura e da formação integral dos seus estudantes, retomará, este ano, a iniciativa "Dia Aberto da FDUP".
Esta iniciativa visa abrir a Faculdade à comunidade e dar a conhecer, a todos quantos o desejem, a formação ministrada pela instituição, as saídas profissionais das Licenciaturas em Direito e em Criminologia (esta, pioneira no nosso país), os projectos de investigação em curso e os equipamentos ao dispor da comunidade. Assim, no próximo dia 10 de Março de 2010 (4ª feira), a partir das 15h00, os estudantes dos 9º aos 12º anos de escolaridade são convidados a descobrir esta Instituição. Para além da visita às instalações, terá lugar uma pequena palestra sobre as temáticas acima referidas, com presença de alunos da FDUP e de vários profissionais ligados às múltiplas áreas de saídas do mercado de trabalho.
Mais informações poderão ser obtidas junto do Gabinete de Relações com o Exterior da FDUP: Dra. Manuela Santos / D.ª Susana Silva
Telf.: 22 204 16 74/73
E-mail: https://sigarra.up.pt/fdup/manuela@direito.up.pt
Já agora, gostaram do encontro que tiveram com os meus ex-alunos Vasco e Ricardo?
Vem aí uma geração de rapazes frustrados

Fica, então, o desafio: será que estamos mesmo a criar uma geração de excluídos e uma nova classe baixa constituída pelos homens?
Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/27-01-2010/vem-ai--uma-geracao-de-rapazes-frustrados-18656888.htm
China faz duras advertências aos EUA sobre Tibete e Taiwan
Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, território anexado pela ChinaO que é que será de esperar desta nova tensão entre os dois gigantes mundiais?
Vejam a notícia da AFP de hoje:
Além do Tibete, existem ainda a questão de venda de armas americanas a Taiwan e o caso da censura denunciada pelo Google. Os problemas se multiplicam e ofuscam as relações entre os dois países, numa escalada de conflitos ainda moderada, segundo os analistas.
"Nós opomo-nos com firmeza a tal encontro", declarou à imprensa Zhu Weiqun, alto funcionário do Partido Comunista, numa referência à visita de 10 dias aos Estados Unidos que o Dalai Lama iniciará em Washington a partir de 16 de fevereiro.
Em Dharamsala (norte da Índia), o governo tibetano no exílio declarou que "não há motivos" para que Obama tema uma possível reunião.
No momentos em que as relações China-EUA atravessam um período de turbulências, Zhu Weiqun declarou que um encontro Obama-Dalai Lama "prejudicaria seriamente as bases políticas das relações".
"Se o presidente americano escolher este momento para receber o Dalai Lama, isto ameaçará com certeza a confiança e a cooperação entre China e Estados Unidos", disse o director do Departamento do Trabalho da Frente Unida, responsável pelas negociações com os tibetanos.
A China protesta em todas as ocasiões em que está prevista uma reunião entre o líder religioso tibetano, a quem acusa de separatismo, e líderes estrangeiros.
Oficialmente não foi confirmada uma reunião de Obama com o Dalai Lama, mas o presidente verá o dirigente tibetano "no momento oportuno", segundo fontes do governo americano.
O governo tibetano no exílio rebateu as ameaças de Pequim a Washington.
"Do nosso ponto de vista, temos o sentimento de que o papel dos Estados Unidos é facilitar um diálogo justo e honesto entre os emissários do Dalai Lama e o governo chinês", declarou à AFP o porta-voz do governo tibetano no exílio, Thubten Samphel.
"Os Estados Unidos apoiam o ponto de vista do Dalai Lama, que considera que a questão do Tibete deve ser resolvida dentro da Constituição chinesa", acrescentou Samphel.
"Não há, portanto, razões que sustentem o argumento chinês de que tal encontro prejudicaria as relaçõnes entre China e Estados Unidos".
Em Pequim, Zhu ressaltou que o diálogo de Pequim com os representantes do Dalai Lama, na semana passada, evidenciou as profundas divergências entre as duas partes a respeito do estatuto do Tibete.
O governo chinês informou na segunda-feira ter repetido aos representantes do Dalai Lama que rejeita qualquer concessão sobre a soberania chinesa do Tibete.
"Os interesses nacionais são invioláveis e não há espaço para discussões sobre as questões de soberania nacional e territorial", afirmou o governo em um comunicado oficial.
Nesta terça-feira, Zhu Weiqun destacou que "as relações entre o governo chinês e o Dalai Lama fazem parte totalmente dos assuntos internos chineses".
"Opomo-nos a qualquer tentativa estrangeira de interferência nos assuntos internos da China sob pretexto do Dalai Lama", disse.
A advertência foi feita depois da China ter denunciado a venda de armas americanas a Taiwan, classificando a mesma de "interferência grosseira" dos Estados Unidos nos temas internos chineses.
Depois do anúncio na sexta-feira de um contrato de mais 6,4 bilhões de dólares de vendas de armamentos americanos à ilha, o governo chinês suspendeu imediatamente os intercâmbios militares com os Estados Unidos e anunciou sanções.
Em Singapura, Bruce Lekmim, vice-subsecretário da Força Aérea Americana, afirmou que a China teve uma reacção infeliz.
Lekmin descartou que os Estados Unidos recuem na decisão de vender armas a Taiwan, a ilha nacionalista considerada pela China comunista uma de suas províncias, mas que desde 1949 vive separada de facto da autoridade de Pequim. (AFP)
Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hO4DsRE2AMyMfp5r1Mucb_GjX2Og
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Louis Armstrong - What a Wonderful World
4G: a revolucão dos telemóveis

Está quase a chegar a nova sensação tecnológica que promete revolucionar as comunicações móveis. A 4ª geração de telemóveis vai ficar ao alcance dos consumidores nos próximos tempos.vejam a notícia do JN on line publicada hoje:
A tecnologia 4G transformará os telemóveis em autênticos computadores sem fios. A informação vai passar a estar ainda mais acessível através de uma rede de internet aberta, sem fios, que ultrapassa até cem vezes a rede da 3ª geração.
Daqui resulta que as velocidades de transferência de conteúdos serão muito superiores. Os utilizadores terão mais acesso a mais conteúdos, através de melhores suportes.
Também será possível incluir novas funcionalidades e novidades, actualizando permanentemente os aparelhos, sem que para isso seja necessário adquirir um novo telemóvel.
O investimento das grandes operadoras já ultrapassa os milhões. Nos EUA, a operadora Verizon prepara-se para o lançamento comercial em 2011, uma vez que a respectiva rede de 4ª geração se encontrará operacional ainda este ano. A AT&T, operadora responsável pelo serviço de internet 3G do aclamado iPad tablet, vai também investir na nova rede de telecomunicações.
A empresa norte-americana Sprint lançou o telemóvel Overdrive na véspera da CES 2010, a maior montra para as novidades da electrónica. Este aparelho suporta a rede 4G.
Em Portugal, a wTVision, empresa fornacedora de tecnologia e serviços na área do infografismo, já está a ponderar a sua entrada no mercado do 4G. A tecnologia permite fazer chegar novos conteúdos a novos públicos e a empresa pretende tirar partido disto mesmo.
Através do 4G será possível produzir televisão num novo formato, “democratizando uma produção que tem actualmente custos exorbitantes”, afirmou o director técnico da wTVision, Alexandre Fraser, em declarações à agência Lusa.
A revolução das redes móveis
Quando a revolução tecnológica "se deu a nível da fibra e do cabo, surgiu o Meo, porque está ao alcance da Internet fixa transmitir vídeo com alta definição por uma linha de Internet".
"Na quarta geração, a revolução que se deu na rede fixa vai acontecer na rede móvel. É perfeitamente viável que passemos a ter um operador de televisão totalmente móvel e uma nova concorrência do Meo e da Zon, baseada num circuito puramente wireless [sem fios]", avança.
A União Europeia está a aplicar, desde o início de janeiro, 18 milhões de euros suplementares na investigação das redes móveis 4G, capazes de permitir à Internet móvel velocidades até cem vezes superiores à das redes 3G, ou seja, cerca de um gigabit (mil megabits) por segundo.
Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1483952
Vejam agora um vídeo aluso ao 4G
