terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"


Loja do Comércio Justo na Rua de Cedofeita fechou em finais de Fevereiro

Hoje de manhã, na Escola Secundária de Rio Tinto, os alunos do 12º I, na disciplina de Geografia C, participaram numa actividade inserida no projecto Rede Nacional de Consumo Responsável. Infelizmente, os recursos tecnológicos não funcionaram, o que obrigou a dinamizadora, Drª Ana Luísa Coelho, a alterar significativamente a actividade.

Apesar destas dificuldades, espero que os alunos tenham aprofundado um pouco mais os seus conhecimentos sobre o Consumo Responsável e o Comércio Justo e que tenham ficado mais sensibilizados para esta temáticas.

A propósito desta actividade, ficam aqui duas notícia do JPN - Jornalismo Porto Net do curso de Ciências da Educação da Universidade do Porto e que fazem referência ao Comércio Justo em Portugal e a dois dos voluntários da Associação Reviravolta: o eng. Miguel Pinto e a doutora Ana Luísa Coelho (que hoje esteve presente na nossa Escola).




Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"

Primeiro activista do comércio justo no país esteve presente, esta quarta-feira, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

"Não é suficiente convidar as pessoas para falar. Estou aqui numa casa que não pratica o comércio justo". Foi num tom crítico que Miguel Pinto, primeiro voluntário do movimento em Portugal, deu o mote para a conferência que levou, esta quarta-feira, o tema do consumo responsável à Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

Acompanhado por Ana Luísa Coelho, também ela activista do Comércio Justo, Miguel Pinto traçou um retrato bastante negativo sobre a situação do movimento em Portugal. "Enquanto que na Europa, o Comércio Justo tem vindo a crescer, aqui a tendência é decrescente", principalmente por causa de uma "falta de ONGs com capital para investir na iniciativa", detecta Miguel Pinto.

Para o voluntário e fundador da associação Reviravolta, o problema principal do comércio justo assenta na falta de influência: "Não temos lobby, não há leis que obrigam as instituições a utilizar o comércio justo" e "não existem em Portugal muitas ONGs" com "capital para investir" no projecto. Razões que, para Miguel Pinto, explicam a "tendência decrescente" do comércio justo que, no Porto, se reflectiu no recente encerramento de uma loja na Rua de Cedofeita.

Tanto Miguel Pinto como Ana Luísa Coelho enfatizaram o trabalho feito com escolas, a nível de sensibilização para a questão do comércio justo e sustentável. Contudo, o activista notou que "está na moda" convidar activistas para leccionar sobre o Comércio Justo, mas que "sem a parte comercial" a iniciativa está numa "situação difícil".

"Podemos explicar às crianças que vale a pena optarem pelo comércio justo, mas se depois não têm onde comprar, acaba por ser uma actividade um pouco oca", completou Ana Luísa Coelho, parceira na coordenação da Rede Nacional do Consumo Responsável. No entanto, ambos os convidados clarificaram que não vão desistir da actividade.

Miguel Pinto lamentou ainda a falta de "cultura de voluntariado" em Portugal. "É preciso uma certa revolta responsável, porque as empresas são cordeirinhos. Se o público optar pelo comércio justo, vão atrás", refere o activista.

Inserida no I Ciclo de conferências sobre consumo responsável promovido pela FLUP e pela Universidade Católica Portuguesa , a sessão desta quarta-feira incluiu ainda a de venda vários produtos de Comércio Justo. Depois da reunião, o público foi convidado a experimentar "café, chá e compotas" gratuitamente.

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/14/comercio_justo_em_portugal_esta_em_tendencia_decrescente.html




O Comércio Justo: Uma Loja do Mundo sobrevive no Porto

No espaço recuperado no Parque da Cidade, a associação Reviravolta expõe produtos de todo o Mundo. O principal objectivo é mudar a atitude dos consumidores portuenses.

Situada no Núcleo Rural de Aldoar desde 2002, a pequena quinta que alberga a Loja do Mundo esconde-se atrás de videiras entrelaçadas e muros de pedra. Um cavalete pousado no chão, a poucos metros da entrada, sustenta o placard da Associação Reviravolta e anuncia a especificidade do espaço onde se está prestes a entrar: Comércio Justo. Sobre as pesadas portas vermelhas, os logótipos das duas associações cooperantes: Altromercato e Equação.

O Comércio Justo, trazido para Portugal há dez anos, tem tido uma adesão lenta e alguns pequeno espaço da Associação Reviravolta, no Parque da Cidade, sobrevive.

Entre o chão de madeira e o tecto inclinado da quinta, erguem-se as estantes e prateleiras coloridasprateleiras coloridas pelos produtos justos que expõem: chocolate mexicano, frutos secos da Amazónia, compota do Equador, artesanato do Nepal, chá do Sri Lanka, CDs de música do Mundo.

Envolvido no projecto há quatro anos, Diogo Vaz é voluntário e faz parte da direcção da associação. Antes da Reviravolta, já estava familiarizado com o conceito de Comércio Justo, mas foi através de uma amiga que percebeu como funcionava este movimento.

Como refererefere, o objectivo da Reviravolta, além de comercializar produtos de Comércio Justo, é promover uma atitude diferente no consumidor face aos preços dos produtos, compreendendo o seu percurso até chegarem às prateleiras das grandes superfícies.

Voluntariado
A associação sem fins lucrativos é totalmente constituída por voluntários. Uma das voluntárias, Katharina, chegou ao Porto em Agosto, através do Serviço Voluntário Europeu (SVE). Vem de uma pequena vila na Áustria, e ainda estranha o ritmo e a dimensão da cidade.

"Queria ir para outro país para ter uma experiência diferente, ver uma cultura nova, aprender uma outra língua e também para trabalhar numa área diferente", explica. Durante uma pesquisa online acabou por tropeçar no projecto da Reviravolta, que viu como uma boa causa, e aceitou o desafio de vir para Portugal durante meio ano.

Como voluntária, Katharina passa grande parte dos seus dias aqui, no espaço que cria a ligação entre o projecto da associação e o público em geral. Além do trabalho na loja, acompanha outros eventos, como os projectos de formação para jovens. São várias as acções de divulgação promovidas pela Reviravolta no Grande Porto. Na loja, foi criado um canto especificamente com este propósito - a JustotecaJustoteca: um espaço com material bibliográfico para consulta dos visitantes.

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2010/01/05/o_comercio_justo_uma_loja_do_mundo_sobrevive_no_porto.html

Sardinha portuguesa certificada na sexta-feira e a indústria conserveira está optimista


Mais uma boa notícia para Portugal: as sardinha de conservas portuguesas vão ser certificadas. Vejam a notícia do Público on line do dia de hoje:



A Associação Nacional das Indústrias de Conservas de Peixe encara com optimismo a certificação que sexta-feira vai ser atribuída à sardinha capturada na costa portuguesa e avança que as indústrias estão prontas a responder às exigências de qualidade.

“O que se pretende é valorizar o produto do ponto de vista do preço a que é vendido junto do consumidor final”, afirma à Lusa Narciso Castro e Melo, secretário-geral da associação, que espera que o consumidor saiba valorizar as conservas certificadas das não certificadas no acto da compra.

O responsável adiantou que das 14 indústrias conserveiras a nível nacional a transformar sardinha, 11 já foram sujeitas a auditorias e deverão em breve ter conservas de sardinha com o rótulo azul de qualidade atribuído da “Marine Stewardhip Council” (MSC).

Narciso Castro e Melo revelou que as conserveiras modernizaram-se e estão já a aplicar regras de segurança alimentar que lhes permitem responder aos apertados critérios relacionados com a certificação ambiental da sardinha.

Para o secretário-geral da associação, a certificação era aliás “indispensável para aumentar a competitividade” da indústria de conservas, sobretudo em relação a Marrocos e Espanha.

Mais de metade da conserva é exportada

“É um sector que exporta 60 por cento da sua produção e tem clientes estrangeiros nomeadamente do mercado inglês que exigem a certificação”, justificou, sendo esperada uma maior valorização do preço de venda das conservas certificadas.

“A sardinha certificada só traz benefícios para o consumidor porque é uma garantia de qualidade e o consumidor dá resposta ao aumento de qualidade”, assegurou António Pinhal, administrador da conserveira “Pinhais e Companhia Lda”, indústria com 89 anos que continua a adoptar métodos de fabrico artesanais nas conservas de sardinha.

Uma estratégia que permite à conserveira de Matosinhos ter um produto de maior qualidade, reconhecido sobretudo no mercado externo ou em lojas gourmet portuguesas.

“As pessoas estão a valorizar a qualidade e não se importam de pagar mais caro”, acrescentou.

Por ano, são comercializadas em todo o país 25 mil toneladas de sardinha em conserva, 60 por cento das quais destina-se à exportação, o que permite facturar 250 milhões de euros.

O processo de certificação da sardinha foi requerido pela Associação Nacional das Organizações da Pesca do Cerco e pela Associação Nacional das Indústrias das Conservas de Peixe e é atribuído pela MSC, a organização internacional sem fins lucrativos responsável pelo único programa de certificação mundial do pescado.

Em todo o mundo, mais de 1500 organizações e sete milhões de toneladas de pescado (12 por cento do total de capturas) estão envolvidas em processos de certificação da MSC, sendo que quatro milhões de toneladas de peixe já são certificadas.

Fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1417416

Glee - Imagine

O vídeo que vos mostro de seguida apresenta uma interpretação muito original da canção "Imagine" de John Lennon do elenco da série televisiva musical norte-americana Glee e um coro de surdos "The Deaf Show Choir". Esta actuação é parte integrante de um dos episódios da série. Muito bonito!...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cidade não, obrigado - as vilas portuguesas que não querem ser elevadas a cidade

Ponte do Lima, a "vila mais antiga de Portugal"


O Jornal Público publicou ontem, no caderno dedicada às cidades, um artigo muito interessante sobre as vilas portuguesas que não querem ser elevadas a cidade, apesar de preencherem os requisitos da lei portuguesa. À luz de uma lei de 1982, cada vez mais vilas vêem confirmado o título honorífico de cidade. Mas há quem resista a esta tendência...


O número de cidades disparou em Portugal nas últimas três décadas, desde que, a 2 de Junho de 1982, uma lei veio estabelecer os parâmetros que permitiam às terras subir de escalão. Eram, nessa altura, 47. Hoje são 156. Mas, em contraciclo com a autêntica corrida a que se assiste pela elevação a cidade, há vilas que recusam o título. São poucas, mas parecem irredutíveis na sua decisão.

Ponte de Lima esgrime com o título de "vila mais antiga de Portugal", Cascais e Sintra pensam no turismo, Oeiras fica na intersecção destes dois argumentos, a tradição e a imagem externa. E é neste quarteto que se centra a resistência à aparentemente imparável corrida ao estatuto de cidade. O caso de Sintra torna-se ainda mais interessante pelo pormenor de o município já englobar duas cidades, Agualva-Cacém e Queluz.

Gente é o que não falta em Sintra. Números de 2008 apontam para 445.872 habitantes, distribuídos por 317 km2 - três das seis maiores vilas de Portugal ficam neste concelho: Algueirão-Mem Martins (1.ª da lista segundo o censos 2001), Rio de Mouro (3.ª) e Sintra (6.ª). Mas este vórtice urbano, quase todo edificado sobre a linha do caminho-de-ferro e nas margens de um dos mais congestionados eixos rodoviários do país, o tristemente famoso IC19, tem como sede de município uma das localidades portuguesas mais associadas ao imaginário romântico. A Paisagem Cultural de Sintra é Património Mundial da UNESCO.

"Sintra é vila desde o início da nossa nacionalidade", realça, em respostas enviadas por escrito, Fernando Seara, presidente da câmara municipal. "E mantém o seu estatuto de vila. Mantém a sua identidade, o seu imaginário. Mantém nas suas tertúlias e no sentimento colectivo. E mantém acrescidamente em razão da banalização da designação e da determinação da categoria das povoações, bem expressa na não actualização da Lei 11/82."

Esta identidade cantada por Byron e Hans Christian Andersen, por Eça de Queiroz e Almeida Garrett, esta magia especial da envolvente natural e do rosário de monumentos e edifícios que enfeitam a serra, tudo isto é o cartão de visita de Sintra. Poderia esta aura sair manchada pela mudança de estatuto, de vila para cidade? Será que isso prejudicaria o apelo turístico?

Defender uma imagem

A resposta não vem de Sintra, mas de Cascais, onde os argumentos contra a elevação a cidade alinham pela mesma lógica. "Em oposição a vila, a (des)promoção a cidade dá a imagem de aglomerado densamente urbanizado, satélite e dormitório da capital, com características bem distintas da vila de Cascais e que queremos continuar a manter", considera António Capucho, presidente da câmara municipal. E alinha ainda outro argumento: "[A elevação a cidade] Não adianta nada e só dá despesa com a alteração da simbologia a que obriga."

Também Cascais tem, portanto, uma imagem a defender. E os responsáveis do município consideram que essa imagem sairia prejudicada com o estatuto de cidade. Se no caso de Sintra é mesmo só a imagem da sede do município que está em questão, em Cascais grande parte da linha litoral (nomeadamente a zona do Estoril) também não quer associar-se à ideia de grande centro urbano - embora o concelho de Cascais já conte 188.244 habitantes...

Ali mesmo ao lado, em Oeiras, o peso dos argumentos turísticos não tem a mesma dimensão e, num concelho que se afirmou nas últimas décadas principalmente pela capacidade para atrair empresas e criar pólos de desenvolvimento tecnológico, a aura de cidade talvez já não caísse assim tão mal. Mas a questão da elevação também não se coloca.

Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, avança logo com "um argumento de peso: não há qualquer diferença entre ser vila ou cidade". E salienta mesmo que, "para Oeiras ser cidade, do mesmo modo se justificava idêntico estatuto dentro do concelho para as vilas de Paço de Arcos, Algés/Miraflores, Linda-a-Velha e Carnaxide, pois todas elas reúnem os requisitos formais para serem cidade". Em 2008, o município contava 172.021 habitantes.

Recordando, nas respostas enviadas por escrito, reuniões, ainda na década de 1980, entre os presidentes das câmaras de Oeiras, Cascais e Sintra no sentido de ser mantido o estatuto de vila, Isaltino salienta que em Oeiras "nunca se sentiu qualquer necessidade ou qualquer movimento no sentido da sua elevação a cidade, considerando-se que é mais importante ser vila com 250 anos do que cidade com meia dúzia".

O êxodo rural

Mas se falamos do peso da história, então a vila campeã está bem longe deste triângulo da área metropolitana de Lisboa. Ponte de Lima, no Minho, com foral concedido em 1125, é a "vila mais antiga de Portugal", um título que "tem proporcionado associar-lhe uma imagem de marca promocional estratégica nas dinâmicas de oferta, em termos paisagísticos, culturais, ambientais, patrimoniais e turísticos", explica Victor Mendes, presidente da câmara municipal.

Por outro lado, este estatuto de "vila mais antiga de Portugal" "tem contribuído, sobremaneira, para a auto-estima, para um grande sentimento de pertença e para um cada vez maior enraizamento das gentes, o que se traduz numa notória fixação das populações". As estatísticas apontam o concelho de Ponte de Lima (44.527 habitantes em 2008) como "o mais jovem do distrito de Viana do Castelo".

Curiosamente, a mesma história que define a recusa de Ponte de Lima em ser cidade é responsável pela manutenção do título em localidades que há muito perderam a dimensão para o serem. José Manuel Simões, professor do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, lembra, por exemplo, o caso de Miranda do Douro: "A meio do século passado, perdeu tanta população que chegou a ter menos de 2000 habitantes; por essa altura, Amareleja, que era uma aldeia, tinha mais de 5000."

O quadro actual das cidades portuguesas ficou marcado por movimentos demográficos como a emigração e o fluxo interno em direcção a Lisboa e Porto. "O mapa da população no século XVI - o primeiro censo foi feito em 1527 - era bem mais equilibrado do que o actual. Havia um rosário de povoamentos no interior, justificados pela necessidade de defesa do território", destaca o professor.

José Manuel Simões recorda depois o êxodo rural e a falta de uma verdadeira política de desenvolvimento do interior: "Tropeça logo no facto de o IP2 ter sido considerado uma via estratégica no plano rodoviário de 1985 e, mais de 20 anos depois, ainda não estar concluído..."

Ainda assim, os melhoramentos da rede viária reduziram em muito o drama da interioridade. E, numa altura em que cresce o número dos descontentes com a vida nas grandes cidades, há todo um potencial de atracção das localidades mais pequenas para ser explorado. Há algumas décadas, quando muitos estrangeiros começaram a escolher o Algarve para fixar residência, escolhiam aldeias - e o termo acabou mesmo por servir de mote para baptizar empreendimentos turísticos...

O que diz a lei

De regresso ao litoral. A lista das vilas que não aspiram a ser cidade poderia ainda incluir a maior vila de Portugal, Algueirão-Mem Martins, mas neste caso a recusa não se deve a uma filosofia de vida. É mais a dura realidade dos factos que se mete no caminho.

"Gostaria de poder pensar a cidade de Algueirão-Mem Martins", assume Manuel do Cabo, presidente da junta desta freguesia do concelho de Sintra, "mas não existe uma cidade sem pavilhão gimnodesportivo, um complexo polidesportivo, um centro de saúde que não seja num prédio de habitação com seis andares (onde as pessoas com deficiência são atendidas à porta), sem um centro dia ou um lar público, sem piscinas (há uma para 120.000 habitantes), sem creches públicas, sem um parque ou jardim digno desse nome". "Nada disso existe na minha freguesia. Os construtores não deixaram espaços disponíveis para outra coisa que não fosse habitação. E a culpa é da câmara municipal, que autorizou que se construísse mesmo por cima das ribeiras..."

O desabafo de Manuel do Cabo vai longo, mas toca em quase todos os pontos sensíveis da questão. A noção que temos de cidade é a de um centro, um pólo aglutinador de actividades e pessoas e gerador de progresso regional. Mas o mapa português do século XXI mostra uma realidade bem diferente: muitas das nossas cidades são apenas subúrbios onde muita gente dorme. Faz sentido serem cidades?

À luz da lei, faz. O diploma de Junho de 1982 indica um critério demográfico (mais de 8000 eleitores em aglomerado populacional contínuo) e enuncia um conjunto de outros requisitos: instalações hospitalares com serviço de permanência; farmácias; corporações de bombeiros; casa de espectáculos e centro cultural; museu e biblioteca; instalações de hotelaria; estabelecimento de ensino preparatório e secundário; estabelecimento de ensino pré-primário e infantários; transportes públicos, urbanos e suburbanos; parques ou jardins público. As povoações que possuam, pelo menos, metade destes equipamentos podem aspirar a ser cidade - estatuto que é concedido pela Assembleia da República.

Mas isto não impede que, neste momento, tenhamos "urbes sem qualquer urbanidade", na visão de José Manuel Simões, que fala na "febre de ser cidade". Este especialista gosta de dar exemplos práticos: "Fora da sua zona, quem é que conhece Fiães, ou Lixa? E a Vila Baleira [Porto Santo, Madeira] tem a população que é exigida? Há situações difíceis de explicar."

A questão não é tanto se temos mais cidades do que devíamos, até porque a comparação com o que se passa noutros países tropeça no facto de "ser tudo uma questão de escala". "[Em França], uma cidade média tem 200/300 mil pessoas, na China se calhar falamos de um milhão e na Islândia bastarão algumas centenas...", enuncia José Manuel Simões. O cerne da questão é perceber que uma cidade não pode ser apenas um amontoado de gente. "O mínimo que se pode dizer é que, nas últimas décadas, tem havido grande generosidade na criação de cidades."

A última vaga aconteceu a 12 de Junho do ano passado, quando Borba, Samora Correia, São Pedro do Sul, Senhora da Hora e Valença foram elevadas a cidade. E se esta última passou a ser apenas a segunda cidade do distrito de Viana do Castelo, já a Senhora da Hora elevou para 26 as localidades com esse estatuto no distrito do Porto. Lisboa só tem 11. E a "culpa" é de Cascais, Oeiras e Sintra.

Fonte: Luis Francisco, Público

domingo, 10 de janeiro de 2010

Nevou novamente na região do Porto!


Foi com muita satisfação que constatei que hoje voltou a nevar na região do Porto, um ano e um dia depois da última vez. Foi pouquinho, nem acumulou no chão, mas não deixou de ser bonito.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Simon & Garfunkel - Sound of Silence

O momento musical do dia é dedicado a um dos duetos mais famosos de sempre da música norte-americana: Paul Simon e Art Garfunkel. Fiquem com "Sound of silence", de 1964.

Jerome Murat, o mestre do ilusionismo

O vídeo que se segue mostra-vos uma actuação fantástica de um artista francês - Jerome Murat. A experiência de trabalhar nas ruas, aliada a cursos de arte dramática e mímica, é a base do trabalho deste artista francês . O vídeo é fabuloso!

Imigrantes africanos revoltam-se na Calábria e gritam: "Não somos animais!"


Infelizmente, o racismo e a xenofobia continuam um pouco por todo o lado. As notícias que nos chegam de Itália provocam-me um sentimento de repugnância e de vergonha pois trata-se de um país europeu su+postamente "civilizado". Em épocas de crise económica e social, os imigrantes são sempre quem paga. Vejam a notícia do Público on line de hoje.



A calma regressou hoje à região da Clábria, no Sul de Itália, após os confrontos entre as populações e os milhares de imigrantes africanos que ali trabalham, que causaram dezenas de feridos.

O Governo italiano mobilizou reforços policiais para tentar conter a violência e a autoridades começaram a transferir imigrantes para as regiões vizinhas. Terminou a ocupação à câmara municipal de Rosarno e esta manhã as lojas voltaram a abrir.

Sessenta e sete feridos, entre os quais 31estrangeiros, 19 polícias e 17 habitantes locais, resultaram dos incidentes entre a população da província italiana de Reggio Calabria e os imigrantes africanos que ali vivem, a trabalhar essencialmente na apanha de fruta e de vegetais. Cerca de 300 imigrantes foram já transferidos para um centro de acolhimento de emergência em Crotone, a cerca de 170 quilómetros de Rosarno. Outros deverão partir ainda hoje.

O chefe da polícia local, António Manganelli, anunciou ontem à noite o envio de cerca de 200 polícias para conter a violência em Rosarno, que tem cerca de 15 mil habitantes. O objectivo, adiantou ao Corriere della Sera, é “reforçar o controlo do território e preparar a deslocação dos imigrantes”.

Ontem, milhares de africanos manifestaram-se frente à câmara municipal de Rosarno, naquela província meridional, depois das desordens da noite anterior, durante as quais alguns imigrantes incendiaram carros e partiram montras de estabelecimentos, num protesto contra os ferimentos infligidos a dois negros por jovens brancos.

Milhares de cidadãos estrangeiros concentraram-se quinta-feira nas ruas, tendo dezenas de africanos partido os vidros de carros com barras de aço e pedras, ao mesmo tempo que incendiavam caixotes do lixo.

"Não somos animais!", gritavam os manifestantes, que ostentavam cartazes a dizer "Os italianos daqui são racistas", depois de dois jovens brancos que iam numa viatura terem disparado espingardas de pressão de ar contra um grupo de africanos que regressava do trabalho rural, tendo ferido alguns deles.

Um clima "dantesco"

Em toda a Calábria (separada da Sicília pelo Estreito de Messina) vivem e trabalham mais de 50.000 estrangeiros, incluindo cerca de 1500 que residem em fábricas abandonadas, sem água corrente nem electricidade, afirmando os grupos de defesa dos direitos humanos que são explorados pelo crime organizado, nomeadamente pela rede mafiosa "Ndrangheta. "Os lugares onde vivem os imigrantes são verdadeiros ambientes dantescos", afirmou ontem o pároco de Rosarno, Carmelo Ascone.

A revista Ffmagazine, próxima da Fundação Farefuturo, de Gianfranco Fini, presidente da Câmara dos Deputados, reconheceu que "na Itália existe escravatura, e um Estado cívico, moderno e democrático não pode tolerar que milhares de pessoas vivam na indigência mais absoluta".

Uma centena de habitantes italianos, armados com bastões e barras de ferro, tentou forçar ontem à noite uma barricada erguida a centenas de metros de umas instalações onde estavam muitos dos estrangeiros que na noite anterior tinham queimado pneus e protagonizado as cenas de revolta.

Entre os calabreses havia até, segundo o relato feito pelo jornal La Repubblica, recipientes com gasolina, como se tencionassem pegar fogo aos locais onde se encontravam entrincheirados os africanos. O clima era o de uma cidade em pé de guerra, fazendo temer uma escalada da violência.

O ministro do Interior, Roberto Maroni, que dia 12 vai ao Senado falar sobre esta situação, parecia em sintonia com muitos dos sentimentos mais xenófobos, quando ontem dizia que "a Itália tem sido nos últimos anos demasiado tolerante com a imigração clandestina".

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/imigrantes-africanos-revoltamse-na-calabria-e-gritam-nao-somos-animais_1416989

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O mês de Dezembro de 2009 foi o mais chuvoso dos deste século, no Continente


O mês de Dezembro apresentou, no Continente, uma anomalia de + 89 mm relativamente ao respectivo valor médio de 1971-2000, o que o classifica em termos meteorológicos como chuvoso a muito chuvoso. De realçar que no Arquipélago da Madeira, no Funchal o valor de precipitação observado neste mês constitui o valor mais elevado desde o início dos registos, em 1931. No Arquipélago dos Açores, os valores de precipitação observados foram igualmente bastantes superiores aos valores normais, salientando-se o valor registado na Horta, que constitui o 2º maior valor desde 1931.

Relativamente aos valores da temperatura, em Portugal Continental, este mês confirma a tendência dos últimos anos, sendo o sétimo Dezembro consecutivo a apresentar valores de temperatura inferiores ao normal, observando-se uma anomalia de -0,6ºC, -0,4ºC e de -0,5ºC para as temperaturas máxima, mínima e média, respectivamente.

Neste mês observaram-se ainda ventos fortes, associados a sistemas depressionários que afectaram todo o território do Continente, em particular na região Oeste (23 Dezembro), onde se registaram ventos excepcionalmente fortes. Na Madeira verificou-se igualmente uma situação extrema em termos de intensidade de ventos, com o registo de rajadas superiores a 100 km/h em mais de 20% dos dias do mês.

Fonte:http://www.meteo.pt/pt/media/noticias/newsdetail.html?f=/pt/media/noticias/textos/Rel_Clima_Dez_2009.html

Blogue "Um Mundo Global" - 90 000 visitas



Chegamos às 90 mil visitas em dois anos de existência do blogue. Obrigado a todos os que o visitam regularmente e sobretudo a todos os que deixam os seus comentários. Os vossos comentários são a razão de ser deste blogue. Sem eles não fazia sentido continuar. Continuem a participar.

Obrigado a todos!

Ryan Adams - When The Stars go Blue

De novo Ryan Adams e a sua belíssima canção When the stars go Blue. Já passou por este blogue há cerca de um ano, mas nunca é de mais. Ryan Adams é um cantor e músico norte-americano do chamado Country-Rock alternativo.

Novos veículos «tram train» começam hoje a circular no metro do Porto


A nova frota de 30 veículos «tram train» inicia, esta sexta-feira, a operação comercial na rede do metro do Porto. Os novos veículos representam um investimento de 115 milhões de euros e vão servir a linha vermelha, entre a Trindade e a Póvoa do Varzim. O porta-voz da Metro do Porto, Jorge Morgado, avançou à TSF que os clientes deste traçado, o mais extenso da rede, vão ganhar em «conforto e comodidade».

Os 30 veículos «tram train» deviam ter sido inaugurados em Outubro, mas começam esta sexta-feira a circular no metro do Porto. Os novos veículos vão custar 115 milhões de euros e servem a linha vermelha, entre a Trindade e a Póvoa do Varzim.

O porta-voz da empresa Metro do Porto explicou à TSF que estes são veículos «altamente sofisticados, ambientalmente muito evoluídos, e tecnologicamente são do mais avançado que existe actualmente».

Jorge Morgado assegurou ainda que, «do ponto de vista que mais interessa», o do utilizador, os «tram train» vão proporcionar «níveis de conforto e comodidade únicos em termos de transportes públicos».

Numa primeira fase, os «tram train» passam a ligar o Porto à Póvoa do Varzim, mas posteriormente vão alargar-se à linha verde, que termina no concelho da Maia.

«Nestes veículos temos 100 lugares sentados, uma locação um pouco diferente, destinada a percursos mais extensos, em que as pessoas fazem grande parte da viagem sentadas», explicou Jorge Morgado.

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações inaugura esta sexta-feira os novos veículos do metro do Porto e preside à apresentação do Plano Estratégico do Porto de Viana do Castelo, onde está prevista uma concentração contra as portagens na A28.

Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1464889

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Chuva de Dezembro garante ano sem restrições ao uso de água


Eis uma boa notícia para a agricultura portuguesa e para a população em geral. As chuvas intensas de Dezembro acabaram com a seca meteorológica registada há dez meses em Portugal e permitiram ao Instituto da Água assegurar que este ano não vai haver quaisquer restrições ao uso da água. Vejam a notícia do Público on line:


"Está afastado o cenário de restrições ao uso de água em 2010", afirmou à Lusa o presidente do Instituto da Água (Inag), Orlando Borges, assegurando que, mesmo no Verão, não vão ser impostas restrições ao uso de água na agricultura e pecuária, na produção de electricidade e no abastecimento público.

A possibilidade de uma seca hidrológica este ano em Portugal, que obrigasse a restrições, foi totalmente afastada devido às fortes chuvas dos últimos dois meses, em especial de Dezembro, que aumentaram o nível de água armazenada nas barragens.

O último boletim do Inag, relativo a Dezembro, revela que em 24 das 56 albufeiras monitorizadas em Portugal existem já disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total e que os armazenamentos foram superiores à média das últimas duas décadas.

"Mas o facto de se dizer que não vão haver restrições ao uso de água não quer dizer que os portugueses não devam fazer um uso eficiente da água", ressalvou Orlando Borges.

As fortes chuvas de Dezembro permitiram ainda retirar Portugal da situação de seca meteorológica que, em 2009, se registava desde Março e que em Novembro passado ainda se mantinha em 60 por cento do território nacional (do qual 29 por cento em seca severa).

"A seca desapareceu em quase todo o território, mantendo-se apenas situações pontuais de seca fraca em algumas zonas do sul do país", afirmou à Lusa o presidente do Instituto de Meteorologia, Adérito Serrão.

Baseando-se ainda em dados preliminares, uma vez que o boletim climatológico de Dezembro ainda não está concluído, Adérito Serrão explicou que a seca desapareceu em quase todo o território porque "choveu anormalmente" em Dezembro, "além do normal nos últimos 30 anos".

"Em Dezembro chegámos a ter anomalias de precipitação de 70 milímetros e em alguns sítios do país a chuva foi 200 por cento mais do que a média dos últimos trinta anos", afirmou o presidente do Instituto de Meteorologia.

Para o corrente mês, e ressalvando que as previsões meteorológicas são falíveis, Aderito Serrão diz que a chuva vai continuar, assim como as baixas temperaturas e alguma "instabilidade" no clima.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/chuva-de-dezembro-garante-ano-sem-restricoes-ao-uso-de-agua_1416641

Nora Jones - Sunrise

Continuando com o ciclo de "Sons da América", fiquem com Nora Jones e "Sunrise".

Sunrise

Norah Jones | Vídeos de Música do MySpace

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Martina McBride - Help Me Make it Through the Night

Iniciamos hoje no blogue um ciclo musical dedicado à música norte-americana com a designação de "Sons da América". Começamos com Martina MacBride, a cantora da Country Music norte-americana que acompanhava os Chieftains no último videoclip dedicado à música irlandesa que vimos aqui no blogue. Fiquem com "Help Me Make it Through the Night"

Excesso de alumínio leva ao corte de água em Évora


O centro histórico de Évora está sem água desde as 23 horas de terça-feira devido ao excesso de metais, como o alumínio, detectados na rede que abastece a cidade, informou ontem o presidente da câmara.

“Está tudo mobilizado, a trabalhar afincadamente para ver se o problema se consegue resolver”, assegurou.

José Ernesto Oliveira adiantou que a concentração excessiva de metais, como o manganés e o alumínio, foi detectada, na terça-feira à noite, na água da rede pública de abastecimento, que é captada a partir da albufeira de Monte Novo.

Segundo os técnicos da empresa de tratamento Águas do Centro Alentejo, citados pelo presidente da Câmara de Évora, os metais foram arrastados para a albufeira devido às enxurradas provocadas pelo mau tempo.

Hoje, em conferência de imprensa, depois de uma reunião da Comissão Municipal de Protecção Civil, Ernesto Oliveira assegurou que os metais nunca chegaram a entrar na rede de abastecimento público de água, tendo sido detectados logo na albufeira. “O problema nunca esteve ao nível das condutas e da rede de distribuição. Foi detectado ao nível da fonte de captação [barragem do Monte Novo] e da respectiva Estação de Tratamento de Água (ETA), onde foi logo interrompido” o abastecimento, disse.

A monitorização da qualidade da água proveniente do Monte Novo, que serve para abastecer a cidade, é efectuada em vários locais e está a ser feita “de hora a hora”, indicou

O autarca adiantou também que o abastecimento de água será reposto gradualmente durante a tarde, desde as zonas mais baixas às mais altas da cidade, depois dos resultados das análises terem mostrado que os parâmetros dos metais estão novamente dentro dos valores legais. “Temos uma sucessão de resultados” que indicam que “o alumínio está dentro dos parâmetros normais”, ou seja, 200 microgramas por litro de água, revelou.

Em 1993, devido a deficiências nos equipamentos do Hospital de Évora, elevadas quantidades de alumínio presentes na água que abastece a cidade passaram para a água utilizada na hemodiálise, provocando a morte de 25 doentes insuficientes renais.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/excesso-de-aluminio-leva-ao-corte-de-agua-em-evora_1416474



Enfim, Portugal no seu melhor! (Era uma piada)

Criança suicida-se por não participar em concurso na TV


Apresento-vos uma notícia inquietante do JN sugerida pelo Djalme Lopes do 12º I e que se refere ao facto de uma criança indiana, com 11 anos, ter-se suicidado depois de ter sido proibida pelos pais de participar em concursos de televisão. É incrivel não só a grande capacidade de atracção que a TV e os concursos de talentos exercem sobre as crianças e jovens mas também o facto de alguém, mesmo sendo uma criança, se suicidar por tão pouco (pelo menos para mim)!!!

Neha Sawant participava com frequência em concursos de novos talentos na televisão indiana, mas o tempo gasto a ensaiar as actuações desviava-lhe a atenção dos estudos, pelo que o pai a proibiu, há alguns meses, de continuar a carreira artística.

No último sábado, a história teve um fim trágico com a descoberta de Neha enforcada em casa. Um inspector sénior da polícia de Manpada, localidade da região de Bombaim, afirma que só pode ter sido suicídio, visto que a porta da divisão da casa onde a criança foi descoberta se encontrava trancada por dentro.

O cadáver foi descoberto pela irmã mais nova, que conseguiu abrir a porta da sala de sua casa com a ajuda dos vizinhos, visto que os pais estavam a trabalhar.

Apesar de não existirem certezas absolutas sobre a motivação do acto, a morte de Neha Swant está a despertar um aceso debate no país no que respeita à utilização de crianças no meio artístico.

A Comissão Nacional para a Protecção dos Direitos das Crianças reforçou a ideia de que seria benéfico existir a imposição de um limite de idade para que não seja permitida a entrada de crianças muito jovens em programas televisivos.

O pai de Neha Sawant afirma que o suicídio da filha não tem relação com a proibição de actuar. “Penso esta decisão terrível não tem relação com o deixar de dançar, porque há muito que lhe falei da decisão e ela aceitou”, lamentou o pai da criança ao jornal espanhol “El Mundo”.

A menina era a estrela do bairro, onde actuava para os vizinhos. O seu professor de dança refere-se a Neha com uma dançarina “extremamente dotada” e afirma que tentou convencer os pais a deixá-la dançar, oferecendo-se mesmo para a ajudar nos estudos. O pedido foi negado pelos progenitores da criança.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1463165

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dubai inaugura o maior arranha-céus do mundo e o primeiro Hotel Armani


E eis que, apesar das notícias recentes de um choque financeiro no Dubai, o emirado se prepara para celebrar o seu mais recente e mirabolante ícone: hoje é inaugurado oficialmente o Burj Dubai (Torre Dubai), declarado já o mais alto edifício do mundo (e a mais alta estrutura construída por mão humana), com os seus mais de 800 metros (a altitude exacta é… secreta — rumores correm que deverá andar pelos 816/818m).

Mas, 800m bastam, já que, até agora, o campeão era o Taipei 101 de Taiwan com “apenas” 508m. O Burj Dubai é parte de um imenso complexo comercial e é composto por “mais de” 160 andares, incluindo parte residencial (mais de mil apartamentos), parte escritórios (meia centena de pisos) e comercial, e, claro, hotéis de luxo extremo. Neste capítulo, não se faz mesmo por menos: tem direito ao primeiro hotel (e residências) Armani do mundo — a unidade hoteleira, projecto orientado pelo próprio Giorgio Armani, ocupa os primeiros oitos pisos e os 38.º e 39.º andares, oferecendo 160 quartos e suites, spa, restaurantes e lojas com a chancela daquela casa de moda italiana.

Impressionante!...

Fonte: http://www.publico.clix.pt/Mundo/dubai-inaugura-o-maior-arranhaceus-do-mundo-e-primeiro-hotel-armani_1416197






Lista dos edifícios mais altos do mundo:

- 366 m - Torre Jan Mao - Xangai (China, 1998)

- 369 m - Bank of China - Hong Kong (1989)

- 374 m - Central Plaza - Hong Kong (1992)

- 381 m - Empire State Building - Nova Iorque (Estados Unidos, 1931)

- 407 m - Two International Finance Center - Hong Kong (2003)

- 410 m - Petronas Twin Towers - Kuala Lumpur (Malásia, 1998)

- 442 m - Willis (Sears) Tower - Chicago (Estados Unidos, 1974)

- 492 m - Shangai World Financial Center - Xangai (China, 2008)

- 508 m - Taipei 101 - Taipé - (Taiwan, 2004)


Torres actualmente em construção:

- 484 m - International Commerce Center Hong Kong (2010)

- 541 m - One World Trade Center (Freedom Tower New York) (Estados Unidos, 2014)

- 600 m - Abraj Al Bait - Meca (Arábia Saudita, 2010)

- 609 m - Chicago Spire - Chicago (Estados Unidos, 2010)

- 610 m - Tokyo Sky Tree (Nova Torre de Tóquio) - Tóquio (Japão 2012)

sábado, 2 de janeiro de 2010

A China inaugurou a linha ferroviária mais rápida do Mundo

A China afirma-se cada vez mais como uma superpotência mundial. A última evidência do poderio deste país foi a inauguração no passado dia 26 de Dezembro da linha ferroviária de transporte de passageiros entre Wuhan, no centro do país e Cantão, no sul, que passa a ser a mais rápida do mundo, com uma média de 350 km/hora.
A linha, de 1069 quilómetros de extensão, cujos trabalhos foram iniciados em 2005, é um dos troços da que, no futuro ligará Pequim a Cantão, capital da província de Guangdong, informou a agência oficial Nova China.
O trajecto far-se-á em três horas, em vez das anteriores dez.
"O comboio pode atingir os 394,2 km/hora, é o mais rápido do mundo em actividade", disse Zhang Shuguang, director do Gabinete de Transportes do Ministério dos Caminhos de Ferro.
A velocidade média dos comboios de alta velocidade é de 243 km/hora no Japão, 232 km/hora na Alemanha e 277 km/hora em França, segundo a Nova China.

Fonte: Lusa

TAP e Aeroporto de Lisboa ao rubro! - TAKE 2

Tal como já tinha acontecido por altura do Natal, a TAP e a ANA (Aeroportos de Portugal) desejaram de um modo muito especial um Bom Ano 2010 aos passageiros no Aeroporto de Lisboa! Vejam o vídeo oficial.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

The Chieftains e Martina MacBride - I'll Be All Smiles Tonight

O ciclo musical que decorreu durante o mês de Dezembro dedicado à música irlandesa termina hoje. E termina em beleza, tal como tinha começado, com os velhinhos The Chieftains, agora acompanhados por uma das maiores cantoras norteamericanas da chamada música Country, Martina MacBride. Interpretam em conjunto a canção tradicional irlandesa "I'll Be All Smiles Tonight", em que se sente claramente o cruzamento das sonoridade celtas ilandesas e as norte-americanas da Country Music.

Esta escolha musical funciona como uma "ponte" para o próximo ciclo musical a iniciar em Janeiro dedicada à música norteamericana. É de recordar que uma boa parte dos norteamericanos são de ascendência irlandesa. Ao longo do próximo ciclo serão apresentados alguns dos músicos e cantores mais importantes em diferentes estilos musicais, desde os mais tradicionais da folk e Country, passando pelos blues e Jazz, até às sonoridades mais pop-rock. Espero que venham a gostar das minhas escolhas.

Já agora, o que é que acharam das canções e dos músicos e cantores irlandeses que passaram por este blogue ao longo do mês de Dezembro? Valeu a pena?

Vila Real: Mil euros para bebés ou casais que se fixem na freguesia de Vila Cova

Aldeia de Vila Cova, distrito de Vila Real

O problema da desertificação do interior, do envelhecimento demográfico e da baixa taxa de natalidade está a preocupar cada vez mais. A Junta de Freguesia de Vila Cova, Vila Real, anunciou hoje que vai atribuir mil euros a cada bebé que nasça ou a um casal que se fixe na freguesia, uma medida que quer combater a desertificação de uma aldeia onde ninguém nasce há três anos.

Vejam a notícia publicada hoje no Público on line:



Maurício Carvalho disse à Agência Lusa que as medidas de incentivo à natalidade e à fixação de pessoas na freguesia começam a ser implementadas a partir de sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010.

“Estas medidas têm como objectivo atrair pessoas que vivam em outras aldeias ou até nas cidades para virem residir em Vila Cova”, salientou.

O autarca referiu ainda que “o último bebé que nasceu na freguesia foi já há três anos”.

Adiantou, no entanto, que o subsídio de natalidade “vai ser entregue pela primeira vez em 2010”.

Encravada na serra do Marão, a freguesia de Vila Cova, composta pelas aldeias de Vila Cova e Mascozelo, acolhe cerca de 200 habitantes espalhados por 80 fogos.

Maurício Carvalho diz que a aposta da junta é “na qualidade de vida” dos seus habitantes e, por isso, a freguesia dispõe de uma rede wireless para que todos tenham acesso gratuito à Internet.

O autarca referiu ainda que a junta vai propor à Assembleia de Compartes de Vila Cova, que gere os baldios, que comparticipe na conta de luz dos habitantes.

É que, segundo referiu, os rendimentos da Assembleia de Compartes provêem exclusivamente do parque eólico instalado nos terrenos da freguesia.

“E em breve irá ter mais um parque com 14 aerogeradores”, sublinhou.

Por isso mesmo, a ideia da junta é que “cada habitação que tenha um contador de electricidade seja financiada pela Assembleia de Compartes com uma taxa fixa anual”.

“Será mais uma forma de contribuir para que as pessoas aqui se fixem”, salientou.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/vila-real-mil-euros-para-bebes-ou-casais-que-se-fixem-na-freguesia-de-vila-cova_1415897

Enya - Orinoco Flow

EnyaEithne Patricia Ní Bhraonáin, conhecida como Enya, (nascida em Gaoth Dobhair, em 17 de maio de 1961) é uma cantora, instrumentista e compositora irlandesa. O seu nome é, por vezes, apresentado nos media como Enya Brennan; Enya é uma transliteração aproximada de como Eithne é pronunciado em seu irlandês nativo.

Começou a sua carreira musical em 1980, e rapidamente se juntou à banda Clannad, de sua família, antes de sair para prosseguir com sua carreira solo. O seu álbum Watermark, que foi lançado em 1988, levou-a ao reconhecimento internacional, e Enya ficou conhecida por seu som único, que foi caracterizado por camadas de voz, melodias folk, cenários sintetizados e reverberações etéreas.

Continuou com muito sucesso nos anos 90 e 2000. O seu álbum de 2000, A Day Without Rain, obteve vendas recordes (16 milhões) e foi o álbum mais vendido por uma artista feminina em 2001. Enya é a artista solo que mais vende e, do país, é oficialmente a segunda maior exportadora musical, depois da banda U2. A soma de toda sua discografia já ultrapassou 80 milhões de álbuns vendidos. Seu trabalho rendeu-lhe, entre outras coisas, uma nomeação ao Oscar.

Fiquem com um dos seus maiores sucessos, "Orinoco Flow", de 1988 (do álbum Watermark).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Explicação para a Situação de Tempo Severo na Região Oeste na Madrugada do Dia 23 de Dezembro


Na madrugada do dia 23 de Dezembro de 2009, a região do Oeste de Portugal Continental foi atravessada por uma depressão muito cavada, tendo sido registado um valor mínimo da pressão ao nível médio do mar de 969.4 hPa às 04:20 horas locais na estação do Cabo Carvoeiro.

De acordo com uma análise preliminar, no presente episódio e considerando a rede de estações do IM (cuja distância média entre estações é inferior a 30 km), verificou-se que foi também na mesma estação que se registaram os valores mais elevados da intensidade do vento. Em particular, o vento médio atingiu cerca de 90 km/h às 4:40 e a rajada 140 km/h às 4:50 de dia 23.

O cavamento da depressão, ou seja, a diminuição da pressão no seu centro, foi muito acentuado, em particular no momento da passagem sobre o território. Uma análise preliminar permite estimar um cavamento de cerca de 20 hPa num período de 24 horas, o que à latitude de Portugal Continental permite classificar este evento como um episódio extremo.

As observações efectuadas pelo sistema de radar Doppler de Coruche permitiram identificar e seguir o referido núcleo depressionário, à aproximação e passagem pela referida região. Na animação do produto MAXZ (ver Enciclopédia METEO.PT/Observação Remota/Radar) o núcleo depressionário começa a ser identificado pelas 3:10 UTC ainda sobre o mar, a sudoeste do Cabo Carvoeiro; pelas 4:20 UTC, no seu deslocamento para nordeste, o núcleo da depressão encontra-se já sobre o mesmo cabo, à hora a que foi observado na referida estação o valor mínimo de pressão atmosférica. Ao prosseguir o seu movimento para nordeste, para o interior do território, o núcleo depressionário foi enchendo (aumentando a presão no seu centro) e os ventos associados diminuíndo de intensidade.

O presente episódio é semelhante a outros que ocorreram em Portugal Continental no passado, como são exemplos os temporais de 5 a 6 de Novembro de 1997 no Alentejo e de 6 a 7 de Dezembro de 2000 no litoral Norte e Centro.

É importante clarificar que este fenómeno não se enquadra na classe de ciclones tropicais, cuja natureza é distinta da do fenómeno actual. Por exemplo, é de notar, que um ciclone tropical de categoria 1 apresenta vento médio superior a cerca de 120 km/h, valor que não foi registado em nenhuma das estações da rede do IM.

Sequência de imagens, geradas pelo sistema RADAR Meteorológico do IM, I.P., da situação dia 23 Dezembro 2009 (cliquem no link)
Fonte: Instituto de Meteorologia

Altan-Gaelic Song

Agora dou-vos a conhecer um dos grupos mais importantes da música folk irlandesa: os Altan. Fiquem com a belíssima "Gaelic Song", cantada naturalmente em gaélico, a língua nacional irlandesa.

A frágil calma do vulcão


O vulcão Mayon, perto da cidade de Legazpi, Filipinas, tem estado calmo nos últimos dias. Mas os peritos alertaram as populações para permanecerem alerta porque pode estar para breve uma erupção vulcânica. Foto: Erik de Castro/Reuters

Fonte: www.publico.pt

Sinéad O'Connor - Hounted + Nothing Compares 2 U

Continuamos com a música irlandesa. Hoje é a vez de Sinéad O'Connor, uma cantora com estatuto de irreverente e de rebelde nos anos 90. Fiquem com duas canções em duas fases diferentes da sua vida: "Haunted" (1995), acompanhada por Shane MacGowan (vocalista do grupo irlandês The Pogues) e o seu clássico "Nothing Compares to You", numa actuação ao vivo no ano passado em Roterdão (Holanda). Já entrou na meia idade mas a voz continua a mesma.


Sinead O'Connor & Shane MacGowan - Haunted



Sinéad O'Connor - Nothing Compares To You

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Segundo Mundo, um livro de Parag Khanna


Acabei de ler o livro "O Segundo Mundo - Como as potências emergentes estão a redefinir a concorrência global no século XXI" de Parag Khanna, conceituado especialista em política global, que propõe uma teoria original capaz de explicar as complexas dinâmicas que estão a regular a política global neste início do século XXI. Segundo ele, o mercado geopolítico é dominado pelo que ele designa como «os três impérios», três superpotências do Primeiro Mundo, os EUA, a Europa e a China que competem agora entre si para atrair para a sua órbita os países que se enquadram no conceito de «Segundo Mundo», regiões estratégicas situadas na Europa de Leste, na Ásia Central, no Médio e Extremo Oriente e na América Latina. Para as três superpotências, controlar os recursos energéticos e naturais, assim como os governos dessas nações, será decisivo no decorrer dos próximos anos. Um livro notável publicado pela Editorial Presença que recomendo a todos, especialmente aos alunos do 12º ano de Geografia C e a todos os interessados pelas questões da globalização e da geopolítica mundial.

TAP e Aeroporto de Lisboa ao rubro nas vesperas do Natal

A TAP Portugal e a ANA (Aeroportos de Portugal) desejaram no dia 23 de Dezembro as Boas Festas aos passageiros no Aeroporto de Lisboa de uma forma muito original! Vejam o vídeo que se segue:

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Avatar


Ontem tive a oportunidade de assistir ao último filme de James Cameron "Avatar". Gostei bastante do filme, tendo ultrapassado largamente as minhas expectativas prévias (que em abono da verdade não eram muitas). Dizem que se trata do filme mais caro de sempre (cerca de 500 milhões de dólares e é mais um produto típico da globalização. É um prodígio tecnológico, utilizando a tecnologia 3D digital e, esteticamente, um filme belíssimo. Conta-nos a história da redenção de um soldado humano como líder de um povo alienígena no planeta Pandora. Tem uma mensagem extremamente crítica em relação ao modo como os americanos intervêm no Mundo e como, muitas vezes, são extremamente egoístas só pensando em explorar e tomar posse, de uma forma autoritária, dos recursos naturais de outros países sem ter em conta as necessidades e as características culturais desses povos e o meio ambiente. O único aspecto negativo do filme, na minha opinião, tem a ver com o facto de as personagens serem excessivamente estereotipadas com os "bons" e os "maus", um problema muito típico em grande parte do cinema norte-americano.

Se puderem vão ver o filme. São cerca de 2 horas e meia de filme, mas não se dá pelo tempo. É puro entretenimento!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Prejuízos na agricultura em consequência do temporal rondam 15 milhões de euros


Mais uma vez pudemos constatar o quanto a actividade agrícola está condicionada pelos factores naturais, nomeadamente do clima. O temporal que ocorreu na madrugada de hoje (23/12/09) deixou um rasto de destruição nas explorações agrícolas da região agrária do Ribatejo e Oeste, como poderão compreender lendo a notícia do Público on Line publicada hoje.

O ministro da Agricultura, António Serrano, anunciou esta quarta-feira, em Torres Vedras, a activação de mecanismos financeiros de ajuda aos agricultores da região numa altura em que os prejuízos causados ao sector pelo mau tempo rondam os 15 milhões de euros, noticia a Lusa.

António Serrano falava perante os agricultores da região Oeste nas instalações da Câmara Municipal de Torres Vedras, onde se deslocou juntamente com o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para expressar solidariedade e anunciar aquele apoio.

O governante referiu que o ministério da Agricultura, juntamente com as organizações dos agricultores da região, está ainda a avaliar a totalidade dos prejuízos, que deverão rondar os 15 milhões de euros, mas que serão activados de imediato os instrumentos financeiros à disposição da tutela e que vão permitir um apoio até ao montante de 50 por cento a fundo perdido.

O valor dos prejuízos apontados pelo Ministério da Agricultura «está longe da realidade» considerou José Firmino da Associação de Horticultores de Torres Vedras, prevendo que seja superior.

O ministro reconheceu que os estragos foram «avultados» e que houve «muitas estufas danificadas», tendo prometido «celeridade» na concessão da ajuda financeira e garantindo que o prazo máximo para entrega das candidaturas ao apoio e o respectivo pagamento do estado não deverá ultrapassar os 45 dias.

Com esta ajuda, António Serrano acredita que é possível minorar e ressarcir os agricultores desta zona do país, que foram prejudicados pela tempestade da madrugada de hoje.

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/agricultores-agricultura-mau-tempo-tvi24/1112166-4071.html

Feliz Natal no Reino Animal

Postal de Natal ... para pensar!

Postal electrónico de Natal realizado no âmbito da cadeira de Projecto II, do curso Design da Universidade de Aveiro. Este postal visa os problemas do excesso de consumo que se vão apoderando desenfreadamente da nossa sociedade.

Para pensar!...

The Dubliners - Ill tell me ma

Continuamos musicalmente na Irlanda. Hoje fiquem com os velhinhos The Dubliners e com a divertida canção tradicional "I´ll tell me ma".

Subida das águas do rio Tinto desalojou 15 famílias

Em Rio Tinto verificou-se a situação mais grave devido ao mau tempo na zona do grande Porto

As águas do rio Tinto transbordaram as margens esta noite devido à chuva intensa que se fez sentir naquela freguesia do concelho de Gondomar. Quinze famílias ficaram desalojadas devido às inundações que afectaram com maior gravidade a zona do Caneiro e da rua dos Moinhos.

Marco Martins, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, indicou à Lusa que as pessoas desalojadas recorreram a famílias e amigos para abrigo temporário durante a noite, acreditando o autarca que esta noite já seja possível regressarem às suas casas.

Isabel Santos, governadora civil do Porto, adiantou, por sua vez, que a situação das 15 famílias desalojadas em Rio Tinto é a situação mais grave ocorrida esta madrugada devido ao mau tempo na zona do grande Porto. “Não há danos humanos, só materiais”, frisou.

De acordo com o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários da Areosa-Rio Tinto, a chuva torrencial que caiu durante a noite de ontem e esta madrugada deixou Rio Tinto num “pandemónio”. “Felizmente não temos feridos a lamentar, mas Rio Tinto está um pandemónio”, referiu Virgílio Pereira. Além de inúmeras inundações, a chuva também provocou aluimentos de terra e derrocadas de muros, situações que deixaram “intransitáveis a Rua das Arroteias, a Travessa do Forno e a Rua da Granja”.

Ainda segundo o comandante, a Rua Amália Rodrigues também esteve intransitável devido a um aluimento de terra que deixou um automóvel parcialmente soterrado. Virgílio Pereira deu ainda conta “do aluimento de um suporte da via-férrea do Minho”. “A terra que suportava os carris no sentido Cantomil-Rio Tinto aluiu pelo que a circulação está a ser feita apenas numa via. A Refer já esteve no local para verificar as condições de segurança da via que está a ser utilizada e determinou que a circulação no local deve ser feita a uma velocidade reduzida”, acrescentou o responsável.

Desde as 05h30, que a circulação na Linha do Minho (Campanhã-Valença) está então a ser feita apenas por uma via. O porta-voz da CP, Bruno Martins, admitiu à Lusa que o problema naquele troço da Linha do Minho está a afectar centenas de passageiros. “Os comboios estão a passar a uma velocidade muito reduzida, o que está a provocar atrasos em dezenas de comboios”, referiu, adiantando que a CP decidiu entretanto fazer hoje de manhã o transbordo rodoviário de passageiros de duas composições Alfa Pendular entre Braga e Porto-Campanhã e vice-versa.

De acordo com a governadora civil do Porto, o período mais complicado causado pelas chuvas verificou-se entre as últimas horas de segunda-feira e as 05h00 de hoje, sendo que desde as 07h00 que a “situação tende a melhorar e a normalizar”.

Isabel Santos indicou que a Protecção Civil está colocada no terreno e a responder aos vários pedidos de socorros. Além de habitações, a chuva intensa provocou inundações em estradas e túneis e danos em várias embarcações. António Oliveira, dos Sapadores Bombeiros do Porto, contou à Lusa que na Marina do Freixo, no Porto, várias embarcações ficaram afundadas, “outras com danos graves e umas em cima das outras”.

Fonte: http://www.publico.pt/Local/subida-das-aguas-do-rio-tinto-desalojou-15-familias_1414990


Fiquem agora com a reportagem da SIC que chama a atenção para o facto de estas inundações estarem relacionadas com as obras do Metro do Porto que entubaram o rio em mais um troço do seu curso.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Celtic Woman-Silent Night


Um Bom Natal e um Feliz ano novo para todos os meus alunos, ex-alunos e para todos aqueles que visitam regularmente este blogue, ainda que não deixem comentários.

O momento musical dedicado ao Natal deste ano fica a cargo das Celtic Woman que cantam o clássico Silent Night numa versão muito especial, em parte, cantada em gaélico (a língua nacional irlandesa).



Inverno chega hoje com chuva, frio e neve em diversas regiões montanhosas


Mapa sinóptico do dia de hoje


O Inverno chega hoje com chuva, frio e neve, de acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia (IM) para os primeiros dias da nova estação, que são também de férias para muitas famílias.

“Os primeiros dias de Inverno vão ser chuvosos”, disse Idália Mendonça, do IM, acrescentando que a previsão disponível neste momento vai até dia 27 de Dezembro (domingo).

“De segunda-feira a domingo, o tempo é chuvoso em todo o território, uns dias mais do que outros, mas sempre com chuva”, afirmou a meteorologista. Em relação à temperatura, hoje haverá uma pequena subida em relação a domingo.

Assim, o primeiro dia de Inverno promete neve a “altitudes bastante baixas” e ao longo do dia a quota de neve vai subindo para cerca de 600 metros. Terça-feira volta a nevar acima dos 600 metros ao final do dia, estando assegurada a neve na Serra da Estrela, um dos principais destinos turísticos nesta época do ano.

As temperaturas mínimas de domingo serão negativas na maior parte do território. Para Beja, Santarém e Setúbal estão previstos zero graus de mínima, para Lisboa um grau e para Faro quatro graus, o que “também é uma temperatura muito baixa”, referiu. Nas máximas, Faro chegará aos dez graus, enquanto Lisboa, Porto, Beja e Santarém não deverão ultrapassar os oito graus.

Fonte: http://www.publico.pt/Local/inverno-chega-hoje-com-chuva-frio-e-neve_1414818

sábado, 19 de dezembro de 2009

A Cimeira de Copenhaga termina com um acordo não vinculativo


A Conferência climática de Copenhaga terminou com um acordo mas que, infelizmente (tal como já se esperava), não é vinculativo.

Depois de uma maratona durante a noite, o plenário da cimeira conseguiu chegar a uma conclusão sobre o acordo, segundo o qual países desenvolvidos e em desenvolvimento prometem fazer mais esforços para combater as alterações climáticas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar consciente de que o Acordo de Copenhaga é “apenas um começo”, mas que “é um passo na direcção certa”.

“Temos de transformar este acordo num acordo legalmente vinculativo”, afirmou Ban Ki-moon, numa conferência de imprensa esta manhã.

Ainda assim, o secretário-geral da ONU declarou: “Finalmente, selamos o acordo”. Mas tanto o texto, quanto o procedimento para a sua aprovação, foram duramente criticados por alguns países em desenvolvimento e ainda restam dúvidas sobre a decisão e sobre o que acontece a partir de agora.

O acordo, negociado ontem por líderes de um grupo representativo entre 28 países, sobre uma proposta dos Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul, fala do limite máximo de 2ºC para o aumento da temperatura média da Terra no futuro. Convida os países desenvolvidos e em desenvolvimento a declararem os esforços que prometem fazer para reduzir as suas emissões de dióxido de carbono ou para conter o seu crescimento. E aponta um mecanismo para o reporte e verificação dos compromissos dos países em desenvolvimento.

Ambiciona ainda a criação de um fundo para os países mais pobres enfrentarem as alterações climáticas, com 30 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) nos próximos três anos e 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020.

O acordo não tem carácter vinculativo. E, apesar de reconhecido pela ONU, apenas diz respeito aos países que a ele aderirem. Qualquer país poderá juntar-se aos 28 que já subscreveram o texto. Mas ainda se discute, em Copenhaga, o exacto significado da decisão da conferência e como funcionará o mecanismo de adesão de mais países ao acordo.


Os termos do "Acordo de Copenhaga"

O texto acordado ontem entre as principais economias mundiais, e que seria ainda submetido ao plenário da conferência de Copenhaga na madrugada ou manhã de hoje, fixa algumas balizas para a cooperação internacional de longo prazo contra as alterações climáticas. Mas não tem carácter vinculativo. Os pontos essenciais:


Aumento da temperatura - O texto fixa em 2ºC o limite de aumento da temperatura média da Terra no futuro. Uma das versões que foram discutidas admitia a possibilidade de baixar, no futuro, este valor para 1,5ºC - exigido pelos países em desenvolvimento. O texto final fala apenas em considerar "o reforço desta meta de longo prazo", quando o acordo for reavaliado, em 2015.


Metas globais de redução de emissões - As primeiras versões do acordo incluíam metas globais de redução de emissões. Uma delas quantificava em 50 por cento até 2050, em relação a 1990 - incluindo as emissões dos países em desenvolvimento. Este valor já tinha sido acordado anteriormente pelo G8, o grupo dos países mais desenvolvidos. Mas na versão que ontem mereceu acordo das maiores economias, os números desapareceram.


Metas para os países desenvolvidos - Também desapareceram as metas para o longo prazo para os países desenvolvidos, que chegaram a figurar como 80 por cento até 2050 - valor também já acordado pelo G8. No médio prazo, até 2020, os países desenvolvidos terão de apresentar, até Fevereiro de 2010, quais os seus compromissos voluntários, os quais serão incluídos num anexo do acordo. Ontem, 15 países, mais a União Europeia, já figuravam neste anexo: Austrália, Bielorrússia, Canadá, Croácia, UE, Islândia, Japão, Cazaquistão, Liechtenstein, Mónaco, Noruega, Nova Zelândia, Rússia, Suíça, Ucrânia e Estados Unidos.

Acções para os países em desenvolvimento - Os países em desenvolvimento também apresentarão, até Fevereiro, numa lista das suas acções ou compromissos para controloar o aumento das suas emissões. Ontem, havia onze: Brasil, China, Costa Rica, Índia, Indonésia, Maldivas, México, Filipinas, Coreia, Singapura e África do Sul.


Verificação dos compromissos

O resultado das acções realizadas pelos países em desenvolvimento serão inscritas nas comunicações que têm de fazer à ONU, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. A frequência será bienal. Somente as acções que tenham sido financiadas pelos países desenvolvidos é que terão uma auditoria e verificação externas. As demais seriam sujeitas à "auditoria, supervisão e avaliação doméstica", mas poderão ser alvo de "análise e consulta internacional sob normas claramente definidas que garantam o respeito da soberania nacional".


Financiamento aos países pobres - O texto estabelece um montante de 30 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) entre 2010 e 2012 e de 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020 para financiar os países pobres, de modo a enfrentarem o desafio do aquecimento global. O dinheiro virá de "uma grande variedade de fontes, públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, incluindo fontes alternativas de financiamento". Não há detalhes de onde virão 100 mil milhões. Mas a maior parte dos 30 mil milhões está garantida pela UE (10,6 mil milhões), Japão (11 mil milhões) e Estados Unidos (3,6 mil milhões).


Poder vinculativo - O acordo não tem carácter vinculativo. É um compromisso político de quem o subscreve. Se for aprovado, não o deverá ser como decisão formal da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.


Mandato futuro - A menção, numa versão anterior, para que fossem adoptados "um ou mais documentos legais" até à próxima conferência do clima - no final de 2010 - desapareceu. Em contrapartida, possivelmente será prolongado o mandato dos grupos de trabalho que há dois anos vêm discutindo o futuro do Protocolo de Quioto e um novo passo internacional para o longo prazo. Ou seja, o acordo de agora não substitui as negociações no âmbito dos tratados da ONU sobre o clima.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E se o sismo de ontem tivesse sido em terra?

Destruição provocada pelo sismo de Benavente em 1909



Se o sismo ocorrido na madrugada de ontem ao largo de Portugal continental, a cerca de 100 quilómetros a sudoeste do cabo de São Vicente, tivesse sido em terra, teria havido danos? Sim, é a resposta peremptória dos especialistas em sismologia.

E têm um exemplo na ponta da língua em que baseiam esta especulação científica: o sismo de 1909, com o epicentro em Benavente. Tanto este sismo como o que ocorreu às 1h37 de ontem tiveram a mesma magnitude de seis na escala de Richter. Ou seja, libertaram a mesma energia durante a ruptura da crosta terrestre (é isso que faz a terra tremer), sendo considerados como moderados a fortes.

"O sismo de 1909 dá uma ideia do que o sismo de hoje [ontem] podia ter sido. Provocou dezenas de mortos e muitos danos", refere Fernando Carrilho, director do Departamento de Sismologia do Instituto de Meteorologia (IM). "Se tivesse sido em terra, temos o exemplo do sismo de 1909, com a destruição completa das zonas habitadas em Benavente e Salvaterra de Magos", diz também o geofísico José Fernando Borges, do Centro de Geofísica de Évora.

Enquanto o abalo de ontem não matou ninguém nem provocou danos materiais, o de 23 de Abril de 1909, quando eram 17h05, deixou parte do Ribatejo arrasado e foi sentido em todo o país. Também Samora Correia e Santo Estêvão ficaram destruídas.

Um testemunho de quem viveu essa catástrofe, referido num trabalho do Museu Municipal de Benavente, dá bem conta da violência do fenómeno, que não deixou uma única casa sem necessidade de reparações na vila: "Tinha acabado de jantar e, conforme os meus hábitos, deitara-me um pouco a ler os jornais. Pouco depois das cinco horas senti uma violenta sacudidela, tão grande que me pareceu que a casa se partia. Vim a rolar no meio do quarto. Levantei-me de um salto. Em seguida senti outro estremeção mais forte e foi então que tive a noção exacta do que era um abalo de terra. Vejo as paredes fenderem-se de alto a baixo. Os vidros das janelas fazem-se em estilhas. Ouço um ruído enorme, seco, profundo, um estrondo subterrâneo que não se descreve."

Assim que esta testemunha do sismo mais destruidor do século XX em Portugal continental fugiu para a rua, viu a sua casa ruir. "Na minha frente outras casas se desmoronam. Nuvens colossais de poeira elevam-se nos ares. Sinto-me asfixiado. Quero fugir e não posso." Só na vila, no momento da catástrofe, morreram 30 pessoas e 38 ficaram feridas, segundo o museu.

Na madrugada de ontem, a crosta terrestre rompeu-se suficientemente longe da costa para que a tragédia passasse ao lado. Mas muitos foram aqueles que sentiram o chão a mexer-se, de norte a sul. Durante a manhã, mais de duas mil pessoas já tinham preenchido o inquérito que o IM tem na Internet sobre os efeitos sentidos.

O sismo foi sentido à volta de oito segundos, embora a duração dependa de factores como o tipo de solos, construção ou altura dos edifícios. Há relatos que vão até aos dez segundos.

Foi mais sentido no Algarve. Na escala modificada de Mercalli (que mede os estragos num determinado sítio, indo de I a XII), a intensidade atingida em Lagos e Portimão foi V. Tal significa que o sismo sentiu-se mesmo na rua, que acordou as pessoas, agitou líquidos em repouso, derrubou pequenos objectos, fez abrir e fechar portas e parou ou acelerou relógios de pêndulo. Para Lisboa, a intensidade foi IV, mas é provável que suba para V nalguns locais, refere Carrilho.

Perto da costa causa danos

A zona onde ocorreu o sismo, a uma profundidade de 30 quilómetros no interior da crosta, é uma velha conhecida dos cientistas pela sua actividade sísmica. Ali, na margem Oeste e Sul de Portugal continental fica a fronteira entre as placas tectónicas euroasiática e africana. E elas estão em colisão, à velocidade de quatro milímetros por ano, o que gera sismicidade.

Falhas tectónicas activas não faltam naquela zona - como a Ferradura, a sul do epicentro do sismo, ou a do Marquês de Pombal, a noroeste. Mas é prematuro associar uma destas falhas ao sismo, que teve uma certa profundidade. "Pode haver uma falha pré-existente em profundidade e não haver vestígios à superfície. Esta zona é de grande complexidade tectónica", diz Fernando Carrilho. Sismos como o que destruiu Lisboa em 1755 - com 8,7 e 8,8 de magnitude, um dos maiores de que há memória na Terra - foram gerados naquela região. "Os principais sismos que afectaram o nosso território tiveram praticamente todos origem nesta zona", resume Carrilho.

Com a magnitude que atingiu, o sismo de ontem é o maior desde o de 1969, com magnitude entre 7,3 e 7,8 e também no mar, na mesma região de fronteira de placas. Apesar da energia libertada então, não houve danos de relevo, à excepção de algumas casas danificadas no Algarve. Outro exemplo de um sismo em terra (ou perto) com danos é o de 1998, nos Açores. Também com magnitude seis, e epicentro a menos de dez quilómetros do Faial, matou oito pessoas e feriu 150.

Mas um sismo como o de ontem não tem de ser em terra para causar destruição. "Um sismo de magnitude seis a 20 quilómetros da costa já seria capaz de provocar danos", sublinha Carrilho. "A libertação dessa quantidade de energia numa zona mais próxima das populações teria um impacto maior. Com a distância, a energia sísmica diminui." Também José Borges não hesita em responder que a 20 quilómetros haveria danos: "Seguramente que sim."

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/e-se-o-sismo-de-ontem-tivesse-sido-em-terra_1414469

A análise dos dados meteorológicos preliminares para Portugal Continental indica que o ano de 2009 deverá classificar-se nos 10 mais quentes desde 1931, em relação à temperatura máxima e média do ar, com a temperatura média a situar-se cerca de 0.9ºC acima do valor médio de 1961-90 (normais de referência da Organização Meteorológica Mundial).

Nas últimas 4 décadas verifica-se que a década 2000-2009 foi, em relação à temperatura máxima, mais quente que a década 1990-1999, que por sua vez já tinha sido mais quente que a década anterior.

A tendência para um progressivo aquecimento á superfície, desde o início da década de 70 do século passado, é reflectida num aumento médio da temperatura média de 0,33ºC à década.

Esta tendência é confirmada com o registo da ocorrência dos 8 anos mais quentes depois de 1990 (1997, 1995, 1996, 2006, 1990, 1998, 2003 e 2009).

Durante a presente década verifica-se que só em 2008 se registaram valores de temperatura máxima e média inferiores ao valor médio 71-2000, sendo nos restantes anos sempre superior, realçando-se os extremos verificados n os anos de 2006 e 2009.

Em relação à precipitação verifica-se que durante a década 2000-2009, depois de 2004 só em 2006 se registaram valores de precipitação superiores ao valor médio. Nos restantes anos foi sempre inferior, sendo de realçar os anos de 2005 e 2007, que foram mesmo os mais secos desde 1931.

Fonte: Instituto de Meteorologia

Para conhecerem na integra o relatório preliminar da Análise Climatológica da Década de 2000-2009 cliquem aqui.

55 milhões de pessoas afectadas por eventos extremos em 2009

Tornado

Os eventos extremos, em 2009, causaram cerca de 9 mil mortes, num total de 55 milhões de pessoas afectadas, de acordo com os resultados preliminares para 2009 divulgados pelo Secretariado-Geral do ISDR (international Strategy for Disaster Reduction) das Nações Unidas.

Dos 245 desastres naturais contabilizados em 2009, 224 tiveram relação directa com factores meteorológicos/climáticos. Neste capítulo inserem-se fenómenos como as inundações, secas, ciclones tropicais entre outros.

Os avanços na monitorização, previsão e elaboração atempada de avisos de fenómenos meteorológicos/climáticos extremos associados a uma melhoria de resposta dos sistemas de protecção civil, são responsáveis pela diminuição do número de mortes. Na realidade, nos últimos 50 anos, enquanto o número de desatres naturais e os prejuízos económicos com eles relacionados, aumentaram por um factor entre 10 a 50, as mortes associadas foram reduzidas dramaticamente por um factor de 10.

Fonte: Instituto de Meteorologia

The Corrs - Toss The Feathers

Num mês musicalmente dominado pela música irlandesa, aqui fica mais um exemplo da música da ilha de cor esmeralda: The Coors e o tema tradicional Toss The Feathers. Reparem na sonoridade do instrumento tradicional irlandês de percussão conhecido por bodrhan.

Vulcão Mayon - de volta ao activo


Fotografia:Erik de Castro/Reuters
O vulcão Mayon, nas Filipinas, espalha cinzas enquanto cascatas de lava caem sobre as suas encostas, durante uma explosão em Legazpi, 500 quilómetros a sul de Manila.

Fonte: Público

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os Simpsons fazem hoje 20 anos


Na verdade, quem faz 20 anos hoje é a série de televisão, porque as personagens foram criadas dois anos antes. Segundo a lenda, os Simpsons, começaram por ser rabiscos num guardanapo que Matt Groening fez em 1987, enquanto esperava para ter uma reunião com os executivos da Fox. Do guardanapo passaram para pequenos sketches animados no Tracy Ullman Show e, dois anos depois, foram promovidos para uma série de 20 minutos com nome próprio e em horário nobre nas noites de domingo, de onde os Simpsons nunca mais sairiam.

Os Simpsons aborreciam todos, e, entre a crítica ao americano médio e aos valores familiares que a América reclama como seus, tudo servia como alvo: política, religião, finança, até a própria televisão. George Bush pai, o Presidente em exercício (Barack Obama é o quarto Presidente da era Simpsons), quando os Simpsons apareceram, dizia que a família amarela estava a dar cabo da família americana, e era apoiado nas críticas por Barbara Bush, a primeira-dama, que dizia que os Simpsons eram "a coisa mais estúpida" que já tinha visto. Mas o público norte-americano aderiu e as audiências apareceram, mais o merchandising e o sucesso internacional - ao todo, calcula-se que os Simpsons tenham gerado receitas superiores a três mil milhões de dólares (mais de dois mil milhões de euros).

"O interesse da série está nas pessoas identificarem as personagens. Conseguimos ver as outras pessoas nelas: o nosso chefe é o Mr. Burns; o meu irmão é como o Bart. Mas as pessoas não se revêem nelas", explica Patric Verrone, antigo argumentista da série num artigo do diário britânico TheIndependent. E a verdade é que os Simpsons não se resumem ao patriarca Homer, à mulher de cabelo azul Marge, ao rebelde Bart, à intelectual Lisa e à bebé que nunca fala, Maggie. À volta deles surgiram personagens que encaixam num tipo: o vizinho ultra-religioso (Ned Flanders), o patriarca abandonado (Abe Simpson), o milionário tirano (Monty Burns), o polícia estúpido (Wiggum), o miúdo que bate em toda a gente na escola (Nelson), o indiano dono da loja de conveniência (Apu), o palhaço alcoólico (Krusty). A lista é quase interminável.

Fonte:




Podem ver agora um pequeno vídeo com o título "Homer Evolution". Tem piada ver como se processou a evolução da vida humana personificada em Homer Simpson.



Pink Panther-The Pink Phink

Agora que as férias estão a começar, divirtam-se com um episódio da Pantera Cor-de-Rosa "The Pink Phink". Ainda hoje divirto-me muito com a Pink Panther, uma série fantástica de animação que tanto me deliciava na minha infância e adolescência.

A Pantera Cor-de-Rosa é uma personagem que apareceu originalmente em 1963, na abertura do filme The Pink Panther de Black Edwards. O sucesso foi enorme e fez com que fosse produzida uma série de desenhos animados. Os mais de 120 episódios tiveram em média seis minutos de duração. As aventuras da personagem eram acompanhadas pela famosa música de Henry Mancini e Waltel Branco, The Pink Panther Theme. Os desenhos animados foram produzidos pelo estúdio de animação americano DePatie-Freleng Enterprises, de 1964 a 1980.