sábado, 13 de fevereiro de 2010

Os 50 anos da descolonização africana - África tem futuro?



Descolonização africana


Este ano faz 50 anos que começou a grande vaga da descolonização africana. Passados 50 anos a "desilusão" é dos termos mais usados quando é analisado o percurso dos países africanos que em 1960 se tornaram independentes. Meio século depois, acredita-se que o continente tem perspectivas, mas "ainda vai levar tempo". Vejam o artigo do jornal Público de hoje sobre o assunto, focando os problemas de subdesenvolvimento e reflectindo sobre o futuro deste continente.


O ano em que começou um futuro ainda por cumprir

Num dos primeiros dias de Julho de 1960, Mason Sears, durante anos representante dos Estados Unidos na Comissão de Curadorias das Nações Unidas, organismo vocacionado para a descolonização, limpou a secretária e apresentou a demissão. "Em África", disse, "o nosso trabalho está feito. Acabou." O tempo e os factos mostraram que não era assim, mas o episódio ilustra o ambiente de entusiasmo geral sobre o futuro dos países que se tornavam independentes. Meio século depois, a maior parte tem por cumprir os sonhos que nortearam a luta contra o colonialismo.

A consciência de missão cumprida de Sears explica-se pela vaga descolonizadora no que ficaria conhecido como o "Ano de África": em 1960 o mundo via nascer 17 novos países, 14 deles antigas colónias francesas. "Desilusão" e "frustração" são hoje os termos mais comuns nas descrições sobre o caminho percorrido.

"É preciso ser franco. [O balanço] está longe de ser agradável. Não falo sequer de democracia, mas de bom governo. A China não é democrática, mas avança. Outros países, como a Coreia do Sul ou a Malásia, desenvolveram-se sem democracia no início. A diferença? Dirigentes esclarecidos... Podemos considerar que as grandes potências, que nos impuseram muitos diktats, não ajudaram. Que o Ocidente tem a sua quota de responsabilidade. Mas os principais responsáveis somos nós", disse numa recente entrevista à revista Jeune Afrique o gabonês Jean Ping, presidente da Comissão da União Africana.

No final da II Guerra Mundial, em África, apenas Etiópia, Libéria e Egipto eram independentes e quando os anos 1950 chegaram ao fim ainda só se lhes tinham juntado Líbia, Marrocos, Sudão, Tunísia, Gana e Guiné-Conacri. Mas a vaga de independências de 1960, principalmente de colónias francesas, mostrou que a tendência era irreversível.

Logo a 1 de Janeiro tornaram-se soberanos os Camarões franceses, que no ano seguinte se unificariam com os britânicos. Em Abril foi a vez do Togo. E em Junho aconteceu o mesmo com a Federação do Mali e depois com Madagáscar. Em três semanas de Agosto surgiram nove países francófonos, incluindo o Senegal, que só convivera dois meses com o Mali após o corte com a metrópole, que ainda vivia a ressaca da derrota na Indochina e estava a braços com a insurreição argelina. Já em Novembro a Mauritânia separava-se do colonizador, pondo fim ao sonho alimentado por De Gaulle, referendado em 1958, de uma "comunidade": os estados autónomos tornavam-se soberanos, ainda que em muitos casos a influência de Paris se prolongasse por décadas.

Também em 1960 o Reino Unido abriu mão da Nigéria e do território que, com uma colónia italiana, deu origem à Somália. A Bélgica viu-se forçada a deixar o Congo. Num ápice, o mapa de África mudava.

A fragilidade das metrópoles evidenciada pela II Guerra, a descolonização asiática e as pulsões nacionalistas deram aos movimentos independentistas uma dinâmica que quase só o regime autoritário português contrariava. "Não percam tempo a convencer-me do princípio da independência. Há acordo sobre isso", dizia, em Abril de 1960, citado pela revista Time, o ministro de assuntos coloniais britânico, Iain MacLeod, a delegados da Serra Leoa, que seria independente no ano seguinte.

Bons e maus começos

Alegria e salvas de tiros saudaram as independências e há boas histórias, como a do Senegal, onde a democracia fez caminho ainda que sob ameaça constante de guerra em Casamansa. Ou o Benim, com um passado de golpes mas hoje uma democracia tida como estável, embora sofrendo de subdesenvolvimento e tensões. O Gabão é também sinónimo de estabilidade, mas de uma estabilidade associada ao autoritarismo. A Costa do Marfim, com um começo próspero e sem convulsões, caiu na violência e na guerra civil após a morte do primeiro Presidente, Houphouët-Boigny, em 1993. Mesmo países com importantes recursos, como a Nigéria, têm vivido em instabilidade.

Nalguns lugares o nascimento dos países foi acompanhado com preocupação. Aconteceu nos Camarões, que viveram o primeiro dia de independência com metade do território sob estado de emergência. Na República Democrática do Congo, o ex-Congo belga, a ruidosa violência de 1960 era apenas o prenúncio de uma história de guerras, golpes, corrupção e pobreza, que se reproduziu, em escalas diversas, noutras paragens. Em vários casos, à libertação sucederam-se décadas de ditadura. O caso extremo de fracasso será a Somália, onde o caos substituiu o Estado desde 1991.

"O panorama actual dos países chegados à independência em 1960 é bastante frustrante", diz Alexander Keese, professor do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. "Não há desentusiasmo. Há sim uma fortíssima frustração", afirma Eduardo Costa Dias, do Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). "Há desilusões profundas, mas outra coisa é dizer que o futuro será sempre assim", refere Adelino Torres, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

A falta de desenvolvimento, as guerras e o défice de democracia são, para o professor do ISEG, os grandes problemas dos países que há 50 anos - e nos anos anteriores e seguintes - ascenderam à independência. E, no entanto, em 1960, o futuro parecia risonho. "O início foi caracterizado por um optimismo total, nos próprios países e nos Governos da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, e, em muitos casos, [vendo de modo] retrospectivo, um pouco absurdo. Esperava-se um progresso económico nítido, com fundamento nas teorias de modernização, que preconizavam um ritmo próprio de evolução económica e um rápido sucesso baseado na agricultura de exportação", afirma Alexander Keese. As "tendências para a monocultura e um dirigismo económico inflexível", bem como uma "tradição burocrática pesada" e uma herança "administrativa repressiva" do período colonial são outros problemas identificados por este investigador.

Do ponto de vista económico, afirma Adelino Torres, os países africanos seguiram uma estratégia que se revelou errada e que, na maioria dos casos, se ficou pela "industrialização" para "substituição de importações". A queda dos preços das matérias-primas - " se a Costa do Marfim tivesse [hoje] de repente o cacau ao preço de 1980 pagava a dívida externa" - é outra condicionante apontada pelo professor de Economia, para quem, apesar de todas as dificuldades, "África deu um salto à velocidade da luz entre a economia primitiva e a economia de mercado".

Novas dependências

Alexander Keese considera que "no âmbito social e político, na grande maioria dos países, estabeleceram-se sistemas clientelistas e muitos grupos e regiões ficaram excluídos". "Quase tudo foi permitido, não havia nenhuma pressão [externa] para os novos Governos manterem estruturas democráticas", acrescenta. Com outras palavras, Costa Dias vai no mesmo sentido ao referir "a manutenção do mesmo tipo de aparelho de Estado" do período colonial, servido por pessoal político que privilegia tanto a "apropriação como a distribuição por interesses pessoais".

O continente africano sofreu por ter sido um palco "onde os dois blocos [ocidental e soviético] se digladiaram", lembra o investigador do ISCTE. Hoje, refere, vive uma situação de "neocolonialismo, que não tem a ver só com as antigas potências, mas também com as potências emergentes - por razões de negócio mas também de procura de apoio para alterar o seu estatuto internacional - e com as instituições internacionais, que impõem medidas económicas e sociais".

O professor da Universidade do Porto destaca o "grande interesse" das populações pelos processos eleitorais. Mas entende que a esperança de "melhores estruturas de governo diminui com o aparecimento de novos parceiros" pouco interessados em "políticas democráticas de qualidade e no respeito pelos direitos humanos". O caso que aponta é o da China, que promete "investimentos, sem incómodos com perguntas sobre direitos humanos". "Estes investimentos permitirão a elites habituadas a estruturas autoritárias manterem e reforçarem o seu controlo - e as oposições a estas tendências exprimem-se na organização de rebeliões armadas e na fragmentação de Estados", alerta.

Mais optimista, Adelino Torres considera "completamente errada" a concepção de que a democracia é impossível no continente. O professor do ISEG cita o Prémio Nobel Amartya Sen para dizer que o diálogo tem ali uma tradição milenar e defende que, "embora o factor étnico exista, ele não é a origem principal [dos problemas], a origem é política e usa os factores étnicos para promover ambições". "Sou optimista, mas a longo prazo. Porque neste momento há muitas dificuldades - crise global, dívida externa, dificuldades em exportar, dificuldades de desenvolvimento. Só vemos guerras e sida. Mas África é um continente extremamente criativo. E com grande futuro, mas ainda vai levar tempo", afirma.

Uma população que, no fim do ano passado, chegou aos mil milhões de pessoas e o aumento do número de jovens com capacidades técnicas e científicas são factores que, segundo Adelino Torres, permitem encarar com esperança o futuro. A abertura de mercados na Europa e Estados Unidos seria uma ajuda importante, mas essa é uma "questão delicada" para os Governos ocidentais, por motivos internos, reconhece o académico. A integração regional é, do seu ponto de vista, uma via para o desenvolvimento, por poder dar capacidade de sobrevivência aos mercados internos e uma voz mais forte ao continente no âmbito global.

"Somos severos, e temos razão para o ser, em relação à orientação política desde as independências, mas também não temos que ser tão severos. A Europa para chegar à democracia demorou séculos", considera Adelino Torres. Também para Costa Dias - que vê como positivo o "desenvolvimento de uma opinião pública", o crescimento populacional e "o orgulho de ser africano" - "50 anos é nada".

De que precisa, afinal, África, hoje? "De unidade. De outro modo, ficaremos condenados a ver o mundo mudar sem nós", respondia Jean Ping, em vésperas da cimeira da União Africana, no fim de Janeiro.

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/13-02-2010/o-ano-em--que-comecou-um-futuro--ainda-por-cumprir-18783889.htm

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

John Lee Hooker - Boom Boom

Mais um dos grandes nomes dos blues norte-americanos: John Lee Hooker e um dos seus grandes êxitos "Boom Boom".

Os problemas das nossas cidades


O jornal PÚBLICO tem um novo caderno chamado "Cidades", aos domingos. O "Cidades" tem uma secção fixa que tem por objectivo ajudar os cidadãos a encontrarem respostas das autoridades para os seus problemas.

Se quiserem participar podem enviar uma pergunta concreta sobre um problema da vossa rua, bairro ou cidade que o jornal procurará a resposta junto das autoridades responsáveis, presidente da câmara, vereador, departamento estatal, etc.

Escrevam para: queixascidades@publico.pt


O PÚBLICO fará uma selecção das perguntas recebidas para garantir variedade geográfica e temática. Devem incluir identificação, morada e um número de telefone ou endereço electrónico para o caso de ser necessário algum contacto adicional.

Já agora podem também enviar para este blogue as perguntas que gostariam de fazer aos responsáveis da vossa cidade.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

24 - oitava temporada (estreia)


Uma boa notícia para quem gosta muito da série norte-americana "24": a RTP2 estreia amanhã, às 22:43h, a oitava temporada. Como devem saber, "24", é uma série de acção e suspense de grande intensidade, produzida e protagonizada por Kiefer Sutherland (Jack Bauer). Cada temporada tem 24 episódios (um por semana), cada um deles correspondendo a um hora de um dia. Ou seja, a história desenrola-se ao longo de um dia, como se fosse em tempo real. O tema central geralmente está relacionado com o terrorismo e em cada temporada há uma nova ameaça sobre a América. Como sempre, jack Bauer terá que lutar contro tudo e contra todos para proteger o país.

"24" é, sem dúvida, uma das minhas séries televisivas de culto (tal como era "ER - Serviço de Urgência", que terminou em Portugal na última sexta) e, dada a estrutura da série, não se deve perder nenhum episódio para podermos acompanhar passo a passo a evolução da acção, que é plena de suspense.

Todavia, é importante avisar a todos que a série é um pouco violenta, não sendo aconselhável a crianças e a pessoas mais sensíveis.

Fiquem com o trailer desta nova temporada.



Muddy Waters - Manish boy

Musicalmente continuamos em terras americanas. Hoje é a vez de Muddy Waters que foi considerado por muitos como um dos grandes músicos e cantores de "Blues"(o "pai do Chicago Blues"). Uma das suas canções que o celebrizou para a eternidade foi "Manish boy". O videoclip apresenta uma versão ao vivo de 1971.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Honestidade

Mostro-vos, de seguida, três pequenos vídeos da Fundação para uma Vida Melhor sobre um dos valores que deveriam ser considerados como dos mais importantes da Humanidade: a honestidade. Infelizmente, nos dias de hoje, a honestidade anda pelas "ruas da amargura".






Internet: alunos plagiam cada vez mais para trabalhos escolares


Eis um assunto que me preocupa imenso enquanto professor e que encontrei hoje no Público on line: as crianças e jovens recorrem cada vez mais à Internet para fazerem os trabalhos escolares. No entanto, o objectivo é sobretudo plagiar.

Muitos limitam-se a fazer o "Copy and Paste" de documentos disponíveis na internet, de uma forma acrítica, sem trabalhar o seu conteúdo, sem confirmar a veracidade das informações e sem fazer referência ao site consultado ou ao autor do trabalho.

Uma situação caricata e muito frequente nos trabalhos escolares é a entrega de trabalhos que resultam de impressões directas dos sites, muitos deles escritos em português do Brasil, contendo palavras e expressões muito próprias utilizadas naquele país e que não fazem sentido num trabalho feito em Portugal.

Plagiar é desonesto e pode ser considerado um crime.

Mas afinal, o que é um plágio ou plagiar?

"Plagiar é o acto de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No acto de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.

A origem etimológica da palavra demonstra a conotação de má intenção no acto de plagiar; o termo tem origem do latim plagiu que significa oblíquo, indirecto, astucioso. O plágio é considerado antiético (ou mesmo imoral) em várias culturas, e é qualificado como crime de violação de direito autoral em vários países".

(Fonte: Wikipédia)

Quando fizerem um trabalho de pesquisa procurem sempre ser triplamente honestos: com o autor das ideias que foram utilizadas no trabalho, com o professor e convosco próprios. Não vale tudo para se conseguir uma boa classificação num trabalho, até porque não é muito difícil ao professor detectar o plágio.

Para evitar acusação de plágio quando se utilizar parte de uma obra intelectual na criação de uma nova obra, recomenda-se colocar sempre créditos completos para o autor, através da identificação completa do autor e da sua obra (referência bibliográfica).

De seguida vejam a notícia do Público de hoje:


As crianças vão à Internet fazer pesquisa para o trabalho escolar e muitas vezes essa pesquisa é um plágio”, disse a investigadora Cristina Ponte, coordenadora do EU Kids Online Portugal, a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala amanhã.

Segundo Cristina Ponte, muitos estudantes pensam que fazer uma pesquisa é “escrever o tema no google, ver o que aparece”, fazer a impressão e entregar na escola, desconhecendo muitas vezes que estão a fazer um plágio. “Muitas crianças pensam que fazer pesquisa é ir à Internet, está aqui, corta, cola, imprime e já está”, disse, chamando a atenção para os “efeitos negativos na qualidade do conhecimento que se adquire”.

A investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa considerou que os pais devem intervir, perguntando aos filhos como estão a fazer o trabalho.

Cristina Ponte disse também que os professores na escola “devem contrariar este método”. A coordenadora do EU Kids Online Portugal, projeto que desde 2006 faz pesquisas a nível europeu sobre os usos da Internet, telemóvel e outras tecnologias em linha por parte das crianças, sublinhou que os pais portugueses “não têm ideia de tudo o que as crianças fazem na Internet”.

“Os pais portugueses vêem com muito entusiasmo o acesso dos filhos à Internet, porque consideram a Internet como meio de aprendizagem. Mas não têm ideia, até porque são pouco utilizadores, de tudo o que as crianças fazem na Internet”, acrescentou.

Segundo Cristina Ponte, “os pais dizem que os filhos utilizam a Internet para a preparação dos trabalhos da escola e para a comunicação com os colegas, mas quando se pergunta a uma criança o que faz com a Internet, vê-se que tem muito mais actividades” do que as enumeradas pelos pais.

Segundo o último Eurobarómetro, divulgado em Dezembro de 2008, um terço dos pais portugueses, com filhos entre os seis e os 16 anos, afirma que “não utiliza nada” a Internet, recordou.

A EU Kids Online está a actualmente a desenvolver uma investigação em 25 países europeus, entre os quais Portugal, sobre o uso de tecnologias digitais, experiências e preocupações sobre risco e segurança online dos filhos por parte dos pais.

A investigação, que deverá estar concluída no Verão, consiste num inquérito a mil crianças de cada país com idades entre os nove e os 16 anos e aos pais.

Fonte: http://www.publico.pt/Tecnologia/internet-alunos-plagiam-cada-vez-mais-para-trabalhos-escolares_1421717

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Hoje é transmitido o último episódio da última temporada (15ª) da série "ER - Serviço de Urgência"


Ao fim de 15 anos, termina hoje (no canal AXN, 21:30h), para meu grande desgosto, a série norte-americana "ER - Serviço de Urgência". Pode parecer um pouco melodramático da minha parte mas, na realidade, vou sentir muito a falta desta série com a qual me habituei a conviver há muitos anos, nos serões das sextas feiras. Foram 15 temporadas de grandes emoções, em que as personagens (médicos, enfermeiras e doentes) se tornaram tão familiares, como John Carter, Doug Ross, Mark Green, Greg Pratt, Kerry Weaver, Abby Lockhart, Nella Rasgotra, Elizabeth Corday, Archie Morris e tantos outros. É verdade que nas últimas temporadas a série já não tinha a mesma vitalidade e a mesma capacidade de nos surpreender como nas anteriores. Também é verdade que alguma das suas personagens mais carismáticas já não faziam parte da série, mas, mesmo assim, não deixava de ser uma série com muita qualidade e imprescindível.

A televisão vai ficar mais pobre sem ER. Enfim, vou ter que me habituar a viver sem esta série que, para mim, será sempre inesquecível. A minha vontade imediata é desatar a comprar os DVD's de todas as temporadas para que esta separação não seja tão difícil...


O vídeo que se segue mostra os últimos minutos deste último episódio.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Movimento emigratório actual comparado ao da década de 60


Mais uma notícia inquietante para o nosso país: a emigração portuguesa voltou a aumentar significativamente. Depois de um período relativamente longo (anos 80 e 90 do século XX) em que a emigração diminuiu e Portugal passou a ser um pais mais de imigrantes do que de emigrantes e que correspondeu a uma fase de desenvolvimento do país, voltamos a emigrar em força. O presidente da Comissão de Especialidade de Fluxos Migratórios, Manuel Beja, julga que é preciso recuar até à década de 1960 para encontrar uma vaga de emigração tão grande em Portugal. É mais um sinal da crise económica e social que o país atravessa e em que a taxa de desemprego continua a subir, atingindo nesta altura os 10,3%.

Vejam a notícia do Público on line de hoje:



"É plausível", admite João Peixoto, da Universidade Técnica de Lisboa. Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos, acha que não.

Ninguém sabe ao certo quantas pessoas estão a virar as costas. Portugal, como quase todos os membros da UE, não faz inquérito de saída. A única hipótese é coligir a estatística dos países de destino, tarefa que o recém-criado Observatório de Emigração já iniciou. Mesmo assim, João Peixoto faz três ressalvas: as estatísticas tendem a não ser comparáveis; a recolha não distingue movimentos temporários de permanentes; e a oferta de emprego não é a que era antes da crise. Muito por força da livre circulação, a nova vaga está concentrada na UE, ou em territórios muito próximos, como a Suíça ou Andorra, nota a coordenadora do observatório, Filipa Pinho. Embora se desbrave caminho na Ásia e em África - com Angola à cabeça.

Manuel Beja dá o exemplo da Suíça. O contingente de cidadãos de nacionalidade portuguesa passou de 173.278 em 2004 para 196.186 em 2008. E, "no ano passado, entravam em média mil por mês". Paradigmático, para Filipa Pinho, é o caso de Espanha: o número de pessoas nascidas em Portugal a residir no país vizinho passou de 71 mil para 136 mil entre 2004 e 2008. Manter-se-á? A taxa de desemprego entre trabalhadores portugueses a residir em Espanha subiu de 4,7 por cento no final de 2007 para 21,89 por cento no final de 2009, revelou o INE espanhol. O exemplo do Reino Unido mostra outro aspecto: o número de nascidos em Portugal passou de 68 mil para 83 mil entre 2004 e 2008. A comunidade ultrapassa os 300 mil nas estimativas consulares de residentes de nacionalidade portuguesa. O que incluirá, atalha Jorge Malheiros, portugueses lusos, descendentes de emigrantes, ex-imigrantes e descendentes de ex-imigrantes.

A culpa não é só do desemprego, que já ultrapassa os 10 por cento, sublinha João Peixoto, que é também membro do Conselho Científico do Observatório da Emigração. Nos anos 90, Portugal vivia um período de crescimento e nem por isso deixou de ter emigração. A culpa é também do diferencial de rendimento entre os portugueses e os outros europeus. E de uma cultura de emigração.

Na década de 60 e na primeira metade de 70, chegavam a sair mais de 100 mil por ano. Por maior que seja a dimensão actual, para Malheiros, não faz sentido comparar. Não só por a geo- grafia da mobilidade ser outra. Também pela forma. As emigrações já não são longas ou definitivas, mas temporárias - por vezes mesmo pendulares: "Nos anos 60, na teoria, a emigração era muito regulada. Agora, as pessoas têm direito a procurar trabalho noutros países da UE. Muitas vezes, saem para prestar serviços específicos e de duração limitada - na construção civil, no turismo, na agricultura. O mercado é muito flexível."

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/movimento-emigratorio-actual-comparado-ao-da-decada-de-60_1421033

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dia Aberto da FDUP

Faculdade de Direito da Universidade do Porto



Na sequência da actividade desenvolvida na aula de hoje no 12ºI, em Geografia C, o Vasco enviou-me um mail dando notícia que no dia 14 de Março a Faculdade de Direito da Universidade do Porto vai organizar o "Dia Aberto da FDUP". No site da Faculdade encontrei a seguinte informação:


A Faculdade de Direito da Universidade do Porto, instituição ao serviço do ensino, da investigação, da cultura e da formação integral dos seus estudantes, retomará, este ano, a iniciativa "Dia Aberto da FDUP".

Esta iniciativa visa abrir a Faculdade à comunidade e dar a conhecer, a todos quantos o desejem, a formação ministrada pela instituição, as saídas profissionais das Licenciaturas em Direito e em Criminologia (esta, pioneira no nosso país), os projectos de investigação em curso e os equipamentos ao dispor da comunidade. Assim, no próximo dia 10 de Março de 2010 (4ª feira), a partir das 15h00, os estudantes dos 9º aos 12º anos de escolaridade são convidados a descobrir esta Instituição. Para além da visita às instalações, terá lugar uma pequena palestra sobre as temáticas acima referidas, com presença de alunos da FDUP e de vários profissionais ligados às múltiplas áreas de saídas do mercado de trabalho.

Mais informações poderão ser obtidas junto do Gabinete de Relações com o Exterior da FDUP: Dra. Manuela Santos / D.ª Susana Silva

Telf.: 22 204 16 74/73

E-mail: https://sigarra.up.pt/fdup/manuela@direito.up.pt


Já agora, gostaram do encontro que tiveram com os meus ex-alunos Vasco e Ricardo?

Vem aí uma geração de rapazes frustrados


A propósito do tema apresentado pela Cátia do 12ºI na aula de Geografia C, deixo-vos o link ao artigo do jornal Público sobre o facto de em quase todos os países ocidentais, os rapazes abandonarem cada vez mais o ensino no final da escolaridade obrigatória e que podermos estar a criar (ou já criámos?) uma geração de excluídos e uma nova classe baixa - a dos homens. O artigo é um pouco longo mas talvez valha a pena lê-lo.

Fica, então, o desafio: será que estamos mesmo a criar uma geração de excluídos e uma nova classe baixa constituída pelos homens?


Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/27-01-2010/vem-ai--uma-geracao-de-rapazes-frustrados-18656888.htm

China faz duras advertências aos EUA sobre Tibete e Taiwan

Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, território anexado pela China
As relações entre os EUA e a China já tiveram melhores dias. A China advertiu nesta terça-feira que um encontro entre o presidente americano Barack Obama e o Dalai Lama prejudicará as relações bilaterais e ameaçou adotar represálias após a decisão de Washington de vender armas a Taiwan, em um novo episódio da escalada da tensão entre as duas grandes potências mundiais.

O que é que será de esperar desta nova tensão entre os dois gigantes mundiais?

Vejam a notícia da AFP de hoje:


Além do Tibete, existem ainda a questão de venda de armas americanas a Taiwan e o caso da censura denunciada pelo Google. Os problemas se multiplicam e ofuscam as relações entre os dois países, numa escalada de conflitos ainda moderada, segundo os analistas.

"Nós opomo-nos com firmeza a tal encontro", declarou à imprensa Zhu Weiqun, alto funcionário do Partido Comunista, numa referência à visita de 10 dias aos Estados Unidos que o Dalai Lama iniciará em Washington a partir de 16 de fevereiro.

Em Dharamsala (norte da Índia), o governo tibetano no exílio declarou que "não há motivos" para que Obama tema uma possível reunião.

No momentos em que as relações China-EUA atravessam um período de turbulências, Zhu Weiqun declarou que um encontro Obama-Dalai Lama "prejudicaria seriamente as bases políticas das relações".

"Se o presidente americano escolher este momento para receber o Dalai Lama, isto ameaçará com certeza a confiança e a cooperação entre China e Estados Unidos", disse o director do Departamento do Trabalho da Frente Unida, responsável pelas negociações com os tibetanos.

A China protesta em todas as ocasiões em que está prevista uma reunião entre o líder religioso tibetano, a quem acusa de separatismo, e líderes estrangeiros.

Oficialmente não foi confirmada uma reunião de Obama com o Dalai Lama, mas o presidente verá o dirigente tibetano "no momento oportuno", segundo fontes do governo americano.

O governo tibetano no exílio rebateu as ameaças de Pequim a Washington.

"Do nosso ponto de vista, temos o sentimento de que o papel dos Estados Unidos é facilitar um diálogo justo e honesto entre os emissários do Dalai Lama e o governo chinês", declarou à AFP o porta-voz do governo tibetano no exílio, Thubten Samphel.

"Os Estados Unidos apoiam o ponto de vista do Dalai Lama, que considera que a questão do Tibete deve ser resolvida dentro da Constituição chinesa", acrescentou Samphel.

"Não há, portanto, razões que sustentem o argumento chinês de que tal encontro prejudicaria as relaçõnes entre China e Estados Unidos".

Em Pequim, Zhu ressaltou que o diálogo de Pequim com os representantes do Dalai Lama, na semana passada, evidenciou as profundas divergências entre as duas partes a respeito do estatuto do Tibete.

O governo chinês informou na segunda-feira ter repetido aos representantes do Dalai Lama que rejeita qualquer concessão sobre a soberania chinesa do Tibete.

"Os interesses nacionais são invioláveis e não há espaço para discussões sobre as questões de soberania nacional e territorial", afirmou o governo em um comunicado oficial.

Nesta terça-feira, Zhu Weiqun destacou que "as relações entre o governo chinês e o Dalai Lama fazem parte totalmente dos assuntos internos chineses".

"Opomo-nos a qualquer tentativa estrangeira de interferência nos assuntos internos da China sob pretexto do Dalai Lama", disse.

A advertência foi feita depois da China ter denunciado a venda de armas americanas a Taiwan, classificando a mesma de "interferência grosseira" dos Estados Unidos nos temas internos chineses.

Depois do anúncio na sexta-feira de um contrato de mais 6,4 bilhões de dólares de vendas de armamentos americanos à ilha, o governo chinês suspendeu imediatamente os intercâmbios militares com os Estados Unidos e anunciou sanções.

Em Singapura, Bruce Lekmim, vice-subsecretário da Força Aérea Americana, afirmou que a China teve uma reacção infeliz.

Lekmin descartou que os Estados Unidos recuem na decisão de vender armas a Taiwan, a ilha nacionalista considerada pela China comunista uma de suas províncias, mas que desde 1949 vive separada de facto da autoridade de Pequim.
(AFP)

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hO4DsRE2AMyMfp5r1Mucb_GjX2Og

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Louis Armstrong - What a Wonderful World

Neste mês de Fevereiro, continuamos musicalmente com o ciclo que designei por "Sons da América". Hoje ficamos com uma das vozes mais inconfundíveis do Jazz norte-americano: Louis Armstrong e o seu clássico "What a Wonderful World" . Para mim, é, sem dúvida, umas das canções mais bonitas de sempre.

4G: a revolucão dos telemóveis


A rede 4G permite navegar a uma velocidade 100 vezes superior à da 3G


Está quase a chegar a nova sensação tecnológica que promete revolucionar as comunicações móveis. A 4ª geração de telemóveis vai ficar ao alcance dos consumidores nos próximos tempos.vejam a notícia do JN on line publicada hoje:



A tecnologia 4G transformará os telemóveis em autênticos computadores sem fios. A informação vai passar a estar ainda mais acessível através de uma rede de internet aberta, sem fios, que ultrapassa até cem vezes a rede da 3ª geração.

Daqui resulta que as velocidades de transferência de conteúdos serão muito superiores. Os utilizadores terão mais acesso a mais conteúdos, através de melhores suportes.

Também será possível incluir novas funcionalidades e novidades, actualizando permanentemente os aparelhos, sem que para isso seja necessário adquirir um novo telemóvel.

O investimento das grandes operadoras já ultrapassa os milhões. Nos EUA, a operadora Verizon prepara-se para o lançamento comercial em 2011, uma vez que a respectiva rede de 4ª geração se encontrará operacional ainda este ano. A AT&T, operadora responsável pelo serviço de internet 3G do aclamado iPad tablet, vai também investir na nova rede de telecomunicações.

A empresa norte-americana Sprint lançou o telemóvel Overdrive na véspera da CES 2010, a maior montra para as novidades da electrónica. Este aparelho suporta a rede 4G.

Em Portugal, a wTVision, empresa fornacedora de tecnologia e serviços na área do infografismo, já está a ponderar a sua entrada no mercado do 4G. A tecnologia permite fazer chegar novos conteúdos a novos públicos e a empresa pretende tirar partido disto mesmo.

Através do 4G será possível produzir televisão num novo formato, “democratizando uma produção que tem actualmente custos exorbitantes”, afirmou o director técnico da wTVision, Alexandre Fraser, em declarações à agência Lusa.

A revolução das redes móveis

Quando a revolução tecnológica "se deu a nível da fibra e do cabo, surgiu o Meo, porque está ao alcance da Internet fixa transmitir vídeo com alta definição por uma linha de Internet".

"Na quarta geração, a revolução que se deu na rede fixa vai acontecer na rede móvel. É perfeitamente viável que passemos a ter um operador de televisão totalmente móvel e uma nova concorrência do Meo e da Zon, baseada num circuito puramente wireless [sem fios]", avança.

A União Europeia está a aplicar, desde o início de janeiro, 18 milhões de euros suplementares na investigação das redes móveis 4G, capazes de permitir à Internet móvel velocidades até cem vezes superiores à das redes 3G, ou seja, cerca de um gigabit (mil megabits) por segundo.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1483952

Vejam agora um vídeo aluso ao 4G

sábado, 30 de janeiro de 2010

Exames e Provas de Aferição - prazos de inscrição e calendário


O Ministério da Educação já definiu os prazos para inscrição nas provas de exame nacionais, exames e provas de equivalência à frequência, bem como o calendário para a realização dos exames nacionais, dos ensinos básico e secundário, no ano lectivo de 2009/2010.

Prazos de inscrição nos exames do ensino básico

Os alunos do 9.º ano são automaticamente inscritos nos exames nacionais de Língua Portuguesa e de Matemática pelos serviços de administração escolar.

Para os alunos autopropostos, a inscrição nos exames nacionais de Língua Portuguesa e de Matemática do 9.º ano e nos exames de equivalência à frequência do 3.º ciclo decorre de 22 de Fevereiro a 3 de Março.

Devem inscrever-se dentro do mesmo prazo os alunos dos cursos de educação e formação, dos percursos curriculares alternativos e outros que, estando dispensados dos exames, pretendam prosseguir estudos nos cursos científico-humanísticos, bem como os alunos do 2.º ciclo, fora da escolaridade obrigatória (18 anos), como autopropostos, nos exames de equivalência à frequência.

Os alunos dos 8.º e 9.º anos que tenham iniciado o ano lectivo de 2009/2010 com 15 ou mais anos, que anulem a matrícula após 3 de Março, inscrevem-se nos dois dias úteis a seguir à data da anulação.

Os alunos dos 8.º e 9.º anos que completem 15 anos até 31 de Agosto de 2010, reprovem na avaliação sumativa final e se candidatem aos exames como autopropostos inscrevem-se no dia útil a seguir ao da afixação das pautas de avaliação do 3.º período.

A inscrição para a época de Setembro nos exames de equivalência à frequência dos alunos autopropostos dos 2.º e 3.º ciclos que, tendo realizado os exames na fase de Junho, não concluíram o ciclo de estudos decorre de 16 a 20 de Julho, desde que a sua realização lhes permita a certificação da conclusão do ciclo.

Calendário dos exames do ensino básico

Os exames nacionais do 3.º ciclo realizam-se numa fase única com duas chamadas. Na primeira chamada, que é obrigatória, o exame de Língua Portuguesa realiza-se no dia 16 de Junho, e o de Matemática, no dia 18 de Junho. Na segunda chamada, destinada a situações excepcionais, estes exames realizam-se, respectivamente, nos dias 23 e 25 de Junho.

A primeira chamada do exame de Português Língua não Materna - nível iniciação e nível intermédio, destinada a avaliar os alunos de acordo com o seu nível de proficiência linguística, realiza-se no dia 16 de Junho, e a segunda chamada, no dia 14 de Julho.

Os exames de equivalência à frequência dos 2.º e 3.º ciclos realizam-se em Junho e em Setembro, com uma só chamada, que decorre entre 16 de Junho e 2 de Julho para o 3.º ciclo; 25 de Junho e 7 de Julho para o 2.º ciclo; 1 e 7 de Setembro para os 2.º e 3.º ciclos.

As pautas referentes às classificações da primeira e da segunda chamada dos exames nacionais de Língua Portuguesa e de Matemática são afixadas a 13 de Julho.

As pautas relativas às classificações dos exames de equivalência às restantes disciplinas devem ser afixadas até ao dia 14 de Julho, sendo as da segunda fase divulgadas até ao dia 13 de Setembro.

Prazos de inscrição nos exames nacionais e nas provas de equivalência à frequência do ensino secundário

Os prazos de inscrição para admissão à primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário decorrem nos seguintes períodos: o prazo normal, de 22 de Fevereiro a 3 de Março; o prazo suplementar, a 4 e 5 de Março. As inscrições para a segunda fase dos exames decorrem a 9 e a 12 de Julho.

A inscrição nas provas de equivalência à frequência decorre nos mesmos prazos, com excepção dos alunos que anularem a matrícula até ao 5.º dia de aulas do 3.º período, que ocorrerá nos termos do regulamento de exames, a divulgar oportunamente.

Calendário dos exames nacionais e das provas de equivalência à frequência do ensino secundário

A primeira fase dos exames nacionais das disciplinas dos cursos do ensino secundário decorre de 16 a 23 de Junho. A segunda fase decorre de 14 a 19 de Julho.

As provas de equivalência à frequência, a realizar em chamada única, devem ter estes prazos como referência.

As pautas referentes à primeira fase dos exames e das provas de equivalência à frequência do ensino secundário são afixadas no dia 8 de Julho, sendo as da segunda fase divulgadas no dia 30 de Julho.

Os resultados dos processos de reapreciação das provas e dos exames são afixados, para a primeira fase, em 12 de Agosto e, para a segunda fase, em 30 de Agosto.

Para mais informações, consultar o despacho publicado no Diário da República.

Os exames de Geografia A têm o seguinte calendário: 1ªfase: 22 de Junho, às 9h; 2º Fase: 15 de Julho, às 9h.

Fonte: http://www.min-edu.pt/np3/np3/4567.html

Eagles - New Kid in Town

Os Eagles, um dos grupos míticos norte-americanos que tiveram maior projecção nos anos 70, regressam ao blogue com uma das suas canções mais conhecidas "New Kid in Town", do álbum "Hotel Califórnia" de 1976.

Alta velocidade em diferentes países do Mundo

O vídeo que se segue mostra projectos de redes de caminho-de-ferro de alta velocidade em diversos países do Mundo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O labiríntico tarifário da CP Comboios


A notícia do Publico que se segue faz doer a alma a quem, como eu, tem uma grande paixão pelos comboios. Desde muito pequeno que sinto um grande interesse pelos comboios. Tudo começou com o fascínio pelas miniaturas; mais tarde, a paixão levou-me a viajar pela maior parte da Europa com o cartão "InterRail".

Infelizmente, a rede de caminho-de-ferro portuguesa pouco evoluiu nas últimas décadas, tendo-se verificado um grande desleixo neste sector em detrimento do transporte rodoviário, onde foram feitos elevados investimentos em auto-estradas e vias-rápidas. À excepção da electrificação de algumas linhas, a modernização dos transportes suburbanos e a introdução do comboio pendular na linha do Norte, pouco mais se fez em diversas décadas. Comboios antigos, lentos e desconfortáveis e linhas-férreas obsoletas são a realidade que se verifica na maior parte do país. Para além disso, muitas linhas foram suspensas ou mesmo abandonadas, deixando muitas regiões, principalmente do interior, fora da rede ferroviária nacional.

Para agravar a situação, a divisão da CP em quatro unidades de serviço de um modo completamente desarticulado está a tornar as viagens de comboio num grande problema, gerando situações completamente absurdas, nomeadamente nos preços dos bilhetes e nos horários.

Par compreenderem melhor o que se está a passar vejam a notícia do Público de 24 de Janeiro:


Viajar de comboio pelo país pode dar muito trabalho e a culpa é da manta de retalhos em que a transportadora ferroviária se transformou. CP Lisboa, CP Porto, CP Regional e CP Longo Curso trabalham com tarifários e horários que nem sempre são integrados. Imaginámos diferentes viagens para mostrar as dificuldades dos passageiros.

O senhor Manuel foi emigrante e quis reviver com a neta a viagem de dez horas que fez do Bombarral para Vilar Formoso, quando tentou o "salto" para a França em 1968. Pensando que hoje a coisa era mais rápida, nem consultou horários e apresentou-se na estação do Bombarral para o comboio das oito da manhã.

Aventurou-se e demorou 14 horas. A viagem que, 40 anos antes, realizara com um único transbordo teve de ser feita agora com - pasme-se! - cinco comboios.

Eis a aventura: primeiro, um comboio para as Caldas da Rainha, onde mudou para outra composição que o deixou no meio dos arrozais do Mondego num apeadeiro chamado Bifurcação de Lares. Ali apanhou um suburbano vindo da Figueira da Foz para Coimbra e depois outro comboio para a Guarda onde, pela última vez, mudou para o regional para Vilar Formoso. E, como se não bastasse o tempo de viagem e os transbordos, o bilhete vendido pela CP foi mais caro, porque resultou do somatório de todas estas viagens: 23,65 euros. Mais do que os 20 euros de uma viagem de Lisboa para Vilar Formoso em comboio directo. Ou seja: na CP viajar 220 quilómetros em vários regionais (por falta de alternativa) é mais dispendioso do que uma viagem directa de 434 quilómetros.

O senhor Silva vive em Queluz e quis visitar um colega em Torres Vedras. Há anos que não viajava de comboio em Portugal, mas pareceu-lhe esta a melhor opção, já que a tinha logo ali, bem perto de casa. A primeira surpresa foi logo na estação de Queluz. Que não podia comprar um bilhete directo para Torres, dizem-lhe na bilheteira. Que desembolsasse primeiro 1,20 euros até ao Cacém e que comprasse lá o bilhete para o outro comboio (mais 3,15 euros) para Torres Vedras.

Mas afinal isto é só uma viagem de 50 quilómetros, pensou. Era seu desejo comprar o bilhete de ida e volta, mas lá teve de adquirir novo título para o seu destino. Já no regresso perguntou se lhe podiam vender os dois bilhetes em Torres Vedras, mas o ferroviário perguntou-lhe para quê, se podia vender um único bilhete directo. O senhor Silva espantou-se: para a ida teve de comprar dois bilhetes, mas para a volta já podia fazer a viagem com um só?

Que confusão. Como se não bastasse demorar uma hora e meia para fazer 50 quilómetros a passo de caracol, ainda teve de ouvir uma explicação sobre as "unidades de negócio" da CP. Que ali em Torres, aquilo era a CP Regional, mas que em Queluz era a CP Lisboa.

E é esta a história que teria para contar, se o senhor Silva existisse. A personagem, como todas as que viajam em comboio neste texto, não é real. Ao contrário da esquizofrenia a que os passageiros da CP estão sujeitos, que é bem real e a razão destas viagens que imaginámos.

O casal Gonçalves vive em Lisboa e resolveu passar o fim-de-semana em Beja. Optou pelo comboio. De Entrecampos ao destino foram só 2h10 de viagem, num Intercidades ao preço de 11,50 euros por pessoa. Mas já o regresso foi uma verdadeira surpresa: uma automotora desconfortável a tremelicar pela planície até Casa Branca, onde o casal apanhou, aliviado, o Intercidades vindo de Évora para Lisboa. Ao todo demorou mais tempo do que na ida, viajou num comboio de categoria inferior e teve um transbordo. Por isso pagou 14,40 euros, ou seja, mais 2,90 euros do que na ida.

Tarifa não quilométrica

A Rute, que queria ir de Coimbra ao Porto, também se surpreendeu quando o revisor do comboio regional lhe pediu mais 3,50 euros para revalidar o bilhete. A Rute estava em Coimbra e o Alfa Pendular estava atrasado devido a um problema com um passageiro. Encontrou uma amiga que ia apanhar o regional para Aveiro e nem pensou duas vezes, julgando que o seu bilhete era mais do que suficiente para viajar no vagaroso regional até à Invicta. Na Suíça, um país com a dimensão de Portugal onde estivera, podia-se apanhar um comboio a qualquer hora porque as tarifas são quilométricas e não é preciso marcação de lugar. Mas não. Na CP um bilhete de 15 euros não permite viajar num comboio onde só se paga 8,10 euros.

Também o Vítor ficou espantado quando descobriu que para viajar de Guimarães para Lisboa pagaria 21,65 euros, quando em sentido contrário tinha pago 20,50 euros. Com a diferença de que agora tinha de apanhar um comboio que parava em todo o lado até Campanhã e demorava mais uma hora na vinda no que na ida. E o João, que queria ir de Estarreja para Azambuja (ambas estações da linha do Norte), teve de se aventurar em três comboios porque, apesar de viajar no principal eixo ferroviário do país, não tinha ligações directas.

Paremos então com as personagens fictícias com dificuldades que qualquer passageiro real pode sentir e passemos ao mundo que existe. Viajar de comboio pelo país pode dar muito trabalho e a culpa é da manta de retalhos em que a transportadora ferroviária de Portugal se transformou, quando foi dividida em quatro unidades de negócio - CP Lisboa, CP Porto, CP Regional e CP Longo Curso. Há bilheteiras diferentes nas estações e os gabinetes de apoio ao cliente rejeitam reclamações ou pedidos de informação que não sejam da sua unidade de negócios.

"A lógica da CP em unidades de negócios era no sentido da privatização. Essa situação originou que as unidades trabalhassem de forma autónoma e as forças integradoras não conseguiram vencer essa força autónoma", diz o presidente da CP, Cardoso dos Reis.

A verdade é que cada unidade de negócios funciona como uma "mini CP" e tem a sua própria frota de material circulante e quadro de pessoal (maquinistas e revisores). José Rafael Nascimento, professor de Marketing no Instituto Superior de Comunicação Empresarial, diz que estas situações vividas pelos passageiros da CP contrariam o paradigma da conveniência, em que as empresas procuram prestar serviços completos e integrados aos seus clientes, o que não é o caso do transporte ferroviário em Portugal, com um tarifário incompreensível e uma exploração baseada em percursos.

Incompreensível? Há razões - às quais os clientes da CP são alheios - que podem explicar esta forma de gestão. A transportadora pública, ao contrário do que acontece com as suas congéneres europeias, não tem um contrato de prestação de serviços com o Estado. Em cada ano, o governo atribui verbas residuais a título de indemnizações compensatórias para a empresa. Como o serviço regional é o que dá mais prejuízo, a CP prefere vender percursos a aplicar uma tarifação quilométrica, mais justa e mais compreensível para os passageiros. É por isso que uma viagem com diversos transbordos (e são tantos num país tão pequeno como Portugal) um cliente da CP está a pagar uma nova viagem sempre que muda de um comboio para outro. Desde Dezembro de 2009, por exemplo, a CP acabou com os comboios directos desde o Barreiro para o Algarve e obriga os passageiros a apanhar duas composições e a pagar mais caro.

Algo que, como refere Nélson Oliveira, engenheiro com pós-graduação em caminhos-de-ferro, "não acontece noutras redes estrangeiras de referência [SNCF em França, RENFE em Espanha, DB na Alemanha e Trenitália] onde os horários dos comboios mais lentos são conjugados com os dos rápidos para assegurar a função de recolectores e distribuidores".

Para este especialista, também presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro, "as unidades de negócios centram-se na procura dos melhores resultados financeiros, o que nem sempre resulta em favor de um melhor serviço, pois numa exploração conjunta os benefícios de uns compensavam os prejuízos de outros". Um exemplo: como os regionais dão prejuízo, cada vez há menos oferta, "mas se os horários destes fossem conjugados com os dos comboios rápidos, como eram dantes, os regionais traziam passageiros para os serviços de longo curso, e o prejuízo era compensado".

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/24-01-2010/o-labirintico-tarifario-da-cpcomboios-18640942.htm

Neil Young - Heart of Gold / My My Hey Hey

Para compensar a sua ausência no videoclip anterior, este momento musical é dedicado ao músico e cantor norte-americano Neil Young, em duas actuações a solo, interpretando dois dos seus maiores êxitos: Heart of Gold e My My Hey Hey - Rock and Roll never die.

Heart of Gold


"Heart Of Gold"

I want to live,
I want to give
I've been a miner
for a heart of gold.
It's these expressions
I never give
That keep me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.
Keeps me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.

I've been to Hollywood
I've been to Redwood
I crossed the ocean
for a heart of gold
I've been in my mind,
it's such a fine line
That keeps me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.
Keeps me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.

Keep me searching
for a heart of gold
You keep me searching
for a heart of gold
And I'm growing old.
I've been a miner
for a heart of gold.


My My, Hey Hey

Crosby Stills & Nash - Teach Your Children

Crosby Stills, Nash & Young é o nome de um grupo norte-americano criado em 1969 com músicos que tinham pertencido a bandas diferentes. A princípio a banda surgiu como um trio formado por David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash. Mas o grupo desejou ter um quarto integrante e a primeira escolha, John Sebastian do Loving Spoonful, recusou o convite. Neil Young foi escolhido para ocupar o lugar antes oferecido a Sebastian e a tempo de participar no maior festival de rock de todos os tempos, o Woodstock.

O quarteto é conhecido por seus arranjos vocais contrastantes, letras bem elaboradas, estilo musical que varia entre o folk e pop melódico e relação de amor e ódio entre seus integrantes. Desde o seu surgimento a banda já se separou mais de três vezes, mas Crosby, Stills, Nash e Young sempre voltaram a tocar juntos, tanto é que estão em tournée até os dias de hoje, mas neste caso, sem a presença de Neil Young.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crosby,_Stills_%26_Nash_(and_Young)


Fiquem com uma das canções mais famosas do grupo, a belíssima "Teach Your Children" do álbum "Deja Vu", de 1970. Infelizmente o vídeoclip não conta com a participação de Neil Young.


A Renault está a desenvolver novos carros eléctricos

Hoje apresento-vos, a partir de uma sugestão da Ana Rita Amaral do 12ºI, e em complemento à actividade desenvolvida na aula de hoje, um vídeo de um anúncio comercial da Renault Portugal, lançado no dia 1 de Janeiro de 2010, advertindo para problemas mundiais como o aquecimento global, dando a conhecer os novos veículos eléctricos da marca.

Ficamos, então, a aguardar, com alguma expectativa, o aparecimento dos novos carros eléctricos no mercado português.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bob Seger - Against the Wind

Bob Seger é um cantor e compositor popular norte-americano. A década de 80 foi aquela em que ele se consagrou. Um de seus maiores sucessos foi a música "Against The Wind", de 1980, que interpretou com o seu grupo The Silver Bullet Band.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Funny Hippo - In the Jungle (The Lion sleeps tonight)

Vá lá, sorriem!...

Bruce Springsteen - The River

Ainda o "Boss" e uma versão fantástica, ao vivo, de uma das suas mais belas canções: "The River". Reparem com muita atenção nos solos de harmónica. É a américa no seu melhor!...

A polémica sobre a utilizaçao de scanners corporais


A utilização de scanners corporais nos passageiros nos aeroportos como medida preventiva no combate ao terrorismo está a criar uma grande polémica internacional, nomeadamente por poder pôr em causa a privacidade e até a saúde dos passageiros.

A grande questão que se coloca é a seguinte: vale a pena sujeitarmo-nos a este aparelho em nome da nossa segurança?

Leiam de seguida a notícia do dia de hoje publicada pelo JN na sua página electrónica:


Scanners corporais não são única solução de segurança nos aeroportos

A secretária de Segurança Nacional norte-americana voltou hoje, sexta-feira, a ser questionada pelos jornalistas sobre a polémica tecnologia dos scanners corporais, que está actualmente a ser alvo de estudos por parte da Comissão Europeia sobre a sua eficácia e eventual impacto em questões como saúde e privacidade dos passageiros.

Questionada pela Agência Lusa sobre se a não introdução uniforme dos scanners reduziria a eficácia sobre quaisquer medidas de segurança aérea, Janet Napolitano afirmou que há várias medidas e alternativas que podem ser tomadas e que o mais importante é trocar informações e a vontade comum de responder à ameaça global do terrorismo.

"Esta é uma questão internacional, que tem a ver com a segurança do espaço da aviação internacional e por isso queremos consenso internacional. A Europa está a trabalhar com os EUA porque precisamos, como nações responsáveis, de proteger a segurança dos passageiros", afirmou.

"Mas dentro deste consenso há varias formas e equipamento que pode ser usado. Pode haver e vai haver variedade. E em alguns aspectos essa variedade é útil", sublinhou.

Para Janet Napolitano qualquer política que assente apenas em "métodos idênticos" pode até ser prejudicial porque "os terroristas aprendem esse método".

O mais importante continua a ser, disse, "cooperar, trocar experiências e boas práticas, melhorar os padrões de segurança e trabalhar com Governos em todo o mundo para melhorar a segurança" na aviação.

A secretária norte-americana analisou na quinta-feira, com os ministros europeus do Interior, a questão do combate ao terrorismo e em particular as medidas de reforço da segurança do transporte aéreo.

Oficialmente, a questão dos scanners corporais não foi referida na reunião - apesar de várias nações europeias terem já anunciado que os vão implementar e de os Estados Unidos terem já instalado 40 (que aumentarão para 450 até ao final do ano) nos seus aeroportos domésticos.

Janet Napolitano voltou hoje a defender a tecnologia, referindo que os scanners têm evoluído muito rapidamente, desde as primeiras versões que suscitaram mais preocupação em torno de temas como a privacidade.

"Hoje, os rostos dos passageiros são cobertos (nas imagens) e o leitor nem sequer está na zona da fila", afirmou. "Mas há muitas coisas que podem ser feitas nos aeroportos além ou independentemente dos scanners", reiterou.

Janet Napolitano segue para Genebra (Suíça) onde se reúne com responsáveis da IATA (Associação de Transporte Aéreo Internacional), organismo que reúne mais de 320 empresas aéreas de todo o mundo.

"Este tem que ser um esforço internacional, para ver como se pode melhorar a segurança de pessoas e países", explicou.



Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1476197


Em complemento a este "post", o blogue "Um Mundo Global" apresenta uma sondagem (no topo da coluna da direita) em que se pergunta se concordam ou não com utilização dos scanners corporais nos aeroportos como medida preventiva no combate ao terrorismo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Turismo em Espaço Rural

A propósito do tema do Turismo em Espaço Rural de Geografia A, 11º ano, mostro-vos alguns vídeos alusivos ao tema.

As Aldeias de Xisto - um novo produto turístico português



Reportagem da Sic - Casa grande - Turismo Rural na Serra da Estrela



Turismo Rural Monte da Pedra



Roteiro de fim de semana - Aldeia da Mata Pequena

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bruce Springsteen - Mansion on the Hill"

Voltamos aos "Sons da América". Hoje é a vez de Bruce Springsteen ("The Boss") e a sua "Mansion on the Hill".

Nunca nasceram tão poucas crianças em Portugal


Nunca nasceram tão poucos bebés em Portugal, pelo menos desde que há dados fiáveis. Em Outubro passado, Rui Vaz Osório, presidente da Comissão Nacional para o Diagnóstico Precoce, já antecipava que em 2009 a natalidade iria cair para um mínimo histórico. Os dados dos "testes do pezinho" indicam agora que as suas previsões mais pessimistas - ficar abaixo da fasquia dos 100 mil nascimentos - só não se confirmaram por pouco.

Os dados provisórios apontam para um total de 100.026 rastreios efectuados em 2009 no Instituto de Genética Médica Jacinto de Magalhães, no Porto - que centraliza as análises das amostras de sangue recolhidas através da picada no calcanhar dos recém-nascidos. São cerca de menos quatro mil do que em 2008. E estes testes constituem um indicador extremamente fiável da natalidade, porque cobrem "99,6 por cento" do total de nascimentos. "Nunca nasceu tão pouca gente em Portugal", lamenta Vaz Osório.

Para o médico, 78 anos, três filhos e seis netos, a quebra da natalidade verificada no ano passado, após a ligeira recuperação de 2008, é vista com grande preocupação. "Era o que temíamos", diz, atribuindo o fenómeno à crise económica, à "desagregação completa do conceito de família" e às "actuais prioridades dos casais".

Há quem não encare este fenómeno com preocupação. A evolução no sentido do declínio dos nascimentos "tem sido consistente" e "estamos em linha com o que se verifica na generalidade dos países europeus", lembra Maria João Valente Rosa, socióloga, especialista em demografia e professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Os valores têm descido sempre, com ligeiras oscilações, ao longo dos anos. Se se analisar a situação em termos de décadas, a quebra foi abrupta. Até meados dos anos 60, nasciam mais de 200 mil bebés por ano e Portugal era então um país conhecido por ter "descendências numerosas". Agora, sucede o inverso. "Passámos de primeiros por termos muitos [nascimentos] para primeiros por termos poucos", comenta a especialista, que interpreta os dados com optimismo: "São resultado de importantes conquistas sociais".

Saldo pode voltar a negativo

A confirmarem-se, os números não podem ser descontextualizados, porque há aspectos estruturais e conjunturais que os justificam, nota. O peso relativo das mulheres em idade fértil (15 aos 49 anos) tem vindo a diminuir e, simultaneamente, observa-se um adiamento do projecto de maternidade. No início dos anos 80, "tinha-se o primeiro filho, em média, aos 23,5 anos; agora, é aos 28,4", recorda. O que significa que actualmente sobra menos tempo às mulheres para terem filhos. E elas também querem ter menos filhos - o índice sintético de fecundidade (número de filhos por cada mulher em idade fértil) era de 1,37, em 2008, e de 1,33, em 2007, um dos mais baixos da União Europeia.

A crise teve impacto?

Ana Fernandes, demógrafa e docente na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, acredita que, provavelmente, sim. Recorda o ano 2000, com um fenómeno inverso (um "pico" de nascimentos, mais de 120 mil), como contraponto ao de 2009. "Da mesma maneira que em 2000 o excesso de nascimentos reflectiu o entusiasmo do guterrismo, com estabilidade no emprego, o desapertar do cinto, agora, provavelmente, estamos [a sentir] o inverso. Há contenção e a natalidade ressente-se", comenta.

Os incentivos à natalidade pouco ou nada têm ajudado. "As mulheres sabem melhor do que os governantes o que afecta o nascimento de uma criança: a estabilidade em termos de trabalho, as condições de acolhimento - e as creches são poucas e caríssimas", observa.

"Moderamente optimista", Jorge Malheiros, especialista em migrações e professor no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, defende que, mais importante do que o número de nascimentos, é o saldo natural (a diferença entre os que nascem e os que morrem). Se esse saldo foi negativo em 2007, em 2009 pode ter acontecido o mesmo. Uma circunstância que é determinante para o envelhecimento da população portuguesa - e Portugal já é o oitavo país mais envelhecido do mundo, de acordo com um recente relatório da Organização das Nações Unidas.

A imigração é que poderá atenuar o efeito deste fenómeno, sublinha Jorge Malheiros. Os imigrantes em idade fértil tendem a ter mais filhos e, como são mais jovens, morrem menos.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/nunca-nasceram-tao-poucas-criancas-em-portugal_1418346

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Projecção do filme: "Good Bye Lenin!"

Hoje, os alunos do 12º I (Geografia C) assistiram à projecção do filme "Good bye Lenin!", do realizador alemão Wolfganger Becker. O filme é uma comédia dramática que retratas as mudanças que ocorrem na antiga Alemanha de Leste com o fim da Guerra Fria. É um filme que tem tanto de divertido como de dramático e que acima de tudo conta uma bela história de amor de um filho pela sua mãe. Podem ver agora o trailer do filme.



Ficha Técnica do filme

Título Original: Good Bye, Lenin!

Género: Comédia dramática

Tempo de Duração: 118 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 2003

Site Oficial: http://www.good-bye-lenin.de/

Realização: Wolfganger Becker

Argumento: Wolfganger Becker e Bernd Lichtenberg

Música: Yann Tiersen

Fotografia: Martin Kukula

Interpretação: Daniel Brühl (Alexander Kerner), Katrin Sab (Christine Kerner), Maria Simon (Ariane Kerner), Chulpan Khamatova (Lara), Florian Lukas (Denis), Alexander Beyer (Rainer), Burghart Klaubner (Robert Kerner), Michael Gwisdek (Diretor Klapprath), Christine Schorn (Frau Schäfer), Rudi Völler (Rudi Völler), Helmut Kohl (Helmut Kohl)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Haiti: sismo de grau 7 terá causado mais de cem mil mortos


Poderão ter morrido "bem mais de cem mil pessoas" no terramoto no Haiti, afirmou à estação de televisão norte-americana CNN o primeiro-ministro do país, Jean-Max Bellerive. A afirmação segue-se às declarações do Presidente, René Préval, que falou da possibilidade de terem morrido milhares de pessoas no sismo, que causou ainda danos "inimagináveis".

Sabia-se já que três milhões de pessoas foram afectadas – ou seja, um terço da população. O tremor de terra – que com magnitude 7.0 foi o pior no país em 200 anos – fez ruir o palácio presidencial, o Parlamento, um edifício da ONU, escolas, hospitais e casas de lata à beira de ravinas. A capital do Haiti, Port-au-Prince, ficou coberta com um manto de poeira de edifícios destruídos.

O Presidente disse ainda que se ouviam gritos de pessoas sob os escombros do edifício do Parlamento, onde ainda estava soterrado o presidente do Senado.

Muitas pessoas dormiram ao relento em Port-au-Prince, temendo que as réplicas fizessem desabar as frágeis paredes ainda de pé. A cidade, onde vivem quatro milhões de pessoas, estava sem electricidade e sem comunicações. Começaram os saques aos supermercados, os detidos de uma prisão libertaram-se e temia-se o regresso à violência política.

O tremor de terra foi uma catástrofe para o Haiti e para a ONU, comentou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O líder da missão das Nações Unidas no Haiti, o tunisino Hedi Annabi, está desaparecido, tal como o seu número dois, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, disse ainda Ban.

No edifício da ONU trabalhavam normalmente entre 200 a 250 pessoas, essencialmente pessoal administrativo; ontem, estariam no local entre 100 a 150 pessoas. Até agora foram retirados do edifício "menos de dez pessoas, umas mortas, outras vivas", afirmou o subsecretário-geral das Operações de Paz, Alain Le Roy. Mas havia ainda mais de cem desaparecidos.

A missão da ONU no Haiti inclui 7000 tropas de manutenção de paz (o Brasil já anunciou morte de 11 militares, a Jordânia de três; e a China relatou casos de soldados soterrados e desaparecidos), dois mil agentes de polícia internacional, 490 funcionários civis estrangeiros e 1200 funcionários civis locais, afirmou Le Roy, citado no diário brasileiro "Folha de São Paulo".

Obama promete ajuda rápida

"Só agora estamos a começar a ver a dimensão da devastação, mas as informações e imagens que vimos de hospitais que se desmoronaram, de casas destruídas e homens e mulheres a levarem os seus vizinhos feridos pelas ruas são verdadeiramente comoventes", disse o Presidente norte-americano, Barack Obama, prometendo uma resposta rápida da sua Administração ao desastre.

Uma gigantesca operação de emergência está a ser montada, com recursos a chegarem dos Estados Unidos e de países sul-americanos. Organizações de assistência como a Cruz Vermelha já disponibilizaram centenas de milhares de dólares em ajuda e múltiplas organizações humanitárias preparam-se para partir para o país das Caraíbas – um dos mais pobres do mundo, onde 80 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza, com acesso a menos de dois dólares por dia.

Pela noite e madrugada era impossível perceber até que ponto as autoridades locais foram capazes de responder à situação – vários relatos diziam não haver ambulâncias, carros de polícia, de bombeiros ou escavadoras. Um desafio imediato para a assistência internacional era chegar ao país, já que o aeroporto estava fechado – mas reabriu entretanto.

Outro desafio é a manutenção da ordem pública e segurança. Uma força internacional de manutenção de paz, ao serviço da ONU, está no país desde o golpe que levou à expulsão do Presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004. O grosso do contingente militar, de 7000 efectivos, é assegurado pelo Brasil, país que representa o Haiti junto das instituições internacionais. O Brasil teme muitas vítimas entre o seu contingente – até agora foi confirmada a morte de 11 militares e ainda da presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns, figura importante que tinha sido, escreve a "Folha de São Paulo", indicada para o Nobel da Paz em 2006.

O Haiti é ciclicamente assolado por desastres naturais. Port-au-Prince foi parcialmente afectada por um sismo de magnitude 6.7 em 1984. Em 2004, mais de três mil pessoas morreram na sequência do furacão "Jeanne", que dizimou a cidade de Gonaives, no noroeste do país. Quatro anos mais tarde, a mesma cidade foi novamente devastada por quatro sistemas tropicais. Desde 2008, os furacões "Gustav", "Hanna" e "Ike" mataram 800 pessoas e causaram prejuízos avaliados em mil milhões de dólares.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/sismo-fez-bem-mais-de-cem-mil-mortos_1417662

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"


Loja do Comércio Justo na Rua de Cedofeita fechou em finais de Fevereiro

Hoje de manhã, na Escola Secundária de Rio Tinto, os alunos do 12º I, na disciplina de Geografia C, participaram numa actividade inserida no projecto Rede Nacional de Consumo Responsável. Infelizmente, os recursos tecnológicos não funcionaram, o que obrigou a dinamizadora, Drª Ana Luísa Coelho, a alterar significativamente a actividade.

Apesar destas dificuldades, espero que os alunos tenham aprofundado um pouco mais os seus conhecimentos sobre o Consumo Responsável e o Comércio Justo e que tenham ficado mais sensibilizados para esta temáticas.

A propósito desta actividade, ficam aqui duas notícia do JPN - Jornalismo Porto Net do curso de Ciências da Educação da Universidade do Porto e que fazem referência ao Comércio Justo em Portugal e a dois dos voluntários da Associação Reviravolta: o eng. Miguel Pinto e a doutora Ana Luísa Coelho (que hoje esteve presente na nossa Escola).




Comércio Justo em Portugal está em tendência "decrescente"

Primeiro activista do comércio justo no país esteve presente, esta quarta-feira, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

"Não é suficiente convidar as pessoas para falar. Estou aqui numa casa que não pratica o comércio justo". Foi num tom crítico que Miguel Pinto, primeiro voluntário do movimento em Portugal, deu o mote para a conferência que levou, esta quarta-feira, o tema do consumo responsável à Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

Acompanhado por Ana Luísa Coelho, também ela activista do Comércio Justo, Miguel Pinto traçou um retrato bastante negativo sobre a situação do movimento em Portugal. "Enquanto que na Europa, o Comércio Justo tem vindo a crescer, aqui a tendência é decrescente", principalmente por causa de uma "falta de ONGs com capital para investir na iniciativa", detecta Miguel Pinto.

Para o voluntário e fundador da associação Reviravolta, o problema principal do comércio justo assenta na falta de influência: "Não temos lobby, não há leis que obrigam as instituições a utilizar o comércio justo" e "não existem em Portugal muitas ONGs" com "capital para investir" no projecto. Razões que, para Miguel Pinto, explicam a "tendência decrescente" do comércio justo que, no Porto, se reflectiu no recente encerramento de uma loja na Rua de Cedofeita.

Tanto Miguel Pinto como Ana Luísa Coelho enfatizaram o trabalho feito com escolas, a nível de sensibilização para a questão do comércio justo e sustentável. Contudo, o activista notou que "está na moda" convidar activistas para leccionar sobre o Comércio Justo, mas que "sem a parte comercial" a iniciativa está numa "situação difícil".

"Podemos explicar às crianças que vale a pena optarem pelo comércio justo, mas se depois não têm onde comprar, acaba por ser uma actividade um pouco oca", completou Ana Luísa Coelho, parceira na coordenação da Rede Nacional do Consumo Responsável. No entanto, ambos os convidados clarificaram que não vão desistir da actividade.

Miguel Pinto lamentou ainda a falta de "cultura de voluntariado" em Portugal. "É preciso uma certa revolta responsável, porque as empresas são cordeirinhos. Se o público optar pelo comércio justo, vão atrás", refere o activista.

Inserida no I Ciclo de conferências sobre consumo responsável promovido pela FLUP e pela Universidade Católica Portuguesa , a sessão desta quarta-feira incluiu ainda a de venda vários produtos de Comércio Justo. Depois da reunião, o público foi convidado a experimentar "café, chá e compotas" gratuitamente.

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/14/comercio_justo_em_portugal_esta_em_tendencia_decrescente.html




O Comércio Justo: Uma Loja do Mundo sobrevive no Porto

No espaço recuperado no Parque da Cidade, a associação Reviravolta expõe produtos de todo o Mundo. O principal objectivo é mudar a atitude dos consumidores portuenses.

Situada no Núcleo Rural de Aldoar desde 2002, a pequena quinta que alberga a Loja do Mundo esconde-se atrás de videiras entrelaçadas e muros de pedra. Um cavalete pousado no chão, a poucos metros da entrada, sustenta o placard da Associação Reviravolta e anuncia a especificidade do espaço onde se está prestes a entrar: Comércio Justo. Sobre as pesadas portas vermelhas, os logótipos das duas associações cooperantes: Altromercato e Equação.

O Comércio Justo, trazido para Portugal há dez anos, tem tido uma adesão lenta e alguns pequeno espaço da Associação Reviravolta, no Parque da Cidade, sobrevive.

Entre o chão de madeira e o tecto inclinado da quinta, erguem-se as estantes e prateleiras coloridasprateleiras coloridas pelos produtos justos que expõem: chocolate mexicano, frutos secos da Amazónia, compota do Equador, artesanato do Nepal, chá do Sri Lanka, CDs de música do Mundo.

Envolvido no projecto há quatro anos, Diogo Vaz é voluntário e faz parte da direcção da associação. Antes da Reviravolta, já estava familiarizado com o conceito de Comércio Justo, mas foi através de uma amiga que percebeu como funcionava este movimento.

Como refererefere, o objectivo da Reviravolta, além de comercializar produtos de Comércio Justo, é promover uma atitude diferente no consumidor face aos preços dos produtos, compreendendo o seu percurso até chegarem às prateleiras das grandes superfícies.

Voluntariado
A associação sem fins lucrativos é totalmente constituída por voluntários. Uma das voluntárias, Katharina, chegou ao Porto em Agosto, através do Serviço Voluntário Europeu (SVE). Vem de uma pequena vila na Áustria, e ainda estranha o ritmo e a dimensão da cidade.

"Queria ir para outro país para ter uma experiência diferente, ver uma cultura nova, aprender uma outra língua e também para trabalhar numa área diferente", explica. Durante uma pesquisa online acabou por tropeçar no projecto da Reviravolta, que viu como uma boa causa, e aceitou o desafio de vir para Portugal durante meio ano.

Como voluntária, Katharina passa grande parte dos seus dias aqui, no espaço que cria a ligação entre o projecto da associação e o público em geral. Além do trabalho na loja, acompanha outros eventos, como os projectos de formação para jovens. São várias as acções de divulgação promovidas pela Reviravolta no Grande Porto. Na loja, foi criado um canto especificamente com este propósito - a JustotecaJustoteca: um espaço com material bibliográfico para consulta dos visitantes.

Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2010/01/05/o_comercio_justo_uma_loja_do_mundo_sobrevive_no_porto.html

Sardinha portuguesa certificada na sexta-feira e a indústria conserveira está optimista


Mais uma boa notícia para Portugal: as sardinha de conservas portuguesas vão ser certificadas. Vejam a notícia do Público on line do dia de hoje:



A Associação Nacional das Indústrias de Conservas de Peixe encara com optimismo a certificação que sexta-feira vai ser atribuída à sardinha capturada na costa portuguesa e avança que as indústrias estão prontas a responder às exigências de qualidade.

“O que se pretende é valorizar o produto do ponto de vista do preço a que é vendido junto do consumidor final”, afirma à Lusa Narciso Castro e Melo, secretário-geral da associação, que espera que o consumidor saiba valorizar as conservas certificadas das não certificadas no acto da compra.

O responsável adiantou que das 14 indústrias conserveiras a nível nacional a transformar sardinha, 11 já foram sujeitas a auditorias e deverão em breve ter conservas de sardinha com o rótulo azul de qualidade atribuído da “Marine Stewardhip Council” (MSC).

Narciso Castro e Melo revelou que as conserveiras modernizaram-se e estão já a aplicar regras de segurança alimentar que lhes permitem responder aos apertados critérios relacionados com a certificação ambiental da sardinha.

Para o secretário-geral da associação, a certificação era aliás “indispensável para aumentar a competitividade” da indústria de conservas, sobretudo em relação a Marrocos e Espanha.

Mais de metade da conserva é exportada

“É um sector que exporta 60 por cento da sua produção e tem clientes estrangeiros nomeadamente do mercado inglês que exigem a certificação”, justificou, sendo esperada uma maior valorização do preço de venda das conservas certificadas.

“A sardinha certificada só traz benefícios para o consumidor porque é uma garantia de qualidade e o consumidor dá resposta ao aumento de qualidade”, assegurou António Pinhal, administrador da conserveira “Pinhais e Companhia Lda”, indústria com 89 anos que continua a adoptar métodos de fabrico artesanais nas conservas de sardinha.

Uma estratégia que permite à conserveira de Matosinhos ter um produto de maior qualidade, reconhecido sobretudo no mercado externo ou em lojas gourmet portuguesas.

“As pessoas estão a valorizar a qualidade e não se importam de pagar mais caro”, acrescentou.

Por ano, são comercializadas em todo o país 25 mil toneladas de sardinha em conserva, 60 por cento das quais destina-se à exportação, o que permite facturar 250 milhões de euros.

O processo de certificação da sardinha foi requerido pela Associação Nacional das Organizações da Pesca do Cerco e pela Associação Nacional das Indústrias das Conservas de Peixe e é atribuído pela MSC, a organização internacional sem fins lucrativos responsável pelo único programa de certificação mundial do pescado.

Em todo o mundo, mais de 1500 organizações e sete milhões de toneladas de pescado (12 por cento do total de capturas) estão envolvidas em processos de certificação da MSC, sendo que quatro milhões de toneladas de peixe já são certificadas.

Fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1417416

Glee - Imagine

O vídeo que vos mostro de seguida apresenta uma interpretação muito original da canção "Imagine" de John Lennon do elenco da série televisiva musical norte-americana Glee e um coro de surdos "The Deaf Show Choir". Esta actuação é parte integrante de um dos episódios da série. Muito bonito!...