quinta-feira, 11 de março de 2010

Terapia do elogio


Queria partilhar convosco um texto muito interessante do psicólogo brasileiro Arthur Nogueira sobre a importância do elogio nas relações humanas:

Terapia do elogio

Terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa que chegou às seguintes conclusões: os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, existe cada vez menos carinho, valoriza-se cada vez menos as qualidades, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se valorizando os defeitos dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.

A ausência do elogio, está cada vez mais presente nas famílias. Não vemos os homens elogiando as suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos elogiando-se; amigos, etc.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.

Essa ausência de elogio tem afectado muito as famílias.
A falta de diálogo nos seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com os seus casamentos, acabam procurando noutras pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Vamos começar a valorizar as nossas famílias, amigos, alunos e subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza dos nossos parceiros ou das nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer sentir-se querido, a boa dona de casa valorizada. Enfim vivemos numa sociedade em que cada um de nós precisa dos outros; é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas, poderá fazer feliz hoje, elogiando de alguma forma?
Comece agora!
Você é uma pessoa maravilhosa!
Tenha um excelente dia!



Arthur Nogueira, psicólogo

Relâmpago em Huntington Beach, Ohio


Foto: James Larkin (National Geographic)


Esta foto de James Larkin foi considerada a foto do mês de Abril da National Geographic. Fantástica!...

Rui Veloso - Anel de Rubi

Voltamos à musica portuguesa, a Rui veloso e ao seu "Anel de Rubi", ao vivo. As letras da canção, de Carlos Tê, são muito bonitas e muito significativas para todos nós que já passamos pela adolescência e por grandes desilusões amorosas. Não se ama alguém que não ouve a mesma canção. A melodia é, igualmente, muito bonita. Às vezes, as canções mais simples são as que chegam mais depressa ao nosso coração!...



Fiquem com as letras da canção:

tu eras aquela
que eu mais queria
pra me dar algum conforto e companhia
era só contigo que eu sonhava andar pra todo o lado e até quem sabe talvez casar
ai o que eu passei só por te amar
a saliva que eu gastei para te mudar
mas ese teu mundo era mais forte do que eu e nem com a força da música ele se moveu.

mesmo sabendo que nao gostavas
empenhei o meu anel de rubi
para te levar ao concerto que havia do rivoli

e era só a ti que eu mais queria
ao meu lado no concerto nesse dia
juntos no escuro de mão dada a ouvir
aquela música maluca sempre a subir
mas tu não ficaste nem meia hora
não fizeste um esforco para gostar e foste embora
contigo aprendi uma grande lição
não se ama alguém que não ouve a mesma canção

mesmo sabendo que nao gostavas
empenhei o meu anel de rubi
para te levar ao concerto que havia do rivoli

foi nesse dia que percebi
nada mais por nós havia a fazer
a minha paixão por ti era um lume
que não tinha mais lenha
por onde arder

mesmo sabendo que não gostavas
empenhei o meu anel de rubi
para te levar ao concerto que havia do rivoli

Carlos Tê

terça-feira, 9 de março de 2010

Benvindo ao Paraíso

Este cartoon foi feito por um médico (julgo que francês) a propósito da pandemia de Gripe A. E tem a seguinte legenda:

- 90 pessoas apanharam a gripe A e toda a gente quer usar máscara;

- 5 milhões de pessoas têm SIDA e ninguém quer usar o preservativo;

- 1 000 pessoas morrem de gripe A num país rico, é pandemia;

- milhões morrem de malária em África, é um problema deles!





segunda-feira, 8 de março de 2010

Palestra: "A Globalização e a (Re)emergência de Conflitos Regionais - Será Possível a Guerra Justa?"


Hoje, os alunos do 12ºI assistiram, durante a aula de Geografia C, a uma Palestra apresentada pela professora Fátima Costa subordinada ao tema: "A Globalização e a (Re)emergência de Conflitos Regionais - Será Possível a Guerra Justa?".

Espero que tenham gostado da palestra e que esta tenha contribuído para uma melhor compreensão dos temas abordados.

Fica aqui a seguinte pergunta: na vossa opinião, existem, de facto, "guerras justas"?

Como complemento, deixo aqui o link ao trabalho de dissertação final do Mestrado em Filosofia - Área de Especialização em Ética e Filosofia Política - da professora Fátima Costa: "Michael Walzer: A Teoria da Guerra Justa e o Terrorismo"

sexta-feira, 5 de março de 2010

Esta cidade não é só para velhos

Foto: ADRIANO MIRANDA


A cidade do Porto tem perdido moradores e envelhecido. O fenómeno nota-se particularmente na Baixa e na zona histórica, onde se sucedem as casas degradadas, ameaçando ruir. Mas também há exemplos que contrariam esta tendência. O jornal Público, que hoje faz 20 anos, publica um trabalho muito desenvolvido sobre o envelhecimento da população do centro da cidade do Porto. Vale a pena perder algum tempo e lêr a reportagem na íntegra:



Olhe-se para onde se olhar, pelas janelas da casa de Teresa vê-se sempre uma cidade de destroços. Na Rua de João das Regras, a escassas centenas de metros do edifício da Câmara Municipal do Porto, o apartamento T2 tem áreas relativamente amplas e vistas sobre a cidade: dominam as casas abandonadas, ameaçando ruir, de telhados derrocados e paredes enegrecidas. É o retrato possível de uma cidade a envelhecer, desertificando-se.

"Está tudo a cair aos pedaços. Choca. É uma pena", resume Teresa Leal, 34 anos, produtora de espectáculos, natural do Marco de Canaveses. Mudou-se para o centro do Porto há quatro anos, para uma casa que os pais tinham comprado há alguns anos. "Aproveitei."

Teresa Leal é, apesar de tudo, um dos novos habitantes que a Baixa da cidade vai conseguindo atrair. Mas, confirma, "há pouca gente nova e a maioria dos vizinhos são pessoas que já cá vivem há muito tempo". Beneficia da proximidade do café do bairro (onde regularmente aparece "o emplastro", um homem que o país inteiro conhece pela sua presença intrusiva nos ecrãs de televisão), da pequena mercearia, mas pouco mais. Quase não estabelece relações de vizinhança numa zona que já foi um típico bairro portuense, mas que se degradou, envelheceu e se descaracterizou, transformando-se no espaço algo hostil que é hoje.

Dez imigrantes por dia

Teresa reconhece que a sua casa pouco mais é do que "um dormitório". "Como não há estacionamento nem tenho lugar de garagem, não posso vir a casa durante o dia", conta. Será esta, aliás, uma das razões que justificam a fraca capacidade de atracção do centro tradicional da cidade (o Central Business District, CBD, conforme vem nos manuais escolares). Wilson Faria, presidente da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, reconhece a dificuldade. "Novos moradores, não há. Há poucas casas a ser construídas nesta zona", diz o autarca. A excepção, admite, são os imigrantes. Nos edifícios antigos da zona parecem ter encontrado habitações com rendas baixas onde podem instalar-se. Notam-se pelo tom da pele e pela língua que falam, e Wilson Faria diz que o fenómeno pode ter também a ver com a facilidade de transporte que o metropolitano gerou. "Passamos, na junta, dez a doze atestados de residência por dia a imigrantes, sobretudo romenos e brasileiros", garante o autarca.

Yasmin Lamas, 22 anos, estudante universitária de Cabo Verde, confirma este afluxo. Mudou-se com outras duas compatriotas para um apartamento da Rua da Boavista, junto à Praça da República, num edifício onde também residiam vários alunos do programa Erasmus (são 2640 este ano na cidade). O barulho dos carros, diz, "é insuportável", mas a casa fica perto da faculdade e a renda dificilmente poderia ser mais convidativa. "É tudo perto, nem sequer tenho que usar transportes para o que preciso de fazer", explica.

É só um exemplo. Mas são casos destes que vão ajudando a mitigar a desertificação do centro do Porto e o envelhecimento gerados pela forte migração para a periferia ocorrida nas últimas décadas (ver caixa).

Na Rua de Miguel Bombarda, se o esvaziamento da cidade permitiu a instalação de galerias de arte, o ambiente arty por elas gerado tem também atraído novos moradores para a zona.

Helena Gonçalves, 38 anos, investigadora, seguiu há três anos o exemplo de alguns amigos que já lá estavam a morar e juntou-se-lhes. "No início há alguma desconfiança por parte dos antigos moradores, que estranham os hábitos diferentes, mas depois isso desaparece", diz.

Maiata, casada e mãe, Helena sempre quisera morar no centro do Porto - para estar perto do cinema e do teatro, das exposições. Encontrou um clima de boa vizinhança e só lamenta que as velhas mercearias vão fechando as portas e, claro, que a falta de estacionamento obrigue a alugar um lugar de garagem. "É uma despesa mensal razoável", queixa-se.

Mais difíceis são, apesar de tudo, as condições no centro histórico da cidade, onde a degradação do património é mais acentuada e a reabilitação avança a um ritmo exasperantemente lento. Disto se queixou, ainda há poucas semanas, em comunicado, o Grupo de Apoio do Bairro da Sé. Disto se queixa também Jerónimo Ponciano, o presidente da Junta de S. Nicolau, freguesia que corresponde à zona da Ribeira. "As casas estão muito degradadas, há muitos edifícios por recuperar e, enquanto isto não mudar, a juventude foge daqui para fora. E não vêm novos moradores", descreve, contando como as suas três filhas casaram e tiveram que procurar casa fora do bairro.

"Quem quer constituir um lar procura uma habitação digna. Isso, aqui, não há", lamenta Ponciano, que aponta o dedo ao "desleixo" dos responsáveis políticos locais e nacionais. "Os prédios que são propriedade da câmara são os que estão em pior estado", diz. O resultado está à vista: "As pessoas são cada vez menos. Os velhos morrem, os jovens fogem", resume Ponciano, secundado por António Oliveira, presidente da Junta da Vitória. "A freguesia continua a envelhecer. Não há novos moradores, só casos pontuais", garante.

"É bom morar na Baixa"

Um desses casos é Cátia Barros, uma bracarense de 33 anos que veio para o Porto estudar há 16 anos e nunca mais abandonou a Baixa. Cenógrafa de profissão, morou nos Poveiros, em Cedofeita, na Batalha e junto ao Rivoli. Agora vive num apartamento na Sé com vista privilegiada para a Ponte D. Luís I e para o casario da zona histórica, numa rua à qual o metropolitano retirou o trânsito. É aqui que os amigos se juntam para ver o fogo-de-artifício na noite de S. João.

"É bom morar na Baixa", garante. Queixa-se também da falta de lugares para estacionar o carro, das multas constantes, da poluição, dos pedaços dos edifícios em ruínas que caem sobre os carros e até da praga de pombas e gaivotas que não permite ter a roupa a secar na varanda. Mas, optimista, diz que as vantagens superam largamente estes inconvenientes. Cátia beneficia das relações de vizinhança que se estabelecem, do facto de ser conhecida nos cafés e nas mercearias e de, por exemplo, lhe virem bater à porta se acontece alguma coisa com o carro. Também pode ir a pé para qualquer lado, inclusivamente à noite, até porque, assegura, nunca sentiu nenhum problema de insegurança, apesar da proximidade de alguns locais de tráfico de droga. "A insegurança da Baixa é um mito urbano", afirma. Tudo visto, repete, "é mesmo muito bom morar na Baixa".

Estudos confirmam envelhecimento

Os olhos vêem, a demografia confirma. Os estudos existentes para a cidade do Porto, baseados em dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística entre os anos de 1991 e 2005, confirmam que "o declínio demográfico e o acentuado envelhecimento da população são os principais traços da evolução do Porto" nos últimos anos, reflectindo a "forte descentralização da função residencial para os concelhos contíguos, bem como a quebra da natalidade".

Os dados estão plasmados num estudo efectuado pela Câmara do Porto, o qual revela que as freguesias do centro histórico e da Baixa são aquelas onde a quebra demográfica mais se tem feito notar. Miragaia perdeu, naquele período, cerca de 40 por cento da população, a Vitória 36,3, a Sé 35,3 e Santo Ildefonso outros trinta por cento. O estudo confirma também a tendência para um forte envelhecimento da população nas zonas centrais, onde os menores de 15 anos chegam, nalgumas freguesias, a representar apenas 4 por cento da população.

O forte fluxo migratório para a periferia, agravado por uma fraca taxa de natalidade, tem contribuído decisivamente para que o processo de declínio demográfico e de envelhecimento se tenha instalado. Em 2005, o INE calculava que o Porto tivesse apenas 233.465 habitantes. A inversão desta tendência, conclui o estudo, "é um desafio exigente, em tempo e recursos, difícil de vencer e que, no actual quadro de atribuições e competências, escapa à intervenção directa do município".

Renovação demográfica

Uma das formas possíveis para aferir a chegada de novos moradores a uma determinada zona da cidade passa pela contabilização dos contadores de água instalados, procedimento praticamente obrigatório para quem chega a uma casa nova. No caso da zona central do Porto, os números fornecidos pela empresa municipal Águas do Porto para os últimos cinco anos confirmam que, apesar do envelhecimento e da desertificação visíveis a olho nu, há sangue novo a chegar, sobretudo às freguesias de Cedofeita e de Santo Ildefonso, que correspondem, grosso modo, ao Central Business District, mas também à Sé, a Miragaia, à Vitória e a S. Nicolau. Em Santo Ildefonso, para uma população estimada em cerca de dez mil habitantes (censos de 2001), foram instalados, nos últimos cinco anos, 1603 contadores de água, apenas relativos a clientes residenciais. Em Cedofeita, onde residem 25 mil pessoas, foram instalados 3385 novos equipamentos, que corresponderão a outras tantas casas habitadas.

Menos significativos, em termos numéricos, são os números relativos aos contadores residenciais instalados nas freguesias do centro histórico: na freguesia da Sé há 491 novos equipamentos para uma população estimada em quase cinco mil habitantes; em Miragaia, onde residiam, em 2001, 2810 pessoas, foram instalados 373 novos contadores; na Vitória, para uma população de cerca de 2700 habitantes, há 324 novos clientes residenciais de água; e em S. Nicolau, com quase três mil habitantes, foram instalados apenas 226 contadores nos últimos cinco anos, revelando o pior desempenho no âmbito da renovação demográfica. A Águas do Porto, refira-se, não regista as idades dos clientes, pelo que não é possível aferir até que ponto os novos moradores correspondem também a uma renovação geracional.


Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/05-03-2010/esta-cidade-nao--e-so-para-velhos-18925062.htm

Uma campanha publicitária genial: Embrace Life - always wear your seat belt

Fosso entre ricos e pobres pouco mudou

Foto : Paulo pimenta, Público


Portugal está tão desigual agora como em meados dos anos 90. Nas últimas décadas, o país ficou mais rico, mas nem todos puderam beneficiar da melhoria das condições de igual forma. E o problema não é os pobres estarem mais pobres, mas os ricos estarem ainda mais ricos, trocando as voltas às tentativas de criar uma sociedade inclusiva e agravando-se o fosso entre uns e outros.

Vejam a notícia do Público on line publicada hoje:


Olhando para a evolução dos indicadores, pouco mudou nas últimas décadas. Na verdade a desigualdade na distribuição da riqueza era tão grave em 2008 como em 1997. O coeficiente de Gini (que mede a distribuição dos rendimentos e que é tanto mais grave quanto mais próximo estiver dos 100) apurado para estes dois anos era de 36 por cento. Pelo meio, houve ligeiras oscilações: agravou-se entre 2001 e 2006, e depois reduziu-se ligeiramente, ficando sempre acima da média da União Europeia (29 por cento em 1997 e 30 por cento em 2008).

Os valores alcançados não orgulham ninguém e também não impedem que a realidade nacional saia mal no retrato quando se compara com o resto dos parceiros europeus. Portugal ocupa o segundo lugar, a par da Bulgária e da Roménia, na lista de países onde a distribuição dos rendimentos é mais desigual. Pior só mesmo a Letónia, que apresentava um coeficiente de Gini de 38 por cento em 2008. O resultado mais favorável verificou-se na Eslovénia, considerada o país mais equilibrado na distribuição dos rendimentos de todo o espaço europeu, com um coeficiente de 23 por cento.

" Se compararmos os índice dos últimos 20 anos, o que tem sido feito na redução das desigualdades é muito pouco. Isso tem a ver com a natureza da nossa desigualdade e com as políticas seguidas, mas que somos dos mais desiguais da União Europeia é inquestionável", alerta Carlos Farinha Rodrigues, um dos economistas que mais se têm dedicado ao estudo desta problemática em Portugal.

O motor da desigualdade

Um dos elementos que mais contribuem para a desigualdade são os rendimentos do trabalho. Apesar das melhorias registadas desde meados da década de 90, Portugal continua a ter dos mais elevados níveis de desigualdade salarial no contexto da União Europeia.

O indicador que mede a diferença entre o rendimento líquido recebido pelos 20% que detêm níveis mais elevados de rendimento e o recebido pelos 20% mais pobres tem estado sempre entre os mais altos da Europa. Em 1995, o rendimento auferido pelos 20 por cento mais ricos era 7,5 por cento superior ao auferido pelos 20 por cento mais pobres. Passada mais de uma década, verificou-se uma ligeira melhoria com esse diferencial a chegar aos 6,1 por cento, mas Portugal continua a ser o terceiro país europeu onde a distribuição dos rendimentos do trabalho é mais desigual, muito próximo da Letónia e da Bulgária.

Na raiz deste problema está também, segundo Farinha Rodrigues, o elevado crescimento dos salários mais altos, uma tendência que se tem evidenciado nos anos mais recentes. "Portugal tem, em termos europeus, salários médios bastante baixos, mas não é difícil perceber que qualquer quadro de topo de uma empresa multinacional tem um salário que não é determinado pelo mercado português, o que gera factores de diferenciação muito grandes", exemplifica.

A este fenómeno há ainda que juntar outro, mas no pólo oposto: os trabalhadores que não conseguem com o seu salário garantir condições mínimas de subsistência, o que contribui para o agravamento das desigualdades e dos indicadores da pobreza.

Pensões desiquilibram

Há outros aspectos que também têm contribuído para a manutenção dos elevados níveis de desigualdade em Portugal. As pensões tendiam a reduzir a desigualdade, mas actualmente, fruto de várias políticas, há já pensões "extremamente elevadas", que acabam por desequilibrar os pratos da balança, como lembra o investigador do ISEG.

Carlos Farinha Rodrigues realça ainda que as ligeiras oscilações verificadas ao longo dos últimos anos ao nível da desigualdade são consequência do aumento dos recursos nas famílias mais pobres, fruto das políticas sociais lançadas pelo diversos governos. Contudo as políticas sociais têm uma capacidade limitada na redução das desigualdades, dado que não é esse o seu objectivo principal. É por isso que há economistas que defendem que a redução das desigualdades exige "não somente a melhoria das condições de vida dos grupos sociais mais vulneráveis, mas igualmente uma distribuição mais justa de todos os recursos gerados pela sociedade".

Esta recomendação surge em oposição à dos que defendem que primeiro é preciso criar riqueza para depois a distribuir. Contudo, os dados mostram que o crescimento económico positivo não é, por si, uma garantia de que a distribuição dos rendimentos é feita de forma equilibrada.

Fonte: http://www.publico.pt/Economia/fosso-entre-ricos-e-pobres-pouco-mudou_1425631

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mais um caso dramático de bullying


Como já devem ter reparado, o fenómeno do bullying é um dos assuntos que mais me incomoda e revolta. Infelizmente, nos últimos dias mais uma vez se falou neste grave problema que afecta muitas crianças e adolescentes do nosso país: um adolescente de Mirandela atirou-se ao rio Tua depois de repetidas vezes ter sido vítima de agressões de colegas da sua escola. É impressionante constatar que, apesar de todos os casos divulgados pela comunicação social, continuam a ocorrer situações de bulling em muitas escolas sem que estas (direcções)tomem as medidas necessárias para proteger as vítimas e castigar os agressores que, na maior parte dos casos, não passam de covardes "valentões" que se aproveitam da fragilidade das suas vítimas que não sabem defender-se. É por esta razão que sempre que me apercebo nas minhas aulas de situações similares, mesmo que sejam mais "soft" como, por exemplo, comentários agressivos, "bocas", piadas ou brincadeiras estúpidas sistemáticas sobre um mesmo aluno, reajo de imediato com firmeza sobre os responsáveis por estas situações.

Fiquem com a notícia do Publico on line publicada hoje:


Criança que se lançou ao rio Tua era há algum tempo agredida verbal e fisicamente


O conselho executivo da Escola Luciano Cordeiro, em Mirandela, recusa-se a fazer qualquer tipo de comentário ou a prestar declarações sobre a possibilidade de Leandro, a criança de 12 anos que anteontem se lançou ao rio Tua depois de ter sido agredido por colegas, ser vítima de bullying. "Não há ninguém disponível para falar com jornalistas", avisou uma funcionária da escola.

Foi o presidente da Associação de Pais, José António Ferreira, que informou que a escola e a própria Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) já tinham instaurado um inquérito para apurar o que aconteceu dentro daquele estabelecimento escolar e para averiguar a possibilidade do rapaz ser vítima de bullying, como alguns colegas e familiares afirmam.

A avó do Leandro, Zélia Morais, disse ao jornal A Voz do Nordeste que, com alguma frequência, o jovem era agredido verbal e fisicamente, relatando que há cerca de um ano chegou a ser hospitalizado, após ser agredido por colegas de escola, fora daquele estabelecimento. "Bateram-lhe ao pé da estação", conta, e como consequência ficou uma noite internado no Hospital de Mirandela.

José António Ferreira assegura que não há registo de casos de bullying naquela escola e que a criança em causa não está sinalizada. Mas Zélia Morais acrescenta que a mãe do Leandro chegou a ir várias vezes à escola. "Sempre a atendiam muito bem mas depois não faziam nada, como não fizeram", desabafou.

Nesta terça-feira um colega de turma presenciou a agressão: "Foi um rapaz e uma rapariga, namorados, bateram-lhe e ele ficou a chorar", disse, desconhecendo as razões que levaram "os grandes", com 14 ou 15 anos, a agredir o Leandro. "Batiam-lhe às vezes", continuou.

Agresssores identificados

Os supostos agressores já foram identificados e estão a ser acompanhados por um psicólogo na própria escola. Os colegas de turma ontem só tiveram aulas no período da manhã e alguns aproveitaram a tarde para ir espreitar ao rio, acompanhar as buscas e tentar saber se já tinham encontrado o amigo. Alguns não querem falar, outros, sem reservas, confirmam que há um grupo "de três ou quatro" estudantes mais velhos que gosta de se meter com os mais pequenos. Uma versão confirmada por um primo mais velho de Leandro. "É verdade que lhe batiam. Quando eu via, defendia-o", disse. Este jovem acompanhou os últimos momentos de ira do Leandro que, na terça-feira, faltou à aula de Inglês, a última da manhã, e saiu disparado da escola a anunciar que se ia atirar ao rio. "Já queria atirar-se da ponte, eu é que peguei nele", conta, enquanto mexia energicamente as mãos, mostrando algum nervosismo. "Depois desceu pelas escadas, foi ali para o parque de merendas e de repente tirou a roupa e meteu-se na água. Nós vimo-lo a levantar os braços e depois já ia lá em baixo", disse, explicando depois que a correnteza da água depressa afastou das margens o corpo frágil do rapaz.

Três primos e o irmão gémeo do Leandro assistiram a tudo, enquanto gritavam desesperadamente e algumas pessoas que passavam àquela hora na ponte chamaram de imediato os bombeiros.

Leandro frequentava o 6.º ano, o irmão gémeo frequenta o 5.º ano, razão pela qual nem sempre estavam juntos, o que deixava o Leandro, mais tímido e reservado, numa situação de maior fragilidade.

A Coordenadora do Programa de Saúde Escolar do distrito, Manuela Santos, diz que um estudo realizado em 2009, em coordenação com a Universidade do Minho, revela que o fenómeno do bullying existe em todas as escolas da região. "Fizemos inquéritos a 3891 crianças do 1.º ao 6.º ano. Na Luciano Cordeiro 11% das crianças inquiridas afirmaram que já tinham sido vítimas de agressão por parte dos colegas três ou mais vezes".

Graça Caldeiras, a mãe de uma criança de 10 anos que frequenta aquela escola confirmou esta realidade, queixando-se à agência Lusa que o filho está a ser vítima de agressões por parte de colegas, motivo pelo qual a criança se recusa a ir à escola e está a ser medicada e acompanhada por um psicólogo. Ontem mesmo Graça Caldeiras disse que não foi trabalhar para acompanhar o filho em mais uma consulta no psicólogo que conseguiu arranjar no centro de saúde, já que "a psicóloga da escola não tinha tempo para o atender".


Fonte: http://www.publico.pt/Local/crianca-que-se-lancou-ao-rio-tua-era-ha-algum-tempo-agredida-verbal-e-fisicamente_1425434

Radiohead - Creep

O prometido é devido. Os Radiohead (uma banda inglesa de rock alternativo) regressam ao blogue com uma das suas canções mais conhecidas e que já passou por este blogue há cerca de dois anos: "Creep".

terça-feira, 2 de março de 2010

Sismo do Chile desviou o eixo da Terra


Por mais incrível que possa parecer o sismo de 27 de Fevereiro no Chile, que matou mais de 700 pessoas e que teve uma magnitude de 8,8 na escala de Richter, terá provocado a deslocação do eixo da Terra em 8 centímetros e feito os dias na Terra mais curtos – embora imperceptivelmente, apenas 1,26 milionésimos de segundo mais curtos.

Vejam a notícia do Público on line publicada hoje:


Estes cálculos são produto de um modelo informático usado pelo geofísico do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA Richard Gross. E não são algo inédito, que apenas tenha acontecido com este tremor de terra: estes efeitos acontecem quando se verificam grandes deslocações de massa no planeta.

Por exemplo, no terramoto de 9,1 na escala de Richter de Sumatra e no tsunami do Sudoeste Asiático que se lhe seguiu, a 26 de Dezembro de 2004, o dia terá diminuído 6,8 milionésimos de segundo e o eixo da Terra (a linha imaginária em torno do qual a Terra roda sobre si própria) ter-se-á deslocado sete centímetros.

Fala-se sempre no condicional porque é difícil verificar experimentalmente estas previsões feitas através de cálculos computadorizados. As mudanças são demasiado pequenas para serem detectadas em termos físicos, sublinhou Richard Gross ao site Bloomberg News.

Mas se são pequenas, as alterações são também permanentes, comentou ao Bloomberg Benjamin Fong Chao, reitor da Faculdade de Ciências da terra da Universidade Nacional central de Taiwan. “Esta pequena contribuição fica enterrada em mudanças mais vastas devido a outras causas, como o movimento de massas atmosféricas à volta da Terra”, explicou.

E por que é que o sismo do Chile, tendo uma magnitude mais reduzida que o de Sumatra, deslocou o eixo em oito centímetros, enquanto o de Sumatra se ficou por sete? “Primeiro, o de Sumatra localizou-se perto do Equador, e o do Chile numa latitude média, o que o torna mais eficiente a desviar o eixo da Terra”, diz o comunicado da NASA que dá a conhecer os resultados de Gross. “Em segundo lugar, a falha [geológica] responsável pelo sismo de 2010 mergulha na Terra num ângulo mais agudo do que o de 2004. Isto faz com que a falha do Chile seja mais eficaz a mover a massa da Terra verticalmente e, assim, a desviar o eixo da Terra.”


segunda-feira, 1 de março de 2010

Martina McBride - I can't stop loving you

Terminamos hoje o ciclo musical "Sons da América" com a mesma cantora que deu início ao mesmo: Martina McBride. Desta vez, Martina é acompanhada por jovens cantores norte-americanos na canção "I Can't Stop Loving You". Espero que tenham gostado desta amostra da música da América do Norte. Em dois meses percorremos vários estilos musicais, desde os tradicionais folk e Country, até ao rock, passando pelos Blues e pelo Jazz. Por aqui passaram nomes como Bob Dylon, Neil Young, Simon and Garfunkel, Louis Armstrong e os Eagles, entre outros. Como estes vídeos suscitaram muito poucos comentários fico sem saber se este ciclo musical teve eco nos acompanhantes deste blogue.

O Dia e a Noite nos Alpes Suiços

Os dois vídeos que se seguem mostram imagens dos Alpes suíços, durante o dia (1º vídeo) e durante a noite (2º vídeo). Os dois vídeos com imagens aceleradas são muito belos e mostram o evoluir do tempo. Vale a pena perder algum templo e contemplar estas imagensmuito belas.

Alpes - dia


Alpes - noite

Violento sismo no Chile - explicações para o fenómeno


Como todos sabem, anteontem ocorreu um violentíssimo sismo no Chile que atingiu a magnitude de 8,8 na escala de Richter e que, segundo os números mais actualizados, terá provocado mais de 700 mortos, centenas de desaparecidos e mais de 2 milhões de desalojados e ainda diversas ondas de tsunami ao longo do Oceano Pacífico. Para compreenderem melhor as causas deste sismo e também porque causou menos vítimas do que o do Haiti, que tinha uma magnitude bastante inferior, vejam a notícia publicada ontem pelo jornal Público.



Apesar da magnitude elevada, o afastamento da costa e a profundidade do epicentro podem poupar vítimas

O sismo que atingiu o centro do Chile ocorreu numa das áreas onde há mais risco de abalos de maior magnitude. Isto acontece por haver muito perto da costa do país, no Sul do oceano Pacífico, uma zona onde placas da crosta terrestre são impulsionadas por forças que as fazem colidir uma contra a outra - o tipo de movimento que costuma gerar sismos mais intensos.

No entanto, como o epicentro se deu a cerca de 90 quilómetros da cidade de Conceição, a mais atingida, a alguma distância de locais povoados e com uma profundidade significativa (da ordem dos 35 quilómetros, segundo o Serviço Geológico dos EUA, e de 55, de acordo com o National Oceanic and Atmospheric Administration), o balanço de vítimas não foi tão elevado como, por exemplo, no Haiti.

A sua magnitude foi a mesma do sismo de 1755 que atingiu o Sul de Portugal, destruindo grande parte de Lisboa, recordou ao PÚBLICO Luís Matias, professor de Geofísica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, lembrando ainda que está estimado que tenha sido a cerca de cem quilómetros da costa do Algarve.

A zona do sismo tem "um dos limites entre placas mais importantes à escala do planeta, porque faz a separação de toda a América do Sul da crosta oceânica do Pacífico", diz José Luís Zêzere, professor de Geomorfologia do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa e especialista em riscos físicos.

Nestes locais, "quando a tensão ultrapassa o limite da deformação plástica do terreno, há um local que parte, o que liberta uma grande quantidade de energia, sob a forma de ondas - é isso que é o sismo", explica Zêzere.

No caso da zona costeira do Chile, o contacto é entre a placa de Nazca e a sul-americana, sendo a primeira a "mergulhar" sob a segunda. A excepção é a região Sul, onde o contacto é directo entre a placa do Pacífico e a da América do Sul. É também nesta zona do Pacífico Sul que ocorreu o sismo com maior magnitude já registado, em 22 de Maio de 1960, com uma magnitude de 9,5 na escala de Richter.

No entanto, Luís Matias nota que é em locais como a ilha de Sumatra (na parte oriental do oceano Índico) e o Alasca, também junto a áreas onde há contacto deste tipo entre placas, que se registaram os valores mais próximos do máximo.

O contacto entre placas da crosta terrestre gera tipicamente três tipos de movimentos, e os sismos que provoca têm também magnitudes diferentes. Além do caso já descrito, em que as placas chocam uma contra a outra, há também o das placas que se afastam, como acontece com as dorsais no meio dos oceanos, e as que deslizam horizontalmente uma ao longo da outra, como acontece na falha de Santo André, que atravessa a Califórnia, ou na zona do Haiti, entre a placa das Caraíbas e a da América do Norte.

Portugal tem, aliás, o recorde de magnitude de um sismo numa falha deste tipo, também conhecida como "transformante". Luís Matias recorda que em 25 de Novembro de 1941, ao largo dos Açores, ao longo da falha da Glória, que se estende da ilha de Santa Maria em direcção ao território do continente, foi registado um sismo de magnitude 8,4, a maior de que há conhecimento neste tipo de falhas.

Para explicar porque é que este sismo no Chile, com maior magnitude que o do Haiti, provocou muito menos vítimas, Luís Matias e José Luís Zêzere convergem na ideia de que isso resulta de ter sido mais longe da costa e mais profundo. "Se este sismo tivesse tido o epicentro em terra, teria sido catastrófico", e por isso é que "não há uma relação directa entre magnitude e destruição nas cidades", diz Luís Matias.

A estas razões pode-se ainda acrescentar a densidade populacional, muito mais baixa no Chile do que no Haiti, bem como a qualidade da construção, melhor no Chile, como nota Zêzere.

E será possível que haja alguma relação entre estes dois sismos, pouco distantes em termos de tempo? Luís Matias é peremptório: "Não. A razão de fundo é o movimento de placas."

Zêzere tende a concordar, mas é mais cauteloso: "Não faz sentido assumir que há relação entre eles. Respeitam a limites de placas diferentes." Admite, no entanto, que eventualmente poderá haver alguma relação, mas diz que "com o actual conhecimento científico não há forma de o confirmar". Recorda que na sexta-feira houve um sismo de magnitude sete no Japão, na ilha de Okinawa, e que não é frequente haver tantos sismos de grande magnitude em tão pouco tempo.

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/28-02-2010/apesar-da-magnitude-elevada-o-afastamento-da-costa--e-a-profundidade-do-epicentro-podem-poupar-vitimas-18896122.htm

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Campanha: "Por Um Consumo Responsável! Posiciono-me!"

A Rede Nacional de Consumo Responsável lançou uma campanha de sensibilização destinada aos alunos do Ensino Básico e Secundário das escolas do Grande Porto envolvidas no projecto, como é o caso da Escola Secundária de Rio Tinto. A campaha tem a designação de "Por Um Consumo Responsável! Posiciono-me!". De seguida transcrevo um documento da organização com as informações relativas ao modo como se vai desenvolver a actividade.




ORGANIZAÇÃO PROMOTORA/Enquadramento
A Rede Nacional de Consumo Responsável (RNCR) tem como principal desafio a promoção da mudança dos hábitos de consumo, articulando as diferentes abordagens aos problemas mundiais como a pobreza, as assimetrias Norte/Sul, a protecção do ambiente e dos direitos humanos através de alternativas sustentáveis que implicam o desenvolvimento de novos comportamentos sociais e de consumo responsável.
Esta rede resulta da parceria entre:

O ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (ONGD), fundado em 1989, que desenvolve projectos na área da Cooperação e Educação para o Desenvolvimento, Voluntariado e Exclusão Social;

A Reviravolta - Organização de Comércio Justo, fundada em 2000 que comercializa produtos de comércio justo e desenvolve iniciativas de educação e formação junto da Comunidade Educativa do Grande Porto.

Estas duas organizações associaram-se com o intuito de intervir na área da Educação para o Desenvolvimento com o objectivo de promover a tomada de consciência do nosso papel na sociedade actual, uma sociedade assente no consumismo e em modelos de desenvolvimento que criam um fosso cada vez maior entre o Norte e o Sul, que promove a exclusão social, o desrespeito pelo ambiente e pelos direitos humanos.

ENQUADRAMENTO TEMÁTICO DO CONCURSO
Os trabalhos a desenvolver no âmbito desta iniciativa enquadram-se na:
• Promoção do Consumo Responsável
• Consciencialização para um Consumo Responsável

CALENDÁRIO
Divulgação da Campanha: De 25 de Fevereiro a 10 de Março de 2010
Inscrições: Até 10 de Março
Envio dos trabalhos: Até 20 de Março de 2010

DESTINATÁRIOS
Escolas de Ensino Básico do 2.º Ciclo, 3.º Ciclo e Secundário do Grande Porto inseridas no Consumo Responsável em Rede

REGRAS
TEMA - Todos os trabalhos são subordinados ao tema “Consumo responsável”.
TÍTULO - Por um Consumo Responsável! Posiciono-me!
FORMAS:
• FORMA 1: cartaz em suporte DIGITAL (powerpoint), tamanho A1, na vertical, devendo conter no máximo 12 frases; 1 FOTOGRAFIA ou IMAGEM (fornece-se modelo);
• FORMA 2: cartaz em suporte PAPEL, tamanho A1, na vertical, devendo conter no máximo 12 frases; 1 FOTOGRAFIA ou IMAGEM.
Pede-se aos participantes que escolham a sua pose ou postura que querem fazer ou a imagem que querem inserir que seja representativa da sua personalidade enquanto uma pessoa que apela a um consumo responsável.*
Cada participante, tendo como base a promoção do consumo responsável, deverá criar o seu slogan, a sua frase-chave para a campanha ou escolher uma das dicas para um consumo responsável que assuma como sua.

APRESENTAÇÃO/ RECEPÇÃO DOS TRABALHOS
O(s) trabalho(s) deve(m) ser acompanhad(o)s de um documento com a informação:
- nome dos responsáveis - aluno(s) e professor(es)
- nome da escola
- ano escolar
e enviados por e-mail para
info@consumoresponsavel.com


O(s) trabalho(s) deve(m) constituir-se como uma campanha a ser afixada na escola e a figurar no site da Rede Nacional de Consumo Responsável.

DIVULGAÇÃO/CAMPANHA
De 22 a 31 de Março de 2010, os cartazes deverão ser apresentados nas respectivas escolas e também no site da Rede Nacional de Consumo Responsável

UTILIZAÇÃO DOS TRABALHOS
Todos os trabalhos serão pertença dos autores, mas deverão estar disponíveis aos promotores desta iniciativa para fins de participação em acções de divulgação, exposições e colocação no site.

CONTACTOS PARA ESCLARECIMENTOS
anurbano@yahoo.com


Fonte: Rede Nacional de Consumo Responsável

" Nos enfants nous accuseront "

"...esta geração de crianças será a primeira na história da humanidade que não vai ter uma melhoria nas condições de vida e um aumento na expectativa de vida..."

Para ver e pensar...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Norte - por Miguel Esteves Cardoso




O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.

Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia
Estas são as verdades do Norte de Portugal

Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país

Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.

Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".

Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?


O Norte - por Miguel Esteves Cardoso

Tragédia na Madeira: Um desastre já anunciado há dois anos

Esta Reportagem, que vos apresento em duas partes, foi para o ar na RTP no programa Biosfera em Abril de 2008. Enfim, tenho muita pena que os políticos continuem a ignorar as chamadas de atenção dos especialistas. Se calhar podia ter-se evitado tantas mortes.

Parte 1


Parte 2


Versão de 5 minutos

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sonic Youth - Sugar Kane

Musicalmente, continuamos com o ciclo "Sons da América". Hoje é dedicado a uma banda de rock alternativo, os Sonic Youth. Fiquem com umas das suas melhores canções de sempre "Sugar Kane", numa versão ao vivo no programa Jools Holland Show, em 1992.

Provas de ingresso no ensino superior 2010


Como sabem encontramo-nos no período de inscrições para os exames. Se quiserem saber quais são as provas de ingresso ("específicas") exigidas pelas faculdades e institutos de ensino superior para cada um dos seus cursos cliquem aqui (site da Direcção Geral do Ensino Superior). É interessante saber que há muitos cursos onde Geografia A é uma das provas de ingresso pedidas (Marketing, Turismo, Arqueologia, Filosofia, ... e, claro, Geografia).

VW Autoeuropa vai produzir o modelo sucessor do monovolume Sharan


Eis uma excelente notícia para a Autoeuropa e para a economia portuguesa: a Volkswagen anunciou que o modelo sucessor do monovolume VW Sharan, que será apresentado no dia 1 de Março no salão automóvel de Genebra, vai ser produzido em Portugal na Autoeuropa, localizada em Palmela (distrito de Setúbal). É de recordar que a Autoeuropa, empresa do grupo alemão Volkswagen, é muito importante para a economia portuguesa pois fabrica os conhecidos modelos Sharan, EOS, Scirocco e Alhambra sendo o último da marca Seat e representa mais de 2% do PIB e de 10% das exportações portuguesas. A Autoeuropa emprega mais de 3200 trabalhadores especializados (muitos deles engenheiros) e o parque industrial envolve várias outras empresas com mais alguns milhares de trabalhadores, como por exemplo a Webasto, que produz a capota rígida do novo cabriolet. Para além disso muitas empresas portuguesas fornecem diferentes peças para a Autoeuropa.

Vejam a notícia de hoje do Público on line:



Ao fim de cerca de um ano de espera, a fábrica portuguesa da VW garante a produção do sucessor do Sharan, cuja data para entrada em linha de produção deverá ser anunciada pelo construtor alemão em Genebra.

Face aos prazos habituais seguidos pela indústria automóvel, é previsível que o novo Sharan entre em produção no segundo semestre do ano. A porta-voz da VW Autoeuropa não avança datas, reservando-as para o salão e sublinhando que será sobretudo o trabalho de marketing que antecede o lançamento do veículo a determinar prazos.

Este novo veículo vem criar um novo fôlego na maior fábrica do país, embora os números da administração da unidade bem como os dos trabalhadores, conhecidos nos úlrimos meses, coincidam num ponto: o novo Sharan não vai bastar para ocupar toda a capacidade de produção instalada na VW Autoeuropa, pelo que necessita de um quarto modelo para se tornar uma fábrica rentável.

As previsões apontam para que, com o novo Sharan, a produção ocupe apenas 55 por cento da capacidade, usando a linha única em que a VW investiu e preparou até ao final do ano passado. A conquista de um quarto modelo continua a ser, no entanto, a grande incógnita da unidade de Palmela.

A fábrica produziu 86 mil Sharan, Alhambra, Eos e Scirocco em 2009, dos quais mais de 20 mil foram monovolumes (Sharan e Alhambra).

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT) declara ter sido informada pela administração de uma revisão em ligeira alta da previsão de produção para 2010, passando de 97 986 para 98 658 unidades. Para cumprir estes números, não está previsto o recurso ao trabalho ao sábado.

No próximo dia 3 de Março, a fábrica assinalará o fim da produção dos modelos actuais do monovolume e apresentará o novo projecto.

Após a semana 10, a produção diária será de 410 carros, de modo a “garantir todos os postos de trabalho e estabilizar o emprego”, diz a CT.


Fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1424417

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Diana Krall - Little Girl Blue

Fiquem com a cantora e pianista de Jazz canadiana Diana Krall e o belíssimo e suave tema "Little Girl Blue". Muito bonito! É sempre um grande prazer ouvir esta cantora. Aliás, já tive o privilégio de assistir a um espectáculo no Coliseu do Porto há uns anos atrás.

O que nos deixam as empresas que fecham

As empresas fecham ou desaparecem, mas os produtos que fabricaram e colocaram no mercado vão sobreviver por muito, muito tempo: alguns materiais podem demorar até um milhão de anos a ser decompostos pelo nosso planeta…

Campanha “Bankrupt Companies” do WWF Brasil.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Causas para a tragédia que ontem se abateu na ilha da Madeira


Para compreenderem melhor as causas da tragédia que se abateu ontem na ilha da Madeira, trancrevo a notícia do Público de hoje:


Chuva de ontem foi excepcional e a falta de um radar meteorológico não permitiu que fosse prevista

Foi uma chuva excepcional. A quantidade de precipitação que caiu sobre o Funchal entre as 6h00 e as 11h00 (111 milímetros) foi quase o dobro do limite que leva a declarar o alerta vermelho (60 milímetros em seis horas). No Pico do Arieiro, foi quase o triplo (165 milímetros). A hora mais problemática foi entre as 9h00 e as 10h00, quando caíram 52 milímetros. A partir das 11h, os próprios serviços de meteorologia da Madeira foram afectados e deixaram de comunicar com Lisboa.

O Instituto de Meteorologia (IM) não tinha como antecipar aquela situação. "São valores mais do que excepcionais", diz a meteorologista Maria João Frada, do IM. Os modelos de previsão não podem antever extremos como aqueles. E a Madeira não dispõe de um radar meteorológico, que teria permitido avaliar o potencial de precipitação das nuvens que se aproximavam. Só há dois no país, um no Algarve e outro em Coruche.

"Na Madeira, seria importante haver um", avalia o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. A confluência de massas de ar frias, do Norte, e quentes, do Sul, torna com frequência o ar muito instável na região.

Rui Rodrigues, responsável pela monitorização dos recursos hídricos no Instituto da Água, também considera excepcionais as chuvadas na Madeira. Com base em curvas que integram a intensidade, a duração e a frequência dos episódios de precipitação na região, uma situação como a de ontem aconteceria uma vez em cada cem anos ou mais. O número é apenas uma aproximação - dadas as limitações do modelo de base a partir do qual foi calculado - , mas ainda assim "dá a indicação de que se tratou de um fenómeno muito extremo", diz Rui Rodrigues.

O excesso de água combinou-se com dois factores para o trágico resultado de ontem. Um deles é a própria geografia da Madeira, com declives acentuados do interior para o litoral. Um forte temporal, concentrado em poucas horas, forma enxurradas que varrem o que está à sua frente. Já tinha acontecido em 1993. "Havia blocos de pedra a saltar para a água como bolas de pingue-pongue", recorda Rui Rodrigues.

O segundo factor é humano: a ocupação crescente das zonas mais baixas, para onde a água escorre, especialmente no Funchal. "A cidade cresceu muito nos últimos 20 a 30 anos", afirma Hélder Spínola, dirigente da associação ambientalista Quercus e que vive na Madeira.

Além disso, diz Spínola, a procura por mais espaço edificável resultou no estrangulamento das ribeiras e no seu encanamento, aumentando o risco de cheias. As imagens de umas oficinas da PSP atravessadas por uma torrente de água mostravam este efeito: era o caudal de uma ribeira estrangulada, que extravasara para a rua. "Este é um exemplo como muitos outros", afirmou Hélder Spínola.

Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, procurou afastar as críticas de má ocupação do território, dizendo que foram feitas intervenções importantes para minorar o risco de cheias. "Se não tivéssemos feito as obras de canalização das ribeiras que fizemos, hoje não existia a Baixa do Funchal", disse.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/chuva-de-ontem-foi-excepcional-e-a-falta-de-um-radar-meteorologico-nao-permitiu-que-fosse-prevista_1423695


A seguir transcrevo o comunicado do Instituto de Meteorologia em que é explicado o fenómeno meteorológico que provocou a tragédia de ontem na Madeira:

Temporal no Arquipélago da Madeira

O Arquipélago da Madeira foi afectado no dia 20 de Fevereiro por um sistema frontal de forte actividade associado a uma depressão que às 00UTC estava centrada na região dos Açores e em deslocamento para nordeste. A massa de ar quente associada a este sistema frontal caracterizou-se por elevada instabilidade e transportando um grande conteúdo de vapor de água. Na sua trajectória pela ilha, a orografia constituiu um factor adicional de agravamento do fenómeno.
Esta situação determinou a emissão de avisos de precipitação pelo Instituto de Meteorologia, I.P., a partir do dia 19, às 19h25, elevando-se o nível de severidade ao longo da evolução do fenómeno, tendo sido emitido aviso vermelho ? o nível mais severo na escala de avisos utilizada pelo IM - às 10 h do dia 20.
Os valores mais elevados de precipitação acumulada numa hora registados nas estações Funchal-Observatório e Pico do Areeiro foram respectivamente 52 mm (entre as 9 e as 10 h) e 58 mm (entre as 10 e as 11 h). Entre as 6 e as 11h registaram-se 108 mm e 165 mm nas estações mencionadas. O valor acumulado em 6 horas na estação Funchal-Observatório foi superior ao valor normal de 30 anos (1961-1990).


Fonte: http://www.meteo.pt/pt/otempo/comunicados/index.jsp

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Bob Dylon - Like a Rolling Stone

Musicalmente regressamos ao ciclo "Sons da América". Hoje é a vez de mais um dos grandes nomes da música popular norte-americana dos anos 60 e 70 e que está ainda no activo. Fiquem com Bob Dylon e a sua "Like a Rolling Stone", numa actuação ao vivo nos seus bons velhos tempos.

Golpe de Estado no Níger


A junta militar revelou que o Presidente está detido numa guarnição militar (Reuters TV)



Mais um golpe de Estado num país africano. Agora é a vez do Níger, um dos países mais pobres do Mundo. O Níger é um país africano, limitado a norte pela Argélia e pela Líbia, a leste pelo Chade, a sul pela Nigéria e pelo Benim e a oeste pelo Burkina Faso e pelo Mali. Capital, Niamey. Em 2007, o Níger foi avaliado pelas Nações Unidas como o país com o mais baixo IDH de um conjunto de 182 países (0,340).


Vejam a notícia publicada hoje no Público on line:


União Africana e França condenam golpe no Níger

O presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, e a França condenaram a “tomada do poder pela força” e pediram diálogo e um “regresso rápido à ordem constitucional” no Níger, onde ontem militares prenderam o Presidente, Mamadou Tandja, e prometem restaurar a democracia.

Na capital do país, Niamey, os militares mantêm hoje veículos blindados na zona da cidade, praticamente vazia, onde estão o palácio presidencial, ministérios, residências oficiais e o estado maior do Exército. Nos bairros populares a situação é próxima do habitual, com muita gente na rua.

Ontem à noite, após um golpe que provocou pelo menos três mortos e cerca de uma dezena de feridos, um porta-voz do “Conselho Supremo para a Restauração da Democracia” (CSRD) anunciou a suspensão da Constituição que Tandja, após dez anos de presidência relativamente calma, fizera aprovar no ano passado para se manter no poder. Após essa iniciativa, a União Europeia suspendeu a ajuda ao desenvolvimento e os Estados Unidos adoptaram sanções diplomáticas e económicas.

O golpe foi liderado pelo coronel (e não major, como inicialmente referido) Abdoulaye Adamou Harouna, mas a junta militar que detém o poder é, segundo a Reuters, chefiada pelo major Salou Djibo. A figura mais conhecida da junta é o coronel Dijibrilla Hima Hamidou, conhecido como “Pelé”, comandante da mais importante região militar do Níger, que em 1999 participou na acção militar que abriu caminho às eleições que levaram Mamadou Tandja à presidência.

Segundo a AFP o Presidente está detido numa guarnição militar a cerca de duas dezenas de quilómetros da capital.


Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/uniao-africana-e-franca-condenam-golpe-no-niger_1423481

Anunciada a lista dos 25 primatas mais ameaçados de extinção


Tamarim-cabeça-de-algodão (Russell A. Mittermeier/Conservation International)


Existem mais de 630 espécies de primatas e, destas, mais de 300 estão ameaçadas de extinção. Mas, entre estas, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) escolheu as 25 mesmo à beira do desaparecimento: cinco vivem em Madagáscar, seis em África, 11 na Ásia e três na América Central e do Sul.

Na lista encontra-se o langur-de-cabeça-dourada, que apenas vive na ilha de Cat Ba (Vietname) e que se resume a uns 60 a 70 indivíduos. Também o lémure-desportivo-do-norte, de Madagáscar, se limita hoje a menos de 100 exemplares. A este mesmo número se resume ainda o sifaca-sedoso, igualmente de Madagáscar. Com poucos mais elementos (à volta de 110) conta o gibão-de-crista-negra, no Vietname.

Também um dos nossos primos mais próximos - o orangotango de Samatra, que deverá ter cerca de 7000 indivíduos - faz parte deste relatório, intitulado Primatas em Perigo: Os 25 Primatas mais Ameaçados do Mundo, 2008-2010. Em África, o galago-anão-do-rondo, da Tanzânia, com umas orelhas e olhos imensas, é outra das espécies em sério risco. O macaco-diana-de-roloway (Costa do Marfim e Gana), o gorila-do-rio-cruz (Camarões e Nigéria) ou o cólobo-vermelho-do-rio-tana (Quénia) foram outros escolhidos.

O tamarim-cabeça-de-algodão, existente só na Colômbia, também não está em boas condições. Os seus tufos de pêlo branco dão-lhe uma aparência que o torna muito procurado como animal de estimação, conduzindo ao seu declínio rápido.

Fonte: http://www.publico.pt/Ciências/anunciada-a-lista-dos-25-primatas-mais-ameacados-de-extincao_1423450

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

We Are The World 25 For Haiti

Este "We Are the World for Haiti" foi gravado no dia 1 de Fevereiro de 2010, no mesmo estúdio (Henson Recording Studios) onde há 25 anos tinha sido gravado o original "We are the world", que tinha como objectivo a angariação de fundos para o combate da fome em África. Esta nova versão tem como objectivo a angariação de fundos para apoiar o povo do Haiti, em virtude da tragédia provocada por um sismo muito violento, onde terão morrido pelo menos 200 mil pessoas e mais de 3 milhões ficaram desalojados. Conta com com a participação de grande parte dos cantores e músicos que já tinham participado há 25 anos (incluíndo o próprio Michael Jackson, através de imagens do vídeo de há 25 anos) e ainda outros mais recentes. O vídeoclip foi dirigido pelo realizador de cinema norte-americano Paul Haggis.





We Are The World 25 For Haiti

There comes a time
When we head a certain call
When the world must come together as one
There are people dying
And it’s time to lend a hand to life
The greatest gift of all
We can’t go on
Pretending day by day
that someone, somehow will soon make a change
We are all a part of
God’s great big family
And the truth, you know love is all we need

[Coro]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me


Send them your heart
So they’ll know that someone cares
so there cries for help
will not be in vein
We can’t let them suffer
no we cannot turn away
Right now they need a helping hand

We are the Children
We are the ones who make a brighter day
so lets start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

When you’re down and out
There seems no hope at all
Well, well, well, well, let us realize
That a change can only come
When we stand together as one

[Coro]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
Got to start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me
We are the world
We are the children
Its for the children
We are the ones who make a brighter day
So lets start giving

There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

[Coro]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we make a better day
Just you and me

We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
Choice were making
saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

We all need somebody that we can lean on
when you wake up look around and see that your dreams gone
when the earth quakes we’ll help you make it through the storm
when the floor breaks a magic carpet to stand on
we are the World united by love so strong
when the radio isn’t on you can hear the songs
a guided light on the dark road your walking on
a sign post to find the dreams you thought was gone
someone to help you move the obstacles you stumbled on
someone to help you rebuild after the rubble’s gone
we are the World connected by a common bond
Love the whole planet sing it along

[Coro]

Everyday citizens
everybody pitching in

You and I
Uh, 12 days no water
wishing will to live
we amplified the love we watching multiple
Feeling like the Worlds end
we can make the World win
Like Katrina, Africa, Indonesia
and now Haiti needs us, the need us, they need us

[Coro]
Haiti, Haiti, Ha, Ha, ha, ha, ha
Haiti, Haiti, Ha, Ha, ha, ha, ha
Haiti, Haiti, Ha, Ha, ha, ha, ha

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Os 50 anos da descolonização africana - África tem futuro?



Descolonização africana


Este ano faz 50 anos que começou a grande vaga da descolonização africana. Passados 50 anos a "desilusão" é dos termos mais usados quando é analisado o percurso dos países africanos que em 1960 se tornaram independentes. Meio século depois, acredita-se que o continente tem perspectivas, mas "ainda vai levar tempo". Vejam o artigo do jornal Público de hoje sobre o assunto, focando os problemas de subdesenvolvimento e reflectindo sobre o futuro deste continente.


O ano em que começou um futuro ainda por cumprir

Num dos primeiros dias de Julho de 1960, Mason Sears, durante anos representante dos Estados Unidos na Comissão de Curadorias das Nações Unidas, organismo vocacionado para a descolonização, limpou a secretária e apresentou a demissão. "Em África", disse, "o nosso trabalho está feito. Acabou." O tempo e os factos mostraram que não era assim, mas o episódio ilustra o ambiente de entusiasmo geral sobre o futuro dos países que se tornavam independentes. Meio século depois, a maior parte tem por cumprir os sonhos que nortearam a luta contra o colonialismo.

A consciência de missão cumprida de Sears explica-se pela vaga descolonizadora no que ficaria conhecido como o "Ano de África": em 1960 o mundo via nascer 17 novos países, 14 deles antigas colónias francesas. "Desilusão" e "frustração" são hoje os termos mais comuns nas descrições sobre o caminho percorrido.

"É preciso ser franco. [O balanço] está longe de ser agradável. Não falo sequer de democracia, mas de bom governo. A China não é democrática, mas avança. Outros países, como a Coreia do Sul ou a Malásia, desenvolveram-se sem democracia no início. A diferença? Dirigentes esclarecidos... Podemos considerar que as grandes potências, que nos impuseram muitos diktats, não ajudaram. Que o Ocidente tem a sua quota de responsabilidade. Mas os principais responsáveis somos nós", disse numa recente entrevista à revista Jeune Afrique o gabonês Jean Ping, presidente da Comissão da União Africana.

No final da II Guerra Mundial, em África, apenas Etiópia, Libéria e Egipto eram independentes e quando os anos 1950 chegaram ao fim ainda só se lhes tinham juntado Líbia, Marrocos, Sudão, Tunísia, Gana e Guiné-Conacri. Mas a vaga de independências de 1960, principalmente de colónias francesas, mostrou que a tendência era irreversível.

Logo a 1 de Janeiro tornaram-se soberanos os Camarões franceses, que no ano seguinte se unificariam com os britânicos. Em Abril foi a vez do Togo. E em Junho aconteceu o mesmo com a Federação do Mali e depois com Madagáscar. Em três semanas de Agosto surgiram nove países francófonos, incluindo o Senegal, que só convivera dois meses com o Mali após o corte com a metrópole, que ainda vivia a ressaca da derrota na Indochina e estava a braços com a insurreição argelina. Já em Novembro a Mauritânia separava-se do colonizador, pondo fim ao sonho alimentado por De Gaulle, referendado em 1958, de uma "comunidade": os estados autónomos tornavam-se soberanos, ainda que em muitos casos a influência de Paris se prolongasse por décadas.

Também em 1960 o Reino Unido abriu mão da Nigéria e do território que, com uma colónia italiana, deu origem à Somália. A Bélgica viu-se forçada a deixar o Congo. Num ápice, o mapa de África mudava.

A fragilidade das metrópoles evidenciada pela II Guerra, a descolonização asiática e as pulsões nacionalistas deram aos movimentos independentistas uma dinâmica que quase só o regime autoritário português contrariava. "Não percam tempo a convencer-me do princípio da independência. Há acordo sobre isso", dizia, em Abril de 1960, citado pela revista Time, o ministro de assuntos coloniais britânico, Iain MacLeod, a delegados da Serra Leoa, que seria independente no ano seguinte.

Bons e maus começos

Alegria e salvas de tiros saudaram as independências e há boas histórias, como a do Senegal, onde a democracia fez caminho ainda que sob ameaça constante de guerra em Casamansa. Ou o Benim, com um passado de golpes mas hoje uma democracia tida como estável, embora sofrendo de subdesenvolvimento e tensões. O Gabão é também sinónimo de estabilidade, mas de uma estabilidade associada ao autoritarismo. A Costa do Marfim, com um começo próspero e sem convulsões, caiu na violência e na guerra civil após a morte do primeiro Presidente, Houphouët-Boigny, em 1993. Mesmo países com importantes recursos, como a Nigéria, têm vivido em instabilidade.

Nalguns lugares o nascimento dos países foi acompanhado com preocupação. Aconteceu nos Camarões, que viveram o primeiro dia de independência com metade do território sob estado de emergência. Na República Democrática do Congo, o ex-Congo belga, a ruidosa violência de 1960 era apenas o prenúncio de uma história de guerras, golpes, corrupção e pobreza, que se reproduziu, em escalas diversas, noutras paragens. Em vários casos, à libertação sucederam-se décadas de ditadura. O caso extremo de fracasso será a Somália, onde o caos substituiu o Estado desde 1991.

"O panorama actual dos países chegados à independência em 1960 é bastante frustrante", diz Alexander Keese, professor do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. "Não há desentusiasmo. Há sim uma fortíssima frustração", afirma Eduardo Costa Dias, do Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). "Há desilusões profundas, mas outra coisa é dizer que o futuro será sempre assim", refere Adelino Torres, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

A falta de desenvolvimento, as guerras e o défice de democracia são, para o professor do ISEG, os grandes problemas dos países que há 50 anos - e nos anos anteriores e seguintes - ascenderam à independência. E, no entanto, em 1960, o futuro parecia risonho. "O início foi caracterizado por um optimismo total, nos próprios países e nos Governos da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, e, em muitos casos, [vendo de modo] retrospectivo, um pouco absurdo. Esperava-se um progresso económico nítido, com fundamento nas teorias de modernização, que preconizavam um ritmo próprio de evolução económica e um rápido sucesso baseado na agricultura de exportação", afirma Alexander Keese. As "tendências para a monocultura e um dirigismo económico inflexível", bem como uma "tradição burocrática pesada" e uma herança "administrativa repressiva" do período colonial são outros problemas identificados por este investigador.

Do ponto de vista económico, afirma Adelino Torres, os países africanos seguiram uma estratégia que se revelou errada e que, na maioria dos casos, se ficou pela "industrialização" para "substituição de importações". A queda dos preços das matérias-primas - " se a Costa do Marfim tivesse [hoje] de repente o cacau ao preço de 1980 pagava a dívida externa" - é outra condicionante apontada pelo professor de Economia, para quem, apesar de todas as dificuldades, "África deu um salto à velocidade da luz entre a economia primitiva e a economia de mercado".

Novas dependências

Alexander Keese considera que "no âmbito social e político, na grande maioria dos países, estabeleceram-se sistemas clientelistas e muitos grupos e regiões ficaram excluídos". "Quase tudo foi permitido, não havia nenhuma pressão [externa] para os novos Governos manterem estruturas democráticas", acrescenta. Com outras palavras, Costa Dias vai no mesmo sentido ao referir "a manutenção do mesmo tipo de aparelho de Estado" do período colonial, servido por pessoal político que privilegia tanto a "apropriação como a distribuição por interesses pessoais".

O continente africano sofreu por ter sido um palco "onde os dois blocos [ocidental e soviético] se digladiaram", lembra o investigador do ISCTE. Hoje, refere, vive uma situação de "neocolonialismo, que não tem a ver só com as antigas potências, mas também com as potências emergentes - por razões de negócio mas também de procura de apoio para alterar o seu estatuto internacional - e com as instituições internacionais, que impõem medidas económicas e sociais".

O professor da Universidade do Porto destaca o "grande interesse" das populações pelos processos eleitorais. Mas entende que a esperança de "melhores estruturas de governo diminui com o aparecimento de novos parceiros" pouco interessados em "políticas democráticas de qualidade e no respeito pelos direitos humanos". O caso que aponta é o da China, que promete "investimentos, sem incómodos com perguntas sobre direitos humanos". "Estes investimentos permitirão a elites habituadas a estruturas autoritárias manterem e reforçarem o seu controlo - e as oposições a estas tendências exprimem-se na organização de rebeliões armadas e na fragmentação de Estados", alerta.

Mais optimista, Adelino Torres considera "completamente errada" a concepção de que a democracia é impossível no continente. O professor do ISEG cita o Prémio Nobel Amartya Sen para dizer que o diálogo tem ali uma tradição milenar e defende que, "embora o factor étnico exista, ele não é a origem principal [dos problemas], a origem é política e usa os factores étnicos para promover ambições". "Sou optimista, mas a longo prazo. Porque neste momento há muitas dificuldades - crise global, dívida externa, dificuldades em exportar, dificuldades de desenvolvimento. Só vemos guerras e sida. Mas África é um continente extremamente criativo. E com grande futuro, mas ainda vai levar tempo", afirma.

Uma população que, no fim do ano passado, chegou aos mil milhões de pessoas e o aumento do número de jovens com capacidades técnicas e científicas são factores que, segundo Adelino Torres, permitem encarar com esperança o futuro. A abertura de mercados na Europa e Estados Unidos seria uma ajuda importante, mas essa é uma "questão delicada" para os Governos ocidentais, por motivos internos, reconhece o académico. A integração regional é, do seu ponto de vista, uma via para o desenvolvimento, por poder dar capacidade de sobrevivência aos mercados internos e uma voz mais forte ao continente no âmbito global.

"Somos severos, e temos razão para o ser, em relação à orientação política desde as independências, mas também não temos que ser tão severos. A Europa para chegar à democracia demorou séculos", considera Adelino Torres. Também para Costa Dias - que vê como positivo o "desenvolvimento de uma opinião pública", o crescimento populacional e "o orgulho de ser africano" - "50 anos é nada".

De que precisa, afinal, África, hoje? "De unidade. De outro modo, ficaremos condenados a ver o mundo mudar sem nós", respondia Jean Ping, em vésperas da cimeira da União Africana, no fim de Janeiro.

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/13-02-2010/o-ano-em--que-comecou-um-futuro--ainda-por-cumprir-18783889.htm

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

John Lee Hooker - Boom Boom

Mais um dos grandes nomes dos blues norte-americanos: John Lee Hooker e um dos seus grandes êxitos "Boom Boom".

Os problemas das nossas cidades


O jornal PÚBLICO tem um novo caderno chamado "Cidades", aos domingos. O "Cidades" tem uma secção fixa que tem por objectivo ajudar os cidadãos a encontrarem respostas das autoridades para os seus problemas.

Se quiserem participar podem enviar uma pergunta concreta sobre um problema da vossa rua, bairro ou cidade que o jornal procurará a resposta junto das autoridades responsáveis, presidente da câmara, vereador, departamento estatal, etc.

Escrevam para: queixascidades@publico.pt


O PÚBLICO fará uma selecção das perguntas recebidas para garantir variedade geográfica e temática. Devem incluir identificação, morada e um número de telefone ou endereço electrónico para o caso de ser necessário algum contacto adicional.

Já agora podem também enviar para este blogue as perguntas que gostariam de fazer aos responsáveis da vossa cidade.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

24 - oitava temporada (estreia)


Uma boa notícia para quem gosta muito da série norte-americana "24": a RTP2 estreia amanhã, às 22:43h, a oitava temporada. Como devem saber, "24", é uma série de acção e suspense de grande intensidade, produzida e protagonizada por Kiefer Sutherland (Jack Bauer). Cada temporada tem 24 episódios (um por semana), cada um deles correspondendo a um hora de um dia. Ou seja, a história desenrola-se ao longo de um dia, como se fosse em tempo real. O tema central geralmente está relacionado com o terrorismo e em cada temporada há uma nova ameaça sobre a América. Como sempre, jack Bauer terá que lutar contro tudo e contra todos para proteger o país.

"24" é, sem dúvida, uma das minhas séries televisivas de culto (tal como era "ER - Serviço de Urgência", que terminou em Portugal na última sexta) e, dada a estrutura da série, não se deve perder nenhum episódio para podermos acompanhar passo a passo a evolução da acção, que é plena de suspense.

Todavia, é importante avisar a todos que a série é um pouco violenta, não sendo aconselhável a crianças e a pessoas mais sensíveis.

Fiquem com o trailer desta nova temporada.



Muddy Waters - Manish boy

Musicalmente continuamos em terras americanas. Hoje é a vez de Muddy Waters que foi considerado por muitos como um dos grandes músicos e cantores de "Blues"(o "pai do Chicago Blues"). Uma das suas canções que o celebrizou para a eternidade foi "Manish boy". O videoclip apresenta uma versão ao vivo de 1971.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Honestidade

Mostro-vos, de seguida, três pequenos vídeos da Fundação para uma Vida Melhor sobre um dos valores que deveriam ser considerados como dos mais importantes da Humanidade: a honestidade. Infelizmente, nos dias de hoje, a honestidade anda pelas "ruas da amargura".