quinta-feira, 8 de julho de 2010

Saíram os resultados dos exames nacionais: os resultados de Geografia A da ESRT melhoraram e ficaram acima da média nacional


Saíram finalmente os resultados da 1ª fase dos exames nacionais. Este ano os resultados de Geografia A dos alunos da Escola Secundária de Rio Tinto subiram consideravelmente em relação aos do ano passado. A média geral subiu de 10,09, em 2009 para 11,7, este ano. Este valor é superior à media nacional que ficou pelos 11,0. Boas notícias portanto! Só foi pena que alguns alunos tivessem registado quebras significativas relativamente à classificação de frequência. Em compensação, muitos alunos conseguiram manter a nota de frequência e alguns até obtiveram neste exame classificações superiores à avaliação interna.

Para terem uma visão do que se passou nas outras disciplinas leiam a notícia do Público on Line de hoje:




Resultados da 1.ª fase dos exames por disciplina

Um quarto dos alunos reprovou a Física e Química A

Um quarto dos alunos que fizeram o exame nacional de Física e Química A reprovou. Foi a esta disciplina, a que se submeteram 35.826 alunos, que a média nacional foi a mais baixa: 81 pontos (numa escala de 0 a 200), e de 85 para os alunos internos, ou seja, para aqueles que estiveram inscritos na escola e fizeram a disciplina. Os alunos internos, na maior parte das provas, obtêm melhores resultados do que os que se autopropõem a exame. O Ministério da Educação divulgou hoje os resultados da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário.

Entre as médias negativas, inferiores a 100 pontos (ou dez valores), estão, mais quatro disciplinas: a Geometria Descritiva A com média de 82 valores (89 para os alunos internos), onde reprovaram 17 por cento dos 8840 estudantes; a Matemática B, realizada por 6629 examinandos, com média de 87 (113 para os alunos internos); a Matemática Aplicada às Ciências Sociais em que a média dos 8844 alunos foi de 95 pontos (101 para os internos), tendo reprovado 12 por cento dos alunos; a Biologia e Geologia com 96 pontos de média total (98 pontos para os alunos internos) a que chumbou dez por cento dos 38.949 alunos.

Quanto à Matemática A, feita por 38.082 estudantes, a média é de 108 (122 para os alunos internos) e a taxa de reprovação desceu dois pontos de 15 para 13 por cento - a média nacional subiu de 100 para 108 pontos.

O exame nacional mais concorrido foi o de Português (639) com 66.958 provas realizadas e cuja média nacional desceu de 111 para 101 pontos, subindo a percentagem de alunos reprovados de quatro para seis por cento.

Houve uma subida das médias nacionais em dez disciplinas - de destacar os 146 pontos de média a Português Língua não materna (839) -, onze cadeiras viram as suas notas descer. Entre os dois novos exames introduzidos - Alemão (801) e Espanhol (847), com 168 e 123 pontos respectivamente, os alunos auto-propostos fizeram subir a média nacional, uma situação mais rara porque, de maneira global, o valor da média do total destes alunos situa-se entre o 0,1 e o 1 valor abaixo dos resultados alcançados pelos alunos internos.

Segundo o Ministério da Educação a 1.ª fase dos exames "decorreu com total normalidade, à semelhança do que se tem verificado em anos anteriores". As classificações "consolidam uma tendência de estabilidade dos resultados". Ao todo foram avaliadas 24 disciplinas e foram realizadas 264.581 provas menos 1600 testes do que no ano anterior.


Fonte: http://www.publico.pt/Educação/um-quarto-dos-alunos-reprovou-a-fisica-e-quimica-a_1445833

Para consultarem os dados a nível nacional cliquem aqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010


Uma imagem muito linda e colorida num dia especialmente quente...

Ridley Scott vai produzir filme com vídeos do Youtube

Os cineastas Ridley Scott ("Alien", Blade Runner", "Gladiador") e Kevin MacDonald ("O Último Rei da Escócia") vão realizar uma longa-metragem a partir de vídeos enviados por utilizadores do Youtube. O desafio lançado aos utilizadores do site de partilha é filmar um momento da vida de cada um no próximo dia 24, para deixar um registo de como era a vida neste dia, em 2010. Todos os vencedores terão os seus nomes nos créditos finais e 20 deles estarão presentes no festival de cinema independente Sundance, em Janeiro do próximo ano, no estado norte-americano do Utah.

Fonte: Público

Links:
- Página no Youtube do projecto "Life in a Day"


Cuidados a ter em dias de calor extremo


A Direcção-Geral da Saúde (DGS) decidiu passar para o alerta máximo (vermelho) os distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja, devido às elevadas temperaturas que se têm feito sentir nos últimos dias e que se devem prolongar até sábado, segundo o Instituto de Meteorologia.

O alerta vermelho accionado para o dia de hoje significa que os cuidados devem ser redobrados, porque as "temperaturas muito elevadas podem trazer graves problemas para a saúde". Nos restantes distritos mantém-se o alerta amarelo e o Porto e Viana do Castelo continuam com o verde.

Se a previsão se mantiver, possivelmente esta semana será classificada tecnicamente como uma onda de calor em vários pontos do país.


Cuidados com o calor

Alimentação


Beber mais água e sumos
Evitar bebidas alcoólicas, com gás ou com açúcar
Oferecer água a idosos, crianças e doentes
Refeições leves e mais frequentes
Consultar o médico caso faça dietas com pouco sal ou com restrições de líquidos


Corpo

Em casa

Roupa leve
Evitar esforço físico
Viajar de carro em horas de menor calor
Animais e pessoas não devem permanecer no carro ao sol
Passar parte do dia em ambientes com ar condicionado
Duche de água tépida ou fria nos períodos de maior calor
Manter o ar circulante
Correr persianas ou portadas
Menos roupa de cama

Na praia

Óculos de sol
Protector solar
Evitar exposição solar entre as 11h e as 17h
Idosos e bebés pequenos não devem expor-se ao sol

Linha Saúde 24: 808 24 24 24

Fontes:Direcção-Geral de Saúde, Inst. Meteorologia, Protecção Civil e Público

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lou Reed - A Walk on the Wild Side"

Lou Reed e a sua canção de sempre "A Walk on the Wild Side", que nos leva para o lado rebelde da vida.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Muse - Starlight

De regresso ao Muse com Starlight.

sábado, 26 de junho de 2010

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio


Acabar com a extrema pobreza e a fome, promover a igualdade entre os sexos, erradicar doenças que matam milhões e fomentar novas bases para o desenvolvimento sustentável dos povos são algumas dos oito objectivos da ONU apresentadas na Declaração do Milénio, e que se pretendem alcançar até 2015.

As Metas de Desenvolvimento do Milénio (ODM) surgem da Declaração do Milénio das Nações Unidas, adotada pelos 191 estados membros no dia 8 de setembro de 2000. Criada num esforço para sintetizar acordos internacionais alcançados em várias cimeiras mundiais ao longo dos anos 90 (sobre meio ambiente e desenvolvimento, direitos das mulheres, desenvolvimento social, racismo, etc.), a Declaração traz uma série de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, segundo os indicadores quantitativos que os acompanham, deverão melhorar o destino da humanidade neste século.

Os Objectivos do Milénio têm sido discutidos, elaborados e expandidos globalmente e dentro de muitos países. Entidades governamentais, empresariais e da sociedade civil estão a procurar formas de inserir a busca por esses Objectivos nas suas próprias estratégias. O esforço no sentido de incluir vários desses Objectivos do Milénio nas agendas internacionais, nacionais e locais de Direitos Humanos, por exemplo, é uma forma criativa e inovadora de valorizar e levar adiante a iniciativa.

Concretas e mensuráveis, os 8 Objectivos – com seus 18 objetivos e 48 indicadores – podem ser acompanhados por todos em cada país; os avanços podem ser comparados e avaliados em escalas nacional, regional e global; e os resultados podem ser cobrados pelos povos de seus representantes, sendo que ambos devem colaborar para alcançar os compromissos assumidos em 2000. Também servem de exemplo e alavanca para a elaboração de formas complementares, mais amplas e até sistémicas, para a busca de soluções adaptadas às condições e potencialidades de cada sociedade.

Objectivo 1 - Erradicar a pobreza extrema e a fome
Um bilião e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a 1 dólar PPC por dia – dólares medidos pela paridade do poder de compra de cada moeda nacional. Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos 43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses lugares há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que – por falta de oportunidades como emprego e rendimento – não consomem e passam fome. O Brasil é um exemplo de sucesso, com dez anos de antecedência, conseguiu cumprir a meta.

Objectivo 2 - Atingir o ensino básico universal
Cento e treze milhões de crianças estão fora da escola no mundo. Mas há exemplos viáveis de que é possível diminuir o problema – como na Índia, que se comprometeu a ter 95% das crianças a frequentar a escola já em 2005. A partir da matrícula dessas crianças ainda poderá levar algum tempo para aumentar o número de alunos que completam o ciclo básico, mas o resultado serão adultos alfabetizados e capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais.

Objectivo 3 - Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as desigualdades entre meninos e meninas no acesso à escolarização formal é a base para capacitá-las a ocuparem papéis cada vez mais activos na economia e política de seus países.

1. Realizar um evento que vise combater a violência contra a mulher, informando quais instituições actuam no apoio às vítimas de violência.
2. Promover uma actividade (desportiva/cultural) em prol da melhoria da auto-estima das mulheres, promovendo a valorização e o respeito em todas as fases do seu ciclo de vida (infância, adolescência, gravidez, maternidade, menopausa e velhice).
3. Fazer uma campanha de combate a produtos, serviços e lojas que exploram o corpo da mulher nas suas propagandas e comunicações, fortalecendo o senso crítico da sociedade.
4. Promover uma campanha para estimular e encorajar as jovens a buscarem o seu desenvolvimento socioeconómico, por meio da educação e do trabalho.
5. Organizar um fórum de discussão, em parceria com o Conselho Comunitário e a Delegacia da Mulher, para esclarecer a população sobre os serviços públicos em defesa da mulher e a legislação actual.
6. Fazer um levantamento das diversas ONGs e de todos os serviços públicos voltados às necessidades das mulheres e divulgar essas informações em pontos de grande circulação ou por meio de visitas domiciliares.
7. Promover uma palestra (preferencialmente proferida por um homem) para sensibilizar os homens quanto à divisão de tarefas domésticas, paternidade responsável e intolerância para toda forma de violência contra mulheres e crianças.

Objectivo 4 - Reduzir a mortalidade infantil
Todos os anos onze milhões de bebés morrem de causas diversas. É um número escandaloso, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam 15 milhões. Os indicadores de mortalidade infantil falam por si, mas o caminho para se atingir o objectivo dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas – dirigidos não só às crianças mas à suas famílias e comunidades também.

Objectivo 5 - Melhorar a saúde materna
Nos países pobres e em desenvolvimento, as carências no campo da saúde reprodutiva levam a que a cada 48 partos uma mãe morra. A redução dramática da mortalidade materna é um objectivo que não será alcançado a não ser no contexto da promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. O acesso a meios que garantam direitos de saúde reprodutiva e a presença de pessoal qualificado na hora do parto serão portanto o reflexo do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública.

Objectivo 6 - Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e ameaçando qualquer possibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que podemos deter a expansão do HIV. Seja no caso da SIDA, seja no caso de outras doenças que ameaçam acima de tudo as populações mais pobres e vulneráveis como a malária, a tuberculose e outras, parar a sua expansão e depois reduzir a sua incidência dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação, aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reprodução das doenças.

Objectivo 7 - Garantir a sustentabilidade ambiental
Um bilião de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase um bilião de pessoas ganharam esse acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois factores ambientais chaves para a qualidade da vida humana, e fazem parte de um amplo leque de recursos e serviços naturais que compõem o nosso meio ambiente – clima, florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade – e de cuja protecção dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta. Os indicadores identificados para esta meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera pública. Sem a adopção de políticas e programas ambientais, nada se conserva adequadamente, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio meio.

Objectivo 8 - Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar os seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução da dívida externa de muitos países pobres muito endividados.

Os objectivos levantados para atingir esta Meta levam em conta uma série de factores estruturais que limitam o potencial para o desenvolvimento – em qualquer sentido que seja – da imensa maioria dos países do sul do planeta. Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro não apenas para países mais abastados e grandes empresas, mas para a concorrência verdadeiramente livre de todos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Metas_de_desenvolvimento_do_mil%C3%AAnio


Pobreza extrema tem diminuído mas Objectivos do Milénio ainda são miragem


Avaliação feita antes das cimeiras do G8 e do G20 deste fim-de-semana mostra progressos, mas confirma que em áreas como a saúde materna e a mortalidade infantil há muito por fazer.

Mesmo com as crises alimentar e económica, que provocou sérios danos no emprego, o mundo está a avançar na concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Mas esse progresso é lento e para que as metas sejam alcançadas até 2015 os países devem acentuar os seus esforços, indica um relatório das Nações Unidas.

O documento, divulgado esta semana, em vésperas das cimeiras do G8 e do G20, que reúnem as principais economias do planeta este fim-de-semana em Toronto, no Canadá, indica que a pobreza extrema diminuiu, o combate a doenças como o HIV/sida e a malária tem dado frutos, o acesso a água potável aumentou e há avanços na escolarização básica, designadamente em África.

Só que noutras áreas críticas, como a saúde materna, a mortalidade infantil e o acesso a saneamento básico, é preciso percorrer um longo caminho para manter a esperança de alcançar os ODM - fixados há dez anos com a intenção de lutar contra a pobreza extrema e reduzir as suas consequências em domínios como a fome, a saúde e a educação.

"A pobreza extrema caiu de 46 por cento em 1990 para 27 por cento, e deve baixar para 15 por cento em 2015, em grande parte devido aos avanços na China, Ásia do Sul e Sudeste da Ásia", referem as Nações Unidas. Os 15 por cento desejados significariam, ainda assim, que 920 milhões de pessoas estariam nessa altura a viver abaixo do limiar de pobreza fixado em 1,25 dólares por dia (à volta de um euro). Apesar da evolução, o relatório reconhece que a fome e a má nutrição estão a crescer em regiões como a Ásia do Sul e que persiste o fosso entre ricos e pobres e comunidades urbanas e rurais que torna o mundo desigual.

No caso da mortalidade infantil, os avanços, quantificados numa redução de 28 por cento entre 1990 e 2008, para 72 mortes por mil nascimentos, são muito limitados. A distância a percorrer para atingir a meta de diminuição de 66 por cento é ainda muito grande. Só em 2008, segundo os dados das Nações Unidas, morreram 8,8 milhões de crianças com menos de cinco anos.

Nas regiões pouco desenvolvidas, menos de metade das mulheres têm acesso a cuidados médicos durante a gravidez. Para que as metas em matéria de mortalidade na gravidez sejam cumpridas será necessário, segundo cálculos avançados pela AFP, uma diminuição anual de 5,5 por cento até 2015. Só desse modo se chegaria ao objectivo de redução de 75 por cento face a 1990.

Raparigas pior

Nos países mais pobres, as raparigas continuam a não ter as mesmas oportunidades que os rapazes, especialmente na educação - a possibilidade de não frequentarem a escola é quatro vezes menor.

O relatório "de progresso", o último antes da cimeira que a 21 e 22 de Setembro deve reunir em Nova Iorque cerca de uma centena de chefes de Estado, cita também estimativas do Banco Mundial que sugerem que a crise terá lançado 50 milhões de pessoas na pobreza extrema em 2009 e que os números crescerão este ano, principalmente na África subsariana e no Leste e Sudeste asiático. O número de pessoas com fome permanece, tal como em 2009, acima dos mil milhões.

"A incerteza económica não pode ser desculpa para atrasar os esforços de desenvolvimento", disse o secretário-geral das Nações Unidas. "É uma razão para os acentuar. Investindo nos ODM, investimos no crescimento económico global", acrescentou Ban Ki-moon, que defende a concentração de esforços dos líderes internacionais em várias frentes: criação de emprego, estímulo do crescimento económico, aposta na segurança alimentar, promoção de energia limpa e reforço das parcerias entre países ricos e pobres para ajudar à evolução dos menos desenvolvidos.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/pobreza-extrema-tem-diminuido-mas-objectivos-do-milenio-ainda-sao-miragem_1443778

Stand By Me | Playing For Change | Song Around the World


O Vídeoclip que se segue é um cover do clássico de Ben E. King interpretado por músicos de diversos pontos do mundo, tendo cada um contribuído, a partir das ruas das suas localidade, com uma pequena parte para o conjunto da canção. Este videoclip faz parte de um projecto internacional Playing For Change.

Playing for Change é um movimento multimédia criado para inspirar, conectar-se, e trazer a paz ao mundo através da música. A ideia para este projecto surgiu de uma crença comum de que a música tem o poder de quebrar barreiras e ultrapassar as distâncias entre as pessoas. Não importa se as pessoas vêm de diferentes origens geográficas, políticas, económicas, espirituais ou ideológicas, a música tem o poder universal de transcender e unir-nos como uma só raça humana. E com esta verdade firmemente fixada nas nossas mentes, estaremos disponíveis para compartilhá-la com o mundo.

Site do movimento: http://playingforchange.com/



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tornados e relâmpagos

Mostro-lhes de seguida três vídeos da National Geographic sobre tornados. O primeiro é uma montagem de diferentes tornados e o segundo e o terceiro mostram os incríveis caçadores de tornados em acção arriscando a sua vida para sentirem as emoções fortes de estarem o mais próximo possível dos tornados. O terceiro vídeo dá um especial realce aos relâmpagos, que acompanham muito frequentemente os tornados. São imagens impressionantes que mostram como a natureza pode ser ao mesmo tempo bela e tão perigosa.





quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Fundo da Linha

O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta, porém, continua amplamente inexplorado. Quanto mais desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão único este mundo estranho realmente é. No etanto a actividade piscatória está a pôr em causa os ecossistemas dos fundos marinhos. Vejam este vídeo muito preocupante da Greenpeace.



terça-feira, 22 de junho de 2010

Exame de Geografia A 2010 - 1ª Fase

Hoje decorreu a o exame de Geografia A (10º/11º ano) da 1ª Fase. O exame, na minha opinião, sendo menos difícil do que o do ano lectivo anterior (1ª Fase), especialmente na parte referente às questões de escolha múltipla, não deixou de apresentar bastantes dificuldades aos alunos.

O grupo V estruturado a partir da figura 5, que reproduz uma carta sinóptica, pode criar alguma dificuldade de análise visto que o nosso país encontra-se, na figura, praticamente à mesma distância de um centro de baixas pressões e de um centro de altas pressões. Ainda que a imagem de satélite da figura 6 mostre um país sem nuvens (o que permite associar a situação meteorológica a um centro de altas pressões), a grande proximidade de um centro de baixas pressões do sul do país pode causar nos alunos alguma confusão na interpretação da pergunta 1 do mesmo grupo. É pena que não escolham para os exames imagens de situações barométricas mais evidentes.

Também estranhei a pergunta 3 do grupo V em que se pede para os alunos referirem as "duas condições meteorológicas que, além da temperatura baixa, proporcionam a formação de geada". Penso que a formação de geada não é propriamente um conteúdo destacado pelo programa da disciplina. A maioria dos professores de Geografia A abordam o fenómeno da geada de um modo superficial, não me parecendo muito adequado o destaque dado pelo exame ao assunto.

A pergunta 1 do grupo VI também deixa-me algumas reticências.

De seguida podem conhecer a prova e os respectivos critérios de classificação.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Finalmente chegou o verão!...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Exames de Geografia - provas e critérios de classificação de 2006 a 2009

Para ajudar os alunos que se preparam para fazer o exame de Geografia A, fiz uma compilação de links que permitirão aos alunos aceder a todas as provas e respectivos critérios de classificação desde 2006 até 2009, incluíndo a primeira e a segunda fase em cada ano.

Até aos exames de 2007, o link dá acesso simultaneamente à prova e aos critérios de classificação. A partir de 2008, têm que clicar separadamente os links que dão acesso exclusivamente ou à prova ou aos critérios de classificação. Espero que vos seja útil.

Tenham muito cuidado com as questões de escolha múltipla que são, normalmente, as mais difíceis e valem no total 10 valores (5 pontos x 20 perguntas).

Desejo a todos um bom trabalho e bons resultados nos exames, especialmente para os meus alunos do 11ªG da ESRT. Não me deixem ficar mal. OK.?

2006 (1ª fase)

2o06 (2ª fase)

2007 (1ª fase)

2007 (2ª fase)

2008 (1ª fase) Prova critérios

2008 (2ª fase) Prova critérios

2009 (1ª Fase) Prova critérios

2009 (2ª fase) Prova critérios

A Maior Flor do Mundo - um conto para crianças de José Saramago

No dia em que faleceu José Saramago, o primeiro e único (até agora) escritor português galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, fica aqui a minha homenagem ao grande escritor com um pequeno vídeo de animação denominado de "A maior Flor do Mundo", baseado num conto para crianças escrito por Saramago e com uma temática profundamente ambientalista.

AguaViva - Poetas Andaluces de ahora

"Poetas Andaluces de ahora" é uma canção emblemática de 1975 dos Aguaviva, um dos melhores grupos de folk espanhol de sempre, criada a partir de um poema de Rafael Alberti. No video aparecem fotos de alguns poetas que recitan o poema (Juan de Loxa, Rafael Ballesteros, Fernando Merlo e, naturalmente, Rafael Alberti).



Balada para los poetas Andaluces de hoy

¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.

¿Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quién mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?

Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.


Rafael Alberti

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Manarola, Italia

Fonte: National Geographic

Manarola fica na costa italiana conhecida por Cinque Terre. É muito bonita!

Consumption - consumismo vs consumerismo

O vídeo que se segue (Consumption) constitui um alerta para os excessos do consumismo. Comprem de uma forma inteligente (consumerismo); não comprem marcas; não comprem aquilo de que não precisam. Consumismo vs consumerismo.

Recordando Steven Biko (1946 - 1977)


Ainda a propósito do Campeonato do Mundo de Futebol que se está a realizar na República da África do Sul, queria recordar a figura do sul africano Steven Biko (18 de dezembro de 1946 - 12 de setembro de 1977) que foi um conhecido activista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.

Em 6 de setembro de 1977 foi preso num bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu um grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi transportado num veículo da polícia para outra prisão. Biko morreu durante o trajecto e a polícia alegou que a morte se tinha devido a uma "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".

Em 7 de outubro de 2003, as autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policiais envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos actos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por lesão corporal seguida de morte, mas como os factos ocorreram em 1977, tal crime teria prescrito (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.

Recordo que nessa época a África do Sul tinha um sistema político e social denominado de Apartheid ("separação" em africânder) baseado na segregação racial adoptado legalmente em 1948 pelo Partido Nacional na África do Sul segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 foram realizadas eleições livres.

O apartheid foi implementado por lei. As restrições a seguir não eram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei.

Os não-brancos eram excluídos do governo nacional e não podiam votar, excepto em eleições para instituições segregadas que não tinham qualquer poder.

Aos negros eram proibidos diversos empregos, sendo-lhes também vetado empregar brancos. Não-brancos não podiam manter negócios ou práticas profissionais em quaisquer áreas designadas somente para brancos. Os centros das grandes cidades e praticamente todas as regiões comerciais estavam dentro dessas áreas. Os negros, sendo um contingente de 70% da população, foram excluídos de tudo, menos numa pequena proporção do país, a não ser que eles tivessem um passe, o que era impossível, para a maioria, conseguir. A implementação desta política resultou no confisco da propriedade e remoção forçada de milhões de negros. Um passe só era dado a quem tinha trabalho aprovado; esposas e crianças tinham que ser deixadas para trás. Esse passe era emitido por um magistério distrital confinando os (negros) que o possuíam àquela área apenas. Não ter um passe válido levava à prisão imediata, julgamento sumário e "deportação" da "pátria".

A terra conferida aos negros era tipicamente muito pobre, impossibilitada de prover recursos à população forçada a ela. As áreas de negros raramente tinham saneamento ou eletricidade.

Os hospitais eram segregados, sendo os destinados a brancos capazes de fazer frente a qualquer um do mundo ocidental e os destinados a negros, comparativamente, tinham séria falta de pessoal e fundos e eram, de longe, limitados em número. As ambulâncias eram segregadas, forçando com que a raça da pessoa fosse corretamente identificada quando essas eram chamadas. Uma ambulância "branca" não levaria um negro ao hospital. Ambulâncias para negros tipicamente continham pouco ou nenhum equipamento médico.

Nos anos 1970 a educação de cada criança negra custava ao Estado apenas um décimo de cada criança branca. O Ensino superior era praticamente impossível para a maioria dos negros: as poucas universidades de alta qualidade eram reservadas para brancos. Além disso, a educação provida aos negros era deliberadamente não designada para prepará-los para a universidade, e sim para os trabalhos braçais disponíveis para eles.

Comboios e autocarros eram segregados. Além disso, os comboios para brancos não tinham carruagens de terceira classe, enquanto os comboios para negros eram superlotados e apresentavam apenas carruagens de terceira classe. Autocarros de negros paravam apenas em paragens de negros e os de brancos, nas de brancos.

As praias eram racialmente segregadas, com a maioria (incluindo todas as melhores) reservadas para brancos.

As piscinas públicas e bibliotecas eram racialmente segregadas mas praticamente não havia piscinas ou bibliotecas para negros. Quase não havia parques, cinemas, recintos desportivos ou quaisquer infra-estruturas a não ser postos policiais nas áreas negras. Os bancos dos parques eram marcados "Apenas para europeus".

O sexo inter-racial era proibido. Os policias negros não tinham permissão para prender brancos. Os negros não tinham autorização para comprar a maioria das bebidas alcoólicas.

Os cinemas nas áreas brancas não tinham permissão para aceitar negros. Restaurantes e hotéis não tinham permissão para aceitar negros, a não ser como funcionários.

Tornar-se membro de sindicatos não era permitido aos negros até os anos 1980, e qualquer sindicato "político" era banido. As greves eram banidas e severamente reprimidas. Os negros pagavam impostos sobre um rendimento baixo do nível de 30 randes (Rand, a moeda oficial na África do Sul) ao mês, o limite de isenção dos brancos era muito mais alto.

O apartheid perverteu a cultura Sul-Africana, assim como as suas leis. Um branco que entrasse em uma loja seria atendido primeiro, à frente de negros que já estavam na fila, independente da idade ou qualquer outro factor. Até os anos 1980, dos negros sempre se esperaria que descessem da calçada para dar passagem a qualquer pedestre branco. Um menino branco seria chamado de "klein baas" (pequeno patrão) talvez com um sorriso amarelo por um negro; um negro adulto deveria ser chamado de "garoto", na sua cara, por brancos.


A morte de Steven Biko constitui um símbolo da luta contra a descriminação racial. Em 1980 o cantor inglês Peter Gabriel (ex-vocalista dos Genesis) no seu terceiro álbum a solo criou uma canção dedicada a Steven Biko denominada de "Biko", uma canção muito forte de protesto contra a descriminação racial, sem dúvida uma das canções da minha vida. Fiquem com esta belíssima canção num videoclip muito bom.

Fonte: Wikipédia


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Músicas da África do Sul: Miriam Makeba, Ladysmith Black Mambazo e Miriam Makeba

No dia em que o Mundial de Futebol dá o seu pontapé de saída, partilho convosco uma pequena selecção de músicas oriundas da África do Sul. Fiquem, sucessivamente, com os Ladysmith Black Mambazo (Homeless), Vusi Mahlasela (Miyela Afrika) e a grande Miriam Makeba (Pata Pata). Esta última canção já passou por este blogue no ano passado.