segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Professora é Brava

Hoje gostaria de partilhar convosco um artigo fantástico do jornalista João Miguel Tavares, publicado no jornal Correio da Manhã em 31 Outubro de 2010. Muito interessante para todos reflectirmos, professores, alunos e pais.


Eu ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente a nova professora da minha filha mais velha, mas já gosto dela por antecipação. Três dias depois de ter entrado para a primária, a Carolina declarou solenemente: "A minha professora é brava". Brava?!?, perguntei eu. "Sim, brava. Ela não me deixa espreguiçar, ela não me deixa bochechar [a Carolina queria dizer ‘bocejar’], ela não me deixa beber água [a Carolina queria dizer ‘ela não me deixa interromper a aula para fazer o que me apetece’]. É muito brava".

Eu, que estava com algum receio de colocar a Carolina no ensino público, respirei de alívio. "Ufa, parece que lhe saiu a professora certa", comentei com a minha excelentíssima esposa. Receava que lhe tivesse calhado alguém que falasse com ela como a ministra Isabel Alçada falou connosco no famoso vídeo de início do ano lectivo: como se o nosso cérebro estivesse morto e todo o acto de aprendizagem tivesse de ser um desmesurado prazer.

A Carolina vinha de um infantário fantástico, que tem feito maravilhas pelos nossos filhos, mas onde era mais mimada do que o menino Jesus no presépio. Ora, chega uma fase na vida em que as crianças têm de perceber o que significa a disciplina, o esforço, a organização, o silêncio, o saber estar numa sala de aula, e toda uma vasta parafernália de actividades que não são tão agradáveis como comer Calippos de morango ou gerir o guarda-roupa das Pollys – mas que ainda assim são essenciais para viver em sociedade.

A minha filha está na idade certa para aprender que tem a obrigação de gastar 20 minutos diários a fazer o trabalho de casa. Para perceber que uma irmã mais velha tem mais privilégios mas também mais deveres do que os seus irmãos. Para compreender que com muito poder vem muita responsabilidade (sábias palavras do tio do Homem-Aranha). É essencial que estes valores – que atribuem o devido mérito à liberdade e ao esforço individual – estejam alinhados entre a casa e a escola.

Isso nem sempre acontece. A nossa escola passou num piscar de olhos da palmada no rabo à palmadinha nas costas. Ninguém tem saudades da palmatória, mas quando perguntam aos pais o que eles mais desejam para a escola dos seus filhos, a resposta costuma ser esta: regras claras e maior exigência. Os professores bravos fazem muita falta. Hoje a Carolina protesta. Amanhã irá agradecer-lhe.

João Miguel Tavares, Correio da Manhã, 31 Outubro de 2010

sábado, 6 de novembro de 2010

Atenção ao Metro que vai chegar a Rio Tinto a partir de 8 de Setembro - início de testes - cuidados a ter

A Cidade de Rio Tinto e os seus cidadãos, estão a poucos dias de ver um sonho tornar-se realidade: a chegada do Metro!

Durante a próxima semana, iniciar-se-ão os primeiros testes com veículos em circulação na linha F (laranja) cujo percurso tem vários quilómetros na Cidade de Rio Tinto.

Trata-se de um novo elemento em circulação, que exige por isso redobrados cuidados, quer para peões, quer para condutores. Recomenda-se por isso todo o cuidado e sugerere-se a leitura das recomendações emitidas pela Metro do Porto.

Leia aqui as Recomendações .

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Portugal desce seis lugares no Índice de Desenvolvimento Humano para o 40.º lugar


A situação económica de Portugal vai de mal a pior!

Portugal desceu seis posições, para o 40.º lugar, no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2010 do relatório das Nações Unidas que avalia o bem-estar das populações de 169 países.

O IDH de Portugal é metade do da Espanha. O país também é o país com a mais baixa média de anos de escolaridade no conjunto dos 27 países da União Europeia.
De acordo com o levantamento da ONU, o país com maior IDH é a Noruega, que está no topo da lista.

O relatório, com periodicidade anual, os países são divididos em quatro grupos em termos de desenvolvimento humano, designadamente, muito elevado, elevado, médio e baixo.

Portugal está no primeiro grupo (IDH muito elevado), integrado por 42 países. Neste grupo, abaixo de Portugal só estão a Polónia e Barbados. A Espanha ocupa neste grupo o 20.º lugar.

Se a comparação for feita entre os 27 países da União Europeia, atrás de Portugal estão a Polónia (41.º lugar no ranking mundial), Letónia (48.º lugar) Roménia (50.º) e Bulgária (58.º).

O IDH tem por critérios-base, para perceber o bem-estar de uma população, a expectativa de vida ao nascer, riqueza e educação.

A esperança de vida em Portugal, ao nascer, é de 79,1 anos, menos dois do que os espanhóis e menos três que os japoneses, que têm uma esperança de vida de 83,2 anos. A média mundial é de 69,3 anos.

Já a média de escolaridade em Portugal é de oito anos, face a dez anos na Espanha ou a 12,6 anos na Noruega.

No conjunto da União Europeia (27 países), Portugal ainda é o país com a mais baixa média de anos de escolaridade. A Polónia, que está em 41.º lugar do ranking mundial, tem uma média de 10 anos, a Letónia (48.º lugar no ranking) tem uma média de 10,4 anos, a Roménia (50.º) de 10,6 anos e a Bulgária (58.º) de 9,9 anos.

Quanto ao Rendimento Nacional Bruto per capita em Portugal é de 15.7347 euros (22.105 dólares), o que corresponde a metade do rendimento per capita na Noruega, que é de 58.810 dólares.

Mostro de seguida a lista dos 42 países com maior IDH. Recordo que o IDH varia de 0 a 1.

1 Noruega 0.938
2 Australia 0.937
3 Nova Zelândia 0.907
4 EUA 0.902
5 Irlanda 0.895
6 Liechtenstein 0.891
7 Holanda 0.890
8 Canadá 0.888
9 Suécia 0.885
11 Japão 0.884
12 Coreia do Sul 0.877
13 Suiça0.874
14 França 0.872
15 Israel 0.872
16 Finlândia 0.871
17 Islândia 0.869
18 Belgica 0.867
19 Dinamarca 0.866
20 Espanha 0.863
21 Hong Kong, China (SAR) 0.862
22 Grécia 0.855
23 Italia 0.854
24 Luxemburgo 0.852
25 Áustria 0.851
26 Reino Unido 0.849
27 Singapura 0.846
28 República Checa 0.841
29 Eslovénia 0.828
30 Andorra 0.824
31 Eslováquia 0.818
32 Emirados Árabes Unidos 0.815
33 Malta 0.815
34 Estónia 0.812
35 Chipre 0.810
36 Hungria 0.805
37 Brunei  0.805
38 Qatar 0.803
39 Bahrain 0.801
40 Portugal 0.795
41 Polónia 0.795
42 Barbados 0.788

Para conhecerem a ranking do IDH cliquem aqui. O Relatório pode ser visto na sua íntegra aqui (versão em língua inglesa).

Fonte: Portugal Digital e PNUD


Estrutura vertical da atmosfera


Troposfera – é a camada da atmosfera a partir da superfície do globo e, como tal, a única que contacta com a mesma. A sua espessura média é de cerca de 11 Km a 12 Km. A espessura máxima atinge-se sobre o Equador (16 a 18 Km), e a mínima regista-se nos pólos (6 a 9 Km). O achatamento nos pólos deve-se à contracção do ar provocada pelas baixas temperaturas e ao efeito da força centrífuga resultante do movimento de rotação da Terra. Nesta camada a temperatura tende a decrescer à medida que subimos em altitude, atingindo no seu limite superior os – 600 C. Em regra, o gradiente de decréscimo é de cerca de 6,5 graus por cada quilómetro. À medida que aumenta a altitude, diminuem os gases de concentração variável (dióxido de carbono, vapor de água) e as partículas sólidas que são os principais retentores da radiação solar e, sobretudo, da radiação terrestre. A diminuição da temperatura deve-se ao facto de o calor proveniente da radiação terrestre ser mais facilmente transferido na parte inferior desta camada onde o ar é mais denso. É na troposfera que ocorrem os fenómenos meteorológicos mais frequentes (nuvens, precipitação, trovoada, etc.). O seu limite superior é muito irregular, recebendo a denominação de tropopausa.

Estratosfera – é a camada da atmosfera imediatamente a seguir à troposfera, indo desde a tropopausa, ou seja, dos 11, 12 Km de altitude (sensivelmente) até cerca dos 50 Km de altitude. Nesta camada, a temperatura apresenta-se constante (-600 C) até aos 20, 25 km de altitude – camada isotérmica; a partir desta altitude, a temperatura aumenta ligeiramente até aos 32 km e depois de uma forma mais rápida – camada quente –, porque esta camada aquece a partir do topo, alcançando o máximo a cerca dos 50 Km (40 C), devido à forte concentração de ozono (O3), cujo papel principal é de funcionar como filtro protector contra aos raios ultravioletas. É na baixa estratosfera que existem duas faixas de ventos horizontais (uma no hemisfério Norte e outra no hemisfério Sul), muito fortes, entre os 100 e os 250 km – Jet Stream (corrente de jacto) – e deslocam-se no sentido do movimento de rotação da Terra (de Oeste para Este). A estratosfera é mais espessa sobre as regiões polares e menos espessa, ou mesmo inexistente, sobre o Equador. O topo desta camada designa-se por estratopausa.

Mesosfera – é a camada imediatamente acima da estratosfera, situando-se entre os 50 Km e os 80 Km de altitude. Do ponto de vista térmico, a mesosfera caracteriza-se pelo decréscimo da temperatura com o aumento da altitude, tendo, consequentemente, um comportamento semelhante ao da troposfera. O limite superior desta camada é chamado de mesopausa, onde se atingem cerca de –90º C. É nesta camada que se volatilizam as estrelas cadentes, os meteoritos e os fragmentos de satélites artificiais.

Termosfera – à mesosfera segue-se a Termosfera, que se estende da mesopausa até cerca de 500 Km a 600 Km de altitude, e cujo limite superior se denomina de termopausa. Do ponto de vista térmico, a Termosfera caracteriza-se pelo aumento da temperatura com a altitude devido à absorção da radiação solar (a temperatura aumenta rapidamente com a altitude até onde a densidade das moléculas é tão pequena que se movem em trajectórias aleatórias, chocando-se raramente). A referida absorção, aliada à reduzida densidade do ar, contribui para o aumento da carga eléctrica (+ ou -) das partículas. O hidrogénio e o hélio, os gases predominantes acima dos 80 km, encontram-se, por isso, sob forma iónica, derivando deste facto o termo ionosfera para designar a camada atmosférica que abrange a parte superior da mesosfera e a termosfera. O maior agente de ionização da ionosfera, é o Sol, cuja radiação nas bandas de raio X, e ultravioleta, insere grande quantidade de electrões livres no seu meio. Os meteoritos e raios cósmicos também são responsáveis pela presença secundária de iões na região. A temperatura média da Termosfera é de 1.500°C, mas a densidade é tão pequena que a temperatura não é sentida normalmente. A densidade de gases da ionosfera é da ordem de, apenas, um bilionésimo da densidade da atmosfera ao nível do mar. É a camada onde ocorrem as auroras boreais e onde orbitam os vaivéns espaciais. Esta camada também protege-nos dos meteoritos e dos satélites obsoletos porque as suas temperaturas elevadas queimam quase todos os detritos que se aproximam da Terra. Devido à sua composição, reflecte ondas de rádio até aproximadamente 30 MHz.

Exosfera – é a camada mais externa da atmosfera da Terra e estende-se desde a termopausa até ao espaço exterior. Aqui, as partículas estão tão distantes que podem viajar centenas de quilómetros sem colidir umas com as outras. Uma vez que as partículas colidem raramente, a exosfera não se comporta como um fluido. Essas partículas que se movem livremente seguem trajectórias rectilíneas e podem migrar para dentro ou para fora desta camada ou da região de actuação do vento solar. A exosfera é composta principalmente de hidrogénio e hélio.

Não existe um limite definido entre o espaço exterior e a atmosfera. Presume-se que esta tenha cerca de mil quilómetros de espessura, 99% da densidade está concentrada nas camadas mais inferiores e cerca 75% da massa atmosférica está numa faixa de 11 km desde a superfície. À medida que se vai subindo, o ar vai-se tornando cada vez mais rarefeito, perdendo sua homogeneidade e composição. Na exosfera, zona em que foi definido o limite entre a atmosfera e o espaço interplanetário, algumas moléculas de gás acabam escapando à acção do campo gravitacional.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Sol e a Radiação Solar

A propósito do tema da "Radiação Solar", que estou a leccionar no 10º ano na disciplina de Geografia A, mostro de seguida um conjunto de vídeos alusivos ao tema. Espero que vos sejam úteis para a compreensão do funcionamento do sol e da radiação solar.







http://www.youtube.com/watch?v=2RTDV7XSrqo&feature=related

Radiação Solar from Erika Dorta on Vimeo.

Uma frase com 2064 anos ...

As boas vindas da T-Mobile aos passageiros da aeroporto Heathrow (Londres)

Mais um anúncio publicitário (este da responsabilidade da operadora de comunicações móveisT-Mobile) que mostra uma actuação de surpresa de um conjunto de cantores no aeroporto de Heathrow (Londres) a dar as boas vindas aos passageiros, sem recurso a instrumentos musicais. Este tipo de intervenções musicais ou de dança, de surpresa, em espaços públicos, nomeadamente em aeroportos, começa a ser habitual, mas tem sempre alguma graça.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

The National - Slow Show

De novo os The National e a inconfundível voz de Matt Berninger com Slow Show. O grupo foi formado em Cincinnati, Ohio (EUA) em 1999.

The National no MySpace Music: http://www.myspace.com/thenational


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Anúncio publicitário da HP - Pequena Serenata de Mozart

E agora, um video publicitário da HP muito criativo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Jogos didácticos de Geografia

Acabei de descobrir um site (http://edumed.no.sapo.pt/) de apoio aos alunos de Geografia. Para poderem treinar algumas das matérias de geografia A podem clicar nos seguintes links:

Jogo dos países da UE: http://edumed.no.sapo.pt/JogoPaiUE.htm (este jogo também interessa  aos alunos de Geografia C)

Jogo das Coordenadas Geográficas: http://edumed.no.sapo.pt/JogoCooGeo.htm


Jogo das escalas de Portugal: http://edumed.no.sapo.pt/JogoEscPor.htm


Jogo do Arquipélago dos Açores: http://edumed.no.sapo.pt/JogoArqAco.htm

Jogo do Arquipélago da Madeira: http://edumed.no.sapo.pt/JogoArqMad.htm

Jogo dos Círculos e Pólos: http://edumed.no.sapo.pt/JogoCirPol.htm


Também podem praticar exercícios relativos às Coordenadas geográficas no Quiz do site: http://www.percursos.net/caun6coordgeog.htm

Pratiquem para poderem melhorar os vossos resultados na disciplina.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Manifesto de Obama aos alunos norte-americanos

O Presidente norte-americano Barack Obama falou no ano passado aos alunos do seu país, em termos que nos devem levar a reflectir. Pais, alunos, professores, enfim, toda a comunidade educativa precisa de ler a mensagem. Passado um ano, transcrevo-a novamente. Eu sei que é muito longa mas é obrigatório a sua leitura.

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

Deixo à vossa reflexão os seguintes pontos:

 - O que é que acham do manifesto de Obama para os alunos americanos?

-  Quais são os objectivos que traçaram para os vossos estudos?

-  O que é que pensam fazer, no futuro, por vocês e pelo vosso país?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

The Waterboys - Red Army Blues

A propósito do tema da Guerra Fria, que foi recentemente leccionado em Geografia C, vou mostrar-lhes uma canção antiga dos Waterboys "Red Army Blues" (Blues do Exército Vermelho) em que é contada a triste história de um soldado soviético que na parte final da Segunda Guerra Mundial comete o "crime" de conhecer em Berlim um soldado americano (que afinal não era muito diferente dele) e que depois é deportado para a Sibéria para um "Gulag" (campo de concentração de presos políticos do período comunista da União Soviética) só pelo facto de ter tido um contacto com um ocidental!!!!
Eram os tempos da Guerra Fria e das relações muito tensas entre o bloco soviético (comunista) e o bloco ocidental pró-americano (capitalista) .



Para entenderem melhor a história da canção aqui ficam as respectivas letras:

When I left my home and my family
My mother said to me
Son, its not how many germans you kill that counts
Its how many people you set free

So I packed my bags
Brushed my cap
Walked out into the world
Seventeen years old
Never kissed a girl

Took the train to voronezh
That was as far as it would go
Changed my sacks for a uniform
Bit my lip against the snow
I prayed for mother russia
In the summer of 43
And as we drove the germans back
I really believed
That God was listening to me

We howled into berlin
Tore the smoking buildings down
Raised the red flag high
Burnt the reichstag brown
I saw my first american
And he looked a lot like me
He had the same kinda farmers face
Said hed come from some place called hazzard, tennessee

Then the war was over
My discharge papers came
Me and twenty hundred others
Went to stettiner for the train
Kiev! said the commissar
From there your own way home
But I never got to kiev
We never came by home
Train went north to the taiga
We were stripped and marched in file
Up the great siberian road
For miles and miles and miles and miles
Dressed in stripes and tatters
In a gulag left to die
All because comrade stalin was scared that
Wed become too westernized!

Used to love my country
Used to be so young
Used to believe that life was
The best song ever sung
I would have died for my country
In 1945
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
The brute will to survive!

Site de Mike Scott e dos Waterboys: http://www.mikescottwaterboys.com/

O Muro de Berlim

O Muro de Berlim foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: um que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e um outro que era constituído pelos países comunistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.

O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Para saberem mais sobre o Muro de Berlim consultem a Wikipédia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim

A crise dos mísseis de Cuba

O episódio conhecido como a crise dos mísseis de Cuba, ocorrido em Outubro de 1962, foi um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria.

A crise começou quando os soviéticos, em resposta a instalação de mísseis nucleares na Turquia em 1961 e à invasão de Cuba pelos estado-unidenses no mesmo ano, instalou mísseis nucleares em Cuba. Em 14 de Outubro, os Estados Unidos divulgaram fotos de um vôo secreto realizado sobre Cuba apontando cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Houve enorme tensão entre as duas super-potências pois uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um acto de guerra contra os Estados Unidos.

Nikita Kruschev, o Primeiro-ministro da URSS na época, afirmou que os mísseis nucleares eram apenas defensivos, e que tinham sido lá instalados para dissuadir uma outra tentativa de invasão da ilha, indignando assim ainda mais os americanos. Anteriormente, em 17 de abril de 1961 (logo após o vôo de Yuri Gagarin), o governo Kennedy já tinha tentado um fracassado desembarque na Baía dos Porcos (operação planeada pela CIA, que usou os refugiados da ditadura de Fulgêncio Batista como peões na fracassada tentativa de derrubar o regime cubano). Mas agora a situação era muito mais séria.

Nenhum presidente dos Estados Unidos poderia admitir a existência de mísseis nucleares daquela dimensão a escassos 150 quilómetros do seu território nacional. O presidente Kennedy acautelou Khruschev de que os EUA não teriam dúvidas em usar armas nucleares contra esta iniciativa russa. Ou desativavam os silos e retiravam os mísseis, ou a guerra seria inevitável.

Foram treze dias de suspense mundial devido ao medo de uma possível guerra nuclear, até que em 28 de Outubro Kruschev, após conseguir secretamente uma futura retirada dos mísseis norte-americanos da Turquia, concordou em remover os mísseis de Cuba.

Enquanto os EUA e a URSS negociavam, a população norte-americana tentava defender-se como podia. Nunca antes se tinha comprado tanto cimento e tijolo na história dos EUA depois que John Kennedy ter declarado a verdadeira gravidade da situação pela televisão. Milhares de chefes de família, aterrorizados, trataram de cavar nos seus pátios e jardins pequenos abrigos que possibilitassem a sobrevivência da sua família durante a possível guerra nuclear.

Na década de 1960, havia uma clara tendência para a proliferação dos arsenais nucleares. Por esta razão, e ainda sob o impacto da crise dos mísseis de Cuba, os Estados Unidos, a União Soviética e a Grã-Bretanha assinaram, em 1963, um acordo que proibia testes nucleares na atmosfera, no alto-mar e no espaço (assim, apenas testes subterrâneos poderiam ser legalmente realizados). Em 1968, as duas super-potências e outros 58 países aprovaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O objectivo desse acordo era tentar conter a corrida armamentista dentro de um certo limite, com ele, os países que já possuíam artefatos nucleares comprometiam-se a limitar seus arsenais e os países que não os possuiam ficavam proibidos de desenvolvê-los, mas poderiam requisitar dos primeiros tecnologia nuclear para fins pacíficos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_dos_m%C3%ADsseis_de_cuba

O Bloqueio de Berlim

O Bloqueio de Berlim (de 24 de junho de 1948 a 11 de maio de 1949) tornou-se uma das maiores crises da Guerra Fria, desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário à cidade de Berlim Ocidental. A crise arrefeceu ao ficar claro que a URSS não agiria para impedir a ponte aérea de alimentos e outros géneros organizada e operada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França.

Com o término da Segunda Guerra Mundial em 8 de maio de 1945, as tropas soviéticas e ocidentais (americanas, britânicas e francesas) encontravam-se espalhadas pela Europa, aquelas a leste, estas a oeste, formando uma linha divisória arbitrária no centro do continente. Na Conferência de Potsdam, os aliados acordaram dividir a Alemanha derrotada em quatro zonas de ocupação (conforme os princípios previamente definidos na Conferência de Ialta), conceito também aplicado a Berlim, que foi então partilhada em quatro setores. Como Berlim havia ficado bem no centro da zona de ocupação soviética da Alemanha (que viria a tornar-se a Alemanha Oriental), as zonas americana, britânica e francesa em Berlim encontravam-se cercadas por território ocupado pelo Exército Vermelho. Esta situação viria a ser um ponto focal das tensões que levariam à dissolução da aliança sovieto-ocidental formada na Segunda Guerra.

A URSS encerrou o bloqueio à 00h01 de 12 de maio de 1949. Contudo, a ponte aérea continuou a funcionar até 30 de setembro, pois os quatro países ocidentais preferiram criar um stock de suprimentos em Berlim Ocidental para o caso de novo bloqueio soviético.


A Doutrina Truman

No início de 1947, estava dado o passo inicial da política da Guerra Fria, quando os Estados Unidos decidiram substituir a Inglaterra no controlo da região do Mediterrâneo Oriental, principalmente na Grécia e na Turquia, contra o avanço soviético. A justificativa desse intervencionismo consta num discurso de Harry Truman ao Congresso Norte-americano:

"(...) O governo britânico informou-nos de que, em virtude das suas próprias dificuldades, não pode proporcionar por mais tempo a ajuda financeira ou económica que vinha prestando à Turquia. Somos o único país capaz de fornecê-la...
Os povos de certo número de países do mundo tiveram recentemente de aceitar regimes totalitários impostos, à força, contra a sua vontade. O governo dos Estados Unidos tem lavrado amiudados protestos contra a coerção e a intimidação, em flagrante desrespeito ao acordo de Yalta, na Polónia, na Roménia e na Bulgária. Devo também consignar que em certo número de outros países têm ocorrido factos semelhantes.
No momento actual da história do mundo quase todas as nações se vêem na contingência de escolher entre modos alternativos de vida. E a escolha, frequentemente, não é livre.
Um dos modos de vida baseia-se na vontade da maioria e distingue-se pelas instituições livres, pelo governo representativo, pelas eleições livres, pelas garantias de liberdade individual, pela liberdade de palavra e de religião, pela libertação da opressão política.
O segundo modo de vida baseia-se na vontade da minoria, imposta pela força à maioria. Escora-se no terror e na opressão, no controle da imprensa e do rádio, em eleições fixas e na supressão das liberdades pessoais.
Acredito que precisamos ajudar os povos livres a elaborar seus destinos à sua maneira. Acredito que a nossa ajuda deve ser dada, principalmente, através da assistência económica e financeira, essencial à estabilidade económica e aos processos ordenados...
Alem dos fundos, solicito ao Congresso que autorize o envio pessoal civil e militar à Turquia e à Grécia, a pedido desses países, a fim de assistir nas tarefas de reconstrução e com o propósito de supervisionar o emprego da assistência financeira e material que vier a ser fornecido...
Se fraquejarmos na nossa liderança, podemos pôr em perigo a paz do mundo – e poremos seguramente o bem-estar da nossa nação..."

Assim, estava lançada a base da Doutrina Truman. Segundo a qual a URSS apresentava um antagonismo inconciliável com o mundo capitalista, e a sua tendência expansionista só poderia ser contida mediante a hábil e vigente aplicação de uma contra força numa série de pontos geográficos e políticos em constante mudança correspondente às mudanças e manobras das políticas soviéticas. Pela Doutrina Truman, era necessário bloquear o expansionismo soviético ponto a ponto, país por país, em todos os lugares que eles se manifestasse.

De seguida podem visionar um vídeo sobre o discurso de Truman no Congresso norte-americano e que deu origem à chamada "Doutrina Truman".

A Guerra Fria

O vídeo que se segue, falado em castelhano, faz uma síntese do período da Guerra Fria. É muito interessante sobretudo para os alunos de Geografia C do 12º ano.

ONU: Portugal regressa ao Conselho de Segurança


Portugal foi eleito no passado dia 12 de Outubro, pela terceira vez, como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU. Este facto constitui um grande feito da diplomacia portuguesa. Esta será a terceira vez que Portugal tem assento no CS, depois de ter sido eleito para os biénios de 1979-80 e de 1997-98.

O Conselho de Segurança da ONU, para o qual Portugal foi eleito com 150 votos para um mandato de dois anos como membro não permanente, é o órgão responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais.

O Conselho de Segurança (CS) é composto por quinze membros: cinco permanentes com direito de veto - China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia - e dez não-permanentes.


A cada ano, em Outubro ou Novembro, são eleitos pela Assembleia-Geral cinco membros não-permanentes para mandatos de dois anos que se iniciam a 01 de janeiro seguinte. A cada um dos 192 países representados na Assembleia corresponde um voto.

Os membros não-permanentes, ou eleitos, distribuem-se por grupos regionais: África (3), América Latina e Caraíbas (2), Ásia (2), Europa Ocidental e Outros (2) e Europa de Leste (1). O grupo a que Portugal concorreu inclui, além dos países da Europa Ocidental, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia.

A presidência do CS é exercida rotativamente pelos seus 15 membros por períodos de um mês, seguindo a ordem alfabética dos países na língua inglesa.

A partir de 1 de janeiro o grupo dos dez membros não-permanentes passa a integrar: Brasil, Bósnia-Herzegovina, Gabão, Líbano e Nigéria, eleitos em outubro de 2009, e a África do Sul, Alemanha, Brasil, Índia e Portugal.
Fonte: Expresso

sábado, 16 de outubro de 2010

Cardiovascular Health - Cardiovascular Continuum

Este vídeo é fantástico, na medida que em que nos mostra de uma forma tão eficaz e em apenas 3 minutos e 40 segundos como podemos reduzir ou aumentar a nossa longevidade, em função das opções que tomamos no nosso dia-a-dia.Um filme sobre como tratamos o nosso coração. Não percam.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Setembro mais seco dos últimos 22 anos

Segundo o Instituto de Meteorologia, o mês de Setembro foi o mais seco dos últimos 22 anos, com uma anomalia de -31,5 mm, em relação ao respectivo valor normal de 1971-2000, o que classifica o mês como seco a extremamente seco em quase todo o território, com excepção do interior Norte e Centro que se classificou com normal.

No final do mês, praticamente todo o território, 91%, se encontrava em situação de seca meteorológica fraca a moderada, sendo que os restantes 8% se encontravam em situação de seca severa, afectando principalmente as regiões do litoral Norte e Centro.

Em termos de temperatura do ar, Setembro caracterizou-se por valores médios da temperatura do ar máxima e média superiores aos respectivos valores normais de 1971-2000, com anomalias de +1,2ºC e +0,7ºC, respectivamente. O valor médio da temperatura mínima do ar foi muito próximo do valor normal com uma anomalia de +0,1ºC.

Fonte: Instituto de Meteorologia