sábado, 26 de junho de 2010

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio


Acabar com a extrema pobreza e a fome, promover a igualdade entre os sexos, erradicar doenças que matam milhões e fomentar novas bases para o desenvolvimento sustentável dos povos são algumas dos oito objectivos da ONU apresentadas na Declaração do Milénio, e que se pretendem alcançar até 2015.

As Metas de Desenvolvimento do Milénio (ODM) surgem da Declaração do Milénio das Nações Unidas, adotada pelos 191 estados membros no dia 8 de setembro de 2000. Criada num esforço para sintetizar acordos internacionais alcançados em várias cimeiras mundiais ao longo dos anos 90 (sobre meio ambiente e desenvolvimento, direitos das mulheres, desenvolvimento social, racismo, etc.), a Declaração traz uma série de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, segundo os indicadores quantitativos que os acompanham, deverão melhorar o destino da humanidade neste século.

Os Objectivos do Milénio têm sido discutidos, elaborados e expandidos globalmente e dentro de muitos países. Entidades governamentais, empresariais e da sociedade civil estão a procurar formas de inserir a busca por esses Objectivos nas suas próprias estratégias. O esforço no sentido de incluir vários desses Objectivos do Milénio nas agendas internacionais, nacionais e locais de Direitos Humanos, por exemplo, é uma forma criativa e inovadora de valorizar e levar adiante a iniciativa.

Concretas e mensuráveis, os 8 Objectivos – com seus 18 objetivos e 48 indicadores – podem ser acompanhados por todos em cada país; os avanços podem ser comparados e avaliados em escalas nacional, regional e global; e os resultados podem ser cobrados pelos povos de seus representantes, sendo que ambos devem colaborar para alcançar os compromissos assumidos em 2000. Também servem de exemplo e alavanca para a elaboração de formas complementares, mais amplas e até sistémicas, para a busca de soluções adaptadas às condições e potencialidades de cada sociedade.

Objectivo 1 - Erradicar a pobreza extrema e a fome
Um bilião e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a 1 dólar PPC por dia – dólares medidos pela paridade do poder de compra de cada moeda nacional. Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos 43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses lugares há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que – por falta de oportunidades como emprego e rendimento – não consomem e passam fome. O Brasil é um exemplo de sucesso, com dez anos de antecedência, conseguiu cumprir a meta.

Objectivo 2 - Atingir o ensino básico universal
Cento e treze milhões de crianças estão fora da escola no mundo. Mas há exemplos viáveis de que é possível diminuir o problema – como na Índia, que se comprometeu a ter 95% das crianças a frequentar a escola já em 2005. A partir da matrícula dessas crianças ainda poderá levar algum tempo para aumentar o número de alunos que completam o ciclo básico, mas o resultado serão adultos alfabetizados e capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais.

Objectivo 3 - Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as desigualdades entre meninos e meninas no acesso à escolarização formal é a base para capacitá-las a ocuparem papéis cada vez mais activos na economia e política de seus países.

1. Realizar um evento que vise combater a violência contra a mulher, informando quais instituições actuam no apoio às vítimas de violência.
2. Promover uma actividade (desportiva/cultural) em prol da melhoria da auto-estima das mulheres, promovendo a valorização e o respeito em todas as fases do seu ciclo de vida (infância, adolescência, gravidez, maternidade, menopausa e velhice).
3. Fazer uma campanha de combate a produtos, serviços e lojas que exploram o corpo da mulher nas suas propagandas e comunicações, fortalecendo o senso crítico da sociedade.
4. Promover uma campanha para estimular e encorajar as jovens a buscarem o seu desenvolvimento socioeconómico, por meio da educação e do trabalho.
5. Organizar um fórum de discussão, em parceria com o Conselho Comunitário e a Delegacia da Mulher, para esclarecer a população sobre os serviços públicos em defesa da mulher e a legislação actual.
6. Fazer um levantamento das diversas ONGs e de todos os serviços públicos voltados às necessidades das mulheres e divulgar essas informações em pontos de grande circulação ou por meio de visitas domiciliares.
7. Promover uma palestra (preferencialmente proferida por um homem) para sensibilizar os homens quanto à divisão de tarefas domésticas, paternidade responsável e intolerância para toda forma de violência contra mulheres e crianças.

Objectivo 4 - Reduzir a mortalidade infantil
Todos os anos onze milhões de bebés morrem de causas diversas. É um número escandaloso, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam 15 milhões. Os indicadores de mortalidade infantil falam por si, mas o caminho para se atingir o objectivo dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas – dirigidos não só às crianças mas à suas famílias e comunidades também.

Objectivo 5 - Melhorar a saúde materna
Nos países pobres e em desenvolvimento, as carências no campo da saúde reprodutiva levam a que a cada 48 partos uma mãe morra. A redução dramática da mortalidade materna é um objectivo que não será alcançado a não ser no contexto da promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. O acesso a meios que garantam direitos de saúde reprodutiva e a presença de pessoal qualificado na hora do parto serão portanto o reflexo do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública.

Objectivo 6 - Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e ameaçando qualquer possibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que podemos deter a expansão do HIV. Seja no caso da SIDA, seja no caso de outras doenças que ameaçam acima de tudo as populações mais pobres e vulneráveis como a malária, a tuberculose e outras, parar a sua expansão e depois reduzir a sua incidência dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação, aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reprodução das doenças.

Objectivo 7 - Garantir a sustentabilidade ambiental
Um bilião de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase um bilião de pessoas ganharam esse acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois factores ambientais chaves para a qualidade da vida humana, e fazem parte de um amplo leque de recursos e serviços naturais que compõem o nosso meio ambiente – clima, florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade – e de cuja protecção dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta. Os indicadores identificados para esta meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera pública. Sem a adopção de políticas e programas ambientais, nada se conserva adequadamente, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio meio.

Objectivo 8 - Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar os seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução da dívida externa de muitos países pobres muito endividados.

Os objectivos levantados para atingir esta Meta levam em conta uma série de factores estruturais que limitam o potencial para o desenvolvimento – em qualquer sentido que seja – da imensa maioria dos países do sul do planeta. Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro não apenas para países mais abastados e grandes empresas, mas para a concorrência verdadeiramente livre de todos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Metas_de_desenvolvimento_do_mil%C3%AAnio


Pobreza extrema tem diminuído mas Objectivos do Milénio ainda são miragem


Avaliação feita antes das cimeiras do G8 e do G20 deste fim-de-semana mostra progressos, mas confirma que em áreas como a saúde materna e a mortalidade infantil há muito por fazer.

Mesmo com as crises alimentar e económica, que provocou sérios danos no emprego, o mundo está a avançar na concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Mas esse progresso é lento e para que as metas sejam alcançadas até 2015 os países devem acentuar os seus esforços, indica um relatório das Nações Unidas.

O documento, divulgado esta semana, em vésperas das cimeiras do G8 e do G20, que reúnem as principais economias do planeta este fim-de-semana em Toronto, no Canadá, indica que a pobreza extrema diminuiu, o combate a doenças como o HIV/sida e a malária tem dado frutos, o acesso a água potável aumentou e há avanços na escolarização básica, designadamente em África.

Só que noutras áreas críticas, como a saúde materna, a mortalidade infantil e o acesso a saneamento básico, é preciso percorrer um longo caminho para manter a esperança de alcançar os ODM - fixados há dez anos com a intenção de lutar contra a pobreza extrema e reduzir as suas consequências em domínios como a fome, a saúde e a educação.

"A pobreza extrema caiu de 46 por cento em 1990 para 27 por cento, e deve baixar para 15 por cento em 2015, em grande parte devido aos avanços na China, Ásia do Sul e Sudeste da Ásia", referem as Nações Unidas. Os 15 por cento desejados significariam, ainda assim, que 920 milhões de pessoas estariam nessa altura a viver abaixo do limiar de pobreza fixado em 1,25 dólares por dia (à volta de um euro). Apesar da evolução, o relatório reconhece que a fome e a má nutrição estão a crescer em regiões como a Ásia do Sul e que persiste o fosso entre ricos e pobres e comunidades urbanas e rurais que torna o mundo desigual.

No caso da mortalidade infantil, os avanços, quantificados numa redução de 28 por cento entre 1990 e 2008, para 72 mortes por mil nascimentos, são muito limitados. A distância a percorrer para atingir a meta de diminuição de 66 por cento é ainda muito grande. Só em 2008, segundo os dados das Nações Unidas, morreram 8,8 milhões de crianças com menos de cinco anos.

Nas regiões pouco desenvolvidas, menos de metade das mulheres têm acesso a cuidados médicos durante a gravidez. Para que as metas em matéria de mortalidade na gravidez sejam cumpridas será necessário, segundo cálculos avançados pela AFP, uma diminuição anual de 5,5 por cento até 2015. Só desse modo se chegaria ao objectivo de redução de 75 por cento face a 1990.

Raparigas pior

Nos países mais pobres, as raparigas continuam a não ter as mesmas oportunidades que os rapazes, especialmente na educação - a possibilidade de não frequentarem a escola é quatro vezes menor.

O relatório "de progresso", o último antes da cimeira que a 21 e 22 de Setembro deve reunir em Nova Iorque cerca de uma centena de chefes de Estado, cita também estimativas do Banco Mundial que sugerem que a crise terá lançado 50 milhões de pessoas na pobreza extrema em 2009 e que os números crescerão este ano, principalmente na África subsariana e no Leste e Sudeste asiático. O número de pessoas com fome permanece, tal como em 2009, acima dos mil milhões.

"A incerteza económica não pode ser desculpa para atrasar os esforços de desenvolvimento", disse o secretário-geral das Nações Unidas. "É uma razão para os acentuar. Investindo nos ODM, investimos no crescimento económico global", acrescentou Ban Ki-moon, que defende a concentração de esforços dos líderes internacionais em várias frentes: criação de emprego, estímulo do crescimento económico, aposta na segurança alimentar, promoção de energia limpa e reforço das parcerias entre países ricos e pobres para ajudar à evolução dos menos desenvolvidos.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/pobreza-extrema-tem-diminuido-mas-objectivos-do-milenio-ainda-sao-miragem_1443778

Stand By Me | Playing For Change | Song Around the World


O Vídeoclip que se segue é um cover do clássico de Ben E. King interpretado por músicos de diversos pontos do mundo, tendo cada um contribuído, a partir das ruas das suas localidade, com uma pequena parte para o conjunto da canção. Este videoclip faz parte de um projecto internacional Playing For Change.

Playing for Change é um movimento multimédia criado para inspirar, conectar-se, e trazer a paz ao mundo através da música. A ideia para este projecto surgiu de uma crença comum de que a música tem o poder de quebrar barreiras e ultrapassar as distâncias entre as pessoas. Não importa se as pessoas vêm de diferentes origens geográficas, políticas, económicas, espirituais ou ideológicas, a música tem o poder universal de transcender e unir-nos como uma só raça humana. E com esta verdade firmemente fixada nas nossas mentes, estaremos disponíveis para compartilhá-la com o mundo.

Site do movimento: http://playingforchange.com/



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tornados e relâmpagos

Mostro-lhes de seguida três vídeos da National Geographic sobre tornados. O primeiro é uma montagem de diferentes tornados e o segundo e o terceiro mostram os incríveis caçadores de tornados em acção arriscando a sua vida para sentirem as emoções fortes de estarem o mais próximo possível dos tornados. O terceiro vídeo dá um especial realce aos relâmpagos, que acompanham muito frequentemente os tornados. São imagens impressionantes que mostram como a natureza pode ser ao mesmo tempo bela e tão perigosa.





quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Fundo da Linha

O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta, porém, continua amplamente inexplorado. Quanto mais desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão único este mundo estranho realmente é. No etanto a actividade piscatória está a pôr em causa os ecossistemas dos fundos marinhos. Vejam este vídeo muito preocupante da Greenpeace.



terça-feira, 22 de junho de 2010

Exame de Geografia A 2010 - 1ª Fase

Hoje decorreu a o exame de Geografia A (10º/11º ano) da 1ª Fase. O exame, na minha opinião, sendo menos difícil do que o do ano lectivo anterior (1ª Fase), especialmente na parte referente às questões de escolha múltipla, não deixou de apresentar bastantes dificuldades aos alunos.

O grupo V estruturado a partir da figura 5, que reproduz uma carta sinóptica, pode criar alguma dificuldade de análise visto que o nosso país encontra-se, na figura, praticamente à mesma distância de um centro de baixas pressões e de um centro de altas pressões. Ainda que a imagem de satélite da figura 6 mostre um país sem nuvens (o que permite associar a situação meteorológica a um centro de altas pressões), a grande proximidade de um centro de baixas pressões do sul do país pode causar nos alunos alguma confusão na interpretação da pergunta 1 do mesmo grupo. É pena que não escolham para os exames imagens de situações barométricas mais evidentes.

Também estranhei a pergunta 3 do grupo V em que se pede para os alunos referirem as "duas condições meteorológicas que, além da temperatura baixa, proporcionam a formação de geada". Penso que a formação de geada não é propriamente um conteúdo destacado pelo programa da disciplina. A maioria dos professores de Geografia A abordam o fenómeno da geada de um modo superficial, não me parecendo muito adequado o destaque dado pelo exame ao assunto.

A pergunta 1 do grupo VI também deixa-me algumas reticências.

De seguida podem conhecer a prova e os respectivos critérios de classificação.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Finalmente chegou o verão!...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Exames de Geografia - provas e critérios de classificação de 2006 a 2009

Para ajudar os alunos que se preparam para fazer o exame de Geografia A, fiz uma compilação de links que permitirão aos alunos aceder a todas as provas e respectivos critérios de classificação desde 2006 até 2009, incluíndo a primeira e a segunda fase em cada ano.

Até aos exames de 2007, o link dá acesso simultaneamente à prova e aos critérios de classificação. A partir de 2008, têm que clicar separadamente os links que dão acesso exclusivamente ou à prova ou aos critérios de classificação. Espero que vos seja útil.

Tenham muito cuidado com as questões de escolha múltipla que são, normalmente, as mais difíceis e valem no total 10 valores (5 pontos x 20 perguntas).

Desejo a todos um bom trabalho e bons resultados nos exames, especialmente para os meus alunos do 11ªG da ESRT. Não me deixem ficar mal. OK.?

2006 (1ª fase)

2o06 (2ª fase)

2007 (1ª fase)

2007 (2ª fase)

2008 (1ª fase) Prova critérios

2008 (2ª fase) Prova critérios

2009 (1ª Fase) Prova critérios

2009 (2ª fase) Prova critérios

A Maior Flor do Mundo - um conto para crianças de José Saramago

No dia em que faleceu José Saramago, o primeiro e único (até agora) escritor português galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, fica aqui a minha homenagem ao grande escritor com um pequeno vídeo de animação denominado de "A maior Flor do Mundo", baseado num conto para crianças escrito por Saramago e com uma temática profundamente ambientalista.

AguaViva - Poetas Andaluces de ahora

"Poetas Andaluces de ahora" é uma canção emblemática de 1975 dos Aguaviva, um dos melhores grupos de folk espanhol de sempre, criada a partir de um poema de Rafael Alberti. No video aparecem fotos de alguns poetas que recitan o poema (Juan de Loxa, Rafael Ballesteros, Fernando Merlo e, naturalmente, Rafael Alberti).



Balada para los poetas Andaluces de hoy

¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.

¿Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quién mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?

Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.


Rafael Alberti

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Manarola, Italia

Fonte: National Geographic

Manarola fica na costa italiana conhecida por Cinque Terre. É muito bonita!

Consumption - consumismo vs consumerismo

O vídeo que se segue (Consumption) constitui um alerta para os excessos do consumismo. Comprem de uma forma inteligente (consumerismo); não comprem marcas; não comprem aquilo de que não precisam. Consumismo vs consumerismo.

Recordando Steven Biko (1946 - 1977)


Ainda a propósito do Campeonato do Mundo de Futebol que se está a realizar na República da África do Sul, queria recordar a figura do sul africano Steven Biko (18 de dezembro de 1946 - 12 de setembro de 1977) que foi um conhecido activista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.

Em 6 de setembro de 1977 foi preso num bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu um grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi transportado num veículo da polícia para outra prisão. Biko morreu durante o trajecto e a polícia alegou que a morte se tinha devido a uma "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".

Em 7 de outubro de 2003, as autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policiais envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos actos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por lesão corporal seguida de morte, mas como os factos ocorreram em 1977, tal crime teria prescrito (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.

Recordo que nessa época a África do Sul tinha um sistema político e social denominado de Apartheid ("separação" em africânder) baseado na segregação racial adoptado legalmente em 1948 pelo Partido Nacional na África do Sul segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 foram realizadas eleições livres.

O apartheid foi implementado por lei. As restrições a seguir não eram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei.

Os não-brancos eram excluídos do governo nacional e não podiam votar, excepto em eleições para instituições segregadas que não tinham qualquer poder.

Aos negros eram proibidos diversos empregos, sendo-lhes também vetado empregar brancos. Não-brancos não podiam manter negócios ou práticas profissionais em quaisquer áreas designadas somente para brancos. Os centros das grandes cidades e praticamente todas as regiões comerciais estavam dentro dessas áreas. Os negros, sendo um contingente de 70% da população, foram excluídos de tudo, menos numa pequena proporção do país, a não ser que eles tivessem um passe, o que era impossível, para a maioria, conseguir. A implementação desta política resultou no confisco da propriedade e remoção forçada de milhões de negros. Um passe só era dado a quem tinha trabalho aprovado; esposas e crianças tinham que ser deixadas para trás. Esse passe era emitido por um magistério distrital confinando os (negros) que o possuíam àquela área apenas. Não ter um passe válido levava à prisão imediata, julgamento sumário e "deportação" da "pátria".

A terra conferida aos negros era tipicamente muito pobre, impossibilitada de prover recursos à população forçada a ela. As áreas de negros raramente tinham saneamento ou eletricidade.

Os hospitais eram segregados, sendo os destinados a brancos capazes de fazer frente a qualquer um do mundo ocidental e os destinados a negros, comparativamente, tinham séria falta de pessoal e fundos e eram, de longe, limitados em número. As ambulâncias eram segregadas, forçando com que a raça da pessoa fosse corretamente identificada quando essas eram chamadas. Uma ambulância "branca" não levaria um negro ao hospital. Ambulâncias para negros tipicamente continham pouco ou nenhum equipamento médico.

Nos anos 1970 a educação de cada criança negra custava ao Estado apenas um décimo de cada criança branca. O Ensino superior era praticamente impossível para a maioria dos negros: as poucas universidades de alta qualidade eram reservadas para brancos. Além disso, a educação provida aos negros era deliberadamente não designada para prepará-los para a universidade, e sim para os trabalhos braçais disponíveis para eles.

Comboios e autocarros eram segregados. Além disso, os comboios para brancos não tinham carruagens de terceira classe, enquanto os comboios para negros eram superlotados e apresentavam apenas carruagens de terceira classe. Autocarros de negros paravam apenas em paragens de negros e os de brancos, nas de brancos.

As praias eram racialmente segregadas, com a maioria (incluindo todas as melhores) reservadas para brancos.

As piscinas públicas e bibliotecas eram racialmente segregadas mas praticamente não havia piscinas ou bibliotecas para negros. Quase não havia parques, cinemas, recintos desportivos ou quaisquer infra-estruturas a não ser postos policiais nas áreas negras. Os bancos dos parques eram marcados "Apenas para europeus".

O sexo inter-racial era proibido. Os policias negros não tinham permissão para prender brancos. Os negros não tinham autorização para comprar a maioria das bebidas alcoólicas.

Os cinemas nas áreas brancas não tinham permissão para aceitar negros. Restaurantes e hotéis não tinham permissão para aceitar negros, a não ser como funcionários.

Tornar-se membro de sindicatos não era permitido aos negros até os anos 1980, e qualquer sindicato "político" era banido. As greves eram banidas e severamente reprimidas. Os negros pagavam impostos sobre um rendimento baixo do nível de 30 randes (Rand, a moeda oficial na África do Sul) ao mês, o limite de isenção dos brancos era muito mais alto.

O apartheid perverteu a cultura Sul-Africana, assim como as suas leis. Um branco que entrasse em uma loja seria atendido primeiro, à frente de negros que já estavam na fila, independente da idade ou qualquer outro factor. Até os anos 1980, dos negros sempre se esperaria que descessem da calçada para dar passagem a qualquer pedestre branco. Um menino branco seria chamado de "klein baas" (pequeno patrão) talvez com um sorriso amarelo por um negro; um negro adulto deveria ser chamado de "garoto", na sua cara, por brancos.


A morte de Steven Biko constitui um símbolo da luta contra a descriminação racial. Em 1980 o cantor inglês Peter Gabriel (ex-vocalista dos Genesis) no seu terceiro álbum a solo criou uma canção dedicada a Steven Biko denominada de "Biko", uma canção muito forte de protesto contra a descriminação racial, sem dúvida uma das canções da minha vida. Fiquem com esta belíssima canção num videoclip muito bom.

Fonte: Wikipédia


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Músicas da África do Sul: Miriam Makeba, Ladysmith Black Mambazo e Miriam Makeba

No dia em que o Mundial de Futebol dá o seu pontapé de saída, partilho convosco uma pequena selecção de músicas oriundas da África do Sul. Fiquem, sucessivamente, com os Ladysmith Black Mambazo (Homeless), Vusi Mahlasela (Miyela Afrika) e a grande Miriam Makeba (Pata Pata). Esta última canção já passou por este blogue no ano passado.





quinta-feira, 10 de junho de 2010

Exames 2010 - conselhos úteis para os exames


O Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) aconselha os alunos que a partir do dia 16 de Junho realizam exames nacionais a não esquecerem um documento de identificação com fotografia e a verificarem na véspera a hora da prova, refere a Lusa.

Além disso, os estudantes devem ainda, na véspera, imprimir o calendário de exames e verificar se têm todo o material necessário à realização da prova.

As recomendações incluem ainda, o preenchimento de forma clara, completa e legível do cabeçalho das folhas de resposta e a leitura cuidadosa de toda a prova antes de começar a resposta às questões.

Outra medida passa por confrontar a dificuldade dos itens com a cotação máxima. Assim, se uma questão valer, por exemplo, cinco pontos em 200, «não é sensato perder tempo além de um limite razoável».

Reler o enunciado para ter a certeza da compreensão do que é pedido, fazer uma caligrafia bem legível, respeitando os espaços entre palavras, para tornar a leitura fácil, e usar de forma diferenciada letras minúsculas e maiúsculas são outros conselhos transmitidos.

Controlar o tempo decorrido para o aluno ter a noção se está atrasado ou adiantado e verificar se estão a ser cumpridas todas as instruções e se não existe mais do que uma resposta ao mesmo item, é uma instrução a ter em conta.

Antes de entregar a prova, o aluno deve lê-la cuidadosamente.

Os critérios de classificação serão publicados nas 24 horas seguintes ao exame e poderão ser consultados.

O Gave recomenda aos alunos que, até à realização dos exames, consultem a sua página na Internet.



A propósito dos exames nacionais... ficam aqui alguns conselhos, que encontrei no blogue do professor Nuno Sousa e que adaptei e actualizei.


Entre o fim das aulas e os exames

Os dias entre o fim das aulas e os exames podem ser importantes na preparação das provas.

Seguem-se alguns conselhos sobre a forma de gerires este tempo:
· Elabora um horário de revisões rigoroso: divide o tempo que tens disponível pelas várias disciplinas.
. Muitas vezes os alunos dedicam a maior parte do tempo para preparar o 1º exame e depois não têm tempo de rever a matéria das restantes disciplinas.
· Regista o horário das revisões numa folha distribuindo o tempo de acordo com as tuas dificuldades: dedica mais tempo às disciplinas em que estás menos preparado.
· Podes dividir os teus tempos de estudo em períodos de cerca de 50 minutos aos quais se devem seguir 10 minutos de intervalo. Atenção ao intervalo: não o prolongues para além do previsto.
· As revisões devem ser feitas a partir dos apontamentos que organizaste ao longo do ano. Ordena os teus apontamentos e resumos por disciplina para os poderes consultar facilmente. Se tiveres alguma dúvida consulta o teu manual.
· Revê as provas-modelo e os exames que sairam nos anos anteriores. As provas que irás fazer serão muito semelhantes. Procura resolvê-las no tempo previsto.
· Não estudes à noite até muito tarde. A partir de determinada hora o teu trabalho já não rende e se crias o hábito de adormeceres tarde, não vais conseguir adormecer cedo na véspera das provas. Deves dormir cerca de 8/9 horas por noite.
· Organiza o espaço em que vais estudar retirando todos os materiais que te possam distrair. Depois de uma sessão de estudo deixa a secretária bem arrumada - custar-te-á menos recomeçar o teu trabalho. Procura trabalhar num ambiente sossegado sem a TV ligada ! Retira o teu telemóvel do lugar onde estás a estudar. Leres e enviares mensagens durante o teu estudo impede-te a concentração. Aproveita os intervalos !
· Planifica com antecedência as provas que deixas para a 2ª chamada. Se não o fizeres, podes, sob o efeito do stress, deixares mais disciplinas do que o que é aconselhável.


Conselhos úteis:
· Informa-te junto dos teus professores sobre o tipo de material que podes levar para exame (dicionários, calculadora, etc.)
· Informa-te com antecedência em que salas fazes os exames. No dia das provas, dirige-te com tempo para a sala onde vais fazer o exame.

O que tens de levar para os exames:
· B.I. ou outro documento identificativo que o substitua.
· 2 esferográficas da mesma cor. Uma pode falhar.
· Lápis e borracha para fazeres rascunhos ou tirares notas no enunciado
. calculadora adequada (só para certos testes, nomeadamente o de Geografia A)
· Relógio para controlar o tempo
· Lenços de papel: são sempre úteis !


Lembra-te que:
· Só podes escrever o teu nome na parte destacável do cabeçalho. Se o fizeres noutro local a tua prova será anulada.
· Só podes utilizar caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta. Não se pode utilizar verniz corrector.
· Não podes consultar copianços nem copiar pelos colegas. A tua prova será anulada no caso de seres apanhado em falta. E lembra-te: só a tentativa de copiar cria uma situação de stress tão grande que pode comprometer o teu desempenho.
· Controla bem o teu tempo.
· Reserva algum tempo para releres a prova; assegura-te que respondeste a todas as questões.
. No caso da prova ter versões diferentes deves indicar na folha de respostas, em local próprio, a versão do teu enunciado.
. Deves também indicar na folha de respostas o número de folhas que utilizaste.

Depois dos exames:
· Quando conheceres a avaliação dos teus exames podes ser surpreendido por uma classificação mais baixa do que a que previste. Podes então pedir para consultar a prova: dirige-te à Secretaria e faz o respectivo requerimento até dois dias úteis a partir da data da afixação dos resultados do exame. Quando receberes a fotocópia do teu exame (geralmente 2 dias úteis depois) compara as tuas respostas com os critérios de classificação que te serão entregues. Se consideras que a tua prova merece uma classificação mais alta consulta o teu professor para poderes preparar a tua a alegação e pedires a reapreciação da classificação. Se o fizeres terás que depositar 15 euros que te serão devolvidos no caso de a classificação ser superior à inicialmente atribuída.
· Se não concordares com o resultado da reapreciação ainda podes, no prazo de 2 dias úteis, fazer uma reclamação. (para saberes mais sobre o processo de repreciação de exames cliquem aqui)

Fonte: http://diversas.blogspot.com/2005/06/conselhos-para-os-exames-adaptado-do.html



O site do jornal "Público" tem um grafismo sobre como deverá ser organizada a dieta dos estudantes durante o período de exames. Cliquem aqui. Depois de acederem ao site devem clicar em cada dia da semana para ficarem a saber qual o menu para cada refeição.

ESRT - Calendário das aulas de apoio aos exames nacionais de Geografia A (11ºano)

9 - Quarta
9:05 /10:55 - 11ºG (Prof. Eduardo Vales)

14 - Segunda
9:05/10:55 – 11ºG (Prof. Eduardo Vales)
10:10 / 11:50 - 11º H (Prof.ª Carmelina Moura)

15 - Terça
10:10 -/ 12:00 - 11º H (Prof.ª Carmelina Moura)
9:05/10:55 – 11ºG (Prof. Eduardo Vales)

21 - Segunda
11:30/13:30 - 11º H (Prof.ª Carmelina Moura)

Apareçam!...

terça-feira, 8 de junho de 2010

"Civilization" de Marco Brambilla

Civilization”, um espectacular mural em video criado para o novo The Standard Hotel em Nova Iorque, encena uma jornada do Inferno até ao Paraíso, coreografada com linguagem video contemporânea. Este mural épico contém mais de 300 canais individuais de vídeo que se entrelaçam em imagens interligadas, formando um quadro satírico dos conceitos de Paraíso e Inferno. Espantoso!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Flash Brindisi" - Opera Company of Philadelphia no Reading Terminal Market

Imagine mais de 30 membros da Companhia de Opera da Filadélfia (EUA), no meio do povo, num mercado, como transeuntes comuns e de repente começam a cantar "Brindisi", uma área da ópera de Verdi La Traviata, num espectáculo, no mínimo surpreendente, que ocorreu no dia 24 de Abril de 2010.



E agora fiquem com a mesma área "Brindisi" cantada pelo grande Pavarotti.

sábado, 5 de junho de 2010

Aula de Geografia muito original

O vídeo que se segue apresenta uma animação com uma aula de Geografia muito criativa pelo Yakko. O meu muito obrigado à Cátia Cunha do 12ºI por me ter enviado o endereço deste vídeo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia Mundial da Criança - A Declaração dos Direitos da Criança


No Dia Mundial da Criança, este "post" é dedicado a todas as crianças do Mundo.

Sabias que, como criança, tens direitos?

Em 1959 a ONU (Organização das Nações Unidas) escreveu e aprovou a "Declaração dos Direitos da Criança".

Esta declaração é composta por 10 artigos, muito simples, que dizem respeitos ao que podes fazer e ao que as pessoas responsáveis por ti devem fazer para que sejas feliz, saudável e te sintas seguro.

(É claro que tu também tens responsabilidades para com as outras crianças e para com os adultos para que também eles gozem dos seus direitos.)


Vamos conhecer os 10 princípios da "Declaração dos Direitos da criança"?

Princípio 1º
Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!

Princípio 2º
Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

Princípio 3º
Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

Princípio 4º
As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

Princípio 5º
Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

Princípio 6º
Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

Princípio 7º
Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades.
E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!

Princípio 8º
Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.

Princípio 9º
Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas).
Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

Princípio 10º
A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.


Se tudo isto for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade como bons adultos e contribuir para que outras crianças também vivam felizes!

Fonte: http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Sabias&ID=203



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Muse - Bliss

Muse é uma banda de rock alternativo britânica de Teignmouth, Devon. Formada em 1994, a banda foi originalmente chamada Rocket Baby Dolls. Os seus membros são Matthew Bellamy (vocal, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo, voz secundária e teclado) e Dominic Howard (bateria e percussão). Os Muse actuaram este fim de semana em Lisboa no Rock in Rio.

Ver mais sobre os Muse aqui.

Fiquem com Bliss.

Muse no MySpace: http://www.myspace.com/muse

Site do Grupo: http://muse.mu/

sábado, 22 de maio de 2010

O ponto - de Peter Reynolds

Nesta inspiradora e cativante história, Reynolds demonstra o poder de um pequeno encorajamento. Uma narrativa textual e pictórica mínima traduzem a frustração de Vera que amua junto à sua folha em branco no final da aula de desenho: “Eu não sei desenhar!” A professora sabiamente responde: “Tenta fazer uma marca qualquer e vê onde ela te leva.” A renitente rapariga pega num marcador e crava-o na folha fazendo um pequeno ponto. A professora devolve a folha à Vera e pede: “Agora, assina.” Quando a Vera regressa na semana seguinte, encontra o seu desenho assinado pendurado por cima da secretária da professora, o que inspira a potencial artista a voos mais altos. Algumas páginas mais tarde, são-nos revelados os inúmeros pontos da Vera (até mesmo uma pequena escultura com o mesmo motivo) na exposição de arte da escola, onde um rapaz a elogia por ser uma “artista incrível”. Quando ele insiste na ideia de não saber desenhar, a Vera vai emular a professora no seu exemplo de encorajamento. Feitas em aguarela, tinta e chá, as simples e delicadas ilustrações de Reynolds exalam frescura e um tom quase infantil. Oferecendo um raro equilíbrio entre subtileza e hipérbole, este álbum de pequeno formato dará aos jovens artistas mais reticentes o estímulo e o encorajamento necessários à espontaneidade na sua expressão artística. Reynolds consegue exactamente o mesmo que a sua personagem principal: criar um trabalho notável a partir de um início enganadoramente simples.

Fonte: http://www.bruaa.pt/o%20ponto.html

Vejam o vídeo que ilustra a história:


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Portugal é o país da União Europeia onde a natalidade caiu mais na última década


Número de nascimentos em 2009 ficou-se pelos 100 mil

Até Setembro do ano passado, o número de mortes suplantou o de nascimentos. Se a tendência não se inverter, será o segundo ano da nossa história com um saldo natural negativo.

Já não é novidade que cada vez nascem menos crianças em Portugal. Mas não deixa de ser surpreendente, mesmo para os especialistas em demografia, constatar que Portugal foi o país da União Europeia (UE) onde a taxa bruta de natalidade mais diminuiu desde 1999.

É neste sentido que apontam os últimos dados do Eurostat, o gabinete de estatísticas europeu, que incluem os 27 países da UE e ainda a Islândia, a Suíça e a Noruega. Entre 1999 e 2009, a taxa bruta de natalidade (número de nados-vivos por mil habitantes) decresceu substancialmente em Portugal (19,7 por cento). No ano passado (dados provisórios), passámos para apenas 9,16 nascimentos por milhar de habitantes.

Os números do Eurostat indicam ainda que em 2009 Portugal era já o segundo país da UE com a menor taxa bruta de natalidade, a seguir à Alemanha, que lidera a tabela. Pelo contrário, Espanha registou um acentuado crescimento da taxa bruta de natalidade, entre 1999 e 2009.

Para os demógrafos, apesar de a taxa bruta de nascimentos não ser o indicador mais adequado para medir a queda da natalidade - o mais rigoroso é o índice sintético de fecundidade, o número de crianças que cada mulher em idade fértil tem -, ele permite, mesmo assim, perceber que este fenómeno está a ser muito rápido em Portugal. E isso é que pode justificar alguma preocupação.

Ao contrário de Espanha

"O que é mais preocupante é que já não vamos a tempo de suprir a falta de gente no meio da pirâmide [etária]", defende Ana Fernandes, demógrafa e docente na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. "É a população activa que paga impostos e a base da pirâmide já encolheu tanto que vai haver falhas, a não ser que cheguem imigrantes", sublinha.

Em Espanha aconteceu o contrário, justamente porque a população aumentou bastante graças à entrada de imigrantes nos últimos anos - cerca de cinco milhões, lembra Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. Os imigrantes compensam a quebra da natalidade, porque são jovens, estão em idade fértil e têm mais filhos. Já em Portugal, o pico da imigração verificou-se entre 2000 e 2002 e, a partir daí, tem diminuído.

Mas a quebra da natalidade portuguesa fica a dever-se a uma multiplicidade de factores: a mudança de mentalidades e comportamentos ocorrida na última década - para "uma sociedade um bocado individualista que privilegia o bem-estar e a carreira profissional" -, associada a uma situação de contracção económica nos últimos anos, a quebra da imigração e o aumento da emigração.

Os imigrantes ajudavam a população "a envelhecer mais devagar", mas Portugal deixou de ser um país atractivo, nota. A agravar, "os dados mostram que o volume dos portugueses que ficam no estrangeiro tende a aumentar". Se é verdade que isto não seria por si só preocupante, até porque as sociedades se ajustam naturalmente a estas alterações, a adaptação à nova realidade torna-se mais complicada se o envelhecimento crescer rapidamente, como está a acontecer em Portugal, acentua.

E o problema é que tudo indica que em 2009 se verificou, pela segunda vez na história portuguesa (a primeira vez foi em 2007), um crescimento natural negativo. Entre Janeiro e Setembro de 2009, o número de óbitos suplantou em 3638 o de nascimentos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. A carga sobre os activos vai obrigar a um aumento da produtividade e a novos adiamentos da idade de reforma, prevê Jorge Malheiros.

Cheque-bebé só lá para o final do ano

No âmbito do pacote de medidas de austeridade, os espanhóis decidiram acabar com o cheque-bebé (2500 euros oferecidos à nascença de uma criança). Em Portugal, depois de o Governo ter prometido, no ano passado, que ia criar uma Conta Poupança-Futuro (com 200 euros, a levantar apenas após os 18 anos) e ter aprovado a medida em Fevereiro em Conselho de Ministros, ainda não se sabe ao certo se e quando esta vai entrar em vigor.

O PÚBLICO pediu informações ao Ministério do Trabalho que, ao final da tarde, nos remeteu para o Ministério das Finanças, mas àquela hora já não foi possível estabelecer o contacto. Quando a medida foi aprovada, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Tiago Silveira, admitiu que apenas iria avançar nos últimos meses do ano.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/portugal-e-o-pais-da-uniao-europeia-onde-a-natalidade-caiu-mais-na-ultima-decada_1438228

Estudo revela aumento de portugueses e espanhóis partidários de união ibérica


O Jornal Público noticia hoje que segundo um estudo universitário luso-espanhol, o número de portugueses e espanhóis partidários de uma integração política de Portugal e Espanha numa federação ibérica aumentou em relação a 2009. Vejam a notícia:


A preocupação portuguesa em relação ao terrorismo também aumentou e registou-se ainda uma melhoria da visão das relações bilaterais, segundo as conclusões do Barómetro Hispano-Luso, um estudo de opinião pública feito em Portugal e Espanha em relação a problemas e temas que afectam os dois países.

Os portugueses têm uma imagem mais positiva do país vizinho e um maior conhecimento do mesmo, revela o barómetro.

O estudo foi realizado pela Universidade de Salamanca, com o apoio do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, a partir de um inquérito telefónico realizado a amostras representativas das populações de Espanha e Portugal durante os meses de Abril e Maio de 2010.

Os resultados do estudo serão apresentados em Madrid e Lisboa na sexta-feira.

Nesta segunda edição do Barómetro Hispano-Luso, o questionário foi estruturado em quatro partes, abrangendo cooperação e integração política, grau de interesse e conhecimento mútuo entre portugueses e espanhóis, imagem de um país no outro e problemas que afectam as relações entre ambos.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/estudo-revela-aumento-de-portugueses-e-espanhois-partidarios-de-uniao-iberica_1438173



E vocês, o que acham desta ideia. Concordam com uma união ibérica? Em complemento, podem votar numa nova sondagem (no topo da coluna do lado direito do blogue) sobre este mesmo tema.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ainda há muitos por derrubar

Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, barreiras de diversos tipos, comprimento e altura persistem ou continuam a ser erguidas em diversos países. Existem ainda muitos muros por derrubar, que continuam a dividir populações e a envergonhar a humanidade. Uns já são antigos, mais antigos do que o próprio Muro de Berlim; alguns são relativamente recentes; outros estão agora a ser construídos ou estão em projecto. Embora com objectivos diversos, estes muros separam diferentes etnias e comunidades culturais e religiosas de um mesmo país ou até da mesma cidade; famílias, amigos e vizinhos; ricos e pobres; cidadãos de países vizinhos. As justificações para a sua construção são as mais diversas: uns resultam de conflitos armados não totalmente resolvidos; outros são levantados alegadamente por razões de segurança, como estratégia no combate ao terrorismo ou à violência urbana ou, ainda, para controlar a imigração clandestina. São o reflexo da incompreensão, intolerância, ódio, descriminação, desigualdade e indiferença e põem em causa a liberdade, os direitos humanos e a diversidade cultural.

Em todos os continentes encontramos diferentes tipos de muros, talvez menos mediáticos e menos marcantes para a História mundial do que o Muro de Berlim, muitos deles “esquecidos” pela Comunidade Internacional, mas igualmente vergonhosos. No continente europeu persistem muros na Irlanda do Norte (nas cidades de Belfast e Derry) e na ilha de Chipre (na capital Nicósia e ao longo da fronteira entre a República do Chipre e a República Turca do Norte do Chipre). Na Ásia, foram ou estão a ser construídos muros que separam Israel da Cisjordânia (Território Palestiniano), a Índia do Paquistão (na região de Caxemira), a Índia do Bangladesh, o Paquistão do Irão, o Iraque do Kuwait e a Coreia do Norte da Coreia do Sul. Em África, os enclaves espanhóis de Melilla e Ceuta estão separadas do território marroquino por muros, tal como o Botswana do Zimbabué. O Saara Ocidental está dividido por um muro que separa a parte ocupada por Marrocos da parte ocupada pela Frente Polisário. No continente americano destaca-se o muro que separa os EUA do México. De seguida será feita uma breve análise de alguns destes muros.

As “Linhas de Paz” da Irlanda do Norte


Na Irlanda do Norte (província do Reino Unido) os muros recebem a estranha denominação de "linhas de paz". Surgiram pela primeira vez há 40 anos atrás em Belfast, inicialmente como uma medida temporária, mas continuaram a crescer até aos nossos dias. São uma série de barreiras que separam as Comunidades Católica (Republicana) e Protestante (Unionista). São o testemunho da história recente de violência entre católicos, que lutam pela separação da Irlanda do Norte do Reino Unido e a sua integração na República da Irlanda (parte sul da ilha da Irlanda), e protestantes, leais à coroa britânica e que lutam pela manutenção deste território no Reino Unido.

A primeira destas paredes foi erguida em 1969, após o início dos motins sangrentos (que se prolongariam pela década seguinte), contornando a parte oeste de Belfast, de maioria católica. Ao longo dos anos foram construídos outros muros para separar os bairros católicos dos protestantes. Algumas destas barreiras têm 6 metros de altura. A última das paredes foi construída recentemente, no ano passado, após um período em que aumentaram as tensões entre as duas comunidades.

Existem mais muros noutras cidades da Irlanda do Norte, como é o caso de Derry. Mas é Belfast que concentra a maioria. Os muros da capital somam cinco quilómetros de extensão. A parte inferior é de tijolo, betão ou ferro. A parte superior é constituída normalmente por aço. À noite, grandes portões controlados remotamente pela polícia são fechados e bloqueiam ruas entre comunidades vizinhas de republicanos e unionistas. As duas comunidades usam diferentes paragens de autocarros, diferentes lojas, diferentes hospitais e os filhos frequentam escolas separadas. Desviam-se de bairros e ruas, evitando-se mutuamente. Contudo nos últimos anos, principalmente a partir de 1998, com o Tratado de paz conhecido por Acordo de Belfast (ou Acordo de Sexta-feira Santa), têm sido dados passos positivos no sentido da pacificação entre as duas comunidades da Irlanda do Norte, ainda que persistam dezenas de muros em Belfast, sobretudo nas zonas mais pobres.

A “Linha Verde” de Chipre

Chipre é um país dilacerado, tal como os seus habitantes – dilacerados entre duas identidades nacionais diferentes, divididos entre duas origens étnicas diferentes: os cristãos ortodoxos gregos, maioritários na parte sul da ilha, e os muçulmanos sunitas turcos, maioritários na parte norte. Esta situação é explicada pela sua localização geográfica no Mediterrâneo Oriental, tendo sido ocupada ao longo da sua História por diversos povos, nomeadamente gregos e turcos, que deixaram fortes marcas culturais.

Em Julho de 1974, 14 anos depois da independência do país relativamente à administração britânica, a parte norte da ilha foi invadida e ocupada pelas tropas turcas, abortando uma tentativa de golpe de estado da comunidade grega que tinha o objectivo de anexar a ilha à Grécia. Em 1983, os cipriotas turcos autoproclamaram a “República Turca do Chipre do Norte”, situação que não foi reconhecida pela Comunidade Internacional, à excepção da Turquia. A República de Chipre ficou a partir desta altura limitada à parte sul da ilha. Esta situação levou à criação de uma “Linha Verde” de demarcação dos dois territórios, que atravessa a ilha no sentido transversal, dividindo o centro da capital Nicósia, e separando completamente habitantes das duas comunidades, como aconteceu em Berlim, durante a Guerra Fria. Os capacetes azuis da ONU patrulham a zona-tampão da “linha verde”. A região norte da ilha continua ocupada com dezenas de milhares de soldados turcos. O “muro” da ilha de Chipre tem 188 quilómetros de extensão e 5 metros de altura e é constituído por diversos tipos de materiais como arame farpado, paralelepípedos e até bidões. Os cipriotas turcos construíram e vigiam sozinhos uma fronteira que os cipriotas gregos não reconhecem. Em 2002, sob pressão popular, os cipriotas turcos abriram pontos de passagem: três na capital, duas noutros lugares da ilha. Nos últimos anos tem havido um grande esforço no sentido da reunificação da ilha.

A Zona Desmilitarizada da Coreia

A Zona Desmilitarizada da Coreia é uma faixa de território de segurança com um comprimento de 238 km e uma largura de 4 quilómetros que divide a Coreia do Norte (comunista) da Coreia do Sul (capitalista). Corta a Península, a meio, aproximadamente no Paralelo 38. Esta zona foi criada em 1953, no final da guerra da Coreia, na qual morreram três milhões de pessoas, que terminou num armistício. É a fronteira mais militarizada do mundo e representa a última fronteira criada pela Guerra Fria. Ao longo dos mais de 60 anos de existência foram muitos os incidentes registados nesta fronteira, reflectindo o clima de grande tensão entre as duas Coreias e a bipolarização mundial.


A “Barreira de Segurança” de Israel


Em 2002, o governo israelita iniciou a construção da barreira de separação entre Israel e a Cisjordânia alegando como objectivo a protecção de seus cidadãos de ataques terroristas palestinianos. O que para Israel é uma “parede de segurança” é interpretado do lado palestiniano como um muro de “apartheid”, condicionando fortemente a circulação dos cidadãos palestinianos. Grande parte da barreira está construída em pleno território palestiniano, deixando diversas localidades palestinianas do lado israelita da barreira, não respeitando a “linha Verde”, a demarcação estabelecida no armistício de 1949, entre Israel e a Transjordânia, hoje reconhecida internacionalmente como fronteira entre ambos os territórios. Dados da ONU indicam que, até o momento, Israel construiu 413 km dos 709 km planeados para o muro. Em 2004, o Tribunal Internacional de Justiça, de Haia, na Holanda, emitiu um parecer não vinculativo em que considerou que a barreira é ilegal e deve ser removida

O muro entre os EUA e o México – a “Operação Guardião”

A fronteira entre o México e os EUA tem cerca de 3 200 quilómetros. O governo americano construiu um muro de metal num terço da sua extensão, para dificultar a passagem de imigrantes ilegais vindos do México e da América Central. A construção do muro começou em 1991, mas foi em 1994 que os EUA decidiram intensificar a segurança sob a denominada “Operação Guardião”. Em quinze anos, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México, mais de 5,6 mil imigrantes ilegais morreram ao tentar cruzar a fronteira. A maioria, em consequência das altas temperaturas do deserto que separa os dois países. Centenas de famílias ficaram separadas pelo muro que praticamente impede o contacto entre os dois lados. Em alguns pontos da fronteira, além do muro há três cercas de arame que impedem qualquer tipo de contacto entre os dois lados. Com a altura média de 4 ou 5 metros, o muro tem sido equipado recentemente com uma série de dispositivos tecnológicos como detectores infravermelhos, câmaras, radares, torres de controlo e sensores de terra para controlo mais eficiente da fronteira.


Referências bibliográficas:
- GADDIES, John L. (2007), A Guerra Fria, Edições 70
- GILBERT, Martin, (2009), História de Israel, Edições 70
- JUDT, Tony (2006), Pós-Guerra, História da Europa desde 1945, Edições 70
- WIENECKE-JANS, et. al (2006), Geografia do Mundo, Círculo de Leitores
- http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8342874.stm , [21-11-2009]
- http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/11/10/ult580u4026.jhtm, [21-11-2009]
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_de_Demarca%C3%A7%C3%A3o_Militar, [21-11-2009



Nota: Este post transcreve um artigo que escrevi para a Revista de História, nº2, da Escola secundária de Rio Tinto, publicada em Dezembro de 2009. Algumas das imagens que aqui são exibidas são diferentes das que foram publicadas na referida revista.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

The National - Fake Empire

The National é uma banda rock indie formada em Cincinnati, Ohio (EUA), em 1999 e que tem a sua base em Brooklyn (Nova Iorque) . As letras da banda são da responsabilidade do vocalista Matt Berninger que possui uma voz de barítono. Os restantes elementos da banda são dois pares de irmãos: Aaron e Bryce Dessner e Scott e Bryan Devendorf. Aaron toca guitarra, baixo e piano, Bryce toca guitarra, Scott toca baixo e guitarra e Bryan toca a bateria. Notam-se fortes influências dos Joy Division no estilo musical desta banda que há dias lançou o seu novo albúm e que parece afirmar-se como uma das bandas mais promissoras da cena rock norte-americana. Fiquem com Fake Empire.

Site da banda: http://www.americanmary.com/


Medidas tomadas pelo governo português para combater o deficit orçamental


Ministro da Finanças, Teixeira dos Santos


Com as novas medidas tomadas ontem pelo governo para combater o déficit orçamental e dívida pública, os portugueses vão perder rendimento com o aumento do IRS e poderão ter de pagar mais por bens essenciais com a subida do IVA. As empresas públicas e privadas de grandes dimensões e autarquias vão ajudar a pagar a factura da crise.

Principais medidas tomadas pelo governo:

- agravamento do IRS - criação de uma nova sobretaxa do imposto de rendimento sobre pessoas singulares é uma das principais medidas do novo pacote hoje aprovado pelo Governo. Em causa está uma nova sobretaxa de um por cento para rendimentos inferiores a cinco salários mínimos e de 1,5 por cento para os rendimentos acima desse valor. O agravamento do IRS deixa de fora apenas aqueles que ganham o salário mínimo ou menos.

- IVA aumenta nos três escalões - O IVA (imposto sobre o valor acrescentado) sofreu um agravamento de um ponto percentual nos três escalões, incluindo de cinco para seis por cento nos bens essenciais (em geral, alimentos e medicamentos). Na restauração, esta taxa era até agora de 12 por cento e sobe para 13 por cento. A taxa normal voltou a subir para 21 por cento.

- o congelamento da entrada de novos trabalhadores na Administração Pública que "durará enquanto for necessário" e vai abranger também as autarquias e as regiões autónomas.



Vejam a notícia do Público de hoje:

Pequenas medidas que somadas pesam no bolso dos portugueses

Das famílias às empresas, dos mais pobres aos mais ricos, dos desempregados aos políticos, ninguém escapa às medidas que serão implementadas pelo Governo, com o apoio do PSD, para tentar corrigir o desequilíbrio orçamental português. De tal forma que uma redução do consumo, e o respectivo impacto na economia, se torna praticamente inevitável.

O Executivo optou por colocar em prática uma série bastante variada de medidas de dimensão relativamente reduzida. Assim, não se espere que haja, em cada uma das medidas, impactos insuportáveis para cada português. O problema, mesmo é quando tudo somado, se começa a ver o rombo nos orçamentos.

Assim, para cada família, à redução mensal do rendimento importa pela taxa especial de IRS que irá ser cobrada, terá de se juntar o efeito potencial de uma subida de preços provocada pela subida do IVA.

Quem aufira o salário mínimo (apesar de ficar de fora dos aumentos do IRS) paga o aumento de IVA por via do consumo, com um impacto estimado de quatro euros, ou 48 euros ao final de um ano. O valor parecerá pequeno, mas é capaz de criar problemas a quem tem de viver com rendimentos tão baixos.

Para quem ganhe 1000 euros em termos brutos, o impacto já se sente mais no corte salarial do que na subida dos preços dos produtos. Por ano, o aumento do IVA pode vir a custar mais 60 euros, enquanto o agravamento do IRS pesará 140 euros. Já nos salários mais altos, que ascendem por exemplo a 3000 euros brutos por mês, o impacto anual pode chegar aos 786 euros. Neste caso é o IRS adicional (que já é de 1,5 por cento) que é o responsável pela maior parte do impacto. O IVA, confirmando que é um imposto que, ao subir, afecta relativamente menos as pessoas com rendimentos mais elevados, pode ter um impacto potencial neste caso de 156 euros.

Os políticos também não escapam. E para além da subida de impostos sofrem também com cortes salariais. Cavaco Silva é quem terá o maior corte salarial, proporcional ao seu salário. O Presidente da República chega ao final do mês com menos 381 euros. Os deputados também vão ter menos 190 euros para gastar. Nas autarquias, os presidentes das câmaras do Porto e de Lisboa terão as maiores descidas (o salário é calculado com base no número de eleitores).

O efeito do IVA

Os portugueses estão já habituados a subidas do IVA. Na última década, a taxa normal deste imposto foi elevada por duas vezes, passando de 17 por cento para um valor que chegou a 21 por cento.

No entanto, a modificação que agora se prepara tem uma novidade. É que também a taxa reduzida e a taxa intermédia do IVA serão alteradas. Isto faz com que, as pessoas com rendimentos mais baixos (que têm um maior peso dos produtos de grande necessidade no seu cabaz de compras) acabem ainda mais afectadas do que noutras ocasiões.

É verdade que, num único produto, as contas de somar traduzem-se em poucos cêntimos, mas bens como o pão, leite, transportes, livros escolares e medicamentos, que nenhuma família pode deixar de comprar, também são desta vez alvo de subidas de impostos.

Para além dos dois impostos, os portugueses vão sofrer ainda outros impactos, por via indirecta. A tributação de um IRC extraordinário sobre as empresas com mais lucros pode reflectir-se nos preços por estas praticadas, principalmente se operarem em mercados pouco concorrenciais.

A redução das indemnizações compensatórias às empresas de transportes podem forçar estas, para não se endividarem mais, a fazer subir os preços dos bilhetes, mais uma medida que teria impactos nas camadas mais desfavorecidas da população.

Além disso, o recuo na adopção de medidas de apoio ao emprego e o congelamento das entradas na Administração Pública são medidas que irão prolongar as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho de uma parte muito significativa da população que ainda se encontra no desemprego.

Todos estes "pequenos" efeitos nos orçamentos de cada português podem, em conjunto, produzir um efeito global de dimensão muito maior. A redução do consumo será inevitável, face aos cortes nos rendimentos e à subida dos preços, podendo ainda gerar-se um efeito multiplicador na confiança dos consumidores, que acabam por poupar ainda mais do que aquilo que seria estritamente justificável.

Foi isso que aconteceu quando, em 2002 e 2005, se colocaram em prática em Portugal planos de austeridade semelhantes. A economia entrou logo a seguir em recessão.

Julgo que o governo não tinha grande margem de manobra e que estas medidas tinham que ser tomadas por mais que custem a todos nós. A situação financeira do país é muito grave. O valor da dívida pública portuguesa é de aproximadamente 125.000.000.000 de euros (cento e vinte cinco mil milhões de euros). Por mês corresponde a cerca de mil milhões de euros!!! Isto significa qualquer coisa como 76,% do PIB. Dizemos aproximadamente, porque a cada dia que passa, aumenta cerca de 50 milhões de euros. Só lamento que, mais uma vez, sejam sempre os mesmos a pagar as crises financeiras e a má governação do país e que, apesar do adiamento de uma série de grandes obras públicas, o governo tenha avançado com a construção do troço da linha férrea de TGV entre o Caia (fronteira com Espanha) e o Poceirão. Só por uma grande teimosia que poderá ficar muito cara para todos nós.

Como pronunciar o nome do vulcão islandês


Como já devem ter reparado, os jornalistas da televisão e das rádios nunca referem o nome concreto do vulcão Eyjafjallajökull. Dizem sempre "o vulcão islandês". De facto, é muito difícil pronunciar o nome deste vulcão que, teimosamente, continua a criar grande confusão nos transportes aéreos no continente europeu.

Podem ouvir aqui como se diz Eyjafjallajökull. Já agora, soa algo como "eia fiatla iokutl". (fonte áudio: Wikipedia)

domingo, 9 de maio de 2010

Blind Zero - Slow Time Love

Esta é uma das canções mais interessantes do actual rock português: Slow Time Love, dos portuenses Blind Zero que, como devem saber, cantam em inglês.


Se tiverem dificuldade em visualizar este videoclip podem ver, em alternativa, o seguinte:

Blind Zero no Myspace: http://www.myspace.com/blindzeromusic

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A polémica, em Portugal, dos projectos de grandes obras públicas


Como todos devem ter conhecimento, está a decorrer uma grande discussão nacional acerca dos projectos de grandes obras públicas que o governo português pretende lançar de imediato. A saber: a construção da ligação ferroviária Lisboa-Madrid, em TGV; a construção de um novo aeroporto para Lisboa; a construção de uma nova ponte sobre o Tejo e, ainda, uma série de auto-estradas.

Num período marcado por uma grande crise económica e financeira à escala global, em que o país tem registado um estagnação do crescimento económico (prevê-se 0,3% para este ano), um défice público de 9,3% do PIB (quando o Pacto de Estabilidade e Crescimento prevê um valor máximo de 3%), uma dívida pública de cerca de 80% do PIB e ainda uma taxa de desemprego de 9,5% da população activa (cerca de 700 mil portugueses desempregados) e em que as agências internacionais de rating têm vindo a avaliar negativamente a capacidade do nosso país poder saldar a sua dívida, as grandes questões que se colocam são as seguintes:

- Será que o país está em condições de poder lançar neste momento estes projectos de grandes obras públicas?

- Será que estas grandes obras públicas são essenciais para o relançamento do crescimento económico do país, diminuindo o desemprego e criando modernidade e riqueza para o país, factores fundamentais para o país poder saír mais rapidamente da crise económica e social, como argumenta o governo, ?

- Ou, será que estes projectos vão contribuir para o agravamento da situação económica e financeira do país, aumentando perigosamente a dívida do país ao ponto de este, num futuro próximo, não ter capacidade para saldar a sua dívida e, eventualmente, cair numa situação de insolvência (bancarrota), como argumentam alguns partidos da oposição e muitos economistas?

Em complemento, no topo do lado direito do blogue, podem votar na sondagem em que é perguntado se concordam ou não com o lançamento, neste momento, por parte do governo, destas grandes obras públicas.



Nota: já depois de ter escrito e publicado este "post" ficamos a saber que o governo pondera adiar, para mais tarde, o lançamento da maior parte das obras públicas que estavam previstas serem iniciadas brevemente, como o novo aeroporto de Lisboa e a nova travessia do Tejo. Apenas avançará para já o troço de TGV entre a fronteira do Caia e o Poceirão por, alegadamente, já existrem compromissos e financiamento.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

The Submarines - Submarine Symphonika

Os The submarines, uma banda indie norte-americana com origem na Califórnia, estão de volta ao blogue com Submarine Symphonika. O vídeoclip é bastante criativo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Maré negra no Golfo do México: uma impressionante catástrofe ambiental


A explosão na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, a 20 de Abril, causou o afundamento da estrutura e deixou em aberto, a 1500 metros de profundidade, um poço que liberta diariamente o equivalente a mil barris de petróleo. A poluição tem potencial para causar danos a praias, ilhas e uma costa que tem um ecossistema frágil. Especialmente o delta do rio Mississípi.

O Presidente Barack Obama disse ontem que a maré negra, que já chegou ao Luisiana, é uma catástrofe “talvez sem precedentes”.

“Penso que os americanos já se deram conta, especialmente as pessoas que vivem aqui, que estamos a ser confrontados com uma catástrofe ecológica que talvez não tenha precedentes”, declarou Obama em Venice, uma das comunidades costeiras mais ameaçadas pela maré negra causada pela explosão de uma plataforma petrolífera a 20 de Abril.

“Enquanto Presidente dos Estados Unidos, não pouparei esforços para responder a esta crise”, prometeu, salientando que esta catástrofe deverá a “prolongar-se por muito tempo” e a “ameaçar os meios de subsistência de milhares de americanos”.

Obama defendeu a sua administração, criticada pela lentidão na sua reacção. “O Governo federal lançou e coordenou uma intervenção onde todos os agentes estão envolvidos, sem descanso, desde o primeiro dia”.

O Presidente apontou o dedo ao grupo britânico BP, que explorava a plataforma Deepwater Horizon, estrutura localizada a 70 quilómetros do litoral da Luisiana. Todos os dias, as fugas na plataforma, que se afundou a 22 de Abril, libertam no mar cerca de 800 mil litros de petróleo. “As coisas devem ficar bem claras: a BP é a responsável por esta fuga. A BP vai pagar por isso”, disse aos jornalistas.

A BP garantiu hoje que vai pagar todos os custos da maré negra, incluindo a limpeza e as indemnizações aos lesados. A empresa vai pagar “todos os custos de limpeza necessários e apropriados”, assim como todos os pedidos “legítimos e objectivos” de indemnização por perdas ou danos causados pela maré negra.

Enquanto isso, a BP diz estar a fazer “absolutamente tudo” o que pode para “eliminar a fuga na fonte e conter o impacto ambiental da maré negra”.

A agência de meteorologia norte-americana NOAA informou que a mancha negra se está a dirigir para as costas do Alabama e Florida, incluindo as ilhas Chandeleur, ao largo da ponta mais a Sul do Luisiana.

Fonte: Público on line


Na infância as escolas ainda não tinham fechado...


"Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom. Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores."


Rosa Lobato Faria, escritora e actriz, faleceu no passado dia 2 de Fevereiro de 2010


Este texto é apenas um excerto de uma autobiografia escrita pela autora há dois anos e publicada no Jornal de Letras. Podem ler mais aqui.

sábado, 1 de maio de 2010

Eugénio de Andrade - Poema à Mãe


No Dia da Mãe, aqui fica um dos mais belos poemas dedicados a uma mãe escrito pelo grande poeta Eugénio de Andrade.


Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.



Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

A Devida Comédia - artigo de Miguel Carvalho


Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo emfestim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.

A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.

Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas,das famílias no fio da navalha?

Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.


Artigo de Miguel Carvalho publicado na revista Visão online



Eu sei que em muitas famílias as coisas não se passam assim e que os pais assumem a sua responsabilidade de educadores e que orientam os seus filhos da melhor maneira. No entanto, este artigo dá que pensar!...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Biografia do alpinista João Garcia

O vídeo que se segue dá-nos uma pequena biografia do alpinista português João Garcia que acabou de escalar a última das 14 montanhas do Planeta com mais de 8 mil metros sem recorrer ao oxigénio artiicial, tornando-se, assim, o 10º alpinista a nível mundial a conseguir este feito, como já foi referido num "post" recente.