terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Chegamos às 150 000 visitas em 3 anos de existência deste blogue.

Obrigado a todos!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Carlos Drummond de Andrade - Cortar o tempo



Carlos Drummond de Andrade - Cortar o tempo


"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...
...então, para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para vocês,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puderem sorrir.
Todas as músicas que puderem emocionar.
Neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!! "

Para todos, mais uma vez, um bom 2011!

The Beatles - Come Together

Come Together, canção gravada pelos Beatles em 1969 e que pertence ao álbum Abbey Road.

A Nova Linha Laranja (F) já está em funcionamento


A sexta linha do Metro do Porto entrou em operação comercial regular a 2 de Janeiro de 2011. São 10 novas estações, 4 parques e 7 quilómetros a somar à rede, ligando a Senhora da Hora a Fânzeres.
A abertura da Linha Laranja (F) marca uma nova etapa na história do Metro do Porto e no dia-a-dia dos habitantes do concelho de Gondomar. O Metro do Porto volta-se assim para a zona oriental da cidade e passa a disponibilizar um novo meio de transporte a dezenas de milhar de pessoas na Área Metropolitana, com um serviço cómodo, económico, rápido, eficaz e seguro.

A Linha Laranja liga a Estação da Senhora da Hora e a Estação de Fânzeres sem necessidade de transbordo. As novas estações Contumil, Nasoni, Nau Vitória (as três no concelho do Porto), Levada, Rio Tinto, Campainha, Baguim, Carreira, Venda Nova e Fanzeres (Gondomar), estão equipadas com máquinas de venda e carregamento de títulos, validadores e novos suportes de informação ao público.

Tempos de viagem
A partir de Janeiro, uma deslocação de Fânzeres à Senhora da Hora passa a demorar cerca de 39 minutos e cerca de 18 minutos de Fânzeres ao Estádio do Dragão. Para chegar a Rio Tinto a partir do Estádio do Dragão, serão necessários apenas 9 minutos, de Fânzeres à Trindade uns 26 minutos e até à Casa da Música serão 30 minutos. O título de viagem necessário para ir de Fânzeres ou de Rio Tinto até à Senhora da Hora, Trindade ou Casa da Música será o Z3 (1,25 euros).

Serviço
 A frequência de circulação dos veículos na Linha Laranja será de 15 minutos (entre as 7H00 e as 21H00, nos dias úteis e aos sábados).

Parques Metro
 Assim, nas estações de Campaínha, Baguim, Venda Nova e Fânzeres estão disponíveis parques de estacionamento automóvel, gratuitos, com capacidade para acolher um total de 462 veículos. O objectivo é sempre aumentar a qualidade de vida e a mobilidade de toda a população da zona envolvente.

Com o início das verificações técnicas – que irão prolongar-se até ao final deste ano -, o Metro passa a constituir um novo elemento no meio urbano, pelo que peões e automobilistas devem observar um conjunto de regras. A segurança é a maior prioridade do Metro do Porto: consulte, aqui, os cuidados que deve ter.

Fonte: Metro do Porto

Linha SOS Professores regista 400 pedidos de ajuda por casos de indisciplina e agressão



Mai uma vez trago ao blogue o problema da indisciplina nas escolas portuguesas. Segundo o Público on line de hoje, quase 400 pedidos de ajuda para situações de indisciplina nas escolas foram registados na Linha SOS Professores nos últimos quatro anos. Esses contactos foram feitos, na sua maioria, depois da tentativa de que os conselhos executivos resolvessem os problemas.

De seguida trascrevo parte da notícia:


Linha SOS Professores regista 400 pedidos de ajuda por casos de indisciplina e agressão

Numa escola da Pontinha, nos arredores de Lisboa, uma das professoras de Matemática já interiorizou a regra que tornou sagrada: “Nunca me viro para o quadro”. Porquê? “Não se sabe o que pode acontecer nas minhas costas”. Esta é a imagem de insegurança que marca o dia a dia de um elevado número de professores em Portugal. A indisciplina na sala de aula transformou-se num sério problema que, em muitas escolas do país, parece tender a agravar-se. Que dificulta o trabalho de elevado número de professores, que os afecta psicologicamente e, em muitos casos, os leva a meter baixa médica.

Muitos destes casos nunca se tornam públicos mas são tema frequente de conversa nas escolas e motivo de queixas aos conselhos executivos. Quando o problema se arrasta e perante a falta de soluções, muitos docentes recorrem à linha SOS Professores, da Associação Nacional de Professores. Nos últimos quatro anos, foram ali registados quase 400 pedidos de ajuda para situações de agressão e de indisciplina nas escolas. A maioria foi apresentada por docentes do sexo feminino entre os 40 e os 49 anos que leccionam o terceiro ciclo ou o ensino secundário na zona de Lisboa e já têm mais de 26 anos de serviço. Os dados foram recolhidos entre Setembro de 2006 e Junho de 2009 e no período de Outubro 2009 a Junho 2010, totalizando os 386 contactos com aquela Linha. A grande maioria das situações diz respeito à agressão verbal (43,6 por cento) seguindo- se as queixas de indisciplina (29,5 por cento), de agressão física (27,8 por cento) e de mau relacionamento (13,6 por cento).
Numa escola de segundo ciclo do Areeiro, as alunas de 11 anos maquilham-se durante a aula de Português, mandam mensagens de telemóvel e contam anedotas. “Aquela sôtora não faz nada, podemos fazer o que nos apetecer”, diz uma delas. “Na aula de Inglês, não, ninguém manda um pio”. Porquê? “A DT [directora de turma] é bué exigente e não deixa”. Visto assim, o problema parece residir na incapacidade do professor impor autoridade.

Mas, nalguns casos, a questão é mais complexa e interligada aos meios desfavorecidos em que as escolas e os alunos pertencem. Como aquela em que o quadro não está afixado na parede, mas tombado no chão da sala de aula. É preciso pedir giz para escrever e não há apagador. Os que houve, foram logo roubados pelos alunos, crianças dos 5 aos 9 anos oriundas de bairros considerados muito problemáticos. Não há lápis de cor, nem cadernos, nem material nenhum. Mas é uma escola de ensino básico, do primeiro ao quarto ano. Não, não é em Moçambique. Fica no centro de Lisboa.

Os alunos são ainda muito pequenos mas nada parece intimidá-los. Respondem com o riso às ordens dos professores, saltam e correm na sala de aula. É impossível cativar a sua atenção para ensinar. Quando uma professora tentou impor-se, os pais protestaram, acusando-a de ser demasiado rígida e o caso foi analisado pelo director. A professora passa a dar aula de porta aberta, decidiu. “Assim, nestas condições e com estes miudos é impossível ensinar”, diz a docente, exausta.

Há estabelecimentos de ensino em que os incidentes assumem maior gravidade e dão lugar à violência. Numa escola da linha de Sintra um professor retirou um telemóvel a um aluno do oitavo ano que perturbava a aula. Furioso e com a ajuda de outros colegas, o rapaz “vingou-se” retirando o relógio ao professor. Este queixou-se ao conselho executivo que discutiu o caso, aplicou uma suspensão aos jovens e restituiu o relógio ao docente.

Mas a solução dos casos pontuais não resolve o problema de fundo da indisciplina. Em declarações ao PÚBLICO, uma professora de Francês de uma das escolas da linha de Sintra do segundo e do terceiro ciclo afirma que o problema está a tornar-se “cada vez pior” naquela zona. Na sua opinião “é um problema que vem de casa, da falta de uma educação de base que não impõe regras aos miúdos”. As turmas muito extensas, de 28 alunos, no seu caso, também não ajudam, bem como os limites impostos à actuação dos professores. “Está a ser cada vez mais difícil o controlo na sala de aula”, afirma. Um problema que não é português observando-se, hoje, em vários países da Europa. Os pais acusam a escola de não conseguir desempenhar o seu papel educativo junto dos seus filhos; os professores atribuem a indisciplina à falta de regras que as crianças e jovens têm em casa, o que se reflecte depois na escola e prejudica a aprendizagem.

Em Março deste ano, num encontro realizado na cidade espanhola de Valência um grande número de especialistas em educação, defendeu que o aumento da violência e da indisciplina nas escolas resulta, sobretudo, de uma crise de autoridade familiar. Os pais não estabelecem regras e limites em casa e transferem essa responsabilidade para os professores.

Nessa reunião, o filósofo Fernando Savater, autor do livro “Ética para um Jovem”, notou que a generalidade dos pais das sociedades actuais condicionados pelo pouco tempo que habitualmente passam com os filhos, preferem que essse convivio “seja alegre” e sem conflitos, preferindo transferir a responsabilidade do exercício da autoridade para as escolas e para os professores. Só que, quando os professores tentam desempenhar esse papel “são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os”, nota Savater. Alerta para a situação de professores “psicologicamente esgotados” que se tranformam “em autênticas vítimas nas mãos dos alunos”. E salienta: “A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara”, diz não se referindo apenas ao aspecto económico do problema mas a todas as consequências que podem resultar da indisciplina. Savater recomenda aos pais a necessidade de transmitirem aos seus filhos a ideia de que receber uma educação é “uma oportunidade e um privilégio”.

Fonte: Público on line

domingo, 2 de janeiro de 2011

The Beatles - Get Back

Get Back, gravada pelos Beatles em 1969, é uma das canções mais interessantes do grupo em termos ritmicos e um pouco diferente da maioria das canções do grupo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um bom Ano 2011

Apesar da crise e de todas as dificuldades que nos esperam, não deixo de desejar a todos aqueles que visitam este blogue.

Um bom Ano 2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

The Beatles - The Long & Winding Road

The Long and Winding Road, canção gravada pelos Beatles em 1970 para o álbum Let it B.

Viagens experimentais na Linha Laranja

A Linha Laranja (F) recebe pela primeira vez clientes, para viagens experimentais gratuitas, nos dias 29 e 30 de Dezembro, entre as 10H00 e as 18H00. A nova linha do Metro do Porto é inaugurada e entra em operação comercial regular no próximo domingo, dia 2 de Janeiro, ligando a Senhora da Hora a Fânzeres e passando a servir o concelho de Gondomar.

As viagens experimentais da Linha Laranja (F) decorrem no novo troço da rede – com cerca de 7 quilómetros e dez estações - entre as Estações de Contumil e de Fânzeres – não fazendo a ligação, portanto, ao tronco comum Senhora da Hora – Estádio do Dragão. Estas viagens são gratuitas e visam permitir à população das zonas servidas pela nova linha um primeiro contacto com a rapidez, eficácia, segurança e qualidade de serviço do Metro do Porto. Em todas as estações da nova linha, está assegurado o apoio aos clientes durante as viagens promocionais desta quarta e quinta-feira.

Fonte: Metro do Porto

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

The Beatles - Let It Be

Mais uma das canções inesquecíveis dos Beatles: Let it be, do álbum com o mesmo nome. Gravado em Janeiro de 1969, o álbum foi somente lançado em julho de 1970.

"Geração Nem Nem" está a aumentar cada vez mais



Mais uma notícia preocupante para o nosso país: segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) em Portugal existem perto de 314 mil jovens, com idades compreendidas entre os 15 e 30 anos, que não estudam nem trabalham. Este número equivale a 16% dos jovens portugueses. Segundo o INE é um número que tem vindo a aumentar com a passagem dos anos. Já lhes chamam da "Geração Nem Nem". Estes números do INE têm por base o Inquérito ao Emprego e incluem não só os desempregados mas também pessoas que não estão à procura de um trabalho, e que no dicionário do INE são os «inactivos desencorajados». Para onde caminha o nosso país?

Fonte: Jornal Digital

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

John Lennon - Happy Christmas(War is Over)




Como é habitual pelo Natal temos John Lennon e o seu Happy Christmas (War is Over) ... if you want it. É sem dúvida uma das canções mais bonitas de Natal. Só é pena que, de facto, o desejo de John Lennon ainda não se ter concretizado. Infelizmente, as guerras ainda não acabaram. Ainda há muitos homens que as querem!...

Um feliz Natal para todos



Happy Christmas(War is Over)


So this is Christmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Christmas
I hope you have fun
The near and the dear ones
The old and the young


A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear


And so this is Christmas War is over
For weak and for strong If you want it
For rich and the poor ones War is over
The world is so wrong Now
And so Happy Christmas War is over
For black and for white If you want it
For yellow and red ones War is over
Let's stop all the fight Now


A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear


And so this is Christmas War is over
And what have we done If you want it
Another year over War is over
And a new one just begun Now
And so Happy Christmas War is over
I hope you have fun If you want it
The near and the dear one War is over
The old and the young Now


A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear


War is over if you want it
War is over now

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Ocidente já não é o centro do Mundo


Hoje encontrei no site do público um artigo muito interessante do jornalista especialista em política internacional Jorge Almeida Fernandes com o título "Aprendemos que o Ocidente já não é o centro do Mundo" integrado no dossiê geral "Dez lições dos primeiros dez anos doséculo XXI". Mostra-nos em síntese o que é que de mais importante mudou na geopolítica mundial nos últimos dez anos. É longo mas vale a pena ler.



Aprendemos que o Ocidente já não é o centro do mundo

1. O Ocidente continuará forte mas deixará de dominar o mundo, declarou há semanas, em Milão, Kishore Mahbubani, professor e antigo diplomata de Singapura. "Os Estados Unidos e a Europa foram óptimos guardiões da ordem mundial, mas agora estão em retirada." O título do último livro de Mahbubani, publicado em 2008, dispensa comentários: O Novo Hemisfério Asiático - A Irresistível Mudança do Poder Global para o Leste.

A mudança começa na "transferência da riqueza": o conjunto do Produto Nacional Bruto do G7 será ultrapassado em 2020 pelo conjunto do "E7", os "emergentes" com maior projecção político-económica - Brasil, Rússia, Índia, China (os BRIC), México, Indonésia e Turquia.

A "transferência do poder" é mais complicada. Também em 2008 o indo-americano Fareed Zakaria, então director da Newsweek International, publicava uma obra de choque: O Mundo Pós-americano. É uma nova ordem multipolar. Militarmente, a América continua a ser uma "potência única", mas está politicamente enfraquecida. Tem uma base económica e tecnológica extremamente forte. Não se trata do "declínio" americano ou ocidental mas da "ascensão do Resto". Ou os EUA se adaptam ao novo mundo, para o modelar e estabilizar, ou suscitarão vagas de nacionalismo nos "países do Resto", concluía. O problema maior é a China, não por crescer mas porque "opera numa tão grande escala que se torna capaz de mudar a natureza do jogo".

O termo "Resto" é uma ironia: até há poucos anos, era vulgar um quadro distribuir os grandes indicadores económicos em duas colunas - "Ocidente" e "Resto do Mundo".


2. É interessante olhar a questão Ocidente-Oriente por um prisma asiático. Singapurense de origem indiana, Mahbubani é um arauto da "ressurgência" da Ásia. Que diz ele?

Reflectindo a ambivalência asiática, antes de acusar, celebra o Ocidente. "Os Estados ocidentais alcançaram o auge do desenvolvimento humano: não só "zero guerras" mas também "zero perspectiva de guerra" entre ocidentais." O que não é um dado adquirido na Ásia - Coreia, China-Japão, Índia-Paquistão encerram pesadas ameaças.

Faz a apologia dos "sete pilares da sabedoria ocidental": mercado livre, ciência e tecnologia, meritocracia, pragmatismo, primado da lei, educação e cultura de paz. Por que ressurge a Ásia? Porque decidiu adoptar aqueles "pilares", seguindo o exemplo do Japão. O paradoxo do seu "milagre económico" é que ele se deve às políticas de comércio livre dos EUA e da Europa.

Depois, equaciona o novo conflito. O Ocidente desenhou, no fim da II Guerra Mundial, uma ordem multilateral, com base nas Nações Unidas. Os asiáticos não a contestam, pois "foram os grandes beneficiários". Querem a sua reestruturação. "A Ásia não quer dominar o Ocidente", quer forçá-lo a abrir mão do domínio sobre as instituições globais, do FMI ao Banco Mundial, do G7 ao Conselho de Segurança da ONU.


A crise financeira já levou à substituição do G7 pelo G20 e a uma correcção de forças no FMI. Mas os "emergentes" pedem mais e querem ter uma palavra na gestão das crises internacionais.


O mundo seria mais bem governado pela "competência asiática" do que pela "incompetência ocidental", argumenta Mahbubani.


Atribui à irresponsabilidade americana e aos seus mitos económicos a crise que ameaça desestabilizar o capitalismo. E a guerra do Iraque, à revelia do Conselho de Segurança, acelerou o declínio do Ocidente, em termos de poderio e de descrédito dos seus valores e instituições.


"A incapacidade do Ocidente de admitir o carácter inviável da sua dominação mundial representa um grave perigo para o mundo. (...) Haverá uma verdadeira crise da gestão da ordem mundial se não mudar de rumo." A liderança americana está enfraquecida mas a China e a Índia não têm os atributos necessários para a substituir. Reconhece: "Um vazio de liderança global é perigoso."


3. Deixou o Ocidente - 12 por cento da população mundial - de ser o "centro do mundo" como o foi desde o século XVI e, sobretudo, após a Revolução Industrial? Deixou. E depois? Não é sinónimo de marginalização ou declínio. O mundo tem agora vários "centros". Também o futuro da Ásia encerra riscos e incógnitas. Os asiáticos não têm uma identidade civilizacional ou histórica. São um puzzle de culturas. E um clube de rivais como a antiga Europa. A China é a maior incógnita e ainda não definiu as suas ambições. A maioria dos vizinhos quer compensar a sua ascensão, económica e militar, por um reforço da presença americana no Índico e no Pacífico. Nada é linear. Emerge uma ordem multipolar e heterogénea. "Assistimos ao aparecimento de uma nova forma de não-alinhamento, que não é dirigida contra os ocidentais, mas decorre da vontade dos países emergentes em defender os seus interesses e a sua visão de um mundo em que o poder global será redistribuído", resume o francês Thierry de Montbrial no anuário Ramsés 2011. Uma década é um minuto na História.


Jorge Almeida Fernandes

Fonte: Público on line

The Beatles - Hey Jude

Continuamos musicalmente com os The Beatles. Na selecção das minhas músicas preferidas não podia ficar de fora o eterno Hey Jude, de 1968. Já é a segunda vez que é escolhido neste blogue, mas o que é belo nunca é de mais!

Solstício de Dezembro


Chegou o inverno ao Hemisfério Norte (verão no Hemisfério Sul)! Hoje, 21 de Dezembro, ocorre o solstício de Dezembro. O sol encontra-se sobre o Trópico de Capricórnio, incidindo com maior verticalidade em todo o hemisfério Sul e com maior obliquidade no hemisfério Norte. A massa atmosférica atravessada pelos raios solares é grande no Hemisfério Norte o que determina um menor aquecimento por unidade de superfície terrestre. Hoje é o dia mais curto e a noite mais longa do ano no Hemisfério Norte. O contrário ocorre no Hemisfério Sul.

Tudo isto acontece porque a Terra ao fazer o seu movimento de translação (à volta do sol), seu o eixo apresenta uma inclinação de 23º e 27' em relação ao plano da órbita.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

The Beatles - Eleanor Rigby

Nos próximos tempos o espaço musical do blogue vai ser dedicado aos anos 60 e muito especialmente aos The Beatles, um grupo inglês formada em Liverpool em 1960 e que duraria até 1970. Este grupo constituiu um dos maiores ícones da cultura pop dos anos 60. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Infelizmente, John Lennon e George Harrison já não estão entre nós. 

Começamos com "Eleanor Rigby", uma das canções mais bonitas e complexas do grupo, originalmente lançada no álbum Revolver de 1966. Também foi lançada como single, junto com a música Yellow Submarine. Aliás o vídeoclip apresentado faz parte do filme de animação Yellow Submarine realizado em 1968 por George Dunning.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Paul Rusesabagina: o Homem por detrás da personagem de Don Cheadle em Hotel Ruanda



Paul Rusesabagina (nascido a 15 de Junho de 1954) é um cidadão de Ruanda internacionalmente reconhecido pela sua actuação humanitária durante o Genocídio de Ruanda em 1994.

Paul era da etnia hutu enquanto sua mulher era da etnia tutsi. Durante os combates abrigou a sua família no hotel Les Mille Collines em Kigali, de propridade do grupo belga Sabena, onde era gerente. Com a saída dos hóspedes do hotel, Paul abre-o aos refugiados, salvando assim mais de 800 pessoas.

A história de Paul Rusesabagina ficou internacionalmente conhecida quando foi retratada no filme Hotel Ruanda de 2004, numa actuação de Don Cheadle nomeado ao Óscar.

Em 2005 recebeu do presidente americano George W. Bush a "Presidential Medal of Freedom" dos EUA.

Atualmente vive em Kraainem, na Bélgica com sua esposa Tatiana, seus filhos e seus sobrinhos, onde montou uma empresa de transportes.

De seguida podem ver alguns vídeos sobre a figura de Paul Rusesabagina.





Ibermeteo - um caso interessante de empreendedorismo



Ontem o jornal Público trazia uma reportagem muito interessante sobre uma empresa rentemente criada por três jovens saídos da Universidade de Aveiro - a Ibermeteo. Esta empresa aposta num mercado inovador: a consultoria meteorológica feita à medida das empresas. Este é um execelente exemplo de empreendedorismo e que prova que, apesar da crise económica e financeira global e do elevado desemprego, nomeadamente de jovens licenceados, temos que ser pró-activos e ter espírito de iniciativa e não estar à espera que o Estado resolva os nossos problemas. Desejo o maoir sucesso para estes jovens.

Vejam a notícia:

Quando o Mau tempo Vira um Negócio

Um espectáculo, um evento desportivo ou um casamento arruinados por más condições climatéricas. Uma colheita estragada pelas intempéries ou uma obra de construção atrasada devido a chuvas fortes. Nada a fazer? A Ibermeteo acha que não e resolveu fazer do mau tempo um negócio. Lançada há quase um ano por três jovens, esta empresa de Coimbra quer afirmar-se numa área inovadora: a consultoria meteorológica. Empresas de construção como a Teixeira Duarte tornaram-se os seus primeiros clientes, mas a grande aposta pode ser as energias renováveis.

José Eduardo Baptista, Jorge Gonçalves e Tiago Rodrigues são os promotores do projecto. Todos jovens (24, 23 e 25 anos) e de pontos diferentes do país (Coimbra, Santa Maria da Feira e Viseu). Mal terminaram o curso de Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, na Universidade de Aveiro, optaram por não ficar à espera que a sorte lhes batesse à porta com um emprego. A ideia de criar uma empresa de consultoria na área meteorológica partiu de um dos professores do curso, Alfredo Rocha. O passo seguinte foi fazer uma prospecção de mercado, que revelou o que já existia pelo mundo nesta área de negócio. Por fim, reuniram 5000 euros para dar entrada no capital social da empresa, a que deram o nome de Ibermeteo.

O objectivo é "ajudar as empresas a diminuir os riscos e os prejuízos inerentes aos fenómenos meteorológicos, como a interrupção de obras ou o cancelamento de actividades desportivas, permitindo-lhes fazer uma prevenção e reprogramação das suas operações", explica Jorge Gonçalves. Tendo por base o modelo de previsão do tempo norte-americano WRF (Weather Research and Forecasting Model), a Ibermeteo "consegue ir ao local exacto onde o cliente está - à sua quinta, à obra de construção, e prever o tempo para os dias pretendidos".

Regra geral, as previsões do estado do tempo que estão disponíveis nos meios de comunicação social têm uma resolução de 40 por 40 quilómetros. O modelo da Ibermeteo tem uma de cinco por cinco quilómetros para Portugal Continental e de 25 por 25 na Península Ibérica, o que torna a previsão meteorológica muito mais fiável. "Desta forma, detectamos eventos meteorológicos de escala mais reduzida, como precipitação forte e localizada, granizo, trovoada", salienta Jorge Gonçalves. A empresa pretende, em breve, aumentar a resolução para um quilómetro por um em Portugal e de cinco para cinco na península.

Foi na área da construção civil que a empresa angariou os seus primeiros clientes. O consórcio DLOE (Douro Litoral Obras Especiais), que engloba a Teixeira Duarte, a Construtora do Tâmega, a Alves Ribeiro e a Zagope, tem recorrido aos serviços da Ibermeteo para duas obras na Zona Norte. Além disso, o projecto de consultoria atraiu o interesse de duas empresas que alugam e montam tendas para eventos - a Arquitetoldos e o Sítio do Passal.

É, contudo, na área das energias renováveis que a Ibermeteo espera conseguir mais oportunidades de negócio, junto das empresas que gerem parques eólicos e fotovoltaicos. "Estas empresas têm de prever o potencial eólico não só para planear a manutenção dos parques (realizando-a nos momentos em que haja pouco vento ou luz) como para estimar quanta energia vão produzir", explica José Eduardo Baptista. A Ibermeteo acredita que é nesta área que o seu negócio pode vir a ter mais sucesso, tendo já vários interesses empresariais que estão prestes a transformar-se em contratos.
Além de estar disponível para actuar nas mais diversas áreas de negócio, a Ibermeteo quer oferecer soluções à medida de cada cliente. Quando contratam os seus serviços, as empresas escolhem as variáveis que querem ver previstas (temperatura, precipitação, neve, geada), os dias e os meses em que quer essa previsão e o número de vezes por dia. A Ibermeteo disponibiliza previsões meteorológicas até quatro vezes por dia e pode avisar o cliente por email, por SMS ou através do site, que tem um sistema de acesso para cada cliente registado onde estão disponíveis os orçamentos, os relatórios e as previsões.

Com tantas possibilidades, torna-se difícil determinar uma escala de preços. "Se uma empresa de construção civil nos pedir previsões para uma obra, é uma coisa; se pedir para 20, é outra", afirma Tiago Rodrigues. Mas, no caso das energias renováveis, onde as empresas podem pedir previsões de tempo até quatro vezes por dia, todos os dias do mês, para um total de 70 parques, o preço a pagar ronda os 2000 a 2500 euros por mês.

"Esta fase inicial tem sido complicada", admite Jorge Gonçalves, pois "não há noção em Portugal de que este ramo de consultoria é importante". Prova disso foi a tentativa de apostar numa área de negócio - os transportes - que veio a revelar-se infrutífera.

A vaga de neve na Europa que, no início deste ano, fez parar dezenas de camionistas portugueses e trouxe prejuízos pesados inspirou a Ibermeteo a propor os seus serviços às empresas de transporte. Chegou mesmo a estar em cima da mesa um projecto com uma empresa de telecomunicações para criar um software de previsão meteorológica que disponibilizasse aos grupos de transportes várias informações sobre o estado do tempo, permitindo redefinir rotas. Mas a ideia acabou por não passar do papel

Fonte: Público on line

Site da Ibermeteo: http://ibermeteo.com/

Novembro frio em Portugal Continental


Segundo o Instituto de Meteorologia de Portugal Novembro foi mais frio que o normal. Ainda que o início do mês tenha apresentado valores elevados de temperatura máxima entre 20 e 27º C, na 2ª quinzena observaram-se valores muito baixos de temperatura, em particular no interior do território, onde se registaram temperaturas mínimas negativas, como por exemplo em Miranda do Douro (-7.2ºC), Bragança (-6.7ºC) e Montalegre (-6.5ºC).
Os valores médios da temperatura máxima e mínima do ar foram inferiores ao valor normal, em -1.4ºC e -0.9ºC, respectivamente.
Em relação à precipitação em Portugal Continental, o mês classifica-se como normal a seco em quase todo o território, excepto nas regiões do Litoral Norte, da região de Lisboa e de Sagres onde foi chuvoso. O valor médio mensal da quantidade de precipitação foi muito próximo do valor normal 1971-2000, com uma anomalia de -5.2mm.

Fonte: Instituto de Meteorologia

sábado, 11 de dezembro de 2010

Conferência do Clima de Cancún termina com um acordo modesto


Depois do fracasso da Conferência do Clima de Copenhaga, há um ano atrás, a conferência climática da ONU em Cancún, México, terminou hoje com um acordo muito modesto, mas tido como um passo importante rumo a um novo tratado contra o aquecimento global.

Vejam a notícia do público on line de hoje.

Em textos de compromisso apresentados pela presidência mexicana da conferência, o acordo não fixa metas vinculativas de redução de emissões de gases com efeito estufa, seja para os países ricos ou pobres. Mas determina um objectivo de dois graus Celsius como limite para o aumento da temperatura média global até ao fim do século e cria um Fundo Verde Climático para os países em desenvolvimento, com promessas de 100 mil milhões de dólares (76 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020.

Os textos foram aceites pelos cerca de 190 países representandos em Cancún, excepto pela Bolívia, cuja discordância protelou a discussão. Foi formalmente aprovado pelo plenário às 3h30 (9h30 em Lisboa).

Em intervenções no plenário da conferência, sucessivos ministros e diplomatas saudaram os textos como um avanço significativo, depois do fracasso da última cimeira climática, em Copenhaga, no ano passado. A ministra mexicana dos Negócios Estrangeiros, Patricia Espisona – presidente da conferência e responsável por aproximar as posições divergentes de diferentes países – foi ovacionada durante a sessão.

“Vocês restauraram a confiança da comunidade internacional”, disse o ministro indiano do Ambiente, Jairam Ramesh. Já o chefe da delegação norte-americana, Todd Stern, afirmou que o conjunto de textos, "mesmo que não seja perfeito, é incontestavelmente uma boa base para avançarmos”. A União Europeia e o grupo dos países mais pobres também mostraram-se globalmente satisfeitos com o resultado.

Ainda assim, o acordo é considerado por muitos como insuficiente. "A vontade política para uma acção vigorosa ainda não é suficientemente forte para uma resposta global adequada para fazer face à ameaça climática", avalia a organização ambientalista Quercus, num comunicado. "Mas as acções nacionais mostram que os países reconhecem a necessidade e os benefícios de uma economia verde, e as conversações no quadro das Nações Unidas requerem essa confiança", completam os ambientalistas.

Os documentos vertem para textos oficiais das Nações Unidas alguns dos aspectos contidos no Acordo de Copenhaga - um pacto não-vinculativo adoptado há um ano, à margem do processo negocial da ONU.

Alguns aspectos centrais dos textos, segundo a agência Reuters:

Protocolo de Quioto
Os países comprometem-se a concluir o trabalho sobre o prolongamento do protocolo “o mais rápido possível e de modo a garantir que não haja um hiato entre o primeiro e o segundo período de cumprimento”. O primeiro período termina em 2012. O acordo pede mais esforços dos países desenvolvidos na redução de emissões, mencionando a necessidade de 25 a 40 por cento de redução até 2020, em relação a 1990, para manter o aquecimento global a um nível aceitável.

Acção de longo prazo
Reconhece a necessidade de “cortes profundos” nas emissões globais, de modo a manter o aumento da temperatura média global abaixo dos dois graus Celsius. Admite rever a meta para 1,5 graus Celsius. Determina que se estabeleça uma meta global de redução de emissões até 2050. Os países desenvolvidos devem liderar nos esforços, dado serem historicamente responsáveis por mais emissões. Os países em desenvolvimento devem adoptar “acções nacionais”, apoiadas internacionalmente, para controlar as suas emissões até 2020. As reduções que resultarem de apoio internacional serão verificadas externamente. As acções domésticas serão alvo de verificação interna.