segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amigos para sempre

Não resisto a transcrever um artigo de Miguel Esteves Cardoso que foi publicado na sua coluna habitual do jornal Público (Ainda Ontem) no passado dia 5 de Fevereiro. É, provavelmente, um dos melhores e mais belos textos que alguma vez li sobre o que são os amigos, o que significa a verdadeira amizade e como o tempo não leva as verdadeiras amizades.


Amigos para sempre

Os amigos cada vez mais se vêem menos. Parece que era só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. E, no maior luxo de todos, há muito perdido: porque não tínhamos mais nada para fazer.

Nesta semana, tenho almoçado com amigos meus grandes, que, pela primeira vez nas nossas vidas, não vejo há muitos anos. Cada um começa a falar comigo como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos.

Nada falha. Tudo dispara como se nos estivera - e está - na massa do sangue: a excitação de contar coisas e a alegria de partilhar ninharias; as risotas por piadas de há muito repetidas; as promessas de esperanças que estão há que décadas por realizar.

Há grandes amigos que tenho a sorte de ter que insistem na importância da Presença com letra grande. Até agora nunca concordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição. Enganei-me. O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se cada vez que podem. É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, é como se nos tivéssemos visto ontem. Mas, mesmo assim, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar. O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela há. Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida.

Miguel Esteves Cardoso in Público, 5 de Fevereiro de 2011.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A revolução popular do Egipto

Ao fim de 18 dias de manifestações diárias nas ruas do Cairo e de Alexandria, e de 300 mortos, finalmente o povo egípcio conseguiu derrubar o presidente Mubarak que dirigia o país há 30 anos. Foi espantoso testemunhar diariamente através dos media uma verdadeira revolução popular que provou que, afinal de contas, os muçulmanos também são capazes de lutar pela democracia e por uma vida mais digna. Esta revolução, a que assistimos quase em directo, deveu-se à conjugação do movimento pró-democracia(que foi inicialmente liderado pelos jovens, mobilizados pelas redes sociais, e que depois acabou por envolver milhares de pessoas de todas as idades) e pelos militares que tinham de evitar dois cenários catastróficos: fazer um massacre, arriscando a própria divisão, ou deixar cair o poder na rua, numa situação de caos.

Vale a pena trancrever o artigo publicado pelo jornalista Paulo Moura no jornal Público de hoje e que descreve o ambiente fantástico que se vivia ontem na já famosa praça Tahrir, no centro do Cairo.


O dia em que a multidão foi maior do que o Cairo

Chorar é o primeiro apanágio da liberdade: e chorou-se nas ruas do Cairo. E festejou-se: "nunca sonhei que vencêssemos", diz um estudante, de 24 anos.

Venceram. Era impossível, mas venceram. A praça Tahrir estava cheia quando rebentou a notícia, sob a forma de gritos - "Alah U Akbar!" E todos souberam o que era. Não pela frase, mas pelo modo arrebatado, incandescente, como foi gritada. "Alah U Akbar!", e as multidões que ainda faziam fila nos checkpoints junto aos tanques lançam-se a correr loucas sobre a praça. Ao princípio parece uma guerra, um novo ataque dos provocadores, uma carga da polícia ou do exército, mas é apenas alegria. Violenta como tiros de canhões.

"Egipto livre! Egipto livre!", gritam grupos que correm em comboios rumo ao coração de Tahrir. "O povo venceu", gritam outros. "Nós somos o povo do Egipto". E tambores explodem em ritmos desenfreados, música, foguetes, o ulular das mulheres árabes. Há sorrisos em todos os rostos. Sorrisos estranhos, que parecem brotar de uma nascente lídima e cristalina da consciência humana.

"Estou aqui de alma e sangue", diz Zeinob, 26 anos, médica. "Estou aqui pela dignidade do meu país. Com orgulho nele. Orgulho que o mundo nos esteja a ver neste momento. Pensavam que os povos árabes eram desorganizados, incultos e violentos? Pois o que me dizem agora?"

Zeinab sabe que se seguem tempos difíceis, mas tem confiança absoluta no futuro. "Recuperámos a nossa dignidade. Depois do que aconteceu nesta praça, nunca mais ninguém nos poderá humilhar".

"Bem vindo ao século XXI"

Mahmoud Halaby, 46 anos, publicitário, acrescenta: "Somos um povo pacífico. Aguentámos este ditador durante 30 anos: querem melhor prova?" E Khaled Kassam, 23 anos, médico, diz: "Os governantes que vierem a seguir sabem que terão de tratar este povo de forma diferente. Vamos observar a transição passo a passo. Se as coisas não evoluírem na direcção certa, faremos ouvir a nossa voz. Egipto, bem-vindo ao século XXI". Mahmoud acredita que os militares vão cumprir a promessa de transformar o regime. "Com Mubarak no poder não seria possível, mas agora sim. O regime é como uma serpente. Se lhe cortarmos a cabeça, não pode sobreviver".

Tahrir nunca teve tanta gente. Chegam cada vez mais, aos milhares. Já não cabem, apertam-se, misturam-se, unem-se num organismo desmesurado e vivo, a revolver-se de júbilo, como uma crisálida em plena transformação. A multidão é maior do que a praça, do que a cidade. Maior e mais poderosa do que se julgava.

"É uma surpresa. Para mim é uma surpresa. Nunca pensei, nunca sonhei que vencêssemos", diz Ahmed Shamack, 21 anos, estudante de engenharia. "Acho que nunca ninguém acreditou verdadeiramente. Sabíamos que tinha de acontecer, mas não o imaginávamos. Por isso agora é tão maravilhoso".

Farah Faouni, uma rapariga de 23 anos e olhar negro e intenso como o de uma sacerdotisa de Ísis aproxima-se para dizer, lentamente: "Sinto o doce aroma da liberdade". E depois acrescenta: "Vamos avançar. Vamos construir neste lugar um país democrático e livre. Ninguém nos poder impedir. Este é o nosso tempo."

Um velho de barbas e longa túnica chora ruidosamente, de braços no ar. Mulheres sozinhas, perdidas na multidão, têm os olhos cheios de lágrimas. Há rostos tisnados, rugosos, sujos, chorando e rindo ao mesmo tempo. Alguns procuram desesperadamente um jornalista para lhe contar a sua vida. Como se o pudessem fazer pela primeira vez, em liberdade. Só agora se permitindo olhar para si próprios e ver-se na sua miséria e grandeza. Chorar é o primeiro apanágio da liberdade. O primeiro direito. "Eu não tenho trabalho. Não tenho segurança social, não tenho seguro, não tenho uma casa decente, não tenho assistência médica para a minha família, diz Sherif Assan, 41 anos, rodeado dos seus quatro filhos, Radua, Mohamed, Zwad e Tamema. Esta tem dois anos e está às cavalitas dele. Os outros, de 3, 4 e 6 anos, estão à volta da mãe, que tem o rosto coberto pelo hijab negro. "Não temos nada. A minha família merece mais do que isto".

Mariam, 20 anos, estudante, diz que não sabia que Mubarak era um homem rico. "Ninguém sabia, até a revolução ter começado. Diziam às pessoas: "Sabemos que vocês estão na miséria, que sofrem, mas não podemos fazer nada. Não temos dinheiro". Afinal descobrimos que Mubarak e a família têm uma fortuna pessoal de milhões. É revoltante. Ele é um homem mau, que desprezou o seu povo".Amin, 31 anos, topógrafo, diz que está a ver na praça gente que nunca tinha vindo. "Os mais pobres não aderiram de início à revolução porque estão habituados a viver de forma negativa. Para o momento, para a sobrevivência. Não acreditavam em nada. Não sabiam o que era a esperança. Mas esta revolução também é deles. É sobretudo deles."

As horas passam e a festa, na praça Tahrir, em toda a cidade do Cairo, em todo o país, não esmorece. A energia aumenta, redobra-se, como se a felicidade precisasse do seu tempo para correr nas veias.

Eles venceram. Contra todas as probabilidades, enfrentando o regime mais forte e empedernido do Médio Oriente. O que tinha as costas mais bem protegidas. Lançaram contra eles a Polícia, uma força de quase dois milhões de homens. Cercaram-nos com o Exército, que tem 500 mil soldados. Atiraram contra eles turbas armadas e enfurecidas. Disseram-lhes que estavam a trair o país. A matar a economia. "O que não pensaram", diz Amin, "é que a maioria destas pessoas não beneficia nada da economia egípcia. Por isso também se estavam nas tintas para os prejuízos na economia".

Disseram-lhes que estavam a ser manipulados pelos estrangeiros. Que Israel, o Irão e a América queriam dominar o país. Que havia agentes infiltrados a pagar 100 dólares a cada manifestante. Amin cita o Corão: "Nem que pagassem às pessoas todo o dinheiro do mundo para se amarem umas às outras, elas nunca o fariam, se não se amassem realmente".

"A internet fez-nos pensar"

Desvalorizaram-nos, dizendo que eram os miúdos do facebook. "Mubarak e Suleiman tentaram humilhar-nos dessa forma", explica Ahmed Shamak. "Mas agora sou eu que lhes digo: foram os miúdos do facebook que vos tiraram do poder".

O facebook iniciou o processo, mas a revolução tomou a sua dinâmica. "Olho em redor e não me parece que estas pessoas tenham uma página no facebook", diz Amin. Mas Samy, 60 anos, médico, admite: "Foram eles, os jovens, que fizeram isto. Olhamos para eles e vemos finalmente o que este país é. Estivemos cegos, incapazes, durante 30 anos. Este regime roubou-nos a nossa vida. Mas estes jovens vão vivê-la por nós, e isso faz-me feliz".

Ahmed Shamak diz que a internet foi importante porque abriu os horizontes aos jovens. "Os nossos media eram controlados pelo regime, e eram mentirosos. Não nos falavam do mundo, não nos mostravam a verdade. A internet permitiu-nos saber o que se passava. Ver que havia outras formas de vida. A internet fez-nos pensar".

Obama discursa no Cairo

A 4 de Junho de 2009, Barack Obama escolheu o Cairo para proferir o seu discurso dirigido ao Médio Oriente. Falou da necessidade e possibilidade da democracia e da dívida que a Civilização tinha para com a cultura muçulmana. Lembrou que, durante séculos, o Islão transportou a luz que abriu espaço para o Renascimento e o Iluminismo na Europa.

No Egipto não havia oposição. O regime estrangulou toda a semente de pensamento livre, todo o debate de ideias. Não era possível fazer nada, mas os jovens encontraram estranhos caminhos. Captaram sinais invisíveis como os místicos sufis. Puxaram pelos galões de sete mil anos de civilização. Misturaram o melhor de todos os mundos. Ouviram Umm Kulthum cantar Blowing in the wind no deserto. Ergueram a sua própria Sierra Maestra no ciberespaço. Criaram um delta de comunicação, capilar, fresco e fecundo. E venceram. A sua exigência era a mais simples de todas e por isso a mais difícil: a liberdade.

"O que está a acontecer aqui é uma coisa única", diz Farah Faouni, a sacerdotisa de olhos negros. "Talvez o mundo mude depois disto", grita ela sobrepondo-se às buzinas dos carros que enchem todas as ruas do Cairo, em filas intermináveis, com música no máximo, raparigas sentadas nas janelas, cantando e agitando bandeiras. A cidade, vista da ponte 6 de Outubro, parece agora outra, envolta numa névoa brilhante. Tudo está diferente do que era ontem. Talvez este seja um daqueles raros momentos em os que seres humanos se olham uns aos outros e vêem seres humanos. Sente-se que alguma coisa decisiva está a acontecer. Até o Nilo se revolveu no seu leito sagrado. A Esfinge olhou, desconfiada, a pirâmide de Kéops rangeu nos pedregulhos. Os jovens do Egipto exigiram o impossível. E venceram.

Fonte: Público (Paulo Moura)

E agora, com o afastamento de Mubarak, qual será o futuro do regime político do Egipto?

Será que vai evoluir, de facto, para uma democracia do tipo ocidental ou, como muitos comentadores referem, para uma democracia tutelada pelos militares, como acontece na Turquia ou na Indonésia, dois países muçulmanos mas não árabes?

Será que, com a democracia,  os egípcios correm o risco de cair num regime fundamentalista islâmico, como o do Irão?

Ou será que, basicamente, vai ficar tudo mais ou menos na mesma?
É importante referir que não será fácil, como diz Jorge Almeida Fernandes, num artigo de opinião também publicado hoje no jornal Público, a "reconversão democrática dos militares , seja pelos privilégios económicos, seja pelo facto de terem agora assumido o monopólio do poder.

A outra questão que se pode colocar é a seguinte: qual vai ser o impacto desta revolução nos restantes países árabes? Será que vai inspirar outras revoluções nos países vizinhos? Não nos esqueçamos que o Egipto é considerado por muitos como a alma do povo árabe e que esta revolução ocorre logo a seguir à da Tunísia e que em diversos países árabes temos assistido a algumas manifestações populares ainda que com menor expressão

Fonte: Público

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eventos meteorológicos extremos em 2010

Segundo o Relatório Anual do Clima 2010 do Instituto de Meteorologia, o ano de 2010 foi o ano mais chuvoso da última década em Portugal Continental, mas com o Verão quente e seco. Passo a transcrever o resumo elaborado pelo Instituto de Meteorologia.

O valor total anual da precipitação, em Portugal Continental foi de 1063 mm, superando em quase 20% o valor normal de 1971-2000. Destaca-se também o valor anual ocorrido em Lisboa, 1598mm, o mais elevado desde o início das observações na Estação Meteorológica do Instituto Geofísico (1870). No entanto, entre Abril e Setembro os valores de precipitação foram inferiores ao valor médio, realçando-se os meses de Julho, Agosto e Setembro, tendo mesmo Julho e Agosto sido os mais secos dos últimos 24 e 23 anos, respectivamente.

No que diz respeito à temperatura, em Portugal Continental, o ano de 2010, caracterizou-se por valores médios da temperatura máxima, mínima e média do ar superiores aos valores médios (1971-2000). Para este facto contribuíram as temperaturas observadas durante o Verão, o qual foi o 2º com as temperaturas máxima e média do ar mais elevadas desde 1931. Os valores da temperatura máxima mensal nos meses de Julho e Agosto foram respectivamente, o valor mais alto e o 2º valor mais alto observados nesses meses desde 1931.

As temperaturas elevadas e a precipitação, com valores inferiores ao valor normal, que se registaram durante o Verão, em Portugal Continental, criaram condições favoráveis para a ocorrência de fogos florestais.

Nos arquipélagos da Madeira e Açores destacam-se os valores da quantidade de precipitação anual superiores aos valores normais de 1971-2000, tendo-se verificado anomalias positivas significativas, designadamente no Funchal, + 872,6 mm, e Santa Maria, 630,8 mm, que registaram as maiores anomalias nos respectivos arquipélagos.

Deve salientar-se ainda a ocorrência de eventos extremos que tiveram impactos socio-económicos gravosos, com perda de vidas e bens, como as cheias na Madeira em Fevereiro, e no Continente, com a ocorrência de tornados, como o que atingiu a região Centro do País em Dezembro, e 4 ondas de calor, durante o Verão.

Pode explicar-se esta situação de episódios meteorológicos adversos com o comportamento da Oscilação do Atlântico Norte (North Atlantic Oscillation - NAO), que é um dos principais modos de variabilidade lenta da atmosfera que afecta a região Euro-Atlântica, e Portugal Continental em particular.

O índice NAO está relacionado com a intensidade do vento dominante nas latitudes médias, isto é os ventos de Oeste. Deste modo a NAO modula o fluxo de ar Atlântico para o Continente Europeu, bem como a trajectória dominante de sistemas depressionários nas latitudes médias, influenciado a precipitação e temperatura em várias regiões da Europa. No caso de Portugal Continental, a variabilidade inter-anual e inter-decadal da precipitação de Inverno encontra-se fortemente correlacionada com as correspondentes variações do índice NAO. As observações indicam que a valores baixos do índice NAO estão associadas quantidades de precipitação acima da média em Portugal, enquanto valores elevados deste índice correspondem a quantidades de precipitação abaixo da média.

O recente Inverno de 2009/2010 foi caracterizado por valores de recorde negativo do índice NAO à escala mensal e sazonal. Esta circulação anómala teve implicações directas no clima particularmente frio na Europa Central e Setentrional. Por outro lado o padrão essencialmente negativo da NAO induziu trajectórias de baixa latitude para muitos sistemas depressionários (entre o arquipélago dos Açores e a Península Ibérica). Estes sistemas e respectivas frentes produziram grandes quantidades de precipitação nos sectores Oeste e Sul da Península Ibérica (incluindo novos recordes absolutos de Inverno em Gibraltar e Lisboa) desde o início das medições regulares a segunda metade do século XIX.

Fonte: Instituto de Meteorologia

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Deolinda - Parva que Sou (ao vivo no Coliseu do Porto)

Esta canção transformou-se em canção de intervenção.

Para ouvir bem e meditar melhor. Um alerta para os governantes em Portugal.


Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto.

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'casinha dos pais',
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'vou queixar-me pra quê?'
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração 'eu já não posso mais!'
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Exames 2011 - Calendário


Informo que foi publicado no Diário da República o Despacho que estabelece o calendário de exames. Transcrevo de seguida os pontos mais importantes relativos aos exames do ensino secundário.

Despacho n.º 2237/2011 de 31 de Janeiro

Ensino secundário

17 — Os prazos de inscrição para admissão às provas dos exames nacionais do ensino secundário decorrem nos seguintes períodos:
1.ª fase:
Prazo normal — de 21 de Fevereiro a 2 de Março de 2011;
Prazo suplementar — 3 e 4 de Março de 2011.
2.ª fase:
Prazo único — de 18 a 20 de Julho de 2011.

18 — As inscrições para a 2.ª fase destinam -se aos alunos:
a) Não admitidos a exame na 1.ª fase;
b) Que pretendam realizar exames de equivalência à frequência;
c) Que pretendam realizar exames nacionais de disciplinas em que não houve inscrição na 1.ª fase;
d) Que pretendam obter melhoria de classificação de exames que já tenham sido efectuados na 1.ª fase.

19 — Os prazos de inscrição para admissão a provas de exame de equivalência à frequência são os estabelecidos no n.º 17 do presente despacho, excepto para os alunos que anularem a matrícula até ao 5.º dia de aulas do 3.º período, inclusive; neste caso, a inscrição será efectuada nos termos do regulamento dos exames.

20 — Os exames das disciplinas dos cursos do ensino secundário realizam-se nos seguintes períodos:
1.ª fase — chamada única — de 20 a 30 de Junho de 2011;
2.ª fase — chamada única — de 22 a 27 de Julho de 2011.

21 — As provas de equivalência à frequência realizam -se também em chamada única, tendo como referência, tanto quanto possível, os períodos estabelecidos no número anterior.

22 — A inscrição e a realização dos exames das disciplinas que se constituam como provas de ingresso para candidatura ao ensino
superior em 2011 ocorrem nas mesmas datas e prazos referidos nos n.os 17 e 20.

23 — As pautas referentes às classificações dos exames nacionais e dos exames elaborados a nível de escola são afixadas:
a) 1.ª fase — em 15 de Julho de 2011;
b) 2.ª fase — em 9 de Agosto de 2011.

24 — Os resultados dos processos de reapreciação das provas dos exames nacionais e dos exames elaborados a nível de escola do ensino secundário são afixados:
a) 1.ª fase — em 19 de Agosto de 2011;
b) 2.ª fase — em 8 de Setembro de 2011.

Calendário de exames:
1.ª fase:
Português (639) - 20 de Junho, 14 h
Matemática Aplicada às Ciências Sociais (835) - 21 de Junho, 9h
História A (623) - 27 de Junho, 14 h
Geografia A (719) - 28 de Junho, 9h

2ª Fase:
Português (639) - 22 de Julho, 9h
Geografia A (719) - 25 de Julho, 9h
História A (623) - 25 de Julho, 14h
Matemática Aplicada às Ciências Sociais (835) - 26 de Julho, 9h

Para conhecerem o Despacho na íntegra cliquem aqui

Iniciativa Green Cork

Vídeo sobre a iniciativa Green Cork - programa de reciclagem de rolhas de cortiça da Quercus, com António Capelo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

The Beatles - When I'm Sixty-Four

Outra canção levezinha mas também muito bonita dos Beatles é When I'm Sixty-Four. Foi gravada em 1967 para o álbum  Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. O videoclip é  um excerto do filme de animação Yelow Submarine.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Projecto clEEn

Hoje apresento o projecto clEEn de um grupo de alunos do 12ºH da Escola Secundária de Rio Tinto. De seguida transcrevo o texto que me enviaram sobre o projecto.

O clEEn é um projecto criado no âmbito da disciplina de Área de Projecto, que tem como objectivo sensibilizar os alunos da Escola Secundária de Rio Tinto para a preservação e manutenção do novo espaço escolar.

Para tal, realizamos campanhas de sensibilização como forma de alertar os alunos para a nossa presença na escola, através de cartazes e intervenções directas no espaço escolar.

Ao longo deste no lectivo de 2010/2011, comprometemo-nos a “fazer história” na ESRT, criando momentos memoráveis através das nossas intervenções.

No entanto, nada disto será possível sem o apoio dos nossos colegas, que nos podem visitar em www.cleen.webbly.com, e inscreverem-se na secção “inscreve-te” do nosso site!

Estamos também disponíveis na página da escola, e no Facebook, em http://www.cleen.weebly.com/.

Ainda dentro do projecto clEEn, foi criado um clube, o Clube clEEn, que se reúne quinzenalmente às Terças-Feiras, no Centro de Recursos, pelas 15:10h.

Foi ontem realizada a primeira reunião do clube, com sucesso.

Juntem-se a nós nesta demanda pela harmonia e bem-estar no nosso espaço escolar!

Contamos com o vosso apoio!



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

The Beatles - Octopus's Garden

Octopus's Garden é uma canção levezinha, mas engraçada, dos Beatles gravada em 1969 para o álbum Abbey Road. A canção foi composta pelo baterista Ringo Star. Fiquem com uma animação que tem como banda sonora a canção dos Beatles.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

2010 confirmado no topo dos anos mais quentes


A Organização Meteorológica Mundial confirmou hoje 2010 como o ano mais quente desde que há registos fiáveis, juntamente com 2005 e 1998.

Nominalmente, 2010 foi o mais quente de sempre, com o termómetro global a subir 0,53 graus Celsius acima da média de 1961-1990. Este valor é superior em 0,01 graus e 0,02 graus Celsius aos de 2005 e 1998, respectivamente. Mas a diferença está dentro da margem de incerteza e, por isso, a OMM considera que não há diferença estatística entre os três anos.

Já em Dezembro, a OMM anunciara que 2010 estaria entre os três mais quentes desde meados do século XIX, momento a partir do qual dados de termómetros permitem reconstituir com fiabilidade a temperatura média da Terra.

“Os dados de 2010 confirmam a significativa tendência a longo prazo de aquecimento da Terra”, afirma Michel Jarraud, secretário geral da OMM, num comunicado. “Os dez anos mais quentes de que há regista ocorreram todos a partir de 1998”, completa.

Apesar de ter sido um ano quente a nível global, houve muitas variações regionais. Houve mais calor em África, em partes da Ásia e no Árctico, que em Dezembro apresentou a sua menor superfície gelada de que há registo. Na Rússia, uma avassaladora onda de calor, no Verão, deixou um rasto de fogos e milhares de mortes.
Ainda que a temperatura média global coloque o ano de 2010 como o ano mais quente de sempre, houve regiões onde se registaram temperaturas mais baixas que a normal de 1961-1990, com particular realce para a Europa do Norte e para o Centro e Leste australiano. Para estes resultados muito terá contribuído o mês de Dezembro, onde registaram temperaturas muito abaixo dos valores normais.

Paralelamente aos dados hoje divulgados pela OMM, o Serviço Meteorológico inglês (Met Office) e a Universidade britânica de East Anglia, anunciaram os valores provisórios da temperatura global, que mostram o ano de 2010 como o segundo mais quente, depois de 1998, com uma temperatura média de 14,50ºC.

Se em termos globais foram batidos recordes em 2010 na temperatura média, já em Portugal Continental, este ano corresponde ao 21º ano com temperatura média mais alta dos últimos 80 anos (desde 1931), embora superando em 0.45ºC o valor da normal 1961-1990.

Considerando a última década (2001-2010) este valor corresponde ao 4º valor mais baixo da temperatura média, com os meses de Janeiro, Fevereiro, Março, Outubro, Novembro e Dezembro a registaram anomalias negativas da temperatura. De salientar que nos últimos 17 anos a temperatura média anual foi sempre superior ao valor médio 1961-1990, com excepção para o ano de 2008. E, nos últimos 30 anos, a temperatura média só foi inferior à normal 1961-1990 em 4 desses anos (1984, 1986, 1993 e 2008).

 
Fonte: Público on line e Instituto de Meteorologia

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Consumption - Globalização e Consumismo



Numa época de crise faz todo o sentido dizer-se:

Keep on buying... so mutch i don't need! ...

sábado, 15 de janeiro de 2011

The Beatles - Help

De regresso aos Beatles e ao ciclo dedicado a este grande grupo dos anos 60. Hoje é a vez de Yesterday, uma canção de 1965 gravada para o álbum Help.

Chuva sem água

Este vídeo mostra como um conjunto de pessoas consegue produzir o efeito sonoro de uma grande chuvada. Espectacular!...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Geirangerfjord

Geirangerfjord, Noruega
Fotógrafo: Peter Adams, JAI/Aurora


Tom & Jerry - Cat Concerto

Realizado em 26 de Abril de 1946, este clássico da animação é um exemplo de qualidade técnica. Ainda em 1946 venceu o "Óscar" para a melhor curta-metragem na secção Cartoons.

O Granizo


O granizo (ou saraiva) é um fenómeno meteorológico, que consiste numa precipitação de pedras de gelo que podem medir 5 mm ou ser até do tamanho de uma laranja. Em muitas partes do mundo, é comum a tempestade com pedras de gelo do tamanho de uma bola de ténis.

O granizo forma-se quando pequenas partículas de gelo caem dentro das nuvens, recolhendo assim a humidade. Essa humidade congela-se e as partículas são levadas para cima novamente pelas correntes de ar, aumentando de tamanho. Isso acontece várias vezes, até que a partícula se transforma em granizo, que tem o peso suficiente para vencer as correntes de ar e cair em direcção à terra.

Os granizos grandes (saraiva) podem estragar as plantações, perfurar tectos, amassar carros e partir pára-brisas. O record das maiores pedras de granizo foi alcançado no Bangladesh, durante uma tempestade que matou 92 pessoas. As pedras de gelo pesavam quase 5 kg e caiam com velocidades próximas de 150 metros por segundo. Ninguém soube explicar tal evento, que ainda hoje causa muita discussão entre os especialistas.

À medida que os cristais de gelo caem através de uma nuvem contendo gotículas de água superarrefecida, estas podem congelar em cima deles por um processo de acumulação (acreção). As partículas que resultam desse processo eventualmente chegam ao solo se as temperaturas forem muito baixas (cerca de 8°C ou menos). Ao caírem, crescem de novo por acumulação até chegarem à base da nuvem e algumas voltam então a ser transportadas para o topo pelas correntes ascendentes de ar. Este ciclo pode-se repetir várias vezes e os grânulos resultantes vão crescendo camada a camada. Quanto mais fortes forem as correntes ascendentes, mais vezes este ciclo se repetirá para cada granulo e, mais ele crescerá. Quando um grânulo se torna demasiado pesado, cai da nuvem e acelera sob a acção da gravidade em direcção à superfície da Terra.

Mesmo que a temperatura do ar esteja relativamente elevada, os grânulos não chegam a derreter porque o tempo que atravessam o ar quente debaixo da trovoada não é suficiente para poderem derreter antes de chegar ao solo. Por isso, o que acaba por cair na superfície são grânulos de gelo, em estado amorfo, que se precipitam com violência no solo - o chamado chuva de granizo ou chuva de pedra.

Fonte: Wikipédia

O primeiro vídeo mostra uma tempestade de granizo (saraiva)muito violenta. O segundo vídeo mostra outra situação particularmente violenta que mostra como o granizo pode patir vidros de automóveis e tornar-se numa situação particularmente perigosa. O terceiro vídeo é um excerto de um documentário do canal História sobre o processo de formação do granizo.





As cheias na Austrália e no Brasil - por que é que o impacto das catástrofes naturais é diferente nos dois países?



As chuvas e os deslizamentos de terras que atingiram a região serrana do estado do Rio de Janeiro na passada quarta-feira já provocaram a morte de pelo menos 500 pessoas. As prefeituras dos municípios atingidos indicaram que em Nova Friburgo já foram encontrados 225 corpos, em Teresópolis 223, em Itaipava 39, em Sumidouro 19 e em São José do Vale do Rio Preto 4. O número de desalojados chega aos 13 mil.

Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas já ultrapassou as 436 registadas em 1967 na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

A chuva que se abateu sobre estas regiões na noite de terça para quarta-feira foi tão intensa na região a norte do Rio de Janeiro que se estima que, em apenas uma noite, tenha chovido o equivalente ao previsto para todo o mês de Janeiro.

Como é que ocorrem estes deslizamentos de terras?

Um grande volume de chuva caiu nos últimos dias sobre os montes da região serrana do estado do Rio de Janeiro. Por sobre estes, a capa de solo de Mata Atlântica é muito instável. Em alguns sítios não ultrapassa o metro e meio de espessura. A vegetação também não consegue reter a enxurrada porque, por debaixo da capa de solo, as raízes das plantas não se conseguem agarrar à pedra. Quando a água encharca o solo, este desprende-se da rocha e resvala - como uma avalancha -, para níveis inferiores, onde abundam as construções.

Por que é que o impacto das catástrofes naturais é diferente em países como o Brasil e a Austrália?

As realidades sociais influenciam também o impacto das catástrofes. Basta comparar a situação vivida no No Rio de Janeiro e no Nordeste da Austrália.

Até a cor da água do Brasil é diferente do lago que se formou na Austrália. As torrentes que arrastaram casas, pessoas, árvores e carros das cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, eram lamacentas. A água das cheias na Austrália, não.

As chuvadas que caíram no Brasil mataram pelo menos 500 pessoas e produziram um cenário muito mais desolador. Na Austrália terão morrido 15 pessoas.

O que se passou na região do Rio de Janeiro é fruto da ausência de ordenamento do território, nomeadamente da urbanização desenfreada e que privilegia os mais favorecidos (que habitam nas melhores zonas das cidades e as mais seguras) e expulsa para a periferia as pessoas mais pobres, que acabam por ocupar áreas de risco em zonas com grande declive, que foram previamente desflorestadas, o que faz aumentar a escorrência superficial, o risco de enxurradas e de deslizamentos de terrenos. Este risco tem aumentado de há 20 anos para cá, devido à explosão urbana cada vez mais desordenada, impermeabilizando artificialmente os solos. A água acaba por infiltra-se em zonas preferenciais onde não há casas e os terrenos impermeáveis apanham com água a dobrar.

Já a Austrália, um país desenvolvido e ordenado, existem políticas de combate contra as catástrofes naturais. As construções estão preparadas para os fenómenos excepcionais que têm potencialidade de causar tragédias.

Por outro lado, o Brasil tem uma densidade populacional muito maior com uma população pobre muito grande em situações de maior risco, tornando mais propenso este tipo de acontecimentos. Todos estes factores se conjugam para que uma situação de calamidade aconteça. A solidez das estruturas e os sistemas de resposta é muito maior na Austrália do que no Brasil. Estas situações têm mais que ver com a organização da sociedade e o serviço público do que com a riqueza per capita.

Como é que se pode resolver estas situações e diminuir os riscos de novas catástrofes como esta que ocorreu no Brasil?

É possível mudar com uma política urbana, que privilegie um maior ordenamento das urbanizações, com acções que favoreçam a drenagem, com a criação de mais espaços verdes e com a recuperação da mata, com o combate à impermeabilização artificial dos solo e a limpeza dos leitos dos cursos de água e das sarjetas. Só o ordenamento pode evitar nova tragédia.

Fonte: Público

O vídeo que se segue mostra algumas reportagens sobre esta tragédia e ainda algumas explicações sobre as causas da mesma.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Parenthood e The Good Wife - duas séries televisivas de excelente qualidade

Hoje gostava de fazer referência a duas séries norte-americanas de grande qualidade que são transmitidas às terças feiras no canal de cabo Fox Life: "Parenthood" e "The Good Life".

Parenthood


Baseada no filme com o mesmo nome, ‘Parenthood’ é uma comédia dramática que segue a vida dos diferentes membros de uma família e que se foca nos desafios diários da paternidade/maternidade na era moderna caracterizada pelos telemóveis, leitores de mp3 e redes sociais. Esta é a história da família Braverman – Sarah (Lauren Graham), Adam (Peter Krause), Crosby (Dax Shepard) e Julia (Erika Christensen) – quatro irmãos que partilham as mesmas dores de cabeça, de coração e as mesmas alegrias inesperadas no “trabalho” de pais e mães.

Sarah, a mãe solteira, e os seus dois filhos, Amber (Mae Whitman) e Drew (Miles Heizer), deixam o apartamento em Fresno e mudam-se para Berkeley com o objectivo de ficarem mais perto da família. Julia, a irmã de Sarah e a sua antítese, é uma advogada de sucesso a tentar gerir e equilibrar a sua vida no trabalho, na maternidade e como esposa de Joel (Sam Jaeger), o “dono de casa”. Crosby, o irmão mais novo de Sarah, um rapaz com fobia a compromissos, tem de aceitar as responsabilidades de ser adulto quando o seu antigo caso amoroso Jasmine (Joy Bryant) aparece com um filho dele. Por último, Adam é o irmão mais velho da família Braveman que, juntamente com a sua mulher Kristina (Monica Potter) e a sua filha mais velha Haddie (Sarah Ramos), descobre que Max (Max Burkholder), o seu filho mais novo, tem síndrome de Asperger.

Zeek (Craig T. Nelson) e Camille (Bonnie Bedelia) são o patriarca e matriarca da família, ele a figura paternal decidida e até um pouco rígida, ela o pilar de força e energia que mantém a família unida. Na vida privada o casal também terá de lidar com os seus próprios problemas matrimoniais.

‘Parenthood’ é uma criação de Ron Howard e Brian Grazer e tem como produtores executivos Brain Grazer, Ron Howard, Jason Katims e David Nevins. A sua produção está a cargo da Imagine Television em associação com NBC Universal Network TV, Universal Media Studios. É transmitida às 22:15h. Na próxima terça feira tem início a segunda temporada.




The Good Wife

Logo a seguir, às 22:15h,  a Fox Life transmite a série The Good Wife. É uma série dramática que conta com a vencedora do Golden Globe para Melhor Actriz, Julianna Margulies no papel de Alicia, uma esposa e mãe que, corajosamente, assume toda a responsabilidade pela sua família quando o seu marido Peter (Chris Noth) é preso depois dos escândalos sexuais e políticos se tornarem públicos. Tentando esquecer a traição e enfrentando a humilhação pública causada por Peter, Alicia Florrick começa uma nova vida e tenta recuperar a sua carreira perdida como advogada de defesa. Começando como associada júnior numa prestigiada sociedade de advogados em Chicago, ela junta-se ao seu amigo de longa data, companheiro de escola e agora de trabalho, Will Gardner (Josh Charles), que está bastante empenhado em ver como Alicia se vai sair nesta nova etapa depois de quase 13 anos fora dos tribunais.Alicia sente-se agradecida por Diane Lockhart (Christine Baranski), a melhor advogada litigiosa da sociedade, se oferecer para ser a sua mentora, no entanto, rapidamente se apercebe que esta oferta tem algumas condições inerentes e que terá de conquistar o seu sucesso sozinha. A competir com Alicia vai estar Cary (Matt Czuchry), um jovem de vinte e poucos anos e o mais recente membro da firma. Este graduou-se em Havard e, à primeira vista, parece um homem bastante afável, no entanto, revela ser capaz de usar qualquer meio para assegurar que seja ele, e não Alicia, a ocupar a única vaga disponível nos quadros. Felizmente, ela encontra uma aliada, Kalinda (Archie Panjabi), a grande e inteligente investigadora.

Ganhando confiança a cada dia que passa, Alicia sofre uma transformação de 180°: da mulher de um político que foi traída a uma resistente e brilhante mulher de sucesso. Esta transformação deve-se também à necessidade de (re)construir um lar estável para os seus filhos: Zach (Graham Phillips) de 14 anos e Grace (Makenzie Vega) de 13. Pela primeira vez em anos, Alicia troca a sua imagem e identidade de “boa esposa” e toma conta do seu próprio destino para se tornar numa mulher poderosa.

‘The Good Wife’ é dos criadores Michelle King e Robert King e tem como produtores executivos Dee Johnson, Michelle King, Robert King, Ridley Scott, Tony Scott, David W. Zucker, Brooke Kennedy e Charles McDougall. A Produção está a cargo da CBS Paramount Network Television em associação com a King Size Productions, Scott Free Productions e Small Wishes.




Fonte: Fox Life

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

The Beatles - Here Comes The Sun

Here Comes The Sun, uma canção de 1969 do Álbum "Abbey Road".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Relatório Anual do Clima 2010 - versão preliminar


De acordo com o Relatório Anual do Clima relativo a 2010, elaborado pelo Instituto de Meteorologia, no continente, durante o ano passado, os valores médios das temperaturas máxima e mínima do ar foram superiores aos valores normais 1971-2000, em +0.33ºC e +0.14ºC, respectivamente.

Durante o ano de 2010 os meses mais frios (Janeiro, Fevereiro, Março, Outubro, Novembro e Dezembro), registaram anomalias negativas da temperatura máxima, média e mínima do ar e os meses mais quentes (Abril a Setembro), registaram anomalias positivas da temperatura máxima, média e mínima do ar, em relação aos respectivos valores normais mensais (1971-2000).

No Arquipélago da Madeira o Funchal registou valores médios anuais da temperatura máxima, média e mínima do ar superiores aos das normais 1971-2000, com anomalias de +0.84ºC, +1.17ºC, +1.50ºC respectivamente. De salientar o número elevado de Noites Tropicais (temperatura mínima do ar superior a 20ºC), superior ao valor médio (1971-2000), nos meses de Julho, Agosto e Setembro.

No Arquipélago dos Açores, Ponta Delgada registou valores médios anuais da temperatura mínima e média do ar superiores aos das normais 1971-2000, em +0.92ºC e +0.39ºC, no entanto, o da temperatura máxima foi ligeiramente inferior (-0.14ºC).

No que se refere à precipitação, o ano de 2010 foi o mais chuvoso da última década (2001-2010), com 1063mm, o que supera em 20% o valor da normal 1971-2000, no continente, onde se destaca o mês de Março que registou o 3º valor mais alto de precipitação dos últimos 30 anos.

No Arquipélago da Madeira o Funchal registou um total de precipitação anual (1469 mm) muito superior ao valor normal 1971-2000, +868.20mm, sendo o maior valor anual ocorrido no Funchal desde 1865. Para este valor tão elevado contribuíram os valores de precipitação ocorridos no mês de Fevereiro, com 458.7mm (quase 6 vezes o valor médio).

No Arquipélago dos Açores, Ponta Delgada registou um total de precipitação anual (1476 mm) também muito superior ao valor normal 1971-2000, +504 mm.

Relativamente ao Clima Mundial, o ano de 2010 deverá ficar entre os 3 mais quentes desde 1850, ano de início dos registos climáticos consolidados, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O aquecimento foi muito significativo em África, algumas regiões da Ásia e do Ártico; as sub-regiões do Sara/Arábia, África Oriental, Ásia Central e Gronelândia/ Norte do Canadá (Árctico) registaram no período 2001-2010, temperaturas 1,2 a 1,4ºC acima do valor médio.

Apesar de 2010 se registar como um dos anos mais quentes, há regiões em que se observaram valores de temperatura média do ar abaixo da normal, tais como a Sibéria Ocidental e Central, na Rússia, regiões do Sudoeste da América do Sul, o interior da Austrália, Europa do Norte e Ocidental, Leste da China e o Sudeste dos Estados Unidos. Devido principalmente a estas temperaturas muito baixas observadas no Inverno, muito abaixo dos valores médios, foi mesmo o ano mais frio, desde 1996, no Norte da Europa e desde 1998 na região Norte da Ásia.

Fonte: Instituto de Meteorologia