Ontem o F. C. do Porto venceu pela quarta vez um grande trofeu europeu de futebol - a Liga Europa - ao vencer o Braga por 1-0. A propósito deste grande feito, que muito orgulha todos os portistas, encontrei hoje no Youtube um vídeo muito interessante sobre as grandes vitórias do F. C. do Porto nesta temporada e nas finais das taças conquistadas em anos anteriores. O vídeo está muito bem feito.
Um Mundo Global é um espaço de informação,reflexão e comentário de temas geográficos, nacionais e/ou mundiais, mas onde também há espaço para outros pontos de interesse como as temáticas sociais e ambientais, a música, os filmes, a poesia, a fotografia, os cartoons, os livros e as viagens. Todos são bem-vindos e convidados a deixar os seus comentários.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Resposta finlandesa ao vídeo português
A resposta finlandesa ao vídeo que enaltece os feitos lusos não demorou mais de uma semana. Os nórdicos relembram momentos históricos do país, realçam a beleza das mulheres e revelam que "estão com o coração e a mente voltados para Portugal".
A relutância finlandesa em aceitar participar no empréstimo a Portugal, originou uma batalha entre portugueses e finlandeses na Internet. Na semana passada, os portugueses publicaram no "Youtube" "um vídeo com o que os finlandeses precisam saber sobre Portugal". Agora foi a vez dos nórdicos responderem.
Os finlandeses precisaram de apenas 1.32 minutos para explicar "o que os portugueses devem saber sobre a Finlândia".
O início do vídeo mostra um pouco da história do país, que esteve sob domínio sueco e russo até tornar-se independente, em 1917. Os finlandeses também se gabam de ser o primeiro do mundo a conceder direitos políticos às mulheres.
Os nórdicos recordam as invasões soviéticas e nazis e ressaltam que conseguiram resistir aos ataques. Helsínquia, a capital do país, assim como Londres e Leningrado, não foram ocupadas pelo "Eixo" durante a segunda guerra mundial.
Podíamos gozar com a difícil situação finenceira de Portugal. Mas não o fazemos, porque os nosso corações e mentes estão convosco". E despedem-se "com amor".
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Os Homens da Luta em Dusseldorf no Festival da Canção da Eurovisão.
Confesso que não costumo ver o Festival da Canção da Eurovisão e que não gosto da maior parte das canções que por lá costumam passar. No entanto este ano os concorrentes portugueses, Os Homens da Luta, estão a fazer a diferença e estão no centro das atenções do festival. Têm uma página no Facebook que já ultrapassou os 300 mil fãs, têm sido o alvo das atenções dos jornalistas reunidos em Dusseldorf, que cobrem o festival da Eurovisão, e tiveram já direito a um artigo no diário britânico Guardian. Podem ficar em último lugar (espero que não) mas já conseguiram marcar a diferença e ninguém vai ficar indiferente, quer se goste ou se odeie o estilo do grupo. Em tempos difíceis para o nosso país, de défice público excessivo, de dívida externa descontrolada, do empréstimo da UE/FMI e até da humilhação e enxovalhamento (se calhar merecidos) por parte de alguns dos nossos parceiros comunitários, como é que a Europa festivaleira vai receber este grupo tão suis generis?
O vídeo que se segue mostra uma entrevista muito divertida e a irreverência, quase anarquista, dos Homens da Luta.
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sábado, 7 de maio de 2011
As Sete Maravilhas da Gastronomia
Os portugueses podem, a partir de hoje, votar nas 7 Maravilhas da Gastronomia, que incluem pratos como coelho à caçador, chanfana, pastel de Belém, alheira de Mirandela, amêijoas à Bulhão Pato, bacalhau à Gomes de Sá ou açorda à alentejana.
Os 21 pratos selecionados são apresentados por sete categorias -- entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces -, cada uma das quais com três iguarias da gastronomia portuguesa, mas os votantes são convidados a escolher, até 07 de setembro, os sete pratos que mais lhe agradam, independentemente da categoria.
Para a categoria “entradas”, a escolha recaiu na alheira de Mirandela (Trás-os-Montes e Alto Douro), pastel de bacalhau (Lisboa e Setúbal) e queijo da Serra da Estrela (Beira Interior/Beira Litoral).
As “sopas” escolhidas são açorda à alentejana (Alentejo), caldo verde (Entre Douro e Minho) e sopa da pedra (Ribatejo/Estremadura).
Os “mariscos” colocados a votação são amêijoas à Bulhão Pato (Lisboa e Setúbal), arroz de marisco (Estremadura e Ribatejo) e xarém com conquilhas (Algarve).
Já no “peixe”, as opções são bacalhau à Gomes de Sá (Entre Douro e Minho), polvo assado no forno (Açores) ou a popular sardinha assada (Lisboa e Setúbal).
Na categoria “carne”, os pratos colocados a votação são chanfana (Beira Litoral), leitão da Bairrada (Beira Litoral) e tripas à moda do Porto (Entre Douro e Minho).
Para “caça”, os 21 especialistas convidados pela organização do evento, escolheram coelho à caçador (Beira Litoral), coelho à Porto Santo à caçador (Madeira) e perdiz de escabeche de Alpedrinha (Beira Interior).
Os “doces” selecionados foram pastel de Belém (Lisboa e Setúbal), pastel de Tentúgal (Beira Litoral) e pudim Abade Priscos (Entre Douro e Minho).
A seleção dos 21 finalistas culmina um processo iniciado a 07 de fevereiro último e que passou pela apresentação de candidaturas (433 ao todo) e um primeiro processo de seleção, por um painel de 70 especialistas, cujo resultado (70 pré finalistas) foi anunciado a 7 de Abril.
Os 21 pratos selecionados são apresentados hoje em Santarém, cidade escolhida como “anfitriã” da iniciativa.
Os interessados podem votar por telefone, SMS ou via Internet, neste caso no site do evento (http://www.7maravilhas.pt/) ou através do Facebook (www.facebook.com/7MGastronomia), usando os códigos relativos ao prato da sua preferência.
A organização já disse que espera críticas, algo que considera “natural” e que até ajuda ao sucesso da iniciativa.
“Quanto mais tivermos mais sucesso terá, porque mais gente estará interessada em saber do que se trata”, disse Luís Segadães à Lusa na fase de pré seleção, sublinhando que este concurso avalia os pratos, não pela sua confecção, mas “enquanto representantes culturais das suas regiões”.
Fonte: Público
Muse - Can't Take My Eyes Off You
Para concluir esta sequência musical fiquem com os Muse e a sua versão de Can't Take My Eyes off You.
Blur - Tender
Os Blur estão de regresso ao blogue com Tender numa actuação no programa de televisão de Jools Holland.
O que os Finlandeses precisam de saber acerca de Portugal
Um vídeo em inglês está a tornar-se muito popular na internet. O vídeo foi apresentado pela primeira vez nas Conferências do Estoril. O vídeo tem como objectivo transmitir uma mensagem à Finlândia e ao seu povo, com diversas informações sobre Portugal, numa altura em que alguns partidos do país nórdico opõem-se à aprovação do plano de resgate financeiro da UE e FMI ao nosso país.
«What the Finns need to know about Portugal» ou «O que os Finlandeses precisam de saber acerca de Portugal» recorda vários dados, desde o facto que a actual bandeira finlandesa era a portuguesa há 800 anos até à nota de memória que uma das maiores campanhas de recolha de ajuda humanitária em Portugal teve como destinatária a Finlândia, em 1940.
Pelo que se sabe, o vídeo é da responsabilidade da Câmara de Cascais.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Direito do Mar – os conceitos de Águas Interiores, Mar Territorial, Zona Contígua, Zona Económica Exclusiva e Plataforma Continental Jurídica (legal)
As águas interiores, mar territorial, zona contígua, zona económica exclusiva, plataforma continental, etc., são regulados pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), celebrada em 1982 em Montego Bay, Jamaica, em resultado da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Nova York, 1973-1982) e constitui o mais recente grande esforço de codificação do direito internacional que regula os oceanos.
Águas Interiores
Consideram-se águas interiores os mares completamente fechados, os lagos e os rios, bem como as águas no interior da linha de base do mar territorial.
As águas arquipelágicas no interior das ilhas mais exteriores de um Estado arquipelágico (como a Indonésia ou as Filipinas) também são consideradas águas interiores. Sobre as suas águas interiores, além de jurisdição idêntica à do mar territorial, o Estado costeiro pode até mesmo impedir a passagem inocente.1
Mar territorial
Mar Territorial é uma faixa de águas costeiras que alcança 12 milhas marítimas (22 quilómetros) a partir do litoral de um Estado que são consideradas parte do território soberano daquele Estado (exceptuados os acordos com Estados vizinhos cujas costas distem menos de 24 milhas marítimas). A largura do mar territorial é contada a partir da linha de base, isto é, a linha de baixa-mar ao longo da costa, tal como indicada nas cartas marítimas de grande escala reconhecidas oficialmente pelo Estado costeiro.
Dentro do mar territorial, o Estado costeiro dispõe de direitos soberanos idênticos aos de que goza no seu território e nas suas águas interiores, para exercer jurisdição, aplicar as suas leis e regulamentar o uso e a exploração dos recursos. Entretanto, as embarcações estrangeiras civis e militares têm o "direito de passagem inocente" pelo mar territorial, desde que não violem as leis do Estado costeiro nem constituam ameaça à segurança.
Zona contígua
A CNUDM permite que o Estado costeiro mantenha sob seu controle uma área de até 12 milhas marítimas, adicionalmente às 12 milhas do mar territorial, para o propósito de evitar ou reprimir as infracções às suas leis e regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração, sanitários ou de outra natureza no seu território ou mar territorial.
Zona económica exclusiva (ZEE)
A ZEE é uma faixa de água que começa no limite exterior do mar territorial de um Estado costeiro e termina a uma distância de 200 milhas marítimas (370 km) do litoral (excepto se o limite exterior for mais próximo de outro Estado) na qual o Estado costeiro dispõe de direitos especiais sobre a exploração e uso de recursos marinhos.
Na zona económica exclusiva, o Estado costeiro tem:
a) direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não vivos das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo, e no que se refere a outras actividades com vista à exploração e aproveitamento da zona para fins económicos, como a produção de energia a partir da água, das correntes e dos ventos;
c) jurisdição, de conformidade com as disposições pertinentes da presente Convenção, no que se refere a:
i) colocação e utilização de ilhas artificiais, instalações e estruturas;
ii) investigação cientifica marinha;
iii) protecção e preservação do meio marinho.
A ZEE portuguesa tem 1 727 408 km2 de extensão geográfica. Tem uma área total de 3 027 408 km² (18 vezes maior do que o seu território continental), uma das maiores do Mundo.
• Portugal Continental - 319 500 km²
• Açores - 984 300 km²
• Madeira - 411 000km2
• Portugal Total: 1 714 800 km2
A enorme ZEE portuguesa (representa, pois, um grande potencial económico para o país, sobretudo se se considerarem recursos ainda não exploráveis, mas representa, também, uma enorme responsabilidade face à preservação de tão extensa área marítima.
Plataforma Continental Jurídica (legal)
Segundo a CNUDM, “a plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural do seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.”
Esta definição de plataforma continental pouco tem a ver com o conceito geomorfológico de plataforma continental (uma área plana, com relevo muito suave, limitada a profundidades menores que 200 m). Pela definição jurídica de plataforma continental, vemos que a Plataforma Continental jurídica (PCJ) de um Estado costeiro pode englobar as formas de relevo submarino conhecidas como plataforma e talude, e, em algumas circunstâncias, inclusive regiões da planície abissal. O conceito de PCJ não se aplica à massa líquida sobrejacente ao leito do mar, mas apenas ao leito e ao subsolo desse mar. Nos casos em que a PCJ de um Estado costeiro assumir uma extensão de até 200 milhas marítimas., o conceito de ZEE é mais abrangente e, implicitamente, engloba o conceito de PCJ.
Na PCJ, segundo a CNUDM, o Estado costeiro exerce direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento dos seus recursos naturais e esses direitos são exclusivos, ou seja, “...se o Estado costeiro não explora a plataforma continental ou não aproveita os recursos naturais da mesma, ninguém pode empreender estas actividades sem o expresso consentimento desse Estado.”
Os recursos naturais da PCJ compreendem “...os recursos minerais e outros recursos não vivos do leito do mar e subsolo bem como os organismos vivos pertencentes a espécies sedentárias, isto é, aquelas que no período de captura estão imóveis no leito do mar ou no seu subsolo ou só podem mover-se em constante contacto físico com esse leito ou subsolo.”
Portugal apresentou nas Nações Unidas (ONU), em Maio de 2009, a proposta para que a Zona Económica Exclusiva (ZEE) passe dos actuais cerca de 1 714 milhões de quilómetros quadrados para os 3,6 milhões abrindo um procedimento cuja decisão final só deverá ser tomada, no mínimo, dentro de quatro anos. Nos últimos 4 anos, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental realizou a proposta a entregar na ONU e que pretende a duplicação da ZEE portuguesa. Para que a ONU aceite a proposta portuguesa, o projecto tem de provar que existe uma continuidade geológica entre a nossa plataforma actual e a área adjacente, encontrar denominadores e composições comuns através de amostras encontradas no fundo do mar.
A energia é um dos aspectos essenciais, não só as energias fósseis, como o petróleo ou o gás, mas também os minérios e moléculas que podem ser utilizadas na indústria farmacêutica. Tudo isto são áreas que existem (no espaço marítimo nacional) embora não saibamos ainda toda a sua dimensão e todo o seu valor, apesar de sabermos que nos dias de hoje estes são sectores muito importantes. Outra situação avaliada com aquele aumento é a possibilidade de se iniciar o armazenamento no fundo do mar de dióxido de carbono na atmosfera.
Alto Mar ou Águas Internacionais
O alto-mar ou águas internacionais é um conceito de direito do mar definido como todas as partes do mar não incluídas no mar territorial e na zona económica exclusiva de um Estado costeiro, nem nas águas arquipelágicas de um Estado arquipélago. Em outras palavras, alto-mar é o conjunto das zonas marítimas que não se encontram sob jurisdição de nenhum Estado. Nos termos do direito do mar, qualquer reivindicação de soberania sobre tais zonas, da parte de um Estado, é ilegítima.
O limite interior do alto-mar corresponde ao limite exterior da zona económica exclusiva, que é fixado a no máximo 200 milhas marítimas da costa. Mas há a possibilidade de ampliação em mais 150 milhas marítimas sobre a extensão da Plataforma Continental. Portugal, como já foi referido, fez esse pedido, que está sob análise da ONU.
No alto-mar ou Águas Internacionais, vigora o princípio da "liberdade do alto-mar": são livres a navegação, o sobrevoo, a pesca, a pesquisa científica, a instalação de cabos e a construção de ilhas artificiais. Outro princípio de direito do mar aplicável ao alto-mar é o do uso pacífico.
A única jurisdição aplicável a um navio em alto-mar é a do Estado cuja bandeira a embarcação arvora. Tais Estados têm a obrigação, quanto aos seus navios de bandeira, em alto-mar, prevista pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de
a) tomar as medidas necessárias à preservação da segurança da navegação (condições de navegabilidade dos navios, qualificação da tripulação etc.),
b) exigir dos capitães dos navios que prestem assistência a pessoas em perigo.
c) impedir o transporte de escravos,
d) impedir a pirataria, e
e) impedir o tráfico de drogas.
Os navios de guerra, em alto-mar, não gozam do direito de visita frente a navios estrangeiros, a não ser que haja suspeita de ilícitos como pirataria, tráfico de drogas ou de escravos.
O Estado costeiro pode, contudo, exercer o direito de perseguição contra navios estrangeiros desde que ela se inicie ainda dentro das águas interiores, do mar territorial, da zona contígua ou da zona económica exclusiva. Tal perseguição pode ser efectuada por navio ou aeronave do Estado costeiro.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_territorial http://www2.mre.gov.br/dai/m_1530_1995.htm
http://www.scielo.br/pdf/rbg/v17n1/v17n1a07.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alto-mar
http://jus.uol.com.br/revista/texto/9959/o-direito-internacional-e-as-zonas-costeiras/2
http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3c_1.html
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=21&cid=1750&bl=1&viewall=true
_________
Nota:
1 O direito de passagem inocente (ou pacífica) consiste na permissão da passagem do navio por águas territoriais, com a condição de não ameaçar ou perturbar a paz, a boa ordem e a segurança do Estado costeiro. Trata-se, portanto, de um direito que cria uma situação intermediária entre a liberdade de navegação, princípio válido em alto mar, e a jurisdição territorial plena. A título exemplificativo, pode-se incluir algumas actividades não contidas no conceito de passagem inocente: pesca, exercícios militares e actos de propaganda atentatório à segurança do Estado costeiro. Submarinos devem navegar à superfície com bandeira arvorada. A passagem independe de autorização prévia. Isto vale mesmo para navios militares, embora alguns países não partilhem dessa interpretação e exijam autorização ou notificação nesses casos. O tráfego marítimo será regido pelas leis do Estado costeiro, que mantém a prerrogativa de legislar sobre proteção de cabos e condutas, conservação de recursos vivos do mar, prevenção da poluição, investigação científica, entre outros. A permissão de passagem não dá direito à cobrança de taxas aos navios estrangeiros.
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Três acontecimentos globais que marcaram este último fim de semana no nosso Mundo Global
Estas três imagens servem apenas para recordar três acontecimentos muito mediáticos à escala global e que ocorreram neste último fim de semana: o casamento real em Londres (Inglaterra), na sexta; a beatificação de João Paulo II, no Vaticano e a morte de Bin Laden, próximo de Islamabad (Paquistão) no Domingo. Três acontecimentos que foram acompanhados por muitos milhões de pessoas neste Mundo Global.
Este ano há 271 praias com Bandeira Azul
Este ano, a bandeira azul vai estar hasteada em 271 praias portuguesas, um número recorde nos 25 anos de existência da Associação Bandeira Azul da Europa.
Este ano há a registar a entrada de 12 novas praias, de 28 regressos e de 10 praias que deixaram de ter a bandeira azul.
O Algarve continua a ser a zona com mais bandeiras azuis (74), seguida da região Norte (63), do Tejo (45), do Alentejo (22) e do Centro (18).
A região autónoma dos Açores foi contemplada com 33 bandeiras azuis e a da Madeira com 14.
O Programa da Bandeira Azul da Europa iniciou-se à escala europeia, em 1987, integrada no programa do Ano Europeu do Ambiente. Esta iniciativa da FEE, com o apoio da Comissão Europeia, tem como objectivo, elevar o grau de consciencialização dos cidadãos em geral, e dos decisores em particular, para a necessidade de se proteger o ambiente marinho e costeiro e incentivar a realização de acções conducentes à resolução dos problemas aí existentes.
A bandeira azul é uma distinção atribuída anualmente pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE) a praias (marítimas e fluviais) e marinas que cumpram um conjunto de requisitos de qualidade ambiental, segurança, bem-estar, infra-estruturas de apoio, informação aos utentes e sensibilização ambiental. As praias e marinas distinguidas ficam autorizadas a ostentar a bandeira oferecida pela FEE durante a época balnear. Pode, portanto, ser considerada um símbolo de garantia de qualidade de uma praia ou marina.
Os critérios de atribuição da bandeira azul incluem diversos parâmetros em categorias como:
- qualidade da água,
- informação e educação ambiental,
- conservação do meio-ambiente local,
- segurança, serviços e infra-estruturas de apoio
Em primeira instância um júri nacional aprova uma lista de praias e portos que obedeçam aos critérios e que se candidatem. Depois as candidaturas são enviadas e submetidas, a um júri internacional, composto por elementos da FEE e de um representante da Comissão Europeia.
A lista de praias com bandeira azul é a seguinte:
NORTE
Caminha: Caminha, Moledo, Vila Praia de Âncora
Viana do Castelo: Afife, Arda, Paço, Carreço, Norte, Cabedelo, Amorosa, Castelo de Neiva
Esposende: Suave Mar, Marinhas Cepães, Fão-Ofir, Apúlia,
Matosinhos: Funtão, Angeiras Sul, Pedras Brancas, Pedras do Corgo, Agudela, Quebrada, Marreco, Matosinhos, Memória, Cabo do Mundo, Aterro, Azul, Senhora - Boa Nova, Leça da Palmeira
Porto: Homem do Leme, Gondarém, Foz
Vila Nova de Gaia: Lavadores, Salgueiros, Canide Norte, Canide Sul, Marbelo, Madalena Norte, Madalena Sul, Valadares Norte, Valadares Sul, Dunas Mar, Francelos, Francemar, Sãozinha, Senhor da Pedra, Miramar, Mar e Sol, Aguda, Granja
Espinho: Frente Azul, Espinho-Baía, Espinho Rua 37, Silvalde, Paramos
Macedo de Cavaleiros: Fraga da Pegada - Albufeira do Azibo, Ribeira - Albufeira do Azibo
Vila do Conde: Frente Urbana Norte, Frente Urbana Sul, Mindelo, Vila Chã, Labruge.
Freixo de Espada à Cinta: Rio Douro - Congida
CENTRO
Ovar: Esmoriz, Cortegaça, Furadouro
Sever do Vouga: Quinta do Barco
Aveiro: São Jacinto
Ílhavo: Barra, Costa Nova
Vagos: Vagueira, Areão
Mira: Poço da Cruz, Mira
Cantanhede: Tocha
Figueira da Foz: Quiaios, Relógio, Cova Gala, Leirosa
Pombal: Osso da Baleia
Leiria: Pedrógão-Centro
TEJO
Nazaré: Nazaré
Alcobaça: Paredes de Vitória, S. Martinho do Porto
Caldas da Rainha: Praia do Mar
Peniche: Baleal Norte, Baleal-Sul, Cova de Alfarroba, Gambôa, Medão - Supertubos, Consolação
Lourinhã: Areia Branca, Porto Dinheiro
Torres Vedras: Santa Rita Norte, Santa Rita Sul, Navio, Centro - Santa Cruz, Formosa, Mirante - Santa Cruz, Azul, Santa Helena
Mafra: Porto da Calada, São Lourenço, Ribeira de Ilhas, Baleia, Foz do Lizandro
Cascais: Avencas, Guincho, Crismina, Rainha, Conceição, Tamariz, Poça, S. Pedro do Estoril, Parede, Carcavelos, Duquesa, Moitas
Almada: CDS - Stº António, Mata, Sereia, S. João da Caparica
Sesimbra: Moinho de Baixo - Meco
Abrantes: Aldeia do Mato
Guarda: Valhelhas
Mação: Carvoeiro
ALENTEJO
Sesimbra: Ouro
Setúbal: Figueirinha
Grândola: Tróia-Mar, Bico das Lulas, Tróia-Galé, Atlântica, Comporta, Carvalhal, Pego, Aberta-Nova
Santiago do Cacém: Costa de Stº André, Fonte do Cortiço
Sines: Vasco da Gama, S. Torpes, Morgavel, Vieirinha, Grande de Porto Covo, Ilha do Pessegueiro
Odemira: Furnas, Almograve, Zambujeira do Mar, Carvalhal
ALGARVE
Aljezur: Odeceixe-Mar, Arrifana, Monte Clérigo
Vila do Bispo: Cordoama, Castelejo, Mareta, Martinhal, Ingrina, Zavial, Salema, Almádena - Cabanas Velha, Burgau
Lagos: Luz, Porto de Mós, Camilo, D.Ana, Batata, Meia Praia
Portimão: Alvor Poente, Alvor Nascente-Três Irmãos, Vau, Três Castelos, Rocha
Lagoa: Caneiros, Ferragudo, Carvoeiro, Vale de Centeanes, Sra. Da Rocha, Vale do Olival
Silves: Armação de Pera, Praia Grande Poente
Albufeira: Salgados, Galé Oeste, Galé-Leste, Manuel Lourenço, Evaristo, S. Rafael, Arrifes, Aveiros, Oura, Oura Leste, Maria Luísa, Stª Eulália, Olhos d"água, Coelha, Castelo, Belharucas, Falésia-Açoteias, Falésia-Alfamar, Rocha Baixinha Oeste, Rocha Baixinha Leste
Loulé: Loulé Velho, Vilamoura, Quarteira, Vale de Lobo, Ancão, Garrão Poente (Duna), Garrão Nascente, Quinta do Lago
Faro: Faro-Mar, Barreta, Ilha do Farol-Mar, Culatra-Mar
Olhão: Fuseta-Ria, Fuseta-Mar, Armona Mar
Tavira: Barril, Terra Estreita, Ilha de Tavira - Mar, Cabanas - Mar
Vila Real Stº António: Manta Rota, Lota, Monte Gordo, Santo António
AÇORES:
Faial:
Horta: Almoxarife, Varadouro, Porto Pim
São Jorge
Velas: Preguiça
Terceira
Angra do heroísmo: Cinco Ribeiras, Negrito, Silveira, Salga, Prainha (Angra), Baía do Refugo
Praia da Vitória: Escaleiras, Praínha, Praia Grande, Porto Martins, Biscoitos, Riviera
São Miguel
Lagoa: Porto da Caloura, Zona Balnear de Lagoa
Ponta Delgada: Milícias, Pópulo, Poços de S. Vicente Ferreira, Poças Sul dos Mosteiros
Ribeira Grande: Areal de Santa Bárbara
Santa Cruz da Graciosa: Calheta, Praia
Vila Franca de Campo: Vinha da Areia, Praínha de Água D"Alto, Corpo Santo, Água D"Alto
Povoação: Praia do Fogo
Santa Maria
Vila do Porto: Anjos, Formosa, Maia
MADEIRA
Funchal: Barreirinha, Clube Naval do Funchal, Ponta Gorda - Poças do Governador, Poças do Gomes - Doca do Cavacas, Formosa
Ponta do Sol: Madalena do Mar, Ponta do Sol
Porto Moniz: Porto Moniz
Santa Cruz: Palmeiras, Roca Mar, Galo Mar, Garajau
Santana: Ribeira do Faial
S. Vicente: Ponta Delgada
Porto Santo: Fontinha, Ribeiro Salgado
MARINAS:
Tejo: Porto de Recreio Oeiras, Parque das Nações
Alentejo: Tróia, Porto de Recreio Sines, Amieira
Algarve: Lagos, Portimão, Vilamoura, Albufeira
Madeira: Funchal
Açores: Horta, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Marina da Vila (Vila Franca do Campo)
Para conhecerem o site da associação Bandeira Azul da Europa e conhecerem as praias contempladas com este galardão e a respectiva localização geográfica cliquem no link que se segue:
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sábado, 30 de abril de 2011
Luisa Sobral - Not There Yet
Mais uma nova cantora portuguesa a prometer uma carreira interessante: Luísa Sobral. Fiquem com Not There Yet.
Luísa Sobral no MySpace: http://www.myspace.com/luisasobral
Site oficial: http://www.luisasobral.com/_home.html
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Violenta tempestade de granizo na região de Lisboa
Ontem, dia 29 de Maio, uma violenta trovoada e um temporal de chuva e granizo caiu pelas 15h30 na região de Lisboa, especialmente na zona de Benfica e na Damaia, provocando a interrupção do trânsito em alguns locais, nomeadamente na segunda circular. Este fenómeno está relacionado com um centro de baixas pressões com características convectivas e que tem estado localizado a Sudoeste de Portugal Continental.
Que fenómeno levou à forte queda de granizo? Segundo o meteorologista Anthímio de Azevedo, este fenómeno extremo deveu-se a uma queda muito acentuada e muito brusca da temperatura - Lisboa registou, das 15h00 às 16h00, uma descida de 22,5 graus para 14,5 - que levou à formação de uma nuvem de grande dimensão vertical, um cumulonímbo. Trata-se de uma nuvem escura e espessa, que pode ter atingido 14 quilómetros de altura e que descarregou na zona de Benfica, em Lisboa, e na Damaia, Amadora, uma quantidade de granizo inédita. Em alguns locais, atingiu meio metro de altura e foi acompanhada de chuva intensa. O Instituto de Meteorologia pôs a maior parte do País em alerta amarelo e avisa que a depressão pode provocar hoje novas quedas de granizo e trovoadas a norte e centro.
Que fenómeno levou à forte queda de granizo? Segundo o meteorologista Anthímio de Azevedo, este fenómeno extremo deveu-se a uma queda muito acentuada e muito brusca da temperatura - Lisboa registou, das 15h00 às 16h00, uma descida de 22,5 graus para 14,5 - que levou à formação de uma nuvem de grande dimensão vertical, um cumulonímbo. Trata-se de uma nuvem escura e espessa, que pode ter atingido 14 quilómetros de altura e que descarregou na zona de Benfica, em Lisboa, e na Damaia, Amadora, uma quantidade de granizo inédita. Em alguns locais, atingiu meio metro de altura e foi acompanhada de chuva intensa. O Instituto de Meteorologia pôs a maior parte do País em alerta amarelo e avisa que a depressão pode provocar hoje novas quedas de granizo e trovoadas a norte e centro.
Fiquem com alguns vídeos que registaram o acontecimento e que foram publicados no Youtube.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
22 de Abril - Dia da Terra
(Se clicarem na imagem podem visualizar a sua animação)
Quercus enumera 7 pecados ambientais de Portugal no dia da Terra
A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, anunciou, no dia da Terra, os 7 pecados ambientais com que Portugal se depara.
Identificados como pecados de insustentabilidade, estes são os principais problemas relacionados com o ambiente que Portugal apresenta:
1. O Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável caiu no esquecimento
A cimeira das Nações Unidas sobre o Ambiente e Desenvolvimento realizou-se há 8 meses, e o prometido Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável ainda não ganhou forma. Mais uma vez as promessas do governo, continuam somente a ser promessas e sem implicações práticas.
2. A remodelação ao financiamento das autarquias não é o correcto
Numa fase em que o Governo decidiu alterar as taxas do Imposto de Selo e a contribuição autárquica é necessário ponderar o método de distribuição do financiamento público. Não se deve construir inconscientemente, há que ter em conta valores naturais e paisagísticos.
3. Portugal consume cada vez mais energia
Vivendo em tempo de crise, Portugal apresenta valores preocupantes, tendo em conta que estamos em recessão económica e continuamos a aumentar a intensidade energética do país. Isto significa que para além de estarmos a gastar muito mais energia do que era suposto para a nossa face de desenvolvimento económico, estamos também a desperdiçar, cada vez mais, energia e recursos.
4. Excesso de tráfico em circulação
O excesso de carros e transportes em circulação origina: mais gasto energético, mais emissões, mais ruído e mais congestionamento.
Portugal é um dos cinco países que está na rota para uma insustentabilidade no sector dos transportes, tendo também concentrações de poluentes muito acima da média do que é permitido pela legislação europeia.
5. Portugal desperdiça por ano 3 100 000 000 000 litros de água
Portugal consegue desperdiçar por ano vários milhões de litros de água. Apesar de existir um Programa Nacional para o Uso Eficiente de Água, este só teve parte teórico, pois nunca foi aplicado. É necessário que na agricultura, na indústria e no consumo privado, se faça um uso eficiente e sustentável da água.
6. A Conservação da Natureza ainda não passou à parte prática
Apesar de já ter sido elaborada uma Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, muitos dos seus objectivos ainda continuam por concretizar. Os Planos de Ordenamento do Território das áreas protegidas continuam por implementar, bem como, ainda existem muitas áreas da Rede Natura 2000 por ordenar.
7. Reciclagem ainda longe dos hábitos portugueses
Reutiliza-se menos que o desejável, recicla-se menos que o esperado e no final de contas instalam-se mais incineradoras.
A reutilização de embalagens com tara de retorno verifica-se menos, e a reciclagem urbana ainda não apresenta valores significativos para o ambiente. Por sua vez, a última opção desejável é aquele que se procura mais, a incineração, ou seja, a queima de resíduos.
Posto isto, é tempo de reflectir sobre o ambiente e aquilo que será o nosso futuro próximo. Estas opções calham a todos, e todos temos que contribuir.
Tenha um papel activo para uma vida mais verde.
Fonte: http://ambiente.kazulo.pt/7300/quercus-enumera-7-pecados-ambientais-de-portugal-no-dia-da-terra.htm
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Coldplay - Life in Technicolor + See You Soon
Os Coldplay de regresso ao blogue. Há quanto tempo eles não passavam por aqui!!!
Fiquem com duas canções que ainda não foram publicadas neste blogue: Life In Technicolor e See You Soon
Eduardo Prado Coelho - Precisa-se de matéria prima para construir um País
Numa época muito difícil que o país atravessa, com o risco muito real de o país cair na bancarrota, com os portugueses a responsabilizarem os políticos por termos sido mal governados, com os políticos a mostrarem-se muito pouco responsáveis e acusarem-se uns aos outros sobre as responsabilidades desta crise, recebi há algum tempo um mail contendo um texto escrito por Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007) e que quero partilhar convosco. Impressiona a lucidez desta reflexão, que é sobre todos nós! E como todos nós, ou grande parte de nós, contribuímos para chegarmos ao ponto em que nos encontrámos.
Eduardo Prado Coelho
Precisa-se de matéria prima para construir um País
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal...
E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
- Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE !
Eduardo Prado Coelho in Público
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Sérgio Godinho - Dancemos no Mundo
Depois de um mês de ausência, o blogue está de regresso. De facto, nos últimos tempos o intenso trabalho, decorrente da minha actividade de professor, não me permitiu (e com muita pena minha) alimentar o blogue com novos "posts".
E é impressionante que neste período de tempo muita coisa aconteceu quer a nível internacional como nacional. A ameaça de um desastre nuclear no Japão, a guerra civíl e a intervenção internacional, coordenada pela NATO, na Líbia, o pedido de ajuda financeira externa por parte de Portugal à UE (e por acréscimo ao FMI) são talvez os assuntos mais importantes que têm marcado a actualidade.
Agora que me encontro em pausa lectiva já consigo ter tempo para reanimar o blogue. Espero poder retomar alguns dos assuntos acima referidos e outros que a actualidade mundial e nacional justifique.
Para recomeçarmos em beleza, fiquem com um apontamento musical: apesar de todos os problemas que ameaçam o nosso Mundo Global, Dancemos no Mundo", com Sérgio Godinho.
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Um Mundo de músicas
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