quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O discurso inspirador de Steve Jobs em Stanford


"Ninguém quer morrer. Nem mesmo as pessoas que querem ir para o Céu querem morrer para chegar lá." Esta é uma das frases mais emblemáticas de um discurso que Steve Jobs proferiu a 12 de Junho de 2005 na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos

Num discurso que se tem espalhado através das redes sociais, Jobs fala da vida, do trabalho e da morte. Sem preconceitos, num tom por vezes irónico e bem-disposto, o fundador da Apple e criador dos computadores Mackintosh, do iPod, do iPhone e do iPad,  quer passar uma mensagem de esperança aos milhares de alunos que o ouvem e que acabavam de se licenciar.

Através da sua história de vida – de ter sido dado para adopção, de ter desistido da universidade, a criação da Apple e a sua demissão ("Como é que pode ser despedido da empresa que se cria?", brincou) –, Steve Jobs mostra por que é que hoje é lembrado como "um grande homem", "um revolucionário", "um génio". A chave do segredo, para ele, é acreditar sempre. Ter fé, nunca desistir e fazer sempre o que se gosta.

"Quando olho para trás vejo que ter desistido da universidade foi a melhor coisa podia ter feito", contou Jobs, lembrando que assim pôde deixar de frequentar as aulas obrigatórias "que não serviam para nada" e passar a assistir às que mais lhe interessavam.

Da mesma forma, fala sobre o seu despedimento da Apple, garantindo que essa situação lhe permitiu começar tudo de novo: "Se não fosse assim, hoje não estaria aqui".

A última parte do discursou é dedicada à morte, "muito provavelmente a melhor invenção da vida". "Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida".

"Quase tudo – as expectativas, o orgulho, o medo de falar, qualquer coisa – tudo desaparece quando estamos perante a morte", diz, lembrando o dia em que os médicos lhe disseram para ir para casa e tratar dos seus assuntos, dando-lhe no máximo seis meses de vida, uma situação que viria a mudar quando os médicos acabaram por descobrir que a sua doença era de um tipo raro, que podia ser curado.

"O tempo é limitado, não o deperdicem."

Fonte: Público on line

Steve Jobs morreu hoje. Aqui fica a minha homenagem a um dos homens que mais contribuiu para a revolução das TIC.

Feira Nacional de Agricultura Biológica “Terra Sã – PORTO 2011”



Pela primeira vez no pavilhão Rosa Mota, no Porto, vai realizar-se de 7 a 9 de Outubro a primeira edição da Feira Nacional de Agricultura Biológica “Terra Sã – PORTO 2011”. O objectivo da feira é aproximar produtores e consumidores, facilitando o acesso dos consumidores à alimentação com produtos de Agricultura Biológica, e sensibilizar as pessoas para a necessidade de promover a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.


Trata-se de uma iniciativa organizada pela Agrobio - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica,  com o apoio da Câmara Municipal do Porto através da PortoLazer.

Aqui fica a sugestão para o próximo fim de semana.


Consulte aqui mais informações: http://www.agrobio.pt/

Radiohead - All I Need

Ainda a propósito do tema da globalização apresento mais uma vez o vídeo dos Radiohead "All I Need" que fez parte da campanha da MTV "Exit" que chama a atenção para o problema do trabalho infantil que, infelizmente, existe em muitos países.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A globalização não é para todos

Hoje partilho convosco dois vídeos que já passaram por este blogue e que foram apresentados recentemente nas minhas aulas de Geografia C de 12º ano: "Chicken a la Carte", de Ferdinand Dimadura (2005)  e "Offer", um videoclip feito a partir de uma canção de Alanis Morissette, com legendas em português (do Brasil). Ambos os vídeos dão que pensar sobre o mundo em que vivemos em que uns têm tudo e outros nada. Infelizmente, a globalização não é para todos.


Aviso: ambos os vídeos contêm algumas imagens que podem chocar pessoas mais sensíveis (mas é a realidade nua e crua).



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

REM - Losing my Religion, Man on the Moon, Everybody Hurts, Nightswimming


Infelizmente para todos nós que gostavamos muito dos REM, terminou a carreira de uma das mais emblemáticas bandas das últimas décadas e uma das minhas favoritas de há muitos anos. Os REM acabaram, como grupo, ao fim de 30 anos, 15 álbuns de estúdio, muitas digressões e milhões de fãs.

O grupo nasceu em 1980 em Athens, no Estado americano da Geórgia. Depois dos primeiros álbuns e êxitos como “Radio Free Europe”, o salto para o grande público deu-se no início dos anos 90, com dois álbuns que marcaram a história da pop – “Out of time” e “Automatic for the people”, de onde saíram temas como “Losing my religion” e “Man on the moon”. O mais recente álbum, “Collapse into now”, foi lançado em março deste ano.

Aqui fica a minha homenagem ao grupo com alguns videoclips de algumas canções que os imortalizaram.







sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Chegou o Outono

Chegou o Outono. Fiquem com algumas imagens belíssimas (que encontrei na net) próprias desta estação que está a começar.


EUA executaram Troy Davis




Troy Davis, de 42 anos, que se encontrava no corredor da morte desde 1991 (há vinte anos!!!), foi executado por injecção letal na prisão do Estado da Geórgia em Jackson, no dia 21 de Setembro, apesar das sérias dúvidas em torno da sua condenação. Transcrevo de seguida um excerto de uma notícia do Expresso on Line.



No mesmo dia, o Irão enforcou publicamente um jovem de 17 anos condenado pelo homicídio de um popular atleta, apesar das proibições internacionais sobre a execução de adolescentes, enquanto a China executou um paquistanês condenado por tráfico de drogas apesar dos crimes de droga não se incluírem nos crimes "mais graves" do direito internacional.

Troy Davis foi condenado à morte em 1991 pelo homicídio do polícia Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. O caso contra Troy Davis baseou-se principalmente em declarações de testemunhas.Desde o seu julgamento em 1991, sete das nove testemunhas chave retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.

O adolescente iraniano Alireza Molla-Soltani foi enforcado na manhã de 21 de Setembro diante de uma multidão na cidade de Karaj. Foi condenado à morte no mês anterior por apunhalar Ruhollah Dadashi, um popular atleta, durante uma disputa na sequência de um acidente de viação a 17 de Julho. O jovem de 17 anos disse que entrou em pânico e apunhalou Ruhollah Dadashi em legítima defesa depois do atleta o atacar num local escuro, de acordo com os relatos dos media locais.
Zahid Husain Shah, detido em 2008 por tráfico de drogas, foi executado na China por injecção letal no dia 21 de Setembro.
No mesmo dia, Lawrence Brewer foi também executado em Huntsville, no Texas. Foi condenado à morte pelo seu papel no homicídio de James Byrd Jr., em Junho de 1998.




O dia 21 de Setembro de 2011 foi, na minha opinião, mais um dia negro para a humanidade e para a luta pelos Direitos Humanos. Sou claramente contra a pena de morte em todos os casos, sem excepção. Um Estado ao permitir nas suas leis a pena de morte está a violar o artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos do Homem:  Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.  Ninguém, nem o Estado, tem o direito de tirar a vida a alguém mesmo que este tenha também morto alguém. Na minha opinião, seria preferível aplicar a pena de prisão perpétua e não a pena de morte.  Convém lembrar que em muitos casos, ocorrem erros judiciários (inocentes condenados à morte) que serão  fatalmente irreversíveis, como já aconteceu diversas vezes no passado . 

O caso de Troy Davis, a mais mediática das execuções do passado dia 21, deixa muitas dúvidas. Pelo que conta a comunicação social, Troy Davis devia ter tido a oportunidade de voltar a ser submetido a um novo julgamento.

Uma potência como os EUA devia envergonhar-se de permitir que a pena de morte continue a ser aplicada em diversos Estados. A pena de morte foi abolida para todos os crimes em quase todos os países da Europa e da Oceania. Na América do Norte, foi abolida no Canadá e no México e em algumas zonas dos Estados Unidos. Na América do Sul, o Chile e o Perú ainda mantém a pena de morte para alguns crimes, mas estes estão completamente fora da realidade do quotidiano dos cidadãos, como, por exemplo, traição em tempos de guerra. Trinta e seis estados dos Estados Unidos, a Guatemala e a maior parte do Caribe, da Ásia (como na China) e da África ainda mantêm a pena de morte para crimes comuns. Em alguns países apesar de  legalmente manterem a pena de morte já não executam ninguém há bastante tempo.


Mina de carvão a céu aberto ameaça equilíbrios na África do Sul

Na África do Sul, a abertura de uma mina de carvão a céu aberto numa região que é património mundial ameaça provocar um desastre ecológico. O projecto situa-se num local identificado na língua nativa como "o olho de Deus" ou "terra da sensatez". Vejam o vídeo que se segue:



Fonte: RTP.PT

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Consumption

Recupero o vídeoclip Consumption sobre o consumismo associado à globalização.



Numa época de crise faz todo o sentido continuar a dizer-se:

Keep on buying... so mutch i don't need! ...

domingo, 18 de setembro de 2011

Saíram os resultados da 1ª fase de colocações de alunos no ensino superior - Pela primeira vez em seis anos, o número de alunos colocados sofreu redução


Já saíram os resultados da 1ª fase de colocações de alunos no ensino superior. Segundo o jornal Público de hoje, o número de alunos que conseguiu lugar no ensino superior diminui este ano, o que já não sucedia desde 2005. Foram colocados na 1.ª fase 42243 candidatos, menos 3349 do que em 2010.

Transcrevo de seguida grande parte da notícia:


Dos que já foram colocados, 62% escolheram o ensino universitário e 38% o ensino politécnico. No primeiro foram colocados 26.321 alunos; no segundo 15.922.

No conjunto foram disponibilizados 53.500 lugares no ensino superior, cerca de mais 100 do que em 2010. Metade dos 1151 cursos existentes no ensino universitário e politécnico esgotaram as vagas na 1.ª fase. Doze cursos não conseguiram atrair nenhum candidato e em 438 o número de colocados foi inferior a 20.

A Universidade do Porto voltou a ser a instituição com maior número de alunos colocados (4130), tendo preenchido 99% das suas vagas. Em segundo e terceiro lugar, no que respeita a número de colocados, ficaram, respectivamente, a Universidade Técnica de Lisboa (3533) e a Universidade de Lisboa (3453). Preencheram 94 e 88% das suas vagas.

As escolas de Enfermagem de Coimbra, Lisboa e Porto ficaram com 100% das suas vagas preenchidas; a escola superior de Hotelaria do Estoril com 99%, a Universidade de Coimbra com 97% e o ISCTE, em Lisboa, com 96%. No outro extremo, o Instituto Politécnico do Tomar apenas preencheu 26% dos 715 lugares que disponibilizou.

A percentagem de estudantes que consegue ficar no curso que escolheu voltou a aumentar: 58% foram colocados na sua primeira opção, mais três percentuais por comparação com 2010; e 87% tiveram lugar num das suas três primeiras opções. A área de Ciências Sociais, Comércio e Direito volta também a ser a que soma mais novos alunos para o 1.º ano. Mais uma vez o curso de Direito da Universidade de Lisboa foi aquele que disponibilizou mais vagas. Foram 450 e ficaram já todas preenchidas. O curso de Direito da Universidade de Coimbra foi o segundo com mais vagas (330) e estes lugares já estão todos ocupados.

A área de Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção foi a segunda com mais alunos colocados, mas é também aquela que ainda tem mais vagas para preencher. O que já não acontece na área de Saúde e Protecção Social, a terceira mais procurada. Os principais cursos de Medicina esgotaram as vagas na 1.ª fase.

As notas dos últimos colocados nestes cursos oscilaram entre 18,1 e 18,6 (numa escala de 0 a 20). Dos dez cursos com nota mais alta de entrada, oito são de Medicina. Bioengenharia e Arquitectura da Universidade do Porto são os “intrusos” neste top.

Das áreas de classificação dos cursos, Agricultura foi a menos procurada, registando-se apenas 706 entradas, com cerca de 500 vagas a sobrar para a segunda fase. Em 33 cursos, como Ciências da Educação e Formação na Universidade do Algarve ou Gestão da Qualidade na Universidade de Aveiro, as notas dos últimos colocados foram inferiores a 10.

Do programa Novas Oportunidades candidataram-se ao ensino superior mais de 700 pessoas depois de terem realizado, como autopropostos, os exames nacionais do secundário que funcionam como provas específicas para os cursos que escolheram. A nota de candidatura é a obtida nestes exames. Foram colocados 647. O Ministério da Educação e Ciência esclarece que foram criadas vagas adicionais em igual número, de modo a não prejudicar os alunos que concluíram o secundário nas escolas. Em 33 cursos a nota do último colocado oscilou entre 9,5 e 9,9. Da 1.ª fase do concurso sobraram 11.938 vagas, distribuídas entre o ensino universitário (2710) e politécnico (9228). O curso de Direito (regime pós-laboral) da Universidade de Lisboa, com 132 vagas, é aquele que ainda tem mais vagas por preencher.

Fonte: Público on line

De seguida podem consultar uma tabela pesquisável que se encontra no site do Público em:

Os meus parabéns a todos os alunos que conseguiram entrar no ensino superior. Vêm assim premiado o esforço e dedicação ao longo dos anos em que frequentaram o ensino básico e secundário. Os que não conseguiram têm que voltar a tentar para o ano e, entretanto, devem estudar mais e melhor para conseguirem concretizar os seus objectivos.

Um Bom Professor, Um Bom Começo

Agora que está a começar um novo ano lectivo, deixo-vos aqui um pequeno vídeo que vem mesmo a propósito: Um Bom Professor, Um Bom Começo.

A todos os alunos que estão agora a iniciar um novo ano lectivo, desejo que tenham bons professores e um bom começo. Mas não se esqueçam que têm que trabalhar (e muito) e ter a ambição de ir longe para poderem concretizar os vossos sonhos. Não basta ter um bom professor; é preciso também ser-se um bom aluno.

sábado, 17 de setembro de 2011

Muse - Uprising (Live)

Os Muse estão de regresso ao blogue com Uprising numa interpretação ao vivo no programa Later with Jools Holland.

Manifesto “Pela Floresta contra a Crise”


Um manifesto “Pela Floresta contra a Crise”, apelando a uma “política fiscal coerente” para aproveitar o potencial económico, social e ambiental da floresta foi entregue ontem no Ministério da Agricultura, tendo sido publicado em diversos jornais.

Este manifesto sublinha que é preciso «reforçar o papel do associativismo» e «conceber uma política fiscal coerente que propicie uma reestruturação fundiária adequada».

Transcrevo de seguida o manifesto na íntegra:



O manifesto – Pela Floresta Contra a Crise

Para sair do ciclo vicioso da recessão, endividamento externo, empobrecimento e aumento do desemprego a sociedade portuguesa tem de crescer economicamente e valorizar o trabalho, consumir menos produtos importados, criar riqueza transaccionável com base nos recursos nacionais, transformar esse produtos e exportá-los para mercados que valorizem a qualidade. Vários estudos têm destacado o potencial dos recursos endógenos, como o turismo, o património cultural, o mar, os recursos geológicos, a agricultura e a floresta.

Em Portugal os espaços silvestres ocupam 64% do território dos quais mais de metade estão arborizados (38%). Esta riqueza que herdámos e que temos vindo a utilizar, com base na transformação e exportação dos seus produtos (12% das exportações nacionais), permite pagar o que importamos para nos alimentarmos; cria e mantém mais de 140.000 postos de trabalho directos, remunera muitos milhares de proprietários e contribui em 3% para o PIB nacional. A floresta é uma das nossas principais riquezas! Cria emprego e desenvolve o interior do país, qualifica e organiza a força de trabalho que fornece as fileiras industriais da cortiça, do papel, dos aglomerados, da serração e do mobiliário. Estas indústrias não são deslocalizáveis e exportam produtos com elevadíssima taxa de valor acrescentado nacional. O território florestal suporta uma parte da pecuária, produz caça e pesca, e é fonte de energia renovável, fixadora de carbono, promotora da melhoria do solo, é salvaguarda de biodiversidade, regula o regime hídrico e constitui paisagens para lazer, recreio e turismo. É um valor nacional avaliado em muitos milhares de milhões de euros. É também história, cultura, memória, silêncio, bem-estar e futuro.

Neste momento de crise, pode a floresta ajudar o País a reerguer-se, criando riqueza e emprego e contribuir para a prosperidade dos nossos filhos? Os signatários deste Manifesto defendem que Sim. Contudo, é imperioso que de forma persistente e consistente no espaço e no tempo, seja promovida e valorizada a gestão activa dos recursos florestais. A percepção do valor da floresta vem de longe e sublinha o facto de os principais grupos económicos portugueses terem a sua origem na floresta. Mas, nos últimos 30 anos as alterações sociais e as dinâmicas nos territórios florestais e rurais sucederam-se a um ritmo que ultrapassou a capacidade de gestão existente (conhecimento, pessoas, instituições). Somente parece ter havido capacidade de reagir aos problemas, atacando não as suas causas, mas os sintomas e as consequências. Por exemplo, sabendo que o problema dos incêndios só se resolve com a gestão profissional da floresta, o país tem reiteradamente insistido numa estratégia de combate ao fogo; o risco de incêndio agrava-se, há depleção do valor actual e da expectativa de rendimentos futuros dos territórios florestais.

O País, sendo pobre, não tem o direito de olhar de soslaio para a sua floresta, pondo em causa o seu futuro e a sua soberania.

A aprovação por unanimidade na Assembleia da República da Lei de Bases da Floresta constituiu um marco histórico. Pese, embora, este consenso alargado entre todas as forças políticas, as medidas, os instrumentos e os recursos financeiros sucessivamente disponibilizados não têm tido as necessárias consequências práticas, como se demonstra pela degradação da qualidade e quantidade do material lenhoso (revelado pelos inventários nacionais), o abandono dos espaços florestais (incluindo os públicos), os impactes dos incêndios e o descontrolo das pragas e doenças. Dos inúmeros e bem financiados planos e programas, quase todos têm demonstrado uma incapacidade crónica em concretizar as justas expectativas de um país com uma das mais altas produtividades florestais da Europa.

O que tem faltado? Na maior parte do território florestal, com excepção da agro-silvo-pastorícia do Sul, as iniciativas dispersam-se e fragmentam-se na pequenez da propriedade e no individualismo da nossa matriz cultural. Sem cortar este nó górdio e desenhar medidas que transformem a estrutura da propriedade, será impossível promover a eficiência económica dos dinheiros públicos e privados, cada vez mais escassos, e assegurar a competitividade das fileiras florestais.

Isto implica a necessidade de conduzir com urgência uma reestruturação fundiária sob o primado do interesse nacional, respeitando a propriedade privada. Esta reestruturação fundiária é decisiva, uma vez que mais de 90% das terras florestais são detidas por privados. Assim, o tema decisivo e prioritário da política florestal é a capacidade de assegurar que a propriedade florestal seja adequadamente gerida.

Tendo a floresta um papel estruturante, quer no plano territorial, quer económico, ambiental e social, a sua má gestão (ou ausência dela) é mais do que um desperdício: é uma irracionalidade civilizacional, que acrescenta risco a quem quer gerir bem, e obriga a comunidade nacional a despender somas brutais de recursos financeiros cada vez mais raros.

Neste manifesto defendemos a necessidade insubstituível de uma reforma fiscal inteligente e coerente que penalize essas situações e que estimule a gestão activa e profissional do recurso terra, premiando quem faz e quem assegura a perpetuidade das receitas. Focados na resolução das causas do problema, os estímulos devem visar a mobilização dos proprietários através do apoio técnico e profissional para gestão e venda agregada dos seus produtos (reforçando a via associativa), o desbloqueamento das ZIF (Zonas de Intervenção Florestal) e a disponibilização dos recursos do Fundo Florestal Permanente para alavancar financeiramente as iniciativas de gestão dos proprietários. A via fiscal deve estimular o mercado da terra (venda ou renda). De tudo isto resultará também a atracção do investimento e a constituição de poupança.

Em síntese, lança-se o repto à governância do País (Parlamento, Governo e Autarquias), para que se dedique, directamente pelo desenho das políticas públicas, e indirectamente pela indução das práticas de gestão e de engenharia, à resolução das causas profundas e estruturais que estão na base da degradação da floresta portuguesa. O Futuro de Portugal passa por aqui!

Fonte: Naturlink

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aldeias Históricas de Portugal

Chega o mês de Setembro e, como é habitual, regressa o trabalho e, é claro, o blogue "Um Mundo Global" para mais um ano de actividade (a caminho do quinto ano de actividade). Espero que este ano seja mais interactivo e que o número de comentários aumente significativamente em relação aos dois últimos anos.

Para começar nada melhor do que mostrar algumas imagens de lugares por onde passei nestas férias e que são muito marcantes na afirmação da identidade cultural de Portugal. Nestas férias fiz uma boa parte da chamada "Rota das Aldeias Históricas de Portugal". Andei por terras da Beira Baixa e da Beira Alta e passei por lugares inesquecíveis que fazem parte das "Aldeias Históricas", como Idanha-a-Velha, Monsanto, Sortelha, Castelo Mendo, Almeida e Belmonte.

As Aldeias Históricas são antiquíssimos núcleos urbanos com fundação anterior à nação portuguesa, de grande importância histórica. Erguem-se normalmente em terras altas, pois constituíam núcleos de defesa das populações que nelas se estabeleceram, ainda antes da denominação romana. Destacam-se pela arquitectura militar, pois a maioria encontra-se rodeada de muralhas e desenvolve-se junto de um castelo.

O Programa de Aldeias Históricas, formulado pelo governo português em 1991, desde então restaurou as seguintes aldeias na Beira Interior (Parte da antiga Beira Alta e Beira Baixa):
Almeida (vila)
Castelo Mendo
Castelo Novo
Castelo Rodrigo (vila)
Idanha-a-Velha
Linhares da Beira
Marialva
Monsanto (vila)
Piódão
Sortelha

Em 2003, foram incluidas no programa as seguintes povoações medievais:
Belmonte (vila)
Trancoso (cidade)

Outras aldeias talvez merecessem esta classificação como, por exemplo, Castelo Bom.

Para saberem mais sobre as "Aldeias Históricas de Portugal" consultem o site oficial: http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com/

Fiquem com alguns vídeos que encontrei no Youtube alusivos às Aldeias Históricas de Portugal.



domingo, 31 de julho de 2011

Boas férias!...

Finalmente chegaram as férias. O blogue também vai descansar durante o mês de Agosto para voltar de novo em Setembro. Fiquem com os velhinhos Beach Boys e o seu clássico Surfin' USA.

A todos os que regularmente acompanham o blogue, e que estão de férias, desejo

boas férias

 

Falta um aspirador para nos salvar do lixo espacial


Todos os anos 500 toneladas de detritos vão para o espaço

Eis mais uma ameaça ao planeta Terra. leiam a notícia do Público de hoje que transcrevo de seguida:


À volta da Terra o espaço já deixou de ser infinito. O último alerta que a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) viveu foi mais uma prova disso. A 28 de Junho os seis astronautas que vivem na ISS foram obrigados a fugir para as duas naves russas Soiuz que estavam acopladas à estação. A causa da emergência foi um pedaço de lixo espacial que passou a 335 metros de distância do complexo, uma unha negra em termos espaciais que pôs as agências espaciais russa e norte-americana com os cabelos em pé.

Caso tivesse acertado na ISS, o fragmento poderia pôr o fim ao projecto que custou 69,47 mil milhões de euros, seria um estalo na cara das potências espaciais que ainda não tomaram uma acção determinante para resolver um problema, que no limite, pode impedir o acesso ao céu terrestre.

Esta nem sequer foi a primeira vez em que a ISS se arriscou a ser atingida pelos detritos esquecidos da exploração espacial. Primeiro em Março depois em Dezembro de 2009, dois fragmentos ameaçaram as expedições. O primeiro passou a 352 quilómetros de distância, o segundo a apenas um quilómetro e quase sem aviso.

O problema é que no espaço as velocidades destes objectos são de milhares de quilómetros por hora. Uma esfera de alumínio de dez centímetros que atinge um aparelho tem uma força explosiva equivalente a sete quilos de TNT, segundo a NASA.

Quem pensou na construção do complexo teve em conta estes detritos. “Os principais módulos da estação têm escudos e podem proteger a estação de objectos entre um e 1,4 centímetros de tamanho”, explicou por telefone ao PÚBLICO Heiner Klinkrad, responsável pelo Gabinete de Detritos Espacial da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês). No caso de ser material com maior tamanho a aproximar-se da estação, que se encontra a 350 quilómetros de altitude em relação à Terra, é necessário fazer um desvio da rota, o que já aconteceu 12 vezes no passado, adiantou Klinkrad.

Infelizmente, o detrito que originou a emergência de há um mês foi detectado muito próximo da ISS, o que impossibilitou fazer-se uma manobra de evasão a tempo. O objecto rasou a estação como nunca outro o tinha feito. O próximo pode atingi-la.

O mais antigo aparelho que está no espaço é um satélite que orbita à volta da Terra há mais de 53 anos. O Vanguard 1 foi lançado em Março de 1958 pelos Estados Unidos e deixou de comunicar em 1964. Está numa rota entre os 654 e 3969 quilómetros de altitude e pensa-se que só vai cair na Terra dentro de 2000 anos.

Hoje, o Vanguard é um dos 11.000 objectos com mais de dez centímetros que andam à volta da Terra. Este número sobe para 100.000 objectos que têm um tamanho entre um e dez centímetros e escala para muitos milhões no caso de detritos mais pequenos do que um centímetro.

Segundo a ESA existem cerca de 30 mil objectos a serem seguidos pelos telescópios terrestres. “Dos 16.000 objectos [que se conhece a origem da sua órbita] pouco mais de 1000 são naves operacionais”, disse Klinkrad. Dos 28.000 objectos enviados para o espaço desde o Sputnik, 19.000 já caíram na Terra, o resto está em órbita e equivale a 6300 toneladas de lixo. São satélites que não funcionam, material necessário para o lançamento de naves, detritos, químicos, que se foram acumulando ao longo do tempo.

Setenta por cento deste material está abaixo dos 2000 quilómetros de altitude. No início da era espacial, a NASA e depois as outras agências espaciais, viam o redor da Terra como um saco sem fundo. Que se não era infinito, pelo menos era vasto o suficiente para dois objectos não colidirem um com o outro.

Este conceito chamado de big sky theory , teoria do céu grande (numa tradução livre do inglês) foi abalado em 2009 quando se deu a colisão entre o Iridium-33, um satélite de comunicações dos EUA que estava activo, e o Kosmos-2251, um aparelho russo inactivo há mais de dez anos. Quem quiser, pode ver a representação virtual do que se passou no YouTube : o Iridium choca contra o Kosmos a 790 quilómetros de altura, por cima da Sibéria, produzindo 2100 novos fragmentos que se espalham ao longo de uma altitude entre os 600 e 1300 quilómetros.

É o segundo maior aumento absoluto de fragmentos que se deu na história espacial. O primeiro foi o satélite chinês Fengyun-1C que em 2007 foi destruído pelos chineses, numa demonstração de poderio militar que resultou em 3000 fragmentos novinhos em folha para navegarem pelo espaço. “No passado, um acontecimento que produzia 400 ou 500 fragmentos, já era grande, mas estes dois foram os maiores que alguma vez vimos”, explicou o responsável da ESA.A colisão de 2009 já tinha sido antecipada há mais de 30 anos por Donald Kessler, o antigo cientista norte-americano da NASA, que em 1978 escreveu um artigo em que profetizava este fenómeno. A acumulação de aparelhos espaciais e detritos faria com que mais cedo ou mais tarde começasse a haver colisões entre objectos. “O resultado seria um aumento exponencial do número de objectos ao longo do tempo”, escreveu na altura. O que “criaria uma cintura de detritos à volta da Terra”.

A ideia de uma cascata de acontecimentos em que as colisões produziriam novos detritos que aumentariam as probabilidades de novas colisões, ficou com o nome de síndrome de Kessler. O cientista, que se reformou em 1996, antecipou no artigo de 1978 que o início desta cascata de acontecimentos seria daí a 30 ou 40 anos. “Eu sabia que alguma coisa acabaria por acontecer”, disse Kessler à revista Wired, num artigo de 2010, depois da colisão do Iridium.

“Provavelmente estamos a ver o início de uma situação de descontrolo”, defendeu Heiner Klinkrad, que explica que o choque do Iridium fez duplicar a hipótese da colisão de satélites da Agência Espacial Europeia que estão em órbitas naquelas altitudes.

Em 2010, depois de mais de uma década de discussão que envolveu as 12 potências espaciais, as Nações Unidas lançaram um documento com directrizes para controlar o problema dos detritos espaciais. O documento tem uma série de normas que já são seguidas na maior parte das vezes pelas agências espaciais.

São medidas simples para reduzir o número de objectos nas órbitas utilizadas e passam por ordenar os satélites em fim de vida a descerem para órbitas mais próximas da Terra, de modo a colidirem mais rapidamente. No caso de estarem mais distantes, são comandados para ficarem em órbitas ainda mais afastadas, que funcionam como um cemitério. Outra recomendação passa por obrigar os aparelhos a expelir todo o combustível no final de vida para evitar explosões e produção de fragmentos. Mas estas medidas não são suficientes.

“Mesmo que reduzíssemos perfeitamente o número de fragmentos produzidos, e a melhor forma de fazê-lo seria pararmos todos os lançamentos espaciais, a previsão diz-nos que a massa que já existe em órbita é suficiente para causar o sindroma de Kessler”, explicou Klinkrad. “O que temos de fazer é retirar o material de órbita”, acrescentou.

Nos últimos anos têm surgido ideias para retirar este lixo de órbita como lasers que empurrem os objectos, nano satélites que puxam os detritos para a Terra, entre outras mais complexas. Segundo o responsável da ESA a implementação destas técnicas é “cara”.

“As pessoas estão de acordo com a mitigação, de que existe um problema, o próximo passo é retirar o lixo de órbita e ainda não há um acordo nisso”, disse Klinkrad. E não é só um desafio técnico, explica: “Não se pode chegar a um aparelho de outro país e retirá-lo de órbita, é uma questão em aberto a ser discutida.”

Entretanto, o lixo acumula-se. Todos os anos mais 500 toneladas de material são lançadas para o espaço. Embora as órbitas onde estão os satélites de telecomunicações o perigo não seja imediato, mais abaixo, o cenário é bem diferente, como demonstra a última emergência da ISS. “Se não retirarmos os detritos, há regiões que correm um risco inaceitável de terem missões.”

Fonte: Público on Line

Men In Film

Agora é a versão masculina do vídeo anterior. Men's in film é mais um vídeo de Philip Scott Johnson que celebra os grandes actores de cinema de sempre. mais um vídeo fantástico!

Com Douglas Fairbanks Sr., Rudolph Valentino, Charlie Chaplin, James Cagney, Spencer Tracy, Fredric March, Errol Flynn, Fred Astaire, Clark Gable, Laurence Olivier, Gary Cooper, Humphrey Bogart, James Stewart, Tyrone Power, Cary Grant, Henry Fonda, Robert Mitchum, John Wayne, Kirk Douglas, Gene Kelly, Burt Lancaster, William Holden, Marlon Brando, James Dean, Rock Hudson, Montgomery Clift, Anthony Quinn, Gregory Peck, Richard Burton, Jack Lemmon, Sean Connery, Sidney Poitier, Charlton Heston, Steve McQueen, Peter O'Toole, Paul Newman, Clint Eastwood, Robert Redford, Dustin Hoffman, Roy Scheider, Warren Beatty, Dennis Hopper, Al Pacino, Jack Nicholson, Robert De Niro, Gene Hackman, Jon Voight, Harrison Ford, Kevin Kline, Kevin Costner, Michael Douglas, Christopher Walken, Mel Gibson, Sean Penn, John Travolta, Antonio Banderas, Tim Robbins, Samuel L. Jackson, Tom Hanks, Denzel Washington, Tom Cruise, Brad Pitt, Russell Crowe, Kevin Spacey, Will Smith, Jamie Foxx, Leonardo DiCaprio, Johnny Depp, Matt Damon, George Clooney

A banda sonora também é de Bach: Suite para violoncelo solo No. 3 em dó Maior , BWV 1009 por Antonio Meneses.

Women In Film

Um pequeno vídeo fantástico realizado por Philip Scott Johnson que celebra todas as grandes actrizes de cinema sempre. Belíssimo!

Com Mary Pickford, Lillian Gish, Gloria Swanson, Marlene Dietrich, Norma Shearer, Ruth Chatterton, Jean Harlow, Katharine Hepburn, Carole Lombard, Bette Davis, Greta Garbo, Barbara Stanwyck, Vivien Leigh, Greer Garson, Hedy Lamarr, Rita Hayworth, Gene Tierney, Olivia de Havilland, Ingrid Bergman, Joan Crawford, Ginger Rogers, Loretta Young, Deborah Kerr, Judy Garland, Anne Baxter, Lauren Bacall, Susan Hayward, Ava Gardner, Marilyn Monroe, Grace Kelly, Lana Turner, Elizabeth Taylor, Kim Novak, Audrey Hepburn, Dorothy Dandridge, Shirley MacLaine, Natalie Wood, Rita Moreno, Janet Leigh, Brigitte Bardot, Sophia Loren, Ann Margret, Julie Andrews, Raquel Welch, Tuesday Weld, Jane Fonda, Julie Christie, Faye Dunaway, Catherine Deneuve, Jacqueline Bisset, Candice Bergen, Isabella Rossellini, Diane Keaton, Goldie Hawn, Meryl Streep, Susan Sarandon, Jessica Lange, Michelle Pfeiffer, Sigourney Weaver, Kathleen Turner, Holly Hunter, Jodie Foster, Angela Bassett, Demi Moore, Sharon Stone, Meg Ryan, Julia Roberts, Salma Hayek, Sandra Bullock, Julianne Moore, Diane Lane, Nicole Kidman, Catherine Zeta-Jones, Angelina Jolie, Charlize Theron, Reese Witherspoon, Halle Berry

A banda sonora é o Preludio da Suite No. 1 em Sol Maior, BWV 1007 para violoncelo de Bach por Yo-Yo Ma.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Episódio de vento moderado a forte durante o mês de Julho

A propósito das temperatura relativamente baixas registadas durante este mês de Julho, o Instituto de Meteorologia emitiu um comunicado a explicar o fenómeno meteorológico que passo a transcrever.


Após um período de temperaturas elevadas e de vento fraco no final de Junho e início de Julho, uma alteração da situação meteorológica, a partir de dia 3 de Julho, originou no território do Continente descida das temperaturas e aumento da intensidade de vento, que passou a soprar moderado a forte em particular no litoral oeste, nomeadamente a partir de dia 17 de Julho, dia em que se registaram 74km/h em Lisboa e 56km/h em Setúbal, como valores máximos de rajada.

Uma grande diferença de pressão entre o Atlântico, com o anticiclone dos Açores intenso (valores da pressão superiores a 1035 hPa), e uma região depressionária na Europa Ocidental (uma depressão na região das Ilhas Britânicas associada à depressão térmica no interior da Península Ibérica), provocou esta situação de vento que ocorreu mais intenso no litoral do que no interior, pelo efeito de brisa marítima que intensificou o vento de noroeste, em especial durante a tarde.

O anticiclone dos Açores, que em condições normais de Verão deveria ter o seu núcleo principal a norte do arquipélago, teve-o ligeiramente a sul, posicionamento que permitiu ainda a passagem de ondulações frontais da corrente de oeste, que nesta época do ano deveriam atingir as latitudes mais a norte, e que acabaram por se dirigir para sul, influenciando o nosso país, sobretudo o norte, região onde se registou alguma precipitação.

Associada a esta situação meteorológica de vento registaram-se, até ao passado dia 20, em todo o território, à exceção da região do Algarve, nomeadamente no litoral oeste, temperaturas abaixo do normal para a época. Deve, contudo, salientar-se que desde 2000 já ocorreram 6 anos em que a média da temperatura máxima, em julho, foi inferior à normal do período de 1971-2000.

Entretanto, o vento intenso que se tem feito sentir no continente começou já a partir do último fim de semana a diminuir de intensidade, embora continuando a registar-se nortada moderada no litoral oeste durante a tarde. Prevê-se ainda maior enfraquecimento da intensidade do vento a partir da próxima quinta-feira, 28 de julho.

Esta diminuição deve-se a um ligeiro enfraquecimento do anticiclone localizado nos Açores e a uma alteração na posição, deslocamento para leste, e intensidade da depressão que se encontrava centrada nas Ilhas Britânicas.

Por seu lado, os valores da temperatura máxima começaram já a subir, prevendo-se que continue esta tendência para atingir valores superiores ao normal nos próximos dias.

Relativamente à temperatura da água da superfície do mar será de recordar que os valores médios para o mês, observados na costa ocidental entre 2002 e 2010, situam-se entre os 17 e os 18ºC, aumentando gradualmente de norte para sul. Na costa do Algarve, a temperatura média para o mesmo período tem variado entre os 21 e 23ºC, aumentando gradualmente para sotavento.

Este regime de temperaturas observou-se ao longo do início do mês de julho de 2011. No entanto, no início da segunda semana do mês de Julho, as temperaturas da superfície da água do mar observadas ao largo da costa continental, diminuíram gradualmente na ordem dos 2 a 3ºC na costa Norte. A mesma tendência verificou-se ao largo da costa Sul com uma diminuição de 4ºC, até ao dia 20.

Este facto deveu-se fundamentalmente à intensidade do vento, responsável pelo afastamento da costa das águas superficiais e forçando a ascensão de águas frias mais profundas, ricas em nutrientes, compensando o movimento das águas superficiais, para o largo.

Fonte: Instituto de Meteorologia

O monstro norueguês

É incrível como é que uma sociedade tão civilizada e desenvolvida como a norueguesa produziu um monstro como Anders Behring Breivik , o suspeito dos massacres que ocorreram em Oslo, na passada sexta feira, que causaram 93 mortos! 
Não consigo entender e aceitar que alguém tenha tanto ódio aos estrangeiros e que em nome de uma suposta cruzada contra o " marxismo cultural" e contra os imigrantes acabe com a vida de tantas pessoas, a maioria jovens. Para onde caminha a humanidade?