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domingo, 10 de maio de 2009

Mais de dez detidos esta madrugada no bairro da Bela Vista


Pela terceira noite consecutiva, o bairro foi palco de actos de violência que levaram à detenção de, pelo menos, dez pessoas na madrugada de hoje no Bairro Azul depois de terem sido incendiadas três viaturas e vários contentores na zona da Bela Vista

Após mais uma noite de violência na Bela Vista, em Setúbal, a "calma" regressou hoje de manhã ao bairro, disse à Lusa uma fonte dos bombeiros de Setúbal.
"A noite foi atribulada, com viaturas e contentores incendiados, mas agora a situação está calma", adiantou a mesma fonte à agência Lusa.
Os Bombeiros Sapadores de Setúbal compareceram no local com várias viaturas para apagar os incêndios, enquanto dezenas de polícias entravam no Bairro Azul, tido como um dos mais problemáticos da área e localizado perto da avenida onde foram incendiados dois automóveis. Um terceiro carro foi incendiado na Rua do Monte. Os incidentes na Bela Vista começaram na quinta-feira à tarde, quando um grupo de jovens se concentrou junto à esquadra da PSP da Bela Vista, alegadamente para homenagear um amigo morto na semana passada durante uma perseguição policial, após um assalto a uma caixa multibanco no Hospital Particular do Algarve. Desde então, têm-se vivido momentos de tensão na Bela Vista, uma zona de bairros sociais, com incidentes e disparos contra a esquadra da polícia, tiros para o ar e rebentamento de petardos.
(Sic on line, 10.05.09)



Fiquem com um vídeo com a reportagem da SIC:





Já vimos imagens como estas em outras cidades europeias como Paris ou Atenas. É a violência urbana que também nos atinge. Mais uma consequência de políticas municipais de habitação social erradas. Alguns bairros sociais das grandes cidades são cada vez mais um barril de pólvora prestes a explodir. Esperemos que esta situação seja resolvida o mais rapidamente possível e que o fenómeno não se generalize a outros bairros sociais das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. A crise que estamos a atravessar também não ajuda nada.

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Bairro do Aleixo é um inferno


O presidente da Junta de Freguesia de Lordelo do Ouro, Alberto Lima, defende a demolição gradual no bairro do Aleixo, considerando que «as casas e as pessoas têm que estar separadas».
O bairro do Aleixo, considerado como um dos mais problemáticos do Porto, é um local onde o tráfico e o consumo de drogas acontecem às claras, todos os dias da semana.
«A criminalidade e a impunidade tomam de refém o bairro inteiro e as autoridades evitam entrar», afirmou à Lusa Alberto Lima, que se confessa «desagradado» com a situação. Na opinião do autarca, o Aleixo, que é constituído por cinco torres, cada uma com 13 pisos, e se encontra degradado, «precisa de desaparecer, ser convertido».
«Recuperar o bairro estruturalmente não compensa», disse, acrescentando que a Câmara do Porto devia demolir de forma parcial aquelas torres e construir um bairro novo, mais pequeno, como o de Parceria e Antunes, um complexo habitacional novo, composto por 54 fogos, construído pelo actual executivo, liderado por Rui Rio.

O Aleixo, construído há mais de 30 anos, fica situado num terreno com vista privilegiada para o Rio Douro, numa zona onde, apesar do ambiente que ali se vive, está já cheia de condomínios de luxo.
O presidente da junta criticou o facto da PSP não realizar patrulhas a pé no bairro e aparecer de quando em vez. «A Torre 1 tem um mercado livre e pujante ali instalado, com conhecimento de todos», disse, acrescentando que ele próprio se questiona por que razão o fenómeno acontece ali, daquela forma.
Quando a PSP marca presença no local, disse, «sabe-se que o fenómeno transita, não na mesma escala, para outro bairro, como a Pasteleira ou o Pinheiro Torres». Estes são outros dois bairros localizados na freguesia que lidera que, ao todo, conta com nove complexos municipais.
Alberto Lima frisou que «há concentração de problemas por haver concentração de bairros», sendo que cerca de 45 por cento dos 22 mil habitantes de Lordelo vivem em casas municipais.
Apesar de tudo, o autarca congratula-se com o facto da freguesia ser «muito pacata», onde, na generalidade, as pessoas «são bem-educadas e nada agressivas». (Diário Digital, 08.03.08)




O que pensam das ideias defendidas pelo presidente da Junta de Freguesia de Lordelo do Ouro (Porto)? A demolição do bairro do Aleixo será a melhor solução? Haverá alternativas?