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sábado, 12 de março de 2011

Acidente nuclear no Japão


Um dia depois do mega sismo e consequente tsunami, ocorreu mais uma tragédia no Japão ainda relacionada com o referido sismo e respectivas réplicas: uma grande explosão num reactor da central nuclear de Fukushima I. Esta acidente nuclear foi considerado o mais grave desde Chernobil (Ucrânia. A explosão foi classificada pela Agência Segurança Nuclear e Industrial japonesa como um acidente nuclear de nível 4 – numa escala de 1 a 7. O acidente de Three Mile Island em 1979, nos Estados Unidos, teve nível 5 e a catástrofe de Chernobil, em 1986, na ex-URSS, chegou ao nível 7. O Governo japonês afirma que a acidente está controlado.

O acidente deu-se às 15h36 (6h36, hora de Lisboa), fez quatro feridos leves e lançou o pânico de que um incidente parecido com o de Chernobil se repetisse no Japão. Mas um porta-voz do Governo garantiu que as radiações estavam a baixar e que a explosão não tinha afectado o núcleo do reactor. Cerca de 45 mil pessoas foram já retiradas da região onde está a central nuclear de Fukushima .

A central fica na costa Leste do país, 250 quilómetros a nordeste de Tóquio. O sismo causou uma avaria no sistema de refrigeração na central e um corte de electricidade impediu a recuperação deste sistema, permitindo que os bastões de combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão interna no reactor.

A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co, que gere as instalações, tentou reduzir alguma desta pressão libertando vapor radioactivo. Mas não foi o suficiente para impedir a explosão que destruiu o tecto do edifício do reactor principal. A televisão japonesa NHK anunciava ontem que o nível da radioactividade fora da central era oito vezes superior ao normal.

Fonte: Público on line

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Maré negra no Golfo do México: uma impressionante catástrofe ambiental


A explosão na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, a 20 de Abril, causou o afundamento da estrutura e deixou em aberto, a 1500 metros de profundidade, um poço que liberta diariamente o equivalente a mil barris de petróleo. A poluição tem potencial para causar danos a praias, ilhas e uma costa que tem um ecossistema frágil. Especialmente o delta do rio Mississípi.

O Presidente Barack Obama disse ontem que a maré negra, que já chegou ao Luisiana, é uma catástrofe “talvez sem precedentes”.

“Penso que os americanos já se deram conta, especialmente as pessoas que vivem aqui, que estamos a ser confrontados com uma catástrofe ecológica que talvez não tenha precedentes”, declarou Obama em Venice, uma das comunidades costeiras mais ameaçadas pela maré negra causada pela explosão de uma plataforma petrolífera a 20 de Abril.

“Enquanto Presidente dos Estados Unidos, não pouparei esforços para responder a esta crise”, prometeu, salientando que esta catástrofe deverá a “prolongar-se por muito tempo” e a “ameaçar os meios de subsistência de milhares de americanos”.

Obama defendeu a sua administração, criticada pela lentidão na sua reacção. “O Governo federal lançou e coordenou uma intervenção onde todos os agentes estão envolvidos, sem descanso, desde o primeiro dia”.

O Presidente apontou o dedo ao grupo britânico BP, que explorava a plataforma Deepwater Horizon, estrutura localizada a 70 quilómetros do litoral da Luisiana. Todos os dias, as fugas na plataforma, que se afundou a 22 de Abril, libertam no mar cerca de 800 mil litros de petróleo. “As coisas devem ficar bem claras: a BP é a responsável por esta fuga. A BP vai pagar por isso”, disse aos jornalistas.

A BP garantiu hoje que vai pagar todos os custos da maré negra, incluindo a limpeza e as indemnizações aos lesados. A empresa vai pagar “todos os custos de limpeza necessários e apropriados”, assim como todos os pedidos “legítimos e objectivos” de indemnização por perdas ou danos causados pela maré negra.

Enquanto isso, a BP diz estar a fazer “absolutamente tudo” o que pode para “eliminar a fuga na fonte e conter o impacto ambiental da maré negra”.

A agência de meteorologia norte-americana NOAA informou que a mancha negra se está a dirigir para as costas do Alabama e Florida, incluindo as ilhas Chandeleur, ao largo da ponta mais a Sul do Luisiana.

Fonte: Público on line


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Portugal vai ser pioneiro a nível mundial no aproveitamento da energia das ondas


Portugal é, a partir de hoje, o primeiro país do mundo a produzir, a sério, electricidade a partir das ondas. Há muitos protótipos em teste em vários pontos do globo. Mas o parque das ondas da Aguçadoura, que é hoje inaugurado ao largo da Póvoa de Varzim, é pioneiro na produção eléctrica numa escala pré-comercial, a partir de equipamentos produzidos industrialmente. São três máquinas com tecnologia britânica, que oscilarão ao sabor das ondas, gerando electricidade que o fabricante diz ser suficiente para alimentar 1500 habitações (ver infografia em baixo). O projecto da Aguçadoura arranca com uma pequena capacidade - 2,25 megawatts (MW), equivalente à de um único aerogerador de um parque eólico. É uma migalha no bolo energético nacional. Mas sair na frente pode ser decisivo para o país. "É claramente um projecto pioneiro", afirma António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, uma associação privada que estuda e promove esta forma alternativa de produzir electricidade. O projecto da Aguçadoura é uma aposta do grupo Enersis, que se dedica às energias renováveis em Portugal (ver caixa) e que há alguns anos contratou uma nova tecnologia desenvolvida pela empresa Pelamis Wave Power, com sede na Escócia. A instalação dos equipamentos, prevista para 2006, sofreu sucessivos atrasos. O primeiro acabou por ser colocado no seu posto, a cinco quilómetros da costa, apenas em meados de Julho passado. Uma segunda máquina foi instalada posteriormente. Ambas já estão a produzir electricidade. A terceira estará hoje ancorada no Porto de Leixões, para a cerimónia de inauguração. Depois, bastará rebocá-la e uni-la a um ponto de ligação, como uma ficha a uma tomada.

Se quiserem ler a notícia na íntegra cliquem aqui.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Galp anuncia novas reservas de petróleo ao largo do Rio de Janeiro


Mais três a quatro mil milhões de barris de petróleo e de gás natural


Um novo reservatório de petróleo e gás natural, com três mil a quatro mil milhões de barris, foi confirmado na Bacia de Santos pelo consócio formado pela Petrobrás, BG Group e Galp Energia, anunciou ontem a petrolífera portuguesa. A 7 de Agosto havia sido anunciada a descoberta de petróleo na exploração do bloco BM-S-11 em águas ultraprofundas na Bacia de Santos, a 230 quilómetros ao largo da cidade do Rio de Janeiro, numa área de 300 quilómetros quadrados. Na altura, os trabalhos de perfuração do poço ainda “prosseguiam na busca de objectivos mais profundos, agora já atingidos”, e excedendo as expectativas iniciais. O bloco compõe-se de duas áreas exploratórias, tendo sido perfurado numa delas o primeiro poço denominado Tupi, que resultou numa primeira descoberta anunciada em Julho de 2006, com uma estimativa de cinco mil a oito mil milhões de barris de petróleo e gás natural. A Galp Energia tem uma participação de dez por cento no consórcio que explora o BM-S-11, cabendo 65 por cento à Petrobrás e 25 por cento à BG Group. Na mesma bacia, “de grande potencial exploratório”, a Galp detém ainda participações em mais três blocos: BM-S-8 (14 por cento), BM-S-21 (20 por cento) e BM-S-24 (24 por cento).