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terça-feira, 2 de julho de 2013

Verão chegou com a primeira onda de calor em Junho em quatro anos


Para quem se queixava do frio, cá está: Portugal enfrentou na semana passada a sua primeira onda de calor em Junho desde 2009. Em vários pontos do país, a temperatura tem estado mais de cinco graus acima da média há mais de seis dias consecutivos. É isto o que qualifica formalmente um período como onda de calor meteorológica. Segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), há nove estações meteorológicas com temperaturas muito acima da média há sete dias – de segunda-feira, dia 24 de Junho, a domingo, dia 30. São as estações de Anadia, Alcobaça, Braga, Coimbra, Coruche, Dois Portos (Torres Vedras), Santarém, Monção, Monte Real e Porto. Noutras quatro – Alvega (Abrantes), Avis, Coruche e Portalegre –, a onda de calor é mais longa, com nove dias, tendo começado no dia 22 de Junho. Nas regiões de Lisboa, Setúbal, Alentejo e Algarve, não chegou a haver propriamente uma onda de calor, apesar do termómetro ter subido acima dos 30 graus Celsius durante a semana. “Foi sobretudo no centro do país”, afirma a climatologista Fátima Espírito Santo, do IPMA. Alcácer do Sal ficou com o recorde da maior temperatura máxima neste mês de Junho: 41,5 graus, no passado dia 24, segunda-feira. Em Monção, os termómetros chegaram aos 41,0 graus, em Évora e Alvega aos 39,9 graus e em Viana do Alentejo, aos 39,5. Ondas de calor em Junho têm sido comuns nos últimos anos em Portugal. Ocorreram em oito dos 13 anos entre 2001 e 2013. Em 2005, grande parte do mês esteve sob calor excessivo em quase todo o país. Nesse ano, os incêndios destruíram 325 mil hectares de áreas florestais em Portugal – o segundo pior ano desde o início dos anos 1980, quando há registos regulares. Em 1981, o mês de Junho foi alvo de uma onda de calor mortífera. Entre os dias 10 e 20, quando os termómetros se mantiveram muito acima da média, houve 1900 óbitos a mais em relação ao que seria de se esperar nessa altura do ano. Quanto à actual onda de calor, ainda não há dados conclusivos sobre os efeitos que poderá estar a ter na mortalidade e na procura dos serviços de saúde. "Neste momento, ainda não é possível tirar nenhuma conclusão", afirma a sub-directora-geral de Saúde, Graça Freitas, acrescentando porém que os dados disponíveis não sugerem nenhuma anomalia significativa. Nesta segunda-feira, arrancou a chamada fase Charlie dos fogos florestais, aquela em que há maior dispositivo de combate em campo. Até ao final de Setembro, estarão operacionais 1976 viaturas, 9337 elementos de diferentes equipas (bombeiros, sapadores, etc.), 237 postos de vigia e 45 meios aéreos. Segundo a previsão do IPMA, a temperatura vai baixar substancialmente esta terça-feira, sobretudo no litoral, com máximas de 22 graus no Porto, 25 em Lisboa e 26 em Faro. No interior, os termómetros subirão acima dos 30 graus. O calor voltará a apertar novamente a partir da quarta-feira, com a perspectiva de um resto de semana quente. 

Fonte: http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/verao-chegou-com-a-primeira-onda-de-calor-em-junho-em-quatro-anos-1598924

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Portugal tem mais idosos e mais estrangeiros do que há dez anos

Segundo os resultados definitivos dos Censos 2011, apresentados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população residente em Portugal aumentou dois por cento na última década e envelheceu a olhos vistos. Para cada 100 jovens, há 129 idosos. De acordo com os dados recolhidos no recenseamento da população, a 21 de Março de 2011 Portugal tinha 10.562.178 habitantes, dos quais 52% eram mulheres. O crescimento de 2% da população em relação a 2001 (cerca de 200 mil pessoas) ficou a dever-se sobretudo à entrada de 188.652 imigrantes e não tanto ao saldo natural (número de nascimentos menos o de óbitos), que foi de 17.409 pessoas. A percentagem de jovens recuou de 16 para 15% e a de idosos cresceu de 16% para 19%, acentuando a tendência para o envelhecimento da população.  Olhando para a pirâmide etária conclui-se que o grupo de população com 70 ou mais anos teve um crescimento de 26% em dez anos. Por outro lado, Portugal perdeu população em todos os grupos etários até aos 29 anos. A idade média da população aumentou três anos numa década: agora é de 41,8 anos. Diminuiu, por outro lado, o número de indivíduos em idade activa por cada idoso: passou de 4,1 em 2001 para 3,5 em 2011. Sobre a população estrangeira residente em Portugal, que aumentou cerca de 70% em dez anos para 394.496, concluiu-se que há sobretudo jovens e adultos em idade activa (82% tem entre 15 e 64 anos). A comunidade brasileira é que tem maior representação no país (28% dos estrangeiros), seguida da cabo-verdiana (10%), da ucraniana (9%) e da angolana (7%). Esta última era, em 2001, a que tinha mais peso na população estrangeira a residir em Portugal (16%).

Ver infografia do Público on line
Fonte: Público on line

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Fosso entre ricos e pobres baixou nos últimos 20 anos, mas Portugal é dos mais desiguais da UE


O fosso entre os mais pobres e os mais ricos diminuiu ligeiramente em Portugal nas últimas duas décadas, mas o país permanece como um dos "mais desiguais da União Europeia", segundo o estudo "Desigualdade Económica em Portugal" realizado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) para a Fundação Manuel dos Santos. 

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do trabalho ressalvou que o estudo termina em 2009, último ano para o qual existem estatísticas oficiais sobre a distribuição do rendimento em Portugal: "De alguma forma, ele fica na antecâmara da atual crise". Carlos Farinha Rodrigues observou que o estudo termina num ano que, provavelmente, representará "o fim de um ciclo de redução das desigualdades". "Todos os sinais que nós temos aponta para que a probabilidade de haver uma inversão deste ciclo é muito grande", frisou. 

Portugal é um país com elevados níveis de desigualdade de rendimentos familiares e salariais, que faz com que seja "um dos países mais desiguais da Europa", disse à agência Lusa Carlos Farinha Rodrigues. Entre 1993 e 2009, a proporção do rendimento total auferido pelos cinco por cento da população mais pobre duplicou. 

 Para esta situação contribuíram "as políticas sociais que viram o seu papel de redução da desigualdade aumentar fortemente" e "uma evolução dos rendimentos que permitiu uma distribuição mais equilibrada". 

Contudo, ao longo do mesmo período aumentaram as desigualdades salariais. "As desigualdades familiares diminuíram, ainda que pouco, essencialmente porque os indivíduos de menores rendimentos viram a sua situação melhorar", enquanto as desigualdades salariais aumentaram "por via do aumento dos rendimentos dos indivíduos que têm salários mais elevados". 

O estudo analisou o impacto do sistema fiscal sobre a distribuição do rendimento e a desigualdade, tendo concluído que a ação conjunta do IRS e das contribuições para a Segurança Social correspondia, em 2009, a uma diminuição média de cerca de 20% dos rendimentos brutos auferidos pelas famílias. "Hoje fala-se muito nas políticas fiscais, dizendo que estão a atingir essencialmente a classe média. É verdade que muitas destas políticas têm efeitos extremamente perversos sobre esta classe", frisou. O economista alertou que, apesar dessas medidas não afetarem os indivíduos mais pobres, com "a diminuição das políticas sociais e o aumento do desemprego vai também atingir as classes mais desprotegidas em Portugal". "As políticas fiscais que estão neste momento a ser desenhadas e nomeadamente as que se anunciam para o Orçamento do Estado claramente evidenciam uma diminuição da progressividade do sistema fiscal", sustentou. O economista explicou que, quando se reduzem os escalões e simultaneamente aumentam as taxas, "a capacidade de redistribuição do rendimento das políticas fiscais vai diminuir". "Também por essa via a política fiscal vai reduzir a sua capacidade de atenuar as desigualdades e vai constituir também um elemento de agravamento das desigualdades em Portugal", advertiu. 

Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/10/17/fosso-entre-ricos-e-pobres-baixou-nos-ultimos-20-anos-mas-portugal-e-dos-mais-desiguais-da-ue

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Para terminar este ciclo de artigos sobre o turismo em Portugal, gostaria de recordar as praias que foram escolhidas pelos portugueses como as Sete Praias-Maravilhas de Portugal. São elas: Guincho, Ribeira (Azibo), Porto Santo, Lagoa do Fogo, Odeceixe, Furnas (Milfontes) e Zambujeira do Mar. O Alentejo é a única região com duas presenças e três das praias ficam no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.


Praia do Guincho


Praia da Ribeira (Azibo)

Praia do Porto Santo

Praia da Lagoa das Furnas

Praia de Odeceixe

Praia das Furnas (Vila Nova de Mil Fontes)

Praia da Zambujeira do Mar

Para mais informações consultar o site oficial: http://www.7maravilhas.sapo.pt/

O futuro do sol e mar é ser mais do que praia



Ainda a propósito do turismo em Portugal, o jornal Público tem vindo a publicar uma série de artigos interessantes subordinados ao tema "Série Mar Português". O último artigo tem o título "O futuro do sol e mar é ser mais do que praia". 


Entre o microturismo ou o turismo de luxo, em que é que Portugal deveria apostar no futuro? Numa coisa especialistas concordam: só sol e mar já não chega como produto isolado. No ano passado, estiveram mais de 7,4 milhões de turistas estrangeiros em Portugal. Quem nos visita vem sobretudo do Reino Unido, Espanha, Alemanha, Holanda, França, Brasil, e vem sobretudo fazer praia. O turismo, um dos sectores em maior crescimento económico, de acordo com a Organização Mundial do Turismo, representa 9,6% das exportações e 42% das exportações de serviços (dados do Banco de Portugal). Tem sido sugerido, por isso, como uma das prioridades da economia portuguesa, com o sol e mar à cabeça e o Algarve como zona de eleição. Há quem o veja como um dos nossos "activos" mais valiosos. Mas como será o futuro do nosso sol e mar - ou em que é que se deveria investir? Entre mudar a estratégia para um turismo de alto nível ou desenvolver uma lógica de microturismo, as ideias passam por opções opostas. Numa coisa há unanimidade: já não chega como produto isolado, há que cruzá-lo com outras ofertas para captar mais turistas ou turistas que deixem mais dinheiro. O turismo é um dos sectores que mais têm contribuído para o aumento das exportações, vistas como motor da recuperação económica. Nos primeiros sete meses do ano, as receitas de turismo estrangeiro ascenderam a 4500 milhões de euros, mais 6% do que no período homólogo. Têm sido os estrangeiros a assegurar o turismo, já que os turistas nacionais têm descido. Ainda este ano, dados do INE até Julho mostram um aumento de 3,9% das dormidas estrangeiras e uma descida de 7,4% das nacionais. Porém, em Agosto, foram os portugueses que mais ocuparam as camas algarvias, de acordo com dados da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos da região. Mesmo assim, a taxa de ocupação média de quartos esteve em 89,7%, apenas 0,9% menos que em Agosto de 2011, e muito diferente da média global do ano, que se situa nos 50%, segundo o presidente do Turismo de Portugal (TP), Frederico Costa. Entidades governamentais como o TP ou como o Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT) falam, porém, da necessidade de reinvenção. Frederico Costa descreve o sol e mar português como um destino reconhecido internacionalmente, que tem de ser enriquecido com o cruzamento de "produtos" como a natureza, o turismo de negócios ou o golfe - responsável por entre 1200 a 1500 milhões de euros de receitas, revela, essencial para corrigir a sazonalidade em zonas como o Algarve. Jorge Costa, presidente do IPDT, defende um reposicionamento de forma a ir "ao encontro de nichos com poder aquisitivo superior". Grupos hoteleiros como o Pestana, com 19 hotéis sol e mar em Portugal, têm visto o esquema de tudo incluído (em apenas três hotéis da cadeia em Portugal) como um dos que têm maiores níveis de satisfação dos clientes, segundo Luigi Valle, administrador. Crescer não significa construir mais. Aliás, houve um aumento da oferta não acompanhada pela procura, lembra Frederico Costa. Que fazer de exemplos como a construção desenfreada na zona do Algarve? A solução não tem que passar por deitar abaixo edifícios, mas apostar na requalificação, defende. "Todos os investimentos têm que ser feitos de forma muito cuidada. Mas certamente que o TP está atento a novos investimentos desde que sejam altamente diferenciadores e qualificadores para o desenvolvimento de uma região." Outra prioridade é a aposta em novos mercados, como Brasil, Rússia, Estados Unidos e Polónia, defende. Jorge Costa contextualiza: "Desde os anos 1960 que apostamos neste produto e nunca tivemos uma concorrência tão forte e poderosa - há o exemplo da Turquia, que, nos últimos dez anos, duplicou o número de turistas. A liberalização do transporte na Europa abriu alternativas a custos muito mais baixos para quem tinha fidelização ao Algarve." Tendo em conta o envelhecimento da população europeia, outra aposta deveria ser no turismo active senior, com os olhos postos numa "repetição da visita e um gasto superior em cada uma das pessoas". "Isto implica uma variedade de oferta..." O desejo de Carlos Coelho, especialista em marcas que tem trabalhado sobre a imagem de Portugal, era que houvesse um desinvestimento em projectos de turismo de massas e um investimento em projectos pequenos que permitem desenvolver as economias locais. Sugere um turismo direccionado para especificidades portuguesas "pequeninas que valem uma fortuna", "coisas raras" que não acreditamos que o sejam, como o peixe, os cavalos, as horas de sol, o tamanho do mar. "O sol e mar é uma das nossas maiores riquezas. A aposta deveria ser em permitir que a pequena iniciativa surja e coloque Portugal no mundo como um destino genuíno, onde se come o melhor peixe e se consegue passar uns dias óptimos num sítio pequenino. Devemos pegar naquilo que temos de genuíno, encontrar uma oferta diferenciada e permitir a pequena escala." Para o publicitário, a nossa diversidade na geografia e no património, que permite percorrer dois mil anos de História em duas horas, faz de Portugal "um país de pequena escala que tem que ser vendida a preço elevado". "Temos que apostar quase num microturismo."

Joana Gorjão Henriques in http://economia.publico.pt/Noticia/serie-mar-portugues-o-futuro-do-sol-e-mar-e-ser-mais-do-que-praia-1566312

Portugal ganha seis "óscares" do turismo europeu e vence no golfe e praias


Mais uma boa notícia para o turismo português. O Algarve é o melhor destino de praia da Europa e Portugal o melhor destino de golfe. São dois dos mais galardões conquistados na gala europeia dos World Travel Awards, que decorreu sábado à noite no Algarve e que premiou ainda com "óscares" quatro hotéis algarvios. No total, mais cinco prémios para Portugal que na edição anterior. 

 Vejam a notícia do Público on line: 


Com mais de três dezenas de nomeações, Portugal saiu da ronda dos World Travel Awards (WTA) Europe com seis prémios globais, a que se junta ainda um extra conquistado a nível mediterrânico e mais oito a nível nacional.  Mas, nesta cerimónia realizada no sábado no novíssimo Conrad Algarve, o que mais conta são duas distinções que poderão ser úteis à divulgação do turismo em Portugal e que premeiam dois nichos considerados vitais para o sector: o país conquistou o "óscar" para destino líder no golfe e o Algarve poderá agora ostentar o "óscar" de melhor destino de praia da Europa. Na edição anterior dos WTA Europe, Portugal tinha conquistado uma distinção, a de melhor boutique resort para o Vila Joya, no Algarve. O hotel parece ser imbatível nas suas categorias e voltou a conquistar o mesmo prémio no sábado - aliás, já está habituado a vencer também, noutros anos, a nível mundial. Entre os vencedores portugueses, encontram-se ainda o Martinhal Beach de Sagres como melhor villa resort, o Dunas Douradas Beach Club (entre Quinta do Lago e Vale do Lobo) como melhor complexo villa e apartamentos e o anfitrião da gala, o Conrad Algarve, hotel de luxo do universo Hilton que abriu portas nos finais de Setembro, como melhor novo resort. Na cerimónia, foram também atribuídos prémios a nível nacional/regional dentro do continente europeu. E, aqui, uma surpresa: talvez por vizinhança geocultural, o Hotel Quinta do Lago foi distinguido como o melhor da área do Mediterrâneo. A nível nacional – onde estavam pré-estabelecidas oito categorias -, os prémios para os melhores de Portugal foram também quase todos para o Algarve, com a excepção do Bairro Alto Hotel (Lisboa); de resto, a sorte sorriu ao Ria Park, Sheraton Algarve - Pine Cliffs, Le Méridien Penina (duas distinções), Hilton Vilamoura, Blue&Green Vilalara Thalassa e, uma vez mais, ao Conrad Algarve. Entre outros grandes vencedores da noite, à escala europeia, contam-se Lufthansa (melhor companhia aérea) ou easyJet (a melhor no segmento low-cost, Londres (melhor destino para escapadas urbanas, a que também concorria Lisboa) ou Edimburgo (melhor destino europeu), Le Bristol de Paris (melhor hotel) ou Mardan Palace da Turquia (melhor hotel de luxo), InterContinental (melhor cadeia de hotéis) e Kempinski (melhor cadeia no segmento luxo), o London Eye (melhor atracção turística), a Disneyland Paris (melhor atracção turística) ou a Norwegian Cruise Line (líder nos cruzeiros). A Europcar, além de melhor rent-a-car, conquistou também o prémio Turismo Responsável pelos seus projectos em prol de uma indústria mais ecológica. Os World Travel Awards, organizados desde 1993, dividem-se por dez regiões mundiais com as galas de cada divisão a decorrerem ao longo do ano e culminando numa cerimónia final (com os prémios para os melhores do mundo) – na edição passada, Portugal conquistou três galardões mundiais (dois para TAP e um para Vila Joya). Este ano, a derradeira festa está marcada para 12 de Dezembro em Nova Deli, na Índia. Para cada ronda, toda a gente pode votar online, sendo que o voto dos profissionais de turismo vale por dois. A gala no Algarve, que contou com o Turismo do Algarve como parceiro, serviu também, como afirmou o presidente deste organismo, António Pina, para "promover a região como um destino de primeira classe, com facilidades excepcionais e um invejável clima como nenhum outro país na Europa". Já Graham E. Cooke, presidente e fundador dos WTA, referiu em comunicado que a cerimónia cumpre o propósito de “destacar condignamente o Algarve, reflectindo o papel vital do turismo na região e o seu contributo geral para a economia portuguesa". "O Algarve é também uma das mais belas linhas costeiras do mundo", sublinha. 

WTA Europa 2012 - Vencedores 

Destinos 
Destino europeu: Edimburgo, Escócia Golfe: Portugal 
Praia: Algarve 
Escapadas urbanas: Londres, Inglaterra 

Transportes 
Companhia aérea: Lufthansa Companhia 
low-cost: easyJet 
Classe executiva: Swiss International Air Lines 
Aeroporto: Zurique, Suíça 
Companhia de charters: Sky Airlines 
Companhia de jactos privados: Net Jets 
Rent-a-car: Europcar 
Rent-a-car empresarial: Avis 
Comboio de luxo: Venice-Simplon Orient Express 
Operador de ferry: DFDS Seaways 
Site de operador de ferry: The Travel Gateway Ltd (aferry.com) 

Hotéis 
Melhor hotel: Le Bristol Paris, França 
Cadeia de hotéis: InterContinental Hotels & 
Resorts Hotel de luxo: Mardan Palace, Turquia 
Cadeia de luxo: Kempinski Hotels & Resorts 
Resort: Forte Village Resort, Itália 
Resort de luxo: Cornelia Diamond Golf Resort & Spa, Turquia 
Hotel urbano: Swissotel Krasnye Holmy, Moscovo, Rússia 
Design hotel: Adam & Eve Hotels, Belek, Turquia 
Boutique Hotel: Dukes Hotel, Londres, Inglaterra 
Boutique Resort: Vila Joya, Portugal 
Resort de esqui: Grand Tirolia, Áustria 
Spa Resort: Mardan Palace, Turquia 
Novo hotel: Fairmont Grand Hotel Kyiv, Ucrânia 
Novo resort: Conrad Algarve, Portugal 
Novo hotel de luxo: Angel's Peninsula, Turquia 
Hotel de suites: Les Ottomans, Turquia 
Resort tudo-incluído: Concorde De Luxe Resort,Turquia 
Resort de praia: Aldemar Olympian Village, Grécia 
Cadeia “verde” de hotéis: Aldemar Hotels & 
Spa Resort “verde”: The Chateau Mcely (República Checa) 
Casino resort: Lopesan Costa Meloneras, Espanha 
Resort de casais: Adam & Eve Hotels, Belek, Turquia 
Resort familiar: Kemer Resort Hotel, Turquia 
Villa: Villa Lidia, Forte Village Resort, Itália 
Villa e Apartamentos: Dunas Douradas Beach Club, Portugal 
Villa Resort: Martinhal Beach Resort & Hotel, Portugal 
Hotel de bem-estar: Grand Hotel Lienz, Áustria 
Hotel rural: La Maison Tamarin, França 
Hotel de aeroporto: Sofitel London Heathrow, Londres, Inglaterra 
Resort insular: Pullman Timi Ama, Sardenha, Itália 
Hotel Património: Radisson Royal Hotel, Moscovo, Rússia 
Lifestyle Resort: Tauern Spa kaprun, Áustria  
Hotel de negócios: Adlon Kempinski, Alemanha 
Hotel de luxo – segmento negócios: Radisson Royal Hotel, Moscovo, Rússia 
Centro de reuniões e conferências: ExCeL Londres, Inglaterra 
Hotel de reuniões e conferências: Swissotel Zurich, Suíça 
Resort de reuniões e conferências: The Celtic Manor Resort, Gales, Reino Unido 
Melhor suite presidencial : Mardan Palace Antalya Royal Suite, Turquia 
Resort de golfe: Cornelia De Luxe Resort, Turquia 

Atracções 
Atracção turística: London Eye, Londres, Inglaterra 
Atracção turística temática: Disneyland Paris, França 

Cruzeiros 
Destino: Izmir, Turquia 
Companhia de cruzeiros: Norwegian Cruise Line 
Companhia de cruzeiros fluviais: Viking River Cruises Porto: Copenhaga, Dinamarca 
Agente de cruzeiros: Cruise.co.uk 

Operadores e Turismos 
Agência de viagens: Thomson 
Operador turístico: GTI 
Agência de Incentivos e Receptivo: DE&HA Tourism 
Operador turístico (golfe): H&H Touristik GmbH 
Organismo oficial de Turismo: Turquia Prémio 
Turismo Responsável: Europcar UK Limited 
Prémio Carreira: Stephen Joynes, veterano da indústria e fundador do Hoar Cross Hall, palácio-hotel em Inglaterra 
Prémio Inovação em Marketing: Condado de Yorkshire, Inglaterra WTA 

Portugal (distinções a nível nacional) 
Hotel: Hilton Vilamoura 
Boutique Hotel: Bairro Alto Hotel (Lisboa) 
Hotel de conferências: Ria Park Hotel & Spa (Algarve) 
Resort familiar: Sheraton Algarve Hotel – Pine Cliffs Resort 
Resort golfe: Le Méridien Penina Golf & Resort 
Novo resort de luxo: Conrad Algarve 
Resort: Le Meridien Penina Golf & Resort (Algarve) 
Spa Resort: Blue&Green Vilalara Thalassa Resort (Algarve) 

Fonte: 
 www.worldtravelawards.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Portugal - a beleza da simplicidade

Mais um vídeo premiado em festivais internacionais. Vídeo promocional sobre Portugal intitulado "A Beleza da Simplicidade" e que foi premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Filmes de Turismo e Ecologia da Sérvia - "SILAFEST 2012", na categoria Melhor Filme de Turismo. "A Beleza da Simplicidade" foi também um dos quatro filmes premiados no Festival Cannes Corporate Media & TV Awards 2012, o maior evento a nível europeu de filmes corporativos. Esta produção do Turismo de Portugal também já tinha sido este ano premiada com uma medalha de ouro no "Tourfilm Riga" 2012, na categoria Filme Comercial, na Letónia, e com medalha de prata no "World Best Films Awards", na categoria Curta-Metragem, em Nova Iorque. O filme "A Beleza da Simplicidade" mostra um país que se distingue pela diversidade paisagística e monumental, pela cultura, pela modernidade e pelas inúmeras experiências que proporciona.

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Alentejo lidera lista das 21 praias candidatas a Maravilhas de Portugal


Já é conhecida a lista de 21 praias candidatas às 7 Maravilhas de Portugal, que entram agora em fase de votação pública. O Alentejo lidera com quatro nomeações, seguindo-se, com três praias cada, Lisboa e Setúbal, Algarve e Beira Interior. É no Alentejo que ficam mais praias-maravilha portuguesas, segundo os votos de um "painel de 21 notáveis" que levaram à elaboração da lista final de 21 praias candidatas a nova edição da competição Maravilhas de Portugal.As nomeadas serão agora votadas pelo público. A votação prolonga-se até às 14h de 7 de Setembro. Conta tudo: SMS, chamada telefónica, site e Facebook. "As 7 vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos em cada uma das categorias" Dividida por sete categorias balneares e contabilizando praias em sete regiões, a lista conta com quatro praias no Alentejo (duas no distrito de Setúbal - Tróia-Mar e Carvalhal; duas no distrito de Beja - Milfontes e Zambujeira). Com três candidatas, o Algarve surge em 2.º lugar no top (Arrifana, Odeceixe, Ilha de Tavira), ex-aequo com Lisboa e Setúbal (Meco, Guincho, Ribeira d' Ilhas) e Beira Interior (Penedo Furado, Loriga, Rossim). Com duas praias, classificaram-se as regiões de Entre Douro e Minho (Ermal, Canto Marinho) e Trás-os-Montes e Alto Douro (Fisgas do Ermelo, Ribeira - Albufeira do Azibo). A fechar a lista, Madeira (Porto Santo), Açores (Lagoa do Fogo) e Estremadura e Ribatejo (Supertubos). 

 As 21 praias candidatas 
 1. PRAIAS DE RIOS Penedo Furado - Vila de Rei - Castelo Branco, Beira Interior Praia das Furnas de Vila Nova de Milfontes - Odemira - Beja, Alentejo Praia Fluvial de Loriga - Seia - Guarda, Beira Interior 

2. PRAIAS DE ALBUFEIRAS E LAGOAS Albufeira do Ermal - Vieira do Minho - Braga, Entre Douro e Minho Ribeira - Albufeira do Azibo - Macedo de Cavaleiros - Bragança, Trás-os-Montes e Alto Douro Vale do Rossim - Gouveia - Guarda, Beira Interior 

 3. PRAIAS URBANAS Praia da Zambujeira do Mar - Odemira - Beja, Alentejo Praia da Costa Nova - Ílhavo - Aveiro, Beira Litoral Praia de Troia-Mar - Grândola - Setúbal, Alentejo 

 4. PRAIAS DE ARRIBAS Praia da Arrifana - Aljezur - Faro, Algarve Praia de Odeceixe - Aljezur - Faro, Algarve Praia do Meco - Sesimbra - Setúbal, Lisboa e Setúbal 

 5. PRAIAS DE DUNAS Praia do Carvalhal - Grândola - Setúbal, Alentejo Praia da Ilha de Tavira - Tavira - Faro, Algarve Praia do Porto Santo - Porto Santo - Madeira 

 6. PRAIAS SELVAGENS Canto Marinho - Viana do Castelo, Entre Douro e Minho Fisgas de Ermelo - Mondim de Basto - Vila Real, Trás-os-Montes e Alto Douro Lagoa do Fogo - Ribeira Grande - São Miguel, Açores 

 7. PRAIAS DE USO DESPORTIVO Praia de Ribeira d'Ilhas - (Ericeira), Mafra - Lisboa, Lisboa e Setúbal Praia do Guincho - Cascais - Lisboa, Lisboa e Setúbal Supertubos - Peniche - Leiria, Estremadura e Ribatejo Para visualizarem imagens das praias nomeadas cliquem aqui.

terça-feira, 6 de março de 2012

Nascido para viver - um documentário de Joana Pontes para a Fundação Francisco Manuel dos Santos

Um importante documentário para podermos compreender a autêntica revolução que o país operou nas últimas décadas no domínio da mortalidade infantil. Hoje temos um dos melhores indicadores de mortalidade infantil de todo o Mundo. Parabéns a todos os que contribuíram para este feito notável.

Este documentário foi feito com base num estudo da Fundação sobre mortalidade infantil, da autoria de Xavier Barreto e José Pedro Correia, com a coordenação de José Mendes Ribeiro. Foi realizado por Joana Pontes, com produção de Patrícia Faria e montagem de Rui Branquinho.

Há 50 anos, Portugal era o país da Europa com a mais alta taxa de mortalidade. Em 1960, morriam cerca de 77 crianças por cada mil que nasciam.

Em 2010, esse número foi de apenas 3 mortes por cada mil nascimentos. Em 50 anos, Portugal foi um dos Países que mais rapidamente diminuiu a sua Taxa de Mortalidade Infantil, sendo actualmente uma das melhores do mundo. A mortalidade materna quase desapareceu.

Como chegámos até aqui? O que foi preciso mudar para estarmos hoje ao lado dos países mais desenvolvidos? Nascido para viver é um filme que fala deste caminho.

FICHA TÉCNICA

Realização Joana Pontes | Autoria e entrevistas Xavier Barreto, José Pedro Correia | Coordenação de projecto FFMS José Mendes Ribeiro | Produção Patrícia Faria | Pesquisa Maria João Torgal | Miguel Miguel Sales Lopes | Som Armanda Carvalho, Marco Leão, Raquel Jacinto | Montagem Joana Pontes, Rui Branquinho | Misturas João Ganho / O Ganho do Som | Genérico Irma Lúcia Efeitos Especiais | Ilustrações originais do genérico Mário Neves, Direcção-Geral de Saúde, 1956 | Imagens de Arquivo RTP | Locução Pedro Ramos | Tradução Melinda Eltenton | Banda sonora original Rodrigo Leão | Misturas BSO Rodrigo Leão, Tiago Lopes | Acordeão Celina da Piedade


PS: depois de um período bastante longo em que o blogue esteve paralisado, por manifesta falta de tempo da parte do administrador, voltámos esperando que desta vez com maior regularidade.

sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 deverá ser um dos anos mais quentes desde 1931

Segundo o Instituto de Meteorologia, o ano de 2011 em Portugal continental deverá ser um dos três mais quentes desde 1931, em termos da média da temperatura máxima, e um dos sete mais quentes dos últimos 80 anos, tendo como referência a temperatura média anual. Para mais pormenores transcrevo de seguida a informação do IM publicada em 29 de Dezembro no seu site.

Os meses que mais contribuíram para o ano de 2011 ser um dos anos mais quentes em relação à temperatura máxima, foram abril, outubro, maio, junho e setembro, que registaram anomalias em relação a 1971-2000 de +4.90ºC, +4.73ºC, +3.91ºC, +1.58ºC e +1.22ºC respetivamente. De realçar ainda que os meses de maio e outubro foram os mais quentes desde 1931, em relação ao valor da temperatura máxima do ar e abril foi o segundo mais quente na temperatura média e máxima do ar, também desde 1931. Também as temperaturas mínimas em abril e em maio estiveram muito acima do valor normal.

É de salientar que nos últimos 18 anos a temperatura média anual foi sempre superior ao valor médio 71-2000, com exceção de 2008.

O total de precipitação anual deverá ser inferior ao valor normal 1971-2000, com uma anomalia de -132.2mm. Durante o ano destacam-se os meses de novembro, que registou um total mensal superior ao normal em +48.9mm e de dezembro com um total mensal muito inferior ao normal.

Em 2011 destacam-se como fenómenos climáticos relevantes, as inundações em Lisboa dia 29 de abril, com queda violenta de granizo em Benfica e Damaia, tendo-se originado camadas de gelo no solo com vários centímetros de altura; o vento forte com rajadas superiores a 100Km/h de onde se destacam, entre outras, os 157 km/h de rajada em Faro (24 de outubro) e 134 km/h em Coruche (16 de fevereiro); a temperatura máxima do ar em maio e outubro foi a mais alta desde 1931 e a ocorrência de 5 ondas de calor em Portugal continental, uma em abril, duas em maio e duas em outubro; a queda de neve em vários pontos do pais, que levou a condicionamentos locais, como o encerramento de escolas.

Nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, os valores médios de temperatura do ar foram superiores aos valores normais. No que diz respeito aos totais de precipitação, os Açores apresentam valores inferiores ao normal, à exceção da Horta, onde foram muito superiores. Na Madeira os valores de precipitação no Funchal foram inferiores ao normal, enquanto que no Porto Santo foram cerca de 170% superiores ao respectivo valor normal.

Fonte: IM

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

As Bolas do Natário

Hoje tive a oportunidade e o privilégio de provar as famosas "Bolas do Natário". Estou a falar, é claro, das Bolas de Berlim da Confeitaria Natário de Viana do Castelo. Para muitos são consideradas as melhores Bolas de Berlim do Mundo. Não sei se são de facto as melhores do Mundo, mas que são as melhores que já alguma vez provei não tenho qualquer dúvida.

Para quem não sabe, a confeitaria Natário fica em Viana do Castelo, na rua Manuel Espregueira, 37. Pelo que sei, esta pastelaria é um verdadeiro ícone dos doces de Viana, sendo muito frequente formarem-se grandes filas à porta com clientes. Chegam a produzir-se mil bolas por dia.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sobreiro já é a Árvore Nacional

A partir desta quinta-feira, o sobreiro é a Árvore Nacional de Portugal, depois de um projecto de resolução aprovado, por unanimidade, na Assembleia da República e de uma petição pública com 2291 assinaturas. A petição para consagrar o sobreiro (Quercus suber) como um dos símbolos do país foi lançada em Outubro de 2010 pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza. Hoje, passado pouco mais de um ano, o sobreiro conquistou o hemiciclo.

A partir de agora, abater um sobreiro não será apenas abater uma árvore protegida, mas sim, um símbolo nacional.

O sobreiro é espécie protegida pela legislação portuguesa desde 2001. Mas essa protecção não foi suficiente para travar a regressão da árvore em território português, motivada por práticas erradas.

O sobreiro, árvore mediterrânica com mais de 60 milhões de anos, ocupa uma área de cerca de 737.000 hectares dos mais de 3,45 milhões de hectares de floresta em Portugal, segundo o último Inventário Florestal Nacional, de 2006. Hoje é responsável por 10% das exportações nacionais. De momento, a cortiça é um dos produtos mais importantes da economia nacional.

Mas a sua importância não se esgota na cortiça. Esta árvore representa o montado, um dos ecossistemas mais importantes da Europa e as espécies ameaçadas que dele dependem.

Fonte: Público on line

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Portugal tem a mais baixa taxa de natalidade da UE


A natalidade continua a baixar, situando-se agora em 1,36 crianças por mulher em idade fértil. Mas as cidades também não estão feitas a pensar nos menores e os pais não são apoiados, denunciam os peritos. A boa notícia é que a taxa de mortalidade infantil têm vindo a diminuir, sendo de 3,5 óbitos por mil nados-vivos. Números que se recordam a propósito do Dia Universal da Criança, amanhã, que celebra os 18 anos da Convenção dos Direitos da Criança.

Os portugueses, tal como acontece nos outros países europeus, têm vindo a retardar a natalidade e a diminuir o número de filhos. A taxa de natalidade passou de 28% em 1935 para 10% em 2006. Ou seja, praticamente três vezes menos, o que significa que não está a ser feita a renovação de gerações, o que só é possível com 2,1 crianças por mulher.

Para Mariano Ayala, médico de saúde pública do Hospital de Faro, uma média de 1,36 filhos por mulher em idade fértil é "sintoma de uma sociedade doente", considerando que "a sociedade portuguesa um comportamento suicida generalizado".

Mariano Ayala justifica a quebra de natalidade com a falta de apoio para os pais e crianças. E a consequência é que "Portugal, com os portugueses de hoje, vai ter tendência a desaparecer", disse à agência Lusa.
Os estudos demonstram que as mulheres retardam a natalidade até conseguirem estabilidade profissional. E, se em 1987, tinham os filhos antes dos 30 anos, nove anos depois, é no grupo dos 30 aos 34 anos que se verificam a maioria dos nascimentos. O primeiro filho deixou de surgir aos 26,8 anos para passar a ser aos 29,9.

Elsa Rocha, da Associação para a Promoção da Segurança Infanil (APSI) aponta uma outra justificação para a quebra de natalidade e que tem a ver com a falta de espaços apropriados. "As cidades não são feitas a pensar nas crianças e, por isso, cada vez se vêem menos", disse à Lusa.

Aquela pediatra entende que há poucos ambientes seguros para os mais novos e a prova é o número de mortes entre a população infantil. Este ano já morreram oito crianças afogadas e 11 atropeladas e pelo menos 11 caíram de edifícios. A APSI estima que 75% dos acidentes poderiam ser evitados e, amanhã, vai exigir do Governo medidas para reduzir a mortalidade infantil e as incapacidades provocadas pelos acidentes.
Portugal tem uma das menores taxas de mortalidade infantil mundiais, 3,3 óbitos por cada mil nascimentos em 2006. E passa para sete por mil entre os menores de cinco anos (2005).

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=989326&page=-1

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Situação de vento forte em Faro - informação preliminar do Instituto de Meteorologia


Legenda: PPI de velocidade Doppler correspondente à elevação de 0.1º, obtido às 3:46 UTC de 24 de Outubro, pelo radar de Loulé/Cavalos do Caldeirão.


O ramo frio do sistema frontal que afetou o território do continente durante a noite de anteontem e madrugada de ontem, dia 24 de outubro, foi caracterizado por atividade convetiva relativamente intensa. Na região sul do território do continente, em particular, esta actividade verificou-se na presença de um perfil vertical do vento horizontal caracterizado por uma ligeira rotação na sua direção (no sentido dos ponteiros do relógio), numa camada entre a superfície e os 2000 metros, bem como por uma intensificação na sua intensidade.
Os efeitos deste perfil vertical do vento, se forem coexistentes com a presença de forte instabilidade local, podem conduzir à formação de células convetivas de caraterísticas particulares. Estas células, designadas por Supercélulas (SC) têm, de facto, a capacidade de exibir movimento de rotação em níveis médios e elevados, durante algum tempo (mesociclone).
A análise das observações Doppler efetuadas pelo radar de Loulé/Cavalos do Caldeirão, permitiu identificar algumas destas SC, embebidas na estrutura frontal, embora com caraterísticas inicipientes, istoé, relativamente pouco marcadas.
Em particular, pelas 4 UTC, um destes aglomerados convectivos atingiu a região de Faro, designadamente a área do aeroporto e locais vizinhos, para Este e Nordeste do mesmo.
Os movimentos verticais descendentes organizados, que são típicos deste tipo de fenómeno, foram particularmente intensos naquela região e produziram um fenómeno designado por downburst: trata-se de um escoamento descendente e muito forte que se propaga como vento horizontal, junto ao solo. Na estação de Faro/aeroporto foi registada uma rajada com uma intensidade de aproximadamente 157 km/h, pelas 4:10 UTC.
Na circulação das SC, para além de vento horizontal muito forte, também é possível a geração de tornados. Neste episódio essa hipótese não pode ser excluída, mas a maior parte dos elementos disponíveis aponta para que o fenómeno de vento forte se tenha ficado a dever à ocorrência de um downburst.
Fonte: Instituto de Meteorologia (adaptado)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Agricultura em Portugal

Apresento um vídeo com uma reportagem da SIC de 8 de Maio de 2011 sobre os problemas da agricultura portuguesa que foi projectado nas aulas de Geografia A do 11º ano (11ºK). 

Calor em Outubro bate recordes dos últimos 70 anos

Depois de um verão tão ameno e relativamente chuvoso, Portugal está a viver um outono muito quente como há muito não se verificava. Algumas zonas estão a enfrentar um calor que não se via pelo menos há 70 anos. Transcrevo de seguida a notícia de hoje do jornal Público:

Segundo dados do Instituto de Meteorologia, os dez primeiros dias do mês foram de facto excepcionais. A temperatura média no Continente foi 4,4ºC superior à média para o mesmo período. No Porto, com uma temperatura média de 21,8ºC, o desvio chegou a 6,2ºC.

Pelo menos onze recordes de temperatura máxima foram batidos ou igualados. Em seis pontos do país – Évora, Bragança, Montalegre, Mirandela e Guarda – o calor chegou a níveis nunca alcançados desde 1941, data em que começa a série de registos das estações meteorológicas nestas áreas. Noutras seis estações – Castelo Branco, Lisboa, Monção, Cabril, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães – também foram ultrapassados os recordes. Mas como as séries de dados são mais curtas, tudo que se pode dizer é o que nunca os termómetros estiveram tão altos nas últimas duas a quatro décadas.

Ter o termómetro ocasionalmente acima dos 30ºC em Outubro não é uma raridade absoluta. “que não é comum é que haja tantos dias seguidos de tempo quente”, diz a meteorologista Maria João Frade, do Instituto de Meteorologia.

Mais uma vez, os números não deixam margem para dúvidas. Nada menos do que vinte pontos do país enfrentaram uma onda de calor, no sentido técnico do termo – ou seja, mais de seis dias seguidos com temperaturas mais de 5ºC acima da média. Em pelo menos duas estações meteorológicas – Alvega (em Abrantes) e Alcácer do Sal – a onda de calor durou 12 dias, até 7 de Outubro.

Uma onda de calor tão longa faz lembrar o Verão de 2003, quando a canícula estendeu-se por duas semanas, com consequências dramáticas nos fogos florestais e na mortalidade da população. Embora as temperaturas agora sejam bem menores, os fogos multiplicaram-se em Outubro e a Direcção-Geral de Saúde prolongou o seu Plano de Contingência para Ondas de Calor.

A própria razão do calor é semelhante à de há oito anos. Uma zona de alta pressão estacionou sobre parte da Europa, formando uma espécie de parede que bloqueia a chegada do tempo húmido do Atlântico e que traz ar quente do Leste. Resultado: calor e tempo seco em Portugal, França, Espanha, Reino Unido e outros países.

“Este bloqueio não é muito diferente do que o que se observou em 2003”, afirma o climatologista Ricardo Trigo, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa. Além disso, a temperatura da superfície do mar no Atlântico tem estado mais elevada do que a média. “Isto é muito importante”, diz Ricardo Trigo.

O início de Outubro está a contribuir para a situação de seca meteorológica que já abrangia a maior parte do país no final de Setembro, especialmente no litoral Norte, segundo o Instituto de Meteorologia.

Mas, apesar da falta de chuva, as barragens estão com níveis normais ou até acima da média. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Instituto da Água (Inag), apenas oito entraram em Outubro com menos de 40 por cento da sua capacidade. Apenas nas bacias do Douro, Lima, Cávado e Ave, o nível estava abaixo da média.

O início seco de Outubro não chegará para alterar radicalmente este quadro. “Com as secas, as coisas não variam de um dia para o outro”, explica Rui Rodrigues, responsável do Inag pela monitorização dos recursos hídricos. Apenas em áreas abastecidas por pequenas albufeiras – como Bragança, que está em risco de ficar sem água – pode haver alterações mais rápidas, segundo Rodrigues.

O calor tem, no entanto, os dias contados. Segundo o Instituto de Meteorologia, as temperaturas vão começar a baixar gradualmente a partir do sábado, primeiro no litoral. Quanto à chuva, talvez para a semana.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/calor-em-outubro-bate-recordes-de-pelo-menos70-anos-1516385

sábado, 17 de setembro de 2011

Manifesto “Pela Floresta contra a Crise”


Um manifesto “Pela Floresta contra a Crise”, apelando a uma “política fiscal coerente” para aproveitar o potencial económico, social e ambiental da floresta foi entregue ontem no Ministério da Agricultura, tendo sido publicado em diversos jornais.

Este manifesto sublinha que é preciso «reforçar o papel do associativismo» e «conceber uma política fiscal coerente que propicie uma reestruturação fundiária adequada».

Transcrevo de seguida o manifesto na íntegra:



O manifesto – Pela Floresta Contra a Crise

Para sair do ciclo vicioso da recessão, endividamento externo, empobrecimento e aumento do desemprego a sociedade portuguesa tem de crescer economicamente e valorizar o trabalho, consumir menos produtos importados, criar riqueza transaccionável com base nos recursos nacionais, transformar esse produtos e exportá-los para mercados que valorizem a qualidade. Vários estudos têm destacado o potencial dos recursos endógenos, como o turismo, o património cultural, o mar, os recursos geológicos, a agricultura e a floresta.

Em Portugal os espaços silvestres ocupam 64% do território dos quais mais de metade estão arborizados (38%). Esta riqueza que herdámos e que temos vindo a utilizar, com base na transformação e exportação dos seus produtos (12% das exportações nacionais), permite pagar o que importamos para nos alimentarmos; cria e mantém mais de 140.000 postos de trabalho directos, remunera muitos milhares de proprietários e contribui em 3% para o PIB nacional. A floresta é uma das nossas principais riquezas! Cria emprego e desenvolve o interior do país, qualifica e organiza a força de trabalho que fornece as fileiras industriais da cortiça, do papel, dos aglomerados, da serração e do mobiliário. Estas indústrias não são deslocalizáveis e exportam produtos com elevadíssima taxa de valor acrescentado nacional. O território florestal suporta uma parte da pecuária, produz caça e pesca, e é fonte de energia renovável, fixadora de carbono, promotora da melhoria do solo, é salvaguarda de biodiversidade, regula o regime hídrico e constitui paisagens para lazer, recreio e turismo. É um valor nacional avaliado em muitos milhares de milhões de euros. É também história, cultura, memória, silêncio, bem-estar e futuro.

Neste momento de crise, pode a floresta ajudar o País a reerguer-se, criando riqueza e emprego e contribuir para a prosperidade dos nossos filhos? Os signatários deste Manifesto defendem que Sim. Contudo, é imperioso que de forma persistente e consistente no espaço e no tempo, seja promovida e valorizada a gestão activa dos recursos florestais. A percepção do valor da floresta vem de longe e sublinha o facto de os principais grupos económicos portugueses terem a sua origem na floresta. Mas, nos últimos 30 anos as alterações sociais e as dinâmicas nos territórios florestais e rurais sucederam-se a um ritmo que ultrapassou a capacidade de gestão existente (conhecimento, pessoas, instituições). Somente parece ter havido capacidade de reagir aos problemas, atacando não as suas causas, mas os sintomas e as consequências. Por exemplo, sabendo que o problema dos incêndios só se resolve com a gestão profissional da floresta, o país tem reiteradamente insistido numa estratégia de combate ao fogo; o risco de incêndio agrava-se, há depleção do valor actual e da expectativa de rendimentos futuros dos territórios florestais.

O País, sendo pobre, não tem o direito de olhar de soslaio para a sua floresta, pondo em causa o seu futuro e a sua soberania.

A aprovação por unanimidade na Assembleia da República da Lei de Bases da Floresta constituiu um marco histórico. Pese, embora, este consenso alargado entre todas as forças políticas, as medidas, os instrumentos e os recursos financeiros sucessivamente disponibilizados não têm tido as necessárias consequências práticas, como se demonstra pela degradação da qualidade e quantidade do material lenhoso (revelado pelos inventários nacionais), o abandono dos espaços florestais (incluindo os públicos), os impactes dos incêndios e o descontrolo das pragas e doenças. Dos inúmeros e bem financiados planos e programas, quase todos têm demonstrado uma incapacidade crónica em concretizar as justas expectativas de um país com uma das mais altas produtividades florestais da Europa.

O que tem faltado? Na maior parte do território florestal, com excepção da agro-silvo-pastorícia do Sul, as iniciativas dispersam-se e fragmentam-se na pequenez da propriedade e no individualismo da nossa matriz cultural. Sem cortar este nó górdio e desenhar medidas que transformem a estrutura da propriedade, será impossível promover a eficiência económica dos dinheiros públicos e privados, cada vez mais escassos, e assegurar a competitividade das fileiras florestais.

Isto implica a necessidade de conduzir com urgência uma reestruturação fundiária sob o primado do interesse nacional, respeitando a propriedade privada. Esta reestruturação fundiária é decisiva, uma vez que mais de 90% das terras florestais são detidas por privados. Assim, o tema decisivo e prioritário da política florestal é a capacidade de assegurar que a propriedade florestal seja adequadamente gerida.

Tendo a floresta um papel estruturante, quer no plano territorial, quer económico, ambiental e social, a sua má gestão (ou ausência dela) é mais do que um desperdício: é uma irracionalidade civilizacional, que acrescenta risco a quem quer gerir bem, e obriga a comunidade nacional a despender somas brutais de recursos financeiros cada vez mais raros.

Neste manifesto defendemos a necessidade insubstituível de uma reforma fiscal inteligente e coerente que penalize essas situações e que estimule a gestão activa e profissional do recurso terra, premiando quem faz e quem assegura a perpetuidade das receitas. Focados na resolução das causas do problema, os estímulos devem visar a mobilização dos proprietários através do apoio técnico e profissional para gestão e venda agregada dos seus produtos (reforçando a via associativa), o desbloqueamento das ZIF (Zonas de Intervenção Florestal) e a disponibilização dos recursos do Fundo Florestal Permanente para alavancar financeiramente as iniciativas de gestão dos proprietários. A via fiscal deve estimular o mercado da terra (venda ou renda). De tudo isto resultará também a atracção do investimento e a constituição de poupança.

Em síntese, lança-se o repto à governância do País (Parlamento, Governo e Autarquias), para que se dedique, directamente pelo desenho das políticas públicas, e indirectamente pela indução das práticas de gestão e de engenharia, à resolução das causas profundas e estruturais que estão na base da degradação da floresta portuguesa. O Futuro de Portugal passa por aqui!

Fonte: Naturlink

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Episódio de vento moderado a forte durante o mês de Julho

A propósito das temperatura relativamente baixas registadas durante este mês de Julho, o Instituto de Meteorologia emitiu um comunicado a explicar o fenómeno meteorológico que passo a transcrever.


Após um período de temperaturas elevadas e de vento fraco no final de Junho e início de Julho, uma alteração da situação meteorológica, a partir de dia 3 de Julho, originou no território do Continente descida das temperaturas e aumento da intensidade de vento, que passou a soprar moderado a forte em particular no litoral oeste, nomeadamente a partir de dia 17 de Julho, dia em que se registaram 74km/h em Lisboa e 56km/h em Setúbal, como valores máximos de rajada.

Uma grande diferença de pressão entre o Atlântico, com o anticiclone dos Açores intenso (valores da pressão superiores a 1035 hPa), e uma região depressionária na Europa Ocidental (uma depressão na região das Ilhas Britânicas associada à depressão térmica no interior da Península Ibérica), provocou esta situação de vento que ocorreu mais intenso no litoral do que no interior, pelo efeito de brisa marítima que intensificou o vento de noroeste, em especial durante a tarde.

O anticiclone dos Açores, que em condições normais de Verão deveria ter o seu núcleo principal a norte do arquipélago, teve-o ligeiramente a sul, posicionamento que permitiu ainda a passagem de ondulações frontais da corrente de oeste, que nesta época do ano deveriam atingir as latitudes mais a norte, e que acabaram por se dirigir para sul, influenciando o nosso país, sobretudo o norte, região onde se registou alguma precipitação.

Associada a esta situação meteorológica de vento registaram-se, até ao passado dia 20, em todo o território, à exceção da região do Algarve, nomeadamente no litoral oeste, temperaturas abaixo do normal para a época. Deve, contudo, salientar-se que desde 2000 já ocorreram 6 anos em que a média da temperatura máxima, em julho, foi inferior à normal do período de 1971-2000.

Entretanto, o vento intenso que se tem feito sentir no continente começou já a partir do último fim de semana a diminuir de intensidade, embora continuando a registar-se nortada moderada no litoral oeste durante a tarde. Prevê-se ainda maior enfraquecimento da intensidade do vento a partir da próxima quinta-feira, 28 de julho.

Esta diminuição deve-se a um ligeiro enfraquecimento do anticiclone localizado nos Açores e a uma alteração na posição, deslocamento para leste, e intensidade da depressão que se encontrava centrada nas Ilhas Britânicas.

Por seu lado, os valores da temperatura máxima começaram já a subir, prevendo-se que continue esta tendência para atingir valores superiores ao normal nos próximos dias.

Relativamente à temperatura da água da superfície do mar será de recordar que os valores médios para o mês, observados na costa ocidental entre 2002 e 2010, situam-se entre os 17 e os 18ºC, aumentando gradualmente de norte para sul. Na costa do Algarve, a temperatura média para o mesmo período tem variado entre os 21 e 23ºC, aumentando gradualmente para sotavento.

Este regime de temperaturas observou-se ao longo do início do mês de julho de 2011. No entanto, no início da segunda semana do mês de Julho, as temperaturas da superfície da água do mar observadas ao largo da costa continental, diminuíram gradualmente na ordem dos 2 a 3ºC na costa Norte. A mesma tendência verificou-se ao largo da costa Sul com uma diminuição de 4ºC, até ao dia 20.

Este facto deveu-se fundamentalmente à intensidade do vento, responsável pelo afastamento da costa das águas superficiais e forçando a ascensão de águas frias mais profundas, ricas em nutrientes, compensando o movimento das águas superficiais, para o largo.

Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 5 de julho de 2011

Mais dados dos resultados preliminares dos censos de 2011

Já sabiamos desde há alguns dias que a população portuguesa voltou a aumentar de acordo com os resultados preliminares dos Censos 2011: Somos 10.555.853 habitantes, o que corresponde a um crescimento demográfico de 1,9% na última década.

Agora ficamos também a saber que, por regiões, a exemplo dos censos de 2001, o Algarve volta a liderar o crescimento populacional. Há 450.484 habitantes na região mais a Sul do Continente, o que traduz um aumento de 14%, face a 2001. O arquipélago da Madeira registou um aumento de 9,4%, somando agora 267.938 habitantes. Com 5,8% a região de Lisboa regista o terceiro maior crescimento. São 2.815.851 os que vivem na área urbana da capital.

Por concelhos, as posições permanecem inalteradas face a 2001. Lisboa lidera com 545 mil habitantes. Surge em segundo lugar Sintra com 377 249 habitantes. O terceiro posto é ocupado por Vila Nova de Gaia (302 092) e a cidade do Porto, que durante muito tempo ocupou a segunda posição, ocupa agora a quarta posição com 237.559 pessoas!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Resultados preliminares dos Censos 2011: população portuguesa cresceu 1,9 por cento desde 2001


Portugal tem 10.555.853 habitantes, segundo os resultados preliminares dos Censos 2011 apresentados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. A população cresceu 1,9 por cento desde 2001, data dos anteriores Censos.

O crescimento deveu-se sobretudo à imigração. O país ganhou cerca de 199.700 novos habitantes, mas apenas 17.600 (9%) devem-se ao saldo natural entre nascimentos e óbitos. O saldo migratório, entre os que entraram e saíram do país, é por sua vez responsável por 182.100 novos habitantes (91% do total).

O crescimento da população foi desigual, mantendo a tendência de concentração junto ao litoral. As maiores taxas de crescimento ocorreram no Algarve (14,0%), Madeira (9,4%), Península de Setúbal (8,9%), Oeste (6,6%) e Grande Lisboa (4,7%). O Grande Porto teve um aumento de 2,0%.

As capitais das duas áreas metropolitanas do país continuaram a perder população. No Porto, a queda foi de 9,7% e em Lisboa, 3,4%. Mas nos municípios vizinhos houve aumentos significativos, especialmente na zona de Lisboa, onde houve cinco concelhos com mais de 20 por cento de aumento: Mafra (41%), Alcochete (35%), Montijo (31%), Sesimbra (31%) e Cascais (20%). Na Área Metropolitana do Porto, a população aumentou mais significativamente na Maia (12,4%), Valongo (9,0%) e Vila do Conde (6,7%).

Em várais regiões estatísticas, inclusive em algumas junto à costa, como o Alentejo Litoral, Baixo Mondego e Minho-Lima, e em todo o interior do país, a população descresceu. A tendência foi mais acentuada na Serra da Estrela (-12,4%), Beira Interior Norte (-9,5%), Pinhal Interior Sul (-9,1%), Alto de Trás-os-Montes (-8,3%) e Douro (-7,2%).

A densificação populacional do litoral e a desertificação do interior continuam a estar relacionadas. “O saldo migratório [internacional] não é suficiente para explicar o crescimento do litoral”, afirma Fernando Casimiro, coordenador dos Censos 2011.

Os Censos 2011 apuraram ainda que há 4.079.577 famílias, 5.879.845 alojamentos e 3.550.823 edifcios no país. As famílias cresceram menos (11,6%) do que os alojamentos (16,3%) e os edifícios (12,4%). O Algarve e a Madeira foram as regiões com mais construções novas, em termos relativos, com uma subida de 37% e 36% por cento no número de alojamentos, respectivamente.

Os dados preliminares dos Censos 2011 reflectem uma primeira contagem, dos grandes números. O tratamento de todas as questões contidas no questionário prossegue até ao próximo ano. Os resultados provisórios e definitivos serão divulgados no primeiro e quarto trimestres de 2012.

Fonte: Público on line