quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um bom Ano 2011

Apesar da crise e de todas as dificuldades que nos esperam, não deixo de desejar a todos aqueles que visitam este blogue.

Um bom Ano 2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

The Beatles - The Long & Winding Road

The Long and Winding Road, canção gravada pelos Beatles em 1970 para o álbum Let it B.

Viagens experimentais na Linha Laranja

A Linha Laranja (F) recebe pela primeira vez clientes, para viagens experimentais gratuitas, nos dias 29 e 30 de Dezembro, entre as 10H00 e as 18H00. A nova linha do Metro do Porto é inaugurada e entra em operação comercial regular no próximo domingo, dia 2 de Janeiro, ligando a Senhora da Hora a Fânzeres e passando a servir o concelho de Gondomar.

As viagens experimentais da Linha Laranja (F) decorrem no novo troço da rede – com cerca de 7 quilómetros e dez estações - entre as Estações de Contumil e de Fânzeres – não fazendo a ligação, portanto, ao tronco comum Senhora da Hora – Estádio do Dragão. Estas viagens são gratuitas e visam permitir à população das zonas servidas pela nova linha um primeiro contacto com a rapidez, eficácia, segurança e qualidade de serviço do Metro do Porto. Em todas as estações da nova linha, está assegurado o apoio aos clientes durante as viagens promocionais desta quarta e quinta-feira.

Fonte: Metro do Porto

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

The Beatles - Let It Be

Mais uma das canções inesquecíveis dos Beatles: Let it be, do álbum com o mesmo nome. Gravado em Janeiro de 1969, o álbum foi somente lançado em julho de 1970.

"Geração Nem Nem" está a aumentar cada vez mais



Mais uma notícia preocupante para o nosso país: segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) em Portugal existem perto de 314 mil jovens, com idades compreendidas entre os 15 e 30 anos, que não estudam nem trabalham. Este número equivale a 16% dos jovens portugueses. Segundo o INE é um número que tem vindo a aumentar com a passagem dos anos. Já lhes chamam da "Geração Nem Nem". Estes números do INE têm por base o Inquérito ao Emprego e incluem não só os desempregados mas também pessoas que não estão à procura de um trabalho, e que no dicionário do INE são os «inactivos desencorajados». Para onde caminha o nosso país?

Fonte: Jornal Digital

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

John Lennon - Happy Christmas(War is Over)




Como é habitual pelo Natal temos John Lennon e o seu Happy Christmas (War is Over) ... if you want it. É sem dúvida uma das canções mais bonitas de Natal. Só é pena que, de facto, o desejo de John Lennon ainda não se ter concretizado. Infelizmente, as guerras ainda não acabaram. Ainda há muitos homens que as querem!...

Um feliz Natal para todos



Happy Christmas(War is Over)


So this is Christmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Christmas
I hope you have fun
The near and the dear ones
The old and the young


A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear


And so this is Christmas War is over
For weak and for strong If you want it
For rich and the poor ones War is over
The world is so wrong Now
And so Happy Christmas War is over
For black and for white If you want it
For yellow and red ones War is over
Let's stop all the fight Now


A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear


And so this is Christmas War is over
And what have we done If you want it
Another year over War is over
And a new one just begun Now
And so Happy Christmas War is over
I hope you have fun If you want it
The near and the dear one War is over
The old and the young Now


A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear


War is over if you want it
War is over now

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Ocidente já não é o centro do Mundo


Hoje encontrei no site do público um artigo muito interessante do jornalista especialista em política internacional Jorge Almeida Fernandes com o título "Aprendemos que o Ocidente já não é o centro do Mundo" integrado no dossiê geral "Dez lições dos primeiros dez anos doséculo XXI". Mostra-nos em síntese o que é que de mais importante mudou na geopolítica mundial nos últimos dez anos. É longo mas vale a pena ler.



Aprendemos que o Ocidente já não é o centro do mundo

1. O Ocidente continuará forte mas deixará de dominar o mundo, declarou há semanas, em Milão, Kishore Mahbubani, professor e antigo diplomata de Singapura. "Os Estados Unidos e a Europa foram óptimos guardiões da ordem mundial, mas agora estão em retirada." O título do último livro de Mahbubani, publicado em 2008, dispensa comentários: O Novo Hemisfério Asiático - A Irresistível Mudança do Poder Global para o Leste.

A mudança começa na "transferência da riqueza": o conjunto do Produto Nacional Bruto do G7 será ultrapassado em 2020 pelo conjunto do "E7", os "emergentes" com maior projecção político-económica - Brasil, Rússia, Índia, China (os BRIC), México, Indonésia e Turquia.

A "transferência do poder" é mais complicada. Também em 2008 o indo-americano Fareed Zakaria, então director da Newsweek International, publicava uma obra de choque: O Mundo Pós-americano. É uma nova ordem multipolar. Militarmente, a América continua a ser uma "potência única", mas está politicamente enfraquecida. Tem uma base económica e tecnológica extremamente forte. Não se trata do "declínio" americano ou ocidental mas da "ascensão do Resto". Ou os EUA se adaptam ao novo mundo, para o modelar e estabilizar, ou suscitarão vagas de nacionalismo nos "países do Resto", concluía. O problema maior é a China, não por crescer mas porque "opera numa tão grande escala que se torna capaz de mudar a natureza do jogo".

O termo "Resto" é uma ironia: até há poucos anos, era vulgar um quadro distribuir os grandes indicadores económicos em duas colunas - "Ocidente" e "Resto do Mundo".


2. É interessante olhar a questão Ocidente-Oriente por um prisma asiático. Singapurense de origem indiana, Mahbubani é um arauto da "ressurgência" da Ásia. Que diz ele?

Reflectindo a ambivalência asiática, antes de acusar, celebra o Ocidente. "Os Estados ocidentais alcançaram o auge do desenvolvimento humano: não só "zero guerras" mas também "zero perspectiva de guerra" entre ocidentais." O que não é um dado adquirido na Ásia - Coreia, China-Japão, Índia-Paquistão encerram pesadas ameaças.

Faz a apologia dos "sete pilares da sabedoria ocidental": mercado livre, ciência e tecnologia, meritocracia, pragmatismo, primado da lei, educação e cultura de paz. Por que ressurge a Ásia? Porque decidiu adoptar aqueles "pilares", seguindo o exemplo do Japão. O paradoxo do seu "milagre económico" é que ele se deve às políticas de comércio livre dos EUA e da Europa.

Depois, equaciona o novo conflito. O Ocidente desenhou, no fim da II Guerra Mundial, uma ordem multilateral, com base nas Nações Unidas. Os asiáticos não a contestam, pois "foram os grandes beneficiários". Querem a sua reestruturação. "A Ásia não quer dominar o Ocidente", quer forçá-lo a abrir mão do domínio sobre as instituições globais, do FMI ao Banco Mundial, do G7 ao Conselho de Segurança da ONU.


A crise financeira já levou à substituição do G7 pelo G20 e a uma correcção de forças no FMI. Mas os "emergentes" pedem mais e querem ter uma palavra na gestão das crises internacionais.


O mundo seria mais bem governado pela "competência asiática" do que pela "incompetência ocidental", argumenta Mahbubani.


Atribui à irresponsabilidade americana e aos seus mitos económicos a crise que ameaça desestabilizar o capitalismo. E a guerra do Iraque, à revelia do Conselho de Segurança, acelerou o declínio do Ocidente, em termos de poderio e de descrédito dos seus valores e instituições.


"A incapacidade do Ocidente de admitir o carácter inviável da sua dominação mundial representa um grave perigo para o mundo. (...) Haverá uma verdadeira crise da gestão da ordem mundial se não mudar de rumo." A liderança americana está enfraquecida mas a China e a Índia não têm os atributos necessários para a substituir. Reconhece: "Um vazio de liderança global é perigoso."


3. Deixou o Ocidente - 12 por cento da população mundial - de ser o "centro do mundo" como o foi desde o século XVI e, sobretudo, após a Revolução Industrial? Deixou. E depois? Não é sinónimo de marginalização ou declínio. O mundo tem agora vários "centros". Também o futuro da Ásia encerra riscos e incógnitas. Os asiáticos não têm uma identidade civilizacional ou histórica. São um puzzle de culturas. E um clube de rivais como a antiga Europa. A China é a maior incógnita e ainda não definiu as suas ambições. A maioria dos vizinhos quer compensar a sua ascensão, económica e militar, por um reforço da presença americana no Índico e no Pacífico. Nada é linear. Emerge uma ordem multipolar e heterogénea. "Assistimos ao aparecimento de uma nova forma de não-alinhamento, que não é dirigida contra os ocidentais, mas decorre da vontade dos países emergentes em defender os seus interesses e a sua visão de um mundo em que o poder global será redistribuído", resume o francês Thierry de Montbrial no anuário Ramsés 2011. Uma década é um minuto na História.


Jorge Almeida Fernandes

Fonte: Público on line

The Beatles - Hey Jude

Continuamos musicalmente com os The Beatles. Na selecção das minhas músicas preferidas não podia ficar de fora o eterno Hey Jude, de 1968. Já é a segunda vez que é escolhido neste blogue, mas o que é belo nunca é de mais!

Solstício de Dezembro


Chegou o inverno ao Hemisfério Norte (verão no Hemisfério Sul)! Hoje, 21 de Dezembro, ocorre o solstício de Dezembro. O sol encontra-se sobre o Trópico de Capricórnio, incidindo com maior verticalidade em todo o hemisfério Sul e com maior obliquidade no hemisfério Norte. A massa atmosférica atravessada pelos raios solares é grande no Hemisfério Norte o que determina um menor aquecimento por unidade de superfície terrestre. Hoje é o dia mais curto e a noite mais longa do ano no Hemisfério Norte. O contrário ocorre no Hemisfério Sul.

Tudo isto acontece porque a Terra ao fazer o seu movimento de translação (à volta do sol), seu o eixo apresenta uma inclinação de 23º e 27' em relação ao plano da órbita.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

The Beatles - Eleanor Rigby

Nos próximos tempos o espaço musical do blogue vai ser dedicado aos anos 60 e muito especialmente aos The Beatles, um grupo inglês formada em Liverpool em 1960 e que duraria até 1970. Este grupo constituiu um dos maiores ícones da cultura pop dos anos 60. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Infelizmente, John Lennon e George Harrison já não estão entre nós. 

Começamos com "Eleanor Rigby", uma das canções mais bonitas e complexas do grupo, originalmente lançada no álbum Revolver de 1966. Também foi lançada como single, junto com a música Yellow Submarine. Aliás o vídeoclip apresentado faz parte do filme de animação Yellow Submarine realizado em 1968 por George Dunning.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Paul Rusesabagina: o Homem por detrás da personagem de Don Cheadle em Hotel Ruanda



Paul Rusesabagina (nascido a 15 de Junho de 1954) é um cidadão de Ruanda internacionalmente reconhecido pela sua actuação humanitária durante o Genocídio de Ruanda em 1994.

Paul era da etnia hutu enquanto sua mulher era da etnia tutsi. Durante os combates abrigou a sua família no hotel Les Mille Collines em Kigali, de propridade do grupo belga Sabena, onde era gerente. Com a saída dos hóspedes do hotel, Paul abre-o aos refugiados, salvando assim mais de 800 pessoas.

A história de Paul Rusesabagina ficou internacionalmente conhecida quando foi retratada no filme Hotel Ruanda de 2004, numa actuação de Don Cheadle nomeado ao Óscar.

Em 2005 recebeu do presidente americano George W. Bush a "Presidential Medal of Freedom" dos EUA.

Atualmente vive em Kraainem, na Bélgica com sua esposa Tatiana, seus filhos e seus sobrinhos, onde montou uma empresa de transportes.

De seguida podem ver alguns vídeos sobre a figura de Paul Rusesabagina.





Ibermeteo - um caso interessante de empreendedorismo



Ontem o jornal Público trazia uma reportagem muito interessante sobre uma empresa rentemente criada por três jovens saídos da Universidade de Aveiro - a Ibermeteo. Esta empresa aposta num mercado inovador: a consultoria meteorológica feita à medida das empresas. Este é um execelente exemplo de empreendedorismo e que prova que, apesar da crise económica e financeira global e do elevado desemprego, nomeadamente de jovens licenceados, temos que ser pró-activos e ter espírito de iniciativa e não estar à espera que o Estado resolva os nossos problemas. Desejo o maoir sucesso para estes jovens.

Vejam a notícia:

Quando o Mau tempo Vira um Negócio

Um espectáculo, um evento desportivo ou um casamento arruinados por más condições climatéricas. Uma colheita estragada pelas intempéries ou uma obra de construção atrasada devido a chuvas fortes. Nada a fazer? A Ibermeteo acha que não e resolveu fazer do mau tempo um negócio. Lançada há quase um ano por três jovens, esta empresa de Coimbra quer afirmar-se numa área inovadora: a consultoria meteorológica. Empresas de construção como a Teixeira Duarte tornaram-se os seus primeiros clientes, mas a grande aposta pode ser as energias renováveis.

José Eduardo Baptista, Jorge Gonçalves e Tiago Rodrigues são os promotores do projecto. Todos jovens (24, 23 e 25 anos) e de pontos diferentes do país (Coimbra, Santa Maria da Feira e Viseu). Mal terminaram o curso de Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, na Universidade de Aveiro, optaram por não ficar à espera que a sorte lhes batesse à porta com um emprego. A ideia de criar uma empresa de consultoria na área meteorológica partiu de um dos professores do curso, Alfredo Rocha. O passo seguinte foi fazer uma prospecção de mercado, que revelou o que já existia pelo mundo nesta área de negócio. Por fim, reuniram 5000 euros para dar entrada no capital social da empresa, a que deram o nome de Ibermeteo.

O objectivo é "ajudar as empresas a diminuir os riscos e os prejuízos inerentes aos fenómenos meteorológicos, como a interrupção de obras ou o cancelamento de actividades desportivas, permitindo-lhes fazer uma prevenção e reprogramação das suas operações", explica Jorge Gonçalves. Tendo por base o modelo de previsão do tempo norte-americano WRF (Weather Research and Forecasting Model), a Ibermeteo "consegue ir ao local exacto onde o cliente está - à sua quinta, à obra de construção, e prever o tempo para os dias pretendidos".

Regra geral, as previsões do estado do tempo que estão disponíveis nos meios de comunicação social têm uma resolução de 40 por 40 quilómetros. O modelo da Ibermeteo tem uma de cinco por cinco quilómetros para Portugal Continental e de 25 por 25 na Península Ibérica, o que torna a previsão meteorológica muito mais fiável. "Desta forma, detectamos eventos meteorológicos de escala mais reduzida, como precipitação forte e localizada, granizo, trovoada", salienta Jorge Gonçalves. A empresa pretende, em breve, aumentar a resolução para um quilómetro por um em Portugal e de cinco para cinco na península.

Foi na área da construção civil que a empresa angariou os seus primeiros clientes. O consórcio DLOE (Douro Litoral Obras Especiais), que engloba a Teixeira Duarte, a Construtora do Tâmega, a Alves Ribeiro e a Zagope, tem recorrido aos serviços da Ibermeteo para duas obras na Zona Norte. Além disso, o projecto de consultoria atraiu o interesse de duas empresas que alugam e montam tendas para eventos - a Arquitetoldos e o Sítio do Passal.

É, contudo, na área das energias renováveis que a Ibermeteo espera conseguir mais oportunidades de negócio, junto das empresas que gerem parques eólicos e fotovoltaicos. "Estas empresas têm de prever o potencial eólico não só para planear a manutenção dos parques (realizando-a nos momentos em que haja pouco vento ou luz) como para estimar quanta energia vão produzir", explica José Eduardo Baptista. A Ibermeteo acredita que é nesta área que o seu negócio pode vir a ter mais sucesso, tendo já vários interesses empresariais que estão prestes a transformar-se em contratos.
Além de estar disponível para actuar nas mais diversas áreas de negócio, a Ibermeteo quer oferecer soluções à medida de cada cliente. Quando contratam os seus serviços, as empresas escolhem as variáveis que querem ver previstas (temperatura, precipitação, neve, geada), os dias e os meses em que quer essa previsão e o número de vezes por dia. A Ibermeteo disponibiliza previsões meteorológicas até quatro vezes por dia e pode avisar o cliente por email, por SMS ou através do site, que tem um sistema de acesso para cada cliente registado onde estão disponíveis os orçamentos, os relatórios e as previsões.

Com tantas possibilidades, torna-se difícil determinar uma escala de preços. "Se uma empresa de construção civil nos pedir previsões para uma obra, é uma coisa; se pedir para 20, é outra", afirma Tiago Rodrigues. Mas, no caso das energias renováveis, onde as empresas podem pedir previsões de tempo até quatro vezes por dia, todos os dias do mês, para um total de 70 parques, o preço a pagar ronda os 2000 a 2500 euros por mês.

"Esta fase inicial tem sido complicada", admite Jorge Gonçalves, pois "não há noção em Portugal de que este ramo de consultoria é importante". Prova disso foi a tentativa de apostar numa área de negócio - os transportes - que veio a revelar-se infrutífera.

A vaga de neve na Europa que, no início deste ano, fez parar dezenas de camionistas portugueses e trouxe prejuízos pesados inspirou a Ibermeteo a propor os seus serviços às empresas de transporte. Chegou mesmo a estar em cima da mesa um projecto com uma empresa de telecomunicações para criar um software de previsão meteorológica que disponibilizasse aos grupos de transportes várias informações sobre o estado do tempo, permitindo redefinir rotas. Mas a ideia acabou por não passar do papel

Fonte: Público on line

Site da Ibermeteo: http://ibermeteo.com/

Novembro frio em Portugal Continental


Segundo o Instituto de Meteorologia de Portugal Novembro foi mais frio que o normal. Ainda que o início do mês tenha apresentado valores elevados de temperatura máxima entre 20 e 27º C, na 2ª quinzena observaram-se valores muito baixos de temperatura, em particular no interior do território, onde se registaram temperaturas mínimas negativas, como por exemplo em Miranda do Douro (-7.2ºC), Bragança (-6.7ºC) e Montalegre (-6.5ºC).
Os valores médios da temperatura máxima e mínima do ar foram inferiores ao valor normal, em -1.4ºC e -0.9ºC, respectivamente.
Em relação à precipitação em Portugal Continental, o mês classifica-se como normal a seco em quase todo o território, excepto nas regiões do Litoral Norte, da região de Lisboa e de Sagres onde foi chuvoso. O valor médio mensal da quantidade de precipitação foi muito próximo do valor normal 1971-2000, com uma anomalia de -5.2mm.

Fonte: Instituto de Meteorologia

sábado, 11 de dezembro de 2010

Conferência do Clima de Cancún termina com um acordo modesto


Depois do fracasso da Conferência do Clima de Copenhaga, há um ano atrás, a conferência climática da ONU em Cancún, México, terminou hoje com um acordo muito modesto, mas tido como um passo importante rumo a um novo tratado contra o aquecimento global.

Vejam a notícia do público on line de hoje.

Em textos de compromisso apresentados pela presidência mexicana da conferência, o acordo não fixa metas vinculativas de redução de emissões de gases com efeito estufa, seja para os países ricos ou pobres. Mas determina um objectivo de dois graus Celsius como limite para o aumento da temperatura média global até ao fim do século e cria um Fundo Verde Climático para os países em desenvolvimento, com promessas de 100 mil milhões de dólares (76 mil milhões de euros) anuais a partir de 2020.

Os textos foram aceites pelos cerca de 190 países representandos em Cancún, excepto pela Bolívia, cuja discordância protelou a discussão. Foi formalmente aprovado pelo plenário às 3h30 (9h30 em Lisboa).

Em intervenções no plenário da conferência, sucessivos ministros e diplomatas saudaram os textos como um avanço significativo, depois do fracasso da última cimeira climática, em Copenhaga, no ano passado. A ministra mexicana dos Negócios Estrangeiros, Patricia Espisona – presidente da conferência e responsável por aproximar as posições divergentes de diferentes países – foi ovacionada durante a sessão.

“Vocês restauraram a confiança da comunidade internacional”, disse o ministro indiano do Ambiente, Jairam Ramesh. Já o chefe da delegação norte-americana, Todd Stern, afirmou que o conjunto de textos, "mesmo que não seja perfeito, é incontestavelmente uma boa base para avançarmos”. A União Europeia e o grupo dos países mais pobres também mostraram-se globalmente satisfeitos com o resultado.

Ainda assim, o acordo é considerado por muitos como insuficiente. "A vontade política para uma acção vigorosa ainda não é suficientemente forte para uma resposta global adequada para fazer face à ameaça climática", avalia a organização ambientalista Quercus, num comunicado. "Mas as acções nacionais mostram que os países reconhecem a necessidade e os benefícios de uma economia verde, e as conversações no quadro das Nações Unidas requerem essa confiança", completam os ambientalistas.

Os documentos vertem para textos oficiais das Nações Unidas alguns dos aspectos contidos no Acordo de Copenhaga - um pacto não-vinculativo adoptado há um ano, à margem do processo negocial da ONU.

Alguns aspectos centrais dos textos, segundo a agência Reuters:

Protocolo de Quioto
Os países comprometem-se a concluir o trabalho sobre o prolongamento do protocolo “o mais rápido possível e de modo a garantir que não haja um hiato entre o primeiro e o segundo período de cumprimento”. O primeiro período termina em 2012. O acordo pede mais esforços dos países desenvolvidos na redução de emissões, mencionando a necessidade de 25 a 40 por cento de redução até 2020, em relação a 1990, para manter o aquecimento global a um nível aceitável.

Acção de longo prazo
Reconhece a necessidade de “cortes profundos” nas emissões globais, de modo a manter o aumento da temperatura média global abaixo dos dois graus Celsius. Admite rever a meta para 1,5 graus Celsius. Determina que se estabeleça uma meta global de redução de emissões até 2050. Os países desenvolvidos devem liderar nos esforços, dado serem historicamente responsáveis por mais emissões. Os países em desenvolvimento devem adoptar “acções nacionais”, apoiadas internacionalmente, para controlar as suas emissões até 2020. As reduções que resultarem de apoio internacional serão verificadas externamente. As acções domésticas serão alvo de verificação interna.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O filme "Hotel Ruanda" e o genocídio do Ruanda

Na próxima segunda feira, 13 de Dezembro será  exibido na Videoteca da Escola o filme "Hotel Ruanda" que relata oum dos acontecimentos mais monstruosos que a humanidade viveu nas últimas décadas.

De seguida podem ver um artigo de Bruno Amorim sobre o conflito do Ruanda que ocorreu em 1994.

Foi no dia 6 de Abril de 1994, que a humanidade assistiu a um dos maiores horrores de que há memória. No Ruanda, tensões étnicas entre os hutu e os tutsi deram origem à violência e ao vasto derramamento de sangue, em sequência do agravamento de um conflito de décadas.No início da década de 90, o conflito entre as duas tribos (hutu e tutsi) aumentava a cada minuto. Até que a 6 de Abril de 1994, a morte dos Presidentes Juvenal Habyarimana, do Ruanda, e Cyprien Ntaryamira, do Burundi, num inexplicável acidente de avião, quando este se aproximava de Kigali (capital do Ruanda), significou o acender do rastilho de uma guerra civil muito sangrenta.

Os extremistas hutu usaram o acidente como pretexto para chegarem ao poder e tentaram aniquilar a população tutsi e os hutu moderados. Resultado: entre Abril e Julho de 1994, morreram mais de 800 mil pessoas, no maior genocídio que alguma vez aconteceu em África.

O genocídio levou ao êxodo massivo da população tutsi que não tinha outra alternativa senão fugir do país. Calcula-se que mais de dois milhões de ruandeses abandonaram o território, procurando refúgio em países vizinhos e que dentro do país, o deslocados foram mais de 1,5 milhões de pessoas. A guerra civil afectou directamente mais de metade da população ruandesa que tinha cerca de sete milhões de habitantes.

O jornalista da TSF, Emídio Fernando, esteve no Ruanda em Fevereiro de 1996, e contou ao JornalismoPortoNet aquilo que encontrou: “no Ruanda pude presenciar a um êxodo bíblico de pessoas a entrar e sair no país assim que os tutsi chegaram ao poder". Segundo o jornalista, “nessa altura os tutsi tentaram vingar-se do que os hutu lhes fizeram durante o genocídio".

Sem condições sanitárias suficientes, milhões de refugiados ruandeses morreram vítimas de doenças como a cólera e a sida.

 

Dez anos depois…

 

Dez anos passaram e a memória do genocídio ainda está bem presente nas mentes de todos os ruandeses, sejam eles hutus ou tutsis. O repórter revela mesmo que as feridas do massacre estão bem presentes: “não conheci uma única pessoa no Ruanda que não tivesse tido um familiar morto à catanada".

O Ruanda é um país traumatizado pela guerra civil, destruído na maior parte das suas infra-estruturas sociais, económicas e políticas que tenta agora recuperar. No entanto, a reconciliação étnica é algo em que Emídio Fernando não acredita. “Os hutus e os tutsi não se misturam e assim é difícil que se consiga estabelecer uma democracia".

Outro problema que afecta a população ruandesa é a Sida. A doença tem-se propagado por todo o continente africano, no entanto, tem tido maior incidência na região dos Grandes Lagos, onde também se encontra a República do Ruanda. “A Sida é um problema muito grave, pois até as classes dirigentes, pessoas que realmente fazem funcionar um país, foram atingidas pela doença. Assim, o futuro de países como o Ruanda encontra-se muito indefinido", disse Emídio Fernando.

Bruno Amorim, 06.04.2004
Fonte: http://jpn.icicom.up.pt/2004/04/06/genocidio_no_ruanda_foi_ha_10_anos.html


Podem visionar a seguir um vídeo com o trailer do filme "Hotel Ruanda", de 2004, dirigido por Terry George e interpretado por Don Cheadle, Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Desmond Dube e Sophie Okonedo. O filme é uma co-produção de Itália, Reino Unido e África do Sul, e relata a história real de Paul Rusesabagina, que foi capaz de salvar a vida de 1268 pessoas durante o genocídio de Ruanda em 1994. Logo depois das primeiras exibições, sua história foi imediatamente comparada com a de Oskar Schindler.

História do Natal Digital

Agora que o Natal se aproxima fiquem com um vídeo verdadeiramente original. Trata-se da História do Natal numa versão muito livre que associa a quadra natalícia às inovações das Tecnologias de Informação e Comunicação.



É bem verdade, "os tempos mudam mas os sentimentos não!"

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tornado na região de Tomar



Foto: Mário Reis

Ao início da tarde de ontem, dia 7 de Dezembro de 2010, ocorreu um tornado na região de Tomar e de Ferreira do Zêzere.

Este fenómeno consiste num turbilhão de vento, muitas vezes violento, cuja presença se manifesta por uma coluna nebulosa ou cone nebuloso invertido em forma de funil que emerge da base de um cumulonimbo, e por um tufo constituído por poeira, areia ou detritos vários levantados do solo (também é designado por tromba terrestre).

As condições meteorológicas que estão a afectar o continente são influenciadas por uma massa de ar quente, húmido e instável, embebida num fluxo de sudoeste, propícia à ocorrência de fenómenos adversos, como precipitação e vento fortes, facto que levou o IM a emitir avisos meteorológicos para os parâmetros de precipitação, vento e agitação marítima.

De todos os vídeos que se podem encontrar no Youtube que reportam este fenómeno ocorrido ontem escolhi o da Sofia Cartaxo. Há outros vídeos talvez mais espectaculares, contudo a linguagem utilizada não é a mais apropriada para um blogue com objectivos educativos como este.

Alunos portugueses melhoraram na língua, matemática e ciências, segundo a OCDE

Finalmente, uma boa notícia sobre o Ensino em Portugal. Os alunos portugueses conseguiram melhores resultados do que em anos anteriores nos testes feitos no âmbito do PISA (Programme for International Student Assessment), que avalia o desempenho escolar dos jovens de 15 anos dos países da OCDE e de outros países ou parceiros económicos. As áreas avaliadas são a literacia em leitura, na matemática e na ciência.

Vejam a notícia do público de ontem:

O ano de 2009 é o primeiro em que é possível fazer comparações, uma vez que o PISA é aplicado de três em três anos, tendo sido aplicado pela primeira vez em 2000, ano em que se avaliou a literacia em leitura dos alunos de 15 anos. A leitura voltou a estar em foco em 2009, ano em que a OCDE aproveitou para voltar a analisar, de maneira sucinta, a Matemática e as Ciências.

Assim, a OCDE constata que Portugal melhorou nas três áreas científicas e isso deve-se, acredita a organização, às medidas políticas aplicadas desde 2005. O investimento feito em computadores portáteis, acesso à banda larga, refeições, aumento do apoio social escolar contribuíram para a evolução, aponta o relatório da OCDE. Outros factores foram o Plano Nacional de Leitura, o Plano de Acção para a Matemática, bem como a formação de professores em Matemática e Ciências. A aplicação das provas de aferição (nos 4.º e 6.º anos), assim como os exames nacionais (no final do 3.º ciclo e no secundário) também fazem parte das medidas que a OCDE elogia. Bem como a criação de novas ofertas educativas para os alunos, como os cursos profissionais.

“Portugal é um dos seis países que no PISA 2009 melhorou o seu desempenho na leitura”, refere o relatório, acrescentando que isso deve-se à evolução dos alunos com piores desempenhos, enquanto os que tinham melhores resultados mantiveram-nos.

Assim, em 2000, os alunos de 15 anos portugueses ficavam-se pelos 470 pontos (numa escala de 1 a 698) na leitura. Nove anos depois, Portugal subiu 19 pontos, colocando Portugal ao lado da Suécia, Irlanda, França ou Reino Unido e dentro da média da OCDE. No PISA 2009, a melhor performance pertence a Xangai/China, seguida de dois países da OCDE que habitualmente estão no topo da tabela, a Coreia e a Finlândia. A diferença entre Xangai e o México, o país com o pior desempenho é de 114 pontos.

A Matemática e a Ciências também se verifica uma melhoria de 21 e 19 pontos, respectivamente. Portugal sobe de 466 pontos, em 2003, na avaliação à literacia matemática, para 487. Também a Matemática, Xangai está à frente com 600 pontos, seguida da Coreia com 546. A Ciências, os alunos portugueses saltam de 474 para 493 pontos. Mais uma vez, os lugares no topo repetem-se.

Cerca de 470 mil estudantes fizeram os testes do PISA, representando cerca de 26 milhões de jovens de 15 anos que estão na escola, em 65 países e economias (por exemplo, a China é representada por algumas economias como a de Macau, Hong Kong e Xangai). Em 2010 mais 50 mil estudantes fizeram uma segunda bateria de testes, o que representa cerca de dois milhões de jovens de 15 anos, estes são de outros dez países parceiros da OCDE. Cada aluno fez uma prova de duas horas de leitura, matemática e ciências. Em 20 países, os alunos tiveram que responder a perguntas feitas sobre leitura digital, ou seja, com um computador à frente. Os estudantes responderam ainda a um questionário, com a duração de 30 minutos, sobre a sua experiência pessoal, métodos de estudo, atitude perante a leitura, o seu empenho e motivação. A avaliação do PISA ficou concluída com um questionário preenchido pelos directores das escolas sobre as características da população escolar e o desempenho académico da mesma.

No total, participaram 34 países da OCDE e 41 países e economias parceiras da organização. Em 2012, a OCDE volta a avaliar as competências matemáticas dos alunos de 15 anos e, três anos depois, as competências na área das ciências.


Fonte: Público on line

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Radiohead - All I Need

De novo os Radiohead e o seu All I Need. Este vídeoclip vem, mais uma vez, a propósito das questões relacionadas com o Comércio Justo e com a exploração do trabalho infantil abordadas em Geografia C (12º ano). Recordo que este videoclip faz parte da campanha MTV EXIT (End Exploitation and Trafficking), em parceria com a U.S. Agency for International Development (USAID)com o objectivo da erradicação do tráfico humano.

Norah Jones - December

Um momento musical sublime: Norah Jones canta e toca December, do seu último album Fall.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Convergence - um filme de Martin Scanlon

Mais um pequeno vídeo belíssimo: Convergence, um filme de Martin Scanlon.

É aqui aqui que nós vivemos

Este vídeo é simplesmente fantástico, principalmente para quem gosta de muito de livros, como eu. O vídeo foi produzido pelo Apt Studio e Asylum Films para o 25º aniversário da 4th Estate Publishers.
Bem-vindos à nossa cidade - ao nosso mundo - dos livros. É aqui que nós vivemos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

2010 um dos três anos mais quentes desde 1850

O ano de 2010 será certamente um dos três anos mais quentes a nível mundial, desde que há registos (1850), de acordo com dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Para os meses de Janeiro a Outubro do corrente ano, o desvio da temperatura média da temperatura global combinada da superfície do mar e da temperatura do ar, à superfície, é estimado em + 0.55° C ± 0.11° C, acima da normal 1961–1990 (que é de 14ºC).

2010 (entre Janeiro e Outubro) apresenta assim, o valor global de temperatura média mais elevado, tendo já ultrapassado o valor registado em 1998 (+ 0.53° C), e em 2005 (+ 0.52° C).

Apesar dos dados de Novembro e Dezembro ainda não se encontrarem disponíveis, os dados preliminares de Novembro indicam que as temperaturas globais deste mês são semelhantes às observadas em Novembro de 2005, o que aponta no sentido de as temperaturas globais para 2010 apresentarem valores perto dos níveis recorde.

Em Portugal Continental, o período entre Janeiro e Novembro de 2010, é um dos sete mais quentes desde 1931, tomando em conta a temperatura média. O valor médio registado de 16.0ºC corresponde a uma anomalia de +0.53ºC, em relação ao valor da normal de referência (1961-90).

Fonte: Instituto de Meteorologia

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A guerra contra o narcotráfico nas favelas do Rio de Janeiro

São verdadeiramente impressionantes as imagens que nos têm chegado, nos últimos dias, da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Trata-se de uma verdadeira guerra urbana que envolve 2600 polícias, militares, incluindo pára-quedistas e polícia de choque, apoiada por helicópteros e os traficantes de droga.

O presidente brasileiro Lula da Silva considerou “um sucesso” a operação levada a cabo por cerca de 2600 polícias e militares , e que conseguiu assumir o controlo do Complexo do Alemão.

As autoridades estão a investigar a possibilidade de fuga de pessoas com ligações ao narcotráfico através da rede de esgotos junto ao Complexo do Alemão. Algumas chegaram a ser detidas quando fugiam disfarçadas de religiosos ou com fardas de funcionários municipais.

Este domingo houve 40 detenções e foram também apreendidas pelo menos 40 toneladas de marijuana, para além de cocaína e de diversas armas e munições.

Desde o início dos confrontos, na semana passada, já morreram no Rio de Janeiro pelo menos 35 pessoas. As autoridades brasileiras anunciaram também que as forças militares mobilizadas para o combate aos narcotraficantes no Rio de Janeiro vão ficar “por tempo indeterminado” no Complexo do Alemão até que seja consolidada a presença da Unidade de Polícia Pacificadora.

Será que o Brasil vai ganhar “a guerra” contra o tráfico de droga, como está convencido o presidente brasileiro?

Fiquem com algumas imagens do quotidiano de violência que se vive nas favelas do Rio, nomeadamente nas suas escolas. Em cada dia, em média, morrem 200 pessoas no Brasil, vítimas da violência urbana!...

domingo, 28 de novembro de 2010

A Lisboa anterior ao terramoto de 1755 - apresentação virtual

Estes dois vídeo muito interessantes, produzidos pelo Centro de História da Arte e de Investigação Artística da Universidade de Évora, apresentam uma visão virtual da cidade de Lisboa anterior ao grande terramoto de 1 de Novembro de 1755. É uma recriação fantástica da cidade de Lisboa que vale a pena ver.




O Museu da Cidade (de Lisboa), em conjunto com uma equipa da empresa portuguesa SWD Agency, recriou virtualmente ruas, praças e edifícios emblemáticos da capital antes da destruição provocada pelo sismo de 1755. A três dimensões, estes modelos virtuais, alguns animados em vídeos, transportam-nos para as ruas de Lisboa nas vésperas do terramoto. Ver um exemplo de um vídeo aqui.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Muse - Glorious

De novo os Muse. Fiquem com Glorius.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O boom económico da América nos anos 20

Os loucos anos 20 e o boom económico da América nessa década num pequeno vídeo interesssante, sobretudo para quem gosta de História.

Portal "Bab.la" e blogue "lexiophiles"


Hoje queria falar-vos de um portal que me foi dado a conhecer por Bibiana Nilsson. Chama-se bab.la (http://bab.la/ ), um site interativo com dicionários multilíngues (dentre eles, Português - Inglês, Português - Espanhol e Português - Alemão), fóruns sobre tradução, testes sobre cultura e o idiomas, além de jogos, entre outros recursos.

Aproveito ainda para divulgar um blog, relacionado com o mesmo projecto, chamado Lexiophilles (http://www.lexiophiles.com/ ), no qual é postado diariamente um artigo acerca de línguas, culturas e idiomas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Península da Coreia novamente em grande tensão


Pode ser apenas mais um incidente – ainda que dos mais graves – na longa lista de incidentes entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Ou pode ser o princípio de um conflito mais sério.  Anteontem, ocorreu uma troca de tiros de artilharia njunto a uma ilha próxima da fronteira marítima entre os dois lados da península da Coreia.

Os analistas dizem que foi um dos piores ataques desde o fim da guerra da Coreia (1950-1953, que terminou sem um acordo de paz entre os dois vizinhos) e o Exército do Sul foi colocado em estado de alerta.

É curioso como ainda no último fim de semana a Cimeira NATO - Rússia tinha proporcionado comentários de vários analistas que apontavam para o facto de os acordos alcançados nesta Cimeira representarem o último acto do fim da Guerra Fria. Agora estes incidentes (muito frequentes) entre as duas Coreias parecem desmentir essa ideia. Recordo que a Guerra da Coreia e a consequente divisão deste país em dois Estados (Coreia do Norte, comunista e a Coreia do Sul, capitalista) foi um dos principais acontecimentos do período que ficou conhecido como "Guerra Fria".

Esperemos que o bom senso prevaleça e que tudo não passe de mais uma escaramuça entre estes dois países que, infelizmente não conseguem entender-se e, finalmente, reconciliar-se.


sábado, 20 de novembro de 2010

Cimeira da NATO em Lisboa cria novo conceito estratégico da NATO

A NATO aprovou ontem o seu "roteiro para os próximos dez anos". Um conceito estratégico que reafirma os princípios fundadores da Aliança Atlântica, ao mesmo tempo que "moderniza a forma como se defende", disse o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen. Foi assim cumprida a principal missão da cimeira de Lisboa, culminando mais de um ano de discussões internas, que se arrastaram quase até ao início do encontro, face às divergências entre a França e a Alemanha a propósito das capacidades de dissuasão.

"É um momento histórico", disse Rasmussen, empunhando o documento que foi a prioridade do primeiro ano do seu mandato. Um texto de 11 páginas que visa tornar a "NATO mais eficaz, envolvida e eficiente" e que, explicou, não se limita a enunciar princípios, mas contém "um plano de acção, com medidas concretas, que podem começar a ser aplicadas já amanhã.

A nova doutrina reafirma o compromisso "insubstituível" de que "um ataque a um é um ataque contra todos" mas, vinte anos depois do fim da Guerra Fria, sublinha que a agressão pode não se materializar em invasões ou bombardeamentos aéreos. Pode nascer no teclado de um computador ou no caos de um Estado falhado. "O mundo está a mudar e temos de nos assegurar de que a NATO continua a ser tão eficaz como sempre", sublinhou Rasmussen. Para enfrentar as novas ameaças, é preciso "investir em capacidades-chave", avisou, num recado claro aos aliados europeus, a maioria dos quais chega a Lisboa depois de anunciar reduções nos seus orçamentos de defesa.


O novo conceito estratégico da NATO

PrincípiosA segurança dos membros da NATO nos dois lados do Atlântico é indivisível e será defendida na base nos princípios da solidariedade, sentido comum e justa distribuição de tarefas.


Segurança
Além das ameaças convencionais que não podem ser ignoradas, novos riscos como a proliferação de mísseis balísticos, os ciberataques, o tráfico de pessoas, o extremismo e o terrorismo põem em causa a segurança dos cidadãos dos países da NATO.


Defesa
Prevê o desenvolvimento de um sistema de defesa contra ataques de mísseis balísticos, com a cooperação da Rússia e de outros parceiros euro-atlânticos.


Não-proliferação
Reafirma compromisso com promoção do desarmamento e mantém que enquanto existirem armas nucleares, a NATO será uma aliança nuclear.


Alargamento
Consagra a possibilidade do alargamento às democracias europeias que cumpram os requisitos para a entrada na NATO.


Parcerias
Reafirma que a NATO não representa nenhuma ameaça para a Rússia e consagra a importância da cooperação com Moscovo.


NATO anuncia acordo histórico com a Rússia - Moscovo aceita colaborar com o sistema de defesa anti-míssil da Aliança

Pela primeira vez na história, a NATO e a Rússia, os dois blocos inimigos da Guerra Fria, vão colaborar, no âmbito do sistema de defesa anti-míssil.

"A cimeira de Lisboa assinala o início de um período de conversações e de cooperação e de um conselho Rússia-NATO cada vez mais valioso", declarou o secretário-geral da organização de defesa atlântica.

"Estou muito satisfeito porque o Presidente Dmitri Medvedev aceitou a nossa oferta. Vamos iniciar a nossa cooperação na defesa anti-míssil", sublinhou Rasmussen.

Os 28 países aliados concordaram ontem com a instalação de um novo sistema de defesa anti-míssil em território europeu, que consiste numa rede integrada de radares e interceptores móveis capazes de deter mísseis de médio e longo alcance.

Um sistema semelhante proposto pelo anterior Presidente dos Estados Unidos George W. Bush esbarrou com a oposição frontal do seu homólogo russo Vladimir Putin. Mas uma nova fase no relacionamento entre os Estados Unidos e a Rússia, inaugurado pelos Presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev, criou margem de manobra para negociar um novo sistema.

"A Rússia tem a certeza que o escudo anti-míssil não está dirigido na sua direcção", frisou Rasmussen.

Os membros da NATO e a Rússia discutiram ainda a cooperação em matérias como o combate ao terrorismo e à pirataria e o apoio de Moscovo à missão militar em curso no Afeganistão.

Anders Fogh Rasmussen anunciou ainda que uma nova cimeira de chefes de Estado e de Governo dos países da NATO vai ser realizada nos Estados Unidos em 2012.

Fonte: Público

Para muitos analistas de política internacional, trata-se, de facto, do fim da Guerra Fria.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Japan Week - Porto 20 a 25 de Novembro


A Japan Week é um evento organizado anualmente numa cidade do mundo. Em 2010, ano em que se comemoram os 150 Anos da Assinatura do Tratado de Amizade Portugal-Japão, o Porto foi a cidade escolhida pela organização japonesa para a realização deste grande evento, co-organizado pela Câmara Municipal do Porto, o qual celebrará a cultura nipónica durante cinco dias, de entrada livre para o público. O programa terá início no dia 20 de Novembro, no Pavilhão Rosa Mota, com diversas actuações de grupos japoneses, no interior do Pavilhão e nos Jardins do Palácio (tambores, folclore japones, música tradicional) e incluirá exposições de pintura e artes diversas japonesas na Biblioteca Municipal Almeida Garrett e no Museu Nacional Soares dos Reis, além de cinco dias de espectáculos no Rivoli, com actuações de grupos japoneses que demonstrarão as diversas facetas da cultura do País do Sol Nascente.

Programa:
Festa de Abertura da Japan Week  20 Novembro (sábado) às 14:30h  Pavilhão Rosa Mota e Jardins do Palácio de Cristal.
Actuações dos mais diversos grupos japoneses, no interior e no exterior do Pavilhão Rosa Mota, darão início à Japan Week, numa tarde repleta de festa e animação, com música, dança, demonstração de armas de fogo, trajes tradicionais e muitas outras surpresas para o público.
Entrada Livre

Festival Japan Week no Porto de 21 a 25 de Novembro  Rivoli Teatro Municipal – Grande Auditório.
Cinco dias de espectáculos de grupos vindos do Japão, no Grande Auditório do Rivoli, com entrada livre (sujeita a pré-marcação), serão o culminar de um ano em que se celebram os 150 Anos da Assinatura do Tratado de Amizade Portugal-Japão. Cada dia reserva uma surpresa, da música tradicional japonesa à dança popular e clássica, ao sapateado, à mostra de trajes típicos japoneses, e muito mais. Uma semana de festa da cultura japonesa no Porto.
Horário: 20, 22, 24 e 25 Novembro (sábado, segunda, quarta e quinta) 21h30; 21 de Novembro (domingo) 17h00
Entrada Gratuita, sujeita a pré-marcação a partir de 1 de Novembro, no Posto de Turismo, Rua dos Fenianos n.25, tel: 223 393 470/2, postoturismo@cm-porto.pt  | Levantamento de bilhetes no Posto de Turismo a partir de 12 de Novembro, das 09:00h às 17:30h, até 48 horas do espectáculo.

“Artes do Japão” (Exposição e Demonstração)  de 21 a 25 de Novembro  Galeria do Palácio - Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
Mostra das artes milenares japonesas numa exposição única, organizada pela International Friendship Foundation, do Japão, no âmbito da comemoração dos 150 Anos da Assinatura do Tratado de Amizade Portugal-Japão. Trabalhos de tinturaria e estamparia, bordados, caligrafia, pinturas tradicionais, arranjos florais (ikebana), “desenhos” em vegetais, trabalhos de animação, recortes em papel, origami e fotografia. Demonstração da cerimónia do chá mediante marcação prévia.
Horários: Domingo 12:00h-18:00h; segunda a quarta 10:00h – 18:00h; quinta 10h00 - 14:00
Entrada Livre

Tradições do Japão: Cerimónia do Chá I de 21 a 25 de Novembro I Galeria do Palácio - Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
Segundo a tradição nipónica, a cerimónia do chá é um ritual que deve ser cumprido com boa vontade e simplicidade. No Japão, os convidados devem chegar antecipadamente para se proceder à cerimónia do chá. São sentados numa sala pequena e simples, "desligados" da agitação do quotidiano, com roupas discretas e um ambiente que apela à paz de espírito. Participar nesta cerimónia é fazer uma aprendizagem fundamental sobre a cultura japonesa, através de uma tradição com séculos de existência. Esta cerimónia será recreada no espaço da exposição "Artes do Japão".
Horário: Domingo - 14h00 às 15h00; 15h30 às 16h30; 17h00 às 18h00; segunda - 18h00 às 19h00; quarta - 18h00 às 18h30; 18h30 às 19h00
Entrada Livre | Informações / marcação de cerimónia do chá: 22 6081000, bib.agarrett@cm-porto.pt

Uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto, através do Pelouro do Conhecimento e da Coesão Social e que conta com o apoio da PortoLazer.

Fonte: Porto Lazer

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Olho pró negócio


Um grupo de alunos do 12ºG está a desenvolver uma empresa escolar formada nas aulas de Área de Projecto do curso de Ciências Socioeconómicas da Escola Secundária de Rio Tinto.

Esta empresa escolar, insere-se na iniciativa da "Junior Achievement" (Aprender a Empreender) e tem como objectivos o desenvolvimento dos alunos enquanto empresários, gestores e directores dos mais variados ramos, constituindo assim uma empresa.

Têm como meta, para este ano, criar um produto de sucesso, que será comercializado.

A equipa de trabalho é constituída por 4 elementos:
Presidente / Director de Vendas: João Diniz
Directora de Marketing: Isa Nazário
Director Financeiro: Nuno Montenegro
Director de Operações/ TIC: Ricardo Spranger

No âmbito desta actividade foi criado um blogue com a designação "Olho pró Negócio" com o endereço http://olhopronegocio.blogspot.com/  e que divulgará o desenvolvimento do Projecto.

Os movimentos de rotação e de translação da Terra e as Estações do Ano

O vídeo que se segue mostra em animação os movimentos de rotação e translação da Terra e a sucessão das estações do ano. Espero que ajude os alunos de Geografia A a entender melhor este assunto. Podem também clicar aqui para acederem a um site com recursos didáticos relacionados com a unidade da Radiação solar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Butacamob - Porto, 20 de Novembro


No próximo Sábado, dia 20 de Novembro, pelas 11 horas, na Rua de Santa Catarina (Porto) vai decorrer o Evento Oficial de Lançamento da Semana, com a promoção do BatucaMob.

O BatucaMob é um evento que decorrerá no mesmo dia (20/11) à mesma hora (11h) em vários países europeus (Espanha – Barcelona, França – Paris, Bélgica – Bruxelas, Portugal – Porto e muitos outros). O objectivo deste flashmob é reunir o máximo de pessoas e através do ritmo consciencializar para o conceito da Prevenção de Resíduos, sendo que a acção decorrerá temporariamente e depois os participantes dispersarão.

A Lipor divulga hoje o Vídeo promocional do Evento de Lançamento. Pode ser visualizado em:


Traga um instrumento musical reutilizado e venha fazer barulho pela Prevenção!

Vá à Página no Evento no Facebook e adira a este Movimento. O Ambiente agradece! Lá encontra também dicas de como fazer instrumentos musicais a partir da reutilização de materiais:

A Semana Europeia da Prevenção de Resíduos é um projecto de 3 anos e tem o apoio do Programa LIFE+ da Comissão Europeia até 2011 e de vários parceiros. É organizada por autoridades públicas que detêm competência no domínio da prevenção de resíduos. No território onde exercem a sua autoridade, actuam como organizadores, assegurando a recolha das inscrições e a validação dos projectos propostos pelas diversas categorias de proponentes. Em Portugal, o organizador oficial da Semana é a APA – Agência Portuguesa do Ambiente.

A Lipor tem registadas cerca de 200 acções que serão dinamizadas durante toda a Semana em todos os Municípios da Lipor e abrangendo diferentes públicos-alvo, mas a mesma entidade terá também acções próprias. Pode consultar o programa completo em: http://www.eunaofacolixo.com/

Para mais informações:
Departamento de Educação, Comunicação e Relações Institucionais
Tel. 22 977 0100

Fonte: Porto Lazer

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A NATO (ou OTAN) - Organização do Tratado do Atlântico Norte


Como todos sabem, nos próximos dias 19 e 20 de Novembro vai decorrer em Lisboa, na FIL, Parque das Nações, uma Cimeira da NATO.
O que é a NATO? Quando foi criada? Quais os objectivos da sua criação? Quais os países que fazem parte desta organização?


NATO - Organização do Atlântico Norte

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949. Os seus nomes oficiais são North Atlantic Treaty Organization (NATO), em inglês, e Organisation du Traité de l'Atlantique Nord (OTAN), em francês. Em Portugal utiliza-se mais frequentemente a palavra NATO (sigla em inglês) por, paradoxalmente, se parecer mais com uma palavra portuguesa. O seu secretário-geral é, desde 1 de Agosto de 2009, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen.

História
A organização foi criada em 1949, no contexto da Guerra Fria, com o objetivo de constituir uma frente oposta ao bloco socialista, que, aliás, poucos anos depois lhe haveria de contrapor o Pacto de Varsóvia, aliança militar do leste europeu.

Desta forma, a OTAN tinha, na sua origem, um significado e um objectivo paralelos, no domínio político-militar, aos do Plano Marshall no domínio político-económico. Os Estados signatários do tratado de 1949 estabeleceram um compromisso de cooperação estratégica em tempo de paz e contraíram uma obrigação de auxílio mútuo em caso de ataque a qualquer dos países-membros.

Os Estados que integram a OTAN são: a Albânia, Alemanha (República Federal da Alemanha antes da reunificação alemã), Bélgica, Canadá, Croácia, Dinamarca, Espanha, os Estados Unidos da América, a França, a Grécia, os Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Reino Unido, Turquia, Hungria, Polónia, República Checa, Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e a Eslovénia.

Com o desmoronamento do Bloco de Leste no final dos anos 1980, surgiu a necessidade de redefinição do papel da OTAN no contexto da nova ordem internacional, pois o motivo que deu origem ao aparecimento da organização e o objectivo que a norteou durante quatro décadas desapareceram subitamente.

A organização dedicou-se, pois, a esta nova tarefa, com o objetivo de se tornar o eixo da política de segurança de toda a Europa (isto, é considerando também os países que antes formavam o bloco adversário) e América do Norte. Assim, começou a tratar-se do alargamento a leste (considerando, nomeadamente, a adesão da Polónia, da Hungria e da República Checa) e, em 1997, criou-se o Conselho de Parceria Euro-Atlântica, um órgão consultivo e de coordenação onde têm também assento os países aliados da NATO, incluindo os países da Europa de Leste o que desagrada à Rússia ao ver afastar-se da sua esfera de influência.

Em Março de 1999, formalizou-se a adesão da Hungria, Polónia e da República Checa, três países do antigo Pacto de Varsóvia. Em março de 2004 aderiram a Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e a Eslovénia. No dia 1 de Abril de 2009 aderiram à Organização a Albânia e a Croácia.

Na actualidade a Aliança Atlântica exerce grande influência nas decisões políticas europeias.

Estados membros
Membros fundadores:
Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido (4 de abril de 1949).

Adesões durante a Guerra Fria:Grécia e Turquia (18 de Fevereiro de 1952), Alemanha Ocidental (9 de maio de 1955) e Espanha (30 de maio de 1982).

Adesões de países do antigo bloco de leste:Alemanha Oriental (reunificada com a Alemanha Ocidental, 3 de outubro de 1990), República Checa e Polónia (12 de março de 1999), Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia (29 de março de 2004), Albânia e Croácia (1 de Abril de 2009).


Cooperação com estados não-membros
Parceria Euro-Atlântica
A estrutura dupla foi criada para ajudar a reforçar a cooperação entre os 28 membros da OTAN e os 22 "países parceiros".

O programa Parceria para a Paz foi criado em 1994 e é baseado em relações bilaterais individuais entre cada país parceiro e a OTAN: cada país pode escolher a extensão da sua participação. O programa é considerado o braço operacional da Parceria Euro-Atlântica. Os membros incluem todos os atuais e antigos membros da Comunidade de Estados Independentes.

O Conselho da Parceria Euro-Atlântica foi criado em 29 de maio de 1997 e é um fórum de coordenação regular, consulta e diálogo entre todos os 49 participantes

Fonte: Wikipédia

Para visionar uma infografia animada da história da NATO do Expresso clique aqui. Também podem ver aqui uma outra infografia sobre a NATO do site do jornal Público.

sábado, 13 de novembro de 2010

Aung San Suu Kyi foi finalmente libertada

Finalmente, chegou hoje ao fim o tempo de prisão domiciliária que a mais famosa dissidente birmanesa teve de cumprir nos últimos 18 meses.

Aung San Suu Kyi, nascida em Rangum em 19 de junho de 1945, é uma líder política e activista dos direitos humanos birmanesa, premiada com o Nobel da Paz em 1991. É conhecida internacionalmente como líder da oposição ao regime ditatorial de seu país, que a mantém presa até hoje em razão de seus ideais democráticos.

É filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia (também chamado Mianmar), que foi assassinado quando ela tinha apenas dois anos de idade.

Depois de ter vivido em Londres, regressou ao seu país em 1988, por altura da morte da mãe. O seu retorno à Birmânia coincidiu com a eclosão de uma revolta popular espontânea contra vinte e seis anos de repressão política e de declínio económico no país. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se a líder do movimento de contestação ao regime militar.

Nesse ano de 1988, morreram dez mil pessoas em consequência das medidas de repressão adoptadas pelo regime. Após o seu partido (a Liga Nacional para a Democracia) ter obtido uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, Suu Kyi viu-se remetida a prisão domiciliária pela junta militar que governa o seu país. A Birmânia - denominada Myanmar, a partir de 18 de junho de 1989 - continuou a ser dirigida pelo general Ne Win num regime ditatorial, mas a luta pela democracia ganhava crescente visibilidade e apoio internacional.

Em 1995, o regime militar decidiu levantar a pena de prisão domiciliária imposta à Prémio Nobel, como sinal de abertura democrática dirigido à comunidade internacional. Mas sua liberdade durou pouco. Dos últimos 19 anos, ela passou 13 em prisão domiciliar.

Em 2000, o grupo U2 fez uma canção em sua homenagem chamada "Walk On". Em 2005, Damien Rice e Lisa Hannigan escreveram a canção "Unplayed Piano em sua honra e tocaram-na ao vivo no "Nobel Peace Prize Concert (Nobels fredspriskonsert)" em Oslo, Noruega.

Em 2008, Suu Kyi foi classificada como a 71ª mulher mais poderosa do mundo, pela revista Forbes. Em Setembro do mesmo ano, o seu estado de saúde suscitou preocupação. Ela estaria a recusar a comida que lhe era fornecida pela junta militar.

Foram vários anos sem acesso ao exterior: telefone, televisão, Internet, visitas, tudo estava proibido. Mas ontem, vários media, citando fontes próximas do Governo, adiantavam que o generalíssimo Than Shwe já tinha assinado a ordem para a libertação.

Suu Kyi deveria ter ficado em liberdade no ano passado, mas as autoridades acusaram-na de ter quebrado os termos da detenção ao receber um americano que atravessou a nado o lago que cerca a sua casa (que dissera ter a missão de a salvar), condenando-a a mais 18 meses de clausura.

Fiquem com "Walk On", a canção dos U2 dedicada a Aung San Suu Kyi.

Um mundo, tantas vidas...

De que te queixas?

O vídeo que se segue dá muito que pensar sobre o que é, de facto, importante na nossa vida.


Vamos reclamar menos e ajudar mais!...

Crise do Suez



A 30 de Outubro de 1956, começou mais um dos conflitos no Médio Oriente, entre o Egipto por um lado e a França e a Grã Bretanha pelo outro, juntamente com Israel.

O Canal de Suez é um canal que liga Porto Said, porto egípcio no Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.

Com a extensão de 163 quilómetros, permite que embarcações naveguem da Europa à Ásia sem terem que contornar África pelo cabo da Boa Esperança. Antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.

A companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal.


O conflito do canal do Suez ocorre na sequência da nacionalização do Canal do Suez em 26 de Julho de 1956 pelo presidente do Egipto Gamal Abdel Nasser, pouco tempo depois de ter chegado ao poder. Até àquela altura o canal era propriedade dos britânicos pelo que a acção do dirigente egípcio Gamal Nasser foi vista como uma afronta às duas principais potência da Europa Ocidental.

Desde 1955 que o Egipto tinha entretanto estabelecido relações militares com países do Pacto de Varsóvia, e tinha começado a receber equipamentos militares de origem soviética.

Por causa do aumento dos contactos com os países do Pacto de Varsóvia e do reconhecimento da República Popular da China, as relações do Egipto com os países ocidentais tinham vindo a piorar bastante e especialmente no inicio de 1956, altura em que os Estados Unidos cancelaram o apoio à construção da enorme barragem de Assuão «Aswan».

A resposta ao cancelamento do auxílio americano, foi a nacionalização por Nasser da companhia que geria o Canal de Suez.

Começaram então a ser criadas as condições para uma aliança entre a Grã Bretanha, a França e Israel, no sentido de recuperar o controlo do canal, sem a intervenção dos Estados Unidos que não estavam interessados numa intervenção militar directa.

O apoio de Israel foi negociado, e aquele país ficou responsável por uma operação de diversão que consistia num ataque contra toda a península do Sinai, parando a apenas alguns quilómetros do canal. Com a segurança do canal em risco as forças da Grã Bretanha e da França teriam uma razão objectiva para intervir, alegando incapacidade do Egipto para defender o canal.

Entre o dia 29 de Outubro e o dia 5 de Novembro, as forças de Israel avançaram por todo o Sinai. As forças egípcias entram rapidamente em total colapso, retirando em todas as frentes.

A 30 de Outubro a França e a Grã Bretanha lançam um ultimatum a Nasser, para que recue na sua decisão de nacionalizar o Suez e para que permita a presença de forças estrangeiras. Perante a recusa egípcia, britânicos e franceses começam a atacar pontos estratégicos no Egipto em preparação para o ataque, utilizando aeronaves de uma força conjunta que somava sete porta-aviões (cinco britânicos e dois franceses), a que se somavam forças em Chipre.

A força aérea do Egipto era relativamente poderosa no papel. Dispunha já de cerca de 100 caças MiG-15 que eram teoricamente superiores à maioria dos caças britânicos e franceses, mas apenas 30 deles estavam operacionais e mesmo assim o nível de treino era mau.

A acção de Israel, com caças franceses Mistere, com relativamente pouca autonomia ajudou a garantir a superioridade aérea.

A ataque também se deu na direcção de Gaza, onde navios franceses deram apoio ao avanço das forças de Israel, atacando os egípcios em áreas costeiras.

Acreditando não ter como resistir, Nasser jogou outra carta: Quando começam os bombardeamentos britânicos, mandou encerrar o canal, afundando vários navios que tinham sido previamente preparados para isso.

A partir daí, o objectivo dos franco-britânicos e o seu argumento principal, caiu por terra. A intervenção britânica já não podia garantir a segurança do canal, porque este estava encerrado.

Mas muito pior que isso é a condenação internacional que a França e a Grã Bretanha sofrem. A União Soviética, reagiu normalmente, ameaçando com a guerra atómica e o fim do mundo, mas pior que as ameaças soviéticas era a pressão dos Estados Unidos, que ameaçou agir contra a Grã Bretanha económicamente.

Durante os dias que antecedem o desembarque das forças britânicas e francesas os dois países são fortemente pressionados principalmente pelos seus aliados e quando o ataque efectivamente começa, tanto os dirigentes franceses como britânicos já estão com dúvidas sobre a sua utilidade.

O ataque

O ataque das forças franco-britânicas propriamente dito, dá-se a 5 de Novembro, por volta das 06:00 da manhã quando tropas paraquedistas britânicas (600 homens) e francesas (500 homens) foram lançadas em dois pontos na área de Port Said. Estas tropas deveriam garantir a segurança das áreas de desembarque e deveriam juntar-se ao fim do dia

Como os ataques aéreos se tinham concentrado sobre unidades militares e aeroportos, os egípcios tinham retirado parte das suas unidades mecanizadas para as áreas urbanas, para evitar o ataque da aviação. Mas aguardando um ataque directo contra Port Said, Nasser envia para a cidade um pelotão de caça tanques soviéticos do tipo SU-100. Também existiam bastantes carros de combate pesados egípcios entre os quais tanques IS-2.

As tropas francesas apesar de em menor numero, mostraram ser de melhor qualidade. Por volta das 09:00 da manhã, já tinham tomado parte da área portuária de Port Said.

A partir de aí a resistência egípcia aumentou, mas o apoio aéreo dado pelas aeronaves dos porta-aviões permitiu à força continuar a alargar o seu perímetro defensivo. Às 14 horas, já há 900 franceses e 600 britânicos no terreno, mas as duas forças ainda não conseguiram juntar-se.

Durante a tarde e perante a violência do ataque, especialmente das forças francesas, o comandante Egípcio propõe um cessar-fogo, e a rendição, mas a dificuldade de comunicação entre britânicos e franceses faz com que apenas às 22:00 se chegue a acordo.

Por volta das 04:00 da manhã do dia 6, começa o desembarque das forças navais britânicas. Os franceses começam a desembarcar às 06:00.

Os desembarques decorrem sem problemas. A resistência egípcia é mínima ou quase nula. As linhas de comunicação egípcias estão afectadas e o abastecimento das suas tropas está completamente desorganizado.

Ao fim do dia as tropas francesas já estão a caminho da cidade de Ismailia.

No entanto, não chegariam a avançar.

A pressão internacional sobre os britânicos levou a que estes calculassem que com a desvalorização da Libra que estava a ocorrer devido a um ataque concentrado à moeda britânica, o país ficasse sem capacidade para importar produtos alimentares em poucos dias.

85% das reservas de moeda britânicas tinham-se exaurido numa guerra económica que o país não podia suportar.

Durante o dia 6, e embora a operação estivesse a ocorrer sem problemas e exactamente como previsto, negoceia-se o cessar-fogo, que ocorrerá às 02:00 do dia 07 de Novembro de 1956.

Tinha acabado a mais curta invasão da História.

Fonte: http://www.areamilitar.net/HISTbcr.aspx?N=111

O vídeo que se segue relata o conflito do Suez.